Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Com uma campanha perfeita na fase de grupos, os venezuelanos avançam de fase, enquanto a Jamaica encerra sua participação no torneio.
por
Leonardo Nunez
|
03/07/2024 - 12h

Na última rodada do Grupo B da Copa América, Jamaica e Venezuela se enfrentaram no Q2 Stadium, em Austin. Os venezuelanos saíram vencedores por 3 a 0, mantendo 100% de aproveitamento nos três jogos pela primeira vez em sua história nesta competição e ficando em primeiro no grupo. Por outro lado, os jamaicanos, que já haviam sido eliminados matematicamente, se despediram do torneio de maneira oficial.

 

O jogo começou de maneira equilibrada entre as duas equipes. A Venezuela tentou controlar a posse de bola, mas a maioria dos toques ocorreu em sua defesa, sem muita efetividade.

 

 Por outro lado, os jamaicanos apostaram no contra-ataque e tiveram a primeira chance do jogo aos 7 minutos, quando o meia Renaldo Cephas acionou o ponta Demarai Gray pela esquerda, que invadiu a área e arriscou um chute com o pé direito, mas a finalização saiu longe do gol.

 

O VAR foi acionado aos 10 minutos, quando o venezuelano Machis acertou um pisão no tornozelo do defensor Latibeaudiere e recebeu cartão amarelo. Enquanto o jogador recebia atendimento médico, o lance foi analisado para uma possível expulsão, mas a decisão não foi revertida, o que gerou muita reclamação por parte dos jamaicanos.

 

Sem alguns dos seus titulares, a Venezuela teve dificuldades para chegar ao ataque, encontrando a defesa sólida da Jamaica como um obstáculo constante. Uma alternativa encontrada pelos venezuelanos foi o chute de fora da área. Aos 16 minutos, o atacante Machis tentou um chute de longa distância, e a bola saiu raspando o gol do goleiro Waite.

 

 

Aos 34 minutos, a Jamaica tentou com o atacante Michaeil Antonio, que avançou pelo lado direito, fez fila e tocou na entrada da área. O ala esquerdo Jon Bell dominou e finalizou, mas a bola passou rente ao gol. O primeiro tempo terminou sem gols, 0 a 0.

Jogadores das duas seleções disputando a bola, o jogador com a bola de camisa branca enquanto o outro jogaor com camisa amarela e detalhes verde. (Foto: Sam Hodde/AFP)
Jogadores das duas seleções disputando a bola. (Foto: Sam Hodde/AFP)

Na segunda etapa, a Venezuela voltou diferente, com mais ímpeto para buscar o gol. Aos 4 minutos, o atacante Eduard Bello tocou a bola de cabeça, após um cruzamento do lateral Jon Aramburu pela esquerda, abrindo o marcador.

Com o gol, a Venezuela ficou mais calma para tocar a bola, e a Jamaica não conseguiu responder. Aos 12 minutos, o atacante Salomón Rondón recebeu um belo passe do meia Yangel Herrera e deu um leve toque na saída do goleiro Waite para ampliar o placar para 2 a 0.

A chance mais clara para os jamaicanos surgiu aos 32 minutos, quando o atacante Kaheim Dixon recebeu pela direita e arriscou um chute cruzado que obrigou o goleiro Romo a fazer uma grande defesa.

Depois de várias chances para aumentar ainda mais a contagem do marcador, aos 39 minutos, em lance parecido com o segundo gol, o meia Kervin Andrade fez um ótimo lançamento por baixo para o atacante Eric Ramírez, que finalizou no canto para marcar o último gol do jogo.

Eric Ramírez de camisa branca marcando o terceiro gol da Venezuela. (Aric Becker / AFP)
Eric Ramírez marcando o terceiro gol da Venezuela. (Aric Becker / AFP)

Após o gol, a Venezuela controlou o jogo, e a Jamaica, já atordoada, não conseguiu responder. A partida terminou 3 a 0 para os venezuelanos, que, além da classificação invicta, se mostraram dominantes no segundo tempo.

