Institutos revelam oscilações de opinião do eleitorado em comparação com dados levantados na semana após o primeiro turno
por
Luiza Zaccano
Manuela Abbate
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16/10/2026 - 12h

A dez dias do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, as pesquisas Quaest e Datafolha indicam uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Divulgados nos dias 14 e 15 de outubro, respectivamente, os levantamentos mostram uma vantagem númerica do candidato do PL, mas dentro da margem de erro, o que caracteriza empate técnico entre os dois concorrentes

Na pesquisa Quaest, Flávio Bolsonaro aparece com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Já o levantamento do Datafolha, registra 47% para o senador e 45% para o atual presidente. Em ambos os levantamentos, a diferença de dois pontos percentuais está dentro da margem de erro, também de dois pontos, o que impede afirmar que um dos candidatos tenha vantagem estatisticamente consolidada.

O cenário também se mantém equilibrado quando são considerados apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos. Na Quaest, Flávio tem 51% ante 49% de Lula. O Datafolha apresenta o mesmo resultado: 51% para o senador e 49% para o presidencialista. 

 

Montagem com Flávio Bolsonaro a esquerda e Lula a direita
Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) aparecem empatados no segundo turno  (Foto 1: Charles Vieira/Campanha | Foto 2: Ricardo Stuckert/Campanha)

Além da intenção de voto, os dois institutos revelam elevada rejeição. Segundo a Quaest, 54% dos entrevistados afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 53% dizem o mesmo sobre Lula. A proximidade dos índices indica que ambos enfrentam resistência significativa do eleitorado. 

A avaliação do governo federal mostra um desafio para a candidatura à reeleição. No Datafolha, 41% dos entrevistados classificaram a gestão Lula como ruim ou péssima, enquanto 35% a avaliaram como ótima ou boa. Outros 23% consideraram o governo regular. 

De acordo com o Datafolha, Flávio lidera nas regiões Sul, com 24% de vantagem, Centro-Oeste e Norte, com 16%, e Sudeste, com 12%. Lula mantém diferença significativa no Nordeste, com 32 pontos percentuais à frente do candidato do PL.

Houve mudanças em relação à pesquisa divulgada no dia 8. Apesar do empate técnico persistir, o levantamento atual aponta queda de um ponto percentual para Flávio em comparação com aumento do mesmo valor para o atual presidente. 

Em comparação ao levantamento anterior, os números do Sul foram mantidos, enquanto no Sudeste, Lula perdeu 2% para Flávio. Já no Nordeste o cenário foi inverso, havendo uma oscilação positiva de três pontos percentuais para Lula. No agrupamento das regiões Centro-Oeste e Norte, as intenções de voto em Flávio caíram seis pontos percentuais. 

Sobre a migração de votos, a Quaest indicou que, entre os eleitores de Caiado, 42% apoiam Flávio, ante 23% de Lula. Em relação aos eleitores de Augusto Cury, 34% declaram voto em Lula no segundo turno, em comparação com 30% que afirmam votar no senador do PL. Apesar de Renan Santos ter passado a campanha tecendo críticas a Flávio, 40% de seu eleitorado declaram voto no candidato, enquanto 14% manifestam apoio a Lula. 

O Datafolha está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00466/2026. A pesquisa Quaest está registrada no TSE sob o número BR-08729/2026.

Professora de Ciências Sociais aponta a polarização intensificada como motivo da última eleição brasileira ter sido a mais acirrada da história
por
Pedro Rossetti
Gabriel Ferro
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18/09/2023 - 12h

As eleições no Brasil são, muitas vezes, um espetáculo de intensidade política e competição acirrada. Em 2022, a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro pela Presidência da República se tornou a mais parelha e toda história democrática brasileira, com menos de dois pontos percentuais de votos, onde o candidato do PT foi eleito com 50,90% contra 49,10% do então presidente, com 99,96% das urnas apuradas em todo o país.

Desde a redemocratização em 1988, apenas 6 eleições haviam chegado ao segundo turno, sendo a primeira de 1989 e as últimas cinco que vão de 2002 até 2018. Analisando a diferença entre os percentuais dos candidatos é possível ver que não há muita discrepância entre eles, porém, cada vez mais, o país passou a se dividir e formar disputas muito acirradas pelo cargo de poder mais alto do país.

Lula e Bolsonaro em debate durante as eleições de 2022. Foto: Mauro Pimentel/AFP

Lula e Bolsonaro em debate durante as eleições de 2022. Foto: Mauro Pimentel/AFP

Para entendermos como o Brasil passou a separar se em partidos políticos, Rose Segurado, Professora de Ciências Sociais da PUC-SP, compartilhou em entrevista com a Agemt, alguns insights valiosos sobre os fatores que alimentam essa disputa eleitoral apaixonante, destacando o peso do poder econômico, a influência das elites políticas e os desafios inerentes a um sistema político diversificado.

Conforme Segurado afirma, “A influência das eleições depende do contexto e da conjuntura política do momento, variando ao longo do período eleitoral. No entanto, um fator crucial que sempre se destaca é o poder econômico. Os interesses do capital e das elites políticas estão constantemente presentes e influenciam os resultados à medida que financiam e investem em candidatos alinhados com seus projetos políticos.”. É inegável que o poder econômico desempenha um papel significativo nas eleições, conferindo vantagens consideráveis a candidatos apoiados financeiramente pelas elites. Esta influência não apenas molda a agenda política, mas também exerce impacto nas escolhas dos eleitores.

Outro ponto de destaque feito pela especialista é a complexa paisagem partidária do Brasil: “Atualmente, contamos com uma miríade de partidos políticos, chegando a cerca de 35. Muitos destes partidos têm abordagens fisiológicas, priorizando a manutenção de determinados grupos no poder ou servindo como apoio, especialmente os chamados ‘partidos nanicos’,” A fragmentação do sistema político brasileiro pode tornar a escolha dos eleitores uma tarefa desafiadora, já que muitos partidos têm agendas pouco claras e frequentemente buscam alianças com as principais forças políticas em busca de poder e recursos. O resultado é uma falta de clareza sobre as opções disponíveis.

A professora enfatiza que embora haja evoluções ao longo do tempo, as raízes dos desafios eleitorais persistem. Ela destaca, com urgência, a necessidade de uma reforma política abrangente no Brasil para abordar essas questões estruturais, porém existe um empecilho: “Claro que nós temos mudanças ao longo do tempo, mas não muda substancialmente, a raiz das questões continua as mesmas. É muito difícil fazer uma reforma política radical, porque quem vota por essa reforma são os próprios parlamentares, então, evidentemente, como eles querem a perpetuação de um dado jogo político, eles não têm interesses em mudanças que sejam mais substanciais.”

