No último sábado (20), Holanda e Suécia se enfrentaram pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, no NRG Stadium, em Houston. Os suecos, que golearam a Tunísia por 5 a 1 na primeira rodada, agora levam a pior na disputa pelo mesmo placar. E na madrugada deste domingo (21), a seleção japonesa ganhou da Tunísia de 4 a 0 e, por estar no mesmo chaveamento do Brasil, pode ocorrer a disputa contra a seleção brasileira na próxima fase.
HOLANDA X SUÉCIA
O embate, não foi como o esperado. Enquanto a Holanda se mostrava presente e ativa em campo, a seleção sueca, completamente desorganizada, passou os primeiros minutos apagada. Sem criar chances, deixou a defesa aberta e sofreu com o ataque holandês. Logo aos 5 minutos Brian Brobbey, atacante escalado de última hora no lugar de Summerville, abriu o placar para a seleção Neerlandesa.
O gol foi resultado de uma jogada coletiva bem construída, que iniciou com lançamento do goleiro Verbruggen para o pivô de Brobbey, que marcou após cruzamento de Cody Gakpo. A Suécia reagiu pouco tempo depois, com uma chance desperdiçada por Gyökeres, que parou no goleiro holandês.
Aos 17 minutos, o mesmo atacante marcou novamente para a Laranja Mecânica. Esse desempenho mostrou o acerto na titularidade do atacante. Após o segundo gol da equipe adversária, a Suécia passou a se estruturar melhor. Alexander Isak deixou a última linha e passou a flutuar entre a zaga e o meio-campo, criando chances perigosas.
O melhor momento dos suecos no primeiro tempo foi após a pausa para hidratação, em que empilharam chances, mas não conseguiram convertê-las em gol. Em uma delas, o meio-campista Yasin Ayari arriscou de longe com muito perigo, mas a bola foi para fora. Ainda antes do intervalo, o defensor Gustaf Lagerbielke diminuiu o placar para a equipe sueca, mas o gol estava impedido.
A segunda etapa contou com mexidas de Ronald Koeman, que colocou em campo Crysencio Summerville, autor de um dos gols na estréia contra o Japão. A Suécia, desligada, sofreu dois gols, quase seguidos, de Cody Gakpo, aos 47 e 54 minutos. O primeiro deles veio do cruzamento rasteiro de Denzel Dumfries, enquanto o segundo foi marcado após chute de fora da área.
Perdendo por 4 a 0, o técnico Graham Potter resolveu mexer na equipe. As mudanças tiveram efeito quase imediato. Anthony Elanga, poucos minutos depois de entrar, diminuiu para a seleção sueca, após finalização com o pé esquerdo no canto inferior esquerdo do goleiro Bart Verbruggen.
Apesar do gol, a Suécia não conseguiu correr atrás do resultado. Ainda teve chances com Isak e Gyökeres, mas pararam no goleiro holandês. Aos 89 minutos, Summerville fechou o caixão, com chute de fora da área. O jogo finalizado em 5 a 1 foi a primeira derrota da seleção sueca por 3 ou mais gols em uma Copa do Mundo desde a final de 1958, quando foi superada pelo Brasil por 5 a 2.
JAPÃO X TUNÍSIA
Apenas 15 segundos separaram o apito inicial da primeira falta do jogo, marcada pelo time tunisiano. Porém, esse ritmo faltoso não prosseguiria pelo restante da partida. Pouco depois, aos dois minutos, a seleção da Tunísia teve a primeira chance perigosa da partida. Perto da linha lateral, o meia Mejbri arriscou de fora da área e passou do lado do gol.
Contudo, aos quatro minutos, em contra-ataque rápido, Nakamura correu até a linha de fundo e cortou rasteiro para a área. Kamada apareceu para empurrar para o fundo das redes e abriu o placar para os japoneses. Em apenas seis toques, os nipônicos quebraram um recorde com o gol mais rápido do Japão na história das Copas do Mundo.
Esse foi apenas o começo do recital japonês. Aos 11 minutos, em mais uma ofensiva dos samurais azuis, Dylan Bronn desviou um cruzamento rasteiro que poderia ter resultado no segundo gol de Kamada. O lance foi revisado pelo VAR, que constatou a não entrada da bola.
