A Colômbia venceu Gana por 1 a 0 nesta sexta-feira (3), no Arrowhead Stadium, em Kansas City, e avançou às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O gol da vitória saiu ainda no primeiro tempo, aos 13 minutos, com Jhon Arias completando cruzamento de Luis Suárez. Na etapa final, porém, o jogo mudou de intensidade, Gana buscou o empate com afinco, enquanto os colombianos seguraram a vantagem no sufoco.
A seleção ganesa começou a partida com perigo logo no primeiro minuto, quando Thomas Partey finalizou pela direita e assustou a meta colombiana. Aos sete minutos, a Colômbia precisou mexer e Luis Suárez entrou no lugar de John Córdoba, que se lesionou em uma disputa de bola no início do confronto. Já aos 13, Suárez, que acabava de entrar, chegou à linha de fundo e cruzou para a segunda trave. Jhon Arias apareceu livre e bateu no canto para marcar para os colombianos.
Depois do gol, a equipe sul-americana cresceu em campo e passou a pressionar Gana com mais intensidade. Aos 20 minutos, Luis Díaz tentou de fora da área, mas parou nas mãos do goleiro ganês Lawrence Ati-Zigi.
Aos 39, Gustavo Puerta levantou a bola com categoria, a defesa ganesa não conseguiu afastar e Díaz chutou para fora. Na sequência, o ganês Iñaki Williams respondeu com uma finalização colocada, mas longe do gol defendido pelo colombiano Camilo Vargas.
Nos acréscimos, Daniel Muñoz cruzou para Johan Mojica, que cabeceou com perigo, mas o ganês Lawrence Ati-Zigi fez uma defesa espetacular para evitar o segundo gol.
Logo aos 11 minutos do segundo tempo, Luis Díaz balançou as redes para a Colômbia, mas o gol foi anulado por impedimento, um alívio para os ganeses, que a partir dali passaram a pressionar em busca da igualdade. A defesa colombiana, no entanto, se manteve firme, com Camilo Vargas fazendo intervenções importantes para preservar o resultado.
Aos 30 minutos da etapa final, Alidu Seidu recebeu cartão amarelo após falta em Johan Mojica próximo à entrada da área. Na cobrança, Juan Quintero arriscou de longe, mas a bola passou por cima do gol. Do lado ganês, o destaque foi o goleiro Lawrence Ati Zigi, autor de ao menos três defesas difíceis ao longo do segundo tempo, o que manteve viva a esperança da seleção ganesa de reação até os minutos finais.
Mesmo com a boa atuação do goleiro adversário, a Colômbia voltou a assustar nos acréscimos com Richard Ríos, que arriscou da entrada da área, mas Ati Zigi apareceu bem outra vez para evitar a ampliação do placar. A partida terminou em 1 a 0 e o resultado confirmou a vaga colombiana às oitavas de final e decretou a eliminação de Gana logo nos 16-avos, fase estreante nesta edição ampliada do Mundial.
Na próxima terça-feira (7), a Colômbia enfrenta a Suíça, às 17h (horário de Brasília), no estádio BC Place, em Vancouver, no Canadá, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
Na madrugada de sexta-feira (3), a Suíça venceu a Argélia por 2 a 0 e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A partida realizada em Vancouver, no Canadá, teve domínio da equipe suíça, que foi mais eficiente nas finalizações e construiu a vitória com gols de Breel Embolo, ainda no primeiro tempo, e Dan Ndoye, logo após o intervalo, eliminando a seleção argelina da competição.
A Suíça começou a partida com um ritmo intenso e abriu o placar logo aos dez minutos do primeiro tempo. Após uma jogada pela direita, Johan Manzambi cruzou rasteiro para Breel Embolo, que apareceu livre na pequena área para finalizar de primeira e colocar os suíços em vantagem.
Mesmo atrás no marcador, a Argélia manteve maior posse de bola e buscou controlar as ações ofensivas. A equipe criou oportunidades com Ibrahim Maza, Houssem Aouar e Farès Chaïbi, mas encontrou dificuldades para superar a defesa suíça e o goleiro Gregor Kobel, que fez intervenções seguras quando exigido.
A equipe Rossocrociati adotou uma postura organizada após o gol, explorou os contra-ataques e aproveitou os espaços deixados pelo adversário. Denis Zakaria levou perigo em duas oportunidades, uma em finalização de fora da área e outra em uma cabeçada que passou próxima à trave, mantendo a pressão sobre a defesa argelina.