            Por fim, uma questão que tem sido pauta em diversas áreas na atualidade é o avanço tecnológico e principalmente, as redes sociais. Não é apenas no Brasil que as eleições passaram a ter uma divisão muito grande de opinião popular, Estados Unidos, Angola e Israel, por exemplo, tiveram suas últimas eleições marcadas pelos detalhes nos números de votos, que se tornaram as mais acirradas de suas histórias democráticas.

Rose buscou destacar essa influência da internet na última eleição, especialmente destacando a propagação de Fake News, “Pela influência das redes sociais, as campanhas se tornam mais pulverizadas e com usos tecnológicos, algorítmicos e muito dinheiro, financiam algumas candidaturas ou distribuem fake news e desinformação pelas redes para afetar adversários políticos dessa tal candidatura. Isso vem contaminando muito o processo eleitoral, sobretudo nos últimos anos e as pessoas acabam escolhendo muitas vezes um candidato ou partido com base em um conjunto de mentiras e informações que não tem base nos fatos, então, esse é um problema muito grande para a democracia representativa na atualidade”. Além disso, completa com a questão da falsa sensação de ligação entre o candidato e seus eleitores, “A gente pensa que as redes podem garantir uma comunicação direta com o candidato, e essa é uma sensação falsa obviamente, candidatos têm uma equipe para promover essa interação e fazer com que o eleitor sinta que o candidato está falando diretamente com ele, sem nenhum tipo de mediação”.

Em resumo, as eleições no Brasil são constantemente disputadas devido a uma série de fatores complexos. A influência do poder econômico, a fragmentação do sistema político, a necessidade de reforma política e a crescente influência das redes sociais e da tecnologia são elementos que contribuem para a intensidade desse processo democrático. A compreensão desses desafios é essencial para fortalecer a democracia e buscar soluções que promovam eleições mais transparentes e representativas.

 

Esta reportagem foi produzida como atividade extensionista do curso de Jornalismo da PUC-SP.

 

Em seu próximo governo, "centrão" será peça fundamental
por
Antônio Bandeira de Melo
Gustavo Manfio
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18/11/2022 - 12h

No dia 30 de outubro de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva, Partido dos Trabalhadores (PT), foi, pela terceira vez, eleito presidente do Brasil. Com 50,9% dos votos válidos, Lula derrotou Jair Bolsonaro, Partido Liberal (PL), no 2° turno mais apertado da história. Pouco mais de 2,1 milhões de votos separaram os dois candidatos. Lula já havia ocupado o cargo duas vezes, sendo a autoridade máxima do Poder Executivo entre 2003 e 2011. Mas, este seu terceiro mandato tem uma grande diferença para os anteriores: a base de apoio ao presidente parece enfraquecida. Nos últimos anos, com a polaridade da política brasileira o antipetismo se fez forte, o que levou ao crescimento da extrema direita no Brasil. Dessa vez Lula enfrentará maiores desafios para sua governabilidade.

Oswaldo Amaral, cientista político e professor da UNICAMP, explica que a pouca diferença entre os candidatos ocorreu por dois fatores. O primeiro é uma corrida eleitoral injusta. “Muitas das regras eleitorais foram violadas ou burladas, especialmente no que se toca a gastos. Foram mais de 50 bilhões de reais gastos em poucos meses, com clara finalidade eleitoral. Então isso fez com que, mesmo com a mal avaliação do governo Bolsonaro na maior parte do tempo, as eleições fossem equilibradas. A quantidade de recursos despejadas na economia fez o atual presidente ser mais competitivo.” O segundo era o antipetismo, e o fato de serem dois concorrentes com grande rejeição.

O Congresso Nacional é órgão constitucional que exerce as funções do poder legislativo. Ele é bicameral, então, é composto por duas casas: o Senado Federal, câmara alta, e a Câmara dos Deputados, câmara baixa. O Senado é integrado por 81 senadores que representam as 27 unidades federativas. Os mandatos são de 8 anos, então a cada 4 anos se renova um ou dois terços do Senado. Para exemplificar: em 2022, foram 27 senadores eleitos, um de cada unidade federativa, ou seja, um terço do Senado foi renovado. Nas próximas eleições serão dois terços. Ao todo, cada estado é representado por 3 senadores. Para 2023, os partidos políticos com mais eleitos são: PL (13), União (12), PSD (11), MDB (10) e PT (9).

Já na Câmara dos Deputados são 513 deputados federais que representam o povo. O número de deputados federais eleitos por estado leva em consideração o tamanho de sua população. Desse modo, o limite máximo por unidade federativa é de 70 deputados, caso de São Paulo, e o mínimo é 8, caso do Acre. Seus mandatos são de 4 anos, e em cada eleição se renova toda a Câmara Baixa. Se somarmos os partidos considerados de esquerda, que tendem a apoiar Lula, são 126 eleitos, sendo 68 do PT. Em contrapartida, o partido com maior número de representantes é o PL, de seu opositor, e atual presidente, Jair Bolsonaro, com 99 representantes. União Brasil (59), PP (47), PSD (42), MDB (42) e Republicanos (41) são os outros partidos com mais representantes. Os números mostram uma governabilidade difícil para o futuro chefe de poder.

Amaral cita algumas diferenças entre o futuro mandato de Luís Inácio e seu primeiro, em 2002. “A presidência da República está mais enfraquecida na sua relação com o Parlamento. Então, antes, o presidente tinha o poder de agenda maior, o que facilitava para ele a construção das coalisões para governar. Agora, com as mudanças que aconteceram durante o governo Bolsonaro, mudanças no regimento interno da Câmara, com alterações na forma de distribuição das emendas dos parlamentares, isso deu mais poder para o presidente da casa e os parlamentares. A construção das alianças e da coalisão pós-eleitoral, que torna possível a administração do governo fica mais difícil do que quando Lula assumiu pela primeira vez.”

Andréa Freitas, cientista política e professora da UNICAMP, aponta que os atores políticos mudaram significativamente do seu primeiro mandato para agora.  “Mudaram os partidos com as maiores bancadas, na época em que foi presidente pela primeira vez, as maiores bancadas eram do PT, PSDB, PFL e PMDB. E, agora vemos o surgimento de dois atores muito fortes o PL, mais a direita, e o União Brasil, antigo PFL, repaginado em uma fusão com o PSL. Tem também o PSD, do Kassab. Do ponto de vista dos partidos políticos a variável constante é o PT, à esquerda. Embora, o União Brasil venha do antigo PFL ele passou por muitas mudanças ao longo do tempo. Não dá para dizer que é a mesma coisa de 2003.”