Em contraste com a calma na construção de jogo do time japonês, o técnico da Tunísia, Hervé Renard, estava muito agitado à beira do campo. Chamado às pressas para assumir o time após a demissão de Sabri Lamouchi, que havia levado 5 a 1 da Suécia na estreia, Renard receberia cerca de R$1,18 milhão para comandar a seleção em apenas dois jogos da fase de grupos. O técnico já havia treinado a seleção marroquina na copa de 2018 e a da Arábia Saudita em 2022, na qual conseguiu um resultado surpreendente ao bater a Argentina na fase de grupos. Apesar do currículo de peso, a comissão não deve permanecer para o próximo ciclo do mundial.
Com 31 minutos no cronômetro, o atacante Ueda recebeu no campo ofensivo e finalizou de fora da área e ampliou o marcador com um belo gol. O primeiro tempo terminou em 2 a 0.
O começo da segunda etapa foi cadenciado, com domínio total da seleção nipônica. O terceiro gol saiu de uma jogada trabalhada desde a defesa. Kamada abriu o jogo com um passe preciso, Junya Ito apareceu cara a cara com o goleiro e finalizou em bola rasteira aos 69 minutos.
O último tento saiu de um cruzamento para a área. Subindo sem marcação após lançamento de Kaishu Sano pelo lado direito, Ueda cabeceou no canto do gol aos 83 minutos, completando a goleada de 4 a 0. Um domínio completo.
Com o resultado, o Japão igualou a Holanda na liderança do Grupo F com quatro pontos, enquanto a Tunísia está eliminada. A vitória também fez do Japão a primeira seleção asiática a marcar quatro gols em uma mesma partida de Copa do Mundo. Com a classificação assegurada, os samurais azuis aguardam a última rodada para definir sua posição e descobrir quem será o adversário no mata-mata.
PRÓXIMOS CONFRONTOS
A Tunísia se despede da Copa sem conseguir cumprir seu objetivo, que era alcançar o mata-mata pela primeira vez em sua história. Após passar pelas eliminatórias africanas com uma campanha invicta e sem sofrer gols, a seleção tunisiana tem uma das piores defesas do mundial até aqui e pouco incomodou os seus adversários. No fim, um ciclo sólido será lembrado por um desfecho decepcionante, marcado por goleadas sofridas e uma demissão de técnico no meio do torneio. A Tunísia irá se despedir da Copa do Mundo na quinta-feira (25), contra a Holanda.
A equipe de Graham Potter se encontra em uma situação delicada para a última rodada, em que precisa de, pelo menos, um empate contra o Japão na próxima quinta (25), em Dallas, para garantir a classificação.
Na sexta-feira (19), o Brasil levou a melhor contra o Haiti por 3 a 0. Com gols de Matheus Cunha e Vini Jr, a seleção canarinho assume liderança do grupo C. A seleção marroquina venceu a Escócia, administrou a vantagem até o fim e deu um passo importante rumo à próxima fase da competição.
BRASIL X HAITI
O primeiro tempo foi de protagonismo brasileiro. A seleção brasileira construiu diversas jogadas ofensivas desde o apito inicial. Enquanto isso, os haitianos reorganizavam a defesa de forma ligeira para conter o ataque rival, o que também resultou em um primeiro cartão amarelo logo aos 3 minutos de partida.
Aos 11 minutos, Danilo conseguiu roubar a bola, tocou para Bruno Guimarães, que agiu com velocidade e entregou para Raphinha na área. O camisa 11 balançou a rede, mas a posição era de impedimento. Aos 21 minutos, o camisa 11 ficou sozinho com o goleiro, Johny Placide, mas desperdiçou a oportunidade ao chutar para fora, além de estar impedido novamente.
O primeiro gol veio aos 22 minutos, em um chute cruzado de Vini Jr. O goleiro haitiano defendeu, mas deixou a bola sobrar e deu liberdade para que Matheus Cunha pontuasse. Aos 35, Cunha recebeu um passe de Vini e conseguiu marcar de novo em um lance forte com o pé esquerdo.
Para fechar a primeira etapa, Vini conseguiu emplacar mais um gol para o Brasil. O atacante chegou cara a cara com o goleiro e não deixou chances de defesa ao chutar entre as pernas de Placide. Com 3 a 0, o Haiti teve poucas oportunidades de ataque e não conseguiu se destacar nos 45 minutos iniciais.
O segundo tempo começou mais equilibrado, mas ainda sob o controle da seleção brasileira. O Haiti tentou aproveitar os erros na saída de bola do Brasil para pressionar e conseguir espaço no campo ofensivo, principalmente pela esquerda, onde Providence se destacou por suas participações nas jogadas haitianas.