A Venezuela vai às Quartas de Final, onde enfrenta o Canadá, do Grupo A, no dia 5 de julho no AT&T Stadium em Arlington, Texas. Já a Jamaica está eliminada do torneio.

Com o resultado os franceses terminam na segunda colocação do grupo enquanto os poloneses estão eliminados
por
Matheus Monteiro da Luz
Lucca Ranzani
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03/07/2024 - 12h

Em partida válida pela última rodada do grupo D da Eurocopa, França e Polônia se enfrentaram nesta terça-feira (25), no Signal Iduna Park, em Dortmund. A partida terminou empatada em 1 a 1, com a França garantindo a segunda posição no grupo.

A França teve mais ações ofensivas porém o p

Mbappe marca de penalti aos 10 minutos do segundo tempo. Foto: Divulgação/Euro
Mbappe marca de penalti aos 10 minutos do segundo tempo. Foto: Divulgação/Euro

oloneses tiveram muito sucesso em jogadas rápidas no contra-ataque ou em roubadas de bola no campo ofensivo. Contudo parecia que o gol francês era questão de tempo devido ao volume de jogo apresentado pelo ataque comandado por Mbappe

No entanto, o placar só foi aberto aos 10 minutos do segundo tempo. O atacante Kylian Mbappé converteu um pênalti após uma falta sofrida pelo ponta Ousmane Dembele, que colocou os franceses em vantagem.

A Polônia, já eliminada da competição, lutou até o fim e conseguiu o empate aos 33 minutos. O centroavante Robert Lewandowski, também de pênalti, deixou tudo igual após uma falta dentro da área cometida pelo zagueiro Upamecano.

 

Lewandowski comemora o gol de empate Foto: Divulgação/Euro
Lewandowski comemora o gol de empate Foto: Divulgação/Euro

A França até tentou pressionar tentando o gol da vitória nos minutos finais, Giroud e Mbappe desperdiçaram boas chances e a partida terminou empatada. As duas seleções encerram a fase de grupos e a França agora se prepara para enfrentar o segundo colocado do Grupo E nas oitavas de final.

Com esse resultado, a França ficou com a segunda posição do grupo D e enfrentará a Bélgica na Oitavas, enquanto a Polônia se despediu da competição na última colocação.
 

Após perder na rodada de estreia para a França, a seleção austríaca se recuperou e venceu os poloneses por 3 a 1.
por
Matheus Monteiro da Luz
Lucca Ranzani
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03/07/2024 - 12h

Em partida realizada nesta sexta-feira (21) no Estádio Olímpico de Berlim, a Áustria treinada por Ralf Rangnick derrotou a Polônia com gols de Trauner, Baumgartner e Arnautović. Piątek fez o gol de honra polonês.

A Áustria abriu o placar aos nove minutos do primeiro tempo. Após um cruzamento de Mwene pela esquerda, Trauner marcou de cabeça, colocando os austríacos na frente.

O empate da Polônia veio aos 30 minutos. Após sobra de bola dentro da área, Piątek ajeitou para a direita e estufou as redes austríacas, igualando o placar.

O gol que ampliou o placar para a Áustria saiu aos 66 minutos. Prass recebeu pela esquerda e achou Baumgartner na entrada da área, que bateu colocado e deslocou o goleiro Szczęsny.

 

Austriacos comemomoram o terceiro gol da partida Foto:Divulgação/Euro
Austriacos comemomoram o segundo gol da partida. Foto:Divulgação/Euro

Aos 78 minutos, veio o terceiro gol. Após um pênalti sofrido por Sabitzer, Arnautović bateu, deslocou Szczęsny e fez mais um para a Áustria, consolidando a vitória.

Com a vitória, a Áustria assumiu a terceira colocação do grupo com chances de ficar na liderança do grupo na rodada final, enquanto a Polônia foi eliminada com essa derrota. As duas seleções voltam a campo na terça-feira (25). A Áustria irá encarar a Holanda, às 16h, no. Enquanto no mesmo horário a Polônia enfrentará a França.

