A experiência de João Pedro mostra como tecnologias assistivas ampliam as possibilidades de mobilidade de pessoas com deficiência física.
por
Dhara Yuki
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26/10/2026 - 12h

Por Dhara Yuki

 

Para João Pedro sair de casa exige pensar além do destino. Antes de atravessar a porta é preciso considerar o caminho, a distância, o tempo que ficará em pé e os recursos que poderá precisar para chegar ao lugar desejado. Dependendo do compromisso, a escolha pode ser uma órtese, uma muleta ou uma cadeira de rodas. A decisão não é apenas sobre como se locomover, mas sobre qual equipamento oferecerá melhores condições para enfrentar o percurso.

Diagnosticado ainda durante a gestação com mielomeningocele, uma má-formação congênita da coluna vertebral, João teve contato com a tecnologia médica antes mesmo de nascer. Durante os exames de pré-natal, sua mãe descobriu a condição e soube que existia a possibilidade de uma cirurgia para corrigir a má-formação ainda dentro do útero. O procedimento, que envolve a abertura do útero para operar a coluna do feto e depois reposicioná-lo, foi uma das primeiras possibilidades de intervenção médica relacionadas à sua condição. Uma das complicações associadas à mielomeningocele é a hidrocefalia, caracterizada pelo acúmulo de líquido nos ventrículos cerebrais. Logo após o nascimento, João passou por uma cirurgia para tratar o problema e recebeu uma válvula que permitia drenar o excesso de líquido. O dispositivo, entretanto, exigia acompanhamento médico e poderia precisar ser substituído ao longo da vida. A possibilidade de depender de um equipamento por tempo indeterminado fez parte de sua história desde o começo. Anos depois, uma nova intervenção médica mudaria essa relação com a tecnologia.

Quando tinha dois anos, a mãe de João descobriu o Hospital Sarah Kubitschek, em Minas Gerais, uma instituição especializada em reabilitação. Lá, ele iniciou um tratamento direcionado às necessidades de pessoas com a mesma deficiência e passou a utilizar órteses de polipropileno, dispositivos que auxiliam a sustentação e o movimento das pernas, e esse acompanhamento durou dez anos. A órtese se tornou parte de sua rotina e permitiu que ele desenvolvesse sua mobilidade com o auxílio do equipamento. Entretanto, conforme crescia, as limitações do material começaram a aparecer. Por volta dos 12 anos, a equipe que o acompanhava informou que as órteses utilizadas até então não seriam mais suficientes para suportar seu peso. Era necessário encontrar outra alternativa.

A busca levou João à Ottobock, uma empresa especializada em soluções de tecnologia assistiva, entre elas órteses e próteses. A alternativa encontrada utilizava fibra de carbono, um material que permite produzir dispositivos leves e resistentes. Porém, o custo representava um obstáculo. Os equipamentos eram caros, e conseguir acesso a uma tecnologia mais adequada às suas necessidades não dependia apenas de sua existência. Na mesma época, João decidiu procurar uma cadeira de rodas motorizada. Embora conseguisse andar com o auxílio da órtese, percorrer longas distâncias provocava cansaço. A cadeira poderia facilitar esses deslocamentos, mas, para adquiri-la, foi necessário organizar uma vaquinha com a ajuda de amigos e familiares.

No entanto, a cadeira não correspondeu às expectativas, pois pesava aproximadamente 70 quilos, sendo difícil transportá-la, e as condições das ruas de Santo André tornavam a locomoção ainda mais complicada. A tecnologia havia sido pensada para facilitar seus deslocamentos, mas o peso do equipamento e as características do espaço urbano acabaram gerando novas dificuldades. A experiência evidencia uma contradição presente no cotidiano de muitas pessoas com deficiência, um dispositivo pode oferecer determinada solução sem necessariamente resolver os problemas encontrados no ambiente em que será utilizado. Não basta que um equipamento permita o deslocamento se o peso, o transporte ou as condições das calçadas dificultam sua utilização.

Aos 15 anos, João enfrentou outro episódio que mudaria sua relação com os recursos médicos. As dores de cabeça se tornaram intensas e não melhoraram nem com o uso de fortes analgésicos. Ao procurar um neurologista, recebeu a orientação de que a válvula implantada após o nascimento deveria ser substituída, mesmo sem estar completamente obstruída, porém outra possibilidade foi levantada, segundo João, o médico havia desenvolvido uma técnica cirúrgica que permitiria tratar a hidrocefalia sem a necessidade de manter a válvula. O procedimento foi realizado fora do convênio porque não oferecia cobertura, e teve o resultado esperado. Desde então, João não precisou mais utilizar o dispositivo. A cirurgia representou uma grande mudança, um recurso que havia acompanhado sua história desde os primeiros dias de vida deixou de ser necessário. O avanço médico não se limitou a substituir um equipamento antigo por outro, mas possibilitou uma nova condição de tratamento. O acesso, porém, teve um custo. A ausência de cobertura pelo convênio fez com que o procedimento dependesse de recursos particulares, revelando que a existência de uma tecnologia não significa que ela esteja disponível para todos que poderiam se beneficiar dela.

Na mesma fase, João conseguiu adquirir uma órtese de fibra de carbono. O equipamento permaneceu com ele por aproximadamente seis anos, período em que o dispositivo acompanhou seu crescimento e suas necessidades. Agora, ele se prepara para trocá-lo por um modelo mais recente, desenvolvido para corrigir melhor sua marcha e oferecer menor peso. A evolução das órteses mostra como a tecnologia assistiva não se resume à criação de um equipamento. Os dispositivos também passam por aperfeiçoamentos que podem modificar sua eficiência, seu conforto e a forma como se integram à rotina de quem os utiliza. Para João, a troca representa a possibilidade de contar com um recurso mais adequado às necessidades atuais, depois de anos utilizando o mesmo equipamento.

A cadeira de rodas também ganhou uma nova versão. Durante um intercâmbio na Itália, João passou os primeiros 15 dias acompanhado da mãe para compreender como seria sua rotina no país e avaliar as dificuldades de deslocamento. Percebeu que não conseguiria percorrer todos os trajetos apenas com a órtese. Dessa vez, encontrou uma cadeira mais leve, compacta e acessível financeiramente. O modelo atual pesa 27 quilos, dobra-se como um carrinho de bebê e custou menos da metade do preço da primeira cadeira motorizada que havia adquirido.

Hoje, João alterna os recursos de acordo com a necessidade. Nos dias em que precisa comparecer presencialmente a compromissos que exigem permanecer muito tempo em pé, utiliza a cadeira de rodas. Para ir à faculdade, quando considera o percurso viável, prefere a órtese e a muleta. A escolha também depende das condições do caminho. Em ruas irregulares ou em trajetos nos quais precisa ter maior controle dos movimentos, a cadeira pode ser menos prática do que a muleta. O equipamento mais avançado, portanto, não é necessariamente o mais adequado em todas as situações. A autonomia está também na possibilidade de escolher o recurso que melhor responde às necessidades de cada deslocamento.

Dentro de casa, a rotina é diferente. João utiliza um assento fixo durante o banho por causa da dificuldade para permanecer em pé por muito tempo, mas fora isso, sua casa não conta com adaptações específicas para sua condição, inclusive, consegue subir e descer escadas, mas algumas tarefas mais simples, como levar um copo ou um prato da pia até a mesa, exigem atenção para evitar desequilíbrios. A tecnologia, nesse contexto, não elimina todas as dificuldades. Mesmo com os equipamentos que utiliza, existem situações em que a organização dos espaços e as características do ambiente interferem diretamente em sua autonomia.

A mesma questão aparece quando João vai à faculdade. A instituição realiza a chamada por meio do sistema da catraca, mas a entrada principal não oferece acessibilidade. Para conseguir entrar, ele precisa utilizar o portão dos fundos, que permite a passagem, mas não conta com o sistema de registro de presença. A solução encontrada pela instituição para registrar presença aos alunos não contempla todos da mesma maneira. O problema não está na capacidade de João de frequentar as aulas, mas na ausência de uma estrutura que permita que ele acesse o espaço e cumpra os procedimentos institucionais nas mesmas condições que os demais estudantes. Segundo ele, mesmo após uma reforma na faculdade, a questão permaneceu sem solução. Essa situação diz que a acessibilidade não depende exclusivamente de equipamentos individuais ou de avanços na medicina, mas também de planejamento dos espaços coletivos e dos serviços utilizados diariamente.

A autonomia de João se estende ainda à direção de veículos. Desde 2023, ele tem carteira de habilitação e pode dirigir, mas precisa utilizar um carro adaptado. Como não consegue acionar os pedais convencionais da maneira habitual, o veículo possui uma haste que permite acelerar e frear manualmente e um pomo giratório instalado no volante que facilita as manobras com apenas uma das mãos. O carro também precisa ter câmbio automático, já que o sistema de adaptação utilizado não funciona com embreagem convencional.

Da cirurgia realizada ainda na infância aos equipamentos utilizados para andar e dirigir, a tecnologia atravessa diferentes etapas da vida de João. Em alguns momentos, aparece como uma intervenção médica capaz de modificar um tratamento, em outros, como um dispositivo que facilita um trajeto ou permite realizar uma atividade cotidiana. Mas sua experiência também mostra que a autonomia não depende apenas do desenvolvimento de novos recursos. O preço dos equipamentos, a cobertura dos procedimentos médicos, as condições das ruas e a acessibilidade das instituições interferem diretamente nos benefícios que essas tecnologias podem oferecer.

Para João, sair de casa sem nenhum dispositivo de auxílio não é uma possibilidade viável. Em seus deslocamentos, órtese, muleta e cadeira de rodas cumprem funções diferentes, escolhidas de acordo com o percurso e o tempo que precisará permanecer em movimento. O desenvolvimento de equipamentos mais leves, resistentes e funcionais amplia as possibilidades de mobilidade, mas não transforma automaticamente os espaços em ambientes acessíveis. Quando uma cadeira de rodas encontra dificuldades nas ruas ou um estudante precisa utilizar uma entrada alternativa para chegar à faculdade, fica evidente que a inovação tecnológica e a inclusão não avançam necessariamente no mesmo ritmo. A história de João revela duas dimensões de uma mesma questão, a importância de tecnologias que respondam às necessidades das pessoas com deficiência e a necessidade de ambientes preparados para que elas possam utilizá-las. Afinal, não basta desenvolver equipamentos capazes de ampliar a autonomia se os caminhos que levam à universidade, ao trabalho e aos demais espaços da vida cotidiana continuam impondo barreiras.

