O vôlei de praia, uma variação do vôlei jogado na areia, apareceu pela primeira vez nas praias de Santa Monica, Califórnia, em 1920. A primeira associação de jogadores profissionais e o primeiro torneio internacional sancionado pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) apareceram 60 anos depois, na década de 80, quando o vôlei de quadra já estava bem estabelecido no mundo dos esportes.
A modalidade fez sua estreia olímpica nos Jogos de Atlanta 1996, depois de aparecer pela primeira vez como esporte de demonstração nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona.
Diferente do tradicional, nesta categoria o jogo é disputado por duas duplas em uma quadra de areia de 16m de comprimento e 8m de largura - um pouco menor do que uma coberta. A primeira equipe a ganhar dois sets vence a partida. Os dois primeiros sets são disputados com 21 pontos cada e, o terceiro, se necessário, é disputado em 15 pontos. As partidas de vôlei de praia são disputadas ao ar livre, onde vento, sol e chuva podem afetar as condições de jogo.
Brasil e Estados Unidos são os principais países no Vôlei de Praia durante os Jogos, com um sucesso considerável, ganharam um total de 24 medalhas, – sendo dez dessas, de ouro – das 42 possíveis. Na última Olimpíada, em 2021, a seleção norte-americana levou o ouro nos jogos femininos, enquanto a Noruega levou o ouro no masculino; foi também, a primeira vez na história em que o Brasil ficou fora do pódio.
Quais são os caminhos para a classificação?
O vôlei de praia possibilita a participação de 24 duplas masculinas e 24 duplas femininas. Como tradição, uma das cotas vai para o país sede, ou seja, a França. As restantes vagas são conquistadas por 3 rotas:
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A dupla que ganhou o último Mundial: no feminino, essa vaga ficou com as americanas Sara Hughes e Kelly Cheng. Já no masculino, foram os checos Ondřej Perušič e David Schweiner que conquistaram;
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Ranking Olímpico da FIVB (Federação Internacional de Voleibol): são 17 vagas por gênero, que são preenchidas pelas duplas mais bem ranqueadas. Como o ranking é dinâmico, mudando a cada campeonato disputado, esse caminho é uma análise da performance das duplas desde 01 de janeiro de 2023 até 10 de junho deste ano.
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Torneios Olímpicos Continentais. As cinco vagas remanescentes vão ser para os vencedores deste campeonato. Por se tratar de competições continentais, isso garante a participação universal (de, pelo menos, um país por cada continente) dos jogadores. Esses eventos vão do dia 13 ao 23 de junho.
Cada país pode ter, no máximo, duas duplas participantes de cada gênero.
Destaques brasileiros
O Brasil garantiu a participação máxima na modalidade, com quatro duplas classificadas:
No feminino, Duda e Ana Patrícia se classificaram por meio do ranking mundial. Após avançarem para as quartas-de-final na etapa de Doha (Catar) do Circuito Mundial do Vôlei de Praia, elas conquistaram sua vaga ao atingir uma pontuação que impossibilitava qualquer dupla de superá-las.
Atuais líderes do ranking, elas são a dupla mais consistente e vitoriosa nesse ciclo olímpico, além de serem as favoritas ao lugar mais alto do pódio. Foram ouro no Mundial de Vôlei de Praia de 2022, e prata em 2023.
A segunda vaga brasileira feminina foi conquistada por Bárbara Seixas e Carol Solberg. Elas seguiram o mesmo caminho de Duda e Ana Patrícia. Ao avançarem para as quartas de finais na etapa de Tepic (México), também válida pelo Circuito Mundial, a dupla se fixou no terceiro lugar do ranking, e, pela quantidade de pontos, não podiam ser alcançadas por outro par.
Já no masculino, André e George foram a primeira dupla a carimbar seu passaporte para as Olimpíadas. A classificação deles se deu pelo ranking também, e foi confirmada após a desistência de Pedro Solberg e Guto da fase de Brasília do Circuito Mundial. Juntos desde 2019, André e George são, atualmente, a segunda melhor dupla do mundo. Foram bronze na etapa de Espinho, a mais recente do Circuito, ao vencerem os holandeses Van de Velde e Immers.
