No último sábado (06), o Brasil e o Uruguai se enfrentaram pelas quartas de finais da Copa América de 2024. A partida ocorreu no Allegiant Stadium, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Com um empate sem gols durante os 90 minutos de partida, o drama e tensão se concentraram na disputa por pênaltis, onde os uruguaios superaram os brasileiros pelo placar de 4 a 2. A equipe celeste avançou para a próxima fase e enfrentará a Colômbia, já a canarinho se despede da competição.
Líder absoluto do grupo C com nove gols marcados e apenas um sofrido, o Uruguai de Marcelo Bielsa chegou às fases classificatórias da Copa América de 2024 inspirando as ideias de jogo ofensivo do seu treinador. Em contrapartida, a seleção brasileira se classificou em segundo colocado do grupo D, demonstrando dificuldades para construir gols.
Primeiro tempo
Comparado aos jogos da fase de grupos, o treinador argentino Bielsa não alterou a formação tática do Uruguai e manteve o 4-2-3-1 já utilizado. Dorival Jr, no entanto, precisou se adaptar em meio a ausência de Vinícius Júnior, o principal jogador do elenco, que foi suspenso por acúmulo de cartões amarelos na fase anterior. O treinador brasileiro optou por jogar com a presença de um centroavante, e Endrick foi o escolhido.
Os primeiros 45 minutos da partida foram equilibrados, sem muita criatividade ofensiva no ataque das duas seleções. A partida foi acirrada com fortes disputas pela bola entre os jogadores, e com 17 faltas, o árbitro argentino Dario Herrera controlou a intensidade dos atletas com apenas um cartão amarelo. No ataque, as duas seleções tentaram explorar passes de média e longa distância, mas sem sucesso.
Aos 35 minutos, um cruzamento do meio-campista Nicolás de la Cruz achou o centroavante Darwin Núñez, que subiu livre dentro da grande área brasileira, mas errou o cabeceio por cima do gol de Alisson. A resposta brasileira aconteceu no mesmo minuto, após Raphinha interceptar a defesa uruguaia e invadir a grande área adversária com velocidade, mas o atacante chutou a bola em cima do goleiro Sergio Rochet.
Segundo tempo
Na segunda etapa, o jogo continuou disputado, mas o Uruguai ainda tinha as melhores oportunidades, enquanto a seleção brasileira sofria para atacar. As coisas poderiam ser diferentes quando, aos 25 minutos, o meia Nahitan Nández acertou um carrinho em Rodrygo. O juiz marcou falta e deu cartão amarelo ao uruguaio, mas o lance foi revisado pelo VAR e, por conta da violência exagerada, o árbitro decidiu expulsar Nández. Era o melhor momento para o Brasil, mas a seleção não conseguiu nada além de trocar passes e uma finalização fraca de Endrick, enquanto a equipe uruguaia segurou o placar. A partida terminou 0 a 0 e, com o empate, o regulamento determina disputa de pênaltis como critério de desempate.
Pênaltis
A Celeste abriu a disputa com Valverde, que deslocou Alisson e fez o primeiro gol uruguaio. O Brasil começou com o zagueiro Éder Militão, que optou por uma batida aberta do lado direito, à meia-altura, perfeita para a defesa do goleiro Rochet. Podendo ampliar a vantagem, Bentancur jogou no cantinho direito e marcou. Era essencial que a seleção brasileira convertesse seu pênalti, então Andreas Pereira esperou e colocou a bola do lado oposto à queda de Rochet. Arrascaeta, confiante, bateu alto no canto esquerdo, sem chances de defesa. Douglas Luiz foi para a bola e acertou a trave, colocando o Uruguai a um gol da classificação. Porém, Alisson defendeu o chute de Giménez, dando uma pequena esperança aos brasileiros. Martinelli converteu o dele, mas não adiantou, Ugarte finalizou bem e eliminou o Brasil.
