Portugal 0 X 0 Colômbia
Com impedimento polêmico nos acréscimos, seleções ficam no 0 a 0 e se classificam para o mata-mata
Jogando pela primeira colocação do Grupo K, Colômbia e Portugal se enfrentaram em Miami, no último sábado (27), às 20h30. Apesar do resultado terminar em empate, sem gols, a partida foi marcada por grandes atuações individuais, principalmente nos setores defensivos, de ambas as equipes, que chegam com expectativas altas para o mata-mata.
Em relação aos jogos anteriores, a seleção colombiana entrou com uma escalação bastante próxima da base que vinha sendo utilizada, com Jhon Córdoba no lugar de Luis Suarez, e Deiver Machado e Santiago Árias nas laterais esquerda e direita, respectivamente, ao invés de Johan Mojica e Daniel Munoz.
A equipe portuguesa, comandada pelo espanhol Roberto Martínez, entrou com poucas mudanças em relação ao time da segunda rodada, que enfrentou a seleção do Uzbequistão. A escalação apresentou como única alteração a presença de Rúben Neves, compondo dupla de meio campo com Vitinha, mas que foi substituído no intervalo pelo titular João Neves.
A partida começou movimentada. Logo no primeiro minuto, Jhon Córdoba apareceu livre na área e cabeceou para fora. A Colômbia respondeu com pressão ofensiva, explorando principalmente as jogadas pelos lados do campo e levando perigo em chegadas de Jhon Arias e James Rodriguez. O time manteve intensidade ao longo do primeiro tempo e buscou o ataque em diferentes momentos.
O estilo ofensivo de jogo da equipe portuguesa também se manteve o mesmo, com os laterais trabalhando em conjunto com os pontas para cruzar a bola na grande área, buscando Cristiano Ronaldo para marcar. O lado direito, específicamente, trabalhou muito, com passes e cruzamentos de Pedro Neto e João Cancelo, que encontravam, tanto o camisa sete, quanto João Félix, que teve maior presença nas finalizações. O lateral esquerdo, Nuno Mendes, destaque na goleada por 5 a 0 contra o Uzbequistão, teve atuação mais apagada.
No setor defensivo, foram destaques o zagueiro Rúben Dias e o goleiro Diogo Costa. O primeiro, evitou por duas vezes o gol colombiano: no primeiro tempo, após chute cruzado de John Arias que passou pelo guarda-redes, tirou em cima da linha; já na segunda etapa, depois de cruzamento de Daniel Muñoz, desviou de cabeça a bola que sobraria livre para o atacante Luis Suárez.
O lance mais polêmico da partida aconteceu nos acréscimos. Davinson Sánchez marcou de cabeça após cobrança de falta e chegou a comemorar o que seria o gol da vitória colombiana. No entanto, o árbitro foi chamado pelo VAR e anulou o lance por impedimento milimétrico na origem da jogada. A decisão gerou reclamações em campo e repercussão nas redes sociais, com torcedores questionando a marcação.
Com o empate, as duas seleções se classificaram para a próxima fase do torneio. A Colômbia, líder do grupo, enfrentará Gana, na próxima sexta-feira, 3 de julho. Já Portugal tem encontro marcado contra a Croácia, na quinta-feira, 2 de julho.
RD Congo conquista classificação histórica
A seleção vai enfrentar a Inglaterra nos 16 avos de final
A República Democrática do Congo conquistou uma classificação histórica para a fase de mata-mata da Copa do Mundo ao vencer o Uzbequistão por 2 a 1, na sexta-feira (27), pela última rodada do Grupo K. Após sair atrás no placar ainda nos primeiros minutos, os Leopardos reagiram com dois gols de Yoane Wissa no segundo tempo e asseguraram, pela primeira vez, uma vaga na fase eliminatória do principal torneio do futebol masculino.
