Com gol nos acréscimos, a Espanha superou Portugal na última segunda-feira (06), nas oitavas de final da Copa do Mundo, no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. O resultado de 1 a 0 eliminou os lusitanos e encerrou a história de Cristiano Ronaldo em mundiais.
O primeiro tempo foi equilibrado entre as duas equipes, e a primeira chance de gol veio aos sete minutos. O artilheiro espanhol Oyarzabal recebeu passe de primeira de Dani Olmo e saiu cara a cara com o goleiro Diogo Costa, mas chutou para fora.
Quatro minutos depois, Cristiano recebeu bola enfiada de Bruno Fernandes na direita da área espanhola. O camisa sete fintou o zagueiro Laporte, mas chutou em cima de Unai Simón, que espalmou para fora.
A atuação consistente dos guarda-redes foi o destaque da primeira metade. Aos 15, no primeiro lance de Lamine Yamal na partida, Diogo Costa fez duas boas defesas. Na primeira, o goleiro espalmou o chute do craque pela direita. A bola caiu no pé de Baena, que chutou de longe, mas, de mão trocada, o lusitano desviou para fora.
No lado espanhol, Simón também impediu que Portugal abrisse o marcador aos 35 com duas defesa em sequência. João Félix, em sua melhor partida no torneio, após cruzamento de Pedro Neto, cabeceou para defesa do arqueiro. Na sequência, o goleiro segurou rebote de Ronaldo, que havia desviado com a ponta do pé.
Sem conseguir furar as defesa, ambas as equipes levaram o 0 a 0 para o intervalo.
Nos primeiros quinze minutos do segundo tempo, as duas seleções tentaram criar jogadas por ligação direta, cruzamentos e principalmente por contra-ataques. Porém os lances não tiveram sequência ou foram desperdiçados.
Aos nove minutos, Portugal perdeu um de seus principais jogadores. O lateral Nuno Mendes, que fez uma ótima primeira etapa, foi substituído por Nélson Semedo, após sentir uma lesão muscular.
A primeira oportunidade do período final foi dos portugueses, aos 13 minutos. João Neves passou para João Félix que cruzou para Cristiano Ronaldo. O atacante tentou um voleio, porém a finalização saiu fraca e Unai Simón agarrou com tranquilidade.
Depois disso, a Espanha construiu duas boas oportunidades. Aos 19 minutos, Alex Baena tentou um cruzamento, porém foi interceptado. A defesa de Portugal tentou sair jogando, mas, após um passe errado, a bola sobrou para Baena. O atacante finalizou, mas parou em Diogo Costa.
Depois da saída de Nuno Mendes, Lamine Yamal ganhou mais duelos pela lateral com seus dribles e arrancadas. Aos 25 minutos, após sofrer falta de Semedo, Yamal a cobrou direto no gol. O goleiro português deu um toque e mandou para escanteio.
Diogo Costa foi essencial para manter o 0 a 0. O guarda-redes afastou vários cruzamentos e foi muito seguro dentro da área. No entanto, não conseguiu defender o único gol da partida.
Luis De La Fuente foi preciso ao substituir Baena e Dani Olmo por Ferran Torre e Mikel Merino. Aos 45 minutos, Rodri cobrou uma falta rápido e passou para Fabián Ruiz, que devolveu para o volante. O jogador do Manchester City deu um passe rápido para Torres tocar para Merino, que chutou rasteiro no canto esquerdo do gol e abriu o placar para La Furia.
Nos acréscimos, Portugal tomou o controle do jogo e começou a pressionar a Espanha. Aos 51 minutos, Francisco Conceição cruzou para Bernardo Silva, que cabeceou para fora e desperdiçou a melhor chance dos lusitanos na partida. A Seleção das Quinas tentou, mas não mudou o placar.
A vitória de La Furia quebrou uma sequência negativa. Nas últimas duas edições da Copa, a Espanha não passou das oitavas de final. Já a eliminação de Portugal marca a provável última Copa do Mundo de Cristiano Ronaldo, que tem 41 anos. Neste mundial, o ídolo português chegou a 11 gols em Copas e se tornou o maior artilheiro da seleção lusitana na competição, ao passar Eusébio, que fez nove gols.