Desempenho geral
O Uruguai fez uma partida abaixo do esperado, encontrou algumas oportunidades, mas a forte marcação brasileira e a expulsão dificultaram o futebol uruguaio. Mesmo assim, souberam sofrer e se classificaram. Enquanto o Brasil apresentou mais uma vez um desempenho fraco. Destaque para a defesa, que aguentou um dos melhores ataques da competição, mas do meio para frente foi decepcionante.
Próximos passos
O Uruguai volta a jogar na quarta-feira, dia 10/07, às 21h00, horário de Brasília, contra a Colômbia, no Bank of America Stadium, em Charlotte, pelas semifinais, enquanto o Brasil dá adeus à competição e voltará para dentro de campo em setembro, pelas classificatórias para a Copa do Mundoa de 2026.
Colômbia e Panamá se enfrentaram na sexta-feira (06) pelas quartas de final da Copa América. O duelo aconteceu no State Farm Stadium em Phoenix, Arizona.
EXPECTATIVA INICIAL
O confronto colocou frente a frente duas seleções que realizavam ótimas campanhas na competição. A Colômbia, embalada pelo bom desempenho na primeira fase, coroado com o primeiro lugar no grupo do Brasil, e o Panamá, que chegou como azarão e desbancou os Estados Unidos, os anfitriões, e a Bolívia, sendo derrotada apenas pelo Uruguai.
PRIMEIRO TEMPO
O jogo já começou com a Colômbia mostrando suas credenciais e pressionando o adversário. Com 7 minutos, após escanteio cobrado pelo meia e capitão James Rodríguez, o atacante Córdoba ganhou a jogada aérea e cabeceou para abrir o placar. Com 1 a 0 antes dos dez minutos, os colombianos já colocaram toda a pressão pro lado panamenho, que precisaria sair pro jogo para buscar o empate. Mesmo vencendo, a seleção colombiana continuou com seu estilo de jogo agressivo e ampliou o placar. Aos 13 minutos, o meio campista Arias foi derrubado dentro da área pelo goleiro Mosquera, e o árbitro italiano Maurizio Mariani marcou o pênalti. James Rodríguez bateu de perna esquerda e deslocou o goleiro para o canto oposto, 2 a 0.
Após sofrer os dois gols, o Panamá precisava dar uma resposta para tentar voltar ao jogo. Aos 17, depois de uma cobrança de falta na primeira trave, o zagueiro panamenho Miller cabeceou a bola e acertou a trave. Aos 33, o volante Welch finalizou de longe e Vargas apareceu novamente para defender. A reação panamenha foi interrompida após novo lance brilhante de James Rodríguez. Aos 40 minutos, em uma cobrança de falta rápida no campo de defesa, James encontrou o atacante Luis Díaz, que, frente a frente, encobriu o goleiro Mosquera.
SEGUNDO TEMPO
Em desvantagem, o Panamá fez mudanças para a segunda etapa. O zagueiro Roderick Miller deu lugar ao meia Carlos Harvey, enquanto o meia César Blackman foi substituído por Eduardo Guerrero. As alterações, juntamente com os colombianos jogando em um ritmo mais lento, fizeram a seleção panamenha melhorar na partida, mas ainda sem eficiência. Como os panamenhos não marcaram, Richard Ríos acertou um belo chute de longa distância e fez o quarto gol aos 25 minutos. O Panamá não desistiu do jogo e continuou pressionando, buscando marcar ao menos um gol, porém não obtiveram sucesso. Para piorar a situação, o zagueiro José Córdoba cometeu um pênalti infantil em Santiago Arias. Miguel Borja cobrou e fechou a goleada por 5 a 0 aos 49 minutos.
DESEMPENHO GERAL
A Colômbia demonstrou mais uma vez porque pode ser campeã da Copa América. Enfrentou um adversário mais fraco tecnicamente e não teve medo de golear, com mais uma grande atuação de seu meio-campo, encabeçado por James Rodríguez e seus companheiros, Richard Ríos e Jhon Arias. Apesar do resultado, o Panamá fez uma grande competição. Conseguiu uma classificação histórica jogando de maneira muito aguerrida e não teve receio de ir para cima dos colombianos.
