O basquete 3x3, considerado o esporte urbano número um no mundo, tem suas raízes no basquete de rua, uma variação criativa e menos formal do basquete tradicional. Originado nos Estados Unidos, durante os anos 1980, o streetball rapidamente se popularizou de forma global, impulsionado por sua ligação com a cultura hip hop e seu apelo jovem.
Com a crescente da modalidade, a Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) decidiu, em 2007, fazer o primeiro teste no Asian Indoor Games, em Macau, na China e, em 2010, levou a novidade para as Olimpíadas da Juventude, em Singapura. Este foi apenas o começo, já que o FIBA 3×3 World Tour foi criado em 2011 e continua existindo até hoje.
Em 2012, o primeiro Campeonato Mundial foi disputado, em Atenas. O esporte participou das duas edições seguintes das Olimpíadas da Juventude, em 2014 e 2018. Tudo isso fez com que a modalidade crescesse ainda mais, até ser aceita nas Olimpíadas de Tóquio. O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou, em 2017, a decisão de incluir o esporte como parte do programa dos Jogos de 2020, onde foram conquistadas as primeiras medalhas olímpicas masculinas e femininas do 3x3.
A inclusão do basquete 3x3 nas Olimpíadas e outros eventos internacionais tem solidificado sua posição no cenário esportivo, oferecendo um espetáculo de dinamismo e velocidade, habilidade e tática que cativa tanto jogadores quanto espectadores. Tudo é um sucesso, não à toa o crescimento exponencial da modalidade reflete seu apelo mundial, com mais de 250 milhões de praticantes em todo o mundo, segundo a FIBA.
Formato da disputa
Por ter sido introduzido ao cenário olímpico apenas na última Olimpíada, o retrospecto do esporte na competição é curto. Na primeira fase, oito seleções jogaram entre si no formato de pontos corridos e os dois últimos colocados do grupo único, são eliminados. Depois, a disputa passa a ser em partidas únicas e eliminatórias, que se iniciam nas quartas-de-final, em que os times do 3º ao 6º lugar se enfrentam. As equipes vencedoras dessas partidas, enfrentam o 1º e o 2º lugar da classificação por pontos, que vai direto para as semifinais.
A modalidade, nada mais é, que uma variação do basquete tradicional. Em vez de 5×5, são três contra três, com mais um reserva para cada equipe, A quadra é um pouco menor que a metade da quadra tradicional, tendo os mesmos 15 metros de largura, mas com apenas 11 metros de comprimento, além de somente uma cesta. A grande diferença é na pontuação: arremessos dentro do arco um ponto, enquanto os de fora do arco valem dois. Os lances-livres valem um ponto. A partida tem somente 10 minutos, mas pode acabar antes, já que a primeira equipe a marcar 21 pontos vence. E, tudo isso, é embalado por um DJ, que toca músicas durante a partida, o que reflete a atmosfera urbana e jovem do esporte.
Em caso de empate no tempo limite, ganha quem fizer primeiro dois pontos na prorrogação. Além disso, a bola também é um pouco menor que a tradicional e a duração da posse também é diferente, com apenas 12 segundos, ao invés dos 24 do basquete tradicional. Não existem limites de faltas individuais, no entanto, são permitidas até seis faltas coletivas, a 7ª, 8ª e a 9ª falta coletiva dão dois lances livres pro adversário e, a partir da 10ª, o time ganha também a posse da bola. Cada time tem direito a um tempo técnico e as substituições são feitas sempre na linha de fundo, com os jogadores tocando as mãos.
Especificamente no caso do 3x3, quando a defesa pega a bola em um rebote, roubo ou toco, o atleta precisa sair do arco para arremessar. O mesmo acontece caso o time sofra a cesta, depois que recebe a posse de bola, é necessário sair do arco.
Time Brasil fora
O Brasil não será representado no basquete 3x3 das Olimpíadas de Paris. O time masculino – constituído por Branquinho, André Feros, Matheus Parcial e Daniel Von Haydin – perdeu todos os jogos da fase de grupos do classificatório, contra Lituânia, Porto Rico e Holanda, e foi eliminado. A equipe também ficou fora em Tóquio 2020, quando a modalidade estreou.
Já a equipe feminina, – formada por Clarissa dos Santos, Luana Souza, Thayná Silva e Vitória Marcelino – chegou até a semifinal do do Pré-Olímpico disputado no Japão, mas também ficou sem a vaga para os Jogos de Paris.
Na campanha, o Brasil venceu dois jogos da primeira fase, contra Áustria e Japão, mas foi derrotado pela Austrália, em um jogo equilibrado, por 18 a 16. No Pré-Olímpico, oito equipes foram divididas em dois grupos e as duas primeiras de cada chave avançaram para as semifinais. E só a campeã, no caso a própria Austrália, se classificou.
Em Paris 2024
Os jogos serão disputados na Place de la Concorde (ou Praça da Concórdia, em português), a maior praça da cidade e a segunda maior de todo o território francês. Ela será a casa dos esportes radicais nos Jogos: além do Basquete 3x3, também receberá o Breaking, o Ciclismo BMX Freestyle e o Skate. Conhecida por seu Obelisco, é um local de grande importância na história da política francesa e atualmente é conhecido por ser um espaço em que a juventude parisiense se encontra. O local promete uma grande conexão do público, com os esportes urbanos que serão praticados.