Aos 62 minutos, o Haiti teve uma boa chance de bola parada em escanteio cobrado por Bellegarde. A bola encontrou Ade na área, que cabeceou direto para o gol. Alisson defendeu e Danilo fez o corte para evitar a finalização. Logo após o lance, Carlo Ancelotti realizou substituições que animaram a torcida brasileira e movimentaram o ataque. Matheus Cunha e Lucas Paquetá deixaram o campo para as entradas de Endrick e Gabriel Martinelli. Pelo Haiti, Casimir deu lugar a Deedson.
O Brasil respondeu aos 68 minutos com a melhor oportunidade da segunda etapa até então. Gabriel Martinelli iniciou a jogada, que passou pelos pés de Bruno Guimarães e Vini Jr., antes de retornar ao camisa 22. O atacante finalizou com perigo e acertou o travessão.
Aos 77 minutos, Casemiro recuperou a posse e encontrou Rayan, que serviu um passe para Endrick dentro da área. Com a defesa do Haiti inexpressiva, o jovem atacante aproveitou a brecha e finalizou com firmeza para o fundo do gol. Mas, o impedimento foi sinalizado logo em seguida.
Nos minutos finais, novas substituições foram realizadas. Apesar de ter sido um dos principais nomes do Haiti na partida, Providence deixou o gramado para a entrada de Joseph. Já no Brasil, Vini Jr, um dos grandes destaques do confronto, foi substituído por Danilo Santos, enquanto Bruno Guimarães deu lugar a Ederson.
Apesar de não ter marcado gols válidos na segunda etapa, a seleção brasileira administrou com tranquilidade a vantagem construída no primeiro tempo e confirmou sua primeira vitória no mundial. Com o resultado, o Haiti permanece na lanterna do Grupo C e está matematicamente eliminado da competição.
MARROCOS X ESCÓCIA
O primeiro tempo do jogo foi amplamente dominado por Marrocos, que iniciou a partida em um ritmo intenso e abriu o placar logo aos 71 segundos. Ismael Saibari recebeu o passe de Brahim Diaz e finalizou com precisão para marcar o gol.
Depois do gol, os marroquinos controlaram a posse da bola, trocaram passes com tranquilidade e criaram melhores possibilidades para um possível segundo gol. A equipe escocesa teve maiores dificuldades de acompanhar o ritmo do adversário durante a partida. A falta de solidez na defesa dos europeus quase ocasionou um segundo gol para Marrocos.
No segundo tempo, a partida ficou mais dinâmica. O Marrocos quase ampliou o placar logo nos primeiros minutos, quando El Khannouss avançou pela esquerda e encontrou Saibari, que acertou a trave. Em seguida, o próprio meia tentou marcar, mas parou em uma boa defesa de Gunn.
Nos minutos finais, após a pausa para a hidratação, a Escócia voltou mais reativa e passou a controlar mais a posse de bola, especialmente com Robertson nas jogadas ofensivas. Apesar da pressão, a equipe não conseguiu criar oportunidades realmente perigosas e encontrou dificuldades para superar a defesa marroquina, comandada por Bono.
Demonstrando experiência e organização, o Marrocos soube administrar a vantagem até o apito final, garantindo um triunfo importante que o deixa muito próximo da classificação para a próxima fase. Com a primeira vitória na competição, a seleção marroquina está cada vez mais perto de conseguir uma vaga na próxima fase, o mata-mata da Copa de 2026. Após o jogo contra a Escócia, alcançaram os quatro pontos.
A última vez que as duas equipes se enfrentaram em uma Copa do Mundo foi em 1998, na França. A seleção africana levou a melhor na disputa e venceu por 3 a 0. Após 28 anos, ainda teve vantagem para cima da seleção britânica.
PRÓXIMOS CONFRONTOS
Os próximos compromissos das seleções acontecem na quarta-feira (24). O Marrocos volta a campo no dia 24 de junho, às 19h (horário de Brasília), para enfrentar o Haiti em confronto decisivo pela fase de grupos da Copa do Mundo. No mesmo horário, a Escócia terá pela frente o Brasil, em busca de um resultado positivo para seguir com chances de classificação à próxima fase do torneio.
No último sábado (20), as quatro seleções do grupo E entraram em campo para a disputa da segunda rodada da Copa do Mundo. A Alemanha saiu atrás, mas virou a partida. No outro confronto, o goleiro Eloy Room foi o destaque ao garantir o empate contra o Equador e o primeiro ponto da história do país na história do mundial.
