Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Em grande dia dos goleiros, Jude Bellingham marcou o gol que garantiu a liderança do grupo
por
Giovanna Brito
|
20/06/2024 - 12h

No domingo (16), as seleções da Inglaterra e Sérvia se enfrentaram na Arena Schalke, em Gelsenkirchen, na Alemanha, pela primeira rodada da Eurocopa. As duas equipes tiveram grandes defesas e diversas oportunidades de marcar gol, mas apenas Jude Bellingham conseguiu esse feito. O time inglês venceu por 1 a 0, ficando como líder em seu grupo da competição.

O primeiro gol da partida veio nos primeiros minutos: após um cruzamento de Saka, desviado pelo pé de um dos jogadores da Sérvia, Bellingham apareceu para cabecear, e marcou seu primeiro gol na competição, aos 13 minutos.

Ao longo da primeira etapa, os sérvios sofreram bastante pressão do time inglês, chegando perto do empate apenas aos 19 minutos com um chute perigoso, mas falho, de Mitrovic no gol adversário. A Inglaterra, apesar de continuar ofensiva, não criou oportunidades reais de gol. Com um chute de dentro da área de Walker, aos 24 minutos, e uma cobrança de falta bloqueada de Alexander-Arnold, aos 29, o placar se manteve o mesmo: 1 a 0 para os Three Lions.

Na parte direita da imagem, dois jogadores da Inglaterra e dois jogadores da Sérvia estão na área pequena do campo de futebol. Enquanto na parte esquerda, o goleiro tenta defender a bola que um deles cabeceou.
Primeiro gol Jude Bellingham em jogo da Inglaterra contra a Sérvia. Foto: INA FASSBENDER / AFP.

Após o intervalo, a Sérvia igualou a posse de bola da Inglaterra. As duas equipes disputaram passes e chutes ao gol, criando mais oportunidades entre os jogadores. Aos 12 minutos, um chute de Alexander-Arnold fora da área foi defendido pelo goleiro rival, Predrag Rajković. Harry Kane também tentou aumentar o placar aos 31, com um lance parecido com o do primeiro gol, mas que também foi defendido por Rajković.

Do outro lado, as tentativas também não foram poucas. Aos 36 minutos, Vlahovic chutou a bola de fora da área, um lance perigoso defendido pelo goleiro inglês, Jordan Pickford. Em uma cobrança de escanteio, outra tentativa de fora da área do time sérvio, pelo jogador Birmancevic, que foi defendida por Harry Kane. Para finalizar, o jogador Sergej Milinkovic-Savic tentou igualar o jogo mais uma vez, aos 43, mas falhou e o placar permaneceu o mesmo do primeiro tempo: 1 a 0 para a Inglaterra.

Um jogador da Sérvia, do lado esquerdo, disputa a bola com um jogador da Inglaterra, do lado direito, em um campo de futebol.
Disputa de bola entre Nikola Milenković e Harry Kane. Foto: OZAN KOSE / AFP.

Os próximos jogos das equipes pela segunda rodada da Euro acontecem na quinta (20) às 10h e às 13h. A Sérvia enfrenta a Eslovênia, abrindo os confrontos do dia, e a Inglaterra encara a Dinamarca.

No primeiro jogo da última rodada das eliminatórias, a seleção brasileira marca 3 x 1 contra os europeus
por
Juliana Bertini de Paula
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20/06/2024 - 12h

Na madrugada desta segunda-feira (18), a seleção brasileira de vôlei estreou, com vitória, a terceira e última rodada de grupos da Liga das Nações de Vôlei nas quadras de Manila, nas Filipinas. O jogo terminou com as parciais de 24 x 26, 25 x 23, 31 x 29 e 25 x 20.

 

Nimir, jogador holândes, foi o maior pontuador da partida, com 38 acertos, assumindo a liderança do ranking de pontuadores da competição. Darlan foi o destaque do Brasil, com 26 pontos.

 

Essa foi a 6°, de nove vitórias do Brasil que continua na zona de classificação para a fase final da VNL. Ainda irão acontecer mais 3 jogos antes da definição dos finalistas.

 

Leal, Flávio e Darlan comemorando. Foto: Divulgação/Volleyball World
Leal, Flávio e Darlan comemorando. Foto: Divulgação/Volleyball World

 

Como foi o jogo? 

Durante o primeiro set, a seleção brasileira demorou para entrar no ritmo, mas depois, conseguiu se manter equilibrada. Flávio marcou 5 pontos e Lucão 4, enquanto do lado holandês Nimir marcou 11 só na primeira parcial. A seleção da Holanda fechou o set com 26 pontos, contra os 24 dos brasileiros.