Os jogos começarão no dia 30 de julho e as finais, tanto do masculino quanto do feminino, acontecerão no dia 5 de julho.
Quem vai participar? E quem são os favoritos?
No feminino, Alemanha, Austrália, Azerbaijão, Canadá, China, Espanha, Estados Unidos e França são as federações que disputarão, entre si, uma vaga no pódio olímpico. As favoritas para vencerem o torneio são as três mais bem colocadas no ranking mundial da FIBA: China, – medalhista de bronze na última olimpíada – França, – segundo lugar da lista e país-sede – e os EUA – que busca o bicampeonato, depois da medalha de ouro em Tóquio, em cima do Comitê Olímpico Russo (ROC) na estreia da modalidade.
Já no masculino, os comitês que garantiram a vaga olímpica foram China, Estados Unidos, França, Letônia, Lituânia, Holanda, Polônia e Sérvia. O grande destaque da competição fica com os norte-americanos e chineses. Além disso, é preciso citar também a Letônia e a Sérvia, a final de Tóquio, e os atuais medalhistas de ouro e de prata, respectivamente.
Diferente das modalidades esportivas de natação tradicionais, que acontecem em piscinas, a maratona aquática ocorre em um ambiente natural, como rios, lagos e oceanos. No circuito olímpico, o percurso tem uma distância de 10km, o que leva quase duas horas para a sua conclusão. Para os competidores, os principais desafios desta modalidade são as diferentes temperaturas climáticas, ambientais e as variações das correntes de água e do ar, o que exige muita resistência e esforço físico e mental.
Provas de maratona aquática aconteceram, pela primeira vez, em 1991, na cidade de Perth, na Austrália, quando a modalidade foi inserida no quadro do Campeonato Mundial de Natação, organizado pela Federação Internacional de Esportes Aquáticos, a World Aquatics. Na ocasião, o percurso da prova foi de 25 km, o que levou cerca de cinco horas para a finalização da etapa.
Nos campeonatos mundiais da World Aquatics, o percurso de 10 km, que foi adotado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para os Jogos Olímpicos, estreou em 2001, na edição de Fukuoka, cidade japonesa.
Nas Olimpíadas, a maratona aquática foi incluída, pela primeira vez, no cronograma dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Desde então, foram distribuídas 24 medalhas – sendo 12 no feminino e 12 no masculino – no recente histórico do esporte.
Como funcionará nos Jogos de Paris-2024
A maratona aquática ocorre em apenas uma prova, tanto no masculino quanto no feminino, e vencerá o nadador que tocar primeiro na placa de chegada do percurso, demarcado por boias, de 10 km. Durante o trajeto, há áreas e barcos onde os atletas poderão se alimentar e se hidratar sem que toquem ou se segurem em algum objeto de apoio. Caiaques, salva-vidas e barcos com juízes acompanham os competidores para oferecerem suporte e garantir a segurança dos atletas.
Em Paris-2024, a maratona aquática está prevista para acontecer em agosto, nos dias 08 (feminino) e 09 (masculino) e, ao todo, serão 22 competidores no feminino e masculino, seis vagas a menos comparado aos últimos Jogos Olímpicos, em Tóquio-2020. Cada país representante terá um limite de dois atletas em cada gênero e para medir o tempo de prova, os competidores utilizarão um chip em seus pulsos.
Na quinta edição da modalidade,, a largada acontecerá embaixo da Ponte Alexandre III, o coração da cidade francesa que conecta o Grand Palais e o Les Invalides, os locais que receberão outros eventos olímpicos. O percurso da prova será no Rio Sena, que foi definido em abril deste ano, após resultados fiscais indicarem níveis de poluição acima dos autorizados pelo COI.
No dia 13 de julho, a duas semanas do início dos Jogos Olímpicos de Paris, a Ministra do Esporte, Amélie Oudéa-Castéra, com um maiô e touca, mergulhou no Sena para uma demonstração simbólica de que a última análise feita pelas autoridades locais confirmaram que há condições seguras para a realização das provas olímpicas no rio. Nos próximos dias, antes do início dos Jogos, há a expectativa de que Emmanuel Macron, presidente da França, também mergulhe para simbolizar a boa qualidade da água.
Preparação brasileira
Nos Jogos de Tóquio, em 2020, Ana Marcela Cunha conquistou a medalha de ouro na maratona aquática feminina. De acordo com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), ela é considerada uma das maiores atletas na modalidade de águas abertas da história. Em todas as competições, foram quinze pódios acumulados e sua conquista mais recente foi no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2022, onde Ana venceu a medalha de ouro nas provas de 5 km e 25 km, além do bronze na de 10 km. Ela chegará como uma das favoritas na busca por medalhas.
Para a prova feminina, o Brasil também contará com Viviane Jungblut, atleta que reforçará a busca por mais medalhas brasileiras. O COB, nesta modalidade, soma duas medalhas: O ouro de Ana, em Tóquio-2020 e Poliana Okimoto, que conquistou o bronze, na estreia brasileira na modalidade, nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.