Ela também explica que o Congresso não é muito diferente do qual o Lula governou pela primeira vez, quando se divide entre esquerda, direita e centro. “O PT tinha grande bancada, mas os partidos de esquerda não. Vale lembrar que em seu primeiro governo, o PSOL se separa do PT, então mesmo na esquerda tinha uma oposição. De forma geral, a divisão da casa se mantém, um quarto a direita, um quarto a esquerda e dois quartos para o centro.” A professora analisa que “a direita, o PL, e talvez outros pouco pequenos partidos fiquem a oposição. O resto dos partidos de centro, nessa ideia que se convencionou de ‘centrão’, já tem declarado apoio ao Lula e a intenção de fazer parte da coalisão. No primeiro governo ele tinha oposição muito forte no PSDB e no PFL que tinham duas grandes bancadas e faziam a oposição de forma sistemática. Hoje, o União Brasil, novo PFL, com as mudanças das características, já declarou a intensão de formar coalisão com o governo. E, o PSDB declarou que pode votar favoravelmente as medidas de Lula se isso se alinhar com as preferências do partido. Então existe uma coalisão pré-montada em termos de intenções, que, claro, vai depender das negociações da composição dos gabinetes dos ministérios. Como o Lula vai distribuir os ministérios entre esses partidos vai decidir se eles vão ‘jogar juntos’ ao longo do governo.”

Em termos de formação da coalisão Freitas explica que Lula deve negociar com o mesmo número de partidos. “Além dos partidos de esquerda e da federação que ele faz parte, alguma coisa entre 7 ou 8 partidos para formar a coalisão de governo”.

Diante do cenário conturbado e da grande polarização política, Lula deu início às estratégias muito antes de seu mandato começar. Participando das eleições desde 1989 e de volta à concorrência presidencial, o candidato do PT formou a maior coligação de sua carreira política e das eleições de 2022. A aliança juntou 9 partidos políticos: PT, PV, PCdoB, PSOL, REDE, Solidariedade, Avante, Agir e PSB, partido do vice Geraldo Alckimin, o adversário principal de Lula na eleição de 2006. Além disso, para o 2º turno teve o apoio oficial dos dois principais concorrentes que ficaram pelo caminho, Simone Tebet (MDB), terceiro lugar em votos, que participou de sua campanha, e Ciro Gomes (PDT), quarto lugar em votos, que acompanhou a decisão do seu partido.

Nas eleições do segundo turno, as 27 unidades federativas se dividiram em 13 vitorias para o candidato do PT, e 14 para Bolsonaro, mesmo Lula tendo ganhado em votos absolutos, sendo que o único local onde teve alteração no resultado do primeiro para o segundo turno foi o Amapá, onde na primeira disputa Lula venceu, mas na segunda Bolsonaro saiu vencedor. Dentro dos locais onde o eleito presidente ganhou, fica muito claro sua soberania no nordeste, mas também fica a insatisfação do centro-oeste, sul e sudeste, que mostraram a preferência pelo atual presidente. Algo já tradicional, segundo a professora.

Entretanto, para Freitas, o fato de ele não ter ido bem nessas regiões não implica em menos apoio no legislativo federal. Para ela, “a preocupação é com os governadores. Mas, como estados e municípios são muito dependentes do governo federal em recursos financeiros, não deve haver uma oposição muito forte. Não no sentido que eles vão se alinhar, ou defender as propostas encabeçadas pelo presidente, mas no sentido que eles não devem ser uma oposição quando o assunto não implicar em temas caros para os próprios estados. Os governos estaduais não devem implicar na redução nas taxas de sucesso ou na capacidade de governar do Lula, pensando na relação entre executivo e legislativo. A coalisão entre os líderes partidários é mais importante.”

“A luta pelas mudanças climáticas é indissociável da luta contra a pobreza”.
por
Francisco Barreto
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17/11/2022 - 12h

 

futuro presidente discursando
Lula faz pronunciamento na COP 27 (imagem reprodução)

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silvia, nesta quarta-feira, (16) discursou na 27.ª conferência do clima da Organização das Nações Unidas (COP 27) em Sharm El Sheikh, Egito. As declarações do próximo líder brasileiro expressaram as intenções do futuro governo: em relação às mudanças climáticas; ao modelo de produção agropecuário do país; e ao desejo de mudança das posições diplomáticas brasileiras.

A conferência ocorrida na parte da tarde com Lula foi marcada por um enorme entusiasmo das alas favoráveis ao político, como por boa parcela dos estrangeiros aqui presentes e pela imprensa. Entrar na conferência foi um esforço homérico visto a enorme multidão que se aglomerava na entrada do pavilhão. O clima esquentou quando a maioria do público, não jornalista foi barrado de entrar. A organização precária dos dirigentes da conferência decidira realizar o evento em um salão pequeno com apenas uma entrada; desta maneira, jornalistas e curiosos disputaram palmo a palmo o estreito acesso ao salão.

Lula abriu seu discurso com agradecimentos ao convite do governo egípcio e, em seguida prometeu o retorno da participação efetiva do Brasil aos assuntos de preservação ecológica e controle climático. Teceu críticas a guerra na Ucrânia e afirmou que a fortuna investida no conflito seria melhor empregada a favor do combate ao aquecimento global.

tumulto entre a imprensa e curiosos na entrada do pavilhão onde Lula discursou
Insatisfação generalizada entre o publico impedido de entrar no saguão onde o pronunciamento ocorria (imagem autoral)

O ex-presidente salientou a situação alarmante de fome no mundo e pressionou os líderes presentes de países desenvolvidos a cumprirem suas promessas feitas no passado para que as nações menos favorecidas possam enfrentar as consequências das mudanças climáticas provocadas por suas ações.

O político também aproveitou os holofotes para alfinetar o governo atual taxando-os de negacionistas climáticos. E se comprometeu a abandonar a postura diplomática isolacionista adotada pelo o atual chefe de Estado.

“Entre 2004 e 2012 reduzimos a taxa de devastação amazônica em 83%, ao mesmo tempo, o PIB agropecuário cresceu 75%”, reforçando a disposição do estadista em apaziguar os setores do agronegócio.

Em seguida foi prometido reforçar os laços com países latino-americanos e caribenhos através da realização da cúpula dos países membros do Tratado de Integração e Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CALC), respeitando a soberania dos membros signatários. Também firmou que irá retomar o compartilhamento de tecnologia e de desenvolvimento com os países africanos aliados e combaterá a fome ao nível nacional e internacional.

“Ninguém está a salvo” disse o ex-presidente, explicitando a seca recorde no território nacional e os ciclones nos EUA. “Segundo projeções da Organização Mundial da Saúde, entre 2030 e 2050 o aquecimento global poderá matar 250 mil pessoas por ano”.

Prosseguindo o discurso, Lula reafirmou a desigualdade climática que existe no planeta: “O 1% mais rico do mundo emite 70 mil toneladas per capita de CO₂ por ano, enquanto os 50% mais pobres emitem cerca de uma tonelada, segundo dados disponibilizados na COP 26.” Continuando no mesmo tema, Luís Inácio alega que: “A luta pelas mudanças climáticas é indissociável da luta contra a pobreza”.

