La Roja dominou a partida contra a Argentina, levou para a prorrogação e levantou a taça pela segunda vez em sua história
por
Lucas Leal
Pedro Premero
|
20/07/2026 - 12h

A Copa do Mundo 2026 terminou neste domingo (19) com o confronto entre Espanha e Argentina, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Os espanhois se consagraram campeões após derrotarem os sul-americanos por 1 a 0 com um gol de Ferran Torres, no segundo tempo da prorrogação. A Fúria voltou a levantar a Copa após 16 anos desde sua primeira, e até então última, conquista.

Com a vitória, a Espanha se tornou a seleção com a maior sequência invicta da história com 38 jogos sem perder. Outro feito inédito foi ser o primeiro país a ser o atual campeão mundial tanto no futebol masculino quanto no feminino, que também levantou a taça na última Copa do Mundo Feminina de 2023.

Já do lado argentino, além do vice-campeonato, Lionel Messi encerrou o torneio como vice-artilheiro, atrás de Mbappé, com oito gols marcados. O francês também superou o argentino como maior goleador da história das Copas, com 22 gols.



 

Lionel Messi com medalha de prata
O camisa 10 encerrou o torneio como o maior assistente da história da Copa com 12 passes. Reprodução/X/@Argentina

 

Para a decisão, a Argentina promoveu duas alterações na equipe titular. Nicolás González entrou no lugar de Leandro Paredes, enquanto Montiel substituiu Molina. Já a Espanha repetiu a mesma equipe da semifinal. 

No começo do jogo, sob temperatura de 27 °C, a Espanha teve a oportunidade de abrir o placar com Lamine Yamal. Após passe de Dani Olmo no meio da área, o camisa 19 bateu fraco e o lance parou em Dibu Martínez.

A Espanha se impôs desde o início e marcaram individualmente a saída de bola da Argentina. A Albiceleste se viu encurralada e, nesse cenário, Rodri interceptou um passe e criou mais uma chance para Yamal, que não teve êxito no cruzamento.

Em seguida, Laporte parecia ter recuperado a posse, mas dominou mal e a bola caiu nos pés de Julián Álvarez, que passou em profundidade para o camisa 10 argentino. Unai Simón, porém, foi esperto e antecipou uma jogada que poderia ser promissora.

A Espanha não abriu mão do seu estilo de jogo, com muita posse de bola, paciência e troca de passes em um ataque posicional. A Argentina, sabendo disso, montou uma defesa sólida e bastante agressiva na região central do campo, foram nove faltas marcadas e um cartão amarelo para Lisandro Martinez, somente no primeiro tempo. 

Sem muitas chances claras, aos 38 minutos, uma troca de passes entre Rodri, Baena e Fabián Ruiz pelo meio abriu espaço para Mikel Oyarzabal finalizar de fora da área, mas Dibu defendeu. Quatro minutos depois, Marc Cucurella recebeu pela ponta esquerda com liberdade e arriscou um chute cruzado, que saiu pela linha de fundo. Foi a última oportunidade antes do intervalo, encerrando um primeiro tempo de domínio espanhol, mas sem gols

No país dos shows do Super Bowl, o intervalo da final da Copa do Mundo contou com apresentações de Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS no campo. O espetáculo durou 27 minutos, e não os 15 convencionais.

O começo do segundo tempo mostrou que a situação da Argentina não iria melhorar. Logo no primeiro minuto, o passe fraco de Leonardo Paredes foi interceptado por Alex Baena, que cortou para o meio e chutou, mas a finalização não teve força e Emiliano Martínez defendeu com tranquilidade.

Aos 5 minutos, Paredes deu um encontrão em Rodri quando a bola não estava em disputa, os jogadores se reuníram em torno do espanhol caído e iniciaram uma pequena confusão. O jogador do Boca Juniors ainda empurrou Aymeric Laporte e Dani Olmo e saiu amarelado da jogada.

A Espanha continuou a dominar a partida com boas trocas de passes e ótimas construções de jogadas, como a que ocorreu aos 9 minutos. Pau Cubarsí saiu jogando de sua grande área e passou para Pedro Porro que fez um lançamento para Fabián Ruiz. O jogador do PSG passou de primeira para Dani Olmo que também deu de primeira para Mikel Oyarzabal. O atacante carregou a bola encontrou Ruiz. O meio-campista fez o pivô e tentou devolver para Oyarzabal, mas foi interceptado por Otamendi.

A Fúria não saia de seu campo de ataque, mas não conseguia passar pela defesa argentina. Aos 17 minutos, Luis De La Fuente colocou Ferran Torres e Pedri no lugar de Fabián Ruiz e Oyarzabal, para dar fôlego para o setor de criação e continuar com a pressão sobre os sul-americanos.

Aos 21 minutos, Lamine Yamal cobrou o escanteio, mas Alexis Mac Allister afastou. Na sobra, Pedro Porro devolveu para Yamal que passou por dois defensores e cruzou para Ferran Torres, mas cabeceou em cima de Martínez. Apesar do domínio, os espanhóis ainda pecavam nas finalizações ou saia fraca, ou sem direção ou parava em Dibu Martínez. 

Na saída de jogo, para tentar aliviar a pressão que estavam sofrendo, os argentinos tentavam conseguir faltas para se recompor em campo. Em um erro na troca de passe espanhola, Mac Allister deu um passe longo para Enzo Fernández, mas ele não alcançou. Rodri fez a proteção e o argentino, ao sentir o toque, caiu, pediu falta e reclamou com o juiz, assim, recebeu um cartão amarelo.

 

Enzo Fernández é expulso do jogo Argentina x Espanha
Enzo Fernández foi o sexto jogador a ser expulso em uma final de Copa do Mundo - Foto: Reprodução/X/@Argentina

 

Nos Acréscimos, a Argentina conseguiu ter um pouco de posse de bola, porém não levou perigo. A Albiceleste foi a primeira seleção a não finalizar no gol durante o tempo regulamentar de uma final.

O lance que mudou o rumo da partida aconteceu aos 47 minutos. Enzo Fernández foi disputar uma bola afastada pela defesa argentina mas chegou atrasado e deu uma entrada dura em Cubarsí, que fez o zagueiro espanhol dar uma cambalhota no ar. O meio-campista do Chelsea tomou o segundo amarelo da partida e foi expulso.

Com um a mais, antes de acabar o jogo, a Espanha teve uma falta perigosa na entrada da área para bater. Lamine Yamal cobrou à meia altura, Emiliano Martínez fez uma grande defesa e levou a decisão para a prorrogação.

Na prorrogação, o cenário continuou favorável aos espanhóis. Lamine Yamal recuperou a bola no campo de ataque e tocou para Pedri. O meio-campista levantou na área para o desvio de Nico Williams, obrigando Dibu Martínez a fazer mais uma defesa milagrosa.

A Espanha conseguiu anular o jogo de Messi, pressionando constantemente o argentino e utilizando sua maior arma para se defender: a posse de bola, com média de 65% de posse e 419 passes no campo adversário.

