Na última quarta-feira (01), Bélgica e Senegal foram ao Seattle Stadium, nos Estados Unidos, se enfrentar em confronto válido pela fase de 16 avos de final da Copa do Mundo.
Do lado belga, a confiança era melhor do que em outras partidas, tendo em vista a goleada por 5 a 1 aplicada na última rodada da fase de grupos, em cima da Nova Zelândia. O mesmo valia para os senegaleses, que fizeram um sonoro 5 a 0 contra o Iraque, resultado que os garantiu como um dos melhores terceiros colocados e assegurou vaga no mata-mata.
Rudi Garcia, técnico da seleção belga, manteve a mesma equipe que iniciou na goleada do último jogo, mesmo com a volta do zagueiro Ngoy, que cumpriu suspensão contra a Nova Zelândia.
O comandante da equipe senegalesa Pape Thiaw modificou o time novamente. Para melhorar a saída de bola, Koulibaly permaneceu mais um jogo no banco e o meio-campista Pathé Ciss assumiu sua posição. Já na no meio-campo, Habib Diarra assume a posição de Camara. E no ataque, após boa atuação contra o Iraque, Iliman Ndiaye entrou no lugar do Mbaye.
O jogo começou equilibrado, Senegal tinha a vantagem da posse de bola, mas os belgas investiram nos erros de passe da equipe africana. Aos 13 minutos, o lateral-esquerdo Jakobs, armou uma triangulação pelo lado do campo com Ismaila Sarr e Sadio Mané, que o deixou com espaço para cruzar na grande área. Courtois não conseguiu parar o cruzamento, e com o gol aberto Sarr perdeu a chance de abrir o placar.
O desenrolar do jogo semelhante ao cenário inicial, vantagem senegalesa com poucas chances de gols, e lampejos dos Diabos Vermelhos sem perigo para o rival.
Porém, com 24 minutos do primeiro tempo o panorama mudou, os Leões de Teranga circularam a bola próxima à área adversária, o passe chegou para Mané cruzar para dentro da cozinha, Ismaila Sarr cabeceou na trave e no rebote Habib Diarra abriu o placar para a equipe africana.
Após a pausa para hidratação, Senegal recuou com sua tática em 4-4-2, marcando atrás da linha do meio-campo para atrair seu adversário e atacar o espaço cedido pela defesa. Porém, a ideia não surtiu efeito, já que naturalmente o volume de jogo dos belgas ofuscou a ideia de um contra-ataque senegalês.
Os belgas sentiram o golpe e, apesar de terem alguns bons chutes de fora da área, não conseguiram o empate na primeira etapa. Para a segunda parte, a Bélgica veio com apenas uma alteração: Romelu Lukaku, maior artilheiro da história da seleção, no lugar de De Ketelaere.
No segundo tempo, o esquema seguiu, mas as linhas de marcação subiram para pressionar as opções de passe dos Diabos Vermelhos. O plano de Pape Thiaw funcionou: aos 6 minutos em uma bola recuperada no meio-campo, Niakhaté lançou para Sarr, que dominou com categoria no peito, superando dois defensores na velocidade, e finalizou com um chute de pé direito no fundo do gol.
Com dois gols de desvantagem, Rudi Garcia resolveu ousar e fazer duas alterações inusitadas: tirou Kevin de Bruyne para dar lugar a Rasin e Lukébakio na vaga de Doku. Até então, os dois jogadores substituídos eram os destaques da Bélgica na partida e no torneio.
Com o placar confortável, Senegal seguiu o plano imposto pelo técnico. Para uma manutenção do vigor físico da equipe, aos 21 minutos Pape Gueye saiu para a entrada de Lamine Camara. E sete minutos depois o comandante mexeu mais uma vez no time, com a entrada de Mbaye e Pape Sarr, para saída de Diarra e Ndiaye.
Após as mudanças, os Leões de Teranga não conseguiram impor seu jogo, o time recuou as linhas de marcação e atraiu muita pressão para sua defesa. A dependência dos contra-ataques deixou escassas as opções ofensivas senegalesas, que conseguiram uma única oportunidade de matar o jogo com Mané, aos 39 minutos o atacante ficou de frente para com o arqueiro belga, que cresceu para cima do camisa 10.
Logo após a chance perdida pelo atacante senegalês, os belgas iniciaram a reação. Em uma roubada no campo de ataque, a bola sobrou dentro da área para Thomas Meunier, que acionou Lukaku, a principal esperança belga de gols . O camisa 9 não perdoou e marcou seu 91° gol com a camisa da seleção.
