La Roja dominou a partida contra a Argentina, levou para a prorrogação e levantou a taça pela segunda vez em sua história
por
Lucas Leal
Pedro Premero
|
20/07/2026 - 12h

A Copa do Mundo 2026 terminou neste domingo (19) com o confronto entre Espanha e Argentina, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Os espanhois se consagraram campeões após derrotarem os sul-americanos por 1 a 0 com um gol de Ferran Torres, no segundo tempo da prorrogação. A Fúria voltou a levantar a Copa após 16 anos desde sua primeira, e até então última, conquista.

Com a vitória, a Espanha se tornou a seleção com a maior sequência invicta da história com 38 jogos sem perder. Outro feito inédito foi ser o primeiro país a ser o atual campeão mundial tanto no futebol masculino quanto no feminino, que também levantou a taça na última Copa do Mundo Feminina de 2023.

Já do lado argentino, além do vice-campeonato, Lionel Messi encerrou o torneio como vice-artilheiro, atrás de Mbappé, com oito gols marcados. O francês também superou o argentino como maior goleador da história das Copas, com 22 gols.



 

Lionel Messi com medalha de prata
O camisa 10 encerrou o torneio como o maior assistente da história da Copa com 12 passes. Reprodução/X/@Argentina

 

Para a decisão, a Argentina promoveu duas alterações na equipe titular. Nicolás González entrou no lugar de Leandro Paredes, enquanto Montiel substituiu Molina. Já a Espanha repetiu a mesma equipe da semifinal. 

No começo do jogo, sob temperatura de 27 °C, a Espanha teve a oportunidade de abrir o placar com Lamine Yamal. Após passe de Dani Olmo no meio da área, o camisa 19 bateu fraco e o lance parou em Dibu Martínez.

A Espanha se impôs desde o início e marcaram individualmente a saída de bola da Argentina. A Albiceleste se viu encurralada e, nesse cenário, Rodri interceptou um passe e criou mais uma chance para Yamal, que não teve êxito no cruzamento.

Em seguida, Laporte parecia ter recuperado a posse, mas dominou mal e a bola caiu nos pés de Julián Álvarez, que passou em profundidade para o camisa 10 argentino. Unai Simón, porém, foi esperto e antecipou uma jogada que poderia ser promissora.

A Espanha não abriu mão do seu estilo de jogo, com muita posse de bola, paciência e troca de passes em um ataque posicional. A Argentina, sabendo disso, montou uma defesa sólida e bastante agressiva na região central do campo, foram nove faltas marcadas e um cartão amarelo para Lisandro Martinez, somente no primeiro tempo. 

Sem muitas chances claras, aos 38 minutos, uma troca de passes entre Rodri, Baena e Fabián Ruiz pelo meio abriu espaço para Mikel Oyarzabal finalizar de fora da área, mas Dibu defendeu. Quatro minutos depois, Marc Cucurella recebeu pela ponta esquerda com liberdade e arriscou um chute cruzado, que saiu pela linha de fundo. Foi a última oportunidade antes do intervalo, encerrando um primeiro tempo de domínio espanhol, mas sem gols

No país dos shows do Super Bowl, o intervalo da final da Copa do Mundo contou com apresentações de Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS no campo. O espetáculo durou 27 minutos, e não os 15 convencionais.

O começo do segundo tempo mostrou que a situação da Argentina não iria melhorar. Logo no primeiro minuto, o passe fraco de Leonardo Paredes foi interceptado por Alex Baena, que cortou para o meio e chutou, mas a finalização não teve força e Emiliano Martínez defendeu com tranquilidade.

Aos 5 minutos, Paredes deu um encontrão em Rodri quando a bola não estava em disputa, os jogadores se reuníram em torno do espanhol caído e iniciaram uma pequena confusão. O jogador do Boca Juniors ainda empurrou Aymeric Laporte e Dani Olmo e saiu amarelado da jogada.

A Espanha continuou a dominar a partida com boas trocas de passes e ótimas construções de jogadas, como a que ocorreu aos 9 minutos. Pau Cubarsí saiu jogando de sua grande área e passou para Pedro Porro que fez um lançamento para Fabián Ruiz. O jogador do PSG passou de primeira para Dani Olmo que também deu de primeira para Mikel Oyarzabal. O atacante carregou a bola encontrou Ruiz. O meio-campista fez o pivô e tentou devolver para Oyarzabal, mas foi interceptado por Otamendi.

A Fúria não saia de seu campo de ataque, mas não conseguia passar pela defesa argentina. Aos 17 minutos, Luis De La Fuente colocou Ferran Torres e Pedri no lugar de Fabián Ruiz e Oyarzabal, para dar fôlego para o setor de criação e continuar com a pressão sobre os sul-americanos.

Aos 21 minutos, Lamine Yamal cobrou o escanteio, mas Alexis Mac Allister afastou. Na sobra, Pedro Porro devolveu para Yamal que passou por dois defensores e cruzou para Ferran Torres, mas cabeceou em cima de Martínez. Apesar do domínio, os espanhóis ainda pecavam nas finalizações ou saia fraca, ou sem direção ou parava em Dibu Martínez. 

Na saída de jogo, para tentar aliviar a pressão que estavam sofrendo, os argentinos tentavam conseguir faltas para se recompor em campo. Em um erro na troca de passe espanhola, Mac Allister deu um passe longo para Enzo Fernández, mas ele não alcançou. Rodri fez a proteção e o argentino, ao sentir o toque, caiu, pediu falta e reclamou com o juiz, assim, recebeu um cartão amarelo.

 

Enzo Fernández é expulso do jogo Argentina x Espanha
Enzo Fernández foi o sexto jogador a ser expulso em uma final de Copa do Mundo - Foto: Reprodução/X/@Argentina

 

Nos Acréscimos, a Argentina conseguiu ter um pouco de posse de bola, porém não levou perigo. A Albiceleste foi a primeira seleção a não finalizar no gol durante o tempo regulamentar de uma final.

O lance que mudou o rumo da partida aconteceu aos 47 minutos. Enzo Fernández foi disputar uma bola afastada pela defesa argentina mas chegou atrasado e deu uma entrada dura em Cubarsí, que fez o zagueiro espanhol dar uma cambalhota no ar. O meio-campista do Chelsea tomou o segundo amarelo da partida e foi expulso.

Com um a mais, antes de acabar o jogo, a Espanha teve uma falta perigosa na entrada da área para bater. Lamine Yamal cobrou à meia altura, Emiliano Martínez fez uma grande defesa e levou a decisão para a prorrogação.

Na prorrogação, o cenário continuou favorável aos espanhóis. Lamine Yamal recuperou a bola no campo de ataque e tocou para Pedri. O meio-campista levantou na área para o desvio de Nico Williams, obrigando Dibu Martínez a fazer mais uma defesa milagrosa.

A Espanha conseguiu anular o jogo de Messi, pressionando constantemente o argentino e utilizando sua maior arma para se defender: a posse de bola, com média de 65% de posse e 419 passes no campo adversário.

Com um jogador a menos, a Argentina já não pressionava tanto o portador da bola e, aproveitando essa liberdade, Pedro Porro cruzou rasteiro para a área. Ferran Torres não alcançou a bola, Mikel Merino conseguiu finalizar caindo e Dibu fez outra defesa, mas Nico Williams marcou no rebote. O lance, porém, foi anulado por falta, após Merino pisar no pé do zagueiro Otamendi.

Após 105 minutos de jogo, a Argentina ainda não havia conseguido finalizar uma única vez na partida.

O segundo tempo da prorrogação começou com o lance que mudou a história do jogo. Rodri passou para Yamal na lateral, que passou para Pedro Porro. O jogador do Tottenham cruzou para Nico Williams que ajeitou a bola de cabeça para trás para Ferran Torres encher o pé e abrir o placar.

 

Fernan Torres comemora gol da vitória
Ferran Torres marcou seu primeiro gol na Copa na final contra a Argentina - Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

Aos 7 minutos, a Espanha chegou a ampliar o marcador após passe de Yamal que deixou Ferran Torres cara a cara com Dibu Martínez. Porém, o atacante espanhol estava impedido e o gol foi anulado.

