Na noite de quarta-feira (24), o Brasil venceu a Escócia por 3 a 0, em Miami, em jogo válido pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Líder do grupo C, a seleção brasileira garantiu a vaga para os 16 avos após gols de Vini Jr. e Matheus Cunha. Ainda no mesmo dia e horário, Marrocos enfrentou o Haiti, em Atlanta. A seleção marroquina começou atrás no placar, mas conseguiu recuperar o resultado e passou por 4 a 2.
BRASIL X ESCÓCIA
O Brasil, já classificado, jogava por uma vitória para garantir a liderança do grupo. Já os escoceses também buscavam ganhar para manter bons números e ter chances de passar para a próxima fase através do terceiro lugar.
Ao apito inicial, a Escócia liderou a posse de bola com passes concisos, mas não ofereceu perigo aos rivais. A tática escocesa, marcada por pouca pressão, logo favoreceu os brasileiros. No minuto 7 do primeiro tempo, Rayan roubou a bola na entrada da área e tocou para Vini Jr, que balançou as redes em um forte chute de rasteira.
Aos 25 minutos, Vini marcou mais um, que foi anulado após revisão no VAR. O árbitro constatou uma falta cometida pelo camisa 7 na origem da jogada. Nos acréscimos, aos 48 minutos, outro ponto para os brasileiros após insistência na marcação, a bola chegou em Bruno Guimarães, que cruzou para Vini cabecear direto para o gol.
Durante essa etapa, a Escócia jogou de forma objetiva, mas quase não alcançou a área inimiga. Por outro lado, o Brasil foi protagonista no campo dos rivais e seguiu para o intervalo com uma vantagem de 2 a 0.
No segundo tempo, a seleção escocesa voltou mais agressiva e construiu maiores chances na partida. Aos quatro minutos, o jogador Scott McTominay cabeceou em direção ao gol com perigo, o que fez com que Alisson realizasse uma boa defesa. Os escoceses até tentaram buscar o placar, mas tiveram grandes dificuldades para finalizar nas boas oportunidades.
Já o Brasil, aproveitou as falhas do time rival e os espaços deixados pela Escócia para definir o jogo aos 59 minutos. Bruno Guimarães invadiu a área, passou a bola para Matheus Cunha, que marcou o terceiro gol do Brasil. Esse gol cravou a vitória da seleção brasileira.
Aos 30 minutos de jogo no segundo tempo, o momento mais esperado chegou, a entrada de Neymar. Com o placar favorável, Carlo Ancelotti substituiu Casemiro para evitar riscos de suspensão, e após um longo período afastado por lesão, o camisa 10 da seleção brasileira esteve de volta em campo.
Apesar do placar garantido, o Brasil ainda criou boas oportunidades. Neymar foi o responsável por uma quase assistência para Vinicius Junior, que até tentou marcar o quarto gol, mas foi parado pelo goleiro escocês.
A Escócia até tentou pressionar no final do jogo, mas perderam muita bola e não conseguiram penetrar a defesa brasileira. O Brasil garantiu seu primeiro lugar no Grupo C e uma passagem direta para o mata-mata. Já a Escócia, segue na luta para garantir sua vaga nos melhores terceiros lugares para se manter na disputa do mundial.
MARROCOS X HAITI
O placar saiu do zero logo aos nove minutos da etapa inicial a favor da seleção haitiana. Duverne avançou pela ponta direita e cruzou rasteiro em direção à pequena área. Joseph completou o lance com um toque de calcanhar e, após desviar no goleiro Bono, a bola parou no fundo da rede. A Fifa, no entanto, registrou a jogada como gol contra.
A reação do Marrocos não demorou. Três minutos depois, Saibari recebeu um passe de Hakimi livre na área, mas desperdiçou a chance ao chutar por cima da meta. A partir daí, o panorama do jogo mudou. Em vantagem, o Haiti recuou e adotou uma postura defensiva, o que permitiu que a seleção marroquina fizesse pressão e controlasse a posse de bola.
Aos 29 minutos, os marroquinos quase empataram quando Hakimi recebeu um lançamento na área e bateu rasteiro, que exigiu grande defesa de Placide. No rebote, El Kaabi teve a oportunidade de marcar, mas parou novamente no goleiro haitiano. A insistência surtiu efeito aos 38 minutos: El Khannouss arrancou em velocidade pela esquerda, driblou a marcação e chutou cruzado. Placide se esticou para espalmar, mas o rebote sobrou nos pés de Hakimi, que apenas empurrou para o gol.