O empate veio três minutos depois. Após levantamento de Leandro Trossard, o meio-campista e capitão Youri Tielemans tocou de cabeça na saída do goleiro Diaw. Mesmo com um futebol nada vistoso durante os 90 minutos, a Bélgica arrancou o empate.
No início da prorrogação, Thiaw fez mudanças nos três setores da equipe. Mané saiu para a entrada do atacante Nicolas Jackson. No meio-campo Bara Ndiaye entrou no lugar de Idrisssa Gueye, e no setor defensivo o lateral Diouf substituiu Jakobs.
As mudanças fizeram com que o time aumentasse a posse de bola, mas, assim como no primeiro tempo da partida contra o Iraque e no duelo contra a Noruega, faltou pragmatismo para chegar até o gol adversário.
A virada veio depois de pênalti sofrido por Tielemans aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação. Após cruzamento pela esquerda, o camisa 8 foi impedido de disputar a bola por Camara, que acertou o pé do belga.
O árbitro foi chamado ao VAR e após longa revisão, assinalou penalidade máxima. Na cobrança, o próprio Tielemans foi para a bola e não sentiu a pressão. Deslocou o goleiro com maestria.
Tielemans recebeu o prêmio de “Craque do jogo” após marcar dois gols na vitória sobre Senegal. Foto: Reprodução/Fifa
A Bélgica volta a campo contra os donos da casa, os Estados Unidos, no próximo dia 06, segunda-feira, às 21 (horário de Brasília). O jogo também será em Seattle, mas dessa vez no Lumen Field.
Na última sexta-feira (3), o Cabo Verde surpreendeu a Argentina em um jogo histórico de Vozinha e Lionel Messi. Porém, na prorrogação, a atual campeã confirmou o favoritismo, venceu por 3 a 2, no Hard Rock Stadium, em Miami, e se classificou para as oitavas de finais.
A Argentina entrou em campo com força máxima. Já Cabo Verde foi sem Livramento no ataque e sem seu camisa 10, Jamiro Monteiro, buscando maior contenção física pelo meio-campo.
A atual campeã não conseguiu criar muitas chances até a parada para hidratação, quando uma desatenção da defesa cabo-verdiana mudou o jogo. Apesar do bloco baixo, Cabo Verde deixou espaço em uma bola descoberta, e Lisandro Martínez encontrou Messi atacando a profundidade. Com um belo domínio, o camisa 10 marcou seu 20º gol em Copas do Mundo.
Confortável no placar, a Argentina não voltou a oferecer tantos perigos depois do gol e conseguiu apenas uma finalização de Enzo Fernández, defendida por Vozinha.
Na etapa final, Cabo Verde voltou do intervalo disposto a buscar o empate e passou a ocupar mais o campo ofensivo. A postura mais agressiva foi recompensada aos 17 minutos, quando Deroy Duarte aproveitou a boa troca de passes da equipe para finalizar com precisão e deixar tudo igual. O gol deu um novo ânimo aos cabo-verdianos, que seguiram dificultando a saída de bola da Argentina e criando boas oportunidades de contra-ataques.
A Argentina respondeu aumentando a intensidade e passou a pressionar em busca da classificação ainda no tempo regulamentar. Os argentinos criaram boas chances, mas encontraram dificuldade com Vozinha, que fez defesas importantes e manteve Cabo Verde vivo na partida.
Nos minutos finais, o confronto ganhou contornos dramáticos, com oportunidades para os dois lados, mas nenhuma delas foi suficiente para desempatar o marcador e a partida foi para a prorrogação.
No primeiro tempo da prorrogação, um banho de água fria na torcida cabo-verdiana. No primeiro escanteio da etapa, Messi levantou na pequena área, Mac Allister desviou de cabeça e encontrou Lisandro Martínez, que dominou livre para colocar a Argentina novamente em vantagem. O lance ainda teve um possível empurrão de Julián Álvarez sobre Sidny Lopes Cabral, alvo de reclamações por parte dos cabo-verdianos.
O Cabo Verde não se intimidou com a desvantagem e, mesmo desgastado fisicamente, continuou atacando e seguindo seus princípios. De pé em pé, desde Vozinha até o ataque, a equipe cruzou o campo envolvendo a marcação argentina. Com oito jogadores no campo ofensivo, criou amplitude e volume para abrir espaço ao lateral-esquerdo, que recebeu livre pela ponta, driblou Mac Allister e, de direita, sua perna não dominante, acertou o ângulo para fazer um golaço que devolvia a esperança à sua nação.
