Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Após empate pouco ofensivo no tempo normal, os uruguaios ganharam nas penalidades máximas pelo placar de 4 a 2
por
Gustavo Zarza
Kawan Novais
|
11/07/2024 - 12h

No último sábado (06), o Brasil e o Uruguai se enfrentaram pelas quartas de finais da Copa América de 2024. A partida ocorreu no Allegiant Stadium, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Com um empate sem gols durante os 90 minutos de partida, o drama e tensão se concentraram na disputa por pênaltis, onde os uruguaios superaram os brasileiros pelo placar de 4 a 2. A equipe celeste avançou para a próxima fase e enfrentará a Colômbia, já a canarinho se despede da competição.

Líder absoluto do grupo C com nove gols marcados e apenas um sofrido, o Uruguai de Marcelo Bielsa chegou às fases classificatórias da Copa América de 2024 inspirando as ideias de jogo ofensivo do seu treinador. Em contrapartida, a seleção brasileira se classificou em segundo colocado do grupo D, demonstrando dificuldades para construir gols.

 

Primeiro tempo

 

Comparado aos jogos da fase de grupos, o treinador argentino Bielsa não alterou a formação tática do Uruguai e manteve o 4-2-3-1 já utilizado. Dorival Jr, no entanto, precisou se adaptar em meio a ausência de Vinícius Júnior, o principal jogador do elenco, que foi suspenso por acúmulo de cartões amarelos na fase anterior. O treinador brasileiro optou por jogar com a presença de um centroavante, e Endrick foi o escolhido.

Os primeiros 45 minutos da partida foram equilibrados, sem muita criatividade ofensiva no ataque das duas seleções. A partida foi acirrada com fortes disputas pela bola entre os jogadores, e com 17 faltas, o árbitro argentino Dario Herrera controlou a intensidade dos atletas com apenas um cartão amarelo. No ataque, as duas seleções tentaram explorar passes de média e longa distância, mas sem sucesso.

Imagem 1
Partida marcada por pouca criatividade, mas com muita disputa entre os jogadores. Foto: Robin Alam/ISI Photos via Getty Images.

Aos 35 minutos, um cruzamento do meio-campista Nicolás de la Cruz achou o centroavante Darwin Núñez, que subiu livre dentro da grande área brasileira, mas errou o cabeceio por cima do gol de Alisson. A resposta brasileira aconteceu no mesmo minuto, após Raphinha interceptar a defesa uruguaia e invadir a grande área adversária com velocidade, mas o atacante chutou a bola em cima do goleiro Sergio Rochet.

 

Segundo tempo

 

Na segunda etapa, o jogo continuou disputado, mas o Uruguai ainda tinha as melhores oportunidades, enquanto a seleção brasileira sofria para atacar. As coisas poderiam ser diferentes quando, aos 25 minutos, o meia Nahitan Nández acertou um carrinho em Rodrygo. O juiz marcou falta e deu cartão amarelo ao uruguaio, mas o lance foi revisado pelo VAR e, por conta da violência exagerada, o árbitro decidiu expulsar Nández. Era o melhor momento para o Brasil, mas a seleção não conseguiu nada além de trocar passes e uma finalização fraca de Endrick, enquanto a equipe uruguaia segurou o placar. A partida terminou 0 a 0 e, com o empate, o regulamento determina disputa de pênaltis como critério de desempate.

 

Pênaltis

 

A Celeste abriu a disputa com Valverde, que deslocou Alisson e fez o primeiro gol uruguaio. O Brasil começou com o zagueiro Éder Militão, que optou por uma batida aberta do lado direito, à meia-altura, perfeita para a defesa do goleiro Rochet. Podendo ampliar a vantagem, Bentancur jogou no cantinho direito e marcou. Era essencial que a seleção brasileira convertesse seu pênalti, então Andreas Pereira esperou e colocou a bola do lado oposto à queda de Rochet. Arrascaeta, confiante, bateu alto no canto esquerdo, sem chances de defesa. Douglas Luiz foi para a bola e acertou a trave, colocando o Uruguai a um gol da classificação. Porém, Alisson defendeu o chute de Giménez, dando uma pequena esperança aos brasileiros. Martinelli converteu o dele, mas não adiantou, Ugarte finalizou bem e eliminou o Brasil.

Imagem 2
Ugarte, jogador uruguaio que consagrou a classificação celeste em cima do Brasil nos pênaltis. Foto: AJ Johnson/ISI Photos via Getty Images.