 

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Franquia de games do lendário skatista da Califórnia trouxe o universo do esporte para os holofotes ao longo das décadas
por
Ivo Leite
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23/10/2026 - 12h

 

Jogar videogame é uma atividade que pode inspirar e fazer sonhar, seja para ser jogador de futebol com títulos como FIFA e PES, por exemplo, ou skatista. Vários jovens começaram a se prestar atenção no universo das quatro rodinhas por meio de um amigo ou por si só. Mas, será que houve algo a mais que despertasse esse interesse?

Em 29 de Setembro de 1999, o jogo Tony Hawk Pro Skater, do skatista californiano Tony Hawk, chegou ao mercado para o console Playstation. O game foi um pontapé inicial para o surgimento de uma franquia de sucesso que vendeu mais de 350 mil cópias só nos três primeiros meses daquele ano. 

Versão do jogo para PC. Foto Ivo Leite/AGEMT
 Versão do jogo para PC. Foto Ivo Leite/AGEMT

 

Criada em parceria com a Activision, uma das maiores e mais influentes distribuidoras de jogos eletrônicos do mundo, a franquia ficou famosa por sua jogabilidade arcade rápida. Após grande êxito com o Playstation, o game foi para outros consoles como o Nintendo 64, Game Boy Color, Dreamcast e N-Gage.

As variações foram sendo criadas com a essência do jogo original. Tony Hawk Pro Skater Underground é um exemplo dessas sequências, dentre outras que surgiram. Houve alguns experimentos como em Tony Hawk Ride que, diferente de seus antecessores, usava um periférico físico em formato de skate como controle. 

 

Por conta do acessório, o jogo custava US$119,90, o dobro de um game comum na época - Reprodução/Mercado Livre
Por conta do acessório, o jogo custava US$119,90 - o dobro de um game comum na época Foto: Reprodução/ anúncio Mercado Livre 

Em 2020, a franquia foi remasterizada com gráficos hiper modernos, lançando o Tony Hawk 1 + 2, premiado como melhor jogo de esporte em eventos como o The Game Awards e o D.I.C.E. Awards. E em 2025, a coletânea Pro Skater 3 + 4 veio ao mercado para concretizar a volta do título.

“Cresci jogando e isso certamente me influenciou a me aventurar sobre quatro rodinhas”, afirma o gamer e skatista Felipe Dias, de 23 anos, que atualmente deseja se formar no curso de Design de Games. “Quero sempre me lembrar de como me apaixonei pelo esporte”, finaliza Dias.

 

Manobras e pistas com dinâmica real . Foto Ivo Leite/AGEMT
Manobras e pistas com dinâmica real Foto: Ivo Leite/AGEMT

 

Um dos pontos  altos da série de jogos Tony Hawk está nas trilhas sonoras marcantes. Gerações de apaixonados por grandes bandas ouviram e se lembram de pelo menos uma música presente nos jogos. A lista compõe diversos estilos musicais como hardcore, punk rock, hip-hop, ska punk e metal. Destaque para “No Cigar”, do Millencolin; “Guerrilla Radio” do Rage Against the Machine e “Superman”do Goldfinger. 

Nesse tempo, o skate se tornou um esporte de grande expressão chegando a compor até os Jogos Olímpicos, a partir de 2020. E a ascensão de sua prática também pode ser avaliada pela influência de jogos digitais como o Tony Hawk Pro Skater. 

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Uma mudança na mentalidade corporativista do brasileiro está atrelada à luta pela redução de horas trabalhadas
por
Clara Dell'Armelina
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19/05/2026 - 12h

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um maior fôlego nos últimos dias após a Câmara dos Deputados confirmar para 26 de maio deste ano a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal de trabalho e amplia o descanso dos trabalhadores brasileiros. A medida pode impactar cerca de 16 milhões de trabalhadores que atualmente atuam no modelo de seis dias de trabalho para apenas um de repouso. O avanço da proposta ocorre em meio à pressão popular, com apoio de centrais sindicais e resistência de parte do empresariado, e corrida eleitoral.

Foram reacendidas as discussões entre empresários, trabalhadores e especialistas sobre produtividade, saúde mental e reorganização do mercado de trabalho. Para a economista e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira, Dirlene Silva, em entrevista à AGEMT, o debate vai além das planilhas econômicas e exige uma mudança estrutural na forma como o trabalho é pensado no Brasil, “essa transição exige mais do que um ajuste de escala, ela exige mudança de modelo de gestão e de mentalidade”, afirma.

Dirlene Silva: Economista e mestre em Gestão e Negócios, é fundadora e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira.
Dirlene Silva (Foto: Fábio Chialastri)

Segundo Dirlene, experiências internacionais em países como Islândia e Reino Unido mostraram que jornadas reduzidas podem manter, ou até mesmo chegar a elevar, a produtividade quando acompanhadas de reorganização dos processos internos, “esses países demostraram que o ganho vem da reorganização do trabalho, não da redução pura e simples de horas. Na prática, as empresas precisam atuar nas frentes de revisão de processos, gestão por resultados, redistribuição de jornadas e mudança de mentalidade”, explica Silva, que sugere que devem especialmente procurar buscar uma transformação da cultura corporativa, abandonando a lógica de que longas jornadas representam maior eficiência e reconhecendo que descanso e bem-estar também impactam diretamente a produtividade do trabalhador. “A economia é, sobretudo, sobre pessoas. E pessoas não produzem de forma linear ao longo de horas extensas”, diz ela.

O aumento de receita registrado em empresas que adotaram jornadas reduzidas está ligado diretamente ao ganho de eficiência operacional e ao bem-estar dos trabalhadores. Experiências internacionais reforçam essa lógica de que menos horas de trabalho podem significar mais foco, menos retrabalho e melhor aproveitamento do tempo. Em 2019, a filial japonesa da Microsoft registrou aumento de quase 40% na produtividade após implementar uma semana de quatro dias de trabalho, além de reduzir gastos com energia e reuniões mais longas. Para Dirlene, empresas que cuidam das pessoas conseguem maior consistência na entrega de resultados. “Seres humanos precisam de descanso para produzirem melhor”, afirma.

Prédio da Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock
Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

Falar sobre o adoecimento físico e mental dos trabalhadores é também falar sobre os impactos econômicos para empresas e para o próprio Estado, especialmente nas áreas de saúde pública e previdência. “Ao longo de mais de 30 anos no corporativo, vi muitas pessoas adoecerem e até morrerem por excesso de trabalho”, relata. Para Dirlene, jornadas menores favorecem equilíbrio emocional, melhora na tomada de decisão e redução do adoecimento mental. “Economia não acontece só na planilha, acontece também no comportamento. E comportamento melhora quando as condições melhoram”, explica.

Toda essa discussão também expõe desigualdades históricas do mercado de trabalho brasileiro, os trabalhadores submetidos às jornadas mais longas geralmente ocupam cargos menos valorizados e recebem salários menores. “Não é a quantidade de horas que determina o nível de renda, mas o tipo de trabalho, o nível de qualificação e a posição ocupada na estrutura produtiva”, afirma.

A CEO ainda aponta que, no Brasil, a cultura da hora extra muitas vezes se transforma em complemento salarial, refletindo baixos salários estruturais, “ainda convivemos com um cenário em que trabalhar mais horas não significa, necessariamente, ganhar mais”. Uma pesquisa da Catho reforça esse cenário apontando que 60,7% dos trabalhadores brasileiros fazem horas extras regularmente e, segundo o levantamento, muitas empresas ampliam a carga de trabalho dos funcionários como estratégia para aumentar a produtividade, algo que contribui para a normalização das jornadas extensas no mercado de trabalho do Brasil.

Gráfico da pesquisa da Catho
(Foto: Reprodução/Catho)

Dirlene acredita que a principal barreira para a aprovação definitiva da medida ainda é cultural, ela diz que ainda “existe uma lógica muito antiga baseada em controle de jornada, não em produtividade”. Ela defende que o país precisa compreender que desenvolvimento econômico sustentável depende diretamente das condições de vida dos trabalhadores pois “não existe desenvolvimento sustentável com pessoas adoecendo para sustentar o sistema”, conclui.

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Em meio ao envelhecimento de cada indivíduo, uma vida digna é garantida para todos. E deveria ser assim, mas a realidade de muitos é contraditória.
por
Alice Begnini
Rafaella Lalo
Heloá Hurtado
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09/04/2026 - 12h

Por trás de peles enrugadas, histórias invisíveis que não são contadas nas visitas, que por vezes nem se quer existem, um capítulo que não é mostrado nas fotos de família. Os corredores são silenciosos, com rotinas organizadas e uma saudade sem tamanho: A família. Abraços, ligações e o próprio calor humano se tornam ausentes, aquela presença de quem fez parte da história, não está mais ali. Os olhares esperançosos entre as portas, esperando a entrada de alguém que talvez não venha mais.

A carência, não é apenas algo físico, ela se torna algo estrutural. O dia que era marcado por encontros, passa a ser marcado por rotinas rígidas, silenciosas, que nem sempre são sinônimos de paz. As datas comemorativas, nem sequer existem, não são compartilhadas. Mesmo com profissionais dedicados e capazes, há um espaço que nenhuma instituição irá suprir, onde o abandono familiar se instala.

Pensando nesse sentido, observa-se que a superlotação piora a realidade. O espaço acolhedor se torna insuficiente perante a grande demanda, idosos começam a dividir quartos, rotinas e além de tudo suas histórias. Aquela atmosfera que indica transmitir cuidado, afeto e tranquilidade, torna- se hostil, provocando uma crise emocional, social e humana.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registraram um grande aumento na população idosa entre 2010 e 2022, além de apontar que o número de idosos que residem em abrigos cresceu 65% em 10 anos.

Profissional auxiliando a mobilidade de um idoso que necessita de cuidados.
Idosos representam cerca de 15% da população. Foto:pixabay.

Segundo Flávia Damião, enfermeira, que atua no Lar Sant’Ana Residencial: “É muito comum a ocorrência de abandono, mesmo em residências de famílias com boas condições financeiras.” A afirmação da enfermeira evidencia que o abandono familiar perpassa a saúde mental e física dos idosos.

Há cinco anos atuando na área, Damião presencia o cotidiano e os desafios desse ambiente. No lugar onde trabalha, residem cerca de 100 idosos que estão inseridos em atividades de dança, exercício físico e fisioterapia. Segundo ela, essas práticas contribuem diretamente para a saúde mental e favorecem a socialização entre eles.

