Promotoria deu prazo de 15 dias para que a empresa esclareça seus critérios na cobrança de taxas na venda virtual
por
Rafaella Lalo
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06/05/2026 - 12h

A Ticketmaster Brasil foi notificada pelo Ministério Público de São Paulo e terá 15 dias para esclarecer a cobrança das taxas de 20% sobre os ingressos vendidos no site. O despacho foi assinado pela Promotoria de Justiça de São Paulo na quinta-feira (9) de abril, e questiona a proporcionalidade das taxas de serviço e os custos adicionais cobrados dos consumidores.

A denúncia foi apresentada pelo deputado Guilherme Cortez (PSOL), após recolher várias queixas feitas pelos compradores que adquiriram ingressos para shows como BTS, Harry Styles e Kid Abelha. A venda para o evento de Harry Styles que iniciou em janeiro deste ano já recebia reclamações sobre os custos desproporcionais. Clientes perceberam que os valores mudam de acordo com o preço do ingresso. Por exemplo, entradas de R$700,00 têm taxas de R$140,00, enquanto um ingresso de R$265,00 tem R$53,00 de custo adicional.

Em sua representação, o deputado ressalta também a ilegalidade dessas ações, além da falta de transparência por parte da empresa. 

Print da denúncia feita na rede social X do deputado Guilherme Cortez
Postagem feita nas redes sociais do Deputado Guilherme Cortez. Foto: Reprodução X.com 

De acordo com informações divulgadas sobre o despacho assinado pelo promotor Donisete Tavares de Moraes Oliveira, a Ticketmaster deverá explicar como é feito o cálculo dessas taxas de 20%, já que a cobrança é fixa e aplicada ao valor total da compra independentemente do valor ou tipo da entrada (inteira ou meia).

A Promotoria também aguarda esclarecimentos sobre quais são os custos de infraestrutura e gestão de demanda que justifiquem essa cobrança, qual é o número total de ingressos disponibilizados para venda por cada dia de show e se as taxas são proporcionais ao valor da entrada vendida de forma on-line.

Em setembro de 2025, o Procon pediu explicações para a empresa, após esses custos adicionais serem cobrados nos ingressos do show de The Weeknd. Situação semelhante ao que ocorreu nos shows de BTS e Harry Styles.  

A Ticketmaster Brasil confirmou, em nota encaminhada à imprensa, ter recebido a notificação do MP-SP. Segundo a empresa, a taxa de serviço cobrada nas vendas online está relacionada a custos de infraestrutura, operação do site e medidas antifraude voltadas à segurança do comprador. A plataforma também declarou que essas cobranças são informadas de forma transparente durante o processo e ressaltou que o consumidor tem a opção de comprar ingressos em bilheterias físicas sem os custos adicionais cobrados no site.

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Apresentações aconteceram em São Paulo e no Rio de Janeiro, após quase dois anos da última passagem do artista pelo país
por
João Paulo Di Bella Soma
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05/05/2026 - 12h

The Weeknd voltou ao Brasil nos dias 26, 30 de abril e 01 de maio em São Paulo e Rio de Janeiro, como parte da etapa latino-americana da turnê After Hours Til Dawn. A turnê consolida a era de sua mais recente trilogia musical composta pelos álbuns After Hours, Dawn FM e Hurry Up Tomorrow.

Depois de passar por países como Estados Unidos e México, a turnê passou pelo Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, no dia 26 de abril e pelo Morumbis, em São Paulo, nos dias 30 de abril e 1 de maio. A produção impressiona não só pelo tamanho, mas também pelo conceito visual, que mistura elementos futuristas com uma estética sombria e cinematográfica.

Anitta foi a artista escolhida para os shows de abertura da turnê na América Latina e aqueceu o público com uma performance energética e cheia de identidade brasileira. Misturando funk, pop e elementos eletrônicos, a cantora entregou um setlist que transitou entre novidades e velhos sucessos. Ela iniciou com faixas como “Meia Noite”, “Desgraça”, “Mandinga” e “Vai Dar Caô”, e posteriormente levantou a plateia com hits como “Sua Cara”, “Bola Rebola” e “Vai Malandra”.

Durante cerca de 2h30 de show e com um repertório de aproximadamente 40 músicas, The Weeknd conduziu o público por seus 15 anos de carreira. O show é uma experiência imersiva, com iluminação dramática, cenografia elaborada e uma narrativa visual que remete a um filme de terror e suspense. Acompanharam o cantor sua banda e o lendário produtor Mike Dean.

The Weeknd no Estádio MorumBIS
The Weeknd em tour Foto: Reprodução Instagram @theweekndmxc


Apresentando músicas do álbum Hurry Up Tomorrow ao lado de seus maiores sucessos, Abel iniciou o show com “Baptized In Fear”, “Open Hearts” e “Wake Me Up”, criando uma atmosfera intensa logo de início. Em seguida, emendou hits como “After Hours”, “Starboy” e “Heartless”, levando o público ao delírio.