Com um jogador a menos, a Argentina já não pressionava tanto o portador da bola e, aproveitando essa liberdade, Pedro Porro cruzou rasteiro para a área. Ferran Torres não alcançou a bola, Mikel Merino conseguiu finalizar caindo e Dibu fez outra defesa, mas Nico Williams marcou no rebote. O lance, porém, foi anulado por falta, após Merino pisar no pé do zagueiro Otamendi.

Após 105 minutos de jogo, a Argentina ainda não havia conseguido finalizar uma única vez na partida.

O segundo tempo da prorrogação começou com o lance que mudou a história do jogo. Rodri passou para Yamal na lateral, que passou para Pedro Porro. O jogador do Tottenham cruzou para Nico Williams que ajeitou a bola de cabeça para trás para Ferran Torres encher o pé e abrir o placar.

 

Fernan Torres comemora gol da vitória
Ferran Torres marcou seu primeiro gol na Copa na final contra a Argentina - Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

Aos 7 minutos, a Espanha chegou a ampliar o marcador após passe de Yamal que deixou Ferran Torres cara a cara com Dibu Martínez. Porém, o atacante espanhol estava impedido e o gol foi anulado.

Aos 10 minutos, a equipe europeia teve a chance de matar o jogo. Em uma bola afastada pelos espanhóis, Nico Williams ganhou no corpo de Molina, arrancou pela lateral, deu um belo drible no argentino e avançou para área. Ao invés de cruzar para Yamal, Williams tentou outro drible, mas errou bizarramente, para a revolta do jogador do Barcelona, que estava bem posicionado para marcar.

Nos minutos finais, a Argentina pressionou em busca de um gol para levar a partida para os pênaltis. Aos 11 minutos, Messi recebeu a bola na entrada da área e finalizou forte, mas foi bloqueado pelo rosto de Merino.

Aos 14 minutos, Messi cobrou uma falta e tabelou com Otamendi e deu um belo passe para Giuliano Simeone. O atacante estava livre de marcação e cruzou fechado para Senesi, porém, Cubarsí conseguiu fazer um corte providencial e evitar o empate da Argentina. 

Logo em seguida, a Albiceleste teve dois escanteios. O primeiro foi afastado pelos espanhóis após uma confusão na pequena área. No segundo, após desvio na primeira trave, a bola sobrou livre para Simeone, que isolou a chance de ir às penalidades.

A Argentina até tentou chegar na área espanhola com um chutão de Martínez, a defesa afastou e o juiz apitou o fim do jogo. A Espanha se consagrou bicampeã mundial após uma partida dominante diante dos agora antigos campeões.

Após o apito final, Paredes entrou em confusão com Eric Garcia e Gavi, e acertou o rosto do meio-campista da Espanha. O argentino foi expulso. A FIFA (Federação Internacional de Futebol) publicou um comunicado em que diz que vai investigar o tumulto causado pelos vice-campeões.

Apesar disso, nada parou a festa dos espanhóis. Nas premiações individuais, Unai Simón recebeu a Luva de Ouro, após conceder apenas 1 gol durante toda a competição. Pau Cubarsí levou o prêmio de melhor jogador jovem do torneio. Já Rodri foi nomeado o melhor jogador da Copa do Mundo, o capitão espanhol comandou o meio campo da sua equipe com ótimas atuações defensivas e ações ofensivas.

 

Jogadores da Espanha recebem prêmios em diferentes categorias após o fim da Copa do Mundo
A Argentina finalizou apenas duas vezes na partida, o que evidencia a força defensiva dos espanhóis - Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

A próxima edição da Copa do Mundo acontecerá em 2030 e, pela primeira vez, será disputada em seis países e três continentes ao mesmo tempo. Uruguai, Paraguai e Argentina, na América. Espanha e Portugal, na Europa e Marrocos, na África.

Além disso, segundo Gianni Infantino, presidente da FIFA, a entidade estuda a possibilidade de ter mais 12 seleções para o mundial seguinte. “Algumas pessoas já sugerem ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa”

Seleção sul-americana vence por 2 a 1 na semifinal, encerra a campanha inglesa e garante vaga na decisão da Copa do Mundo contra a Espanha.
por
Juliana Bertini
Lucas Leal
|
16/07/2026 - 12h

A Inglaterra se despediu da Copa do Mundo na semifinal ao ser derrotada pela Argentina por 2 a 1, nesta quarta-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos. Em um duelo equilibrado entre duas das favoritas ao título, os argentinos aproveitaram melhor as oportunidades e garantiram a classificação para a decisão do torneio. Com o resultado, a equipe comandada por Thomas Tuchel disputará a decisão do terceiro lugar contra a França, enquanto a Argentina enfrentará a Espanha na grande final.

O confronto de semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina começou com um verdadeiro choque de estilos e disposição. Nos primeiros dez minutos, o respeito mútuo se traduziu em um jogo truncado, marcado por paralisações. A temperatura da partida ficou clara logo aos 8 minutos, quando Declan Rice recebeu cartão amarelo após parar um avanço perigoso de Alexis Mac Allister com uma falta dura na intermediária.

A partir dos 15 minutos, a Inglaterra de Thomas Tuchel passou a ditar o ritmo, ocupando o campo ofensivo e acionando as pontas. A melhor chance inglesa aconteceu aos 22 minutos: Jude Bellingham quebrou as linhas adversárias com um passe enfiado para Harry Kane. O capitão inglês bateu rasteiro da entrada da área, obrigando o goleiro Emiliano "Dibu" Martínez a fazer uma defesa espetacular com a ponta da chuteira direita.

Do outro lado, a Argentina adotou uma postura reativa, aguardando o erro adversário para acionar seus atacantes com passes longos. Essa estratégia quase calou a torcida inglesa aos 34 minutos. Após Rodrigo De Paul desarmar Bellingham no círculo central, a bola chegou rapidamente aos pés de Julián Álvarez. O camisa 9 invadiu a área em velocidade, deixou John Stones para trás e chutou cruzado, vendo a bola raspar a trave de Jordan Pickford.

Na reta final da primeira etapa, o nervosismo tomou conta do gramado. Aos 42 minutos, o jogo foi paralisado após Bellingham cair na área pedindo pênalti em uma dividida com Cristian Romero. O VAR revisou o lance por quase dois minutos e confirmou que o zagueiro argentino tocou apenas na bola. Sem alterações no placar após os quatro minutos de acréscimo, as equipes foram para o intervalo com um 0 a 0 que reflete perfeitamente a tensão e a entrega de ambas as seleções.

No começo do segundo tempo, o jogo ganhou mais emoção. Logo no primeiro minuto, Giuliano Simeone venceu o duelo de cabeça após um lançamento de Emiliano Martínez, e a bola sobrou para Julián Álvarez, que chutou forte, mas foi parado por Pickford.

Em resposta, aos 55 minutos, na saída de bola, Harry Kane recuou para oferecer uma opção entre os volantes e, com liberdade, lançou para o ataque. Tagliafico cortou mal, e Declan Rice aproveitou para servir Morgan Rogers, que cruzou para Anthony Gordon, que apareceu de surpresa na segunda trave para abrir o placar.

