A comunidade construiu a maior plataforma de TCG do país
por
Thomas P. Fernandez
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23/06/2026 - 12h

A LigaMagic nasceu como um fórum de discussões em setembro de 2001. Ao longo dos 25 anos, a Liga acompanhou a expansão dos jogos de cartas colecionáveis (TCGs) no Brasil. O que começou como um espaço para jogadores trocarem informações, estratégias e experiências, transformou-se no maior marketplace e um dos principais pilares dos TCGs no país. Em um universo onde uma única carta pode ser uma peça essencial numa partida de torneio e um item de coleção e negociação, os TCGs construíram no Brasil uma comunidade que vai muito além das mesas de jogos. A trajetória da LigaMagic acompanha essa evolução, saindo de uma comunidade online de jogadores para uma das maiores plataformas do cenário nacional.

A história da LigaMagic começou antes mesmo de existir uma plataforma ou um marketplace. No fim dos anos 1990, quando a internet ainda estava dando os seus primeiros passos no Brasil, a comunidade de Magic: The Gathering se organizava principalmente por meio de fóruns, chats e presencialmente. Foi nesse cenário que Diogo Pires e Valdebrando Rafael P. Giovanini, fundadores da LigaMagic, começou a criar espaços digitais para aproximar os jogadores e fortalecer a comunidade que ainda era pequena no país. A ideia surgiu a partir de um grupo de jogadores de São José dos Campos, chamado de SJC Team, formado por pessoas que treinavam juntas, participavam de campeonatos e compravam cartas. A partir disso, Diogo criou um blog para registrar partidas e compartilhar informações sobre o cenário competitivo.

O projeto cresceu junto com a internet brasileira. A ideia original era uma página para os jogadores terem acesso a resultados de torneios, mas encontrou outra demanda: os jogadores queriam espaço para conversar, organizar partidas e encontrar maneiras mais eficientes para participar do cenário competitivo. Na época, grande parte da comunicação acontecia em fóruns e canais de conversa online, como o mIRC, em que os jogadores trocavam informações e combinavam campeonatos. A partir disso, surgiu a ideia de criar uma ferramenta mais estruturada. “Eu fiz um site que era muito feio visualmente, mas ele era funcional para o pessoal se inscrever, ver rodada. E aí que começou esse negocio”, conta Diogo em entrevista a Agemt. 

A experiência mostrou que existia uma demanda maior dentro da comunidade, os jogadores não precisavam apenas de um espaço para conversar sobre o jogo, mas também uma maneira mais simples de encontrar as cartas para jogar. Foi nesse momento que Valdebrando Rafael P. Giovanini teve a inspiração de evoluir o projeto. “O objetivo do fórum inicialmente era fazer a galera discutir Magic. Era muito forte naquela época. Em 2000, 2001, a gente tinha mais de duas mil, três mil mensagens por dia e a principal dificuldade era conseguir as cartas”, conta Valdebrando em entrevista a Agemt.

A partir dessa necessidade surgiu o Bazar da Liga, ferramenta que permitia aos jogadores comprarem e venderem cartas entre si. Segundo Rafael, o mercado de cartas avulsas ainda era pouco desenvolvido no Brasil, com poucas lojas especializadas trabalhando com esse tipo de produto, “Naquela época tinha duas, três lojas no Brasil? Talvez tivesse um pouco mais de loja vendendo Magic, mas elas não trabalhavam com singles.” Com o crescimento da plataforma, a LigaMagic passou de ser apenas um espaço para a comunidade e começou a criar uma estrutura para o mercado de TCG no país. O marketplace aproximou os jogadores, vendedores e lojas, permitindo que negociações que antes dependiam de contatos pessoais acontecessem dentro de um ambiente mais amplo e organizado. Essa transformação também ajudou as lojas especializadas a crescer, sem precisar desenvolver toda uma estrutura tecnológica, focando somente na venda de cartas. Ao longo dos anos, a Liga acompanhou a evolução dos TCG no Brasil, o que começou como uma pequena comunidade de jogadores, foi crescendo, juntando lojas, torneios, criadores de conteúdo e um mercado inteiro. Para os fundadores, a força da Liga veio justamente dessa combinação entre tecnologia e comunidade: uma plataforma criada para resolver problemas dos próprios jogadores, mas que acabou se tornando parte da estrutura que sustenta o universo dos jogos de cartas no país. 

Diogo e Valdebrando Rafael, no Liga Fest
Diogo e Valdebrando Rafael, no LigaFest - Imagem: Arquivo Pessoal

Ao longo dos anos, a plataforma também passou a ocupar um espaço de produção de conteúdo, informação e relacionamento com os jogadores, criando uma rotina que aproximou ainda mais a comunidade dos jogos de cartas colecionáveis. Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic e pelas transmissões dos torneios, acompanhou essa transformação de perto. “A mesma plataforma não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga, as pessoas já conhecem os redatores, que toda terça tem artigo do Jeff, toda quarta tem a minha live, e tem gente que manda mensagem falando: “Bom dia e como você está”. A mesma pessoa, tem muita gente que entra esporadicamente, mas a maioria são as mesmas pessoas”, Juliano conta em entrevista a Agemt. Para ele, a produção de conteúdo se tornou uma das principais formas de manter a comunidade ativa e conectada, especialmente em um cenário onde os jogos de cartas passaram a crescer para além das mesas de competição. Segundo Juliano, “Eu acho que esse braço da LigaMagic existe muito mais porque os donos da LigaMagic querem manter isso como um serviço à comunidade. Eles se preocupam realmente em ter uma comunidade do Magic aqui no Brasil e em ter as coisas funcionando”. Essa relação com o público se fortaleceu por meio dos artigos, notícias, vídeos e transmissões, que passaram a fazer parte da rotina dos jogadores. Com o tempo, a Liga deixou de ser apenas um espaço acessado quando alguém precisava comprar uma carta e passou a criar uma presença diária dentro da comunidade.

Além dos textos publicados no portal, as transmissões dos torneios também passaram a ocupar um papel importante dentro desse ecossistema. A cobertura de campeonatos aproximou jogadores que nem sempre conseguem acompanhar os eventos presencialmente e criou uma nova forma de consumir o cenário competitivo. Esse contato constante com a comunidade também fez com que a Liga acompanhasse a expansão dos próprios TCGs no Brasil. Com a chegada de novos jogos de cartas colecionáveis, a produção de conteúdo precisou se adaptar a diferentes públicos, estratégias e formatos competitivos. Juliano explica que passou a acompanhar outros jogos além de Magic: the Gathering, estudando novos cenários para entender como cada comunidade funciona. “Eu tive que aprender mais sobre Flesh and Blood, mais sobre One Piece, mais sobre Riftbound, Lorcana. Hoje todo TCG que lança eu meio que tenho que aprender mais sobre ele”.  A mudança mostra como a própria Liga acompanhou a transformação do mercado de TCGs no país. Para Juliano, esse trabalho de comunicação é parte essencial da identidade da plataforma.

