Sexta-feira, 30 de setembro de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT Especial Eleições:
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Análise: Último debate presidencial faltou Brasil;
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Veja as regras para a votação no próximo domingo (2);
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Perfil do eleitorado brasileiro;
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Furacão Ian deixa mortos na Flórida;
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Explosão mata 19 e deixa 27 feridos no Afeganistão;
Faltou Brasil
Diferente dos outros dois debates entre os presidenciáveis ocorridos antes do 1° turno, neste último, o nível despencou. Com diversos ataques, muito abaixo da cintura, estava desenhado que 5 candidatos foram para debater propostas e ideias, e os outros 2 apenas para atrapalhar o andamento.
Mas, para não embaralhar as ideias, vamos entender o que estava em jogo no debate. Um candidato foi para o debate disposto a buscar o voto útil para encerrar a eleição já no próximo domingo (2), em 1º turno. O segundo colocado nas pesquisas se planejou para que a disputa fosse para o segundo turno, misturando uma série de narrativas populares entre seus apoiadores.
No meio dessa disputa, a desidratada terceira via ainda tenta, à força, defender o voto por convicção no 1º turno. Em um debate fraco, até Simone Tebet (MDB), sempre muito bem nos debates, foi discreta. O desempenho mediano de Ciro Gomes (PDT) e Tebet pode atrapalhar os planos de Lula de encerrar a eleição já no próximo domingo (2), uma vez que o candidato petista faz campanha pelo voto útil, justamente buscando o eleitorado desses candidatos.
O desempenho da dita terceira via é importante, porque em um eventual segundo turno entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL), o terceiro colocado pode despontar como um possível nome para liderar uma oposição pelos próximos 4 anos e pensar na eleição de 2026.
O candidato Kelmon, que não é padre, protagonizou os momentos mais cômicos do debate. Sem vergonha de servir como linha auxiliar do presidente Bolsonaro, foi chamado de “padre de festa junina”, “candidato laranja” e “cabo eleitoral”. Desconhecido, cumpriu à risca sua função no debate: tumultuar.
Não houve vencedores no debate, mas sobrou perdedores. O Brasil perdeu ao assistir ao show de horrores entre os presidenciáveis. Faltou falar de fome, desemprego, de empobrecimento e endividamento do brasileiro. Faltou discutir o Brasil no último debate.
Regras para a votação
Neste domingo (2), serão realizadas as eleições gerais do primeiro turno no Brasil. Confira o que é permitido e o que não é neste dia.
-Neste ano, o eleitor não é obrigado a apresentar o título, desde que saiba o número da seção de cor;
-É exigido um documento com foto, que pode ser o RG, CNH, Passaporte, Carteira profissional, Certificado de reservista ou Carteira de trabalho. Eleitores com biometria cadastrada podem apresentar somente o e-Título;
-Eleitores com registro biométrico devem coletar a biometria em até quatro tentativas, se na última não for possível, o presidente da seção solicitará a assinatura no caderno de votação;
-Não será permitido entrar com telefone celular na cabine de votação, o eleitor deverá deixá-lo com o mesário antes de votar;
-Na cabine de votação não é permitido nenhum aparelho que comprometa o sigilo do voto;
-Eleitores com deficiência poderão contar com auxílio de um cuidador, mesmo que não tenha sido feito requerimento anterior;
-No dia da votação é permitido a manifestação individual e silenciosa por meio de bandeiras, broches, adesivos, camisetas e outros adornos;
-Passeatas, carreatas e utilização de alto-falantes ou carros de som são permitidos somente até as 22h da véspera da eleição;
-É permitido manter nas redes sociais, sites e blogs publicações com conteúdos relacionados à campanha eleitoral, desde que publicados até a véspera da votação. As publicações no dia do pleito são proibidas, além do impulsionamento de conteúdos, ainda que publicados anteriormente;
-É crime: fazer comício, boca de urna, divulgar dados inverídicos e aliciar eleitores;
-Os eleitores são incentivados a levar cola com o número dos candidatos em papel a fim de tornar mais rápida a digitação dos números na urna e ajudar a lembrar a ordem da votação;
-A ordem de escolha na urna eletrônica é:
1- Deputado federal
2- Deputado estadual
3- Senador
4- Governador
5- Presidente da República
Quem vai às urnas ?
