Uma mudança na mentalidade corporativista do brasileiro está atrelada à luta pela redução de horas trabalhadas
por
Clara Dell'Armelina
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19/05/2026 - 12h

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um maior fôlego nos últimos dias após a Câmara dos Deputados confirmar para 26 de maio deste ano a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal de trabalho e amplia o descanso dos trabalhadores brasileiros. A medida pode impactar cerca de 16 milhões de trabalhadores que atualmente atuam no modelo de seis dias de trabalho para apenas um de repouso. O avanço da proposta ocorre em meio à pressão popular, com apoio de centrais sindicais e resistência de parte do empresariado, e corrida eleitoral.

Foram reacendidas as discussões entre empresários, trabalhadores e especialistas sobre produtividade, saúde mental e reorganização do mercado de trabalho. Para a economista e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira, Dirlene Silva, em entrevista à AGEMT, o debate vai além das planilhas econômicas e exige uma mudança estrutural na forma como o trabalho é pensado no Brasil, “essa transição exige mais do que um ajuste de escala, ela exige mudança de modelo de gestão e de mentalidade”, afirma.

Dirlene Silva: Economista e mestre em Gestão e Negócios, é fundadora e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira.
Dirlene Silva (Foto: Fábio Chialastri)

Segundo Dirlene, experiências internacionais em países como Islândia e Reino Unido mostraram que jornadas reduzidas podem manter, ou até mesmo chegar a elevar, a produtividade quando acompanhadas de reorganização dos processos internos, “esses países demostraram que o ganho vem da reorganização do trabalho, não da redução pura e simples de horas. Na prática, as empresas precisam atuar nas frentes de revisão de processos, gestão por resultados, redistribuição de jornadas e mudança de mentalidade”, explica Silva, que sugere que devem especialmente procurar buscar uma transformação da cultura corporativa, abandonando a lógica de que longas jornadas representam maior eficiência e reconhecendo que descanso e bem-estar também impactam diretamente a produtividade do trabalhador. “A economia é, sobretudo, sobre pessoas. E pessoas não produzem de forma linear ao longo de horas extensas”, diz ela.

O aumento de receita registrado em empresas que adotaram jornadas reduzidas está ligado diretamente ao ganho de eficiência operacional e ao bem-estar dos trabalhadores. Experiências internacionais reforçam essa lógica de que menos horas de trabalho podem significar mais foco, menos retrabalho e melhor aproveitamento do tempo. Em 2019, a filial japonesa da Microsoft registrou aumento de quase 40% na produtividade após implementar uma semana de quatro dias de trabalho, além de reduzir gastos com energia e reuniões mais longas. Para Dirlene, empresas que cuidam das pessoas conseguem maior consistência na entrega de resultados. “Seres humanos precisam de descanso para produzirem melhor”, afirma.

Prédio da Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock
Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

Falar sobre o adoecimento físico e mental dos trabalhadores é também falar sobre os impactos econômicos para empresas e para o próprio Estado, especialmente nas áreas de saúde pública e previdência. “Ao longo de mais de 30 anos no corporativo, vi muitas pessoas adoecerem e até morrerem por excesso de trabalho”, relata. Para Dirlene, jornadas menores favorecem equilíbrio emocional, melhora na tomada de decisão e redução do adoecimento mental. “Economia não acontece só na planilha, acontece também no comportamento. E comportamento melhora quando as condições melhoram”, explica.

Toda essa discussão também expõe desigualdades históricas do mercado de trabalho brasileiro, os trabalhadores submetidos às jornadas mais longas geralmente ocupam cargos menos valorizados e recebem salários menores. “Não é a quantidade de horas que determina o nível de renda, mas o tipo de trabalho, o nível de qualificação e a posição ocupada na estrutura produtiva”, afirma.

A CEO ainda aponta que, no Brasil, a cultura da hora extra muitas vezes se transforma em complemento salarial, refletindo baixos salários estruturais, “ainda convivemos com um cenário em que trabalhar mais horas não significa, necessariamente, ganhar mais”. Uma pesquisa da Catho reforça esse cenário apontando que 60,7% dos trabalhadores brasileiros fazem horas extras regularmente e, segundo o levantamento, muitas empresas ampliam a carga de trabalho dos funcionários como estratégia para aumentar a produtividade, algo que contribui para a normalização das jornadas extensas no mercado de trabalho do Brasil.

Gráfico da pesquisa da Catho
(Foto: Reprodução/Catho)

Dirlene acredita que a principal barreira para a aprovação definitiva da medida ainda é cultural, ela diz que ainda “existe uma lógica muito antiga baseada em controle de jornada, não em produtividade”. Ela defende que o país precisa compreender que desenvolvimento econômico sustentável depende diretamente das condições de vida dos trabalhadores pois “não existe desenvolvimento sustentável com pessoas adoecendo para sustentar o sistema”, conclui.

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Em meio ao envelhecimento de cada indivíduo, uma vida digna é garantida para todos. E deveria ser assim, mas a realidade de muitos é contraditória.
por
Alice Begnini
Rafaella Lalo
Heloá Hurtado
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09/04/2026 - 12h

Por trás de peles enrugadas, histórias invisíveis que não são contadas nas visitas, que por vezes nem se quer existem, um capítulo que não é mostrado nas fotos de família. Os corredores são silenciosos, com rotinas organizadas e uma saudade sem tamanho: A família. Abraços, ligações e o próprio calor humano se tornam ausentes, aquela presença de quem fez parte da história, não está mais ali. Os olhares esperançosos entre as portas, esperando a entrada de alguém que talvez não venha mais.

A carência, não é apenas algo físico, ela se torna algo estrutural. O dia que era marcado por encontros, passa a ser marcado por rotinas rígidas, silenciosas, que nem sempre são sinônimos de paz. As datas comemorativas, nem sequer existem, não são compartilhadas. Mesmo com profissionais dedicados e capazes, há um espaço que nenhuma instituição irá suprir, onde o abandono familiar se instala.

Pensando nesse sentido, observa-se que a superlotação piora a realidade. O espaço acolhedor se torna insuficiente perante a grande demanda, idosos começam a dividir quartos, rotinas e além de tudo suas histórias. Aquela atmosfera que indica transmitir cuidado, afeto e tranquilidade, torna- se hostil, provocando uma crise emocional, social e humana.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registraram um grande aumento na população idosa entre 2010 e 2022, além de apontar que o número de idosos que residem em abrigos cresceu 65% em 10 anos.