Lula reafirma a importância da Amazônia e se compromete a lutar contra o desmatamento em seu governo: “A população Amazonense e os povos originários possuirão papel chave nesta empreitada”. O político demonstrou seu interesse em reativar o Fundo Amazônia sem abrir mão da soberania nacional. Fez questão de expressar seu desejo de que a COP 30, que ocorrerá em 2025, seja realizada em solo Amazonense.

O líder petista prometeu expandir as matrizes energéticas verdes. Além de afirmar que, em seu governo, pretende ampliar a produção agropecuária sustentável com sequestro de carbono, reafirmando que o setor do agronegócio é um importante aliado estratégico.

Foi endossada a continuidade do Acordo das Florestas entre os governos do Brasil, Indonésia e Congo firmados na primeira semana da COP 27.

Lula criticou, também, o atual funcionamento das Nações Unidas (ONU); e que a enfatizando que a organização reflete, de forma antiquada, o cenário político da Segunda Guerra Mundial, em que poucos Estados possuem relevância. Prosseguindo, redirecionou as críticas ao modo de funcionamento da Cúpula de segurança da ONU, especificamente para a política de veto, exigindo uma participação democrática e igualitária de todos os continentes nas Nações Unidas.

A manifestação foi convocada por grupos de extrema direita nas redes sociais, pede intervenção e nega resultado das urnas
por
Artur dos Santos
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02/11/2022 - 12h

Apoiadores do atual presidente Jair Bolsonaro (PL), que perdeu as eleições no último domingo (30), convocaram manifestações em diversos quartéis militares no país para pedir intervenção militar, intervenção federal e a aplicação do artigo 142 da Constituição Federal nesta quarta-feira (2). Em São Paulo, a maior concentração foi no região do Monumento dos Bandeirantes e do Quartel General do Exército.

Desde segunda-feira (31) mensagens circulavam em grupos do Telegram convocando a presença de apoiadores na frente dos quartéis de todos os estados para que pedissem Intervenção Militar. As manifestações ocorrem em cidades de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, entre outros estados. 

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Foto encaminhada em grupos do Telegram

As manifestações conversam diretamente com os bloqueios a estradas de diferentes estados do país - que nos últimos dias foram dispersados pela Polícia Federal e por torcidas organizadas - que também discordam dos resultados das eleições.

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"Eu, particularmente, peço Intervenção Federal", diz manifestante à AGEMT
Foto: Artur dos Santos

Em entrevista à AGEMT, um manifestante afirmou que “a grande maioria não concorda com o resultado das urnas”. Segundo ele, haveria urnas que apenas computaram 200 votos durante todo o período de votação, além de cidades com 30 mil habitantes que registraram 70 mil votos. Ambas as afirmações foram desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Placa com os dizeres:"Houve fraude nas urnas, queremos o exército art. 142 (sic)"
Foto: Artur dos Santos
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Foto: Artur dos Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para outro manifestante, esse vestido com roupas camufladas, o Brasil teria chegado em um limite: “chegamos em um limite do Brasil virar um país comunista”. Ainda diz, em meio a estouros de fogos de artifício, que “ninguém aceita um ladrão no poder, então a gente quer todo mundo na cadeia. Todo mundo que tem culpa no cartório que fosse preso”. 

Quanto ao pronunciamento de Jair Bolsonaro feito na terça-feira (1), disse ter sido perfeito: “ele falou o que tinha que falar, quem quiser entender que entendeu. Ele tem as cartas na manga”. Durante a manifestação, a reportagem presenciou uma manifestante perguntando para um policial militar se ele estaria “do nosso lado”; a isso, o policial em questão respondeu que sim. 

 

Análise: Faltou Brasil no último encontro entre presidenciáveis antes do 1º turno. Veja as regras para a votação no domingo (2) e o perfil do eleitorado brasileiro. Furacão Ian deixa mortos na Flórida, e mais.
por
Ana Beatriz Vilela
Letícia Coimbra
Luan Leão
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30/09/2022 - 12h

Sexta-feira, 30 de setembro de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT Especial Eleições:
 

  • Análise: Último debate presidencial faltou Brasil;

  • Veja as regras para a votação no próximo domingo (2);

  • Perfil do eleitorado brasileiro;

  • Furacão Ian deixa mortos na Flórida; 

  • Explosão mata 19 e deixa 27 feridos no Afeganistão; 

último debate
Último debate presidencial foi marcado por ataques. Foto: Pedro Kirilos / Estadão 

Faltou Brasil 

Diferente dos outros dois debates entre os presidenciáveis ocorridos antes do 1° turno, neste último, o nível despencou. Com diversos ataques, muito abaixo da cintura, estava desenhado que 5 candidatos foram para debater propostas e ideias, e os outros 2 apenas para atrapalhar o andamento.

Mas, para não embaralhar as ideias, vamos entender o que estava em jogo no debate. Um candidato foi para o debate disposto a buscar o voto útil para encerrar a eleição já no próximo domingo (2), em 1º turno. O segundo colocado nas pesquisas se planejou para que a disputa fosse para o segundo turno, misturando uma série de narrativas populares entre seus apoiadores.

No meio dessa disputa, a desidratada terceira via ainda tenta, à força, defender o voto por convicção no 1º turno. Em um debate fraco, até Simone Tebet (MDB), sempre muito bem nos debates, foi discreta. O desempenho mediano de Ciro Gomes (PDT) e Tebet pode atrapalhar os planos de Lula de encerrar a eleição já no próximo domingo (2), uma vez que o candidato petista faz campanha pelo voto útil, justamente buscando o eleitorado desses candidatos.

O desempenho da dita terceira via é importante, porque em um eventual segundo turno entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL), o terceiro colocado pode despontar como um possível nome para liderar uma oposição pelos próximos 4 anos e pensar na eleição de 2026.

O candidato Kelmon, que não é padre, protagonizou os momentos mais cômicos do debate. Sem vergonha de servir como linha auxiliar do presidente Bolsonaro, foi chamado de “padre de festa junina”, “candidato laranja” e “cabo eleitoral”. Desconhecido, cumpriu à risca sua função no debate: tumultuar. 

Não houve vencedores no debate, mas sobrou perdedores. O Brasil perdeu ao assistir ao show de horrores entre os presidenciáveis. Faltou falar de fome, desemprego, de empobrecimento e endividamento do brasileiro. Faltou discutir o Brasil no último debate.

 

Eleições 2022
Eleições gerais acontecem neste domingo (2), veja as regras. Foto: LR Moreira / Secom / TSE

Regras para a votação

Neste domingo (2), serão realizadas as eleições gerais do primeiro turno no Brasil. Confira o que é permitido e o que não é neste dia.