A segunda vaga do masculino ficou com Evandro e Arthur Lanci. Depois de vencerem os compatriotas, – já classificados – André e George, na semifinal da etapa de Brasília, eles asseguraram, matematicamente, a vaga.
O palco da disputa
Neste ano, em Paris, a disputa acontecerá em frente a um dos principais cartões postais da cidade. Com a Torre Eiffel no campo de visão, a competição da modalidade ocorrerá entre os dias entre os dias 27 de julho e 10 de agosto, com as finais acontecendo nos últimos dois dias – a feminina no dia 09, e a masculina no dia 10.
O breaking é um estilo de dança que surgiu nos Estados Unidos na década de 1970 nas festas do bairro do Bronx, em Nova York, durante o ápice da cultura hip hop. Ela é identificada pelos movimentos acrobáticos, pelo footwork estilizado e pelo papel fundamental do DJ e do MC (mestre de cerimônia) durante as batalhas. As competições internacionais de breakdance começaram na década de 90, popularizando o estilo e o hip-hop para um público maior.
Nessas batalhas, os dançarinos precisam improvisar ao ritmo do DJ e recebem notas dos jurados. A modalidade teve sua estreia nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018, em Buenos Aires e, devido ao seu sucesso, foi escolhida para estrear como uma nova modalidade nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
A competição começa com disputas individuais, em dois eventos: um masculino e outro feminino. As disputas já se iniciam em um formato de “mata-mata”, eliminatório, nas oitavas-de-final. Serão ao todo 32 breakers, 16 masculinos, – chamados de B-Boys – e 16 femininos – chamadas de B-Girls. Um começa a performance e então seu adversário retoma.
Enquanto isso, cinco juízes utilizam seis critérios para a avaliação dos atletas: criatividade, personalidade, técnica, variedade, performance e musicalidade. Cada jurado conta a pontuação dos participantes por cada elemento e vence quem fizer a melhor apresentação, em três rounds.
Sem brasileiros em Paris
Mesmo com nomes relevantes para o cenário do Breakdance, a delegação brasileira não conseguiu se classificar para os Jogos Olímpicos de 2024. Leony Pinheiro, o principal b-boy brasileiro e a b-girl Mayara Collins, conhecida como Mini Japa, participaram do Olympic Qualifier Series, em Budapeste, na Hungria, no final de junho – a última seletiva para a vaga olímpica – mas não conseguiram passar da primeira fase.
Favoritos a medalha
Apesar da ausência de breakers da América Latina, alguns nomes asiáticos, europeus e norte-americanos se destacam. Por causa do seu surgimento, nos Estados Unidos, o país é uma potência no esporte, além de Japão e a França.
Do lado dos b-boys, o favoritismo fica com o japonês Shigeyuki Nakarai, o Shigekix – campeão dos Jogos Asiáticos de 2022 – e, com Philip Kim, ou Phil Wizard, canadense, campeão do pan-americano em 2023.
Na competição feminina, o destaque fica por conta da b-girl francesa Sysa Dembélé, a Syssy e da lituana Dominika Banevic, ou Nicka, como é conhecida.
Nas Olimpíadas, o palco do espetáculo será a Praça da Concórdia, – que também sediará outras disputas urbanas, como o Basquete 3x3, o Ciclismo BMX Freestyle e o Skate – a mais antiga na capital francesa, entre os dias 9 e 10 de agosto de 2024. A competição feminina acontecerá no primeiro dia de disputas e a masculina, no segundo.
Passos comuns
Top Rock é uma sequência de passos feitos em pé, logo antes do B-Boy ou B-Girl iniciar seus movimentos no chão. Não existem regras quanto à duração de um top rock, mas ele não costuma ultrapassar oito tempos de uma música. Nesse momento, é combinado variações de top rock e movimentos de mãos e braços, e o dançarino mostra toda sua ginga e capacidade de entrar no ritmo da música.
Go Down ("descer", em inglês) é um movimento intermediário que o breaker usa para sair do top rock e começar a dançar no solo. O ideal é que essa transição seja feita naturalmente, sem que haja quebra no ritmo.