Profissional auxiliando a mobilidade de um idoso que necessita de cuidados.
Idosos representam cerca de 15% da população. Foto:pixabay.

Segundo Flávia Damião, enfermeira, que atua no Lar Sant’Ana Residencial: “É muito comum a ocorrência de abandono, mesmo em residências de famílias com boas condições financeiras.” A afirmação da enfermeira evidencia que o abandono familiar perpassa a saúde mental e física dos idosos.

Há cinco anos atuando na área, Damião presencia o cotidiano e os desafios desse ambiente. No lugar onde trabalha, residem cerca de 100 idosos que estão inseridos em atividades de dança, exercício físico e fisioterapia. Segundo ela, essas práticas contribuem diretamente para a saúde mental e favorecem a socialização entre eles.

Contudo, o cuidado profissional não ocupa todas as faltas. “Apesar das condições, eles ainda são muito carinhosos “, afirma. Ao falar sobre o afastamento familiar, ela é clara: “É comum, inclusive em um residencial de alto padrão. “Eles sentem muito. Ela não sabe mais quem eu sou, mas eu sei quem ela é”. Aponta um relato presenciado pela enfermeira.

A força desse abandono é complexa e afeta a saúde física e mental. Entretanto, não é pontuado um único motivo para esse afastamento familiar, a falta de tempo, rotina de trabalho intenso, dificuldade em lidar com os cuidados e até mesmo o desespero emocional. Cada caso tem o peso de sua história, de suas vivências. “Eu não sei o passado deles, nem como era a convivência com a família. Eu não sei quem ele foi, eu sei o que ele é aqui”, aponta Flávia.

A psicóloga Normal Richter, explica que a solidão pode gerar ou piorar um quadro de saúde. “Quando estão em estado de lucidez, é comum que sintam raiva, tristeza e sentimentos que intensificam a impressão de abandono e ingratidão por parte da família.

Porém, nem sempre é assim dentro dessas casas. Ailton Luiz, filho de uma ex-residente dessas casas de repouso, aponta uma vivência diferente. Ailton acompanhou de perto o tempo que sua mãe esteve dentro desse ambiente e afirma o cuidado recebido. “Eles tinham bastante assistência. O cuidado era 24 horas, não só físico, mas com relação aos medicamentos também. Segundo ele, existia um cuidado com o bem-estar. “Eles passeavam com ela nos espaços da casa, conversavam, não deixavam ela parada, isso fazia a diferença.”

Idosos fazendo atividades em conjunto.
Pessoas da terceira idade que praticam atividades regulares tem até 30% menos risco de ter doenças como a depressão. Foto:@larsantanaresidencial.

O relato dele, aponta que, se existissem estruturas próprias e adequadas, profissionais prontos e investimentos para os medicamentos as residências poderiam sim cumprir seu objetivo, mas essa não é a realidade de muitos.

Flávia Damião relembra algumas situações delicadas em instituições públicas. “Os quartos estavam tão cheios que não tinha como passar. Em muitos casos, os idosos chegam por resgates, retirados de situações de extrema vulnerabilidade.”

A forma precária vai além da estrutura em si, em algumas instituições há ausência de medicamentos, fraldas e até mesmo itens de higiene básica. Por diversas vezes campanhas e organizações dos próprios funcionários arrecadam os itens necessários e se propõem para buscar vagas em outras casas que não estão superlotadas. É um apoio improvisado, que acaba mantendo de maneira básica aquele ambiente, por meio de iniciativas individuais ou coletivas do que propriamente de uma ação do poder público.

Flávia afirma que o cuidado emocional não pode ser sistematizado. “Trabalhar com idoso é um grande desafio”. Destaca que esse tipo de trabalho exige sim preparo, mas acima de tudo sensibilidade perante as histórias marcadas muitas vezes, pela própria ausência.

A enfermeira ainda conclui, “Gostaria que esse público fosse mais olhado. Que não precisassem ser abrigados em casas de níveis precários. Que todos pudessem ter um envelhecimento digno”.

Diante desse cenário, a superlotação e o afastamento familiar dos idosos apontam mais falhas estruturais, demonstram a forma com que a sociedade tem lidado com o envelhecimento. Provocada não apenas pela falta de recursos, mas também pela falta de vínculo, comprometimento e responsabilidade.

Desse modo, comportamentos que afetam a dignidade dos idosos violam e desrespeitam os direitos pregados pelo Estatuto da Pessoa Idosa, que prezam pela segurança e cuidado absoluto, protegendo de qualquer negligência, discriminação, violência e crueldade. 

Entretanto, com o aumento do envelhecimento populacional, o vínculo afetivo se destaca em meios de prevenção contra a decadência da saúde mental e física dos idosos, entregando para a sociedade conscientização das obrigações que são implementadas sobre os cuidados e responsabilidades sobre pessoas idosas. Por trás de um corpo que não tem a mesma agilidade de antes e uma mente que hoje não é tão lúcida, existem histórias que um dia foram momentos importantes e fizeram parte da trajetória de vida de alguém. Cabe à comunidade honrar essa história e lembrá-los de sua importância dentro do espaço onde vivem, reafirmando que eles são seres humanos e merecem respeito e qualidade de vida digna.

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Trajetória de Paulo Ignez revela a luta, persistência e um amor inabalável pelo desenho.
por
Victória Ignez
Isadora Cobra
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13/11/2025 - 12h

  

A primeira memória que Paulo Lemes Ignez Jr. guarda de si mesmo é ele desenhando. O papel, o lápis e o silêncio curioso da infância nunca foram passatempo, eram destino. Aos 8 anos, já imitava o pai, copiando cada linha com a urgência de quem sabia, mesmo sem saber, que a arte seria seu caminho. E foi. 

Fotografia de Paulo Ignez Junior
Acervo Pessoal: Paulo Ignez Junior

Hoje, aos 42 anos, Paulo é um dos nomes mais respeitados do mercado de animação e games, com mais de 23 anos de carreira. Atuou como Animador e Character Designer em produções nacionais e internacionais, como o filme “A Princesa e o Sapo” (Disney Feature Animation), os curtas “Eu Juro que Vi” (MultiRio) e o game “Chef Squad” (Eldorado Studios). Há 15 anos também ministra cursos sendo 13 deles na ICS, formando artistas que hoje vivem do que ele ensinou. Atualmente, trabalha como supervisor de animação em dois grandes estúdios e dedica parte de seus dias à carreira autoral como artista visual. 

Mas o caminho até aqui nunca foi linear. Nunca foi fácil. Nunca foi garantido. 