Alemanha 2X1 Costa do Marfim
Após a goleada por 7 a 1 sobre o Curaçao na estreia, a Alemanha entrou em campo às 17h, para enfrentar a Costa do Marfim, no Estádio de Toronto, no Canadá. Os marfinenses chegaram embalados após vencerem o Equador na primeira rodada, mas não resistiram e perderam por 2 a 1.
A partida começou equilibrada com as duas seleções com uma postura ofensiva. A Alemanha teve mais posse de bola e controlou as ações, mas encontrou dificuldades para infiltrar na defesa adversária. A primeira boa oportunidade foi aos seis minutos, quando Kimmich cruzou com precisão para Havertz, que parou na grande defesa do goleiro Fofana.
Mesmo com finalizações perigosas de Musiala e Nmecha, além de um gol anulado de Pavlovic aos 21 minutos por falta no goleiro marfinense, a Alemanha não conseguiu transformar a superioridade em vantagem no placar.
Enquanto os alemães buscavam espaços no campo de ataque, a Costa do Marfim apostava nos contra-ataques, principalmente pelo lado esquerdo com Diomandé. Aos 29 minutos, a seleção marfinense abriu o marcador. Após jogada de Diomandé pela esquerda, Diallo recebeu na área e teve sua finalização bloqueada pela defesa alemã. No rebote, Franck Kessié apareceu livre para completar e fazer 1 a 0 para os Elefantes.
Aos 37, em contra ataque, Bonny recebeu na esquerda chutou colocado de fora da área, mas a bola foi fraca e Manuel Neuer agarrou com tranquilidade.
Havertz chegou a empatar ainda no primeiro tempo, mas o árbitro anulou o lance por falta na origem da jogada. Apesar de manter a posse de bola no campo ofensivo, a Alemanha não criou novas chances claras antes do intervalo.
Com o início do segundo tempo, os Elefantes controlavam o jogo e os alemães pouco ofereciam perigo. Os marfinenses também conseguiam criar chances por meio de contra-ataques de transição rápida, principalmente pela velocidade de seus pontas. Nos cinco minutos iniciais, Késsie e Oulai tiveram chances de ampliar o placar, ambos finalizaram dentro da área, mas não aproveitaram.
A Alemanha aos poucos começou a ficar mais presente no campo ofensivo, principalmente após as três mexidas de Julian Naggelsman aos 14 minutos. Dois deles, Undav e Amiri, que entraram no lugar de Musiala e Pavlovíc, foram decisivos.
Aos 23 minutos, Amiri cruzou na área e Undav finalizou de primeira para empatar o jogo. Após o gol, o jogo ficou mais lento. A Costa do Marfim não conseguia fazer suas transições rápidas e cometia erros de passe.
Os germânicos aproveitaram o cenário para crescer na partida. Aos 40 minutos, justamente numa bola interceptada na saída da defesa, Undav teve mais uma chance, agora de fora da área, mas chutou para a defesa fácil de Yahia Fofana.
Os Elefantes até tentaram gerar perigo em um contra-ataque puxado por Nicola Pépé aos 42, mas Adingra não soube finalizar na hora certa e possibilitou o contra-ataque alemão, que terminou em uma grande chance de Brown, parada pelo goleiro marfinense.
Com os acréscimos, os alemães ficaram totalmente no campo ofensivo. Logo aos 45 minutos, Amiri, de dentro da área, obrigou Fofana a fazer mais uma defesa. Dois minutos depois, Undav recebeu um belo passe de Nmecha por entre a defesa para finalizar de dentro da área sem chances para o goleiro e matar o jogo.
Com a vitória, a Alemanha chega a seis pontos, o que a garante de volta ao mata-mata da Copa após 12 anos. Pelos critérios de desempate, os germânico também garantem o primeiro lugar do grupo. Na próxima rodada, os alemães vão em busca do 100% de aproveitamento na competição.
Já a Costa do Marfim mantém sua sina de nunca ter vencido um jogo de segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Os Elefantes agora buscam a classificação histórica para o mata-mata no próximo jogo.
Equador 0X0 Curaçao
Mais tarde, às 21h, no Estádio de Kansas City, Equador e Curaçao empataram em um jogo muito movimentado, mas sem gols. O destaque da partida foi o goleiro Eloy Room, que realizou 15 defesas e se tornou o segundo guarda redes com mais bolas defendidas em uma partida de Copa.