Cachorrão e Mafê Lideram Time Brasileiro em Paris, que promete fortes emoções com disputas acirradas nos Jogos
por
Ana Clara Souza
Julia Polito
Juliana Bertini
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15/07/2024 - 12h

A natação, um dos esportes mais tradicionais das Olimpíadas, começa suas primeiras baterias nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 no dia 27 de julho e a Arena Paris La Défense será estreada com os eventos nas piscinas. O Brasil também está preparado, com 18 atletas, incluindo destaques como Guilherme Costa e Maria Fernanda Costa. Grandes nomes como Katie Ledecky dos Estados Unidos e novas revelações prometem acirrar a disputa nas águas parisienses.

Surgimento da natação

A natação é praticada desde muitos anos antes de Cristo, e isso pode ser comprovado por meio de pinturas rupestres e relatos que demonstram uma relação de longa data dos humanos com a atividade. 

A origem se relaciona à teoria da observação dos animais aquáticos por grupos antigos de humanos, o que possibilitou a observação de como se dava o deslocamento do corpo na água. Assim, a natação começou a ser consolidada enquanto uma prática que permite a movimentação corporal de maneira fluida no ambiente aquático.

A capacidade de nadar possibilitou avanços em questões relacionadas à sobrevivência e ao desenvolvimento humano, pois os antigos precisavam atravessar rios e lagos para obter alimento. Na Grécia antiga, a natação assumiu uma relação com a saúde e educação. E no Império Romano, a natação fazia parte do sistema de treinamento e condicionamento físico dos soldados. 

As primeiras competições organizadas de natação aconteceram em Londres, em 1837. E em 1874 é redigido o primeiro livro de regras da natação.

Trajetória Olímpica do esporte 

Nos Jogos Olímpicos, a natação marcou presença em todas as edições da era moderna, mas os atletas começaram a praticar o esporte em piscinas apenas em 1908, em Londres. Na primeira edição dos jogos, a disputa aconteceu em um ambiente natural, sediado na baía de Zea, em Atenas (1896) – onde apenas os eventos de estilo livre foram disputados. Os estilos costas e peito foram adicionados às Olimpíadas de 1904, em St. Louis e o nado borboleta, apenas 52 anos depois, nos jogos de Melbourne, em 1956. Já as mulheres, entraram para a programação Olímpica somente em 1912. Atualmente, tanto a categoria feminina, quanto a masculina são idênticas.

Atletas da natação se preparando para saltar no mar
Atletas se preparando para pularem na água do lago artificial dos Jogos Olímpicos de Saint Louis, em 1904. – Foto: Reprodução/F. de São Paulo

Os Estados Unidos lideram o ranking de países com mais medalhas na modalidade, são 579 no total, já tendo conquistado 258 ouros, 178 pratas e 143 bronzes. Michael Phelps, o nadador norte-americano, é o atleta olímpico que mais vezes subiu ao pódio e  na carreira conquistou 23 ouros, 8 pratas e 2 bronzes. A Austrália é o segundo destaque, com 188 medalhas, sendo 60 ouros, 64 pratas e 64 bronzes. O Brasil ocupa o 30° lugar da lista, com um ouro de Cesar Cielo, 4 pratas e 10 bronzes.

Diferentes estilos

Existem quatro estilos das provas Olímpicas da natação, tanto individuais quanto de revezamento. São elas: peito, borboleta, costas e crawl.

O crawl é usado predominantemente em provas de estilo livre e, dessa forma, o termo “livre” é frequentemente usado como sinônimo. É o estilo mais conhecido, mais praticado e simples de natação. Nele, o nadador alterna movimentos do braço para cima e para baixo com os braços de forma a puxar a água à sua frente, enquanto os pés estendidos se movimentam em golpes curtos.