Aos 10 minutos, a equipe europeia teve a chance de matar o jogo. Em uma bola afastada pelos espanhóis, Nico Williams ganhou no corpo de Molina, arrancou pela lateral, deu um belo drible no argentino e avançou para área. Ao invés de cruzar para Yamal, Williams tentou outro drible, mas errou bizarramente, para a revolta do jogador do Barcelona, que estava bem posicionado para marcar.

Nos minutos finais, a Argentina pressionou em busca de um gol para levar a partida para os pênaltis. Aos 11 minutos, Messi recebeu a bola na entrada da área e finalizou forte, mas foi bloqueado pelo rosto de Merino.

Aos 14 minutos, Messi cobrou uma falta e tabelou com Otamendi e deu um belo passe para Giuliano Simeone. O atacante estava livre de marcação e cruzou fechado para Senesi, porém, Cubarsí conseguiu fazer um corte providencial e evitar o empate da Argentina. 

Logo em seguida, a Albiceleste teve dois escanteios. O primeiro foi afastado pelos espanhóis após uma confusão na pequena área. No segundo, após desvio na primeira trave, a bola sobrou livre para Simeone, que isolou a chance de ir às penalidades.

A Argentina até tentou chegar na área espanhola com um chutão de Martínez, a defesa afastou e o juiz apitou o fim do jogo. A Espanha se consagrou bicampeã mundial após uma partida dominante diante dos agora antigos campeões.

Após o apito final, Paredes entrou em confusão com Eric Garcia e Gavi, e acertou o rosto do meio-campista da Espanha. O argentino foi expulso. A FIFA (Federação Internacional de Futebol) publicou um comunicado em que diz que vai investigar o tumulto causado pelos vice-campeões.

Apesar disso, nada parou a festa dos espanhóis. Nas premiações individuais, Unai Simón recebeu a Luva de Ouro, após conceder apenas 1 gol durante toda a competição. Pau Cubarsí levou o prêmio de melhor jogador jovem do torneio. Já Rodri foi nomeado o melhor jogador da Copa do Mundo, o capitão espanhol comandou o meio campo da sua equipe com ótimas atuações defensivas e ações ofensivas.

 

Jogadores da Espanha recebem prêmios em diferentes categorias após o fim da Copa do Mundo
A Argentina finalizou apenas duas vezes na partida, o que evidencia a força defensiva dos espanhóis - Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

A próxima edição da Copa do Mundo acontecerá em 2030 e, pela primeira vez, será disputada em seis países e três continentes ao mesmo tempo. Uruguai, Paraguai e Argentina, na América. Espanha e Portugal, na Europa e Marrocos, na África.

Além disso, segundo Gianni Infantino, presidente da FIFA, a entidade estuda a possibilidade de ter mais 12 seleções para o mundial seguinte. “Algumas pessoas já sugerem ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa”

Seleção sul-americana vence por 2 a 1 na semifinal, encerra a campanha inglesa e garante vaga na decisão da Copa do Mundo contra a Espanha.
por
Juliana Bertini
Lucas Leal
|
16/07/2026 - 12h

A Inglaterra se despediu da Copa do Mundo na semifinal ao ser derrotada pela Argentina por 2 a 1, nesta quarta-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos. Em um duelo equilibrado entre duas das favoritas ao título, os argentinos aproveitaram melhor as oportunidades e garantiram a classificação para a decisão do torneio. Com o resultado, a equipe comandada por Thomas Tuchel disputará a decisão do terceiro lugar contra a França, enquanto a Argentina enfrentará a Espanha na grande final.

O confronto de semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina começou com um verdadeiro choque de estilos e disposição. Nos primeiros dez minutos, o respeito mútuo se traduziu em um jogo truncado, marcado por paralisações. A temperatura da partida ficou clara logo aos 8 minutos, quando Declan Rice recebeu cartão amarelo após parar um avanço perigoso de Alexis Mac Allister com uma falta dura na intermediária.

A partir dos 15 minutos, a Inglaterra de Thomas Tuchel passou a ditar o ritmo, ocupando o campo ofensivo e acionando as pontas. A melhor chance inglesa aconteceu aos 22 minutos: Jude Bellingham quebrou as linhas adversárias com um passe enfiado para Harry Kane. O capitão inglês bateu rasteiro da entrada da área, obrigando o goleiro Emiliano "Dibu" Martínez a fazer uma defesa espetacular com a ponta da chuteira direita.

Do outro lado, a Argentina adotou uma postura reativa, aguardando o erro adversário para acionar seus atacantes com passes longos. Essa estratégia quase calou a torcida inglesa aos 34 minutos. Após Rodrigo De Paul desarmar Bellingham no círculo central, a bola chegou rapidamente aos pés de Julián Álvarez. O camisa 9 invadiu a área em velocidade, deixou John Stones para trás e chutou cruzado, vendo a bola raspar a trave de Jordan Pickford.

Na reta final da primeira etapa, o nervosismo tomou conta do gramado. Aos 42 minutos, o jogo foi paralisado após Bellingham cair na área pedindo pênalti em uma dividida com Cristian Romero. O VAR revisou o lance por quase dois minutos e confirmou que o zagueiro argentino tocou apenas na bola. Sem alterações no placar após os quatro minutos de acréscimo, as equipes foram para o intervalo com um 0 a 0 que reflete perfeitamente a tensão e a entrega de ambas as seleções.

No começo do segundo tempo, o jogo ganhou mais emoção. Logo no primeiro minuto, Giuliano Simeone venceu o duelo de cabeça após um lançamento de Emiliano Martínez, e a bola sobrou para Julián Álvarez, que chutou forte, mas foi parado por Pickford.

Em resposta, aos 55 minutos, na saída de bola, Harry Kane recuou para oferecer uma opção entre os volantes e, com liberdade, lançou para o ataque. Tagliafico cortou mal, e Declan Rice aproveitou para servir Morgan Rogers, que cruzou para Anthony Gordon, que apareceu de surpresa na segunda trave para abrir o placar.

 

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Foi o primeiro gol de Anthony Gordon na Copa do Mundo
Reprodução: X/@England

 

Atrás do resultado, a Argentina voltou a um cenário comum neste mata-mata da Copa do Mundo: pressionar o adversário. Logo após o gol sofrido, Simeone recebeu de Enzo Fernández em profundidade, em uma transição rápida, mas foi perfeitamente desarmado por Djed Spence.

Precisando de mais poder ofensivo, Lionel Scaloni substituiu o volante Leandro Paredes pelo ponta Nicolás González. Com isso, a Argentina passou a ter mais posse de bola e começou a rondar a área da equipe inglesa. De acordo com o FotMob, foram 229 passes argentinos no campo adversário durante o segundo tempo, enquanto a Inglaterra teve apenas 33 toques no setor ofensivo.

A equipe de Thomas Tuchel sofreu muito com o volume ofensivo argentino e, aos 72 minutos, o técnico alemão substituiu o atacante Anthony Gordon pelo zagueiro Ezri Konsa. Logo depois, também trocou o lateral Reece James pelo zagueiro Dan Burn, de 2,01 m de altura, buscando proteger a área dos cruzamentos argentinos, além de substituir o volante Declan Rice pelo zagueiro Nico O'Reilly. 

O treinador foi muito criticado pela imprensa e torcedores por causa da postura defensiva após o gol e pela entrada de mais zagueiros na equipe, abrindo mão de jogar.

Porém, não demorou muito e, aos 85 minutos, após um escanteio curto, a Inglaterra tinha praticamente todos os seus jogadores protegendo a área. Marcado por dois adversários, Lionel Messi atraiu a marcação e rolou para Enzo Fernández, que apareceu livre na entrada da área e acertou um belo chute para empatar o jogo.

 

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O gol de Enzo Fernandez tinha 0,04 xG (Expected Goals) de probabilidade de acontecer.
Reprodução/Instagram/@afaseleccion

 

Já nos acréscimos, a Inglaterra, exausta e abatida psicologicamente, viu Lionel Messi avançar pela ponta direita até a linha de fundo e, de pé direito cruzar na cabeça de Lautaro Martínez, que havia entrado aos 72 minutos, para sacramentar a virada argentina.