Paulo nasceu em 1983, cresceu entre mudanças, escolas diferentes e amigos que, por coincidência ou destino, também desenhavam. Uma sincronia que, hoje, ele entende como combustível. As referências vinham de todo lugar: animes, quadrinhos de super-heróis e revistas sobre games e animação. Assim a paixão dele por esse mundo foi crescendo. 

Aos 15, era impossível e injusto pedir que ele seguisse qualquer outro caminho. Começou a trabalhar cedo, entrou em uma escola de animação sem ter dinheiro para continuar pagando, foi nessa mesma instituição que conseguiu o primeiro emprego, porque o diretor da escola também tinha um estúdio de animação chamado HGN Produções e então surgiu a oportunidade de começar como estagiário, ele conta que ganhava “bem pouco”, mas seu talento falou primeiro, o diretor jogou no mercado, onde Paulo cresceu estúdio após estúdio, quadro após quadro. 

Paulo sempre teve vontade de trabalhar para fora do país, e durante os trabalhos no Brasil, conheceu um profissional de animação que trabalhou para produções da Disney. Ele conta que, no estúdio esse produtor, havia os livros dos filmes da Disney, como eram feitos, e tinha fitas de videocassete que mostravam os estúdios, o make-off dos filmes. Foi então que Paulo teve uma virada de chave e se programou para morar no Canadá. Seu objetivo era aprimorar seu inglês e se especializar ainda mais no seu trabalho. 

Ele sempre soube o que era capaz de fazer, o mundo ao redor é que demorou a perceber.  

No início, o desafio era ser levado a sério. Jovem demais, rápido de menos, eficiente de mais em um ambiente que testava seus limites diariamente. Aprendeu a se comunicar, a trabalhar em equipe, a entregar rápido, a lidar com pressões que quebram muitos no começo. Mais tarde, quando virou supervisor com pouco mais de 20 anos, sentiu a resistência de profissionais mais velhos que não o viam como autoridade. Era um menino em um cargo de adulto, mas ele persistiu. Foi ganhando confiança, velocidade, precisão. Foi deixando de ser promessa para se tornar referência. 

Paulo trabalhou na equipe brasileira que animou cenas de “A Princesa e o Sapo”, da Disney. Remotamente, mas com padrão internacional e supervisores exigentes. Foi selecionado para cenas complexas, revisou trabalhos de outros artistas, coordenou uma pequena equipe. Diz que foi um dos trabalhos mais cansativos da vida e um dos mais marcantes. Visitou o estúdio da Disney. Viu de perto aqueles que admirou por anos. Confirmou que conseguia ocupar esse espaço.  

Para ele, o mercado de animação no Brasil anda “em passos de formiga”. Falta investimento governamental, as políticas de incentivo oscilam e a maioria dos melhores artistas do país trabalha para fora como ele. Paulo não romantiza o setor, sabe que não é do governo que virá o reconhecimento, e sim da própria força de cada artista. 

Ainda assim, vê valor no que muitos produzem com poucos recursos, e acredita que artistas não podem depender do que nunca veio de forma consistente. 

Paulo não se vê como alguém que “transforma o mundo”, mas sabe que seu trabalho influencia principalmente crianças. Ao mesmo tempo, é crítico do conteúdo que chega ao público infantil, afirmando que a maioria dos desenhos e games consumidos hoje têm mais potência negativa do que positiva. Para ele, o filtro dos pais é essencial. E lembra algo importante: quem realmente molda a sociedade são as narrativas mais realistas, filmes, séries, histórias que tratam do humano. A animação, segundo ele, toca mais as crianças, mas não define culturas inteiras. 

O dia de Paulo começa cedo e termina tarde. Supervisiona equipes, revisa desenhos, faz correções, participa de reuniões com diretores internacionais e, à noite, dá aula até as 22h30. Quando sobra tempo e quase nunca sobra, ele relaxa desenhando para si, andando de patins ou tocando violão. Também mergulha em estudos de filosofia, religiões comparadas e mitologia. Esse é o espaço onde respira. 

O pai que viu o artista nascer 

Paulo Tadeu Ignez, pai, acompanhou tudo desde o primeiro traço. “Desde sempre. Começou com uns 8 anos, quando ele me via desenhando.” Ele não só viu, apoiou, pagou cursos, incentivou o que podia. Hoje, fala com orgulho: “Ele ensinou muita gente. Imagine quantas pessoas vivem de desenho porque aprenderam com ele. Na comunidade artística, ele é conhecido como mestre.” Mas também revela saudades: “Ele se tornou um pouco antissocial, sempre focado no trabalho dele, prioriza os estudos.” Nos próximos anos, Paulo, o filho, quer expandir o trabalho autoral, criar uma marca própria, produzir pinturas, ilustrações, fine art, talvez expor em galerias. Também quer manter o ensino vivo formando mais artistas, como quem devolve ao mundo aquilo que recebeu. Ele sabe que o Brasil talvez nunca dê o reconhecimento que sua área merece. Mas também sabe que o mundo reconhece e isso basta. Porque, no fim, Paulo continua sendo o menino que desenhava para mostrar às pessoas. Agora, a diferença é que o mundo inteiro olha de volta.

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Ministério da Saúde confirmou, nesta quinta-feira (09), 24 casos e cinco mortes na capital paulista
por
Juliana Bertini de Paula
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09/10/2025 - 12h

Desde o dia 18 de setembro, diversos quadros de intoxicação por metanol têm sido relatados por hospitais de diferentes estados. Nesta quinta-feira (09), o Ministério da Saúde divulgou um novo balanço, com 5 mortes e 24 casos confirmados em tratamento. Outros 235 são investigações apenas na cidade de São Paulo. Outros casos também despontaram em diversos estados do Brasil, bem como em São Bernardo do Campo e outras cidades da Grande São Paulo.

A intoxicação é provocada pela ingestão de metanol em bebidas adulteradas. Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Piauí, Espírito Santo, Goiás, Acre, Paraíba e Rondônia também investigam casos de intoxicação. Paraná e Rio Grande do Sul confirmaram ocorrências.

Entre as mortes confirmadas estão Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, Marcos Antônio Jorge Júnior, de 46 anos e Marcelo Lombardi, de 45 anos, moradores de São Paulo, além de Bruna Araújo, de 30 anos, de São Bernardo do Campo, e Daniel Antonio Francisco Ferreira, 23 anos, de Osasco.

