Meio-campista chega a seis gols na competição e ingleses seguem na briga pelo Mundial
por
João Bueno Barbosa
Juliana Bertini de Paula
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14/07/2026 - 12h

Após vencer a Noruega por 2 a 1 no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos, a Inglaterra está nas semifinais da Copa do Mundo. Em partida disputada no sábado (11), a equipe comandada por Thomas Tuchel teve um confronto equilibrado contra os noruegueses e decidido pela eficiência do ataque inglês. Jude Bellingham foi o destaque da partida ao marcar os dois gols da vitória, garantindo a classificação da seleção inglesa, que agora enfrentará a Argentina por uma vaga na grande final do torneio. 

A Inglaterra impôs seu ritmo e controlou a posse de bola no começo, a fim de explorar as laterais com velocidade e movimentação ofensiva. Apesar do domínio inglês, a Noruega mostrou organização defensiva e conseguiu equilibrar o confronto, apostando em transições rápidas para surpreender o adversário.

A primeira grande oportunidade foi da Inglaterra, quando Jude Bellingham encontrou Harry Kane dentro da área, mas o atacante parou na defesa do goleiro norueguês Ørjan Nyland. Aos 36 minutos, a Noruega reagiu e abriu o placar com um belo chute pela esquerda do atacante Andreas Schjelderup.

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Noruegueses atingiram a melhor campanha em Copas do Mundo ao parar nas quartas de final. Foto: Divulgação/FIFA

Pouco depois, a pressão inglesa surtiu efeito. Bellingham aproveitou um cruzamento preciso e finalizou para abrir o placar, colocando os ingleses em vantagem antes do intervalo. A Noruega ainda tentou reagir nos minutos finais da etapa inicial, mas encontrou dificuldades para furar a defesa comandada por John Stones.

O fim da primeira etapa trouxe um possível apagão da Noruega após o gol de empate, mas o segundo tempo começou e o volume de jogo norueguês aumentou. A marcação do técnico Solbakken alternava entre um 4-5-1 com linhas baixas, e um 4-3-3 de alta pressão, que confundiu o time inglês e capacitou a posse dos Vikings. 

Após algumas chances do time nórdico, aos nove minutos da segunda etapa o segundo gol saiu, mas foi anulado. Em um escanteio, Ødegaard cruzou no centro da área, e após desvio a bola sobrou para finalização de Patrick Berg, que foi defendida por Pickford, mas resultou em uma finalização limpa do zagueiro Heggem, que ampliou o placar. Posteriormente o lance foi revisado e revertido, por conta de uma falta antes da cobrança na disputa entre Haaland e Eliot Anderson. 

O segundo tempo seguiu no mesmo tom, as maiores chances vieram do ataque noruegues, que não conseguiu ampliar. A Noruega foi capaz de carregar a bola ao ataque e achar espaço para finalização diversas vezes, porém, a mistura de uma grande partida de Pickford e uma infelicidade na hora dos arremates mantiveram o 1 a 1 no placar. Apenas no final da segunda metade a Inglaterra conseguiu boas chances, principalmente após a entrada de Bukayo Saka pelo lado direito. Mesmo assim, os 90 minutos acabaram em empate, portanto, mais uma prorrogação no mata-mata da Copa do Mundo de 2026.

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Com Kane e Bellingham, é a primeira vez em Copas que uma seleção tem dois jogadores marcando seis ou mais gols na mesma edição. Foto: Reprodução/Instagram/@england 

Logo aos três minutos do tempo extra, Bellingham apareceu novamente e virou a partida para a seleção inglesa. Morgan Rogers arriscou de fora, o goleiro Nyland espalmou para a área e o camisa 10 da Inglaterra finalizou para o gol. Com um primeiro tempo de prorrogação dominante dos ingleses, o segundo tempo norueguês precisava ser mais efetivo para buscar a classificação. A primeira grande surpresa foi a saída de Erling Haaland que, embora tivesse feito uma partida abaixo do seu padrão, é o fator de decisão do time, o que resultou em revolta e confusão por parte da torcida nórdica. 

A segunda metade do tempo extra parecia um replay da primeira. A seleção inglesa estava impondo seu jogo e era mais ativa na partida. As duas primeiras chances perigosas da etapa final foram da Inglaterra, novamente originadas dos jogadores que entraram no final do tempo regular. 

Aos 109 minutos Bukayo Saka conseguiu uma finalização de perigo na meta da Noruega, em jogada individual pelo lado direito do campo, após se livrar de dois marcadores com um drible. Logo em sequência a seleção norueguesa falhou na reposição de bola, o que resultou em visão clara para a finalização de Djed Spence. O chute foi forte e no canto do gol, e em grande defesa, Nyland espalmou a bola para o lado direito da área, caindo novamente nos pés de Saka, que finalizou, mas foi impedido mais uma vez pelo paredão norueguês. 

O tempo passou e a Noruega não conseguia criar a oportunidade de empate, encarando poucas chances claras de finalização. Enquanto a Inglaterra aceitou defender até o apito final para não se arriscar e garantir a classificação. 

O jogo terminou aos 122 minutos, 2 a 1 para o time inglês. Em mais uma partida brilhante de Jude Bellingham, os ingleses foram superiores quando mais precisavam e garantiram a vitória. A classificação da Inglaterra significou a segunda semifinal nas últimas três copas, e trouxe esperança para o torcedor que aguarda um título mundial há 60 anos, desde 1966 quando a Inglaterra ganhou sua primeira, e única, Copa do Mundo. Agora, os ingleses enfrentam a Argentina, na próxima quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília).