A igualdade durou pouco, pois a resposta haitiana foi imediata. Após Duverne interceptar a saída de bola do Marrocos, Isidor ficou com a sobra e soltou uma bomba de fora da área, acertou o ângulo e posicionou o Haiti na liderança do placar novamente.
A persistência marroquina foi premiada novamente nos acréscimos, aos 45 minutos. Hakimi deu um belo passe em profundidade para Saibari, que apareceu livre na entrada da área e finalizou de primeira, deixando tudo igual antes do intervalo.
O segundo tempo foi marcado por amplo domínio da seleção marroquina. A primeira grande oportunidade de gol surgiu aos 55 minutos. A jogada teve início pela lateral direita, de onde Ayoub El Kaabi cruzou para Saibari. O atacante não conseguiu chegar a tempo para concluir com firmeza em direção ao gol. No entanto, o lance já estava impedido. Aos 58 minutos, o Marrocos voltou a assustar. El Khannous arriscou de fora da área, mas Johny Placide fez grande defesa.
Após grande atuação, Providence e Isidor, autor do gol haitiano, deixaram o campo para as entradas de Deedson e Duckens Nazon, maior artilheiro da história da seleção do Haiti. Do lado marroquino, saíram El Kaabi, Brahim Diaz e Saibari para as entradas de Yassine, Ounahi e Rahimi. As mudanças buscaram dar mais movimentação ao setor ofensivo das duas equipes e foram essenciais para o placar final.
Na reta final, o jogo ganhou outro ritmo, principalmente para os marroquinos, que passaram a chegar com mais velocidade à área haitiana. Aos 77 minutos, uma cobrança de escanteio de Hakimi resultou em um bate-rebate dentro da área. A bola sobrou para Rahimi, que girou e finalizou firme de pé direito para ampliar o placar.
O Haiti encerrou suas substituições com as saídas de Jean Jacques e Duverne para as entradas de Simon e Arcus. No Marrocos, El Aynaoui e Salah Eddine deixaram o campo para a entrada de El Mourabet e Mazraoui.
O momento mais polêmico da partida ocorreu aos 88 minutos. Em uma disputa entre Arcus e Rahimi, o defensor haitiano acreditou que a bola havia ultrapassado a linha de fundo. A arbitragem, porém, mandou o jogo seguir, e a jogada terminou no gol de Yassine, jovem revelação do Marrocos. Após revisão do VAR, o gol foi confirmado, o que gerou reclamações.
O Haiti se despede da competição sem pontuar, mas com atuação competitiva em alguns momentos. A partida também marcou a despedida de Johny Placide da seleção, após 15 anos defendendo o país. Com os resultados do Grupo C, a classificação da chave ficou definida, com o Marrocos avançando na segunda colocação. O próximo compromisso da seleção marroquina será contra o primeiro colocado do Grupo F.
No último domingo (21), o Egito conquistou sua primeira vitória na história da Copa do Mundo, após vencer a Nova Zelândia por 3 a 1. Já Bélgica e Irã terminaram a partida sem gols, com um empate morno. Veja os destaques do Grupo G:
Nova Zelândia X Egito
O Egito goleou a Nova Zelândia, no último domingo (21), no estádio Vancouver Place, no Canadá. A primeira partida com vitória dentro do Grupo G terminou em 3 a 1.
A partida começou com a seleção da Nova Zelândia dominando o jogo nos primeiros minutos. Logo no início do primeiro tempo, os All Whites criaram uma oportunidade de gol e finalizaram, mas a bola acabou saindo pela linha de fundo.
A pressão neozelandesa continuou e resultou em nova chance a partir de um escanteio. Aos 15 minutos, a equipe abriu o placar com um gol de cabeça de Finn Surman.
Durante a primeira metade do jogo, a Nova Zelândia manteve o controle das ações ofensivas. O Egito só conseguiu sua primeira finalização aos 25 minutos do primeiro tempo, quando levou perigo ao gol adversário, mas parou na defesa do goleiro.
Após esse lance, a equipe egípcia passou a equilibrar a partida e começou a criar mais oportunidades. Já nos acréscimos da etapa inicial, quase chegou ao empate, mas a finalização saiu pela linha de fundo, mantendo a vantagem da Nova Zelândia ao final do primeiro tempo.