Na capital paulista, em 30 de setembro, 7 locais foram alvo de investigação da vigilância sanitária. Em dois deles foram encontradas bebidas com metanol. Mais 11 estabelecimentos foram interditados. O bar Ministrão, na Alameda Lorena, nos Jardins, e o bar Torres, na Mooca, foram fechados temporariamente. Seis distribuidoras e um bar em São Bernardo do Campo também foram interditados.

Bar Ministrão, nos Jardins. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Bar Ministrão, nos Jardins. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O que dizem as autoridades?

Nesta segunda-feira (06), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), realizou uma coletiva de imprensa, junto com representantes das secretárias de Saúde, Segurança Pública, Justiça e Cidadania, Desenvolvimento Econômico, Fazenda e Planejamento. Além deles, estavam presentes representantes do ramo de bebidas, que auxiliaram no treinamento de agentes públicos e comerciantes para a identificação de falsificações.

Durante a entrevista, o governador contrariou as declarações do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e descartou a possibilidade de envolvimento de facções criminosas na adulteração de bebidas, sem revelar qual a hipótese que está sendo seguida pela polícia paulista. Tarcísio foi criticado por brincar com a situação dizendo que “quando falsificarem Coca-Cola, vou me preocupar”. No dia seguinte, em suas redes sociais, Freitas publicou um vídeo no qual pedia desculpas pela afirmação.

Em fevereiro deste ano, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgou que 13 bilhões de litros de bebidas adulteradas são comercializados ilegalmente todos os anos, com perdas fiscais que podem chegar a R$ 72 bilhões, sendo a segunda maior fonte de renda das facções de crime organizado, que perde apenas para combustíveis adulterados.

O Fórum destaca ainda a prática ilegal conhecida como refil, quando há reutilização de garrafas para envasamento de bebidas falsificadas. Só em 2023 foram apreendidas 1,3 milhão de garrafas do tipo. Há também anúncios online de venda de garrafas vazias com rótulos das bebidas. Além disso, em 2016, durante o governo de Michel Temer, o Sistema de Controle de Produção de Bebidas, o Sicobe, foi suspenso sob alegação de altos custos de manutenção (R$ 1,4 bilhão ao ano), o que tornou a fiscalização federal inexistente e realizada por meio de autodeclaração dos bares.

Em nota para a AGEMT, a Secretária Municipal de Saúde de São Paulo disse que “as ações da Vigilância Sanitária do município são constantes, com fiscalizações em comércios varejistas (restaurantes, bares, adegas, lanchonetes, entre outros) e distribuidores/atacadistas de bebidas, na verificação da procedência da bebida: se há nota fiscal de aquisição, lacre de segurança, integridade e legibilidade da rotulagem, se apresenta todas as informações obrigatórias (dados do fabricante/importador, lote, registro no órgão oficial), bem como a manipulação. A pasta está intensificando ações em comércios junto à vigilância estadual e à Secretaria de Segurança Pública.”

A Secretaria de Segurança Pública não se pronunciou para a AGEMT. O espaço segue aberto.

Sintomas e tratamentos

Em entrevista à AGEMT, o farmacologista e toxicologista Maurício Yonamine conta que a rapidez para o atendimento médico é o fator mais crítico para a chance de recuperação em caso de intoxicação por metanol. “O prognóstico é melhor quanto mais rápido for o diagnóstico e o início do tratamento, pois o tempo é o que permite que os subprodutos tóxicos (principalmente o ácido fórmico) se acumulem e causem danos irreversíveis.”

Maurício Yonamine, toxicologista formado pela USP. Foto: Reprodução/RevSALUS
Maurício Yonamine, toxicologista formado pela USP. Foto: Reprodução/RevSALUS

 

Maurício conta que o principal problema do metanol é que ele deixa o sangue extremamente ácido e, após ser metabolizado pelo fígado, gera subprodutos extremamente tóxicos, principalmente o formaldeído e o ácido fórmico. “O acúmulo desses metabólitos, especialmente o ácido, interfere na função celular, ataca nervos e órgãos.”

Os sintomas de intoxicação por metanol nas primeiras horas podem ser confundidos com uma ressaca forte, náuseas, dor abdominal, tontura e dor de cabeça. Muitas vezes, os sintomas são leves, o que atrasa a procura por atendimento médico. “Os sintomas iniciais podem ser traiçoeiros”, diz Yonamine.

Depois, começam aparecer os sintomas mais fortes, resultado do ácido fórmico que tem uma afinidade particular pelas células do nervo óptico. Entre eles estão a visão turva, a fotofobia e a aparição de pontos luminosos. Além disso, o sangue ácido causa respiração acelerada, fraqueza, confusão mental e sobrecarga no coração e nos pulmões.

Se não tratado com urgência, o quadro evolui para complicações graves em até 48 horas. O ácido atinge o sistema nervoso central, podendo causar convulsões, rebaixamento de consciência, coma e arritmias cardíacas. A partir disto, os danos passam a ser sistêmicos: coração, pulmões e rins entram em colapso progressivo, consequência direta da acidose metabólica (sangue ácido) severa e da sobrecarga tóxica. É nesse momento que o risco de morte se torna elevado e, mesmo com tratamento, as chances de cura caem drasticamente. 

No sábado (05), o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a compra de 2,6 mil antídotos para a ingestão de metanol durante uma coletiva de imprensa em Teresina. O medicamento chamado fomepizol não possui registro no Brasil e foi comprado de maneira emergencial, juntamente com a Organização Panamericana de Saúde, de um fabricante japonês, Daiichi Sankyo. 

 

 

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Ativo desde 2011, canal produzia conteúdos sobre a Universidade de forma educativa, contava com mais de 100 mil inscritos e ficou 12 dias fora do ar
por
Khauan Wood
Victória da Silva
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01/10/2025 - 12h

Perfil da TV PUC, canal Universitário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) no YouTube foi reativado pela plataforma na tarde desta quarta-feira (01) após ter sido retirado do ar sem aviso prévio ou justificativa no último dia 19 de setembro.

A conta tem um importante e extenso acervo histórico e cultural da instituição. 

Em publicação realizada em seu Instagram oficial, a Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da PUC-SP, denunciou no dia 30 de outubro que o canal havia sido simplesmente retirado da grade da plataforma repentinamente.

Ainda na publicação, a instituição informou que a empresa, que é ligada ao Google, enviou apenas um e-mail informando que a retirada seria causada por descumprimento das regras e diretrizes da plataforma, sem detalhar de que se tratava, acrescentando que as políticas de spam, práticas enganosas e golpes não teriam sido seguidas.