 

Desempenho geral

 

O Uruguai fez uma partida abaixo do esperado, encontrou algumas oportunidades, mas a forte marcação brasileira e a expulsão dificultaram o futebol uruguaio. Mesmo assim, souberam sofrer e se classificaram. Enquanto o Brasil apresentou mais uma vez um desempenho fraco. Destaque para a defesa, que aguentou um dos melhores ataques da competição, mas do meio para frente foi decepcionante.

 

Próximos passos

 

O Uruguai volta a jogar na quarta-feira, dia 10/07, às 21h00, horário de Brasília, contra a Colômbia, no Bank of America Stadium, em Charlotte, pelas semifinais, enquanto o Brasil dá adeus à competição e voltará para dentro de campo em setembro, pelas classificatórias para a Copa do Mundoa de 2026.

Com três gols no primeiro tempo, os colombianos conseguiram grande resultado
por
Gustavo Oliveira de Souza
Gustavo Zarza
|
10/07/2024 - 12h

Colômbia e Panamá se enfrentaram na sexta-feira (06) pelas quartas de final da Copa América. O duelo aconteceu no State Farm Stadium em Phoenix, Arizona.

Foto do jogo
Celebração de gol dos colombianos. Crédito: Patrick T. Fallon/AFP

EXPECTATIVA INICIAL
O confronto colocou frente a frente duas seleções que realizavam ótimas campanhas na competição. A Colômbia, embalada pelo bom desempenho na primeira fase, coroado com o primeiro lugar no grupo do Brasil, e o Panamá, que chegou como azarão e desbancou os Estados Unidos, os anfitriões, e a Bolívia, sendo derrotada apenas pelo Uruguai.

PRIMEIRO TEMPO

O jogo já começou com a Colômbia mostrando suas credenciais e pressionando o adversário. Com 7 minutos, após escanteio cobrado pelo meia e capitão James Rodríguez, o atacante Córdoba ganhou a jogada aérea e cabeceou para abrir o placar. Com 1 a 0 antes dos dez minutos, os colombianos já colocaram toda a pressão pro lado panamenho, que precisaria sair pro jogo para buscar o empate. Mesmo vencendo, a seleção colombiana continuou com seu estilo de jogo agressivo e ampliou o placar. Aos 13 minutos, o meio campista Arias foi derrubado dentro da área pelo goleiro Mosquera, e o árbitro italiano Maurizio Mariani marcou o pênalti. James Rodríguez bateu de perna esquerda e deslocou o goleiro para o canto oposto, 2 a 0.

Após sofrer os dois gols, o Panamá precisava dar uma resposta para tentar voltar ao jogo. Aos 17, depois de uma cobrança de falta na primeira trave, o zagueiro panamenho Miller cabeceou a bola e acertou a trave. Aos 33, o volante Welch finalizou de longe e Vargas apareceu novamente para defender. A reação panamenha foi interrompida após novo lance brilhante de James Rodríguez. Aos 40 minutos, em uma cobrança de falta rápida no campo de defesa, James encontrou o atacante Luis Díaz, que, frente a frente, encobriu o goleiro Mosquera.

Foto do jogo
Luis Díaz sendo abraçado pelos companheiros. Crédito: MB Media/Getty Images

SEGUNDO TEMPO

Em desvantagem, o Panamá fez mudanças para a segunda etapa. O zagueiro Roderick Miller deu lugar ao meia Carlos Harvey, enquanto o meia César Blackman foi substituído por Eduardo Guerrero. As alterações, juntamente com os colombianos jogando em um ritmo mais lento, fizeram a seleção panamenha melhorar na partida, mas ainda sem eficiência. Como os panamenhos não marcaram, Richard Ríos acertou um belo chute de longa distância e fez o quarto gol aos 25 minutos. O Panamá não desistiu do jogo e continuou pressionando, buscando marcar ao menos um gol, porém não obtiveram sucesso. Para piorar a situação, o zagueiro José Córdoba cometeu um pênalti infantil em Santiago Arias. Miguel Borja cobrou e fechou a goleada por 5 a 0 aos 49 minutos.

Foto do jogo
Miguel Borja comemorando gol. Crédito: Chris Coduto/AFP

DESEMPENHO GERAL

A Colômbia demonstrou mais uma vez porque pode ser campeã da Copa América. Enfrentou um adversário mais fraco tecnicamente e não teve medo de golear, com mais uma grande atuação de seu meio-campo, encabeçado por James Rodríguez e seus companheiros, Richard Ríos e Jhon Arias. Apesar do resultado, o Panamá fez uma grande competição. Conseguiu uma classificação histórica jogando de maneira muito aguerrida e não teve receio de ir para cima dos colombianos.