O jogo era extremamente importante para ambas as seleções, que perderam na primeira rodada, mas ainda com chances de classificação. O Curaçao veio de uma derrota sofrida de 7 a 1 para a Alemanha e o Equador tomou um banho de água fria ao tomar o gol nos minutos finais na partida contra a Costa do Marfim.
Logo após o apito do juiz, no primeiro minuto de jogo, Enner Valencia saiu na cara do goleiro, mas finalizou mal, o que permitiu que o heroi de Curaçao começasse o seu show.
Aos sete minutos, Floranus atravessou o campo em um contra-ataque, mas chutou para fora. Depois disso, a Family Blue não viu mais a cor da bola. A seleção do Equador teve 75% de posse, e seis finalizações no gol ao decorrer do primeiro tempo, mas deixou a desejar no terço final do campo.
No segundo tempo, os irmãos Leandro Bacuna e Juninho Bacuna, de Curaçao, sofreram cartões amarelos, o que comprometeu o meio campo.
Aos 14, a seleção caribenha teve a sua maior sequência ofensiva, com três finalizações consecutivas. Em poucos segundos, Leandro Bacuna e Livano Comenencia obrigaram Hernán Galíndez a fazer duas defesas. Em seguida, Jürgen Locadia teve finalização bloqueada pela marcação equatoriana.
Na reta final da partida, Ángelo Preciado protagonizou um dos lances mais perigosos do Equador ao arriscar um chute de longa distância. A finalização surpreendeu a defesa de Curaçao e passou pelo goleiro, mas acertou o travessão. O lance aumentou a pressão equatoriana em busca da vitória, porém a equipe não conseguiu balançar as redes.
A equipe caribenha não cedeu à pressão equatoriana, e assim, o nome de Eloy Room ganhou destaque na partida por ter fechado o gol.
Mesmo com o empate, o resultado teve gosto de festa para os Blue Waves. Os jogadores, a comissão técnica e a torcida se emocionaram com o primeiro ponto conquistado do país na história da Copa, cena que marcou a transmissão.
Próxima rodada
Na última rodada da fase de grupos, o Equador precisa vencer a já classificada Alemanha para ter chances de avançar. O jogo será na próxima quinta-feira (25), no MetLife Stadium, no East Rutherford, Estados Unidos. No outro confronto, Curaçao precisa vencer a Costa do Marfim para avançar, já que o empate garante os Elefantes na próxima etapa. A partida será no Philadelphia Stadium, em Filadélfia, Estados Unidos, também na quinta-feira (25).
Ambos os jogos serão às 17h (horário de Brasília) por causa da regra de justiça esportiva, que garante que nenhuma seleção entre em campo na última rodada sabendo previamente o resultado do outro confronto. Essa regra existe para eliminar possíveis vantagens, como manipulação de resultados e escolhas de adversários seguintes.
Gana 1 X 0 Panamá
A seleção de Gana venceu o Panamá por 1 a 0 na última quarta-feira (17), na arena BMO Field, em Toronto. O resultado, no entanto, escondeu uma atuação muito abaixo do esperado para uma seleção com pretensões de avançar às fases eliminatórias.
O jogo foi marcado pela dificuldade técnica de ambas as equipes em montar ataques. Apesar da visível energia dos times em busca da primeira vitória na Copa do Mundo, os jogadores foram fortemente afetados pela falta de qualidade na finalização. A partida foi majoritariamente restrita a um bom trabalho com a bola em meio campo, marcações e dribles ferozes e, em contraste, a chegada de ataques afobados e ineficientes. Como resultado, o jogo se estendeu com o placar 0 a 0 até os acréscimos do segundo tempo, quando Gana fez história marcando seu primeiro gol no evento.
O momento de maior tensão da etapa inicial ficou por conta de uma reclamação centro-americana: aos 34 minutos, Cristian Martínez do Panamá caiu na área após disputa com um zagueiro de Gana, mas o árbitro, depois de consultar o VAR, optou por não marcar pênalti, um lance que segue sendo discutido pela torcida e pela comissão técnica panamenha.
Na volta do intervalo, Benjamin Asare assumiu a meta ganesa e a equipe voltou mais ofensiva. Aos 12 minutos do segundo tempo, o técnico de Gana promoveu mais duas trocas, colocando em campo Abdul Fatawu na ponta-direita e Brandon Thomas-Asante na ponta-esquerda. Pouco depois, aos 50 minutos, Yirenkyi apareceu na área e finalizou por cima do gol. O Panamá respondeu com substituições próprias no ataque e meio campo e continuou criando chances, com destaque para uma bola na trave de Jiovany Ramos aos 21 minutos da etapa. O principal astro e meio-campista do Panamá, Adalberto Carrasquilla, ficou fora da estreia por estar se recuperando de uma lesão muscular.