A princípio, o Brasil não teria representante no masculino, mas o nadador Guilherme Costa, o ‘Cachorrão’, conquistou uma vaga para as águas abertas a partir de uma nova regra da World Aquatics e do COI. Nela, diz que atletas que forem competir nas provas olímpicas de 800m e 1500m livres da natação, também poderão disputar os 10km da maratona aquática, caso não existam representantes de seu país. Classificado nas provas de piscina, Guilherme aproveitou a ocasião e formalizou, junto ao COB, sua inscrição para competir na modalidade.
Candidatos ao ouro
Sharon van Rouwendaal (Países Baixos)
Nadadores dos Países Baixos são dominantes na maratona aquática. Foram quatro medalhas, sendo três de ouro e uma de prata. Van Rouwendaal, de 30 anos de idade, conquistou o ouro no Rio-2016 e a prata em Tóquio-2020, além de ser campeã no Campeonato Mundial de 2022.
Aurélie Muller (França)
Muller, de 34 anos de idade, não disputou os últimos Jogos em Tóquio-2020 após perder a vaga nas classificatórias, por menos de um segundo, mas a nadadora francesa conquistou prata em Rio-2016 e no Campeonato Mundial de 2022. Em casa, ela estará entre as favoritas pela disputa por medalhas.
Florian Wellbrock (Alemanha)
O atual campeão olímpico da modalidade, Florian Wellbrock, de 26 anos de idade, conquistou o ouro nos Jogos em Tóquio-2020. Ainda que com um desempenho ruim no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2024, ficando na 29ª posição na maratona de 10 km, Florian foi campeão nesta modalidade nos campeonatos de 2022 e 2023.
Kristóf Rasovszky (Hungria)
Kristóf, de 27 anos de idade, é o atual campeão do Campeonato Mundial de 2024 na disputa em águas abertas de 10 km. O atleta segue em uma sequência de pódios, pois foi prata nos Jogos em Tóquio-2020 e no Mundial de 2023.
Gregorio Paltrinieri e Domenico Acerenza (Itália)
Ambos com 29 anos de idade, tentarão a dobradinha italiana em Paris-2024. Gregorio é o principal rival do alemão Florian Wellbrock, foi bronze nos Jogos em Tóquio-2020, ouro nos 10 km do Campeonato Mundial de 2022 e prata nos 5 km dos mundiais de 2022 e 2023. Domenico, junto com o seu companheiro em 2022, foi prata nos 10 km do Mundial.
A poucos dias do início dos Jogos Olímpicos de Verão de 2024, a Federação Internacional de Atletismo (IAAF), fechou o ranking global e confirmou a equipe que vai representar o Brasil: com 42 atletas representando o país. As disputas do atletismo estão programadas para começar no dia 01 de agosto, com a prova individual feminina de marcha atlética de 20km, em que as atletas farão a chegada no Trocadéro, com a Torre Eiffel como plano de fundo.
Surgimento do esporte
A história do atletismo se cruza com a das Olimpíadas. Na primeira edição dos Jogos da Antiguidade, em 776 a.C, na Grécia Antiga, a única prova realizada foi uma corrida de aproximadamente 200m, que consagrou o cozinheiro Coroebus de Elis, como primeiro campeão olímpico. Esse evento estabeleceu a ideia de celebrar o potencial humano em diversas formas de competição esportiva e instituiu o atletismo como uma das principais categorias das Olimpíadas
Além das provas de corridas, havia um pentatlo, que incluía salto em distância, lançamento de disco, lançamento de dardo e luta. O lema dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, “Citius, Altius, Fortius” – do latim “mais alto, mais rápido, mais forte” – expressavam a valorização dos gregos à força, agilidade e habilidade. Essas habilidades acompanham as provas desse que é o mais antigo esporte olímpico, até os dias de hoje.
O formato moderno do atletismo surgiu na Inglaterra, por volta de 1849, e definiu o conjunto de atividades que representam o esporte atualmente. Além das corridas (rasas, com barreiras e com obstáculos) e provas combinadas (decatlo para os homens e heptatlo para as mulheres), as modalidades incluem também a marcha atlética, saltos, provas com revezamentos de atletas, arremessos e lançamentos.
Em 1912, foi criada a Associação Internacional de Federações de Atletismo, com sede em Londres. Atualmente World Athletics, o órgão é responsável por regulamentar as competições de atletismo em nível global, estabelecendo normas e certificando os recordes mundiais alcançados pelos atletas.
Trajetória Olímpica
Nos Jogos Olímpicos da era moderna, o atletismo está presente desde a primeira edição, na cidade de Atenas, em 1896. Desde então, o esporte passou por alterações e recebeu inovações tecnológicas. As corridas ganharam aparelhos que registram o exato momento em que os atletas cruzam a linha de chegada e novos instrumentos – como a vara utilizada nos saltos, que antes eram de madeiras, hoje são feitas de fibra de carbono ou de vidro, o que proporciona a flexibilidade para os atletas irem cada vez mais alto.
