O novo filme de Christopher Nolan dividiu opiniões e aproximou o público da obra de Homero
por
Lara Manasseh
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26/08/2026 - 12h

O filme “A Odisseia”, dirigido por Christopher Nolan, foi lançado no Brasil no dia 16 de julho e, mesmo um mês depois, continua lotando as salas dos cinemas brasileiros, quebrando recordes de bilheteria. Segundo a Variety, o longa arrecadou cerca de 675 milhões de reais apenas nos cinemas estadunidenses e 757 milhões no mercado internacional. 

A crítica especializada apostou no filme mesmo antes do lançamento. Além do elenco de peso com atores como Zendaya, Tom Holland, Anne Hathaway e Robert Pattinson, o filme também contou com cenas e efeitos visuais grandiosos, característica comum dos trabalhos de Nolan. 

O diretor do filme preferiu não usar computação gráfica (CGI) e optou por criar do zero todos os objetos de cena. Um exemplo disso é o ciclope (Polifemo). A equipe criou uma marionete com estrutura mecânica gigante de 18 metros de altura dentro da Gruta Nestor, na Grécia. Bill Irwin, que já havia trabalhado com Nolan em outros projetos, operou e deu voz ao megatrônico. 

Nolan decidiu fazer o filme no IMAX 70mm, gerando um debate técnico nas redes, devido à escassez de infraestrutura para as exibições analógicas. Existem cerca de 41 cinemas no mundo que conseguem projetar o filme no formato original, que, em sua maioria, estão localizados nos Estados Unidos. As discussões foram voltadas para o aspecto da acessibilidade, visto que apenas 1% da população global conseguiria ver a obra como foi concebida. 

Em relação ao roteiro, a trama acompanha Odisseu, também conhecido como Ulisses em algumas traduções, no seu retorno para Ítaca após a guerra. Ele é descrito como um homem de inteligência astuciosa, brilhante, que após dez anos sem conseguir quebrar as fronteiras de Troia, concebe a ideia do Cavalo.

Nesta versão, além de ele enfrentar batalhas, monstros, fúria divina e tentações, ele também encara uma batalha interna, movimentada pela culpa da repercussão de suas ações durante a guerra.

 “A lógica de um herói atormentado pelo que ele fez na guerra é nossa, ela não pertence à lógica desse mundo (mundo grego). A ideia do remorso, da culpa, isso é próprio da nossa sociedade”, afirmou em entrevista à AGEMT, Giuliana Ragusa, especialista no clássico e professora associada de língua e literatura grega da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas de São Paulo (FFLCH). 

anne hataway como persefone com um manto esverdeado segurando um arco e flecha
Anne Hathaway como Penelope em “A Odisseia”/Foto: Universal Studios, divulgação

O tema sobre como as mulheres foram desenvolvidas na obra de Nolan também tomou grandes proporções na mídia e chateou alguns pesquisadores, como Emily Wilson, renomada helenista, latinista e tradutora britânico-americana da obra. Em seu artigo (An Uncomplicated Man) publicado após o filme, ela destacou que as personagens de Nolan são fracas, submissas e representam a misoginia do diretor, que optou por não desenvolvê-las.

As personagens femininas têm um papel central no poema, pois são elas que determinam como será a trajetória de Odisseu. Além da deusa Atena, que serve como uma espécie de mentora para o herói, existem a feiticeira Circe, a ninfa Calipso e sua mulher Penélope. 

Segundo Ragusa, Penélope, interpretada por Anne Hathaway, poderia ter sido mais explorada, pois ela tem a sua própria inteligência astuciosa e resistência, que espelham as de Odisseu, caracterizando uma personagem complexa e crucial para a trama.  No filme, mulheres relevantes como Atena, vivida por Zendaya, tem somente 8 minutos de tela, enquanto Helena de Troia (Lupita Nyong'o) 3. 

Em entrevista para o Digital Spy, o diretor constatou que precisou cortar episódios do texto original para caber dentro do tempo e orçamento do filme. Porém, Nolan fez uma reelaboração, uma recriação autoral, ressignificando os elementos mais disseminados do poema, afirmou Ragusa. Isso se evidenciou no conto do Ciclope: no livro, o episódio demonstra a célebre astúcia do herói, que se apresenta como “ninguém” para escapar da caverna. 

Outra mudança relevante foi na concepção da lei de Zeus.  Segundo a professora, o conceito da lei, que denominaria uma hospitalidade de tratar o próximo como gostaríamos de ser tratados, citada diversas vezes no filme e relevante para o roteiro, não passa de um conceito cristão. Ela explicou que no conceito grego se valoriza a ética da reciprocidade, fazer o bem a quem me faz bem e mal a quem me faz mal. 