Mais uma vez, Lionel Messi foi decisivo para a Argentina, com duas assistências na virada sobre a Inglaterra, agora o argentino é o jogador com mais participações diretas em gols nesta edição, chegando a 12 (oito gols e quatro assistências).

A Albiceleste disputará sua sétima final de Copa do Mundo em busca do quarto título, diante dos espanhóis, que tentam conquistar sua segunda taça. Já os ingleses adiaram novamente o sonho de voltar a uma decisão de Mundial, o que não acontece desde o título de 1966.

Argentina e Espanha decidem a Copa do Mundo no domingo (19), às 16h no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Um dia antes, no sábado (18), às 18h, França e Inglaterra disputam o terceiro lugar.

A Fúria volta a uma decisão depois de 16 anos
por
Pedro José Zolési
Pedro Premero
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16/07/2026 - 12h

Na última terça-feira (14), a Espanha venceu a França por 2 a 0 pelas semifinais da Copa do Mundo 2026, no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. Os espanhóis tiveram uma partida defensivamente impecável e conseguiram parar o melhor ataque do mundial, que marcou 16 gols, e Kylian Mbappé, um dos artilheiros do mundial, com oito gols.

A imagem mostra jogadores da Espanha comemorando
Essa será a segunda final da história da Espanha em Copas. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

O primeiro tempo foi de domínio espanhol. A Fúria controlou o meio de campo e não deixou os pontas da França levarem perigo. Destaque para o volante Rodri e o lateral esquerdo Marc Cucurella, que tomaram conta de seus setores e não deram liberdade para os franceses criarem jogadas. A Espanha foi para o intervalo com nove desarmes e cedeu apenas duas finalizações para os franceses, nenhuma no gol.

Aos 15 minutos de jogo, após Alex Baena ter o cruzamento interceptado, a França saiu para um contra-ataque. A jogada terminou em finalização de Michael Olise, mas foi bloqueada pelo zagueiro Pau Cubarsí.

O primeiro grande lance do jogo aconteceu aos 19 minutos. Cucurella avançou pela lateral e cruzou para a área. Lucas Digne deixou a bola pingar para dominar, porém ela subiu demais e ele teve que usar a cabeça. Ao tentar afastar o perigo, o lateral francês deu um chute em Lamine Yamal, que se antecipou e alcançou a bola. Como a falta foi dentro da área, o juiz Iván Barton marcou pênalti. Na cobrança, apesar de Mike Maignan ter acertado o lado, Mikel Oyarzabal bateu forte e abriu o placar para a Espanha.

A imagem mostra Oyarzabal comemorando o gol
Oyarzabal, artilheiro da Espanha na Copa, chegou ao seu quinto gol na competição. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

Aos 33 minutos, Unia Simón fez um lançamento da sua área para Baena. O ponta, mesmo marcado por Dayot Upamecano, conseguiu chutar para o gol. Porém, além de mandar para fora, foi marcado impedimento no lance. Logo em seguida, a França respondeu com Bradley Barcola. O jogador do PSG recebeu na lateral e cortou para o meio, mas isolou a bola na finalização.

Aos 37 minutos, a Espanha pressionou a saída de bola francesa e forçou Maignan a dar um chutão. A bola caiu nos pés de Baena, que passou para Rodri encontrar Lamine Yamal. O ponta do Barcelona fez uma belíssima tabela com Dani Olmo e cruzou para Fabián Ruiz, mas o espanhol foi interceptado por Upamecano. A primeira etapa terminou com a Fúria à frente no placar.

Na volta do intervalo, a Espanha seguiu com o controle da partida. A equipe de Luis de la Fuente manteve a posse de bola e ocupou o campo ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar o domínio em chances claras. Aos seis minutos, após jogada construída por Baena, Oyarzabal finalizou por cima da meta.

Na tentativa de aumentar o poder ofensivo, Deschamps colocou Désiré Doué na vaga de Barcola aos 11 minutos. A alteração, porém, não impediu que a Espanha ampliasse a vantagem logo em seguida.

Aos 12 minutos, Baena iniciou mais uma jogada pelo lado esquerdo e teve o chute bloqueado por Koundé. A bola permaneceu com os espanhóis, que trocaram passes até a bola chegar a Pedro Porro. O lateral encontrou Dani Olmo na entrada da área, recebeu a devolução e, livre diante de Maignan, finalizou para marcar o segundo gol da Espanha.

A imagem mostra Pedro Porro comemorando
Pedro Porro foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

A equipe espanhola continuou com seu ritmo e quase deixou o placar mais elástico três minutos depois. Pau Cubarsí encontrou Lamine Yamal com um lançamento em profundidade. O atacante venceu Lucas Digne na velocidade, invadiu a área e balançou as redes. O lance, no entanto, foi anulado por impedimento do camisa 19.

A França só conseguiu responder aos 21 minutos. Após passe de Ousmane Dembélé, Kylian Mbappé finalizou da entrada da área, mas a bola desviou na defesa espanhola e saiu para escanteio. Essa foi a primeira oportunidade clara dos franceses na partida.

A Espanha permaneceu mais perigosa e voltou a assustar aos 32 minutos. Depois de outra boa jogada de Baena pela esquerda, o cruzamento encontrou Ferran Torres, que venceu a disputa pelo alto, mas cabeceou para fora.

A melhor oportunidade francesa na partida surgiu apenas aos 35 minutos. Rayan Cherki, com um passe por cobertura, encontrou Mbappé em condições de sair cara a cara com Unai Simón. O goleiro espanhol deixou a área para interceptar a jogada, mas afastou mal a bola, que sobrou livre para Désiré Doué. Sem marcação, o atacante demorou para finalizar, o que permitiu a recuperação de Unai Simón. Na conclusão, Doué bateu sem força e facilitou a defesa do goleiro espanhol.

A imagem mostra Mbappé correndo com a bola
Artilheiro da França e da Copa com nove gols, Mbappé não conseguiu passar pela defesa espanhola. Foto: Reprodução/X/@equipedefrance

Nos acréscimos, Dembélé ainda finalizou duas vezes de dentro da área, mas Unai Simón, bem posicionado, fez as defesas sem dificuldades e garantiu a vitória por 2 a 0.

Com o resultado, a Espanha assegurou vaga na final da Copa do Mundo de 2026 e enfrentará a Argentina. A decisão está marcada para o próximo domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Já a França irá disputar o terceiro lugar contra a Inglaterra no próximo sábado (18). O jogo será às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos. Ambos os horários são de Brasília.

Mikel Merino faz o gol da classificação espanhola pela segunda vez consecutiva
por
Pedro Premero
Theo Fratucci
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16/07/2026 - 12h

 

Na última sexta-feira (10), Espanha e Bélgica foram até Los Angeles se enfrentar em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo. As equipes vieram com escalações modificadas em relação a seus confrontos anteriores.

A Bélgica, de Rudi Garcia, voltou com as estrelas Jéremy Doku e Kevin De Bruyne para a equipe titular. Já os espanhóis, tiveram apenas uma alteração: Fabián Ruiz no lugar de Pedri.

A partida iniciou conforme o esperado. Muita posse de bola do lado espanhol, porém com dificuldades de superar a defesa belga.

A superioridade espanhola no placar veio aos 30 minutos de partida. Após cruzamento de Pedro Porro pela direita, Dani Olmo chutou para o gol e obrigou Thibaut Courtois a operar bela defesa. No rebote, a substituição de Luís De La Fuente surtiu efeito e Fabián Ruiz completou para a rede.

‘La Furia’ quase ampliou o placar com Lamine Yamal batendo falta, mas o camisa 19 parou nas mãos do goleiro belga. Cinco minutos depois, a joia de 18 anos arriscou com perigo, após bela jogada individual. A bola passou à direita do gol.

O empate belga surgiu novamente de uma jogada aérea, arma muito utilizada pela equipe de Rudi Garcia no torneio. Castagne levantou para a área e De Ketelaere brilhou de cabeça. O camisa 17 marcou seu terceiro gol na competição, sendo que dois deles foram na partida anterior. Placar igual para o intervalo.