PRÓXIMOS PASSOS

A Colômbia volta a jogar na quarta-feira, dia 10/07, às 21h00, horário de Brasília, contra o Uruguai, no Bank of America Stadium, em Charlotte, pelas semifinais, enquanto o Panamá dá adeus à competição.

 

 

Conheça mais sobre o esporte e os brasileiros que estão em busca das medalhas
por
Arthur Pessoa
Lorena Basilia
Julio Poças
|
15/07/2024 - 12h

 

A canoagem é um dos principais esportes aquáticos da Olimpíadas e que, cada vez mais, ganha destaque no Brasil. Com a revelação de atletas, a expectativa cresce na conquista de medalhas. Em Paris, as disputas acontecerão a partir do dia 27 de julho.

 

O surgimento da canoagem

A canoagem surgiu a partir dos nativos da Groenlândia, como um meio de locomoção, pesca e atividades bélicas. É considerado o meio de transporte náutico mais antigo, uma vez que em 3.000 a.C já existiam registros da prática. Porém, apenas no século XIX, que o interesse começou a ser esportivo, tornando-se uma atividade recreativa para a aristocracia europeia.

A canoagem surgiu nos Jogos Olímpicos pela primeira vez em 1924, em Paris, como esporte de demonstração, mas foi em Berlim em 1936 que recebeu oficialmente o título de esporte olímpico. 

 

Chegada da Canoagem nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 – Foto: Damien Meyer/AFP
Chegada da Canoagem nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 – Foto: Damien Meyer/AFP

 

 

As regras   

Para a canoagem de velocidade, existem dois tipos de embarcações: a canoa, onde o atleta se apoia com o joelho em um ângulo de 90° graus e o caiaque, em que o percurso é feito sentado. 

O trajeto no masculino é de 200m ou 1000m, e no feminino a distância é de 200m ou 500m. Ao todo são em média oito provas para ambos e, o objetivo principal é chegar no menor tempo possível, dentro da respectiva raia. 

As provas podem ser em caiaques ou canoas individuais, duplas ou quádruplas, e elas seguem a nomenclatura: 

 

K-1 – caiaque para uma pessoa

K-2 – caiaque para duas pessoas

K-4 – caiaque para quatro pessoas

C-1 – canoa para uma pessoa

C-2 – canoa para duas pessoas

C-4 – canoa para quatro pessoas

 

Já na modalidade slalom, o que difere, é a presença de obstáculos, como portões e bastões, que, se forem atingidos, os participantes recebem a punição de dois segundos de acréscimo em seu tempo final. No caso dos atletas não passarem por eles, o adicional é de 50 segundos.

O percurso varia de 250 a 400 m, e com 18 a 25 bastões. As cores dos obstáculos são essenciais, com linhas verdes que devem ser ultrapassadas no sentido da corrente, e com linhas vermelhas, para sentido contrário. 

O principal objetivo na canoagem slalom é descer, o mais rápido possível, em um rio com corredeira e passar por bastões, sem tocá-los, usando uma canoa ou caiaque. 

 

 

Onde e como acontecerá?

As provas de canoagem de velocidade e slalom, acontecerão no Estádio Náutico de Vaires-Sur- Marne.

Projeto do Estádio Náutico de Vaires-Sur-Marne para as Olimpíadas de Paris. – Foto: Divulgação/Olympics
Projeto do Estádio Náutico de Vaires-Sur-Marne para as Olimpíadas de Paris. – Foto: Divulgação/Olympics

 

O slalom acontecerá de 27 de julho a 5 de agosto. Serão 82 atletas, com no máximo seis classificados por país, distribuídos da seguinte maneira: 

Feminino

Caiaque (K1): 21 atletas

Canoa (C1): 17 atletas

Extremo (X1): 3 atletas

 

Masculino

Caiaque (K1): 21 atletas

Canoa (C1): 17 atletas

Extremo (X1): 3 atletas

Como novidade em Paris, foi incluído a canoagem extremo, ou também conhecida como caiaque cross. 

Enquanto a de velocidade terá a etapa eliminatória, entre os dias 06 e 08 de agosto, e, em seguida, as semifinais e finais, dos dias 08 a 10 de agosto. 