Aos 22 segundos da partida, Dostonbek Khamdamov, ponta-direita uzbeque recebeu um lançamento e passou para o capitão, Eldor Shomurodov, que faria o primeiro gol da partida se não estivesse impedido. Nove minutos depois, também por lançamento, o jogador com a faixa recebeu a bola pela ala esquerda e encobriu o goleiro Lionel Mpassi.
Rapidamente, a RD Congo corrigiu o sistema defensivo e encontrou oportunidades para contra-ataque. Nathanaël Mbuku recebeu um passe para trás e conseguiu um chute forte, da entrada da área. Mas, o gol foi anulado por falta de ataque na construção da jogada.
O gol de empate só foi marcado aos 65 minutos, quando a defesa do Uzbequistão se atrapalha e derruba o atacante Wissa dentro da área. Também foi o atacante congolês quem assumiu a responsabilidade do pênalti e converteu, deslocou o goleiro Utkir Yusupov para igualar o placar.
A RD Congo precisava da vitória para a classificação como um dos melhores terceiros colocados, e no fim da partida, a seleção cresceu e dominou ações ofensivas. A pressão foi recompensada aos 81 minutos, quando Mbuku avançou pela direita e encontrou Wissa livre na pequena área. O atacante finalizou de primeira e decretou a virada histórica dos Leopardos por 2 a 1.
Com esse resultado, a República Democrática do Congo garantiu, pela primeira vez em sua história, uma classificação para a fase eliminatória da Copa do Mundo. Após estrear com um empate diante de Portugal e perder por apenas um gol para a Colômbia, os congoleses confirmaram a vaga ao vencer o Uzbequistão e escreveram um novo capítulo para o futebol do país.
Na terceira rodada da Copa do Mundo de 2026, o México venceu a República Tcheca por 3 a 0 e segue invicto na competição. Já no outro jogo da chave, a África do Sul venceu a Coreia do Sul, de virada, e garantiu a classificação para a próxima fase. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo A:
República Tcheca 0X3 México
Em jogo válido pela última rodada do Grupo A, a seleção mexicana, já classificada, enfrentou a Tchéquia na quarta-feira (24), no Estádio Azteca, na Cidade do México, e encerrou a participação das duas seleções na fase de grupos.
Para o jogo, ambos os times vieram com força total, sem desfalques notáveis que obrigassem os experientes Javier Aguirre e Miroslav Koubek a mexer nos 11 iniciais.
Com a necessidade da vitória para se classificar, foi a Tchéquia quem deu gás ao começo do jogo. Aos sete minutos, Coufal lançou Sulc em profundidade pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, onde Visinsky apareceu livre e finalizou rasteiro, mandando a bola para fora, muito perto da trave direita do goleiro Rangel.
Em seguida, foi a vez do México responder. Aos nove minutos, Romo recebeu na entrada da área e encontrou Martínez livre pela ponta direita. O atacante cruzou para a área, mas o zagueiro Krejčí afastou de cabeça. Na sobra, após um bate-rebate, Edson Álvarez finalizou da entrada da pequena área e mandou a bola por cima do gol defendido por Kovář.
Os anfitriões continuaram a pressionar e, aos 38 minutos, em uma troca de passes na entrada da área, Alvarado encontrou Sánchez livre pela ponta direita. O atacante dominou e finalizou cruzado, mas Kovář fez boa defesa. As duas seleções terminaram a primeira etapa sem gols.
O primeiro gol da partida saiu aos nove minutos do segundo tempo. Após uma bela sequência de dribles, Romo se livrou da marcação de três jogadores tchecos e tocou para Chávez, que arrancou pela ponta direita, deixou Sadílek para trás e finalizou com categoria no canto de Kovář.
Cinco minutos depois, aos 14, saiu o segundo gol mexicano. Gilberto Mora dominou a bola na intermediária e avançou até encontrar Sánchez. O lateral se livrou da marcação de Červ e invadiu a área, mas parou em grande defesa de Kovář. Na sequência, Holeš tentou afastar o perigo, porém a bola rebateu em Sánchez e sobrou para Quiñones, que apenas empurrou para o gol vazio e ampliou a vantagem mexicana.