A Espanha volta aos gramados para enfrentar a Bélgica, no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília).
O Egito venceu a Austrália nos pênaltis, após uma partida disputada, na última sexta-feira (3), no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos e garantiu, pela primeira vez na história, a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo. O jogo terminou empatado em 1 a 1 no tempo regulamentar e seguiu assim na prorrogação. Nas penalidades, os egípcios venceram por 4 a 2.
Egito e Austrália se enfrentaram apenas duas vezes na história, ambas em amistosos. As duas seleções também nunca haviam avançado de fase em um mata-mata de Copa do Mundo, além de sequer terem disputado uma prorrogação ou pênaltis na competição. Com o resultado, os egípcios quebraram esses tabus e avançaram às oitavas de final pela primeira vez em um Mundial.
O confronto foi equilibrado e teve seus principais lances de perigo nos acréscimos de cada etapa do tempo normal. Antes do fim de uma prorrogação sem grandes emoções, a Austrália repetiu o cenário da repescagem do Mundial de 2022, no Catar, e realizou a troca dos goleiros para as penalidades. Na ocasião, Ryan foi substituído e assistiu à classificação australiana. Desta vez, o próprio Ryan foi quem entrou, mas não defendeu nenhuma cobrança e assistiu de perto os Faraós passarem para a fase seguinte.
O jogo
O treinador Hossam Hassan promoveu cinco mudanças no time titular. Uma delas foi o retorno de Marmoush, que começou no banco a partida decisiva contra o Irã, pela última rodada da fase de grupos do Grupo G. Mesmo com a lesão na coxa, Salah foi escalado entre os onze iniciais para o confronto diante da Austrália. Do lado australiano, Tony Popovic repetiu a escalação do jogo passado, contra o Paraguai.
Logo nos primeiros minutos, os Socceroos acertaram a bola no travessão: Circati tocou para Volpato, que encontrou espaço entre as linhas defensivas do Egito e arriscou da entrada da área. A seleção australiana estava melhor e criou outra chance. Bos escapou em velocidade pela direita e driblou a marcação, mas na hora do chute, o zagueiro Rabia se recuperou e afastou o perigo.
Apesar disso, aos 12 minutos, depois de uma finalização bloqueada pela zaga, foi o Egito quem encontrou o caminho do gol. Hafez cruzou para Ashour cabecear com liberdade e abrir o placar. Os egípcios aproveitaram o momento e tentaram ampliar o marcador. Pouco tempo depois, Attia lançou Marmoush em velocidade pela esquerda. O atacante cortou para dentro e finalizou, porém parou no bloqueio de Souttar.
Após a pausa para hidratação, a seleção egípcia se acomodou com a vantagem e permitiu que a Austrália tivesse um maior volume ofensivo. Behich chegou a chutar rasteiro da linha da área, mas parou no goleiro Shobeir. Nos acréscimos, O’Neill acionou Volpato em profundidade. O jogador driblou Ibrahim e concluiu de fora da área para a linha de fundo.
Logo no primeiro lance do segundo tempo, Marmoush ficou cara a cara com Beach e desperdiçou a chance de aumentar o placar para o Egito. Com isso, os Socceroos seguiram vivos na partida e mantiveram a pressão iniciada antes do intervalo até chegarem ao empate. Aos 9 minutos, depois de cobrança de falta de O’Neill, Hany desviou de cabeça contra seu próprio patrimônio. Com o lance, o lateral egípcio se tornou o primeiro jogador a marcar dois gols contra na mesma edição de uma Copa do Mundo.
O jogo ficou equilibrado desde o gol de empate até a reta final do tempo regulamentar. Pouco antes dos acréscimos, o Egito iniciou uma pressão, enquanto a Austrália recuou suas linhas para se defender. Os australianos ainda tiveram oportunidades em contra-ataques e cobranças de escanteio, mas não conseguiram ter sucesso nas finalizações.