As provas são divididas em: 

K1 1000 – masculino

K1 500 – feminino

K2 500 – feminino/masculino

K4 500 – feminino/masculino

 

C1 1000 – masculino

C1 200 – feminino

C2 500 – feminino/masculino

 

As nações e suas medalhas 

A Alemanha é a primeira no ranking de medalhas olímpicas na canoagem, com 77 no total (34 ouros, 19 pratas e 24 bronzes). Uma das maiores campeãs da modalidade é a atleta Birgit Fischer, que acumula 10 medalhas. Outra nação que se destaca é a Hungria, que conquistou 86 medalhas na canoagem em Jogos Olímpicos, são 28 ouros, 31 pratas e 27 bronzes.

O Brasil está em 31° lugar no ranking, com 4 medalhas. O único atleta brasileiro que alcançou o lugar mais alto do pódio foi Isaquias Queiroz. 

 

Isaquias Queiroz, principal nome do Brasil.  – Foto: Luis Acosta/AFP
Isaquias Queiroz, principal nome do Brasil.  – Foto: Luis Acosta/AFP 

 

Favoritos ao pódio em Paris 2024

Alemanha e Hungria revezam o topo das tabelas de canoagem, porém, em Paris 2024, poderá ser a primeira desde 1984 que nenhum desses dois países terminará na posição mais alta.
 

Slalom


No Slalom C-1 Masculino, o esloveno Benjamin Savšek é o atual campeão mundial, tendo conquistado seu segundo título na carreira no ano passado, o primeiro individual C-1 desde 2017. Os maiores adversários nessa categoria poderão ser os britânicos, italianos ou franceses.

Já no caiaque para uma pessoa (K-1) do slalom, o favoritismo fica com Jiří Prskavec. O tcheco de  31 anos é o atual vencedor da medalha de ouro das Olimpíadas de Tóquio nesta categoria, além de ter ficado em segundo lugar no campeonato mundial, e por equipes conquistou seu terceiro título mundial no ano passado. 

O principal nome da canoagem slalom global é a australiana Jessica Fox, medalhista de ouro nas Olimpíadas de 2021 no C-1 e bronze no K-1. Com ela, a Austrália tem altas chances de ser ouro em todas as modalidades femininas de slalom, tendo como maior concorrente a britânica Mallory Franklin, no C-1. Entre as brasileiras, Ana Sátila é o principal nome na categoria – ela foi ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2023.

O caiaque cross é uma categoria nova nessas Olimpíadas. O masculino tem favoritismo do britânico Joe Clarke, atual tricampeão mundial. Já no feminino, a também britânica Kimberly Woods, é o principal nome ao ouro, sendo atual bicampeã mundial, mas tendo duas adversárias à altura: a neozelandesa Luuka Jones e a italiana Stefanie Horn.

 

Canoagem de velocidade

No masculino de velocidade K-4 o ouro deve novamente ser decidido entre Espanha e Alemanha. O coletivo alemão em si é mais forte nessa categoria, mas os espanhois podem contar com a experiência do tetracampeão mundial, – um deles nessa categoria – Saúl Craviotto. Outra nação que chega como terceira via, é a Ucrânia, cada vez mais forte na canoagem de velocidade.

Ainda no masculino, no K-2 o favoritismo é português. A dupla João Ribeiro e Messias Baptista são os atuais campeões mundiais de 2023, com 0,15 segundos de diferença em relação aos húngaros Bence Nádas e Bálint Kopasz. O cenário em Paris aparenta ser completamente diferente do de Tóquio, em 2021, podendo ter um pódio completamente novo.

Se na dupla dos caiaques, Portugal é mais forte do que a Hungria, no individual acontece o oposto. Adam Vargas, vice-campeão mundial e atual campeão europeu, é o principal nome ao ouro nessa categoria, e o candidato à prata também é húngaro: o já citado Bálint Kopasz. O português Fernando Pimenta poderá incomodar, mas a expectativa é de dobradinha húngara.

Nas canoas masculinas o Brasil entra forte, com o atual medalhista de ouro olímpico das Olimpíadas de Tóquio no C-1, e duas vezes prata no Rio de Janeiro, Isaquias Queiroz. Mesmo sem uma medalha em campeonatos mundiais desde 2019, por sua experiência, ele ainda é cotado como um dos candidatos ao primeiro lugar, ainda mais depois de sua boa performance no Pan-Americano do ano passado, onde conquistou a medalha de prata. Seus principais adversários na categoria C-1 serão o romeno Cătălin Chirilă e o tcheco Martin Fuksa. As canoas duplas também tem o Brasil como um dos candidatos à medalha, mas o favoritismo fica entre Alemanha, Itália e China.