Matt damon como odisseu, atrás dele tem zendaya como Atenas
Matt Damon como Ulisses em “A Odisseia”/ foto: Universal Studios, divulgação

Mesmo com diversos debates envolvendo a obra cinematográfica, Emily Wilson e Giuliana Ragusa destacaram a importância e a relevância do filme para o cenário atual de streamings. Wilson defendeu em seu artigo que “o filme talvez convença alguns administradores de universidades a não cortar seus departamentos de literatura, línguas e história. Nolan (...) está fazendo o possível para levar o público em geral a voltar a ler, e sou grato a ele por isso”. Assim como Ragusa, que destacou o quão ela considera positivo o efeito que o filme teve em gerar interesse pelo poema e levar as pessoas à leitura da obra. 

 

Há 26 anos, fazenda em Luz (MG) reúne gastronomia típica, antiguidades e acolhimento para viajantes que cruzam a BR-262
por
Laura Petroucic
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28/05/2026 - 12h

Às margens da BR-262, no km 514, próximo à cidade de Luz (MG), o “Barril 514” se consolida como parada obrigatória para quem cruza a região. Cercada pela natureza, a casa de fazenda chama a atenção dos visitantes que, ao entrar, são envolvidos em um retrato vivo do interior mineiro.
 
Fundado em novembro de 1999, o local nasceu de forma simples. Washington Fiuza Paulinelli, proprietário do Barril, é agrônomo e produtor rural. A virada aconteceu no fim da década de 90, quando recebeu o convite e a confiança de Antônio Garcia de Carvalho e Maria Felícia Chavico para abrir um negócio no local, inspirado na chamada “Casa Mineira”, em Luz, onde produtos de origem já eram comercializados. 

O espaço sempre manteve como base a valorização de produtos típicos e do preparo tradicional. Ao longo de 26 anos, o Barril 514 estabeleceu-se como parada frequente para quem percorre a rodovia, especialmente por estar em um eixo que conecta cidades como Belo Horizonte, Araxá e Patrocínio. 

“A gente ganhou muito com essa distância, né? As pessoas param para tomar café, para almoçar. É um sucesso simples, é uma casa de madeira, muita madeira. Isso dá um alívio, parece”, comenta Washington. 

Durante os anos, alguns sabores se tornaram assinatura. Os carros-chefe são o pão de queijo com pernil e a bisteca suína, além dos cafés especiais de diferentes origens do Cerrado Mineiro, como Campos Altos, Patos de Minas, Monte Carmelo e Coromandel.

Os doces também seguem essa mesma essência de simplicidade: “Doce de leite, doce de mamão, de figo, doce de goiaba, de manga. Tudo de origem mesmo. Nada de química.”

O ambiente preserva a memória da região com a coleção de antiguidades que decora todos os cômodos, desde o salão de mesas até os jardins ao ar livre. O acervo pertencia à mãe de Washington: “A gente morava na roça, na fazenda, e minha mãe punha a gente com 5 anos de idade pra fazer queijo. Ela vendia e comprava as antiguidades”, conta o produtor rural.

Hoje, a atmosfera do Barril 514 é incomparável. Washington reforça que, ao lado de Marlene Madeira Borges Paulinelli, o espaço foi construído com base nos valores da família: respeito, trabalho e compromisso com o cliente. O Barril se tornou um refúgio na estrada, um respiro para quem passa pela BR-262 que é sempre recebido pela placa: “A sua casa mineira”. 

Convite do Barril 514 para motoristas e viajantes. Foto: Laura Petroucic
Convite do Barril 514 para motoristas e viajantes. Foto: Laura Petroucic
Salão principal do Barril onde clientes almoçam e tomam o famoso cafézinho. Tudo em muita madeira. Foto: Laura Petroucic
Salão principal do Barril onde clientes almoçam e tomam o famoso cafézinho. Tudo em muita madeira. Foto: Laura Petroucic
Doces artesanais produzidos nas fazendas. Foto: Laura Petroucic
Doces artesanais produzidos nas fazendas. Foto: Laura Petroucic
Santinhos e figuras religiosas que demonstram o catolicismo do interior. Foto: Laura Petroucic
Santinhos e figuras religiosas que demonstram o catolicismo do interior. Foto: Laura Petroucic
Bonecas, máquinas de datilografia, peneiras, filtros de barros e registradoras antigas. Foto: Laura Petroucic
Bonecas, máquinas de datilografia, peneiras, filtros de barros e registradoras antigas. Foto: Laura Petroucic
Parte ao ar livre do salão, também decorada com clássicos da cozinha mineira. Foto: Laura Petroucic
Parte ao ar livre do salão, também decorada com clássicos da cozinha mineira. Foto: Laura Petroucic
Vitrolas, item comum na coleção. Foto: Laura Petroucic
Vitrolas, itens comuns na coleção. Foto: Laura Petroucic
Área externa com redes, árvores e parquinho. Foto: Laura Petroucic
Área externa com redes, árvores e parquinho. Foto: Laura Petroucic
Visão geral de um espaço dedicado à exposição do acervo. Foto: Laura Petroucic
Visão geral de um espaço dedicado à exposição do acervo. Foto: Laura Petroucic
Na saída do Barril 514, um antigo descascador de café enferrujado. O equipamento hoje ocupa o papel de preservar a memória da tradição cafeeira da região. Foto: Laura Petroucic
Na saída do Barril 514, um antigo descascador de café enferrujado. O equipamento hoje ocupa o papel de preservar a memória da tradição cafeeira da região. Foto: Laura Petroucic