Os cinco minutos finais foram de pressão total dos Faraós. Salah finalmente apareceu na partida e cruzou de primeira na cabeça de Rabia. O defensor mandou para o gol e Beach salvou a Austrália ao fazer uma defesa espetacular. No rebote do escanteio, o craque egípcio concluiu para o gol, porém o goleiro australiano fez mais uma defesa e agarrou a bola.
No último lance do tempo regulamentar, Salah ainda realizou uma boa jogada pela direita. O camisa 10 e capitão encontrou espaço no meio de três marcadores e tocou para Hassan, que finalizou em direção à meta, mas Souttar colocou a perna na trajetória da bola e não permitiu o gol da vitória do Egito.
A prorrogação começou com mais uma chance perdida pela seleção egípcia. Apenas em toques de primeira, Marmoush deixou com Salah, que chutou com a perna não dominante por cima do gol. A partir dessa tentativa, as duas seleções produziram pouco ofensivamente.
Na segunda etapa do tempo extra, os Faraós chegaram mais e levaram perigo. Attia arriscou de longe, a bola desviou no caminho, mas Beach conseguiu defender. Minutos depois, Ashour recebeu de Salah e finalizou. Porém, Souttar apareceu no meio do caminho e cabeceou para escanteio. A Austrália ainda criou chances em bolas paradas antes do árbitro uruguaio Gustavo Tejera apitar o fim do jogo.
A disputa de pênaltis
Souttar desperdiçou a primeira cobrança ao isolar a bola. Na sequência, Saber converteu sua tentativa e colocou o Egito em vantagem. Irvine e Mabil acertaram para a Austrália, e Rabia e Salah mantiveram os Faraós na frente do placar. A situação ficou ainda mais complicada para os Socceroos quando o jovem Herrington acertou o travessão na sua cobrança. Por fim, Abdelmaguid apenas deslocou Ryan e selou a classificação inédita da seleção egípcia para a próxima fase.
O próximo compromisso do Egito é contra a Argentina na próxima terça-feira (7), às 13h (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nos Estados Unidos. A partida é válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
Já a Austrália se despede de mais um Mundial com a mesma sensação que teve em 2022, no Catar: a de que era possível, pelo menos, ter avançado de fase em um jogo de mata-mata pela primeira vez em sua história.
No último domingo (5), Brasil e Noruega se enfrentaram no estádio de Nova York pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A partida terminou em vitória para os europeus, em um placar de 2 a 1, com dois gols de Erling Haaland e um pênalti de Neymar. Com o resultado, os noruegueses disputam as quartas de final, enquanto brasileiros se despedem da competição.
O início do primeiro tempo já mostrava como esse confronto seria complicado. Em três minutos, um gol anulado para a Noruega. O meia campista Berg finalizou na entrada da área e balançou as redes, mas o atacante Sørloth participou da jogada e estava em posição de impedimento.
Foram os noruegueses que começaram melhor e ditaram o ritmo da partida. Aos 12 minutos surgiu a primeira oportunidade para o Brasil abrir o placar com um pênalti a favor da seleção. Bruno Guimarães fez a cobrança, mas chutou mal e o goleiro Nyland defendeu a jogada.
A primeira etapa foi intensa, com chances claras e diversas para ambos times, mas nenhum obteve sucesso na hora de finalizar. Nomes como Vini Jr, Casemiro, Danilo e Gabriel Martinelli conseguiram chegar perto da área inimiga, mas perderam lances decisivos. A Noruega se aproximou de forma perigosa e com passes concisos, mas também não achou bons espaços entre os rivais.
O segundo tempo foi autorizado e nos primeiros minutos não houve muitas chances. Os vikings entraram na segunda metade com domínio da posse, mas sem boas oportunidades de finalização. Enquanto o Brasil pareceu encontrar dificuldades, tanto do lado defensivo quanto ofensivo. A seleção não conseguiu pressionar as ações com bola do time norueguês e sempre que tinha controle, não foi efetiva em seus ataques.
Mesmo com o domínio norueguês, a primeira chance clara da segunda etapa foi brasileira. Aos 58 minutos, após roubada de bola no meio campo, Vinícius Jr. recebeu a bola pelo lado esquerdo do campo e conseguiu um passe entre linhas para achar Endrick, que havia entrado poucos segundos antes, o deixando cara a cara com o goleiro, mas o atacante desperdiçou a melhor oportunidade do Brasil desde o pênalti perdido.