Aos 32 minutos, com o jogo resolvido, o técnico Aguirre promoveu a entrada de Ochoa. Aplaudido pelos companheiros e por todo o estádio, o camisa 13 entrou em campo pela quarta vez em uma Copa do Mundo e tornou-se, junto de Messi e Cristiano Ronaldo, um dos únicos da história a disputar seis edições do torneio. Embora tenha seis participações no total, ele não chegou a atuar nas edições de 2006 e 2010, sendo titular apenas em 2014, 2018 e 2022.
O terceiro e último gol saiu nos acréscimos. Após um belo tiro de meta de Ochoa, Santiago Giménez fez o pivô sobre Hranáč e deixou a bola passar para Alvarado, livre pela ala. O meia devolveu para Giménez dentro da área, mas o atacante finalizou em cima de Kovář. Na sequência, a bola rebateu e sobrou para Alvarado, que tocou para Fidalgo na entrada da área. O camisa 8 acertou um belo chute no ângulo e fechou o placar com vitória de 3 a 0.
Com a vitória, o México garantiu a liderança do Grupo A, com três vitórias em três jogos, nove pontos conquistados e nenhum gol sofrido. A seleção mexicana possui uma das melhores defesas da Copa do Mundo até o momento, ao lado da Espanha, que até o momento, também não foi vazada.
Os ”El Tri” venceram quatro partidas consecutivas da Copa do Mundo FIFA pela primeira vez, tornando-se a primeira equipe da Concacaf a alcançar esse feito, depois de superar a Arábia Saudita em sua última partida no Catar 2022 e emendar as três vitórias consecutivas da fase de grupos, a primeira vez que a seleção venceu seus três jogos nesta fase.
O resultado também marcou a segunda vez que o México avançou pela fase de grupos sem sofrer gols, repetindo o que havia feito em 1970, quando sediou a competição pela primeira vez. Além disso, a equipe ficou invicta na fase de grupos do torneio em seis ocasiões (1970, 1986, 1998, 2002, 2014 e 2026) e se tornou a primeira nação da Concacaf a somar 20 vitórias na história da Copa do Mundo.
Com apenas um ponto somado, a Tchéquia encerrou sua participação na quarta colocação do Grupo A e ampliou o jejum sem classificações para o mata-mata, que já dura desde 1990.
A seleção mexicana enfrenta, na terça-feira (30), às 22h (horário de Brasília) a equipe do Equador. A partida válida pelos 16 avos de final acontece novamente no Estádio Azteca, na Cidade do México.
África do Sul 1X0 Coreia do Sul
No outro jogo do grupo A, a África do Sul venceu a Coreia do Sul por 1 a 0, no Estádio de Monterrey, em Guadalupe. Com a vitória, os sul-africanos garantiram pela primeira vez em sua história uma vaga no mata-mata da Copa do Mundo.
O início da partida foi equilibrado, com alternância de posse de bola e dificuldades da seleção sul-africana em encontrar espaços. Por volta dos 30 minutos do primeiro tempo, o meia atacante Appollis e o volante Mbatha, tiveram chances claras de gol, mas não conseguiram abrir o placar. A ausência de Mokoena, principal jogador da equipe, foi sentida no primeiro tempo. O meio campista da seleção africana foi suspenso após acumular dois cartões amarelos. Ele é considerado o grande motor do meio campo e exerce liderança técnica dentro dos gramados.
A Coreia do Sul buscava explorar o avanço do seu lateral-esquerdo, Lee Tae-seok, que se posicionava justamente no setor mais atacado pela África do Sul. Ainda assim, foi por ali que surgiu o lance decisivo. Aos 17 minutos do segundo tempo, em contra-ataque veloz, Tshepang Moremi - que havia acabado de entrar - arrancou pela esquerda, fintou a defesa e cruzou com precisão. A bola encontrou o ponta-direita Thapelo Maseko, que dominou e finalizou de canhota no canto esquerdo do goleiro Williams para marcar o gol da vitória da África do Sul.