A virada veio no segundo tempo. Depois do intervalo, a equipe africana chegou jogando mais para frente, com uma tentativa de finalização de Salah logo no primeiro minuto.
Ao longo dos 45 minutos, o Egito conquistou sua goleada. O empate saiu aos 13 minutos, quando Mostafa Ziko, nome em homenagem ao lendário meio-campista brasileiro, aproveitou um novo cruzamento de Hany e cabeceou sem marcação para o fundo do gol.
Menos de 10 minutos depois, Salah concluiu uma bela troca de passes com o próprio Ziko e virou o placar. E o capitão dos Faraós ainda ajudou a marcar mais um aos 37, após um escanteio cobrado por ele, Trezeguet surgiu no primeiro poste e desviou de cabeça para fechar o placar em 3 a 1.
Essa é a primeira vez que o time africano ganha em Copas, já a Nova Zelândia, segue sem conquistar esse feito. Com o resultado, o time africano assume a liderança da chave, com 4 pontos conquistados ao final de duas rodadas.
A partida contra a Nova Zelândia marcou duplamente a história do Egito em Copas. Além de ser a primeira vitória da seleção, consagrou Mohamed Salah como o maior artilheiro do país em mundiais, com três gols.
Bélgica X Irã
Em jogo válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, Bélgica e Irã se enfrentaram no último domingo (21) em Los Angeles, Estados Unidos. Mesmo com a expulsão do lado belga, o placar permaneceu zerado e as equipes terão que vencer na última rodada para sonhar com vaga no mata-mata.
A partida começou com amplo domínio da Bélgica. No primeiro tempo, os belgas tiveram 81% da posse de bola. Mas essa era a exata intenção do Irã, que montou uma defesa muito forte, jogando num esquema 6-3-1 para congestionar a área de ataque belga e impedir ao máximo o número de chances claras adversárias.
Portanto, desde o primeiro minuto na primeira etapa, vimos um jogo de ataque contra defesa com muitos chutes bloqueados pelos defensores persas e defesas do goleiro Alireza Beiranvand. A seleção iraniana afastava todas as bolas para onde desse e buscava criar chances de gols através de faltas e escanteios conquistados no campo de ataque.
Assim, aos 25 minutos de jogo, Ehsan Hajsafi cobrou uma falta surpreendente na intermediária. Com passe rasteiro, achou o camisa 9 Mehdi Taremi livre na área para balançar a rede, mas após revisão o gol foi anulado por impedimento.
Ainda no fim do primeiro tempo, a Bélgica teve uma grande chance. Após belo passe por cima de Tielemans, Maxim de Cuyper chutou forte de primeira, mas parou no goleiro iraniano.
No começo da segunda etapa, tudo se inclinava para vermos um jogo muito parecido com aquele cenário antes do intervalo. A Bélgica voltou mais agressiva, com 59 minutos jogados o goleiro Alireza Beiranvand fez uma defesa histórica, ao receber um chute à queima roupa de dentro da pequena área, enquanto estava caído no chão.
Foi então aos 67 minutos de jogo, que o zagueiro belga Nathan Ngoy perdeu a bola na defesa e teve que fazer a falta para impedir que Taremi saísse livre para ter a chance de abrir o placar para o Irã. Ngoy era o último homem no campo de defesa belga e foi expulso imediatamente pelo árbitro.
O Irã cresceu no jogo, assumindo o protagonismo da partida e empurrando a Bélgica com um jogador a menos para seu campo de defesa. Mas assim como os belgas, a seleção persa não aproveitou seu momento de maior posse no jogo e a partida terminou empatada pelo placar de zero a zero.
Na última rodada da fase de grupos, a Bélgica enfrenta a Nova Zelândia e o Irã o Egito, num grupo em que todos ainda têm chance de se classificar para a fase eliminatória.
Pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, a Argentina confirmou seu favoritismo e se classificou para a próxima fase do torneio após vitória sobre a Áustria. O jogo também ficou marcado pelo recorde de Lionel Messi, que se tornou o maior artilheiro das Copas de forma isolada com 18 gols e deixou para trás o alemão Miroslav Klose. No outro jogo do Grupo J, a Argélia eliminou a Jordânia e manteve viva para a última rodada as chances de classificação para o mata-mata. Confira os detalhes das partidas:
Argentina 2X0 Áustria
A Argentina venceu a seleção da Áustria por 2 a 0 em partida válida pela 2ª rodada do grupo J, e confirmou sua vaga para os 16 avos de final. O confronto aconteceu no Dallas Stadium, em Dallas, e cerca de 70 mil pessoas puderam ver Lionel Messi marcar novamente e virar, de forma isolada, o maior artilheiro de todas as copas, com 18 gols.