 

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Foi o primeiro gol de Anthony Gordon na Copa do Mundo
Reprodução: X/@England

 

Atrás do resultado, a Argentina voltou a um cenário comum neste mata-mata da Copa do Mundo: pressionar o adversário. Logo após o gol sofrido, Simeone recebeu de Enzo Fernández em profundidade, em uma transição rápida, mas foi perfeitamente desarmado por Djed Spence.

Precisando de mais poder ofensivo, Lionel Scaloni substituiu o volante Leandro Paredes pelo ponta Nicolás González. Com isso, a Argentina passou a ter mais posse de bola e começou a rondar a área da equipe inglesa. De acordo com o FotMob, foram 229 passes argentinos no campo adversário durante o segundo tempo, enquanto a Inglaterra teve apenas 33 toques no setor ofensivo.

A equipe de Thomas Tuchel sofreu muito com o volume ofensivo argentino e, aos 72 minutos, o técnico alemão substituiu o atacante Anthony Gordon pelo zagueiro Ezri Konsa. Logo depois, também trocou o lateral Reece James pelo zagueiro Dan Burn, de 2,01 m de altura, buscando proteger a área dos cruzamentos argentinos, além de substituir o volante Declan Rice pelo zagueiro Nico O'Reilly. 

O treinador foi muito criticado pela imprensa e torcedores por causa da postura defensiva após o gol e pela entrada de mais zagueiros na equipe, abrindo mão de jogar.

Porém, não demorou muito e, aos 85 minutos, após um escanteio curto, a Inglaterra tinha praticamente todos os seus jogadores protegendo a área. Marcado por dois adversários, Lionel Messi atraiu a marcação e rolou para Enzo Fernández, que apareceu livre na entrada da área e acertou um belo chute para empatar o jogo.

 

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O gol de Enzo Fernandez tinha 0,04 xG (Expected Goals) de probabilidade de acontecer.
Reprodução/Instagram/@afaseleccion

 

Já nos acréscimos, a Inglaterra, exausta e abatida psicologicamente, viu Lionel Messi avançar pela ponta direita até a linha de fundo e, de pé direito cruzar na cabeça de Lautaro Martínez, que havia entrado aos 72 minutos, para sacramentar a virada argentina.

Mais uma vez, Lionel Messi foi decisivo para a Argentina, com duas assistências na virada sobre a Inglaterra, agora o argentino é o jogador com mais participações diretas em gols nesta edição, chegando a 12 (oito gols e quatro assistências).

A Albiceleste disputará sua sétima final de Copa do Mundo em busca do quarto título, diante dos espanhóis, que tentam conquistar sua segunda taça. Já os ingleses adiaram novamente o sonho de voltar a uma decisão de Mundial, o que não acontece desde o título de 1966.

Argentina e Espanha decidem a Copa do Mundo no domingo (19), às 16h no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Um dia antes, no sábado (18), às 18h, França e Inglaterra disputam o terceiro lugar.

A Fúria volta a uma decisão depois de 16 anos
por
Pedro José Zolési
Pedro Premero
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16/07/2026 - 12h

Na última terça-feira (14), a Espanha venceu a França por 2 a 0 pelas semifinais da Copa do Mundo 2026, no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. Os espanhóis tiveram uma partida defensivamente impecável e conseguiram parar o melhor ataque do mundial, que marcou 16 gols, e Kylian Mbappé, um dos artilheiros do mundial, com oito gols.

A imagem mostra jogadores da Espanha comemorando
Essa será a segunda final da história da Espanha em Copas. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

O primeiro tempo foi de domínio espanhol. A Fúria controlou o meio de campo e não deixou os pontas da França levarem perigo. Destaque para o volante Rodri e o lateral esquerdo Marc Cucurella, que tomaram conta de seus setores e não deram liberdade para os franceses criarem jogadas. A Espanha foi para o intervalo com nove desarmes e cedeu apenas duas finalizações para os franceses, nenhuma no gol.

Aos 15 minutos de jogo, após Alex Baena ter o cruzamento interceptado, a França saiu para um contra-ataque. A jogada terminou em finalização de Michael Olise, mas foi bloqueada pelo zagueiro Pau Cubarsí.

O primeiro grande lance do jogo aconteceu aos 19 minutos. Cucurella avançou pela lateral e cruzou para a área. Lucas Digne deixou a bola pingar para dominar, porém ela subiu demais e ele teve que usar a cabeça. Ao tentar afastar o perigo, o lateral francês deu um chute em Lamine Yamal, que se antecipou e alcançou a bola. Como a falta foi dentro da área, o juiz Iván Barton marcou pênalti. Na cobrança, apesar de Mike Maignan ter acertado o lado, Mikel Oyarzabal bateu forte e abriu o placar para a Espanha.

A imagem mostra Oyarzabal comemorando o gol
Oyarzabal, artilheiro da Espanha na Copa, chegou ao seu quinto gol na competição. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

Aos 33 minutos, Unia Simón fez um lançamento da sua área para Baena. O ponta, mesmo marcado por Dayot Upamecano, conseguiu chutar para o gol. Porém, além de mandar para fora, foi marcado impedimento no lance. Logo em seguida, a França respondeu com Bradley Barcola. O jogador do PSG recebeu na lateral e cortou para o meio, mas isolou a bola na finalização.

Aos 37 minutos, a Espanha pressionou a saída de bola francesa e forçou Maignan a dar um chutão. A bola caiu nos pés de Baena, que passou para Rodri encontrar Lamine Yamal. O ponta do Barcelona fez uma belíssima tabela com Dani Olmo e cruzou para Fabián Ruiz, mas o espanhol foi interceptado por Upamecano. A primeira etapa terminou com a Fúria à frente no placar.

Na volta do intervalo, a Espanha seguiu com o controle da partida. A equipe de Luis de la Fuente manteve a posse de bola e ocupou o campo ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar o domínio em chances claras. Aos seis minutos, após jogada construída por Baena, Oyarzabal finalizou por cima da meta.

Na tentativa de aumentar o poder ofensivo, Deschamps colocou Désiré Doué na vaga de Barcola aos 11 minutos. A alteração, porém, não impediu que a Espanha ampliasse a vantagem logo em seguida.

Aos 12 minutos, Baena iniciou mais uma jogada pelo lado esquerdo e teve o chute bloqueado por Koundé. A bola permaneceu com os espanhóis, que trocaram passes até a bola chegar a Pedro Porro. O lateral encontrou Dani Olmo na entrada da área, recebeu a devolução e, livre diante de Maignan, finalizou para marcar o segundo gol da Espanha.

A imagem mostra Pedro Porro comemorando
Pedro Porro foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

A equipe espanhola continuou com seu ritmo e quase deixou o placar mais elástico três minutos depois. Pau Cubarsí encontrou Lamine Yamal com um lançamento em profundidade. O atacante venceu Lucas Digne na velocidade, invadiu a área e balançou as redes. O lance, no entanto, foi anulado por impedimento do camisa 19.

A França só conseguiu responder aos 21 minutos. Após passe de Ousmane Dembélé, Kylian Mbappé finalizou da entrada da área, mas a bola desviou na defesa espanhola e saiu para escanteio. Essa foi a primeira oportunidade clara dos franceses na partida.

