Na madrugada do sábado (8), a equipe brasileira voltou à quadra para enfrentar seu último adversário da semana, a Polônia. A seleção polonesa era uma pedra no sapato dos brasileiros, já que a última vez que o Brasil conseguiu vencer esse rival foi na final da Liga das Nações de 2021, em Rimini (Itália). Desde então, foram derrotas sucessivas.
Em uma partida inspirada, os brasileiros conseguiram ganhar o jogo em 3 sets a 1, com parciais de 25/21, 25/17, 21/25 e 25/23. O time titular inicial foi Cachopa (levantador), Alan (oposto), Maurício e Leal (ponteiros), Lucão e Flávio (centrais) e Thales (líbero). Como de costume, o treinador Bernardinho se utilizou da inversão do 5x1, assim Brasília (levantador reserva) e Darlan (oposto reserva) também tiveram participação durante a disputa. O maior pontuador do confronto foi Leal, com 22 pontos.
Erro de saque, erro de saque e mais erro de saque
O jogo iniciou equilibrado. Não por causa de refino técnico de ambas as seleções, mas por causa de serviços errados consecutivos dos dois lados. Por causa disso, a partida demorou para fluir. Mas, curiosamente, a seleção brasileira conseguiu se distanciar da Polônia por causa desse mesmo fundamento.
A partir do meio do set, o Brasil conseguiu abrir o placar em 5 pontos, fato difícil quando se trata de um adversário agressivo como é a seleção polonesa – que foi a campeã na Liga das Nações de 2023. O segredo foi um time organizado e com decisões inteligentes, ataques eficazes e poucas defesas da Polônia. A virada de bola brasileira se complicou um pouco no final da parcial, o que permitiu que o rival encostasse no placar; mas, por causa da instabilidade polonesa, e pela entrada da inversão do 5x1, que foi bem, o Brasil conseguiu fechar o set.
O segundo set foi muito parecido com o primeiro. Os erros de serviço predominaram. Mas, para além desse fato, o Brasil jogou muito bem. Conseguiram colocar a bola no chão, sem muitas dificuldades, sacaram bem (quando não eram imprecisos) e bloquearam categoricamente. A distribuição do levantador Cachopa foi notável, que arriscou e acertou, especialmente com os centrais.
O bom jogo do Brasil, e talvez mau jogo da Polônia, foi ilustrado pelo número de bloqueios e pontos de saque poloneses: zero em ambos. Isso significa duas coisas: uma linha de passe estável e uma leitura perspicaz do jogo pelo lado verde-amarelo. Diga-se de passagem, que a seleção polonesa não estava em uma noite iluminada, com um ataque ineficaz e passe inconstante. Com isso, a seleção brasileira conseguiu abrir 2 sets a 0.
As mudanças polonesas
Para o terceiro set, a Polônia entrou em quadra com mais da metade do time mudado. O técnico Nikola Grbić optou por colocar Kurek (oposto), Fornal (ponteiro), Semeniuk (ponteiro) e Kłos (central). Essas alterações trouxeram melhoras substanciais para o time polonês, que finalmente conseguiu marcar o primeiro ponto de bloqueio e de saque.
Os poloneses conseguiram forçar por meio do saque, desestabilizando o Brasil – que só conseguiu marcar 8 pontos de ataque. Além disso, eles começaram a defender bastante, o que dificultou a virada de bola brasileira e propiciou contra-ataques da Polônia. O que deu uma trégua para o time brasileiro foi o alto número de erros da seleção europeia, mas a Polônia não deu muitas chances para os brasileiros, e fechou o set com uma certa facilidade.
A volta do ataque brasileiro
No quarto e último set, a virada de bola do Brasil voltou a ser efetiva. E, além disso, o bloqueio brasileiro que não funcionou bem na terceira parcial, voltou a fazer a leitura correta do adversário. Dessa maneira, conseguiram anular vários ataques do oposto Kurek, um dos jogadores mais experientes, e destaque na partida.