-Neste ano, o eleitor não é obrigado a apresentar o título, desde que saiba o número da seção de cor;

-É exigido um documento com foto, que pode ser o RG, CNH, Passaporte, Carteira profissional, Certificado de reservista ou Carteira de trabalho. Eleitores com biometria cadastrada podem apresentar somente o e-Título;

-Eleitores com registro biométrico devem coletar a biometria em até quatro tentativas, se na última não for possível, o presidente da seção solicitará a assinatura no caderno de votação;

-Não será permitido entrar com telefone celular na cabine de votação, o eleitor deverá deixá-lo com o mesário antes de votar;

-Na cabine de votação não é permitido nenhum aparelho que comprometa o sigilo do voto;

-Eleitores com deficiência poderão contar com auxílio de um cuidador, mesmo que não tenha sido feito requerimento anterior;

-No dia da votação é permitido a manifestação individual e silenciosa por meio de bandeiras, broches, adesivos, camisetas e outros adornos;

-Passeatas, carreatas e utilização de alto-falantes ou carros de som são permitidos somente até as 22h da véspera da eleição;

-É permitido manter nas redes sociais, sites e blogs publicações com conteúdos relacionados à campanha eleitoral, desde que publicados até a véspera da votação. As publicações no dia do pleito são proibidas, além do impulsionamento de conteúdos, ainda que publicados anteriormente;

-É crime: fazer comício, boca de urna, divulgar dados inverídicos e aliciar eleitores;

-Os eleitores são incentivados a levar cola com o número dos candidatos em papel a fim de tornar mais rápida a digitação dos números na urna e ajudar a lembrar a ordem da votação;

-A ordem de escolha na urna eletrônica é:

1- Deputado federal

2- Deputado estadual

3- Senador

4- Governador

5- Presidente da República

 

Quem vai às urnas ?

No próximo domingo (2) acontece o 1º turno das eleições gerais no Brasil, esta será a 9ª eleição desde a redemocratização do país. Mas, quem vai às urnas? 

O Brasil tem 156.454.011 eleitores aptos a votar, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cerca de 52,65% desse eleitorado é composto por mulheres, um total de 82.373.164. O percentual de homens é de 47,33%, com 74.044.065 eleitores. Ainda há outros 36.782 votantes sem informação, em um total de 0,02%.

Ainda segundo o TSE, 118.151.926 eleitores serão identificados por meio das impressões digitais, o que corresponde a 75,51% do total. O órgão informa que 38.320.884 de brasileiros, ou 24,48%, ainda estão sem o cadastro da biometria.

Na divisão por regiões do país, o sudeste possui 42,64% dos eleitores. Em seguida vem o nordeste com 27,11%; sul com 14,42%; região norte com 8,03% e 7,38% está no centro-oeste.

Comparando com a eleição de 2018, o número de eleitores entre 16 e 17 anos cresceu 51,13%, em números absolutos, 2.116.781 de jovens anos poderão votar. O Brasil possui 2.637 zonas eleitorais, divididas em 496.512 seções eleitorais. 


 

Furacão Ian
Furacão Ian já deixou ao menos 21 mortos na Flórida. Foto: REUTERS

Furacão Ian

Pelo menos 21 pessoas morreram após a passagem do furacão Ian, segundo o governo da Flórida, nos Estados Unidos, e centenas de pessoas estão desaparecidas.

O Ian havia sido rebaixado para a categoria de tempestade tropical. Porém, por volta das 18h30 desta quinta (29), o Centro Nacional de Furacões (NTH, na sigla em inglês) emitiu um alerta no qual informa que o fenômeno voltou a ser enquadrado como furacão. 

"Este pode ser o furacão mais letal da história da Flórida", disse o presidente americano, Joe Biden, durante uma visita ao escritório da agência federal que combate desastres naturais, FEMA, em Washington.

Até o momento, já houve mais de 700 pessoas resgatadas, de acordo com o governador da Flórida, Ron De Santis.

Mais de 2,5 milhões de casas estão sem energia em todo o estado da Flórida e diversas residências tiveram danos estruturais após a passagem do furacão.

 

Contra a educação

Um ataque suicida em uma escola em Cabul no Afeganistão deixou pelo menos 19 mortos e 27 feridos, informou a polícia nesta sexta-feira (30). Segundo as autoridades, a explosão veio de um homem-bomba no bairro de Dasht-e-Barchi. O local é habitado, predominantemente, pela religião muçulmana xiita que abriga a comunidade Hazara (uma minoria étnica alvo de ataques anteriores lançados pelo grupo militante Estado Islâmico e o Talibã).

Em 2021, antes que o Talibã voltasse ao poder, 85 pessoas morreram depois que três bombas explodiram em um colégio no mesmo bairro. Tanto o grupo quanto o Estado Islâmico são contra a educação, principalmente de meninas e mulheres. Estima-se que a maioria das vítimas do atentado desta sexta-feira são mulheres adolescentes.

"Atacar alvos civis prova a crueldade desumana do inimigo e a falta de padrões morais", afirmou o porta-voz da polícia de Cabul,  Khalid Zadran, sem especificar quais grupos são suspeitos do ataque. Além disso, relatou que as vítimas são alunos do ensino médio que faziam um exame de admissão à universidade (em geral, os colégios do Afeganistão não funcionam às sextas): “Os alunos estavam se preparando para um exame quando um homem-bomba atacou este centro educacional”, disse. 

 

Pesquisa mostra Lula com 50% dos votos válidos contra 36% de Bolsonaro, no 1º turno. Último debate entre os candidatos à presidência. Análise sobre pesquisas.
por
Ana Beatriz Vilela
Letícia Coimbra
Luan Leão
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30/09/2022 - 12h

Quinta-feira, 29 de setembro de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT Especial Eleições:

  • Datafolha divulga mais uma pesquisa; Lula tem 50% dos votos válidos contra 36% de Bolsonaro

  • Eleições 2022: Campanha entra na fase final; a quatro dias do 1º turno, entenda como analisar as pesquisas eleitorais 

  • TV Globo realiza último debate presidencial nesta quinta-feira (29), o que esperar ?

Pesquisa eleitoral
Quatro principais candidatos se mantiveram estáveis segundo Datafolha. Foto: Reprodução

50% X 36%



O Datafolha divulgou nesta quinta-feira (29) mais uma pesquisa eleitoral, contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de São Paulo. O levantamento entrevistou 6.800 pessoas, em 332 municípios de todas as regiões, durante os dias 27 e 29 de setembro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-09479/2022 e tem a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa mostrou o ex-presidente Lula (PT) com 50% dos votos válidos, mantendo os números da pesquisa anterior, contra 36% do presidente Jair Bolsonaro (PL), que oscilou um ponto para cima. Para considerar os votos válidos, a amostra exclui os votos brancos, nulos e os indecisos. Vale destacar que para vencer em 1º turno, um candidato precisa obter 50% dos votos válidos mais um voto.