Um dos eventos esportivos mais prestigiados pelo mundo dentro do atletismo, é a corrida dos 100m, que consagra o homem mais veloz do mundo. Após o surgimento da IAAF, a marca de 10.60s alcançada por Donald Lippincott, em 6 de julho de 1912, na Saint Moritz 1948, foi registrada como inicial. Nas Olimpíadas de Londres 2012, com o Usain Bolt, esse número caiu para 9.63s e permanece como o recorde da prova.
O atletismo é o esporte olímpico que mais distribui medalhas. Os Estados Unidos dominam essa competição com 826 conquistas, o que os coloca no topo do ranking. A diferença para o Reino Unido é chamativa, os britânicos vêm atrás, com 209. Em seguida, aparece a União Soviética e suas 192 medalhas. O Brasil é o 36° país que mais subiu ao pódio no atletismo, 19 vezes no total, com cinco ouros, três pratas e onze medalhas de bronze.
Modalidades do Atletismo
As modalidades do atletismo contam com o mesmo número de provas masculinas e femininas, além de dois eventos mistos, que totalizam 48 disputas por medalhas. São elas:
Provas de pistas
Corridas de 100, 200 e 400 metros rasos;
Corridas de 800, 1.500, 5.000 e 10.000 metros;
Corrida de 100m com barreiras (feminino) e 110m com barreiras (masculino);
Corrida de 400m com barreiras;
Corrida 3.000m com obstáculos;
Revezamento 4x100m;
Revezamento 4x400m (masculino, feminino e misto).
Provas de estrada
Marcha atlética 20km;
Marcha atlética mista de 35km – prova estreante que substitui a marcha masculina de 50 km;
Maratona de 42km.
Provas de campo
Salto em distância;
Salto triplo;
Salto em altura;
Salto com vara;
Arremesso de peso;
Lançamento de disco;
Lançamento de martelo;
Lançamento de dardo.
Provas combinadas
Feminino: heptatlo (saltos em altura e em distância, corridas de 100m, 200m e 800m e arremessos de dardo e de peso);
Masculino: decatlo (salto em altura, salto em distância, salto com vara, arremessos de peso, disco e dardo, e corridas de 100m, 400m, 500m e 110m com barreiras).
Regras
As normas se adequam as diferentes práticas esportivas: as corridas são disputadas em uma pista que tem o formato oval, 400m de comprimento e oito raias, que dividem o espaço para cada competidor realizar o seu tempo de prova. Na pista ocorrem tanto as provas de curta distância, como a de 100m, quanto as mais longas, que chegam até a 10.000m.
Na largada das corridas de curta distância, os atletas precisam estar em uma posição específica de quatro apoios, que consiste em encostar os pés em um bloco de largada e sustentar o tronco do corpo com as mãos no chão.
Nas modalidades com barreiras, os atletas devem saltar por dez travessões durante a prova – de 100m para as mulheres e 110m para os homens – dispostas em diferentes distâncias entre si. Na disputa feminina, as barras tem 83,8 centímetros de altura, e na masculina, tem 1,067 metros. Na prova de 3.000m com obstáculos, os participantes, além das barreiras, – que nessa prova tem uma altura menos – devem passar por fossos de água, que podem chegar a 70 cm de profundidade.
Na marcha atlética, os atletas devem manter o contato contínuo dos pés com o solo. Outra peculiaridade está na perna que avança, que deve permanecer reta desde o primeiro contato com o solo até que esteja na posição vertical. O descumprimento dessas regras são motivos para desqualificação nas provas.
Na categoria individual, podem ser disputados o circuito de 20 km (feminino e masculino). Neste ano, o percurso de 50 km, que era apenas para homens, foi substituído por uma prova de revezamento misto com a distância total de uma maratona (42,195 km).
Os arremessos a distância possui quatro subcategorias: arremesso de peso, lançamento de disco, lançamento de martelo e lançamento de dardo. O objetivo em comum é atingir a maior distância possível, com seis tentativas para cada esportista. No entanto, só será válido se o implemento cair no setor de queda e se o atleta não ultrapassar a área de lançamento.
Entre a categoria de saltos, existem quatro principais disciplinas: salto em distância, triplo, altura e com vara. O objetivo em comum é alcançar a maior distância ou altura, combinando força, técnica e precisão durante a execução do salto. Cada disciplina tem suas regras específicas, mas todas elas utilizam a mesma forma de medição, que é feita a partir da marca mais próxima onde qualquer parte do corpo do atleta tocou o solo após o salto.
As provas de revezamento utilizam coordenação e velocidade para completar a corrida com menor tempo possível com trocas de bastão. A zona onde o bastão tem que ser trocado tem 20 metros de comprimento e a equipe é desqualificada se o bastão for derrubado, se houver interferência de outras equipes ou se a troca ocorrer fora da zona de passagem.
Onde acontecem as provas em Paris 2024?
O principal palco das competições de atletismo será o Stade de France, arena poliesportiva e maior estádio do país. Em 2024, a clássica pista avermelhada dará lugar a um chão roxo, feito com um novo material, que promete ser ainda mais rápido que o de Tóquio 2020. Com a inovação, é esperado que recordes sejam batidos nestes Jogos.