PRÓXIMOS PASSOS
A Colômbia volta a jogar na quarta-feira, dia 10/07, às 21h00, horário de Brasília, contra o Uruguai, no Bank of America Stadium, em Charlotte, pelas semifinais, enquanto o Panamá dá adeus à competição.
A canoagem é um dos principais esportes aquáticos da Olimpíadas e que, cada vez mais, ganha destaque no Brasil. Com a revelação de atletas, a expectativa cresce na conquista de medalhas. Em Paris, as disputas acontecerão a partir do dia 27 de julho.
O surgimento da canoagem
A canoagem surgiu a partir dos nativos da Groenlândia, como um meio de locomoção, pesca e atividades bélicas. É considerado o meio de transporte náutico mais antigo, uma vez que em 3.000 a.C já existiam registros da prática. Porém, apenas no século XIX, que o interesse começou a ser esportivo, tornando-se uma atividade recreativa para a aristocracia europeia.
A canoagem surgiu nos Jogos Olímpicos pela primeira vez em 1924, em Paris, como esporte de demonstração, mas foi em Berlim em 1936 que recebeu oficialmente o título de esporte olímpico.
As regras
Para a canoagem de velocidade, existem dois tipos de embarcações: a canoa, onde o atleta se apoia com o joelho em um ângulo de 90° graus e o caiaque, em que o percurso é feito sentado.
O trajeto no masculino é de 200m ou 1000m, e no feminino a distância é de 200m ou 500m. Ao todo são em média oito provas para ambos e, o objetivo principal é chegar no menor tempo possível, dentro da respectiva raia.
As provas podem ser em caiaques ou canoas individuais, duplas ou quádruplas, e elas seguem a nomenclatura:
K-1 – caiaque para uma pessoa
K-2 – caiaque para duas pessoas
K-4 – caiaque para quatro pessoas
C-1 – canoa para uma pessoa
C-2 – canoa para duas pessoas
C-4 – canoa para quatro pessoas
Já na modalidade slalom, o que difere, é a presença de obstáculos, como portões e bastões, que, se forem atingidos, os participantes recebem a punição de dois segundos de acréscimo em seu tempo final. No caso dos atletas não passarem por eles, o adicional é de 50 segundos.
O percurso varia de 250 a 400 m, e com 18 a 25 bastões. As cores dos obstáculos são essenciais, com linhas verdes que devem ser ultrapassadas no sentido da corrente, e com linhas vermelhas, para sentido contrário.
O principal objetivo na canoagem slalom é descer, o mais rápido possível, em um rio com corredeira e passar por bastões, sem tocá-los, usando uma canoa ou caiaque.
Onde e como acontecerá?
As provas de canoagem de velocidade e slalom, acontecerão no Estádio Náutico de Vaires-Sur- Marne.
O slalom acontecerá de 27 de julho a 5 de agosto. Serão 82 atletas, com no máximo seis classificados por país, distribuídos da seguinte maneira:
Feminino
Caiaque (K1): 21 atletas
Canoa (C1): 17 atletas
Extremo (X1): 3 atletas
Masculino
Caiaque (K1): 21 atletas
Canoa (C1): 17 atletas
Extremo (X1): 3 atletas
Como novidade em Paris, foi incluído a canoagem extremo, ou também conhecida como caiaque cross.
Enquanto a de velocidade terá a etapa eliminatória, entre os dias 06 e 08 de agosto, e, em seguida, as semifinais e finais, dos dias 08 a 10 de agosto.
