Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, mostra reúne mais de 70 artistas brasileiros e propõe uma jornada crítica sobre o histórico de violências no sertão
por
Helena Aguiar de Campos
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06/05/2026 - 12h

 

A mostra, que ocupa todos os andares do CCBB, articula um diálogo da cultura brasileira, em relação às heranças indígenas e africanas, ao abordar temas como espiritualidade e ancestralidade. As obras revelam a força dessas culturas, trazendo à tona práticas religiosas, conhecimentos agronômicos e costumes cotidianos que atravessam gerações.

 

obra de tinta acrílica sobre manta térmica
Obra: rOna. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição contém obras realizadas majoritariamente por artistas das regiões Norte e Nordeste, de comunidades afrodescendentes e indígenas, comissionadas especialmente para a exposição. Já na entrada, o público é impactado com uma instalação triangular que carrega várias telas da artista premiada, Biarritzzz. A obra, pendurada no teto do edifício, representa o instrumento histórico dos trios de forró, exercitando o imaginário sertanejo.

 

Obra triangular pendurada ao teto
Obra: Biarritzzz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

O projeto expográfico investiu em cores fortes e fez relação a biodiversidade brasileira para marcar diferentes elementos da região e entregar também, uma experiência sensorial. A primeira cor é verde da vegetação, representando a força da vida que brota mesmo com dificuldade. Depois, as paredes se tornam azuis, assim como o céu, inspiradas pela liberdade e espiritualidade. E enfim, o laranja, vermelho e amarelo, cores que representam o calor, fogo e o sol, como o começo e fim do dia no sertão, simbolizam a luta e esperança.

 

Uma máscara colorida suspensa, elementos sonoros e fundo verde bandeira
Obra: Denilson Baniwa. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Homem à frente de fotos de mulher indígena na favela
Obra: Xamânica e Tayná Uràz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Pinturas sobre placa de trânsito
Obras: Amilton. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Fotografias de pessoas negras com miniatura de caravela
Obra: Márvila Araújo. Foto: Helena Campos/Agemt

 

“O sertão é um território simbólico no qual diferentes experiências históricas se cruzam e onde a arte pode revelar múltiplas narrativas sobre o país”,

Ariana Nuala, uma das curadoras.

 

Fotografias de pessoas envolvidas por sementes
Obra: Ayrson Heráclito. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição está aberta para visitação até o dia 3 de agosto de 2026, das 9h às 20h e a entrada é gratuita.

 

De onde surgiu a ideia

A exposição nasceu das pesquisas de Marina Maciel, criadora e diretora-geral do projeto, desenvolvidas do mestrado ao seu doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Em 2023, a ideia saiu no papel e ganhou forma com o Coletivo Atlântico, que atua na defesa dos direitos humanos por meio da arte. A primeira edição, Atlântico Vermelho  denunciou dor e massacres causados pela escravização e marcou presença na ONU com obras de mais de 20 artistas afro-brasileiros. Como consequência da visibilidade e importância realizaram, já no próximo ano, o Atlântico Floresta, no Museu de Arte do Rio (MAR), reunindo artistas contemporâneos para abordar a violência contra povos originários.

 

As edições carregam o nome “Atlântico” com uma dimensão filosófica e crítica: se, por um lado, o oceano foi marcado por morte e sofrimento devido à processos coloniais, por outro, a arte decolonial e nacional, ressignifica a história, evidenciando vida e resistência.

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Promotoria deu prazo de 15 dias para que a empresa esclareça seus critérios na cobrança de taxas na venda virtual
por
Rafaella Lalo
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06/05/2026 - 12h

A Ticketmaster Brasil foi notificada pelo Ministério Público de São Paulo e terá 15 dias para esclarecer a cobrança das taxas de 20% sobre os ingressos vendidos no site. O despacho foi assinado pela Promotoria de Justiça de São Paulo na quinta-feira (9) de abril, e questiona a proporcionalidade das taxas de serviço e os custos adicionais cobrados dos consumidores.

A denúncia foi apresentada pelo deputado Guilherme Cortez (PSOL), após recolher várias queixas feitas pelos compradores que adquiriram ingressos para shows como BTS, Harry Styles e Kid Abelha. A venda para o evento de Harry Styles que iniciou em janeiro deste ano já recebia reclamações sobre os custos desproporcionais. Clientes perceberam que os valores mudam de acordo com o preço do ingresso. Por exemplo, entradas de R$700,00 têm taxas de R$140,00, enquanto um ingresso de R$265,00 tem R$53,00 de custo adicional.

Em sua representação, o deputado ressalta também a ilegalidade dessas ações, além da falta de transparência por parte da empresa. 

Print da denúncia feita na rede social X do deputado Guilherme Cortez
Postagem feita nas redes sociais do Deputado Guilherme Cortez. Foto: Reprodução X.com 

De acordo com informações divulgadas sobre o despacho assinado pelo promotor Donisete Tavares de Moraes Oliveira, a Ticketmaster deverá explicar como é feito o cálculo dessas taxas de 20%, já que a cobrança é fixa e aplicada ao valor total da compra independentemente do valor ou tipo da entrada (inteira ou meia).