Contudo, o cuidado profissional não ocupa todas as faltas. “Apesar das condições, eles ainda são muito carinhosos “, afirma. Ao falar sobre o afastamento familiar, ela é clara: “É comum, inclusive em um residencial de alto padrão. “Eles sentem muito. Ela não sabe mais quem eu sou, mas eu sei quem ela é”. Aponta um relato presenciado pela enfermeira.

A força desse abandono é complexa e afeta a saúde física e mental. Entretanto, não é pontuado um único motivo para esse afastamento familiar, a falta de tempo, rotina de trabalho intenso, dificuldade em lidar com os cuidados e até mesmo o desespero emocional. Cada caso tem o peso de sua história, de suas vivências. “Eu não sei o passado deles, nem como era a convivência com a família. Eu não sei quem ele foi, eu sei o que ele é aqui”, aponta Flávia.

A psicóloga Normal Richter, explica que a solidão pode gerar ou piorar um quadro de saúde. “Quando estão em estado de lucidez, é comum que sintam raiva, tristeza e sentimentos que intensificam a impressão de abandono e ingratidão por parte da família.

Porém, nem sempre é assim dentro dessas casas. Ailton Luiz, filho de uma ex-residente dessas casas de repouso, aponta uma vivência diferente. Ailton acompanhou de perto o tempo que sua mãe esteve dentro desse ambiente e afirma o cuidado recebido. “Eles tinham bastante assistência. O cuidado era 24 horas, não só físico, mas com relação aos medicamentos também. Segundo ele, existia um cuidado com o bem-estar. “Eles passeavam com ela nos espaços da casa, conversavam, não deixavam ela parada, isso fazia a diferença.”

Idosos fazendo atividades em conjunto.
Pessoas da terceira idade que praticam atividades regulares tem até 30% menos risco de ter doenças como a depressão. Foto:@larsantanaresidencial.

O relato dele, aponta que, se existissem estruturas próprias e adequadas, profissionais prontos e investimentos para os medicamentos as residências poderiam sim cumprir seu objetivo, mas essa não é a realidade de muitos.

Flávia Damião relembra algumas situações delicadas em instituições públicas. “Os quartos estavam tão cheios que não tinha como passar. Em muitos casos, os idosos chegam por resgates, retirados de situações de extrema vulnerabilidade.”

A forma precária vai além da estrutura em si, em algumas instituições há ausência de medicamentos, fraldas e até mesmo itens de higiene básica. Por diversas vezes campanhas e organizações dos próprios funcionários arrecadam os itens necessários e se propõem para buscar vagas em outras casas que não estão superlotadas. É um apoio improvisado, que acaba mantendo de maneira básica aquele ambiente, por meio de iniciativas individuais ou coletivas do que propriamente de uma ação do poder público.

Flávia afirma que o cuidado emocional não pode ser sistematizado. “Trabalhar com idoso é um grande desafio”. Destaca que esse tipo de trabalho exige sim preparo, mas acima de tudo sensibilidade perante as histórias marcadas muitas vezes, pela própria ausência.

A enfermeira ainda conclui, “Gostaria que esse público fosse mais olhado. Que não precisassem ser abrigados em casas de níveis precários. Que todos pudessem ter um envelhecimento digno”.

Diante desse cenário, a superlotação e o afastamento familiar dos idosos apontam mais falhas estruturais, demonstram a forma com que a sociedade tem lidado com o envelhecimento. Provocada não apenas pela falta de recursos, mas também pela falta de vínculo, comprometimento e responsabilidade.

Desse modo, comportamentos que afetam a dignidade dos idosos violam e desrespeitam os direitos pregados pelo Estatuto da Pessoa Idosa, que prezam pela segurança e cuidado absoluto, protegendo de qualquer negligência, discriminação, violência e crueldade. 

Entretanto, com o aumento do envelhecimento populacional, o vínculo afetivo se destaca em meios de prevenção contra a decadência da saúde mental e física dos idosos, entregando para a sociedade conscientização das obrigações que são implementadas sobre os cuidados e responsabilidades sobre pessoas idosas. Por trás de um corpo que não tem a mesma agilidade de antes e uma mente que hoje não é tão lúcida, existem histórias que um dia foram momentos importantes e fizeram parte da trajetória de vida de alguém. Cabe à comunidade honrar essa história e lembrá-los de sua importância dentro do espaço onde vivem, reafirmando que eles são seres humanos e merecem respeito e qualidade de vida digna.

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Trajetória de Paulo Ignez revela a luta, persistência e um amor inabalável pelo desenho.
por
Victória Ignez
Isadora Cobra
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13/11/2025 - 12h

  

A primeira memória que Paulo Lemes Ignez Jr. guarda de si mesmo é ele desenhando. O papel, o lápis e o silêncio curioso da infância nunca foram passatempo, eram destino. Aos 8 anos, já imitava o pai, copiando cada linha com a urgência de quem sabia, mesmo sem saber, que a arte seria seu caminho. E foi. 

Fotografia de Paulo Ignez Junior
Acervo Pessoal: Paulo Ignez Junior

Hoje, aos 42 anos, Paulo é um dos nomes mais respeitados do mercado de animação e games, com mais de 23 anos de carreira. Atuou como Animador e Character Designer em produções nacionais e internacionais, como o filme “A Princesa e o Sapo” (Disney Feature Animation), os curtas “Eu Juro que Vi” (MultiRio) e o game “Chef Squad” (Eldorado Studios). Há 15 anos também ministra cursos sendo 13 deles na ICS, formando artistas que hoje vivem do que ele ensinou. Atualmente, trabalha como supervisor de animação em dois grandes estúdios e dedica parte de seus dias à carreira autoral como artista visual. 

Mas o caminho até aqui nunca foi linear. Nunca foi fácil. Nunca foi garantido. 

Paulo nasceu em 1983, cresceu entre mudanças, escolas diferentes e amigos que, por coincidência ou destino, também desenhavam. Uma sincronia que, hoje, ele entende como combustível. As referências vinham de todo lugar: animes, quadrinhos de super-heróis e revistas sobre games e animação. Assim a paixão dele por esse mundo foi crescendo. 

Aos 15, era impossível e injusto pedir que ele seguisse qualquer outro caminho. Começou a trabalhar cedo, entrou em uma escola de animação sem ter dinheiro para continuar pagando, foi nessa mesma instituição que conseguiu o primeiro emprego, porque o diretor da escola também tinha um estúdio de animação chamado HGN Produções e então surgiu a oportunidade de começar como estagiário, ele conta que ganhava “bem pouco”, mas seu talento falou primeiro, o diretor jogou no mercado, onde Paulo cresceu estúdio após estúdio, quadro após quadro. 

Paulo sempre teve vontade de trabalhar para fora do país, e durante os trabalhos no Brasil, conheceu um profissional de animação que trabalhou para produções da Disney. Ele conta que, no estúdio esse produtor, havia os livros dos filmes da Disney, como eram feitos, e tinha fitas de videocassete que mostravam os estúdios, o make-off dos filmes. Foi então que Paulo teve uma virada de chave e se programou para morar no Canadá. Seu objetivo era aprimorar seu inglês e se especializar ainda mais no seu trabalho. 

Ele sempre soube o que era capaz de fazer, o mundo ao redor é que demorou a perceber.  

No início, o desafio era ser levado a sério. Jovem demais, rápido de menos, eficiente de mais em um ambiente que testava seus limites diariamente. Aprendeu a se comunicar, a trabalhar em equipe, a entregar rápido, a lidar com pressões que quebram muitos no começo. Mais tarde, quando virou supervisor com pouco mais de 20 anos, sentiu a resistência de profissionais mais velhos que não o viam como autoridade. Era um menino em um cargo de adulto, mas ele persistiu. Foi ganhando confiança, velocidade, precisão. Foi deixando de ser promessa para se tornar referência. 

Paulo trabalhou na equipe brasileira que animou cenas de “A Princesa e o Sapo”, da Disney. Remotamente, mas com padrão internacional e supervisores exigentes. Foi selecionado para cenas complexas, revisou trabalhos de outros artistas, coordenou uma pequena equipe. Diz que foi um dos trabalhos mais cansativos da vida e um dos mais marcantes. Visitou o estúdio da Disney. Viu de perto aqueles que admirou por anos. Confirmou que conseguia ocupar esse espaço.  

Para ele, o mercado de animação no Brasil anda “em passos de formiga”. Falta investimento governamental, as políticas de incentivo oscilam e a maioria dos melhores artistas do país trabalha para fora como ele. Paulo não romantiza o setor, sabe que não é do governo que virá o reconhecimento, e sim da própria força de cada artista. 

Ainda assim, vê valor no que muitos produzem com poucos recursos, e acredita que artistas não podem depender do que nunca veio de forma consistente. 

Paulo não se vê como alguém que “transforma o mundo”, mas sabe que seu trabalho influencia principalmente crianças. Ao mesmo tempo, é crítico do conteúdo que chega ao público infantil, afirmando que a maioria dos desenhos e games consumidos hoje têm mais potência negativa do que positiva. Para ele, o filtro dos pais é essencial. E lembra algo importante: quem realmente molda a sociedade são as narrativas mais realistas, filmes, séries, histórias que tratam do humano. A animação, segundo ele, toca mais as crianças, mas não define culturas inteiras. 

O dia de Paulo começa cedo e termina tarde. Supervisiona equipes, revisa desenhos, faz correções, participa de reuniões com diretores internacionais e, à noite, dá aula até as 22h30. Quando sobra tempo e quase nunca sobra, ele relaxa desenhando para si, andando de patins ou tocando violão. Também mergulha em estudos de filosofia, religiões comparadas e mitologia. Esse é o espaço onde respira. 

O pai que viu o artista nascer 

Paulo Tadeu Ignez, pai, acompanhou tudo desde o primeiro traço. “Desde sempre. Começou com uns 8 anos, quando ele me via desenhando.” Ele não só viu, apoiou, pagou cursos, incentivou o que podia. Hoje, fala com orgulho: “Ele ensinou muita gente. Imagine quantas pessoas vivem de desenho porque aprenderam com ele. Na comunidade artística, ele é conhecido como mestre.” Mas também revela saudades: “Ele se tornou um pouco antissocial, sempre focado no trabalho dele, prioriza os estudos.” Nos próximos anos, Paulo, o filho, quer expandir o trabalho autoral, criar uma marca própria, produzir pinturas, ilustrações, fine art, talvez expor em galerias. Também quer manter o ensino vivo formando mais artistas, como quem devolve ao mundo aquilo que recebeu. Ele sabe que o Brasil talvez nunca dê o reconhecimento que sua área merece. Mas também sabe que o mundo reconhece e isso basta. Porque, no fim, Paulo continua sendo o menino que desenhava para mostrar às pessoas. Agora, a diferença é que o mundo inteiro olha de volta.