O cantor ainda retornou ao seu novo projeto com “Cry For Me” e “São Paulo”, faixa que ganhou destaque especial por homenagear a cidade. Em um dos momentos mais marcantes da noite, Anitta voltou ao palco para cantar o novo single “Rio”, uma homenagem direta à cidade carioca e que conta com sua participação. A faixa traz influências do Brazilian Phonk e chama a atenção pelo visual de seu futuro clipe, dirigido pelo famoso cineasta japonês Takashi Miike.

Ao longo do show, The Weeknd percorre diferentes fases da sua carreira e revisita trabalhos como Dawn FM, Beauty Behind The Madness, My Dear Melancholy, e House of Balloons. Em versões mais intimistas de “Out of Time” e “I Feel It Coming”, o artista desceu até a grade e interagiu com os fãs. Em um momento espontâneo, cantou com uma fã da primeira fileira, correu pela frente do palco cumprimentando o público e demonstrou gratidão pela recepção calorosa.

Abel encerrou a noite com uma declaração emocionante: “Eu sinto que estou em casa quando estou em São Paulo”. Ele garantiu que volta ao Brasil, mas não deixou pistas de quando. 

Fugindo do formato tradicional e engessado, o show conta com longas passarelas que avançam sobre a pista, aproximando o cantor do público, enquanto a banda permanece conectada no palco principal, sustentada por um telão gigantesco que amplifica a experiência visual.

the weeknd palco
Palco After Hours Til Dawn Foto: TAIT


Além da estrutura, a performance vocal de Abel também se destaca. Com uma voz afinada, ele entrega estabilidade ao vivo mesmo em faixas mais exigentes, combinando técnica, carisma e presença de palco. Sempre em movimento, interagindo e incentivando o público, o artista mantém a energia elevada do início ao fim.

A parte visual do show ganha ainda mais força com o uso criativo da iluminação. Lasers cortam o estádio em diferentes direções, criando cenários dinâmicos, enquanto as pulseiras luminosas distribuídas ao público transformam a plateia em um verdadeiro mar de luzes sincronizadas. No encerramento, fogos de artifício tomaram conta do céu e fecharam o espetáculo de forma memorável ao som de "Moth To A Flame".

A última vinda do artista ao país aconteceu em 7 de setembro de 2024, durante a fase final da turnê que promovia o álbum Hurry Up Tomorrow. Na ocasião, o cantor contou com participações especiais de Anitta e Playboi Carti.

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Jornal norte-americano destaca nomes que moldam a indústria da música dos Estados Unidos e influenciam o cenário global
por
Livia Vilela
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05/05/2026 - 12h

 

O jornal americano The New York Times publicou na última terça-feira (28) uma seleção dos 30 maiores compositores americanos vivos. Sem ordem de ranking, o levantamento se propõe a definir o padrão de compositor da nova geração e quais seriam as suas principais influências, reunindo artistas que seguem moldando a produção musical contemporânea e ampliando seu alcance cultural em escala global.

O projeto faz parte de uma cobertura especial sobre o ofício da composição, com entrevistas em vídeo com nomes como Jay-Z, Taylor Swift e Lucinda Williams, além de artistas e produtores como Nile Rodgers, Mariah Carey e Babyface. A proposta é aproximar o público dos processos criativos por trás de algumas das canções mais conhecidas das últimas décadas, destacando o papel do compositor como eixo central da indústria da música.

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Jay Z em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A seleção foi construída a partir de mais de 700 indicações enviadas por mais de 250 profissionais da música, além da curadoria de críticos do jornal. O processo envolveu semanas de análise e debate sobre critérios como influência, consistência artística, impacto cultural e permanência ao longo do tempo.

O resultado combina compositores consagrados, como Bob Dylan, vencedor do Nobel de Literatura, Carole King e Stevie Wonder, com artistas que redefiniram o pop e o hip-hop nas últimas décadas, como Kendrick Lamar, Taylor Swift e Lana Del Rey. O que foi avaliado em comum entre todos esses artistas foi a capacidade de atravessar gerações e influenciar não apenas o mercado americano, mas a produção musical global.

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Taylor Swift em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A lista também reconhece o peso de compositores que atuam nos bastidores da indústria, responsáveis por sucessos gravados por outros artistas, como Diane Warren, Babyface, The-Dream e a dupla Jimmy Jam & Terry Lewis. A diversidade estética é um dos pontos centrais da seleção. Além de reunir diferentes gerações e estilos, passando pelo folk, country, pop, R&B e hip-hop, a lista também reflete a ampliação do alcance global da música americana. 