A Promotoria também aguarda esclarecimentos sobre quais são os custos de infraestrutura e gestão de demanda que justifiquem essa cobrança, qual é o número total de ingressos disponibilizados para venda por cada dia de show e se as taxas são proporcionais ao valor da entrada vendida de forma on-line.

Em setembro de 2025, o Procon pediu explicações para a empresa, após esses custos adicionais serem cobrados nos ingressos do show de The Weeknd. Situação semelhante ao que ocorreu nos shows de BTS e Harry Styles.  

A Ticketmaster Brasil confirmou, em nota encaminhada à imprensa, ter recebido a notificação do MP-SP. Segundo a empresa, a taxa de serviço cobrada nas vendas online está relacionada a custos de infraestrutura, operação do site e medidas antifraude voltadas à segurança do comprador. A plataforma também declarou que essas cobranças são informadas de forma transparente durante o processo e ressaltou que o consumidor tem a opção de comprar ingressos em bilheterias físicas sem os custos adicionais cobrados no site.

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Apresentações aconteceram em São Paulo e no Rio de Janeiro, após quase dois anos da última passagem do artista pelo país
por
João Paulo Di Bella Soma
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05/05/2026 - 12h

The Weeknd voltou ao Brasil nos dias 26, 30 de abril e 01 de maio em São Paulo e Rio de Janeiro, como parte da etapa latino-americana da turnê After Hours Til Dawn. A turnê consolida a era de sua mais recente trilogia musical composta pelos álbuns After Hours, Dawn FM e Hurry Up Tomorrow.

Depois de passar por países como Estados Unidos e México, a turnê passou pelo Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, no dia 26 de abril e pelo Morumbis, em São Paulo, nos dias 30 de abril e 1 de maio. A produção impressiona não só pelo tamanho, mas também pelo conceito visual, que mistura elementos futuristas com uma estética sombria e cinematográfica.

Anitta foi a artista escolhida para os shows de abertura da turnê na América Latina e aqueceu o público com uma performance energética e cheia de identidade brasileira. Misturando funk, pop e elementos eletrônicos, a cantora entregou um setlist que transitou entre novidades e velhos sucessos. Ela iniciou com faixas como “Meia Noite”, “Desgraça”, “Mandinga” e “Vai Dar Caô”, e posteriormente levantou a plateia com hits como “Sua Cara”, “Bola Rebola” e “Vai Malandra”.

Durante cerca de 2h30 de show e com um repertório de aproximadamente 40 músicas, The Weeknd conduziu o público por seus 15 anos de carreira. O show é uma experiência imersiva, com iluminação dramática, cenografia elaborada e uma narrativa visual que remete a um filme de terror e suspense. Acompanharam o cantor sua banda e o lendário produtor Mike Dean.

The Weeknd no Estádio MorumBIS
The Weeknd em tour Foto: Reprodução Instagram @theweekndmxc


Apresentando músicas do álbum Hurry Up Tomorrow ao lado de seus maiores sucessos, Abel iniciou o show com “Baptized In Fear”, “Open Hearts” e “Wake Me Up”, criando uma atmosfera intensa logo de início. Em seguida, emendou hits como “After Hours”, “Starboy” e “Heartless”, levando o público ao delírio.

O cantor ainda retornou ao seu novo projeto com “Cry For Me” e “São Paulo”, faixa que ganhou destaque especial por homenagear a cidade. Em um dos momentos mais marcantes da noite, Anitta voltou ao palco para cantar o novo single “Rio”, uma homenagem direta à cidade carioca e que conta com sua participação. A faixa traz influências do Brazilian Phonk e chama a atenção pelo visual de seu futuro clipe, dirigido pelo famoso cineasta japonês Takashi Miike.

Ao longo do show, The Weeknd percorre diferentes fases da sua carreira e revisita trabalhos como Dawn FM, Beauty Behind The Madness, My Dear Melancholy, e House of Balloons. Em versões mais intimistas de “Out of Time” e “I Feel It Coming”, o artista desceu até a grade e interagiu com os fãs. Em um momento espontâneo, cantou com uma fã da primeira fileira, correu pela frente do palco cumprimentando o público e demonstrou gratidão pela recepção calorosa.

Abel encerrou a noite com uma declaração emocionante: “Eu sinto que estou em casa quando estou em São Paulo”. Ele garantiu que volta ao Brasil, mas não deixou pistas de quando. 

Fugindo do formato tradicional e engessado, o show conta com longas passarelas que avançam sobre a pista, aproximando o cantor do público, enquanto a banda permanece conectada no palco principal, sustentada por um telão gigantesco que amplifica a experiência visual.

the weeknd palco
Palco After Hours Til Dawn Foto: TAIT


Além da estrutura, a performance vocal de Abel também se destaca. Com uma voz afinada, ele entrega estabilidade ao vivo mesmo em faixas mais exigentes, combinando técnica, carisma e presença de palco. Sempre em movimento, interagindo e incentivando o público, o artista mantém a energia elevada do início ao fim.

A parte visual do show ganha ainda mais força com o uso criativo da iluminação. Lasers cortam o estádio em diferentes direções, criando cenários dinâmicos, enquanto as pulseiras luminosas distribuídas ao público transformam a plateia em um verdadeiro mar de luzes sincronizadas. No encerramento, fogos de artifício tomaram conta do céu e fecharam o espetáculo de forma memorável ao som de "Moth To A Flame".