As provas são divididas em:
K1 1000 – masculino
K1 500 – feminino
K2 500 – feminino/masculino
K4 500 – feminino/masculino
C1 1000 – masculino
C1 200 – feminino
C2 500 – feminino/masculino
As nações e suas medalhas
A Alemanha é a primeira no ranking de medalhas olímpicas na canoagem, com 77 no total (34 ouros, 19 pratas e 24 bronzes). Uma das maiores campeãs da modalidade é a atleta Birgit Fischer, que acumula 10 medalhas. Outra nação que se destaca é a Hungria, que conquistou 86 medalhas na canoagem em Jogos Olímpicos, são 28 ouros, 31 pratas e 27 bronzes.
O Brasil está em 31° lugar no ranking, com 4 medalhas. O único atleta brasileiro que alcançou o lugar mais alto do pódio foi Isaquias Queiroz.
Favoritos ao pódio em Paris 2024
Alemanha e Hungria revezam o topo das tabelas de canoagem, porém, em Paris 2024, poderá ser a primeira desde 1984 que nenhum desses dois países terminará na posição mais alta.
Slalom
No Slalom C-1 Masculino, o esloveno Benjamin Savšek é o atual campeão mundial, tendo conquistado seu segundo título na carreira no ano passado, o primeiro individual C-1 desde 2017. Os maiores adversários nessa categoria poderão ser os britânicos, italianos ou franceses.
Já no caiaque para uma pessoa (K-1) do slalom, o favoritismo fica com Jiří Prskavec. O tcheco de 31 anos é o atual vencedor da medalha de ouro das Olimpíadas de Tóquio nesta categoria, além de ter ficado em segundo lugar no campeonato mundial, e por equipes conquistou seu terceiro título mundial no ano passado.
O principal nome da canoagem slalom global é a australiana Jessica Fox, medalhista de ouro nas Olimpíadas de 2021 no C-1 e bronze no K-1. Com ela, a Austrália tem altas chances de ser ouro em todas as modalidades femininas de slalom, tendo como maior concorrente a britânica Mallory Franklin, no C-1. Entre as brasileiras, Ana Sátila é o principal nome na categoria – ela foi ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2023.
O caiaque cross é uma categoria nova nessas Olimpíadas. O masculino tem favoritismo do britânico Joe Clarke, atual tricampeão mundial. Já no feminino, a também britânica Kimberly Woods, é o principal nome ao ouro, sendo atual bicampeã mundial, mas tendo duas adversárias à altura: a neozelandesa Luuka Jones e a italiana Stefanie Horn.
Canoagem de velocidade
No masculino de velocidade K-4 o ouro deve novamente ser decidido entre Espanha e Alemanha. O coletivo alemão em si é mais forte nessa categoria, mas os espanhois podem contar com a experiência do tetracampeão mundial, – um deles nessa categoria – Saúl Craviotto. Outra nação que chega como terceira via, é a Ucrânia, cada vez mais forte na canoagem de velocidade.
Ainda no masculino, no K-2 o favoritismo é português. A dupla João Ribeiro e Messias Baptista são os atuais campeões mundiais de 2023, com 0,15 segundos de diferença em relação aos húngaros Bence Nádas e Bálint Kopasz. O cenário em Paris aparenta ser completamente diferente do de Tóquio, em 2021, podendo ter um pódio completamente novo.
Se na dupla dos caiaques, Portugal é mais forte do que a Hungria, no individual acontece o oposto. Adam Vargas, vice-campeão mundial e atual campeão europeu, é o principal nome ao ouro nessa categoria, e o candidato à prata também é húngaro: o já citado Bálint Kopasz. O português Fernando Pimenta poderá incomodar, mas a expectativa é de dobradinha húngara.
Nas canoas masculinas o Brasil entra forte, com o atual medalhista de ouro olímpico das Olimpíadas de Tóquio no C-1, e duas vezes prata no Rio de Janeiro, Isaquias Queiroz. Mesmo sem uma medalha em campeonatos mundiais desde 2019, por sua experiência, ele ainda é cotado como um dos candidatos ao primeiro lugar, ainda mais depois de sua boa performance no Pan-Americano do ano passado, onde conquistou a medalha de prata. Seus principais adversários na categoria C-1 serão o romeno Cătălin Chirilă e o tcheco Martin Fuksa. As canoas duplas também tem o Brasil como um dos candidatos à medalha, mas o favoritismo fica entre Alemanha, Itália e China.
