La Roja dominou a partida contra a Argentina, levou para a prorrogação e levantou a taça pela segunda vez em sua história
por
Lucas Leal
Pedro Premero
|
20/07/2026 - 12h

A Copa do Mundo 2026 terminou neste domingo (19) com o confronto entre Espanha e Argentina, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Os espanhois se consagraram campeões após derrotarem os sul-americanos por 1 a 0 com um gol de Ferran Torres, no segundo tempo da prorrogação. A Fúria voltou a levantar a Copa após 16 anos desde sua primeira, e até então última, conquista.

Com a vitória, a Espanha se tornou a seleção com a maior sequência invicta da história com 38 jogos sem perder. Outro feito inédito foi ser o primeiro país a ser o atual campeão mundial tanto no futebol masculino quanto no feminino, que também levantou a taça na última Copa do Mundo Feminina de 2023.

Já do lado argentino, além do vice-campeonato, Lionel Messi encerrou o torneio como vice-artilheiro, atrás de Mbappé, com oito gols marcados. O francês também superou o argentino como maior goleador da história das Copas, com 22 gols.



 

Lionel Messi com medalha de prata
O camisa 10 encerrou o torneio como o maior assistente da história da Copa com 12 passes. Reprodução/X/@Argentina

 

Para a decisão, a Argentina promoveu duas alterações na equipe titular. Nicolás González entrou no lugar de Leandro Paredes, enquanto Montiel substituiu Molina. Já a Espanha repetiu a mesma equipe da semifinal. 

No começo do jogo, sob temperatura de 27 °C, a Espanha teve a oportunidade de abrir o placar com Lamine Yamal. Após passe de Dani Olmo no meio da área, o camisa 19 bateu fraco e o lance parou em Dibu Martínez.

A Espanha se impôs desde o início e marcaram individualmente a saída de bola da Argentina. A Albiceleste se viu encurralada e, nesse cenário, Rodri interceptou um passe e criou mais uma chance para Yamal, que não teve êxito no cruzamento.

Em seguida, Laporte parecia ter recuperado a posse, mas dominou mal e a bola caiu nos pés de Julián Álvarez, que passou em profundidade para o camisa 10 argentino. Unai Simón, porém, foi esperto e antecipou uma jogada que poderia ser promissora.

A Espanha não abriu mão do seu estilo de jogo, com muita posse de bola, paciência e troca de passes em um ataque posicional. A Argentina, sabendo disso, montou uma defesa sólida e bastante agressiva na região central do campo, foram nove faltas marcadas e um cartão amarelo para Lisandro Martinez, somente no primeiro tempo. 

Sem muitas chances claras, aos 38 minutos, uma troca de passes entre Rodri, Baena e Fabián Ruiz pelo meio abriu espaço para Mikel Oyarzabal finalizar de fora da área, mas Dibu defendeu. Quatro minutos depois, Marc Cucurella recebeu pela ponta esquerda com liberdade e arriscou um chute cruzado, que saiu pela linha de fundo. Foi a última oportunidade antes do intervalo, encerrando um primeiro tempo de domínio espanhol, mas sem gols

No país dos shows do Super Bowl, o intervalo da final da Copa do Mundo contou com apresentações de Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS no campo. O espetáculo durou 27 minutos, e não os 15 convencionais.

O começo do segundo tempo mostrou que a situação da Argentina não iria melhorar. Logo no primeiro minuto, o passe fraco de Leonardo Paredes foi interceptado por Alex Baena, que cortou para o meio e chutou, mas a finalização não teve força e Emiliano Martínez defendeu com tranquilidade.

Aos 5 minutos, Paredes deu um encontrão em Rodri quando a bola não estava em disputa, os jogadores se reuníram em torno do espanhol caído e iniciaram uma pequena confusão. O jogador do Boca Juniors ainda empurrou Aymeric Laporte e Dani Olmo e saiu amarelado da jogada.

A Espanha continuou a dominar a partida com boas trocas de passes e ótimas construções de jogadas, como a que ocorreu aos 9 minutos. Pau Cubarsí saiu jogando de sua grande área e passou para Pedro Porro que fez um lançamento para Fabián Ruiz. O jogador do PSG passou de primeira para Dani Olmo que também deu de primeira para Mikel Oyarzabal. O atacante carregou a bola encontrou Ruiz. O meio-campista fez o pivô e tentou devolver para Oyarzabal, mas foi interceptado por Otamendi.

A Fúria não saia de seu campo de ataque, mas não conseguia passar pela defesa argentina. Aos 17 minutos, Luis De La Fuente colocou Ferran Torres e Pedri no lugar de Fabián Ruiz e Oyarzabal, para dar fôlego para o setor de criação e continuar com a pressão sobre os sul-americanos.

Aos 21 minutos, Lamine Yamal cobrou o escanteio, mas Alexis Mac Allister afastou. Na sobra, Pedro Porro devolveu para Yamal que passou por dois defensores e cruzou para Ferran Torres, mas cabeceou em cima de Martínez. Apesar do domínio, os espanhóis ainda pecavam nas finalizações ou saia fraca, ou sem direção ou parava em Dibu Martínez. 

Na saída de jogo, para tentar aliviar a pressão que estavam sofrendo, os argentinos tentavam conseguir faltas para se recompor em campo. Em um erro na troca de passe espanhola, Mac Allister deu um passe longo para Enzo Fernández, mas ele não alcançou. Rodri fez a proteção e o argentino, ao sentir o toque, caiu, pediu falta e reclamou com o juiz, assim, recebeu um cartão amarelo.

 

Enzo Fernández é expulso do jogo Argentina x Espanha
Enzo Fernández foi o sexto jogador a ser expulso em uma final de Copa do Mundo - Foto: Reprodução/X/@Argentina

 

Nos Acréscimos, a Argentina conseguiu ter um pouco de posse de bola, porém não levou perigo. A Albiceleste foi a primeira seleção a não finalizar no gol durante o tempo regulamentar de uma final.

O lance que mudou o rumo da partida aconteceu aos 47 minutos. Enzo Fernández foi disputar uma bola afastada pela defesa argentina mas chegou atrasado e deu uma entrada dura em Cubarsí, que fez o zagueiro espanhol dar uma cambalhota no ar. O meio-campista do Chelsea tomou o segundo amarelo da partida e foi expulso.

Com um a mais, antes de acabar o jogo, a Espanha teve uma falta perigosa na entrada da área para bater. Lamine Yamal cobrou à meia altura, Emiliano Martínez fez uma grande defesa e levou a decisão para a prorrogação.

Na prorrogação, o cenário continuou favorável aos espanhóis. Lamine Yamal recuperou a bola no campo de ataque e tocou para Pedri. O meio-campista levantou na área para o desvio de Nico Williams, obrigando Dibu Martínez a fazer mais uma defesa milagrosa.

A Espanha conseguiu anular o jogo de Messi, pressionando constantemente o argentino e utilizando sua maior arma para se defender: a posse de bola, com média de 65% de posse e 419 passes no campo adversário.

Com um jogador a menos, a Argentina já não pressionava tanto o portador da bola e, aproveitando essa liberdade, Pedro Porro cruzou rasteiro para a área. Ferran Torres não alcançou a bola, Mikel Merino conseguiu finalizar caindo e Dibu fez outra defesa, mas Nico Williams marcou no rebote. O lance, porém, foi anulado por falta, após Merino pisar no pé do zagueiro Otamendi.

Após 105 minutos de jogo, a Argentina ainda não havia conseguido finalizar uma única vez na partida.

O segundo tempo da prorrogação começou com o lance que mudou a história do jogo. Rodri passou para Yamal na lateral, que passou para Pedro Porro. O jogador do Tottenham cruzou para Nico Williams que ajeitou a bola de cabeça para trás para Ferran Torres encher o pé e abrir o placar.

 

Fernan Torres comemora gol da vitória
Ferran Torres marcou seu primeiro gol na Copa na final contra a Argentina - Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

Aos 7 minutos, a Espanha chegou a ampliar o marcador após passe de Yamal que deixou Ferran Torres cara a cara com Dibu Martínez. Porém, o atacante espanhol estava impedido e o gol foi anulado.

Aos 10 minutos, a equipe europeia teve a chance de matar o jogo. Em uma bola afastada pelos espanhóis, Nico Williams ganhou no corpo de Molina, arrancou pela lateral, deu um belo drible no argentino e avançou para área. Ao invés de cruzar para Yamal, Williams tentou outro drible, mas errou bizarramente, para a revolta do jogador do Barcelona, que estava bem posicionado para marcar.

Nos minutos finais, a Argentina pressionou em busca de um gol para levar a partida para os pênaltis. Aos 11 minutos, Messi recebeu a bola na entrada da área e finalizou forte, mas foi bloqueado pelo rosto de Merino.