A última vinda do artista ao país aconteceu em 7 de setembro de 2024, durante a fase final da turnê que promovia o álbum Hurry Up Tomorrow. Na ocasião, o cantor contou com participações especiais de Anitta e Playboi Carti.

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Jornal norte-americano destaca nomes que moldam a indústria da música dos Estados Unidos e influenciam o cenário global
por
Livia Vilela
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05/05/2026 - 12h

 

O jornal americano The New York Times publicou na última terça-feira (28) uma seleção dos 30 maiores compositores americanos vivos. Sem ordem de ranking, o levantamento se propõe a definir o padrão de compositor da nova geração e quais seriam as suas principais influências, reunindo artistas que seguem moldando a produção musical contemporânea e ampliando seu alcance cultural em escala global.

O projeto faz parte de uma cobertura especial sobre o ofício da composição, com entrevistas em vídeo com nomes como Jay-Z, Taylor Swift e Lucinda Williams, além de artistas e produtores como Nile Rodgers, Mariah Carey e Babyface. A proposta é aproximar o público dos processos criativos por trás de algumas das canções mais conhecidas das últimas décadas, destacando o papel do compositor como eixo central da indústria da música.

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Jay Z em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A seleção foi construída a partir de mais de 700 indicações enviadas por mais de 250 profissionais da música, além da curadoria de críticos do jornal. O processo envolveu semanas de análise e debate sobre critérios como influência, consistência artística, impacto cultural e permanência ao longo do tempo.

O resultado combina compositores consagrados, como Bob Dylan, vencedor do Nobel de Literatura, Carole King e Stevie Wonder, com artistas que redefiniram o pop e o hip-hop nas últimas décadas, como Kendrick Lamar, Taylor Swift e Lana Del Rey. O que foi avaliado em comum entre todos esses artistas foi a capacidade de atravessar gerações e influenciar não apenas o mercado americano, mas a produção musical global.

nyt taylor swift
Taylor Swift em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A lista também reconhece o peso de compositores que atuam nos bastidores da indústria, responsáveis por sucessos gravados por outros artistas, como Diane Warren, Babyface, The-Dream e a dupla Jimmy Jam & Terry Lewis. A diversidade estética é um dos pontos centrais da seleção. Além de reunir diferentes gerações e estilos, passando pelo folk, country, pop, R&B e hip-hop, a lista também reflete a ampliação do alcance global da música americana. 

Outro aspecto relevante é a inclusão de artistas latinos e bilíngues, como Romeo Santos e Bad Bunny, sinalizando como a ideia de “compositor americano” hoje incorpora trajetórias e influências fora do território dos EUA e da língua inglesa. O recorte reforça como a produção musical atual é globalizada e ultrapassa fronteiras linguísticas e culturais, acompanhando transformações do próprio público e da indústria. 

Lista dos 30 Maiores Compositores Americanos Vivos:
 Babyface
 Bad Bunny 
 Bob Dylan
 Brian & Eddie Holland 
 Bruce Springsteen
 Carole King
 Diane Warren
 Dolly Parton
 Fiona Apple
 Jay-Z
 Jimmy Jam & Terry Lewis 
 Josh Osborne, Brandy Clark & Shane McAnally 
 Kendrick Lamar
 Lana Del Rey
 Lionel Richie
 Lucinda Williams
 Mariah Carey
 Missy Elliott
 Nile Rodgers
 Outkast
 Paul Simon
 Romeo Santos 
 Smokey Robinson
 Stephin Merritt 
 Stevie Wonder
 Taylor Swift
 The-Dream
 Valerie Simpson
 Willie Nelson
 Young Thug

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Gato sem Rabo reabre em grande estilo, com novo café e restaurante, e fortalece o espaço para o público leitor em SP
por
Sofia Morelli
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05/05/2026 - 12h

Em maio de 2025, após uma reforma, Gato sem rabo abre suas portas ao público, com mais conforto para receber os interessados por uma literatura voltada ao mundo e imaginário feminino, em novo endereço no centro de São Paulo. Johanna Stein, fundadora do estabelecimento, idealizou-o conforme notou a falta de um lugar em que obras escritas por mulheres cisgênero, trans e travestis fossem valorizadas e mais acessíveis. Agora composto por um café e bar para leitores e para cidadãos que por ali passam. Durante sua graduação no campo das artes, Johanna tinha um grande interesse no trabalho de autoras mulheres, mas ao longo de suas pesquisas começou a esbarrar repetidamente com a dificuldade de achar textos produzidos por essas artistas em geral, mesmo em uma metrópole tão plural como  São Paulo. Foi dessa frustração que se materializou a livraria, criando um espaço para que essas vozes pudessem fluir.

Cada vez mais, o centro de São Paulo é preenchido por estabelecimentos que exploram partes da cultura subvalorizadas e dispersas. “Existe uma demanda por obras produzidas por grupos historicamente excluídos, que tem aparecido no dia a dia dos lançamentos das editoras”, afirma Ana Paula Pacheco, professora  do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (USP), além de escritora de ficção e de romance experimental. “Acho que isso virou um nicho de mercado, para o bem e para o mal, acho que tem um desrecalque de vozes anti-escaladas  e desrecalque é muito bom, por outro lado existe uma certa tendência de eliminar a leitura crítica das obras, é importante tratar essas obras como obras para valer que podem passar por um critério estético, crítico de leitura.”, reflete a professora da USP, em questão das popularização que vem ocorrendo dessas obras.

