Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Entenda como funciona o vôlei de praia
por
Juliana Bertini de Paula
Giovanna Takamatsu
|
15/07/2024 - 12h

 

O vôlei de praia, uma variação do vôlei jogado na areia, apareceu pela primeira vez nas praias de Santa Monica, Califórnia, em 1920. A primeira associação de jogadores profissionais e o primeiro torneio internacional sancionado pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) apareceram 60 anos depois, na década de 80, quando o vôlei de quadra já estava bem estabelecido no mundo dos esportes.

 

A modalidade fez sua estreia olímpica nos Jogos de Atlanta 1996, depois de aparecer pela primeira vez como esporte de demonstração nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona. 

 

Diferente do tradicional, nesta categoria o jogo é disputado por duas duplas em uma quadra de areia de 16m de comprimento e 8m de largura - um pouco menor do que uma coberta. A primeira equipe a ganhar dois sets vence a partida. Os dois primeiros sets são disputados com 21 pontos cada e, o terceiro, se necessário, é disputado em 15 pontos. As partidas de vôlei de praia são disputadas ao ar livre, onde vento, sol e chuva podem afetar as condições de jogo.

 

Ágatha e Duda se classificando Foto: Divulgação/FIVB
Ágatha e Duda se classificando Foto: Divulgação/FIVB

Brasil e Estados Unidos são os principais países no Vôlei de Praia durante os Jogos, com um sucesso considerável, ganharam um total de 24 medalhas, – sendo dez dessas, de ouro – das 42 possíveis. Na última Olimpíada, em 2021, a seleção norte-americana levou o ouro nos jogos femininos, enquanto a Noruega levou o ouro no masculino; foi também, a primeira vez na história em que o Brasil ficou fora do pódio. 

 

Quais são os caminhos para a classificação?

O vôlei de praia possibilita a participação de 24 duplas masculinas e 24 duplas femininas. Como tradição, uma das cotas vai para o país sede, ou seja, a França. As restantes vagas são conquistadas por 3 rotas: 

  1. A dupla que ganhou o último Mundial: no feminino, essa vaga ficou com as americanas Sara Hughes e Kelly Cheng. Já no masculino, foram os checos Ondřej Perušič e David Schweiner que conquistaram;

  2. Ranking Olímpico da FIVB (Federação Internacional de Voleibol): são 17 vagas por gênero, que são preenchidas pelas duplas mais bem ranqueadas. Como o ranking é dinâmico, mudando a cada campeonato disputado, esse caminho é uma análise da performance das duplas desde 01 de janeiro de 2023 até 10 de junho deste ano. 

  3. Torneios Olímpicos Continentais. As cinco vagas remanescentes vão ser para os vencedores deste campeonato. Por se tratar de competições continentais, isso garante a participação universal (de, pelo menos, um país por cada continente) dos jogadores. Esses eventos vão do dia 13 ao 23 de junho.              

 

Cada país pode ter, no máximo, duas duplas participantes de cada gênero.         

 

Destaques brasileiros 

Duda (esq) e Ana Patrícia (dir), no Mundial de 2022; elas são as favoritas ao ouro. – Foto: Reprodução/FIVB
Duda (esq) e Ana Patrícia (dir), no Mundial de 2022; elas são as favoritas ao ouro. – Foto: Reprodução/FIVB 

O Brasil garantiu a participação máxima na modalidade, com quatro duplas classificadas:

 

No feminino, Duda e Ana Patrícia se classificaram por meio do ranking mundial. Após avançarem para as quartas-de-final na etapa de Doha (Catar) do Circuito Mundial do Vôlei de Praia, elas conquistaram sua vaga ao atingir uma pontuação que impossibilitava qualquer dupla de superá-las.     

 

Atuais líderes do ranking, elas são a dupla mais consistente e vitoriosa nesse ciclo olímpico, além de serem as favoritas ao lugar mais alto do pódio. Foram ouro no Mundial de Vôlei de Praia de 2022, e prata em 2023.  

 

Arena de praia tomou forma em frente à Torre Eiffel – Foto: Lorena Dillon/GE
Arena de praia tomou forma em frente à Torre Eiffel – Foto: Lorena Dillon/GE

 

A segunda vaga brasileira feminina foi conquistada por Bárbara Seixas e Carol Solberg. Elas seguiram o mesmo caminho de Duda e Ana Patrícia. Ao avançarem para as quartas de finais na etapa de Tepic (México), também válida pelo Circuito Mundial, a dupla se fixou no terceiro lugar do ranking, e, pela quantidade de pontos, não podiam ser alcançadas por outro par.    