Nadador fazendo o estilo crawl
Nado crawl. – Foto: Satiro Sodré/SNPress/CBDA

O nado de costas é o único em que o nadador fica com o peito voltado para cima. O movimento é bem semelhante ao do crawl: os pés batem de forma constante, e os braços alternam movimentos ora dentro, ora fora d'água. Como não está virado para a mesma direção em que nada, o atleta se orienta pelo número de braçadas ou pelas bandeiras que são penduradas sobre a piscina, a 5 metros de cada borda.

No nado de peito, o mais lento entre estilos, os atletas realizam o movimento que se assemelha ao de uma rã. As mãos, juntas na altura do peito, são levadas para a frente e empurradas para trás horizontalmente, com a palma voltada para fora. Ao mesmo tempo, as pernas, dobradas junto ao tronco, devem ser impelidas para trás, resultando em um corpo completamente estendido sob a água

No nado borboleta, também conhecido como "nado golfinho", o nadador gira os braços e flexiona o corpo para cima e para baixo formando uma ondulação, em um movimento que lembra o nado do animal. As pernas que devem estar alongadas e juntas, se movimentam como se fossem uma grande cauda. É conhecido como o mais difícil da natação, por ser o "mais pesado", exigindo maior movimentação e força do atleta.

Atletas fazendo o nado borboleta nas águas
Nado Borboleta. – Foto: Reprodução/Rio16

Uma quinta prova, o medley, envolve os quatro estilos, com os nadadores alternando entre eles. Em competições individuais, cada quarto da prova é disputado sob determinado estilo, elas podem ser de 200m, (50m para cada estilo) ou de 400m (100m para cada estilo). Nos revezamentos, que contam com quatro atletas, cada nadador realiza um nado específico (exclusivamente 4x100m).

Regras 

O esporte deve ser praticado em piscinas com padrões olímpicos, exigindo certa profundidade e tamanho, com área de 50x25 metros e três de profundidade. Além das oito raias divididas para os atletas, onde cada competidor deve permanecer no seu espaço. Além disso, em qualquer estilo de nado, é proibido saltar na piscina antes do sinal. A famosa expressão “queimar largada”. 

É necessário que os atletas usem obrigatoriamente óculos e touca, além das roupas como maiô para as mulheres e sunga para os homens.  

Dentre os quatro tipos de nado praticados, cada um deles recebe regras diferentes a serem aplicadas. Mas, no geral, o esporte consiste no posicionamento correto do tórax e dos movimentos de pernas e braços. 

Nado Crawl: São feitas provas que seguem padrões de 50m, 100m, 200m, 400m 800m (exclusiva para mulheres), 1500m (exclusivo para homens) ou revezamento de quatro atletas. 

Nado Costas: Existem provas de 100m e 200m, a largada deve ser realizada dentro da piscina, com os competidores batendo as duas mãos na parede no movimento de virada. 

Nado Peito: Provas de 100m e 200m, é obrigatório bater as duas mãos na parede no momento da virada. 

Nado Borboleta: O atleta pode permanecer submerso por no máximo 15 metros após a partida ou virada, também é necessário que a braçada tenha obrigatoriamente uma fase fora da água. As provas do estilo são de 100m e 200m.

Onde serão as competições?

As diferentes provas de natação acontecerão na Arena Paris La Défense em Nanterre, próximo ao distrito comercial de La Défense e do Grande Arco. Em 2024, a arena que normalmente sedia jogos de Rugby, acolherá eventos aquáticos pela primeira vez, graças a sua estrutura modular e polivalente.

