La Roja dominou a partida contra a Argentina, levou para a prorrogação e levantou a taça pela segunda vez em sua história
por
Lucas Leal
Pedro Premero
|
20/07/2026 - 12h

A Copa do Mundo 2026 terminou neste domingo (19) com o confronto entre Espanha e Argentina, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Os espanhois se consagraram campeões após derrotarem os sul-americanos por 1 a 0 com um gol de Ferran Torres, no segundo tempo da prorrogação. A Fúria voltou a levantar a Copa após 16 anos desde sua primeira, e até então última, conquista.

Com a vitória, a Espanha se tornou a seleção com a maior sequência invicta da história com 38 jogos sem perder. Outro feito inédito foi ser o primeiro país a ser o atual campeão mundial tanto no futebol masculino quanto no feminino, que também levantou a taça na última Copa do Mundo Feminina de 2023.

Já do lado argentino, além do vice-campeonato, Lionel Messi encerrou o torneio como vice-artilheiro, atrás de Mbappé, com oito gols marcados. O francês também superou o argentino como maior goleador da história das Copas, com 22 gols.



 

Lionel Messi com medalha de prata
O camisa 10 encerrou o torneio como o maior assistente da história da Copa com 12 passes. Reprodução/X/@Argentina

 

Para a decisão, a Argentina promoveu duas alterações na equipe titular. Nicolás González entrou no lugar de Leandro Paredes, enquanto Montiel substituiu Molina. Já a Espanha repetiu a mesma equipe da semifinal. 

No começo do jogo, sob temperatura de 27 °C, a Espanha teve a oportunidade de abrir o placar com Lamine Yamal. Após passe de Dani Olmo no meio da área, o camisa 19 bateu fraco e o lance parou em Dibu Martínez.

A Espanha se impôs desde o início e marcaram individualmente a saída de bola da Argentina. A Albiceleste se viu encurralada e, nesse cenário, Rodri interceptou um passe e criou mais uma chance para Yamal, que não teve êxito no cruzamento.

Em seguida, Laporte parecia ter recuperado a posse, mas dominou mal e a bola caiu nos pés de Julián Álvarez, que passou em profundidade para o camisa 10 argentino. Unai Simón, porém, foi esperto e antecipou uma jogada que poderia ser promissora.

A Espanha não abriu mão do seu estilo de jogo, com muita posse de bola, paciência e troca de passes em um ataque posicional. A Argentina, sabendo disso, montou uma defesa sólida e bastante agressiva na região central do campo, foram nove faltas marcadas e um cartão amarelo para Lisandro Martinez, somente no primeiro tempo. 

Sem muitas chances claras, aos 38 minutos, uma troca de passes entre Rodri, Baena e Fabián Ruiz pelo meio abriu espaço para Mikel Oyarzabal finalizar de fora da área, mas Dibu defendeu. Quatro minutos depois, Marc Cucurella recebeu pela ponta esquerda com liberdade e arriscou um chute cruzado, que saiu pela linha de fundo. Foi a última oportunidade antes do intervalo, encerrando um primeiro tempo de domínio espanhol, mas sem gols

No país dos shows do Super Bowl, o intervalo da final da Copa do Mundo contou com apresentações de Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS no campo. O espetáculo durou 27 minutos, e não os 15 convencionais.

O começo do segundo tempo mostrou que a situação da Argentina não iria melhorar. Logo no primeiro minuto, o passe fraco de Leonardo Paredes foi interceptado por Alex Baena, que cortou para o meio e chutou, mas a finalização não teve força e Emiliano Martínez defendeu com tranquilidade.

Aos 5 minutos, Paredes deu um encontrão em Rodri quando a bola não estava em disputa, os jogadores se reuníram em torno do espanhol caído e iniciaram uma pequena confusão. O jogador do Boca Juniors ainda empurrou Aymeric Laporte e Dani Olmo e saiu amarelado da jogada.

A Espanha continuou a dominar a partida com boas trocas de passes e ótimas construções de jogadas, como a que ocorreu aos 9 minutos. Pau Cubarsí saiu jogando de sua grande área e passou para Pedro Porro que fez um lançamento para Fabián Ruiz. O jogador do PSG passou de primeira para Dani Olmo que também deu de primeira para Mikel Oyarzabal. O atacante carregou a bola encontrou Ruiz. O meio-campista fez o pivô e tentou devolver para Oyarzabal, mas foi interceptado por Otamendi.

A Fúria não saia de seu campo de ataque, mas não conseguia passar pela defesa argentina. Aos 17 minutos, Luis De La Fuente colocou Ferran Torres e Pedri no lugar de Fabián Ruiz e Oyarzabal, para dar fôlego para o setor de criação e continuar com a pressão sobre os sul-americanos.

Aos 21 minutos, Lamine Yamal cobrou o escanteio, mas Alexis Mac Allister afastou. Na sobra, Pedro Porro devolveu para Yamal que passou por dois defensores e cruzou para Ferran Torres, mas cabeceou em cima de Martínez. Apesar do domínio, os espanhóis ainda pecavam nas finalizações ou saia fraca, ou sem direção ou parava em Dibu Martínez. 

Na saída de jogo, para tentar aliviar a pressão que estavam sofrendo, os argentinos tentavam conseguir faltas para se recompor em campo. Em um erro na troca de passe espanhola, Mac Allister deu um passe longo para Enzo Fernández, mas ele não alcançou. Rodri fez a proteção e o argentino, ao sentir o toque, caiu, pediu falta e reclamou com o juiz, assim, recebeu um cartão amarelo.

 

Enzo Fernández é expulso do jogo Argentina x Espanha
Enzo Fernández foi o sexto jogador a ser expulso em uma final de Copa do Mundo - Foto: Reprodução/X/@Argentina

 

Nos Acréscimos, a Argentina conseguiu ter um pouco de posse de bola, porém não levou perigo. A Albiceleste foi a primeira seleção a não finalizar no gol durante o tempo regulamentar de uma final.

O lance que mudou o rumo da partida aconteceu aos 47 minutos. Enzo Fernández foi disputar uma bola afastada pela defesa argentina mas chegou atrasado e deu uma entrada dura em Cubarsí, que fez o zagueiro espanhol dar uma cambalhota no ar. O meio-campista do Chelsea tomou o segundo amarelo da partida e foi expulso.

Com um a mais, antes de acabar o jogo, a Espanha teve uma falta perigosa na entrada da área para bater. Lamine Yamal cobrou à meia altura, Emiliano Martínez fez uma grande defesa e levou a decisão para a prorrogação.

Na prorrogação, o cenário continuou favorável aos espanhóis. Lamine Yamal recuperou a bola no campo de ataque e tocou para Pedri. O meio-campista levantou na área para o desvio de Nico Williams, obrigando Dibu Martínez a fazer mais uma defesa milagrosa.