No próximo domingo (2) acontece o 1º turno das eleições gerais no Brasil, esta será a 9ª eleição desde a redemocratização do país. Mas, quem vai às urnas?
O Brasil tem 156.454.011 eleitores aptos a votar, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cerca de 52,65% desse eleitorado é composto por mulheres, um total de 82.373.164. O percentual de homens é de 47,33%, com 74.044.065 eleitores. Ainda há outros 36.782 votantes sem informação, em um total de 0,02%.
Ainda segundo o TSE, 118.151.926 eleitores serão identificados por meio das impressões digitais, o que corresponde a 75,51% do total. O órgão informa que 38.320.884 de brasileiros, ou 24,48%, ainda estão sem o cadastro da biometria.
Na divisão por regiões do país, o sudeste possui 42,64% dos eleitores. Em seguida vem o nordeste com 27,11%; sul com 14,42%; região norte com 8,03% e 7,38% está no centro-oeste.
Comparando com a eleição de 2018, o número de eleitores entre 16 e 17 anos cresceu 51,13%, em números absolutos, 2.116.781 de jovens anos poderão votar. O Brasil possui 2.637 zonas eleitorais, divididas em 496.512 seções eleitorais.
Furacão Ian
Pelo menos 21 pessoas morreram após a passagem do furacão Ian, segundo o governo da Flórida, nos Estados Unidos, e centenas de pessoas estão desaparecidas.
O Ian havia sido rebaixado para a categoria de tempestade tropical. Porém, por volta das 18h30 desta quinta (29), o Centro Nacional de Furacões (NTH, na sigla em inglês) emitiu um alerta no qual informa que o fenômeno voltou a ser enquadrado como furacão.
"Este pode ser o furacão mais letal da história da Flórida", disse o presidente americano, Joe Biden, durante uma visita ao escritório da agência federal que combate desastres naturais, FEMA, em Washington.
Até o momento, já houve mais de 700 pessoas resgatadas, de acordo com o governador da Flórida, Ron De Santis.
Mais de 2,5 milhões de casas estão sem energia em todo o estado da Flórida e diversas residências tiveram danos estruturais após a passagem do furacão.
Contra a educação
Um ataque suicida em uma escola em Cabul no Afeganistão deixou pelo menos 19 mortos e 27 feridos, informou a polícia nesta sexta-feira (30). Segundo as autoridades, a explosão veio de um homem-bomba no bairro de Dasht-e-Barchi. O local é habitado, predominantemente, pela religião muçulmana xiita que abriga a comunidade Hazara (uma minoria étnica alvo de ataques anteriores lançados pelo grupo militante Estado Islâmico e o Talibã).
Em 2021, antes que o Talibã voltasse ao poder, 85 pessoas morreram depois que três bombas explodiram em um colégio no mesmo bairro. Tanto o grupo quanto o Estado Islâmico são contra a educação, principalmente de meninas e mulheres. Estima-se que a maioria das vítimas do atentado desta sexta-feira são mulheres adolescentes.
"Atacar alvos civis prova a crueldade desumana do inimigo e a falta de padrões morais", afirmou o porta-voz da polícia de Cabul, Khalid Zadran, sem especificar quais grupos são suspeitos do ataque. Além disso, relatou que as vítimas são alunos do ensino médio que faziam um exame de admissão à universidade (em geral, os colégios do Afeganistão não funcionam às sextas): “Os alunos estavam se preparando para um exame quando um homem-bomba atacou este centro educacional”, disse.
