Série sobre o romance de John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette combina estética fiel e trilha sonora marcante, reacendendo o debate sobre privacidade
por
Livia Vilela
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08/04/2026 - 12h

A série Love Story (2026), criada por Connor Hines e produzida pelo controverso e consagrado Ryan Murphy, rapidamente se consolidou como um fenômeno do streaming ao revisitar o relacionamento entre John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette. Protagonizada por Paul Anthony Kelly e Sarah Pidgeon, a série chegou ao fim no dia 27 de março, com o lançamento do episódio final. Mais do que um drama romântico, a série se constrói como um retrato controverso da vida pública, explorando o amor entre duas figuras icônicas enquanto evidencia o peso da exposição constante que moldou suas trajetórias.


Antes de chegar às telas, a história de John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette já era amplamente conhecida. Filho do ex-presidente John F. Kennedy, assassinado em 1963, JFK Jr. cresceu sob intensa exposição midiática, impulsionada sobretudo pela visibilidade da sua família. Formado em Direito, atuou como advogado, fundou a revista George e foi declarado o homem mais sexy do mundo pela revista People em 1988. Já Carolyn, publicitária da Calvin Klein, nunca foi uma figura pública e tornou-se um ícone de estilo dos anos 1990 por sua estética minimalista e discrição. Os dois morreram tragicamente em 1999, em um acidente de avião no litoral de Massachusetts, no qual também morreu a irmã de Carolyn, Lauren Bessette.

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Cartaz da série Love Story de 2026
Foto: Divulgação/Instagram @lovestoryfx


Um dos maiores méritos da série está na forma como ela evidencia a espetacularização da intimidade. A narrativa acompanha uma mulher anônima que, ao se envolver com um homem que sempre teve uma vida pública, passa a lidar com uma exposição que antes não fazia parte de sua realidade. A série acerta ao mostrar como a fama não apenas acompanha, mas atravessa e redefine as relações pessoais.


A trilha sonora é um destaque por si só justamente por sua precisão histórica e sensorial. Ao apostar em hits marcantes dos anos 1990  (período em que a história se passa), como “It Ain’t Over ’Til It’s Over”, de Lenny Kravitz, e “Linger”, do The Cranberries, a série não apenas ambienta, mas transporta o espectador para a época.A música funciona como um elo direto com a narrativa, ajudando a construir uma sensação de imersão e familiaridade. 


Sob a curadoria de Jen Malone, responsável pela trilha, essa seleção reforça o tom nostálgico da série e insere o público de forma orgânica em um imaginário afetivo dos anos 90. Em entrevista à Vogue, ela afirma: “Eu recorri à minha própria playlist de músicas dos anos 90 que amo e fui organizando cada uma em seu respectivo ano. Nova York, para mim, é quase um personagem da história. Dizemos muito isso na TV: que a música é um personagem. Mas em obras de época ela realmente se torna um personagem, porque ajuda a transportar o espectador para dentro da história.”

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Paul Anthony Kelly como JFK Jr. em Love Story
Foto: Divulgação/Instagram @lovestoryfx


A cinematografia e a caracterização também são um ponto forte. A estética é cuidadosamente elaborada, com enquadramentos elegantes e uma paleta que remete ao glamour dos anos 1990. Ao mesmo tempo, carrega uma certa frieza que reflete o distanciamento emocional provocado pela exposição midiática. Já a caracterização dos personagens é precisa, contribuindo para a imersão e para a construção de figuras complexas. 


Curiosamente, as escolhas da produção não foram bem recebidas de início: quando as primeiras imagens de Sarah Pidgeon como Carolyn Bessette foram divulgadas, parte do público reagiu negativamente, criticando especialmente o tom do cabelo e apontando que o visual não imprimia o estilo icônico de Carolyn. As mudanças vieram na sequência, com o ajuste no tom de loiro da atriz e a escolha de peças mais sofisticadas e verossímeis com os anos 1990 para o guarda-roupa da personagem. Uma reação que antecipa a própria tensão central da série sobre imagem, memória e expectativa.

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Sarah Pidgeon e Paul Anthony Kelly como Carolyn Bessette e JFK Jr. em Love Story
Foto: Divulgação/Instagram @lovestoryfx

 


No entanto, é justamente nesse ponto que a série abre espaço para um contraponto importante. Jack Schlossberg, sobrinho de John F. Kennedy Jr., criticou duramente a produção, dizendo que se trata de um “espetáculo grotesco” que transforma uma história pessoal e trágica em entretenimento sensacionalista. Sua reação evidencia um incômodo central: ao mesmo tempo em que denuncia a invasão de privacidade sofrida pelo casal, Love Story inevitavelmente reproduz essa lógica ao recontar e dramatizar momentos íntimos, muitos deles atravessados por dor e perda.


Assim, a série se coloca em uma posição ambígua. Ela critica a cultura que consome vidas privadas como espetáculo, mas também depende dela para existir e engajar o público. Essa contradição talvez seja um dos aspectos mais interessantes da obra, pois amplia a discussão para além da narrativa e a insere no próprio funcionamento da indústria do entretenimento.


No fim, Love Story é uma série extremamente envolvente e, em muitos momentos, até divertida, graças ao seu ritmo, estética e apelo emocional. Mas, para além do entretenimento, ela também convida à reflexão. Ao revisitar a vida de figuras públicas, a produção nos faz pensar sobre os limites entre o público e o privado. E, sobretudo, sobre o que significa, de fato, ter uma vida pública em uma cultura que transforma intimidade em espetáculo. A série deixa, então, uma pergunta incômoda: até que ponto vale abrir mão da própria privacidade em nome do amor e o que sobra de uma relação quando tudo nela se confunde com a vida pública?

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Cerimônia em Los Angeles destacou músicos mais tocados nas rádios e no streaming, com diversidade de vencedores e homenagens especiais
por
Livia Vilela
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01/04/2026 - 12h

O iHeartRadio Music Awards 2026 reuniu artistas e profissionais da indústria da música no dia 26 de março, no Dolby Theatre, em Los Angeles, para premiar os maiores sucessos do último ano. Organizada pela iHeartMedia, maior empresa do setor de rádio e mídia de áudio nos Estados Unidos, a cerimônia teve como objetivo reconhecer os artistas mais populares com base em dados de execução nas rádios, desempenho nas plataformas digitais e votação do público.