A seleção austríaca promoveu mudanças na parte defensiva, com a entrada do zagueiro Kevin Danso e do recuo de Konrad Laimer para a lateral esquerda, e no ataque com Michael Gregoritsch começando no lugar do camisa 14 Sasa Kalajdzic, que havia atuado contra a Jordânia na primeira rodada. Por outro lado, a Albiceleste teve apenas a entrada de Nahuel Molina no time titular no lugar de Gonzalo Montiel, que sofreu uma lesão leve na coxa direita.
Conhecida por uma marcação forte, a Áustria pressionou a saída de bola argentina desde o primeiro minuto, porém a equipe de Lionel Scaloni conseguiu sair com tabelas e com o Messi recuando para ajudar na saída de jogo e na posse de bola.
Ainda nos minutos iniciais, a Argentina encontrou espaços com Molina conduzindo por dentro e quebrando a pressão austríaca. A jogada terminou em pênalti sobre Lautaro Martínez, que só foi marcado após consulta do VAR. Lionel Messi foi para a cobrança e desperdiçou, jogando para fora. Foi o terceiro pênalti consecutivo perdido pelo argentino em Copas do Mundo com a bola rolando.
Após a perda do pênalti, a dinâmica entre as equipes mudou, já que a Áustria se sentiu mais confiante e a Argentina mais insegura. Com a fragilidade da equipe argentina, os austríacos pressionaram e empurraram o time rival, que começou a fazer faltas contra os europeus. Os argentinos tentavam sair no contra-ataque, mas sem sucesso.
A equipe de Ralf Rangnick estava com quatro meio-campistas e formava um losango por dentro, tentando anular a forma característica dessa argentina jogar, dificultando a circulação de bola entre Enzo Fernández, De Paul e Almada, e obrigando a utilizarem mais os laterais do que de costume. A intensidade austríaca prevaleceu até a parada para hidratação, quando a Argentina retomou o controle do jogo, com muita paciência e toques de bola.
Também chamava atenção a estratégia argentina de evitar cruzamentos, devido a alta estatura da defesa da Áustria, que tem 1,84m de média, e a Argentina com seus atacantes chegava apenas a 1,71m de média.
Aos 38 minutos, após recuperar a posse em um lateral, Messi foi acionado e virou o jogo para Almada, que esperou a ultrapassagem de Enzo Fernández e Facundo Medina. Com a linha defensiva austríaca recuada para proteger a profundidade, o lateral recebeu e devolveu para Almada na entrada da área, que fez um corta-luz preciso para Messi finalizar livre e se tornar o maior artilheiro isolado da história das Copas do Mundo.
Com a intensidade que havia marcado sua atuação no primeiro tempo, os austríacos voltaram do intervalo ocupando mais o campo de ataque e encontraram em Sabitzer sua principal arma ofensiva. Aos dez minutos, o meia cobrou falta com perigo e exigiu grande defesa de Emiliano Martínez, que evitou o empate.
O bom momento austríaco, porém, não durou por toda a segunda etapa da partida. Aos poucos, a Argentina retomou o controle do jogo por meio da posse de bola, característica que já havia lhe permitido superar os momentos de pressão adversária no primeiro tempo. Com mais paciência na circulação e menos espaços para os contra-ataques da Áustria, a equipe de Lionel Scaloni reduziu o ritmo do jogo e passou a administrar a vantagem.
Ainda assim, os argentinos encontraram oportunidades. Messi voltou a aparecer aos 18 minutos do segundo tempo ao receber passe de Julián Álvarez, se livrar da marcação e finalizar para defesa do goleiro Alexander Schlager. Com o passar do tempo, a partida ficou mais truncada, marcada por interrupções e por uma disputa física mais intensa no meio-campo.
Nos minutos finais, a Áustria voltou a pressionar em busca da igualdade e obrigou a Argentina a sustentar sua vantagem com uma atuação defensiva segura. Mas, já nos acréscimos, a Albiceleste encontrou o golpe definitivo. Em um contra-ataque, Messi iniciou a jogada, viu Julián Álvarez ter a finalização bloqueada e aproveitou o rebote para marcar seu segundo gol na partida e o 18º de sua carreira em Mundiais.