Entrando no feminino, nos caiaques Lisa Carrington deve levar o ouro para a Nova Zelândia no K-1, K-2 e K-4, praticamente sem competitividade. Ela é vista como a maior canoísta do século, sendo ouro em todas as Olimpíadas que participou, menos no K-1 de 2016, no Rio de Janeiro, quando foi bronze.

A competitividade na modalidade feminina entra nas canoas, sendo palco de disputa geopolítica: Estados Unidos e Cuba têm as melhores atletas na categoria. Em condições normais, a estadunidense Nevin Harrison deve ser a favorita ao ouro no C-1, mas devido às diversas lesões que enfrentou no ano passado, a rival cubana Yarisleidis Cirilo Duboys entra no páreo.

No C-2, as chinesas dominam o cenário, são as grandes favoritas ao ouro. Pelo menos uma dupla chinesa é campeã mundial desde 2022, mas se alguém tem força para tirar esse primeiro lugar da China, será Cuba, contando com o talento de Duboys.

Com gol sofrido nos acréscimos, a seleção croata permanece na última colocação e vê classificação mais distante
por
Arthur Campos
|
19/06/2024 - 12h

No estádio Volksparkstadion, em Hamburgo, Croácia e Albânia se enfrentaram pela 2ª rodada da Eurocopa, pelo grupo B. Com um público de 46.784 presentes, as duas seleções buscavam as suas primeiras vitórias na competição.

Após sofrer uma goleada por 3 a 0 contra a Espanha, o técnico Zlatko Dalic se viu na necessidade de fazer mudanças, visando melhorar o desempenho da equipe e adaptar-se ao contexto da partida contra a seleção albanesa. Na defesa, Josip Juranovic e Ivan Perisic entraram nos lugares de Josip Stanisic e Marin Pongracic, enquanto no ataque, Bruno Petkovic ficou com a vaga que pertencia ao atacante Ante Budimir.

Com as alterações, Josko Gvardiol voltou para zaga, enquanto Juranovic e Perisic entraram abertos nas laterais direita e esquerda, respectivamente. A ideia a princípio era ter jogadores mais agudos pelas laterais para ampliar o campo e ter mais situações de mano a mano, visando encontrar espaços na defesa da Albânia.

Por outro lado, a seleção comandada por Sylvinho buscava se recuperar no torneio, depois de perder de virada para a Itália por 2 a 1. Com alterações mínimas, o meia Taulant Seferi e o atacante Armando Broja deram espaço para o camisa 20, Ylber Ramadani, e o camisa 7, Rey Manaj.

Na primeira etapa, o jogo se iniciou como todos imaginavam, com a Croácia tendo maior posse de bola e o domínio das ações, enquanto os albaneses se defendiam num sistema de 4-1-4-1, marcando em bloco baixo.

O time xadrez utilizou muito o apoio dos meio campistas na saída de bola e abriu bem seus laterais. Apesar do controle, quando perdiam a posse, a equipe de Zlatko Dalic sofria com os contra-ataques do adversário. Aos 10 minutos, após o cruzamento de Jasir Asani, Qazim Laci desviou de cabeça e abriu o placar para a Albânia.

Albânia
Qazim Laci, autor do gol da Albânia. Foto: Reprodução/Instagram/@euro2024

Aos 30 minutos, numa chegada rápida da seleção albanesa, Kristjan Asllani recebeu dentro da área e o goleiro Dominik Livakovic salvou a seleção croata. A tônica do jogo continuou sendo essa, mesmo os croatas com maior volume de posse, não conseguiam transformá-la em oportunidades claras de gol. Insistiram em cruzamentos, mas sem efetividade, enquanto os albaneses causavam perigo em suas transições ofensivas.

Na volta do intervalo, Dalic mexeu duas vezes no time, Mario Pasalic e Luka Sucic ocuparam os lugares de Marcelo Brozovic e Lovro Majer. As mudanças tiveram impacto imediato e os croatas reagiram aos 50 minutos, numa finalização de Sucic, para a boa defesa do goleiro Thomas Strakosha. A Croácia voltou mais intensa e conseguiu impor seu ritmo na partida, trabalhando mais as jogadas pelo corredor central, onde fica o maior potencial da seleção.