A Espanha voltou para a segunda etapa e manteve a pressão e a posse de bola como na primeira etapa, mas foi a Bélgica, no contra-ataque, que teve a primeira chance de gol,

Aos 9 minutos, Jérémy Doku tabelou com Kevin De Bruyne pela lateral e cruzou na área. Pau Cubarsí interceptou e a bola sobrou nos pés de Maxim De Cuyper, mas o lateral belga finalizou para fora.

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A Espanha dominou o jogo, foram 17 finalizações e 68% de posse de bola. Foto: Reprodução/X/@FCBarcelona_es

 

Após esse lance, a La Fúria voltou a controlar o jogo. Apesar das chances criadas, os espanhóis pararam em Thibaut Courtois. Aos 12 minutos, Lamine Yamal cruzou, porém Courtois se antecipou e afastou a bola. Logo em seguida, Mikel Oyarzabal passou para Yamal na lateral que cortou para o meio e chutou, mas parou em outra defesa do goleiro belga.

Aos 16 minutos, os belgas saíram em contra-ataque com Doku que fez um passe longo para Nicolas Raskin. O meio-campista cruzou, Aymeric Laporte interceptou, mas a bola bateu em Robri. Os belgas pediram um toque de mão do volante espanhol, mas nada foi marcado pela arbitragem.

Na sequência, foi a vez da Espanha atacar. Dani Olmo achou um belo passe para Yamal que entrou na área e passou para Oyarzabal. O atacante finalizou em cima de Courtois, que jogou para escanteio.

O jogo ganhou uma nova cara após duas substituições. Aos 26 minutos Courtois saiu para a entrada de Senne Lammens, depois de sentir um desconforto na coxa. Segundo o arqueiro do Real Madrid, ele poderia continuar jogando, porém não conseguiria dar passes longos ou “chutões”. Rudi Garcia decidiu então retirá-lo de campo e respeitar a escolha do técnico.

A outra alteração foi Dani Olmo por Mikel Merino, aos 40 minutos. O jogador do Arsenal mais uma vez decidiu a partida para a La Fúria, com apenas dois minutos em campo. Aos 42 minutos, Cubarsí arriscou um chute de fora da área e Lemmens defendeu, porém cedeu o rebote que foi aproveitado por Merino que finalizou e desempatou a partida.

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Merino chegou a dois gols no mundial e ultrapassou Lamine Yamal na artilharia da seleção espanhola. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

A Bélgica tentou uma reação aos 46 minutos. Raskin passou para Doku que deu uma bola enfiada para Alexis Saelemaekers. O ponta driblou Unai Simón, que se antecipou e deixou o gol livre, e cruzou, mas Laporte conseguiu interceptar antes que a bola chegasse em Lukaku.

Os belgas não conseguiram repetir a campanha de 2018 e foram eliminados nas quartas de final. Já a Espanha chegou pela sua segunda vez na história em uma semifinal, o que não acontecia desde 2010, quando foi campeã.

Equipe europeia domina o segundo tempo, supera os africanos com gols de Mbappé e Dembélé carimba o passaporte para a semifinal
por
Pedro Zolési
Isabelle Muniz
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16/07/2026 - 12h

 

A França venceu Marrocos por 2 a 0 no último dia 9 de julho, no Estádio de Boston, e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. Após desperdiçar um pênalti no primeiro tempo, Kylian Mbappé se recuperou na etapa final, marcou um dos gols da partida e comandou a classificação francesa. 

Para o confronto, Didier Deschamps promoveu apenas uma alteração em relação ao time que eliminou o Paraguai nas oitavas de final. Désiré Doué retornou à equipe titular na vaga de Bradley Barcola.

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Mbappé se tornou o primeiro jogador europeu a atingir a marca de 20 gols em Copas do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Os Les Bleus começaram a partida em ritmo intenso e levaram perigo logo cedo. Aos 3 minutos, Mbappé arriscou de fora da área e obrigou o goleiro Bono a fazer a primeira intervenção. 

Após uma jogada ensaiada em cobrança curta de escanteio entre Mbappé e Ousmane Dembélé, o camisa 10 cruzou para Upamecano. O zagueiro cabeceou com força, mas novamente parou em uma grande defesa do goleiro marroquino.

O domínio francês continuou ao longo da primeira etapa. Aos 24 minutos, Désiré Doué desarmou Hakimi, lateral-direito de Marrocos, no campo de defesa marroquino. A bola sobrou para Olise, que acelerou o contra-ataque e encontrou Mbappé. O atacante partiu para cima de Mazraoui e sofreu pênalti, após ser derrubado dentro da área.

Na cobrança, Mbappé escolheu o canto direito e bateu rasteiro, mas Bono acertou o lado e fez mais uma grande defesa.

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A França se tornou apenas a segunda seleção nos últimos 50 anos a ter dois jogadores com pelo menos cinco gols em uma mesma Copa do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Mesmo após desperdiçar a penalidade, a seleção francesa seguiu com o controle da partida. Aos 34 minutos, Doué voltou a recuperar uma bola no campo ofensivo, avançou em velocidade e finalizou rasteiro, obrigando Bono a realizar outra importante intervenção.

A última grande oportunidade francesa antes do intervalo aconteceu já nos acréscimos. Aos 46 minutos, Lucas Digne arriscou de fora da área e acertou o travessão.

Durante o primeiro tempo, além de controlar a posse de bola e criar as principais chances de gol, o time francês praticamente não sofreu defensivamente. Marrocos finalizou apenas uma vez durante toda a etapa inicial e pouco conseguiu ameaçar a meta defendida por Mike Maignan.

A seleção francesa construiu a vitória sobre Marrocos na etapa complementar da partida. O primeiro lance de perigo ocorreu aos 10 minutos, quando Doué finalizou para a defesa do goleiro Bono.

Na sequência, Michael Olise deu passe para Mbappé, que mandou a bola por cima do gol em jogada que já havia sido anulada por impedimento.

O placar saiu do zero aos 15 minutos. Após um passe de Doué, Mbappé finalizou com precisão para abrir a contagem. Cinco minutos mais tarde, o próprio Mbappé serviu Dembélé com um passe de calcanhar; o atacante avançou em velocidade e chutou rasteiro no canto para ampliar a vantagem francesa.

A equipe marroquina esboçou reação apenas aos 38 minutos, em chute do meia Azzedine Ounahi que parou na defesa do goleiro Mike Maignan. Logo depois, o meio-campista Neil El Aynaoui cabeceou na primeira trave, mas mandou para fora. Com o resultado de 2 a 0, a França assegurou a classificação para a semifinal do torneio.

Grupo K encerra primeira fase com classificação em disputa
por
Arthur Rocha
Davi Madi
João Calegari
Vinícius Pessoa
|
01/07/2026 - 12h

 

Portugal 0 X 0 Colômbia

Com impedimento polêmico nos acréscimos, seleções ficam no 0 a 0 e se classificam para o mata-mata

Jogando pela primeira colocação do Grupo K, Colômbia e Portugal se enfrentaram em Miami, no último sábado (27), às 20h30. Apesar do resultado terminar em empate, sem gols, a partida foi marcada por grandes atuações individuais, principalmente nos setores defensivos, de ambas as equipes, que chegam com expectativas altas para o mata-mata.

Em relação aos jogos anteriores, a seleção colombiana entrou com uma escalação bastante próxima da base que vinha sendo utilizada, com Jhon Córdoba no lugar de Luis Suarez, e Deiver Machado e Santiago Árias nas laterais esquerda e direita, respectivamente, ao invés de Johan Mojica e Daniel Munoz.

A equipe portuguesa, comandada pelo espanhol Roberto Martínez, entrou com poucas mudanças em relação ao time da segunda rodada, que enfrentou a seleção do Uzbequistão. A escalação apresentou como única alteração a presença de Rúben Neves, compondo dupla de meio campo com Vitinha, mas que foi substituído no intervalo pelo titular João Neves. 

 

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Após ficar de fora da Copa em 2022, Colômbia se classifica em primeiro do Grupo e enfrenta Gana nos 16 avos de final. Foto: Reprodução/FIFA

 

A partida começou movimentada. Logo no primeiro minuto, Jhon Córdoba apareceu livre na área e cabeceou para fora. A Colômbia respondeu com pressão ofensiva, explorando principalmente as jogadas pelos lados do campo e levando perigo em chegadas de Jhon Arias e James Rodriguez. O time manteve intensidade ao longo do primeiro tempo e buscou o ataque em diferentes momentos.