 

Deputada participou do projeto Politizando e abordou temas como desinformação, políticas públicas e visibilidade social
por
Gianna Flores
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27/04/2026 - 12h

A deputada Érika Hilton realizou palestra no dia 13 de abril, durante o o projeto Politizando, promovido pelo Centro Acadêmico 4 de Dezembro, da ESPM. Em suas falas, a deputada abordou o papel da mídia na visibilidade de grupos marginalizados, defendeu uma imprensa mais ética e responsável, além da criação de mais políticas públicas destinadas para o combate à violência de gênero. Em um relato pessoal, Hilton relembrou sua trajetória, destacando o apoio da família e os desafios enfrentados durante sua vida. Ao falar sobre a mídia, ela afirmou: “Hoje nós vemos ainda muito forte as mídias tradicionais com alcances gigantes, replicando discursos odiosos”. O evento foi uma oportunidade para refletir sobre a intersecção entre mídia, política e responsabilidade social, no contexto da luta por uma informação mais justa e plural.

 

Estabelecimento 24 horas oferece tira gostos, pratos clássicos, pizzas, hambúrgueres, bebidas e drinks autorais
por
Julia da Justa Berkovitz
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26/03/2026 - 12h

Na esquina entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, o histórico Riviera Bar chama a atenção em meio ao caos paulistano. Inaugurado em 1949, o espaço passou por reestruturações e modernizações ao longo destes 77 anos. Todavia, sua icônica marca registrada, o balcão vermelho, segue intacta e viva na memória coletiva de São Paulo. O bar que já recebeu ícones brasileiros, como Chico Buarque e Elis Regina, agora é um fenômeno nas redes sociais.

Riviera Bar.
A localização do espaço é estratégica e acessível para os paulistanos. A estação Paulista/Consolação, presente nas linhas amarela e verde do metrô, fica a 100 metros do estabelecimento. O letreiro vermelho e branco chama a atenção e transmite a estética do local. Foto: Julia Berkovitz.

 

Piso térreo - Riviera Bar.
Ao entrar no bar, diversas pessoas estão sentadas ao redor do icônico balcão vermelho. Nele, são servidos drinks clássicos e autorais, batidas, chopp, cervejas e coquetéis não alcoólicos. Foto: Julia Berkovitz.

 

Letreiro vermelho com trecho do manifesto antropofágico.
Do outro lado do balcão, um trecho do Manifesto Antropofágico (1928), de Oswald de Andrade. Uma forma de reafirmar a brasilidade e originalidade do local, mesclando história com modernidade. Foto: Julia Berkovitz.

 

Segundo piso- Riviera Bar.
O piso superior é repleto de mesas que, mesmo em uma quinta-feira chuvosa, estavam lotadas. Happy hours, aniversários, encontros, o Riviera tem de tudo. A iluminação intimista majoritariamente vermelha deixa o ambiente descontraído e misterioso. Foto: Julia Berkovitz.

 

Hambúrgueres e batatas fritas.
Pão, carne e queijo. Um lanche clássico acompanhado de fritas e maionese da casa. Mesmo no básico, há detalhes que revelam uma das mensagens mais importantes do local: “Estamos abertos 24 horas”. Foto: Julia Berkovitz.

 

Letreiro vermelho: "O prazer de ser você".
Mais um letreiro do Riviera. Este está presente no corredor dos banheiros, tanto do térreo quanto do piso superior. Dentre as publicações feitas no Instagram e no Tik Tok, esta é uma das frases preferidas para as legendas. Foto: Julia Berkovitz.

 

Placa: "Acorda, Cinderela. Seus drinks, suas regras".
Uma mensagem necessária. Todo e qualquer lugar deve reafirmar seu compromisso na luta contra o assédio e a violência sexual. Foto: Julia Berkovitz.

 

Placas - Rua da Consolação e Av. Paulista.
A cidade brasileira que não dorme. Conhecer o Riviera Bar não é fugir do caos, muito pelo contrário, é estar no centro dele e apreciar sua vida ininterrupta, já que o próprio espaço nunca fecha as portas. Foto: Julia Berkovitz.

 

Acesso de tiques de ofensas racistas de ativista com síndrome de Tourette causou controvérsia
por
Daniela Cid
Davi Madi
|
03/03/2026 - 12h

O BAFTA, premiação da academia britânica de cinema, anunciou os seus vencedores no domingo (22). A premiação, que é a última da temporada antes do Oscar, foi marcada por surpresas e polêmicas envolvendo produtor de filme premiado durante a entrega dos troféus. John Davidson, ativista da síndrome de Tourette, gritou insultos racistas involuntários durante categoria apresentada por Michael B. Jordan e Delroy Lindo.