Outro aspecto relevante é a inclusão de artistas latinos e bilíngues, como Romeo Santos e Bad Bunny, sinalizando como a ideia de “compositor americano” hoje incorpora trajetórias e influências fora do território dos EUA e da língua inglesa. O recorte reforça como a produção musical atual é globalizada e ultrapassa fronteiras linguísticas e culturais, acompanhando transformações do próprio público e da indústria. 

Lista dos 30 Maiores Compositores Americanos Vivos:
 Babyface
 Bad Bunny 
 Bob Dylan
 Brian & Eddie Holland 
 Bruce Springsteen
 Carole King
 Diane Warren
 Dolly Parton
 Fiona Apple
 Jay-Z
 Jimmy Jam & Terry Lewis 
 Josh Osborne, Brandy Clark & Shane McAnally 
 Kendrick Lamar
 Lana Del Rey
 Lionel Richie
 Lucinda Williams
 Mariah Carey
 Missy Elliott
 Nile Rodgers
 Outkast
 Paul Simon
 Romeo Santos 
 Smokey Robinson
 Stephin Merritt 
 Stevie Wonder
 Taylor Swift
 The-Dream
 Valerie Simpson
 Willie Nelson
 Young Thug

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Gato sem Rabo reabre em grande estilo, com novo café e restaurante, e fortalece o espaço para o público leitor em SP
por
Sofia Morelli
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05/05/2026 - 12h

Em maio de 2025, após uma reforma, Gato sem rabo abre suas portas ao público, com mais conforto para receber os interessados por uma literatura voltada ao mundo e imaginário feminino, em novo endereço no centro de São Paulo. Johanna Stein, fundadora do estabelecimento, idealizou-o conforme notou a falta de um lugar em que obras escritas por mulheres cisgênero, trans e travestis fossem valorizadas e mais acessíveis. Agora composto por um café e bar para leitores e para cidadãos que por ali passam. Durante sua graduação no campo das artes, Johanna tinha um grande interesse no trabalho de autoras mulheres, mas ao longo de suas pesquisas começou a esbarrar repetidamente com a dificuldade de achar textos produzidos por essas artistas em geral, mesmo em uma metrópole tão plural como  São Paulo. Foi dessa frustração que se materializou a livraria, criando um espaço para que essas vozes pudessem fluir.

Cada vez mais, o centro de São Paulo é preenchido por estabelecimentos que exploram partes da cultura subvalorizadas e dispersas. “Existe uma demanda por obras produzidas por grupos historicamente excluídos, que tem aparecido no dia a dia dos lançamentos das editoras”, afirma Ana Paula Pacheco, professora  do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (USP), além de escritora de ficção e de romance experimental. “Acho que isso virou um nicho de mercado, para o bem e para o mal, acho que tem um desrecalque de vozes anti-escaladas  e desrecalque é muito bom, por outro lado existe uma certa tendência de eliminar a leitura crítica das obras, é importante tratar essas obras como obras para valer que podem passar por um critério estético, crítico de leitura.”, reflete a professora da USP, em questão das popularização que vem ocorrendo dessas obras.

 

Livraria Gato Sem Rabo, no Centro de São Paulo.  Por Sofia Morelli

 

A curadoria da Gato sem rabo se preocupou em montar um acervo com enfoque na produção do sul global, além de clássicos de Virginia Woolf, escritora do ensaio que inspirou o próprio nome da livraria. Nesse ensaio “Um quarto só seu”, de 1928, a narradora observa um animal estranho em um gramado, onde não deveria estar caminhando, uma possível e famosa interpretação é a de estranhamento que as mulheres sofrem ao tentarem ocupar  um lugar no mundo dos intelectuais, ousando a  escrever. 

O mundo evoluiu muito desde então, mas ainda há dificuldades inegáveis para mulheres que desejam ser intelectuais, o que não significa que não há livros que caminham por todos os gêneros literários, poético, fictício, político assim como romance e questões corporais. “Eu sinto sobretudo no meio intelectual, na universidade, na circulação do pensamento, as mulheres são uma espécie de nicho do mercado mesmo. Na universidade eu vejo ainda uma aparência de democratização, nas ações que contém uma violência histórica, às vezes muito sutil, por exemplo no domínio masculino do debate, de bancas de defesa de tese e na maneira infantilização o pensamento das mulheres, às vezes elogiando, mas existe uma certa minoridade que se tenta impor no pensamento delas”, diz Ana Paula.

Essa visibilidade a essas obras significa muito para jovens garotas, com mais possibilidades de experienciar um mundo de vozes mais próximas de seus imaginários impulsiona o surgimento de novas possíveis autoras, ou até mesmo para que o mundo intelectual seja colocado como mais acessível para  todos os grupos e gêneros, e menos unificado para o público masculino. Com clube do livro, rodas de conversas e eventos, a livraria se transpõe como um lugar para que vozes sejam escutadas e que novas vozes floresçam num caminho cada vez menos fechado. 