A Coreia do Sul não mudou sua postura tática utilizada nos outros jogos e novamente apostou em dominar a posse da bola, com passes curtos entre os jogadores de meio-campo para controlar as ações da partida. O destaque Heung-min Son começou na reserva por opção técnica do treinador Hong Myung- Bo e entrou no início da segunda etapa, porém não criou chances de gols para a equipe. O técnico sul-coreano, em sua entrevista coletiva após a partida, assumiu a culpa da derrota, porque fez mudanças drásticas na escalação: “Acho que tomei decisões erradas e esse foi o motivo do resultado ruim”, disse.
O técnico da Seleção sul-africana, Hugo Broos, apesar da ausência de seu principal jogador, armou sua equipe baseada em contra-ataques velozes, diferente do estilo adotado contra o México, e conseguiu manter a equipe conectada, se apoiando e se defendendo com intensidade. O treinador belga se emocionou ao final da partida: a seleção, em sua quarta Copa do Mundo, resgatou a confiança da torcida sul-africana e fez história ao levar os Bafana Bafana ao mata-mata.
A vitória representou uma verdadeira virada de chave no Grupo A. A África do Sul começou a última rodada na lanterna, mas com a vitória sobre a Seleção sul-coreana, chegou aos quatro pontos e avançou na vice-liderança graças ao triunfo e à combinação de resultados do grupo.
Agora, os Bafana Bafana enfrentam o Canadá no domingo (28), no Estádio de Los Angeles, às 16h (horário de Brasília). Já a Coreia do Sul terminou a rodada na terceira posição com três pontos. Com a esperança de ser classificada como uma dos oito melhores terceiros lugares, a combinação de resultados dos outros grupos não favoreceu a equipe asiática, que deu adeus ao torneio.
Na última segunda-feira (29), no Estádio BBVA, em Monterrey, no México, Holanda e Marrocos se enfrentaram nos 16 avos de final, primeira fase eliminatória da Copa do Mundo de 2026. O jogo foi para as penalidades após empate por 1 a 1 no tempo normal e prorrogação.
Ambas as equipes tiveram bom desempenho na fase de grupos. A seleção neerlandesa foi líder do grupo F, com sete pontos. Eles venceram a Suécia e a Tunísia e empataram com o Japão em, para muitos, um dos melhores jogos do mundial. Os marroquinos, com a mesma pontuação, ocuparam a segunda colocação do grupo C. Após empate com o Brasil na primeira rodada, os Leões de Atlas derrotaram o Haiti e a Escócia. As expectativas eram de um jogo equilibrado com chances para os dois lados.
Para a partida, o técnico Ronald Koeman promoveu mudanças na escalação holandesa. Ele trocou Donyell Malen, atacante titular até então, por Crysencio Summerville. O meia entrou bem quando veio do banco nas outras partidas, em que marcou dois gols no mundial. A segunda mudança foi no meio. Tijjani Reijnders deu lugar a Nathan Aké. Isso gerou uma linha de três zagueiros para a Holanda, com dois alas e dois volantes, estratégia nova da Laranja Mecânica no torneio.
A Holanda entrou em campo com: Bart Verbruggen, Denzel Dumfries, Jan Paul van Hecke, Virgil van Dijk, Nathan Aké, Micky van de Ven, Ryan Gravenberch, Frenkie de Jong, Crysencio Summerville, Brian Brobbey e Cody Gakpo.