Entre os destaques da noite, Taylor Swift venceu o prêmio de Artista do Ano, uma das principais categorias da premiação. A cantora, que já acumula histórico de vitórias no evento, também recebeu o prêmio de Melhor Álbum Pop por The Life of a Showgirl. Com sete vitórias ao todo nesta edição, Taylor Swift elevou seu total de troféus no iHeartRadio Music Awards para 41.

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Taylor Swift recebendo prêmio de Artista do Ano no iHeartRadio Music Awards 2026
Foto: Divulgação/Instagram @iheartradio

Além disso, a diversidade de vencedores marcou a edição de 2026. Alex Warren levou 4 prêmios na noite, incluindo Canção do Ano com o hit “Ordinary”. O cantor e compositor norte-americano ganhou destaque recentemente na indústria da música após iniciar a carreira como criador de conteúdo e cofundador da Hype House, coletivo de influenciadores do TikTok. Antes da fama, enfrentou dificuldades pessoais e chegou a morar na rua, trajetória que hoje aparece refletida em suas músicas.

Na categoria de K-pop, a vencedora do Oscar “Golden”, do grupo HUNTR/X, EJAE, Audrey Nuna e Rei Ami, foi eleita Canção do Ano. Já Sabrina Carpenter venceu como Artista Pop do Ano, refletindo o desempenho recente de seus lançamentos e o alcance nas plataformas digitais. Artistas revelação foram premiados em diversas categorias, como Ella Langley (country) e Sombr (música alternativa).

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Alex Warren no iHeartRadio Music Awards 2026
Foto: Instagram/ @alexwarren

Além das categorias principais, a premiação também destacou trajetórias e contribuições para a música. Miley Cyrus recebeu o Innovator Award, concedido a artistas que se destacam pela criatividade e pela capacidade de reinventar sua carreira ao longo do tempo. Já John Mellencamp foi homenageado com o Icon Award, reconhecimento pelo impacto duradouro de sua obra na música internacional.

A cerimônia contou ainda com apresentações ao vivo e participações de artistas de diferentes gerações. Raye, Ludacris e o grupo TLC, Salt-N-Pepa e En Vogue ajudaram a compor uma noite marcada pela celebração da música popular em suas múltiplas vertentes, consolidando a premiação como um dos principais palcos da música internacional.

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Raye se apresentando no iHeartRadio Music Awards 2026 
Foto: Divulgação/Instagram @iheartradio

 

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Autódromo recebe exposição gratuita sobre o ídolo no dia 1º de maio
por
Amanda Lemos
Maria Paula Back
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30/03/2026 - 12h

Nomeado de “Senna Experience 2026”, o evento cultural e imersivo relembra e celebra o legado histórico de Ayrton Senna, um dos maiores ídolos do automobilismo brasileiro e mundial. A exposição ocorre no dia 1º de maio, das 10h da manhã às 17h, no Autódromo de Interlagos, com acesso pelo Portão 7, coincidindo com o aniversário de 32 anos de sua morte. A entrada é gratuita, porém os ingressos são limitados e devem ser retirados antecipadamente pelo site oficial do Senna Experience, a partir do dia 30 de março, com limite de até dois ingressos por CPF. 

A exposição contará com acervos e itens históricos, como peças pessoais e objetos de corrida, troféus, macacões, fotos, obras de arte e até mesmo um capacete de 1991. Entre os destaques da exposição está o Lotus 98T de 1986, um dos carros de Fórmula 1 pilotados por Senna.  

O evento contará com um espaço familiar. Haverá um lounge para encontro de fãs e um espaço infantil temático do Senninha, um personagem inspirado em Senna, com contação de histórias e atividades para as crianças. Também terão apresentações musicais e DJs com playlists que remetem à momentos marcantes da vida do piloto. A praça de alimentação contará com opções diversas para os visitantes durante o dia todo. 

O evento faz parte das celebrações que acontecem tradicionalmente todo ano no dia 1º de maio, celebrando a memória eterna de Senna no automobilismo brasileiro e mundial. 

 

Ayrton Senna está sentado à beira da pista, vestindo um macacão vermelho da McLaren com logotipos de patrocinadores. Ele segura um capacete com as cores da bandeira do Brasil e olha para o lado com expressão séria. Ao fundo, o circuito aparece desfocado, e à esquerda há uma faixa vermelha com o nome “Ayrton Senna”.
Ayrton Senna em 1988 - Foto: @tagheuer e @sennabrasil / Instagram 

 

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Conhecido por papéis marcantes, o artista construiu um legado duradouro e transformou ação em identidade cultural.
por
Marina Garcia e Marcelo Barbosa
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30/03/2026 - 12h

O ator e artista marcial Carlos Ray Norris, conhecido como Chuck Norris, morreu, na última quinta-feira (19), no Havaí, nos EUA. O artista, de 85 anos, estava passando as férias na ilha, quando sofreu complicações de saúde não divulgadas. Norris, deixa esposa, filhos e netos.

Reconhecido mundialmente por seus papéis em filmes de ação e pela série de televisão Walker, Texas Ranger, Chuck Norris enfrentava problemas de saúde nos últimos anos, embora mantivesse sua vida pessoal de forma reservada. A causa exata da morte não foi detalhada, mas fontes próximas indicam que ele vinha lidando com condições decorrentes da idade. 

O ator passou mal de forma súbita após um treino, sendo levado ao hospital na ilha de Kauai, no Havaí, na quarta-feira (18), e morreu na quinta-feira (19). A morte foi confirmada pela família, no dia seguinte (20), através das redes sociais. A notícia citou um falecimento repentino após internação e os familiares optaram por sigilo.

Sua morte gerou grande repercussão entre fãs e colegas de trabalho em todo mundo. Nas redes sociais, admiradores prestaram homenagens destacando não apenas seus papéis marcantes no cinema de ação, mas também seu carisma e disciplina nas artes marciais. “Eu tive um ótimo tempo trabalhando com Chuck. Ele era americano de verdade em todos os sentidos. Um grande homem, e meus sentimentos à sua maravilhosa família.”