Em suma, a criação de Johanna se demonstra como um espaço com uma importância física e emocional para a comunidade literária da região, que está sendo cuidado para que siga uma tendência de crescimento.  A ausência vira presença com um acervo com cerca de 650 escritoras, um esforço além da prateleira, que tem compromisso em explorar as visões de mundo na literatura produzida por elas. Livrarias independentes, como essa, fazem parte de uma transformação cultural ativa de extrema importância para o ecossistema literário “O conhecimento de relatos das mulheres, ele forma novas mulheres de outras maneiras, mas também não acho que a gente tenha que ter ilusões quanto a uma aceitação de mulheres no meio intelectual, acho que temos que ocupar espaços, disputar os espaços politicamente, sem esperar aceitação masculina”, de acordo com Ana Paula.

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O Centro integrado de Artes marca o surgimento de um novo campo gravitacional para a arte contemporânea
por
Lucas Farias Oliveira
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04/05/2026 - 12h

Um dia após o dia mundial do grafite, nasceu um novo espaço cultural no centro de São Paulo. No dia 28 de março, o NUCLE1 abriu suas portas para o público com a exposição “Ato Inaugural – A Nova Órbita”, uma mostra colaborativa com diversos artistas. Durante todo o mês de abril, todos os andares do edifício serão ocupados por obras de artistas de múltiplas linguagens.

Área residencial com diversos prédios. Entre eles, o NUcle1, novo Centro Cultural de arte urbana
Novo Centro Integrado de Arte Urbana de São Paulo no bairro da Aclimação (Foto/Reprodução:Instagram @nucle.1)

O prédio, de 8 andares e 1500 m², nasceu de uma vocação colaborativa inspirada em referências históricas como a Bauhaus e o The Factory, de Andy Warhol. O projeto surgiu a partir da ideia do artista e placemaker Marcos Vinicius de Paula, conhecido como Enivo, e do advogado e corretor imobiliário Domingos Almeida de Miranda. Juntos, transformaram um imóvel vazio em um espaço de criação e exposição de artes. Como declara Enivo, “Ano passado, eu estava viajando na Europa, realizando exposições. Aí o seu Domingos, me ligou e me mostrou um vídeo da entrada de um prédio. Quando chegar eu vejo. Não estava pensando nisso que se tornou hoje. Estava tranquilo com meu ateliê. Mas fui ver. E, quando cheguei, fiquei impressionado com o espaço. Ele queria que fosse usado para cultura desde que comprou o prédio, toda vez que entrava, pensava em mim. Pensava em arte” Após a inauguração, o centro cultural passou a ser chamado de Edifício Domingos, em reconhecimento a quem possibilitou a iniciativa.

O prédio, que ficou desativado por seis anos, passou por uma série de reformas feitas de maneira independente, com a ajuda de pessoas próximas ao artista, que relata, “Peguei o prédio em dezembro do ano passado. Fiquei um mês elaborando, com alguns amigos, o que iríamos fazer. Em janeiro, começamos a fase da limpeza e reforma, foram dois meses só de arrumação.” Ele ainda explica que o processo foi um ritual de reconhecimento entre as pessoas e o espaço, que, após três meses de trabalho árduo, já estava apto a receber visitantes, um verdadeiro “milagre”, como define Enivo.

Hoje, o Centro Cultural Integrado reúne mais de 300 obras de diversos artistas, incluindo quadros, fotografias, esculturas, gravuras, grafites e instalações, entre outras linguagens. Segundo o placemaker, a existência do local é significativa, já que há poucos centros dedicados à arte urbana no centro de São Paulo. “É importante porque vira um polo cultural, onde todas as zonas vão se conectar. Na inauguração, por exemplo, vieram mais de 3 mil pessoas, gente da Bielorrússia, da Alemanha, dos Estados Unidos. Foi algo acima da nossa expectativa. Agora, recebemos centenas de pessoas por dia”, afirma.

Homem observa com atenção obra de arte urbana
Homem observa grafite dentro do novo Centro de arte urbana de São Paulo (Foto por: Lucas Farias)

Um mês após a inauguração, a plataforma cultural tem desenvolvido projetos como cursos de artes urbanas, aquarela e escultura, além de atividades ligadas às artes do corpo, como dança, circo e moda, e visitas monitoradas pelo edifício. Atualmente, as atividades são pagas. “Nós mantemos um gigante, é um alto custo. Então, precisamos que as atividades gerem receita para continuarmos existindo. Mas pretendemos torná-las gratuitas no futuro, por meio de parcerias e incentivos públicos”, afirma Enivo.