Quinta-feira, 29 de setembro de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT Especial Eleições:
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Datafolha divulga mais uma pesquisa; Lula tem 50% dos votos válidos contra 36% de Bolsonaro
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Eleições 2022: Campanha entra na fase final; a quatro dias do 1º turno, entenda como analisar as pesquisas eleitorais
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TV Globo realiza último debate presidencial nesta quinta-feira (29), o que esperar ?
50% X 36%
O Datafolha divulgou nesta quinta-feira (29) mais uma pesquisa eleitoral, contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de São Paulo. O levantamento entrevistou 6.800 pessoas, em 332 municípios de todas as regiões, durante os dias 27 e 29 de setembro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-09479/2022 e tem a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa mostrou o ex-presidente Lula (PT) com 50% dos votos válidos, mantendo os números da pesquisa anterior, contra 36% do presidente Jair Bolsonaro (PL), que oscilou um ponto para cima. Para considerar os votos válidos, a amostra exclui os votos brancos, nulos e os indecisos. Vale destacar que para vencer em 1º turno, um candidato precisa obter 50% dos votos válidos mais um voto.
O levantamento mostrou, também, o candidato Ciro Gomes (PDT) com 6% e Simone Tebet (MDB) com 5%. Soraya Thronicke (União Brasil), oscilou um ponto para baixo, e apareceu com 1%.
Nos votos totais, a quatro dias do 1º turno, o cenário é este:
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Lula (PT) - 48%
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Jair Bolsonaro (PL) - 34%
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Ciro Gomes (PDT) - 6%
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Simone Tebet (MDB) - 5%
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Soraya Thronicke (União Brasil) - 1%
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Felipe D’Ávila (NOVO) - 0%
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Sofia Manzano (PCB) - 0%
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Vera Lúcia (PSTU) - 0%
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Léo Péricles (Unidade Popular) - 0%
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Eymael (Democracia Cristã) - 0%
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Padre Kelmon (PTB) - 0%
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Brancos/Nulos/nenhum - 0%
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Não sabe - 2%
Em um possível 2º turno, Lula segue à frente, com 54% contra 39% de Jair Bolsonaro. A pesquisa também perguntou aos eleitores sobre a rejeição dos candidatos, veja os números:
Jair Bolsonaro (PL) é rejeitado por 52% dos entrevistados, Lula (PT) é rejeitado por 39%, Ciro Gomes (PDT) por 24% e Simone Tebet (MDB) por 15%.
Pesquisa eleitoral
Uma disputa eleitoral é baseada no voto, é o eleitor quem define o vencedor de uma eleição. Mas até o dia da votação, as campanhas interessadas no pleito planejam suas ações de acordo com uma ferramenta muito importante: pesquisa eleitoral. Mas, afinal, o que são as pesquisas ?
Primeiro precisamos entender que pesquisa é tendência, ou seja, não necessariamente prevê o resultado, mas como o eleitorado está vendo a campanha e a intenção de como ele pretende votar. Os levantamentos realizados pelos institutos servem para mostrar como o candidato (a) está sendo avaliado até aquele momento da campanha.
A pesquisa é como uma foto, registra o momento e, justamente por isso, pode sofrer alterações com o passar dos dias de campanha. Portanto, pesquisa é eleitoral não serve para prever o resultado de uma eleição. Afinal, como uma foto, no momento seguinte o cenário pode ser completamente diferente.
Como funciona ?
Todas as pesquisas sérias precisam ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No TSE também ficam os dados de cada pesquisa, como quem contratou o levantamento, quantas pessoas foram entrevistadas, quais as formas de entrevista, em quais cidades/estados, durante quais dias foi realizada e demais informações do gênero.
Para um levantamento ser considerado é preciso que ele reproduza a composição e a distribuição do eleitorado. As pesquisas são amostras do eleitorado, e levam em consideração os números do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a sociedade. Por exemplo: de acordo com o censo oficial, a população brasileira é composta por 53% de mulheres e 47% de homens, o levantamento deve obedecer essa distribuição, ou seja, entrevista mulheres e homens obedecendo essa proporção 53% a 47%.