 

Livraria Gato Sem Rabo, no Centro de São Paulo.  Por Sofia Morelli

 

A curadoria da Gato sem rabo se preocupou em montar um acervo com enfoque na produção do sul global, além de clássicos de Virginia Woolf, escritora do ensaio que inspirou o próprio nome da livraria. Nesse ensaio “Um quarto só seu”, de 1928, a narradora observa um animal estranho em um gramado, onde não deveria estar caminhando, uma possível e famosa interpretação é a de estranhamento que as mulheres sofrem ao tentarem ocupar  um lugar no mundo dos intelectuais, ousando a  escrever. 

O mundo evoluiu muito desde então, mas ainda há dificuldades inegáveis para mulheres que desejam ser intelectuais, o que não significa que não há livros que caminham por todos os gêneros literários, poético, fictício, político assim como romance e questões corporais. “Eu sinto sobretudo no meio intelectual, na universidade, na circulação do pensamento, as mulheres são uma espécie de nicho do mercado mesmo. Na universidade eu vejo ainda uma aparência de democratização, nas ações que contém uma violência histórica, às vezes muito sutil, por exemplo no domínio masculino do debate, de bancas de defesa de tese e na maneira infantilização o pensamento das mulheres, às vezes elogiando, mas existe uma certa minoridade que se tenta impor no pensamento delas”, diz Ana Paula.

Essa visibilidade a essas obras significa muito para jovens garotas, com mais possibilidades de experienciar um mundo de vozes mais próximas de seus imaginários impulsiona o surgimento de novas possíveis autoras, ou até mesmo para que o mundo intelectual seja colocado como mais acessível para  todos os grupos e gêneros, e menos unificado para o público masculino. Com clube do livro, rodas de conversas e eventos, a livraria se transpõe como um lugar para que vozes sejam escutadas e que novas vozes floresçam num caminho cada vez menos fechado. 

Em suma, a criação de Johanna se demonstra como um espaço com uma importância física e emocional para a comunidade literária da região, que está sendo cuidado para que siga uma tendência de crescimento.  A ausência vira presença com um acervo com cerca de 650 escritoras, um esforço além da prateleira, que tem compromisso em explorar as visões de mundo na literatura produzida por elas. Livrarias independentes, como essa, fazem parte de uma transformação cultural ativa de extrema importância para o ecossistema literário “O conhecimento de relatos das mulheres, ele forma novas mulheres de outras maneiras, mas também não acho que a gente tenha que ter ilusões quanto a uma aceitação de mulheres no meio intelectual, acho que temos que ocupar espaços, disputar os espaços politicamente, sem esperar aceitação masculina”, de acordo com Ana Paula.

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Em tour mundial, Sepultura celebra seus últimos momentos com show memorável em São Paulo
por
Maria Eduarda Cepeda
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17/09/2024 - 12h

 

Após 40 anos de história no metal, a banda brasileira Sepultura anunciou o fim de suas atividades com sua última turnê mundial, a “Celebrating Life Through Death”, o que marca o fim de uma era para o heavy metal. O grupo passou por várias cidades pelo Brasil, no mês de setembro, e finalizou com uma apresentação sold out (todos os ingressos vendidos), no dia 8, em São Paulo. 

A turnê passou pelo Brasil todo, começando em Belo Horizonte e terminando em São Paulo. Os shows na capital paulista, do dia 6 a 8 de setembro, tiveram três bandas de abertura para cada apresentação: “Torture Squad”, “Cultura Tres” e “Black Pantera”, todas as noites esgotadas.

Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, se apresentando no show de sexta-feira (6)

 Os três shows em São Paulo deram “sold out” em minutos. Foto: Maria Eduarda Cepeda

 

Mesmo com a saída do baterista Eloy Casagrande para o Slipknot, semanas antes do início da turnê, o Sepultura seguiu com a contratação de Greyson Nekrutman, ex-baterista da banda de hardore punk e trash,  “Suicidal Tendencies”. A recepção dos fãs foi calorosa para o novo baterista: em meio a gritos e aplausos, Nekrutman teve a oportunidade de conhecer o carinho acalorado dos brasileiros.

E não foi diferente para os outros integrantes. A despedida foi especial para todos que estavam ali. Animados para os shows em São Paulo e sem perder o ritmo, finalizaram com o seu maior sucesso “Roots Bloody Roots”, do álbum “Roots” de 1996, levando todos à loucura. 

Greyson Nekrutman, baterista da banda Sepultura, tocando bateria em uma de suas apresentações em São Paulo

Greyson começou sua carreira no jazz e se tornou membro do Suicidal Tendencies com 21 anos. Foto: @xchicanox/ Instagram/Reprodução

 

A banda continua a turnê agora pela América do Norte, entre setembro e outubro, com as bandas “Obituary”, “Agnostic Front” e a também brasileira, “Claustrofobia”. Na Europa, seguem até novembro com os ucranianos do “Jinjer”, “Jesus Piece” e “Obituary”. Voltam para a América Latina em dezembro, com shows em Ribeirão Preto, Manaus e algumas capitais no nordeste, finalizando a agenda em março de 2025 com a apresentação no Lollapalooza Argentina, Chile e com seu último show no festival do Brasil. 