Sylvester Stallone presta homenagem a Chuck Norris em suas redes socias - Foto: @officialslystallone / Instagram
Sylvester Stallone presta homenagem a Chuck Norris em suas redes sociais - Foto: @officialslystallone / Instagram
 

Carlos Ray Norris Jr. nasceu no dia 10 de março de 1940 no Estado de Oklahoma. Em vídeos  do ator falando sobre sua infância, é possível ver ele descrevendo-a como “apática”. Segundo o ator, ele era o oposto da imagem criada no imaginário popular. 

No documentário “Chuck Norris: A história por trás da lenda”, ele afirmou ter sido na infância um "garoto franzino e tímido" na escola, com notas ruins e aversão aos estudos;  Ele sofria bullying de outras crianças e isso o motivou a posteriormente ingressar na Força Aérea dos Estados Unidos, em 1958.

Ainda segundo o relato do ator no filme, seu pai era alcoólatra, ausente e abandonava a família por meses, voltando bêbado. Aos 16 anos, após o divórcio dos pais, assumiu o papel paterno para cuidar dos irmãos mais novos.  Ele se viu obrigado a assumir tarefas adultas desde os 12 anos, como trabalhar em fazendas.

Após terminar o Ensino Médio, cansado das instabilidades em casa, alistou-se ao exército com 18 anos. Neste momento, ele foi enviado para a base aérea de Osan, na Coreia do Sul, onde ganhou o apelido de “Chuck”. Foi em sua jornada militar que começou a treinar artes marciais e chegou a fundar uma base de treinos entre os colegas.

Ele voltou aos Estados Unidos, depois de ser demitido do exército, e passou a servir à Força Aérea do país, na Califórnia. Ele prestou serviços até que ele foi dispensado novamente em agosto de 1962. O ator então quis focar nas artes marciais e começou a abrir uma franquia de escolas de luta por alguns Estados dos EUA. Ele chegou a fundar um estilo de luta próprio chamado de “Chun Kuk Do”.

Depois de criar o Chun Kuk Do e dominar as competições de karatê na década de 60, Chuck Norris expandiu suas academias e começou a fazer uma transição para o cinema. Inicialmente atuando como dublê e lutador, ele apareceu nas telas pela primeira vez em um filme chamado “The Wrecking Crew”, ao lado de Dean Martin - o que marcou sua estréia em Hollywood como dublê. Sua segunda participação nas telas foi o que trouxe fama ao ator, no filme “Massacre em São Francisco”, lançado em 1974.

Em uma de suas competições de luta, Chuck conheceu Bruce Lee. Os dois se tornaram amigos e Bruce o convidou para ter um papel de destaque em um dos filmes que ele estava produzindo.

Chuck Norris estreou no cinema em “O voo do Dragão”, de 1972, interpretando o campeão de karatê Colt, contratado por um mafioso romano para derrotar Tang Lung, o protagonista vivido por Bruce Lee,  que defendia o restaurante de sua família. O longa culmina em um dos embates mais memoráveis da história da sétima arte: a luta épica entre Norris e Lee nas ruínas do Coliseu, marcando a estréia do ator nos cinemas.

Chuck, depois do sucesso de “O voo do Dragão”, ganhou fama e chegou a estrelar produções como "Breaker! " Breaker!" (1977), seu primeiro papel principal como caminhoneiro justiceiro, seguido de clássicos como "O Código do Silêncio" (1985), "Força de Elite" (1986) e "Delta Force" (1986), onde também interpretou um justiceiro que lutava contra contra terroristas e criminosos.

Nos anos 1990, Chuck decidiu que iria se aventurar no mundo da televisão e foi protagonista da série "Walker, Texas Ranger" (1993-2001), um Texas Ranger que combatia o crime com artes marciais e valores conservadores, exibida por 8 temporadas e mais de 200 episódios, tornando-o ícone global.

Imagem do ator Chuck Norris no filme de ação Invasão U.S.A - Foto: @chucknorris / Instagram
Imagem do ator Chuck Norris no filme de ação Invasão U.S.A - Foto: @chucknorris / Instagram

O FENÔMENO QUE REFORÇOU DISCURSOS PERIGOSOS

Os personagens de Chuck em programas como “Walker, Texas ranger” e posteriormente em filmes como “Os mercenários”, fizeram o ator virar meme nas redes sociais. Retratado como uma figura sobre-humana e invencível, a imagem foi reforçada pelo programa Late Night with Conan O'Brien", da NBC, que compilava cenas exageradas de força e violência da série "Walker, Texas Ranger" (1993-2001). O programa, em formato de Talk Show, utilizava como recurso humorístico para compor as piadas do programa, apesar de Norris ter feito somente algumas participações especiais.

 Em 2005, fóruns online, como Something Awful, com o intuito de imitar o que a NBC fez, migraram piadas semelhantes de outros personagens (como Vin Diesel em "Operação Babá") para Norris, gerando os "Chuck Norris Facts", que eram frases curtas e absurdas como "Chuck Norris não caça. Ele simplesmente espera que a caça se entregue" ou "A morte uma vez teve um quase-morte com Chuck Norris".

A onda de memes motivou Norris a escrever sua autobiografia em 2007, chamada em português de “A verdade sobre Chuck Norris”, mas também serviu de motivo para que o ator processasse alguns sites por conta do uso indevido de sua imagem. 

Os personagens de Chuck, apesar de icônicos, trouxeram um ideal incompatível de masculinidade. Norris criou um “arquétipo de masculinidade exagerado", elevando-o a força sobre-humana, mas implícita em críticas a narrativas que glorificam o "homem só" resolvendo tudo com violência, um discurso frequentemente disseminado em comunidades Red Pill.

Em 2012, a participação de Chuck Norris em “Os Mercenários 2” revelou um contraste entre sua imagem de "durão" e suas convicções pessoais, já que o ator exigiu a remoção de diálogos vulgares para reduzir a classificação etária do filme. Na mesma época, a esposa de Chuck, Genna O´Kelley, sofreu graves problemas de saúde por conta de um erro médico, resultando no afastamento do ator de Hollywood por um hiato de 12 anos, retornando aos cinemas apenas em 2024 com o longa Agente Recom.
 