O estilo ofensivo de jogo da equipe portuguesa também se manteve o mesmo, com os laterais trabalhando em conjunto com os pontas para cruzar a bola na grande área, buscando Cristiano Ronaldo para marcar. O lado direito, específicamente, trabalhou muito, com passes e cruzamentos de Pedro Neto e João Cancelo, que encontravam, tanto o camisa sete, quanto João Félix, que teve maior presença nas finalizações. O lateral esquerdo, Nuno Mendes, destaque na goleada por 5 a 0 contra o Uzbequistão, teve atuação mais apagada.

No setor defensivo, foram destaques o zagueiro Rúben Dias e o goleiro Diogo Costa. O primeiro, evitou por duas vezes o gol colombiano: no primeiro tempo, após chute cruzado de John Arias que passou pelo guarda-redes, tirou em cima da linha; já na segunda etapa, depois de cruzamento de Daniel Muñoz, desviou de cabeça a bola que sobraria livre para o atacante Luis Suárez.

O lance mais polêmico da partida aconteceu nos acréscimos. Davinson Sánchez marcou de cabeça após cobrança de falta e chegou a comemorar o que seria o gol da vitória colombiana. No entanto, o árbitro foi chamado pelo VAR e anulou o lance por impedimento milimétrico na origem da jogada. A decisão gerou reclamações em campo e repercussão nas redes sociais, com torcedores questionando a marcação. 

Com o empate, as duas seleções se classificaram para a próxima fase do torneio. A Colômbia, líder do grupo, enfrentará Gana, na próxima sexta-feira, 3 de julho. Já Portugal tem encontro marcado contra a Croácia, na quinta-feira, 2 de julho.

 

RD Congo conquista classificação histórica

A seleção vai enfrentar a Inglaterra nos 16 avos de final

A República Democrática do Congo conquistou uma classificação histórica para a fase de mata-mata da Copa do Mundo ao vencer o Uzbequistão por 2 a 1, na sexta-feira (27), pela última rodada do Grupo K. Após sair atrás no placar ainda nos primeiros minutos, os Leopardos reagiram com dois gols de Yoane Wissa no segundo tempo e asseguraram, pela primeira vez, uma vaga na fase eliminatória do principal torneio do futebol masculino. 

Aos 22 segundos da partida, Dostonbek Khamdamov, ponta-direita uzbeque recebeu um lançamento e passou para o capitão, Eldor Shomurodov, que faria o primeiro gol da partida se não estivesse impedido. Nove minutos depois, também por lançamento, o jogador com a faixa recebeu a bola pela ala esquerda e encobriu o goleiro Lionel Mpassi.

 

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Seleção de Gana faz história ao avançar pela primeira vez às oitavas de final da Copa do Mundo. Foto: Reprodução/FIFA

 

Rapidamente, a RD Congo corrigiu o sistema defensivo e encontrou oportunidades para contra-ataque. Nathanaël Mbuku recebeu um passe para trás e conseguiu um chute forte, da entrada da área. Mas, o gol foi anulado por falta de ataque na construção da jogada.

O gol de empate só foi marcado aos 65 minutos, quando a defesa do Uzbequistão se atrapalha e derruba o atacante Wissa dentro da área. Também foi o atacante congolês quem assumiu a responsabilidade do pênalti e converteu, deslocou o goleiro Utkir Yusupov para igualar o placar.

A RD Congo precisava da vitória para a classificação como um dos melhores terceiros colocados, e no fim da partida, a seleção cresceu e dominou ações ofensivas. A pressão foi recompensada aos 81 minutos, quando Mbuku avançou pela direita e encontrou Wissa livre na pequena área. O atacante finalizou de primeira e decretou a virada histórica dos Leopardos por 2 a 1. 

Com esse resultado, a República Democrática do Congo garantiu, pela primeira vez em sua história, uma classificação para a fase eliminatória da Copa do Mundo. Após estrear com um empate diante de Portugal e perder por apenas um gol para a Colômbia, os congoleses confirmaram a vaga ao vencer o Uzbequistão e escreveram um novo capítulo para o futebol do país. 

Com a vitória, Sul-africanos garantem classificação em segundo no grupo, atrás dos mexicanos
por
Enrico Peres
João Paulo Di Bella Soma
Lucas Peccin
Marina Garcia
|
01/07/2026 - 12h

Na terceira rodada da Copa do Mundo de 2026, o México venceu a República Tcheca por 3 a 0 e segue invicto na competição. Já no outro jogo da chave, a África do Sul venceu a Coreia do Sul, de virada, e garantiu a classificação para a próxima fase. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo A:

República Tcheca 0X3 México

Em jogo válido pela última rodada do Grupo A, a seleção mexicana, já classificada, enfrentou a Tchéquia na quarta-feira (24), no Estádio Azteca, na Cidade do México, e encerrou a participação das duas seleções na fase de grupos.

Para o jogo, ambos os times vieram com força total, sem desfalques notáveis que obrigassem os experientes Javier Aguirre e Miroslav Koubek a mexer nos 11 iniciais.

Com a necessidade da vitória para se classificar, foi a Tchéquia quem deu gás ao começo do jogo. Aos sete minutos, Coufal lançou Sulc em profundidade pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, onde Visinsky apareceu livre e finalizou rasteiro, mandando a bola para fora, muito perto da trave direita do goleiro Rangel.

Em seguida, foi a vez do México responder. Aos nove minutos, Romo recebeu na entrada da área e encontrou Martínez livre pela ponta direita. O atacante cruzou para a área, mas o zagueiro Krejčí afastou de cabeça. Na sobra, após um bate-rebate, Edson Álvarez finalizou da entrada da pequena área e mandou a bola por cima do gol defendido por Kovář.

Os anfitriões continuaram a pressionar e, aos 38 minutos, em uma troca de passes na entrada da área, Alvarado encontrou Sánchez livre pela ponta direita. O atacante dominou e finalizou cruzado, mas Kovář fez boa defesa. As duas seleções terminaram a primeira etapa sem gols.

O primeiro gol da partida saiu aos nove minutos do segundo tempo. Após uma bela sequência de dribles, Romo se livrou da marcação de três jogadores tchecos e tocou para Chávez, que arrancou pela ponta direita, deixou Sadílek para trás e finalizou com categoria no canto de Kovář.

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A partida contra a Tchéquia foi apenas a primeira de Mateo Chávez como titular pelo México na Copa. Foto: Reprodução/FIFA

 

Cinco minutos depois, aos 14, saiu o segundo gol mexicano. Gilberto Mora dominou a bola na intermediária e avançou até encontrar Sánchez. O lateral se livrou da marcação de Červ e invadiu a área, mas parou em grande defesa de Kovář. Na sequência, Holeš tentou afastar o perigo, porém a bola rebateu em Sánchez e sobrou para Quiñones, que apenas empurrou para o gol vazio e ampliou a vantagem mexicana.

Aos 32 minutos, com o jogo resolvido, o técnico Aguirre promoveu a entrada de Ochoa. Aplaudido pelos companheiros e por todo o estádio, o camisa 13 entrou em campo pela quarta vez em uma Copa do Mundo e tornou-se, junto de Messi e Cristiano Ronaldo, um dos únicos da história a disputar seis edições do torneio. Embora tenha seis participações no total, ele não chegou a atuar nas edições de 2006 e 2010, sendo titular apenas em 2014, 2018 e 2022.

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Mesmo sendo convocado em seis oportunidades, Guilhermo Ochoa é apenas o sexto mexicano com mais jogos em mundiais. Foto: Reprodução/FIFA

 

O terceiro e último gol saiu nos acréscimos. Após um belo tiro de meta de Ochoa, Santiago Giménez fez o pivô sobre Hranáč e deixou a bola passar para Alvarado, livre pela ala. O meia devolveu para Giménez dentro da área, mas o atacante finalizou em cima de Kovář. Na sequência, a bola rebateu e sobrou para Alvarado, que tocou para Fidalgo na entrada da área. O camisa 8 acertou um belo chute no ângulo e fechou o placar com vitória de 3 a 0. 