Aos 14 minutos, Messi cobrou uma falta e tabelou com Otamendi e deu um belo passe para Giuliano Simeone. O atacante estava livre de marcação e cruzou fechado para Senesi, porém, Cubarsí conseguiu fazer um corte providencial e evitar o empate da Argentina. 

Logo em seguida, a Albiceleste teve dois escanteios. O primeiro foi afastado pelos espanhóis após uma confusão na pequena área. No segundo, após desvio na primeira trave, a bola sobrou livre para Simeone, que isolou a chance de ir às penalidades.

A Argentina até tentou chegar na área espanhola com um chutão de Martínez, a defesa afastou e o juiz apitou o fim do jogo. A Espanha se consagrou bicampeã mundial após uma partida dominante diante dos agora antigos campeões.

Após o apito final, Paredes entrou em confusão com Eric Garcia e Gavi, e acertou o rosto do meio-campista da Espanha. O argentino foi expulso. A FIFA (Federação Internacional de Futebol) publicou um comunicado em que diz que vai investigar o tumulto causado pelos vice-campeões.

Apesar disso, nada parou a festa dos espanhóis. Nas premiações individuais, Unai Simón recebeu a Luva de Ouro, após conceder apenas 1 gol durante toda a competição. Pau Cubarsí levou o prêmio de melhor jogador jovem do torneio. Já Rodri foi nomeado o melhor jogador da Copa do Mundo, o capitão espanhol comandou o meio campo da sua equipe com ótimas atuações defensivas e ações ofensivas.

 

Jogadores da Espanha recebem prêmios em diferentes categorias após o fim da Copa do Mundo
A Argentina finalizou apenas duas vezes na partida, o que evidencia a força defensiva dos espanhóis - Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

A próxima edição da Copa do Mundo acontecerá em 2030 e, pela primeira vez, será disputada em seis países e três continentes ao mesmo tempo. Uruguai, Paraguai e Argentina, na América. Espanha e Portugal, na Europa e Marrocos, na África.

Além disso, segundo Gianni Infantino, presidente da FIFA, a entidade estuda a possibilidade de ter mais 12 seleções para o mundial seguinte. “Algumas pessoas já sugerem ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa”

Seleção sul-americana vence por 2 a 1 na semifinal, encerra a campanha inglesa e garante vaga na decisão da Copa do Mundo contra a Espanha.
por
Juliana Bertini
Lucas Leal
|
16/07/2026 - 12h

A Inglaterra se despediu da Copa do Mundo na semifinal ao ser derrotada pela Argentina por 2 a 1, nesta quarta-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos. Em um duelo equilibrado entre duas das favoritas ao título, os argentinos aproveitaram melhor as oportunidades e garantiram a classificação para a decisão do torneio. Com o resultado, a equipe comandada por Thomas Tuchel disputará a decisão do terceiro lugar contra a França, enquanto a Argentina enfrentará a Espanha na grande final.

O confronto de semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina começou com um verdadeiro choque de estilos e disposição. Nos primeiros dez minutos, o respeito mútuo se traduziu em um jogo truncado, marcado por paralisações. A temperatura da partida ficou clara logo aos 8 minutos, quando Declan Rice recebeu cartão amarelo após parar um avanço perigoso de Alexis Mac Allister com uma falta dura na intermediária.

A partir dos 15 minutos, a Inglaterra de Thomas Tuchel passou a ditar o ritmo, ocupando o campo ofensivo e acionando as pontas. A melhor chance inglesa aconteceu aos 22 minutos: Jude Bellingham quebrou as linhas adversárias com um passe enfiado para Harry Kane. O capitão inglês bateu rasteiro da entrada da área, obrigando o goleiro Emiliano "Dibu" Martínez a fazer uma defesa espetacular com a ponta da chuteira direita.

Do outro lado, a Argentina adotou uma postura reativa, aguardando o erro adversário para acionar seus atacantes com passes longos. Essa estratégia quase calou a torcida inglesa aos 34 minutos. Após Rodrigo De Paul desarmar Bellingham no círculo central, a bola chegou rapidamente aos pés de Julián Álvarez. O camisa 9 invadiu a área em velocidade, deixou John Stones para trás e chutou cruzado, vendo a bola raspar a trave de Jordan Pickford.

Na reta final da primeira etapa, o nervosismo tomou conta do gramado. Aos 42 minutos, o jogo foi paralisado após Bellingham cair na área pedindo pênalti em uma dividida com Cristian Romero. O VAR revisou o lance por quase dois minutos e confirmou que o zagueiro argentino tocou apenas na bola. Sem alterações no placar após os quatro minutos de acréscimo, as equipes foram para o intervalo com um 0 a 0 que reflete perfeitamente a tensão e a entrega de ambas as seleções.

No começo do segundo tempo, o jogo ganhou mais emoção. Logo no primeiro minuto, Giuliano Simeone venceu o duelo de cabeça após um lançamento de Emiliano Martínez, e a bola sobrou para Julián Álvarez, que chutou forte, mas foi parado por Pickford.

Em resposta, aos 55 minutos, na saída de bola, Harry Kane recuou para oferecer uma opção entre os volantes e, com liberdade, lançou para o ataque. Tagliafico cortou mal, e Declan Rice aproveitou para servir Morgan Rogers, que cruzou para Anthony Gordon, que apareceu de surpresa na segunda trave para abrir o placar.

 

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Foi o primeiro gol de Anthony Gordon na Copa do Mundo
Reprodução: X/@England

 

Atrás do resultado, a Argentina voltou a um cenário comum neste mata-mata da Copa do Mundo: pressionar o adversário. Logo após o gol sofrido, Simeone recebeu de Enzo Fernández em profundidade, em uma transição rápida, mas foi perfeitamente desarmado por Djed Spence.

Precisando de mais poder ofensivo, Lionel Scaloni substituiu o volante Leandro Paredes pelo ponta Nicolás González. Com isso, a Argentina passou a ter mais posse de bola e começou a rondar a área da equipe inglesa. De acordo com o FotMob, foram 229 passes argentinos no campo adversário durante o segundo tempo, enquanto a Inglaterra teve apenas 33 toques no setor ofensivo.

A equipe de Thomas Tuchel sofreu muito com o volume ofensivo argentino e, aos 72 minutos, o técnico alemão substituiu o atacante Anthony Gordon pelo zagueiro Ezri Konsa. Logo depois, também trocou o lateral Reece James pelo zagueiro Dan Burn, de 2,01 m de altura, buscando proteger a área dos cruzamentos argentinos, além de substituir o volante Declan Rice pelo zagueiro Nico O'Reilly. 

O treinador foi muito criticado pela imprensa e torcedores por causa da postura defensiva após o gol e pela entrada de mais zagueiros na equipe, abrindo mão de jogar.

Porém, não demorou muito e, aos 85 minutos, após um escanteio curto, a Inglaterra tinha praticamente todos os seus jogadores protegendo a área. Marcado por dois adversários, Lionel Messi atraiu a marcação e rolou para Enzo Fernández, que apareceu livre na entrada da área e acertou um belo chute para empatar o jogo.

 

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O gol de Enzo Fernandez tinha 0,04 xG (Expected Goals) de probabilidade de acontecer.
Reprodução/Instagram/@afaseleccion

 

Já nos acréscimos, a Inglaterra, exausta e abatida psicologicamente, viu Lionel Messi avançar pela ponta direita até a linha de fundo e, de pé direito cruzar na cabeça de Lautaro Martínez, que havia entrado aos 72 minutos, para sacramentar a virada argentina.

Mais uma vez, Lionel Messi foi decisivo para a Argentina, com duas assistências na virada sobre a Inglaterra, agora o argentino é o jogador com mais participações diretas em gols nesta edição, chegando a 12 (oito gols e quatro assistências).

A Albiceleste disputará sua sétima final de Copa do Mundo em busca do quarto título, diante dos espanhóis, que tentam conquistar sua segunda taça. Já os ingleses adiaram novamente o sonho de voltar a uma decisão de Mundial, o que não acontece desde o título de 1966.

Argentina e Espanha decidem a Copa do Mundo no domingo (19), às 16h no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Um dia antes, no sábado (18), às 18h, França e Inglaterra disputam o terceiro lugar.

A Fúria volta a uma decisão depois de 16 anos
por
Pedro José Zolési
Pedro Premero
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16/07/2026 - 12h

Na última terça-feira (14), a Espanha venceu a França por 2 a 0 pelas semifinais da Copa do Mundo 2026, no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. Os espanhóis tiveram uma partida defensivamente impecável e conseguiram parar o melhor ataque do mundial, que marcou 16 gols, e Kylian Mbappé, um dos artilheiros do mundial, com oito gols.