Apesar da vitória ganesa, o primeiro tempo foi de domínio claro do Panamá, tendo 62% de domínio da bola, enquanto a seleção de Gana ficou com 38%. Los Canaleros, como são apelidados os jogadores panamenhos, avançaram de forma ostensiva e perigosa em diversas oportunidades, obrigando o goleiro ganês Ati Zigi a trabalhar com bastante impacto físico para manter o placar zerado.
Fora de campo, a estreia ganesa também foi marcada pela saída precoce do goleiro titular Lawrence Ati Zigi: o goleiro, que havia recebido atendimento médico em duas ocasiões durante o primeiro tempo após colisões em campo, foi substituído por Benjamin Asare.
A pressão ganesa só surtiu efeito nos minutos finais: Thomas-Asante cruzou para a área e Caleb Yirenkyi apareceu para completar e marcar o único gol do jogo, aos 43 minutos do segundo tempo.
Reprodução: Instagram/@blackstarsofghana_
Com o resultado, Gana somou três pontos e ocupa a segunda posição do Grupo L, atrás apenas da Inglaterra, que também venceu na rodada de abertura. A próxima parada da seleção africana será justamente contra os ingleses, na terça-feira, dia 23, às 17h.
Inglaterra 4 X 2 Croácia
Nesta quinta-feira (17), a Inglaterra venceu a Croácia por 4 a 2 em uma partida movimentada pela fase de grupos da Copa do Mundo. Com o resultado, os ingleses assumiram a liderança do Grupo L e deram mais um passo importante rumo à classificação para a próxima fase.
A seleção inglesa abriu o placar com Harry Kane, que converteu uma cobrança de pênalti. A Croácia reagiu rapidamente e empatou com Martin Baturina, mas os ingleses voltaram à frente com mais um gol de Kane. Antes do intervalo, porém, Petar Musa aproveitou uma oportunidade nos acréscimos e deixou tudo igual novamente, encerrando o primeiro tempo em 2 a 2.
Na segunda etapa, a Inglaterra voltou mais organizada ofensivamente e retomou a vantagem logo nos minutos iniciais. Jude Bellingham marcou o terceiro gol da equipe e deu mais tranquilidade aos ingleses. A Croácia tentou responder, mas encontrou dificuldades para criar chances claras diante da defesa adversária.
Com maior controle da posse de bola e das ações ofensivas, a Inglaterra administrou o resultado e ampliou a vantagem aos 85 minutos, quando Marcus Rashford marcou o quarto gol e definiu o placar em 4 a 2.
Apesar da derrota, a Croácia mostrou poder de reação ao buscar o empate em duas oportunidades durante o primeiro tempo. A equipe também contou com intervenções importantes do goleiro Dominik Vidakovic, que evitou um placar ainda mais amplo.
Com a vitória, a Inglaterra lidera o Grupo L. Gana aparece na segunda colocação, seguida pelo Panamá, enquanto a Croácia ocupa a última posição, com os critérios de saldo de gols sendo determinantes para a classificação atual.
Reprodução:Instagram @england
Na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos se classificaram após uma vitória tranquila sobre a Austrália. Por outro lado, a Turquia foi eliminada de forma antecipada após duas derrotas seguidas na competição. O revés contra o Paraguai fez com que a disputa pela classificação à próxima fase ficasse entre paraguaios e australianos. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo D:
Estados Unidos 2X0 Austrália
Na última sexta-feira (19), os Estados Unidos venceram a Austrália por 2 a 0 na segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo de 2026. Embalados pela goleada na estreia, os donos da casa receberam novamente o apoio de sua torcida. Desta vez, o jogo foi no Lumen Field, em Seattle, e contou com um público de 66.925 pessoas.
O último encontro entre Estados Unidos e Austrália aconteceu em outubro do ano passado, em amistoso preparatório para a Copa. Na ocasião, os americanos também saíram de campo com a vitória. Do outro lado, os australianos não sabem o que é vencer os EUA desde 1992.