Houve um momento que os brasileiros se aproveitaram da fragilidade da Polônia, especialmente no passe, e conseguiram abrir uma margem de 7 pontos. Mas isso durou pouco, e, com uma melhora pontual do time polaco, logo se viu o placar apertar, com a diminuição da vantagem verde-amarela para apenas 1 ponto.
Com o placar de 22 a 23, a seleção brasileira não hesitou. Cachopa, inteligentemente, distribuiu as bolas finais para os definidores, Leal e Alan, que viraram sem dificuldade, e concederam a vitória para o Brasil.
Na madrugada da última quinta-feira (06), o Brasil voltou à quadra para disputar seu segundo jogo, válido pela segunda semana da Liga das Nações. Dessa vez seu adversário foi o Irã, uma seleção traiçoeira, que sabe aproveitar os momentos de instabilidade dos rivais. O jogo terminou em 3 sets a 1 para o Brasil, com parciais de 25/19, 22/25, 25/16 e 25/23.
O time titular inicial foi Cachopa (levantador), Alan (oposto), Lucarelli e Leal (ponteiros), Isac e Lucão (centrais) e Thales (líbero). A novidade da semana foi a presença do levantador Brasília no lugar de Bruninho, que está com uma lesão na panturrilha esquerda. O técnico Bernardinho utilizou pontualmente a inversão do 5x1, que funcionou bem. O maior pontuador da partida foi o oposto Alan, com 20 pontos.
Um resquício do jogo passado
O jogo começou com equilíbrio entre as duas equipes, por causa dos diversos erros de saque de ambos os lados. A seleção brasileira conseguiu abrir o placar, a partir do 6º ponto, devido às imprecisões de ataque e serviço iranianos.
Os jogadores brasileiros conseguiram desestabilizar o Irã a partir de um fundamento que estava fraco na primeira semana de Liga das Nações: o saque. Desde o jogo contra a Alemanha, foi perceptível a evolução que esse fundamento teve. Em nenhuma partida da primeira etapa, no Rio de Janeiro, esse princípio foi tão efetivo como nesses dois primeiros jogos da segunda semana.
O destaque foi o central Lucão, que sempre teve um saque forte, mas ultimamente estava impreciso, com baixo aproveitamento. Entretanto, nessa segunda etapa, ele conseguiu encaixar o serviço novamente e, a cada passagem sua pelo saque, o Brasil conseguia abrir o placar.
A seleção brasileira fez um set adequado, com decisões inteligentes e boas defesas. O único fundamento que pecaram foi o bloqueio. Não conseguiram ler os ataques iranianos e se posicionar corretamente, assim não marcaram nenhum ponto.
O maior pontuador dessa parcial foi Isac, com 4 pontos.
Quem arrisca, petisca
O segundo set começou diferente. A seleção iraniana entrou em quadra com outro espírito. Eles começaram a arriscar no saque e no ataque. Chegaram a abrir 4 pontos no início da parcial, e sustentaram essa diferença até o final.
Os jogadores brasileiros sentiram a pressão. Erros sucessivos de passe, leitura equivocada do bloqueio – o que permitiu que o principal jogador iraniano, Amin, brilhasse –, caída da efetividade do saque e até erro de posicionamento propiciaram um começo de set muito abaixo do Brasil.
O único momento que a seleção brasileira conseguiu alcançar seu rival foi no período de instabilidade iraniana. O Irã começou a errar bastante no meio do set, o que permitiu um desafogo brasileiro, e até alguns pontos de bloqueio. A inversão de 5x1, especialmente com a entrada do oposto Darlan, ajudou a melhorar a parcial. Mas nada impediu a vitória iraniana. O set acabou em 25/22 para o Irã.
Irã erra e entrega o jogo
A vitória brasileira foi no detalhe. Após o terceiro set, no qual a seleção iraniana errou demais em quase todos os fundamentos e perdeu por 25 a 16, o quarto e último set foi praticamente entregue para o Brasil.
O time brasileiro não jogou no nível esperado. Eles erraram muitos ataques, enfrentaram o bloqueio iraniano – que estava bem -, e não conseguiram defender nem bloquear, em contraste com o terceiro set. A sorte do Brasil foi que o Irã estava impreciso, especialmente no ataque e saque, e desperdiçaram muitas chances de pontuar.