 

Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da Liga Magic
Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Com o crescimento da LigaMagic, ela começou a ter um papel importante dentro da economia de todos os TCG. Mais do que aproximar jogadores e lojas, a Liga ajudou a organizar um mercado que antes funcionava de uma maneira mais descentralizada, criando uma referência para preços, negociações e circulação de cartas. André Manenti, criador do canal UMotivo, canal do Youtube sobre TCG, acompanhou a evolução tanto como jogador quanto alguém que analisa o mercado. Para ele, a Liga se tornou uma das principais estruturas do cenário brasileiro ao facilitar a relação entre quem compra, vende e coleciona cartas. “A Liga, sendo um dos pilares do ecossistema de TCGs no Brasil hoje, desempenha um papel de extrema relevância. Um papel de desburocratização do mercado secundário, um verdadeiro hub que facilita a vida de quem está no hobby ”, afirma André à Agemt.  A relação de André com a plataforma começou quando ele era somente um jogador. “Foi através de um notebook velho em uma livraria há 15 anos que descobri, junto com um amigo, que havia um site que me permitia saber o preço dos cards que eu tinha. Esse mesmo site me permitia negociar esses cards e participar de leilões dos cards que eu buscava ”. 

Além da experiência como usuário, André também estudou a relação entre TCG e o mercado financeiro, o seu trabalho de conclusão de curso intitulado: "Magic: The Gathering, do Hobbie ao Lucro" foi um artigo publicado no congresso de controladoria e finanças do curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Nesse artigo pude realizar um questionário com milhares de respostas, que juntas me permitiram entender quais elementos influenciam na obtenção ou não de lucro ao se vender uma coleção de Magic. Aspectos como condição física, ilustração, idioma e edição do card. Foi uma experiência muito interessante e com certeza me ajudou a encontrar algo de suportável em um ambiente nem tão empolgante quanto o da contabilidade. O estudo foi bastante surpreendente, para ser sincero. É de se esperar que jogadores que se intitulam ‘investidores’ tenham mais lucro que jogadores casuais ou novatos, até aí, nada de genial. Em contrapartida, não foi encontrada correlação alguma entre jogadores menos criteriosos no que tange idioma, condição física e ilustração do card. Analisando de maneira avulsa cada uma das três variáveis, a única que apresentou impacto no lucro foi a condição física”, explica. 

 

André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo
André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Dentro desse cenário, a LigaMagic passou a ter uma influência direta na formação de preços. Por reunir uma grande quantidade de anúncios e negociações, a plataforma se tornou uma das principais referências utilizadas por jogadores e lojas para acompanhar valores. “A Liga acaba sendo um dos principais locais usados para acompanhar as variações nos preços dos cards. Ou seja, a existência da Liga impacta diretamente na lucratividade de alguns jogadores dentro do hobby”.Essa influência fez com que a Liga se transformasse em uma espécie de parâmetro do mercado brasileiro. Entre os jogadores, quando estão fazendo vendas e trocas entre si, existe a famosa frase “Faz pelo menor da Liga?”, que significa utilizar o valor da carta pelo menor valor que a Liga Magic está mostrando que a carta tem. Esse termo se tornou uma espécie de cotação, usado por quase todos os jogadores no Brasil. Apesar da valorização económica dos TCG, André também destaca os riscos de um mercado cada vez mais movimentado. Segundo ele: ”Grandes perfis do mundo dos TCGs também conseguem manipular buyouts, inflacionar preços, gerar demanda, FOMO e coisas do tipo. Um simples deck tech pode aumentar a procura e um vazamento falso de banimento pode derreter o preço de um card”.Mesmo com essas mudanças, André vê o cenário atual de forma positiva. Para ele, nunca foi tão fácil encontrar cartas e participar do hobby. A Liga, nesse processo, acabou se tornando parte da estrutura que sustenta essa nova fase dos TCGs no Brasil. A influência da LigaMagic também pode ser observada fora do ambiente digital, nas lojas físicas e na rotina dos jogadores que utilizam a plataforma diariamente.

Natan Souza, dono da loja Akagami, acompanha essa relação como lojista. Sua trajetória dentro dos TCG começou ainda na infância, quando conheceu o universo do TCG por influência do seu primo. Ele transformou o hobby em uma atividade que, anos depois, se tornaria um negócio. “Sempre fui fã de Pokémon desde pequeno. Quando cheguei nos meus 10 a 12 anos comecei a colecionar cartinhas por influência de um primo mais velho que já colecionava. Desde então segui firme como meu hobby principal até se tornar uma renda extra na minha adolescência.”, conta Natan à Agemt.

 

Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal
Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal

 

A Liga, segundo ele, ajuda a quebrar a distância entre consumidores e produtos, especialmente em locais onde existem menos opções para quem joga ou coleciona. A plataforma permite que lojas tenham clientes de diferentes regiões, aumentando o alcance de seus negócios. Apesar dos benefícios, Natan também aponta desafios dentro desse modelo. Um dos principais pontos está na concorrência entre diferentes vendedores dentro do marketplace, já que lojas físicas possuem custos diferentes de operações menores. Outro ponto é a falta de critérios mais específicos para a atuação dentro da plataforma, que pode criar diferenças entre vendedores com estruturas completamente distintas. A Liga funciona como uma ferramenta necessária, mas precisa trazer mais melhorias e inovações para os lojistas, avalia Natan.

Do outro lado desse ecossistema, estão os jogadores, que utilizam a plataforma não apenas para comprar cartas, mas também para encontrar comunidades, torneios, notícias e conteúdo original da Liga. Christian Santos joga TCG há mais de 30 anos e acompanhou diferentes fases desse universo. Para ele, o principal elemento que mantém os TCG vivos é a comunidade. A competição tem o seu papel mas é o contato com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse que mantém elas engajadas nesse hobby. A relação de Christian com a LigaMagic começou há cerca de 5 anos, quando passou a utilizar a plataforma para encontrar cartas e acompanhar valores. Hoje, o site faz parte da sua rotina diária. “Uso principalmente para comprar cartas e verificar preços. A plataforma facilita muito esse processo, porque centraliza várias lojas e permite comparar valores rapidamente.”, explica. Para ele, a relação entre a plataforma e as lojas físicas não é de substituição, mas de complemento. Enquanto a Liga facilita o acesso e a comparação de preços, os espaços presenciais continuam tendo um papel fundamental na experiência social do TCG. Christian também destaca a importância dos eventos competitivos organizados pela LigaMagic, como o Circuito LigaMagic, que ajudam a reunir jogadores de diferentes regiões e fortalecem o cenário nacional.