A Universidade abriu uma contestação dentro da plataforma, em que constava um prazo de 48 horas para o retorno. Após o prazo, uma nova mensagem enviada dizia que uma nova resposta seria dada dentro de 24 horas. Mas esses prazos não foram respeitados, o que motivou a denúncia nas redes sociais que mobilizou a comunidade acadêmica.

O time da TV PUC afirmou à Agemt que tudo começou quando um dos integrantes da equipe tentou gerar um link para uma live, mas a página não abria corretamente. Em seguida, eles receberam uma notificação de que o perfil havia sido retirado do ar.

Também em entrevista à Agemt, Julio Wainer, professor da PUC-SP e diretor da TV PUC, relata que em anos de canal, nunca receberam sequer uma advertência. O diretor contou que houve avisos pontuais sobre conteúdos com direitos autorais, que foram retirados imediatamente.

Ainda segundo ele, a equipe jurídica da Fundasp esteve em contato direto com a plataforma durante todo o período de inatividade para tentar reaver o canal. 

De acordo com a Fundasp, a TV PUC existe desde 2007, mas publica vídeos regularmente desde 2011. O canal contava com mais de 5 mil publicações e já ultrapassara o número de 100 mil inscritos.

Ao publicar novamente o canal, a plataforma enviou mensagem à TV PUC desculpando-se pelo ocorrido. Os responsáveis pelo canal ainda avaliam se todo o conteúdo e os seguidores da página foram mantidos.

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A TV PUC produz conteúdos ativamente há 14 anos. Foto: Victória da Silva

O conteúdo do canal universitário é diverso e produzido por professores e alunos. Sobre isso, o diretor da TV PUC afirma que o canal possui “de tudo um pouco”, já que conta com trabalhos institucionais de alunos e professores sobre temas variados, além de lives e programas. 

“Tudo que nós produzimos, nós colocamos lá como repositório para ir acumulando visualizações e as pessoas ficarem sabendo”, contou. O canal tem como missão promover os assuntos debatidos na universidade, mostrando o que é feito para diferentes cursos e com o que os alunos têm engajado na rotina universitária.

A TV PUC também acompanha palestras e outros acontecimentos da universidade e publica os eventos na íntegra, além de resumi-los em outros vídeos com depoimentos dos participantes. A recepção de calouros, que acontece todos os anos e recebe figuras importantes no Tucarena para a abertura do semestre, é um exemplo dos vários registros que o canal tinha antes da retirada.

Falas de personalidades históricas, professores e intelectuais foram derrubadas após a retirada do canal do ar, além de documentários relevantes e outros materiais importantes para a história da PUC-SP apagados pela plataforma ainda sem justificativa.

A TV PUC também tenta trazer os estudantes para as telas e enxergar a PUC-SP a partir do olhar deles. Para isso, as matérias sempre contam com entrevistas e conversas com os alunos que se envolvem nas diferentes atividades que ocorrem durante o ano. Os vídeos são informativos e promovem pautas científicas, culturais e políticas.

O professor do curso de jornalismo, Aldo Quiroga, destacou em um vídeo em seu perfil no Instagram que a Roda de Conversa com os vencedores do Prêmio Vladimir Herzog, em que os jornalista contam como as reportagens vencedoras foram realizadas, também é um dos exemplos dos conteúdos “sequestrados pelo Youtube”, na derrubada do canal. É a TV PUC quem faz a transmissão anual da Roda de Conversa Vladimir Herzog e do Prêmio que também leva o nome do jornalista morto pela ditadura militar.

No vídeo, Quiroga também ressalta a influência das Big Techs sobre o Congresso Nacional para impedir a regulamentação dessas empresas pela sociedade civil, que se encontra refém de decisões como essa.

Em nota enviada à Agemt, o Google afirmou que está apurando o motivo do encerramento do canal e que retornaria em breve. O espaço segue aberto.

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Tite anuncia a convocação oficial da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, Lewis Hamilton recebe título de cidadão honorário do Brasil e PGR pede arquivamento de apuração da CPI da Covid contra Bolsonaro
por
Letícia Coimbra
Luan Leão
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07/11/2022 - 12h

Segunda-feira, 7 de novembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • PGR pede arquivamento de apuração da CPI da Covid contra Bolsonaro.

  • Lewis Hamilton é homenageado como cidadão honorário do Brasil;

  • Lista de convocados da Seleção para a Copa do Mundo 2022;


 

Foto: Sergio Lima/Poder360
Foto: Sergio Lima/Poder360

Falta de elementos

Nesta segunda-feira (7), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) arquive uma apuração preliminar contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), seus filhos e aliados por suposta incitação ao crime durante a pandemia de covid-19.

Segundo a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, não existem “elementos mínimos capazes de amparar a instauração de uma apuração criminal ou a propositura de uma ação penal” sobre o caso. Para ela, a narrativa e as informações apresentadas “denotam a ausência das elementares típicas do crime previsto no art. 286 do CP nas publicações em mídias sociais realizadas pelo Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e pelos demais indiciados”.

Esta apuração havia sido aberta pela PGR em novembro de 2021. 

Os investigados são: Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, Carla Zambelli, Ricardo Barros, Osmar Terra, Bia Kicis e Carlos Roberto Coelho de Mattos Júnior.

Das 10 apurações preliminares abertas após a conclusão da CPI da Covid no ano passado, a PGR já pediu o arquivamento de nove casos.

 

Foto: Lucas Figueiredo/CBF/ND
Foto: Lucas Figueiredo/CBF/ND

Lista de convocados para a Copa do Mundo 2022

Goleiros

  • Alisson - Liverpool

  • Ederson - Manchester City

  • Weverton - Palmeiras

Laterais

  • Danilo - Juventus

  • Alex Sandro - Juventus

  • Daniel Alves - Pumas

  • Alex Telles - Sevilla

 

Zagueiros

  • Militão - Real Madrid

  • Marquinhos - PSG

  • Thiago Silva - Chelsea

  • Bremer - Juventus

  • Meio-campistas

  • Bruno Guimarães - Newcastle

  • Casemiro - Manchester United

  • Fabinho - Liverpool

  • Fred - Manchester United

  • Paquetá - West Ham

  • Everton Ribeiro - Flamengo

 

Atacantes

  • Neymar - PSG

  • Vinicius Júnior - Real Madrid

  • Antony - Manchester United

  • Rodrygo - Real Madrid

  • Raphinha - Barcelona

  • Richarlison - Tottenham

  • Pedro - Flamengo

  • Gabriel Jesus - Arsenal

  • Gabriel Martinelli - Arsenal

 

Foto: Futura Press / Folhapress
Foto: Futura Press / Folhapress

Cidadão honorário

Nesta segunda-feira (7), o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton recebeu o título de cidadão honorário brasileiro em uma sessão solene na Câmara dos Deputados. A proposta é de autoria do deputado federal André Figueiredo (PDT-CE) e foi aprovada em junho deste ano.