Dalic, por fim, fez a substituição crucial para sua equipe ainda no segundo tempo. Petkovic saiu aos 69 minutos, e cedeu a vaga para o camisa 16, Budimir. A entrada do atacante foi fundamental para mudar o rumo do jogo, e com 5 minutos, ele recebeu e fez uma assistência para Andrej Kramaric, que fintou o marcador e balançou a rede albanesa, empatando a partida. A virada veio em seguida, aos 76, novamente, Budimir recebeu na linha de fundo e cruzou para a finalização de Sucic. A bola bateu e rebateu na defesa albanesa e morreu dentro do gol.

Croácia
Camisa 9, Andrej Kramaric, que iniciou a reação croata na partida. Foto: Reprodução/Instagram/@euro2024

Depois disso, o jogo parecia favorável para a Croácia, porém, à medida que a Albânia crescia na partida, devido as trocas do técnico Sylvinho, os croatas abriam espaço, e o jogo que parecia estar tranquilo ganhou emoções até os minutos finais. Nos acréscimos, após o cruzamento do lado esquerdo, Klaus Gjasula, que entrou na segunda etapa, furou a meta de Livakovic, e decretou o empate.

Para a Croácia ficou o sentimento de frustação, tanto pelo desempenho nas duas partidas quanto pelas circunstâncias que levaram a esse fim. Já para a Albânia, apesar de ter conquistado apenas 1 ponto, a luta e superação diante de um adversário considerado favorito já deixou a seleção otimista.

Na próxima rodada, as duas seleções jogam pela sobrevivência na Eurocopa. A Albânia encara a líder Espanha, às 16h (Horário de Brasília), no estádio Merkur Spiel-Arena, enquanto a Croácia confronta a Itália, neste mesmo horário, na Red Bull Arena.

Seleção austríaca surpreendeu ao passar com um bom desempenho para a próxima fase da Eurocopa
por
Lucca Ranzani
Matheus Monteiro
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05/07/2024 - 12h

Na rodada de encerramento do Grupo D na Euro 2024, Holanda e Áustria se enfrentaram na disputa de primeiro lugar nesta terça-feira (25). Quem perdesse terminaria em terceiro lugar do grupo.

No primeiro tempo, logo aos 5 minutos de jogo, Alexander Prass recebeu livre na esquerda e cruzou rasteiro na área, Donyell Mallen tentou cortar mas acabou mandando para o próprio gol e inaugurou o placar da partida para a Áustria.  Com isso, a Laranja Mecânica pressionou os austríacos, mas não capitalizou as chances com Tijjani Reijnders e o próprio Mallen. Assim o primeiro tempo terminou 1 a 0 para a Das Team.

No segundo tempo a Holanda voltou com a mesma intensidade e logo no primeiro minuto, Lutsharel Geertruida dividiu com o atacante austriaco no campo de defesa, a bola sobrou para Xavi Simmons que avançou e tocou para Cody Gakpo completar para o gol e empatar a partida.
 

Reijnders da Holanda, em ação durante partida contra a Áustria (Foto: Christophe SIMON / AFP)
Reijnders da Holanda, em ação durante partida contra a Áustria (Foto: Christophe SIMON / AFP)

Com o gol holandês, a partida se equilibrou e ambas as seleções começaram a ter chances de ficar a frente no placar, até os 13 minutos de jogo, quando Prass tocou em profundidade para Florian Grillitsch que cruzou para Romano Schmid cabecear pro gol. O gol fez a seleção austríaca voltar a frente no placar para desespero dos holandeses.

O jogo deu uma esfriada e a Holanda começou a ter dificuldades para criar jogadas de ataque, até os 30 minutos, quando Gakpo cruzou para a area, Wout Weghorst cabeçeou para Memphis Depay, que acertou um belo chute para empatar a partida e tirar a tensão da Laranja Mecânica. 

Mas o dia era de zebra. Logo após o gol, Christoph Baumgartner acertou um lindo passe para Marcel Sabitzer, que completou para o fundo da rede sem chances para o goleiro holandês. Fim de jogo Holanda dois, e  Áustria três. O resultado classificou a Das Team na primeira colocação pela primeira vez na sua história em sua quarta participação da competição.
 

Austríacos comemorando o gol da vitória contra a Holanda pela Eurocopa (Foto: Christophe SIMON / AFP)
Austríacos comemorando o gol da vitória contra a Holanda pela Eurocopa (Foto: Christophe SIMON / AFP)

Com isso, ambas as seleções esperam os resultados dos outros grupos para saber quem irão enfrentar nas oitavas de final da Eurocopa 2024.