O polêmico incidente racial

 

John Davidson, ativista da síndrome de Tourette, produtor e inspiração do filme “I Swear” - Reprodução: Youtube: The Upcoming
John Davidson, ativista da síndrome de Tourette, produtor e inspiração do filme “I Swear” - Reprodução: Youtube: The Upcoming

 

A entrega do primeiro prêmio da noite foi feita pelos atores Michael B. Jordan e Delroy Lindo. Durante o anúncio do vencedor da categoria de Melhores Efeitos Visuais, os astros do filme “Pecadores” foram interrompidos por um grito de ofensas racistas vindas da plateia. Confira o momento: 

https://x.com/Phil_Lewis_/status/2025692213775372737?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2025692213775372737%7Ctwgr%5Ea14cdb8cf69c7d584f0db5cfb83c6206224b2c55%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.omelete.com.br%2Ffilmes%2Ftourette-john-davidson-bafta-pecadores

O xingamento foi proferido pelo ativista da Síndrome de Tourette, John Davidson, inspiração para a produção do filme “I Swear”, da Escócia, obra que concorria a 5 categorias da premiação. A injúria foi proferida durante um acesso de tiques nervosos provocados por um sintoma do distúrbio do escocês, a “coprolalia”, reação vocal que consiste em “soltar” palavrões ou ofensas socialmente inadequadas, de forma involuntária. 

Aos 25 anos, Davidson foi diagnosticado com a síndrome. A coprolalia, condição específica do escocês, é presente entre 10% a 30% das pessoas com a condição, se destacando especificamente pela característica de proferir xingamentos e falas inapropriadas. 

Os atores que estavam apresentando a categoria seguiram com a premiação, mas o ativista se retirou do evento logo após o incidente.  

Em seguida à entrega do prêmio, o ator e apresentador da cerimônia, Alan Cumming, veio ao palco para se pronunciar sobre o ocorrido: “Vocês podem ter notado uma linguagem forte ao fundo. Isso pode fazer parte da forma como a síndrome de Tourette se manifesta em algumas pessoas”. 

Pouco tempo depois, Cumming retornou para complementar o pronunciamento: “A síndrome de Tourette é uma deficiência e os tiques que vocês ouviram hoje à noite são involuntários, o que significa que a pessoa não tem controle sobre a linguagem. Pedimos desculpas se alguém se sentiu ofendido”. 

O incidente repercutiu negativamente após a premiação, com personalidades de Hollywood criticando John Davidson e a organização do BAFTA. O ator Jamie Foxx se expressou em suas redes sociais, afirmando que o ocorrido é “inaceitável”, e que o ativista britânico “quis dizer aquela merda”. 

Outras figuras presentes na produção de “Pecadores” também se manifestaram, em crítica aos organizadores do evento. A diretora de arte do filme, Hannah Beachler apontou que o pronunciamento do apresentador foi “superficial”: “O que piorou a situação foi o pedido de desculpas, do tipo 'se você se sentiu ofendido', no final do espetáculo”. 

Logo após a cerimônia, Delroy Lindo também comentou sobre a forma como a academia lidou com a situação. “Fizemos (Lindo e Jordan) o que tínhamos que fazer, mas gostaria que alguém do BAFTA tivesse falado conosco depois”. 

A crítica à academia britânica se dá principalmente pelo fato do BAFTA ser transmitido com duas horas de atraso, a fim de possibilitar a edição de momentos que devam ser removidos da versão final. Este corte ocorreu com falas de vencedores que se manifestaram politicamente durante suas falas, enquanto o incidente envolvendo Jordan e Lindo foi mantido na transmissão. 

Um exemplo se deu no discurso do cineasta Akinola Davies Jr, vencedor do prêmio de Melhor Estreia Britânica pelo filme “My Father’s Shadow”. Durante a recepção do troféu, o diretor se manifestou politicamente dizendo “Palestina livre”, o que foi censurado da versão final. 

No dia seguinte (23), a organização do BAFTA emitiu um comunicado pedindo desculpas pelas ofensas raciais, afirmando que os convidados haviam sido informados sobre a condição de Davidson, e que os tiques proferidos pelo ativista “não refletem, de maneira alguma, suas crenças”. Na carta, a academia britânica aproveitou para agradecer a Jordan e Lindo “por sua incrível dignidade e profissionalismo”, e se responsabilizar pelo ocorrido, e continuar levando a inclusão como princípio fundamental da premiação.  

Três dias após a cerimônia (25), Davidson entrou em contato com a Variety para se comunicar sobre o incidente, afirmando que sentiu vergonha durante o evento: “Quando meus tiques vieram, meu estômago afundou. Senti uma onda de constrangimento.” 