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Lula com 21 pontos à frente de Bolsonaro no novo levantamento do Datafolha, Laudo aponta morte por asfixia de homem no Sergipe, morte do Ray Liotta e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
Vitor Simas
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26/05/2022 - 12h

 

Política

Pesquisa Datafolha: Lula abre 21 pontos à frente de Bolsonaro. Eleição: TSE aprova federação entre PSDB e Cidadania. Bolsonaro aceita convite de Biden e estará na Cúpula das Américas.

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

 

Lula 21 pontos à frente de Bolsonaro

Nesta quinta-feira (26) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Datafolha, onde o ex-presidente Lula (PT) tem 48% das intenções de votos, que aumentou a diferença em relação ao presidente Jair Bolsonaro (PL), que consta com 27%, abrindo 21 pontos entre os dois. 

Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), com 7%, mesma porcentagem do último levantamento.  

De acordo com o Datafolha, em um eventual segundo turno, a intenção de voto no petista é de 58%, enquanto a de Bolsonaro é de 33%.

4% dos eleitores não souberam responder, já votos brancos e nulos somam 7%.

As entrevistas foram feitas nos dias 25 e 26 de maio, contando com 2.556 participantes em 181 cidades. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. 

De acordo com o instituto, essa pesquisa não deve ser comparada com a anterior, já que alguns pré-candidatos foram excluídos, como o ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil) e o ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

 

PSDB + Cidadania

Foi aprovado pelo Ministro Ricardo Lewandowski do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (26) a federação partidária composta pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) e Cidadania, que havia sido solicitada pelos partidos no dia 11 de maio.

Em um vídeo gravado após a decisão, Bruno Araújo, o presidente PSDB,  afirma que “do ponto de vista de pensamento do Brasil, (os partidos) têm conexões históricas e lutas em comum” e ressalta que “é uma grande honra”. 

A formação dessa federação partidária teve início no começo deste ano, motivados pelo desejo de emplacar uma candidatura que inviabilize a eleição do presidente Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Lula (PT), que lideram nas pesquisas de intenção de voto. Para compor a chapa da chamada terceira via, a senadora Simone Tebet (MDB) foi escolhida pelos líderes dos partidos.

No geral, os partidos têm até a próxima terça-feira (31) para enviar o processo ao TSE, que precisa aprovar a federação.
 

Bolsonaro na Cúpula das Américas

Segundo informações divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores nesta quinta-feira (26), o presidente Bolsonaro (PL) confirmou sua ida à Cúpula das Américas, que está prevista para acontecer entre os dias 6 e 10 de junho, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Durante a passagem pelo país, o chefe do Executivo também tem uma agenda pessoal marcada com o presidente americano, Joe Biden, sendo a primeira vez que os dois se encontrarão pessoalmente desde as eleições estadunidenses em 2020.

Com o evento, Bolsonaro tem a chance de diminuir o isolamento do Brasil em relação aos demais países. 

 

Cotidiano

Laudo aponta morte por asfixia de homem que foi colocado no porta-malas de viatura da PRF, em Sergipe. 

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

 

Laudo: asfixia

Segundo divulgação feita pelo Instituo Médico Legal (IML) de Sergipe nesta quinta-feira (26), Genivaldo de Jesus dos Santos, 38 anos, morreu por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda ao ser imobilizado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Genivaldo foi morto em uma abordagem feita em Umbaúba, no sul do estado. 

De acordo com a corporação, a ação foi motivada pela resistência da vítima  às ordens dos policiais, que os obrigou a utilizarem "instrumentos de menor potencial ofensivo". Vídeos da ação que circulam pelas redes sociais mostram os agentes colocando Genivaldo no porta-malas da viatura e o segurando lá, enquanto uma espécie de fumaça não identificada é vista saindo do automóvel.

Em entrevista ao G1, o sobrinho do homem, Wallyson de Jesus, alegou que o tio tentou dialogar com os PRFs, mas usaram spray de pimenta nele e o colocaram no carro em seguida.

A PRF informou que vai investigar a conduta dos agentes de segurança. Um boletim de ocorrência foi registrado pela família de Genivaldo .

 

Economia

Senado aprova MP que prevê salário mínimo de R$1.212. Em Davos, Paulo Guedes diz que democracia brasileira é “barulhenta, mas confiável”. 

Foto: iStockphot
Foto: iStockphot

 

Salário mínimo 

O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira a Medida Provisória (MP) que fixou o valor do salário mínimo em 2022 em R$1.212. Em vigor desde 31 de dezembro de 2021, a MP precisava da aprovação do Congresso Nacional para virar lei de fato. O texto já passou pela Câmara dos Deputados e agora segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

O valor aprovado, apesar do aumento de 10,18% em relação ao salário mínimo de 2021 (R$1.100), não representa um aumento real aos trabalhadores, apresentando apenas a correção inflacionária. O valor aprovado está de acordo com o fixado no Orçamento de 2022, que prévia um aumento de 10,18% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico), o salário mínimo serve de referência para 56,7 milhões de pessoas no Brasil. A relatora do texto no Senado, senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS), se disse "constrangida" com o aumento. A senadora virou a polarização ideologica e disse que a economia é o maior problema do país. 

"Essa polarização, na verdade, não passa de uma grande cortina de fumaça que todos nós caímos quando não prestamos atenção, que os nossos problemas, de todos os brasileiros, é um só: é a economia, é fazer esse país prosperar. Então as pessoas ficam se iludindo, se distraindo com bobagens que não vão colocar comida na mesa dos brasileiros” - senadora Soraya Thronicke

 

Fã ou hater ?

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (26), em Davos, na Suiça, onde participa do Fórum Econômico Mundial, que a democracia brasileira é "barulhenta, mas confiável". Guedes disse ter sentido um clima menos hostil em relação a comitiva brasileira, comparando com a edição de 2019. 

Para o ministro, na edição anterior, as demais delegações pressionavam o Brasil devido as pautas ambientes, e nesta edição, os brasileiros estão sendo procurados para falar de energias renováveis. 

O encontro do Fórum Econômico Mundial se encerra nesta quinta-feira (26), e de acordo com a organização, a edição de 2023 voltará a ser realizada em janeiro. A organização divulgou que o evento deve ocorrer entre os dias 15 e 20 de janeiro do ano que vem.

 

Internacional

Estátua de George Floyd é inaugurada em Houston, nos EUA. Massacre em escola no Texas é o segundo mais letal da história dos EUA. 

 

Foto: Reprodução/G1
Foto: Reprodução/G1

 

Homenagem a George Floyd dois anos após sua morte

Uma estátua de George Floyd foi inaugurada em um parque de Houston nesta quarta-feira (25), no dia do segundo aniversário da morte de Floyd, um homem negro vítima de uma violência policial nos Estados Unidos em 25 de maio de 2020. 

Floyd morreu estrangulado por Derek Chauvin, um policial branco de Minneapolis que se ajoelhou sobre seu pescoço enquanto outros três oficiais olhavam a cena, apesar de ter gritado mais de 20 vezes que não conseguia respirar. 

O incidente desencadeou uma onda de protestos, intitulado Black Lives Matter (“Vidas Negras Importam”), contra injustiça racial pelo globo .

  

Segundo massacre mais letal

Nesta terça-feira (24), 19 crianças e duas professoras foram mortas em um massacre que ocorreu em uma escola de ensino fundamental no Texas. Esse é o segundo massacre mais letal já registrado em escolas na história do país. O primeiro ocorreu em Sandy Hook, em Connecticut, deixando 26 mortos, 20 crianças e 6 funcionários.

O massacre trouxe à tona o debate sobre o livre acesso às armas, que tem grande apoio no país. Em um pronunciamento, Joe Biden, o presidente dos Estados Unidos, disse que “é hora de agir” contra o lobby de armas no governo americano e pediu que os cidadãos pressionem seus representantes no Congresso, para que parem de se opor a votações que podem limitar o acesso à armas.

“Como uma nação, nós devemos perguntar ‘quando é que vamos nos opor ao lobby das armas?’ [...] é hora de agir”, disse o democrata, que tem um histórico de se opôr à venda de armas. 

 

Saúde

Atualização dos dados da Pandemia.

 

Pandemia

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 33.910 novos casos de COVID-19, e 143 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 107. No total, o país acumula 30.880.512 casos confirmados, e 66.180 óbitos por COVID-19

 

Cultura

Morre Alan White, baterista do Yes, aos 72 anos. Ator Ray Liotta falece aos 67 anos. Influenciador e cachorro, mortos em acidente de trânsito nos EUA, serão homenageados com mural e dog park em Santa Catarina.

Foto: Reprodução/Instagram @atletico
Foto: Reprodução/Instagram @atletico

 

Alan White

O baterista Alan White da banda Yes, faleceu nesta quinta-feira (26), aos 72 anos. 

“É com muita tristeza que o Yes anuncia que Alan White, amado amigo e baterista deles há 50 anos, morreu, aos 72 anos, depois de uma breve doença", disse a banda em um comunicado no Twitter. A causa da morte ainda não foi divulgada.
 

Ray Liotta

Ray Liotta faleceu nesta quinta-feira (26) aos 67 anos. O ator ficou conhecido pelo clássico “Os Bons Companheiros” (1990). Segundo o site americano Deadline ele estava na República Dominicana, onde filmava o longa "Dangerous Waters". Ainda não há mais informações sobre a causa da morte, somente que o ator faleceu enquanto dormia.

Com uma carreira cinematográfica de mais de quatro décadas, Liotta também esteve em sucessos como "Totalmente Selvagem" (1986), "Campo dos Sonhos" (1989) e "Cop Land" (1997).

O ator deixa a filha, Karsen Liotta, e a noiva, Jacy Nittolo, que estava na República Dominicana com ele, segundo o site americano The Denver Channel.