Com a vitória, o México garantiu a liderança do Grupo A, com três vitórias em três jogos, nove pontos conquistados e nenhum gol sofrido. A seleção mexicana possui uma das melhores defesas da Copa do Mundo até o momento, ao lado da Espanha, que até o momento, também não foi vazada.

Os ”El Tri” venceram quatro partidas consecutivas da Copa do Mundo FIFA pela primeira vez, tornando-se a primeira equipe da Concacaf a alcançar esse feito, depois de superar a Arábia Saudita em sua última partida no Catar 2022 e emendar as três vitórias consecutivas da fase de grupos, a primeira vez que a seleção venceu seus três jogos nesta fase. 

O resultado também marcou a segunda vez que o México avançou pela fase de grupos sem sofrer gols, repetindo o que havia feito em 1970, quando sediou a competição pela primeira vez. Além disso, a equipe ficou invicta na fase de grupos do torneio em seis ocasiões (1970, 1986, 1998, 2002, 2014 e 2026) e se tornou a primeira nação da Concacaf a somar 20 vitórias na história da Copa do Mundo. 

Com apenas um ponto somado, a Tchéquia encerrou sua participação na quarta colocação do Grupo A e ampliou o jejum sem classificações para o mata-mata, que já dura desde 1990.

A seleção mexicana enfrenta, na terça-feira (30), às 22h (horário de Brasília) a equipe do Equador. A partida válida pelos 16 avos de final acontece novamente no Estádio Azteca, na Cidade do México.

África do Sul 1X0 Coreia do Sul

 

No outro jogo do grupo A, a África do Sul venceu a Coreia do Sul por 1 a 0, no Estádio de Monterrey, em Guadalupe. Com a vitória, os sul-africanos garantiram pela primeira vez em sua história uma vaga no mata-mata da Copa do Mundo. 

O início da partida foi equilibrado, com alternância de posse de bola e dificuldades da seleção sul-africana em encontrar espaços. Por volta dos 30 minutos do primeiro tempo, o meia atacante Appollis e o volante Mbatha, tiveram chances claras de gol, mas não conseguiram abrir o placar. A ausência de Mokoena, principal jogador da equipe, foi sentida no primeiro tempo. O meio campista da seleção africana foi suspenso após acumular dois cartões amarelos. Ele é considerado o grande motor do meio campo e exerce liderança técnica dentro dos gramados. 

A Coreia do Sul buscava explorar o avanço do seu lateral-esquerdo, Lee Tae-seok, que se posicionava justamente no setor mais atacado pela África do Sul. Ainda assim, foi por ali que surgiu o lance decisivo. Aos 17 minutos do segundo tempo, em contra-ataque veloz, Tshepang Moremi - que havia acabado de entrar - arrancou pela esquerda, fintou a defesa e cruzou com precisão. A bola encontrou o ponta-direita Thapelo Maseko, que dominou e finalizou de canhota no canto esquerdo do goleiro Williams para marcar o gol da vitória da África do Sul.

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Autor do gol da classificação da África do Sul, Thapelo Maseko foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/FIFA  

 

A Coreia do Sul não mudou sua postura tática utilizada nos outros jogos e novamente apostou em dominar a posse da bola, com passes curtos entre os jogadores de meio-campo para controlar as ações da partida. O destaque Heung-min Son começou na reserva por opção técnica do treinador Hong Myung- Bo e entrou no início da segunda etapa, porém não criou chances de gols para a equipe. O técnico sul-coreano, em sua entrevista coletiva após a partida, assumiu a culpa da derrota, porque fez mudanças drásticas na escalação: “Acho que tomei decisões erradas e esse foi o motivo do resultado ruim”, disse.

O técnico da Seleção sul-africana, Hugo Broos, apesar da ausência de seu principal jogador, armou sua equipe baseada em contra-ataques velozes, diferente do estilo adotado contra o México, e conseguiu manter a equipe conectada, se apoiando e se defendendo com intensidade. O treinador belga se emocionou ao final da partida: a seleção, em sua quarta Copa do Mundo, resgatou a confiança da torcida sul-africana e fez história ao levar os Bafana Bafana ao mata-mata.

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Depois das eliminações na fase de grupos nos Mundiais de 1998, 2002 e 2010, os Bafana Bafana alcançaram o mata-mata pela primeira vez. Foto: Reprodução/Instagram/@bafanabafanaofficial

 

 

A vitória representou uma verdadeira virada de chave no Grupo A. A África do Sul começou a última rodada na lanterna, mas com a vitória sobre a Seleção sul-coreana, chegou aos quatro pontos e avançou na vice-liderança graças ao triunfo e à combinação de resultados do grupo. 

Agora, os Bafana Bafana enfrentam o Canadá no domingo (28), no Estádio de Los Angeles, às 16h (horário de Brasília). Já a Coreia do Sul terminou a rodada na terceira posição com três pontos. Com a esperança de ser classificada como uma dos oito melhores terceiros lugares, a combinação de resultados dos outros grupos não favoreceu a equipe asiática, que deu adeus ao torneio.

Em jogo marcado pela estrela do goleiro holandês Verbruggen, marroquinos superam a Laranja Mecânica e avançam para as oitavas de final
por
Gabriel Thomé
Isabelle Muniz
|
01/07/2026 - 12h

Na última segunda-feira (29), no Estádio BBVA, em Monterrey, no México, Holanda e Marrocos se enfrentaram nos 16 avos de final, primeira fase eliminatória da Copa do Mundo de 2026. O jogo foi para as penalidades após empate por 1 a 1 no tempo normal e prorrogação.  

Ambas as equipes tiveram bom desempenho na fase de grupos. A seleção neerlandesa foi líder do grupo F, com sete pontos. Eles venceram a Suécia e a Tunísia e empataram com o Japão em, para muitos, um dos melhores jogos do mundial. Os marroquinos, com a mesma pontuação, ocuparam a segunda colocação do grupo C. Após empate com o Brasil na primeira rodada, os Leões de Atlas derrotaram o Haiti e a Escócia. As expectativas eram de um jogo equilibrado com chances para os dois lados.

Para a partida, o técnico Ronald Koeman promoveu mudanças na escalação holandesa. Ele trocou Donyell Malen, atacante titular até então, por Crysencio Summerville. O meia entrou bem quando veio do banco nas outras partidas, em que marcou dois gols no mundial. A segunda mudança foi no meio. Tijjani Reijnders deu lugar a  Nathan Aké. Isso gerou uma linha de três zagueiros para a Holanda, com dois alas e dois volantes, estratégia nova da Laranja Mecânica no torneio.

A Holanda entrou em campo com: Bart Verbruggen, Denzel Dumfries, Jan Paul van Hecke, Virgil van Dijk, Nathan Aké, Micky van de Ven, Ryan Gravenberch, Frenkie de Jong, Crysencio Summerville, Brian Brobbey e Cody Gakpo.

Já Mohamed Ouahbi manteve a escalação marroquina semelhante à das duas primeiras partidas. Contra o Haiti, pela terceira rodada, os Leões de Atlas entraram com time misto. Com força máxima, os 11 titulares foram: Yassine Bounou, Achraf Hakimi, Issa Diop, Chadi Riad, Noussair Mazraoui, Neil El Aynaoui, Ayyoub Bouaddi, Azzedine Ounahi, Bilal El Khannouss, Brahim Díaz e Ismael Saibari.

Tempo normal

A primeira etapa, sem gols, foi marcada por um jogo estudado e de poucas chances, mas com a seleção marroquina melhor.  Aos 19 minutos, Bart Verbruggen fez uma excelente defesa em cabeceio de El Aynaoui. Um minuto depois, outra chance perigosa dos Leões, agora com Hakimi, mas novamente parou no goleiro holandês.

O primeiro tempo também foi marcado por uma lesão do zagueiro Van Hecke, que recebeu uma joelhada, não intencional, na cabeça. Ele sangrou muito e virou dúvida para a continuação da partida. Os médicos, felizmente, conseguiram estancar o sangramento e o zagueiro pôde continuar em campo.