O resultado garantiu a classificação antecipada da Argentina para a próxima fase e manteve a equipe na liderança do Grupo J. Os argentinos voltam a campo no próximo sábado (27), às 23h (horário de Brasília), contra a já eliminada Jordânia. Com a derrota, a Áustria permaneceu com três pontos e decidirá sua permanência no torneio na última rodada, diante da Argélia, também no sábado, às 23h.
Jordânia 1X2 Argélia
Para fechar a segunda rodada do grupo J, a Argélia venceu de virada a Jordânia pelo placar de 2 a 1, na madrugada desta terça-feira (23). A partida aconteceu non Levi's Stadium, em Santa Clara. Com a derrota, os jordanianos foram eliminados da Copa do Mundo. Já a Argélia, somou seus primeiros pontos no torneio e ainda busca a classificação para a próxima fase.
A etapa inicial teve chances alternadas entre as equipes. A Argélia chegou duas vezes com Amine Gouiri, uma à direita aos dois minutos de partida e outra finalização fraca aos 28, e com Riyad Mahrez, que finalizou bem aos 33 minutos, mas parou no goleiro Yazeed Abulaila. Pelo lado da Jordânia, Mousa Al-Tamari arriscou aos 12 minutos, mas o goleiro argelino Luca Zidane defendeu a finalização, enquanto Nizar Al-Rashdan tentou pelo alto e em chute rasteiro, mas sem perigo.
A equipe da Jordânia seguiu para o intervalo em êxtase após a vantagem conquistada. Em contrapartida, a Argélia foi para a pausa abatida, principalmente após mais uma falha do goleiro Luca Zidane, que vem sendo bastante criticado por suas atuações na Copa do Mundo
Na segunda etapa, os argelinos melhoraram. Com o controle do jogo durante boa parte do segundo tempo, aos 24 minutos, Mahrez cobrou escanteio para Benbouali empatar o jogo. Faltando apenas oito minutos para o fim do tempo regulamentar, novamente em bola parada, Gouiri virou o placar para a equipe argelina.
Apesar do susto, a seleção da Argélia saiu vitoriosa e Ibrahim Maza, jovem promessa da seleção africana, foi eleito o melhor em campo. Apesar de não participar diretamente de nenhum dos gols, ele foi o jogador mais ativo no jogo.
Na última rodada, a Argélia enfrenta a Áustria no sábado (27), às 23h (horário de Brasília), para decidir quem ficará com a segunda colocação do grupo e a classificação direta para a próxima fase, sem precisar dos resultados de outros grupos para ficar como um dos melhores terceiros lugares da competição. Já a eliminada seleção jordaniana cumprirá tabela contra a Argentina, de Lionel Messi, no mesmo dia e horário.
Na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, o México se classificou após vencer a Coreia do Sul por um placar de 1 a 0. Do outro lado, a África do Sul empatou com a Tchéquia com gol no fim da partida. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo A:
México X Coreia do Sul
A Copa do Mundo de 2026 conheceu seu primeiro classificado para a segunda fase na noite de quinta-feira (18). O México garantiu a vaga ao vencer a Coreia do Sul por 1 a 0, pela segunda rodada do Grupo A, no Estádio Akron, na cidade mexicana de Guadalajara.
O primeiro tempo foi morno, com poucas chances claras de gol para as duas equipes. A Coreia do Sul levou perigo aos 15 minutos, quando o atacante Son Heung-min tentou encobrir o goleiro mexicano Raúl Rangel. A finalização foi salva em cima da linha pelo volante Édson Álvarez, que afastou a bola de bicicleta.
Aos 19 minutos, foi a vez de o México assustar. Alvarado cruzou para Quiñones, que cabeceou no canto direito, mas sem força suficiente para vencer o goleiro sul-coreano. As duas seleções ainda criaram algumas finalizações ao longo da etapa inicial, mas sem grande perigo. Insatisfeita com o futebol apresentado no primeiro tempo, a torcida mexicana vaiou a seleção na saída para o intervalo.
As vaias surtiram efeito e o México voltou para o segundo tempo com postura mais agressiva. Aos 48 minutos, Gutiérrez lançou em profundidade para Gallardo em um contra-ataque. O defensor invadiu a área e finalizou rasteiro, mas a bola acertou a rede pelo lado de fora.
