A primeira rodada da pesquisa IPEC para o 2° turno divulgada nesta quarta-feira (05) mostra o ex-presidente Lula (PT) na dianteira para assumir o Palácio do Planalto. O petista tem 55% dos votos válidos contra 45% do atual presidente Jair Bolsonaro, uma diferença de 10%. Os votos válidos são aqueles que excluem votos brancos e anulados, como também aqueles que são souberam responder.
Comparando o resultado oficial do 1° turno do último domingo, Lula teve um acréscimo de 6,57% na sua pontuação e Jair Bolsonaro, 1,8%. A pesquisa ainda não mediu o impacto das declarações de votos de Ciro Gomes e Simone Tebet em Lula, e de Cláudio Castro (PL-RJ), Romeu Zema (Novo-MG) e Rodrigo Garcia (PSDB-SP) em Bolsonaro. Ambos os candidatos tentam articular alianças para crescerem na próxima rodada.
Vale lembrar que a pesquisa é uma fotografia de momento, das movimentações atuais, e não um prognóstico. Portanto, mudanças podem ocorrer até a data do 2° turno.
VOTOS VÁLIDOS
- Lula (PT): 55%
- Jair Bolsonaro (PL): 45%
PESQUISA ESTIMULADA
No cenário onde são apresentados os candidatos aos entrevistados e que inclui a porcentagem de brancos, nulos e indecisos no cálculo, Lula segue na frente de Jair Bolsonaro. Segundo o IPEC, o petista tem 51% das intenções de votos, contra 43% do atual presidente.
- Lula (PT): 51%
- Bolsonaro (PL): 43%
- Branco e nulo: 4%
- Não sabem/não responderam: 2%
REJEIÇÃO AOS CANDIDATOS
A pesquisa IPEC também ouviu qual o índice de rejeição dos candidatos à presidência da República. Jair Bolsonaro aparece com 50% de rejeição, ante 40% de Lula. Este levantamento mostra uma diferença de 10% de rejeição entre os candidatos, exata diferença dos votos válidos, só que inversamente proporcional para os candidatos. Nesta eleição em específico, o nível de rejeição ao candidato é o principal fator de decisão.
• Jair Bolsonaro (PL): 50%
• Lula (PT): 40%
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 03 e 05 de outubro em 129 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02736/2022.
Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato a governador de São Paulo e líder no primeiro turno, acompanhou a apuração das urnas na casa de seu chefe de campanha, o ex-vice-governador Guilherme Afif Domingos, na Zona Oeste da capital.
Durante a coletiva de imprensa, Tarcísio agradeceu ao eleitorado paulista; “sempre fomos bem recebidos e vimos um entusiasmo com o projeto” e apontou que as projeções das pesquisas eleitorais foram contestadas e a realidade apresentou uma grande vitória da candidatura do atual presidente. Afirmou também que nunca havia criticado as urnas eletrônicas e que o resultado de Bolsonaro em São Paulo foi “extraordinário”.
Sobre o segundo turno, a campanha do candidato pelo partido Republicanos pretende atuar com prefeitos e trazer para esses a “garantia de que nenhum projeto vai ser descontinuado”; adicionou que, durante sua atuação no Ministério da Infraestrutura, buscou concluir obras que estavam inacabadas e conclui que “é essa a tranquilidade que queremos passar [para os prefeitos]”.
Quanto à sua candidatura ter superado o PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil) dentro de São Paulo, o ex-ministro diz que “a população percebeu um esgotamento, há muito tempo o PSDB está no poder, isso cansa”, além de afirmar que sua campanha traz a novidade e a modernidade a São Paulo.
“A gente percebeu a força do presidente”, diz Tarcísio sobre o cenário no Senado após a conclusão das apurações, o que acabou “desfazendo algumas previsões que eram bem ruins para ele”. No Senado, o Partido Liberal de Bolsonaro elegeu 13 cadeiras, enquanto na Câmara, 99. O Republicanos de Tarcísio elegeu 41 cadeiras na Câmara dos Deputados.
Seu oponente, Fernando Haddad do PT (Partido dos Trabalhadores), analisou que a situação do voto útil é uma migração já concluída durante este primeiro turno e que não ocorrerá no segundo. O líder na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, entre risos de seus apoiadores, afirmou que “cada um acredita no que quer, eu acho que não é assim que vai funcionar”.
Após ser derrotado na disputa para governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB) manifestou, nesta terça-feira (04), apoio ao seu ex-adversário Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PL). Ambos enfrentarão candidatos do PT em seus respectivos segundos turnos.
Desde 1994, o PSDB não era derrotado em uma eleição para o executivo do estado de São Paulo, o que fez com que fosse uma campanha muito marcante para o partido. Inclusive pelo fato de Rodrigo ter recebido apenas 18,4% dos votos computados, deixando-o na terceira colocação.
“Eu, como candidato a governador pelo partido e como governador de São Paulo, declaro meu apoio incondicional ao presidente Bolsonaro e ao Tarcísio”, afirmou o ex-vice de João Dória, acompanhado de ambos os candidatos em encontro na capital paulista.
“Esse apoio do Rodrigo é muito bem-vindo, agradeço de coração a ele”, disse o presidente durante o encontro. O foco principal por detrás da declaração é a de que Rodrigo tente, de alguma forma, manter-se vivo na política. Algo complicado, tendo em vista seu desempenho abaixo do esperado na eleição.
Tarcisio de Freitas afirmou que “não faz sentido ter o apoio do PSDB em seu palanque”, apesar de demonstrar satisfação com a declaração de suporte dos tucanos. O povo paulista decidirá no dia 30/10 quem será seu novo governante.