O ativista aproveitou para explicar como a coprolalia afeta sua reação com a Síndrome de Tourette, afirmando que tentar segurar suas reações involuntárias é como “sacudir uma garrafa de refrigerante fechada”: “Fico, e sempre fiquei, profundamente mortificado se alguém considerar meus tiques involuntários como intencionais ou como tendo qualquer significado”.  

Após o incidente, o evento seguiu com a entrega das estatuetas.  

“Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson, foi consagrado o grande vencedor da noite, levando seis estatuetas de 14 indicações para casa, incluindo o prêmio de Melhor Filme e Melhor Direção, mantendo-se como favorito aos principais prêmios da temporada, após vitórias em outras cerimônias. Logo atrás, "Pecadores” de Ryan Coogler, anotou 13 nomeações, saindo com a vitória em três categorias, se consagrando como filme de um diretor negro mais premiado da história do BAFTA.

Pecadores, de Ryan Coogler, se tornou filme com diretor negro mais premiado da história do BAFTA, com 3 estatuetas - Reprodução: BBC One
Pecadores, de Ryan Coogler, se tornou filme com diretor negro mais premiado da história do BAFTA, com 3 estatuetas - Reprodução: BBC One

 

O Brasil também marcou presença com 4 indicações. “O Agente Secreto” concorreu a Melhor Filme de Língua Não-Inglesa e Melhor Roteiro Original.  “Apocalipse nos trópicos”, de Petra Costa, também foi indicado a Melhor Documentário, assim como o filme “Sonhos de Trem”, indicado a Melhor Fotografia pelo trabalho do brasileiro Adolpho Veloso, mas nenhum deles levou o prêmio. As estatuetas foram, respectivamente para: “Valor Sentimental”, “Pecadores”, “Mr. Nobody Against Putin” e “Uma Batalha Após a Outra”  

A grande surpresa da noite se deu nas premiações individuais, com destaque à estatueta de Melhor Ator, que ficou com o inglês Robert Aramayo pelo filme “I Swear”. 

A obra, que não teve destaque em outras cerimônias da temporada, adapta a vida do ativista escocês John Davidson, e sua luta contra as dificuldades da síndrome de Tourette, condição do sistema nervoso que lhe faz ter acessos de tiques de movimento e fala involuntários. O filme ainda levou os prêmios de Melhor Direção de Elenco e Revelação do Ano ao ator protagonista. 

Aramayo vence a estatueta, desbancando grandes favoritos, como Leonardo DiCaprio, em “Uma Batalha Após a Outra”, Michael B. Jordan, em “Pecadores”, e Timothée Chalamet, que já levou os prêmios de Melhor Ator no Critics’ Choice Award e no Globo de Ouro, por sua performance em “Marty Supreme”. O brasileiro Wagner Moura, vencedor do Globo de Ouro em Melhor Ator em Filme de Drama por “O Agente Secreto”, não foi indicado.

 

Robert Aramayo venceu o BAFTA de melhor ator por sua performance em “I Swear” - Foto: Instagram: robertaramayo
Robert Aramayo venceu o BAFTA de melhor ator por sua performance em “I Swear” - Foto: Instagram: robertaramayo 

Nas demais categorias individuais, a atriz inglesa Jessie Buckley manteve o favoritismo pelo  trabalho em “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, e levou a estatueta. As categorias de Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes tiveram vencedores inéditos em relação às outras premiações da temporada, com a britânica-nigeriana Wunmi Mosaku e o estadunidense Sean Penn sendo premiados por seus trabalhos, respectivamente em “Pecadores” e “Uma Batalha Após a Outra”.

Confira abaixo a lista de indicações, e dos premiados.

Indicados a Melhor filme:  

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor)  

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Valor Sentimental  

  • Pecadores 

  • Marty Supreme 

 

Indicados a Melhor filme de língua Não-Inglesa: 

  • Valor Sentimental (Vencedor)  

  • Foi Apenas uma Acidente 

  • O Agente Secreto  

  • Sirat 

  • A Voz de Hind Rajab 

 

Melhor Roteiro Original: 

  • Pecadores (Vencedor)  

  • I Swear  

  • Marty Supreme 

  • O Agente Secreto 

  • Valor Sentimental 

 

Melhor Roteiro Adaptado: 

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • The Ballad of Wallis Island 

  • Bugonia 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Pillion 

 

Melhor Ator: 

  • Robert Aramayo – I Swear (Vencedor) 

  •  Leonardo DiCaprio – Uma Batalha Após a Outra 

  •  Timothée Chalamet – Marty Supreme 

  •  Jessie Plemons – Bugonia  

  • Ethan Hawke – Blue Moon 

  • Michael B. Jordan – Pecadores  

 

Melhor Atriz: 

  • Jessie Buckley - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (Vencedora) 

  • Rose Byrne - Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria 

  • Kate Hudson - Song Sung Blue: Um Sonho a Dois 

  • Emma Stone - Bugonia 

  • Chase Infiniti - Uma Batalha Após a Outra 

  • Renate Reinsve - Valor Sentimental 

 

