A comunidade construiu a maior plataforma de TCG do país
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Thomas P. Fernandez
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23/06/2026 - 12h

A LigaMagic nasceu como um fórum de discussões em setembro de 2001. Ao longo dos 25 anos, a Liga acompanhou a expansão dos jogos de cartas colecionáveis (TCGs) no Brasil. O que começou como um espaço para jogadores trocarem informações, estratégias e experiências, transformou-se no maior marketplace e um dos principais pilares dos TCGs no país. Em um universo onde uma única carta pode ser uma peça essencial numa partida de torneio e um item de coleção e negociação, os TCGs construíram no Brasil uma comunidade que vai muito além das mesas de jogos. A trajetória da LigaMagic acompanha essa evolução, saindo de uma comunidade online de jogadores para uma das maiores plataformas do cenário nacional.

A história da LigaMagic começou antes mesmo de existir uma plataforma ou um marketplace. No fim dos anos 1990, quando a internet ainda estava dando os seus primeiros passos no Brasil, a comunidade de Magic: The Gathering se organizava principalmente por meio de fóruns, chats e presencialmente. Foi nesse cenário que Diogo Pires e Valdebrando Rafael P. Giovanini, fundadores da LigaMagic, começou a criar espaços digitais para aproximar os jogadores e fortalecer a comunidade que ainda era pequena no país. A ideia surgiu a partir de um grupo de jogadores de São José dos Campos, chamado de SJC Team, formado por pessoas que treinavam juntas, participavam de campeonatos e compravam cartas. A partir disso, Diogo criou um blog para registrar partidas e compartilhar informações sobre o cenário competitivo.

O projeto cresceu junto com a internet brasileira. A ideia original era uma página para os jogadores terem acesso a resultados de torneios, mas encontrou outra demanda: os jogadores queriam espaço para conversar, organizar partidas e encontrar maneiras mais eficientes para participar do cenário competitivo. Na época, grande parte da comunicação acontecia em fóruns e canais de conversa online, como o mIRC, em que os jogadores trocavam informações e combinavam campeonatos. A partir disso, surgiu a ideia de criar uma ferramenta mais estruturada. “Eu fiz um site que era muito feio visualmente, mas ele era funcional para o pessoal se inscrever, ver rodada. E aí que começou esse negocio”, conta Diogo em entrevista a Agemt. 

A experiência mostrou que existia uma demanda maior dentro da comunidade, os jogadores não precisavam apenas de um espaço para conversar sobre o jogo, mas também uma maneira mais simples de encontrar as cartas para jogar. Foi nesse momento que Valdebrando Rafael P. Giovanini teve a inspiração de evoluir o projeto. “O objetivo do fórum inicialmente era fazer a galera discutir Magic. Era muito forte naquela época. Em 2000, 2001, a gente tinha mais de duas mil, três mil mensagens por dia e a principal dificuldade era conseguir as cartas”, conta Valdebrando em entrevista a Agemt.

A partir dessa necessidade surgiu o Bazar da Liga, ferramenta que permitia aos jogadores comprarem e venderem cartas entre si. Segundo Rafael, o mercado de cartas avulsas ainda era pouco desenvolvido no Brasil, com poucas lojas especializadas trabalhando com esse tipo de produto, “Naquela época tinha duas, três lojas no Brasil? Talvez tivesse um pouco mais de loja vendendo Magic, mas elas não trabalhavam com singles.” Com o crescimento da plataforma, a LigaMagic passou de ser apenas um espaço para a comunidade e começou a criar uma estrutura para o mercado de TCG no país. O marketplace aproximou os jogadores, vendedores e lojas, permitindo que negociações que antes dependiam de contatos pessoais acontecessem dentro de um ambiente mais amplo e organizado. Essa transformação também ajudou as lojas especializadas a crescer, sem precisar desenvolver toda uma estrutura tecnológica, focando somente na venda de cartas. Ao longo dos anos, a Liga acompanhou a evolução dos TCG no Brasil, o que começou como uma pequena comunidade de jogadores, foi crescendo, juntando lojas, torneios, criadores de conteúdo e um mercado inteiro. Para os fundadores, a força da Liga veio justamente dessa combinação entre tecnologia e comunidade: uma plataforma criada para resolver problemas dos próprios jogadores, mas que acabou se tornando parte da estrutura que sustenta o universo dos jogos de cartas no país. 

Diogo e Valdebrando Rafael, no Liga Fest
Diogo e Valdebrando Rafael, no LigaFest - Imagem: Arquivo Pessoal

Ao longo dos anos, a plataforma também passou a ocupar um espaço de produção de conteúdo, informação e relacionamento com os jogadores, criando uma rotina que aproximou ainda mais a comunidade dos jogos de cartas colecionáveis. Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic e pelas transmissões dos torneios, acompanhou essa transformação de perto. “A mesma plataforma não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga, as pessoas já conhecem os redatores, que toda terça tem artigo do Jeff, toda quarta tem a minha live, e tem gente que manda mensagem falando: “Bom dia e como você está”. A mesma pessoa, tem muita gente que entra esporadicamente, mas a maioria são as mesmas pessoas”, Juliano conta em entrevista a Agemt. Para ele, a produção de conteúdo se tornou uma das principais formas de manter a comunidade ativa e conectada, especialmente em um cenário onde os jogos de cartas passaram a crescer para além das mesas de competição. Segundo Juliano, “Eu acho que esse braço da LigaMagic existe muito mais porque os donos da LigaMagic querem manter isso como um serviço à comunidade. Eles se preocupam realmente em ter uma comunidade do Magic aqui no Brasil e em ter as coisas funcionando”. Essa relação com o público se fortaleceu por meio dos artigos, notícias, vídeos e transmissões, que passaram a fazer parte da rotina dos jogadores. Com o tempo, a Liga deixou de ser apenas um espaço acessado quando alguém precisava comprar uma carta e passou a criar uma presença diária dentro da comunidade.

Além dos textos publicados no portal, as transmissões dos torneios também passaram a ocupar um papel importante dentro desse ecossistema. A cobertura de campeonatos aproximou jogadores que nem sempre conseguem acompanhar os eventos presencialmente e criou uma nova forma de consumir o cenário competitivo. Esse contato constante com a comunidade também fez com que a Liga acompanhasse a expansão dos próprios TCGs no Brasil. Com a chegada de novos jogos de cartas colecionáveis, a produção de conteúdo precisou se adaptar a diferentes públicos, estratégias e formatos competitivos. Juliano explica que passou a acompanhar outros jogos além de Magic: the Gathering, estudando novos cenários para entender como cada comunidade funciona. “Eu tive que aprender mais sobre Flesh and Blood, mais sobre One Piece, mais sobre Riftbound, Lorcana. Hoje todo TCG que lança eu meio que tenho que aprender mais sobre ele”.  A mudança mostra como a própria Liga acompanhou a transformação do mercado de TCGs no país. Para Juliano, esse trabalho de comunicação é parte essencial da identidade da plataforma.