 

No segundo set, o oposto Darlan brilhou nas quadras, marcou 10 pontos durante o jogo, o que levantou o astral de toda a seleção. Nimir não ficou muito atrás e marcou 7 pontos, mas não foram suficientes. A seleção brasileira começou a virar o jogo, Lucão marcou o ponto que levou o set, 25 x 23.

 

Nimir, maior pontuador da partida. Foto: Divulgação/FIVB
Nimir, maior pontuador da partida. Foto: Divulgação/FIVB

O terceiro set foi marcado por muitos erros de saque da seleção holandesa, no total, foram 10 durante o jogo. Mesmo com problemas, o jogo permaneceu equilibrado, Nimir marcou 12 pontos. O jogo se estendeu até os 31 pontos brasileiros, contra os 29 dos rivais. Flávio fechou o set com um ponto de bloqueio.

 

A desconcentração holandesa se arrastou até o último set. O Brasil aproveitou a situação para abrir vantagem na partida. Darlan foi o maior pontuador, marcando 7 pontos, após isso, o técnico Bernardinho substituiu o jogador por seu irmão Alan, que manteve o ritmo forte. O Brasil terminou o jogo 25 x 20, levando o time um passo mais próximo das finais.

 

Lucarelli, Cachopa e Darlan comemorando. Foto: Divulgação/FIVB
Lucarelli, Cachopa e Darlan comemorando. Foto: Divulgação/FIVB

 

O Brasil volta às quadras filipinas quinta-feira, dia 20, às 8:00 - horário de brasília - contra a seleção dos Estados Unidos.  

Após duas vitórias seguidas, seleção brasileira perde no tie break contra a invicta seleção europeia.
por
Juliana Bertini de Paula
|
20/06/2024 - 12h

 

Na sexta-feira, dia 7, a seleção brasileira masculina de vôlei perdeu de 3 x 2 contra a Eslovênia no penúltimo jogo da segunda rodada da VNL em Fukuoka, Japão. Comandados por Bernardinho, e ainda sem o levantador Bruninho, o jogo terminou com parciais de 27 x 25, 23 x 25, 26 x 24, 21 x 25 e 15 x 12. 

 

A seleção europeia é a única invicta da competição. São seis jogos e seis vitórias. O Brasil, que já está classificado para as Olimpíadas de Paris, sofre a terceira derrota.

 

Adriano foi o melhor pontuador brasileiro no jogo, com 21 pontos, mas o esloveno Toncek Stern liderou a partida, marcando impressionantes 29, sendo 26 de ataque, dois de bloqueio e um de saque. Lucarelli fez outros 17 para o Brasil.

 

Darlan atacando contra Eslovênia. Foto: Volleyball World
Darlan atacando contra Eslovênia. Foto: Volleyball World

Como foi o jogo?

 

Logo no primeiro set, a seleção eslovena apresentou saques potentes e Stern já começou a marcar os primeiros de muitos pontos da partida, chegaram a abrir 4 pontos. Em seguida, o Brasil, com excelente atuação de Lucarelli e bons saques de Adriano, chegou a fazer 24 a 21 e ter três set points, mas não perdeu a oportunidade. A Eslovênia se recuperou e fechou o set em 27 a 25.

 

No segundo set, o Brasil voltou mais atento. Adriano passou a virar praticamente todas as bolas e se tornou o maior pontuador brasileiro na parcial com seis pontos. O  levantador Cachopa com uma boa marcação de bloqueio e Darlan também foram  fundamentais na vitória brasileira em 25 x 23. 

 

Bloqueio brasileiro tentando parar o ataque de Urnaut, destaque da Eslovênia. Foto: FIVB
Bloqueio brasileiro tentando parar o ataque de Urnaut, destaque da Eslovênia. Foto: FIVB

 

 

No terceiro set, a Eslovênia entrou muito bem, com atuações marcantes dos eslovenos Stern e Urnaut. A equipe rival chegou a abrir 3 pontos já no final da partida, quando Bernardinho colocou Lukas Bergmann. O ponteiro entrou sacando muito bem e conseguiu virar o jogo e chegou a fazer 24 x 22, o Brasil ainda teve duas possibilidades de fechar o set quando a Eslovênia se recompôs. Os eslovenos marcaram 4 pontos seguidos e fecharam o set por 26 x 24. 

 

O quarto set foi marcado mais uma vez por uma excelente atuação de Adriano e Lucarelli, que foram os principais pontuadores e ajudaram a levar o Brasil à vitória por 25 a 21. Já no tie-break, a dupla Stern e Urnaut voltou a ser extremamente decisiva, trabalhando com o saque forçado marcaram, respectivamente, 5 e 4 pontos, os eslovenos foram fundamentais para a vitória por 15 a 12.