O Trocadéro, famoso ponto turístico que encara a Torre Eiffel, será o primeiro cenário da programação para o atletismo, onde as marchas atléticas iniciam as disputas. Já a praça na frente do Hôtel de Ville, prefeitura localizada no centro de Paris, recebe a largada da maratona de 42km, os atletas também terão como plano de fundo o jardim da Esplanada des Invalides enquanto percorrem.
O percurso da maratona inclui nove cidades, entre elas, Paris e Versalhes, passando por diversos cartões postais do país. E, pela primeira vez, esse trajeto também poderá ser feito por 20.024 corredores amadores, na noite do dia 10 de agosto, entre a prova masculina e a feminina – que acontecem nas manhãs dos dias 10 e 11, respectivamente.
Time Brasil
Para Paris 2024, o Brasil tem 15 vagas garantidas por meio do índice olímpico, marca mínima estabelecida pela IAAF, que classifica os atletas a disputarem os Jogos. Além dessas, outras 22 foram conquistadas pelo ranking global e cinco são destinadas aos revezamentos masculinos.
Alison dos Santos, conhecido como Piu, entra como um dos favoritos na disputa dos 400 m rasos e 400 m com barreiras, tendo se classificado em julho de 2023, nas etapas de Polônia e Mônaco da Liga Diamante. O atleta, que foi bronze nas Olimpíadas de Tóquio 2020, vai à Paris em busca de mais uma medalha.
Na marcha atlética, Caio Bonfim é um nome com chances de medalha brasileira. Erica Sena e Viviane Lyra também se classificaram para a prova de 20 km. Bonfim e Lyra foram os definidos para disputar a marcha com revezamento misto, prova que estreia no programa dos Jogos Olímpicos de 2024. A dupla foi a responsável por uma medalha de bronze para o Brasil na estreia da prova nos Jogos Pan Americanos de 2023, em Santiago.
O Troféu Brasil de Atletismo 2024, que foi disputado entre os dias 27 e 30 de junho no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB) em São Paulo, foi a última oportunidade para os brasileiros somarem pontos em busca de uma vaga olímpica. O torneio nacional certificou a ida à Paris de mais dois brasileiros pelo índice olímpico: Luiz Maurício da Silva, venceu a prova do lançamento de dardo e estabeleceu o novo recorde sul-americano (85,57m), e Eduardo de Deus, o Du Trem Bala, para a disputa dos 110m com barreiras.
O campeão olímpico – no Rio de Janeiro, em 2016 – de salto com vara, Thiago Braz, que esteve suspenso por doping, conseguiu uma liminar para participar do Troféu Brasil, mas não conseguiu saltar a marca de 5.82m, necessária para classificação e ficou fora das Olimpíadas.
O doping também tirou um atleta do Time Brasil, que estava previamente classificado para Paris. Daniel Nascimento, ou Danielzinho, foi suspenso pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) pela presença de substâncias ilícitas em seus exames. O atleta foi o responsável por marcar o melhor tempo de um atleta nascido fora do continente africano na Maratona de Seul, em 2h04min51s.
Confira a lista completa dos brasileiros classificados para os eventos do atletismo:
Pelo índice olímpico
Alison dos Santos - 400m com barreiras e revezamento 4x400m masculino;
Almir Júnior - Salto triplo;
Caio Bonfim - Marcha atlética 20km e revezamento misto;
Darlan Romani - Arremesso de peso;
Eduardo de Deus - 110m com barreiras;
Erica Sena - Marcha atlética 20km;
Erik Cardoso - 100m rasos e revezamento 4x100m masculino;
Felipe Bardi - 100m rasos e revezamento 4x100m masculino;
Izabela Silva - Lançamento do disco;
Lucas Carvalho - 400m rasos e revezamento 4x400m masculino;
Luiz Maurício da Silva - Lançamento de dardo;
Matheus Lima - 400m rasos, 400m com barreiras e revezamento 4x400m masculino;
Rafael Pereira - 110m com barreiras;
Viviane Lyra - Marcha atlética 20km e revezamento misto.
Pelo ranking global de atletismo
Ana Carolina Azevedo - 100m rasos e 200m rasos;
Ana Caroline Silva - Arremesso de peso;
Andressa de Morais - Lançamento do disco;
Chayenne da Silva - 400m com barreiras;
Gabriela de Souza - Marcha atlética;
Gabriele Santos - Salto triplo;
Eliane Martins - Salto em distância;
José Fernando 'Baloteli' Santana - Decatlo
Fernando Ferreira - Salto em altura;
Flávia Maria de Lima - 800 metros;
Jucilene Sales de Lima - Lançamento do dardo;
Juliana de Menis Campos - Salto com vara;
Lissandra Campos - Salto em distância;
Lorraine Martins - 200m rasos;
Lucas Marcelino - Salto em distância;
Matheus Correa - Marcha atlética;
Paulo André Camilo - 100m rasos e revezamento 4x100m masculino;
Pedro Nunes - Lançamento do dardo
Renan Gallina - 200m rasos e revezamento 4x100m masculino;
Tatiane Raquel da Silva - 3.000m com obstáculos;
Tiffani Marinho - 400m rasos;
Valdileia Martins - Salto em altura;
Vitória Rosa - 100m rasos;
Wellington 'Maranhão' - Arremesso de peso.