 

Já no masculino, André e George foram a primeira dupla a carimbar seu passaporte para as Olimpíadas. A classificação deles se deu pelo ranking também, e foi confirmada após a desistência de Pedro Solberg e Guto da fase de Brasília do Circuito Mundial. Juntos desde 2019, André e George são, atualmente, a segunda melhor dupla do mundo. Foram bronze na etapa de Espinho, a mais recente do Circuito, ao vencerem os holandeses Van de Velde e Immers.     

 

A segunda vaga do masculino ficou com Evandro e Arthur Lanci. Depois de vencerem os compatriotas, – já classificados – André e George, na semifinal da etapa de Brasília, eles asseguraram, matematicamente, a vaga. 


 

O palco da disputa

Neste ano, em Paris, a disputa acontecerá em frente a um dos principais cartões postais da cidade. Com a Torre Eiffel no campo de visão, a competição da modalidade ocorrerá entre os dias entre os dias 27 de julho e 10 de agosto, com as finais acontecendo nos últimos dois dias – a feminina no dia 09, e a masculina no dia 10.

Conheça o estreante nas Olimpíadas de Paris, que mistura a dança urbana com o esporte
por
Juliana Bertini de Paula
Chloé Dana Wong Desbrosses
|
15/07/2024 - 12h

O breaking é um estilo de dança que surgiu nos Estados Unidos na década de 1970 nas festas do bairro do Bronx, em Nova York, durante o ápice da cultura hip hop. Ela é identificada pelos movimentos acrobáticos, pelo footwork estilizado e pelo papel fundamental do DJ e do MC (mestre de cerimônia) durante as batalhas. As competições internacionais de breakdance começaram na década de 90, popularizando o estilo e o hip-hop para um público maior.

 

Nessas batalhas, os dançarinos precisam improvisar ao ritmo do DJ e recebem notas dos jurados. A modalidade teve sua estreia nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018, em Buenos Aires e, devido ao seu sucesso, foi escolhida para estrear como uma nova modalidade nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

 

A competição começa com disputas individuais, em dois eventos: um masculino e outro feminino. As disputas já se iniciam em um formato de “mata-mata”, eliminatório, nas oitavas-de-final. Serão ao todo 32 breakers, 16 masculinos, – chamados de B-Boys – e 16 femininos – chamadas de B-Girls. Um começa a performance e então seu adversário retoma. 

 

Enquanto isso, cinco juízes utilizam seis critérios para a avaliação dos atletas: criatividade, personalidade, técnica, variedade, performance e musicalidade. Cada jurado conta a pontuação dos participantes por cada elemento e vence quem fizer a melhor apresentação, em três rounds. 

 

Sem brasileiros em Paris

Mesmo com nomes relevantes para o cenário do Breakdance, a delegação brasileira não conseguiu se classificar para os Jogos Olímpicos de 2024. Leony Pinheiro, o principal b-boy brasileiro e a b-girl Mayara Collins, conhecida como Mini Japa, participaram do Olympic Qualifier Series, em Budapeste, na Hungria, no final de junho – a última seletiva para a vaga olímpica – mas não conseguiram passar da primeira fase. 

 

Favoritos a medalha

Apesar da ausência de breakers da América Latina, alguns nomes asiáticos, europeus e norte-americanos se destacam. Por causa do seu surgimento, nos Estados Unidos, o país é uma potência no esporte, além de Japão e a França. 

O canadense Philip Kim durante a final do Mundial de 2022, em Seoul – Foto: Lee Jin-man/The Associated Press
O canadense Philip Kim durante a final do Mundial de 2022, em Seoul – Foto: Lee Jin-man/The Associated Press

 

Do lado dos b-boys, o favoritismo fica com o japonês Shigeyuki Nakarai, o Shigekix – campeão dos Jogos Asiáticos de 2022 – e, com Philip Kim, ou Phil Wizard, canadense, campeão do pan-americano em 2023. 

 

Na competição feminina, o destaque fica por conta da b-girl francesa Sysa Dembélé, a Syssy e da lituana Dominika Banevic, ou Nicka, como é conhecida.