Footwork ("trabalho de pé", em inglês) é quando um breaker já está no solo e coloca as mãos no chão para dar suporte a seu corpo enquanto move os pés e as pernas de diversas maneiras – principalmente em movimentos rítmicos de rotação circular, utilizando também os quadris, ou ainda estabelecendo padrões de movimentos em linhas retas, diagonais ou da maneira que bem entender.
Flip ("giro", em inglês) é quando um breaker pula e gira uma ou mais vezes enquanto está no ar. Esses movimentos acrobáticos e cambalhotas são utilizadas por B-Boys e B-Girls para deixar suas apresentações mais dinâmicas.
O futebol tem origem inglesa, no século XIX, quando as regras modernas foram codificadas, mas só em 1863, a Football Association (FA) foi criada e de fato distinguiu o futebol de outros esportes com bola. A modalidade se popularizou em um primeiro momento na Europa e depois pelo resto do mundo, o que resultou na criação da Fédération Internationale de Football Association (FIFA) em 1904.
Em 1900, nos Jogos Olímpicos de Paris, o futebol masculino tornou-se uma modalidade olímpica, no início com apenas equipes amadoras. Já o futebol feminino só começou a fazer parte da competição em 1996, nos jogos de Atlanta.
Regras Básicas:
O jogo consiste em um confronto entre 22 jogadores, sendo 11 de cada lado defendendo seu time. Um desses atletas de cada agremiação é conhecido como goleiro, responsável por defender a meta do seu time, conhecida como gol. Essa estrutura é uma baliza com 7,32 metros de largura, e 2,44 metros de altura, conhecidas como traves.
Os outros 10 jogadores de cada time são conhecidos como “jogadores de linha”. O objetivo do esporte consiste em marcar o maior número de gols possíveis, enquanto ao mesmo tempo, se defende para não levar gols. Ao fim do jogo, quem tiver o melhor saldo entre os dois objetivos – não sofrer gols e, ao mesmo tempo, marcar – vence o jogo.
Quem rege as regras do futebol é a Federação Internacional de Futebol (FIFA). A associação determina que a medida de um campo profissional deve ter de 90 a 120 metros de comprimento e de 45 a 90 metros de largura. O gramado é dividido por várias linhas e áreas específicas: grande área, pequena área, círculo central, meia-lua, marca do pênalti, linha de fundo, linha de canto e a linha do meio-campo.
Se uma equipe sofrer uma falta dentro da área, é pênalti. Para bater a penalidade, a bola é colocada na marca do pênalti. Se a bola for desviada pela defesa e sair pela linha de fundo, é escanteio, a ser batido na linha de canto. Se não desviar em ninguém e sair, é tiro de meta, cobrado na linha da pequena área. O jogo deve começar com a bola sendo rolada a partir do círculo central do gramado. E o gol, para ser válido, precisa que a bola passe totalmente entre as traves e sob o travessão, cruzando a linha.
Falamos em falta, mas o que ela seria? É o momento de irregularidade de determinado time perante seu adversário, seja derrubando desproporcionalmente ou tocando com a mão na bola. O único que pode tocar a bola com a mão é o goleiro, e apenas em sua própria grande área.
E quem assinala? O árbitro. E ele não está sozinho. Quem rege uma partida e suas regras são o árbitro e seus assistentes. O árbitro é responsável pelo andamento do jogo e tem a prioridade na última tomada de decisão. Já os assistentes ficam com a responsabilidade de determinadas ações, como saída de bola pela lateral do campo, escanteios e o impedimento, este último talvez o mais complicado para quem não está familiarizado com o futebol.
O impedimento ocorre quando um jogador está mais próximo da linha de gol adversária do que a bola e o penúltimo defensor no momento em que a bola é passada para ele. Assim, na hora do passe, a irregularidade será marcada e cobrado o tiro livre indireto – chute ou passe que não pode ser cobrado direto ao gol, tornando irregular a jogada caso a bola entre direto.
Para vencer? Com o avanço do futebol moderno, inúmeras táticas foram implementadas visando as melhores maneiras de ganhar uma partida. Normalmente, quem define tudo isso é o técnico do time. É dele a responsabilidade de escalar os jogadores titulares para o jogo e fazer substituições, dependendo de alguma lesão ou modificação em prol de um resultado positivo.