Ainda em processo de consolidação, o espaço carrega não apenas a ambição de se tornar um polo cultural, mas também o peso do esforço coletivo que o tornou possível. Se a proposta é inaugurar uma nova órbita para a arte urbana, ela também passa por transformações pessoais. Vinicius vê no projeto uma realização que vai além do sucesso individual. “É mais importante do que vender quadros ou viajar o mundo. É uma conquista coletiva, construída com muito trabalho. Quando eu era criança, já imaginava algo assim”, afirma.

O artista também destaca a responsabilidade de manter o espaço ativo e acessível a outros criadores. “Eu pensava em quantos artistas não tinham ateliê, não tinham onde produzir. De certa forma, esse lugar nasceu desse pensamento”, diz. Diante do resultado, a dimensão do projeto ainda o surpreende: “Tem dias em que eu me pego emocionado, até chorando, vendo o espaço cheio, com crianças desenhando. Parece até algo criado por inteligência artificial, mas é uma realidade que a gente imaginou e conseguiu construir”.


 

 




 

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A participação nacional na Tokyo Game Show 2024 reforça a expansão do mercado de games no Brasil
por
João Pedro Lindolfo
João Victor Tiusso
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09/10/2024 - 12h

Entre os dias 26 e 29 de setembro, a Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Digitais), em parceria com o Projeto Brazil Games, marcaram presença na Tokyo Game Show 2024, evento de extrema importância para o mundo de jogos, juntamente de uma comitiva brasileira que visa ampliar a visibilidade do mercado nacional de games.

A comitiva foi composta por seis empresas associadas: gamescom latam, Mad Mimic, Nuuvem, RoundTable Studios, Tempo Filmes e VR Monkey. A viagem para Chiba (Japão) foi um reflexo do aumento de investimento que o mercado de jogos eletrônicos vem recebendo no Brasil. 

O mercado de games no Brasil está sendo impulsionado por talentos criativos, tecnologia de ponta e uma crescente demanda por conteúdo digital. O Brasil já é o maior mercado de jogos da América Latina, e a participação em eventos internacionais como a Tokyo Game Show 2024 reforça essa trajetória ascendente.

Multidão de pessoas compareceram ao evento. Foto: Reuters
Multidão de pessoas compareceram ao evento. Foto: Reuters

Patrícia Sato, gerente executiva do Projeto Setorial Brazil Games, afirma que “a participação na Tokyo Game Show é uma ótima oportunidade para as empresas brasileiras ampliarem o networking com players importantes do setor, em especial da Ásia, e mostrarem, mais uma vez, os diferenciais e a qualidade dos nossos projetos.” 

“A indústria brasileira vive um momento de muito crescimento e visibilidade, e essa confiança de empresas do mundo inteiro está diretamente associada à aproximação dos nossos estúdios com players de todo o planeta ao longo dos últimos anos. Vamos continuar abrindo portas e levando o nome do Brasil aos principais eventos de games do mundo”, finaliza.


Superando recordes anteriores, a Tokyo Game Show 2024 foi um grande sucesso, com a participação de 985 expositores de diversos países e uma audiência de 274.739 visitantes. O evento deste ano registrou um aumento de 12,9% em relação à TGS do ano passado, que contou com 243.238 visitantes.

Com mais de 2000 jogos exibidos no evento, muitos grandes títulos foram apresentados, como “Metal Gear Solid Delta: Snake Eater”,Death Stranding 2: On the Beach”, “Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii”, “Monster Hunter Wilds” e “Dragon Quest III HD-2D Remake”. Além de novas informações sobre jogos previamente anunciados, também foram revelados novos jogos durante o evento, como “Venus Vacation Prism – Dead or Alive Xtreme” e “Atelier Resleriana: The Red Alchemist & The White Guardian”.

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A mostra relembra os 70 anos da morte da artista mexicana
por
Larissa Isabella Araújo de Sousa
Victor Oliveira Trovão
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08/10/2024 - 12h
Mulher com coroa de flores e roupa típica mexicana, representando Frida Kahlo
Imagem produzida por Julia Fullerton-Baten com modelo em homenagem à Frida Kahlo 
Foto: Reprodução/Instagram/@julia_fullertonbatten

No mês de outubro, os fãs de arte em São Paulo podem aproveitar gratuitamente a nova exposição em homenagem à Frida Kahlo. A exposição “Frida, Uma Visão Singular de Beleza e Dor” fica disponível no Museu da Imagem e do Som (MIS) até domingo (27) e contém um acervo fotográfico que mostra a trajetória da artista.

A mostra, feita no ano em que completam sete décadas sem a artista mexicana, que morreu em 1954, conta com 18 fotos produzidas pela alemã Julia Fullerton-Baten. A criação das imagens foi montada a partir de modelos reais que interpretaram Frida, com apoio de produtores do país norte-americano e utilização de trajes artesanais de Oaxaca, cidade na região central do México.