 

A seleção brasileira volta para as quadras dia 8 de junho às 3:30 contra a Polônia para o último jogo em terras japonesas.

A edição testemunhou a queda rápida de grandes seleções e o triunfo da Grécia na final
por
Rodrigo Silva Marques
|
19/06/2024 - 12h

Entre os dias 12 de junho e 4 de julho de 2004, foi Portugal que sediou a 12° edição da Eurocopa. Para organizar o que era considerado o terceiro maior evento esportivo do mundo, o país construiu 6 novos estádios e renovou outros 4. Cerca de um milhão de turistas visitaram o país neste período, juntos com mais de 2.000 voluntários e 10.000 jornalistas de todo o mundo. A Euro de 2004 teve como mascote um boneco simpático chamado Kinas.

Euro 1
O mascote Kinas foi uma homenagem a cores e símbolos da bandeira de Portugal (foto: UEFA)

A edição ficou marcada por alguns acontecimentos históricos. Como foi a primeira vez que Portugal recebeu um evento de tamanha magnitude, os lusitanos queriam fazer bonito frente a sua torcida, e contrataram Luís Felipe Scolari para comandar a seleção. Felipão chegava como atual campeão da copa do mundo, já que tinha levado o Brasil ao pentacampeonato em 2002.

Foi também a estreia de Cristiano Ronaldo pela seleção portuguesa em uma competição oficial. Com apenas 19 anos, o futuro maior artilheiro por seleções marcou só dois gols na competição (incluindo o gol de honra na derrota para Grécia, no primeiro jogo da Euro), mas foi um dos destaques do torneio como jovem promessa ao lado de Wayne Rooney, da Inglaterra. O grande nome de Portugal na época era Luís Figo, vencedor da Bola de Ouro no ano 2000.

Euro 3
Cristiano Ronaldo (camisa 17) foi um dos destaques da Euro (Foto: Fritz Duras/Wikimedia)

Falando na Grécia, a surpreendente seleção liderada por Angelos Charisteas e Theodoros Zagorakis foi quem levantou a taça. A equipe não estava entre as favoritas e conseguiu superar todas as expectativas, sendo considerada uma das maiores zebras da história moderna do futebol. Foram quatro vitórias, um empate e uma derrota na competição. Outra que também ao ir longe foi a República Tcheca do mago Pavel Nedved e do atacante Milan Baros, que terminou em terceiro no ranking geral da competição.

A edição também foi marcada pela queda precoce de algumas seleções que eram consideradas favoritas ou tinham mais renome para ganhar o título. A forte Itália de Totti e Buffon foi eliminada ainda na fase de grupos de forma frustrante para Suécia e Dinamarca, enquanto que a Alemanha de Ballack e Klose (vice-campeã da copa de 2002) caiu também sem vencer nenhum jogo em seu grupo, com dois empates. Já a França de Zidane e Henry e a Inglaterra de Beckham, Rooney e Lampard tiveram resultados mais dignos e só pararam nas quartas de final, mas ainda de forma chocante. Os ingleses caíram nos pênaltis para Portugal, mesmo tendo um elenco mais forte, e os franceses para a Grécia.

A única que teve de fato uma campanha de destaque foi a Holanda do artilheiro Van Nistelrooy.

Preparação para a Euro

Antes de 2004, a seleção grega só tinha participado apenas de uma Eurocopa, em 1980, e de uma Copa do Mundo, em 1994, e em ambas fez campanhas sem nenhum destaque. Quando o assunto era clubes, o único que havia conseguido um feito notável fora de terras gregas era o Panathinaikos, que em 1971 disputou uma final de Liga dos Campeões da UEFA, mas perdeu para o sublime Ajax de Johan Cruyff e Rinus Michels.

Sem brilho algum, a Federação Helênica de Futebol decidiu tentar mudar sua história ao contratar, em 2001, o técnico alemão Otto Rehhagel, que venceu a disputa contra outros pretendentes ao cargo como Marco Tardelli, Nevio Scala, Javier Clemente e Terry Venables.

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Otto Renhagel foi o responsável por mudar o estilo da seleção da Grécia (Reprodução/Instagram/@ethnikiomada)

O trabalho de Renhagel, porém, não teve bons resultados no início e a equipe não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo de 2002. Apesar de sua contratação ter sido efetivada perto do final das Eliminatórias, a Grécia foi goleada pela Finlândia por 5 a 1 e viu qualquer chance de classificação ir embora.