A Espanha conseguiu anular o jogo de Messi, pressionando constantemente o argentino e utilizando sua maior arma para se defender: a posse de bola, com média de 65% de posse e 419 passes no campo adversário.

Com um jogador a menos, a Argentina já não pressionava tanto o portador da bola e, aproveitando essa liberdade, Pedro Porro cruzou rasteiro para a área. Ferran Torres não alcançou a bola, Mikel Merino conseguiu finalizar caindo e Dibu fez outra defesa, mas Nico Williams marcou no rebote. O lance, porém, foi anulado por falta, após Merino pisar no pé do zagueiro Otamendi.

Após 105 minutos de jogo, a Argentina ainda não havia conseguido finalizar uma única vez na partida.

O segundo tempo da prorrogação começou com o lance que mudou a história do jogo. Rodri passou para Yamal na lateral, que passou para Pedro Porro. O jogador do Tottenham cruzou para Nico Williams que ajeitou a bola de cabeça para trás para Ferran Torres encher o pé e abrir o placar.

 

Fernan Torres comemora gol da vitória
Ferran Torres marcou seu primeiro gol na Copa na final contra a Argentina - Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

Aos 7 minutos, a Espanha chegou a ampliar o marcador após passe de Yamal que deixou Ferran Torres cara a cara com Dibu Martínez. Porém, o atacante espanhol estava impedido e o gol foi anulado.

Aos 10 minutos, a equipe europeia teve a chance de matar o jogo. Em uma bola afastada pelos espanhóis, Nico Williams ganhou no corpo de Molina, arrancou pela lateral, deu um belo drible no argentino e avançou para área. Ao invés de cruzar para Yamal, Williams tentou outro drible, mas errou bizarramente, para a revolta do jogador do Barcelona, que estava bem posicionado para marcar.

Nos minutos finais, a Argentina pressionou em busca de um gol para levar a partida para os pênaltis. Aos 11 minutos, Messi recebeu a bola na entrada da área e finalizou forte, mas foi bloqueado pelo rosto de Merino.

Aos 14 minutos, Messi cobrou uma falta e tabelou com Otamendi e deu um belo passe para Giuliano Simeone. O atacante estava livre de marcação e cruzou fechado para Senesi, porém, Cubarsí conseguiu fazer um corte providencial e evitar o empate da Argentina. 

Logo em seguida, a Albiceleste teve dois escanteios. O primeiro foi afastado pelos espanhóis após uma confusão na pequena área. No segundo, após desvio na primeira trave, a bola sobrou livre para Simeone, que isolou a chance de ir às penalidades.

A Argentina até tentou chegar na área espanhola com um chutão de Martínez, a defesa afastou e o juiz apitou o fim do jogo. A Espanha se consagrou bicampeã mundial após uma partida dominante diante dos agora antigos campeões.

Após o apito final, Paredes entrou em confusão com Eric Garcia e Gavi, e acertou o rosto do meio-campista da Espanha. O argentino foi expulso. A FIFA (Federação Internacional de Futebol) publicou um comunicado em que diz que vai investigar o tumulto causado pelos vice-campeões.

Apesar disso, nada parou a festa dos espanhóis. Nas premiações individuais, Unai Simón recebeu a Luva de Ouro, após conceder apenas 1 gol durante toda a competição. Pau Cubarsí levou o prêmio de melhor jogador jovem do torneio. Já Rodri foi nomeado o melhor jogador da Copa do Mundo, o capitão espanhol comandou o meio campo da sua equipe com ótimas atuações defensivas e ações ofensivas.

 

Jogadores da Espanha recebem prêmios em diferentes categorias após o fim da Copa do Mundo
A Argentina finalizou apenas duas vezes na partida, o que evidencia a força defensiva dos espanhóis - Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

A próxima edição da Copa do Mundo acontecerá em 2030 e, pela primeira vez, será disputada em seis países e três continentes ao mesmo tempo. Uruguai, Paraguai e Argentina, na América. Espanha e Portugal, na Europa e Marrocos, na África.

Além disso, segundo Gianni Infantino, presidente da FIFA, a entidade estuda a possibilidade de ter mais 12 seleções para o mundial seguinte. “Algumas pessoas já sugerem ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa”

Seleção sul-americana vence por 2 a 1 na semifinal, encerra a campanha inglesa e garante vaga na decisão da Copa do Mundo contra a Espanha.
por
Juliana Bertini
Lucas Leal
|
16/07/2026 - 12h

A Inglaterra se despediu da Copa do Mundo na semifinal ao ser derrotada pela Argentina por 2 a 1, nesta quarta-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos. Em um duelo equilibrado entre duas das favoritas ao título, os argentinos aproveitaram melhor as oportunidades e garantiram a classificação para a decisão do torneio. Com o resultado, a equipe comandada por Thomas Tuchel disputará a decisão do terceiro lugar contra a França, enquanto a Argentina enfrentará a Espanha na grande final.

O confronto de semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina começou com um verdadeiro choque de estilos e disposição. Nos primeiros dez minutos, o respeito mútuo se traduziu em um jogo truncado, marcado por paralisações. A temperatura da partida ficou clara logo aos 8 minutos, quando Declan Rice recebeu cartão amarelo após parar um avanço perigoso de Alexis Mac Allister com uma falta dura na intermediária.

A partir dos 15 minutos, a Inglaterra de Thomas Tuchel passou a ditar o ritmo, ocupando o campo ofensivo e acionando as pontas. A melhor chance inglesa aconteceu aos 22 minutos: Jude Bellingham quebrou as linhas adversárias com um passe enfiado para Harry Kane. O capitão inglês bateu rasteiro da entrada da área, obrigando o goleiro Emiliano "Dibu" Martínez a fazer uma defesa espetacular com a ponta da chuteira direita.

Do outro lado, a Argentina adotou uma postura reativa, aguardando o erro adversário para acionar seus atacantes com passes longos. Essa estratégia quase calou a torcida inglesa aos 34 minutos. Após Rodrigo De Paul desarmar Bellingham no círculo central, a bola chegou rapidamente aos pés de Julián Álvarez. O camisa 9 invadiu a área em velocidade, deixou John Stones para trás e chutou cruzado, vendo a bola raspar a trave de Jordan Pickford.

Na reta final da primeira etapa, o nervosismo tomou conta do gramado. Aos 42 minutos, o jogo foi paralisado após Bellingham cair na área pedindo pênalti em uma dividida com Cristian Romero. O VAR revisou o lance por quase dois minutos e confirmou que o zagueiro argentino tocou apenas na bola. Sem alterações no placar após os quatro minutos de acréscimo, as equipes foram para o intervalo com um 0 a 0 que reflete perfeitamente a tensão e a entrega de ambas as seleções.