Já a Noruega se despede do mundial com um gosto amargo, mas com muitos motivos para se orgulhar. O time levou a potência inglesa à prorrogação e esteve muito próximo da classificação, mas a falta de eficiência no ataque e uma partida apagada de suas estrelas foi o suficiente para o time não alcançar sua meta. Mesmo assim, a Copa dos Vikings foi histórica. Foi a primeira campanha dominante do país: os Vikings venceram grandes times como Senegal e Costa do Marfim, eliminou o gigante Brasil e mostrou para o mundo que a jovem geração norueguesa tem muito talento e potencial para se tornar um time ainda mais perigoso no futuro.

Seleção sul-americana decide o duelo na prorrogação e segue na defesa do título mundial
por
Guilherme Romero
Lucas Leal
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13/07/2026 - 12h

No último sábado (11), Argentina e Suíça se enfrentaram pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 no Arrowhead Stadium, em Kansas City, nos Estados Unidos. Em uma partida equilibrada, a equipe de Lionel Scaloni venceu os suíços por 3 a 1, na prorrogação, após um empate disputado no tempo regulamentar, garantindo novamente a presença da Albiceleste na semifinal do torneio, desta vez contra a Inglaterra. 

No primeiro tempo, a Argentina começou a partida impondo seu ritmo e controlando a posse de bola nos primeiros minutos. Com troca de passes rápidas e movimentação constante no setor ofensivo, os argentinos pressionaram a defesa suíça e criaram as primeiras oportunidades, enquanto os europeus apostavam nas transições em velocidade para tentar surpreender. Porém a insistência da Albiceleste foi recompensada aos dez minutos: após cobrança de escanteio de Lionel Messi, a bola chegou em Mac Allister, que apareceu na área e cabeceou firme para abrir o placar.

Mesmo em desvantagem, a Suíça não se abateu e passou a buscar mais o ataque. A equipe aumentou a intensidade na marcação, aproveitou alguns espaços deixados pela Argentina e levou perigo em investidas pelas laterais, exigindo atenção do sistema defensivo argentino. Apesar da reação suíça, a defesa da Albiceleste conseguiu neutralizar as principais tentativas da equipe Rossocrociati. Nos minutos finais da primeira etapa, a partida ficou mais equilibrada, com as duas seleções alternando momentos de posse de bola. A Argentina manteve a vantagem construída com o gol de Mac Allister e administrou o resultado até o intervalo, encerrando os primeiros 45 minutos por 1 a 0.

Na segunda etapa, a Suíça, atrás do placar, conseguiu reagir e realizar uma pressão com muita posse de bola. Aos 22 minutos, em uma tabela entre Dan Ndoye e Ricardo Rodríguez pelo lado esquerdo, os europeus empataram o jogo.

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Dan Ndoye marcou o décimo gol da Suíça nesta edição do Mundial. Foto: Reprodução/Instagram/@danndoye10

O clima da partida, que agora parecia favorável aos suíços, mudou rapidamente quando Breel Embolo simulou uma falta e após consulta ao VAR, o atacante suíço recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso aos 27 minutos, deixando sua equipe com um jogador a menos justamente no melhor momento da partida.

Logo após, a Suíça se estabeleceu em uma formação de 5-3-1 para se defender e a Argentina buscou explorar essa fragilidade com mudanças. Scaloni optou por trocar um lateral e colocar um jogador mais ofensivo em campo, então Nicolás González entrou no lugar de Nicolás Tagliafico. Já no fim do jogo, Lautaro Martínez substituiu Rodrigo De Paul, enquanto Gonzalo Montiel entrou na vaga de Nahuel Molina.

Com superioridade numérica, a Argentina pressionou e empilhou chances para desempatar o jogo. A principal delas foi uma tentativa de cobertura de Messi sobre o goleiro, além de um voleio de Lisandro Martínez, aos 54 minutos do segundo tempo, que parou nas mãos de Gregor Kobel.

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O gol de Julián Álvarez tinha 0,03 xG (Expected Goals) de probabilidade de acontecer. Foto: Reprodução/X/@Argentina

A Suíça conseguiu segurar o empate até a prorrogação, praticamente apenas se defendendo e já sem forças para atacar. Na segunda etapa do tempo adicional, Flaco López, que entrou durante a prorrogação, puxou a marcação para a esquerda e abriu espaço na entrada da área para Julián Álvarez, que recebeu do camisa 21 e finalizou no ângulo de Kobel para desempatar o jogo aos cinco minutos da prorrogação.

A Suíça ainda tentou pressionar após o gol sofrido, mas sofreu um contra-ataque puxado por Lautaro Martínez, que tocou para Thiago Almada. O meia conduziu a bola, mas seu chute foi defendido e, no rebote, Martínez matou o jogo e sacramentou a classificação da Argentina.

Agora, os argentinos seguem sonhando com o bicampeonato e enfrentarão a Inglaterra na semifinal, na próxima quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.

Após empate sem gols no tempo normal e prorrogação, equipe europeia vence por 4 a 3 nas penalidades
por
Arthur Rocha
Guilherme Romero
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13/07/2026 - 12h

Suíça e Colômbia se enfrentaram nesta terça-feira (7), no BC Place, em Vancouver, no Canadá, para decidir a última equipe classificada para às quartas de final da Copa do Mundo. Depois de um duelo equilibrado e sem gols no tempo normal e na prorrogação, os suíços foram mais eficientes nas cobranças, venceram por 4 a 3 e avançaram na competição.