Formato nas Olimpíadas:
Disputado nos Jogos Olímpicos desde a edição de 1908, em Londres, o futebol tem suas vagas definidas por campeonatos regionais sub-23, sub-21 e sub-20, dependendo do continente. Enquanto, na modalidade feminina, não há restrição de idade para jogar, no masculino, apenas jogadores com 23 anos ou menos podem participar – com exceção de três jogadores, que podem ultrapassar o limite de idade.
Em Paris, tanto o torneio de futebol masculino quanto o feminino foram definidos por sorteio e seguirão formatos semelhantes com algumas diferenças importantes. No torneio feminino, 12 equipes foram divididas em três grupos. Cada equipe jogará contra todas as outras três seleções, na chamada fase de grupos. Os dois melhores times de cada grupo, juntamente com os dois melhores terceiros colocados, avançam para as quartas de final. A partir das quartas, as partidas serão eliminatórias, seguindo para as semifinais e depois para a final, onde será decidido o vencedor da medalha de ouro.
Já o torneio masculino terá 16 equipes, divididas em quatro grupos. Os times também jogarão contra todas as outras equipes de seu grupo na fase inicial. Ao final dessa etapa, os dois melhores times de cada grupo avançam para as quartas de final. A partir delas, o torneio seguirá o formato eliminatório até a decisão da medalha de ouro.
No mata-mata, a igualdade do placar no tempo normal leva o jogo para a prorrogação – com dois tempos de 15 minutos. Se alguém vencer nesse período, ganha a partida. Com a permanência do placar igualado, a partida vai para os pênaltis, com cinco cobranças de cada lado. Após nova igualdade, penalidades alternadas serão cobradas até que alguém perca e o outro faça, determinando assim o classificado ou até mesmo o medalhista.
Locais das disputas
As disputas acontecerão em sete estádios da França, sendo eles:
Parc des Princes, em Paris;
Stade de Bordeaux, em Bordeaux;
Stade de la Beaujoire, em Nantes;
Stade de Lyon, em Lyon;
Stade de Marseille, em Marselha;
Stade de Nice, em Nice;
Stade Geoffroy-Guichard, em Saint-Etienne.
Países com mais medalhas
Ao longo dos anos, alguns países têm se destacado bastante no quadro de medalhas, demonstrando não apenas talento e dedicação de seus atletas, mas também investimentos significativos em infraestrutura esportiva e programas de desenvolvimento.
Quando se trata do futebol masculino, o Brasil é o país que esteve mais vezes no pódio do que qualquer outra seleção, a nação verde e amarela conta com sete medalhas no total, sendo duas medalhas de ouro (2016 e 2020), três de prata (1984, 1988, 2012) e duas de bronze (1996 e 2008).
Os outros países destaque são a Hungria e Grã-Bretanha, com três medalhas de ouro cada, e a Argentina, o Uruguai e a extinta União Soviética, que subiram duas vezes no lugar mais alto do pódio.
Já no futebol feminino, a seleção estadunidense é a que mais chegou ao pódio, com um total de 6 medalhas, sendo elas: quatro de ouro (1996, 2004 e 2012), uma de prata (2000) e uma de bronze (2020).
Apenas outros três países possuem medalhas de ouro olímpicas, sendo elas a Alemanha (2016), o Canadá (2020) e a Noruega (2000). O Brasil nunca conseguiu o ouro, mas tem duas pratas, uma em 2004 e uma em 2008.
Brasileiros destaque
Entre os homens, nomes como Neymar Jr, Romário, Bebeto e Taffarel são ícones de referência nas Olimpíadas. Neymar, especificamente, foi crucial na conquista do ouro inédito para o país nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Romário, Bebeto e Taffarel participaram da conquista da medalha de prata em Seul 1988.
Entre as mulheres, Marta é um dos maiores destaques, sendo mundialmente conhecida como a “Rainha do futebol”, participou de cinco edições dos Jogos e marcou 13 gols, foi fundamental nas campanhas que resultaram em medalhas de prata para a seleção brasileira, nos Jogos de Atenas 2004 e Pequim 2008. A atacante pretende aumentar ainda mais seu número de gols nesta edição das Olimpíadas, que ela já anunciou que será sua última.