A finalização para fora foi uma anomalia. A seleção brasileira entrou no segundo tempo com uma postura irreconhecível. O time foi passivo na marcação, deixando a Noruega impor seu jogo. Nos poucos momentos que conseguiu escapar para o ataque, o Brasil sequer conseguiu espaço para finalização.
Após boas chances para ambos os lados, aos 79 minutos aconteceu o que o jogo mostrava que eventualmente ocorreria, e a Noruega abriu o placar com gol de Haaland. Após jogada trabalhada em longa posse, resultado da baixa pressão brasileira, Schjelderup conseguiu levar a bola para a linha de fundo, brecar e, com sua perna boa, acertar um cruzamento que achou o cometa na pequena área, que abriu o placar com um cabeceio no canto esquerdo do gol de Alisson.
Embora o Brasil estivesse correndo atrás do placar, a postura desleixada não mudou, o que resultou no segundo gol norueguês aos 90 minutos. Em um passe que chegou a metade brasileira do campo direto do tiro de meta, Schjelderup novamente recebeu a bola no lado esquerdo e achou Haaland na entrada da grande área, que foi feliz em marcar seu sétimo gol nesta Copa em um chute rasteiro a média distância novamente no canto esquerdo da meta.
Após o segundo gol, a seleção brasileira conseguiu mais oportunidades, até fez um gol em um pênalti cobrado por Neymar, mas já era tarde demais para virar a partida. O jogo acabou em 2 a 1 para a Noruega, que eliminou o Brasil e avançou para as quartas de final. O time enfrentará a Inglaterra de Harry Kane no que, até agora, está sendo a melhor campanha da história do país em copas do mundo.
A eliminação foi a mais precoce desde a Copa de 1990, na Itália, quando a seleção brasileira também caiu nas oitavas, após um placar de 1 a 0 para a Argentina. A despedida foi vexaminosa e o resultado decepcionou a torcida.
Na terça-feira (30), a seleção mexicana garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer o Equador por 2 a 0, no estádio Azteca, na Cidade do México.
A partida, válida pela fase de 16 avos de final, teve seu início adiado devido a uma tempestade que atingiu a capital mexicana, conforme comunicado exibido nos telões do estádio. Este é o segundo jogo da Copa do Mundo afetado pelas condições climáticas. Na semana passada, a partida entre França e Iraque foi suspensa, após o término do primeiro tempo pelo mesmo motivo.
O atraso pareceu apenas aumentar a ansiedade e a intensidade da seleção mexicana. Após o apito inicial do árbitro Slavko Vincic, os anfitriões partiram para cima do Equador. Aos 4 minutos de jogo, o lateral Sánchez, tocou na entrada da área para Gilberto Mora bater de primeira, por cima do gol de Galíndez.
Logo em seguida, Luis Romo cruzou da esquerda para a área, onde Raúl Jiménez cabeceou para fora. Perto da trave equatoriana. Os mexicanos continuaram a pressionar, aos 15 minutos, Gilberto Mora driblou da ponta esquerda para o meio e chutou com efeito, para raspar a trave do gol.
Sob pressão dos anfitriões, o Equador foi forçado a recuar para o seu próprio campo para se defender e esperar por oportunidades de contra-ataque. Foi apenas aos 17 minutos que o time equatoriano respondeu. John Yeboah passou entre as pernas de Montes, invadiu a área e chutou na trave de Raúl Rangel.
Pouco tempo depois, Roberto Alvarado cruzou do campo de defesa para Julián Quiñones, que rompeu a linha de impedimento, invadiu a área e finalizou no ângulo, sem chances para o goleiro, abrindo o placar para o México.
O segundo gol veio aos 31 minutos, após um passe errado do zagueiro Pacho. Raúl Jiménez roubou a bola e tocou para Julián Quiñones, que devolveu para o camisa 9 dentro da área finalizar com precisão, sem chances para Hernán Galíndez, ampliando a vantagem do El Tri.