 

Christian Santos, bancário e jogador de Magic
Christian Santos, bancário e jogador de Magic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

“A plataforma funciona como um ponto de encontro para jogadores e lojistas. Ela facilita não só as transações, mas também a conexão entre as pessoas, o que é fundamental para manter a comunidade ativa e em crescimento”, comenta. Para o jogador, depois de 25 anos, a LigaMagic se tornou parte da própria estrutura do TCG no Brasil. Mais do que um marketplace, ela passou a conectar diferentes lados de um mesmo universo: quem vende, quem compra, quem compete e quem simplesmente encontra nos TCG uma forma de socializar com outras pessoas.

Ao longo de 25 anos, a LigaMagic acompanhou a transformação do TCG no Brasil. Com um começo humilde, a Liga agora alcança milhares de pessoas que encontram no TCG um hobby que traz competição e novas amizades. A trajetória da Liga também mostra como a necessidade dos próprios jogadores acabou se transformando em uma das principais bases do cenário nacional. Ao reunir compra, venda, informação e comunidade em um mesmo ambiente, a plataforma ajudou a organizar um mercado que antes dependia muito de contatos individuais, encontros presenciais. Além de facilitar o lado de negociações, a Liga passou a funcionar como um ponto de conexão entre várias partes do ecossistema de TCG: jogadores conseguem encontrar cartas mais facilmente, acompanhar eventos e torneios, as lojas ampliam seu alcance e conseguem se aproximar de consumidores de diferentes regiões do país. O mundo dos TCG cresce cada vez mais a cada ano, novos jogos, crescimento da base de jogadores de jogos já existentes, essa organização ajuda a fortalecer o desenvolvimento do hobby no Brasil. 

 

Jogadores no Liga Fest 2025
Jogadores no LigaFest 2025 - Foto: LigaFest/Divulgação

 

A forma como os jogos de cartas colecionáveis são vistos também mudou nos últimos anos. Antes tratados principalmente como um passatempo de nicho, os TCGs passaram a ganhar uma exposição maior com a popularização de criadores de conteúdo e grandes movimentações envolvendo cartas raras. Casos como o de influenciadores internacionais, como Logan Paul, chamando atenção para cartas de alto valor, ajudaram a aproximar parte do público de uma visão mais econômica desse universo, em que algumas cartas passaram a ser enxergadas como ativos de coleção e não apenas como itens de jogo. Esse movimento trouxe novas oportunidades, mas também novos desafios para o mercado. A valorização das cartas aumentou o interesse pelo hobby, atraiu novos jogadores e fortaleceu lojas e plataformas especializadas, mas também criou discussões sobre especulação, inflação de preços e o risco de transformar um elemento cultural em apenas uma oportunidade financeira. 

Mesmo com os desafios de um mercado em constante transformação, como preços, acesso às cartas e a entrada de novos jogadores, a LigaMagic continua ocupando um papel central dentro desse ecossistema. Para jogadores e lojistas, a plataforma se tornou parte da rotina, conectando pessoas que fazem o hobby acontecer em diferentes pontos do país. Ao completar 25 anos, a LigaMagic representa mais do que a história de uma plataforma. Ela acompanha a própria evolução dos TCGs no Brasil: da época dos fóruns e pequenas comunidades até um cenário com grandes torneios, lojas especializadas e um mercado cada vez mais estruturado. O futuro dos jogos de cartas ainda continua sendo construído, mas a Liga já faz parte da história de como essa cultura cresceu e se consolidou no país.

 

Reimaginação do primeiro jogo da franquia chegará em fevereiro do próximo ano
por
Luis Henrique Oliveira
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18/06/2026 - 12h

Na primeira terça-feira do mês (02), a Crystal Dynamics apresentou o trailer de Tomb Raider: Legacy of Atlantis durante a State of Play, evento da Sony para divulgar lançamentos para as plataformas Playstation, e confirmou que o jogo será lançado em fevereiro de 2027. Confira:

 

Desenvolvido em parceria com a empresa Flying Wild Hog e distribuído pela Amazon Games, o jogo será uma releitura de Tomb Raider (1996), primeiro game da franquia. Na história, a arqueóloga Lara Croft é contratada para recuperar as peças espalhadas do Scion, um artefato místico de poder imensurável pertencente à civilização perdida de Atlântida.

“É a aventura que os fãs lembram, reformulada de maneiras que não eram possíveis 30 anos atrás, agora com novas surpresas. Não importa se o original está gravado na sua memória ou se você acabou de conhecer a Lara, esta é a melhor forma de conhecer o início da lenda” disse o líder global de conteúdo e comunidade da Amazon Game Studios, Michael Lovan, para o blog da Playstation.

Essa é a segunda vez que o clássico de 1996 ganha um remake. Em 2007, a própria Crystal Dynamics lançou Tomb Raider: Anniversary, uma versão do vídeo-jogo com gráficos atualizados para os consoles da época.

Frame da personagem Lara Croft, protagonista de Tomb Raider, lutando contra dinossauros
Lara Croft volta a lutar contra dinossauros em Legacy of Atlantis. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

Legacy of Atlantis retoma a mesma narrativa de 30 anos atrás para as plataformas da nova geração, refeita do zero com o programa Unreal Engine 5 a fim de trazer visuais mais realistas. Na nova releitura, os ambientes foram expandidos e semiconectados, permitindo que o jogador explore os espaços por diferentes ângulos e descubra itens colecionáveis, segredos e recursos escondidos para quem quiser ir além do caminho principal.

O uso de IA no desenvolvimento

 

Na última atualização do jogo na página da Steam, foi revelado que os desenvolvedores utilizaram inteligência artificial na “exploração inicial” e desenvolvimento de conteúdos temporários durante a produção, posteriormente substituídos ou refinados por artistas humanos.

“Na Crystal Dynamics, utilizamos ferramentas de IA para ajudar nossas equipes a iterar ideias com mais rapidez e eficiência, garantindo que todo o conteúdo final do produto seja criado por humanos. Nosso objetivo é potencializar a criatividade e a flexibilidade de nossos desenvolvedores para oferecer experiências da mais alta qualidade para jogadores em todo o mundo”, comunicou a Crystal Dynamics em nota para o site Eurogamer.

A empresa não especificou quais elementos foram produzidos com o auxílio da ferramenta.

Lara croft, protagonista da série Tomb Raider, em um dos frames para o novo jogo da franquia.
Novo jogo servirá para unir as três linhas alternativas que existiam na franquia. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

 

Tomb Raider: Legacy of Atlantis foi anunciado oficialmente na última edição do The Game Awards, ao lado de Tomb Raider: Catalyst, aventura inédita de Lara Croft sem data de lançamento definida.

