Uruguai e Colômbia se enfrentaram na quarta-feira (10), em confronto válido pela semifinal da Copa América. O jogo ocorreu no Bank of America Stadium, em Charlotte, Carolina do Norte.
EXPECTATIVA INICIAL
A expectativa era de um jogo muito disputado, com grande equilíbrio entre as equipes. Apesar da ótima campanha, a Colômbia ainda enfrentava certa desconfiança, já que o Uruguai seria a melhor adversária até o momento. Pelo lado uruguaio, também havia uma incerteza, já que os comandados de Marcelo Bielsa também haviam enfrentado adversários inferiores.
PRIMEIRO TEMPO
O primeiro tempo começou melhor para a seleção colombiana. A primeira chance surgiu aos 5 minutos, com o volante John Arias recebendo a bola da ponta direita e arriscando de fora da área, uma bola que passou perto da meta do goleiro Rochet. Nesses movimentos iniciais, o atacante Luis Díaz foi o que mais procurou jogo pelo lado da Colômbia.
Aos 14 minutos, após ganhar a disputa de dois defensores uruguaios, Luis Díaz cruzou e o lateral direito Muñoz chegou na área para cabecear, mas errou o alvo. Apesar da pressão colombiana, o Uruguai chegou muito próximo de abrir o placar. Aos 16, o centroavante Darwin Núñez recebeu a bola do meia Valverde, girou, e de frente com o goleiro Vargas chutou para fora.
Após esse bom início colombiano, o Uruguai conseguiu produzir boas chances, principalmente com Darwin. Mas o perigo uruguaio foi interrompido pela forte bola aérea colombiana. Aos 38 minutos, após escanteio cobrado pelo meia e capitão James Rodriguez, a bola cruzou toda a extensão da área e o volante Lerma apareceu na segunda trave, cabeceou e abriu o placar. Com 1 a 0, o jogo ganhou contornos dramáticos.
Pouco antes do fim do primeiro tempo, Munõz acertou uma cotovelada no zagueiro Ugarte, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo. A Colômbia jogou durante todo o segundo tempo com um jogador a menos.
SEGUNDO TEMPO
Como medida para tentar o empate, Marcelo Bielsa iniciou o segundo com duas alterações. Com um homem a mais, o Uruguai teve mais espaços, principalmente no setor de meio campo. Os primeiros quinze minutos foram de muita valorização dos colombianos, com pouca bola rolando. O volante Richard Ríos fez o jogo parar por cinco minutos, devido a uma lesão. Após esse início, o técnico Nestor Lorenzo também promoveu duas alterações, para fechar o time.
A equipe uruguaia conseguiu ter mais volume de jogo. As chances começaram a surgir e a Colômbia demonstrou dificuldades para segurar o ímpeto uruguaio. Mesmo com esse volume de jogo intenso, não houveram grandes chances de gol.
Aos 22 minutos, o centroavante Luis Suárez, que veio do banco de reservas, fez a jogada pela esquerda e cruzou, e após o rebote oferecido pelos defensores, o meia De La Cruz finalizou, para a defesa de Vargas. Aos 25, após boa trama no ataque, Ugarte encontrou Suárez, que quase da marca do pênalti acertou a trave. Foi a chance mais clara do segundo tempo para o Uruguai.
A essa altura do jogo, pouco a seleção colombiana fez. Todas as chances de gol vinham do lado uruguaio e chegavam com perigo. Aos 29 minutos, Valverde recebeu uma bola na intermediária e finalizou com grande perigo à direita de Vargas. O empate parecia questão de tempo, já que a Colômbia não conseguia reagir.
Mas aos 42 minutos, após boa jogada do atacante Sinisterra, o volante Mateus Uribe ficou cara a cara com o goleiro Rochet, mas chutou para fora. Aos 48, outra chance perdida que garantiria a classificação para os colombianos. Numa jogada muito parecida com a anterior, o Uribe ficou novamente de frente com o goleiro, mas dessa vez Rochet conseguiu fazer a defesa. O ótimo jogo terminou com confusão dentro e fora das arquibancadas.
PRÓXIMOS PASSOS
A Colômbia enfrenta a Argentina na final da Copa América, no Hard Rock Stadium, em Miami, no próximo domingo (14), às 21h pelo horário de Brasília. O Uruguai vai para a disputa do terceiro lugar contra o Canadá no sábado (13). O jogo acontece no mesmo Bank of America Stadium, também às 21h pelo horário de Brasília.
O surfe, um dos esportes que mais cresce no mundo, é praticado no mar e classificado como radical. Trata-se de uma modalidade individual que, segundo alguns relatos, surgiu nas Ilhas Polinésias por volta de 1778. Porém, há quem defenda que sua origem está na América do Sul, especificamente no Peru, onde o esporte teria se desenvolvido com o uso de embarcações conhecidas como "Caballito de Totora", há aproximadamente 2000 a 3000 anos. Afinal, a popularidade do surfe só começou a crescer significativamente a partir das décadas de 1970 e 1980, com o início dos campeonatos.
Os lugares que mais se popularizaram na prática do surfe foram o Havaí e os Estados Unidos. Um dos reis desse esporte é Kelly Slater, estadunidense que soma 11 títulos mundiais. Recentemente, aos 52 anos, o maior campeão de todos os tempos anunciou sua aposentadoria do circuito mundial. E em relação às mulheres, Stephanie Gilmore, que representa a Austrália, soma 8 títulos mundiais, com 36 anos, e ainda continua no Championship Tours, ou CT.