Entrando no feminino, nos caiaques Lisa Carrington deve levar o ouro para a Nova Zelândia no K-1, K-2 e K-4, praticamente sem competitividade. Ela é vista como a maior canoísta do século, sendo ouro em todas as Olimpíadas que participou, menos no K-1 de 2016, no Rio de Janeiro, quando foi bronze.
A competitividade na modalidade feminina entra nas canoas, sendo palco de disputa geopolítica: Estados Unidos e Cuba têm as melhores atletas na categoria. Em condições normais, a estadunidense Nevin Harrison deve ser a favorita ao ouro no C-1, mas devido às diversas lesões que enfrentou no ano passado, a rival cubana Yarisleidis Cirilo Duboys entra no páreo.
No C-2, as chinesas dominam o cenário, são as grandes favoritas ao ouro. Pelo menos uma dupla chinesa é campeã mundial desde 2022, mas se alguém tem força para tirar esse primeiro lugar da China, será Cuba, contando com o talento de Duboys.
No estádio Volksparkstadion, em Hamburgo, Croácia e Albânia se enfrentaram pela 2ª rodada da Eurocopa, pelo grupo B. Com um público de 46.784 presentes, as duas seleções buscavam as suas primeiras vitórias na competição.
Após sofrer uma goleada por 3 a 0 contra a Espanha, o técnico Zlatko Dalic se viu na necessidade de fazer mudanças, visando melhorar o desempenho da equipe e adaptar-se ao contexto da partida contra a seleção albanesa. Na defesa, Josip Juranovic e Ivan Perisic entraram nos lugares de Josip Stanisic e Marin Pongracic, enquanto no ataque, Bruno Petkovic ficou com a vaga que pertencia ao atacante Ante Budimir.
Com as alterações, Josko Gvardiol voltou para zaga, enquanto Juranovic e Perisic entraram abertos nas laterais direita e esquerda, respectivamente. A ideia a princípio era ter jogadores mais agudos pelas laterais para ampliar o campo e ter mais situações de mano a mano, visando encontrar espaços na defesa da Albânia.
Por outro lado, a seleção comandada por Sylvinho buscava se recuperar no torneio, depois de perder de virada para a Itália por 2 a 1. Com alterações mínimas, o meia Taulant Seferi e o atacante Armando Broja deram espaço para o camisa 20, Ylber Ramadani, e o camisa 7, Rey Manaj.
Na primeira etapa, o jogo se iniciou como todos imaginavam, com a Croácia tendo maior posse de bola e o domínio das ações, enquanto os albaneses se defendiam num sistema de 4-1-4-1, marcando em bloco baixo.
O time xadrez utilizou muito o apoio dos meio campistas na saída de bola e abriu bem seus laterais. Apesar do controle, quando perdiam a posse, a equipe de Zlatko Dalic sofria com os contra-ataques do adversário. Aos 10 minutos, após o cruzamento de Jasir Asani, Qazim Laci desviou de cabeça e abriu o placar para a Albânia.
Aos 30 minutos, numa chegada rápida da seleção albanesa, Kristjan Asllani recebeu dentro da área e o goleiro Dominik Livakovic salvou a seleção croata. A tônica do jogo continuou sendo essa, mesmo os croatas com maior volume de posse, não conseguiam transformá-la em oportunidades claras de gol. Insistiram em cruzamentos, mas sem efetividade, enquanto os albaneses causavam perigo em suas transições ofensivas.
Na volta do intervalo, Dalic mexeu duas vezes no time, Mario Pasalic e Luka Sucic ocuparam os lugares de Marcelo Brozovic e Lovro Majer. As mudanças tiveram impacto imediato e os croatas reagiram aos 50 minutos, numa finalização de Sucic, para a boa defesa do goleiro Thomas Strakosha. A Croácia voltou mais intensa e conseguiu impor seu ritmo na partida, trabalhando mais as jogadas pelo corredor central, onde fica o maior potencial da seleção.