O texto foi promulgado durante a sessão e não precisou ser votado no Senado, por ser uma resolução. Como justificativa, foi mencionada a relação próxima que Hamilton mantém com o Brasil e a homenagem feita por ele a Ayrton Senna no GP de São Paulo, em 2021.

Ao agradecer pela honraria, o piloto dedicou ao Senna e o chamou de “herói”.

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Bolsonaro fala pela primeira vez após resultado de domingo, Rodovias seguem ocupadas por bolsonaristas e Alckmin é escolhido como coordenador da equipe de transição do governo Bolsonaro para o de Lula
por
Luan Leão
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01/11/2022 - 12h

Terça-feira, 1 de novembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Fim do silêncio: Bolsonaro fala pela primeira vez após resultado de domingo;

  • Rodovias seguem ocupadas por bolsonaristas mesmo com decisão judicial; 

  • Transição: Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito, é escolhido como coordenador da equipe de transição;

 

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Fim do silêncio 

Dois dias após a derrota nas urnas, o presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou a imprensa para um pronunciamento no Palácio da Alvorada, no final da tarde desta terça-feira (01), acompanhado de ministros do governo. 

Apesar de todo o suspense, o discurso lido por Bolsonaro durou cerca de 2 minutos. Na fala, Bolsonaro agradeceu os votos recebidos e comentou as manifestações de seus apoiadores pelo país desde o resultado. 

"Quero começar agradecendo os 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no último dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir", disse Bolsonaro. 

O presidente também falou sobre respeito à Constituição, e disse que continuará "nas quatro linhas" da Constituição. "Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais. Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição", afirmou o presidente. 

Bolsonaro deixou a coletiva sem citar o candidato vencedor ou o resultado das urnas. Coube a Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil, falar sobre o governo de transição. "O presidente Jair Bolsonaro autorizou, quando for provocado, com base na lei, a iniciarmos o processo de transição", começou o ministro. "A presidente do PT (Gleisi Hoffmann), segundo ela em nome do presidente Lula, disse que na quinta-feira será formalizado o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin. Aguardaremos que isso seja formalizado para cumprir a lei do nosso país", finalizou Nogueira.

 

 Foto: AFP
Foto: AFP

Tensão golpista 

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou nesta terça-feira (01) que bolsonaristas seguem interditando algumas rodovias com pregações contrárias aos resultados das urnas no último domingo (30), que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) presidente. As interdições já causaram cancelamento de voos e problemas de abastecimento em hospitais. 

De acordo com a PRF, o país tem cerca de 267 pontos de manifestações, incluindo 89 bloqueios em estradas, 42 pontos de concentração sem obstrução do fluxo, e 136 interdições parciais. A PRF informou ainda que até o meio da tarde, 306 pontos já haviam sido desobstruídos.

As manifestações começaram na noite de domingo (30), no Mato Grosso do Sul. Até a madrugada de segunda-feira (31), o número de manifestações chegou a 421. Os estados com maior número de registros são Santa Catarina, Pará e Mato Grosso. 

Ainda na noite de segunda-feira (31), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado que a PRF e as Polícias Militares tomassem medidas imediatas para a desobstrução de vias ocupadas ilegalmente. 

Em nota divulgada pela manhã, a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) e o Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais afirmaram que o silêncio do presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado no pleito de domingo (30), "estimula" os atos que bloqueiam rodovias pelo país. 

O presidente falou no final da tarde de terça-feira (01) e disse que "manifestações pacíficas são bem-vindas", e criticou protestos que possam prejudicar a população. 

 

Coordenador escolhido

Cerca de 48h depois do resultado das eleições de domingo (30), a equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa os trabalhos para formar a equipe que comandará a transição de governo entre Lula e Jair Bolsonaro (PL). 

Nesta terça-feira (01), o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), foi escolhido como coordenador da equipe de transição. A decisão foi tomada em reunião que contou com a presença da coordenadora geral da campanha e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, além de Aloizio Mercadante, responsável pela elaboração do plano de governo. 

Alckmin será responsável por uma equipe de 50 pessoas, como previsto no orçamento de 2022. A equipe de transição despachará do prédio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. "Nós vamos começar as tratativas na quinta-feira (3). Nós já estamos pensando, mas na quinta-feira a gente começa a fazer essa composição", disse Gleisi Hoffmann, após o anúncio. 

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Lula eleito presidente do Brasil, Tarcísio vence Haddad pelo governo de SP e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
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31/10/2022 - 12h

Segunda-feira, 31 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Luiz Inácio Lula da Silva é eleito presidente com 50,8% dos votos válidos; Bolsonaro ainda não se pronunciou;

  • Líderes políticos mundiais parabenizam o presidente eleito;

  • Tarcísio de Freitas é eleito governador de São Paulo;

  • Veja como foi o 2º turno pelo país.

 

Foto: Vanderlei Almeida/AFP/dpaweb/dpa/picture-allianc
Lula é o primeeiro presidente na história do Brasil a ser reeleito pela segunda vez - Foto: Vanderlei Almeida/AFP/dpaweb/dpa/picture-alliance

Luiz Inácio Lula da Silva: 39º presidente eleito

O petista Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito neste domingo (30) o 39º presidente da República, vencendo o atual chefe do Executivo, Jair Messias Bolsonaro (PL). Esta é a primeira vez que um presidente tenta a reeleição e não consegue, assim como não há antecedentes de um ex-presidente cumprindo o terceiro mandato. 

Lula foi considerado eleito após 98,91% das urnas serem apuradas, pouco antes das 20h. O petista recebeu  60.345.999 votos (50,90% dos votos válidos), e Bolsonaro 58.206.354 votos (49,10% dos votos válidos). 

Os votos brancos somaram 1.751.415 (1,43%) e os nulos 3.889.466 (3,16%). O nível de abstenção alcançou 20,9%.

Até o momento da publicação deste Resumo, o presidente Bolsonaro ainda não havia se pronunciado a respeito. A agenda de Bolsonaro para esta segunda-feira (31) não prevê compromissos oficiais.