A imagem mostra jogadores da Espanha comemorando
Essa será a segunda final da história da Espanha em Copas. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

O primeiro tempo foi de domínio espanhol. A Fúria controlou o meio de campo e não deixou os pontas da França levarem perigo. Destaque para o volante Rodri e o lateral esquerdo Marc Cucurella, que tomaram conta de seus setores e não deram liberdade para os franceses criarem jogadas. A Espanha foi para o intervalo com nove desarmes e cedeu apenas duas finalizações para os franceses, nenhuma no gol.

Aos 15 minutos de jogo, após Alex Baena ter o cruzamento interceptado, a França saiu para um contra-ataque. A jogada terminou em finalização de Michael Olise, mas foi bloqueada pelo zagueiro Pau Cubarsí.

O primeiro grande lance do jogo aconteceu aos 19 minutos. Cucurella avançou pela lateral e cruzou para a área. Lucas Digne deixou a bola pingar para dominar, porém ela subiu demais e ele teve que usar a cabeça. Ao tentar afastar o perigo, o lateral francês deu um chute em Lamine Yamal, que se antecipou e alcançou a bola. Como a falta foi dentro da área, o juiz Iván Barton marcou pênalti. Na cobrança, apesar de Mike Maignan ter acertado o lado, Mikel Oyarzabal bateu forte e abriu o placar para a Espanha.

A imagem mostra Oyarzabal comemorando o gol
Oyarzabal, artilheiro da Espanha na Copa, chegou ao seu quinto gol na competição. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

Aos 33 minutos, Unia Simón fez um lançamento da sua área para Baena. O ponta, mesmo marcado por Dayot Upamecano, conseguiu chutar para o gol. Porém, além de mandar para fora, foi marcado impedimento no lance. Logo em seguida, a França respondeu com Bradley Barcola. O jogador do PSG recebeu na lateral e cortou para o meio, mas isolou a bola na finalização.

Aos 37 minutos, a Espanha pressionou a saída de bola francesa e forçou Maignan a dar um chutão. A bola caiu nos pés de Baena, que passou para Rodri encontrar Lamine Yamal. O ponta do Barcelona fez uma belíssima tabela com Dani Olmo e cruzou para Fabián Ruiz, mas o espanhol foi interceptado por Upamecano. A primeira etapa terminou com a Fúria à frente no placar.

Na volta do intervalo, a Espanha seguiu com o controle da partida. A equipe de Luis de la Fuente manteve a posse de bola e ocupou o campo ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar o domínio em chances claras. Aos seis minutos, após jogada construída por Baena, Oyarzabal finalizou por cima da meta.

Na tentativa de aumentar o poder ofensivo, Deschamps colocou Désiré Doué na vaga de Barcola aos 11 minutos. A alteração, porém, não impediu que a Espanha ampliasse a vantagem logo em seguida.

Aos 12 minutos, Baena iniciou mais uma jogada pelo lado esquerdo e teve o chute bloqueado por Koundé. A bola permaneceu com os espanhóis, que trocaram passes até a bola chegar a Pedro Porro. O lateral encontrou Dani Olmo na entrada da área, recebeu a devolução e, livre diante de Maignan, finalizou para marcar o segundo gol da Espanha.

A imagem mostra Pedro Porro comemorando
Pedro Porro foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

A equipe espanhola continuou com seu ritmo e quase deixou o placar mais elástico três minutos depois. Pau Cubarsí encontrou Lamine Yamal com um lançamento em profundidade. O atacante venceu Lucas Digne na velocidade, invadiu a área e balançou as redes. O lance, no entanto, foi anulado por impedimento do camisa 19.

A França só conseguiu responder aos 21 minutos. Após passe de Ousmane Dembélé, Kylian Mbappé finalizou da entrada da área, mas a bola desviou na defesa espanhola e saiu para escanteio. Essa foi a primeira oportunidade clara dos franceses na partida.

A Espanha permaneceu mais perigosa e voltou a assustar aos 32 minutos. Depois de outra boa jogada de Baena pela esquerda, o cruzamento encontrou Ferran Torres, que venceu a disputa pelo alto, mas cabeceou para fora.

A melhor oportunidade francesa na partida surgiu apenas aos 35 minutos. Rayan Cherki, com um passe por cobertura, encontrou Mbappé em condições de sair cara a cara com Unai Simón. O goleiro espanhol deixou a área para interceptar a jogada, mas afastou mal a bola, que sobrou livre para Désiré Doué. Sem marcação, o atacante demorou para finalizar, o que permitiu a recuperação de Unai Simón. Na conclusão, Doué bateu sem força e facilitou a defesa do goleiro espanhol.

A imagem mostra Mbappé correndo com a bola
Artilheiro da França e da Copa com nove gols, Mbappé não conseguiu passar pela defesa espanhola. Foto: Reprodução/X/@equipedefrance

Nos acréscimos, Dembélé ainda finalizou duas vezes de dentro da área, mas Unai Simón, bem posicionado, fez as defesas sem dificuldades e garantiu a vitória por 2 a 0.

Com o resultado, a Espanha assegurou vaga na final da Copa do Mundo de 2026 e enfrentará a Argentina. A decisão está marcada para o próximo domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Já a França irá disputar o terceiro lugar contra a Inglaterra no próximo sábado (18). O jogo será às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos. Ambos os horários são de Brasília.

Mikel Merino faz o gol da classificação espanhola pela segunda vez consecutiva
por
Pedro Premero
Theo Fratucci
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16/07/2026 - 12h

 

Na última sexta-feira (10), Espanha e Bélgica foram até Los Angeles se enfrentar em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo. As equipes vieram com escalações modificadas em relação a seus confrontos anteriores.

A Bélgica, de Rudi Garcia, voltou com as estrelas Jéremy Doku e Kevin De Bruyne para a equipe titular. Já os espanhóis, tiveram apenas uma alteração: Fabián Ruiz no lugar de Pedri.

A partida iniciou conforme o esperado. Muita posse de bola do lado espanhol, porém com dificuldades de superar a defesa belga.

A superioridade espanhola no placar veio aos 30 minutos de partida. Após cruzamento de Pedro Porro pela direita, Dani Olmo chutou para o gol e obrigou Thibaut Courtois a operar bela defesa. No rebote, a substituição de Luís De La Fuente surtiu efeito e Fabián Ruiz completou para a rede.

‘La Furia’ quase ampliou o placar com Lamine Yamal batendo falta, mas o camisa 19 parou nas mãos do goleiro belga. Cinco minutos depois, a joia de 18 anos arriscou com perigo, após bela jogada individual. A bola passou à direita do gol.

O empate belga surgiu novamente de uma jogada aérea, arma muito utilizada pela equipe de Rudi Garcia no torneio. Castagne levantou para a área e De Ketelaere brilhou de cabeça. O camisa 17 marcou seu terceiro gol na competição, sendo que dois deles foram na partida anterior. Placar igual para o intervalo.

A Espanha voltou para a segunda etapa e manteve a pressão e a posse de bola como na primeira etapa, mas foi a Bélgica, no contra-ataque, que teve a primeira chance de gol,

Aos 9 minutos, Jérémy Doku tabelou com Kevin De Bruyne pela lateral e cruzou na área. Pau Cubarsí interceptou e a bola sobrou nos pés de Maxim De Cuyper, mas o lateral belga finalizou para fora.

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A Espanha dominou o jogo, foram 17 finalizações e 68% de posse de bola. Foto: Reprodução/X/@FCBarcelona_es

 

Após esse lance, a La Fúria voltou a controlar o jogo. Apesar das chances criadas, os espanhóis pararam em Thibaut Courtois. Aos 12 minutos, Lamine Yamal cruzou, porém Courtois se antecipou e afastou a bola. Logo em seguida, Mikel Oyarzabal passou para Yamal na lateral que cortou para o meio e chutou, mas parou em outra defesa do goleiro belga.

Aos 16 minutos, os belgas saíram em contra-ataque com Doku que fez um passe longo para Nicolas Raskin. O meio-campista cruzou, Aymeric Laporte interceptou, mas a bola bateu em Robri. Os belgas pediram um toque de mão do volante espanhol, mas nada foi marcado pela arbitragem.

Na sequência, foi a vez da Espanha atacar. Dani Olmo achou um belo passe para Yamal que entrou na área e passou para Oyarzabal. O atacante finalizou em cima de Courtois, que jogou para escanteio.

O jogo ganhou uma nova cara após duas substituições. Aos 26 minutos Courtois saiu para a entrada de Senne Lammens, depois de sentir um desconforto na coxa. Segundo o arqueiro do Real Madrid, ele poderia continuar jogando, porém não conseguiria dar passes longos ou “chutões”. Rudi Garcia decidiu então retirá-lo de campo e respeitar a escolha do técnico.