Na comemoração, saiu correndo para os braços de sua namorada, Jayley da Cruz.
Um gol que quebrou qualquer análise ou expectativa pré-jogo. Abalou torcedores e jogadores argentinos, fez o Brasil parar para acompanhar a partida e mostrou que Cabo Verde ainda estava vivo.
Ainda nos acréscimos do primeiro tempo da prorrogação, Lionel Messi teve uma chance na entrada da área, mas parou novamente nas mãos de Vozinha.
No segundo tempo da prorrogação, a Argentina voltou a assumir o controle da posse de bola e passou a pressionar Cabo Verde em busca do gol da classificação. A insistência argentina foi premiada aos 21 minutos, quando Messi cobrou escanteio pela esquerda, Cristian Romero subiu mais alto que a defesa e acabou batendo no braço de Diney Borges antes de entrar.
O gol contra colocou a Argentina novamente em vantagem e deixou os cabo-verdianos diante de uma missão ainda mais difícil. Mesmo assim, a equipe africana não desistiu. Nos minutos finais, Sidny Lopes ainda levou perigo em cobrança de falta, mas Emiliano Martínez fez uma grande defesa para evitar um novo empate e assegurar a vitória argentina por 3 a 2, encerrando a histórica campanha de Cabo Verde na Copa do Mundo de 2026.
Cabo Verde se despede da competição depois de ter chegado pela primeira vez à fase de mata-mata do Mundial e marcou essa Copa com uma atuação competitiva diante de uma das principais seleções do torneio.
Já a Argentina garantiu a classificação às oitavas de final e manteve viva a defesa do título mundial. Agora, a equipe latino-americana volta a campo na próxima terça-feira (7), às 13h (horário de Brasília), para enfrentar o Egito no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
Portugal e o Croácia se enfrentaram na última quinta-feira (2), em jogo válido pelos 16 avos de final da Copa do Mundo, no BMO Field, em Toronto, Canadá. Em uma das partidas mais emocionantes da edição, a equipe portuguesa saiu atrás, mas virou o resultado para 2 a 1, com direito à primeira vez que Cristiano Ronaldo marca em um mata-mata da competição mundial.
A equipe de Portugal voltou a campo com um time similar ao da última rodada da fase de grupos, contra a Colômbia, com as trocas do meia Rúben Neves por João Neves, e do ponta esquerda Rafael Leão no lugar de João Félix. A estratégia representou uma mudança ofensiva de velocidade pelas alas.
Durante o primeiro tempo o futebol apresentado foi mais apagado por parte das duas equipes, porém duas chances perigosas de Portugal passaram perto de abrir o marcador. A primeira, logo aos três minutos, após um passe em profundidade de Nuno Mendes para Rafael Leão. O atacante cruzou rasteiro na entrada da área para Bruno Fernandes bater de primeira, mas o goleiro Livacović espalmou. Aos 15 minutos, o zagueiro Renato Veiga subiu sozinho para cabecear em cobrança de escanteio, mas mandou a bola acima do gol croata.
A partida ficou mais emocionante a partir da segunda etapa, quando o ataque da seleção da Croácia ganhou destaque nas oportunidades. Aos oito minutos, após um cruzamento da direita pelo lateral Stanišić, a bola sobrou na entrada da pequena área para Ivan Perisic, que chutou cruzado e abriu o marcador.
Dois minutos depois, na entrada da área, Vlašić cruzou pelo chão para Matanovic empurrar pro fundo das redes, mas o impedimento foi marcado na posição do primeiro jogador.
Com o placar aberto, a equipe portuguesa buscou reagir contra a linha ofensiva croata. Em sua melhor partida do torneio até então, Rafael Leão teve boa chance para empatar, quando recebeu a bola na ponta esquerda da área, cortou para o meio e chutou no travessão. Minutos depois, um cruzamento de Pedro Neto achou Cristiano Ronaldo livre na entrada da área para dominar e encobrir Livacović, mas o craque estava em posição de impedimento.
O gol português só saiu em um pênalti aos 23 minutos, marcado na sequência de um escanteio. Renato Veiga sofreu falta ao tentar cabecear e ser puxado ao chão por Vlašić. O camisa sete lusitano foi à cobrança, marcou e empatou a partida.
Esta foi a primeira participação em gols de Cristiano Ronaldo em mata-mata de Copas do Mundo. CR7 já esteve com sua seleção na fase eliminatória do torneio em três outras oportunidades: 2006, quando atuava como reserva; 2018, eliminado para o Uruguai nas oitavas; e 2022, eliminado para Marrocos nas quartas de final.