Atletas da Suíça celebram a vaga nas quartas de final com o treinador.
Suíça volta às quartas de final após 72 anos. Foto: Reprodução/X/@FIFAcom

Os minutos iniciais tiveram equilíbrio entre as equipes. A primeira chance clara surgiu aos 21 minutos, quando Gustavo Puerta arriscou de fora da área e obrigou Gregor Kobel a fazer boa defesa. Depois da parada para hidratação, a Suíça respondeu com Fabian Rieder, que finalizou de média distância, mas parou em Camilo Vargas.

A seleção europeia voltou a ameaçar pouco depois. Dan Ndoye recebeu pela esquerda, entrou na área e bateu cruzado, chute que, mais uma vez, foi defendido por Vargas. A Colômbia teve mais posse de bola no restante do primeiro tempo, mas encontrou dificuldade para superar a marcação suíça e criou poucas oportunidades de perigo.

Na etapa final, a Suíça retomou a pressão logo nos primeiros minutos. Ndoye chegou à linha de fundo e cruzou para Djibril Sow, que finalizou para fora. Em seguida, Rieder cobrou falta direto para o gol, mas a bola saiu sem direção. A Colômbia respondeu com Luis Suárez, que recuperou a posse no campo de ataque, mas desperdiçou a chance ao finalizar sem direção. Depois disso, o confronto ficou mais truncado, com faltas sucessivas, erros de passe e poucas finalizações de ambos os lados.

Nos acréscimos do segundo tempo, Ndoye voltou a levar perigo ao receber um passe em profundidade dentro da área e concluiu cruzado, para fora. Como nenhuma das equipes balançou as redes, a decisão foi para a prorrogação.

Na prorrogação, Suíça e Colômbia mantiveram o equilíbrio que marcou todo o confronto. No primeiro tempo extra, as duas seleções passaram a adotar uma postura mais cautelosa, priorizando a segurança defensiva e evitando erros que pudessem custar a classificação. A melhor oportunidade surgiu em uma finalização da Suíça de média distância, defendida pelo goleiro colombiano, enquanto a Colômbia respondeu em um contra-ataque rápido que terminou com a bola passando próxima à trave.

Pelo segundo tempo da prorrogação, o desgaste físico ficou evidente dos dois lados. A Colômbia tentou pressionar nos minutos decisivos e chegou a levar perigo em uma cobrança de falta próxima à área, mas a defesa suíça conseguiu afastar o risco. A equipe Rossocrociati também buscou o gol da classificação em jogadas pelas laterais, porém encontrou dificuldades para superar a marcação adversária. Sem alterações no placar, a definição da vaga foi para a disputa por pênaltis.

Nas cobranças de pênaltis, Quintero abriu a disputa convertendo para a Colômbia, mas Xhaka respondeu chutando no canto esquerdo para a Suíça. Na segunda série, Davinson Sánchez acertou o travessão e desperdiçou a oportunidade de colocar os colombianos em vantagem, enquanto Amdouni aproveitou o erro para colocar os europeus à frente. Em seguida, Campaz manteve a Colômbia viva ao balançar as redes e Akanji isolou sua batida e voltou a igualar a disputa. Na quarta rodada, o goleiro Gregor Kobel defendeu a cobrança de Cucho Hernández, e Itten recolocou os suíços em vantagem. Na última série, Luis Díaz ainda marcou para os colombianos, porém Rúben Vargas confirmou a classificação da Suíça ao converter o pênalti decisivo e fechar o placar em 4 a 3.

 

Gregor Kobel, goleiro da Suíça, eleito melhor jogador da partida
Gregor Kobel, goleiro da Suíça, eleito melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/Instagram/@swissnatimen

Com a classificação nos pênaltis, a Suíça voltou às quartas de final da Copa do Mundo após 72 anos. A última vez que conseguiu o feito foi no Mundial de 1954, quando o torneio foi realizado em território suíço. No próximo sábado (11), os suíços terão pela frente um grande duelo contra a atual campeã Argentina, no Kansas City Stadium, nos Estados Unidos, em busca de uma vaga na semifinal. 

Com dois gols de Bellingham e atuação decisiva no segundo tempo, os ingleses vencem
por
João Paulo Di Bella Soma
Juliana Bertini de Paula
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10/07/2026 - 12h

A Inglaterra garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo ao derrotar o México por 3 a 2, no último sábado (5), em um duelo equilibrado e repleto de reviravoltas. A seleção comandada por Thomas Tuchel contou com mais uma atuação decisiva do capitão Harry Kane, autor do terceiro gol, para superar a equipe mexicana e confirmar a classificação. 

A partida começou em ritmo intenso, com as duas seleções buscando o ataque desde os minutos iniciais. A Inglaterra abriu o placar ainda na primeira etapa após boa troca de passes no setor ofensivo, concluída por Jude Bellingham, que finalizou com precisão para colocar os ingleses em vantagem. 

Mesmo com menos posse de bola, a equipe inglesa foi mais letal e ampliou em seguida. Bellingham recebeu cruzamento de Saka e cabeceou para marcar mais uma vez. Na sequência, aproveitou um contra-ataque iniciado logo após a saída de bola mexicana, tabelou com Harry Kane e fez o segundo dele na partida.

 

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Aos 23 anos, Bellingham chegou à Copa de 2026 como um dos principais nomes da Inglaterra​​ e confirmou o protagonismo ao comandar o meio-campo inglê Foto: Reprodução/FIFA

 

O México respondeu rapidamente e passou a explorar os espaços deixados pela defesa adversária. A insistência foi recompensada antes do intervalo, quando a equipe empatou a partida com Quiñones, que aproveita a sobra da cobrança de falta, em uma jogada construída pelo lado direito, levando o confronto para o descanso com igualdade no marcador e mantendo a disputa completamente aberta.