Esse excesso de equívocos iranianos propiciou uma vitória brasileira. O final do jogo foi decidido mais por demérito do Irã, do que mérito do Brasil, com a última parcial sendo de 25 a 23 para os brasileiros.
No último sábado (15), a Suíça derrotou a Hungria no estádio RheinEnergieStadion, em Colônia, pelo placar de 3 a 1 e dominou a maioria das ações da partida. A equipe suíça até chegou a tomar um susto na segunda etapa, mas nada que fizesse com que tenham perdido o controle do jogo, e no apito final, asseguraram os 3 pontos.
Foi durante o primeiro tempo que os suíços se mostraram mais prevalentes no jogo, criando mais chances de gol e apresentando uma defesa muito sólida diante do ataque húngaro. Não à toa conseguiu ir para o vestiário com uma vantagem de dois gols no marcador, o primeiro, feito pelo atacante, Kwadwo Duah, que ainda passou por avaliação do VAR, que após traçar a linha percebeu que o atacante estava em posição legal, e validou o gol, tudo isso ainda no início no jogo. Aos 45 minutos, o meio-campista Marco Aebischer, que havia dado assistência para o primeiro tento da equipe, com uma forte finalização de fora da área, venceu novamente a defesa húngara e aumentou o placar. A primeira etapa finalizou 2 a 0 a favor da Suíça.
Apesar de ter dominado a primeira etapa, a Suíça viria a mostrar seu potencial depois do intervalo do jogo. Mesmo fazendo apenas um gol no segundo tempo, os suíços voltaram com tudo, e ainda mais avassaladores, porém agora enfrentaram uma Hungria que parecia ter aprendido com os erros cometidos nos primeiros 45 minutos. Na metade do segundo tempo, a defesa suíça viu o meia Dominik Szoboszlai acertar um cruzamento perto da pequena área onde o centroavante, Baranbás Varga, surgiu para completar o passe com um cabeceio para o gol. Mesmo com esse susto dado, a Hungria não conseguiu tomar o controle da partida para si, e acabou levando mais finalizações ao seu gol até o final do duelo.
Nos acréscimos do jogo, o jogador do Mônaco,Breel Embolo conseguiu pegar uma bola sobrada, a partir uma falha da defesa húngara e chutou por cobertura na saída do goleiro Gulácsi, e assim, garantiu a vitória da Suíça na sua estreia da Euro 2024, 3 a 1.
O meio-campista suíço Granit Xhaka foi eleito o melhor jogador da partida logo após o apito final, apesar de não ter marcado gols ou ter dado assistências, de acordo com o painel de observadores técnicos da UEFA ele desempenhou “Um papel completo no meio-campo, tanto na construção como na recuperação. Trabalhou muito, mostrou capacidade de liderança e foi excelente na organização do jogo da sua equipe”.
O próximo compromisso da Hungria é contra a anfitriã Alemanha, líder do grupo, e que vem de uma vitória por 5x1 em cima da Escócia. Já a Suíça enfrenta justamente os escoceses na segunda rodada do Grupo A da Eurocopa.
No último sábado (15), a seleção italiana estreou na Eurocopa 2024, na Alemanha. A Azzurri, atual campeã do torneio, encarou a Albânia, às 16h (horário de Brasília), no Signal Induna Park, em Dortmund, e venceu - de virada - por 2 a 1. Com esse resultado, a tetracampeã mundial empatou com a Espanha no grupo B, ambos com 3 pontos.
A partida começou com recorde. O camisa 10 da Albânia, Nadim Bajrami, marcou o gol mais rápido da história da Eurocopa, aos 23 segundos. No lance, o defensor italiano Dimarco cobrou um lateral errado para a grande área e a bola parou nos pés do atacante Albanês, que ajeitou para o pé direito, chutou no canto do goleiro e abriu o placar. Depois desse vacilo, a Itália retomou o controle da partida e, aos 10 minutos Pellegrini cruzou na cabeça de Bastoni, que cabeceou firme e empatou o jogo. Em seguida, em um bate e rebate, a bola sobrou para Barella na entrada da grande área, que chutou forte. O goleiro nem se mexeu e a Itália virou o placar. Depois que o susto passou, a Itália seguiu e jogou tranquilo, com domínio na posse de bola e superior nas finalizações. Aos 32, Frattesi ficou cara a cara com o goleiro e efetuou uma cavadinha que bateu na trave, a última grande chance do primeiro tempo.