O gol mexicano veio aos 49 minutos. Após cruzamento de Quiñones em direção a Jiménez, o goleiro sul-coreano Kim Seung-gyu falhou ao tentar segurar a bola e acabou soltando-a dentro da área. Atento ao lance, o meia Luis Romo aproveitou o rebote e não desperdiçou.
Aos 74 minutos, novamente Quiñones cruzou para Jiménez, que, desta vez, finalizou no centro do gol para defesa de Seung-gyu. Três minutos depois, o meia Lee Kang-in arriscou de fora da área, mas a bola passou por cima do travessão mexicano.
No fim do jogo, o México quase ampliou a vantagem. O meio-campista Vargas arriscou um forte chute de longa distância, exigindo grande defesa do goleiro sul-coreano.
Dois minutos depois, o centroavante Cho Gue-sung cabeceou firme e parou em Rangel, que espalmou. No rebote, o atacante finalizou novamente, mas o goleiro mexicano voltou a defender e garantiu a vitória dos anfitriões.
Com a vitória, o México chegou aos seis pontos e se isolou na liderança do Grupo A, já a Coreia do Sul estacionou nos três pontos e está na vice-liderança.
Pela terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, o México irá enfrentar a República Tcheca na quarta-feira (24), no Estádio Azteca, na Cidade do México, às 22h pelo horário de Brasília. Já a Coreia do Sul vai duelar com a África do Sul, também na quarta-feira (24), às 22h pelo horário de Brasília.
Tchéquia X África do Sul
A segunda rodada da Copa do Mundo 2026 ocorreu na última quinta-feira (18) com o duelo entre África do Sul e Tchéquia, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
Para a Tchéquia, que foi derrotada pela Coreia do Sul de virada na primeira rodada, o técnico Miroslav Koubek apostou em pequenas mudanças na escalação e no sistema tático. Koubek abandonou o 5-4-1 para usar Hlozek, antiga promessa, que hoje atua no Hoffenheim, em uma dupla de atacantes junto de Schick.
Do lado da África do Sul, após a derrota contra o México na abertura do Mundial, a grande novidade foi a presença de Oswin Appollis, ponta-esquerda e meio-campista de 24 anos que atua no Orlando Pirates.
O jogador ganhou espaço após as modificações feitas pelo técnico Hugo Broos, que precisou ajustar a equipe devido às expulsões no último jogo. Appollis trouxe velocidade e criatividade, ajudando a dar profundidade ao ataque e sendo um dos nomes observados da partida.
Logo no início do jogo, aos seis minutos, a Tchéquia abriu o placar após uma falha na saída de bola sul-africana. O lance resultou no gol mais rápido da competição até agora, marcado por Michael Sadílek, aproveitando o erro defensivo da equipe africana.
O primeiro tempo foi difícil para a seleção sul-africana, que sofreu com os encaixes da Tchéquia pelo centro. As mudanças na escalação deixaram a equipe vulnerável, e o adversário aproveitou para controlar o ritmo. A partir dos 20 minutos, no entanto, os sul-africanos começaram a crescer em campo, equilibrando a partida e mostrando mais presença ofensiva.
Após o gol sofrido, a equipe reorganizou o meio-campo, tentando neutralizar os avanços centrais da Tchequia. Appollis foi fundamental nesse processo, alternando entre a ponta e o meio para oferecer linhas de passe e desafogar a pressão adversária. O time ganhou confiança e passou a ocupar mais o campo ofensivo, mas faltou precisão nas finalizações para transformar o volume de jogo em vantagem no placar.
Em jogos da Copa, a África do Sul nunca perdeu duas partidas seguidas e também conseguiu uma virada.
No segundo tempo, aos 35 minutos, a arbitragem assinalou um toque de mão de Pavel Sulc dentro da área. O meia Mokoena converteu o pênalti com segurança, empatando o jogo e inflamando a busca pela virada, que acabou não acontecendo.
As modificações feitas por Broos, especialmente a entrada de Appollis e a recomposição defensiva, explicam a dificuldade inicial da equipe em se adaptar O empate, apesar de frustrante pela busca da virada, mantém viva a tradição sul-africana de não perder duas partidas consecutivas em Copas e ainda luta pela classificação, mesmo ocupando a lanterna do Grupo A.
Os europeus jogarão contra o México, na quarta (24), no Azteca, principal estádio mexicano. Os Bafana Bafana enfrentarão a Coreia do Sul no mesmo horário, no estádio BBVA, também no México.