 

Homenagem a influencer e seu cachorro

O influenciador paranaense Jesse Kozechen, de 29 anos, morreu nesta segunda-feira (23), junto com seu cachorro Shurastey em um acidente de carro nos EUA. Kozechen vivia na estrada desde 2017, e estava dirigindo em direção ao Alasca. 

Jesse e seu cachorro serão homenageados com um mural e um dog park em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, cidade onde moravam antes de iniciarem a viagem pelo continente americano. 
 

Esportes

Rodada da Libertadores e da Sul-Americana. NBA: Celtics vence Heat, e está a um jogo do título da Conferência Leste. 

Foto: Reprodução/Instagram @atletico
Foto: Reprodução/Instagram @atletico

 

Libertadores 

Nesta quinta-feira (26) a Copa CONMEBOL Libertadores conhece os seus últimos classificados à fase oitavas de final. Dois times brasileiros jogam dependendo apenas de si para confirmar a vaga na próxima fase do torneio. Às 19h, na Arena da Baixada, o Athletico-PR joga contra o Caracas. Mais tarde, às 21h, o Corinthians enfrenta o Always Ready, na Arena Neoquímica. 

Na terça-feira (24), o Palmeiras venceu o Deportivo Táchira por 4 a 1 e confirmou a melhor campanha da história da Libertadores. O Nacional venceu o RB Bragantino por 3 a 0 e eliminou o time brasileiro da competição. O Flamengo venceu o Sporting Cristal por 2 a 1 e assegurou a primeira colocação de seu grupo.

Já na quarta-feira (25), o Fortaleza venceu o Colo-Colo por 4 a 3, fora de casa, e fez história ao se classificar para as oitavas de final. Esta é a primeira participação do time cearense e a primeira classificação para a fase seguinte. O América-MG perdeu por 1 a 0 para o Independiente Del Valle e se despediu da Libertadores com a pior campanha histórica de um brasileiro no torneio. O Atlético-MG, em casa, perdeu para o Tolima por 2 a 1, e viu quebrar sua sequência de 18 jogos de invencibilidade na competição. Apesar do resultado o Galo se classificou e manteve a primeira posição do grupo. 

 

Sul-Americana 

Dois times brasileiros entram em campo nesta quinta-feira (26) pela Copa CONMEBOL Sul-Americana. Já eliminado, o Cuiabá visita o Melgar, no Peru. O Fluminense, com poucas chances de classificação, vai até a Bolívia enfrentar o Oriente Petrolero.

Na terça-feira (24), o Santos sofreu para empatar contra o Banfield em 1 a 1, mas selou a classificação para a próxima fase. Em casa, o Internacional goleou o 9 de Octubre por 5 a 1 e também avançou de fase. O Atlético-GO empatou com a LDU, em Quito, e carimbou passaporte para as oitavas de final. 

Na quarta-feira (25), o São Paulo venceu o Ayacucho por 1 a 0, e garantiu sua vaga na próxima fase. O Ceará venceu o Independiente por 2 a 0, na Argentina, e garantiu a melhor campanha da fase de grupos na história da Sul-Americana, vencendo todos os jogos e tendo sofrido apenas 1 gol.

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Sobe para 25 o número de vítimas da operação policial no RJ, pré-candidatos se posicionam a respeito, Guedes diz que Bélgica e França atrasam entrada do Brasil na OCDE e mais
por
Letícia Coimbra
|
25/05/2022 - 12h

Política

Fachin manifesta preocupação com operação policial no RJ; pré-candidatos se manifestam a respeito. 

Ministro Edson Fachin é relator de ação contra letalidade policial no Rio de Janeiro - José Cruz/Agência Brasil
Ministro Edson Fachin é relator de ação contra letalidade policial no Rio de Janeiro - José Cruz/Agência Brasil

 

“Muito preocupado"

Nesta quarta-feira (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou que o ministro Luiz Edson Fachin demonstrou “muita preocupação” ao conversar com o procurador de Justiça do Rio de Janeiro, Luciano de Oliveira Mattos de Souza, a respeito da operação policial que matou pelo menos 25 pessoas.

Fachin foi relator de uma ação que ordenou ao governo do RJ a criação de um projeto que diminuísse a letalidade das operações policiais no estado. 

"Ao procurador [do Rio], o ministro demonstrou muita preocupação com a notícia de mais uma ação policial com índice tão alto de letalidade na data de ontem", informou o STF.

"Mas [Fachin] informou que soube da pronta atuação do Ministério Público e que tem confiança de que a decisão do STF será cumprida, com a investigação de todas as circunstâncias da referida operação", acrescentou.

O coronel Luiz Henrique Marinho Pires, secretário da PM no RJ, justificou a ação com a justificativa de impedir a migração de criminosos para o Rio de Janeiro e atribuiu isso à decisão tomada no ano passado pelo STF, na qual tentava regular as ações em comunidades no estado. Uma das medidas necessárias para a realização é a comunicação, com pelo menos 24 horas de antecedência, ao Ministério Público do Rio de Janeiro.

"Começamos a reparar a migração dessas lideranças de uns tempos pra cá. E isso foi acentuando após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Fazer daqui o esconderijo deles é fruto dessa decisão. Estamos estudando essa questão, mas tudo nos leva a crer que isso se deve à decisão que limitou a ação das polícias nas comunidades”, disse Marinho Pires em entrevista coletiva.

 

Repercussão 

Através de seu perfil no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro (PL) parabenizou a atuação dos policiais envolvidos na operação que “neutralizaram pelo menos 20 marginais ligados ao narcotráfico em confronto”, destacando que foi apoiada pela Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, que respondem a seu governo.

 

Já o pré-candidato Ciro Gomes (PDT) classificou a ação como “chacina”, e questionou se “esse é o único caminho para reprimir a bandidagem”. 

 

Em uma coletiva de imprensa pela manhã, a pré-candidata à presidência pelo MDB, Simone Tebet, lamentou o ocorrido e destacou que “o papel da polícia é de prevenção" e que o papel de “julgar e condenar” cabe apenas à Justiça. 

"O que houve foi um massacre e ninguém, nenhum dirigente, seja quem for, o presidente da República ou o cidadão mais comum, tem o direito de festejar a morte de quem quer que seja", disse.

Os pré-candidatos Lula (PT) e André Janones (Avante) ainda não se manifestaram sobre o assunto.

 

Cotidiano

Sobe para 25 o número de mortos em ação da PM na Vila Cruzeiro, a segunda mais letal da história.

Foto: EPA/André Coelho
Foto: EPA/André Coelho

 

Chacina no Rio

Subiu para 25 o número de mortos na operação na Vila Cruzeiro, na Penha, nesta terça-feira (24). Em um ano de gestão do governador Cláudio Castro (PL), essa se tornou a segunda ação mais letal, ficando atrás apenas da chacina que houve na favela do Jacarezinho, que deixou 28 mortos.

De acordo com a direção do Hospital Estadual Getúlio Vargas, para onde os feridos foram levados, na madrugada desta quarta-feira (25) morreram mais dois homens. No total, 23 mortes foram divulgadas pelo hospital, sendo que destas, 21 chegaram sem vida  às instalações e as outras duas foram atendidas, mas não resistiram.

A 24ª e 25ª vítima foram confirmadas pela Polícia Militar e pela direção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Complexo do Alemão: uma moradora de uma comunidade vizinha que foi atingida por um tiro dentro de casa e um adolescente, que chegou já sem vida à UPA, respectivamente. 

Nesta quarta-feira (25), 14 escolas da rede pública funcionaram apenas de maneira remota.

A operação, que durou 12 horas, aconteceu nesta terça-feira (24) sob a justificativa de impedir o movimento de criminosos ligados ao Comando Vermelho da Vila Cruzeiro para a Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Apesar de planejada há meses, a missão ocorreu de modo “emergencial” e segundo o comandante do Bope, Uirá do Nascimento, “não tinha como objetivo cumprir mandados de prisão”. De acordo com a PM, a maioria dos mortos eram suspeitos.

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) abriram um processo para investigar a legalidade da atuação dos agentes de segurança.

Conforme um levantamento do Instituto Fogo Cruzado e do Geni (Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos), ambos relacionados à Universidade Federal Fluminense (UFF), em apenas um ano no governo do RJ, Castro já soma 180 mortes em 39 chacinas.
 

Economia

Guedes acusa França e Bélgica de atrasar a entrada do Brasil na OCDE. 

Foto: Lorena Amaro
Foto: Lorena Amaro

 

“Ficam retardando”

Nesta quarta-feira (25), durante participação em uma palestra no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o ministro da Economia, Paulo Guedes, acusou a França e Bélgica de atrasarem a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que agrega as nações mais desenvolvidas do mundo, devido ao protecionismo agrícola destes países.

“A Bélgica e a França ficam retardando o acesso do Brasil à OCDE porque são protecionistas com sua agricultura. Conversando com eles dissemos: nos aceitem antes que se tornem irrelevantes para nós”, alegou.

Segundo ele, a França tem se tornado irrelevante para a economia brasileira, usando como exemplo o início dos anos 2000, quando França e China comercializavam U$2 bilhões com o Brasil. Agora os acordos com o país asiático chegam a até U$120 bilhões, enquanto com os franceses subiu para U$7 bilhões.

“Eu disse aos europeus que eles perderam a Rússia e agora perderão a América Latina. E estarão sozinhos com eles mesmos, se não entenderem que precisam se integrar com os que ficaram para trás”, justificou.

De acordo com Guedes, o Produto Interno Bruto do Brasil irá crescer 2%, número maior que o previsto pela equipe econômica, que previa 1,5%. O ministro destacou que o potencial de crescimento é maior que o dos países desenvolvidos.
 

Meio ambiente

Festival ODS debate prós e contras da economia de baixo carbono.

Foto: Luis Alvarez
Foto: Luis Alvarez

 

Debate sobre conomia de baixo carbono

A terceira edição do Festival de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) reunirá gestores públicos, políticos, representantes de setores como mineração e agronegócio para ampliar e qualificar os debates sobre as metas da ONU de gestão de recursos naturais. O evento iniciará essa semana nos dias 25 e 26 para participar é só entrar no site da Agência Pública.

 

Saúde

Atualização dos dados da Pandemia.

 

Pandemia

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 9.787 novos casos de COVID-19, e 132 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 103. No total, o país acumula 30.846.602 casos confirmados, e 666.037 óbitos por COVID-19.  