No começo do segundo tempo, o jogo ganhou mais emoção. Logo no primeiro minuto, Giuliano Simeone venceu o duelo de cabeça após um lançamento de Emiliano Martínez, e a bola sobrou para Julián Álvarez, que chutou forte, mas foi parado por Pickford.

Em resposta, aos 55 minutos, na saída de bola, Harry Kane recuou para oferecer uma opção entre os volantes e, com liberdade, lançou para o ataque. Tagliafico cortou mal, e Declan Rice aproveitou para servir Morgan Rogers, que cruzou para Anthony Gordon, que apareceu de surpresa na segunda trave para abrir o placar.

 

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Foi o primeiro gol de Anthony Gordon na Copa do Mundo
Reprodução: X/@England

 

Atrás do resultado, a Argentina voltou a um cenário comum neste mata-mata da Copa do Mundo: pressionar o adversário. Logo após o gol sofrido, Simeone recebeu de Enzo Fernández em profundidade, em uma transição rápida, mas foi perfeitamente desarmado por Djed Spence.

Precisando de mais poder ofensivo, Lionel Scaloni substituiu o volante Leandro Paredes pelo ponta Nicolás González. Com isso, a Argentina passou a ter mais posse de bola e começou a rondar a área da equipe inglesa. De acordo com o FotMob, foram 229 passes argentinos no campo adversário durante o segundo tempo, enquanto a Inglaterra teve apenas 33 toques no setor ofensivo.

A equipe de Thomas Tuchel sofreu muito com o volume ofensivo argentino e, aos 72 minutos, o técnico alemão substituiu o atacante Anthony Gordon pelo zagueiro Ezri Konsa. Logo depois, também trocou o lateral Reece James pelo zagueiro Dan Burn, de 2,01 m de altura, buscando proteger a área dos cruzamentos argentinos, além de substituir o volante Declan Rice pelo zagueiro Nico O'Reilly. 

O treinador foi muito criticado pela imprensa e torcedores por causa da postura defensiva após o gol e pela entrada de mais zagueiros na equipe, abrindo mão de jogar.

Porém, não demorou muito e, aos 85 minutos, após um escanteio curto, a Inglaterra tinha praticamente todos os seus jogadores protegendo a área. Marcado por dois adversários, Lionel Messi atraiu a marcação e rolou para Enzo Fernández, que apareceu livre na entrada da área e acertou um belo chute para empatar o jogo.

 

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O gol de Enzo Fernandez tinha 0,04 xG (Expected Goals) de probabilidade de acontecer.
Reprodução/Instagram/@afaseleccion

 

Já nos acréscimos, a Inglaterra, exausta e abatida psicologicamente, viu Lionel Messi avançar pela ponta direita até a linha de fundo e, de pé direito cruzar na cabeça de Lautaro Martínez, que havia entrado aos 72 minutos, para sacramentar a virada argentina.

Mais uma vez, Lionel Messi foi decisivo para a Argentina, com duas assistências na virada sobre a Inglaterra, agora o argentino é o jogador com mais participações diretas em gols nesta edição, chegando a 12 (oito gols e quatro assistências).

A Albiceleste disputará sua sétima final de Copa do Mundo em busca do quarto título, diante dos espanhóis, que tentam conquistar sua segunda taça. Já os ingleses adiaram novamente o sonho de voltar a uma decisão de Mundial, o que não acontece desde o título de 1966.

Argentina e Espanha decidem a Copa do Mundo no domingo (19), às 16h no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Um dia antes, no sábado (18), às 18h, França e Inglaterra disputam o terceiro lugar.

A Fúria volta a uma decisão depois de 16 anos
por
Pedro José Zolési
Pedro Premero
|
16/07/2026 - 12h

Na última terça-feira (14), a Espanha venceu a França por 2 a 0 pelas semifinais da Copa do Mundo 2026, no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. Os espanhóis tiveram uma partida defensivamente impecável e conseguiram parar o melhor ataque do mundial, que marcou 16 gols, e Kylian Mbappé, um dos artilheiros do mundial, com oito gols.

A imagem mostra jogadores da Espanha comemorando
Essa será a segunda final da história da Espanha em Copas. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

O primeiro tempo foi de domínio espanhol. A Fúria controlou o meio de campo e não deixou os pontas da França levarem perigo. Destaque para o volante Rodri e o lateral esquerdo Marc Cucurella, que tomaram conta de seus setores e não deram liberdade para os franceses criarem jogadas. A Espanha foi para o intervalo com nove desarmes e cedeu apenas duas finalizações para os franceses, nenhuma no gol.

Aos 15 minutos de jogo, após Alex Baena ter o cruzamento interceptado, a França saiu para um contra-ataque. A jogada terminou em finalização de Michael Olise, mas foi bloqueada pelo zagueiro Pau Cubarsí.

O primeiro grande lance do jogo aconteceu aos 19 minutos. Cucurella avançou pela lateral e cruzou para a área. Lucas Digne deixou a bola pingar para dominar, porém ela subiu demais e ele teve que usar a cabeça. Ao tentar afastar o perigo, o lateral francês deu um chute em Lamine Yamal, que se antecipou e alcançou a bola. Como a falta foi dentro da área, o juiz Iván Barton marcou pênalti. Na cobrança, apesar de Mike Maignan ter acertado o lado, Mikel Oyarzabal bateu forte e abriu o placar para a Espanha.

A imagem mostra Oyarzabal comemorando o gol
Oyarzabal, artilheiro da Espanha na Copa, chegou ao seu quinto gol na competição. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

Aos 33 minutos, Unia Simón fez um lançamento da sua área para Baena. O ponta, mesmo marcado por Dayot Upamecano, conseguiu chutar para o gol. Porém, além de mandar para fora, foi marcado impedimento no lance. Logo em seguida, a França respondeu com Bradley Barcola. O jogador do PSG recebeu na lateral e cortou para o meio, mas isolou a bola na finalização.

Aos 37 minutos, a Espanha pressionou a saída de bola francesa e forçou Maignan a dar um chutão. A bola caiu nos pés de Baena, que passou para Rodri encontrar Lamine Yamal. O ponta do Barcelona fez uma belíssima tabela com Dani Olmo e cruzou para Fabián Ruiz, mas o espanhol foi interceptado por Upamecano. A primeira etapa terminou com a Fúria à frente no placar.

Na volta do intervalo, a Espanha seguiu com o controle da partida. A equipe de Luis de la Fuente manteve a posse de bola e ocupou o campo ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar o domínio em chances claras. Aos seis minutos, após jogada construída por Baena, Oyarzabal finalizou por cima da meta.

Na tentativa de aumentar o poder ofensivo, Deschamps colocou Désiré Doué na vaga de Barcola aos 11 minutos. A alteração, porém, não impediu que a Espanha ampliasse a vantagem logo em seguida.