Nos minutos finais da etapa inicial, a Argélia voltou a crescer na partida e quase empatou nos acréscimos, quando Ibrahim Maza recebeu em boa condição dentro da área, mas finalizou para fora. Com eficiência ofensiva e solidez defensiva, a Suíça foi para o intervalo vencendo por 1 a 0 e em vantagem na disputa por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo.
No segundo tempo, as expectativas dos argelinos foram frustradas logo no início. Com menos de um minuto de bola rolando, aos 46 segundos, Denis Zakaria cruzou para a área, a defesa da Argélia afastou mal e a bola sobrou para Dan Ndoye na entrada da área. O atacante suíço finalizou rasteiro, no canto de Luca Zidane, e ampliou a vantagem para 2 a 0.
Com o placar confortável, a Suíça passou a controlar completamente a partida. O segundo gol funcionou como um verdadeiro "balde de água fria" para a Argélia, que viu o adversário reduzir o ritmo e administrar a vantagem com inteligência.
A equipe argelina tentou reagir em seguida com o capitão Riyad Mahrez, mas sua finalização foi bloqueada por Zakaria.
Sob o comando dos experientes meio-campistas Granit Xhaka e Remo Freuler, os suíços ditaram o ritmo da partida, administraram a posse quando necessário e neutralizaram as investidas adversárias, impedindo que a Argélia criasse chances claras de perigo.
O confronto ainda reservou um lance inusitado aos 35 minutos. A bola atravessou toda a extensão da defesa argelina e sobrou livre para o meia Fabian Rieder, que havia acabado de entrar. Com o gol completamente aberto e Luca Zidane fora da jogada, o suíço desperdiçou uma oportunidade inacreditável. Pegou mal na bola e finalizou fraco e torto, devolvendo-a praticamente às mãos do goleiro argelino.
Com o apito final, a Suíça comemorou sua classificação e, pelas oitavas, vai enfrentar a Colômbia, em Vancouver, na próxima terça-feira (7), às 17h (horário de Brasília). Pelo lado argelino, a eliminação também marcou a despedida de Riyad Mahrez da seleção nacional. Após a partida, o capitão anunciou sua aposentadoria da equipe, encerrando sua trajetória com a camisa das Raposas do Deserto e colocou um ponto final em uma das carreiras mais marcantes da história recente do futebol argelino.
A partida do último domingo (28) entre África do Sul e Canadá marcou um momento histórico, já que foi o primeiro jogo de mata-mata de ambas as seleções em Copas do Mundo. O confronto, realizado no SoFi Stadium, em Los Angeles, terminou com vitória canadense por 1 a 0 nos acréscimos, o que garantiu a inédita classificação da equipe norte-americana para as oitavas de final.
O primeiro tempo terminou em 0 a 0, consequência do equilíbrio técnico entre as equipes. A África do Sul controlou a posse de bola e ditou o ritmo, enquanto o Canadá foi mais agressivo e perigoso nas finalizações.
Logo aos cinco minutos, o goleiro canadense, Maxime Crépeau, defendeu um chute do camisa 4, Mokoena, e o sul-africano Ronwen Williams precisou trabalhar em lances perigosos, como o cabeceio do zagueiro Cornelius. O principal lance do primeiro tempo ocorreu aos 43 minutos, após o escanteio do capitão canadense, Stephen Eustáquio. Moise Bombito cabeceou e a zaga sul-africana salvou em cima da linha, o que conteve o placar antes do intervalo.
Na segunda etapa, o jogo começou intenso, mas com pouca criatividade ofensiva. A África do Sul manteve 58% da posse de bola, trocou passes com segurança para conter o ímpeto canadense, mas pecou na criação de jogadas e abusou da cera com o goleiro Ronwen Williams, que tentou levar o confronto para a prorrogação. O Canadá, por sua vez, foi mais objetivo; finalizou oito vezes e apresentou maior volume ofensivo.
A entrada de Alphonso Davies, muito aguardado pela torcida canadense, mudou o ritmo da partida. Recuperado de uma grave lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda, ele estreou na Copa no segundo tempo sob aplausos e deu o avanço ofensivo que a equipe precisava para pressionar a defesa adversária.
Quando o empate parecia definido, aos acréscimos, Jacob Shaffelburg cruzou pela direita, a defesa sul-africana rebateu mal e a bola sobrou para Eustáquio, que dominou no peito e finalizou rasteiro no canto direito de Williams. O gol decretou a vitória por 1 a 0 e a classificação inédita do Canadá para as oitavas de final.