O jogo será lançado para Playstation 5, Xbox Series X e S, Nintendo Switch 2 e PC (via Steam) e já está em pré-venda.

Os jogadores que comprarem nessa fase terão acesso à Survivor Outfit, uma skin exclusiva. Já a versão deluxe contará com a Parisian Outfit, releitura do traje que a personagem usa durante o jogo The Angel of Darkness (2003), além de uma DLC de história pós-lançamento.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O filme baseado no livro O auto da compadecida, escrito por Ariano Suassuna, e dirigido por Guel Arraes, conta as aventuras dos amigos nordestinos João Grilo, um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó, o mais covarde dos homens. A dupla luta para sobreviver.

No pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba, João Grilo e Chicó, vivem aplicando golpes, sendo um deles o famoso enterro da cachorra de estimação da patroa deles. Golpe que envolve o Padre, fazendo uma sátira, de que todos podem ser comprados.

Nem o temido cangaceiro Severino de Aracaju, fazendo referência a Lampião, escapa das artimanhas de João Grilo e Chicó. Movido por sua fé em Padre Cicero, cai no golpe de tomar um tiro, influenciado pela dupla, na ilusão de que vai conhecer seu padin. Já que ver diante dos seus olhos João Grilo “ressuscitar”, pensa que o mesmo irá acontecer com ele. Mas é apenas enganado e morre de verdade.

O cangaceiro parceiro de Severino, não perdoa a mentira de João e o mata na porta da igreja. A história começa a se passar em um lugar, que representa o juízo final e

lá cada um será julgado, de acordo com o que fez na terra. O Padre e o Bispo, figuras de santidade, vão para o purgatório, já Severino de Aracaju que matou mais 30 é perdoado e vai para o céu, mostrando que todos colheram o que plantou.

João por sua vez, tem a chance de se redimir com a aparição de Nossa Senhora, a compadecida. Ela como uma mãe intercede por ele a seu filho Jesus, e o convence a deixar João volatar.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

Verity é um romance é um thriller psicológico da autora norte-americana Colleen Hoover. Foi inicialmente publicado pela própria autora em 2018. Nascida em 1979 no Texas, famosa por dominar as listas de best-sellers com romances, suspenses psicológicos e ficção "New Adult". Conhecida pelo fenômeno no TikTok ("BookTok"), começou autopublicando suas obras e ficou mundialmente famosa por livros como É Assim Que Acaba (It Ends with Us).

A escrita de Colleen Hoover é marcada por narrativas intensamente emocionais, fluidas e viciantes, focadas em romances contemporâneos, dramas familiares e, frequentemente, suspense psicológico. Seus livros abordam temas pesados, como

violência doméstica, luto e abuso. Com profundidade, mantendo uma leitura rápida, acessível e repleta de reviravoltas surpreendentes

O livro conta a história de uma escritora famosa, cujo nome é Verity, que ganhou fama após escrever uma saga de livros. Porém tudo muda, quando sua vida, parece ser um imã de tragédias, marcado pela morte das filhas gêmeas e um grave acidente de carro, que a deixa catatônica, aos cuidados de seu marido Jeremy Crawford.

No outro lado da história temos Lowen Ashleigh, uma escritora falida contratada para finalizar a série de sucesso de Verity Crawford, aceitando finalizar os últimos três livros da saga, com a condição de assinar com o pseudônimo Laura Chase.

Ela é convidada por Jeremy a ficar na casa da família Crawford, para obter informações e detalhes, que ajudem nessa missão. Mas um manuscrito escondido, escrito por Verity, revela segredos perturbadores, manipuladores e violentos sobre seu casamento e filhos, fazendo Lowen questionar se a Sra. Crawford está mesmo catatônica. O plot twist vêm vem quando ela encontra uma carta, escrita por ela.

Conforme passa-se os dias na casa, Lowen e Jeremy, vão se aproximando e se apaixonando. A desconfiança de Lowen, sobre o estado de Verity, é verdadeira, fazendo com que ela tome decisões perturbadoras.

A principal discussão gira em torno da veracidade da carta final versus o manuscrito, dividindo os leitores entre teorias sobre quem é a verdadeira vilã.

Nas redes o livro gera a dicotomia "ame ou odeie", com alguns elogiando o suspense e outros achando a resolução preguiçosa ou incoerente.

Em 2 de outubro de 2026, o livro ganhará uma adaptação cinematográfica. O thriller psicológico, produzido pela Amazon MGM Studios e dirigido por Michael Showalter, estrela Dakota Johnson (Lowen Ashleigh), Anne Hathaway (Verity Crawford) e Josh Hartnett (Jeremy Crawford).

A adaptação também divide os públicos, há curiosidade sobre como o filme lidará com as revelações perturbadoras da autobiografia de Verity e o dilema de Lowen sobre esconder ou não a verdade de Jeremy. Há os que acham positivo, pois o trailer mostra, algumas cenas fiéis ao livro, há aqueles que se preocupam, achando que vai ser flopado, assim como foi com as outras adaptações dos livros da autora.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O texto apresentado, em especial as ideias de Roland Barthes, propõe uma reflexão profunda sobre o papel do mito na sociedade contemporânea e sua relação direta com a linguagem, a cultura e os meios de comunicação. Longe de ser apenas uma narrativa antiga ou religiosa, o mito aparece como um sistema de significação ativo, capaz de naturalizar ideias, valores e ideologias, tornando-as aceitas socialmente sem questionamento. Para o campo do jornalismo, essa perspectiva é fundamental, pois coloca em evidência o poder simbólico da informação e da narrativa no cotidiano social.

Barthes entende o mito não como um objeto fixo, mas como uma forma de discurso. Isso significa que ele pode se manifestar em diferentes linguagens: textos jornalísticos, imagens publicitárias, discursos políticos, programas televisivos e até em notícias aparentemente neutras. O mito opera quando transforma construções históricas e ideológicas em algo que parece “natural”, ocultando seus processos de produção e seus interesses. Assim, o senso comum passa a tomar essas narrativas como verdades universais, quando na realidade são fruto de contextos sociais específicos.

Nesse sentido, o jornalismo ocupa uma posição ambígua. Por um lado, tem o potencial de desmistificar, revelar contradições e questionar discursos dominantes. Por outro, pode reforçar mitologias contemporâneas quando reproduz estereótipos, simplifica narrativas ou trata determinados fenômenos sociais de forma acrítica. Barthes aponta que o mito se alimenta exatamente dessa aparência de neutralidade, o que torna a prática jornalística um espaço estratégico para sua circulação.