 

Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da Liga Magic
Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Com o crescimento da LigaMagic, ela começou a ter um papel importante dentro da economia de todos os TCG. Mais do que aproximar jogadores e lojas, a Liga ajudou a organizar um mercado que antes funcionava de uma maneira mais descentralizada, criando uma referência para preços, negociações e circulação de cartas. André Manenti, criador do canal UMotivo, canal do Youtube sobre TCG, acompanhou a evolução tanto como jogador quanto alguém que analisa o mercado. Para ele, a Liga se tornou uma das principais estruturas do cenário brasileiro ao facilitar a relação entre quem compra, vende e coleciona cartas. “A Liga, sendo um dos pilares do ecossistema de TCGs no Brasil hoje, desempenha um papel de extrema relevância. Um papel de desburocratização do mercado secundário, um verdadeiro hub que facilita a vida de quem está no hobby ”, afirma André à Agemt.  A relação de André com a plataforma começou quando ele era somente um jogador. “Foi através de um notebook velho em uma livraria há 15 anos que descobri, junto com um amigo, que havia um site que me permitia saber o preço dos cards que eu tinha. Esse mesmo site me permitia negociar esses cards e participar de leilões dos cards que eu buscava ”. 

Além da experiência como usuário, André também estudou a relação entre TCG e o mercado financeiro, o seu trabalho de conclusão de curso intitulado: "Magic: The Gathering, do Hobbie ao Lucro" foi um artigo publicado no congresso de controladoria e finanças do curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Nesse artigo pude realizar um questionário com milhares de respostas, que juntas me permitiram entender quais elementos influenciam na obtenção ou não de lucro ao se vender uma coleção de Magic. Aspectos como condição física, ilustração, idioma e edição do card. Foi uma experiência muito interessante e com certeza me ajudou a encontrar algo de suportável em um ambiente nem tão empolgante quanto o da contabilidade. O estudo foi bastante surpreendente, para ser sincero. É de se esperar que jogadores que se intitulam ‘investidores’ tenham mais lucro que jogadores casuais ou novatos, até aí, nada de genial. Em contrapartida, não foi encontrada correlação alguma entre jogadores menos criteriosos no que tange idioma, condição física e ilustração do card. Analisando de maneira avulsa cada uma das três variáveis, a única que apresentou impacto no lucro foi a condição física”, explica. 

 

André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo
André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Dentro desse cenário, a LigaMagic passou a ter uma influência direta na formação de preços. Por reunir uma grande quantidade de anúncios e negociações, a plataforma se tornou uma das principais referências utilizadas por jogadores e lojas para acompanhar valores. “A Liga acaba sendo um dos principais locais usados para acompanhar as variações nos preços dos cards. Ou seja, a existência da Liga impacta diretamente na lucratividade de alguns jogadores dentro do hobby”.Essa influência fez com que a Liga se transformasse em uma espécie de parâmetro do mercado brasileiro. Entre os jogadores, quando estão fazendo vendas e trocas entre si, existe a famosa frase “Faz pelo menor da Liga?”, que significa utilizar o valor da carta pelo menor valor que a Liga Magic está mostrando que a carta tem. Esse termo se tornou uma espécie de cotação, usado por quase todos os jogadores no Brasil. Apesar da valorização económica dos TCG, André também destaca os riscos de um mercado cada vez mais movimentado. Segundo ele: ”Grandes perfis do mundo dos TCGs também conseguem manipular buyouts, inflacionar preços, gerar demanda, FOMO e coisas do tipo. Um simples deck tech pode aumentar a procura e um vazamento falso de banimento pode derreter o preço de um card”.Mesmo com essas mudanças, André vê o cenário atual de forma positiva. Para ele, nunca foi tão fácil encontrar cartas e participar do hobby. A Liga, nesse processo, acabou se tornando parte da estrutura que sustenta essa nova fase dos TCGs no Brasil. A influência da LigaMagic também pode ser observada fora do ambiente digital, nas lojas físicas e na rotina dos jogadores que utilizam a plataforma diariamente.

Natan Souza, dono da loja Akagami, acompanha essa relação como lojista. Sua trajetória dentro dos TCG começou ainda na infância, quando conheceu o universo do TCG por influência do seu primo. Ele transformou o hobby em uma atividade que, anos depois, se tornaria um negócio. “Sempre fui fã de Pokémon desde pequeno. Quando cheguei nos meus 10 a 12 anos comecei a colecionar cartinhas por influência de um primo mais velho que já colecionava. Desde então segui firme como meu hobby principal até se tornar uma renda extra na minha adolescência.”, conta Natan à Agemt.

 

Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal
Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal

 

A Liga, segundo ele, ajuda a quebrar a distância entre consumidores e produtos, especialmente em locais onde existem menos opções para quem joga ou coleciona. A plataforma permite que lojas tenham clientes de diferentes regiões, aumentando o alcance de seus negócios. Apesar dos benefícios, Natan também aponta desafios dentro desse modelo. Um dos principais pontos está na concorrência entre diferentes vendedores dentro do marketplace, já que lojas físicas possuem custos diferentes de operações menores. Outro ponto é a falta de critérios mais específicos para a atuação dentro da plataforma, que pode criar diferenças entre vendedores com estruturas completamente distintas. A Liga funciona como uma ferramenta necessária, mas precisa trazer mais melhorias e inovações para os lojistas, avalia Natan.

Do outro lado desse ecossistema, estão os jogadores, que utilizam a plataforma não apenas para comprar cartas, mas também para encontrar comunidades, torneios, notícias e conteúdo original da Liga. Christian Santos joga TCG há mais de 30 anos e acompanhou diferentes fases desse universo. Para ele, o principal elemento que mantém os TCG vivos é a comunidade. A competição tem o seu papel mas é o contato com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse que mantém elas engajadas nesse hobby. A relação de Christian com a LigaMagic começou há cerca de 5 anos, quando passou a utilizar a plataforma para encontrar cartas e acompanhar valores. Hoje, o site faz parte da sua rotina diária. “Uso principalmente para comprar cartas e verificar preços. A plataforma facilita muito esse processo, porque centraliza várias lojas e permite comparar valores rapidamente.”, explica. Para ele, a relação entre a plataforma e as lojas físicas não é de substituição, mas de complemento. Enquanto a Liga facilita o acesso e a comparação de preços, os espaços presenciais continuam tendo um papel fundamental na experiência social do TCG. Christian também destaca a importância dos eventos competitivos organizados pela LigaMagic, como o Circuito LigaMagic, que ajudam a reunir jogadores de diferentes regiões e fortalecem o cenário nacional.