Outros convocados
Douglas Hernandes – revezamento 4x400m masculino
Gabriel Garcia - revezamento 4x100m rasos
Jadson Erick Lima – revezamento 4x400m masculino
Lucas Vilar – revezamento 4x400m masculino
Além desses nomes, Max Batista (marcha atlética), Livia Avancini (arremesso de peso) e Hygor Soares (revezamento 4x100m masculino), ainda podem aparecer na lista de atletas da delegação brasileira. Os três são elegíveis, mas foram retirados da lista por um caso relacionado a testes anti doping não realizados durante o ciclo olímpico, sendo que a World Athletics estabelece uma quantidade mínima a ser realizada no período.
Neste domingo (14) ocorreu a final da Eurocopa entre Espanha e Inglaterra, no Estádio Olímpico de Berlim. A equipe espanhola saiu vencedora por 2 a 1 e se tornou a maior vencedora da competição com quatro títulos. Lamine Yamal e Rodri, jogadores espanhóis, também foram destaques e levaram o prêmio de “melhor jogador jovem da Euro” e “melhor jogador da Euro”, respectivamente. Além do jogo, foi destaque a cerimônia de abertura da competição com o show da banda OneRepublic ao lado dos artistas Meduza e Leony.
O primeiro tempo foi equilibrado, com as duas seleções tentando buscar espaço para finalizar, mas sem sucesso.
As duas maiores ameaças dessa etapa foram aos 11 minutos, Nico Williams invadiu a área inglesa teve uma finalização bloqueada pelo zagueiro Stones, e nos acréscimos, Rice levantou a bola para área, em uma cobrança de falta, e Foden finalizou contra Unai Simón, que defendeu a tentativa.
A partida foi para o intervalo com o placar zerado e com poucas emoções para os torcedores.
O sentimento mudou no primeiro minuto do segundo tempo: Yamal, após receber a bola, passou por dois marcadores e rolou para Nico Williams, que estava dentro da área e chutou direto para o gol, marcando o primeiro da partida para a Espanha.
Foi com a entrada de Palmer que o rumo dos ingleses se tornou outro, o atacante recebeu a bola de Bellingham de fora da área e chutou sem pensar, igualando o placar para os “Three Lions” e deixando a partida ainda mais acirrada.
Mas, mais uma vez, a Espanha tomou a liderança. Aos 86 minutos, Cucurella cruzou rasteiro para Oyarzabal que antecipou a marcação e balançou as redes, desempatando o jogo. A Inglaterra continuou tentando até os últimos minutos e a Espanha ficou na defesa. Perto do final da partida, Rice cabeceou na área inimiga, Unai Simón defendeu, Guéhi finalizou no rebote, Dani Olmo tirou em cima da linha e Rice tentou mais uma vez, mas mandou a bola para cima do gol.
Mesmo com a tentativa, não deu para os ingleses e o jogo terminou 2 a 1 para os espanhóis.
Com a conquista, a Espanha se tornou a maior vencedora do campeonato, sendo a única tetracampeã. Além disso, a seleção chegou ao título com 100% de aproveitamento em todos os jogos.. A atuação do time ainda contou com nomes que se tornaram destaques em toda a competição, como Williams, Yamal, Oyarzabal, Rodri, entre outros.
Com o final da Euro, a Espanha volta a jogar dia 05 de setembro, às 15h45 (horário de Brasília), contra a Sérvia, pela fase de grupos da Liga das Nações. Já a Inglaterra volta dia 07 de setembro, às 13h (horário de Brasília), contra a Irlanda pela mesma competição.
A ginástica promete se destacar como uma das modalidades mais emocionantes e visualmente admiráveis nas Olimpíadas de Paris. Com três divisões que possuem características e elementos próprios, música, técnica e movimentos corporais se misturam em apresentações individuais e coletivas. No contexto nacional, os atletas brasileiros conquistam vagas de peso e aumentam as chances de medalhas.
GINÁSTICA ARTÍSTICA
A ginástica artística, também conhecida como GA, surgiu na Grécia Antiga com o objetivo de “manter o corpo em forma” e para treinamento militar. Ela se tornou um esporte apenas a partir do século XIX, no ano de 1811. A modalidade faz parte dos Jogos desde a primeira edição da Era Moderna, em Atenas, no ano de 1896. Na estreia do esporte, apenas cinco países participaram, competindo em quatro aparelhos. A participação das mulheres na modalidade só teve início nas Olimpíadas de Amsterdã, em 1928.
Nos Jogos Olímpicos de Ginástica Artística, cada competição é estruturada com critérios específicos para os aparelhos masculinos e femininos. No total, seis aparelhos são dedicados aos homens e quatro às mulheres, cada um com suas próprias definições de tempo e regras. Os ginastas que se apresentam em todos os aparelhos competem pelo Prêmio Individual Geral, que soma as notas de todos os aparelhos, embora cada um também conceda suas medalhas individualmente.