Os textos também abordam a ideia de que o mito contemporâneo não desapareceu, apenas mudou de forma. Diferente dos mitos tradicionais, que vinham estruturados em narrativas épicas ou religiosas, o mito atual se fragmenta e se infiltra no cotidiano. Ele pode estar presente na figura do herói moderno, criado pela mídia, ou na idealização de estilos de vida, consumo e sucesso pessoal. A televisão, a imprensa e, atualmente, as redes digitais funcionam como grandes fábricas de mitos, produzindo sentidos que organizam a percepção social da realidade.

Outro ponto presente nos textos é a relação entre mito e ideologia. Barthes afirma que o mito funciona como uma fala ideológica que se esconde atrás da naturalização. Quando uma ideia é apresentada sem contexto histórico ou sem conflito, ela se torna mito. No jornalismo, isso se manifesta, por exemplo, quando desigualdades sociais são tratadas como algo “normal”, quando certos grupos são

sempre representados de forma estigmatizada ou quando interesses econômicos aparecem como necessidades universais.

Para uma estudante de jornalismo, essa leitura provoca um deslocamento importante: compreender que informar não é apenas relatar fatos, mas também disputar sentidos. O jornalismo, ao lidar com a linguagem, participa ativamente do campo simbólico e, portanto, tem responsabilidade na forma como a sociedade compreende a si mesma. Desmistificar, nesse contexto, não significa eliminar os mitos, mas torná-los visíveis, evidenciar seus mecanismos e devolver ao leitor a capacidade crítica.

Por fim, os textos reforçam que o mito continua sendo uma ferramenta poderosa de organização social. Ele não desaparece porque responde a uma necessidade humana de sentido e narrativa. Contudo, cabe ao jornalismo crítico reconhecer esses mecanismos e atuar não como reprodutor automático de discursos, mas como mediador consciente da realidade. Assim, o desafio não é negar o mito, mas compreender como ele opera e quais interesses ele serve em cada contexto histórico.

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Discussão vem à tona após estadunidense arrecadar US$10 milhões com bandas fictícias
por
Catharina Morais
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12/11/2024 - 12h
The Weeknd, Billie Eilish, Drake e Taylor Swift, artistas que figuram o top 10 global no Spotify. Foto (da esquerda para a direita): Reprodução/@theweeknd @billieeilish @champagnepapi @taylorswift/ Instagram
The Weeknd, Billie Eilish, Drake e Taylor Swift, artistas que figuram o top 10 global no Spotify. Foto (da esquerda para a direita): Reprodução/@theweeknd @billieeilish @champagnepapi @taylorswift/ Instagram

A Inteligência Artificial (IA) transforma constantemente  inúmeras indústrias, e uma das mais afetadas— talvez a mais vulnerável quando se trata de questões legais e criativas—é a da música. A discussão sobre a importância da regulamentação da IA surgiu quando Michael Smith, um americano de 52 anos, foi acusado de utilizar a IA para criar músicas de bandas fictícias, e publicá-las em plataformas de streaming. 
Damian Williams, procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York, e Christie M. Curtis, diretora assistente interina do escritório de campo do FBI em Nova York, publicaram no site oficial da Justiça do governo dos EUA (United States Attorney’s Office- Southern District of New York) que Smith foi formalmente acusado em três processos criminais relacionados ao esquema. Segundo a diretora, para o site oficial da Justiça do governo dos EUA (United States Attorney’s Office- Southern District of New York),  ele arrecadou cerca de US$10 milhões em royalties através do uso de inteligência artificial e bots automatizados. 
Smith não apenas criou centenas de milhares de faixas com auxílio da IA, mas também usou bots para simular ouvintes, que reproduziam as músicas repetidamente para inflar os números de streaming. O golpe, que durou sete anos, permitiu que ele desviasse milhões de dólares, com suas bandas fictícias — que atendiam com nomes como Callous Post, Calorie Screams e Calvinistic Dust — e figuraram nas paradas das principais plataformas de música. A data ainda não foi divulgada mas seu julgamento será analisado por um magistrado dos EUA na Carolina do Norte. 

Tribunal de Condado de Nova York, onde o caso está sendo julgado. Foto: Reprodução/Viajando Para Nova Iorque
Tribunal de Condado de Nova York, onde o caso está sendo julgado. Foto: Reprodução/Viajando Para Nova Iorque

A escala massiva permitida pela IA foi crucial para que o crime passasse despercebido por tanto tempo, o que serviu como alerta para as plataformas de streaming reforçarem suas medidas de prevenção de fraudes. Embora algumas plataformas já tivessem sinalizado atividades suspeitas relacionadas a Smith em 2018, ele conseguiu operar até 2024.  
Essa combinação resulta na perda de uma fatia maior da receita de streaming, que prejudica aqueles que dependem de uma remuneração justa pelo seu trabalho criativo. A tecnologia de IA, capaz de compor melodias, harmonias e letras, está expandindo os horizontes criativos, mas gera debate entre os artistas. Em entrevista para a AGEMT, o artista e produtor Silvera comenta sobre benefícios, mas alerta: "Eu me divirto usando [IA] para fazer música. Para mim, o fator humano é quem faz e fará sempre a diferença".
No entanto, Pablo Cândido, que também trabalha na área de produção musical, vê a IA uma perda de autenticidade e da alma do trabalho humano. “Atualmente, as músicas feitas por IA são como hambúrgueres de fast food: sem gosto, parecem que estão lá pra preencher um vazio, enquanto a música ‘de verdade’ se tornou como um [hambúrguer] artesanal”, compara ele, também para a AGEMT.

O produtor musical Silvera, que produziu a música “Viver é sentir”. Foto: Reprodução/@silveramusic/Instagram
O produtor musical Silvera, que produziu a música “Viver é sentir”. Foto: Reprodução/@silveramusic/Instagram


A fraude do streaming e o papel da IA 


A música gerada pela IA se tornou um ponto de discórdia na indústria. A fraude do streaming reúne duas grandes preocupações dos artistas: a diluição dos royalties e o uso de bots para manipular os números de reprodução. O guitarrista Ney Silva comentou, em entrevista para a AGEMT sobre o assunto: "Com o uso da IA, perdemos o princípio de que música é a arte de expressar os sentimentos contidos em nossas almas... É sobre tocar vidas". 

Internacionalmente, músicos como Slash, do Guns N' Roses, já expressaram preocupação com a perda da autenticidade na música gerada por IA: "fria, sem alma e confusa". Ed Sheeran também falou sobre o impacto no mercado de trabalho, para a Audacy Live: "Se você está tirando o emprego de um ser humano, provavelmente é algo ruim". Embora a IA possa abrir portas para novas formas de criação, o futuro da música ainda enfrenta o desafio de definir até que ponto a tecnologia pode melhorar a produção musical sem comprometer sua essência.