Aos 12 minutos, Baena iniciou mais uma jogada pelo lado esquerdo e teve o chute bloqueado por Koundé. A bola permaneceu com os espanhóis, que trocaram passes até a bola chegar a Pedro Porro. O lateral encontrou Dani Olmo na entrada da área, recebeu a devolução e, livre diante de Maignan, finalizou para marcar o segundo gol da Espanha.

A imagem mostra Pedro Porro comemorando
Pedro Porro foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

A equipe espanhola continuou com seu ritmo e quase deixou o placar mais elástico três minutos depois. Pau Cubarsí encontrou Lamine Yamal com um lançamento em profundidade. O atacante venceu Lucas Digne na velocidade, invadiu a área e balançou as redes. O lance, no entanto, foi anulado por impedimento do camisa 19.

A França só conseguiu responder aos 21 minutos. Após passe de Ousmane Dembélé, Kylian Mbappé finalizou da entrada da área, mas a bola desviou na defesa espanhola e saiu para escanteio. Essa foi a primeira oportunidade clara dos franceses na partida.

A Espanha permaneceu mais perigosa e voltou a assustar aos 32 minutos. Depois de outra boa jogada de Baena pela esquerda, o cruzamento encontrou Ferran Torres, que venceu a disputa pelo alto, mas cabeceou para fora.

A melhor oportunidade francesa na partida surgiu apenas aos 35 minutos. Rayan Cherki, com um passe por cobertura, encontrou Mbappé em condições de sair cara a cara com Unai Simón. O goleiro espanhol deixou a área para interceptar a jogada, mas afastou mal a bola, que sobrou livre para Désiré Doué. Sem marcação, o atacante demorou para finalizar, o que permitiu a recuperação de Unai Simón. Na conclusão, Doué bateu sem força e facilitou a defesa do goleiro espanhol.

A imagem mostra Mbappé correndo com a bola
Artilheiro da França e da Copa com nove gols, Mbappé não conseguiu passar pela defesa espanhola. Foto: Reprodução/X/@equipedefrance

Nos acréscimos, Dembélé ainda finalizou duas vezes de dentro da área, mas Unai Simón, bem posicionado, fez as defesas sem dificuldades e garantiu a vitória por 2 a 0.

Com o resultado, a Espanha assegurou vaga na final da Copa do Mundo de 2026 e enfrentará a Argentina. A decisão está marcada para o próximo domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Já a França irá disputar o terceiro lugar contra a Inglaterra no próximo sábado (18). O jogo será às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos. Ambos os horários são de Brasília.

Mikel Merino faz o gol da classificação espanhola pela segunda vez consecutiva
por
Pedro Premero
Theo Fratucci
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16/07/2026 - 12h

 

Na última sexta-feira (10), Espanha e Bélgica foram até Los Angeles se enfrentar em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo. As equipes vieram com escalações modificadas em relação a seus confrontos anteriores.

A Bélgica, de Rudi Garcia, voltou com as estrelas Jéremy Doku e Kevin De Bruyne para a equipe titular. Já os espanhóis, tiveram apenas uma alteração: Fabián Ruiz no lugar de Pedri.

A partida iniciou conforme o esperado. Muita posse de bola do lado espanhol, porém com dificuldades de superar a defesa belga.

A superioridade espanhola no placar veio aos 30 minutos de partida. Após cruzamento de Pedro Porro pela direita, Dani Olmo chutou para o gol e obrigou Thibaut Courtois a operar bela defesa. No rebote, a substituição de Luís De La Fuente surtiu efeito e Fabián Ruiz completou para a rede.

‘La Furia’ quase ampliou o placar com Lamine Yamal batendo falta, mas o camisa 19 parou nas mãos do goleiro belga. Cinco minutos depois, a joia de 18 anos arriscou com perigo, após bela jogada individual. A bola passou à direita do gol.

O empate belga surgiu novamente de uma jogada aérea, arma muito utilizada pela equipe de Rudi Garcia no torneio. Castagne levantou para a área e De Ketelaere brilhou de cabeça. O camisa 17 marcou seu terceiro gol na competição, sendo que dois deles foram na partida anterior. Placar igual para o intervalo.

A Espanha voltou para a segunda etapa e manteve a pressão e a posse de bola como na primeira etapa, mas foi a Bélgica, no contra-ataque, que teve a primeira chance de gol,

Aos 9 minutos, Jérémy Doku tabelou com Kevin De Bruyne pela lateral e cruzou na área. Pau Cubarsí interceptou e a bola sobrou nos pés de Maxim De Cuyper, mas o lateral belga finalizou para fora.

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A Espanha dominou o jogo, foram 17 finalizações e 68% de posse de bola. Foto: Reprodução/X/@FCBarcelona_es

 

Após esse lance, a La Fúria voltou a controlar o jogo. Apesar das chances criadas, os espanhóis pararam em Thibaut Courtois. Aos 12 minutos, Lamine Yamal cruzou, porém Courtois se antecipou e afastou a bola. Logo em seguida, Mikel Oyarzabal passou para Yamal na lateral que cortou para o meio e chutou, mas parou em outra defesa do goleiro belga.

Aos 16 minutos, os belgas saíram em contra-ataque com Doku que fez um passe longo para Nicolas Raskin. O meio-campista cruzou, Aymeric Laporte interceptou, mas a bola bateu em Robri. Os belgas pediram um toque de mão do volante espanhol, mas nada foi marcado pela arbitragem.

Na sequência, foi a vez da Espanha atacar. Dani Olmo achou um belo passe para Yamal que entrou na área e passou para Oyarzabal. O atacante finalizou em cima de Courtois, que jogou para escanteio.

O jogo ganhou uma nova cara após duas substituições. Aos 26 minutos Courtois saiu para a entrada de Senne Lammens, depois de sentir um desconforto na coxa. Segundo o arqueiro do Real Madrid, ele poderia continuar jogando, porém não conseguiria dar passes longos ou “chutões”. Rudi Garcia decidiu então retirá-lo de campo e respeitar a escolha do técnico.

A outra alteração foi Dani Olmo por Mikel Merino, aos 40 minutos. O jogador do Arsenal mais uma vez decidiu a partida para a La Fúria, com apenas dois minutos em campo. Aos 42 minutos, Cubarsí arriscou um chute de fora da área e Lemmens defendeu, porém cedeu o rebote que foi aproveitado por Merino que finalizou e desempatou a partida.

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Merino chegou a dois gols no mundial e ultrapassou Lamine Yamal na artilharia da seleção espanhola. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

A Bélgica tentou uma reação aos 46 minutos. Raskin passou para Doku que deu uma bola enfiada para Alexis Saelemaekers. O ponta driblou Unai Simón, que se antecipou e deixou o gol livre, e cruzou, mas Laporte conseguiu interceptar antes que a bola chegasse em Lukaku.