Dalic, por fim, fez a substituição crucial para sua equipe ainda no segundo tempo. Petkovic saiu aos 69 minutos, e cedeu a vaga para o camisa 16, Budimir. A entrada do atacante foi fundamental para mudar o rumo do jogo, e com 5 minutos, ele recebeu e fez uma assistência para Andrej Kramaric, que fintou o marcador e balançou a rede albanesa, empatando a partida. A virada veio em seguida, aos 76, novamente, Budimir recebeu na linha de fundo e cruzou para a finalização de Sucic. A bola bateu e rebateu na defesa albanesa e morreu dentro do gol.
Depois disso, o jogo parecia favorável para a Croácia, porém, à medida que a Albânia crescia na partida, devido as trocas do técnico Sylvinho, os croatas abriam espaço, e o jogo que parecia estar tranquilo ganhou emoções até os minutos finais. Nos acréscimos, após o cruzamento do lado esquerdo, Klaus Gjasula, que entrou na segunda etapa, furou a meta de Livakovic, e decretou o empate.
Para a Croácia ficou o sentimento de frustação, tanto pelo desempenho nas duas partidas quanto pelas circunstâncias que levaram a esse fim. Já para a Albânia, apesar de ter conquistado apenas 1 ponto, a luta e superação diante de um adversário considerado favorito já deixou a seleção otimista.
Na próxima rodada, as duas seleções jogam pela sobrevivência na Eurocopa. A Albânia encara a líder Espanha, às 16h (Horário de Brasília), no estádio Merkur Spiel-Arena, enquanto a Croácia confronta a Itália, neste mesmo horário, na Red Bull Arena.
Na rodada de encerramento do Grupo D na Euro 2024, Holanda e Áustria se enfrentaram na disputa de primeiro lugar nesta terça-feira (25). Quem perdesse terminaria em terceiro lugar do grupo.
No primeiro tempo, logo aos 5 minutos de jogo, Alexander Prass recebeu livre na esquerda e cruzou rasteiro na área, Donyell Mallen tentou cortar mas acabou mandando para o próprio gol e inaugurou o placar da partida para a Áustria. Com isso, a Laranja Mecânica pressionou os austríacos, mas não capitalizou as chances com Tijjani Reijnders e o próprio Mallen. Assim o primeiro tempo terminou 1 a 0 para a Das Team.
No segundo tempo a Holanda voltou com a mesma intensidade e logo no primeiro minuto, Lutsharel Geertruida dividiu com o atacante austriaco no campo de defesa, a bola sobrou para Xavi Simmons que avançou e tocou para Cody Gakpo completar para o gol e empatar a partida.
Com o gol holandês, a partida se equilibrou e ambas as seleções começaram a ter chances de ficar a frente no placar, até os 13 minutos de jogo, quando Prass tocou em profundidade para Florian Grillitsch que cruzou para Romano Schmid cabecear pro gol. O gol fez a seleção austríaca voltar a frente no placar para desespero dos holandeses.
O jogo deu uma esfriada e a Holanda começou a ter dificuldades para criar jogadas de ataque, até os 30 minutos, quando Gakpo cruzou para a area, Wout Weghorst cabeçeou para Memphis Depay, que acertou um belo chute para empatar a partida e tirar a tensão da Laranja Mecânica.
Mas o dia era de zebra. Logo após o gol, Christoph Baumgartner acertou um lindo passe para Marcel Sabitzer, que completou para o fundo da rede sem chances para o goleiro holandês. Fim de jogo Holanda dois, e Áustria três. O resultado classificou a Das Team na primeira colocação pela primeira vez na sua história em sua quarta participação da competição.
Com isso, ambas as seleções esperam os resultados dos outros grupos para saber quem irão enfrentar nas oitavas de final da Eurocopa 2024.