A partida teve dois tempos diferentes. A seleção norte-americana dominou a primeira etapa ao pressionar a bola sempre que podia e mostrar muita movimentação de seus jogadores de ataque. Na segunda metade do jogo, ao mesmo tempo em que os comandados de Mauricio Pochettino diminuíram o ritmo, os Socceroos melhoraram com as substituições e foram em busca do gol, mas sem sucesso.
Em relação às estreias, Estados Unidos e Austrália tiveram mudanças nos onze titulares. Do lado dos anfitriões, Pulisic foi desfalque para a partida devido à uma lesão na panturrilha. Já para os australianos, o treinador Tony Popovic optou por começar com Irankunda e Metcalfe, autores dos gols contra a Turquia, no banco de reservas.
Logo no primeiro minuto de jogo, a seleção norte-americana errou na saída de bola. Mo Touré recuperou a posse e chutou para a defesa do goleiro Freese. Essa oportunidade foi uma das únicas dos Socceroos durante toda a primeira etapa.
Os Estados Unidos já mostravam um maior controle da partida, até que Dest e McKennie, a dupla que funcionou muito bem no jogo, tabelaram pela direita. O ala entrou na área e finalizou, mas a bola explodiu em Burgess. Já aos dez minutos, os donos da casa encontraram o caminho do gol. Robinson acionou Balogun em velocidade, que ganhou da marcação na corrida. O atacante cruzou rasteiro para o meio, e ao invés de bloquear a chance, Burgess tocou contra sua própria meta desta vez.
A Austrália tentou uma resposta rápida na busca pelo empate. Velupillay fez um pivô e passou para Leckie, que chutou de trivela para fora. Os norte-americanos pressionavam bastante a seleção australiana, que tinha dificuldades para manter a posse. Foi dessa forma que Balogun teve uma oportunidade, porém finalizou na zaga adversária.
A segunda metade do primeiro tempo não teve tantas chances claras, mas o domínio dos EUA era nítido. A Austrália sequer conseguia sair para os contra-ataques. Até que aos 43 minutos, Robinson cobrou rasteiro uma falta próxima à linha de fundo para Dest. O camisa 2 dominou com liberdade na entrada da área e arriscou o chute. A bola desviou na defesa australiana e sobrou para Freeman, que de cabeça completou para o fundo da rede. No primeiro momento, o juiz alemão Felix Zwayer marcou impedimento. No entanto, o gol foi validado após análise do árbitro de vídeo.
Pouco antes do intervalo, Dest ainda tentou ampliar o placar de fora da área, porém parou no goleiro Beach. No início do segundo tempo, Balogun teve outra chance de praticamente garantir a vitória. O atacante recebeu em velocidade e ficou cara a cara com o goleiro australiano, mas demorou para definir e teve sua finalização travada por Circati.
Perto da metade da segunda etapa, a Austrália mostrou uma melhora depois das substituições. Primeiro, Irankunda disparou pela direita e tocou para Volpato, que chutou por cima da meta. Em seguida, a zaga estadunidense se atrapalhou e Metcalfe arriscou da meia-lua, para a defesa de Freese. O jogo, então, ficou mais aberto.
Enquanto os Estados Unidos tentavam manter a vantagem, a seleção australiana pressionou durante os 20 minutos finais. A pressão rendeu dois lances polêmicos, que poderiam ter sido pênaltis. Além disso, os Socceroos trouxeram perigo através de cruzamentos na área adversária, porém falharam nas tentativas de acertar o gol.
O juiz perdeu o controle da partida perto do fim, e os jogadores das duas seleções se envolveram em confusões em alguns lances. Antes do apito final, um lance inusitado nos acréscimos: o alemão Felix Zwayer, que encerrou o jogo aos 53 minutos, precisou de atendimento médico após sentir cãibra.
O próximo compromisso dos Estados Unidos é contra a Turquia na próxima quinta-feira (25), às 23h (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Los Angeles. Já garantidos na primeira posição, os anfitriões chegam à terceira rodada para enfrentar a seleção turca já eliminada.
Já a Austrália, retorna a campo para enfrentar o Paraguai também na próxima quinta-feira (25), às 23h (horário de Brasília), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos. O jogo é um confronto direto que define a segunda e a terceira colocação do Grupo D.
Turquia 0 X 1 Paraguai
No outro jogo do grupo, o Paraguai derrotou a Turquia, em Santa Clara, na madrugada de sexta-feira (19) para sábado (20), por 1 a 0, no segundo jogo da fase de grupos do grupo D.