 

Reconhecimento 

Diante da oficialização da vitória de Luiz Inácio pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vários líderes mundiais se manifestaram, reconhecendo sua eleição e em alguns casos, oferecendo apoio.

Nesta segunda-feira, 31, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, parabenizou Lula, mencionando uma futura cooperação entre o Brasil e a União Europeia (UE). 

“Parabéns, Lula, pela sua eleição como Presidente do Brasil. Estou ansiosa para trabalhar com você para enfrentar os desafios globais urgentes, desde a segurança alimentar até o comércio e as mudanças climáticas”, afirmou.

Já Olaf Sholz, o chanceler da Alemanha, deu peso à questão climática em sua parabenização. 

“Parabéns a Lula por sua eleição! Aguardo com expectativa uma cooperação estreita e confiável com o Brasil – em particular nas questões de comércio e de proteção climática”, escreveu.

Ainda no domingo (30), pouco depois da oficialização, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, manifestou apoio ao presidente eleito de maneira empolgada. "Parabéns Lula. Tua vitória abre um novo tempo para a história da América Latina. Um tempo de esperança e de futuro que começa hoje mesmo", disse.

Já o líder francês, Emmanuel Macron, afirmou que esta eleição "abre uma nova página da história do Brasil" e que deverão “unir forças para lidar com muitos desafios comuns e renovar a amizade entre os dois países".

Líderes do Reino Unido, Equador, Cuba, Canadá, Bolívia, Uruguai, Peru, Panamá e vários outros também mandaram telegramas ao novo governo brasileiro.
 

Tarcísio de Freitas: 64º governador do estado de São Paulo

Em uma vitória do Bolsonarismo em São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, do Republicanos, se elegeu governador da maior economia da federação. O resultado veio na noite de domingo (30) com pouco mais de 93% das urnas apuradas. 

O candidato bolsonarista conquistou 55,3% dos votos válidos e derrotou a chapa formada por Fernando Haddad (PT) e Lúcia França (PSB), que conquistaram 44,6% dos votos. Os números de votos nulos somam 6,75% e brancos 4,01%. 

"Vamos olhar o interesse para o estado de São Paulo. Observem que, para que a gente possa trazer políticas públicas, é fundamental o alinhamento com o governo federal", disse o governador eleito. 

A chapa eleita também tem a presença do ex-prefeito de São José dos Campos, o empresário Felício Ramuth, do PSD. 
 

Segundo turno pelo Brasil

12 estados finalizaram a disputa para governador com o segundo turno neste domingo (30). 

Confira abaixo os resultados:

No Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), foi reeleito contra o senador e ex-governador Eduardo Braga (MDB), que tinha o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com 92,17% das urnas apuradas, Lima contabilizava 56,97% dos votos válidos. Braga, por sua vez, tinha 43,03%

No Rio Grande do Sul, o ex-governador Eduardo Leite (PSDB) foi eleito. Por volta das 19h, com 90,43% das urnas apuradas, o tucano alcançou 57,11% dos votos.

Ele derrotou o ex-ministro Onyx Lorenzoni (PL), que tinha o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Leite, que foi eleito governador em 2018, volta ao cargo depois de ter renunciado em 31 de março para tentar concorrer à Presidência da República.

Em Santa Catarina, o senador Jorginho Mello (PL) foi eleito governador, derrotando o ex-deputado federal Décio Lima (PT), que tinha o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com 98,65% das urnas apuradas, Mello obteve 70,64% dos votos.

Em Pernambuco, a ex-deputada estadual e ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB) foi eleita governadora, derrotando nas urnas a deputada federal Marília Arraes (Solidariedade), que tinha o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na Paraíba, o governador João Azevêdo (PSB), foi reeleito. Ele derrotou nas urnas o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB).

Com 97,19% das urnas apuradas, Azevêdo contabilizava 52,33% dos votos, enquanto Cunha Lima totalizava 47,67%.

No Espírito Santo, o governador Renato Casagrande (PSB), foi reeleito.  Ele superou nas urnas o ex-deputado federal Carlos Manato (PL), que tinha o apoio do presidente Jair Bolsonaro.

Na Bahia, o candidato Jerônimo Rodrigues (PT) foi eleito governador. O resultado mantém uma hegemonia do PT na Bahia que já dura 16 anos, desde a vitória de Jaques Wagner, em 2006. 

Jerônimo derrotou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), que tinha o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Com 96,31% das urnas apuradas, o petista ficou com 52,54% dos votos, enquanto ACM Neto teve 47,46%.

No Mato Grosso do Sul, o candidato do PSDB, Eduardo Riedel foi eleito governador com 56,9% dos votos válidos, contra o candidato Capitão Contar (PRTB), que tinha apoio do presidente Jair Bolsonaro. Com a eleição de Riedel, o PSDB consolidou sua terceira gestão seguida no estado.

Em Rondônia, o Coronel Marcos Rocha (União Brasil) foi reeleito governador com 52,47% dos votos. Ele derrotou o candidato Marcos Rogério (PL).

Em Alagoas, o governador Paulo Dantas (MDB) conseguiu se reeleger com 52,33% dos votos contra Rodrigo Cunha (União Brasil). 

Dantas tinha o apoio da família Calheiros e do ex-presidente Lula (PT).

Em Sergipe, o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) foi eleito governador.

Ele derrotou nas urnas o senador Rogério Carvalho (PT), que tinha o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com 98,54% das urnas apuradas, Mitidieri somava 51,78% dos votos válidos, enquanto Carvalho tinha  48,22%.


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Segundo economista e professor de economia da PUC-SP, o cenário é desafiador e é necessário haver espaço fiscal
por
Letícia Coimbra
Luan Leão
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29/10/2022 - 12h

Neste mês o Resumo AGEMT completou 1 ano no ar, sempre com muita informação, análise e os fatos importantes do Brasil e do mundo para você. Em comemoração ao nosso primeiro ano, estreamos hoje uma série de entrevistas para pensar o futuro do Brasil ao final da nona eleição para a presidência depois da redemocratização.

Para falar sobre os desafios da política econômica no próximo governo, convidamos André Piva, economista e professor de economia da PUC-SP.

 

Do ponto de vista fiscal, depois das ações neste ano de 2022, o que podemos esperar de 2023?