 

Place de la Concorde terá várias praças esportivas para modalidades urbanas. – Imagem: Divulgação/Olympics
Place de la Concorde terá várias praças esportivas para modalidades urbanas. – Imagem: Divulgação/Olympics

 

Nas Olimpíadas, o palco do espetáculo será a Praça da Concórdia, – que também sediará outras disputas urbanas, como o Basquete 3x3, o Ciclismo BMX Freestyle e o Skate – a mais antiga na capital francesa, entre os dias 9 e 10 de agosto de 2024. A competição feminina acontecerá no primeiro dia de disputas e a masculina, no segundo. 

 

Passos comuns

Top Rock é uma sequência de passos feitos em pé, logo antes do B-Boy ou B-Girl iniciar seus movimentos no chão. Não existem regras quanto à duração de um top rock, mas ele não costuma ultrapassar oito tempos de uma música. Nesse momento, é combinado variações de top rock e movimentos de mãos e braços, e o dançarino mostra toda sua ginga e capacidade de entrar no ritmo da música.

 

Go Down ("descer", em inglês) é um movimento intermediário que o breaker usa para sair do top rock e começar a dançar no solo. O ideal é que essa transição seja feita naturalmente, sem que haja quebra no ritmo. 

 

Footwork ("trabalho de pé", em inglês) é quando um breaker já está no solo e coloca as mãos no chão para dar suporte a seu corpo enquanto move os pés e as pernas de diversas maneiras – principalmente em movimentos rítmicos de rotação circular, utilizando também os quadris, ou ainda estabelecendo padrões de movimentos em linhas retas, diagonais ou da maneira que bem entender.

 

Flip ("giro", em inglês) é quando um breaker pula e gira uma ou mais vezes enquanto está no ar. Esses movimentos acrobáticos e cambalhotas são utilizadas por B-Boys e B-Girls para deixar suas apresentações mais dinâmicas.

Prepare-se para as Olimpíadas conhecendo a modalidade mais popular do mundo
por
Victória Miranda
Isabella Santos
Leonardo Caporalini
Vinicius José
|
15/07/2024 - 12h

 

O futebol tem origem inglesa, no século XIX, quando as regras modernas foram codificadas, mas só em 1863, a Football Association (FA) foi criada e de fato distinguiu o futebol de outros esportes com bola. A modalidade se popularizou em um primeiro momento na Europa e depois pelo resto do mundo, o que resultou na criação da Fédération Internationale de Football Association (FIFA) em 1904. 

Em 1900, nos Jogos Olímpicos de Paris, o futebol masculino tornou-se uma modalidade olímpica, no início com apenas equipes amadoras. Já o futebol feminino só começou a fazer parte da competição em 1996, nos jogos de Atlanta. 

 

Regras Básicas:

O jogo consiste em um confronto entre 22 jogadores, sendo 11 de cada lado defendendo seu time. Um desses atletas de cada agremiação é conhecido como goleiro, responsável por defender a meta do seu time, conhecida como gol. Essa estrutura é uma baliza com 7,32 metros de largura, e 2,44 metros de altura, conhecidas como traves.

 

Os outros 10 jogadores de cada time são conhecidos como “jogadores de linha”. O objetivo do esporte consiste em marcar o maior número de gols possíveis, enquanto ao mesmo tempo, se defende para não levar gols. Ao fim do jogo, quem tiver o melhor saldo entre os dois objetivos – não sofrer gols e, ao mesmo tempo, marcar – vence o jogo.

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Brasil x Espanha, partida que garantiu o bicampeonato brasileiro em Tóquio 2020. Foto: Fernando Vergara - CBF

Quem rege as regras do futebol é a Federação Internacional de Futebol (FIFA). A associação determina que a medida de um campo profissional deve ter de 90 a 120 metros de comprimento e de 45 a 90 metros de largura. O gramado é dividido por várias linhas e áreas específicas: grande área, pequena área, círculo central, meia-lua, marca do pênalti, linha de fundo, linha de canto e a linha do meio-campo.