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Feira de games acontece em outubro e já conta com cerca de 400 estandes e mais de 3 mil influenciadores confirmados
por
Juliana Bertini de Paula
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17/09/2024 - 12h

 

Entre os dias 9 e 13 de outubro, no Expo Center Norte, ocorre a 15° edição da Brasil Game Show (BGS), maior feira de games da América Latina e segunda maior do mundo. Quase 3 milhões de pessoas já passaram pelo evento nas edições anteriores, que neste ano conta com a maior programação já feita.

Até agora, mais de 3 mil influenciadores já foram confirmados, além de 7 convidados internacionais:

 

  • Ned Luke - Ator de Michael de Santa em GTA V
  • Neil Newbon - Ator de Astarion em Baldur's Gate 3 
  • Roger Clark - Ator de Arthur Morgan em Red Dead Redemption 2
  • Shawn Fonteno - Ator de Franklin Clinton em GTA V
  • Shota Nakama - Produtor musical de jogos e criador da Video Game Orchestra
  • Jun Senoue - Compositor musical da série Sonic the Hedgehog
  • Ikumi Nakamura - CEO da Unseen e designer de The Evil Within
Roger Clark, ator em Red Dead Redemption 2 recebendo o prêmio de melhor performance em 2018. Foto: Reprodução/The Game Awards 2018
Roger Clark, ator em Red Dead Redemption 2 recebendo o prêmio de melhor performance em 2018. Foto: Reprodução/The Game Awards 2018

Além disso, já foram confirmados Meet and Greets, como são chamados os encontros de criadores de famosos com os fãs, com a Thaiga, - influenciadora, analista de e-sports, apresentadora e streamer de League Of Legends (LoL) - e Goularte - famoso streamer brasileiro.

A BGS 2024 contará com uma vasta lista de expositores, incluindo grandes nomes da indústria dos games e da tecnologia. Empresas como Nintendo, JBL, Palworld, IGG, Gartic, Level Infinite, Hoyoverse, Intel e muitos outros estarão presentes. O evento também reúne novidades no cenário da tecnologia, bem como divulga novos jogos, produtos, e campanhas no universo dos games.

A feira também abrirá espaço para desenvolvedores independentes, oferecendo uma plataforma para que pequenas empresas e startups mostrem seus jogos e produtos ao público. Além disso, a BGS contará com palestras, campeonatos de e-sports e competição de cosplays. 

BGS de 2023. Foto: Divulgação/BGS
BGS de 2023. Foto: Divulgação/BGS

 

 

Os ingressos ainda estão à venda já no 6° lote a partir de R$ 139. Qualquer visitante da feira pode entrar no evento pagando meia-entrada mediante a doação de 1kg de alimento não perecível.

 

Brasil Game Show

Quando: de 9 a 13 de outubro

Onde: Expo Center Norte, Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme, São Paulo

Ingressos: de R$ 139 a R$ 2,6 mil, disponíveis pelo site

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O prêmio da MTV, que completou 40 anos, mais uma vez promoveu grandes apresentações
por
Victória da Silva
Vítor Nhoatto
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15/09/2024 - 12h

A 40° edição do Video Music Awards (VMA), uma das principais premiações do mundo da música, aconteceu na última quarta (11) em Nova York, Estados Unidos. Promovido pela MTV, contou com homenagem a Katy Perry e performances  calorosas como Anitta, Eminem e Camila Cabello. Marcado para acontecer originalmente no dia 10 de setembro, o evento foi adiado em um dia e movimentou as redes pela mudança de data também.

Por conta do debate presidencial entre Kamala Harris e Donald Trump, a premiação teve que acontecer no 11 de setembro, data em que um atentado terrorista provocou a morte de cerca de 3 mil pessoas após dois aviões colidirem com as famosas torres gêmeas, em Nova York (EUA). A triste coincidência foi lembrada durante o evento, que doou todo o lucro da noite para duas ONGs em apoio às vítimas, a “9/11 Day” e a “Tuesday's Children”. 

O show de abertura da premiação ficou com os versos rápidos de Eminem, rapper estadunidense com mais de 20 anos de carreira. Andando pelos palcos da UBS Arena em Nova York, ele cantou sucessos de seu décimo segundo e mais recente álbum, "The Death of Slim Shady (Coup De Grâce)". 

Após a participação especial de Jelly Roll na faixa "Somebody Save Me" de Eminem, a primeira categoria da noite foi entregue. Taylor Swift e Post Malone foram os premiados por "Fortnight" em Melhor Colaboração. 

Karol G foi a segunda a se apresentar, em um cenário decorado com as bandeiras de países latino-americanos. Ao som de "Si Antes Te Hubiera Conocido" e em meio a várias dançarinas, uma com cada bandeira, ela dançou com a plateia.

Estreando como solista, LISA do grupo de k-pop Blackpink, agitou a plateia. Com uma coreografia afiada e efeitos pirotécnicos no palco, cantou seus singles "New Woman", que na versão original conta com Rosalía, e "Rockstar".