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Evento é francês, apresenta 20 filmes inéditos e mostra de realidade virtual no Brasil
por
Sophia Razel
Letícia Alcântara
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12/11/2024 - 12h

Entre os dias 7 e 20 de novembro, os amantes de cinema poderão conferir a décima quinta edição do Festival Varilux de Cinema Francês. O evento contará com a exibição de 20 filmes inéditos em 60 cidades do Brasil. 

 Em São Paulo, os filmes serão exibidos nos seguintes espaços: Cine Marquise, Cine LT3, Cinemark Iguatemi, Cinépolis Jardim Pamplona, Espaço de Cinema Augusta, Cinesystem Frei Caneca, Cinesystem Pompeia, Kinoplex Itaim e REAG Belas Artes, sempre das 14h às 21h.

 Além da programação regular, o Varilux tem a segunda edição de uma Mostra de Realidade Virtual, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro – com entrada gratuita. O evento exibirá oito filmes selecionados na competição oficial de conteúdo criativo de realidade virtual da Bienal de Veneza. As sessões contam com cadeiras giratórias e óculos de RV, que proporcionam uma imersão completa ao espectador.  

Na capital paulista, os filmes da mostra serão exibidos no Espaço Augusta de Cinema, de 7 a 13 de novembro, e no Centro Cultural São Paulo, de 21 a 28 de novembro. Já no Rio de Janeiro, as exibições acontecem no Estação Net Rio, entre os dias 7 e 13 de novembro, e no Cinesystem Botafogo, de 14 a 20 de novembro, das 14h às 21h.

O Festival Varilux foi criado em 2008 pela Unifrance – organização que promove o cinema e a televisão franceses – com apoio da Embaixada da França no Brasil e da Delegação das Alianças Francesas. Fora da França, tornou-se o maior festival de cinema francês do mundo. Este ano, a curadoria dos filmes foi realizada por Michel Reilhac, produtor especializado em narrativas interativas.  

Confira mais informações sobre os curtas da Mostra de Realidade Virtual abaixo:   

All unsaved progress will be lost, de Melanie Courtinat (Venice Immersive 2022) – 10 min
O filme é uma viagem introspectiva a uma cidade abandonada e envolta em névoa, inspirada pela história de uma mulher que se recusou a deixar sua vila natal após um desastre. Uma presença ameaçadora continua a pairar de forma enigmática, criando um espaço onde o espectador pode projetar seus próprios medos e inseguranças.

Campo verde no entardecer, com uma ponte à direita, encoberto por névoa
Pôster do filme “All unsaved progress will be lost”. Foto: Bonfilm/Divulgação

 

Astra, de Oriane Hurard (Venice Immersive 2024) – 60 min
Uma imersão no universo da astronomia, em que se exploram diversos planetas, além de suas paisagens e atmosferas. O longa oferece uma abordagem interativa que permite aos espectadores entender o sistema solar de maneira direta.

Planeta, céu estrelado e formações rochosas
Pôster do filme “Astra”. Foto: Bonfilm/Divulgação

 

Champ de bataille, de François Vautier (Venice Immersive 2024) – 20 min
No ano de 1916, os campos de Verdun, na França, vivenciaram momentos de extrema violência. Em meio a esse cenário desolador, um soldado, chamado Julien, vivencia o horror da guerra, deixando para trás sua juventude e alegria. A experiência é no formato de um vídeo 360º e oferece uma imersão na vida nas trincheiras durante a Batalha de Verdun.

Homem caminhando num campo de batalha ao entardecer
 Pôster do filme “Champ de bataille”. Foto: Bonfilm/Divulgação

 

Empereur, de Marion Burger e Ilan Cohen (Prêmio Melhor Realização Venice Immersive 2023) – 40 min
Uma jornada ao interior da mente de um pai que perdeu a capacidade de se comunicar devido à afasia. Apresentada em uma estética monocromática, a narrativa íntima se desenrola como uma viagem com elementos surrealistas, enquanto explora a transformação emocional e mental do protagonista.

Imagem de uma mão encoberta por névoa
Pôster do filme “Empereur”. Foto: Bonfilm/Divulgação

 

Ito Meikyu, de Boris Labbé (Grande Prêmio de Venice Immersive 2024) – 15 min
Interior e exterior, exibição e observação, feminino e masculino; todas essas dualidades se confrontam ou se entrelaçam no interminável ciclo de um labirinto sem fim. A vida, neste contexto, se revela como uma tela viva, onde cada fio e cada caminho ramificado formam uma trama complexa e em constante evolução.

Linhas brancas que compõem uma imagem abstrata
Pôster do filme “Ito Meikyu”. Foto: Bonfilm/Divulgação

 

Mamie Lou, de Isabelle Andreani (Venice Immersive 2024) – 25 min
Mergulhado no universo espiritual dos ancestrais, o público acompanha Nana Lou em sua última jornada. Enquanto sua neta, Clémentine, dá à luz em uma maternidade em Tóquio, Nana Lou sofre um derrame em sua casa, na França, e é levada ao hospital, onde se encontra entre a vida e a morte. Como uma presença luminosa ao seu lado, o espectador a guia em uma viagem pelas suas lembranças, ajudando-a a encontrar serenidade e a fazer a passagem em paz. O filme promove uma reflexão sobre a morte e a maneira de enfrentá-la.

Senhora Idosa sentada em uma cadeira posicionada em um jardim, observando um porta retrato
Pôster do filme “Mamie Lou”. Foto: Bonfilm/Divulgação

 

Oto’s planet, de Oriane Hurard (Prêmio especial do Juri Venice Immersive 2024) – 28 min
Uma fábula animada que narra a colonização de um astronauta em um microplaneta habitado por uma preguiça gentil. O filme explora as diferentes barreiras que separam as culturas ao invés de promover a convivência harmoniosa entre diferentes modos de vida.

Duas pessoas observando uma árvore em um planeta no espaço
Pôster do filme “Oto’s Planet”. Foto: Bonfilm/Divulgação

 

Une eau la nuit, de Chelanie Beaudin-Quintin (Venice Immersive 2024) – 23 min
Filme de cine-dança de realidade virtual subaquática, com coreografia de Caroline Laurin- Beaucage. Com os bailarinos Léonie Bélanger, Luca Lazylegz Patuelli, Rowan Mercille, Jimmy Chung, Rachel Harris e Emmanuel Jouthe.

Mulher nadando
 Pôster do filme “Une eau la nuit”. Foto: Bonfilm/Divulgação

 

A programação completa, dias e horários das exibições do Festival Varilux podem ser conferidas AQUI.  

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Referência no mundo musical e da cultura pop, o produtor faleceu em sua residência na Califórnia
por
João Pedro Lindolfo
Fabricio De Biasi
|
11/11/2024 - 12h

 

O compositor, empresário e ativista social Quincy Jones morreu no último domingo, 3 de novembro, em sua residência em Bel Air, Califórnia, aos 91 anos de idade. Sua carreira, que se estendeu por mais de sete décadas, foi marcada por uma série de colaborações históricas com nomes relevantes da música, como Frank Sinatra, Michael Jackson, Ray Charles, Sarah Vaughan, entre outros. Até o momento, a causa da morte ainda não foi divulgada.