A outra alteração foi Dani Olmo por Mikel Merino, aos 40 minutos. O jogador do Arsenal mais uma vez decidiu a partida para a La Fúria, com apenas dois minutos em campo. Aos 42 minutos, Cubarsí arriscou um chute de fora da área e Lemmens defendeu, porém cedeu o rebote que foi aproveitado por Merino que finalizou e desempatou a partida.

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Merino chegou a dois gols no mundial e ultrapassou Lamine Yamal na artilharia da seleção espanhola. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

A Bélgica tentou uma reação aos 46 minutos. Raskin passou para Doku que deu uma bola enfiada para Alexis Saelemaekers. O ponta driblou Unai Simón, que se antecipou e deixou o gol livre, e cruzou, mas Laporte conseguiu interceptar antes que a bola chegasse em Lukaku.

Os belgas não conseguiram repetir a campanha de 2018 e foram eliminados nas quartas de final. Já a Espanha chegou pela sua segunda vez na história em uma semifinal, o que não acontecia desde 2010, quando foi campeã.

Equipe europeia domina o segundo tempo, supera os africanos com gols de Mbappé e Dembélé carimba o passaporte para a semifinal
por
Pedro Zolési
Isabelle Muniz
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16/07/2026 - 12h

 

A França venceu Marrocos por 2 a 0 no último dia 9 de julho, no Estádio de Boston, e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. Após desperdiçar um pênalti no primeiro tempo, Kylian Mbappé se recuperou na etapa final, marcou um dos gols da partida e comandou a classificação francesa. 

Para o confronto, Didier Deschamps promoveu apenas uma alteração em relação ao time que eliminou o Paraguai nas oitavas de final. Désiré Doué retornou à equipe titular na vaga de Bradley Barcola.

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Mbappé se tornou o primeiro jogador europeu a atingir a marca de 20 gols em Copas do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Os Les Bleus começaram a partida em ritmo intenso e levaram perigo logo cedo. Aos 3 minutos, Mbappé arriscou de fora da área e obrigou o goleiro Bono a fazer a primeira intervenção. 

Após uma jogada ensaiada em cobrança curta de escanteio entre Mbappé e Ousmane Dembélé, o camisa 10 cruzou para Upamecano. O zagueiro cabeceou com força, mas novamente parou em uma grande defesa do goleiro marroquino.

O domínio francês continuou ao longo da primeira etapa. Aos 24 minutos, Désiré Doué desarmou Hakimi, lateral-direito de Marrocos, no campo de defesa marroquino. A bola sobrou para Olise, que acelerou o contra-ataque e encontrou Mbappé. O atacante partiu para cima de Mazraoui e sofreu pênalti, após ser derrubado dentro da área.

Na cobrança, Mbappé escolheu o canto direito e bateu rasteiro, mas Bono acertou o lado e fez mais uma grande defesa.

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A França se tornou apenas a segunda seleção nos últimos 50 anos a ter dois jogadores com pelo menos cinco gols em uma mesma Copa do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Mesmo após desperdiçar a penalidade, a seleção francesa seguiu com o controle da partida. Aos 34 minutos, Doué voltou a recuperar uma bola no campo ofensivo, avançou em velocidade e finalizou rasteiro, obrigando Bono a realizar outra importante intervenção.

A última grande oportunidade francesa antes do intervalo aconteceu já nos acréscimos. Aos 46 minutos, Lucas Digne arriscou de fora da área e acertou o travessão.

Durante o primeiro tempo, além de controlar a posse de bola e criar as principais chances de gol, o time francês praticamente não sofreu defensivamente. Marrocos finalizou apenas uma vez durante toda a etapa inicial e pouco conseguiu ameaçar a meta defendida por Mike Maignan.

A seleção francesa construiu a vitória sobre Marrocos na etapa complementar da partida. O primeiro lance de perigo ocorreu aos 10 minutos, quando Doué finalizou para a defesa do goleiro Bono.

Na sequência, Michael Olise deu passe para Mbappé, que mandou a bola por cima do gol em jogada que já havia sido anulada por impedimento.

O placar saiu do zero aos 15 minutos. Após um passe de Doué, Mbappé finalizou com precisão para abrir a contagem. Cinco minutos mais tarde, o próprio Mbappé serviu Dembélé com um passe de calcanhar; o atacante avançou em velocidade e chutou rasteiro no canto para ampliar a vantagem francesa.

A equipe marroquina esboçou reação apenas aos 38 minutos, em chute do meia Azzedine Ounahi que parou na defesa do goleiro Mike Maignan. Logo depois, o meio-campista Neil El Aynaoui cabeceou na primeira trave, mas mandou para fora. Com o resultado de 2 a 0, a França assegurou a classificação para a semifinal do torneio.

Holanda, Japão e Suécia seguem na disputa de pontos para garantir a classificação no Grupo F para a próxima fase.
por
Gabriel Thomé
Maria Mielli
João Moura
Rafael Jorge
|
22/06/2026 - 12h

 

 

No último sábado (20), Holanda e Suécia se enfrentaram pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, no NRG Stadium, em Houston. Os suecos, que golearam a Tunísia por 5 a 1 na primeira rodada, agora levam a pior na disputa pelo mesmo placar. E na madrugada deste domingo (21), a seleção japonesa ganhou da Tunísia de 4 a 0 e, por estar no mesmo chaveamento do Brasil, pode ocorrer a disputa contra a seleção brasileira na próxima fase. 

 

HOLANDA X SUÉCIA

O embate, não foi como o esperado. Enquanto a Holanda se mostrava presente e ativa em campo, a seleção sueca, completamente desorganizada, passou os primeiros minutos apagada. Sem criar chances, deixou a defesa aberta e sofreu com o ataque holandês. Logo aos 5 minutos Brian Brobbey, atacante escalado de última hora no lugar de Summerville, abriu o placar para a seleção Neerlandesa. 

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Primeiro gol de Brobbey na partida. | Foto: Reprodução/Fifa

 

O gol foi resultado de uma jogada coletiva bem construída, que iniciou com lançamento do goleiro Verbruggen para o pivô de Brobbey, que marcou após cruzamento de Cody Gakpo. A Suécia reagiu pouco tempo depois, com uma chance desperdiçada por Gyökeres, que parou no goleiro holandês.

Aos 17 minutos, o mesmo atacante marcou novamente para a Laranja Mecânica. Esse desempenho mostrou o acerto na titularidade do atacante. Após o segundo gol da equipe adversária, a Suécia passou a se estruturar melhor. Alexander Isak deixou a última linha e passou a flutuar entre a zaga e o meio-campo, criando chances perigosas. 

O melhor momento dos suecos no primeiro tempo foi após a pausa para hidratação, em que empilharam chances, mas não conseguiram convertê-las em gol. Em uma delas, o meio-campista Yasin Ayari arriscou de longe com muito perigo, mas a bola foi para fora. Ainda antes do intervalo, o defensor Gustaf Lagerbielke diminuiu o placar para a equipe sueca, mas o gol estava impedido. 

A segunda etapa contou com mexidas de Ronald Koeman, que colocou em campo Crysencio Summerville, autor de um dos gols na estréia contra o Japão. A Suécia, desligada, sofreu dois gols, quase seguidos, de Cody Gakpo, aos 47 e 54 minutos. O primeiro deles veio do cruzamento rasteiro de Denzel Dumfries, enquanto o segundo foi marcado após chute de fora da área.

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Cody Gakpo celebrando seu segundo gol. | Foto: Reprodução/Fifa

Perdendo por 4 a 0, o técnico Graham Potter resolveu mexer na equipe. As mudanças tiveram efeito quase imediato. Anthony Elanga, poucos minutos depois de entrar, diminuiu para a seleção sueca, após finalização com o pé esquerdo no canto inferior esquerdo do goleiro Bart Verbruggen. 

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Anthony Elanga após diminuir o placar para a seleção sueca | Foto: Reprodução Instagram Swemnt

Apesar do gol, a Suécia não conseguiu correr atrás do resultado. Ainda teve chances com Isak e Gyökeres, mas pararam no goleiro holandês. Aos 89 minutos, Summerville fechou o caixão, com chute de fora da área. O jogo finalizado em 5 a 1 foi a primeira derrota da seleção sueca por 3 ou mais gols em uma Copa do Mundo desde a final de 1958, quando foi superada pelo Brasil por 5 a 2.

 

JAPÃO X TUNÍSIA 

Apenas 15 segundos separaram o apito inicial da primeira falta do jogo, marcada pelo time tunisiano.  Porém, esse ritmo faltoso não prosseguiria pelo restante da partida. Pouco depois, aos dois minutos, a seleção da Tunísia teve a primeira chance perigosa da partida. Perto da linha lateral, o meia Mejbri arriscou de fora da área e passou do lado do gol.