 

Se uma equipe sofrer uma falta dentro da área, é pênalti. Para bater a penalidade, a bola é colocada na marca do pênalti. Se a bola for desviada pela defesa e sair pela linha de fundo, é escanteio, a ser batido na linha de canto. Se não desviar em ninguém e sair, é tiro de meta, cobrado na linha da pequena área. O jogo deve começar com a bola sendo rolada a partir do círculo central do gramado. E o gol, para ser válido, precisa que a bola passe totalmente entre as traves e sob o travessão, cruzando a linha.

 

Falamos em falta, mas o que ela seria? É o momento de irregularidade de determinado time perante seu adversário, seja derrubando desproporcionalmente ou tocando com a mão na bola. O único que pode tocar a bola com a mão é o goleiro, e apenas em sua própria grande área.

 

E quem assinala? O árbitro. E ele não está sozinho. Quem rege uma partida e suas regras são o árbitro e seus assistentes. O árbitro é responsável pelo andamento do jogo e tem a prioridade na última tomada de decisão. Já os assistentes ficam com a responsabilidade de determinadas ações, como saída de bola pela lateral do campo, escanteios e o impedimento, este último talvez o mais complicado para quem não está familiarizado com o futebol.

 

O impedimento ocorre quando um jogador está mais próximo da linha de gol adversária do que a bola e o penúltimo defensor no momento em que a bola é passada para ele. Assim, na hora do passe, a irregularidade será marcada e cobrado o tiro livre indireto – chute ou passe que não pode ser cobrado direto ao gol, tornando irregular a jogada caso a bola entre direto. 

 

Para vencer? Com o avanço do futebol moderno, inúmeras táticas foram implementadas visando as melhores maneiras de ganhar uma partida. Normalmente, quem define tudo isso é o técnico do time. É dele a responsabilidade de escalar os jogadores titulares para o jogo e fazer substituições, dependendo de alguma lesão ou modificação em prol de um resultado positivo.

Seleção feminina x Camarões nos Jogos Olímpicos de Londres de 2012. Foto/Reprodução: Ricardo Stuckert - CBF:
Seleção feminina x Camarões nos Jogos Olímpicos de Londres de 2012. Foto/Reprodução: Ricardo Stuckert - CBF

Formato nas Olimpíadas:

Disputado nos Jogos Olímpicos desde a edição de 1908, em Londres, o futebol tem suas vagas definidas por campeonatos regionais sub-23, sub-21 e sub-20, dependendo do continente. Enquanto, na modalidade feminina, não há restrição de idade para jogar, no masculino, apenas jogadores com 23 anos ou menos podem participar – com exceção de três jogadores, que podem ultrapassar o limite de idade. 

Em Paris, tanto o torneio de futebol masculino quanto o feminino foram definidos por sorteio e seguirão formatos semelhantes com algumas diferenças importantes. No torneio feminino, 12 equipes foram divididas em três grupos. Cada equipe jogará contra todas as outras três seleções, na chamada fase de grupos. Os dois melhores times de cada grupo, juntamente com os dois melhores terceiros colocados, avançam para as quartas de final. A partir das quartas, as partidas serão eliminatórias, seguindo para as semifinais e depois para a final, onde será decidido o vencedor da medalha de ouro.

Já o torneio masculino terá 16 equipes, divididas em quatro grupos. Os times também jogarão contra todas as outras equipes de seu grupo na fase inicial. Ao final dessa etapa, os dois melhores times de cada grupo avançam para as quartas de final. A partir delas, o torneio seguirá o formato eliminatório até a decisão da medalha de ouro.

No mata-mata, a igualdade do placar no tempo normal leva o jogo para a prorrogação – com dois tempos de 15 minutos. Se alguém vencer nesse período, ganha a partida. Com a permanência do placar igualado, a partida vai para os pênaltis, com cinco cobranças de cada lado. Após nova igualdade, penalidades alternadas serão cobradas até que alguém perca e o outro faça, determinando assim o classificado ou até mesmo o medalhista.

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Brasil x Costa do Marfim nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Foto: Reprodução/X Lucas Figueiredo - CBF 

Locais das disputas

As disputas acontecerão em sete estádios da França, sendo eles:

Parc des Princes, em Paris;

Stade de Bordeaux, em Bordeaux;

Stade de la Beaujoire, em Nantes;

Stade de Lyon, em Lyon;

Stade de Marseille, em Marselha;

Stade de Nice, em Nice;

Stade Geoffroy-Guichard, em Saint-Etienne.