A jornada musical de Quincy Jones começou no jazz, gênero em que ele deu seus primeiros passos como trompetista e arranjador para Lionel Hampton. Seu envolvimento com esse tipo musical moldou seu olhar para a música, servindo de base para ele se aventurar e dominar outros estilos ao longo da vida.

Jones também quebrou barreiras na indústria musical ao se tornar um dos primeiros afro-americanos em posição executiva em uma grande gravadora, a Mercury Records. Em uma época com poucas oportunidades para negros no setor, essa conquista marcou um avanço significativo na luta por representatividade. Como pioneiro, ele abriu portas para que outros artistas e produtores afro-americanos também pudessem ocupar espaços importantes na indústria fonográfica.

Quincy Jones e Michael Jackson
Michael Jackson e Quincy Jones(Foto:Getty images)

O arranjador inovou ao reunir talentos diversos para suas produções, incluindo o icônico guitarrista Eddie Van Halen e o ator Vincent Price. Sua capacidade de combinar sons e estilos diferentes criou uma experiência envolvente para os ouvintes, solidificando sua reputação como um mestre na produção musical. Os álbuns “Off the Wall,” “Thriller” e “Bad,” de Michael Jackson e produção de Jones, não apenas moldaram o pop da década de 80, mas também quebraram barreiras culturais, integrando elementos de vários gêneros musicais. Em especial, “Thriller” se destacou ao vender milhões de cópias e estabelecer novos marcos para a indústria musical.

Além de sua carreira musical, Quincy Jones também se aventurou no cinema e no entretenimento, contribuindo com mais de 35 trilhas sonoras ao longo de sua trajetória. Ele produziu filmes como “A Cor Púrpura”, que recebeu várias indicações ao Oscar, e o programa de televisão “Um Maluco no Pedaço”, que revelou o ator Will Smith ao mundo e trouxe uma nova abordagem à representação afro-americana na TV. 

Embora alguns prêmios tenham escapado, seu impacto cultural foi inegável. Jones via a composição de trilhas sonoras como uma fusão de ciência e emoção, oferecendo profundidade e atmosferas aos filmes e programas que produzia. Sua adaptabilidade e colaboração em diferentes projetos cinematográficos demonstraram sua versatilidade e visão inovadora.

Com uma carreira repleta de conquistas, o produtor acumulou 28 prêmios Grammy e mais de 80 indicações, tornando-se um dos artistas mais premiados da história. Além dos Grammys, ele recebeu honrarias como o Kennedy Center Honors e a Legião de Honra da França, consolidando-se como uma figura de enorme impacto cultural e artístico no cenário mundial.

Cena do documentário "Quincy"
Cena do documentário "Quincy"


Na esfera pessoal, Quincy Jones foi um defensor ativo de diversas causas sociais. Ele fundou a “Quincy Jones Listen Up! Foundation”, voltada a conectar jovens com música, cultura e tecnologia. Esse envolvimento filantrópico foi motivado pela convicção de que a fama deve ser utilizada como um meio para ajudar os necessitados.

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Beyoncé se destaca como o grande nome da premiação com 11 indicações
por
Gisele Cardoso
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08/11/2024 - 12h

Nesta sexta-feira (8), o site oficial do Grammy divulgou a lista dos indicados de 2025 que conta com Shakira, Taylor Swift, Sabrina Carpenter,Anitta e muitos outros artistas. A premiação se iniciou em 1959 e se prepara para sua 67ª edição, programada para o dia 2 de fevereiro, em Los Angeles.

 

A cantora Beyoncé alcançou a marca de 99 indicações com as 11 categorias em que foi citada. Além de ser a maior indicada da edição, ela também se torna a maior da história do Grammy, ultrapassando seu marido Jay-z, que liderava com 88. O álbum que lhe rendeu todos esses marcos foi “Cowboy Carter”, sendo “Texas Hold’em” sua principal faixa.

 

Beyoncé e Jay-z no Grammy Awards 2024, empatados com 88 prêmios Grammy.

Foto: Instagram/Recording Academy

 

Outros destaques da lista foram Kendrick Lamar, Billie Eilish, Charli XCX e Post Malone, com oito indicações cada. Além de Sabrina Carpenter, também com oito indicações em sua primeira citação nas categorias da premiação, incluindo a disputa de Álbum do Ano, grande categoria da noite.

 

Sabrina no MTV Music Awards 2024.  Foto: Taylor Hill

 

Representando o Brasil e o funk, Anitta foi indicada como melhor álbum de pop latino por “Funk Generation”, que traz faixas em português, inglês e espanhol e parcerias como Sam Smith, Pedro Sampaio e Brray.

 

Confira as principais categorias:

Álbum do Ano

     “New Blue Sun” — André 3000

     “Cowboy Carter” — Beyoncé

     “Short N’ Sweet” — Sabrina Carpenter

     “Brat” — Charli XCX

     “Djesse Vol. 4” — Jacob Collier

     “Hit Me Hard And Soft” — Billie Eilish

     “The Rise And Fall Of A Midwest Princess” — Chappell Roan

     “The Tortured Poets Department” — Taylor Swift

Canção do Ano

     “A Bar Song” (Tipsy)” — Shaboozey

     “Birds Of A Feather” — Billie Eilish

     “Die With A Smile” — Lady Gaga e Bruno Mars

     “Fortnight” — Taylor Swift e Post Malone

     “Good Luck, Babe!” — Chappell Roan

     “Not Like Us” — Kendrick Lamar

     “Please Please Please” — Sabrina Carpenter

     “Texas Hold’ Em” — Beyoncé

 

Artista Revelação

     Benson Boone

     Sabrina Carpenter

     Doechii

     Khruangbin

     Raye

     Chappell Roan

     Shaboozey

     Teddy Swims

Melhor Performance Solo de Pop

     “Bodyguard” — Beyoncé

     “Espresso” — Sabrina Carpenter

     “Apple” — Charli XCX

     “Birds Of A Feather” — Billie Eilish

     “Good Luck, Babe!” — Chappell Roan

Melhor Álbum Vocal de Pop

     “Short N’ Sweet” – Sabrina Carpenter

     “Hit Me Hard And Soft” – Billie Eilish

     “Eternal Sunshine” – Ariana Grande

     “The Rise And Fall Of A Midwest Princess” — Chappell Roan

     “The Tortured Poets Department” — Taylor Swift

Melhor Álbum de Country

     “Cowboy Carter” — Beyoncé

     “F-1 Trillion” — Post Malone

     “Deeper Well” — Kacey Musgraves

     “Higher” — Chris Stapleton

     “Whirlwind” — Lainey Wilson

Melhor Álbum de Pop Latino

     “Funk Generation” — Anitta

     “El Viaje” — Luis Fonsi

     “García” — Kany Garcia

     “Las Mujeres Ya No Lloran” — Shakira

     “Orquídeas” — Kali Uchis

Melhor Trilha Sonora para Mídia Visual

     “A Cor Púrpura”