Melhor Ator Coadjuvante: 

  • Sean Penn - Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • Benicio del Toro - Uma Batalha Após a Outra 

  • Jacob Elordi - Frankenstein 

  • Paul Mescal - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Peter Mullan - I Swear 

  • Stellan Skarsgard - Valor Sentimental 

 

Melhor Atriz Coadjuvante:  

  • Wunmi Mosaku – Pecadores (Vencedora) 

  • Odessa A'Zion - Marty Supreme 

  • Inga Ibsdotter Lilleaas - Valor Sentimental 

  • Teyana Taylor - Uma Batalha Após a Outra 

  • Emily Watson - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Carey Mulligan - The Ballad of Wallis Island 

 

Melhor direção:  

  • Paul Thomas Anderson - Uma Batalha Após a Outra (Vencedora) 

  • Ryan Coogler - Pecadores 

  • Chloé Zhao - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Josh Safdie - Marty Supreme 

  • Joachim Trier - Valor Sentimental 

  • Yorgos Lanthimos – Bugonia 

 

Melhor filme Britânico:  

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (Vencedora) 

  • Extermínio: A Evolução 

  • Pillion 

  • I Swear 

  • The Ballad of Wallis Island 

  • Morra, Amor 

  • Bridget Jones: Louca Pelo Garoto 

  • H is For Hawk 

  • Mr. Burton 

  • Steve 

 

Melhor Estreia de um Roteirista, Diretor ou Produtor Britânico: 

  • Akinola Davies Jr. e Wale Davies - My Father’s Shadow (Vencedores) 

  • Jack King, Hollie Brian e Lucy Meer - The Ceremony 

  • Harry Lighton - Pillion 

  • Myrid Carten - A Want in Her 

  • Cal McMau, Hunter Andrews e Eoin Doran - Wasteman 

 

Melhor Animação:  

  • Zootopia 2 (Vencedor) 

  • Elio 

  • A Pequena Amelie 

Melhor Documentário: 

  • Mr. Nobody Against Putin (Vencedor) 

  • A 2000 Metros de Adriivka 

  • Seymour Hersh: Em Busca da Verdade 

  • Apocalipse nos Trópicos 

  • A Vizinha Perfeita 

 

Melhor Fotografia: 

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • Frankenstein 

  • Marty Supreme 

  • Pecadores 

  • Sonhos de Trem 

Melhor Direção de Elenco: 

  • I Swear (Vencedor) 

  • Uma Batalha Após a Outra 

  • Pecadores 

  • Valor Sentimental 

  • Marty Supreme 

 

Melhor Filme para Crianças e Família:  

  • Boong (Vencedor) 

  • Arco 

  • Lilo & Stitch 

  • Zootopia 2 

 

Melhor Montagem: 

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • F1: O Filme 

  • Pecadores 

  • Marty Supreme 

  • Casa de Dinamite 

 

Melhor Figurino:  

  • Frankenstein (Vencedor) 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Marty Supreme 

  • Pecadores 

  • Wicked: Parte 2 

 

Melhor Maquiagem e Penteado: 

  • Frankenstein (Vencedor) 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Marty Supreme 

  • Pecadores 

  • Wicked: Parte 2 

 

Melhor Trilha Sonora: 

  • Pecadores (Vencedor) 

  • Bugonia 

  • Frankenstein 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Uma Batalha Após a Outra 

 

Melhor Som: 

  • F1: O Filme (Vencedor) 

  • Frankenstein 

  • Uma Batalha Após a Outra 

  • Pecadores 

  • Tempo de Guerra 

 

Melhor Design de Produção: 

  • Frankenstein (Vencedor) 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Marty Supreme 

  • Uma Batalha Após a Outra 

  • Pecadores 

 

Melhores efeitos especiais: 

  • Avatar: Fogo e Cinzas (Vencedor) 

  • F1: O Filme 

  • Frankenstein 

  • O Ônibus Perdido 

  • Como Treinar o Seu Dragão 

 

Melhor Curta Britânico: 

  • This is Endometriosis (Vencedor) 

  • Magid/Zafar 

  • Nostalgie 

  • Terence 

  • Welcome Home Freckles 

 

Melhor Curta Britânico de Animação: 

  • Two Black Boys In Paradise (Vencedor) 

  • Cardboard 

  • Solstice 

 

Revelação do ano: 

  • Robert Aramayo (Vencedor) 

  • Chase Infiniti 

  • Miles Caton 

  • Archie Madekwe 

  • Posy Sterling 

 

 

 

Brasilidade estampada em drinques autorais e petiscos cheios de identidade
por
Mohara Ogando Cherubin
|
09/09/2025 - 12h

O primeiro bar da cozinheira-empresária Manuelle Ferraz, também dona do restaurante “A Baianeira”, localizado no MASP, foi aberto em abril de 2024. O “Boteco de Manu” está situado onde as ruas se cruzam na Barra Funda, mais precisamente na Rua Lavradio, 235, em meio à intensa Avenida Pacaembu. A forte identidade do bar já é percebida em seu nome. O “de” Manu faz jus ao modo de falar no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, bem perto da Bahia, local onde a chef nasceu.