Após o gol de empate de Cristiano Ronaldo, o técnico espanhol no comando do time português fez quatro alterações, incluindo a saída do camisa sete. Entretanto, as mudanças deixaram o meio de campo de Portugal muito exposto, setor que é o ponto forte da seleção croata. Este espaço, foi principalmente percebido após outro gol anulado da Croácia, quando Kovačić tocou em profundidade para Sučić, que mesmo em posição irregular, marcou. Com o lance em questão, o treinador da equipe lusitana se viu obrigado a fazer mais uma substituição.
Em meio à pressão croata, o jogo se encaminhava para o que seria a quarta prorrogação desta Copa do Mundo. Porém, aos 48 minutos, Rafael Leão recebeu passe livre na esquerda e cruzou para Gonçalo Ramos, atacante que entrou para substituir Cristiano no segundo tempo, subir entre três marcadores, marcar de cabeça e virar a partida para os Lusitanos.
Nos últimos minutos de acréscimos estendidos a Croácia fez um gol, porém este foi novamente anulado por conta de um impedimento, marcado com a ajuda do chip de movimento da bola. A tecnologia, estreante na Copa de 2028, na Rússia, foi capaz de detectar um toque de cabeça quase imperceptível de Matanovic, após cruzamento que deixaria a bola em pés croatas em condição legal, se não fosse a interferência do atacante. Graças a avaliação do VAR, o gol foi invalidado e a partida terminou 2 a 1 para Portugal, com mais de 18 minutos de acréscimos.
A seleção de Cristiano Ronaldo agora vai enfrentar a Espanha, que eliminou a Áustria, nas oitavas de final. O jogo acontece na próxima segunda-feira (6), em Dallas, Estados Unidos, às 16h (horário de Brasília). Após ser vice na Rússia e terceiro lugar no Catar, a Croácia se despede precocemente da Copa.
A França garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 ao vencer o Paraguai por 1 a 0, neste sábado (4), no Estádio da Filadélfia. Em uma partida de poucas oportunidades e marcada pelo forte embate físico entre as equipes, Kylian Mbappé converteu um pênalti no segundo tempo e decidiu mais uma vez.
Para o confronto, o técnico Didier Deschamps promoveu apenas uma alteração em relação à equipe que venceu a Suécia na fase anterior. Manu Koné entrou no lugar de Tchouaméni no meio-campo, enquanto o restante da equipe foi mantido.
Desde os primeiros minutos, os franceses assumiram o controle da posse de bola e pressionaram o Paraguai no campo de defesa. Apesar do domínio, a equipe francesa encontrou dificuldades para transformar a superioridade em chances claras de gol.
O confronto teve embates físicos ao longo da primeira etapa. As constantes disputas e os empurrões entre jogadores dos dois times passaram a marcar o ritmo do jogo. O principal desentendimento aconteceu aos 34 minutos, após uma falta de Andrés Cubas em Kylian Mbappé, lance que aumentou a tensão em campo e fez a equipe europeia entrar de vez no estilo de jogo imposto pelos paraguaios.
A melhor oportunidade francesa antes do intervalo surgiu aos 37 minutos. Ousmane Dembélé recebeu na entrada da área, finalizou com desvio e levou perigo ao gol paraguaio. Mesmo com sete cobranças de escanteio e cinco finalizações, os franceses não conseguiram abrir o placar antes do fim do primeiro tempo.
Na volta para a segunda etapa, Les Blues apresentaram mais objetividade nas ações ofensivas. Logo aos 5 minutos, Mike Maignan lançou Mbappé nas costas da defesa. O camisa 10 invadiu a área e foi bloqueado por Cáceres, que afastou para escanteio.
Na cobrança ensaiada, Mbappé acionou Dembélé, mas o atacante finalizou para fora, cercado pela marcação. A pressão aumentou nos minutos seguintes. Aos 54, Manu Koné arriscou de fora da área e obrigou o goleiro paraguaio a fazer a primeira grande defesa da partida, o que manteve o empate.
O gol da classificação teve início aos 68 minutos, quando Désiré Doué foi derrubado dentro da área, após contato com Diego Gómez. Inicialmente, a arbitragem mandou o jogo seguir, mas o lance foi revisado pelo árbitro de vídeo, que confirmou a penalidade máxima.
Kylian Mbappé assumiu a cobrança e bateu com categoria, deslocou completamente o goleiro paraguaio para marcar o único gol da partida e garantir a vantagem francesa.