 

Christian Santos, bancário e jogador de Magic
Christian Santos, bancário e jogador de Magic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

“A plataforma funciona como um ponto de encontro para jogadores e lojistas. Ela facilita não só as transações, mas também a conexão entre as pessoas, o que é fundamental para manter a comunidade ativa e em crescimento”, comenta. Para o jogador, depois de 25 anos, a LigaMagic se tornou parte da própria estrutura do TCG no Brasil. Mais do que um marketplace, ela passou a conectar diferentes lados de um mesmo universo: quem vende, quem compra, quem compete e quem simplesmente encontra nos TCG uma forma de socializar com outras pessoas.

Ao longo de 25 anos, a LigaMagic acompanhou a transformação do TCG no Brasil. Com um começo humilde, a Liga agora alcança milhares de pessoas que encontram no TCG um hobby que traz competição e novas amizades. A trajetória da Liga também mostra como a necessidade dos próprios jogadores acabou se transformando em uma das principais bases do cenário nacional. Ao reunir compra, venda, informação e comunidade em um mesmo ambiente, a plataforma ajudou a organizar um mercado que antes dependia muito de contatos individuais, encontros presenciais. Além de facilitar o lado de negociações, a Liga passou a funcionar como um ponto de conexão entre várias partes do ecossistema de TCG: jogadores conseguem encontrar cartas mais facilmente, acompanhar eventos e torneios, as lojas ampliam seu alcance e conseguem se aproximar de consumidores de diferentes regiões do país. O mundo dos TCG cresce cada vez mais a cada ano, novos jogos, crescimento da base de jogadores de jogos já existentes, essa organização ajuda a fortalecer o desenvolvimento do hobby no Brasil. 

 

Jogadores no Liga Fest 2025
Jogadores no LigaFest 2025 - Foto: LigaFest/Divulgação

 

A forma como os jogos de cartas colecionáveis são vistos também mudou nos últimos anos. Antes tratados principalmente como um passatempo de nicho, os TCGs passaram a ganhar uma exposição maior com a popularização de criadores de conteúdo e grandes movimentações envolvendo cartas raras. Casos como o de influenciadores internacionais, como Logan Paul, chamando atenção para cartas de alto valor, ajudaram a aproximar parte do público de uma visão mais econômica desse universo, em que algumas cartas passaram a ser enxergadas como ativos de coleção e não apenas como itens de jogo. Esse movimento trouxe novas oportunidades, mas também novos desafios para o mercado. A valorização das cartas aumentou o interesse pelo hobby, atraiu novos jogadores e fortaleceu lojas e plataformas especializadas, mas também criou discussões sobre especulação, inflação de preços e o risco de transformar um elemento cultural em apenas uma oportunidade financeira. 

Mesmo com os desafios de um mercado em constante transformação, como preços, acesso às cartas e a entrada de novos jogadores, a LigaMagic continua ocupando um papel central dentro desse ecossistema. Para jogadores e lojistas, a plataforma se tornou parte da rotina, conectando pessoas que fazem o hobby acontecer em diferentes pontos do país. Ao completar 25 anos, a LigaMagic representa mais do que a história de uma plataforma. Ela acompanha a própria evolução dos TCGs no Brasil: da época dos fóruns e pequenas comunidades até um cenário com grandes torneios, lojas especializadas e um mercado cada vez mais estruturado. O futuro dos jogos de cartas ainda continua sendo construído, mas a Liga já faz parte da história de como essa cultura cresceu e se consolidou no país.

 

Reimaginação do primeiro jogo da franquia chegará em fevereiro do próximo ano
por
Luis Henrique Oliveira
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18/06/2026 - 12h

Na primeira terça-feira do mês (02), a Crystal Dynamics apresentou o trailer de Tomb Raider: Legacy of Atlantis durante a State of Play, evento da Sony para divulgar lançamentos para as plataformas Playstation, e confirmou que o jogo será lançado em fevereiro de 2027. Confira:

 

Desenvolvido em parceria com a empresa Flying Wild Hog e distribuído pela Amazon Games, o jogo será uma releitura de Tomb Raider (1996), primeiro game da franquia. Na história, a arqueóloga Lara Croft é contratada para recuperar as peças espalhadas do Scion, um artefato místico de poder imensurável pertencente à civilização perdida de Atlântida.

“É a aventura que os fãs lembram, reformulada de maneiras que não eram possíveis 30 anos atrás, agora com novas surpresas. Não importa se o original está gravado na sua memória ou se você acabou de conhecer a Lara, esta é a melhor forma de conhecer o início da lenda” disse o líder global de conteúdo e comunidade da Amazon Game Studios, Michael Lovan, para o blog da Playstation.

Essa é a segunda vez que o clássico de 1996 ganha um remake. Em 2007, a própria Crystal Dynamics lançou Tomb Raider: Anniversary, uma versão do vídeo-jogo com gráficos atualizados para os consoles da época.

Frame da personagem Lara Croft, protagonista de Tomb Raider, lutando contra dinossauros
Lara Croft volta a lutar contra dinossauros em Legacy of Atlantis. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

Legacy of Atlantis retoma a mesma narrativa de 30 anos atrás para as plataformas da nova geração, refeita do zero com o programa Unreal Engine 5 a fim de trazer visuais mais realistas. Na nova releitura, os ambientes foram expandidos e semiconectados, permitindo que o jogador explore os espaços por diferentes ângulos e descubra itens colecionáveis, segredos e recursos escondidos para quem quiser ir além do caminho principal.

O uso de IA no desenvolvimento

 

Na última atualização do jogo na página da Steam, foi revelado que os desenvolvedores utilizaram inteligência artificial na “exploração inicial” e desenvolvimento de conteúdos temporários durante a produção, posteriormente substituídos ou refinados por artistas humanos.

“Na Crystal Dynamics, utilizamos ferramentas de IA para ajudar nossas equipes a iterar ideias com mais rapidez e eficiência, garantindo que todo o conteúdo final do produto seja criado por humanos. Nosso objetivo é potencializar a criatividade e a flexibilidade de nossos desenvolvedores para oferecer experiências da mais alta qualidade para jogadores em todo o mundo”, comunicou a Crystal Dynamics em nota para o site Eurogamer.

A empresa não especificou quais elementos foram produzidos com o auxílio da ferramenta.

Lara croft, protagonista da série Tomb Raider, em um dos frames para o novo jogo da franquia.
Novo jogo servirá para unir as três linhas alternativas que existiam na franquia. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

 

Tomb Raider: Legacy of Atlantis foi anunciado oficialmente na última edição do The Game Awards, ao lado de Tomb Raider: Catalyst, aventura inédita de Lara Croft sem data de lançamento definida.

O jogo será lançado para Playstation 5, Xbox Series X e S, Nintendo Switch 2 e PC (via Steam) e já está em pré-venda.

Os jogadores que comprarem nessa fase terão acesso à Survivor Outfit, uma skin exclusiva. Já a versão deluxe contará com a Parisian Outfit, releitura do traje que a personagem usa durante o jogo The Angel of Darkness (2003), além de uma DLC de história pós-lançamento.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O filme baseado no livro O auto da compadecida, escrito por Ariano Suassuna, e dirigido por Guel Arraes, conta as aventuras dos amigos nordestinos João Grilo, um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó, o mais covarde dos homens. A dupla luta para sobreviver.

No pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba, João Grilo e Chicó, vivem aplicando golpes, sendo um deles o famoso enterro da cachorra de estimação da patroa deles. Golpe que envolve o Padre, fazendo uma sátira, de que todos podem ser comprados.

Nem o temido cangaceiro Severino de Aracaju, fazendo referência a Lampião, escapa das artimanhas de João Grilo e Chicó. Movido por sua fé em Padre Cicero, cai no golpe de tomar um tiro, influenciado pela dupla, na ilusão de que vai conhecer seu padin. Já que ver diante dos seus olhos João Grilo “ressuscitar”, pensa que o mesmo irá acontecer com ele. Mas é apenas enganado e morre de verdade.

O cangaceiro parceiro de Severino, não perdoa a mentira de João e o mata na porta da igreja. A história começa a se passar em um lugar, que representa o juízo final e

lá cada um será julgado, de acordo com o que fez na terra. O Padre e o Bispo, figuras de santidade, vão para o purgatório, já Severino de Aracaju que matou mais 30 é perdoado e vai para o céu, mostrando que todos colheram o que plantou.

João por sua vez, tem a chance de se redimir com a aparição de Nossa Senhora, a compadecida. Ela como uma mãe intercede por ele a seu filho Jesus, e o convence a deixar João volatar.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

Verity é um romance é um thriller psicológico da autora norte-americana Colleen Hoover. Foi inicialmente publicado pela própria autora em 2018. Nascida em 1979 no Texas, famosa por dominar as listas de best-sellers com romances, suspenses psicológicos e ficção "New Adult". Conhecida pelo fenômeno no TikTok ("BookTok"), começou autopublicando suas obras e ficou mundialmente famosa por livros como É Assim Que Acaba (It Ends with Us).

A escrita de Colleen Hoover é marcada por narrativas intensamente emocionais, fluidas e viciantes, focadas em romances contemporâneos, dramas familiares e, frequentemente, suspense psicológico. Seus livros abordam temas pesados, como

violência doméstica, luto e abuso. Com profundidade, mantendo uma leitura rápida, acessível e repleta de reviravoltas surpreendentes

O livro conta a história de uma escritora famosa, cujo nome é Verity, que ganhou fama após escrever uma saga de livros. Porém tudo muda, quando sua vida, parece ser um imã de tragédias, marcado pela morte das filhas gêmeas e um grave acidente de carro, que a deixa catatônica, aos cuidados de seu marido Jeremy Crawford.

No outro lado da história temos Lowen Ashleigh, uma escritora falida contratada para finalizar a série de sucesso de Verity Crawford, aceitando finalizar os últimos três livros da saga, com a condição de assinar com o pseudônimo Laura Chase.

Ela é convidada por Jeremy a ficar na casa da família Crawford, para obter informações e detalhes, que ajudem nessa missão. Mas um manuscrito escondido, escrito por Verity, revela segredos perturbadores, manipuladores e violentos sobre seu casamento e filhos, fazendo Lowen questionar se a Sra. Crawford está mesmo catatônica. O plot twist vêm vem quando ela encontra uma carta, escrita por ela.

Conforme passa-se os dias na casa, Lowen e Jeremy, vão se aproximando e se apaixonando. A desconfiança de Lowen, sobre o estado de Verity, é verdadeira, fazendo com que ela tome decisões perturbadoras.

A principal discussão gira em torno da veracidade da carta final versus o manuscrito, dividindo os leitores entre teorias sobre quem é a verdadeira vilã.

Nas redes o livro gera a dicotomia "ame ou odeie", com alguns elogiando o suspense e outros achando a resolução preguiçosa ou incoerente.

Em 2 de outubro de 2026, o livro ganhará uma adaptação cinematográfica. O thriller psicológico, produzido pela Amazon MGM Studios e dirigido por Michael Showalter, estrela Dakota Johnson (Lowen Ashleigh), Anne Hathaway (Verity Crawford) e Josh Hartnett (Jeremy Crawford).

A adaptação também divide os públicos, há curiosidade sobre como o filme lidará com as revelações perturbadoras da autobiografia de Verity e o dilema de Lowen sobre esconder ou não a verdade de Jeremy. Há os que acham positivo, pois o trailer mostra, algumas cenas fiéis ao livro, há aqueles que se preocupam, achando que vai ser flopado, assim como foi com as outras adaptações dos livros da autora.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O texto apresentado, em especial as ideias de Roland Barthes, propõe uma reflexão profunda sobre o papel do mito na sociedade contemporânea e sua relação direta com a linguagem, a cultura e os meios de comunicação. Longe de ser apenas uma narrativa antiga ou religiosa, o mito aparece como um sistema de significação ativo, capaz de naturalizar ideias, valores e ideologias, tornando-as aceitas socialmente sem questionamento. Para o campo do jornalismo, essa perspectiva é fundamental, pois coloca em evidência o poder simbólico da informação e da narrativa no cotidiano social.

Barthes entende o mito não como um objeto fixo, mas como uma forma de discurso. Isso significa que ele pode se manifestar em diferentes linguagens: textos jornalísticos, imagens publicitárias, discursos políticos, programas televisivos e até em notícias aparentemente neutras. O mito opera quando transforma construções históricas e ideológicas em algo que parece “natural”, ocultando seus processos de produção e seus interesses. Assim, o senso comum passa a tomar essas narrativas como verdades universais, quando na realidade são fruto de contextos sociais específicos.

Nesse sentido, o jornalismo ocupa uma posição ambígua. Por um lado, tem o potencial de desmistificar, revelar contradições e questionar discursos dominantes. Por outro, pode reforçar mitologias contemporâneas quando reproduz estereótipos, simplifica narrativas ou trata determinados fenômenos sociais de forma acrítica. Barthes aponta que o mito se alimenta exatamente dessa aparência de neutralidade, o que torna a prática jornalística um espaço estratégico para sua circulação.

Os textos também abordam a ideia de que o mito contemporâneo não desapareceu, apenas mudou de forma. Diferente dos mitos tradicionais, que vinham estruturados em narrativas épicas ou religiosas, o mito atual se fragmenta e se infiltra no cotidiano. Ele pode estar presente na figura do herói moderno, criado pela mídia, ou na idealização de estilos de vida, consumo e sucesso pessoal. A televisão, a imprensa e, atualmente, as redes digitais funcionam como grandes fábricas de mitos, produzindo sentidos que organizam a percepção social da realidade.

Outro ponto presente nos textos é a relação entre mito e ideologia. Barthes afirma que o mito funciona como uma fala ideológica que se esconde atrás da naturalização. Quando uma ideia é apresentada sem contexto histórico ou sem conflito, ela se torna mito. No jornalismo, isso se manifesta, por exemplo, quando desigualdades sociais são tratadas como algo “normal”, quando certos grupos são

sempre representados de forma estigmatizada ou quando interesses econômicos aparecem como necessidades universais.