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O bar funciona de quarta a sexta das 18h à 00h, aos sábados das 13h à 00h e aos domingos das 12h às 18h. O local dispõe de mesas vermelhas do lado de fora, além do balcão no salão e um quintal na parte de trás do bar. Foto: Mohara Cherubin 

 

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“Foi em um boteco que eu te conheci”. A frase foi inspirada no trecho “Foi no Risca Faca que eu te conheci”, do forró “Risca Faca”, do cantor Pepe Moreno. A expressão "risca-faca", comum no Nordeste, traz a ideia de um ambiente divertido, com música alta, rodeado de liberdade e alegria. Foto: Mohara Cherubin
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A cozinha do boteco oferece uma variedade de pratos, como fritos, caldos e sanduíches. Entre as criações do cardápio, destacam-se a carne de sol com mandioca, o sanduíche de linguiça com queijo e a coxinha de camarão. Já as bebidas favoritas do local são o goró de mainha e o mel de cupuaçu, drink com vodka, infusão de cupuaçu e melado de cana. Foto: Mohara Cherubin 
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Com um globo espelhado e quadros decorando as paredes, o salão relembra a definição de “risca-faca”. Foto: Mohara Cherubin.
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A parede ao lado esquerdo do salão é decorada com a série “Meninas do Rio”, da artista Ana Stewart, que retrata mulheres de comunidades do subúrbio do Rio de Janeiro com um intervalo de 10 anos, revelando a partir de um ensaio íntimo as mudanças nos lares e nas vidas dessas mulheres. Foto: Mohara Cherubin
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Ainda no lado esquerdo do balcão, o cliente tem acesso aos banheiros e ao quintal do boteco, que fica na parte de trás do local. Foto: Mohara Cherubin
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Se não conseguir lugar nas mesas espalhadas no espaço externo do boteco, o cliente pode se servir no balcão do salão ou no quintal. Foto: Mohara Cherubin
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Aos domingos o boteco apresenta o famoso “tecladinho”. O cantor John Batista agita o bar com muita sofrência e bregas antigos, do jeito que o público gosta. Também aos domingo é servida a feijoada de domingo. Foto: Mohara Cherubin
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O balcão fica em frente ao bar e à entrada da cozinha. Garrafas com as frases “A beleza de ser um eterno aprendiz” e “Viva lá vinho” também decoram o espaço. No balcão, o cliente pode comer, beber e curtir o ambiente do boteco. Foto: Mohara Cherubin
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Carne de sol com mandioca, um dos pratos mais pedidos do Boteco de Manu, acompanha muito sabor, pimenta da casa e manteiga derretida se o cliente desejar. Foto: Mohara Cherubin
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Goró de mainha, o favorito do Boteco de Manu, é uma bebida vinda diretamente da Baianeira a base de gengibre, abacaxi, rapadura, limão e segredos da chef Manu. A frase “doses de amor” estampa o rótulo do goró. Foto: Mohara Cherubin
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O Boteco de Manu conquista os clientes com seu ambiente vibrante e energia única. Visite a esquina mais bonita da Barra Funda e aproveite. Foto: Mohara Cherubin

 

Museu de Imagem e Som organiza exposição para o saudoso músico baiano com um acervo único e experiências interativas
por
KHADIJAH CALIL
LAIS ROMAGNOLI
|
22/08/2025 - 12h

No aniversário da morte de Raul Seixas, o MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo, celebra o ídolo brasileiro com a mostra "O Baú do Raul". Contando com mais de 500 itens originais, o acervo foi inaugurado em 11 de julho e ficará em cartaz até 28 de setembro.

A exposição é uma oportunidade para fãs e curiosos mergulharem em um grande capítulo da história da música brasileira por meio de experiências interativas.

A programação celebra os 80 anos que Raul Seixas completaria em 2025 e relembra sua personalidade como um verdadeiro símbolo de liberdade.

 

Local: Museu da Imagem e do Som – MIS | Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo.
Horário: terças a sextas: 10h às 19h / sábados:10h às 20h /domingos e feriados: 10h às 18h.
Permanência até 1h após o último horário.
Ingresso: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) / Terças: ingresso gratuito, retira apenas na bilheteria física do MIS/ Quarta B3: na terceira quarta-feira do mês, graças a uma parceria com a B3, a entrada também é franca.
Classificação indicativa: Livre

 