Logo em seguida, Shawn Mendes se apresentou com "Isn't That Enough", último single de seu novo projeto que será lançado em 18 de outubro. Ele também apresentou uma música inédita, “Nobody Knows”.

Sabrina Carpenter beijando um alíen azul no palco do VMA 2024
Sabrina beijou um alien durante sua performance - Foto: Christopher Polk/Billboard 

Sabrina Carpenter também subiu no palco em uma atmosfera mágica e espacial. A artista cantou “Espresso”, “Please Please Please” e seu último lançamento “Taste”, performance que agitou a plateia após beijar um alien, integrando também elementos da premiação na performance, cuja estatueta é um astronauta.

Depois foi a vez de Anitta, que pelo terceiro ano seguido integra o VMA. A brasileira começou a performance com o lançamento "Paradise", parceria com DJ Khaled e Fat Joe. Depois foi a vez de animar o público com a faixa "Alegria" do rapper argentino Tiago PZK. O encerramento do medley foi com "Savage Funk".

Megan Thee Stallion foi a apresentadora do ano, e como de costume na premiação da MTV, trouxe doses de humor e leveza - além de looks diferentes. Além disso, flashbacks de momentos marcantes de outras edições passavam pelo telão em formato de astronauta.

A rapper se destacou também no tapete vermelho com um vestido preto feito por Nicole + Felicia Couture que foi muito compartilhado nas plataformas digitais. Vestindo um body tomara que caia, conectado a uma saia de design transparente, esvoaçante e volumosa na calda, o look de Megan misturou sensualidade, confiança e autenticidade.

De volta às apresentações e premiações, começa um dos momentos mais esperados de todo ano, o Video Vanguard Award. Recebido por Nicki Minaj na última edição, o prêmio homenageia grandes nomes da indústria da música. Orlando Bloom foi o responsável por anunciar o nome de sua esposa, Katy Perry. 

Orlando Bloom e Katy Perry se beijando no palco do VMA 2024
Katy Perry e o marido Orlando Bloom protagonizaram momentos de amor no palco - Foto:Christopher Polk/Billboard

Em uma performance que certamente ficará na história do VMA, a dona de “Roar” cantou seus principais sucessos. Com um look inspirado em seu último videoclipe, "Women's World", a cantora utilizou bailarinos, estruturas metálicas, e foi içada por um cabo. Ela performou “Dark Horse”, “I Kissed a Girl”, “Fireworks” e outros grandes hits da carreira. 

Katy fechou o espetáculo com o seu último single "Lifetimes", de seu próximo álbum “143”, com lançamento previsto para 20 de setembro. Escorregando pela plataforma que se apresentou e com uma borboleta mecânica na mão, em referência ao seu novo projeto, Perry recebeu o troféu de astronauta dourado e agradeceu pelos mais de 20 anos de sucesso e apoio de sua gravadora e seus fãs.

Em um ritmo acelerado e com bastante destaque nesta edição às apresentações, foi a vez de Chappell Roan ocupar o palco. A drag queen do interior do Mississipi encantou com "Good Luck, Babe!" em uma atmosfera medieval em referência ao clipe da faixa. 

 

Chappell Roan de joelhos ao final de sua performance no VMA 2024
De armadura, Chappell Roan levou uma vila medieval ao VMA 2024 - Foto:Christopher Polk/Billboard

Os trabalhos seguiram com um descanso da produção com a entrega do prêmio de Melhor Afrobeats, recebido por Tyla pelo sucesso "Water". A cantora da África do Sul frisou como a música africana tem crescido nos últimos anos, seu potencial, a riqueza de estilos e produções dos países do continente, até então relegadas em segundo plano.

A anfitriã Megan Thee Stallion performou em seguida com faixas do seu último álbum, MEGAN. Primeiro foi a vez de"B.A.S.", com direito a tambores no palco. Depois disso, Yuki Chiba subiu ao palco para cantar "Mamushi" com a rapper.

Baixando as batidas por minuto e a sensualidade na UBS Arena, Benson Boone cantou e andou pelos palcos. Voz do hit recente "Beautiful Things", na lista das mais escutadas do mundo no Spotify, encantou a plateia com seus vocais impecáveis e expressividade no cantar.

Sabrina Carpenter subiu ao palco novamente, desta vez para receber o prêmio de Música do Ano pelo gigantesco sucesso "Espresso". Vencendo Taylor Swift e Post Malone, Beyoncé e Travis Scott, ela agradeceu principalmente seus fãs, emocionada por receber seu primeiro astronauta.

Ainda com a estratégia de dar mais espaço para a música latina, foi a vez de Rauw Alejandro estrear na premiação da MTV. O porto riquenho levou suas origens e sucessos, além de muita dança e espanhol a Nova York.

Em um cenário de subúrbio americano, cabelo curto e vermelho, Halsey entregou um rock de garagem animado e fresquinho. A cantora performou sua mais nova faixa, "Ego", lançada semana passada, promovendo sua fase inspirada nos anos 2000. 

Após o momento nostálgico, LISA subiu ao palco mais uma vez, para receber sua primeira estatueta de astronauta, na categoria Melhor k-pop. Em tributo a carreira de um dos principais astros do rock, Lenny Kravitz apresentou três clássicos, com um destaque para “Are You Gonnna Go My Way” O rapper Quavo também esteve na apresentação.