A Espanha permaneceu mais perigosa e voltou a assustar aos 32 minutos. Depois de outra boa jogada de Baena pela esquerda, o cruzamento encontrou Ferran Torres, que venceu a disputa pelo alto, mas cabeceou para fora.

A melhor oportunidade francesa na partida surgiu apenas aos 35 minutos. Rayan Cherki, com um passe por cobertura, encontrou Mbappé em condições de sair cara a cara com Unai Simón. O goleiro espanhol deixou a área para interceptar a jogada, mas afastou mal a bola, que sobrou livre para Désiré Doué. Sem marcação, o atacante demorou para finalizar, o que permitiu a recuperação de Unai Simón. Na conclusão, Doué bateu sem força e facilitou a defesa do goleiro espanhol.

A imagem mostra Mbappé correndo com a bola
Artilheiro da França e da Copa com nove gols, Mbappé não conseguiu passar pela defesa espanhola. Foto: Reprodução/X/@equipedefrance

Nos acréscimos, Dembélé ainda finalizou duas vezes de dentro da área, mas Unai Simón, bem posicionado, fez as defesas sem dificuldades e garantiu a vitória por 2 a 0.

Com o resultado, a Espanha assegurou vaga na final da Copa do Mundo de 2026 e enfrentará a Argentina. A decisão está marcada para o próximo domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Já a França irá disputar o terceiro lugar contra a Inglaterra no próximo sábado (18). O jogo será às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos. Ambos os horários são de Brasília.

Mikel Merino faz o gol da classificação espanhola pela segunda vez consecutiva
por
Pedro Premero
Theo Fratucci
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16/07/2026 - 12h

 

Na última sexta-feira (10), Espanha e Bélgica foram até Los Angeles se enfrentar em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo. As equipes vieram com escalações modificadas em relação a seus confrontos anteriores.

A Bélgica, de Rudi Garcia, voltou com as estrelas Jéremy Doku e Kevin De Bruyne para a equipe titular. Já os espanhóis, tiveram apenas uma alteração: Fabián Ruiz no lugar de Pedri.

A partida iniciou conforme o esperado. Muita posse de bola do lado espanhol, porém com dificuldades de superar a defesa belga.

A superioridade espanhola no placar veio aos 30 minutos de partida. Após cruzamento de Pedro Porro pela direita, Dani Olmo chutou para o gol e obrigou Thibaut Courtois a operar bela defesa. No rebote, a substituição de Luís De La Fuente surtiu efeito e Fabián Ruiz completou para a rede.

‘La Furia’ quase ampliou o placar com Lamine Yamal batendo falta, mas o camisa 19 parou nas mãos do goleiro belga. Cinco minutos depois, a joia de 18 anos arriscou com perigo, após bela jogada individual. A bola passou à direita do gol.

O empate belga surgiu novamente de uma jogada aérea, arma muito utilizada pela equipe de Rudi Garcia no torneio. Castagne levantou para a área e De Ketelaere brilhou de cabeça. O camisa 17 marcou seu terceiro gol na competição, sendo que dois deles foram na partida anterior. Placar igual para o intervalo.

A Espanha voltou para a segunda etapa e manteve a pressão e a posse de bola como na primeira etapa, mas foi a Bélgica, no contra-ataque, que teve a primeira chance de gol,

Aos 9 minutos, Jérémy Doku tabelou com Kevin De Bruyne pela lateral e cruzou na área. Pau Cubarsí interceptou e a bola sobrou nos pés de Maxim De Cuyper, mas o lateral belga finalizou para fora.

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A Espanha dominou o jogo, foram 17 finalizações e 68% de posse de bola. Foto: Reprodução/X/@FCBarcelona_es

 

Após esse lance, a La Fúria voltou a controlar o jogo. Apesar das chances criadas, os espanhóis pararam em Thibaut Courtois. Aos 12 minutos, Lamine Yamal cruzou, porém Courtois se antecipou e afastou a bola. Logo em seguida, Mikel Oyarzabal passou para Yamal na lateral que cortou para o meio e chutou, mas parou em outra defesa do goleiro belga.

Aos 16 minutos, os belgas saíram em contra-ataque com Doku que fez um passe longo para Nicolas Raskin. O meio-campista cruzou, Aymeric Laporte interceptou, mas a bola bateu em Robri. Os belgas pediram um toque de mão do volante espanhol, mas nada foi marcado pela arbitragem.

Na sequência, foi a vez da Espanha atacar. Dani Olmo achou um belo passe para Yamal que entrou na área e passou para Oyarzabal. O atacante finalizou em cima de Courtois, que jogou para escanteio.

O jogo ganhou uma nova cara após duas substituições. Aos 26 minutos Courtois saiu para a entrada de Senne Lammens, depois de sentir um desconforto na coxa. Segundo o arqueiro do Real Madrid, ele poderia continuar jogando, porém não conseguiria dar passes longos ou “chutões”. Rudi Garcia decidiu então retirá-lo de campo e respeitar a escolha do técnico.

A outra alteração foi Dani Olmo por Mikel Merino, aos 40 minutos. O jogador do Arsenal mais uma vez decidiu a partida para a La Fúria, com apenas dois minutos em campo. Aos 42 minutos, Cubarsí arriscou um chute de fora da área e Lemmens defendeu, porém cedeu o rebote que foi aproveitado por Merino que finalizou e desempatou a partida.

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Merino chegou a dois gols no mundial e ultrapassou Lamine Yamal na artilharia da seleção espanhola. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

A Bélgica tentou uma reação aos 46 minutos. Raskin passou para Doku que deu uma bola enfiada para Alexis Saelemaekers. O ponta driblou Unai Simón, que se antecipou e deixou o gol livre, e cruzou, mas Laporte conseguiu interceptar antes que a bola chegasse em Lukaku.

Os belgas não conseguiram repetir a campanha de 2018 e foram eliminados nas quartas de final. Já a Espanha chegou pela sua segunda vez na história em uma semifinal, o que não acontecia desde 2010, quando foi campeã.

Equipe europeia domina o segundo tempo, supera os africanos com gols de Mbappé e Dembélé carimba o passaporte para a semifinal
por
Pedro Zolési
Isabelle Muniz
|
16/07/2026 - 12h

 

A França venceu Marrocos por 2 a 0 no último dia 9 de julho, no Estádio de Boston, e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. Após desperdiçar um pênalti no primeiro tempo, Kylian Mbappé se recuperou na etapa final, marcou um dos gols da partida e comandou a classificação francesa. 

Para o confronto, Didier Deschamps promoveu apenas uma alteração em relação ao time que eliminou o Paraguai nas oitavas de final. Désiré Doué retornou à equipe titular na vaga de Bradley Barcola.

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Mbappé se tornou o primeiro jogador europeu a atingir a marca de 20 gols em Copas do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Os Les Bleus começaram a partida em ritmo intenso e levaram perigo logo cedo. Aos 3 minutos, Mbappé arriscou de fora da área e obrigou o goleiro Bono a fazer a primeira intervenção. 