Os candidatos Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) vão disputar o segundo turno para o governo de São Paulo no dia 30 de outubro. O resultado do 1° turno foi divulgado perto das 20h30 do último domingo (02).
Tarcísio de Freitas aparece na frente com 42,32% e Haddad, 35,70%. O atual governador de São Paulo e candidato do PSDB, Rodrigo Garcia, ficou em 3° lugar com 18,40% dos votos. Na véspera das eleições, o instituto Datafolha projetava 41% dos votos válidos para Haddad, 31% para Tarcísio e 22% para Rodrigo Garcia.
Trata-se de uma derrota para o PSDB, partido que governou o estado de São Paulo desde 1994, quando ganhou a eleição com Mário Covas.
Haddad acompanhou a apuração dos votos do Hotel Braston, localizado na Consolação, região central da capital paulista. Após a confirmação do 2° turno, o candidato realizou uma coletiva com a presença da imprensa, familiares e apoiadores.
O petista afirmou ter “todo interesse” em dialogar com as forças políticas que apoiam Garcia para sentar à mesa e discutir as pautas que os unem. Além disso, Haddad disse que no 2° turno tem a vantagem de ter maior tempo de TV para apresentar as propostas dele.
"Eu acho que os votos que migraram para o Tarcísio e Bolsonaro do primeiro turno são os votos que migrariam no segundo turno. E os votos que podem migrar pra mim e pro Lula não migraram. Acho que houve uma contenção do voto progressista [...]. Mas o que o Rodrigo perdeu, acho que ele perderia no segundo turno [...]", analisou o ex-prefeito de São Paulo.
Haddad acredita que a migração de voto útil, estratégia amplamente adotada pelas candidaturas da coligação petista nas últimas semanas, ocorreu a favor do bolsonarismo. "Acho que essa migração aconteceu do lado da extrema-direita e a centro-esquerda aguardou os acontecimentos", completou o candidato.
Apesar da surpresa, o candidato do PT se mostrou otimista para o segundo turno. "Eu estou muito confiante de que se isso aconteceu como eu penso, as chances do Lula aumentar os 2 pontos que faltam para 50,01% é uma tarefa absolutamente exequível, assim como a nossa. Disputar os 18% que a campanha do Rodrigo fez, disputar uma parcela disso, para que a gente possa ser bem sucedido em São Paulo", comentou Haddad.
O petista ainda destacou que é hora de comemorar, já que "o campo progressista foi para o segundo turno''. Isso não acontece há 20 anos", pontuou.
RODRIGO GARCIA PARA O LADO DE BOLSONARO
O candidato derrotado do PSDB à reeleição ao governo de São Paulo, Rodrigo Garcia, anunciou na última terça-feira (04) apoio a Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Em uma transmissão que contou com a participação de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, o atual governador declarou “apoio incondicional” para que o atual presidente se reeleja, dificultando a estratégia do petista.
A migração de votos de Garcia para o candidato do Republicanos no estado não deve ser direta, porque a decisão de apoio foi individual. Caciques do partido se mostraram surpresos com a decisão. Garcia inclusive perdeu três secretários de governo após o anúncio, entre eles, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.
A nova rodada de pesquisa IPEC divulgada neste sábado (1), ainda mostra um primeiro turno esperançoso, para o ex-presidente Lula (PT). Excluindo os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos, o petista lidera com 51%, diminuindo um ponto em relação à última pesquisa do dia 26 de setembro. Já o atual presidente, Jair Bolsonaro, cresceu em três pontos, agora com 37%.
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Lula no auditório Celso Furtado, no Anhembi, em São Paulo. Imagem: Ricardo Stuckert
Votos válidos
Lula (PT): 51% (52% na pesquisa anterior, em 26 de setembro)
Jair Bolsonaro (PL): 37% (34% na pesquisa anterior)
Ciro Gomes (PDT): 5% (6% na pesquisa anterior)
Simone Tebet (MDB): 5% (5% na pesquisa anterior)
Soraya Thronicke (União Brasil): 1% (1% na pesquisa anterior)
Felipe D’Ávila (Novo): 1% (1% na pesquisa anterior)
Jair Bolsonaro no debate presidencial do SBT. Imagem: Fernanda Querne
Votos totais
Contando os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos.
Lula (PT): 47% (48% na pesquisa anterior)
Jair Bolsonaro (PL): 31% (34% na pesquisa anterior)
Ciro Gomes (PDT): 5% (6% na pesquisa anterior)
Simone Tebet (MDB): 5% (5% na pesquisa anterior)
Soraya Thronicke (União Brasil): 1% (1% na pesquisa anterior)
Felipe D’Ávila (Novo): 1% (1% na pesquisa anterior)
Vera (PSTU): 0% (0% na pesquisa anterior)
Léo Péricles (UP) 0% (0% na pesquisa anterior)
Padre Kelmon (PTB) 0% (0% na pesquisa anterior)
Sofia Manzano (PCB): 0% (0% na pesquisa anterior)
Constituinte Eymael (DC): 0% (não foi citado na última pesquisa)
Branco/nulos: 4% (4% na pesquisa anterior)
Não sabem/não responderam: 3% (eram 4% na pesquisa anterior)
Segundo turno
O Ipec simulou as porcentagens em um eventual próximo turno:
Lula (PT): 52% (tinha 54% na pesquisa anterior do dia 26 de setembro)
Jair Bolsonaro (PL): 37% (tinha 34% na pesquisa anterior)