 

Países com mais medalhas

Ao longo dos anos, alguns países têm se destacado bastante no quadro de medalhas, demonstrando não apenas talento e dedicação de seus atletas, mas também investimentos significativos em infraestrutura esportiva e programas de desenvolvimento.

Quando se trata do futebol masculino, o Brasil é o país que esteve mais vezes no pódio do que qualquer outra seleção, a nação verde e amarela conta com sete medalhas no total, sendo duas medalhas de ouro (2016 e 2020), três de prata (1984, 1988, 2012) e duas de bronze (1996 e 2008).

 

Conquista do ouro da Seleção Brasileira após vencer a Espanha por 2 a 1 nas Olimpiadas de Tóquio 2020
Conquista do ouro da Seleção Brasileira após vencer a Espanha por 2 a 1 nas Olimpíadas de Tóquio 2020. Foto: Reprodução/CNN - Fernando Vergara.

 

Os outros países destaque são a Hungria e Grã-Bretanha, com três medalhas de ouro cada, e a Argentina, o Uruguai e a extinta União Soviética, que subiram duas vezes no lugar mais alto do pódio. 

Já no futebol feminino, a seleção estadunidense é a que mais chegou ao pódio, com um total de 6 medalhas, sendo elas: quatro de ouro (1996, 2004 e 2012), uma de prata (2000) e uma de bronze (2020). 

 

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Seleção Estadunidense comemorando gol sobre a Austrália no jogo que garantiu o bronze em Tóquio. Foto: Tiziana Fabi/AFP.

 

Apenas outros três países possuem medalhas de ouro olímpicas, sendo elas a Alemanha (2016), o Canadá (2020) e a Noruega (2000). O Brasil nunca conseguiu o ouro, mas tem duas pratas, uma em 2004 e uma em 2008. 


Brasileiros destaque

Entre os homens, nomes como Neymar Jr, Romário, Bebeto e Taffarel são ícones de referência nas Olimpíadas. Neymar, especificamente, foi crucial na conquista do ouro inédito para o país nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Romário, Bebeto e Taffarel participaram da conquista da medalha de prata em Seul 1988.

Entre as mulheres, Marta é um dos maiores destaques, sendo mundialmente conhecida como a “Rainha do futebol”, participou de cinco edições dos Jogos e marcou 13 gols, foi fundamental nas campanhas que resultaram em medalhas de prata para a seleção brasileira, nos Jogos de Atenas 2004 e Pequim 2008. A atacante pretende aumentar ainda mais seu número de gols nesta edição das Olimpíadas, que ela já anunciou que será sua última.

Além dela, Cristiane é outro grande nome, ela participou de quatro Olimpíadas e marcou 14 gols. Foi a artilheira em 2004 e 2008, com cinco gols em cada, e ainda marcou dois gols em Londres 2012 e mais dois na Rio 2016.

Ao lado delas, Formiga, recordista em participações em Jogos Olímpicos, foram 7, de Atlanta 1996 a Tóquio 2020. Se despediu da competição aos 43 anos, com duas medalhas de prata e sendo uma figura central na equipe por décadas e contribuindo imensamente para o crescimento da modalidade no país.

Cristiane, Formiga e Marta juntas na seleção pela Copa do Mundo Feminina de 2019. Foto/Reprodução
Cristiane, Formiga e Marta juntas na seleção pela Copa do Mundo Feminina de 2019. Foto/Reprodução: CBF.

 

Fase de grupos 

Em março deste ano, a FIFA sorteou os grupos da primeira fase do futebol masculino. Os jogos acontecerão entre os dias 24 de julho e 9 de agosto. Confira todos os grupos abaixo:

 

Grupo A

França

Estados Unidos  

Nova Zelândia  

Guiné


Grupo B

Argentina 

Marrocos 

Iraque 

Ucrânia 

 

Grupo C

Uzbequistão 

Espanha 

Egito 

República Dominicana 

 

Grupo D

Japão 

Paraguai 

Mali 

Israel 

 

Na competição masculina, com a permissão de se convocar apenas três jogadores com mais de 23 anos, resta aos jovens astros protagonizarem as campanhas de suas seleções rumo ao tão almejado ouro olímpico, já que nem todos os grandes atletas com mais dessa idade são liberados pelos seus clubes para disputarem a competição. Um desses casos foi o do francês campeão do mundo Kyllian Mbappé, de 25 anos, que era esperado, inclusive, pelo presidente Emmanuel Macron, porém não foi convocado pelo treinador Thierry Henry para a lista preliminar de jogadores, afirmando ter recebido um veto ao fazer uma consulta sobre o atacante. 