Após uma jogada ensaiada em cobrança curta de escanteio entre Mbappé e Ousmane Dembélé, o camisa 10 cruzou para Upamecano. O zagueiro cabeceou com força, mas novamente parou em uma grande defesa do goleiro marroquino.

O domínio francês continuou ao longo da primeira etapa. Aos 24 minutos, Désiré Doué desarmou Hakimi, lateral-direito de Marrocos, no campo de defesa marroquino. A bola sobrou para Olise, que acelerou o contra-ataque e encontrou Mbappé. O atacante partiu para cima de Mazraoui e sofreu pênalti, após ser derrubado dentro da área.

Na cobrança, Mbappé escolheu o canto direito e bateu rasteiro, mas Bono acertou o lado e fez mais uma grande defesa.

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A França se tornou apenas a segunda seleção nos últimos 50 anos a ter dois jogadores com pelo menos cinco gols em uma mesma Copa do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Mesmo após desperdiçar a penalidade, a seleção francesa seguiu com o controle da partida. Aos 34 minutos, Doué voltou a recuperar uma bola no campo ofensivo, avançou em velocidade e finalizou rasteiro, obrigando Bono a realizar outra importante intervenção.

A última grande oportunidade francesa antes do intervalo aconteceu já nos acréscimos. Aos 46 minutos, Lucas Digne arriscou de fora da área e acertou o travessão.

Durante o primeiro tempo, além de controlar a posse de bola e criar as principais chances de gol, o time francês praticamente não sofreu defensivamente. Marrocos finalizou apenas uma vez durante toda a etapa inicial e pouco conseguiu ameaçar a meta defendida por Mike Maignan.

A seleção francesa construiu a vitória sobre Marrocos na etapa complementar da partida. O primeiro lance de perigo ocorreu aos 10 minutos, quando Doué finalizou para a defesa do goleiro Bono.

Na sequência, Michael Olise deu passe para Mbappé, que mandou a bola por cima do gol em jogada que já havia sido anulada por impedimento.

O placar saiu do zero aos 15 minutos. Após um passe de Doué, Mbappé finalizou com precisão para abrir a contagem. Cinco minutos mais tarde, o próprio Mbappé serviu Dembélé com um passe de calcanhar; o atacante avançou em velocidade e chutou rasteiro no canto para ampliar a vantagem francesa.

A equipe marroquina esboçou reação apenas aos 38 minutos, em chute do meia Azzedine Ounahi que parou na defesa do goleiro Mike Maignan. Logo depois, o meio-campista Neil El Aynaoui cabeceou na primeira trave, mas mandou para fora. Com o resultado de 2 a 0, a França assegurou a classificação para a semifinal do torneio.

Time perdia por 2 a 0 até os 40 minutos do segundo tempo
por
Caio Moreira
Theo Fratucci
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07/07/2026 - 12h

Na última quarta-feira (01), Bélgica e Senegal foram ao Seattle Stadium, nos Estados Unidos, se enfrentar em confronto válido pela fase de 16 avos de final da Copa do Mundo.

Do lado belga, a confiança era melhor do que em outras partidas, tendo em vista a goleada por 5 a 1 aplicada na última rodada da fase de grupos, em cima da Nova Zelândia. O mesmo valia para os senegaleses, que fizeram um sonoro 5 a 0 contra o Iraque, resultado que os garantiu como um dos melhores terceiros colocados e assegurou vaga no mata-mata.

Rudi Garcia, técnico da seleção belga, manteve a mesma equipe que iniciou na goleada do último jogo, mesmo com a volta do zagueiro Ngoy, que cumpriu suspensão contra a Nova Zelândia.

O comandante da equipe senegalesa Pape Thiaw modificou o time novamente. Para melhorar a saída de bola, Koulibaly permaneceu mais um jogo no banco e o meio-campista Pathé Ciss assumiu sua posição. Já na no meio-campo, Habib Diarra assume a posição de Camara. E no ataque, após boa atuação contra o Iraque, Iliman Ndiaye entrou no lugar do Mbaye. 

O jogo começou equilibrado, Senegal tinha a vantagem da posse de bola, mas os belgas investiram nos erros de passe da equipe africana. Aos 13 minutos, o lateral-esquerdo Jakobs, armou uma triangulação pelo lado do campo com Ismaila Sarr e Sadio Mané, que o deixou com espaço para cruzar na grande área. Courtois não conseguiu parar o cruzamento, e com o gol aberto Sarr perdeu a chance de abrir o placar. 

O desenrolar do jogo semelhante ao cenário inicial, vantagem senegalesa com poucas chances de gols, e lampejos dos Diabos Vermelhos sem perigo para o rival. 

Porém, com 24 minutos do primeiro tempo o panorama mudou, os Leões de Teranga circularam a bola próxima à área adversária, o passe chegou para Mané cruzar para dentro da cozinha, Ismaila Sarr cabeceou na trave e no rebote Habib Diarra abriu o placar para a equipe africana. 

Após a pausa para hidratação, Senegal recuou com sua tática em 4-4-2, marcando atrás da linha do meio-campo para atrair seu adversário e atacar o espaço cedido pela defesa. Porém, a ideia não surtiu efeito, já que naturalmente o volume de jogo dos belgas ofuscou a ideia de um contra-ataque senegalês.

Os belgas sentiram o golpe e, apesar de terem alguns bons chutes de fora da área, não conseguiram o empate na primeira etapa. Para a segunda parte, a Bélgica veio com apenas uma alteração: Romelu Lukaku, maior artilheiro da história da seleção, no lugar de De Ketelaere.

No segundo tempo, o esquema seguiu, mas as linhas de marcação subiram para pressionar as opções de passe dos Diabos Vermelhos. O plano de Pape Thiaw funcionou: aos 6 minutos em uma bola recuperada no meio-campo, Niakhaté lançou para Sarr, que dominou com categoria no peito, superando dois defensores na velocidade, e finalizou com um chute de pé direito no fundo do gol.

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Ismaila Sarr iguala recorde de Roger Milla, como maior artilheiro africano em uma edição de Copa (4). Foto: Reprodução/Fifa

Com dois gols de desvantagem, Rudi Garcia resolveu ousar e fazer duas alterações inusitadas: tirou Kevin de Bruyne para dar lugar a Rasin e Lukébakio na vaga de Doku. Até então, os dois jogadores substituídos eram os destaques da Bélgica na partida e no torneio.

Com o placar confortável, Senegal seguiu o plano imposto pelo técnico. Para uma manutenção do vigor físico da equipe, aos 21 minutos Pape Gueye saiu para a entrada de Lamine Camara. E sete minutos depois o comandante mexeu mais uma vez no time, com a entrada de Mbaye e Pape Sarr, para saída de Diarra e Ndiaye. 

Após as mudanças, os Leões de Teranga não conseguiram impor seu jogo, o time recuou as linhas de marcação e atraiu muita pressão para sua defesa. A dependência dos contra-ataques deixou escassas as opções ofensivas senegalesas, que conseguiram uma única oportunidade de matar o jogo com Mané, aos 39 minutos o atacante ficou de frente para com o arqueiro belga, que cresceu para cima do camisa 10.