 

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Moro se torna réu em ação do PT, críticas de Lula a Bolsonaro, atualização da Guerra na Ucrânia e mais.
por
Ana Beatriz Vilela
José dos Santos
Letícia Coimbra
Vitor Simas
|
24/05/2022 - 12h

Política

Mais uma troca de presidente na Petrobras; ex-presidente Lula (PT) diz que falta “coragem” a Bolsonaro para mudar política de preços da empresa. Moro vira réu em ação do PT por prejuízo ao país.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

“O que ele tem que ter é coragem”

Nesta terça-feira (24), em entrevista à Rádio Mais Brasil News, o ex-presidente Lula (PT) criticou o presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que ele tem “rabo preso” e falta “coragem” para mudar a política de preços da Petrobras, que tem sido um alvo constante de suas críticas. 

De acordo com o pré-candidato do PT à Presidência da República, deveria ao menos tentar dialogar com a estatal para que pare de comercializar os combustíveis no Brasil com base na cotação internacional ao invés de trocar o presidente da empresa. 

“Não é trocando o presidente [da Petrobras], não. Se a Petrobras é tão importante, assuma ele a presidência da Petrobras. O que ele tem que ter é coragem. Porque, na verdade, o que ele tem é o rabo preso aos preços internacionais”, disse o petista. “Traga o conselho da Petrobras e decida que o preço não será dolarizado, que nós não vamos pagar o preço internacional”, sugeriu. 

Parte da crítica de Lula se refere à troca do presidente da Petrobras feita nesta segunda-feira (24), a terceira desde o início do governo em 2019. José Mauro Ferreira Coelho foi demitido do cargo após apenas 40 dias e será substituído por Caio Mário Paes de Andrade, atual secretário de Desburocratização do Ministério da Economia. 

A troca acontece em mais uma tentativa de Bolsonaro, que está sofrendo desgaste devido ao forte impacto da alta dos combustíveis na inflação, amenizar sua rejeição entre o eleitorado.

 

Moro réu  

O ex-juiz Sérgio Moro virou réu em uma ação em que deputados do Partido os Trabalhadores (PT) pedem o ressarcimento dos cofres públicos pelo ex-ministro devido aos supostos prejuízos causados por sua atuação nos processos da Lava Jato na Petrobrás e na economia brasileira.  

O processo foi aceito pela 2ª Vara Cível de Brasília pelo juiz federal Charles Renaud Frazão de Morais, que determinou: “Cite-se o réu”. Apesar disso, o valor da indenização ainda não foi estipulado em caso de condenação.  

A ação é movida pelos dos deputados Erika Kokay (PT-DF), Rui Falcão (PT-SP), José Guimarães (PT-CE), Natália Bonavides (PT-RN) e Paulo Pimenta (PT-RS), que são representados pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho, Fabiano Silva dos Santos e Marco Antônio Riechelmann Jr. do Grupo Prerrogativas.  

No documento, afirmam que "o ex-juiz Sérgio Moro manipulou a maior empresa brasileira, a Petrobrás, como mero instrumento útil ao acobertamento dos seus interesses pessoais". 

Em sua conta no Twitter, Moro acusou a proposta de “risível” e afirmou: “A decisão do juiz de citar-me não envolve qualquer juízo de valor sobre a ação”.  

 

Economia

IBGE: IPCA-15 desacelera e fica em 0,59% em maio.

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

 

Queda do IPCA 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (24) que a prévia da inflação desacelerou para 0,59% em maio, em comparação com o mês de abril, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) atingiu 1,73%. Esse é o maior índice para o mês desde 2016 (0,86%) 

No ano, o IPCA-15 aumentou 4,93%. Já em 12 meses, a taxa é de 12,2% em maio, maior que os 12,03% registrados em abril.

De acordo com o IBGE, o preço de todos os serviços apresentou aumento, exceto habitação (-3,85%), que foi influenciada pela queda de 14,09% na energia elétrica. Entre os produtos que mais impactaram estão: 

  • Produtos farmacêuticos (+5,24) 

  • Passagem aérea (+18,4) 

  • Gasolina (+1,24) 

  • Etanol (+7,79) 

 

Internacional

Guerra da Ucrânia: 200 corpos são encontrados em porão na cidade de Mariupol; Conselheiro russo na ONU pede demissão. Ataque coordenado mata 11 pessoas no México. Partygate: novas fotos reacendem polêmica com Boris Johnson em festas durante a pandemia. 

Foto: Organização das Nações Unidas
Foto: Organização das Nações Unidas

Guerra da Ucrânia

Petro Andryushchenko, assessor do prefeito de Mariupol, na Ucrânia, denunciou nesta terça-feira (24) que foram encontrados cerca de 200 corpos em estado de decomposição no que sobrou de um "bunker". 

“Durante a retirada de escombros de um prédio de vários andares, foram encontrados no porão 200 corpos em alto grau de decomposição", informou o representante do governo municipal, em mensagem veiculada no Telegram, conforme publica a agência ucraniana de notícias Unian.

O chefe da missão russa na Organização das Nações Unidas (ONU), o diplomata Boris Bondarev renunciou ao cargo com uma carta aberta com diversas críticas ao governo do presidente Vladimir Putin.

Bondarev, disse que nunca teve tanta vergonha do seu país como no dia da invasão da Ucrânia: “Em 20 anos de carreira diplomática, vi diferentes reviravoltas na nossa política externa, mas nunca tive tanta vergonha do meu país como a 24 de fevereiro deste ano”, em referência a data da invasão.

 

Tiroteio no México

Nesta segunda-feira (23), cerca de 15 homens armados atiraram em dois bares na cidade de Celaya, no México e mataram pelo menos 11 pessoas em um suposto tiroteio entre gangues, segundo autoridades e a imprensa local.

Pedaços de papelão com mensagens em referência a um grupo criminoso foram encontrados no local, segundo o comunicado da polícia de Celaya.

 

Partygate

Imagens do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, bebendo junto com colaboradores em sua residência, durante o lockdown de 2020, trouxeram novamente a tona o escândalo chamado de "partygate" no Reino Unido.

As fotografias foram divulgadas nesta segunda-feira (23) à noite pelo canal ITV News, e foram feitas durante a festa de despedida do diretor de comunicação Lee Cain em 13 de novembro de 2020, poucos dias após o anúncio de um segundo confinamento na Inglaterra devido à pandemia de Covid-19.

A despedida foi alvo de uma investigação policial, assim como outras festas em dependências governamentais durante a pandemia.

 

Saúde

Atualização dos dados da Pandemia.

 

Pandemia

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 32.820 novos casos de COVID-19, e 239 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 98. No total, o país acumula 30.836.815 casos confirmados, e 665.905 óbitos por COVID-19. 

 

Cultura

“Thor: Amor e Trovão” ganha novo trailer.

Foto: Reprodução/ Marvel Studios
Foto: Reprodução/ Marvel Studios

 

Thor e o Carniceiro dos Deuses

A Marvel divulgou um novo trailer do quarto filme do Deus do Trovão. O filme traz Chris Hemsworth como o próprio Thor, Natalie Portman como Jane Foster, ex-par romântica e agora a Thor e Christian Bale como Gorr, o Carniceiro dos Deuses. 

Gorr é um vilão de Thor, apresentado na série em quadrinhos, Thor, o Deus do Trovão e o Carniceiro dos Deuses. Além deles o filme conta com a participação dos Guardiões da Galáxia e é dirigido por Taika Waititi. O longa chega aos cinemas brasileiros no dia 7 de julho.

Confira o Trailer:

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Doria fora da disputa pela presidência, início do Fórum Econômico Mundial, pedido de Zelensky por novas sanções à Rússia e mais
por
Ivan Marino Iannace
Letícia Coimbra
Luan Leão
Vitor Simas
|
23/05/2022 - 12h

Política 

Eleições: Após reunião com partido, João Doria anuncia que está fora da disputa à presidência.  

Foto: Reprodução/Instagram jdoriajr
Foto: Reprodução/Instagram jdoriajr

 

Fora da disputa  

O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) anunciou no início da tarde desta segunda-feira (23) a desistência de sua pré-candidatura à Presidência. Em pronunciamento realizado em São Paulo, o tucano disse estar com o "coração ferido", mas de "alma leve". 

"Para as eleições deste ano me retiro da disputa com o coração ferido, mas com a alma leve" - João Doria 

O agora ex-pré-candidato enfrentava resistência dentro do partido desde as primárias, realizadas no ano passado, quando venceu o ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Além disso, partidos da aliança da terceira via também apresentavam divergências em relação ao nome de Doria. 

O anúncio de desistência aconteceu um dia antes da reunião da executiva nacional do PSDB, marcada para terça-feira (24), em Brasília, onde o partido deveria definir como vai se posicionar para as eleições de outubro. No início da noite o presidente da sigla anunciou o cancelamento do encontro, levantando mais rumores sobre os rumos do partido.

Com a saída de Doria, o nome da senadora Simone Tebet, pré-candidata à presidência pelo MDB, ganha força como nome para o bloco de terceira via.  

Em nota, Tebet disse que Doria sempre foi um aliado e que espera contribuições dele para o programa de governo que a coligação deve apresentar. 

"Doria nunca foi adversário. Sempre foi aliado. Sua contribuição na luta por vacinas jamais será esquecida. Vamos conversar e receber suas sugestões para o nosso programa de governo". 

A senadora falou, também, sobre união do campo democrático e voltou a reforçar o desejo de contar com o apoio de PSDB e Cidadania. "O Brasil é maior que qualquer projeto individual. Vamos trabalhar para unir todo o centro democrático. Gostaria muito de ter PSDB e Cidadania junto conosco. Vamos aguardar a decisão das direções partidárias", afirmou.  

 

Economia 

Desigualdade: Pandemia criou um bilionário a cada 30 horas, diz Oxfam. Fórum Econômico Mundial em Davos.

Foto: Denis Balibouse/Reuters
Foto: Denis Balibouse/Reuters

 

Desigualdade 

De acordo com um levantamento feito pela Oxfam, desde o início da pandemia, em 2020, surgiram 573 bilionários no mundo, o que equivale a um novo a cada 30 horas. O relatório intitulado “Lucrando com a dor” foi  divulgado neste domingo (22), às vésperas da reunião presencial do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. 

Segundo a entidade, os 2.668 bilionários que existem no mundo detêm o correspondente a 13,9% do PIB global, sendo que as 10 mais ricas delas possuem um patrimônio maior que toda a riqueza somada dos 40% mais pobres. 