Contudo, aos quatro minutos, em contra-ataque rápido, Nakamura correu até a linha de fundo e cortou rasteiro para a área. Kamada apareceu para empurrar para o fundo das redes e abriu o placar para os japoneses. Em apenas seis toques, os nipônicos quebraram um recorde com o gol mais rápido do Japão na história das Copas do Mundo. 

Esse foi apenas o começo do recital japonês. Aos 11 minutos, em mais uma ofensiva dos samurais azuis, Dylan Bronn desviou um cruzamento rasteiro que poderia ter resultado no segundo gol de Kamada. O lance foi revisado pelo VAR, que constatou a não entrada da bola. 

Em contraste com a calma na construção de jogo do time japonês, o técnico da Tunísia, Hervé Renard, estava muito agitado à beira do campo. Chamado às pressas para assumir o time após a demissão de Sabri Lamouchi, que havia levado 5 a 1 da Suécia na estreia, Renard receberia cerca de R$1,18 milhão para comandar a seleção em apenas dois jogos da fase de grupos. O técnico já havia treinado a seleção marroquina na copa de 2018 e a da Arábia Saudita em 2022, na qual conseguiu um resultado surpreendente ao bater a Argentina na fase de grupos. Apesar do currículo de peso, a comissão não deve permanecer para o próximo ciclo do mundial. 

Com 31 minutos no cronômetro, o atacante Ueda recebeu no campo ofensivo e finalizou de fora da área e ampliou o marcador com um belo gol. O primeiro tempo terminou em 2 a 0.

O começo da segunda etapa foi cadenciado, com domínio total da seleção nipônica. O terceiro gol saiu de uma jogada trabalhada desde a defesa. Kamada abriu o jogo com um passe preciso, Junya Ito apareceu cara a cara com o goleiro e finalizou em bola rasteira aos 69 minutos. 

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Junya Ito marca seu primeiro gol no mundial de 2026. | Foto: Reprodução/ FIFA

 

O último tento saiu de um cruzamento para a área. Subindo sem marcação após lançamento de Kaishu Sano pelo lado direito, Ueda cabeceou no canto do gol aos 83 minutos, completando a goleada de 4 a 0. Um domínio completo.

Com o resultado, o Japão igualou a Holanda na liderança do Grupo F com quatro pontos, enquanto a Tunísia está eliminada. A vitória também fez do Japão a primeira seleção asiática a marcar quatro gols em uma mesma partida de Copa do Mundo. Com a classificação assegurada, os samurais azuis aguardam a última rodada para definir sua posição e descobrir quem será o adversário no mata-mata.

 


PRÓXIMOS CONFRONTOS 


A Tunísia se despede da Copa sem conseguir cumprir seu objetivo, que era alcançar o mata-mata pela primeira vez em sua história. Após passar pelas eliminatórias africanas com uma campanha invicta e sem sofrer gols, a seleção tunisiana tem uma das piores defesas do mundial até aqui e pouco incomodou os seus adversários. No fim, um ciclo sólido será lembrado por um desfecho decepcionante, marcado por goleadas sofridas e uma demissão de técnico no meio do torneio. A Tunísia irá se despedir da Copa do Mundo na quinta-feira (25), contra a Holanda.

 A equipe de Graham Potter se encontra em uma situação delicada para a última rodada, em que precisa de, pelo menos, um empate contra o Japão na próxima quinta (25), em Dallas, para garantir a classificação.

Brasil vence o Haiti e assume a primeira posição. Marrocos supera a Escócia com placar curto e disputa a liderança.
por
Giovanna Britto
Isabelle Muniz
Julia Sena
Vitória Teles
|
20/06/2026 - 12h

Na sexta-feira (19), o Brasil levou a melhor contra o Haiti por 3 a 0. Com gols de Matheus Cunha e Vini Jr, a seleção canarinho assume liderança do grupo C. A seleção marroquina venceu a Escócia, administrou a vantagem até o fim e deu um passo importante rumo à próxima fase da competição.

BRASIL X HAITI

O primeiro tempo foi de protagonismo brasileiro. A seleção brasileira construiu diversas jogadas ofensivas desde o apito inicial. Enquanto isso, os haitianos reorganizavam a defesa de forma ligeira para conter o ataque rival, o que também resultou em um primeiro cartão amarelo logo aos 3 minutos de partida.

Aos 11 minutos, Danilo conseguiu roubar a bola, tocou para Bruno Guimarães, que agiu com velocidade e entregou para Raphinha na área. O camisa 11 balançou a rede, mas a posição era de impedimento. Aos 21 minutos, o camisa 11 ficou sozinho com o goleiro, Johny Placide, mas desperdiçou a oportunidade ao chutar para fora, além de estar impedido novamente.

O primeiro gol veio aos 22 minutos, em um chute cruzado de Vini Jr. O goleiro haitiano defendeu, mas deixou a bola sobrar e deu liberdade para que Matheus Cunha pontuasse. Aos 35, Cunha recebeu um passe de Vini e conseguiu marcar de novo em um lance forte com o pé esquerdo.

 

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Matheus Cunha é destaque no primeiro tempo./Foto: Rafael Ribeiro/CBF

 

Para fechar a primeira etapa, Vini conseguiu emplacar mais um gol para o Brasil. O atacante chegou cara a cara com o goleiro e não deixou chances de defesa ao chutar entre as pernas de Placide. Com 3 a 0, o Haiti teve poucas oportunidades de ataque e não conseguiu se destacar nos 45 minutos iniciais.

O segundo tempo começou mais equilibrado, mas ainda sob o controle da seleção brasileira. O Haiti tentou aproveitar os erros na saída de bola do Brasil para pressionar e conseguir espaço no campo ofensivo, principalmente pela esquerda, onde Providence se destacou por suas participações nas jogadas haitianas.

Aos 62 minutos, o Haiti teve uma boa chance de bola parada em escanteio cobrado por Bellegarde. A bola encontrou Ade na área, que cabeceou direto para o gol. Alisson defendeu e Danilo fez o corte para evitar a finalização. Logo após o lance, Carlo Ancelotti realizou substituições que animaram a torcida brasileira e movimentaram o ataque. Matheus Cunha e Lucas Paquetá deixaram o campo para as entradas de Endrick e Gabriel Martinelli. Pelo Haiti, Casimir deu lugar a Deedson. 

 

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Endrick ganha oportunidade e entra no segundo tempo e é aclamado pela torcida brasileira./Foto: Rafael Ribeiro/CBF

 

O Brasil respondeu aos 68 minutos com a melhor oportunidade da segunda etapa até então. Gabriel Martinelli iniciou a jogada, que passou pelos pés de Bruno Guimarães e Vini Jr., antes de retornar ao camisa 22. O atacante finalizou com perigo e acertou o travessão. 

Aos 77 minutos, Casemiro recuperou a posse e encontrou Rayan, que serviu um passe para Endrick dentro da área. Com a defesa do Haiti inexpressiva, o jovem atacante aproveitou a brecha e finalizou com firmeza para o fundo do gol. Mas, o impedimento foi sinalizado logo em seguida. 

Nos minutos finais, novas substituições foram realizadas. Apesar de ter sido um dos principais nomes do Haiti na partida, Providence deixou o gramado para a entrada de Joseph. Já no Brasil, Vini Jr, um dos grandes destaques do confronto, foi substituído por Danilo Santos, enquanto Bruno Guimarães deu lugar a Ederson.

Apesar de não ter marcado gols válidos na segunda etapa, a seleção brasileira administrou com tranquilidade a vantagem construída no primeiro tempo e confirmou sua primeira vitória no mundial. Com o resultado, o Haiti permanece na lanterna do Grupo C e está matematicamente eliminado da competição.

 

MARROCOS X ESCÓCIA

O primeiro tempo do jogo foi amplamente dominado por Marrocos, que iniciou a partida em um ritmo intenso e abriu o placar logo aos 71 segundos. Ismael Saibari recebeu o passe de Brahim Diaz e finalizou com precisão para marcar o gol. 

Depois do gol, os marroquinos controlaram a posse da bola, trocaram passes com tranquilidade e criaram melhores possibilidades para um possível segundo gol. A equipe escocesa teve maiores dificuldades de acompanhar o ritmo do adversário durante a partida. A falta de solidez na defesa dos europeus quase ocasionou um segundo gol para Marrocos. 

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Marrocos domina a partida e sufoca a seleção escocesa. | Foto: Reprodução/FIFA

No segundo tempo, a partida ficou mais dinâmica. O Marrocos quase ampliou o placar logo nos primeiros minutos, quando El Khannouss avançou pela esquerda e encontrou Saibari, que acertou a trave. Em seguida, o próprio meia tentou marcar, mas parou em uma boa defesa de Gunn.