Para uma estudante de jornalismo, essa leitura provoca um deslocamento importante: compreender que informar não é apenas relatar fatos, mas também disputar sentidos. O jornalismo, ao lidar com a linguagem, participa ativamente do campo simbólico e, portanto, tem responsabilidade na forma como a sociedade compreende a si mesma. Desmistificar, nesse contexto, não significa eliminar os mitos, mas torná-los visíveis, evidenciar seus mecanismos e devolver ao leitor a capacidade crítica.

Por fim, os textos reforçam que o mito continua sendo uma ferramenta poderosa de organização social. Ele não desaparece porque responde a uma necessidade humana de sentido e narrativa. Contudo, cabe ao jornalismo crítico reconhecer esses mecanismos e atuar não como reprodutor automático de discursos, mas como mediador consciente da realidade. Assim, o desafio não é negar o mito, mas compreender como ele opera e quais interesses ele serve em cada contexto histórico.

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Brasil Game Show contou com diversas ativações e muitos cosplayers espalhados pelo espaço
por
Juliana Bertini de Paula
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21/10/2024 - 12h

A Brasil Game Show (BGS), maior evento de games da América Latina, iniciou na quarta-feira (09) sua 15ª edição. O espaço conta com cerca de 400 estandes, mais de 3 mil influenciadores e 300 mil participantes. Muitos fãs de jogos e criadores de conteúdo se reuniram no Expo Center Norte, em São Paulo, para aproveitar o evento.

Os estandes mais movimentados foram da Nintendo e da Hoyoverse. Além das ativações, a BGS contou com campeonato de cosplay e meet and greets (encontros entre fãs e celebridades) com diversas personalidades do entretenimento.

Estande de Genshin Impact, Hoyoverse na BGS 2024. Foto: Juliana Bertini de Paula/AGEMT
Estande de Genshin Impact, Hoyoverse na BGS 2024. Foto: Juliana Bertini de Paula/AGEMT

 

Nas ativações, há distribuição de brindes como copos, pôsteres e broches, além de jogos, espalhados por todo espaço do evento para o público. A maioria possui uma fila em torno de 1 hora e meia de duração.

O espaço Expo Center Norte possui acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e pessoas no espectro autista. Há rampas, elevadores e banheiros adaptados por todo evento, além de funcionários disponíveis para ajudar o público.

O evento, além da enorme quantidade de estandes, é também conhecido pelos inúmeros cosplays (arte em que o cosplayer se fantasia de um personagem específico), feitos à mão pelos participantes. Essas pessoas puderam participar do BGS Cosplay, um concurso de cosplay individual e que foi realizado na modalidade de Desfile Interpretativo, onde foram avaliados o figurino (cosplay), acessórios e a presença de palco do(s) participante(s).

 

Cosplay de SpringTrap, do jogo Five Nights at Freddy’s, feito de materiais recicláveis por Ezpring. Foto: Juliana Bertini de Paula/AGEMT
Cosplay de SpringTrap, do jogo Five Nights at Freddy’s, feito de materiais recicláveis por Ezpring. Foto: Juliana Bertini de Paula/AGEMT
Cosplay de Furina, do jogo Genshin Impact, feito por Eclipse_ka.cos. Foto: Juliana Bertini de Paula/AGEMT
Cosplay de Furina, do jogo Genshin Impact, feito por Eclipse_ka.cos. Foto: Juliana Bertini de Paula/AGEMT
Cosplay de Junko Enoshima, do jogo e anime Danganronpa, feito por Strawcos. Foto: Juliana Bertini de Paula/AGEMT
Cosplay de Junko Enoshima, do jogo e anime Danganronpa, feito por Strawcos. Foto: Juliana Bertini de Paula/AGEMT

Quarta-feira foi o dia mais tranquilo, por ser a abertura do evento e ser no meio da semana, o espaço estava mais vazio, perfeito para aqueles que querem pegar menos filas. Ocorreram diversos meet and greets durante o dia com criadores de conteúdo como Core, Bruno Martins, Érika Caramello e muitos outros. 

 

Na quinta o evento  formou filas longas, mas que ainda permitiam que os corredores ficassem livres para a circulação do evento. Durante a tarde, houveram palestras com convidados internacionais como Neil Newborn, ator em Baldur 's Gate 3, Ned Luke, ator e dublador de GTA V e Roger Clark, ator em Red Dead Redemption 2. 

 

Espalhados pelo evento, outros criadores de conteúdo tiraram fotos com os fãs. Bem no final do evento, houve uma conversa com os YouTubers Felps, Malena e Rato Borrachudo. 

 

BGS no sábado. Foto: Juliana Bertini de Paula/AGEMT
BGS no sábado. Foto: Juliana Bertini de Paula/AGEMT

 

No terceiro dia de evento, sexta-feira, também ocorreram encontros com celebridades, porém, a falta de organização resultou em grandes filas, que obstruíram corredores e geraram confusão. Haviam mais pessoas que o esperado para as fotos, o que levou os criadores a  ir embora sem atender a todos. O problema foi resolvido no dia seguinte com a distribuição de senhas.

 

Sábado foi o dia mais agitado, sendo o único dia com ingressos esgotados, com os principais meet and greets, principalmente com streamers que participaram do RPG Ordem Paranormal, criado por Cellbit. Os fãs lotaram o Expo Center Norte vestidos como personagens para encontrar Gabi Cattuzzo, Rakin, Bastet, Beamon e Goularte, YouTubers e streamers do RPG, que passaram boa parte do dia atendendo fãs.

 

As filas estavam mais organizadas, com distribuição de senhas e limite de pessoas por estandes. Além disso, ocorreu o concurso de cosplay, que reuniu grande parte do público para prestigiar os competidores.

 

Domingo, dia do encerramento, também estava bem cheio, mas com filas organizadas e meet and greets realizados com senhas.

 

Concurso de cosplay da BGS 2024. Foto: Juliana Bertini de Paula/AGEMT
Concurso de cosplay da BGS 2024. Foto: Juliana Bertini de Paula/AGEMT

 

A BGS 2025 já foi confirmada para os dias 11 a 15 de outubro, também no Expo Center Norte, em São Paulo. A venda dos ingressos para a próxima edição começou na saída da edição de 2024. Nenhuma atração foi confirmada. 

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Cantor ficou conhecido por fazer parte da boy band britânica One Direction
por
Maria Eduarda Camargo
Victória da Silva
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16/10/2024 - 12h

 

Morreu na noite de quarta-feira (16), Liam Payne, ex-integrante da banda One Direction. O cantor teria caído da varanda de um hotel em Buenos Aires, na Argentina, segundo o La Nación.

A notícia foi confirmada pela polícia e pelo chefe do Sistema de Atenção Médica de Emergência (SAME), Alberto Crescenti, à imprensa local. O britânico teria sido encontrado no pátio interno do hotel Casa Sur, após cair do terceiro andar do edifício, localizado no bairro de Palermo. 