Já Mohamed Ouahbi manteve a escalação marroquina semelhante à das duas primeiras partidas. Contra o Haiti, pela terceira rodada, os Leões de Atlas entraram com time misto. Com força máxima, os 11 titulares foram: Yassine Bounou, Achraf Hakimi, Issa Diop, Chadi Riad, Noussair Mazraoui, Neil El Aynaoui, Ayyoub Bouaddi, Azzedine Ounahi, Bilal El Khannouss, Brahim Díaz e Ismael Saibari.
Tempo normal
A primeira etapa, sem gols, foi marcada por um jogo estudado e de poucas chances, mas com a seleção marroquina melhor. Aos 19 minutos, Bart Verbruggen fez uma excelente defesa em cabeceio de El Aynaoui. Um minuto depois, outra chance perigosa dos Leões, agora com Hakimi, mas novamente parou no goleiro holandês.
O primeiro tempo também foi marcado por uma lesão do zagueiro Van Hecke, que recebeu uma joelhada, não intencional, na cabeça. Ele sangrou muito e virou dúvida para a continuação da partida. Os médicos, felizmente, conseguiram estancar o sangramento e o zagueiro pôde continuar em campo.
No retorno do vestiário para o segundo tempo, Marrocos voltou melhor e criou duas chances logo no início da etapa final, ambas com Hakimi.Aos sete minutos com uma finalização de Hakimi que carimbou o travessão adversário. Na segunda oportunidade, o capitão saiu de cara a cara com Verbruggen, mas Van de Ven deu um carrinho perfeito dentro da área e conseguiu desarmá-lo.
Apresentando um melhor futebol em campo, os comandados do técnico Mohamed Ouahbi assumiram o controle da posse de bola, enquanto a Holanda preferia apostar nas jogadas de contra-ataque.Aos 16 minutos, os marroquinos chegaram com perigo em um cruzamento na primeira trave, mas o goleiro Verbruggen impediu o gol.
Pouco depois, em uma das subidas holandesas, Summerville acelerou a jogada, passou pela marcação e rolou para o atacante Cody Gakpo balançar as redes e colocar a Laranja Mecânica em vantagem.
Quando a vitória e a classificação da Holanda para as oitavas de final pareciam certas, os marroquinos buscaram o empate de forma heroica. Aos 45 minutos da segunda etapa, graças a um ótimo cruzamento do ponta Chemsdine Talbi, o zagueiro Issa Diop cabeceou para o fundo do gol e igualou o placar.
Prorrogação
Após empate no tempo normal, o jogo foi para a prorrogação. Nos dois tempos de 15 minutos houve somente uma finalização. Após drible dentro da área, o atacante Rahimi ficou frente à frente com Verbruggen. O goleiro holandês fez, possivelmente, a defesa do torneio até o momento. Segundo dados do Sofascore, a chance de gol em questão era de 74%. Verbruggen evitou a eliminação provisoriamente e levou a partida para os pênaltis.
Disputa de pênaltis
A Holanda começou a disputa na frente, quando Teun Koopminers abriu o placar e Neil El Aynaoui acertou a trave. Entretanto, na segunda cobrança, Justin Kluivert, que entrou nos minutos finais da prorrogação, errou e Soufiane Rahimi fez, o que resultou em empate momentâneo por 1 a 1. Verbruggen chegou a defender a cobrança, mas a bola bateu em seu calcanhar e entrou para o gol.
Wout Weghorst e Chemsdine Talbi converteram para Holanda e Marrocos, respectivamente, na terceira cobrança. Quinten Timber errou a cobrança seguinte, com chute para fora, mas Achraf Hakimi também desperdiçou a cobrança ao acertar a trave holandesa.
A disputa se encerrou na quinta cobrança, quando Yassine Bounou, em pé, defendeu a cobrança de Crysencio Summerville, e Ismael Saibari converteu o último pênalti. Por um placar de 3 a 2, os Leões de Atlas superaram a Laranja Mecânica nos pênaltis.
A Holanda segue invicta em partidas da Copa do Mundo desde 2010, quando foi derrotada pela Espanha na final. Embora não tenha perdido desde então, esta foi a terceira eliminação consecutiva da Laranja Mecânica nos pênaltis.