Com uma vantagem confortável, o México diminuiu o ritmo da partida. Do outro lado, o Equador tentou pressionar, mas não conseguiu balançar as redes até o intervalo.
Perdendo por dois gols de diferença, os equatorianos adiantaram as linhas e partiram para o ataque no segundo tempo. A melhor oportunidade da seleção veio aos 74 minutos, após um belo cruzamento de Caicedo. Kevin Rodríguez ficou cara a cara com o goleiro Luis Malagón e, de raspão, mandou a bola para fora.
O México ainda teve a chance de marcar o terceiro gol nos acréscimos. Erik Lira encontrou Pineda dentro da grande área, mas o meia finalizou de chapa por cima do travessão. Perto do fim do jogo, Piero Hincapié foi expulso após cobrir a boca para conversar com um adversário, prática que a Fifa passou a proibir nesta edição da Copa do Mundo.
A vitória encerra um dos maiores tabus do futebol mexicano. Desde 1994, o México foi eliminado no primeiro mata-mata de todas as edições da Copa do Mundo. A sequência ficou conhecida entre os torcedores como a maldição do "quinto jogo", em referência à fase que a seleção nunca conseguia alcançar.
Nas oitavas de final, a seleção mexicana enfrentará a Inglaterra, no domingo (5), às 21h (de Brasília), novamente no Estádio Azteca.
Na última quarta-feira (01), os Estados Unidos eliminaram a Bósnia e Herzegovina no Levi 's Stadium, em Santa Clara. Os donos da casa venceram por 2 a 0 e se classificaram para as oitavas de final, próxima fase da Copa do Mundo.
No primeiro tempo a Bósnia entrou na partida de maneira organizada com uma certa prioridade em bloquear o meio campo e conseguiu até mesmo assustar a defesa americana com uma grande bola do Demirović, que forçou o goleiro Freese a trabalhar, porém a posse de bola do dono da casa era algo incontestável, 68%.
Em uma partida cercada de pressão contra a equipe europeia, o estadunidense, Balogun marcou um bonito gol, mas o sistema de arbitragem identificou um impedimento que acabou anulando, o que foi causa de uma certa decepção na torcida que não durou por muito tempo.
Minutos após o gol anulado, em uma jogada de toques rápidos e uma estratégia vertical, o protagonista do gol invalidado da partida, persistiu e abriu o placar para os Estados Unidos, aos 45 minutos. Deixando a Bósnia sem reação na primeira etapa da partida.
Na segunda etapa, a vantagem construída antes do intervalo deu tranquilidade aos Estados Unidos no início da etapa final, mas o panorama da partida mudou aos 19 minutos.
Autor do primeiro gol, Balogun recebeu cartão vermelho direto após atingir Muharemović em uma dividida. O árbitro Raphael Claus foi chamado pelo VAR para revisar o lance e, após analisar as imagens, optou pela expulsão do atacante norte-americano, deixando os anfitriões com um jogador a menos.
Com superioridade numérica, a Bósnia e Herzegovina passou a ocupar maís o campo ofensivo e aumentou a pressão em busca do empate.
Džeko e Demirović participaram mais das ações de ataque, enquanto os Estados Unidos adotaram uma postura mais cautelosa, o que reforçou a marcação e apostando nas transições rápidas para tentar surpreender nos contra-ataques.
Apesar do maior volume ofensivo dos europeus, a defesa norte-americana se mostrou sólida e conseguiu neutralizar as principais investidas adversárias.
Quando a partida caminhava para um fim de jogo dramático, os donos da casa encontraram o lance que definiu a classificação. Aos 36 minutos, Malik Tillman cobrou falta com categoria e acertou o canto de Nikola Vasilj, ampliando a vantagem para 2 a 0 e levando a torcida presente ao Levi's Stadium à festa.
Nos minutos finais, os Estados Unidos apenas administraram o resultado e confirmaram a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Já a Bósnia e Herzegovina deu adeus ao torneio, após realizar sua melhor campanha em Mundiais, enquanto Edin Džeko se despediu da competição vestindo a camisa da seleção de seu país.