A fotógrafa compartilhou detalhes de como conseguiu produzir as obras que serão exibidas pela primeira vez no Brasil. Com uma publicação nas redes, Julia revelou que teve acesso a lugares únicos do México para a exposição.

“Com a ajuda da população local do México, tive acesso a locais escondidos e secretos, como uma mansão abandonada no coração da Cidade do México, uma residência privada projetada pelo arquiteto de renome internacional Luis Barragán, antigas fazendas ricas em história e no assustadora ilha de bonecas em Xochimilco, famosa por seus jardins flutuantes e cheios de misticismo”, afirmou ela.

Com curadoria do professor convidado de Harvard, João Kulcsár, responsável por mais de 80 exposições fotográficas no país, a exposição tem as fotografias apresentadas na Maureen Bisilliat, espaço térreo do museu. Além disso, com classificação livre, a exibição  terá uma programação especial na quinta-feira (17).

Os visitantes poderão participar da oficina “Retratos como Frida (Somos Frida)”, orientada por Taiane Ferreiras e pelo curador da exposição. Com capacidade para 30 pessoas, o grupo é convidado a usar acessórios relacionados à Kahlo e tirar retratos.

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Com apresentação de Rita Von Hunty, a produção da TV Brasil está prevista para 2025
por
Barbara Ferreira
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08/10/2024 - 12h
Série apresentará figuras históricas brasileiras e tem estreia planejada para 2025. Foto: Reprodução/Instagram/@comonascemosherois
Série apresentará figuras históricas brasileiras e tem estreia planejada para 2025. Foto: Reprodução/Instagram/@comonascemosherois

Produção da TV Brasil, as gravações da série “Como Nascem os Herois” começaram no mês de setembro e a Drag Queen Rita Von Hunty está envolvida no projeto. O lançamento está previsto para 2025 e será transmitido no canal da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

A série terá como foco 10 personalidades que fazem parte do Livro de Aço, termo que se refere a uma coletânea simbólica de nomes de oficiais das Forças Armadas do Brasil, especialmente no Exército Brasileiro, guardado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.

O objetivo do projeto é compreender a história de figuras como Zumbi dos Palmares, Tiradentes, Dom Pedro 1º e Getúlio Vargas, evidenciando a trajetória da construção de um heroi nacional e sua contribuição para a identidade do país. 

Será uma série de 10 episódios e contará com a direção de Iberê Carvalho, roteiro de Rafaela Camelo e apresentação de Rita Von Hunty, personagem drag queen criada pelo ator e professor Guilherme Terreri.

Terreri é conhecido por seu canal do YouTube, em que utiliza do alter ego para explicar temas filosóficos e históricos. O canal, “Tempero Drag”, tem mais de um milhão de seguidores e foi criado em 2015.

“Como Nascem os Heróis”

Quando: 2025 
Produção: Iberê Carvalho
Roteirização: Rafaela Camelo
Apresentação: Rita Von Hunty (Guilherme Terreri)
Transmissão: Canal da EBC (Empresa Brasil de Comunicação)

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Mês traz diversos shows nacionais e internacionais
por
Maria Eduarda Camargo
Victória da Silva
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04/10/2024 - 12h


Com a chegada de um dos meses mais cobiçados para o entretenimento, o mês de outubro traz diversidade cultural para a cidade de São Paulo. O Dia da Música, que foi comemorado na terça-feira, 1º de outubro, abre alas para outras festividades, como o Dia das Crianças e o Halloween.
Além das datas, muitas personalidades nacionais e internacionais farão apresentações, entre Paul McCartney e Alcione. No cinema, também não faltam opções, como a Mostra de Cinema Coreano (KOFF), que oferece sessões gratuitas. Confira tudo que São Paulo oferece no mês de outubro.


Show Alcione

Alcione se apresentará no Tokio Marine Hall
UMAlcione se apresentará no Tokio Marine Hall. Foto: Spotify/Divulgação


A cantora Alcione completará seus 50 anos de carreira com um show exclusivo no Tokio Marine Hall. Com um apanhado de seus maiores sucessos, a Dama do Samba relembra seus mais de trinta álbuns.
Quando: 5 de outubro; 
Onde: Tokio Marine Hall (R. Bragança Paulista, 1281 - Várzea de Baixo, São Paulo, SP);
Ingressos: R$160,00 a R$290,00

Paul McCartney

Got Back Paul McCartney


O ex-Beatles retorna à São Paulo para dois shows de sua turnê “Got Back”, entre 15 e 16 de outubro. Paul é um visitante frequente do Brasil, e já esgotou mais de 10 shows no país. Desta vez, ele também visitará Florianópolis para um show único.
Quando: 15 e 16 de outubro;
Onde: Allianz Parque (Rua Palestra Itália, 200 - Água Branca, São Paulo);
Ingressos: a partir de R$300,00.