Ainda segundo o veículo, a Polícia Municipal teria sido chamada ao local para a suposta contenção de um homem “agressivo”, que “parecia estar sob a influência de drogas”. Crescenti afirmou que a morte do músico foi “instantânea”, e que ele apresentava ferimentos incompatíveis com a vida, devido à queda.

Alguns minutos antes da divulgação da morte, o cantor fez uma sequência de publicações no seu perfil do aplicativo SnapChat, sendo o último registro uma foto do ano passado (2023) ao lado de sua namorada Kate Cassidy.

 

Foto publicada por Liam Payne minutos antes de sua morte.
Foto publicada por Liam Payne minutos antes de sua morte. Foto:Reprodução/Snapchat

Outro ex-integrante da banda, Niall Horan, realizou um show na capital da Argentina, no dia 4 de outubro e Liam esteve presente. 

Ele é natural de Wolverhampton, no interior da Inglaterra, e começou a carreira aos 14 anos, em uma edição do “The X Factor”, que mais tarde seria ponto de encontro para a formação da One Direction.

Conhecido por ter integrado a boy band britânica, o cantor seguia carreira solo desde a separação do grupo, em 2016. Ele deixa um filho, Bear, de sete anos, fruto de sua relação com a cantora Cheryl Cole, que terminou em 2018.

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Elenco de anti-heróis promete ação e comédia nas telas do cinema
por
Ricardo Dias de Oliveira Filho
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16/10/2024 - 12h

A Marvel Studios revelou, no dia 23 de setembro, o aguardado trailer de Thunderbolts*, um dos próximos lançamentos do Universo Cinematográfico Marvel (UCM), previsto para chegar aos cinemas em maio de 2025. O filme, que integra a Fase 5 do UCM, traz um time de anti-heróis já conhecidos pelos fãs das produções da Marvel, com ação, humor e uma abordagem ousada.

"Thunderbolts*" é o novo grupo de anti-heróis da Marvel Studios. Divulgação/Marvel
"Thunderbolts*" é o novo grupo de anti-heróis da Marvel Studios. Foto: Divulgação/Marvel

No elenco principal, temos Florence Pugh no papel de Yelena Belova (Viúva Negra), David Harbour como o Guardião Vermelho (Alexei Shostakov), Sebastian Stan como o Soldado Invernal (Bucky Barnes), Wyatt Russell como John Walker (Agente Americano), Hannah John-Kamen como Fantasma, Olga Kurylenko como a Treinadora e Julia Louis-Dreyfus reprisando seu papel como Valentina Allegra de Fontaine, a líder da equipe.

Além desses nomes, o filme também contará com a participação de Harrison Ford, que interpreta Thunderbolt Ross, e novos rostos como Geraldine Viswanathan e Lewis Pullman, este último interpretando um misterioso personagem que os fãs especulam ser Bob, possível identidade de Sentinela, o superpoderoso Robert Reynolds dos quadrinhos.

O filme gira em torno de um grupo de anti-heróis reunido pelo governo dos Estados Unidos para missões clandestinas. Ao contrário de grupos tradicionais de super-heróis, os Thunderbolts* são personagens com passados problemáticos e moralidade duvidosa. No UCM, o recrutamento desse time começou a ser explorado em produções anteriores, como “Viúva Negra” e “Falcão e o Soldado Invernal”, quando Allegra de Fontaine entrou em cena para reunir figuras como Yelena Belova e John Walker.

O trailer destaca a dinâmica entre os membros do time, com cenas de confronto e cooperação entre eles. No entanto, muitos detalhes da trama ainda permanecem em segredo, com o vídeo apresentando cenas desconexas e mantendo o suspense sobre o real objetivo da equipe.

Produção e estreia

Thunderbolts* é dirigido por Jake Schreier, conhecido por “Cidades de Papel” (2015), e conta com um roteiro assinado por Eric Pearson, de “Viúva Negra” (2021), com reescritas de Joanna Calo, showrunner da série “O Urso”. As filmagens ocorreram entre fevereiro e junho de 2024, principalmente em Atlanta, Geórgia.

A estreia do filme está marcada para o dia 1º de maio de 2025 no Brasil, um dia antes de seu lançamento nos Estados Unidos. Um pôster promocional também foi divulgado nas redes sociais, destacando a dinâmica caótica do grupo de anti-heróis:

Pôster reúne os integrantes da equipe. Foto: Divulgação/Marvel
Pôster reúne os integrantes da equipe. Foto: Divulgação/Marvel

Thunderbolts* nas HQs

Nos quadrinhos, os Thunderbolts fizeram sua primeira aparição em The Incredible Hulk #449, em 1997, criados por Kurt Busiek e Mark Bagley. Originalmente, o grupo surgiu como uma fachada dos Mestres do Terror, liderados pelo Barão Zemo, disfarçados como heróis durante a saga Heróis Renascem. Ao longo dos anos, os Thunderbolts passaram por diversas formações, muitas vezes compostas por vilões ou anti-heróis buscando redenção.

Thunderbolts nas HQ’s. Foto: Divulgação/Marvel
Thunderbolts nas HQ’s. Foto: Divulgação/Marvel

Entre as formações mais icônicas estão nomes como Cidadão V (Barão Zemo), Soprano (Melissa Gold), Meteorita (Karla Sofen), MACH-V (Abner Jenkins), Tecno (Norbert Ebersol) e Atlas (Erik Josten). No entanto, com o tempo, a equipe passou a ser liderada pelo Gavião Arqueiro, refletindo uma tentativa de redenção por parte de alguns de seus membros.

Assista ao trailer:

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O rapper foi preso em setembro por crimes de origem sexual e as teorias sobre o caso têm movimentado a internet
por
Annanda Deusdará
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16/10/2024 - 12h

O rapper e empresário Sean John Combs, 54, foi preso no dia 16 de setembro em Nova York. Ele é acusado de violência física, tráfico e agressão sexual e ainda, transporte para fins de prostituição, crimes que teriam ocorrido desde a década de 1990. Após três pedidos de fiança negados, o caso foi a julgamento na quarta-feira (09), e a justiça decidiu que ele responderá o restante do processo na prisão, marcando seu julgamento definitivo para maio de 2025. 

Diddy está atualmente detido no Metropolitan Detention Center no Brooklyn, uma prisão federal conhecida por sua violência e cuidados precários com os presos; fato utilizado pela defesa para a concessão de fiança. O presídio inclui uma seção de segurança extra com alojamentos reservados para detentos especiais, onde o acusado se encontra. 

 

Quem é o réu? 

Dono da gravadora Bad Boy Records, Combs tem diversos codinomes, todos citados no processo: Puff Daddy, P. Diddy, Diddy, P.D e Love. Além de ter empreendimentos no ramo da moda e de bebidas alcoólicas, também é conhecido por produzir artistas de peso como Usher, Mary J. Blige e Notorious BIG. 