Na volta do vestiário, a Azzurri seguiu com o controle do jogo, sem grandes riscos de levar o empate. Aos 13 minutos, Chiesa executou um belo chute colocado, mas que passou perto da trave. A partir daí, a Itália cozinhou o jogo e manteve o torcedor tranquilo. Porém, aos 44, a Albânia assustou todo mundo com uma chance clara de gol. No lance, a zaga fez um longo lançamento para Manaj, que na grande área dominou de peito e mandou para fora cara a cara com o goleiro. Fim de jogo, Itália 2, Albânia 1.
Na segunda rodada, a Albânia enfrentará a Croácia na próxima quarta-feira (19), às 10h (horário de Brasília), no Volkspark Stadium em Hamburgo. Já a Itália encarara a Espanhano dia seguinte, às 16h, no Veltins Arena em Gelsenkirchen.
No último sábado (15), a seleção espanhola estreou os confrontos do Grupo B da Eurocopa 2024, na Alemanha, contra a Croácia. No Estádio Olímpico de Berlim, às 13h (horário de Brasília), Yamal e companhia, venceram por 3 a 0 o elenco do capitão Luka Modric, e assumiu a liderança do grupo.
O jogo começou morno, com equilíbrio na posse de bola e nas finalizações. Porém, tudo mudou aos 28 minutos. No lance, após a Espanha recuperar o controle da bola, Fabian Ruiz passou em profundidade para o capitão Álvaro Morata, que saiu cara a cara com o goleiro e balançou as redes para abrir o placar. Sem diminuir o ritmo, aos 32, Fabian Ruiz ampliou com um golaço. Na jogada, Lamine Yamal, o jogador mais novo da história a jogar uma partida da Euro com 16 anos e 338 dias, driblou pelo lado direito da grande área e passou para Pedri que ajeitou para o camisa 8, que driblou dois e chutou cruzado para ampliar o placar.
Em seguida, a Croácia começou a pressionar mais em busca do resultado. Porém, o goleiro espanhol Unai Simon estava com as defesas em dia e fechou o gol. Mesmo com toda essa pressão, no último lance do primeiro tempo a Espanha conseguiu marcar mais um gol. Dessa vez, Yamal cruzou para o lateral Daniel Carvajal, que marcou de carrinho e fechou o primeiro tempo da partida em 3 a 0.
Na volta do intervalo, a partida seguiu agitada, com a Croácia em busca do gol e a Espanha sem tirar o pé do acelerador. O goleiro croata Livakovic defendeu o chute rasteiro de Yamal cara a cara e impediu a Espanha de ampliar o placar aos seis minutos do segundo tempo. Em seguida, do outro lado da moeda, a Croácia finalizou duas vezes na grande área e por pouco não diminuiu a diferença.
Aos 32 minutos, a Espanha errou na saída de bola e Rodri fez o pênalti em Petkovic, que tinha a sua frente o gol aberto. Rodri recebeu o cartão amarelo e o camisa 17 pegou a bola e cobrou o pênalti, mas consagrou o goleiro espanhol, que defendeu o chute no canto esquerdo do gol. Porém, no rebote a bola voltou para Petkovic, que balançou as redes. Mas o VAR foi consultado e anulou o gol devido a uma invasão de área na cobrança da penalidade. Depois disso, a Espanha diminuiu o ritmo, fez suas substituições e aceitou as espetadas da Croácia, que não surtiram efeito. Fim de jogo, Espanha 3, Croácia 0.
Na segunda rodada, a Croácia enfrentará a Albânia na próxima quarta-feira (19), às 10h (horário de Brasília), no Volkspark Stadium em Hamburgo. Já a Espanha encarara a Itália no dia seguinte, às 16h, no Veltins Arena em Gelsenkirchen.