Além dela, Cristiane é outro grande nome, ela participou de quatro Olimpíadas e marcou 14 gols. Foi a artilheira em 2004 e 2008, com cinco gols em cada, e ainda marcou dois gols em Londres 2012 e mais dois na Rio 2016.
Ao lado delas, Formiga, recordista em participações em Jogos Olímpicos, foram 7, de Atlanta 1996 a Tóquio 2020. Se despediu da competição aos 43 anos, com duas medalhas de prata e sendo uma figura central na equipe por décadas e contribuindo imensamente para o crescimento da modalidade no país.
Fase de grupos
Em março deste ano, a FIFA sorteou os grupos da primeira fase do futebol masculino. Os jogos acontecerão entre os dias 24 de julho e 9 de agosto. Confira todos os grupos abaixo:
Grupo A
França
Estados Unidos
Nova Zelândia
Guiné
Grupo B
Argentina
Marrocos
Iraque
Ucrânia
Grupo C
Uzbequistão
Espanha
Egito
República Dominicana
Grupo D
Japão
Paraguai
Mali
Israel
Na competição masculina, com a permissão de se convocar apenas três jogadores com mais de 23 anos, resta aos jovens astros protagonizarem as campanhas de suas seleções rumo ao tão almejado ouro olímpico, já que nem todos os grandes atletas com mais dessa idade são liberados pelos seus clubes para disputarem a competição. Um desses casos foi o do francês campeão do mundo Kyllian Mbappé, de 25 anos, que era esperado, inclusive, pelo presidente Emmanuel Macron, porém não foi convocado pelo treinador Thierry Henry para a lista preliminar de jogadores, afirmando ter recebido um veto ao fazer uma consulta sobre o atacante.
Cadê o Brasil?
No masculino, a seleção bi medalhista de ouro olímpico está fora de Paris. Isso porque as classificações para a disputa se deram por meio de torneios internos das confederações continentais, conhecidos como “pré-olímpicos”, e na América do Sul, com duas vagas, a definição se deu por meio de um quadrangular final em que os dois primeiros colocados carimbavam seu passaporte. O Brasil, treinado por Ramón Menezes, ficou em terceiro lugar após perder na última rodada por 1 a 0 contra a Argentina, que se classificou juntamente com o Paraguai.
Já no futebol feminino, a canarinha vem em busca da sua primeira medalha de ouro na história na competição que marca a despedida da Rainha Marta, eleita seis vezes melhor jogadora do mundo, que anunciou sua aposentadoria da Seleção após os jogos de Paris. A equipe treinada por Arthur Elias caiu no grupo C junto com Espanha, atual campeã do mundo, Japão e Nigéria, em sorteio realizado também em março. Confira todos os grupos abaixo:
Grupo A
França
Colômbia
Canadá
Nova Zelândia
Grupo B
Estados Unidos
Zâmbia
Alemanha
Austrália
Grupo C
Espanha
Japão
Nigéria
Brasil
O Canadá, medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio, chega como destaque, dividindo o favoritismo com a vencedora do mundial, Espanha e os Estados Unidos, tetracampeão do mundo e quatro vezes medalhista de ouro. A seleção brasileira chega em Paris durante um período de reconstrução após um ciclo mal sucedido, que resultou na demissão da então treinadora Pia Sundhage.
O tênis de quadra é um esporte que pode ser jogado na forma individual (simples) ou em dupla. A sua história oficial começa na Inglaterra, mas sua origem tem influência francesa. No século XII, os primeiros registros de um esporte muito similar com o tênis atual aparecem. Os monges franceses disputavam o “jeu de paume”, ou jogo de palma, que consistia em arremessar a bola contra a parede e rebater, semelhante ao squash. Inicialmente, era jogado com as mãos, mas passou a ser praticado com luvas forradas, e, posteriormente, foi acoplada uma tábua de madeira às mãos dos participantes, amarrada por uma faixa de couro. Essa última evolução deu origem às raquetes.
Entretanto, o inventor oficial do tênis atual foi Walter Wingfield, um inglês que escreveu as regras da modalidade em 1873. Ele trouxe o esporte da Índia, e tinha o nome de "sphairistike”, que significa esférico em grego. Para popularizar o esporte, Wingfield vendia as regras em um kit com raquetes, bolas e rede.