Diddy começou sua carreira musical em 1990, na Uptown Records, onde se destacou e se tornou diretor da empresa. Em 1994, fundou sua própria gravadora, a Bad Boy Records, ganhando o Grammy de melhor álbum de rap em 1997.

No começo dos anos 2000, o acusado era responsável por dar festas (freak-offs), nas quais cometia atos sexuais forçados com as vítimas e profissionais do sexo, além de produzir gravações que eram usadas como chantagem.

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Quem são os envolvidos?

A cantora e modelo, Casandra Ventura, ex-namorada de P.Diddy, foi a primeira a acusar o réu de agressão sexual, também alegou no processo que muitos desses crimes foram testemunhados por sua "rede tremendamente leal" que "não estava disposta a fazer nada significativo" para impedir a violência.

A acusação ocorreu formalmente, no final de 2023 e o processo foi resolvido fora do tribunal. Após a repercussão desse caso, outros vieram a público. Em fevereiro deste ano, Rodney “Lil Rod” Jones, antigo produtor e cinegrafista de Combs, entrou com uma ação federal, acusando o rapper de assédio sexual, ameaça e de o ter drogado. 

Em abril, Jones acrescentou como agressor o ator Cuba Gooding Jr, que segundo o processo também teria assediado e agredido a vítima; Diddy teria apresentado Jones ao ator em um iate, que foi réu em um caso de estupro em 2023. Também em setembro, Thalia Graves acusou P.Diddy e seu segurança de tê-la drogado e estuprado em 2001, além de gravarem o ato. Essa foi a 11° acusação contra o músico.

De acordo com o jornal “Los Angeles Times”, a lista de cúmplices apontados no caso de Jones, inclui o filho de Combs, Justin Dior Combs, o presidente-executivo do Universal Music Group, Lucian Charles Grainge, UMG, o ex-executivo da Motown Records, Habtemariam e Motown Records, Love Records, Combs Global Enterprises, ABC Corporations, a chefe de gabinete de Diddy, Kristina “KK” Khorram, e outras pessoas que não foram identificadas.

Em uma entrevista ao TMZ na semana passada (7), o advogado Tony Buzbee, que está representando cento e vinte pessoas que alegam terem sido vítimas de Diddy e já manifestaram suas denúncias, declarou que entre elas, vinte e cinco comunicaram ser menores de idade na época do crime. A defesa nega as acusações e declara estar à espera das provas. 

Nesta segunda-feira (14), seis novas acusações de abuso sexual foram protocoladas contra o artista, entre as vítimas estão homens, mulheres e até um adolescente que teria 16 anos na época do crime (1998). Os denunciantes estão orientados pelo Buzbee, que assegura que outras celebridades serão processadas por seu escritório de advocacia nas próximas semanas, acusadas de serem cúmplices do rapper.

 

 Cronologia do caso

Ventura também assinou com a gravadora de Combs, e em seu processo disse que o magnata usou sua posição de poder para estabelecer um "relacionamento romântico e sexual manipulador e coercitivo". Também é alegado que Diddy "regularmente batia e chutava Ventura, deixando olhos roxos, hematomas e sangue". 

Algumas destas agressões foram testemunhadas por outras pessoas, em maio deste ano, um vídeo dele a agredindo veio a público pelo jornal CNN. Quando um membro da equipe de segurança do hotel interveio, o réu tentou subornar o funcionário para garantir o seu silêncio.

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Vídeos de uma câmera de segurança do hotel mostram o rapper agredindo uma mulher. Foto: CNN

Nos meses de novembro e dezembro, o réu foi acusado mais três vezes por crimes como agressão sexual, estupro coletivo, tráfico sexual e drogar as vítimas. Liza Gardner, afirmou que Combs tornou-se violento dias após o estupro, sufocando-a com tanta força que ela desmaiou. 

Os nomes citados no processo de Jane Doe, incluem além de Combs, o ex-presidente da Bad Boy Records, Harve Pierre, e um homem ainda não identificado. Nos documentos do tribunal, ela alega ter recebido "quantidades copiosas de drogas e álcool" antes do ataque e ficou com tanta dor que mal conseguia ficar de pé ou lembrar como chegou em casa.

Todos os processos judiciais ocorreram antes da expiração do New York Adult Survivors Act, permitindo temporariamente que pessoas que teriam sofrido abuso sexual apresentassem queixas, mesmo após o prazo de prescrição ter expirado. 

Em dezembro, os acusados se pronunciaram em resposta, o rapper disse que "não fez nenhuma das coisas horríveis que estão sendo alegadas", enquanto Pierre disse que as "alegações repugnantes" eram "falsas e uma tentativa desesperada de ganho financeiro". Combs também fez uma publicação em seu Instagram, repudiando todos os casos: "Nas últimas semanas, fiquei sentado em silêncio e observei pessoas tentando assassinar meu caráter, destruir minha reputação e meu legado." 

Após oito meses, surgiram outros processos, dessa vez da Crystal McKinney, Adria English e April Lampros, os crimes são os mesmos e seguem as mesmas características: agressão sexual, tráfico sexual e uso forçado de drogas contra as vítimas.

No mês de sua prisão, Combs não compareceu a uma audiência virtual para um processo movido contra ele por Derrick Lee Cardello-Smith, um detento de Michigan que o acusou de drogá-lo e abusá-lo sexualmente. A ausência levou a um julgamento, no qual Diddy foi condenado a pagar US$100 milhões. A decisão foi posteriormente anulada, após os advogados do músico terem entrado com um recurso. Ainda em setembro, Dawn Richard, ex-cantora do projeto de banda feminina de Combs, entrou com uma ação contra a estrela sobre agressão sexual. 

 

 A prisão

O rapper foi preso no dia 16 de setembro, em um quarto de hotel em Manhattan após uma acusação do grande júri. Essa prisão veio depois das várias ações judiciais de agressão sexual contra ele nos últimos meses. Além disso, em março, o Departamento de Segurança Interna já tinha feito buscas nas mansões dele em Los Angeles e Miami.

Seu advogado afirmou que houve cooperação com as autoridades quando seu cliente se mudou voluntariamente para Nova York em antecipação às acusações. "Esses são os atos de um homem inocente sem nada a esconder, e ele está ansioso para limpar seu nome no tribunal", acrescentou. 

Além das acusações já anteriormente citadas no processo divulgado pelo jornal Washington Post, (agressão sexual, tráfico sexual, extorsão e transporte de pessoas para a prostituição) Combs também é réu nos casos de sequestro, trabalho forçado, incêndio criminoso, suborno e obstrução da justiça. Os promotores o descreveram como o chefe de uma quadrilha que abusava de mulheres, usando ameaças de violência para forçá-las a participar de orgias movidas a drogas com profissionais do sexo.