 

Cadê o Brasil?

No masculino, a seleção bi medalhista de ouro olímpico está fora de Paris. Isso porque as classificações para a disputa se deram por meio de torneios internos das confederações continentais, conhecidos como “pré-olímpicos”, e na América do Sul, com duas vagas, a definição se deu por meio de um quadrangular final em que os dois primeiros colocados carimbavam seu passaporte. O Brasil, treinado por Ramón Menezes, ficou em terceiro lugar após perder na última rodada por 1 a 0 contra a Argentina, que se classificou juntamente com o Paraguai. 

Já no futebol feminino, a canarinha vem em busca da sua primeira medalha de ouro na história na competição que marca a despedida da Rainha Marta, eleita seis vezes melhor jogadora do mundo, que anunciou sua aposentadoria da Seleção após os jogos de Paris. A equipe treinada por Arthur Elias caiu no grupo C junto com Espanha, atual campeã do mundo, Japão e Nigéria, em sorteio realizado também em março. Confira todos os grupos abaixo:

Grupo A

França 

Colômbia 

Canadá 

Nova Zelândia 

 

Grupo B

Estados Unidos 

Zâmbia 

Alemanha 

Austrália 

 

Grupo C

Espanha 

Japão 

Nigéria 

Brasil 

 

O Canadá, medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio, chega como destaque, dividindo o favoritismo com a vencedora do mundial, Espanha e os Estados Unidos, tetracampeão do mundo e quatro vezes medalhista de ouro. A seleção brasileira chega em Paris durante um período de reconstrução após um ciclo mal sucedido, que resultou na demissão da então treinadora Pia Sundhage. 

 

Entenda a história, regras e destaques do esporte
por
Giovanna Takamatsu
Khauan Wood
|
15/07/2024 - 12h

O tênis de quadra é um esporte que pode ser jogado na forma individual (simples) ou em dupla. A sua história oficial começa na Inglaterra, mas sua origem tem influência francesa. No século XII, os primeiros registros de um esporte muito similar com o tênis atual aparecem. Os monges franceses disputavam o “jeu de paume”, ou jogo de palma, que consistia em arremessar a bola contra a parede e rebater, semelhante ao squash. Inicialmente, era jogado com as mãos, mas passou a ser praticado com luvas forradas, e, posteriormente, foi acoplada uma tábua de madeira às mãos dos participantes, amarrada por uma faixa de couro. Essa última evolução deu origem às raquetes.   

Entretanto, o inventor oficial do tênis atual foi Walter Wingfield, um inglês que escreveu as regras da modalidade em 1873. Ele trouxe o esporte da Índia, e tinha o nome de "sphairistike”, que significa esférico em grego. Para popularizar o esporte, Wingfield vendia as regras em um kit com raquetes, bolas e rede. 

O tênis de quadra já tinha sido disputado de maneira esporádica durante a história dos Jogos Olímpicos, e foi um dos esportes que fizeram parte da primeira Olimpíada moderna em Atenas, no ano de 1896. Porém, por conta de uma disputa entre a Federação Internacional de Tênis de Grama e o Comitê Olímpico Internacional, o esporte foi retirado da competição oficial após a edição de 1924 e voltou somente na edição de Seul, 1988.  

Nesta edição dos Jogos Olímpicos, as disputas do tênis de quadra vão ocorrer no Estádio Roland Garros. O estádio é um complexo de várias quadras, e é considerado um templo do esporte, sendo a casa de um dos mais populares Grand Slams, o Roland Garros. As quadras utilizadas são de saibro, ou “terra batida”, em que o solo possui mais atrito com a bola e permite que os tenistas deslizem.

 AS REGRAS

Esse esporte é disputado em provas no formato simples, dividido por gênero, ou duplas, que podem ser masculinas, femininas ou mistas. 