No último domingo (21), as quatro seleções do grupo H entraram em campo para a disputa da segunda rodada da Copa do Mundo. A Espanha confirmou o favoritismo e ganhou por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita. Mais tarde, em partida movimentada, Uruguai e Cabo Verde empataram em 2 a 2.
Espanha 4X0 Arábia Saudita
Espanha e Arábia Saudita se enfrentaram às 13h, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, Estados Unidos. La Furia dominou os dois tempos da partida e mostrou o porquê é uma das favoritas a conquistar a Copa do Mundo. Com a vitória, os espanhóis assumiram a liderança do grupo e só precisam de um empate para se classificar.
Assim como na estreia, a Espanha controlou a posse e as ações na primeira etapa. A principal diferença foi a efetividade. Logo aos 10 minutos, Pedri interceptou o tiro de meta, Oyarzabal tabelou com Baena que devolveu uma bola enfiada na ponta esquerda. O centroavante cruzou para Lamine Yamal que se esticou todo para fazer seu primeiro gol em Copas.
Mesmo com o gol, a Fúria não diminui o ritmo. Aos 20 minutos, os espanhois cobraram um escanteio, mas a defesa saudita afastou. No rebote, Dani Olmo chutou cruzado para dentro da área. Al-Buraikan, centroavante saudita, não conseguiu tirar a bola e ela sobrou para Laporte, que ajeitou para Oyarzabal tirar do goleiro e fazer o 2 a 0.
O centroavante espanhol, que teve uma estreia contra Cabo Verde apagada, ainda deixou seu segundo tento no jogo. Aos 23 minutos, Pedro Porro cruzou na área, Cucurella ajeitou para trás, Dani Olmo cabeceou para o gol e Oyarzabal livre empurrou para o fundo da rede.
Os sauditas pouco criaram durante o primeiro tempo. Uma das suas finalizações foi feita pelo zagueiro Al-Amri, aos 35 minutos, que viu Unai Simón adiantado e arriscou um chute da intermediária do seu campo de defesa, mas errou o alvo.
Na volta do intervalo, o técnico Luis de la Fuente fez duas alterações. Saiu Lamine Yamal e Oyarzabal para a entrada de Ferran Torres e Yéremy Pino. O segundo tempo não foi diferente do primeiro, com uma Espanha superior e que logo de início já voltou a pressionar a Árabia Saudita.
Aos três minutos, a La Fúria ganhou escanteio. No cruzamento fechado, um desvio saudita lançou a bola para Cucurella livre no segundo pau. Com uma chicotada de perna esquerda, o lateral mandou para o gol e Al-Owais defendeu, mas o rebote bateu na perna de Al-Tambakti e entrou nas redes. O gol contra marcado foi o quarto espanhol.
A pressão seguiu, e com sete minutos, a Espanha chegou novamente com perigo. Em enfiada de Cubarsí para Pedro Porro, o lateral chegou bem na área e finalizou para boa defesa de Al-Owais. Ainda no rebote Ferrán Torres cabeceou para defesa tranquila do goleiro saudita que ficou com a bola.
A Árabia Saudita tentou sair um pouco mais para o jogo, mas o domínio espanhol seguiu. Apenas aos 35 minutos, em uma escapada saudita, Al-Hamdan, que veio do banco, arriscou de fora da área para a defesa segura de Unai Simón.
Já nos acréscimos, em uma troca de passes envolvente, Pedro Porro, na lateral da área, deu um passe rasteiro para Torres que empurrou livre para o fundo das redes. Após revisão da jogada, o VAR interveio e marcou o impedimento do atacante, fim de jogo 4 a 0.
Uruguai 2X2 Cabo Verde
Às 19h, Uruguai e Cabo Verde se enfrentaram no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos. Mesmo com boas chances para os dois lados, o jogo terminou sem um vencedor e a vida das duas seleções está em jogo na última rodada.
Após o decepcionante empate com a Arábia Saudita no primeiro jogo, Marcelo Bielsa veio com mudanças para enfrentar os Tubarões Azuis. Valverde ocupou mais a parte central do campo, enquanto Cannobio entrou na vaga de Darwin Núñez que deixou o time titular. Sanabria, que entrou bem na partida anterior, ganhou a vaga de Matías Viña na lateral esquerda.