A Inglaterra voltou melhor para o segundo tempo e criou mais uma boa chance logo aos 4 minutos, quando O'Reilly finalizou na trave de Rangel. A sequência, porém, se complicou para os ingleses depois que Quansah entrou com o pé alto em Gallardo e foi expulso.

Mesmo com um jogador a menos, a Inglaterra marcou o terceiro gol quando Gordon foi derrubado por Rangel, após receber passe de Harry Kane. Na cobrança de pênalti, o camisa 9 bateu forte e fez o terceiro, chegando ao seu 14º gol em Copas do Mundo e igualando a marca do alemão Gerd Müller.

 

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Com mais uma Copa, Kane ampliou sua marca entre os maiores artilheiros da história da seleção inglesa. Foto: Reprodução: FIFA

 

O México não desistiu e diminuiu a diferença no placar também em uma cobrança de pênalti, desta vez, cometida por Kane. Jiménez deslocou Pickford e fez o segundo da seleção mexicana.

Na reta final, o El Tri foi para o tudo ou nada, mas não conseguiu o empate que levaria a partida para a prorrogação. Com a vitória, a Inglaterra garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.

Os ingleses voltam a campo no sábado (11), para enfrentar a Noruega, que eliminou a Seleção Brasileira por 2 a 1. O jogo acontece no Miami Stadium, na Flórida, às 18h (horário de Brasília).

 

Mesmo com polêmica pré-jogo a favor dos estadunidenses, a vaga ficou com os Red Davils
por
Manuela Amaral
Theo Fratucci
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06/07/2026 - 12h

Na última segunda-feira (07), Estados Unidos e Bélgica se enfrentaram em jogo válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O confronto aconteceu no Seattle Stadium, em Seattle, Estados Unidos. Os belgas superaram o extra-campo e golearam os donos da casa por 4 a 1.

A partida teve polêmica antes mesmo do apito inicial. Folarin Balogun, atacante e artilheiro dos Estados Unidos, foi expulso na fase anterior contra a Bósnia. No entanto, após um pedido do presidente Donald Trump, a FIFA decidiu anular a suspensão automática de um jogo do atleta, o que o deixou disponível para as oitavas de final. Além disso, houve declarações ofensivas de Trump a respeito do árbitro brasileiro Raphael Claus, que expulsou Balogun.

Os estadunidenses repetiram a escalação do confronto anterior, já do lado belga, algumas mudanças surgiram. Rudi Garcia fez as alterações que ajudaram a equipe na virada histórica contra Senegal, mas dessa vez, na equipe titular. Doku deu vaga a Lukébakio e Raskin entrou na de Kevin de Bruyne. Além disso, no setor defensivo, Ngoy ocupou o lugar de Theate e Onana voltou a titularidade com a saída de Vanaken.

Dentro de campo a história foi diferente. O domínio belga foi instaurado desde o minuto inicial. Não demorou para De Ketelaere, atacante que estava devendo um bom desempenho no torneio, abrir o placar. Após a zaga adversária se atrapalhar, Raskin recuperou e bateu cruzado para o camisa 17 completar para o fundo das redes. Bélgica na frente com menos de dez minutos de partida.

Mesmo com vantagem no placar, os Red Devils seguiram jogando de maneira incisiva, sem dar espaço aos donos da casa. Porém, aos 31 minutos, Tillman empatou a partida com uma cobrança de falta direta no gol. O camisa 17 contou com desvio na barreira para matar o goleiro Thibaut Courtois. 

Entretanto, não deu nem tempo dos Estados Unidos se organizarem, pois, dois minutos depois do gol, De Ketelaere colocou os belgas na frente novamente. Dessa vez, o atacante completou de cabeça, após levantamento de Leandro Trossard.

A imagem mostra ketelaere, da Bélgica, comemorando o gol
Com os dois gols na partida, Ketelaere foi eleito o melhor jogador da partida. Reprodução: Instagram/@charlesdeketelaere

Os donos da casa voltaram do intervalo nervosos. Sem conseguir reagir, o time passou a cometer falhas na saída de bola. Em uma delas, o goleiro Freese tentou sair jogando fora do gol, entregou a posse nos pés de Hans Vanaken e viu o meia ampliar para 3 a 1. O lance praticamente liquidou a classificação belga.

Nos minutos finais, os Estados Unidos até tentaram diminuir a diferença, mas encontraram dificuldades para superar a defesa adversária. Já nos acréscimos, Romelu Lukaku aproveitou um contra-ataque em velocidade, invadiu a área e bateu cruzado para fechar a goleada por 4 a 1. Na comemoração do gol, por conta da polêmica pré-jogo, os belgas provocaram Donald Trump e fizeram uma dança que é caricata do presidente.

Com o resultado, a Bélgica eliminou os norte-americanos e avançou às quartas de final da Copa do Mundo, fase em que enfrentará a Espanha em um dos confrontos mais aguardados da próxima fase. O jogo será no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília).

Na sua primeira participação em Mundiais, o arquipélago africano emocionou o mundo e quase venceu o atual campeão
por
Kaleo Ferreira
Lucas Leal
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07/07/2026 - 12h

Na última sexta-feira (3), o Cabo Verde surpreendeu a Argentina em um jogo histórico de Vozinha e Lionel Messi. Porém, na prorrogação, a atual campeã confirmou o favoritismo, venceu por 3 a 2, no Hard Rock Stadium, em Miami, e se classificou para as oitavas de finais. 