A mostra é dividida em 15 salas, concebidas a partir das 13 faixas musicais mais aclamadas de Seixas. Foto: Lais Romagnoli
A mostra é dividida em 15 salas, concebidas a partir das 13 faixas musicais mais aclamadas de Seixas. Foto: Lais Romagnoli/Agemt
A influência de Raul Seixas perdura até hoje, sendo lembrado por ter quebrado padrões ao misturar rock, blues e rebeldia em sua arte. Foto: Lais Romagnoli
A influência de Raul Seixas perdura até hoje, sendo lembrado por ter quebrado padrões ao misturar rock, blues e rebeldia em sua arte. Foto: Lais Romagnoli/Agemt
A celebração de Raul Seixas na capital paulista é uma verdadeira viagem no tempo, resgatando um dos grandes marcos culturais do país. Foto: Lais Romagnoli
A celebração de Raul Seixas na capital paulista é uma verdadeira viagem no tempo, resgatando um dos grandes marcos culturais do país. Foto: Lais Romagnoli/Agemt

 

Em ambientes customizados, o universo do eterno "Maluco Beleza" é recriado para proporcionar uma melhor experiência aos fãs. Foto: Khadijah Calil
Em ambientes customizados, o universo do eterno "Maluco Beleza" é recriado para proporcionar uma melhor experiência aos fãs. Foto: Khadijah Calil/Agemt

 

 

No espaço "Toca do Raul", os visitantes poderão cantar sucessos como “Maluco Beleza”, “Metamorfose Ambulante”, “Gita” e "Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás". As apresentações serão gravadas e disponibilizadas aos participantes. Foto: Khadijah Calil
No espaço "Toca do Raul", os visitantes poderão cantar sucessos como “Maluco Beleza”, “Metamorfose Ambulante”, “Gita” e "Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás". As apresentações serão gravadas e disponibilizadas aos participantes. Foto: Khadijah Calil/Agemt
O acervo da mostra foi disponibilizado pela ex-companheira do artista, Kika; por sua filha, Vivian; e por Sylvio Passos, amigo do músico e fundador do fã-clube oficial. Foto: Khadijah Calil
O acervo da mostra foi disponibilizado pela ex-companheira do artista, Kika; por sua filha, Vivian; e por Sylvio Passos, amigo do músico e fundador do fã-clube oficial. Foto: Khadijah Calil/Agemt

 

 

 

Episódios contam histórias reais de jovens que morreram por tiros com armas das
por
Khauan Wood
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16/06/2025 - 12h

Idealizado, produzido, dirigido e apresentado por Khauan Wood, estudante do curso de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o podcast tem o intuito de contar histórias reais de jovens que morreram em decorrência da violência policial do Brasil.

Dados de um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado em abril de 2025, mostram que a taxa de mortalidade de crianças e adolescentes pela PM cresceu 120% entre 2022 e 2024, apenas no estado de São Paulo.

Com uma imersão sonora, o áudio é pensado para ser rápido. Tudo no podcast é pensado para se assemelhar a um tiro. Além disso, conta com músicas que retratam justamente a violência policial no país.

Ficha técnica

  • Idealização, direção e apresentação: Khauan Wood

  • Duração: 5min22seg

  • Orientação: Prof.ª Dra. Anna Flavia Feldmann

 

A forma como as redes sociais manipulam cada vez mais o que é divulgado pelos veículos de comunicação
por
Beatriz Lima
Giovanna Brito
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09/06/2025 - 12h

Com o avanço das tecnologias e da comunicação, a população se adaptou a essa mudança em muitos aspectos de suas vidas, como por exemplo em relação ao consumo de informação. O impacto dessas transformações se manifesta, principalmente, na definição das pautas jornalísticas, que hoje são fortemente moldadas por algoritmos, dados de engajamento e comportamentos de usuários nas redes sociais. As chamadas ‘trends’ vem cada vez mais se popularizando entre a sociedade online atual, causando falhas de comunicação entre o que é importante e o supérfluo. Entenda de que forma a influência desses assuntos afetam o jornalismo na hora da publicação de notícias.

Comemorando o anivesário do grande cineasta em uma conversar com o crítico Filippo Pitanga
por
Clara Dell'Armelina
|
06/06/2025 - 12h

Fora dos holofotes hollywoodianos, Akira Kurosawa fez história na sétima arte e rompeu as barreiras criadas para com o cinema oriental. Nascido em 23 de março de 1910, completaria  115 anos nesse ano de 2025, deixando um legado de 50 anos de carreira e 30 filmes que influenciam no modo de fazer cinema até os dias de hoje. Akira veio de uma família de muitos irmãos e, de um deles, Heigo, herdou sua paixão por filmes. Heigo que trabalhava como narrador de filmes, se suicidou aos 22 anos. 

Sua herança cinematográfica traz obras como “Os Sete Samurais” (1954), “Ran” (1985), “Trono Manchado de Sangue” (1957) e “Rashomon” (1950). Para falar um pouco melhor sobre esses filmes, conversamos com Filippo Pitanga, jornalista, pesquisador, curador e crítico de cinema, que nos contou sobre a história de vida e da longa carreira do eterno Akira Kurosawa. Confira!