Os aparelhos são divididos em três categorias: exclusivamente masculinos (cavalo com alças, argolas, paralelas e barra), exclusivamente femininos (barras assimétricas e trave) e mistos (solo e salto). Cada aparelho tem suas próprias especificidades e contribuições para o resultado da competição.
As notas são calculadas com base no grau de dificuldade e na perfeição da execução das apresentações. Erros e quedas resultam em descontos de pontos, mas não levam à eliminação. Elementos de grande dificuldade conectados entre si podem receber pontos extras. A pontuação final é determinada pela soma da Nota de Dificuldade (Nota D), que varia de A (0,0) a I (0.90), a depender da composição da apresentação, com os árbitros contando os elementos mais difíceis (até 8 no feminino e 10 no masculino), e pela Nota de Execução (Nota E), que parte de 10 e sofre descontos por falhas apresentadas na série. As competições de equipes premiam os países com a melhor soma de notas de todos os seus atletas.
Durante as apresentações, os atletas são avaliados por um painel de nove árbitros, com dois especializados no painel de Dificuldade (D) e sete no painel de Execução (E), podendo incluir árbitros adicionais conforme necessário.
Na ginástica artística, os atletas se apresentam usando collant para as mulheres e leotard com short ou calça para os homens. Ambos usam pés descalços, meias ou sapatilhas, além de acessórios como protetores de couro, pó de magnésio para melhor aderência e munhequeiras. Para as mulheres, é essencial prender bem os cabelos em coques ou penteados para evitar qualquer interferência durante a performance.
Atualmente, os países que possuem mais medalhas são União Soviética (182 medalhas); Estados Unidos (117 medalhas); Japão (103 medalhas); China (69 medalhas) e Romênia (69 medalhas ).
O Brasil conquistou seis medalhas na ginástica artística até o momento. No feminino, destacam-se Rebeca Andrade, Flávia Saraiva e Jade Barbosa, todas medalhistas de prata no último mundial. Essas atletas têm apresentado performances consistentes, garantindo pódios e mostrando um alto nível de habilidade. Completando a equipe feminina, estão Júlia Soares e Lorrane Oliveira, que também contribuem para o sucesso do país na modalidade.
No masculino, a equipe brasileira é representada por Diogo Soares e Arthur Nory. Apesar de não estarem com a equipe completa, ambos os atletas têm mostrado um desempenho competitivo. A presença desses ginastas no cenário internacional destaca o potencial do Brasil na ginástica artística, com perspectivas promissoras para o futuro da modalidade.
Rebeca Andrade, representante brasileira na ginástica artística, é uma das favoritas à medalha nas Olimpíadas de 2024, se destacando especialmente no salto. Sua reputação foi solidificada ao conquistar duas medalhas de ouro no Troféu Brasil, última competição pré-olímpica.
Enquanto isso, no cenário internacional, o retorno de Simone Biles tem atraído grande atenção, liderando uma equipe americana reconhecida por sua força. Skye Blakely também se destaca como uma aposta promissora, com um desempenho impressionante. A atual campeã do Prêmio Individual Geral, Suni Lee, continua a ser uma forte competidora pela equipe norte-americana. No lado masculino, Brody Malone retorna após lidar com uma lesão no joelho, enquanto Frederick Richard, detentor do título de campeão geral, continua a ser uma figura dominante na competição. Khoi Young, tricampeão de medalhas, também é uma presença notável, trazendo sua experiência e habilidade para a disputa.
Em Paris, As performances irão acontecer do dia 27 de julho a 5 de agosto, e todas as apresentações serão no ginásio da Arena Bercy .
GINÁSTICA DE TRAMPOLIM
A Ginástica de Trampolim traz 32 atletas para disputarem 6 medalhas em 2024. Anteriormente as acrobacias presentes na modalidade eram usadas em treinamentos e apresentações circenses, e a prática, só se tornou esporte, em 1936. George Nissen, professor de educação física, foi o responsável por patentear a primeira cama elástica e colocar o conjunto de regras oficiais, dando início às competições. Nos Jogos de Sydney, em 2000, a ginástica de trampolim foi apresentada como modalidade olímpica oficial.
Os ginastas executam duas provas individuais, cada uma composta por uma sequência de elementos técnicos – dez em cada, sem interrupções. As apresentações são compostas por acrobacias, piruetas, saltos e mortais que podem chegar a 7 metros de altura, realizadas em uma área demarcada.
Na avaliação, os árbitros levam em conta a dificuldade, a execução, o deslocamento horizontal, e o tempo de voo. Além disso, um equipamento eletrônico, colocado abaixo do trampolim, é responsável por gerar os dados do deslocamento e tempo, auxiliando os jurados. Na fase eliminatória, os atletas executam as duas séries livres e somente a maior nota é a utilizada. A partir das quartas de final só uma série livre é apresentada.
A China é a principal medalhista da modalidade. Das 36 medalhas distribuídas no total, 14 são chinesas, sendo quatro dessas de ouro. Seguindo a tabela, Canadá tem sete e a Rússia fecha o pódio, com quatro.