Sidny, do Cabo Verde, disputando bola com Mac Allister, jogador da Argentina.
O gol de Sidny tinha apenas 0,03 xG (Expected Goals) de probabilidade de acontecer. Foto: Reprodução/Instagram/@afaseleccion 

A Argentina entrou em campo com força máxima. Já Cabo Verde foi sem Livramento no ataque e sem seu camisa 10, Jamiro Monteiro, buscando maior contenção física pelo meio-campo.

A atual campeã não conseguiu criar muitas chances até a parada para hidratação, quando uma desatenção da defesa cabo-verdiana mudou o jogo. Apesar do bloco baixo, Cabo Verde deixou espaço em uma bola descoberta, e Lisandro Martínez encontrou Messi atacando a profundidade. Com um belo domínio, o camisa 10 marcou seu 20º gol em Copas do Mundo.

Confortável no placar, a Argentina não voltou a oferecer tantos perigos depois do gol e conseguiu apenas uma finalização de Enzo Fernández, defendida por Vozinha.

Na etapa final, Cabo Verde voltou do intervalo disposto a buscar o empate e passou a ocupar mais o campo ofensivo. A postura mais agressiva foi recompensada aos 17 minutos, quando Deroy Duarte aproveitou a boa troca de passes da equipe para finalizar com precisão e deixar tudo igual. O gol deu um novo ânimo aos cabo-verdianos, que seguiram dificultando a saída de bola da Argentina e criando boas oportunidades de contra-ataques.

A Argentina respondeu aumentando a intensidade e passou a pressionar em busca da classificação ainda no tempo regulamentar. Os argentinos criaram boas chances, mas encontraram dificuldade com Vozinha, que fez defesas importantes e manteve Cabo Verde vivo na partida.

Nos minutos finais, o confronto ganhou contornos dramáticos, com oportunidades para os dois lados, mas nenhuma delas foi suficiente para desempatar o marcador e a partida foi para a prorrogação.

No primeiro tempo da prorrogação, um banho de água fria na torcida cabo-verdiana. No primeiro escanteio da etapa, Messi levantou na pequena área, Mac Allister desviou de cabeça e encontrou Lisandro Martínez, que dominou livre para colocar a Argentina novamente em vantagem. O lance ainda teve um possível empurrão de Julián Álvarez sobre Sidny Lopes Cabral, alvo de reclamações por parte dos cabo-verdianos.

O Cabo Verde não se intimidou com a desvantagem e, mesmo desgastado fisicamente, continuou atacando e seguindo seus princípios. De pé em pé, desde Vozinha até o ataque, a equipe cruzou o campo envolvendo a marcação argentina. Com oito jogadores no campo ofensivo, criou amplitude e volume para abrir espaço ao lateral-esquerdo, que recebeu livre pela ponta, driblou Mac Allister e, de direita, sua perna não dominante, acertou o ângulo para fazer um golaço que devolvia a esperança à sua nação.

Na comemoração, saiu correndo para os braços de sua namorada, Jayley da Cruz.

Um gol que quebrou qualquer análise ou expectativa pré-jogo. Abalou torcedores e jogadores argentinos, fez o Brasil parar para acompanhar a partida e mostrou que Cabo Verde ainda estava vivo.

Ainda nos acréscimos do primeiro tempo da prorrogação, Lionel Messi teve uma chance na entrada da área, mas parou novamente nas mãos de Vozinha.

Deroy Duarte comemorando gol que levou o duelo para a prorrogação
Pela primeira vez na história de Cabo Verde, a nação disputou uma fase de mata-mata, um feito histórico para o país, mesmo com a eliminação. Foto: Reprodução/FIFA

No segundo tempo da prorrogação, a Argentina voltou a assumir o controle da posse de bola e passou a pressionar Cabo Verde em busca do gol da classificação. A insistência argentina foi premiada aos 21 minutos, quando Messi cobrou escanteio pela esquerda, Cristian Romero subiu mais alto que a defesa e acabou batendo no braço de Diney Borges antes de entrar.

O gol contra colocou a Argentina novamente em vantagem e deixou os cabo-verdianos diante de uma missão ainda mais difícil. Mesmo assim, a equipe africana não desistiu. Nos minutos finais, Sidny Lopes ainda levou perigo em cobrança de falta, mas Emiliano Martínez fez uma grande defesa para evitar um novo empate e assegurar a vitória argentina por 3 a 2, encerrando a histórica campanha de Cabo Verde na Copa do Mundo de 2026.

Cabo Verde se despede da competição depois de ter chegado pela primeira vez à fase de mata-mata do Mundial e marcou essa Copa com uma atuação competitiva diante de uma das principais seleções do torneio.

Já a Argentina garantiu a classificação às oitavas de final e manteve viva a defesa do título mundial. Agora, a equipe latino-americana volta a campo na próxima terça-feira (7), às 13h (horário de Brasília), para enfrentar o Egito no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.

Com gol da Croácia anulado nos últimos minutos, seleção lusitana mantém vivo sonho de primeiro título
por
Davi Madi
Júlio Poças
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03/07/2026 - 12h

Portugal e o Croácia se enfrentaram na última quinta-feira (2), em jogo válido pelos 16 avos de final da Copa do Mundo, no BMO Field, em Toronto, Canadá. Em uma das partidas mais emocionantes da edição, a equipe portuguesa saiu atrás, mas virou o resultado para 2 a 1, com direito à primeira vez que Cristiano Ronaldo marca em um mata-mata da competição mundial.