A decepção de ficar fora da Copa fez com que Otto percebesse a necessidade de modificar algumas características da equipe grega para que os resultados fossem conquistados. Uma das primeiras mudanças foi a forma reativa de atuar. O treinador decidiu que o time deveria jogar defensivamente, aproveitando o erro dos adversários.

Com esta maneira de jogar não tão bonita, mas eficiente, o desempenho começou a render frutos já nos amistosos e nas Eliminatórias da Euro. Embora os dois primeiros resultados tenham sido negativos, a Grécia conseguiu se recuperar diante da Armênia e iniciou um caminho incrível de vitórias e boas atuações.

Já em 2003, a equipe não tomou conhecimento de seus adversários no grupo das Eliminatórias e se classificou em primeiro lugar, garantindo a vaga direta na fase de grupos da Euro 2004.

Eurocopa - Fase de Grupos

Com o início da competição, os grupos foram divididos e a Grécia  teve como adversários no pote A Rússia, Espanha e a equipe anfitriã, Portugal . O caminho não era fácil para nenhum dos times e a disputa foi intensa. A primeira surpresa aconteceu logo na estreia e o resultado já era um indício do que viria a acontecer.

Como dito antes, Portugal e Grécia foram as responsáveis por atuar no primeiro jogo da Euro. No estádio do Dragão, em Porto, a equipe azul e branca decidiu surpreender e venceu por 2 a 1 no placar. O confronto seguinte foi contra a Espanha e o resultado terminou empatado em 1 a 1.

Na última partida da fase de grupos, a Grécia foi surpreendida e derrotada pelos russos pelo placar de 2 a 1. No entanto, o gol de Vryzas garantiu que a equipe terminasse em segundo lugar no grupo, por conta dos gols marcados, mandando a Espanha para casa. Graças a isso, Portugal e Grécia se classificaram para a próxima fase.

Quartas e Semifinal

Demonstrando grande confiança nos resultados alcançados até o momento, a Grécia se preparou para enfrentar a França, atual campeã da Euro e do mundo em 98, nas quartas de final. Quando a bola rolou, os gregos mostraram a aplicação que tanto seu técnico frisava treino após treino, bem como a segurança no meio de campo e na defesa. Os principais lances de perigo do primeiro tempo foram da Grécia, que assustou com Nikolaidis, Katsouranis e Fyssas.

A França tentou responder, mas o goleiro Nikopolidis se mostrou impecável em sua meta, bem como o miolo de zaga formado por Dellas e Kapsis. E com um gol de cabeça marcado aos 19 minutos do segundo tempo pelo craque do time Charisteas, que aparecerá em mais um momento importante da trajetória grega, os gregos eliminaram os franceses que estavam invictos a 22 jogos.

Euro 6
Charisteas subiu mais alto que os zagueiros e marcou de cabeça (foto: UEFA)

O adversário na semifinal foi a República Tcheca, que também surpreendeu os torcedores do esporte, chegando até a etapa com 100% de aproveitamento em quatro jogos. A partida entre as equipes foi estendida para a prorrogação graças à atuação de Nikopolidis, goleiro grego que jogou perfeitamente no duelo.

O torneio tinha uma regra chamada “gol de prata”, que concedia a vitória ao time que vencesse o primeiro tempo da prorrogação. Com isso, o zagueiro Dellas marcou o gol da Grécia a dois segundos do fim e garantiu a histórica classificação do time na grande final da Euro.

A Final

Curiosamente, quis o destino que as equipes que protagonizaram a estreia da competição se reencontrassem na grande decisão da Euro. Desta vez, a partida foi disputada no estádio da Luz, em Lisboa, e o país parou para acompanhar a possibilidade de Portugal ser campeão em sua casa.

Enquanto isso, a Grécia lutava para conquistar o maior feito da história do país em termos de esportes coletivos, já que não possuía nenhuma tradição dentro do futebol. Os lusitanos chegaram confiantes e como favoritos, afinal tinham passado pela Inglaterra nas quartas e pela Holanda nas semis, além de terem o apoio local da torcida.

A partida começou com muito estudo entre as equipes e Portugal contou com os talentos de Figo e Cristiano Ronaldo para vingar a derrota no início do torneio. A Grécia, por sua vez, apostou no estilo defensivo e esperou a oportunidade para aniquilar o adversário. E foi exatamente isso que aconteceu. Mais uma vez, o goleiro Nikopolidis teve uma atuação soberba ao longo dos 90 minutos e viu sua equipe abrir o placar aos 12 minutos do segundo tempo.