Pensando nisso, a Oxfam sugere que as grandes fortunas sejam tributadas e que haja taxação temporária de 90% dos lucros excedentes que as grandes corporações obtiveram durante a pandemia.
 

Fórum Econômico em Davos

Começou neste domingo o Fórum Econômico Mundial (WEF), na cidade de Davos, na Suíça. O evento, que teve um intervalo de dois anos devido à pandemia, reúne líderes e empresários  de vários países a fim de discutir a economia global e modos de lidar com seus desafios. A última reunião havia sido em janeiro de 2020, antes da pandemia e da guerra na Europa. 

Estão confirmadas figuras como Volodymyr Zelensky, o presidente da Ucrânia, Ivan Duque, o presidente da Colômbia, Olaf Scholz, o chanceler da Alemanha e diversos outros líderes. A Rússia foi banida do encontro após invadir a Ucrânia, portanto não haverá representantes do país pela primeira vez desde o fim da União Soviética.

Representando o Brasil, comparecerão Paulo Guedes e Marcelo Queiroga, os ministros da Economia e da Saúde, respectivamente, além do presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Gustavo Montezano. 

A WEF é uma fundação sem fins lucrativos cujo objetivo é “envolver os principais líderes políticos, empresariais, culturais e outros da sociedade para moldar as agendas globais, regionais e da indústria”, segundo o site oficial.

 

Internacional

Zelensky em Davos. Granada falsa deixada em frente à Embaixada Russa em São Paulo.

Foto: Associated Press
Foto: Associated Press

 

Sanções preventivas

Durante discurso por vídeo no Fórum Econômico Mundial (WEF), em Davos, o presidente da ucraniano, Volodymyr Zelensky pediu que a comunidade global impusesse sanções “máximas” contra a Rússia e defendeu que fossem utilizadas “sanções preventivamente”, como a proibição total dos bancos russos e a suspensão completa do comércio, afirmando que se elas estivessem em vigor, a Rússia não teria sido capaz de invadir a Ucrânia. 

“Vemos que o mundo escuta e acredita na Ucrânia, mas precisamos aprender a como prevenir esse tipo de guerra no futuro. Não esperem que a Rússia use as armas químicas, biológicas e nucleares. Protejam a liberdade, para que a Rússia e qualquer outro país do mundo que pense em invadir seu vizinho tenha sanções imediatas".

No WEF também é debatido o preço para a reconstrução da Ucrânia e como financiar esse processo. Segundo Zelensky, seu país precisaria de um valor mínimo de US$ 5 bilhões (aproximadamente R$29 bilhões) por mês para que sua reconstrução seja possível.

 

Falso ataque

Na noite deste domingo (22) foi deixada uma falsa granada em frente ao Consulado da Rússia na zona sul da cidade de São Paulo. O Esquadrão Antibombas foi acionado para retirar o explosivo que teria sido deixado em frente ao prédio, por volta das 22 horas. O local foi interditado por algumas horas e liberado apenas no início da madrugada desta segunda-feira (23).

Mas segundo nota da Secretaria de Segurança Pública (SSP), ao apreender confirmaram que não se tratava de artefato explosivo de verdade. O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que investigará a autoria e possíveis motivações. 

 

Saúde

Atualização dos dados da Pandemia. 

Pandemia

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 12.775 novos casos de COVID-19, e 39 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 97. No total, o país acumula 30.803.995 casos confirmados, e 665.666 óbitos por COVID-19.  
 

 

Esportes

Rodada do Brasileirão. Destaques das finais da NBA. Fórmula 1: Verstappen vence em Barcelona e mantém a liderança do Campeonato.

Foto: Marcelo Cortes/CRF
Foto: Marcelo Cortes/CRF

 

 

Brasileirão série A

No sábado (21), a abertura da sétima rodada do Campeonato Brasileiro série A, começou com o confronto entre Atlético Goianiense e Coritiba, em Goiânia. O jogo foi disputado, 2 a 0 para o time da casa, com dois jogadores visitantes expulsos. No Rio de Janeiro, foi a vez do Flamengo, que venceu por 1 a 0 o Goiás. Em um jogo sem gols, o Santos empatou com o Ceará, o vice-lanterna do campeonato. Por outro lado, o Palmeiras, fora de casa, venceu por 3 a 0 o Juventude, atual décimo oitavo colocado, assumindo a segunda posição da tabela. Por fim, ainda no sábado, o Cuiabá empatou por 1 a 1 contra o Internacional. O resultado não foi diferente em Minas, 1 a 1 entre América Mineiro e Botafogo.

No domingo (22), rolou o clássico Majestoso na Neo Química Arena, quando o Corinthians arrancou um empate de 1 a 1 contra o São Paulo, para se manter firme na primeira colocação da tabela. Na Arena Castelão, o Fluminense venceu por 1 a 0 o Fortaleza, que continua sem vitórias no campeonato. Para finalizar a rodada, o Atlético Paranaense ganhou em casa do Avaí por 2 a 1, com dois gols do meia-atacante David Terans.

A rodada terminou com o seguinte G-6: Corinthians em primeiro, mantendo-se o líder do Brasileirão; o Palmeiras em segundo; São Paulo em terceiro; Atlético Mineiro em quarto; Botafogo em quinto; e, por fim, Santos em sexto. Vale destacar que são quatro clubes paulistas, sendo três deles no G-4.

 

NBA

Neste final de semana as Finais de Conferências se mantêm agitadas. Os confrontos entre Miami Heat e Boston Celtics estão lá e cá, os dois times estão dando de tudo para irem à grande Final da NBA. Do lado oeste, o Golden State Warriors já está com um pé para essa próxima e tão sonhada etapa, visto que nenhum time conseguiu converter um 3 x 0 em uma série na história da liga.

Na sexta (20), ocorreu o jogo 2 entre o Golden State e Dallas, o time de São Francisco venceu em um jogo apertado de 126 x 117, passando boa parte da partida atrás do resultado. Destaque especial para o pivô dos Warriors Kevon Looney, que fez 21 pontos e 12 rebotes, algo que não acontecia desde sua época de College.

No sábado (21), o Heat venceu o confronto contra o Celtics no jogo 3 de 103 x 109. Embora com um excelente primeiro quarto de 39 a 18, o Miami ainda sofreu aperto em um final de jogo emocionante. Destaques para Jaylen Brown com 40 pontos (seu recorde em playoffs) e Bam Adebayo, que anotou 31 pontos e 10 rebotes.

Domingo (22), o Dallas Mavericks perdeu o jogo 3 em casa para o Golden State Warriors, resultando em um placar muito favorável para o time visitante na série (3x0). O jogo foi 109 x 103. Destaques para Stephen Curry e Andrew Wiggins: os dois jogadores fizeram um duplo-duplo, o armador com 31 pontos e 11 assistências, e o ala com 27 pontos 11 rebotes. Do outro lado, o astro Luka Doncic fez de tudo para sair com a vitória, mas não conseguiu, mesmo com seus 40 pontos e 11 rebotes.

 

FÓRMULA 1

Neste domingo (22), tivemos em Barcelona a sexta etapa da Fórmula 1 com o GP da Espanha. O vencedor foi Verstappen e é o novo líder do Mundial.

Quem liderava a corrida com uma larga vantagem de 15 segundos era o monegasco Charles Leclerc, que teve de deixá-la devido a um problema no motor, resultando na liderança de seu rival, tanto na pista quanto na classificação do mundial.

O holandês fez uma ótima corrida, acompanhado de seu companheiro da Red Bull, Sergio Pérez, que chegou na segunda colocação e também foi o responsável pela volta mais rápida.

Com isso, a classificação da Fórmula 1 agora  é liderada por Max Verstappen, com 110 pontos. Na segunda posição, temos o piloto da Ferrari, Leclerc, com 104 pontos. E, em terceiro, o mexicano Sergio Pérez com 85 pontos.

 

 

 

 

 

 

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Encontro de Bolsonaro com Elon Musk, alegação de Mourão contra Moraes, atualização da Guerra na Ucrânia e mais
por
Letícia Coimbra
Luan Leão
Sônia Xavier
Vitor Simas
|
20/05/2022 - 12h

Política 

Encontro entre Jair Bolsonaro e Elon Musk, no interior de SP; Musk anuncia projeto para 19 mil escolas na Amazônia. Eleições: Lula e Bolsonaro seguem na frente; Dória e Tebet crescem 1 ponto. Mourão sai em defesa de Bolsonaro contra Alexandre de Moraes.  

Elon Musk foi condecorado durante o evento em Porto Feliz (SP) com uma medalha de honra ao mérito - Foto: Ciro Nogueira/Twitter/Reprodução
Elon Musk foi condecorado durante o evento em Porto Feliz (SP) com uma medalha de honra ao mérito - Foto: Ciro Nogueira/Twitter/Reprodução

  

Musk no Brasil  

Nesta sexta-feira (20) o presidente Jair Bolsonaro (PL) se encontrou com o bilionário sul-africano Elon Musk durante um evento em Porto Feliz, no interior de São Paulo. Foi anunciada uma parceria com a Starlink, rede de satélites que integra a SpaceX, companhia espacial de Musk, e que disponibiliza internet banda larga. De acordo com uma publicação na conta do Twitter do empresário, que disse estar “animado por estar no Brasil”, ela será utilizada no monitoramento da floresta amazônica e fornecerá internet para 19 mil escolas em áreas rurais.   

A informação foi confirmada atráves de um comunicado de imprensa emitido pelo Ministério das Comunicações, afirmando que será usada "tecnologia avançada para a preservação da floresta amazônica, com monitoramento de desmatamentos e incêndios ilegais". Detalhes como o modo de funcionamento e os valores ainda não foram divulgados.   

Durante o evento, Musk foi condecorado com uma medalha de honra ao mérito.  Durante discurso, Bolsonaro elogiou Musk e o chamou de "mito da liberdade”. Ao se referir a compra da rede social Twitter pelo empresário, Bolsonaro disse que trouxe um "sopro de esperança" para o país.

Apesar disso, especialistas que acompanham o enfrentamento ao desmatamento no Brasil ouvidos pelo G1 não receberam bem a notícia. De acordo com Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, o Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (INPE) é "uma referência de monitoramento de florestas tropicais no mundo" e também tem a "tecnologia mais avançada para fazer isso".   

"Monitoramento a gente tem e é de qualidade. O que a gente não tem é governo. Não adianta a gente ter a informação e não ter quem aja, tome ações em cima da informação", alega.  