O levantamento mostrou, também, o candidato Ciro Gomes (PDT) com 6% e Simone Tebet (MDB) com 5%. Soraya Thronicke (União Brasil), oscilou um ponto para baixo, e apareceu com 1%.

Nos votos totais, a quatro dias do 1º turno, o cenário é este:

  • Lula (PT) - 48%

  • Jair Bolsonaro (PL) - 34%

  • Ciro Gomes (PDT) - 6%

  • Simone Tebet (MDB) - 5%

  • Soraya Thronicke (União Brasil) - 1%

  • Felipe D’Ávila (NOVO) - 0%

  • Sofia Manzano (PCB) - 0%

  • Vera Lúcia (PSTU) - 0%

  • Léo Péricles (Unidade Popular) - 0%

  • Eymael (Democracia Cristã) - 0%

  • Padre Kelmon (PTB) - 0%

  • Brancos/Nulos/nenhum - 0%

  • Não sabe - 2%

 

Em um possível 2º turno, Lula segue à frente, com 54% contra 39% de Jair Bolsonaro. A pesquisa também perguntou aos eleitores sobre a rejeição dos candidatos, veja os números:

Jair Bolsonaro (PL) é rejeitado por 52% dos entrevistados, Lula (PT) é rejeitado por 39%, Ciro Gomes (PDT) por 24% e Simone Tebet (MDB) por 15%. 

 

Pesquisa eleitoral



Uma disputa eleitoral é baseada no voto, é o eleitor quem define o vencedor de uma eleição. Mas até o dia da votação, as campanhas interessadas no pleito planejam suas ações de acordo com uma ferramenta muito importante: pesquisa eleitoral. Mas, afinal, o que são as pesquisas ?

Primeiro precisamos entender que pesquisa é tendência, ou seja, não necessariamente prevê o resultado, mas como o eleitorado está vendo a campanha e a intenção de como ele pretende votar. Os levantamentos realizados pelos institutos servem para mostrar como o candidato (a) está sendo avaliado até aquele momento da campanha.

 

A pesquisa é como uma foto, registra o momento e, justamente por isso, pode sofrer alterações com o passar dos dias de campanha. Portanto, pesquisa é eleitoral não serve para prever o resultado de uma eleição. Afinal, como uma foto, no momento seguinte o cenário pode ser completamente diferente. 

 

Como funciona ?



Todas as pesquisas sérias precisam ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No TSE também ficam os dados de cada pesquisa, como quem contratou o levantamento, quantas pessoas foram entrevistadas, quais as formas de entrevista, em quais cidades/estados, durante quais dias foi realizada e demais informações do gênero.

Para um levantamento ser considerado é preciso que ele reproduza a composição e a distribuição do eleitorado. As pesquisas são amostras do eleitorado, e levam em consideração os números do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a sociedade. Por exemplo: de acordo com o censo oficial, a população brasileira é composta por 53% de mulheres e 47% de homens, o levantamento deve obedecer essa distribuição, ou seja, entrevista mulheres e homens obedecendo essa proporção 53% a 47%. 

Seguindo essa mesma lógica, as pesquisas entrevistam mais eleitores no sudeste do que em outras regiões, porque é nesta região que está concentrada a maior parte do eleitorado. Esses números do censo são usados para definir proporção de jovens, adultos, idosos, brancos, negros e etc.



Confiança e erro 


Podemos confiar ? A resposta é sim, sempre destacando que as pesquisas divulgam as margens de erro. Por apontar tendência, como já explicamos, a pesquisa é como um exame de sangue que fazemos. Uma pequena amostra serve para um primeiro diagnóstico. O resultado final é no dia da eleição, com a apuração dos votos.

As pesquisas podem errar, já que diversos fatores podem mudar a intenção de voto do eleitorado. Um escândalo envolvendo um candidato ou partido, uma onda de notícias falsas direcionadas a uma campanha, uma fala de um candidato durante algum evento eleitoral, ou até mesmo uma catástrofe natural, tudo isso pode afetar e mudar o voto.

Para sintetizar: Pesquisa indica tendência de uma campanha, mas não prevê resultado. E pode errar, já que eventos inesperados podem fazer o eleitor migrar seu voto no dia da eleição.

 

último debate
Candidatos se enfrentam no último debate presidencial. Foto: Miguel Schincariol / AFP


 

Último debate

A TV Globo realiza nesta quinta-feira (29) o último debate entre os candidatos à presidência neste 1º turno. O debate acontece a quatro dias da votação e vai reunir todos os candidatos com representação no Congresso Nacional. Confirmaram presença no debate Ciro Gomes (PDT), Felipe D’Ávila (NOVO), Jair Bolsonaro (PL), Lula (PT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Padre Kelmon (PTB).

Mas, o que esperar do último enfrentamento entre os candidatos ? Em tópicos, a nossa equipe destaca para você os pontos que devemos observar:

  • Lula aparece liderando as pesquisas e deve ser o alvo dos demais candidatos, principalmente quando o assunto for corrupção. É preciso analisar como ele vai reagir e responder a essas perguntas 

  • Jair Bolsonaro chega ao debate com uma missão clara que é rivalizar com Lula e impedir que o ex-presidente liquide a fatura da eleição já neste primeiro turno, como as pesquisas indicam. Resta saber qual será o tom utilizado pelo presidente, na tradicional live presidencial nesta quinta-feira (29), Bolsonaro pareceu bastante irritado

  • Ciro Gomes e Simone Tebet, 3º e 4º colocados nas pesquisas, chegam ao debate para conter a campanha de voto útil utilizada pelo PT nos últimos dias. Ciro tem atacado Lula de forma contundente, e tenta evitar a migração de seu eleitorado para o petista. Já Tebet se saiu bem nos debates, mas o desempenho não refletiu nas intenções de voto

  • Felipe D’Ávila e Soraya Thronicke aparecem no final do pelotão e chegam para uma última cartada. Em especial, a candidata do União Brasil costuma agitar as redes sociais com muitos memes ao longo do debate. Também tem momentos de dobradinha com Simone Tebet, principalmente para rebater Jair Bolsonaro

  • Por fim, Kelmon deve seguir o que fez no último debate, e ser linha auxiliar para o presidente Bolsonaro. Será interessante observar se Bolsonaro e Kelmon vão reeditar a dobradinha que fizeram no último debate, no SBT, quando o presidente perguntou a Kelmon nas duas oportunidades em que escolhia a quem perguntaria 

Lula vê a chance de vencer no 1° turno ainda maior; Ciro Gomes tem 6% e Simone Tebet 5%
por
Henrique Alexandre
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29/09/2022 - 12h

A nova rodada da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (29) mostra que o ex-presidente Lula (PT) segue com a chance de vencer as eleições no 1° turno. O petista aparece com 50% dos votos válidos, ante 36% do atual presidente Jair Bolsonaro (PL). Uma diferença de 14%.