Koff - Korean Film Festival

Vidas Passadas, filme de Celine Song
Vidas Passadas, filme de Celine Song. Foto: Prime Video/Divulgação


O Festival de Cinema Coreano (KOFF) traz sua mostra de longas e curtas que concorrem nas categorias de não competitivo e competitivo, e serão disponibilizados em sessões gratuitas. Entre as obras, destacam-se nomes como “Vidas Passadas” (indicado ao Oscar), “A Table For Two”, “Mimang” e “Complete Utopia”.
Quando: 3 a 9 de outubro;
Onde: Reserva Cultural (Avenida Paulista, 900 - Bela Vista, São Paulo);
Ingressos: Entrada gratuita.


Fresno

Fresno turnê
Pôster da turnê “Eu Nunca Fui Embora”. Foto: Fresno/Divulgação

Comemorando seus 25 anos, a banda promove a turnê “Eu Nunca Fui Embora” e seu álbum homônimo. Os fãs do grupo serão acalentados e curtirão o ritmo de Lucas Silveira, Gustavo Mantovani e Thiago Guerra.
Quando: 18 de outubro;
Onde: Espaço Unimed (R. Tagipuru, 795 - Barra Funda, São Paulo);
Ingressos: R$80,00 a R$140,00.


Sons da Rua

Sons da Rua
Multidão de pessoas sempre comparece ao evento. Foto: Facebook Sons da Rua/Divulgação

O festival, que conta com artistas como Matuê, Mc Hariel e Tasha & Tracie, fará sua 7° edição neste ano e agitará a região da Barra Funda. Apresentando a cultura do Hip Hop e do Funk, os shows são repletos de rimas, muita dança e energia.
Quando: 26 de outubro;
Onde: Memorial da América Latina (Av. Mário de Andrade, 664 - Barra Funda, São Paulo);
Ingressos: a partir de R$70,00.

Castelo Rá-Tim-Bum - 30 anos

Castelo Rá tim bum
Hall de entrada do castelo quando o seriado ainda era gravado. Foto: Reprodução/ Lu Grecco
 


A exposição do Castelo Rá-Tim-Bum é perfeita para comemorar o Dia das Crianças, mas também  traz nostalgia para os fãs do seriado. Com acervo original da época e salas inéditas para visitação, o local contempla 18 cenários distribuídos em cerca de 600 metros quadrados, que trazem a sensação mágica do programa.
Quando: A partir de 10 de outubro;
Onde: Solar Fábio Prado (Av. Brig. Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano, São Paulo);
Ingressos: R$20,00 a R$60,00.


38° Panorama da Arte Brasileira: Mil Graus

Realizada pelo Museu de Arte Moderna (MAM), a mostra reúne 34 artistas e coletivos de 16 estados diferentes. A exposição traz temas como combustão, eletricidade e atrito, e abrange a ideia de uma temperatura oposta ao zero absoluto, capaz de derreter qualquer material existente.
Quando: A partir de 5 de outubro;
Onde: Museu de Arte Contemporânea da USP (Av. Pedro Álvares Cabral, 1301 - Vila Mariana, São Paulo);
Ingressos: Entrada gratuita.


Divinas Cores

Em exposição individual, Suzy Fukushima - artista plástica - celebra seus 20 anos de carreira. Na mostra, que conta com impressões fine art, pinturas em telas e cerâmicas, ela apresenta obras com a temática religiosa e demonstra a religiosidade através da arte e sua conexão com a fé.
Quando: 12 a 26 de outubro;
Onde: Art Lab Gallery (R. Oscar Freire, 916 - Cerqueira César, São Paulo);
Ingressos: Entrada gratuita.


Virada Sônica - A escalada do som na arte contemporânea

Nessa exposição, a magia do som é explorada por 28 artistas através de pinturas, esculturas, vídeos e instalações. “A exposição permite descobrir desde fenômenos acústicos e paisagens sonoras até a utopia do silêncio”.
Quando: Até 13 de outubro;
Onde: Farol Santander (R. João Brícola, 24 - Centro Histórico de São Paulo, São Paulo);
Ingressos: R$20,00 a R$40,00.

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Mostra recria espaço onde a garota se refugiou ao longo dos seus últimos anos
por
Victor Trovão
Larissa Isabella Araújo
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04/10/2024 - 12h

Em meio a alguns cômodos, uma fogueira de livros, ursos de pelúcia, canetas e seu fiel diário, a exposição “Anne Frank: Deixem-nos ser” expõe de modo imersivo o contexto em que a garota judia viveu. O projeto relembra a história de Anne, considerada como um símbolo de questionamento à liberdade durante o nazismo.

A garota morreu aos 15 anos junto de sua irmã em um campo de concentração e, ao longo dos anos, se tornou uma grande figura do Holocausto pelas anotações documentadas em seu diário, que após a sua morte, foi publicado por seu pai - Otto Frank, o único sobrevivente da família. 