Logo após a chance perdida pelo atacante senegalês, os belgas iniciaram a reação. Em uma roubada no campo de ataque, a bola sobrou dentro da área para Thomas Meunier, que acionou Lukaku, a principal esperança belga de gols . O camisa 9 não perdoou e marcou seu 91° gol com a camisa da seleção.

O empate veio três minutos depois. Após levantamento de Leandro Trossard, o meio-campista e capitão Youri Tielemans tocou de cabeça na saída do goleiro Diaw. Mesmo com um futebol nada vistoso durante os 90 minutos, a Bélgica arrancou o empate.

No início da prorrogação, Thiaw fez mudanças nos três setores da equipe. Mané saiu para a entrada do atacante Nicolas Jackson. No meio-campo Bara Ndiaye entrou no lugar de Idrisssa Gueye, e no setor defensivo o lateral Diouf substituiu Jakobs.

As mudanças fizeram com que o time aumentasse a posse de bola, mas, assim como no primeiro tempo da partida contra o Iraque e no duelo contra a Noruega, faltou pragmatismo para chegar até o gol adversário.  

A virada veio depois de pênalti sofrido por Tielemans aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação. Após cruzamento pela esquerda, o camisa 8 foi impedido de disputar a bola por Camara, que acertou o pé do belga.

O árbitro foi chamado ao VAR e após longa revisão, assinalou penalidade máxima. Na cobrança, o próprio Tielemans foi para a bola e não sentiu a pressão. Deslocou o goleiro com maestria. 

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Tielemans recebeu o prêmio de “Craque do jogo” após marcar dois gols na vitória sobre Senegal. Foto: Reprodução/Fifa

A Bélgica volta a campo contra os donos da casa, os Estados Unidos, no próximo dia 06, segunda-feira, às 21 (horário de Brasília). O jogo também será em Seattle, mas dessa vez no Lumen Field.

Na sua primeira participação em Mundiais, o arquipélago africano emocionou o mundo e quase venceu o atual campeão
por
Kaleo Ferreira
Lucas Leal
|
07/07/2026 - 12h

Na última sexta-feira (3), o Cabo Verde surpreendeu a Argentina em um jogo histórico de Vozinha e Lionel Messi. Porém, na prorrogação, a atual campeã confirmou o favoritismo, venceu por 3 a 2, no Hard Rock Stadium, em Miami, e se classificou para as oitavas de finais. 

Sidny, do Cabo Verde, disputando bola com Mac Allister, jogador da Argentina.
O gol de Sidny tinha apenas 0,03 xG (Expected Goals) de probabilidade de acontecer. Foto: Reprodução/Instagram/@afaseleccion 

A Argentina entrou em campo com força máxima. Já Cabo Verde foi sem Livramento no ataque e sem seu camisa 10, Jamiro Monteiro, buscando maior contenção física pelo meio-campo.

A atual campeã não conseguiu criar muitas chances até a parada para hidratação, quando uma desatenção da defesa cabo-verdiana mudou o jogo. Apesar do bloco baixo, Cabo Verde deixou espaço em uma bola descoberta, e Lisandro Martínez encontrou Messi atacando a profundidade. Com um belo domínio, o camisa 10 marcou seu 20º gol em Copas do Mundo.

Confortável no placar, a Argentina não voltou a oferecer tantos perigos depois do gol e conseguiu apenas uma finalização de Enzo Fernández, defendida por Vozinha.

Na etapa final, Cabo Verde voltou do intervalo disposto a buscar o empate e passou a ocupar mais o campo ofensivo. A postura mais agressiva foi recompensada aos 17 minutos, quando Deroy Duarte aproveitou a boa troca de passes da equipe para finalizar com precisão e deixar tudo igual. O gol deu um novo ânimo aos cabo-verdianos, que seguiram dificultando a saída de bola da Argentina e criando boas oportunidades de contra-ataques.

A Argentina respondeu aumentando a intensidade e passou a pressionar em busca da classificação ainda no tempo regulamentar. Os argentinos criaram boas chances, mas encontraram dificuldade com Vozinha, que fez defesas importantes e manteve Cabo Verde vivo na partida.

Nos minutos finais, o confronto ganhou contornos dramáticos, com oportunidades para os dois lados, mas nenhuma delas foi suficiente para desempatar o marcador e a partida foi para a prorrogação.

No primeiro tempo da prorrogação, um banho de água fria na torcida cabo-verdiana. No primeiro escanteio da etapa, Messi levantou na pequena área, Mac Allister desviou de cabeça e encontrou Lisandro Martínez, que dominou livre para colocar a Argentina novamente em vantagem. O lance ainda teve um possível empurrão de Julián Álvarez sobre Sidny Lopes Cabral, alvo de reclamações por parte dos cabo-verdianos.

O Cabo Verde não se intimidou com a desvantagem e, mesmo desgastado fisicamente, continuou atacando e seguindo seus princípios. De pé em pé, desde Vozinha até o ataque, a equipe cruzou o campo envolvendo a marcação argentina. Com oito jogadores no campo ofensivo, criou amplitude e volume para abrir espaço ao lateral-esquerdo, que recebeu livre pela ponta, driblou Mac Allister e, de direita, sua perna não dominante, acertou o ângulo para fazer um golaço que devolvia a esperança à sua nação.

Na comemoração, saiu correndo para os braços de sua namorada, Jayley da Cruz.

Um gol que quebrou qualquer análise ou expectativa pré-jogo. Abalou torcedores e jogadores argentinos, fez o Brasil parar para acompanhar a partida e mostrou que Cabo Verde ainda estava vivo.

Ainda nos acréscimos do primeiro tempo da prorrogação, Lionel Messi teve uma chance na entrada da área, mas parou novamente nas mãos de Vozinha.

Deroy Duarte comemorando gol que levou o duelo para a prorrogação
Pela primeira vez na história de Cabo Verde, a nação disputou uma fase de mata-mata, um feito histórico para o país, mesmo com a eliminação. Foto: Reprodução/FIFA

No segundo tempo da prorrogação, a Argentina voltou a assumir o controle da posse de bola e passou a pressionar Cabo Verde em busca do gol da classificação. A insistência argentina foi premiada aos 21 minutos, quando Messi cobrou escanteio pela esquerda, Cristian Romero subiu mais alto que a defesa e acabou batendo no braço de Diney Borges antes de entrar.

O gol contra colocou a Argentina novamente em vantagem e deixou os cabo-verdianos diante de uma missão ainda mais difícil. Mesmo assim, a equipe africana não desistiu. Nos minutos finais, Sidny Lopes ainda levou perigo em cobrança de falta, mas Emiliano Martínez fez uma grande defesa para evitar um novo empate e assegurar a vitória argentina por 3 a 2, encerrando a histórica campanha de Cabo Verde na Copa do Mundo de 2026.

Cabo Verde se despede da competição depois de ter chegado pela primeira vez à fase de mata-mata do Mundial e marcou essa Copa com uma atuação competitiva diante de uma das principais seleções do torneio.