O jogo se inicia a partir do saque. O sacador tem o objetivo de colocar a bola para o outro lado da quadra, na diagonal. Para ser válido, o serviço deve ser dentro dos limites da quadra. O jogador tem a oportunidade de sacar duas vezes, caso erre; se errar essas duas vezes, o ponto é válido para seu adversário.

medidas da quadra de tênis
Limites da quadra de tênis, que varia um pouco entre o jogo simples e de dupla. – Imagem: Reprodução/Tênis Brasil. 

No caso dos Jogos Olímpicos, uma partida de tênis vai ter apenas três sets, e para ganhar o jogo, o atleta deve vencer duas dessas parciais. Cada set vai ser composto por, pelo menos, 6 games. A alternância do sacador é a cada game. 

A pontuação do game segue a ordem 15 pontos, 30 e 40. Em caso de empate de 40-40, chamado de deuce, é necessário que o jogador confirme duas jogadas consecutivas para confirmar o game (a primeira é chamada de vantagem, ou advantage, e a segunda fecha o game). É importante notar que no jogo de duplas, a vantagem não existe. 

Para confirmar o set, um jogador precisa de, pelo menos, dois games de vantagem em relação ao seu adversário. Ou seja, as parciais possuem um placar muito variado, que pode acabar em, por exemplo, 6x0, 6x1, 6x2, 6x3, 6x4 e 7x5. 

Caso o set esteja empatado em 6x6, ele vai para o tie-break, que possui regras específicas. Em primeiro lugar, os pontos são corridos, sendo de 1 a 7. Quando o jogador alcança o 7º ponto, sempre com 2 pontos de diferença em relação ao seu adversário, ele ganha o game, e, consequentemente, a parcial. Caso empate, o game só vai acabar quando a diferença de 2 pontos ocorrer. Além disso, a alternância do sacador no tie-break é a cada 2 pontos.

PAÍSES COM MAIS MEDALHAS EM JOGOS OLÍMPICOS

Durante toda a sua história Olímpica, o Tênis já rendeu ao todo 230 medalhas para 41 nações participantes. Os Estados Unidos lideram o quadro de medalhas com 39 no total, sendo 21 ouros, 6 pratas e 12 bronzes; logo em seguida está a Grã-Bretanha que subiu ao pódio 43 vezes, quatro a mais que o primeiro colocado, porém com somente 17 medalhas de ouro, 14 pratas e 12 bronzes; a França, anfitriã desta edição dos jogos aparece na terceira posição, com 5 ouros, 6 pratas e 8 medalhas de bronze.

serena e venus williams olimpíadas
As irmãs Venus (à direita) e Serena (à esquerda) Williams lideram o ranking de medalhistas com cinco e quatro, respectivamente – Foto: Reprodução/Clive Brunskill/Getty Images

O Brasil possui apenas uma medalha olímpica na modalidade conquistada na última edição, Tóquio 2020. Em uma campanha inesperada, a dupla Laura Pigossi e Luísa Stefani conquistou o bronze na disputa feminina por duplas. As medalhistas disputaram a chave inferior na primeira fase e, na segunda fase, foram derrotadas na semifinal. Elas venceram a disputa pelo terceiro lugar, contra as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina, então campeãs olímpicas da prova na época.

OS TENISTAS EM PARIS 2024

Esta edição promete ser a despedida olímpica de duas estrelas do tênis mundial. Rafael Nadal, campeão olímpico individual em Pequim 2008, e por duplas no Rio 2016, – e o maior vencedor no saibro, com mais de 450 vitórias e 14 títulos de Roland Garros, local onde as disputas acontecerão em Paris. E, possivelmente, o sérvio Novak Djokovic, que nunca conquistou uma medalha olímpica. 

No individual masculino o espanhol Carlos Alcaraz, de apenas 21 anos, e o italiano Jannik Sinner, de 22, são os grandes favoritos para subir ao lugar mais alto do pódio; Djokovic e Nadal correm por fora, mas com boas chances.

sinner número1 do mundo
Sinner é atualmente o primeiro colocado no ranking mundial individual da modalidade - Foto: Alain Jocard/ Association of Tennis Professionals (ATP)

Já no feminino, Iga Świątek, da Polônia, é a grande favorita para a medalha de ouro nesta edição. A tenista é atualmente a primeira colocada no ranking mundial e tem em seu currículo quatro títulos de Roland Garros (2020, 2022, 2023 e 2024), um de US Open (2022) e mais um de WTA Finals. Além disso, foi campeã olímpica na disputa simples dos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires 2018.

iga swiatek jogando
Iga Świątek, atualmente a primeira colocada do ranking mundial, é uma das favoritas para o ouro. Foto: Minas Panagiotakis/Getty Images North America

O TIME BRASIL

Até agora, quatro atletas brasileiros já garantiram vaga para Paris: Bia Haddad Maia, Laura Pigossi, Thiago Monteiro e, mais recentemente, Thiago Wild. Os lugares de Bia e Wild foram conquistados através do ranking mundial, já Laura e Monteiro foram classificados por conta de seu bom desempenho nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023.