O Marrocos, classificado para as oitavas de final, enfrentará o Canadá no próximo sábado (04), no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos. A partida será às 14h (horário de Brasília).
Inglaterra 2 x 0 Panamá
Com gols de Bellingham e Kane, ingleses vencem por 2 a 0 e avançam ao mata-mata como líderes do Grupo L
A Inglaterra confirmou o favoritismo e venceu o Panamá por 2 a 0 neste sábado (27), pela terceira e última rodada do Grupo L da Copa do Mundo de 2026. Após encontrar dificuldades para superar a forte marcação adversária durante o primeiro tempo, a equipe comandada por Thomas Tuchel melhorou significativamente após o intervalo e construiu a vitória com gols de Jude Bellingham e Harry Kane. O resultado garantiu aos ingleses a liderança da chave, com sete pontos, enquanto os panamenhos encerraram sua participação no torneio sem pontuar.
Precisando apenas de um empate para assegurar a primeira colocação do grupo, Tuchel apostou em uma formação bastante ofensiva, escalando Marcus Rashford, Bukayo Saka e Morgan Rogers na linha de criação, com Harry Kane como referência no ataque. Jude Bellingham foi recuado para atuar como segundo volante, função que acabou sendo decisiva principalmente na etapa complementar.
O primeiro tempo foi marcado pelo domínio territorial da Inglaterra, que controlou a posse de bola, mas encontrou enorme dificuldade para romper a retranca panamenha. As melhores oportunidades inglesas saíram dos pés de Marcus Rashford, que levou perigo em um chute de média distância defendido pelo goleiro Mosquera e em uma cobrança de falta que passou perto do gol. Apesar da pressão, a seleção europeia não conseguiu transformar o controle da partida em gols.
Mesmo com menor posse de bola, o Panamá mostrou organização defensiva e explorou os contra-ataques com velocidade. A principal chance da equipe aconteceu aos 25 minutos, quando José Luis Rodríguez finalizou cruzado com força e obrigou Jordan Pickford a fazer grande defesa para evitar a abertura do placar. O equilíbrio defensivo dos panamenhos levou o confronto para o intervalo empatado em 0 a 0.
Na volta para o segundo tempo, a Inglaterra apresentou outra postura. Mais intensa e dinâmica, a equipe passou a acelerar a circulação da bola e encontrou em Jude Bellingham o principal articulador das jogadas ofensivas. Além de recuperar bolas no meio-campo, o camisa 10 comandou a criação das principais oportunidades inglesas.
A insistência finalmente foi recompensada aos 16 minutos da etapa final. Após boa construção ofensiva, Bellingham apareceu na área para finalizar e abrir o placar, encerrando a resistência da defesa panamenha. Cinco minutos depois, o meia voltou a ser protagonista ao dar uma assistência precisa para Harry Kane ampliar a vantagem e praticamente definir a partida.
O segundo gol teve um significado especial para o capitão inglês. Com o gol marcado, Harry Kane chegou a 11 gols em Copas do Mundo, ultrapassando Gary Lineker e se tornando o maior artilheiro da história da Inglaterra na competição. O feito consolida ainda mais o atacante entre os maiores nomes do futebol inglês.
Com a vantagem construída, a Inglaterra passou a administrar a posse de bola e controlou as ações até o apito final, sem permitir qualquer reação do Panamá. Os ingleses encerraram a partida com números superiores, registrando 17 finalizações e 462 passes certos, enquanto a seleção panamenha finalizou 11 vezes e acertou 179 passes.
A vitória por 2 a 0 garantiu a classificação da Inglaterra às oitavas de final como líder do Grupo L, reforçando a confiança da equipe para a sequência da Copa do Mundo. Já o Panamá deixou o torneio demonstrando disciplina tática e competitividade, mas sem conseguir conquistar pontos ou marcar gols na edição de 2026.