Depois de abrir o placar, o Canadá administrou os minutos finais com segurança e neutralizou a tentativa de pressão sul-africana. A equipe, comandada por Jesse Marsch, valorizou a posse de bola e impediu que os africanos criassem oportunidades claras de empate. Assim, confirmaram a histórica classificação diante da torcida presente no estádio.
A derrota representou um duro golpe para a África do Sul, que fazia sua estreia histórica na fase eliminatória. Apesar da solidez defensiva elogiada ao longo do torneio e do controle da posse de bola, a equipe mostrou fragilidade ofensiva e não conseguiu transformar o domínio territorial em chances reais de gol.
O erro decisivo da defesa nos acréscimos simbolizou a limitação ofensiva e a postura conservadora da seleção africana, que se despediu da competição sem marcar gols e com a sensação de que poderia ter ido além.
A classificação coroou a melhor campanha da história do Canadá em Copas do Mundo. Depois de uma fase de grupos consistente, marcada pela organização defensiva e velocidade nas transições, os canadenses mostraram maturidade para disputar seu primeiro confronto eliminatório e agora seguem vivos na busca por uma campanha ainda mais histórica.
Com a classificação, o Canadá disputará pela primeira vez uma partida de oitavas de final em uma Copa do Mundo. Embalada pela atuação segura e pelo retorno de Alphonso Davies, a seleção chega confiante para o próximo desafio, para tentar prolongar sua campanha no Mundial. A partida que definirá o futuro dos canadenses será disputada no dia 4 de julho, em Houston, valendo vaga nas quartas de final.
A França garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Suécia por 3 a 0, nesta terça-feira (30), no Estádio de Nova York, /Nova Jersey, em confronto válido pelos 16 avos de final do torneio. Mais uma vez, Kylian Mbappé foi decisivo, marcou dois gols e comandou a classificação francesa em uma atuação segura da equipe comandada por Didier Deschamps. A equipe da Suécia, por outro lado, se despede da competição com uma atuação decepcionante.
A única mudança notável da escalação de Graham Porter, foi a ausência do zagueiro Isak Hien, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda no jogo contra o Japão, e, antes da partida, se despediu do campeonato em suas redes sociais. “— Um sonho que se tornou realidade, mas que, infelizmente, chega ao fim antes do tempo para mim. Obrigado a todos os torcedores suecos que nos apoiaram desde o primeiro dia – vocês são simplesmente incríveis”, escreveu o jogador.
Desde os primeiros minutos, a França deixou claro o controle da partida. Com maior posse de bola, o que impôs intensidade no campo ofensivo, os franceses apostaram principalmente em finalizações de média e longa distância. Por isso o goleiro foi obrigado a trabalhar em diversas oportunidades ainda no início do confronto.
Os suecos passaram a metade do primeiro tempo completamente sumidos em campo. Os Blågult se mantiveram fechados e jogaram um jogo ditado pela equipe adversária. Aos 27 minutos do primeiro tempo, naquele que foi um dos únicos lances perigosos dos suecos, Yasin Ayari, com um passe em profundidade de bola parada, encontrou Alexander Isak que finalizou com o pé direito nas mãos do goleiro francês.
Após a pausa para hidratação, a França passou a trabalhar melhor a bola e aumentou ainda mais a pressão ofensiva. Aos 36 minutos, em uma jogada construída pelo lado esquerdo do ataque, a bola sobrou para Michael Olise, que arriscou um voleio de perna esquerda e acertou a trave. No rebote, Ousmane Dembélé apareceu livre dentro da área, mas finalizou para fora.
Olise atuou como o principal articulador ofensivo da equipe francesa e chamou a responsabilidade. Já aos 45 minutos, o meia voltou a arriscar de fora da área e obrigou o goleiro sueco a fazer uma importante defesa no canto inferior direito, que cedeu um escanteio par a os franceses.
Foi justamente na cobrança da bola parada que os principais nomes da França apareceram juntos. Em uma cobrança rápida, Olise e Dembélé trocaram passes curtos até que Dembélé encontrou Kylian Mbappé dentro da área. O camisa 10 aplicou um drible no marcador e finalizou colocado, sem chances para o goleiro, abriu o placar para os Les Bleus e levou a vantagem francesa para o intervalo.
Na volta para a segunda etapa, a França manteve a mesma postura agressiva. A Suécia, por sua vez, se mostrou perdida e totalmente rendida aos franceses. A defesa sofreu a cada minuto para controlar a velocidade e o entrosamento do ataque adversário. O segundo gol saiu logo aos 9 minutos, quando Bradley Barcola recebeu passe de Michael Olise e finalizou com precisão para ampliar a vantagem francesa.