Já a Argentina garantiu a classificação às oitavas de final e manteve viva a defesa do título mundial. Agora, a equipe latino-americana volta a campo na próxima terça-feira (7), às 13h (horário de Brasília), para enfrentar o Egito no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.

Com gol da Croácia anulado nos últimos minutos, seleção lusitana mantém vivo sonho de primeiro título
por
Davi Madi
Júlio Poças
|
03/07/2026 - 12h

Portugal e o Croácia se enfrentaram na última quinta-feira (2), em jogo válido pelos 16 avos de final da Copa do Mundo, no BMO Field, em Toronto, Canadá. Em uma das partidas mais emocionantes da edição, a equipe portuguesa saiu atrás, mas virou o resultado para 2 a 1, com direito à primeira vez que Cristiano Ronaldo marca em um mata-mata da competição mundial.

A imagem mostra Modric, da Croácia, e Cristiano Ronaldo, de Portugal.
Colegas no período de Real Madrid, Luka Modric e Cristiano Ronaldo estão  na última Copa da carreira. Foto: Reprodução/FIFA 

A equipe de Portugal voltou a campo com um time similar ao da última rodada da fase de grupos, contra a Colômbia, com as trocas do meia Rúben Neves por João Neves, e do ponta esquerda Rafael Leão no lugar de João Félix. A estratégia representou uma mudança ofensiva de velocidade pelas alas.

Durante o primeiro tempo o futebol apresentado foi mais apagado por parte das duas equipes, porém duas chances perigosas de Portugal passaram perto de abrir o marcador. A primeira, logo aos três minutos, após um passe em profundidade de Nuno Mendes para Rafael Leão. O atacante cruzou rasteiro na entrada da área para Bruno Fernandes bater de primeira, mas o goleiro Livacović espalmou. Aos 15 minutos, o zagueiro Renato Veiga subiu sozinho para cabecear em cobrança de escanteio, mas mandou a bola acima do gol croata.

A partida ficou mais emocionante a partir da segunda etapa, quando o ataque da seleção da Croácia ganhou destaque nas oportunidades. Aos oito minutos, após um cruzamento da direita pelo lateral Stanišić, a bola sobrou na entrada da pequena área para Ivan Perisic, que chutou cruzado e abriu o marcador.

A imagem mostra o gol de Perisic
Ivan Perisic se tornou o jogador mais velho a marcar pela seleção croata, aos 37 anos e 150 dias. Foto: Reprodução/FIFA 

Dois minutos depois, na entrada da área, Vlašić cruzou pelo chão para Matanovic empurrar pro fundo das redes, mas o impedimento foi marcado na posição do primeiro jogador.

Com o placar aberto, a equipe portuguesa buscou reagir contra a linha ofensiva croata. Em sua melhor partida do torneio até então, Rafael Leão teve boa chance para empatar, quando recebeu a bola na ponta esquerda da área, cortou para o meio e chutou no travessão. Minutos depois, um cruzamento de Pedro Neto achou Cristiano Ronaldo livre na entrada da área para dominar e encobrir Livacović, mas o craque estava em posição de impedimento.

O gol português só saiu em um pênalti aos 23 minutos, marcado na sequência de um escanteio. Renato Veiga sofreu falta ao tentar cabecear e ser puxado ao chão por Vlašić. O camisa sete lusitano foi à cobrança, marcou e empatou a partida.

Esta foi a primeira participação em gols de Cristiano Ronaldo em mata-mata de Copas do Mundo. CR7 já esteve com sua seleção na fase eliminatória do torneio em três outras oportunidades: 2006, quando atuava como reserva; 2018, eliminado para o Uruguai nas oitavas; e 2022, eliminado para Marrocos nas quartas de final.

A imagem mostra Cristiano Ronaldo batendo o pênalti.
Cristiano Ronaldo chegou ao 11º gol em Copas do Mundo e se juntou a Klinsmann, da Alemanha e Kocsis, da Hungria, na 9ª posição de maiores artilheiros da competição. Foto: Reprodução/FIFA 

Após o gol de empate de Cristiano Ronaldo, o técnico espanhol no comando do time português fez quatro alterações, incluindo a saída do camisa sete. Entretanto, as mudanças deixaram o meio de campo de Portugal muito exposto, setor que é o ponto forte da seleção croata. Este espaço, foi principalmente percebido após outro gol anulado da Croácia, quando Kovačić tocou em profundidade para Sučić, que mesmo em posição irregular, marcou. Com o lance em questão, o treinador da equipe lusitana se viu obrigado a fazer mais uma substituição.

Em meio à pressão croata, o jogo se encaminhava para o que seria a quarta prorrogação desta Copa do Mundo. Porém, aos 48 minutos, Rafael Leão recebeu passe livre na esquerda e cruzou para Gonçalo Ramos, atacante que entrou para substituir Cristiano no segundo tempo, subir entre três marcadores, marcar de cabeça e virar a partida para os Lusitanos.

Nos últimos minutos de acréscimos estendidos a Croácia fez um gol, porém este foi novamente anulado por conta de um impedimento, marcado com a ajuda do chip de  movimento da bola. A tecnologia, estreante na Copa de 2028, na Rússia, foi capaz de detectar um toque de cabeça quase imperceptível de Matanovic, após cruzamento que deixaria a bola em pés croatas em condição legal, se não fosse a interferência do atacante. Graças a avaliação do VAR, o gol foi invalidado e a partida terminou  2 a 1 para Portugal, com mais de 18 minutos de acréscimos.

A imagem mostra Perisic chorando deitado de bruços no gramado.
Eliminação da Croácia encerrou a última Copa de Perisic. Foto: Reprodução/FIFA

A seleção de Cristiano Ronaldo agora vai enfrentar a Espanha, que eliminou a Áustria, nas oitavas de final. O jogo acontece na próxima segunda-feira (6), em Dallas, Estados Unidos, às 16h (horário de Brasília). Após ser vice na Rússia e terceiro lugar no Catar, a Croácia se despede precocemente da Copa.

O camisa 10 converteu pênalti e garantiu a classificação às quartas de final da Copa do Mundo de 2026
por
Gianna Flores
Pedro José Zolési
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06/07/2026 - 12h

A França garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 ao vencer o Paraguai por 1 a 0, neste sábado (4), no Estádio da Filadélfia. Em uma partida de poucas oportunidades e marcada pelo forte embate físico entre as equipes, Kylian Mbappé converteu um pênalti no segundo tempo e decidiu mais uma vez.

Para o confronto, o técnico Didier Deschamps promoveu apenas uma alteração em relação à equipe que venceu a Suécia na fase anterior. Manu Koné entrou no lugar de Tchouaméni no meio-campo, enquanto o restante da equipe foi mantido.

Desde os primeiros minutos, os franceses assumiram o controle da posse de bola e pressionaram o Paraguai no campo de defesa. Apesar do domínio, a equipe francesa encontrou dificuldades para transformar a superioridade em chances claras de gol. 