Nos minutos finais, após a pausa para a hidratação, a Escócia voltou mais reativa e passou a controlar mais a posse de bola, especialmente com Robertson nas jogadas ofensivas. Apesar da pressão, a equipe não conseguiu criar oportunidades realmente perigosas e encontrou dificuldades para superar a defesa marroquina, comandada por Bono.

Demonstrando experiência e organização, o Marrocos soube administrar a vantagem até o apito final, garantindo um triunfo importante que o deixa muito próximo da classificação para a próxima fase. Com a primeira vitória na competição, a seleção marroquina está cada vez mais perto de conseguir uma vaga na próxima fase, o mata-mata da Copa de 2026. Após o jogo contra a Escócia, alcançaram os quatro pontos. 

A última vez que as duas equipes se enfrentaram em uma Copa do Mundo foi em 1998, na França. A seleção africana levou a melhor na disputa e venceu por 3 a 0. Após 28 anos, ainda teve vantagem para cima da seleção britânica.

PRÓXIMOS CONFRONTOS

Os próximos compromissos das seleções acontecem na quarta-feira (24). O Marrocos volta a campo no dia 24 de junho, às 19h (horário de Brasília), para enfrentar o Haiti em confronto decisivo pela fase de grupos da Copa do Mundo. No mesmo horário, a Escócia terá pela frente o Brasil, em busca de um resultado positivo para seguir com chances de classificação à próxima fase do torneio.


 

 

Após a segunda rodada do grupo E, os germânicos garantiram vaga nos 16avos. O confronto entre Equador e Curaçao terminou empatado
por
Érico Soares
Gustavo Tonini
Lorena Basilia
Maria Luiza Pêgo
|
22/06/2026 - 12h

No último sábado (20), as quatro seleções do grupo E entraram em campo para a disputa da segunda rodada da Copa do Mundo. A  Alemanha saiu atrás, mas virou a partida. No outro confronto, o goleiro Eloy Room foi o destaque ao garantir o empate contra o Equador e o primeiro ponto da história do país na história do mundial.

Alemanha 2X1 Costa do Marfim

Após a goleada por 7 a 1 sobre o Curaçao na estreia, a Alemanha entrou em campo às 17h, para enfrentar a Costa do Marfim, no Estádio de Toronto, no Canadá. Os marfinenses chegaram embalados após vencerem o Equador na primeira rodada, mas não resistiram e perderam por 2 a 1.

A partida começou equilibrada com as duas seleções com uma postura ofensiva. A Alemanha teve mais posse de bola e controlou as ações, mas encontrou dificuldades para infiltrar na defesa adversária. A primeira boa oportunidade foi aos seis minutos, quando Kimmich cruzou com precisão para Havertz, que parou na grande defesa do goleiro Fofana.

Mesmo com finalizações perigosas de Musiala e Nmecha, além de um gol anulado de Pavlovic aos 21 minutos por falta no goleiro marfinense, a Alemanha não conseguiu transformar a superioridade em vantagem no placar.

Enquanto os alemães buscavam espaços no campo de ataque, a Costa do Marfim apostava nos contra-ataques, principalmente pelo lado esquerdo com Diomandé. Aos 29 minutos, a seleção marfinense abriu o marcador. Após jogada de Diomandé pela esquerda, Diallo recebeu na área e teve sua finalização bloqueada pela defesa alemã. No rebote, Franck Kessié apareceu livre para completar e fazer 1 a 0 para os Elefantes.

Aos 37, em contra ataque, Bonny recebeu na esquerda chutou colocado de fora da área, mas a bola foi fraca e Manuel Neuer agarrou com tranquilidade.

A imagem mostra Neuer comemorando
Com 21 jogos, Neuer se tornou o goleiro com mais partidas em Copas do Mundo. Reprodução: Instagram/@manuelneuer

Havertz chegou a empatar ainda no primeiro tempo, mas o árbitro anulou o lance por falta na origem da jogada. Apesar de manter a posse de bola no campo ofensivo, a Alemanha não criou novas chances claras antes do intervalo.

Com o início do segundo tempo, os Elefantes controlavam o jogo e os alemães pouco ofereciam perigo. Os marfinenses também conseguiam criar chances por meio de contra-ataques de transição rápida, principalmente pela velocidade de seus pontas. Nos cinco minutos iniciais, Késsie e Oulai tiveram chances de ampliar o placar, ambos finalizaram dentro da área, mas não aproveitaram.

A Alemanha aos poucos começou a ficar mais presente no campo ofensivo, principalmente após as três mexidas de Julian Naggelsman aos 14 minutos. Dois deles, Undav e Amiri, que entraram no lugar de Musiala e Pavlovíc, foram decisivos.

Aos 23 minutos, Amiri cruzou na área e Undav finalizou de primeira para empatar o jogo. Após o gol, o jogo ficou mais lento. A Costa do Marfim não conseguia fazer suas transições rápidas e cometia erros de passe. 

Os germânicos aproveitaram o cenário para crescer na partida. Aos 40 minutos, justamente numa bola interceptada na saída da defesa, Undav teve mais uma chance, agora de fora da área, mas chutou para a defesa fácil de Yahia Fofana. 

Os Elefantes até tentaram gerar perigo em um contra-ataque puxado por Nicola Pépé aos 42, mas Adingra não soube finalizar na hora certa e possibilitou o contra-ataque alemão, que terminou em uma grande chance de Brown, parada pelo goleiro marfinense.

Com os acréscimos, os alemães ficaram totalmente no campo ofensivo. Logo aos 45 minutos, Amiri, de dentro da área,  obrigou Fofana a fazer mais uma defesa. Dois minutos depois, Undav recebeu um belo passe de Nmecha por entre a defesa para finalizar de dentro da área sem chances para o goleiro e matar o jogo.

A imagem mostra Undav comemorando o gol
Em dois jogos vindo do banco, Deniz Undav chega a cinco participações em gols na Copa. Reprodução: Instagram/@denizundav


Com a vitória, a Alemanha chega a seis pontos, o que a garante de volta ao mata-mata da Copa após 12 anos. Pelos critérios de desempate, os germânico também garantem o primeiro lugar do grupo. Na próxima rodada, os alemães vão em busca do 100% de aproveitamento na competição.

Já a Costa do Marfim mantém sua sina de nunca ter vencido um jogo de segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Os Elefantes agora buscam a classificação histórica para o mata-mata no próximo jogo.

Equador 0X0 Curaçao

Mais tarde, às 21h, no Estádio de Kansas City, Equador e Curaçao empataram em um jogo muito movimentado, mas sem gols. O destaque da partida foi o goleiro Eloy Room, que realizou 15 defesas e se tornou o segundo guarda redes com mais bolas defendidas em uma partida de Copa.

A imagem mostra Eloy Room de joelhos e jogadores e comissão indo o abraça-lo
Eloy Room só fica atrás do estadunidense Tim Howard, que fez 16 defesas nas oitavas da Copa de 2014, entre Estados Unidos e Bélgica. Reprodução: Instagram/@thebluewaveffk

O jogo era extremamente importante para ambas as seleções, que perderam na primeira rodada, mas ainda com chances de classificação. O Curaçao veio de uma derrota sofrida de 7 a 1 para a Alemanha e o Equador tomou um banho de água fria ao tomar o gol nos minutos finais na partida contra a Costa do Marfim. 

Logo após o apito do juiz, no primeiro minuto de jogo, Enner Valencia saiu na cara do goleiro, mas finalizou mal, o que permitiu que o heroi de Curaçao começasse o seu show. 

Aos sete minutos, Floranus atravessou o campo em um contra-ataque, mas chutou para fora. Depois disso, a Family Blue não viu mais a cor da bola. A seleção do Equador teve 75% de posse, e seis finalizações no gol ao decorrer do primeiro tempo, mas deixou a desejar no terço final do campo. 

No segundo tempo, os irmãos Leandro Bacuna e Juninho Bacuna, de Curaçao, sofreram cartões amarelos, o que comprometeu o meio campo.

Aos 14, a seleção caribenha teve a sua maior sequência ofensiva, com três finalizações consecutivas. Em poucos segundos, Leandro Bacuna e Livano Comenencia obrigaram Hernán Galíndez a fazer duas defesas. Em seguida, Jürgen Locadia teve finalização bloqueada pela marcação equatoriana.

Na reta final da partida, Ángelo Preciado protagonizou um dos lances mais perigosos do Equador ao arriscar um chute de longa distância. A finalização surpreendeu a defesa de Curaçao e passou pelo goleiro, mas acertou o travessão. O lance aumentou a pressão equatoriana em busca da vitória, porém a equipe não conseguiu balançar as redes.