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Situação favorável é boa para Lula, que pode liquidar a fatura já neste domingo, e ruim para Bolsonaro, que não cresce há fortemente - Foto: Ricardo Stuckert e EVARISTO SA / AFP 

 

O candidato de PT e o atual presidente da república mantiveram os mesmos patamares, dentro da margem de erro, da pesquisa divulgada em 22 de setembro. Essa notícia é ruim para Bolsonaro que vê Lula com chance real de vencê-lo já neste domingo. Dentro da margem de erro, segundo a pesquisa, o ex-presidente pode ter entre 48% e 52% dos votos válidos. 

 

  • Lula (PT): 50% (50% na pesquisa anterior, em 22 de setembro)
  • Jair Bolsonaro (PL): 36% (35% na pesquisa anterior)
  • Ciro Gomes (PDT): 6% (7% na pesquisa anterior)
  • Simone Tebet (MDB): 5% (5% na pesquisa anterior)

 

2º TURNO
 

O Datafolha também mostrou o cenário de um possível 2° turno. Luiz Inácio Lula da Silva segue na dianteira com 54% das intenções de votos contra 39% de Jair Bolsonaro. Em relação à pesquisa anterior, Lula manteve o mesmo patamar, enquanto Jair Bolsonaro oscilou um ponto para cima. A diferença entre os dois candidatos é de 15 pontos percentuais

  • Lula (PT): 54% (54% na pesquisa anterior, de 22 de setembro)
  • Bolsonaro (PL): 39% (38% na pesquisa anterior)

 

TERCEIRA VIA 

Disputando um campeonato a parte, Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) se digladiam pela terceira posição. O candidato do PDT vê a sua candidatura se desintegrar ao passar do tempo e já enxerga Tebet na sua dianteira. O ex-ministro, que chegou a ter 10% dos votos válidos, agora amargura 6% após críticas contundentes contra Lula e se vê presa fácil pelo voto útil para o petista. Ciro até tentou ganhar sobrevida com uma "Manifestação à Nação" na última segunda-feira, mas viu sua estratégia virar chacota nas redes sociais.

 

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Situação complicada para Ciro Gomes, que pode ver o seu 3° lugar ir para o espaço com a chegada de Simone Tebet - Foto: Maria Isabel Oliveira

 

Já Simone Tebet está cada vez mais próxima de alcançar o objetivo de seu partido - que é ultrapassar Ciro Gomes. A Senadora vem em uma subida tímida, mas suficiente para ultrapassar o candidato do PDT na reta final - tinha  2% em meados de agosto e agora tem 5%. Passar para o terceiro lugar seria um fato histórico para o MDB, pois nunca esteve nesta posição em uma disputa presidencial.

 

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Com discurso moderado e bem articulado, Simone Tebet tem chance de ouro de ultrapassar Ciro Gomes e ficar em 3° lugar - Foto: REUTERS/Adriano Machado

A pesquisa ouviu 6.800 pessoas em 332 municípios entre os dias 20 e 22 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-09479/2022.

O republicano apresentou poucas propostas concretas e se apoiou nos feitos de quando era ministro da Infraestrutura para se firma como potencial governador de São Paulo
por |
29/09/2022 - 12h

Por João Victor, Malu Araújo

O debate entre os candidatos ao governo de São Paulo ocorreu nesta terça-feira (27), na Rede Globo. A projeção dos cabos eleitorais da campanha de Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) os acompanhou durante todo o tira-teima. Tarcísio e Haddad fizeram dobradinha em seus ataques, enquanto Rodrigo Garcia ficou mais isolado no debate.

O primeiro bloco de perguntas ficou definido por temas livres, no qual os candidatos poderiam explorar os planos de governos e as campanhas de seus adversários. 

O republicano Tarcísio de Freitas foi o primeiro a dar uma investida em Haddad, perguntando quais as propostas "imediatas" do petista para a geração de empregos para os eleitores paulistanos. Durante réplica, Haddad aproveitou para questionar Freitas sobre a "obstinação" do candidato em defender o Governo Federal, perguntando se ele levaria o mesmo protagonismo ao seu governo. 

Em resposta, Tarcísio afirmou que o governo do mandatário Jair Bolsonaro (PL) "entregou resultados", mesmo com os fatores internos e externos do país. 

Já no segundo bloco no qual os temas eram definidos, o tucano Rodrigo Garcia questionou o republicano sobre as obras inacabadas durante seu cargo como Ministro da Infraestrutura, alegando, inclusive,  sobre suas obras serem todas de papel.

Garcia também chega a enumerar a quantidade de concessões e melhorias feitas por Tarcísio para o Rio de Janeiro, um dos exemplos dados foi “quando ele fez a concessão da Dutra preferiu dar desconto maior lá no Rio de Janeiro, no pedágio, deixando que os estudantes de Guarulhos paguem essa conta”, enfatiza o tucano.

Em réplica, o republicano comentou sobre feitos do seu período como ministro de Bolsonaro, onde segundo ele, acabou com diversas obras do PAC que estavam inacabadas, incluindo a transposição do Rio São Francisco. Além disso, o candidato citou investimentos na malha ferroviária do estado de São Paulo e prometeu maiores investimentos no setor - como o trem Intercidades.

No bloco seguinte, o candidato Elvis Cezar do PDT perguntou sobre impostos no estado de São Paulo para Tarcísio, após inicialmente ter ironizado Tarcísio não saber onde votaria. O pedetista também reclamou da postura de Tarcísio enquanto ministro, o qual acusou de deixar São Paulo por último.

Na resposta, Tarcísio deu uma resposta vaga sobre a questão de impostos e declarou que não pode fazer muito por São Paulo no que tange às estradas pelo fato da maior parte das rodovias já serem concedidas a empresas privadas. E após isso, novamente citou o modal ferroviário.

Na tréplica, o petista enfatizou novamente que as obras de Tarcísio não saíram do papel e que o povo não as vê. Além disso, relembrou que o candidato esteve junto de deputados que ofenderam o papa, envolvidos em agressão a mulher e corruptos. Em seguida, Tarcísio voltou a dizer que seu mandato terá gestão técnica e eles não farão parte.

Após isso, Tarcísio voltou ao assunto sobre impostos, mas desta vez perguntando a Rodrigo Garcia. O tucano foi criticado pelo republicano pela modesta política de transferência de renda.