Com apenas um minuto de partida, o Paraguai encontrou o caminho do gol. Bardakçi errou na saída de bola da defesa turca, Andrés Cubas recuperou a posse e acionou Enciso. O camisa 19 encontrou Matias Galarza, jogador que ganhou vaga de titular no lugar de Damián Bobadilla, após a derrota na estreia para os Estados Unidos. O meia acertou um canhão de perna esquerda no canto do gol e abriu o placar para os paraguaios.
Aos 12 minutos, atrás no marcador, a Turquia tentou responder. Após recuperar a bola no meio-campo, Yüksek encontrou Aktürkoğlu pela direita, o atacante cruzou para a entrada da área para servir Arda Guller. O camisa 8 finalizou, mas mandou por cima do travessão.
Nos minutos seguintes, a equipe turca manteve a pressão. Aos 29, Yildiz tentou surpreender a defesa. Após uma sobra de escanteio, o camisa 11 arriscou uma bicicleta da entrada da grande área, porém não conseguiu aplicar força o suficiente e a bola parou nas mãos do goleiro Çakir, sem dificuldades.
Aos 33, Arda Guler sofreu uma falta no campo de ataque e trocou empurrões com o autor do gol paraguaio. A melhor oportunidade da Turquia surgiu justamente logo após essa falta. Foi no levantamento de Çalhanoglu para Müldür, que já estava na área, livre para cabecear. A bola bateu no travessão, depois na trave e voltou para o campo, mantendo a vantagem sul-americana.
Na reta final do primeiro tempo, o Paraguai respondeu a postura ofensiva turca. Enciso arrancou em velocidade, deixou para trás dois jogadores turcos com um belo drible, e ainda passou por outro adversário antes de ser travado no momento da finalização. A jogada arrancou aplausos da torcida e quase terminou em gol.
Pouco depois, aos 44 minutos, uma dividida entre Pittas e Yüksek originou uma nova confusão. O atacante paraguaio ficou caído no gramado após sofrer a falta, enquanto jogadores das duas equipes passaram a discutir intensamente.
A princípio, o árbitro havia sinalizado seis minutos de acréscimos. No entanto, durante o desentendimento entre as duas equipes, Miguel Almirón, camisa 10 da seleção paraguaia, cobriu a boca com a mão ao se dirigir ao turco Müldür. A atitude foi considerada passível de punição de acordo com a “Lei Vini Jr”, criada com o intuito de prevenir discriminações em campo. O árbitro então interrompeu o jogo a pedido do VAR. Depois de revisar o lance, Almirón foi expulso.
A paralisação provocada devido a todas confusões fez com que o acréscimo de seis minutos se estendesse. Antes do apito final, Yüksek arriscou uma finalização de fora da área, mas mandou por cima do travessão. Essa foi a última chance clara da Turquia na etapa inicial.
Como já era de se esperar, os turcos voltaram com tudo para o segundo tempo, agora em vantagem numérica depois da expulsão. Em menos de um minuto de jogo, a seleção encontrou duas chances. Çalhanoglu chutou por cima para Demiral que teve sua jogada defendida pelo goleiro Gill.
Mesmo com um jogador a menos, a seleção paraguaia não adotou uma postura totalmente defensiva. A equipe aproveitou os espaços deixados pela Turquia e manteve uma estratégia baseada em transições rápidas.
Aos 15 minutos, Enciso teve a chance de deixar a vitória ainda mais encaminhada para os paraguaios. Após uma jogada individual na área, o atacante passou por quatro adversários, mas finalizou para fora do gol.
A Turquia tentou responder com jogadas diretas e investidas pelas laterais, mas teve dificuldade em transformar a posse de bola em oportunidades claras. Apesar de passarem a acelerar as jogadas, os turcos mostraram grande dificuldade na tomada de decisão no terço final do campo.
Nos minutos finais, o Paraguai demonstrou controle da partida. Sem assumir riscos desnecessários, a equipe administrou a superioridade construída ainda no primeiro minuto de jogo e confirmou o resultado que manteve a seleção viva na disputa por uma vaga na próxima fase.
Por outro lado, para a Turquia, o apito final representou o encerramento adiantado da campanha, já que com a segunda derrota consecutiva, a equipe foi eliminada antes mesmo da rodada final da fase de grupos.
O Paraguai volta a campo na próxima quinta-feira (25), contra a Austrália, em Santa Clara, às 23h (horário de Brasília). A Turquia, por sua vez, enfrentará no mesmo dia e horário o anfitrião e já classificado Estados Unidos em Los Angeles.