Os belgas não conseguiram repetir a campanha de 2018 e foram eliminados nas quartas de final. Já a Espanha chegou pela sua segunda vez na história em uma semifinal, o que não acontecia desde 2010, quando foi campeã.

Equipe europeia domina o segundo tempo, supera os africanos com gols de Mbappé e Dembélé carimba o passaporte para a semifinal
por
Pedro Zolési
Isabelle Muniz
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16/07/2026 - 12h

 

A França venceu Marrocos por 2 a 0 no último dia 9 de julho, no Estádio de Boston, e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. Após desperdiçar um pênalti no primeiro tempo, Kylian Mbappé se recuperou na etapa final, marcou um dos gols da partida e comandou a classificação francesa. 

Para o confronto, Didier Deschamps promoveu apenas uma alteração em relação ao time que eliminou o Paraguai nas oitavas de final. Désiré Doué retornou à equipe titular na vaga de Bradley Barcola.

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Mbappé se tornou o primeiro jogador europeu a atingir a marca de 20 gols em Copas do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Os Les Bleus começaram a partida em ritmo intenso e levaram perigo logo cedo. Aos 3 minutos, Mbappé arriscou de fora da área e obrigou o goleiro Bono a fazer a primeira intervenção. 

Após uma jogada ensaiada em cobrança curta de escanteio entre Mbappé e Ousmane Dembélé, o camisa 10 cruzou para Upamecano. O zagueiro cabeceou com força, mas novamente parou em uma grande defesa do goleiro marroquino.

O domínio francês continuou ao longo da primeira etapa. Aos 24 minutos, Désiré Doué desarmou Hakimi, lateral-direito de Marrocos, no campo de defesa marroquino. A bola sobrou para Olise, que acelerou o contra-ataque e encontrou Mbappé. O atacante partiu para cima de Mazraoui e sofreu pênalti, após ser derrubado dentro da área.

Na cobrança, Mbappé escolheu o canto direito e bateu rasteiro, mas Bono acertou o lado e fez mais uma grande defesa.

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A França se tornou apenas a segunda seleção nos últimos 50 anos a ter dois jogadores com pelo menos cinco gols em uma mesma Copa do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Mesmo após desperdiçar a penalidade, a seleção francesa seguiu com o controle da partida. Aos 34 minutos, Doué voltou a recuperar uma bola no campo ofensivo, avançou em velocidade e finalizou rasteiro, obrigando Bono a realizar outra importante intervenção.

A última grande oportunidade francesa antes do intervalo aconteceu já nos acréscimos. Aos 46 minutos, Lucas Digne arriscou de fora da área e acertou o travessão.

Durante o primeiro tempo, além de controlar a posse de bola e criar as principais chances de gol, o time francês praticamente não sofreu defensivamente. Marrocos finalizou apenas uma vez durante toda a etapa inicial e pouco conseguiu ameaçar a meta defendida por Mike Maignan.

A seleção francesa construiu a vitória sobre Marrocos na etapa complementar da partida. O primeiro lance de perigo ocorreu aos 10 minutos, quando Doué finalizou para a defesa do goleiro Bono.

Na sequência, Michael Olise deu passe para Mbappé, que mandou a bola por cima do gol em jogada que já havia sido anulada por impedimento.

O placar saiu do zero aos 15 minutos. Após um passe de Doué, Mbappé finalizou com precisão para abrir a contagem. Cinco minutos mais tarde, o próprio Mbappé serviu Dembélé com um passe de calcanhar; o atacante avançou em velocidade e chutou rasteiro no canto para ampliar a vantagem francesa.

A equipe marroquina esboçou reação apenas aos 38 minutos, em chute do meia Azzedine Ounahi que parou na defesa do goleiro Mike Maignan. Logo depois, o meio-campista Neil El Aynaoui cabeceou na primeira trave, mas mandou para fora. Com o resultado de 2 a 0, a França assegurou a classificação para a semifinal do torneio.

Mikel Merino entrou no fim do segundo tempo e fez o único gol da classificação
por
Davi Madi
Pedro Premero
|
07/07/2026 - 12h

Com gol nos acréscimos, a Espanha superou Portugal na última segunda-feira (06), nas oitavas de final da Copa do Mundo, no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. O resultado de 1 a 0 eliminou os lusitanos e encerrou a história de Cristiano Ronaldo em mundiais. 

O primeiro tempo foi equilibrado entre as duas equipes, e a primeira chance de gol veio aos sete minutos. O artilheiro espanhol Oyarzabal  recebeu passe de primeira de Dani Olmo e saiu cara a cara com o goleiro Diogo Costa, mas chutou para fora.

Quatro minutos depois, Cristiano recebeu bola enfiada de Bruno Fernandes na direita da área espanhola. O camisa sete fintou o zagueiro Laporte, mas chutou em cima de Unai Simón, que espalmou para fora.

A atuação consistente dos guarda-redes foi o destaque da primeira metade. Aos 15, no primeiro lance de Lamine Yamal na partida, Diogo Costa fez duas boas defesas. Na primeira, o goleiro espalmou o chute do craque pela direita. A bola caiu no pé de Baena, que chutou de longe, mas, de mão trocada, o lusitano desviou para fora.

No lado espanhol, Simón também impediu que Portugal abrisse o marcador aos 35 com duas defesa em sequência. João Félix, em sua melhor partida no torneio, após cruzamento de Pedro Neto, cabeceou para defesa do arqueiro. Na sequência, o goleiro segurou rebote de Ronaldo, que havia desviado com a ponta do pé.

Sem conseguir furar as defesa, ambas as equipes levaram o 0 a 0 para o intervalo.

A imagem mostra Unai Simon defendendo o chute de Cristiano
Sem tomar gols até aqui, Espanha tem a melhor defesa da Copa. Foto: Reprodução/FIFA

Nos primeiros quinze minutos do segundo tempo, as duas seleções tentaram criar jogadas por ligação direta, cruzamentos e principalmente por contra-ataques. Porém os lances não tiveram sequência ou foram desperdiçados.

Aos nove minutos, Portugal perdeu um de seus principais jogadores. O lateral Nuno Mendes, que fez uma ótima primeira etapa, foi substituído por Nélson Semedo, após sentir uma lesão muscular.

A primeira oportunidade do período final foi dos portugueses, aos 13 minutos. João Neves passou para João Félix que cruzou para Cristiano Ronaldo. O atacante tentou um voleio, porém a finalização saiu fraca e Unai Simón agarrou com tranquilidade.

Depois disso, a Espanha construiu duas boas oportunidades. Aos 19 minutos, Alex Baena tentou um cruzamento, porém foi interceptado. A defesa de Portugal tentou sair jogando, mas, após um passe errado, a bola sobrou para Baena. O atacante finalizou, mas parou em Diogo Costa.