Com o propósito de salvar sua família, Otto construiu um esconderijo nos fundos de uma fábrica na cidade de Amsterdã. O local onde ela viveu escondida ao longo dos seus dois últimos anos de vida é reproduzido dentro da exposição realizada na Unibes Cultural em São Paulo. 

O projeto traz à memória a vida de Anne e de todas as vidas perdidas devido ao genocídio realizado pelos nazistas. Através de materiais enviados pela Anne Frank House Amsterdã, museu biográfico, a exposição é construída e cria uma imersão em um período da vida de garota judia, o espaço em que sobreviveu e as pessoas que faziam parte de sua vida naquele momento. 

De acordo com Priscilla Parodi, fundadora e diretora da Inspirar-te e responsável pela realização da exibição, o objetivo do projeto foi muito além de reproduzir de forma fiel o Anexo Secreto. “Desenvolvemos o eixo curatorial e a narrativa desta exposição com a intenção de criar um manifesto humanista, incorporando arte, o legado de Anne Frank, os direitos humanos, nossas questões universais e o mundo em que vivemos hoje”, explicou em entrevista.  

Para Parodi, a exposição possui um potencial de impacto socioeducativo ao ser fundamentada em temas curriculares e abordar o período da Segunda Guerra Mundial. “E não há melhor maneira de falar com jovens do que através de uma jovem: Anne Frank. A partir dela, diversas possibilidades se abriram, permitindo o aprofundamento em discussões essenciais para nossa sociedade”, comentou. 

A exposição combina vários formatos de obras de arte, de pinturas e esculturas, até documentos e objetos históricos, como fotografias e itens da época, criando um percurso imersivo que apresenta diferentes camadas da realidade aos visitantes. “As obras não estão ali apenas para ilustrar o passado, mas para auxiliar no aprendizado e na reflexão. Elas geram um impacto visual, proporcionando uma experiência sensível e envolvente, ao mesmo tempo que ajudam a entender o contexto histórico e os conceitos apresentados”, compartilhou Priscila. 

O “Diário de Anne Frank” se tornou uma grande obra literária após a publicação por retratar de modo único o que a garota e sua família passaram até o assassinato no campo de concentração. Pensando nisso, a mostra busca representar o potencial crítico ao reforçar o comprometimento com a liberdade e os direitos humanos. 

“Este projeto promove um movimento gerador de mudanças sociais, orientado pela pluralidade e humanidade. Ele propõe uma reflexão profunda sobre os nossos desafios contemporâneos e reforça a importância da liberdade, da igualdade de direitos, da democracia e do respeito às diferenças. Enquanto membros de uma sociedade, somos todos responsáveis pelo meio em que vivemos, jovens ou adultos, e precisamos despertar essas reflexões”, contou Priscilla Parodi.

A exibição é um espaço que se compromete a conectar o passado com o presente e ao diálogo com o futuro. Por meio do projeto que conta um pedaço da vida de Anne Frank, a perspectiva dos visitantes é transformada por um olhar delicado sobre o existir e a brutalidade da perseguição sobre os povos. Anne gritou pelo direito de ser - um grito que vive até hoje e se une a outras lutas pela liberdade. 

 

Serviço:

Abertura ao público: 03/08/2024  

Horário: das 13h30 às 19h, de quarta a domingo

Local: Unibes Cultural (1º e 2º andar) - R. Oscar Freire, 2500 - Sumaré São Paulo, SP 05409-012

Classificação indicativa: Livre

Preço dos ingressos: R$ 15,00 (inteira) R$ 7,50 (meia-entrada)

*Entrada gratuita às sextas-feiras com reserva de ingresso (ingressos liberados às segundas-feiras)

Contatos para agendamento: annefrank@unibescultural.org.br e Whatsapp: 3065-4333

Exposição com recursos de acessibilidade e áudio guia na Plataforma MuseA.

Encerramento: 22 de dezembro de 2024

 

 

Anne 1
Cartazes do período nazista. Foto: Victor Trovão
Anne 2
Livros e baús da época. Foto: Victor Trovão
3
Quarto em que os familiares de Anne se refugiavam. Foto: Victor Trovão

 

Anne 5
Mesa de estudos de Anne.  Foto: Victor Trovão

 

Anne 5
Cozinha da família de Anne. Foto: Victor Trovão

 

Anne 6
Mesa da cozinha repleta de figurinhas e jogos infantis. Foto: Victor Trovão 

 

Anne 7
Escada para o sótão onde a família se escondia. Foto: Victor Trovão
Anne 8
Pedras e tradição judaica sobre o luto. Foto: Victor Trovão
Anne 9
Painel de entrada da exposição. Foto: Victor Trovão

 

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