No retorno do vestiário para o segundo tempo, Marrocos voltou melhor e criou duas chances logo no início da etapa final, ambas com Hakimi.Aos sete minutos com uma finalização de Hakimi que carimbou o travessão adversário. Na segunda oportunidade, o capitão saiu de cara a cara com Verbruggen, mas Van de Ven deu um carrinho perfeito dentro da área e conseguiu desarmá-lo.

Apresentando um melhor futebol em campo, os comandados do técnico Mohamed Ouahbi assumiram o controle da posse de bola, enquanto a Holanda preferia apostar nas jogadas de contra-ataque.Aos 16 minutos, os marroquinos chegaram com perigo em um cruzamento na primeira trave, mas o goleiro Verbruggen impediu o gol.

Pouco depois, em uma das subidas holandesas, Summerville acelerou a jogada, passou pela marcação e rolou para o atacante Cody Gakpo balançar as redes e colocar a Laranja Mecânica em vantagem.

A imagem mostra Gakpo, da Holanda ajoelhado de cabeça baixa. Em volta, De Jong e Weghorst comemoram o gol junto com ele
Após Gakpo e a esposa, Noa van der Bij, perderem o filho na gestação, o atacante se emocionou muito ao marcar seu sexto gol em Copas. Reprodução: site/ fifa.com

Quando a vitória e a classificação da Holanda para as oitavas de final pareciam certas, os marroquinos buscaram o empate de forma heroica. Aos 45 minutos da segunda etapa, graças a um ótimo cruzamento do ponta Chemsdine Talbi, o zagueiro Issa Diop cabeceou para o fundo do gol e igualou o placar. 

Prorrogação

Após empate no tempo normal, o jogo foi para a prorrogação. Nos dois tempos de 15 minutos houve somente uma finalização. Após drible dentro da área, o atacante Rahimi ficou frente à frente com Verbruggen. O goleiro holandês fez, possivelmente, a defesa do torneio até o momento. Segundo dados do Sofascore, a chance de gol em questão era de 74%. Verbruggen evitou a eliminação provisoriamente e levou a partida para os pênaltis.

A imagem mostra Verbruggen, da Holanda, fazendo a defesa a queima a roupa no chute de Rahimi
Verbruggen fez cinco defesas no partida. Reprodução: Instagram/@onsoranje

Disputa de pênaltis

A Holanda começou a disputa na frente, quando Teun Koopminers abriu o placar e Neil El Aynaoui acertou a trave. Entretanto, na segunda cobrança, Justin Kluivert, que entrou nos minutos finais da prorrogação, errou e Soufiane Rahimi fez, o que resultou em empate momentâneo por 1 a 1. Verbruggen chegou a defender a cobrança, mas a bola bateu em seu calcanhar e entrou para o gol.

Wout Weghorst e Chemsdine Talbi converteram para Holanda e Marrocos, respectivamente, na terceira cobrança. Quinten Timber errou a cobrança seguinte, com chute para fora, mas Achraf Hakimi também desperdiçou a cobrança ao acertar a trave holandesa. 

A disputa se encerrou na quinta cobrança, quando Yassine Bounou, em pé, defendeu a cobrança de Crysencio Summerville, e Ismael Saibari converteu o último pênalti. Por um placar de 3 a 2, os Leões de Atlas superaram a Laranja Mecânica nos pênaltis.

A imagem mostra Bounou, do Marrocos, defendendo a cobrança de Summerville
Destaque nos pênaltis, Bounou foi pouco exigido na partida, em que só fez uma defesa. Reprodução/ Instagram/@equipedumaroc e @433

A Holanda segue invicta em partidas da Copa do Mundo desde 2010, quando foi derrotada pela Espanha na final. Embora não tenha perdido desde então, esta foi a terceira eliminação consecutiva da Laranja Mecânica nos pênaltis. 

O Marrocos, classificado para as oitavas de final, enfrentará o Canadá no próximo sábado (04), no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos. A partida será às 14h (horário de Brasília).

Com uma campanha consistente, as três equipes avançam pro mata-mata.
por
Juliana Bertini de Paula
Júlio Antônio Poças Pinto
Larissa Bandeira
Maria Olívia Almeida
|
30/06/2026 - 12h

Inglaterra 2 x 0 Panamá

Com gols de Bellingham e Kane, ingleses vencem por 2 a 0 e avançam ao mata-mata como líderes do Grupo L

A Inglaterra confirmou o favoritismo e venceu o Panamá por 2 a 0 neste sábado (27), pela terceira e última rodada do Grupo L da Copa do Mundo de 2026. Após encontrar dificuldades para superar a forte marcação adversária durante o primeiro tempo, a equipe comandada por Thomas Tuchel melhorou significativamente após o intervalo e construiu a vitória com gols de Jude Bellingham e Harry Kane. O resultado garantiu aos ingleses a liderança da chave, com sete pontos, enquanto os panamenhos encerraram sua participação no torneio sem pontuar.

Precisando apenas de um empate para assegurar a primeira colocação do grupo, Tuchel apostou em uma formação bastante ofensiva, escalando Marcus Rashford, Bukayo Saka e Morgan Rogers na linha de criação, com Harry Kane como referência no ataque. Jude Bellingham foi recuado para atuar como segundo volante, função que acabou sendo decisiva principalmente na etapa complementar.

O primeiro tempo foi marcado pelo domínio territorial da Inglaterra, que controlou a posse de bola, mas encontrou enorme dificuldade para romper a retranca panamenha. As melhores oportunidades inglesas saíram dos pés de Marcus Rashford, que levou perigo em um chute de média distância defendido pelo goleiro Mosquera e em uma cobrança de falta que passou perto do gol. Apesar da pressão, a seleção europeia não conseguiu transformar o controle da partida em gols.

Mesmo com menor posse de bola, o Panamá mostrou organização defensiva e explorou os contra-ataques com velocidade. A principal chance da equipe aconteceu aos 25 minutos, quando José Luis Rodríguez finalizou cruzado com força e obrigou Jordan Pickford a fazer grande defesa para evitar a abertura do placar. O equilíbrio defensivo dos panamenhos levou o confronto para o intervalo empatado em 0 a 0.

Na volta para o segundo tempo, a Inglaterra apresentou outra postura. Mais intensa e dinâmica, a equipe passou a acelerar a circulação da bola e encontrou em Jude Bellingham o principal articulador das jogadas ofensivas. Além de recuperar bolas no meio-campo, o camisa 10 comandou a criação das principais oportunidades inglesas.

A insistência finalmente foi recompensada aos 16 minutos da etapa final. Após boa construção ofensiva, Bellingham apareceu na área para finalizar e abrir o placar, encerrando a resistência da defesa panamenha. Cinco minutos depois, o meia voltou a ser protagonista ao dar uma assistência precisa para Harry Kane ampliar a vantagem e praticamente definir a partida.

 

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Jude Bellingham comemorando gol contra o Panamá.  Reprodução/@england

O segundo gol teve um significado especial para o capitão inglês. Com o gol marcado, Harry Kane chegou a 11 gols em Copas do Mundo, ultrapassando Gary Lineker e se tornando o maior artilheiro da história da Inglaterra na competição. O feito consolida ainda mais o atacante entre os maiores nomes do futebol inglês.

Com a vantagem construída, a Inglaterra passou a administrar a posse de bola e controlou as ações até o apito final, sem permitir qualquer reação do Panamá. Os ingleses encerraram a partida com números superiores, registrando 17 finalizações e 462 passes certos, enquanto a seleção panamenha finalizou 11 vezes e acertou 179 passes.

A vitória por 2 a 0 garantiu a classificação da Inglaterra às oitavas de final como líder do Grupo L, reforçando a confiança da equipe para a sequência da Copa do Mundo. Já o Panamá deixou o torneio demonstrando disciplina tática e competitividade, mas sem conseguir conquistar pontos ou marcar gols na edição de 2026.

Croácia 2 X 1 Gana 

Na etapa final, ganeses e croatas trocaram gols e se classificam para a próxima fase

No último sábado (27), as duas seleções disputaram o último jogo da fase de grupos, o primeiro tempo foi muito disputado com os dois times finalizando e buscando o resultado com uma vantagem considerável para os europeus, tanto em finalizações como em posse de bola.  Muitas das finalizações da equipe europeia foram de grande perigo, como a bola na trave do Nikola Vlasic aos 16 minutos da partida. Ou nas duas  cabeçadas em direção ao gol, após as cobranças de falta do Luka Modric.