A imagem mostra uma disputa de bola aérea entre as equipes
Com 18 vitórias, a Espanha leva vantagem sobre Portugal no Clássico Ibérico. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

Depois da saída de Nuno Mendes, Lamine Yamal ganhou mais duelos pela lateral com seus dribles e arrancadas. Aos 25 minutos, após sofrer falta de Semedo, Yamal a cobrou direto no gol. O goleiro português deu um toque e mandou para escanteio.

Diogo Costa foi essencial para manter o 0 a 0. O guarda-redes afastou vários cruzamentos e foi muito seguro dentro da área. No entanto, não conseguiu defender o único gol da partida.

Luis De La Fuente foi preciso ao substituir Baena e Dani Olmo por Ferran Torre e Mikel Merino. Aos 45 minutos, Rodri cobrou uma falta rápido e passou para Fabián Ruiz, que devolveu para o volante. O jogador do Manchester City deu um passe rápido para Torres tocar para Merino, que chutou rasteiro no canto esquerdo do gol e abriu o placar para La Furia.

A imagem mostra Merino, da Espanha, cobrando escanteio.
Apesar de ser meio-campista de formação, Merino joga improvisado de atacante no Arsenal e em algumas partidas da Seleção. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

Nos acréscimos, Portugal tomou o controle do jogo e começou a pressionar a Espanha. Aos 51 minutos, Francisco Conceição cruzou para Bernardo Silva, que cabeceou para fora e desperdiçou a melhor chance dos lusitanos na partida. A Seleção das Quinas tentou, mas não mudou o placar.

A vitória de La Furia quebrou uma sequência negativa. Nas últimas duas edições da Copa, a Espanha não passou das oitavas de final. Já a eliminação de Portugal marca a provável última Copa do Mundo de Cristiano Ronaldo, que tem 41 anos. Neste mundial, o ídolo português chegou a 11 gols em Copas e se tornou o maior artilheiro da seleção lusitana na competição, ao passar Eusébio, que fez nove gols. 

A Espanha volta aos gramados para enfrentar a Bélgica, no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília).

Seleção egípcia enfrenta a atual campeã Argentina na próxima fase
por
Bruno Caliman
Julia Naspolini
|
08/07/2026 - 12h

O Egito venceu a Austrália nos pênaltis, após uma partida disputada, na última sexta-feira (3), no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos e garantiu, pela primeira vez na história, a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo. O jogo terminou empatado em 1 a 1 no tempo regulamentar e seguiu assim na prorrogação. Nas penalidades, os egípcios venceram por 4 a 2.

Egito e Austrália se enfrentaram apenas duas vezes na história, ambas em amistosos. As duas seleções também nunca haviam avançado de fase em um mata-mata de Copa do Mundo, além de sequer terem disputado uma prorrogação ou pênaltis na competição. Com o resultado, os egípcios quebraram esses tabus e avançaram às oitavas de final pela primeira vez em um Mundial.

O confronto foi equilibrado e teve seus principais lances de perigo nos acréscimos de cada etapa do tempo normal. Antes do fim de uma prorrogação sem grandes emoções, a Austrália repetiu o cenário da repescagem do Mundial de 2022, no Catar, e realizou a troca dos goleiros para as penalidades. Na ocasião, Ryan foi substituído e assistiu à classificação australiana. Desta vez, o próprio Ryan foi quem entrou, mas não defendeu nenhuma cobrança e assistiu de perto os Faraós passarem para a fase seguinte.

Momento em que Patrick Beach foi substituído para a entrada do experiente Matthew Ryan. Foto: Reprodução/FIFA
Momento em que Patrick Beach foi substituído para a entrada do experiente Matthew Ryan. Foto: Reprodução/FIFA

O jogo

O treinador Hossam Hassan promoveu cinco mudanças no time titular. Uma delas foi o retorno de Marmoush, que começou no banco a partida decisiva contra o Irã, pela última rodada da fase de grupos do Grupo G. Mesmo com a lesão na coxa, Salah foi escalado entre os onze iniciais para o confronto diante da Austrália. Do lado australiano, Tony Popovic repetiu a escalação do jogo passado, contra o Paraguai.

Logo nos primeiros minutos, os Socceroos acertaram a bola no travessão: Circati tocou para Volpato, que encontrou espaço entre as linhas defensivas do Egito e arriscou da entrada da área. A seleção australiana estava melhor e criou outra chance. Bos escapou em velocidade pela direita e driblou a marcação, mas na hora do chute, o zagueiro Rabia se recuperou e afastou o perigo.

Apesar disso, aos 12 minutos, depois de uma finalização bloqueada pela zaga, foi o Egito quem encontrou o caminho do gol. Hafez cruzou para Ashour cabecear com liberdade e abrir o placar. Os egípcios aproveitaram o momento e tentaram ampliar o marcador. Pouco tempo depois, Attia lançou Marmoush em velocidade pela esquerda. O atacante cortou para dentro e finalizou, porém parou no bloqueio de Souttar.

Após a pausa para hidratação, a seleção egípcia se acomodou com a vantagem e permitiu que a Austrália tivesse um maior volume ofensivo. Behich chegou a chutar rasteiro da linha da área, mas parou no goleiro Shobeir. Nos acréscimos, O’Neill acionou Volpato em profundidade. O jogador driblou Ibrahim e concluiu de fora da área para a linha de fundo.

Logo no primeiro lance do segundo tempo, Marmoush ficou cara a cara com Beach e desperdiçou a chance de aumentar o placar para o Egito. Com isso, os Socceroos seguiram vivos na partida e mantiveram a pressão iniciada antes do intervalo até chegarem ao empate.  Aos 9 minutos, depois de cobrança de falta de O’Neill, Hany desviou de cabeça contra seu próprio patrimônio. Com o lance, o lateral egípcio se tornou o primeiro jogador a marcar dois gols contra na mesma edição de uma Copa do Mundo.

O jogo ficou equilibrado desde o gol de empate até a reta final do tempo regulamentar. Pouco antes dos acréscimos, o Egito iniciou uma pressão, enquanto a Austrália recuou suas linhas para se defender. Os australianos ainda tiveram oportunidades em contra-ataques e cobranças de escanteio, mas não conseguiram ter sucesso nas finalizações.

Os cinco minutos finais foram de pressão total dos Faraós. Salah finalmente apareceu na partida e cruzou de primeira na cabeça de Rabia. O defensor mandou para o gol e Beach salvou a Austrália ao fazer uma defesa espetacular. No rebote do escanteio, o craque egípcio concluiu para o gol, porém o goleiro australiano fez mais uma defesa e agarrou a bola.