Neste ano, o Brasil será representado na competição feminina por Camilla Lopes, promessa brasileira, a ginasta se destacou em campeonatos mundiais e aumenta as chances de um lugar brasileiro no pódio. Em 2023, ela conseguiu finalizar o campeonato mundial em 8° lugar, e se tornou a primeira brasileira a conseguir uma dupla medalha de ouro na Copa do Mundo de Baku, em 2022.
Já no masculino, Rayan Dutra se classificou pelo ranking da Copa do Mundo. Com pouca tradição na modalidade, a classificação de dois brasileiros, em ambas as divisões, simboliza uma grande conquista para o esporte nacional.
No cenário mundial, Yan Langyu, da China, o atual campeão mundial, aparece como um dos favoritos ao ouro. Assim como Ryusei Nishioka, do Japão, que conquistou o vice-campeonato em 2021 e a medalha de bronze no último campeonato mundial, em Birmingham.
No feminino, Zhu Xueying, da China, atual campeã olímpica e vice-campeã mundial, e a britânica Bryony Page, campeã mundial de 2023 e vice-campeã em 2022, despontam como favoritas ao ouro.
As competições acontecerão no dia 2 de Agosto na Arena Bercy.
GINÁSTICA RÍTMICA
A ginástica rítmica, também conhecida como GR, surgiu no século XIX, na Europa, a partir de uma combinação de exercícios de ginástica artística com música. Em 1946, na Rússia, o termo “rítmica” foi incorporado, destacando a utilização da música e da dança durante a execução dos movimentos. A modalidade combina a dança, as habilidades das ginastas e a harmonia com a música.
A primeira apresentação pública aconteceu em 1948, em Londres. A União Soviética já realizava competições da modalidade, porém, foi apenas em 1962 que a ginástica rítmica foi oficialmente reconhecida como esporte pela Federação Internacional de Ginástica (FIG), com o nome de Ginástica Rítmica Desportiva (GRD). Depois de quatorze anos, a modalidade virou um esporte olímpico, nas Olimpíadas de Los Angeles, 1984, com as provas individuais. Desde Sidney, em 2000, a modalidade passou a se chamar oficialmente apenas Ginástica Rítmica.
A ginástica rítmica nos Jogos Olímpicos é um esporte exclusivo para mulheres. As atletas se apresentam em um tablado, e cada apresentação é avaliada por um painel de juízes que considera a dificuldade dos movimentos, a execução técnica, a originalidade e a harmonia entre a música e a coreografia. A modalidade é composta por quatro aparelhos: arco, bola, maças e fita, e é dividida em duas categorias: individual e conjunto.
Na categoria individual, as ginastas competem sozinhas, apresentando-se com cada um dos quatro aparelhos. A prova olímpica consiste na soma do individual geral, ou seja, a soma das pontuações das quatro séries, e cada apresentação deve durar entre 1min15s a 1min30s.
Na prova de conjuntos, cinco ginastas competem juntas em duas apresentações, e cada uma deve durar entre 2min15s e 2min30s. A cada ciclo olímpico, que dura quatro anos, há um rodízio dos aparelhos utilizados nos conjuntos. Para os Jogos Olímpicos de Paris, a primeira apresentação será de 5 arcos e a segunda, chamada de prova mista, será com três fitas e duas bolas.
As ginastas são avaliadas por 12 árbitros, divididos em 3 bancas, que avaliam a dificuldade, o artístico e a execução dos movimentos em notas de 0 a 10. Elas somam pontos de acordo com o número de dificuldades corporais (DB) e com o aparelho (DA), e perdem pontos com erros, saída da área do tablado ou estouro do tempo (0,05 por segundo).
A Rússia é o país que mais possui medalhas, somando 10 de ouro, quatro de prata e duas de bronze. Logo em seguida vem a Bulgária, atuais campeãs olímpicas do conjunto, com um ouro, duas pratas e dois bronzes, e Belarus com quatro pratas e três bronzes.
No Brasil, a ginástica rítmica foi introduzida na década de 1960 por meio da Professora Ilona Peuker. Atualmente, no individual, o Brasil tem se destacado com Bárbara Domingos, que competirá nas Olimpíadas de Paris, e com Maria Eduarda Arakaki, atual capitã do conjunto.
Em Paris, no individual, nomes como Daria Atamanov, de Israel; Darja Varfolomeev, da Alemanha; Sofia Raffaeli, da Itália; além de Stiliana Nikolova e Boryana Kaleyn, da Bulgária, devem disputar diretamente pelo título de campeã olímpica na ginástica rítmica. Na prova de conjuntos, países como Israel, China, Itália e Bulgária são as favoritas para brigar pela medalha de ouro. No entanto, equipes como Espanha e Brasil têm potencial de surpreender e competir em busca de uma medalha.
As competições de ginástica rítmica ocorrerão do dia 8 a 10 de agosto, na Arena Porte de la Chapelle. A modalidade contará com 94 ginastas, sendo 24 nas provas individuais e 14 conjuntos, com cinco integrantes cada. No primeiro dia, as ginastas disputarão as classificatórias individuais, e as 12 melhores passarão para a final no último dia. No segundo dia, serão realizadas as provas de conjuntos, com os países se apresentando com as duas séries, e as 8 melhores equipes se classificarão para a final.