A imagem mostra Modric, da Croácia, e Cristiano Ronaldo, de Portugal.
Colegas no período de Real Madrid, Luka Modric e Cristiano Ronaldo estão  na última Copa da carreira. Foto: Reprodução/FIFA 

A equipe de Portugal voltou a campo com um time similar ao da última rodada da fase de grupos, contra a Colômbia, com as trocas do meia Rúben Neves por João Neves, e do ponta esquerda Rafael Leão no lugar de João Félix. A estratégia representou uma mudança ofensiva de velocidade pelas alas.

Durante o primeiro tempo o futebol apresentado foi mais apagado por parte das duas equipes, porém duas chances perigosas de Portugal passaram perto de abrir o marcador. A primeira, logo aos três minutos, após um passe em profundidade de Nuno Mendes para Rafael Leão. O atacante cruzou rasteiro na entrada da área para Bruno Fernandes bater de primeira, mas o goleiro Livacović espalmou. Aos 15 minutos, o zagueiro Renato Veiga subiu sozinho para cabecear em cobrança de escanteio, mas mandou a bola acima do gol croata.

A partida ficou mais emocionante a partir da segunda etapa, quando o ataque da seleção da Croácia ganhou destaque nas oportunidades. Aos oito minutos, após um cruzamento da direita pelo lateral Stanišić, a bola sobrou na entrada da pequena área para Ivan Perisic, que chutou cruzado e abriu o marcador.

A imagem mostra o gol de Perisic
Ivan Perisic se tornou o jogador mais velho a marcar pela seleção croata, aos 37 anos e 150 dias. Foto: Reprodução/FIFA 

Dois minutos depois, na entrada da área, Vlašić cruzou pelo chão para Matanovic empurrar pro fundo das redes, mas o impedimento foi marcado na posição do primeiro jogador.

Com o placar aberto, a equipe portuguesa buscou reagir contra a linha ofensiva croata. Em sua melhor partida do torneio até então, Rafael Leão teve boa chance para empatar, quando recebeu a bola na ponta esquerda da área, cortou para o meio e chutou no travessão. Minutos depois, um cruzamento de Pedro Neto achou Cristiano Ronaldo livre na entrada da área para dominar e encobrir Livacović, mas o craque estava em posição de impedimento.

O gol português só saiu em um pênalti aos 23 minutos, marcado na sequência de um escanteio. Renato Veiga sofreu falta ao tentar cabecear e ser puxado ao chão por Vlašić. O camisa sete lusitano foi à cobrança, marcou e empatou a partida.

Esta foi a primeira participação em gols de Cristiano Ronaldo em mata-mata de Copas do Mundo. CR7 já esteve com sua seleção na fase eliminatória do torneio em três outras oportunidades: 2006, quando atuava como reserva; 2018, eliminado para o Uruguai nas oitavas; e 2022, eliminado para Marrocos nas quartas de final.

A imagem mostra Cristiano Ronaldo batendo o pênalti.
Cristiano Ronaldo chegou ao 11º gol em Copas do Mundo e se juntou a Klinsmann, da Alemanha e Kocsis, da Hungria, na 9ª posição de maiores artilheiros da competição. Foto: Reprodução/FIFA 

Após o gol de empate de Cristiano Ronaldo, o técnico espanhol no comando do time português fez quatro alterações, incluindo a saída do camisa sete. Entretanto, as mudanças deixaram o meio de campo de Portugal muito exposto, setor que é o ponto forte da seleção croata. Este espaço, foi principalmente percebido após outro gol anulado da Croácia, quando Kovačić tocou em profundidade para Sučić, que mesmo em posição irregular, marcou. Com o lance em questão, o treinador da equipe lusitana se viu obrigado a fazer mais uma substituição.

Em meio à pressão croata, o jogo se encaminhava para o que seria a quarta prorrogação desta Copa do Mundo. Porém, aos 48 minutos, Rafael Leão recebeu passe livre na esquerda e cruzou para Gonçalo Ramos, atacante que entrou para substituir Cristiano no segundo tempo, subir entre três marcadores, marcar de cabeça e virar a partida para os Lusitanos.

Nos últimos minutos de acréscimos estendidos a Croácia fez um gol, porém este foi novamente anulado por conta de um impedimento, marcado com a ajuda do chip de  movimento da bola. A tecnologia, estreante na Copa de 2028, na Rússia, foi capaz de detectar um toque de cabeça quase imperceptível de Matanovic, após cruzamento que deixaria a bola em pés croatas em condição legal, se não fosse a interferência do atacante. Graças a avaliação do VAR, o gol foi invalidado e a partida terminou  2 a 1 para Portugal, com mais de 18 minutos de acréscimos.

A imagem mostra Perisic chorando deitado de bruços no gramado.
Eliminação da Croácia encerrou a última Copa de Perisic. Foto: Reprodução/FIFA

A seleção de Cristiano Ronaldo agora vai enfrentar a Espanha, que eliminou a Áustria, nas oitavas de final. O jogo acontece na próxima segunda-feira (6), em Dallas, Estados Unidos, às 16h (horário de Brasília). Após ser vice na Rússia e terceiro lugar no Catar, a Croácia se despede precocemente da Copa.

O camisa 10 converteu pênalti e garantiu a classificação às quartas de final da Copa do Mundo de 2026
por
Gianna Flores
Pedro José Zolési
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06/07/2026 - 12h

A França garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 ao vencer o Paraguai por 1 a 0, neste sábado (4), no Estádio da Filadélfia. Em uma partida de poucas oportunidades e marcada pelo forte embate físico entre as equipes, Kylian Mbappé converteu um pênalti no segundo tempo e decidiu mais uma vez.

Para o confronto, o técnico Didier Deschamps promoveu apenas uma alteração em relação à equipe que venceu a Suécia na fase anterior. Manu Koné entrou no lugar de Tchouaméni no meio-campo, enquanto o restante da equipe foi mantido.