Seguindo essa mesma lógica, as pesquisas entrevistam mais eleitores no sudeste do que em outras regiões, porque é nesta região que está concentrada a maior parte do eleitorado. Esses números do censo são usados para definir proporção de jovens, adultos, idosos, brancos, negros e etc.
Confiança e erro
Podemos confiar ? A resposta é sim, sempre destacando que as pesquisas divulgam as margens de erro. Por apontar tendência, como já explicamos, a pesquisa é como um exame de sangue que fazemos. Uma pequena amostra serve para um primeiro diagnóstico. O resultado final é no dia da eleição, com a apuração dos votos.
As pesquisas podem errar, já que diversos fatores podem mudar a intenção de voto do eleitorado. Um escândalo envolvendo um candidato ou partido, uma onda de notícias falsas direcionadas a uma campanha, uma fala de um candidato durante algum evento eleitoral, ou até mesmo uma catástrofe natural, tudo isso pode afetar e mudar o voto.
Para sintetizar: Pesquisa indica tendência de uma campanha, mas não prevê resultado. E pode errar, já que eventos inesperados podem fazer o eleitor migrar seu voto no dia da eleição.
Último debate
A TV Globo realiza nesta quinta-feira (29) o último debate entre os candidatos à presidência neste 1º turno. O debate acontece a quatro dias da votação e vai reunir todos os candidatos com representação no Congresso Nacional. Confirmaram presença no debate Ciro Gomes (PDT), Felipe D’Ávila (NOVO), Jair Bolsonaro (PL), Lula (PT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Padre Kelmon (PTB).
Mas, o que esperar do último enfrentamento entre os candidatos ? Em tópicos, a nossa equipe destaca para você os pontos que devemos observar:
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Lula aparece liderando as pesquisas e deve ser o alvo dos demais candidatos, principalmente quando o assunto for corrupção. É preciso analisar como ele vai reagir e responder a essas perguntas
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Jair Bolsonaro chega ao debate com uma missão clara que é rivalizar com Lula e impedir que o ex-presidente liquide a fatura da eleição já neste primeiro turno, como as pesquisas indicam. Resta saber qual será o tom utilizado pelo presidente, na tradicional live presidencial nesta quinta-feira (29), Bolsonaro pareceu bastante irritado
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Ciro Gomes e Simone Tebet, 3º e 4º colocados nas pesquisas, chegam ao debate para conter a campanha de voto útil utilizada pelo PT nos últimos dias. Ciro tem atacado Lula de forma contundente, e tenta evitar a migração de seu eleitorado para o petista. Já Tebet se saiu bem nos debates, mas o desempenho não refletiu nas intenções de voto
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Felipe D’Ávila e Soraya Thronicke aparecem no final do pelotão e chegam para uma última cartada. Em especial, a candidata do União Brasil costuma agitar as redes sociais com muitos memes ao longo do debate. Também tem momentos de dobradinha com Simone Tebet, principalmente para rebater Jair Bolsonaro
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Por fim, Kelmon deve seguir o que fez no último debate, e ser linha auxiliar para o presidente Bolsonaro. Será interessante observar se Bolsonaro e Kelmon vão reeditar a dobradinha que fizeram no último debate, no SBT, quando o presidente perguntou a Kelmon nas duas oportunidades em que escolhia a quem perguntaria
A nova rodada da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (29) mostra que o ex-presidente Lula (PT) segue com a chance de vencer as eleições no 1° turno. O petista aparece com 50% dos votos válidos, ante 36% do atual presidente Jair Bolsonaro (PL). Uma diferença de 14%.
O candidato de PT e o atual presidente da república mantiveram os mesmos patamares, dentro da margem de erro, da pesquisa divulgada em 22 de setembro. Essa notícia é ruim para Bolsonaro que vê Lula com chance real de vencê-lo já neste domingo. Dentro da margem de erro, segundo a pesquisa, o ex-presidente pode ter entre 48% e 52% dos votos válidos.