O gol que sacramentou o título foi marcado por Charisteas, autor do gol salvador nas quartas de final contra a França, e novamente de cabeça. Depois de sofrer o gol, Portugal tentou de todas as formas o empate, mas as estratégias defensivas da seleção grega funcionaram e após o apito final criou-se a primeira página gloriosa da história da seleção grega.

Euro 7
Charisteas após decidir novamente com gol de cabeça (foto: UEFA)

O título europeu mexeu para sempre com o futebol grego. Antes reserva, o uniforme branco, amuleto na final contra Portugal, virou a vestimenta titular da equipe, e Otto Rehhagel se tornou o primeiro estrangeiro a ser condecorado com o prêmio “Grego do Ano”. Muitos acreditavam na classificação da equipe para a Copa do Mundo de 2006, mas a ressaca tomou conta do elenco, que não conseguiu a vaga.

Nos anos seguintes, a intensidade do esquadrão grego diminuiu, a Euro não foi reconquistada em 2008 (na ascensão da Imortal Espanha campeã do mundo). A equipe até se classificou para a Copa de 2010, mas não passou da fase de grupos – embora tenha vencido seu primeiro jogo em Mundiais, 2 a 1 sobre a Nigéria. Rehhagel deixou o cargo em 2010 e os gregos nunca mais conseguiram o mesmo protagonismo de 2004.

Em 2014, a equipe até se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo, mas caiu nos pênaltis diante da grande zebra daquele torneio, a Costa Rica, que fez a Grécia provar do próprio “veneno” ao aplicar o defensivismo em grande parte de um jogo decidido apenas nos pênaltis.

Desde então, os gregos esperam que uma nova geração volte a levar o país a uma glória tão incrível como a Euro de 2004. Enquanto isso não acontece, fica a história mitológica de tempos em que a Grécia teve uma seleção de futebol que derrotou titãs e conquistou o que pode ser o Olimpo do futebol europeu. Sendo esta a maior zebra da história das competições europeias.

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A Euro de 2004 foi maior título da história da seleção grega (Foto: UEFA)

 

Com desempenho abaixo do esperado, franceses contaram com um gol contra do zagueiro Wober
por
Matheus Monteiro da Luz
Lucca Ranzani
|
19/06/2024 - 12h

Em partida válida pela primeira rodada do grupo D da Eurocopa, França e Áustria se enfrentaram nesta segunda (17), na Esprit Arena em Dusseldorf. A partida foi vencida pela seleção francesa pelo placar mínimo de 1 a 0, com um gol contra do zagueiro Wober.

A partida foi contra o que os prognósticos apontavam, e a França teve muita dificuldade para conseguir essa vitória. Desde o primeiro minuto, os austríacos pressionaram a saída de bola, incomodando o setor de criação de jogadas da seleção francesa. Apesar disso, os franceses conseguiram eventuais escapadas com suas alas, Ousmane Dembele pela direita e Theo Hernandez pela esquerda, jogadores que desafogaram muito a pressão exercida pela Áustria. 

O primeiro tempo foi um pouco morno diante da proposta apresentada pelo dois times, porém aos 33 minutos, em um contra-ataque, Marcel Sabitzer deixou Christoph Baumgartner na cara do gol, mas o atacante austriaco parou na grande defesa do goleiro Mike Maignan. Dois minutos depois, Mbappe fez grande jogada na ponta-direita e cruzou para o meio da área, e o zagueiro Maximilian Wöber cabeceou a bola contra a sua meta, marcando o único gol da partida.
 

ogadores franceses comemoram gol Foto: Reprodução/Equipe de France de Football
Jogadores franceses comemoram gol Foto: Reprodução/Equipe de France de Football

No segundo tempo, a França controlou o jogo e a Áustria parecia não ter mais o mesmo ímpeto da etapa inicial, nem o poder ofensivo necessário para superar o sistema defensivo adversário. Apesar dos três pontos garantidos, a seleção da França, considerada como uma das favoritas a vencer essa edição da Euro, deixou muitos questionamentos, enquanto a Áustria surpreendeu com um bom desempenho e promete brigar por pontos no grupo para se classificar para a fase mata-mata.

A notícia ruim para a seleção francesa ficar por conta de uma fratura no nariz da sua estrela Kylian Mbappe, que deve perder a próxima partida.

 

Mbappé com sangramento no nariz em Áustria Foto:Kacper Pempel
Mbappé com sangramento no nariz em Áustria Foto:Kacper Pempel

As duas seleções voltam a campo na próxima sexta-feira (21). A Áustria irá encarar a Polônia, às 13h, no Estádio Olímpico. Enquanto a França enfrentará a Holanda , às 16h, na Red Bull Arena Leipzig pela liderança do grupo