Camila Cabello fazendo um coração com a mão depois de sua performance no VMA 2024
Camila Cabello consolidou sua nova era no VMA 2024 com  “GODSPEED”. Foto:Noam Galai/Getty Images

Camila Cabello apresentou uma performance apontada pelos fãs como uma “indireta” para Sabrina Carpenter, já que criou-se uma rivalidade entre as duas muito discutida pelos internautas após o lançamento de “Sweet N’Sour”, álbum de Carpenter que continha referências ao relacionamento de Cabello e Shawn Mendes. A morena iniciou sua apresentação assistindo “June Gloom” em um computador, quebrando-o em seguida, e cantou “GODSPEED”.

Mais tarde, Ariana Grande venceu a categoria de Melhor Cinematografia pelo clipe de “we can't be friends (wait for your love)” e Dua Lipa ganhou a de Melhor Coreografia pela música “Houdini”. Outro resultado muito aguardado durante a noite foi o de Artista Revelação, que se destinou ao sucesso Chappell Roan.

Sendo este o seu terceiro prêmio do VMA, Anitta foi a próxima a subir ao palco, na categoria de Melhor Vídeo Latino com “Mil Veces”. Com isso, a “Girl From Rio” venceu por três anos seguidos: em 2022 por “Envolver” e em 2023 por “Funk Rave”. Tanto na plateia quanto nas redes sociais, a brasileira foi ovacionada e recebeu elogios.

 

Anitta recebendo sua estatueta no palco do VMA 2024
Anitta ganhou sua terceira estatueta no VMA 2024 com Mil Veces - Foto: Mike Coppola/Getty Images

O prêmio de Melhor Vídeo do Ano foi para “Fortnight” de Taylor Swift e Post Malone e “Human” do cantor Lenny Kravitz levou a estatueta de Melhor Clipe de Rock. Por fim, Le Sserafim performou “Crazy” e enlouqueceu os admiradores do grupo. Também no k-pop, o grupo Seventeen levou o prêmio de Melhor Banda.

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Diretor de “The Room Next Door”, Pedro Almodóvar, leva o Leão de Ouro, mas brasileiros também triunfam com “Ainda Estou Aqui”
por
João Pedro Stracieri
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15/09/2024 - 12h

O Festival Internacional de Cinema de Veneza teve sua 81ª edição no dia 28 de agosto e seus resultados foram divulgados na cerimônia de encerramento, dia 7 de setembro de 2024, realizada no Palazzo del Cinema, no Lido de Veneza, na Itália. O tradicional festival ocorre desde 1932, sendo o mais antigo dedicado à sétima arte e um dos mais influentes da indústria, ao lado de Cannes e Berlim. 

A atriz francesa e presidente do júri do evento, Isabelle Huppert, anunciou os vencedores da edição. O grande destaque do evento foi “The Room Next Door” (em tradução livre, “O Quarto ao Lado”), dirigido pelo cineasta espanhol Pedro Almodóvar. O filme venceu o Leão de Ouro de Veneza e foi aclamado durante 18 minutos em sua primeira exibição na mostra italiana.

 

O espanhol Pedro Almodóvar vence Leão de Ouro por “The Room Next Door” – Foto: Marco Bertorello/AFP
O espanhol Pedro Almodóvar vence Leão de Ouro por “The Room Next Door” – Foto: Marco Bertorello/AFP

 

Em seu discurso, Almodóvar dedicou o prêmio às duas atrizes protagonistas, Tilda Swinton e Julianne Moore. O diretor também comentou sobre a história da obra: “É um filme sobre duas mulheres. Como diretor, um dos privilégios é que somos o primeiro destino quando acontece um milagre. Tanto Tilda como Julianne colocaram muitos dias nesse filme e nunca vou ter palavras o suficiente para agradecê-las”.

 

Tilda Swinton e Julianne Moore em “The Room Next Door” – Foto: Divulgação/Sony Pictures
Tilda Swinton e Julianne Moore em “The Room Next Door” – Foto: Divulgação/Sony Pictures

 

“O filme fala de uma mulher em um mundo agonizante e de outra mulher que decide compartilhar seus últimos dias com ela. Acompanhar um doente terminal, saber estar ao lado, é uma das grandes qualidades de uma pessoa. O filme fala, entre outras coisas, não só de solidariedade, mas também da decisão de terminar a vida devido a uma dor sem solução. Creio que é um direito fundamental de todo ser humano. Não é um assunto político, é humano”, declarou Almodóvar.

Outro filme que se destacou foi o longa brasileiro “Ainda Estou Aqui”, dirigido pelo também diretor de “Central do Brasil”, Walter Salles. Escrito por Murilo Hauser e Heitor Lorega, e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, “Ainda Estou Aqui” levou o prêmio de melhor roteiro, além de ser ovacionado durante 10 minutos ininterruptos. A obra também estreou no Rotten Tomatoes com 94% de aprovação dos críticos.

 

Os roteiristas Murilo Hauser e Heitor Lorega são premiados por “Ainda Estou Aqui” – Foto: Alberto Pizzoli/AFP
Os roteiristas Murilo Hauser e Heitor Lorega são premiados por “Ainda Estou Aqui” – Foto: Alberto Pizzoli/AFP

 

Além dos prêmios citados, outros que tiveram grande relevância foram Brady Cobert, pela sua direção magistral em “The Brutalist”; Vincent Lindon, por sua atuação em “The Quiet Son”; e Nicole Kidman, que levou o prêmio de melhor atriz em “Babygirl”, mas que não subiu ao palco para receber a estatueta devido a triste notícia do falecimento de sua mãe.