Protótipo da Arena Paris La Défense para as Olimpíadas de 2024
Projeto da Arena Paris La Défense para as Olimpíadas de 2024. – Foto: Divulgação/Olympics

Time Brasil

O time brasileiro foi definido na Seletiva Olímpica para Paris 2024, o Troféu Brasil de Natação, disputado na piscina da Comissão de Desportos da Aeronáutica, no Rio de Janeiro, no mês de maio. A lista de classificados conta com 18 atletas: Guilherme Costa, Maria Fernanda Costa, Gabrielle Roncatto, Beatriz Dizotti, Guilherme Caribé, Kayky Mota, Nicolas Albiero, Stephanie Balduccini, Maria Paula Heitmann, Marcelo Chierighini, Gabriel Santos, Breno Correia, Murilo Sartori, Fernando Scheffer, Eduardo Moraes, Ana Carolina Vieira, Giovana Reis e Guilherme Basseto.

Atletas brasileiros classificados para Paris 2024 nas Finais da Seletiva Olimpica no Parque Aquático da Comissão de Desportos da Aeronáutica,
Nadadores que representarão o Brasil em Paris – Foto: Satiro Sodré/SNPress/CBDA

Guilherme Costa, conhecido como o Cachorrão, e Maria Fernanda Costa, a Mafê, são os nomes brasileiros que podem ser destaque na França. Cachorrão é cotado à medalha olímpica nos 400m livres, prova em que é, atualmente, o 4° colocado no ranking Mundial. Mafê é uma das revelações brasileiras, ao lado de Stephanie Balduccini e Guilherme Caribé, que pode surpreender nas águas, ela irá disputar os 400m e 200m livres, além dos revezamentos 4x100m e 4x200m livres.

Quem chega favorito?

Caeleb Dressel (EUA), campeão dos 100m livres em Tóquio 2020, era esperado para defender seu título olímpico, mas o norte-americano não se classificou para a prova. Chris Guiliano e Jack Alexy ficaram com as vagas pelos Estados Unidos. Após ter ficado em 3° lugar na seletiva pré-olímpica, Dressel se garantiu no revezamento 4x100m livre, e nas seletivas americanas também conseguiu a vaga nos 50m livres e nos 100m borboleta. 

Na disputa feminina, Katie Ledecky (EUA) chega forte na França para os nados livres, a norte-americana venceu a prova dos 400m na Seletiva Olímpica Americana, batendo abaixo dos 4 minutos pela pela 30° vez. Em meio a polêmica do doping, a chinesa Zhang Yufei, especialista no nado borboleta e duas vezes medalhista de ouro em Tóquio, também foi selecionada para Paris. E pela Austrália, Kaylee Mckeown terá que defender seu título olímpico nos 100m costa, com Regan Smith, dos Estados Unidos, tendo batido seu recorde mundial na seletiva pré-olímpica.

Conheça mais sobre o esporte que mais rendeu medalhas de ouro para o Brasil
por
Amanda Campos
Mateus Carrilho
Matheus Táparo
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15/07/2024 - 12h

A vela é uma das mais antigas modalidades olímpicas, o esporte tem uma história rica que se inicia no século 17, quando surgiu, na Holanda, um tipo de embarcação chamado "Jaghtstchip". Prático e fácil de conduzir, o “barco” chamou a atenção do rei inglês Carlos II, que estava exilado no país. Ao retornar ao seu reino, Carlos II fez melhorias na embarcação e promoveu as primeiras regatas em águas britânicas. 

 

O primeiro clube de vela foi fundado na Irlanda em 1720, conhecido como Royal Cork Yacht Club. Em 1907, nasceu a União Internacional de Corridas de Iates (IYUR), hoje chamada Federação Internacional de Vela (ISAF), que administra o esporte mundialmente. A modalidade deveria ter sido disputada na primeira edição dos Jogos Olímpicos, em 1896, em Atenas, mas as condições meteorológicas desfavoráveis impediram as provas. Assim, a modalidade estreou nas Olimpíadas de Paris, em 1900.

Foto: Phil Walter/Getty Images
Competição de vela nas Olimpíadas. Foto: Phil Walter/Getty Images

 

 

Como funciona?