Já a seleção de Cabo Verde, vinha de um empate heroico contra a Espanha, em que Vozinha foi o grande destaque. Mesmo com a grande partida, o técnico Bubista veio com mudanças para enfrentar a Celeste. Jovane Cabral, lesionado na primeira rodada, deixou os 11 iniciais para a entrada de Garry Rodrigues. Lanos Duarte e Livramento também foram trocados por Arcanjo e Tavares
O jogo começou com as duas seleções com os nervos à flor da pele. Com o empate de ambas na primeira rodada, esse jogo poderia definir uma possível classificação.
Aos quatro minutos, Sidney Cabral, lateral de Cabo Verde tomou o primeiro cartão amarelo da partida e está suspenso da última rodada da fase de grupos.
A seleção celeste comandou as ações nos primeiros 15 minutos de jogo. Sem conseguir criar uma chance clara, o Uruguai tentava pressionar a defesa de Cabo Verde que esperava um contra-ataque.
Aos 21 minutos de jogo, Cabo Verde fez história. Em uma cobrança de falta de muito longe, Kevin Pina marcou o primeiro gol em Copas do Mundo dos cabo-verdianos em um chute forte que passou no meio da barreira uruguaia e só parou dentro da rede de Muslera.
Após marcar o gol, os Tubarões cresceram na partida, porém o Uruguai continuou dominando as ações, mas com dificuldade para furar a defesa adversária.
Aos 44 minutos, Valverde cruzou com qualidade e Federico Viñas brigou no alto e cabeceou na trave. A bola sobrou para Maxi Araújo, herói contra a Arabia Saudita, que empurrou para a rede. O ponta marcou seu segundo gol em duas partidas na Copa. No lance do gol, a postura do Uruguai causou revolta nos jogadores de Cabo Verde. O meia Arcanjo mancava a mais de dois minutos em campo e os jogadores uruguaios não tiveram a postura do fair play e não colocaram a bola para fora para o atendimento do jogador.
Com o gol marcado, o Uruguai foi para cima para buscar a virada. Dois minutos depois, em mais um cruzamento, Cáceres encontrou Viñas pelo alto, que serviu Canobbio quase na pequena área para finalizar e vencer Vozinha no fim do primeiro tempo. A Celeste levou o 2 a 1 para o intervalo.
No segundo tempo, Uruguai voltou sem intensidade e Cabo Verde aproveitou uma trapalhada entre Mathias Oliveira e Muslera para empatar o jogo com Hélio Varela. O jogador se antecipou ao goleiro após um recuo mal feito e finalizou para o fundo das redes aos 15 minutos.
Na sequência, os cabo-verdianos saíram em rápido contra-ataque. Monteiro foi acionado na entrada da área e arriscou um forte chute que passou muito perto do travessão.
Na reta final, a Celeste teve uma ótima oportunidade em uma cobrança de falta da meia-lua da grande área, mas Valverde chutou por cima da meta defendida por Vozinha. Nos acréscimos, Canobbio recebeu uma bola do lado direito da área e mandou para Darwin Núñez na área, mas ele finalizou para a linha de fundo.
Com o apito final, Uruguai e Cabo Verde ficaram no empate por 2 a 2 e seguem vivos na briga por uma vaga nas fase de 16 avos de final da Copa do Mundo. O resultado foi bastante comemorado pelos cabo-verdianos, que mais uma vez mostraram poder de reação e conquistaram mais um ponto histórico em sua primeira participação. Pelo lado uruguaio, o empate aumentou a pressão para a rodada decisiva, já que a Celeste segue sem vencer na competição.
O prêmio de melhor jogador da partida foi para Hélio Varela, autor do gol de empate na segunda etapa e peça fundamental para os Tubarões somarem mais um resultado expressivo na Copa.
Próxima rodada
Após o fim da segunda rodada, a Espanha assumiu a liderança do grupo H com quatro pontos. Logo atrás, Uruguai e Cabo Verde estão com dois pontos cada. A Arábia Saudita está em último com um ponto, mas ainda tem chances de classificação.
As seleções voltam aos gramados pela última rodada na sexta-feira (26). O Uruguai terá pela frente a Espanha, em um confronto decisivo no Estádio Akron, em Guadalajara, México. Já Cabo Verde enfrentará a Arábia Saudita no NRG Stadium, em Houston, Estados Unidos.
Ambos os jogos serão às 21h (horário de Brasília) por causa da regra de justiça esportiva, que garante que nenhuma seleção entre em campo na última rodada sabendo previamente o resultado do outro confronto. Essa regra existe para eliminar possíveis vantagens, como manipulação de resultados e escolhas de adversários seguintes.