O texto também cita que P.Diddy tinha funcionários que foram cúmplices de seus crimes e o ajudaram a cobrir seus rastros. Entre suas ações estavam a reserva de suítes de hotel, recrutamento de profissionais do sexo e distribuição de drogas, para coagir os frequentadores da festa a fazer sexo e mantê-los "obedientes". Sua equipe também teria providenciado viagens para as vítimas e organizado o fornecimento de fluidos intravenosos para ajudá-las a se recuperar das festas, que às vezes duravam dias. 

Seus advogados tentaram com que ele respondesse em liberdade, porém ele teve a fiança negada depois que os promotores argumentaram que "já havia tentado obstruir a investigação, contatando repetidamente vítimas e testemunhas e alimentando-as com falsas narrativas dos eventos". Ele ficará detido no Centro de Detenção Metropolitana do Brooklyn até seu julgamento, caso seja condenado, o músico pode pegar uma pena que vai de 15 anos até prisão perpétua. 

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Centro de Detenção Metropolitana em imagem de 2021, onde o rapper irá aguardar o julgamento do processo. Foto: Getty Images

 

O que foi encontrado pela polícia na residência de Diddy?

Em março de 2024, durante buscas em suas residências em Miami, Califórnia, Flórida e Los Angeles, a polícia apreendeu armas de fogo e munições, incluindo três AR-15s com números de série desfigurados e mais de mil frascos de óleo de bebê. De acordo com o processo movido contra o músico, os membros e associados da Combs Enterprise, incluindo os profissionais de segurança, por vezes carregavam armas de fogo. Em mais de uma ocasião, o próprio Combs carregou ou brandiu armas de fogo para intimidar e ameaçar outras pessoas, incluindo testemunhas de seus abusos.

Apesar da citação do uso de funcionários para facilitar e encobrir seus crimes, apenas o rapper tem o nome citado em todo o caso. Segundo o jornal The New York Times, ao ser questionado sobre o assunto, o procurador Damien Willians disse que as investigações ainda estão em andamento. Anthony Capozzolo, ex-promotor federal no Brooklyn, falou que era possível que alguns desses trabalhadores não fossem nomeados como réus porque já eram testemunhas cooperantes, ou porque o governo esperava que eles fossem convencidos pela acusação a se juntar a outros para testemunhar contra seu chefe.

 

 O que diz o processo?

É descrito que o réu usou de sua rede de empresas para cometer seus crimes e manter sua reputação. De acordo com o Art.2 seus negócios incluem gravadoras, um estúdio de gravação, uma linha de roupas, um negócio de bebidas alcoólicas, uma agência de marketing, uma rede de televisão e uma empresa de mídia, com sedes em Manhattan e Los Angeles. Também é citado que Combs garantiu a participação das mulheres, controlando suas carreiras, aumentando seu apoio financeiro e/ou ameaçando cortar o mesmo, além de usar de intimidação e violência para garantir o silêncio delas. 

Em ocasiões que se estendem desde de 2009, o rapper agrediu mulheres com golpes, socos e chutes. O Grande Júri acusa ainda: que de 2009 até 2024, no Distrito Sul de Nova York e em outros lugares, o réu, conscientemente transportou mulheres em comércio interestadual e estrangeiro com o objetivo de prostituição.

Segundo descrito no processo dos Art 18 a 21, como resultado do réu ter cometido os crimes citados na ação judicial, ele perderá para os Estados Unidos toda e qualquer propriedade, usada para cometer os delitos ou conseguidos através dele, incluindo quantias em dinheiro, títulos e direitos contratuais. Caso algum desses bens não possa ser confiscado, será apreendido outro de mesmo valor. 

O documento é assinado pelo procurador dos Estados Unidos, Damian Williams, que também foi o responsável pela acusação contra a Ghislaine Maxwell, condenada a 20 anos de prisão por recrutar e assediar meninas e mulheres para serem abusadas sexualmente pelo empresário Jeffrey Epstein, morto em 2019.

 

 Próximos passos

Na quinta-feira (10), ocorreu em Nova York uma audiência preliminar do processo federal. A acusação mostrou provas contra o réu e o juiz decidiu que P Diddy deve permanecer na prisão até dia 5 de maio de 2025, data em que ocorrerá seu julgamento.

De acordo com os advogados, a busca e apreensão feita na casa do artista teria sido realizada para “maximizar a exposição da mídia”. A defesa também declarou que os vazamentos de informações, como o vídeo em que o réu agride Ventura, têm como objetivo "desestabilizar o tribunal" e "manchar a reputação de Sr. Combs antes do julgamento". Com base nesses argumentos, foi feito um pedido para que as investigações sejam realizadas em sigilo judicial, o que foi aceito.

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Autora de "A Vegetariana" foi reconhecida pela Academia Sueca por sua prosa poética intensa
por
Barbara Ferreira
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16/10/2024 - 12h
Han Kang é a primeira autora sul-coreana a ganhar o Nobel de Literatura.Foto: Reprodução/AP Photo/Lee Jin-man
Han Kang é a primeira autora sul-coreana a ganhar o Nobel de Literatura.Foto: Reprodução/AP Photo/Lee Jin-man 

Han Kang conquistou o Prêmio Nobel de Literatura 2024, e é a primeira sul-coreana a receber a honraria. O anúncio foi feito na quinta-feira, 10 de outubro, pela Academia Sueca de Estocolmo. A academia justificou a escolha, visto que Kang possui uma “intensa prosa poética que confronta traumas históricos e expõe a fragilidade da vida humana".

A escritora nasceu em 1970, em Gwangju, na Coreia do Sul. Filha do renomado romancista e professor universitário Han Seung-won, ela possui uma formação rica em literatura, iniciada em 1993 com uma série de poemas na revista "Literatura e Sociedade". Em 1994, recebeu o prêmio do concurso literário de primavera de Seoul Shinmun com o conto “The Scarlet Anchor" e, em 1995, estreou na prosa com a coleção de contos "Amor de Yeosu".

Seu maior sucesso internacional veio com "A Vegetariana", publicado em 2007 e traduzido para o português em 2018. O livro, composto de três partes, explora as consequências violentas de uma mulher que se recusa a seguir as normas alimentares tradicionais quando para de comer carne.

A obra de Han Kang é conhecida por expor a dor mental e física enquanto cria uma conexão profunda com o pensamento oriental. Além de "A Vegetariana", outros livros dela traduzidos para o português incluem "Atos Humanos" e "O Livro Branco", todos lançados pela editora Todavia.

Segundo a academia, “o trabalho de Han Kang é caracterizado por essa dupla exposição da dor, uma correspondência entre tormento mental e físico com estreitas conexões com o pensamento oriental".

O prêmio Nobel de Literatura é destinado à pessoa que "tenha produzido a obra mais notável no campo da literatura" e Han Kang é a 18º mulher que recebe o prêmio, dentre os 121 contemplados. Cada vencedor ganha também 10 milhões de coroas suecas, equivalentes a aproximadamente R$ 5,3 milhões.

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