O objetivo principal da vela, é mover o barco aproveitando apenas a força dos ventos, com regras estipuladas pela ISAF. As competições são divididas em uma série de regatas, e os atletas acumulam pontos de acordo com a sua colocação em cada uma delas: o primeiro recebe um ponto, o segundo dois e assim por diante. Os dez melhores disputam a regata da medalha, que tem pontuação duplicada, e os vencedores são aqueles que, ao final, somarem menos pontos. 

 

A disputa de cada classe Olímpica é realizada em barcos idênticos, sendo as regatas decididas exclusivamente pelo talento individual dos atletas. O percurso é definido por dois barcos da organização que se posicionam em posições paralelas, formando uma linha imaginária, de onde é dada a largada de cada regata. Os trajetos são definidos por boias posicionadas pela área de regata. Em um esporte em que o vento é combustível para o barco, vence quem melhor se adapta às condições climáticas e de navegação.

 

 

Classes

Os Jogos em Paris contarão com 10 classes de barcos, divididas em categorias masculinas, femininas e mistas, garantindo um espetáculo para todos os gostos. Pela primeira vez, em 2024, dois eventos acontecerão nas Olimpíadas: o iQFoil – que substitui RS:X no windsurfing – e o Fórmula Kite. Confira a divisão da competição:

Skiffs: 

Laser, Laser Radial: Barcos individuais de vela com casco idêntico, mas com diferentes tamanhos de velas; Laser Radial é uma versão adaptada para velejadores mais leves.

 

Double Sculls:

49er, 49er FX: Barcos de vela rápidos para duas pessoas, sendo o 49erFX uma versão com velas menores para mulheres.

Multihull: 

Nacra 17: Multicasco de alta performance para dois velejadores, projetado para mistas competições (homens e mulheres).

 

Kitesurf:

Fórmula Kite (M/F): Competição de kitesurf onde os competidores usam kites e pranchas para navegar, divididos em categorias masculina e feminina.

 

Windsurf:

IQFoil (M/F): Windsurf com pranchas equipadas com foils, permitindo velocidades elevadas e competição em categorias masculina e feminina.

 

470: 

470 Misto: Barco de dois tripulantes, com competições mistas exigindo uma tripulação de um homem e uma mulher.

 

Brasil

Ao todo, a modalidade rendeu 19 medalhas olímpicas para o país, sendo oito medalhas de ouro, três de prata e oito de bronze. Este é o esporte em que o Brasil mais alcançou o lugar mais alto do pódio na história das Olimpíadas – porém, está longe de ser o país com mais triunfos. O quadro geral é liderado pela Grã-Bretanha, com 64 medalhas gerais somadas, e logo em seguida vem os Estados Unidos, com 61.

A vela é uma das modalidades mais vencedoras do esporte brasileiro nas Olimpíadas – Foto: Miriam Jeske / COB
A vela é uma das modalidades mais vencedoras do esporte brasileiro nas Olimpíadas – Foto: Miriam Jeske/COB

Em 2024, o Time Brasil levará 12 atletas, divididos em oito barcos. Nomes como Martine Grael e Kahena Kunze, dupla na categoria 49erFX; Marco Grael – irmão de Martine – e Gabriel Simões, na classe 49er; Matheus Isaac, no IQ Foil e Bruno Lobo na Fórmula Kite são alguns dos destaques brasileiros em Paris. 

 

 

A família Grael

Uma das mais destacadas na vela mundial, é liderada por Torben Grael, que possui cinco medalhas olímpicas, que o faz o maior medalhista da história do Brasil – dividindo o posto com Robert Scheidt, também velejador – sendo duas de ouro, duas de prata e uma de bronze, além de vitórias na Volvo Ocean Race.

Seus irmãos, Lars Grael e Axel Grael, também são velejadores de renome. Lars conquistou duas medalhas de bronze olímpicas, em Seul 1988 e Atlanta 1996, e é conhecido por suas contribuições para o esporte e para a segurança na vela. Axel, por sua vez, é velejador e político, tendo seguido os passos de seus irmãos na vela competitiva.