- Lula (PT): 50% (50% na pesquisa anterior, em 22 de setembro)
- Jair Bolsonaro (PL): 36% (35% na pesquisa anterior)
- Ciro Gomes (PDT): 6% (7% na pesquisa anterior)
- Simone Tebet (MDB): 5% (5% na pesquisa anterior)
2º TURNO
O Datafolha também mostrou o cenário de um possível 2° turno. Luiz Inácio Lula da Silva segue na dianteira com 54% das intenções de votos contra 39% de Jair Bolsonaro. Em relação à pesquisa anterior, Lula manteve o mesmo patamar, enquanto Jair Bolsonaro oscilou um ponto para cima. A diferença entre os dois candidatos é de 15 pontos percentuais
- Lula (PT): 54% (54% na pesquisa anterior, de 22 de setembro)
- Bolsonaro (PL): 39% (38% na pesquisa anterior)
TERCEIRA VIA
Disputando um campeonato a parte, Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) se digladiam pela terceira posição. O candidato do PDT vê a sua candidatura se desintegrar ao passar do tempo e já enxerga Tebet na sua dianteira. O ex-ministro, que chegou a ter 10% dos votos válidos, agora amargura 6% após críticas contundentes contra Lula e se vê presa fácil pelo voto útil para o petista. Ciro até tentou ganhar sobrevida com uma "Manifestação à Nação" na última segunda-feira, mas viu sua estratégia virar chacota nas redes sociais.
Já Simone Tebet está cada vez mais próxima de alcançar o objetivo de seu partido - que é ultrapassar Ciro Gomes. A Senadora vem em uma subida tímida, mas suficiente para ultrapassar o candidato do PDT na reta final - tinha 2% em meados de agosto e agora tem 5%. Passar para o terceiro lugar seria um fato histórico para o MDB, pois nunca esteve nesta posição em uma disputa presidencial.
A pesquisa ouviu 6.800 pessoas em 332 municípios entre os dias 20 e 22 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-09479/2022.
Por João Victor, Malu Araújo
O debate entre os candidatos ao governo de São Paulo ocorreu nesta terça-feira (27), na Rede Globo. A projeção dos cabos eleitorais da campanha de Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) os acompanhou durante todo o tira-teima. Tarcísio e Haddad fizeram dobradinha em seus ataques, enquanto Rodrigo Garcia ficou mais isolado no debate.
O primeiro bloco de perguntas ficou definido por temas livres, no qual os candidatos poderiam explorar os planos de governos e as campanhas de seus adversários.
O republicano Tarcísio de Freitas foi o primeiro a dar uma investida em Haddad, perguntando quais as propostas "imediatas" do petista para a geração de empregos para os eleitores paulistanos. Durante réplica, Haddad aproveitou para questionar Freitas sobre a "obstinação" do candidato em defender o Governo Federal, perguntando se ele levaria o mesmo protagonismo ao seu governo.
Em resposta, Tarcísio afirmou que o governo do mandatário Jair Bolsonaro (PL) "entregou resultados", mesmo com os fatores internos e externos do país.
Já no segundo bloco no qual os temas eram definidos, o tucano Rodrigo Garcia questionou o republicano sobre as obras inacabadas durante seu cargo como Ministro da Infraestrutura, alegando, inclusive, sobre suas obras serem todas de papel.
Garcia também chega a enumerar a quantidade de concessões e melhorias feitas por Tarcísio para o Rio de Janeiro, um dos exemplos dados foi “quando ele fez a concessão da Dutra preferiu dar desconto maior lá no Rio de Janeiro, no pedágio, deixando que os estudantes de Guarulhos paguem essa conta”, enfatiza o tucano.