O tênis de quadra já tinha sido disputado de maneira esporádica durante a história dos Jogos Olímpicos, e foi um dos esportes que fizeram parte da primeira Olimpíada moderna em Atenas, no ano de 1896. Porém, por conta de uma disputa entre a Federação Internacional de Tênis de Grama e o Comitê Olímpico Internacional, o esporte foi retirado da competição oficial após a edição de 1924 e voltou somente na edição de Seul, 1988.
Nesta edição dos Jogos Olímpicos, as disputas do tênis de quadra vão ocorrer no Estádio Roland Garros. O estádio é um complexo de várias quadras, e é considerado um templo do esporte, sendo a casa de um dos mais populares Grand Slams, o Roland Garros. As quadras utilizadas são de saibro, ou “terra batida”, em que o solo possui mais atrito com a bola e permite que os tenistas deslizem.
AS REGRAS
Esse esporte é disputado em provas no formato simples, dividido por gênero, ou duplas, que podem ser masculinas, femininas ou mistas.
O jogo se inicia a partir do saque. O sacador tem o objetivo de colocar a bola para o outro lado da quadra, na diagonal. Para ser válido, o serviço deve ser dentro dos limites da quadra. O jogador tem a oportunidade de sacar duas vezes, caso erre; se errar essas duas vezes, o ponto é válido para seu adversário.
No caso dos Jogos Olímpicos, uma partida de tênis vai ter apenas três sets, e para ganhar o jogo, o atleta deve vencer duas dessas parciais. Cada set vai ser composto por, pelo menos, 6 games. A alternância do sacador é a cada game.
A pontuação do game segue a ordem 15 pontos, 30 e 40. Em caso de empate de 40-40, chamado de deuce, é necessário que o jogador confirme duas jogadas consecutivas para confirmar o game (a primeira é chamada de vantagem, ou advantage, e a segunda fecha o game). É importante notar que no jogo de duplas, a vantagem não existe.
Para confirmar o set, um jogador precisa de, pelo menos, dois games de vantagem em relação ao seu adversário. Ou seja, as parciais possuem um placar muito variado, que pode acabar em, por exemplo, 6x0, 6x1, 6x2, 6x3, 6x4 e 7x5.
Caso o set esteja empatado em 6x6, ele vai para o tie-break, que possui regras específicas. Em primeiro lugar, os pontos são corridos, sendo de 1 a 7. Quando o jogador alcança o 7º ponto, sempre com 2 pontos de diferença em relação ao seu adversário, ele ganha o game, e, consequentemente, a parcial. Caso empate, o game só vai acabar quando a diferença de 2 pontos ocorrer. Além disso, a alternância do sacador no tie-break é a cada 2 pontos.
PAÍSES COM MAIS MEDALHAS EM JOGOS OLÍMPICOS
Durante toda a sua história Olímpica, o Tênis já rendeu ao todo 230 medalhas para 41 nações participantes. Os Estados Unidos lideram o quadro de medalhas com 39 no total, sendo 21 ouros, 6 pratas e 12 bronzes; logo em seguida está a Grã-Bretanha que subiu ao pódio 43 vezes, quatro a mais que o primeiro colocado, porém com somente 17 medalhas de ouro, 14 pratas e 12 bronzes; a França, anfitriã desta edição dos jogos aparece na terceira posição, com 5 ouros, 6 pratas e 8 medalhas de bronze.
O Brasil possui apenas uma medalha olímpica na modalidade conquistada na última edição, Tóquio 2020. Em uma campanha inesperada, a dupla Laura Pigossi e Luísa Stefani conquistou o bronze na disputa feminina por duplas. As medalhistas disputaram a chave inferior na primeira fase e, na segunda fase, foram derrotadas na semifinal. Elas venceram a disputa pelo terceiro lugar, contra as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina, então campeãs olímpicas da prova na época.
OS TENISTAS EM PARIS 2024
Esta edição promete ser a despedida olímpica de duas estrelas do tênis mundial. Rafael Nadal, campeão olímpico individual em Pequim 2008, e por duplas no Rio 2016, – e o maior vencedor no saibro, com mais de 450 vitórias e 14 títulos de Roland Garros, local onde as disputas acontecerão em Paris. E, possivelmente, o sérvio Novak Djokovic, que nunca conquistou uma medalha olímpica.