Croácia 2 X 1 Gana
Na etapa final, ganeses e croatas trocaram gols e se classificam para a próxima fase
No último sábado (27), as duas seleções disputaram o último jogo da fase de grupos, o primeiro tempo foi muito disputado com os dois times finalizando e buscando o resultado com uma vantagem considerável para os europeus, tanto em finalizações como em posse de bola. Muitas das finalizações da equipe europeia foram de grande perigo, como a bola na trave do Nikola Vlasic aos 16 minutos da partida. Ou nas duas cabeçadas em direção ao gol, após as cobranças de falta do Luka Modric.
Resultando assim no primeiro gol da partida com Petar Sucic aos 31 do primeiro tempo, porém Gana não desistiu da partida e ainda no primeiro tempo tentou finalizar mais uma bola. Porém não obteve o resultado imaginado e assim termina esse período da partida com 1x0 para a Croácia.
O segundo tempo em Kazan começou com a Croácia tentando administrar a vantagem mínima construída ainda no primeiro tempo. Mas Gana voltou dos vestiários com sangue nos olhos: o técnico ganês promoveu duas substituições já na volta do intervalo, sinal claro de que buscaria reagir ao gol sofrido.
A pressão africana deu resultado aos 28 minutos do segundo tempo Antoine Segmento aproveitou a fragilidade da defesa croata e empatou a partida, fazendo o estádio explodir e devolvendo a igualdade ao confronto.
Crédito: Instagram/@blackstarsofghana_
A resposta croata, porém, veio rápido. Ainda sentindo o golpe do empate, a Croácia se reorganizou e, aos 38 minutos da segunda etapa, conseguiu o que viria a ser o gol da vitória, decretando o placar de 2 a 1.
Nos minutos finais, Gana se lançou ao ataque em busca de um novo empate, promovendo mais substituições e elevando o ritmo, mas a defesa croata, mesmo pressionada, conseguiu sustentar o resultado até o apito final. A Croácia ainda viu um cartão amarelo no fim, mas administrou bem a vantagem.
Com a vitória, a Croácia mantém vivas as esperanças de avançar na competição. Já Gana, mesmo com a derrota, comemora a classificação para os 16 avos de final, fruto da campanha construída ao longo da fase de grupos.
Na última quinta-feira (25), na cidade de Kansas City (EUA), Holanda e Tunísia se enfrentaram pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A equipe dos Países Baixos chegou invicta e cabeça do grupo, enquanto a equipe tunisiana havia sofrido duas goleadas nos dois primeiros jogos. No mesmo dia, Japão e Suécia se enfrentaram no AT&T Stadium, em Dallas. A partida marcou o primeiro confronto das duas seleções na história da competição. O resultado, contudo, não foi tão marcante assim: 1 a 1 e vaga garantida para os dois países.
HOLANDA X TUNÍSIA
A primeira chance do jogo, foi da Tunísia, logo no primeiro minuto. Após rápida recuperação, Gharbi finalizou por cima da meta de Verbruggen, mas as esperanças tunisianas duraram pouco. Aos 2 minutos, após cruzamento de Dumfries, o capitão Skhiri fez contra e abriu o placar para a Holanda. Esse foi o 12º gol contra da Copa do Mundo 2026, o que igualou a marca recordista da Copa de 2018. 5 minutos depois, em levantamento para a área, Brobbey marcou seu terceiro gol no mundial após passe de Van Dijk. Aos 10 minutos, a partida prometia goleada.
Porém, após os rápidos gols, a primeira etapa foi morna, sem chances claras para nenhum dos lados, fechada em 2 a 0 para os neerlandeses. A Holanda, ainda assim, permaneceu soberana na partida, com 12 chutes a 4 e 70% de posse de bola.