Em réplica, o republicano comentou sobre feitos do seu período como ministro de Bolsonaro, onde segundo ele, acabou com diversas obras do PAC que estavam inacabadas, incluindo a transposição do Rio São Francisco. Além disso, o candidato citou investimentos na malha ferroviária do estado de São Paulo e prometeu maiores investimentos no setor - como o trem Intercidades.
No bloco seguinte, o candidato Elvis Cezar do PDT perguntou sobre impostos no estado de São Paulo para Tarcísio, após inicialmente ter ironizado Tarcísio não saber onde votaria. O pedetista também reclamou da postura de Tarcísio enquanto ministro, o qual acusou de deixar São Paulo por último.
Na resposta, Tarcísio deu uma resposta vaga sobre a questão de impostos e declarou que não pode fazer muito por São Paulo no que tange às estradas pelo fato da maior parte das rodovias já serem concedidas a empresas privadas. E após isso, novamente citou o modal ferroviário.
Na tréplica, o petista enfatizou novamente que as obras de Tarcísio não saíram do papel e que o povo não as vê. Além disso, relembrou que o candidato esteve junto de deputados que ofenderam o papa, envolvidos em agressão a mulher e corruptos. Em seguida, Tarcísio voltou a dizer que seu mandato terá gestão técnica e eles não farão parte.
Após isso, Tarcísio voltou ao assunto sobre impostos, mas desta vez perguntando a Rodrigo Garcia. O tucano foi criticado pelo republicano pela modesta política de transferência de renda.
Todavia, não apresentou também uma grande solução para o problema e voltou a apenas repetir os feitos como ministro de Bolsonaro.
Em suas considerações finais, Tarcísio agradeceu a sua família e aliados políticos e focou o seu discurso no desenvolvimento econômico de São Paulo, o qual prometeu alcançar com as suas obras.
A última pesquisa da TV Globo/IPEC sobre a disputa entre os candidatos, divulgada nesta terça-feira (27), mostra a liderança de Fernando Haddad (PT) com 34% de intenção de votos, sendo seguido por Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 24% e por Rodrigo Garcia, com 19%.
Influencers bolsonaristas compõem núcleos de disseminação da Fake News e têm alcance considerável nas redes sociais. Alguns desses apresentam um crescimento significativo em perfis, como é o caso de Cristina Graeml da Jovem Pan, que, em duas semanas, ganhou 60 mil seguidores no Instagram.
Diariamente nos grupos de telegram bolsonaristas apurados pela AGEMT, são enviadas listas com canais, veículos de imprensa e influenciadores digitais de direita conservadora que pautam seus vídeos e produções na ameaça esquerdista no Brasil, e, ultimamente, na perseguição de conservadores no período eleitoral, além da “parcialidade” da imprensa na cobertura das eleições da Itália.
Sobre as eleições da Itália (nas quais a previsão de vitória é do partido ultra conservador “Irmãos da Itália” representado por Giorgia Meloni), os comentários desses grupos afirmam que a abordagem da mídia brasileira representa um “terrorismo midiático comunista”, “Imprensa falida vermelha”, além de apoiarem a candidatura: “felizes estão os italianos”.
Dentro das listas de influenciadores enviadas diariamente nos grupos, estão listados sempre os mesmos 76 nomes como indicação de fontes de informação. Dentro deles estão figuras como Alexandre Garcia (ex-porta voz do General João Batista Figueiredo e atual comentarista da Jovem Pan), Augusto Nunes, Caio Coppolla e Daniel Lopez, que, sozinhos, somam 4,7 milhões de seguidores no Instagram e 476 milhões de visualizações no Youtube, aproximadamente.
Sobre as manifestações do 7 de Setembro, Alexandre Garcia afirma que foram “pacíficas, ordeiras e, sobretudo, democráticas”.