  

Lula (continua) na frente 

Nesta sexta-feira (20) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pela XP/Ipespe onde o ex-presidente Lula (PT) se mantém estável, com 44% das intenções de votos, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que ainda conta com 32%. Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), com 8%, mesma porcentagem do último levantamento.   

O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) segue em quarto lugar, seguido pela senadora Simone Tebet (MDB). Ambos subiram um ponto percentual na última semana, ficando com 2%. O deputado federal André Janones (Avante) continuou com 2%.  

Felipe D’Ávila (Novo), Vera Lúcia (PSTU) e Eymael (Democracia Cristã) obtiveram menos de 1% das intenções. Luciano Bivar (União Brasil) não pontuou.  

As entrevistas foram feitas por telefone do dia 16 ao dia 18 de maio, contando com 1.000 participantes do Brasil inteiro. A maior margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.  
 

“O presidente utilizou os instrumentos que tinha à disposição” 

Nesta sexta-feira (20) o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos), afirmou concordar com a ação do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por suposto abuso de autoridade.  Segundo o general, Moraes age de forma parcial e  Bolsonaro “usa armas que a Justiça dá”. 

Aos jornalistas no Planalto, ele disse: “Eu considero [parcial]. Acho que está havendo uma certa disruptura nisso eu aí tudo, né? E então eu concordo que o presidente [Bolsonaro] utilizou os instrumentos que tinha à disposição”.  

O presidente solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) após o ministro Dias Toffoli, do STF, rejeitar o pedido de investigação apresentado nesta terça-feira (17) contra o magistrado. Na decisão, Toffoli destacou que não existem “indícios mínimos” de quaisquer crimes na atuação de Moraes e que o estado democrático de direito impõe a todos deveres e obrigações e que um juiz não pode ser transformado em réu “pelo simples fato de ser juiz”.   
 

Meio Ambiente 

Madrugada mais fria do ano em SP. Audiência pública debate impactos do mercúrio na bacia do Tapajós. 

Foto: Maria Flor Torres/Reprodução
Foto: Maria Flor Torres/Reprodução

 

Garimpo ilegal  

Cerca de 300km dos garimpos ilegais do rio Tapajós, mais da metade dos moradores da zona urbana de Santarém apresentam níveis de contaminação por mercúrio até quatro vezes superior ao limite recomendado pela OMS. Entre os ribeirinhos, a contaminação chega a 90%. A pesquisa foi realizada pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) em parceria com a Fiocruz e o WWF Brasil 

O auditório Wilson Fonseca, na unidade (Ufopa) às 14h, foi palco de audiência pública que o Ministério Público promoveu para debater os impactos ambientais da contaminação. 

 

Recorde de temperatura mínima  

São Paulo registrou temperatura de 6,3° C na madrugada desta sexta-feira, (20),segundo estações meteorológicas automáticas do Centro de Emergências da Prefeitura de São Paulo, batendo o recorde de 7° C de média mínima alcançado na quarta-feira (18) nesta mesma semana. A temperatura é a menor registrada em 2022 e, também,  para o mês de maio desde 1990.  

  

Internacional

Guerra na Ucrânia: Zelensky diz que “Rússia transformou o Donbass num inferno”; Rússia anuncia corte no fornecimento de gás à Finlândia.

Foto: Presidência da Ucrânia
Foto: Presidência da Ucrânia

 

Guerra da Ucrânia  

Durante pronuciamento por vídeo na noite desta quinta-feira (19), Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, declarou que a região do Donbass virou um "inferno", acusando Moscou de cometer genocídio do povo ucraniano.  

Apesar de não terem conseguido tomar Kiev, a capital, a Rússia têm feito a maior parte dos ataques no sul e leste da Ucrânia, onde ficam situados Donetsk e Luhanks, que Putin reivindica em favor dos separatistas.  

"Em Donbass, os invasores estão tentando aumentar a pressão. Está um inferno lá, e não é exagero", afirmou o líder ucraniano. Segundo Zelensky, "Donbass está completamente destruído”, e completa “tudo isso não tem e não pode ter qualquer explicação militar para a Rússia". 

O presidente ucraniano condenou um ataque com mísseis na vila de Desna, no nordeste, no qual muitos moradores foram mortos, como outro exemplo de tentativa de “genocídio” pela Rússia. “É uma tentativa consciente e criminosa de matar o maior número possível de ucranianos, destruir mais casas, locais públicos, empresas”, disse Zelensky.  

"Isso é o que será qualificado como o genocídio do povo ucraniano e pelo qual os ocupantes serão definitivamente levados à Justiça", completou, depois de listar ataques que já deixaram "vários" mortos.  

De acordo com autoridades locais, pelo menos 12 pessoas foram mortas e dezenas de casas destruídas na cidade de Severodonetsk após bombardeios russos.  Zelensky se referiu ao ataque como “brutal e absolutamente inútil”. A cidade vizinha de Lysychansk também virou alvo recentemente.  

  

Reação russa 

Em outra ofensiva da Rússia, nesta sexta-feira (20) a operadora de gás natural estatal da Finlândia, Gasum, disse que a russa Gazprom informou que interromperia o fornecimento para a empresa finlandesa a partir de sábado (21).  

O presidente-executivo da Gasum, Mika Wiljanen, disse aos clientes que a empresa “se preparou cuidadosamente para essa situação” e deve ser capaz de manter os oleodutos funcionando “pelos próximos meses”.  

O corte ocorre apenas alguns dias depois que Helsinque apresentou seu pedido de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte, uma medida que encerra décadas de não alinhamento militar oficial e incendeia Moscou. No mês passado, a Gazprom também interrompeu o fornecimento para a Polônia e a Bulgária por se recusarem a pagar o gás em rublos, o que ajudaria a sustentar a sitiada moeda russa, em vez de dólares ou euros especificados no contrato.   
 

Saúde

Atualização dos dados da Pandemia.

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), o Brasil registrou 10.187 novos casos de COVID-19, e 60 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 102. No total, o país acumula 30.762.413 casos confirmados, e 665.493 óbitos por COVID-19.  

 

 

Cultura

Dica AGEMT.

Foto: topensandoemviajar.com
Foto: Tô Pensando em Viajar

 

A Tensão, de Leandro Erlich 

A exposição com nome sonoramente ambíguo (“a tensão” ou “atenção”) abarca um conjunto de 16 obras repletas de sentidos e ilusões de ótica desconcertantes que exploram espaços que estamos acostumados a ver, mas deslocados da normalidade. O ambiente conta com um barco e elevador flutuantes, janelas para jardins imaginários, uma piscina em que o visitante pode ficar submerso sem medo de se afogar e inúmeras outras obras.  

Segundo o curador, Marcello Dantas, “a obra de Leandro Erlich é estruturada no mecanismo da dúvida. O que nossos olhos veem está em desacordo com o que nossa mente conhece”. 

A mostra tem classificação indicativa livre, entrada gratuita e está sendo exibida no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, está em exposição desde o dia 13 de abril e segue até 20 de junho. 

Para obter os ingressos, é necessário acessar o site.  

OBS: Os ingressos são liberados às sextas-feiras, mas apenas para a semana seguinte, portanto é necessário planejamento. 

 

Esportes

Prévia da rodada do campeonato brasileiro série A. NBA: Jogos das finais das Conferências Leste e Oeste. Fórmula 1: GP da Espanha.

Partida entre Atlético-GO e Coritiba em 2021 - Foto: Heber Gomes-ACG
Partida entre Atlético-GO e Coritiba em 2021 - Foto: Heber Gomes-ACG

 

Brasileirão  

O final de semana será de jogos pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro série A. Abrindo a rodada, no sábado (21), às 16h30, o Atlético-GO, reestreando o técnico Jorginho,  recebe o Coritiba, no Antônio Accioly, em Goiânia. No mesmo horário, no Maracanã, o Flamengo recebe o Goiás.  

Às 18h30, o Santos joga contra o Ceará na Vila Belmiro. Às 19h, em Caxias do Sul, o Juventude enfrenta o Palmeiras. Mais tarde, às 21h teremos dois jogos: na Arena Pantanal, Cuiabá e Internacional se enfrentam. No Horto, o América-MG joga contra o Botafogo. 

No domingo (22), às 16h, o Corinthians recebe o São Paulo na Arena NeoQuimica, em jogo que vale a liderança do campeonato. Ainda às 16h, no Castelão, o Fortaleza enfrenta o Fluminense. Fechando a rodada, às 19h, na Arena da Baixada, o Athletico-PR enfrenta o Avaí.  

O Brasileirão tem o Corinthians como líder com 13 pontos, em segundo lugar tem o Atlético-MG com 12 pontos, logo atrás estão São Paulo e Botafogo com 11 pontos. Fechando o G-6, estão Santos e Coritiba, ambos com 10 pontos. Na outra ponta da tabela, no Z-4, estão em 17° o Juventude com 6 pontos, em 18° o Ceará com 4 pontos, em 19° o Atlético-GO com 3 pontos e na lanterna o Fortaleza com 1 ponto.  

 

NBA 

O final de semana marca o jogo 3 da final da Conferência Leste da NBA, liga de basquete americana. Em casa, o Boston Celtics enfrenta o Miami Heat, no sábado (21), às 21h30 (horário de Brasília). No primeiro jogo, em casa, o Miami Heat venceu por 118 a 107, já na segunda partida, ainda na casa do Miami, os Celtics atropelaram e venceram por 127 a 102.  

A Conferência Oeste terá o seu segundo jogo de finais nesta sexta-feira (20). Em casa, o Golden State Warriors enfrenta o Dallas Mavericks. Na primeira partida, também em casa, a vitória inquestionável foi dos Warriors, aplicando 112 a 87.  
 

GP da Espanha  

No domingo (22), Barcelona é a sede da 6ª etapa da Fórmula 1. O GP da Espanha é conhecido por testar os pilotos, devido às suas curvas e também a longa reta. Os maiores vencedores do circuito da Catalunha são ninguém mais e ninguém menos que Lewis Hamilton com a Mercedes e Michael Schumacher com a Ferrari. 

A classificação está marcada para o sábado (21), das 11h às 12h (horário de Brasília). A corrida está prevista para o domingo (21), com largada às 10h (horário de Brasília).  

Atualmente, Charles Leclerc da Ferrari é o líder do campeonato com 104 pontos, seguido por Max Verstappen da Rede Bull com 85 pontos, e Sergio Perez, também da Red Bull, com 66 pontos.  

 
 
 
 

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