A Tunísia voltou melhor para a segunda etapa. Aos 8 minutos, os africanos renovaram suas esperanças com Mastouri, que em escanteio cobrado por Mejbri, diminuiu o placar. Porém, o ímpeto dos tunisianos durou pouco. Depois do gol sofrido, a Holanda voltou a administrar o jogo, o que os fez balançar a rede aos 62 minutos, com Van Hecke, de cabeça.
O jogo acabou em 3 a 1. O goleiro, Dahmen, fez defesas para evitar uma goleada maior. A Holanda teve 73% de posse de bola na segunda etapa com 8 finalizações contra 6 da seleção tunisiana. Esse foi o primeiro duelo entre as duas seleções em um mundial. Ambas já haviam se enfrentado em três amistosos, em dois empates e uma vitória da seleção europeia.
Os holandeses não perdem um jogo de Copa do Mundo no tempo regular desde 2010, quando foram derrotados pela Espanha na final. Em 2014 e 2022, a Laranja Mecânica foi superada nos pênaltis pela Argentina.
JAPÃO X SUÉCIA
O Japão vinha embalado por bons resultados na fase de grupos e uma sequência sem derrotas desde setembro de 2025. Por outro lado, a Suécia jogava pela sobrevivência na competição, após sofrer uma derrota de 4 a 1 para os holandeses.
O primeiro tempo foi equilibrado. O time sueco, forte em bolas aéreas, tentou cruzamentos na área e aplicou um ritmo intenso de marcação. Por outro lado, os japoneses tiveram suas melhores oportunidades em saídas rápidas de contra-ataque.
Aos 21 minutos, em cruzamento, Maeda cabeceou a bola para fora. Nove minutos depois, Sugawara, na entrada da área, finalizou no meio do gol, sem sucesso. Aos 37 minutos, o zagueiro da Suécia, Isak Hien, precisou ser substituído por conta de uma lesão muscular. Ainda não se sabe a gravidade da contusão, mas a expectativa é que, nos próximos dias, os exames revelem as condições físicas do jogador.
O clima morno mudou no final da primeira etapa, quando os japoneses passaram a agredir mais a defesa sueca. Aos 44 minutos, após uma troca de passes envolvente na lateral do campo, o ponta Nakamura finalizou no gol. Jacob Zetterstrom, goleiro sueco, realizou grande defesa. O primeiro tempo acabou com tudo igual no placar.
Após o intervalo, o jogo tomou outro rumo e esquentou de vez o embate. Aproximação, troca de passes e um gol. A seleção japonesa abriu o placar aos 10 minutos do segundo tempo. Em uma envolvente construção de jogo, Maeda infiltrou-se na grande área e, após passe de Ueda, que cortou a linha de defesa, abriu o placar na saída do goleiro.
Os suecos responderam rapidamente. Aos 16 minutos, Anthony Elanga recebeu a bola fora da área e finalizou com o pé esquerdo, assim igualou o placar. A seleção europeia passou a ditar o ritmo de jogo depois do empate. Alexander Isak, em escanteio no último lance, cabeceou e obrigou o goleiro Zion Suzuki a operar um milagre debaixo das traves.
PRÓXIMOS CONFRONTOS
O resultado foi suficiente para manter a Holanda na primeira posição do grupo F, o que tira a seleção europeia do caminho do Brasil. Nos 16 avos de final, os neerlandeses jogarão contra o Marrocos, segundo colocado do grupo C.
Os suecos, com seus quatro pontos e vaga já garantida nos melhores terceiros, vão enfrentar a França, uma seleção favorita ao título, na terça-feira (30). Já o Japão, enfrentará a Seleção Brasileira, em Houston, na próxima segunda-feira (29).
A Tunísia se despede com zero pontos da competição, na lanterna do grupo F. Os africanos marcaram apenas dois gols no torneio, contra 12 sofridos nas três partidas disputadas. Essa foi a primeira Copa do Mundo em que os tunisianos não conquistaram nenhum ponto, o que faz dessa participação a pior da história das Águias de Cartago em um mundial.