Quanto ao cenário atual da imprensa no Brasil, Augusto Nunes comenta que “a Jovem Pan é o único veículo que apresenta comentaristas com opiniões divergentes” reforça que “a Folha é um coro desonesto contra o governo'' e que a Revista Piauí “ não tem importância, é um brinquedinho dele [João Moreira Salles]”. As três afirmações de teor falacioso reforçam o esforço destes grupos em desmobilizar a credibilidade de veículos de imprensa.
Comentários com teor de ameaça ao Quarto Poder foram encontrados em diversos grupos apurados pela AGEMT. Dentre umas das formas que os jornalistas são apelidados dentro desses grupos está o termo, derivado de trocadilho, “Jornazistas”.
A AGEMT fez uma apuração de dois desses canais que disseminam fake news e fazem ameaças à imprensa brasileira.
“Boletim Coppolla” - quadro de Caio Coppolla na Jovem Pan (JP), comentarista político, o qual refere-se às eleições, economia e justiça. Retrata como o Datafolha induz o eleitorado a antecipar as suas escolhas.
Segundo Caio, os institutos de pesquisas favorecem os números petistas. Nos seus vídeos, ao invés de se referir ao ex-presidente como Luiz Inácio, optou por classificá-lo como ex-condenado por corrupção: “Lula, um mentiroso confesso” - denuncia o influenciador.
Coppolla insiste na narrativa a qual diz o como a inocência do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) é uma farsa: “Essa ladainha inverídica é um mantra da propaganda petista” - martiriza o comentarista da JP. No seu canal do Youtube, nomeou como seu vídeo mais importante o que convoca os seus seguidores a aderirem às manifestações do 7 de Setembro.
Nessa mesma plataforma digital, o seu conteúdo ataca a o petismo, repudia o Poder Jurídico como o Superior Tribunal Federal (STF), insinua que a imprensa é petista - já que não favorece o candidato do Partido Liberal (PL) - e iguala a figura de Lula com a do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Já no seu Twitter, Caio eternizou na sua descrição um abaixo-assinado do impeachment do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - Alexandre de Moraes. O ministro investiga o inquérito das fake news, preocupando não só o clã da família Bolsonaro, mas também seu eleitorado.
Coppolla divulga o seu conteúdo nos seus tweets como no vídeo o qual alega que Geraldo Alckmin (vice da chapa do candidato Luiz Inácio Lula da Silva) é um “cúmplice” do petista.
Além da JP, Coppolla participou do quadro da CNN Brasil chamado “O grande debate”. A sua participação contou com argumentos questionando a eficácia do isolamento social no período de quarentena, parabeniza não só a operação Lava-Jato e chama o ex-juiz Sergio Moro de icônico.
Seguida pelo presidente Jair Bolsonaro no Twitter, "Bárbara do Te Atualizei" é a mente por trás do canal Te Atualizei - marcado por opiniões contraditórias e disseminação de fake news. Suas redes sociais (dentre elas Instagram, Youtube e Twitter) somam 2 milhões de seguidores. Além de sua presença nas redes, já foi à Jovem Pan conversar com o comentarista Caio Coppolla no quadro “Conversa de Boletim”.
O seu conteúdo é voltado para elogios da conduta presidencial de Bolsonaro, como fez quando aclamou o discurso do presidente na Organização das Nações Unidas (ONU). Tipicamente, usufrui do antipetismo. Bárbara descreve o ex-presidente e candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “multi condenado, depois descondenado mas nunca inocentado”. Abordou o conceito de “Globo Lixo” devido ao jornalista, William Bonner, ser “coleguinha” do ex-presidente.
No Twitter, a criadora do Te Atualizei alega que Jair não é homofóbico, defende o quanto ele ajudou na deflação econômica e afirma o abuso de poder do presidente Alexandre de Moraes. O ministro, a quem condena de abusar de seu poder, cortou a monetização do seu canal pelo inquérito das fake news.
Bárabra mantém a narrativa de “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”. Ironicamente, chama o petista de “nine” - por ter nove dedos. Referência já dita pelo seu candidato à presidência: o capitão do povo - Jair Messias Bolsonaro.