Desde os primeiros minutos, os franceses assumiram o controle da posse de bola e pressionaram o Paraguai no campo de defesa. Apesar do domínio, a equipe francesa encontrou dificuldades para transformar a superioridade em chances claras de gol. 

Mbappé comemora o gol de vitória da partida
Mbappé se juntou a Didier Deschamps com 103 jogos com a camisa da França. | Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance 

 

O confronto teve embates físicos ao longo da primeira etapa. As constantes disputas e os empurrões entre jogadores dos dois times passaram a marcar o ritmo do jogo. O principal desentendimento aconteceu aos 34 minutos, após uma falta de Andrés Cubas em Kylian Mbappé, lance que aumentou a tensão em campo e fez a equipe europeia entrar de vez no estilo de jogo imposto pelos paraguaios.

A melhor oportunidade francesa antes do intervalo surgiu aos 37 minutos. Ousmane Dembélé recebeu na entrada da área, finalizou com desvio e levou perigo ao gol paraguaio. Mesmo com sete cobranças de escanteio e cinco finalizações, os franceses não conseguiram abrir o placar antes do fim do primeiro tempo.

Na volta para a segunda etapa, Les Blues apresentaram mais objetividade nas ações ofensivas. Logo aos 5 minutos, Mike Maignan lançou Mbappé nas costas da defesa. O camisa 10 invadiu a área e foi bloqueado por Cáceres, que afastou para escanteio.

Na cobrança ensaiada, Mbappé acionou Dembélé, mas o atacante finalizou para fora, cercado pela marcação. A pressão aumentou nos minutos seguintes. Aos 54, Manu Koné arriscou de fora da área e obrigou o goleiro paraguaio a fazer a primeira grande defesa da partida, o que manteve o empate.

O gol da classificação teve início aos 68 minutos, quando Désiré Doué foi derrubado dentro da área, após contato com Diego Gómez. Inicialmente, a arbitragem mandou o jogo seguir, mas o lance foi revisado pelo árbitro de vídeo, que confirmou a penalidade máxima.

Kylian Mbappé assumiu a cobrança e bateu com categoria, deslocou completamente o goleiro paraguaio para marcar o único gol da partida e garantir a vantagem francesa.

Após abrir o placar, os franceses reduziram a intensidade ofensiva, interromperam jogadas quando necessário e utilizaram a experiência para esfriar a reação do Paraguai, em uma postura semelhante à normalmente adotada por equipes sul-americanas em partidas eliminatórias.

Nos acréscimos, Mbappé ainda teve a oportunidade de ampliar o marcador. Após passe de Désiré Doué, o atacante finalizou duas vezes dentro da área, ambas com a perna esquerda, mas parou em duas grandes defesas do goleiro paraguaio.

O apito final também ficou marcado por um momento de tensão. Logo após o encerramento da partida, Mbappé comemorou de forma efusiva em frente ao goleiro do Paraguai. Orlando Gill estendeu a mão para cumprimentar o atacante francês, que não retribuiu o gesto. O confronto foi encerrado sob clima de rivalidade.

A França volta a campo para enfrentar o Marrocos na próxima quinta-feira (9), no Estádio de Boston, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. 

 

La Furia venceu por 3 a 0 e encerrou a campanha austríaca no mundial
por
Mariana Luccisano
Pedro Premero
|
03/07/2026 - 12h

A Espanha venceu a Áustria por 3 a 0 na última quinta-feira (2), no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. Superior durante toda a partida, a equipe comandada por Luis de la Fuente controlou as ações desde os primeiros minutos e construiu a vantagem ainda antes do intervalo.

A seleção espanhola impôs seu ritmo de jogo no início do confronto. Com posse de bola, trocas rápidas de passes e investidas pelo lado direito com Lamine Yamal, La Furia encontrou espaços diante de uma Áustria que adotou uma postura mais defensiva e que teve dificuldades para conter a pressão adversária. As primeiras oportunidades surgiram com Yamal e Mikel Oyarzabal, mas ambas pararam nas defesas de Alexander Schlager.

A pressão espanhola se intensificou ao longo do primeiro tempo. Aos 29, Cucurella chegou a balançar as redes, após cobrança de escanteio, mas a arbitragem anulou o lance por falta no goleiro austríaco no início da jogada. O domínio, porém, foi recompensado quatro minutos depois. Após boa construção iniciada por Pedri, Cucurella recebeu pela esquerda e cruzou rasteiro para Oyarzabal finalizar no meio da área e abrir o placar.

A imagem mostra Oyarzabal comemorando o gol com os companheiros
Artilheiro da Espanha na era Luis de la Fuente, Mikel Oyarzabal comandou a vitória da Espanha. Reprodução: X/@SEFutbol

Mesmo em vantagem, a Espanha manteve o controle da partida e permaneceu no campo ofensivo. Aos 46, Baena acertou o travessão em cobrança de falta e, no rebote, Schlager evitou o segundo gol ao defender a finalização a queima roupa de Yamal.

A imagem mostra Yamal, da Espanha, e Sabtizer, da Áustria, disputando a bola
A Áustria conseguiu sair em velocidade em poucas oportunidades, mas encerrou o primeiro tempo com apenas uma finalização. Reprodução: X/@SEFutbol

No início da segunda etapa, La Furia manteve a pressão feita durante o primeiro tempo. O ataque espanhol forçou o goleiro austríaco a realizar algumas defesas e desperdiçou outras chances com finalizações para fora do gol.