 

Dúvida antes do jogo, Mohamed Salah jogou os 120 minutos e chamou a responsabilidade na reta final. Foto: Reprodução/X/FIFA
Dúvida antes do jogo, Mohamed Salah jogou os 120 minutos e chamou a responsabilidade na reta final. Foto: Reprodução/X/FIFA

No último lance do tempo regulamentar, Salah ainda realizou uma boa jogada pela direita. O camisa 10 e capitão encontrou espaço no meio de três marcadores e tocou para Hassan, que finalizou em direção à meta, mas Souttar colocou a perna na trajetória da bola e não permitiu o gol da vitória do Egito.

A prorrogação começou com mais uma chance perdida pela seleção egípcia. Apenas em toques de primeira, Marmoush deixou com Salah, que chutou com a perna não dominante por cima do gol. A partir dessa tentativa, as duas seleções produziram pouco ofensivamente. 

Na segunda etapa do tempo extra, os Faraós chegaram mais e levaram perigo. Attia arriscou de longe, a bola desviou no caminho, mas Beach conseguiu defender. Minutos depois, Ashour recebeu de Salah e finalizou. Porém, Souttar apareceu no meio do caminho e cabeceou para escanteio. A Austrália ainda criou chances em bolas paradas antes do árbitro uruguaio Gustavo Tejera apitar o fim do jogo.

A disputa de pênaltis

Souttar desperdiçou a primeira cobrança ao isolar a bola. Na sequência, Saber converteu sua tentativa e colocou o Egito em vantagem. Irvine e Mabil acertaram para a Austrália, e Rabia e Salah mantiveram os Faraós na frente do placar. A situação ficou ainda mais complicada para os Socceroos quando o jovem Herrington acertou o travessão na sua cobrança. Por fim, Abdelmaguid apenas deslocou Ryan e selou a classificação inédita da seleção egípcia para a próxima fase.

 

Autor do único gol do Egito nos 120 minutos, Emam Ashour celebra com seus companheiros a vitória nos pênaltis. Foto: Reprodução/X/FIFAcom
Autor do único gol do Egito nos 120 minutos, Emam Ashour celebra com seus companheiros a vitória nos pênaltis. Foto: Reprodução/X/FIFAcom

O próximo compromisso do Egito é contra a Argentina na próxima terça-feira (7), às 13h (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nos Estados Unidos. A partida é válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Já a Austrália se despede de mais um Mundial com a mesma sensação que teve em 2022, no Catar: a de que era possível, pelo menos, ter avançado de fase em um jogo de mata-mata pela primeira vez em sua história.

Haaland marca duas vezes, leva a melhor sobre brasileiros e seleção avança no mundial
por
João Barbosa
Giovanna Britto
|
07/07/2026 - 12h

 

No último domingo (5), Brasil e Noruega se enfrentaram no estádio de Nova York pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A partida terminou em vitória para os europeus, em um placar de 2 a 1, com dois gols de Erling Haaland e um pênalti de Neymar. Com o resultado, os noruegueses disputam as quartas de final, enquanto brasileiros se despedem da competição.

O início do primeiro tempo já mostrava como esse confronto seria complicado. Em três minutos, um gol anulado para a Noruega. O meia campista Berg finalizou na entrada da área e balançou as redes, mas o atacante Sørloth participou da jogada e estava em posição de impedimento.

Foram os noruegueses que começaram melhor e ditaram o ritmo da partida. Aos 12 minutos surgiu a primeira oportunidade para o Brasil abrir o placar com um pênalti a favor da seleção. Bruno Guimarães fez a cobrança, mas chutou mal e o goleiro Nyland defendeu a jogada.

A primeira etapa foi intensa, com chances claras e diversas para ambos times, mas nenhum obteve sucesso na hora de finalizar. Nomes como Vini Jr, Casemiro, Danilo e Gabriel Martinelli conseguiram chegar perto da área inimiga, mas perderam lances decisivos. A Noruega se aproximou de forma perigosa e com passes concisos, mas também não achou bons espaços entre os rivais.

 

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Fim da linha. O Brasil foi superado pela Noruega e deu adeus à Copa do Mundo, nas oitavas de final./ Reprodução: FIFA

 

O segundo tempo foi autorizado e nos primeiros minutos não houve muitas chances. Os vikings entraram na segunda metade com domínio da posse, mas sem boas oportunidades de finalização. Enquanto o Brasil pareceu encontrar dificuldades, tanto do lado defensivo quanto ofensivo. A seleção não conseguiu pressionar as ações com bola do time norueguês e sempre que tinha controle, não foi efetiva em seus ataques.

Mesmo com o domínio norueguês, a primeira chance clara da segunda etapa foi brasileira. Aos 58 minutos, após roubada de bola no meio campo, Vinícius Jr. recebeu a bola pelo lado esquerdo do campo e conseguiu um passe entre linhas para achar Endrick, que havia entrado poucos segundos antes, o deixando cara a cara com o goleiro, mas o atacante desperdiçou a melhor oportunidade do Brasil desde o pênalti perdido.

A finalização para fora foi uma anomalia. A seleção brasileira entrou no segundo tempo com uma postura irreconhecível. O time foi passivo na marcação, deixando a Noruega impor seu jogo. Nos poucos momentos que conseguiu escapar para o ataque, o Brasil sequer conseguiu espaço para finalização.

Após boas chances para ambos os lados, aos 79 minutos aconteceu o que o jogo mostrava que eventualmente ocorreria, e a Noruega abriu o placar com gol de Haaland. Após jogada trabalhada em longa posse, resultado da baixa pressão brasileira, Schjelderup conseguiu levar a bola para a linha de fundo, brecar e, com sua perna boa, acertar um cruzamento que achou o cometa na pequena área, que abriu o placar com um cabeceio no canto esquerdo do gol de Alisson.

Embora o Brasil estivesse correndo atrás do placar, a postura desleixada não mudou, o que resultou no segundo gol norueguês aos 90 minutos. Em um passe que chegou a metade brasileira do campo direto do tiro de meta, Schjelderup novamente recebeu a bola no lado esquerdo e achou Haaland na entrada da grande área, que foi feliz em marcar seu sétimo gol nesta Copa em um chute rasteiro a média distância novamente no canto esquerdo da meta.

Após o segundo gol, a seleção brasileira conseguiu mais oportunidades, até fez um gol em um pênalti cobrado por Neymar, mas já era tarde demais para virar a partida. O jogo acabou em 2 a 1 para a Noruega, que eliminou o Brasil e avançou para as quartas de final. O time enfrentará a Inglaterra de Harry Kane no que, até agora, está sendo a melhor campanha da história do país em copas do mundo.

A eliminação foi a mais precoce desde a Copa de 1990, na Itália, quando a seleção brasileira também caiu nas oitavas, após um placar de 1 a 0 para a Argentina. A despedida foi vexaminosa e o resultado decepcionou a torcida.