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Com apresentações intensas e variedade musical, o terceiro dia manteve o ritmo e proporcionou uma despedida à altura
por
Beatriz Neves
Laura Petroucic
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30/03/2026 - 12h

No domingo (22), o Autódromo de Interlagos recebeu apresentações aguardadas, como Tyler, the Creator e Lorde. O último dia confirmou o sucesso da edição ao combinar artistas consagrados e novos talentos, reunindo um público de 285 mil pessoas ao longo dos três dias.

Nina Maia 

Mostrando que uma das melhores partes de festivais é descobrir e se encantar com artistas menores, Nina Maia hipnotiza a plateia que a acompanha com leques e muita energia mesmo sob o sol.

A mineira apresentou o repertório de seu álbum de estreia, Inteira (2024), reconhecido pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), em um show que equilibra delicadeza e intensidade. No palco Samsung Galaxy, esteve acompanhada por uma banda afinada — Francisca Barreto, Valentim Frateschi, Thales Hash, Yann Dardenne e Pedro Lacerda — que sustentou a atmosfera envolvente da apresentação.

Com entrega e cuidado nos detalhes, Nina transforma o palco em um espaço íntimo, mostrando segurança e carisma de quem soube aproveitar o Lollapalooza para conquistar um novo público.

Foto: Reprodução / Instagram (@_ninamaia)
Foto: Reprodução / Instagram (@_ninamaia)

Djo  

Joe Keery, também conhecido pelo nome artístico Djo, é um artista e ator norte-americano conhecido por interpretar o personagem “Steve Harrington” na série recordista de audiência da Netflix, Stranger Things. Apesar de sua fama, Djo mostrou que não é apenas um ator brincando de ser músico.

Com o seu show começando pontualmente às 16:55, o artista se mostrou muito versátil, tocando guitarra, violão e piano durante o show. Na sequência, tocou músicas de seu álbum mais recente, lançado em abril de 2025, “The Crux”, incluindo hits como “basic being basic” e “Charlie’s Garden”, que animaram a plateia. Por fim, encerrou sua apresentação com sua música mais famosa, “End of beginning”, do álbum “DECIDE” (2022), levantando um coro da plateia e emocionando fãs que se identificam com a música que explora a transição entre diferentes fases da vida destacando amadurecimento e nostalgia.

Djo performando no Lollapalooza 2026
Djo performando no Lollapalooza 2026. Foto: Reprodução / Instagram (@tracklistoficial)

Addison Rae

No início da carreira e pela primeira vez no Brasil, Addison Rae mostra ter presença de palco e carisma de sobra para se destacar como estrela pop. Mesmo recorrendo ao playback, interações prolongadas com o público e pausas em que os dançarinos assumem a cena, o show se manteve envolvente e animou o autódromo.

Durante “Money Is Everything”, seu rosto estampou notas de dólar dos “Estados Unidos da Addison”, lançadas à plateia como parte da performance. Já no trecho de “Von Dutch”, parceria com Charli XCX, a cantora convocou o público a fazer com ela o grito icônico da música, dizendo que precisava poupar a voz.

A artista também não escondeu a empolgação por se apresentar no Brasil, algo que mencionou mais de uma vez, criando uma conexão próxima com os cerca de 100 mil fãs presentes.

Embora ainda não sustente uma apresentação inteira apenas na voz, Rae se mostrou uma performer promissora, que vale acompanhar os próximos passos. Sem hesitar, se entregou no palco Samsung e conquistou o público.

Addison e seu dançarino Patrick. Foto: Reprodução / Instagram (@addisonraee)
Addison e seu dançarino Patrick. Foto: Reprodução / Instagram (@addisonraee)

Turnstile

A banda americana de hardcore punk consolidou-se como um dos grandes nomes do rock atual, entregando uma apresentação intensa e sólida que levou os fãs à loucura.

O conjunto começou o show tocando sua faixa “never enough” que gerou reação instantânea dos fãs que acenderam sinalizadores e abriram rodas-punks durante a performance. Durante o show, a banda manteve a energia com sucessos como "I care", ao mesmo tempo em que incentivava ainda mais a participação do público ao pedir para "open it up", expandindo os mosh pits que dominaram a plateia. O repertório também refletiu o reconhecimento recente do grupo, ganhador de dois Grammys em 2026, nas categorias de Melhor Performance Metal e Melhor Álbum de Rock por Never Enough.

O término ocorreu com a música "BIRDS", em um momento explosivo, caracterizado pelo vocalista se jogando na plateia e pelo baterista entregando as suas baquetas ao público. Com uma setlist centrada em GLOW ON e músicas recentes, o show se destacou pela intensidade e pela conexão do começo ao fim.

Turnstile subiu ao palco com sua formação atual, liderada pelo vocalista Brendan Yates, ao lado de Franz Lyons, Daniel Fang, Pat McCrory e Meg Mills. Foto: Reprodução / Instagram (@weinthecrowd)
Turnstile subiu ao palco com sua formação atual, liderada pelo vocalista Brendan Yates, ao lado de Franz Lyons, Daniel Fang, Pat McCrory e Meg Mills. Foto: Reprodução / Instagram (@weinthecrowd)

Lorde 

Em um dos shows mais emocionantes do Lollapalooza 2026, a neozelandesa Lorde voltou ao Brasil após quatro anos.

Com a estrutura minimalista da Ultrasound Tour, marcada pela famosa esteira e jogos de luz entre reflexos e holofotes, a artista conduziu a plateia por diferentes estados emocionais. De faixas mais introspectivas, como “Liability”, que levou o público às lágrimas, a momentos mais eufóricos com hits como “Green Light”, o repertório equilibrou intensidade e energia. Músicas recentes, como “Man of the Year” e “What Was That”, também tiveram destaque.

O novo álbum, Virgin, marcou presença na setlist. Um dos pontos altos veio com “David”, quando Lorde surgiu com um figurino iluminado e desceu até a grade para cantar junto aos fãs.