Resultando assim no primeiro gol da partida com Petar Sucic aos 31 do primeiro tempo, porém Gana não desistiu da partida e ainda no primeiro tempo tentou finalizar mais uma bola. Porém não obteve o resultado imaginado e assim termina esse período da partida com 1x0 para a Croácia.  

O segundo tempo em Kazan começou com a Croácia tentando administrar a vantagem mínima construída ainda no primeiro tempo. Mas Gana voltou dos vestiários com sangue nos olhos: o técnico ganês promoveu duas substituições já na volta do intervalo, sinal claro de que buscaria reagir ao gol sofrido.

A pressão africana deu resultado aos 28 minutos do segundo tempo Antoine Segmento aproveitou a fragilidade da defesa croata e empatou a partida, fazendo o estádio explodir e devolvendo a igualdade ao confronto.

 

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Jogadores de Gana comemoram o gol de empate na etapa final. 
Crédito: Instagram/@blackstarsofghana_

 

A resposta croata, porém, veio rápido. Ainda sentindo o golpe do empate, a Croácia se reorganizou e, aos 38 minutos da segunda etapa, conseguiu o que viria a ser o gol da vitória, decretando o placar de 2 a 1.

Nos minutos finais, Gana se lançou ao ataque em busca de um novo empate, promovendo mais substituições e elevando o ritmo, mas a defesa croata, mesmo pressionada, conseguiu sustentar o resultado até o apito final. A Croácia ainda viu um cartão amarelo no fim, mas administrou bem a vantagem.

Com a vitória, a Croácia mantém vivas as esperanças de avançar na competição. Já Gana, mesmo com a derrota, comemora a classificação para os 16 avos de final, fruto da campanha construída ao longo da fase de grupos. 

Ocupando o primeiro e o segundo lugar do Grupo F, ambas as seleções garantem pontos suficientes para seguir para a próxima fase do torneio.
por
Gabriel Thomé
Maria Mielli
João Moura
Rafael Jorge
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27/06/2026 - 12h

Na última quinta-feira (25), na cidade de Kansas City (EUA), Holanda e Tunísia se enfrentaram pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A equipe dos Países Baixos chegou invicta e cabeça do grupo, enquanto a equipe tunisiana havia sofrido duas goleadas nos dois primeiros jogos. No mesmo dia, Japão e Suécia se enfrentaram no AT&T Stadium, em Dallas. A partida marcou o primeiro confronto das duas seleções na história da competição. O resultado, contudo, não foi tão marcante assim: 1 a 1 e vaga garantida para os dois países.

 

HOLANDA X TUNÍSIA

A primeira chance do jogo, foi da Tunísia, logo no primeiro minuto. Após rápida recuperação, Gharbi finalizou por cima da meta de Verbruggen, mas as esperanças tunisianas duraram pouco. Aos 2 minutos, após cruzamento de Dumfries, o capitão Skhiri fez contra e abriu o placar para a Holanda.  Esse foi o 12º gol contra da Copa do Mundo 2026, o que igualou a marca recordista da Copa de 2018. 5 minutos depois, em levantamento para a área, Brobbey marcou seu terceiro gol no mundial após passe de Van Dijk. Aos 10 minutos, a partida prometia goleada.

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Brobbey celebrando seu gol após passe de Van Dijk. | Foto: Reprodução/FIFA

 

Porém, após os rápidos gols, a primeira etapa foi morna, sem  chances claras para nenhum dos lados, fechada em 2 a 0 para os neerlandeses. A Holanda, ainda assim, permaneceu soberana na partida, com 12 chutes a 4 e 70% de posse de bola. 

A Tunísia voltou melhor para a segunda etapa. Aos 8 minutos, os africanos renovaram suas esperanças com Mastouri, que em escanteio cobrado por Mejbri, diminuiu o placar. Porém, o ímpeto dos tunisianos durou pouco. Depois do gol sofrido, a Holanda voltou a administrar o jogo, o que os fez balançar a rede aos 62 minutos, com Van Hecke, de cabeça. 

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Van Hecke após marcar seu primeiro gol em uma Copa do Mundo. | Foto: Reprodução Instagram/@onsoranje

 

O jogo acabou em 3 a 1. O goleiro, Dahmen, fez defesas para evitar uma goleada maior. A Holanda teve 73% de posse de bola na segunda etapa com 8 finalizações contra 6 da seleção tunisiana. Esse foi o primeiro duelo entre as duas seleções em um mundial. Ambas já haviam se enfrentado em três amistosos, em dois empates e uma vitória da seleção europeia. 

Os holandeses não perdem um jogo de Copa do Mundo no tempo regular desde 2010, quando foram derrotados pela Espanha na final. Em 2014 e 2022, a Laranja Mecânica foi superada nos pênaltis pela Argentina.

 

JAPÃO X SUÉCIA 

O Japão vinha embalado por bons resultados na fase de grupos e uma sequência sem derrotas desde setembro de 2025. Por outro lado, a Suécia jogava pela sobrevivência na competição, após sofrer uma derrota de 4 a 1 para os holandeses.

O primeiro tempo foi equilibrado. O time sueco, forte em bolas aéreas, tentou cruzamentos na área e aplicou um ritmo intenso de marcação. Por outro lado, os japoneses tiveram suas melhores oportunidades em saídas rápidas de contra-ataque.

Aos 21 minutos, em cruzamento, Maeda cabeceou a bola para fora. Nove minutos depois, Sugawara, na entrada da área, finalizou no meio do gol, sem sucesso.  Aos 37 minutos, o zagueiro da Suécia, Isak Hien, precisou ser substituído por conta de uma lesão muscular. Ainda não se sabe a gravidade da contusão, mas a expectativa é que, nos próximos dias, os exames revelem as condições físicas do jogador. 

O clima morno mudou no final da primeira etapa, quando os japoneses passaram a agredir mais a defesa sueca. Aos 44 minutos, após uma troca de passes envolvente na lateral do campo, o ponta Nakamura finalizou no gol. Jacob Zetterstrom, goleiro sueco, realizou grande defesa. O primeiro tempo acabou com tudo igual no placar.

Após o intervalo, o jogo tomou outro rumo e esquentou de vez o embate. Aproximação, troca de passes e um gol. A seleção japonesa abriu o placar aos 10 minutos do segundo tempo. Em uma envolvente construção de jogo, Maeda infiltrou-se na grande área e, após passe de Ueda, que cortou a linha de defesa, abriu o placar na saída do goleiro.

 

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Maeda, camisa 11 da seleção japonesa, comemora seu primeiro gol na Copa. | Foto: Reprodução/FIFA  

Os suecos responderam rapidamente. Aos 16 minutos, Anthony Elanga recebeu a bola fora da área e finalizou com o pé esquerdo, assim igualou o placar. A seleção europeia passou a ditar o ritmo de jogo depois do empate. Alexander Isak, em escanteio no último lance, cabeceou e obrigou o goleiro Zion Suzuki a operar um milagre debaixo das traves. 

 

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Anthony Elanga foi eleito o craque do jogo. | Foto: Reprodução Instagram/@Swemnt

 

PRÓXIMOS CONFRONTOS

O resultado foi suficiente para manter a Holanda na primeira posição do grupo F, o que tira a seleção europeia do caminho do Brasil. Nos 16 avos de final, os neerlandeses jogarão contra o Marrocos, segundo colocado do grupo C.

Os suecos, com seus quatro pontos e vaga já garantida nos melhores terceiros, vão enfrentar a França, uma seleção favorita ao título, na terça-feira (30). Já o Japão, enfrentará a Seleção Brasileira, em Houston, na próxima segunda-feira (29). 

A Tunísia se despede com zero pontos da competição, na lanterna do grupo F. Os africanos marcaram apenas dois gols no torneio, contra 12 sofridos nas três partidas disputadas. Essa foi a primeira Copa do Mundo em que os tunisianos não conquistaram nenhum ponto, o que faz dessa participação a pior da história das Águias de Cartago em um mundial.