Com gols de Quiñones e Raúl Jiménez, os anfitriões eliminam os equatorianos
por
Érico Soares Flora
João Paulo Di Bella Soma
|
07/07/2026 - 12h

 

Na terça-feira (30), a seleção mexicana garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer o Equador por 2 a 0, no estádio Azteca, na Cidade do México.

A partida, válida pela fase de 16 avos de final, teve seu início adiado devido a uma tempestade que atingiu a capital mexicana, conforme comunicado exibido nos telões do estádio. Este é o segundo jogo da Copa do Mundo afetado pelas condições climáticas. Na semana passada, a partida entre França e Iraque foi suspensa, após o término do primeiro tempo pelo mesmo motivo.

O atraso pareceu apenas aumentar a ansiedade e a intensidade da seleção mexicana. Após o apito inicial do árbitro Slavko Vincic, os anfitriões partiram para cima do Equador. Aos 4 minutos de jogo, o lateral Sánchez, tocou na entrada da área para Gilberto Mora bater de primeira, por cima do gol de Galíndez.

Logo em seguida, Luis Romo cruzou da esquerda para a área, onde Raúl Jiménez cabeceou para fora. Perto da trave equatoriana. Os mexicanos continuaram a pressionar, aos 15 minutos, Gilberto Mora driblou da ponta esquerda para o meio e chutou com efeito, para raspar a trave do gol.

Sob pressão dos anfitriões, o Equador foi forçado a recuar para o seu próprio campo para se defender e esperar por oportunidades de contra-ataque. Foi apenas aos 17 minutos que o time equatoriano respondeu. John Yeboah passou entre as pernas de Montes, invadiu a área e chutou na trave de Raúl Rangel.

Pouco tempo depois, Roberto Alvarado cruzou do campo de defesa para Julián Quiñones, que rompeu a linha de impedimento, invadiu a área e finalizou no ângulo, sem chances para o goleiro, abrindo o placar para o México.

 

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Braços abertos para a história. Quiñones celebra o gol que ajudou a colocar fim a um dos maiores tabus do futebol mexicano. Foto: Reprodução/FIFA

 

O segundo gol veio aos 31 minutos, após um passe errado do zagueiro Pacho. Raúl Jiménez roubou a bola e tocou para Julián Quiñones, que devolveu para o camisa 9 dentro da área finalizar com precisão, sem chances para Hernán Galíndez, ampliando a vantagem do El Tri.

Com uma vantagem confortável, o México diminuiu o ritmo da partida. Do outro lado, o Equador tentou pressionar, mas não conseguiu balançar as redes até o intervalo.

Perdendo por dois gols de diferença, os equatorianos adiantaram as linhas e partiram para o ataque no segundo tempo. A melhor oportunidade da seleção veio aos 74 minutos, após um belo cruzamento de Caicedo. Kevin Rodríguez ficou cara a cara com o goleiro Luis Malagón e, de raspão, mandou a bola para fora.

O México ainda teve a chance de marcar o terceiro gol nos acréscimos. Erik Lira encontrou Pineda dentro da grande área, mas o meia finalizou de chapa por cima do travessão. Perto do fim do jogo, Piero Hincapié foi expulso após cobrir a boca para conversar com um adversário, prática que a Fifa passou a proibir nesta edição da Copa do Mundo.

A vitória encerra um dos maiores tabus do futebol mexicano. Desde 1994, o México foi eliminado no primeiro mata-mata de todas as edições da Copa do Mundo. A sequência ficou conhecida entre os torcedores como a maldição do "quinto jogo", em referência à fase que a seleção nunca conseguia alcançar.

Nas oitavas de final, a seleção mexicana enfrentará a Inglaterra, no domingo (5), às 21h (de Brasília), novamente no Estádio Azteca.

Pela primeira vez na história, os Dragões superaram a fase de grupos, mas o sonho acabou em Santa Clara, com Dzeko se despedindo do maior palco do futebol
por
Alice Begnini
Manuela Amaral
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07/07/2026 - 12h

Na última quarta-feira (01), os Estados Unidos eliminaram a Bósnia e Herzegovina  no Levi 's Stadium, em Santa Clara. Os donos da casa venceram por 2 a 0 e se classificaram para as oitavas de final, próxima fase da Copa do Mundo. 

No primeiro tempo a Bósnia entrou na partida de maneira organizada com uma certa prioridade em bloquear o meio campo e conseguiu até mesmo assustar a defesa americana com uma grande bola do Demirović, que forçou o goleiro Freese a trabalhar, porém a posse de bola do dono da casa era algo incontestável, 68%.

Em uma partida cercada de pressão contra a equipe europeia, o estadunidense, Balogun marcou um bonito gol, mas o sistema de arbitragem identificou um impedimento que acabou anulando, o que foi causa de uma certa decepção na torcida que não durou por muito tempo.

Minutos após o gol anulado, em uma jogada de toques rápidos e uma estratégia vertical, o protagonista do gol invalidado da partida, persistiu e abriu o placar para os Estados Unidos, aos 45 minutos. Deixando a Bósnia sem reação na primeira etapa da partida.

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Donos da casa dominaram jogo contra a equipe europeia. Foto: Reprodução/Fifa

Na segunda etapa, a vantagem construída antes do intervalo deu tranquilidade aos Estados Unidos no início da etapa final, mas o panorama da partida mudou aos 19 minutos.

Autor do primeiro gol, Balogun recebeu cartão vermelho direto após atingir Muharemović em uma dividida. O árbitro Raphael Claus foi chamado pelo VAR para revisar o lance e, após analisar as imagens, optou pela expulsão do atacante norte-americano, deixando os anfitriões com um jogador a menos.

Com superioridade numérica, a Bósnia e Herzegovina passou a ocupar maís o campo ofensivo e aumentou a pressão em busca do empate.

Džeko e Demirović participaram mais das ações de ataque, enquanto os Estados Unidos adotaram uma postura mais cautelosa, o que reforçou a marcação e apostando nas transições rápidas para tentar surpreender nos contra-ataques.

Apesar do maior volume ofensivo dos europeus, a defesa norte-americana se mostrou sólida e conseguiu neutralizar as principais investidas adversárias.

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O capitão se tornou o maior artilheiro com 73 gols, apelidado de cisne de Sarajevo. Foto: Reprodução/Instagram/@edindzeko

Quando a partida caminhava para um fim de jogo dramático, os donos da casa encontraram o lance que definiu a classificação. Aos 36 minutos, Malik Tillman cobrou falta com categoria e acertou o canto de Nikola Vasilj, ampliando a vantagem para 2 a 0 e levando a torcida presente ao Levi's Stadium à festa. 

Nos minutos finais, os Estados Unidos apenas administraram o resultado e confirmaram a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Já a Bósnia e Herzegovina deu adeus ao torneio, após realizar sua melhor campanha em Mundiais, enquanto Edin Džeko se despediu da competição vestindo a camisa da seleção de seu país.