O encerramento ficou por conta de “Ribs”, em uma performance nostálgica, refletindo temas recorrentes da artista, como o medo de crescer e a intensidade da juventude.

Após o show, Lorde agradeceu ao público brasileiro em uma postagem no Instagram, destacando a energia das cerca de 100 mil pessoas presentes e afirmando que a noite em São Paulo deixou uma marca profunda nela.

 Lorde retorna ao Brasil após quatro anos. - Foto: Reprodução: Instagram (@multishow)
Lorde retorna ao Brasil após quatro anos. - Foto: Reprodução: Instagram (@multishow)

Tyler The Creator 

O headliner Tyler The Creator fechou o Lollapalooza Brasil com um show divertido e notável, marcando seu retorno ao país após 15 anos de uma longa espera.

A apresentação de Tyler teve um início triunfante com efeitos pirotécnicos e uma entrada marcante que rapidamente entusiasmou o público. Carismático, o artista manteve a energia durante todo o show, investindo também em uma identidade visual impactante, baseada na estética de seus álbuns utilizando mudanças de cores no palco como o vermelho na música “Big Poe” e o verde em “St. Chroma".

O setlist envolveu diversas fases de sua trajetória, iniciando com músicas dos álbuns mais recentes, “DON’T TAP THE GLASS” e “CHROMAKOPIA”, e progredindo para produções reconhecidas como “IGOR” e “CALL ME IF YOU GET LOST”.  Durante a apresentação, o rapper também elogiou artistas brasileiros como Gal Costa, João Gilberto e Marcos Valle e em um dos momentos mais marcantes, apresentou uma versão remix de “Tamale” (2013) com batida de funk, reforçando a conexão com o público ao destacar que estava em São Paulo, e não no Rio, enquanto segurava uma bandeira do Brasil.

O encerramento foi marcado pela performance de "See You Again", que trouxe uma atmosfera mais melódica. Apesar de uma estrutura de palco mais simples, Tyler apresentou uma performance poderosa, apoiada por sua presença e uso estratégico de efeitos, demonstrando confiança ao comandar o show sozinho.

 Tyler, the Creator, se apresenta como headliner no Lollapalooza 2026. - Foto: José Plens
Tyler, the Creator, se apresenta como headliner no Lollapalooza 2026. - Foto: José Plens

Katseye 

Dividindo horário com o headliner da noite, Tyler, The Creator, o show do Katseye reuniu uma plateia cheia. A estreia do grupo no Brasil atraiu muitos espectadores, especialmente os fãs infantojuvenis, que marcaram presença em peso.

Com a integrante Manon afastada, Sophia, Daniela, Lara, Megan e Yoonchae assumiram o palco, preenchendo a setlist curta com interações, brincadeiras e até tentando algumas frases em português.

Faixas chicletes como “Gabriella”, “Game Boy” e “Internet Girl” conquistaram o público, que acompanhou as coreografias com entusiasmo. O ponto alto da apresentação foi, sem dúvida, a versão estendida de “Gnarly”, hit performado no Grammy este ano.

O Katseye entrega exatamente o que propõe: um grupo pop jovem, carismático, bem ensaiado e com coreografias afiadas, pensado especialmente para seu público mais jovem.

Sophia, Daniela, Lara, Megan e Yoonchae se apresentam no palco Flying Fish. Foto:Reprodução / Instagram (@katseyeworld)
Sophia, Daniela, Lara, Megan e Yoonchae se apresentam no palco Flying Fish. Foto:Reprodução / Instagram (@katseyeworld)

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Cineasta recebe primeiro Oscar da carreira com filme estrelado por Leonardo DiCaprio
por
Enrico Peres
Luis Henrique Oliveira
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19/03/2026 - 12h

Neste domingo (15), Paul Thomas Anderson conquistou o Oscar 2026 de Melhor Direção por “Uma Batalha Após a Outra". O longa-metragem marca a primeira vitória do diretor na premiação após 14 indicações em edições anteriores. Além dessa, o filme levou mais 5 estatuetas.

Paul Thomas Anderson, diretor de filmes estadunidense, segurando um Oscar enquanto discursa
Uma Batalha Após a Outra levou os prêmios principais na cerimônia do Oscar 2026. Foto: reprodução: YouTube/ABC News

O filme, estrelado por Leonardo DiCaprio, era o favorito na categoria, que contava com Chloé Zhao (Hamnet), Ryan Coogler (Pecadores), Josh Safdie (Marty Supreme) e Joachim Trier (Valor Sentimental). Anderson já havia sido indicado para a modalidade por trabalhos antecessores, como “Sangue Negro”, em 2008, e “Licorice Pizza”, em 2022.

Em fevereiro , Paul ganhou o DGA (Directors Guild of America Awards), o prêmio do sindicato dos diretores, indicando sua vitória como certa. Desde 1948, os vencedores da condecoração têm coincidido com os resultados do Oscar, sendo raras as exceções.

A trama foi inspirada no livro Vineland (1990), de Thomas Pynchon, e segue a história de Bob Ferguson (DiCaprio), um ex-revolucionário que tem como missão resgatar sua filha de Steven J. Lockjaw (Sean Penn), coronel militar dos Estados Unidos e inimigo de longa data.

Além do astro de Titanic, nomes como Benicio Del Toro (O Esquema Fenício), Teyana Taylor (Um Príncipe Em Nova York 2), Regina Hall (Todo Mundo em Pânico) e a novata Chase Infiniti (Acima de Qualquer Suspeita) compõem o elenco principal.

Paul Thomas Anderson, diretor estadunidense, dirigindo Leonardo DiCaprio, conhecido por Titanic, para uma cena em Uma Batalha Após a Outra
Paul Thomas Anderson dirigindo Leonardo DiCaprio para Uma Batalha Após a Outra. Foto: Divulgação/Warner Bros Pictures

Em seu primeiro discurso na noite, decorrente da vitória em Melhor Roteiro Adaptado, Paul Thomas Anderson expressou sentir-se “extremamente honrado por fazer parte da história” e agradeceu Pynchon pela obra que inspirou o filme.