Após abrir o placar, os franceses reduziram a intensidade ofensiva, interromperam jogadas quando necessário e utilizaram a experiência para esfriar a reação do Paraguai, em uma postura semelhante à normalmente adotada por equipes sul-americanas em partidas eliminatórias.
Nos acréscimos, Mbappé ainda teve a oportunidade de ampliar o marcador. Após passe de Désiré Doué, o atacante finalizou duas vezes dentro da área, ambas com a perna esquerda, mas parou em duas grandes defesas do goleiro paraguaio.
O apito final também ficou marcado por um momento de tensão. Logo após o encerramento da partida, Mbappé comemorou de forma efusiva em frente ao goleiro do Paraguai. Orlando Gill estendeu a mão para cumprimentar o atacante francês, que não retribuiu o gesto. O confronto foi encerrado sob clima de rivalidade.
A França volta a campo para enfrentar o Marrocos na próxima quinta-feira (9), no Estádio de Boston, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026.
A Espanha venceu a Áustria por 3 a 0 na última quinta-feira (2), no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. Superior durante toda a partida, a equipe comandada por Luis de la Fuente controlou as ações desde os primeiros minutos e construiu a vantagem ainda antes do intervalo.
A seleção espanhola impôs seu ritmo de jogo no início do confronto. Com posse de bola, trocas rápidas de passes e investidas pelo lado direito com Lamine Yamal, La Furia encontrou espaços diante de uma Áustria que adotou uma postura mais defensiva e que teve dificuldades para conter a pressão adversária. As primeiras oportunidades surgiram com Yamal e Mikel Oyarzabal, mas ambas pararam nas defesas de Alexander Schlager.
A pressão espanhola se intensificou ao longo do primeiro tempo. Aos 29, Cucurella chegou a balançar as redes, após cobrança de escanteio, mas a arbitragem anulou o lance por falta no goleiro austríaco no início da jogada. O domínio, porém, foi recompensado quatro minutos depois. Após boa construção iniciada por Pedri, Cucurella recebeu pela esquerda e cruzou rasteiro para Oyarzabal finalizar no meio da área e abrir o placar.
Mesmo em vantagem, a Espanha manteve o controle da partida e permaneceu no campo ofensivo. Aos 46, Baena acertou o travessão em cobrança de falta e, no rebote, Schlager evitou o segundo gol ao defender a finalização a queima roupa de Yamal.
No início da segunda etapa, La Furia manteve a pressão feita durante o primeiro tempo. O ataque espanhol forçou o goleiro austríaco a realizar algumas defesas e desperdiçou outras chances com finalizações para fora do gol.
A Áustria criou sua primeira chance somente aos 15 minutos. Sabitzer recebeu a bola na lateral e cruzou na área, porém, Kalajdžić cabeceou para fora. A seleção austríaca não conseguiu impor seu jogo e terminou a partida com apenas 36% de posse de bola e quatro finalizações.
Era só questão de tempo para o segundo gol espanhol sair. A Espanha trocou passes no entorno da área da Wunderteam durante um minuto e meio até ampliar o placar. Cucurella passou para Baena cruzar para Pedro Porro que, pelas costas da defesa, cabeceou para o fundo das redes.
Aos 29 minutos, ocorreu uma pequena confusão entre as duas seleções. Após falta para Áustria, Pedri pegou a bola e segurou para atrasar a reposição do jogo e foi empurrado por Grillitsch. Os jogadores logo se aproximaram do lance e começaram a trocar empurrões até o árbitro Glenn Nyberg apaziguar a situação e chamar os dois jogadores, que iniciaram o desentendimento, para conversar.
Lamine Yamal, destaque de La Furia, passou em branco no jogo, apesar de ter feito seis finalizações ao todo. Sua melhor oportunidade aconteceu aos 39 minutos de jogo. Após cruzamento de Oyarzabal, a bola dividida sobrou para o jovem atacante, que finalizou no gol, mas foi bloqueado por Danso, que tirou a bola em cima da linha.
Os espanhóis acabaram com as chances de reação dos austríacos aos 43 minutos. Cucurella cruzou rasteiro para Oyarzabal sair na cara do gol e fazer o terceiro da Espanha e classificar a seleção para as oitavas de final.
A Áustria deu adeus à Copa do Mundo na fase de 16 avos. Já La Furia volta aos gramados na segunda-feira (6), às 16h (horário de Brasília, no AT&T Stadium, em Arlington, nos Estados Unidos, para enfrentar a seleção de Portugal, que eliminou a Croácia.