A equipe caribenha não cedeu à pressão equatoriana, e assim, o nome de Eloy Room ganhou destaque na partida por ter fechado o gol.

Mesmo com o empate, o resultado teve gosto de festa para os Blue Waves. Os jogadores, a comissão técnica e a torcida se emocionaram com o primeiro ponto conquistado do país na história da Copa, cena que marcou a transmissão.

Próxima rodada

Na última rodada da fase de grupos, o Equador precisa vencer a já classificada Alemanha para ter chances de avançar. O jogo será na próxima quinta-feira (25), no MetLife Stadium, no East Rutherford, Estados Unidos. No outro confronto, Curaçao precisa vencer a Costa do Marfim para avançar, já que o empate garante os Elefantes na próxima etapa. A partida será no Philadelphia Stadium, em Filadélfia, Estados Unidos, também na quinta-feira (25). 

Ambos os jogos serão às 17h (horário de Brasília) por causa da regra de justiça esportiva, que garante que nenhuma seleção entre em campo na última rodada sabendo previamente o resultado do outro confronto. Essa regra existe para eliminar possíveis vantagens, como manipulação de resultados e escolhas de adversários seguintes.

A combinação de favoritismo e potencial de surpresa faz do Grupo L um dos mais interessantes da fase de grupos.
por
Juliana Bertini de Paula, Júlio Antônio Poças Pinto, Larissa Bandeira e Maria Olívia Almeida
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22/06/2026 - 12h

Gana 1 X 0 Panamá

A seleção de Gana venceu o Panamá por 1 a 0 na última quarta-feira (17), na arena BMO Field, em Toronto. O resultado, no entanto, escondeu uma atuação muito abaixo do esperado para uma seleção com pretensões de avançar às fases eliminatórias. 

O jogo foi marcado pela dificuldade técnica de ambas as equipes em montar ataques. Apesar da visível energia dos times em busca da primeira vitória na Copa do Mundo, os jogadores foram fortemente afetados pela falta de qualidade na finalização. A partida foi majoritariamente restrita a um bom trabalho com a bola em meio campo, marcações e dribles ferozes e, em contraste, a chegada de ataques afobados e ineficientes. Como resultado, o jogo se estendeu com o placar 0 a 0 até os acréscimos do segundo tempo, quando Gana fez história marcando seu primeiro gol no evento.

O momento de maior tensão da etapa inicial ficou por conta de uma reclamação centro-americana: aos 34 minutos, Cristian Martínez do Panamá caiu na área após disputa com um zagueiro de Gana, mas o árbitro, depois de consultar o VAR, optou por não marcar pênalti, um lance que segue sendo discutido pela torcida e pela comissão técnica panamenha.

Na volta do intervalo, Benjamin Asare assumiu a meta ganesa e a equipe voltou mais ofensiva. Aos 12 minutos do segundo tempo, o técnico de Gana promoveu mais duas trocas, colocando em campo Abdul Fatawu na ponta-direita e Brandon Thomas-Asante na ponta-esquerda. Pouco depois, aos 50 minutos, Yirenkyi apareceu na área e finalizou por cima do gol. O Panamá respondeu com substituições próprias no ataque e meio campo e continuou criando chances, com destaque para uma bola na trave de Jiovany Ramos aos 21 minutos da etapa. O principal astro e meio-campista do Panamá, Adalberto Carrasquilla, ficou fora da estreia por estar se recuperando de uma lesão muscular.

Apesar da vitória ganesa, o primeiro tempo foi de domínio claro do Panamá, tendo 62% de domínio da bola, enquanto a seleção de Gana ficou com 38%. Los Canaleros, como são apelidados os jogadores panamenhos, avançaram de forma ostensiva e perigosa em diversas oportunidades, obrigando o goleiro ganês Ati Zigi a trabalhar com bastante impacto físico para manter o placar zerado. 

Fora de campo, a estreia ganesa também foi marcada pela saída precoce do goleiro titular Lawrence Ati Zigi: o goleiro, que havia recebido atendimento médico em duas ocasiões durante o primeiro tempo após colisões em campo, foi substituído por Benjamin Asare.

A pressão ganesa só surtiu efeito nos minutos finais: Thomas-Asante cruzou para a área e Caleb Yirenkyi apareceu para completar e marcar o único gol do jogo, aos 43 minutos do segundo tempo.

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Gana celebra o gol da vitória sobre o Panamá na estreia da Copa do Mundo de 2026.
Reprodução: Instagram/@blackstarsofghana_

 

Com o resultado, Gana somou três pontos e ocupa a segunda posição do Grupo L, atrás apenas da Inglaterra, que também venceu na rodada de abertura. A próxima parada da seleção africana será justamente contra os ingleses, na terça-feira, dia 23, às 17h.

 

Inglaterra 4 X 2 Croácia

Nesta quinta-feira (17), a Inglaterra venceu a Croácia por 4 a 2 em uma partida movimentada pela fase de grupos da Copa do Mundo. Com o resultado, os ingleses assumiram a liderança do Grupo L e deram mais um passo importante rumo à classificação para a próxima fase.

A seleção inglesa abriu o placar com Harry Kane, que converteu uma cobrança de pênalti. A Croácia reagiu rapidamente e empatou com Martin Baturina, mas os ingleses voltaram à frente com mais um gol de Kane. Antes do intervalo, porém, Petar Musa aproveitou uma oportunidade nos acréscimos e deixou tudo igual novamente, encerrando o primeiro tempo em 2 a 2.

Na segunda etapa, a Inglaterra voltou mais organizada ofensivamente e retomou a vantagem logo nos minutos iniciais. Jude Bellingham marcou o terceiro gol da equipe e deu mais tranquilidade aos ingleses. A Croácia tentou responder, mas encontrou dificuldades para criar chances claras diante da defesa adversária.

Com maior controle da posse de bola e das ações ofensivas, a Inglaterra administrou o resultado e ampliou a vantagem aos 85 minutos, quando Marcus Rashford marcou o quarto gol e definiu o placar em 4 a 2.

Apesar da derrota, a Croácia mostrou poder de reação ao buscar o empate em duas oportunidades durante o primeiro tempo. A equipe também contou com intervenções importantes do goleiro Dominik Vidakovic, que evitou um placar ainda mais amplo.

Com a vitória, a Inglaterra lidera o Grupo L. Gana aparece na segunda colocação, seguida pelo Panamá, enquanto a Croácia ocupa a última posição, com os critérios de saldo de gols sendo determinantes para a classificação atual.

 

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Anthony Gordon e Jude Bellingham
Reprodução:Instagram @england 

 

Turcos perdem para o Paraguai, que respira no grupo D; norte-americanos seguem invictos
por
Bruno Caliman
Gianna Flores
Manuela Amaral
Vinicius Zini
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22/06/2026 - 12h

Na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos se classificaram após uma vitória tranquila sobre a Austrália. Por outro lado, a Turquia foi eliminada de forma antecipada após duas derrotas seguidas na competição. O revés contra o Paraguai fez com que a disputa pela classificação à próxima fase ficasse entre paraguaios e australianos. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo D:

Estados Unidos 2X0 Austrália

Na última sexta-feira (19), os Estados Unidos venceram a Austrália por 2 a 0 na segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo de 2026. Embalados pela goleada na estreia, os donos da casa receberam novamente o apoio de sua torcida. Desta vez, o jogo foi no Lumen Field, em Seattle, e contou com um público de 66.925 pessoas.

O último encontro entre Estados Unidos e Austrália aconteceu em outubro do ano passado, em amistoso preparatório para a Copa. Na ocasião, os americanos também saíram de campo com a vitória. Do outro lado, os australianos não sabem o que é vencer os EUA desde 1992.

A partida teve dois tempos diferentes. A seleção norte-americana dominou a primeira etapa ao pressionar a bola sempre que podia e mostrar muita movimentação de seus jogadores de ataque. Na segunda metade do jogo, ao mesmo tempo em que os comandados de Mauricio Pochettino diminuíram o ritmo, os Socceroos melhoraram com as substituições e foram em busca do gol, mas sem sucesso.

Em relação às estreias, Estados Unidos e Austrália tiveram mudanças nos onze titulares. Do lado dos anfitriões, Pulisic foi desfalque para a partida devido à uma lesão na panturrilha. Já para os australianos, o treinador Tony Popovic optou por começar com Irankunda e Metcalfe, autores dos gols contra a Turquia, no banco de reservas.

Logo no primeiro minuto de jogo, a seleção norte-americana errou na saída de bola. Mo Touré recuperou a posse e chutou para a defesa do goleiro Freese. Essa oportunidade foi uma das únicas dos Socceroos durante toda a primeira etapa.