O diretor também mencionou a atriz e comediante Maya Rudolph, com quem vive um relacionamento desde 2001, bem como os filhos do casal. “Escrevi este filme para os meus filhos, como um pedido de desculpas pela bagunça que deixamos neste mundo que estamos lhes entregando. Mas também, com o intuito de encorajá-los a serem a geração que, espero, nos trará bom senso e decência” explicou.

Uma Batalha Após a Outra foi o mais premiado da noite,  levando seis das 13 indicações, dentre elas Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Seleção de Elenco e Melhor Filme, categorias que o Brasil também disputava com “O Agente Secreto”. Sean Penn levou a estatueta de Melhor Ator Coadjuvante.

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Produção sul-coreana conquista espaço para a cultura asiática em Hollywood
por
Amanda Lemos
Isabelle Rodrigues
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18/03/2026 - 12h

O longa produzido pela Sony Pictures em parceria com a Netflix lançado no dia 20 de junho de 2025 conquistou nesse domingo (15) o Oscar de Melhor Animação. Ao receber a estatueta, Maggie Kang, diretora da animação, destacou a importância de filmes animados possuírem representatividade e diversidade e ressaltou ainda como o filme trouxe espaço e destaque para a cultura asiática em Hollywood. 

A trama dirigida por Kang e Chris Appelhans conta a história de três garotas Rumi, Mira e Zoey, que durante o dia são artistas e fazem parte do grupo de K-pop Huntrix e durante a noite são guerreiras que lutam contra demônios para proteger a humanidade. O filme é baseado na cultura sul coreana e mistura música e ação, além de combinar elementos visuais 2D com CGI. 

O longa alcançou um rápido sucesso, ficou no top 10 global da Netflix por 27 semanas consecutivas. Quebrou recordes de audiência, ultrapassando 500 milhões de visualizações. Apenas dois meses após a estreia, se tornou o filme mais assistido de todos os tempos no streaming, ultrapassando 236 milhões de visualizações. 

A animação ganhou uma versão sing along, adaptada para permitir que a audiência cante as músicas junto com o filme, que foi exibida nos cinemas do mundo todo em agosto do mesmo ano. A crítica também foi bem positiva, com um percentual de 96% no Rotten Tomatoes, um website agregador de críticas de cinema e televisão, além da trilha sonora que emplacou sucesso na Billboard Global 200 e na Billboard Hot 100 (EUA), alcançando o primeiro lugar em ambas e levando um prêmio no Oscar.  

 

A imagem é uma montagem composta por três partes verticais. No topo, três personagens femininas de uma animação 3D dançam no palco; elas têm cabelos coloridos (preto, rosa e roxo) e usam figurinos brilhantes de K-pop em preto, dourado e branco. No centro, há um print de um post do Twitter da Netflix Brasil que diz: "É DELAS! O filme Guerreiras do K-pop ganhou dois Oscars®: Melhor Animação e Melhor Canção original." Na base, a imagem mostra as mesmas três personagens de costas, de frente para uma plateia lotada e iluminada em um estádio.
Post feito pela Netflix Brasil no perfil do instagram para anunciar a vitória de “Guerreiras do K-pop” no Oscar - Foto: @netflixbrasil / Instagram

 

O filme já havia conquistado prêmios em 2025. No Golden Globe Awards ganhou os prêmios de Melhor Filme de Animação e de Melhor Canção Original com “Golden”, marcando a primeira vitória de um grupo de K-pop, mesmo que fictício. Ganhou também o Critics Choice Awards, na categoria de Melhor Animação e de Melhor Canção com a mesma música.

A canção também fez história ao ficar 18 semanas no Top 200 da Billboard, sendo a primeira música do gênero a alcançar a primeira posição nas paradas.

 

 

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Produção da Noruega venceu a categoria e frustrou a expectativa brasileira com “O Agente Secreto”
por
Malu Malquias
Carolina Nader
|
18/03/2026 - 12h

O filme norueguês Valor Sentimental, dirigido por Joachim Trier, ganhou o Oscar 2026 de Melhor Filme Internacional na cerimônia realizada neste domingo (15), no Dolby Theatre, em Los Angeles, ao superar produções de outros quatro países, incluindo o Brasil, e confirmar o favoritismo construído ao longo da temporada de premiações.

A obra é um drama intimista que acompanha o reencontro de duas irmãs com o pai distante, um diretor de cinema que enfrenta uma crise profissional e pessoal. A tentativa de reaproximação reabre feridas do passado e expõe ressentimentos acumulados ao longo dos anos, colocando em confronto diferentes visões sobre família, afeto e responsabilidade emocional. Ao longo da narrativa, o filme aborda escolhas pessoais, frustrações e a dificuldade de reconciliação, construindo um retrato sensível das relações familiares e dos impactos do silêncio e da ausência.

Joachim Trier é um dos principais nomes do cinema autoral europeu contemporâneo. Já conhecido por dramas intimistas; Valor Sentimental chegou ao Oscar 2026 como um dos principais favoritos da categoria após uma campanha consistente no circuito internacional. Sua trajetória nas premiações contou com a vitória no BAFTA, principal premiação do cinema britânico e um dos principais  indicadores da corrida pelo Oscar. O longa acumulou ainda diversas indicações em categorias centrais da Academia, sinalizando amplo apoio entre os votantes e consolidando sua posição como uma das produções mais prestigiadas do ano.

 

Disputa internacional e repercussão da participação brasileira

A categoria de Melhor Filme Internacional concentrou uma das maiores expectativas da cerimônia do Oscar 2026, segundo veículos especializados como Variety, IndieWire e The Hollywood Reporter, que encerrou com o triunfo do longa norueguês Valor Sentimental. O resultado marcou o segundo ano consecutivo em que uma produção brasileira esteve entre os indicados, sinalizando a presença recente do país na principal premiação da indústria audiovisual mundial.

O Brasil foi representado no Oscar pelo filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, indicado em quatro categorias. Embora não tenha conquistado estatuetas, o longa se destacou ao longo da temporada por seu reconhecimento crítico e pela ampla circulação em festivais internacionais, consolidando uma trajetória relevante no cenário do cinema mundial.