De fato, o cenário para 2023 é bem desafiador. Têm estudos que mostram que precisaríamos de um espaço fiscal adicional próximo de R$400 bilhões para garantir várias medidas que precisarão ser implementadas, inclusive a manutenção e prorrogação do Auxílio Brasil no montante de R$600. Para 2023, teremos um desafio de conseguir definir esse espaço fiscal e não só definir esse espaço fiscal, mas também repactuar as regras fiscais, as restrições fiscais. A parte do teto de gastos, que não foi cumprido pelo atual governo e, dessa forma, vai precisar ser repensado, já é uma restrição fiscal que não foi atendida. 

(...) A gente tem a questão da meta de resultado primário e também a parte da regra de ouro, então essas restrições terão que ser reavaliadas e redefinidas.

 

Quais os caminhos para o combate à extrema pobreza e a fome, que voltou a ser realidade no país? 

Nós precisamos da manutenção do Auxílio Brasil, de R$600, para que a população tenha o mínimo pra conseguir se alimentar e adquirir itens de subsistência, bem como ampliar medidas econômicas para gerar emprego e renda, como, por exemplo, investimentos públicos. A gente tem muitas obras paradas e tem um potencial muito grande de gerar crescimento econômico, emprego e renda.

 

Na sua avaliação, quais pautas econômicas devem ser tratadas com urgência pelo próximo presidente? 

Para o próximo governo, as medidas que devem estar presentes no debate, como eu já coloquei, seria a parte de um debate mais intenso sobre as questões fiscais, principalmente sobre o teto de gastos novamente, bem como uma reforma tributária. O avanço da reforma tributária é muito relevante para voltar para o debate público e também para o debate na esfera executiva e legislativa. 

 

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Resumo Especial sobre sobre relação entre os congressistas eleitos e o próximo presidente da República, pesquisa Datafolha mostra Bolsonaro com 43% e Lula com 49%, Governo de São Paulo anuncia passe livre para ônibus, trens e Metrô no segundo turno.
por
Letícia Coimbra
Luan Leão
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27/10/2022 - 12h

Resumo AGEMT Especial Eleições 2022 - Quinta, 27 de outubro 

  • Especial AGEMT Eleições: relação entre os congressistas eleitos neste ano e o próximo presidente;

  • Datafolha: Bolsonaro oscila um ponto para baixo, pontuando 44% e Lula 49%;

  • Governo de SP libera passe livre para ônibus, trens e Metrô no segundo turno das eleições

 

Neste mês o Resumo AGEMT completou 1 ano no ar, sempre com muita informação, análise e os fatos importantes do Brasil e do mundo para você. Em comemoração ao nosso primeiro ano, estreamos hoje uma série de entrevistas para pensar o futuro do Brasil ao final da nona eleição para a presidência depois da redemocratização.

Para falar sobre os desafios na relação entre o próximo presidente da República e os deputados e senadores eleitos neste ano, convidamos Vitor Peixoto, cientista político e professor de ciência política na Universidade Estadual do Norte Fluminense.

 

Que tipo de Congresso/Senado podemos esperar no próximo governo?

Existem duas características marcantes do Congresso (Câmara dos Deputados e Senado) que saíram das urnas. Há uma menor fragmentação partidária advinda, sobretudo, da reforma eleitoral que proibiu as coligações eleitorais e um fortalecimento dos partidos que compõem o conhecido Centrão, efeito basicamente da força dos recursos das emendas de relator (chamado popularmente de orçamento secreto). Em resumo, emergiu um Congresso mais concentrado e mais conservador.

 

Em um eventual governo Lula, como você avalia que será a possível relação dele com o Centrão? 

Em caso de vitória do Lula, exigirá mais esforço do poder executivo em construir uma coalizão de governo estável. Não é impossível, mas será mais custoso do que seria para um possível segundo governo Bolsonaro. Em ambos os casos é inegável que o poder legislativo ganhou proeminencia nos últimos anos e será muito difícil a Presidência da República resgatar o poder de agenda que já teve com FHC e Lula, por exemplo.  

 

Na sua avaliação, quais pautas políticas devem ser tratadas com urgência pelo próximo presidente? 

Dependerá de qual governo seja eleito. Lula terá o desafio de reconstruir as relações institucionais democráticas que foram erodidas nos últimos anos. Será obrigado a reconstruir, por exemplo, as relações com o poder judiciário e com os entes federados (estados e municípios). Bolsonaro, caso reeleito, terá um poder muito concentrado dado dois fatores: o Congresso mais coadunado ideologicamente e uma espécie de "autorização" das urnas para investir contra o STF (seja provocando impeachment de ministros seja aumentando o número de cadeiras na Suprema Corte). 

O fato é que o país esta absolutamente dividido e não há solução simples para a superação dessa rachadura social independentemente de quem seja eleito. A extrema direita é uma realidade e o conflito permanente faz parte da sua forma de agir e se retroalimentar. Isso impede qualquer possibilidade de emergência de um projeto de reconstrução nacional minimamente consensual.

Bolsonaro e Lula frente à frente
Foto: Lucas Gomes

Pesquisa Datafolha para presidente

Nesta quinta-feira (27) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Datafolha, no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 49% das intenções de votos, mantendo a mesma pontuação da última pesquisa, que foi divulgada no dia 19 de outubro. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) pontuou 44%, oscilando um ponto para baixo e aumentando para cinco pontos percentuais a diferença entre ele e o petista. 

Os indecisos são 2%, e brancos e nulos somam 5%. Quando feita a contagem dos votos válidos, o petista tem 53% e Bolsonaro 47%. Nesta modalidade, são excluídos os nulos e brancos na urna eletrônica, e os indecisos na pesquisa, mesmo procedimento usado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistadores não apresentam previamente o nome dos candidatos, Lula pontuou 47% e Bolsonaro, 42%. Os indecisos são 5%, e brancos e nulos somam 4%.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

As entrevistas foram feitas nos dias 25 e 27 de outubro e contaram com 4.580 entrevistados, em 252 municípios. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04208/2022.

 

Passe livre

Nesta quinta-feira (27) foi divulgado pelo Governo de São Paulo que não serão cobradas passagens no Metrô, CPTM, EMTU e ônibus intermunicipais de todo o estado neste domingo (30), data marcada para o segundo turno das eleições.

A gratuidade foi definida após o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) aprovar medida liminar à ação popular proposta pela deputada estadual Professora Bebel (PT). De acordo com o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), a decisão do governador Rodrigo Garcia foi tomada após análise dos impactos financeiros da medida para o Estado. 

“Domingo é o dia da democracia, por isso é justo que todos tenham acesso ao transporte público e possam votar com igualdade de condições. Portanto, catraca livre”, informou.


 

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