Mbappé comemora o gol de vitória da partida
Mbappé se juntou a Didier Deschamps com 103 jogos com a camisa da França. | Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance 

 

O confronto teve embates físicos ao longo da primeira etapa. As constantes disputas e os empurrões entre jogadores dos dois times passaram a marcar o ritmo do jogo. O principal desentendimento aconteceu aos 34 minutos, após uma falta de Andrés Cubas em Kylian Mbappé, lance que aumentou a tensão em campo e fez a equipe europeia entrar de vez no estilo de jogo imposto pelos paraguaios.

A melhor oportunidade francesa antes do intervalo surgiu aos 37 minutos. Ousmane Dembélé recebeu na entrada da área, finalizou com desvio e levou perigo ao gol paraguaio. Mesmo com sete cobranças de escanteio e cinco finalizações, os franceses não conseguiram abrir o placar antes do fim do primeiro tempo.

Na volta para a segunda etapa, Les Blues apresentaram mais objetividade nas ações ofensivas. Logo aos 5 minutos, Mike Maignan lançou Mbappé nas costas da defesa. O camisa 10 invadiu a área e foi bloqueado por Cáceres, que afastou para escanteio.

Na cobrança ensaiada, Mbappé acionou Dembélé, mas o atacante finalizou para fora, cercado pela marcação. A pressão aumentou nos minutos seguintes. Aos 54, Manu Koné arriscou de fora da área e obrigou o goleiro paraguaio a fazer a primeira grande defesa da partida, o que manteve o empate.

O gol da classificação teve início aos 68 minutos, quando Désiré Doué foi derrubado dentro da área, após contato com Diego Gómez. Inicialmente, a arbitragem mandou o jogo seguir, mas o lance foi revisado pelo árbitro de vídeo, que confirmou a penalidade máxima.

Kylian Mbappé assumiu a cobrança e bateu com categoria, deslocou completamente o goleiro paraguaio para marcar o único gol da partida e garantir a vantagem francesa.

Após abrir o placar, os franceses reduziram a intensidade ofensiva, interromperam jogadas quando necessário e utilizaram a experiência para esfriar a reação do Paraguai, em uma postura semelhante à normalmente adotada por equipes sul-americanas em partidas eliminatórias.

Nos acréscimos, Mbappé ainda teve a oportunidade de ampliar o marcador. Após passe de Désiré Doué, o atacante finalizou duas vezes dentro da área, ambas com a perna esquerda, mas parou em duas grandes defesas do goleiro paraguaio.

O apito final também ficou marcado por um momento de tensão. Logo após o encerramento da partida, Mbappé comemorou de forma efusiva em frente ao goleiro do Paraguai. Orlando Gill estendeu a mão para cumprimentar o atacante francês, que não retribuiu o gesto. O confronto foi encerrado sob clima de rivalidade.

A França volta a campo para enfrentar o Marrocos na próxima quinta-feira (9), no Estádio de Boston, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. 

 

La Furia venceu por 3 a 0 e encerrou a campanha austríaca no mundial
por
Mariana Luccisano
Pedro Premero
|
03/07/2026 - 12h

A Espanha venceu a Áustria por 3 a 0 na última quinta-feira (2), no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. Superior durante toda a partida, a equipe comandada por Luis de la Fuente controlou as ações desde os primeiros minutos e construiu a vantagem ainda antes do intervalo.

A seleção espanhola impôs seu ritmo de jogo no início do confronto. Com posse de bola, trocas rápidas de passes e investidas pelo lado direito com Lamine Yamal, La Furia encontrou espaços diante de uma Áustria que adotou uma postura mais defensiva e que teve dificuldades para conter a pressão adversária. As primeiras oportunidades surgiram com Yamal e Mikel Oyarzabal, mas ambas pararam nas defesas de Alexander Schlager.

A pressão espanhola se intensificou ao longo do primeiro tempo. Aos 29, Cucurella chegou a balançar as redes, após cobrança de escanteio, mas a arbitragem anulou o lance por falta no goleiro austríaco no início da jogada. O domínio, porém, foi recompensado quatro minutos depois. Após boa construção iniciada por Pedri, Cucurella recebeu pela esquerda e cruzou rasteiro para Oyarzabal finalizar no meio da área e abrir o placar.

A imagem mostra Oyarzabal comemorando o gol com os companheiros
Artilheiro da Espanha na era Luis de la Fuente, Mikel Oyarzabal comandou a vitória da Espanha. Reprodução: X/@SEFutbol

Mesmo em vantagem, a Espanha manteve o controle da partida e permaneceu no campo ofensivo. Aos 46, Baena acertou o travessão em cobrança de falta e, no rebote, Schlager evitou o segundo gol ao defender a finalização a queima roupa de Yamal.

A imagem mostra Yamal, da Espanha, e Sabtizer, da Áustria, disputando a bola
A Áustria conseguiu sair em velocidade em poucas oportunidades, mas encerrou o primeiro tempo com apenas uma finalização. Reprodução: X/@SEFutbol

No início da segunda etapa, La Furia manteve a pressão feita durante o primeiro tempo. O ataque espanhol forçou o goleiro austríaco a realizar algumas defesas e desperdiçou outras chances com finalizações para fora do gol.

A Áustria criou sua primeira chance somente aos 15 minutos. Sabitzer recebeu a bola na lateral e cruzou na área, porém, Kalajdžić cabeceou para fora. A seleção austríaca não conseguiu impor seu jogo e terminou a partida com apenas 36% de posse de bola e quatro finalizações.

Era só questão de tempo para o segundo gol espanhol sair. A Espanha trocou passes no entorno da área da Wunderteam durante um minuto e meio até ampliar o placar. Cucurella passou para Baena cruzar para Pedro Porro que, pelas costas da defesa, cabeceou para o fundo das redes.

Aos 29 minutos, ocorreu uma pequena confusão entre as duas seleções. Após falta para Áustria, Pedri pegou a bola e segurou para atrasar a reposição do jogo e foi empurrado por Grillitsch. Os jogadores logo se aproximaram do lance e começaram a trocar empurrões até o árbitro Glenn Nyberg apaziguar a situação e chamar os dois jogadores, que iniciaram o desentendimento, para conversar.

Lamine Yamal, destaque de La Furia, passou em branco no jogo, apesar de ter feito seis finalizações ao todo. Sua melhor oportunidade aconteceu aos 39 minutos de jogo. Após cruzamento de Oyarzabal, a bola dividida sobrou para o jovem atacante, que finalizou no gol, mas foi bloqueado por Danso, que tirou a bola em cima da linha.

Os espanhóis acabaram com as chances de reação dos austríacos aos 43 minutos. Cucurella cruzou rasteiro para Oyarzabal sair na cara do gol e fazer o terceiro da Espanha e classificar a seleção para as oitavas de final.

A imagem mostra parte do elenco da Espanha comemorando
Espanha não vencia uma partida de mata-mata desde 2010, quando foi campeã. Reprodução: X/@SEFutbol

A Áustria deu adeus à Copa do Mundo na fase de 16 avos. Já La Furia volta aos gramados na segunda-feira (6), às 16h (horário de Brasília, no AT&T Stadium, em Arlington, nos Estados Unidos, para enfrentar a seleção de Portugal, que eliminou a Croácia.