A visibilidade do filme começou ainda antes da cerimônia, impulsionada pelos dois prêmios conquistados no Festival de Cannes, o que manteve a produção em evidência durante toda a corrida pelo Oscar. Em entrevista no tapete vermelho, o ator Wagner Moura ressaltou o valor simbólico da indicação e reconheceu a força dos concorrentes. 

“Eu estou pensando que a gente tem que estar curtindo aqui. Se ganhar o Oscar, vai ser incrível. A gente chegou a um lugar muito bonito, muito legal. Representamos o cinema brasileiro por dez meses, desde o Festival de Cannes, mas, se a gente não ganhar, está tudo certo”, afirmou.

O resultado favorável à produção norueguesa reforça uma tendência observada nos últimos anos: o reconhecimento de narrativas autorais provenientes de diferentes cinematografias ao redor do mundo, de acordo com a Academy of Motion Picture Arts and Sciences, a qual divulgou uma lista com os últimos vencedores da categoria de Melhor Internacional do Oscar. A Noruega possui presença histórica mais discreta nessa categoria do Oscar, com poucas indicações ao longo das décadas, segundo dados da própria Academia de Hollywood. Parte desse reconhecimento tem sido construído gradualmente a partir do circuito de festivais europeus, onde produções do país costumam ganhar projeção crítica antes de alcançar a premiação norte-americana.

Joachim Trier e a atriz Renate Reinsve durante as gravações de Valor Sentimental, em registro de bastidores divulgado pela equipe do filme
Joachim Trier e a atriz Renate Reinsve durante as gravações de Valor Sentimental, em registro de bastidores divulgado pela equipe do filme; Foto:@sentimentalvaluefilm / Instagram

Dados da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS) indicam que a ampliação do número de votantes internacionais a partir de 2016 contribuiu para uma maior diversidade entre os vencedores, movimento que tem privilegiado narrativas autorais e culturalmente específicas - característica presente na obra norueguesa premiada neste ano.

A repercussão foi imediata na imprensa estrangeira, com veículos como Variety e The Hollywood Reporter apontando o resultado como reflexo da crescente valorização do cinema global e um marco para a indústria audiovisual norueguesa. No Brasil, o anúncio gerou debates entre críticos e nas redes sociais, combinando frustração pelo resultado com o reconhecimento da projeção internacional alcançada pelo cinema nacional e de sua presença frequente entre os indicados recentes.

 

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De horários dos shows a dicas de transporte e itens permitidos: veja o que saber antes de ir ao festival
por
Jessica Castro
Maria Paula Back
|
18/03/2026 - 12h

 

O Lollapalooza Brasil 2026 acontece nos dias 20, 21 e 22 de março, no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo. A nova edição do festival reúne mais de 70 artistas nacionais e internacionais e promete três dias intensos de música e entretenimento. Entre os destaques do line-up estão Sabrina Carpenter, Tyler, The Creator, Chappell Roan, Lorde, Katseye Deftones e Skrillex.

palco budwiser lollapalooza(Reprodução\ Facebook Lollapalooza Brasil)

 

Programação

Confira a programação com horários para os três dias de festival:

 

Sexta- feira (20/03)

 

programaçao sexta-feira lollapalooza(Reprodução/ Site oficial Lollapalooza)


 

Sábado (21/03)

progrmaçao sábado lollapalooza(Reprodução/ Site oficial Lollapalooza)


 

Domingo (22/03)

programação domingo lollapalooza(Reprodução/ Site oficial Lollapalooza)

 

Transporte

Durante o período do festival, o trem e o metrô funcionarão 24 horas por dia para facilitar o deslocamento do público, permitindo desembarque e transferências entre as linhas. A linha mais indicada para chegar ao local do evento é a Linha 9–Esmeralda, que atende a região do autódromo.

Outra alternativa para chegar ao festival é o Trem Expresso (ViaMobilidade). Esse serviço realiza viagens diretas da  Estação Pinheiros ou da Estação Morumbi até a  Estação Autódromo, sem paradas intermediárias. Para utilizar esse transporte, é necessário comprar a passagem antecipadamente pelo site. O valor é de R$35,00, incluindo ida e volta. As partidas acontecem a cada 30 minutos, e o retorno funciona entre 23h e 1h.

O transporte oficial do evento é o Lolla Transfer, um ônibus que possui oito opções de ponto de embarque, que são: eSuites Transamerica Congonhas, Holiday Inn Anhembi, Hotel Ibis Campinas, Hotel ibis São Paulo Barra Funda, Hotel Intercity Nações Unidas, Ibis São Bernardo do Campo, InterContinental São Paulo by IHG, e Praça Armando de Sales Oliveira (Parque Ibirapuera – Portão 9). Esse serviço tem como vantagem o desembarque direto dentro do  Autódromo de Interlagos e custa R$239 reais por dia de evento. Atualmente esta opção encontra-se esgotada.

A última opção é o uso dos ônibus da frota regular de São Paulo. Para atender à demanda do festival, a SPTrans deve ampliar a oferta de veículos, com reforço nas linhas que fazem integração com a Linha 9–Esmeralda.

Itens permitidos

Quem pretende participar do festival também deve ficar atento às regras de segurança na entrada do Autódromo de Interlagos. A organização realiza revistas nos acessos e estabelece uma lista de objetos que podem ser levados pelo público.

Entre os itens permitidos estão documento oficial com foto e o ingresso ou a pulseira do evento, além de objetos de uso pessoal como óculos escuros, chapéu ou boné, protetor solar, protetor labial e capa de chuva. Também é permitido portar álcool em gel em frascos pequenos, de até aproximadamente 50 ml.

Os participantes podem levar ainda canga ou toalha de tamanho reduzido, mochilas ou bolsas pequenas dentro das dimensões estipuladas pelo festival e câmeras portáteis simples, desde que não tenham lentes destacáveis.

Alimentos também são liberados, desde que estejam embalados de forma simples ou industrializados e lacrados, como biscoitos e barras de cereal. Frutas cortadas devem estar em recipientes transparentes e flexíveis, e sanduíches precisam ser transportados em embalagens transparentes, como sacos do tipo zip-lock.