A Áustria criou sua primeira chance somente aos 15 minutos. Sabitzer recebeu a bola na lateral e cruzou na área, porém, Kalajdžić cabeceou para fora. A seleção austríaca não conseguiu impor seu jogo e terminou a partida com apenas 36% de posse de bola e quatro finalizações.

Era só questão de tempo para o segundo gol espanhol sair. A Espanha trocou passes no entorno da área da Wunderteam durante um minuto e meio até ampliar o placar. Cucurella passou para Baena cruzar para Pedro Porro que, pelas costas da defesa, cabeceou para o fundo das redes.

Aos 29 minutos, ocorreu uma pequena confusão entre as duas seleções. Após falta para Áustria, Pedri pegou a bola e segurou para atrasar a reposição do jogo e foi empurrado por Grillitsch. Os jogadores logo se aproximaram do lance e começaram a trocar empurrões até o árbitro Glenn Nyberg apaziguar a situação e chamar os dois jogadores, que iniciaram o desentendimento, para conversar.

Lamine Yamal, destaque de La Furia, passou em branco no jogo, apesar de ter feito seis finalizações ao todo. Sua melhor oportunidade aconteceu aos 39 minutos de jogo. Após cruzamento de Oyarzabal, a bola dividida sobrou para o jovem atacante, que finalizou no gol, mas foi bloqueado por Danso, que tirou a bola em cima da linha.

Os espanhóis acabaram com as chances de reação dos austríacos aos 43 minutos. Cucurella cruzou rasteiro para Oyarzabal sair na cara do gol e fazer o terceiro da Espanha e classificar a seleção para as oitavas de final.

A imagem mostra parte do elenco da Espanha comemorando
Espanha não vencia uma partida de mata-mata desde 2010, quando foi campeã. Reprodução: X/@SEFutbol

A Áustria deu adeus à Copa do Mundo na fase de 16 avos. Já La Furia volta aos gramados na segunda-feira (6), às 16h (horário de Brasília, no AT&T Stadium, em Arlington, nos Estados Unidos, para enfrentar a seleção de Portugal, que eliminou a Croácia.

 

Seleção africana pressionou na etapa final, mas colombianos venceram com placar mínimo
por
Arthur Rocha
Larissa Bandeira
|
05/07/2026 - 12h

A Colômbia venceu Gana por 1 a 0 nesta sexta-feira (3), no Arrowhead Stadium, em Kansas City, e avançou às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O gol da vitória saiu ainda no primeiro tempo, aos 13 minutos, com Jhon Arias completando cruzamento de Luis Suárez. Na etapa final, porém, o jogo mudou de intensidade, Gana buscou o empate com afinco, enquanto os colombianos seguraram a vantagem no sufoco.

A seleção ganesa começou a partida com perigo logo no primeiro minuto, quando Thomas Partey finalizou pela direita e assustou a meta colombiana. Aos sete minutos, a Colômbia precisou mexer e Luis Suárez entrou no lugar de John Córdoba, que se lesionou em uma disputa de bola no início do confronto. Já aos 13, Suárez, que acabava de entrar, chegou à linha de fundo e cruzou para a segunda trave. Jhon Arias apareceu livre e bateu no canto para marcar para os colombianos.

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A Seleção da Colômbia voltou a vencer um jogo de mata-mata da Copa, após 12 anos. Foto: Reprodução Instagram/@fcfseleccioncol

Depois do gol, a equipe sul-americana cresceu em campo e passou a pressionar Gana com mais intensidade. Aos 20 minutos, Luis Díaz tentou de fora da área, mas parou nas mãos do goleiro ganês Lawrence Ati-Zigi. 

Aos 39, Gustavo Puerta levantou a bola com categoria, a defesa ganesa não conseguiu afastar e Díaz chutou para fora. Na sequência, o ganês Iñaki Williams respondeu com uma finalização colocada, mas longe do gol defendido pelo colombiano Camilo Vargas. 

Nos acréscimos, Daniel Muñoz cruzou para Johan Mojica, que cabeceou com perigo, mas o ganês Lawrence Ati-Zigi fez uma defesa espetacular para evitar o segundo gol.

Logo aos 11 minutos do segundo tempo, Luis Díaz balançou as redes para a Colômbia, mas o gol foi anulado por impedimento, um alívio para os ganeses, que a partir dali passaram a pressionar em busca da igualdade. A defesa colombiana, no entanto, se manteve firme, com Camilo Vargas fazendo intervenções importantes para preservar o resultado.

Aos 30 minutos da etapa final, Alidu Seidu recebeu cartão amarelo após falta em Johan Mojica próximo à entrada da área. Na cobrança, Juan Quintero arriscou de longe, mas a bola passou por cima do gol. Do lado ganês, o destaque foi o goleiro Lawrence Ati Zigi, autor de ao menos três defesas difíceis ao longo do segundo tempo, o que manteve viva a esperança da seleção ganesa de reação até os minutos finais.

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Gana encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 com uma vitória, um empate e duas derrotas. Foto: Reprodução Instagram/@blackstarsofghana_

Mesmo com a boa atuação do goleiro adversário, a Colômbia voltou a assustar nos acréscimos com Richard Ríos, que arriscou da entrada da área, mas Ati Zigi apareceu bem outra vez para evitar a ampliação do placar. A partida terminou em 1 a 0 e o resultado confirmou a vaga colombiana às oitavas de final e decretou a eliminação de Gana logo nos 16-avos, fase estreante nesta edição ampliada do Mundial.

Na próxima terça-feira (7), a Colômbia enfrenta a Suíça, às 17h (horário de Brasília), no estádio BC Place, em Vancouver, no Canadá, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.