Os Estados Unidos já mostravam um maior controle da partida, até que Dest e McKennie, a dupla que funcionou muito bem no jogo, tabelaram pela direita. O ala entrou na área e finalizou, mas a bola explodiu em Burgess. Já aos dez minutos, os donos da casa encontraram o caminho do gol. Robinson acionou Balogun em velocidade, que ganhou da marcação na corrida. O atacante cruzou rasteiro para o meio, e ao invés de bloquear a chance, Burgess tocou contra sua própria meta desta vez.

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Jogadores americanos celebram o primeiro gol com a torcida. Foto: Reprodução/X/FIFAcom

A Austrália tentou uma resposta rápida na busca pelo empate. Velupillay fez um pivô e passou para Leckie, que chutou de trivela para fora. Os norte-americanos pressionavam bastante a seleção australiana, que tinha dificuldades para manter a posse. Foi dessa forma que Balogun teve uma oportunidade, porém finalizou na zaga adversária.

A segunda metade do primeiro tempo não teve tantas chances claras, mas o domínio dos EUA era nítido. A Austrália sequer conseguia sair para os contra-ataques. Até que aos 43 minutos, Robinson cobrou rasteiro uma falta próxima à linha de fundo para Dest. O camisa 2 dominou com liberdade na entrada da área e arriscou o chute. A bola desviou na defesa australiana e sobrou para Freeman, que de cabeça completou para o fundo da rede. No primeiro momento, o juiz alemão Felix Zwayer marcou impedimento. No entanto, o gol foi validado após análise do árbitro de vídeo.

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Depois da revisão do VAR, Alex Freeman comemorou o segundo gol dos Estados Unidos. Foto: Reprodução/X/FIFAcom

Pouco antes do intervalo, Dest ainda tentou ampliar o placar de fora da área, porém parou no goleiro Beach. No início do segundo tempo, Balogun teve outra chance de praticamente garantir a vitória. O atacante recebeu em velocidade e ficou cara a cara com o goleiro australiano, mas demorou para definir e teve sua finalização travada por Circati.

Perto da metade da segunda etapa, a Austrália mostrou uma melhora depois das substituições. Primeiro, Irankunda disparou pela direita e tocou para Volpato, que chutou por cima da meta. Em seguida, a zaga estadunidense se atrapalhou e Metcalfe arriscou da meia-lua, para a defesa de Freese. O jogo, então, ficou mais aberto.

Enquanto os Estados Unidos tentavam manter a vantagem, a seleção australiana pressionou durante os 20 minutos finais. A pressão rendeu dois lances polêmicos, que poderiam ter sido pênaltis. Além disso, os Socceroos trouxeram perigo através de cruzamentos na área adversária, porém falharam nas tentativas de acertar o gol.

O juiz perdeu o controle da partida perto do fim, e os jogadores das duas seleções se envolveram em confusões em alguns lances. Antes do apito final, um lance inusitado nos acréscimos: o alemão Felix Zwayer, que encerrou o jogo aos 53 minutos, precisou de atendimento médico após sentir cãibra.

O próximo compromisso dos Estados Unidos é contra a Turquia na próxima quinta-feira (25), às 23h (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Los Angeles. Já garantidos na primeira posição, os anfitriões chegam à terceira rodada para enfrentar a seleção turca já eliminada.

Já a Austrália, retorna a campo para enfrentar o Paraguai também na próxima quinta-feira (25), às 23h (horário de Brasília), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos. O jogo é um confronto direto que define a segunda e a terceira colocação do Grupo D.

 

Turquia 0 X 1 Paraguai

No outro jogo do grupo, o Paraguai derrotou a Turquia, em Santa Clara, na madrugada de sexta-feira (19) para sábado (20), por 1 a 0, no segundo jogo da fase de grupos do grupo D. 

Com apenas um minuto de partida, o Paraguai encontrou o caminho do gol. Bardakçi errou na saída de bola da defesa turca, Andrés Cubas recuperou a posse e acionou Enciso. O camisa 19 encontrou Matias Galarza, jogador que ganhou vaga de titular no lugar de Damián Bobadilla, após a derrota na estreia para os Estados Unidos. O  meia acertou um canhão de perna esquerda no canto do gol e abriu o placar para os paraguaios.

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O gol de Galarza, marcado no primeiro minuto de jogo, foi o mais rápido desta edição da Copa do Mundo até aqui. Foto: Reprodução/Instagram/@albirroja

Aos 12 minutos, atrás no marcador, a Turquia tentou responder. Após recuperar a bola no meio-campo, Yüksek encontrou Aktürkoğlu pela direita, o atacante cruzou para a entrada da área para servir Arda Guller. O camisa 8 finalizou, mas mandou por cima do travessão.

Nos minutos seguintes, a equipe turca manteve a pressão. Aos 29, Yildiz tentou surpreender a defesa. Após uma sobra de escanteio, o camisa 11 arriscou uma bicicleta da entrada da grande área, porém não conseguiu aplicar força o suficiente e a bola parou nas mãos do goleiro Çakir, sem dificuldades.

Aos 33, Arda Guler sofreu uma falta no campo de ataque e trocou empurrões com o autor do gol paraguaio. A melhor oportunidade da Turquia surgiu justamente logo após essa falta. Foi no levantamento de Çalhanoglu para Müldür, que já estava na área, livre para cabecear. A bola bateu no travessão, depois na trave e voltou para o campo, mantendo a vantagem sul-americana.

Na reta final do primeiro tempo, o Paraguai respondeu a postura ofensiva turca. Enciso arrancou em velocidade, deixou para trás dois jogadores turcos com um belo drible, e ainda passou por outro adversário antes de ser travado no momento da finalização. A jogada arrancou aplausos da torcida e quase terminou em gol.

Pouco depois, aos 44 minutos, uma dividida entre Pittas e Yüksek originou uma nova confusão. O atacante paraguaio ficou caído no gramado após sofrer a falta, enquanto jogadores das duas equipes passaram a discutir intensamente.

A princípio, o árbitro havia sinalizado seis minutos de acréscimos. No entanto, durante o desentendimento entre as duas equipes, Miguel Almirón, camisa 10 da seleção paraguaia, cobriu a boca com a mão ao se dirigir ao turco Müldür. A atitude foi considerada passível de punição de acordo com a “Lei Vini Jr”, criada com o intuito de prevenir discriminações em campo.  O árbitro então interrompeu o jogo a pedido do VAR. Depois de revisar o lance, Almirón foi expulso. 

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Almirón foi o primeiro jogador a ser punido pela nova regra da FIFA. Foto: Reprodução/Instagram/@albirroja

A paralisação provocada devido a todas confusões fez com que o acréscimo de seis minutos se estendesse. Antes do apito final, Yüksek arriscou uma finalização de fora da área, mas mandou por cima do travessão. Essa foi a última chance clara da Turquia na etapa inicial.

Como já era de se esperar, os turcos voltaram com tudo para o segundo tempo, agora em vantagem numérica depois da expulsão. Em menos de um minuto de jogo, a seleção encontrou duas chances. Çalhanoglu chutou por cima para Demiral que teve sua jogada defendida pelo goleiro Gill. 

Mesmo com um jogador a menos, a seleção paraguaia não adotou uma postura totalmente defensiva. A equipe aproveitou os espaços deixados pela Turquia e manteve uma estratégia baseada em transições rápidas. 

Aos 15 minutos, Enciso teve a chance de deixar a vitória ainda mais encaminhada para os paraguaios. Após uma jogada individual na área, o atacante passou por quatro adversários, mas finalizou para fora do gol. 

A Turquia tentou responder com jogadas diretas e investidas pelas laterais, mas teve dificuldade em transformar a posse de bola em oportunidades claras. Apesar de passarem a acelerar as jogadas, os turcos mostraram grande dificuldade na tomada de decisão no terço final do campo.

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A vitória em cima da Turquia foi a primeira do Paraguai em Copas após 16 anos. Foto: Reprodução/X/@albirroja

Nos minutos finais, o Paraguai demonstrou controle da partida. Sem assumir riscos desnecessários, a equipe administrou a superioridade construída ainda no primeiro minuto de jogo e confirmou o resultado que manteve a seleção viva na disputa por uma vaga na próxima fase. 

Por outro lado, para a Turquia, o apito final representou o encerramento adiantado da campanha, já que com a segunda derrota consecutiva, a equipe foi eliminada antes mesmo da rodada final da fase de grupos. 

O Paraguai volta a campo na próxima quinta-feira (25), contra a Austrália, em Santa Clara, às 23h (horário de Brasília). A Turquia, por sua vez, enfrentará no mesmo dia e horário o anfitrião e já classificado Estados Unidos em Los Angeles.