Todavia, não apresentou também uma grande solução para o problema e voltou a apenas repetir os feitos como ministro de Bolsonaro.

Em suas considerações finais, Tarcísio agradeceu a sua família e aliados políticos e focou o seu discurso no desenvolvimento econômico de São Paulo, o qual prometeu alcançar com as suas obras.

A última pesquisa da TV Globo/IPEC sobre a disputa entre os candidatos, divulgada nesta terça-feira (27), mostra a liderança de Fernando Haddad (PT) com 34% de intenção de votos, sendo seguido por Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 24% e por Rodrigo Garcia, com 19%.

 

Grupos bolsonaristas no telegram fornecem diariamente listas focos de fake news
por
Artur dos Santos
Fernanda Querne
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28/09/2022 - 12h

Influencers bolsonaristas compõem núcleos de disseminação da Fake News e têm alcance considerável nas redes sociais. Alguns desses apresentam um crescimento significativo em perfis, como é o caso de Cristina Graeml da Jovem Pan,  que, em duas semanas, ganhou 60 mil seguidores no Instagram.

Diariamente nos grupos de telegram bolsonaristas apurados pela AGEMT, são enviadas listas com canais, veículos de imprensa e influenciadores digitais de direita conservadora que pautam seus vídeos e produções na ameaça esquerdista no Brasil, e, ultimamente, na perseguição de conservadores no período eleitoral, além da “parcialidade” da imprensa na cobertura das eleições da Itália.

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Mensagem retirada do "chat" do canal oficial de Eduardo Bolsonaro (filho do atual presidente) no telegram

Sobre as eleições da Itália (nas quais a previsão de vitória é do partido ultra conservador “Irmãos da Itália” representado por Giorgia Meloni), os comentários desses grupos afirmam que a abordagem da mídia brasileira representa um “terrorismo midiático comunista”, “Imprensa falida vermelha”, além de apoiarem a candidatura: “felizes estão os italianos”.

Dentro das listas de influenciadores enviadas diariamente nos grupos, estão listados sempre os mesmos 76 nomes como indicação de fontes de informação. Dentro deles estão figuras como Alexandre Garcia (ex-porta voz do General João Batista Figueiredo e atual comentarista da Jovem Pan), Augusto Nunes, Caio Coppolla e Daniel Lopez, que, sozinhos, somam 4,7 milhões de seguidores no Instagram e 476 milhões de visualizações no Youtube, aproximadamente. 

Sobre as manifestações do 7 de Setembro, Alexandre Garcia afirma que foram “pacíficas, ordeiras e, sobretudo, democráticas”. 

Quanto ao cenário atual da imprensa no Brasil, Augusto Nunes comenta que “a Jovem Pan é o único veículo que apresenta comentaristas com opiniões divergentes” reforça que  “a Folha é um coro desonesto contra o governo'' e que a Revista Piauí “ não tem importância, é um brinquedinho dele [João Moreira Salles]”. As três afirmações de teor falacioso reforçam o esforço destes grupos em desmobilizar a credibilidade de veículos de imprensa.

Comentários com teor de ameaça ao Quarto Poder foram encontrados em diversos grupos apurados pela AGEMT. Dentre umas das formas que os jornalistas são apelidados dentro desses grupos está o termo, derivado de trocadilho, “Jornazistas”. 

A AGEMT fez uma apuração de dois desses canais que disseminam fake news e fazem ameaças à imprensa brasileira.

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Logo do canal de Caio Coppolla, no Youtube.
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“Boletim Coppolla” - quadro de Caio Coppolla na Jovem Pan (JP), comentarista político,  o qual refere-se às eleições, economia e justiça. Retrata como o Datafolha induz o eleitorado a antecipar as suas escolhas. 

Segundo Caio, os institutos de pesquisas favorecem os números petistas. Nos seus vídeos, ao invés de se referir ao ex-presidente como Luiz Inácio, optou por classificá-lo como ex-condenado por corrupção: “Lula, um mentiroso confesso” - denuncia o influenciador.

Coppolla insiste na narrativa a qual diz o como a inocência do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) é uma farsa: “Essa ladainha inverídica é um mantra da propaganda petista” - martiriza o comentarista da JP. No seu canal do Youtube, nomeou como seu vídeo mais importante o que convoca os seus seguidores a aderirem às manifestações do 7 de Setembro.  

Nessa mesma plataforma digital, o seu conteúdo ataca a o petismo, repudia o Poder Jurídico como o Superior Tribunal Federal (STF), insinua que a imprensa é petista - já que não favorece o candidato do Partido Liberal (PL) - e iguala a figura de Lula com a do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. 

Já no seu Twitter, Caio eternizou na sua descrição um abaixo-assinado do impeachment do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - Alexandre de Moraes. O ministro investiga o inquérito das fake news, preocupando não só o clã da família Bolsonaro, mas também seu eleitorado. 

Coppolla divulga o seu conteúdo nos seus tweets como no vídeo o qual alega que Geraldo Alckmin (vice da chapa do candidato Luiz Inácio Lula da Silva) é um “cúmplice” do petista. 

Além da JP, Coppolla participou do quadro da CNN Brasil chamado “O grande debate”. A sua participação contou com argumentos questionando a eficácia do isolamento social no período de quarentena, parabeniza não só a  operação Lava-Jato e chama o ex-juiz Sergio Moro de icônico. 

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Bárbara do Te Atualizei

Seguida pelo presidente Jair Bolsonaro no Twitter, "Bárbara do Te Atualizei" é a mente por trás do canal Te Atualizei - marcado por opiniões contraditórias e disseminação de fake news. Suas redes sociais (dentre elas Instagram, Youtube e Twitter) somam 2 milhões de seguidores. Além de sua presença nas redes, já foi à Jovem Pan conversar com o comentarista Caio Coppolla no quadro “Conversa de Boletim”.  

O seu conteúdo é voltado para elogios da conduta presidencial de Bolsonaro, como fez quando aclamou o discurso do presidente na Organização das Nações Unidas (ONU). Tipicamente, usufrui do antipetismo. Bárbara descreve o ex-presidente e candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “multi condenado, depois descondenado mas nunca inocentado”. Abordou o conceito de “Globo Lixo” devido ao jornalista, William Bonner, ser “coleguinha” do ex-presidente.

No Twitter, a criadora do Te Atualizei alega que Jair não é homofóbico, defende o quanto ele ajudou na deflação econômica e afirma o abuso de poder do presidente Alexandre de Moraes. O ministro, a quem condena de abusar de seu poder, cortou a monetização do seu canal pelo inquérito das fake news. 

Bárabra mantém a narrativa de “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”. Ironicamente, chama o petista de “nine” - por ter nove dedos. Referência já dita pelo seu candidato à presidência: o capitão do povo - Jair Messias Bolsonaro.