 

Origem dos principais prêmios do Festival de Veneza

O galardão de maior importância concedido pelo júri do Festival de Veneza é o famoso Leão de Ouro. O prêmio leva esse nome por ser uma representação do Leão de São Marcos, símbolo impresso na bandeira da República de Veneza.

Já a Taça Copa Volpi recebe esse nome em homenagem ao Conde Giuseppe Volpi di Misurata, Ex-Ministro das Finanças do Reino da Itália e fundador do Festival de Cinema de Veneza. Por sua vez, o Leão de Prata possui duas versões principais, uma para o melhor diretor e outra para o segundo melhor filme do festival. 

Outro prêmio muito significante é o Marcello Mastroianni, criado para reconhecer o melhor ator ou atriz em ascensão. Criado em 1998, seu nome é uma homenagem ao ator homônimo, considerado o mais importante ator da Itália.

Por fim, o Golden Osella é um prêmio concedido em diversas categorias, como roteiro, direção, fotografia e contribuições técnicas. O nome tem origem na osella, uma medalha que os doges de Veneza distribuíam para vários competidores entre os anos de 1521 e 1797.

 

Veja abaixo a lista dos vencedores do Festival de Veneza de 2024

Leão de Ouro – “The Room Next Door”, de Pedro Almdóvar

Grande Prêmio do Júri – “Vermiglio”, de Maura Delpero

Leão de Prata de Melhor Diretor – “Brady Corbet”, por “The Brutalist”

Melhor Roteiro – Murilo Hauser e Heitor Lorega, por “Ainda Estou Aqui”

Copa Volpi de Melhor Ator – Vincent Lindon, por “The Quiet Son”

Copa Volpi de Melhor Atriz – Nicole Kidman, por “Babygirl”

Melhor Jovem Ator (prêmio Marcello Mastroianni) – Paul Kircher, por “And Their Children After Them”

Prêmio Especial do Júri – “April”, de Dea Kulumbegashvili

 

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“Circus Maximus” abre sequência de shows do cantor no país em apresentação eletrizante
por
Gabriel Lourenço Schiavoni
João Pedro Lindolfo
Lucas Rossi
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13/09/2024 - 12h

Painel de luz presente no show do Travis Scott Foto: Lucas Rossi e Gabriel Lourenço

 

Nesta quarta-feira (11), ocorreu, em São Paulo, o show do rapper Travis Scott, com ingressos esgotados, parte de sua turnê  "Circus Maximus", no estádio Allianz Parque, localizado na zona oeste de São Paulo. O rapper, que conta com mais de 68 milhões de ouvintes mensais no Spotify, é um dos nomes mais influentes do ramo.

Multidão curtindo o show do artista americano Foto: Lucas Rossi e Gabriel Lourenço 

 

Em sua apresentação, Travis incendiou o público com uma performance eletrizante que deixou todo mundo de pé, com hits como “Sicko Mode”, “Goosebumps” e “Butterfly Effect”. Durante todo o show, os fãs presentes na pista realizaram “rodas punk”, nas quais o público abre um espaço para dançarem e se movimentarem de forma energética em meio a um “bate cabeça”.

Em quase uma hora e vinte minutos de show, Scott trouxe um ritmo empolgante, emendando músicas sem interrupções. O auge da animação da apresentação ocorreu quando o cantor performou seu último sucesso, FE!N, cinco vezes seguidas, para o delírio dos presentes no estádio.

Público animado abrindo uma roda punk durante a apresentação de FE!N  Foto: Lucas Rossi e Gabriel Lourenço

 

Entretanto, alguns fãs saíram decepcionados, com a expectativa de participações especiais, principalmente a do rapper norte americano Playboi Carti, parceiro de Travis em FE!N, que esteve presente em São Paulo recentemente no show do The Weeknd no Estádio do Morumbi, no sábado (07).

A setlist escolhida teve enfoque em  seu último álbum, “Utopia”, lançado em 2023. Essa foi a segunda vez que Travis se apresentou em São Paulo: em 2022, o rapper participou da primeira edição do Primavera Sound.

Os valores dos ingressos variaram de R$245,00 (meia-entrada na cadeira superior) a R$890,00 (inteira na pista premium), e o público total ultrapassou 46 mil pessoas.

O show em São Paulo foi apenas o início de sua sequência de apresentações no Brasil. Na sexta-feira, dia 13, o rapper será um dos headliners do principal festival de música no país: o Rock in Rio, que ocorrerá na Cidade do Rock, localizada na zona oeste da capital carioca. A apresentação será no Palco Mundo, principal palco do festival.

A expectativa é de que o Rock in Rio 2024 reúna mais de 700 mil pessoas. Durante a pré-venda, os ingressos se esgotaram em apenas 2 horas e 15 minutos. O evento vai até dia 22 de setembro, e também conta com nomes como Shawn Mendes, Avenged Sevenfold, Imagine Dragons e Katy Perry.

 

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