No entanto, existe um limite: cada pessoa pode entrar com até cinco itens alimentícios. Caso esse número seja ultrapassado, os produtos excedentes podem ser retidos ou descartados na entrada.

Garrafas plásticas de água de pequeno porte costumam ser autorizadas, desde que sem tampa. Dentro do festival, o público encontra pontos de hidratação gratuitos, onde é possível reabastecer os recipientes ao longo do evento.

O que não é permitido levar

Por questões de segurança e organização, alguns objetos não podem entrar no Autódromo de Interlagos durante o festival. Caso sejam identificados na revista realizada nos portões, os itens podem ser retidos ou descartados pela equipe de segurança.

Entre os objetos proibidos estão garrafas de vidro ou metal, recipientes com capacidade superior a 500 ml, copos térmicos de metal ou vidro e latas ou bebidas trazidas de fora do evento. Embalagens rígidas com tampa, como potes do tipo tupperware, também não são autorizadas.

A lista inclui ainda objetos cortantes ou perfurantes, como facas e canivetes, além de armas de qualquer tipo, fogos de artifício ou substâncias inflamáveis.

Outros itens comuns que não podem ser levados são cadeiras, bancos ou banquinhos, capacetes, guarda-chuva, bastões de selfie, maquiagem com espelho, além de câmeras profissionais ou drones sem autorização da organização.

De forma geral, qualquer objeto que represente risco à segurança ou que possa prejudicar a circulação e a visibilidade do público dentro do festival também pode ser barrado na entrada.

Regras para bolsas e mochilas

A organização também estabelece restrições em relação ao tamanho e ao tipo de bolsas permitidas no evento, com o objetivo de agilizar o processo de revista nos acessos ao autódromo.

Normalmente são permitidas bolsas pequenas, pochetes e mochilas compactas, além de bolsas transparentes dentro das dimensões definidas pelo festival. Mochilas de hidratação, como as do tipo camelbak, também podem ser levadas, desde que estejam vazias no momento da entrada.

Para aproveitar melhor a experiência no festival, a recomendação é ir preparado, mas sem exageros. Levar apenas o necessário facilita a circulação entre os palcos e evita transtornos na entrada do evento. Também é importante conferir as orientações atualizadas divulgadas pela organização antes de sair de casa, garantindo uma chegada tranquila e mais tempo para curtir os shows. Agora é só montar o roteiro de apresentações favoritas, reunir os amigos e se preparar para três dias intensos de música no Autódromo de Interlagos.

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Favorito nas previsões, o filme de Paul Thomas Anderson confirmou o destaque como Melhor Filme
por
Beatriz Paulino
Giovanna Britto
Kaleo Ferreira
|
17/03/2026 - 12h

Estrelado por grandes nomes como Leonardo DiCaprio e Teyana Taylor, a produção “Uma Batalha Após a Outra”, dirigida por Paul Thomas Anderson, consagrou-se como Melhor Filme no Oscar neste domingo (15). Além de vencer a categoria principal, o longa também levou para casa outras cinco estatuetas, entre elas a de Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator Coadjuvante.

Antes mesmo da cerimônia, o filme já era o mais comentado da temporada de premiações e ganhou grande repercussão na internet. O longa estava presente em quase todas as listas de previsões para os principais prêmios, além de avaliações positivas vindas da crítica. 

O destaque nas premiações ajudou a ampliar cada vez mais a visibilidade do filme na internet, em fóruns de cinema e páginas dedicadas à crítica, em que o longa passou a ser citado como um dos favoritos. Esse reconhecimento contribuiu para aumentar o interesse do público e marcar o filme como um dos lançamentos mais discutidos e elogiados no período anterior ao Oscar.

Poster de divulgação do filme "Uma batalha após a Outra". Leonardo DiCaprio aparece no centro da imagem. Rosto e busto dos demais personagens principais aparecem ao fundo.
Elenco na foto de divulgação do filme. Imagem: Divulgação/Warner Bros Picture.

Sobre o filme

Uma Batalha Após a Outra conta a história de Bob Ferguson (Leonardo DiCaprio), um ex-integrante do grupo revolucionário antifascista “75 Franceses” que decide romper a relação com a equipe para focar na paternidade, cuidando de sua filha Willa Ferguson (Chase Infiniti). Após 16 anos, a adrenalina das batalhas retorna à vida de Bob quando um antigo inimigo, Steven J. Lockjaw (Sean Penn), volta a procurá-lo e sequestra Willa. 

O filme tem batalhas épicas, picos de fúria e pitadas de comédia. Tudo isso colabora para prender o telespectador e dita o tom dos acontecimentos, que chamam a atenção do começo ao fim. Em sites e redes sociais, a direção de Anderson foi elogiada, assim como a atuação de DiCaprio, com comentários que exaltam a intensidade e complexidade do personagem na trama. A construção narrativa do filme foram apontados como pontos fortes, capazes de sustentar a tensão e o drama ao longo da história.

 

Trajetória até o Oscar

O desempenho ao longo das premiações funcionou como um termômetro para a indústria e reforçou a expectativa de que o filme poderia dominar a noite mais importante de Hollywood. A combinação entre uma direção autoral, atuações marcantes e uma narrativa intensa contribuiu para que a produção chegasse ao Oscar cheio de expectativas.

No Globo de Ouro, o filme venceu nas categorias de Melhor Diretor para Paul Thomas Anderson e Melhor ator em Drama para Leonardo DiCaprio, fortalecendo sua posição entre os favoritos da temporada de premiações. O sucesso continuou no Critic Choice Awards, onde o longa conquistou prêmios em Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado, confirmando a recepção positiva. Já no BAFTA, uma das principais premiações do cinema britânico, a obra voltou a se destacar ganhando estatuetas nas mesmas categorias do Globo de Ouro.

Diretor Paul Thomas Anderson segurando três estatuetas do Oscar em foto preto e branca.
Paul Thomas Anderson, diretor do filme, posando com estatuetas ganhas na noite do Oscar. Imagem: Reprodução/Instagram/@theacademy.
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