     “Deadpool & Wolverine”

     “Maestro”

     “Saltburn”

     “Twisters”

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Mês de estreias muito esperadas no cinema nacional e internacional, além de diversos shows e Dia da Consciência Negra
por
Juliana Bertini de Paula
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08/11/2024 - 12h

 

A última programação cultural do ano está recheada de eventos na cidade de São Paulo. Esse é o mês de estreias do cinema aguardadas por muito tempo, como o musical “Wicked” e o filme nacional “Ainda estou aqui”. Além do cinema, a cidade estará movimentada com shows e eventos para o dia da Consciência Negra(20).

 

O mês começou agitado logo nos primeiros dias com o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, que contou com shows de José Aragão, Alok e o grupo carioca SIBC (Samba Independente dos Bons Costumes). Confira o que mais a cidade promete para novembro:

 

Peter Pan - musical da Broadway

Espetáculo da Broadway Peter Pan. Foto: Divulgação/Peter Pan
Espetáculo da Broadway Peter Pan. Foto: Divulgação/Peter Pan

Depois de 2 anos, o espetáculo internacional volta a terras paulistas.Na sua última passagem, foram mais de 130 mil ingressos vendidos. Com direção de José Possi Neto e  estrelado por Mateus Ribeiro e Saulo Vasconcelos, a apresentação reconta o clássico infantil em forma de musical. 

 

Quando: A partir de 6 de novembro;

Onde: Teatro Liberdade, Rua São Joaquim 129, Liberdade;

Ingressos: A partir de R$90,00.

 

LEGO Jurassic World

Exposição Jurassic World LEGO no Shopping Eldorado. Foto: Divulgação/Jurassic World LEGO
Exposição Jurassic World LEGO no Shopping Eldorado. Foto: Divulgação/Jurassic World LEGO 

Criado por Ryan McNaught, conhecido como The Brickman, o maior evento de Lego da história do Brasil chegou em São Paulo. A exposição traz dinossauros da franquia Jurassic Park construídos totalmente por peças de lego. 

 

Quando: A partir de 7 de novembro;

Onde: Shopping Eldorado, Av. Rebouças, 3970 - Pinheiros, São Paulo;

Ingressos: a partir de R$49,00

 

Shows:

 

Show Liniker

Poster da turnê Caju da cantora Liniker. Foto: Divulgação/Liniker
Poster da turnê Caju da cantora Liniker. Foto: Divulgação/Liniker

A artista, que se tornou uma das principais vozes da música contemporânea brasileira traz aos palcos seu segundo álbum “Caju” e no show, os fãs poderão contemplar a vasta gama de estilos que vão do pop ao samba, passando pelo jazz, house, pagode, arrocha, disco e reggae. O disco é uma obra completamente autoral e conta com participação de grandes nomes da música brasileira, como Lulu Santos, BaianaSystem, ANAVITÓRIA, Pabllo Vittar e Priscila Senna.

 

Quando: 8, 13 e 19 de novembro;

Onde: Espaço Unimed, R. Tagipuru, 795 - Barra Funda, São Paulo;

Ingressos: A partir de R$80,00.

 

Boogie Week 

Poster do evento Boogie Week de 2024. Foto: Divulgação/Boogie Week
Poster do evento Boogie Week de 2024. Foto: Divulgação/Boogie Week

A quarta edição do evento, que traz a valorização da herança afro-brasileira, acontece na semana do dia 20 para celebrar o Dia da Consciência Negra. Além de shows da banda Racionais MC, há o Prêmio Griô que reconhece grandes personalidades negras para o fomento da cultura na sociedade  e ainda, uma feira cultural com muita arte, música, dança, literatura e gastronomia de empreendedores negros. 

 

Quando: 20 a 29 de novembro;

Onde: Centro Cultural Tendal da Lapa,  R. Guaicurus, 1100 - Água Branca, São Paulo; e Espaço Unimed, R. Tagipuru, 795 - Barra Funda, São Paulo

Ingressos: Gratuitos para o evento e entre R$100 e R$300 para o show. 

 

Show Bring Me The Horizon

Poster da banda Bring Me The Horizon para o show em São Paulo. Foto: Divulgação/30e
Poster da banda Bring Me The Horizon para o show em São Paulo. Foto: Divulgação/30e

A banda britânica se apresenta como headliner pela primeira vez em um estádio no Brasil. A apresentação será  realizada pela 30e e terá três bandas de abertura: Motionless In White, Spiritbox e The Plot In You.

 

Quando: 30 de novembro;

Onde: Allianz Parque, Rua Palestra Itália, 200, São Paulo, SP;

Ingressos: A partir de R$125,00.

 

Cinema: 

 

Ainda estou aqui

Poster do filme nacional "Ainda estou aqui”. Foto: Divulgação/RT Features
Poster do filme nacional "Ainda estou aqui”. Foto: Divulgação/RT Features

O filme nacional dirigido por Walter Salles, estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, é a grande aposta do Brasil para o Oscar de 2024. A produção é baseada no livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva e conta a história de uma mulher que busca pelo marido sequestrado durante a ditadura militar no Brasil da década de 1970.

 

Quando: A partir de 7 de novembro. 

 

Gladiador 2

Poster do filme “Gladiador 2”. Foto: Divulgação/Scott Free Productions
Poster do filme “Gladiador 2”. Foto: Divulgação/Scott Free Productions

A continuação do clássico dos anos 2000 foi dirigida por Ridley Scott, conhecido por “Alien: o 8° passageiro”, e conta com um elenco de peso com Paul Mescal, Denzel Washington e Pedro Pascal. O longa irá apresentar a história vingativa de Lucius anos depois de testemunhar a morte do venerado heroi Maximus nas mãos de seu tio.

 

Quando: A partir de 14 de novembro. 

 

Wicked 

Poster de “Wicked” que estreia este mês. Foto: Divulgação/Marc Platt Productions
Poster de “Wicked” que estreia este mês. Foto: Divulgação/Marc Platt Productions

O filme, baseado no musical da Broadway, é o prelúdio da história de Dorothy e do Mágico de Oz. Com Cynthia Erivo e Ariana Grande no elenco, o longa é muito esperado pelos fãs de musicais e pelos fãs da cantora pop.

 

Quando: A partir de 21 de novembro.

 

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