No individual masculino o espanhol Carlos Alcaraz, de apenas 21 anos, e o italiano Jannik Sinner, de 22, são os grandes favoritos para subir ao lugar mais alto do pódio; Djokovic e Nadal correm por fora, mas com boas chances.
Já no feminino, Iga Świątek, da Polônia, é a grande favorita para a medalha de ouro nesta edição. A tenista é atualmente a primeira colocada no ranking mundial e tem em seu currículo quatro títulos de Roland Garros (2020, 2022, 2023 e 2024), um de US Open (2022) e mais um de WTA Finals. Além disso, foi campeã olímpica na disputa simples dos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires 2018.
O TIME BRASIL
Até agora, quatro atletas brasileiros já garantiram vaga para Paris: Bia Haddad Maia, Laura Pigossi, Thiago Monteiro e, mais recentemente, Thiago Wild. Os lugares de Bia e Wild foram conquistados através do ranking mundial, já Laura e Monteiro foram classificados por conta de seu bom desempenho nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023.
Até o dia 2 de julho, quando a lista final da Federação Internacional de Tênis (ITF) será divulgada, mais brasileiros podem se classificar através do ranking para a disputa. No mesmo dia devem ser divulgadas as duplas que vão representar suas nações na disputa feminina, masculina e mista. A escolha de cada dupla ficará a cargo de seus respectivos capitães.
Em Paris, as partidas do tênis começam em 27 de julho. A final das duplas mistas ocorrerá no dia 2 de agosto, das duplas masculinas e do simples feminino no dia 03 e, por fim, a modalidade se despede dos Jogos no 04 de agosto com a final das duplas femininas e do simples masculino, um total de sete dias corridos de competição.
Em jogo agitado que marcou a estreia de ambas as seleções na Eurocopa, a Romênia venceu a seleção ucraniana nesta segunda (17), por 3 a 0 na Allianz Arena, e assumiu a liderança do grupo E. Nicolae Stanciu, Razvan Marin e Denis Dragus foram os respectivos autores dos gols que marcaram a maior vitória da Romênia na história da competição.
Primeiro Tempo
A seleção da Ucrânia, que chegou como favorita na partida, não conseguiu demonstrar isso dentro de campo. Apesar de controlar a posse de bola e as ações ofensivas em alguns momentos, a Ucrânia falhou em criar chances claras de gol. Em várias situações onde tiveram chance de abrir o placar, não conseguiram dar prosseguimento às jogadas. No total, a Ucrânia deu somente duas finalizações ao gol, nenhuma levando perigo real.
Enquanto isso, a Romênia, que utilizava contra-ataques, conseguiu sua primeira finalização aos 7 minutos do primeiro tempo. A partir dos 20 minutos, começou a se soltar mais e, aos 29 minutos, após um erro de saída de bola do goleiro Lunin, Stanciu marcou um belo gol e abriu o placar para os romenos. Este gol foi uma injeção de ânimo para a equipe, que dominou o restante da partida. O meio-campista ainda teve uma bola na trave aos 38 minutos, levando perigo à meta ucraniana.
Segundo Tempo
No começo da segunda etapa, aos 8 minutos, Marin fez mais um belo gol de fora da área para a seleção romena, em mais um lance com falha do goleiro Lunin. Quatro minutos depois, o jogo foi resolvido. Após bela jogada trabalhada dentro da área ucraniana, Dragus empurrou para o fundo das redes. Aos 31 minutos do segundo tempo, Sudakov realizou o primeiro chute da seleção ucraniana, e já no final do jogo, Mudryk tentou uma finalização despretensiosa que também não levou perigo.
Desempenho Geral
O resultado ficará marcado na memória dos torcedores romenos, presentes no estádio e em casa, como o melhor desempenho da seleção em competições internacionais. Para efeito de comparação, o melhor resultado anterior da Romênia havia sido em 1994, na Copa do Mundo, quando o lendário Gheorghe Hagi ainda jogava. Para a Ucrânia fica um alerta, pois, apesar de ter mais dois jogos nesta fase de grupos, serão duelos muito complicados contra Eslováquia e Bélgica, seleções que podem ser consideradas favoritas.