A família Grael soma nove medalhas olímpicas: são cinco de Torben, duas de Lars e duas de Martine – Foto: Lucas Benevides
A família Grael soma nove medalhas olímpicas: são cinco de Torben, duas de Lars e duas de Martine – Foto: Lucas Benevides

 

Além disso, a filha de Torben também é uma velejadora de destaque. Martine Grael foi medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, e de Tóquio, em 2021, na classe 49erFX, ao lado de Kahena Kunze. Ela é conhecida por suas habilidades técnicas e conquistas em regatas internacionais, sendo uma inspiração para a vela brasileira e mundial. Martine competirá nos Jogos Olímpicos de Paris novamente ao lado de Kunze, em busca de mais um ouro para o Brasil.

 

 

Em Paris

Para os eventos de vela na França em 2024, a Marina de Roucas-Blanc, ponto de partida para embarcações, será adaptada para acolher uma competição do tamanho dos Jogos Olímpicos. O programa prevê cerca de 7.000 m2 de prédios e reorganização de 17.000 m2 de espaços externos, bem como a requalificação da própria bacia, transformando-a em um palco de excelência para competições.
 

Marina de Roucas-Blanc, em Marselha. – Foto: Gabrielle Voinot/The NY Times
Marina de Roucas-Blanc, em Marselha. – Foto: Gabrielle Voinot/The NY Times

 

 

 

Candidatos ao ouro

A competição, por suas diversas classes, possuiu alguns nomes para ficar de olho:

Matt Wearn (Austrália):

Wearn foi medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, na classe Laser, após finalizar a série de treze regatas com 53 pontos.

Anne-Marie Rindom (Dinamarca):

Rindom representou seu país no Rio de Janeiro em 2016, nos quais conquistou a medalha de bronze na laser radial. Obteve o ouro na mesma classe em Tóquio 2020.

Peter Burling e Blair Tuke (Nova Zelândia):

A dupla foi porta-bandeira da Nova Zelândia nos Jogos Olímpicos de 2016, na qual conquistaram medalha de ouro na classe 49er, com uma campanha muito segura, venceram antes mesmo da regata da medalha.

Martine Grael e Kahena Kunze (Brasil):

As brasileiras formam uma das duplas mais destacadas na vela brasileira e mundial. Em 2014, Martine e Kahena conquistaram o título mundial na Espanha, sendo a primeira vez que velejadoras brasileiras alcançaram esse feito. Em 2016, nos Jogos Olímpicos do Rio, elas ganharam a medalha de ouro na categoria 49erFX, repetindo o feito em Tóquio 2020. 

Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram duas medalhas de ouro olímpicas, em 2016 e 2021. – Foto: Jonne Roriz/COB
Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram duas medalhas de ouro olímpicas, em 2016 e 2021. – Foto: Jonne Roriz/COB

Ruggero Tita e Caterina Banti (Itália):

Tita e Banti  participaram dos Jogos Olímpicos de Tóqui, em 2020, onde competiram na classe Nacra 17, conquistando a medalha de ouro com a totalização de 35 pontos ao final das treze regatas.

Nico Parlier (França):

Nos últimos anos, o atleta tem se destacado na Fórmula Kite. O francês foi campeão mundial por três anos consecutivos: 2017, 2018 e 2019.

Daniela Moroz (EUA):

Com apenas 23 anos, Morez foi campeã mundial de Fórmula Kite seis vezes. E foi escolhida a Velejadora Rolex do Ano dos EUA quatro vezes.

Kiran Badloe (Países Baixos):

Badloe participou dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, onde participou da classe RS:X conquistando a medalha de ouro após finalizar a série de treze regatas com 36 pontos.

Hannah Mills e Eilidh McIntyre (Reino Unido):

A dupla conquistou o ouro em Tóquio 2020, na classe 470. Além disso, Mills  tem outras duas medalhas na categoria – uma de prata, em Londres 2012, e outra de ouro, no Rio de Janeiro, em 2016.