Bia Haddad maia em Wimbledon
Um dos principais destaques brasileiros, Bia Haddad Maia, em Wimbledon 2023. Foto: Reprodução/Instagram/@biahaddadmaia

Até o dia 2 de julho, quando a lista final da Federação Internacional de Tênis (ITF) será divulgada, mais brasileiros podem se classificar através do ranking para a disputa. No mesmo dia devem ser divulgadas as duplas que vão representar suas nações na disputa feminina, masculina e mista. A escolha de cada dupla ficará a cargo de seus respectivos capitães.

Em Paris, as partidas do tênis começam em 27 de julho. A final das duplas mistas ocorrerá no dia 2 de agosto, das duplas masculinas e do simples feminino no dia 03 e, por fim, a modalidade se despede dos Jogos no 04 de agosto com a final das duplas femininas e do simples masculino, um total de sete dias corridos de competição.

O Jogo marcou o melhor resultado da Romênia na história em competições internacionais grandes.
por
João Bueno
|
02/07/2024 - 12h

 

Em jogo agitado que marcou a estreia de ambas as seleções na Eurocopa, a Romênia venceu a seleção ucraniana nesta segunda (17), por 3 a 0 na Allianz Arena, e assumiu a liderança do grupo E. Nicolae  Stanciu, Razvan Marin e Denis Dragus foram os respectivos autores dos gols que marcaram a maior vitória da Romênia na história da competição.

Primeiro Tempo

A seleção da Ucrânia, que chegou  como favorita na partida, não conseguiu demonstrar isso dentro de campo. Apesar de controlar a posse de bola e as ações ofensivas em alguns momentos, a Ucrânia falhou em criar chances claras de gol. Em várias situações onde tiveram chance de abrir o placar, não conseguiram dar prosseguimento às jogadas. No total, a Ucrânia deu somente duas finalizações ao gol, nenhuma levando perigo real. 

Enquanto isso, a Romênia, que utilizava contra-ataques, conseguiu sua primeira finalização aos 7 minutos do primeiro tempo. A partir dos 20 minutos, começou a se soltar mais e, aos 29 minutos, após um erro de saída de bola do goleiro Lunin, Stanciu marcou um belo gol e abriu o placar para os romenos. Este gol foi uma injeção de ânimo para a equipe, que dominou o restante da partida. O meio-campista ainda teve uma bola na trave aos 38 minutos, levando perigo à meta ucraniana.

 

Jogadores comemorando gol
Marin marca o segundo gol da Romênia sobre a Ucrânia e celebra junto com companheiros Foto: Fabrice Coffrini/ AFP via Getty Images

Segundo Tempo

No começo da segunda etapa, aos 8 minutos, Marin fez mais um belo gol de fora da área para a seleção romena, em mais um lance com falha do goleiro Lunin. Quatro minutos depois, o jogo foi resolvido. Após bela jogada trabalhada dentro da área ucraniana, Dragus empurrou para o fundo das redes. Aos 31 minutos do segundo tempo, Sudakov realizou o primeiro chute da seleção ucraniana, e já no final do jogo, Mudryk tentou uma finalização despretensiosa que também não levou perigo.

Desempenho Geral

O resultado ficará marcado na memória dos torcedores romenos, presentes no estádio e em casa, como o melhor desempenho da seleção em competições internacionais. Para efeito de comparação, o melhor resultado anterior da Romênia havia sido em 1994, na Copa do Mundo, quando o lendário Gheorghe Hagi ainda jogava. Para a Ucrânia fica um alerta, pois, apesar de ter mais dois jogos nesta fase de grupos, serão duelos muito complicados contra Eslováquia e Bélgica, seleções que podem ser consideradas favoritas.