Mesmo com o placar favorável, a equipe não diminuiu o ritmo. Michael Olise buscou seu primeiro gol no confronto e levou perigo em finalizações aos 16, 20 e 25 minutos, mas parou na marcação adversária e também nas boas intervenções do goleiro sueco.
Aos 29 minutos, novamente em uma jogada construída por Michael Olise, Kylian Mbappé recebeu dentro da área e finalizou colocado para marcar seu segundo gol na partida e fechar o placar em 3 a 0.
A França volta a campo no próximo sábado (4), quando enfrenta o Paraguai, no Estádio da Filadélfia, em confronto válido pelas oitavas de final. Embalada pela boa fase de Mbappé e pelo desempenho coletivo consistente, a equipe francesa segue firme em busca de mais um título mundial.
Na última segunda-feira (29), no Gillette Stadium, em Boston, o Paraguai eliminou a Alemanha nos pênaltis e garantiu a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo em uma das maiores surpresas do torneio até aqui. Após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, a seleção sul-americana venceu por 4 a 3 nas cobranças e encerrou a campanha alemã ainda no início do mata-mata.
A partida apresentou cenários distintos ao longo dos 120 minutos. A Alemanha teve maior posse de bola durante boa parte do confronto e tentou controlar as ações ofensivas. Enquanto isso, o Paraguai apostou em uma equipe compacta e em jogadas de transição para explorar os espaços deixados pelos adversários.
Aos 42 minutos do primeiro tempo, após um cruzamento preciso do meia Matías Galarza, Enciso cabeceou para dentro da rede e abriu o placar para os paraguaios.
Além da vantagem construída no marcador, o lance teve valor histórico, pois foi o primeiro gol do Paraguai em partidas eliminatórias de Copa do Mundo. Apesar de já terem participado anteriormente das fases de mata-mata, a seleção nunca tinha marcado nessa etapa da competição.
A resposta alemã veio somente na segunda etapa. Aos 54 minutos, Kai Havertz marcou também de cabeça e deixou o placar igual novamente. Com o empate, a equipe alemã passou a aumentar a presença ofensiva e pressionar a defesa paraguaia em busca da virada.
Entretanto, não conseguiram transformar a superioridade em gol. O Paraguai resistiu à pressão e fechou os espaços, o que levou a partida para a prorrogação.
Durante o tempo extra, a equipe europeia continuou mais presente no ataque e o zagueiro Jonathan Tah chegou a marcar, porém o gol foi anulado após revisão da arbitragem. Por outro lado, a equipe paraguaia, assim como em grande parte do jogo, resistiu e conseguiu segurar o empate, até o fim da prorrogação.
Em uma definição de pênaltis dramática, o Paraguai carimbou sua vaga nas oitavas de final. A disputa começou favorável aos sul-americanos, quando o goleiro Gill defendeu a cobrança inicial de Havertz. Na sequência, Maurício, Gustavo Gómez e Galarza converteram para os paraguaios, enquanto Kimmich e Musiala balançaram as redes para os alemães.
Gill voltou a brilhar ao parar o chute de Nick Woltemade, mas o Paraguai desperdiçou duas oportunidades. Sanabria chutou para fora e Balbuena parou no goleiro Manuel Neuer. Amiri converteu sua cobrança e levou a decisão para as alternadas. Na fase decisiva, Jonathan Tah isolou a bola por cima do travessão, em seguida, Canale balançou as redes e garantiu a vitória paraguaia.
No pós-jogo, os pênaltis da seleção alemã ainda geraram polêmica. Segundo o jornal Blind, o volante Leon Goretzka se recusou a começar a bater os pênaltis alternados. Ele era o único jogador disponível do meio pra frente. Após a recusa ao pedido do capitão Kimmich, a responsabilidade da vitória recaiu sobre o zagueiro Jonathan Tah. Seria a primeira vez que o defensor bateria um pênalti em sua carreira. Ele isolou a bola e ,em seguida, o Paraguai garantiu a classificação.
O resultado foi considerado uma das maiores surpresas do torneio até agora. Em comemoração, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, declarou, logo após o jogo, feriado nacional na terça-feira, (30).
Além disso, com a eliminação da Alemanha, o Brasil permanece como o único país pentacampeão mundial por pelo menos mais quatro anos, uma vez que somente os alemães tinham a possibilidade de conquistar o quinto título em 2026.
Agora, a seleção paraguaia voltará a campo contra a França, em um confronto em que buscarão a possibilidade de nova zebra. O jogo acontecerá neste sábado (4), às 18h, no Lincoln Financial Field, nos Estados Unidos.