No Brasil, o surfe surgiu na década de 1930, mas ganhou grande popularidade apenas na década de 1960. O esporte era praticado nas praias do Rio de Janeiro, destacando atletas importantes da época, como Jorge Paulo, Irencyr Beltrão e Pepê Lopes. Em 1965, foi fundada a Associação de Surfe do Estado do Rio de Janeiro, e à medida que o esporte ganhava popularidade, espalhou-se por outras regiões do país.
Atualmente, a Confederação Brasileira de Surfe (CBS) é a principal organizadora de campeonatos e institui as regras do surfe no Brasil. A CBS garante a representação nacional no esporte, enquanto a World Surf League (WSL) atua como uma das maiores entidades internacionais de esportes aquáticos.
Fundada em 1975, como Associação Internacional de Surf Profissional (ASP), a instituição começou a organizar competições profissionais em 1976. Em 2015, a entidade adotou o nome World Surf League e, desde então, tem atraído os melhores surfistas do mundo, oferecendo premiações e campeonatos de alto nível. Essa evolução tem incentivado cada vez mais jovens a praticar o surfe, aumentando a visibilidade e a popularidade do esporte globalmente.
Surfe como esporte olímpico
Após uma discussão na sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI), realizada na sede do Rio de Janeiro em 2016, foi confirmado que o surfe seria incorporado às Olimpíadas de Tóquio de 2020, junto com outros esportes, como o Skate, por exemplo.
Com a pandemia de Coronavírus, o evento teve que ser adiado para o ano seguinte por questões de segurança. Em julho de 2021, as Olimpíadas começaram, e os representantes brasileiros – Gabriel Medina, Ítalo Ferreira e Tatiana Weston-Webb – embarcaram em busca de conquistar medalhas para o país.
Dois dos representantes foram eliminados durante a competição. Gabriel Medina foi derrotado por Kanoa Igarashi na semifinal, gerando grande comoção e reclamações sobre as notas atribuídas ao brasileiro. Tatiana Weston-Webb foi eliminada nas oitavas de final, pela japonesa Amuro Tsuzuki. No entanto, na estreia do surfe nas Olimpíadas, Ítalo Ferreira superou todos os seus adversários e conquistou a medalha de ouro para o Brasil.
Formato e regulamento
Com previsão de quatro dias para a conclusão do evento, a competição está marcada para a janela entre 27 de julho e 05 de agosto. O local selecionado será destinado ao uso dos atletas seis dias antes das provas, para que os surfistas treinem com exclusividade.
Cada atleta terá a chance de demonstrar suas habilidades em duas oportunidades. Os vencedores do Round 1 irão avançar para o Round 3. Enquanto os surfistas que ocuparem a 2ª e a 3ª colocação, disputarão a Rodada 2 de eliminação.
A partir do Round 2, as baterias serão disputadas apenas por dois surfistas: o vencedor avança e o segundo colocado é eliminado.
Durante as provas, serão disponibilizados 30 minutos para que cada atleta surfe suas melhores ondas. As notas variam de 0 a 10, mas apenas as duas notas mais altas serão calculadas na pontuação final.
Cinco juízes julgarão as ondas, considerando variedade e dificuldade das manobras, força, fluxo, inovação e progressão do repertório dos atletas, combinação, velocidade, potência e fluxo.
As pranchas escolhidas são as “shortboards”, pela facilidade que elas cedem as manobras, devido seu tamanho ser inferior às demais.
Próxima parada: Teahupo’o
Os melhores surfistas do mundo não desembarcarão na França para a disputa dos jogos olímpicos, a competição, na verdade, será em Teahupo’o, no Taiti. Cerca de 16.000 km de distância da capital Paris. A modalidade será a única a não ser disputada no país dos jogos, a decisão do COI se deu porque, durante o verão europeu, as condições não são favoráveis para o surfe no litoral francês. Além disso, a região faz parte do território ultramarino francês, sendo o Taiti a maior ilha da polinésia francesa, o que ajuda no objetivo do comitê organizador, de espalhar os Jogos por toda a França.
E é uma ótima notícia para os brasileiros, que tem bom retrospecto no mar da Oceania. Uma das etapas mais clássicas da Liga Mundial de Surfe (WSL), o local já foi palco de duas vitórias de Gabriel Medina em 2014 e 2018.
Países mais vencedores
A história do Surfe nas olimpíadas ainda é curta, uma vez que a modalidade caminha para a sua segunda participação nos jogos, com Brasil e Estados Unidos somando as duas únicas medalhas de ouro distribuídas até aqui. O brasileiro Ítalo Ferreira, no masculino e, a americana Carissa Moore, no feminino.
Os japoneses têm o maior número de medalhas, mas nenhuma de ouro. A prata é de Kanoa Igarashi, algoz de Gabriel Medina em Tóquio, e o bronze pertence a Amuro Tsuzuki. O quadro de medalhas da modalidade se completa com a prata da sul-africana Bianca Buitendag e o bronze do australiano Owen Wright.
Destaques na modalidade
O Brasil é uma das maiores potências no esporte, e no surfe não é diferente. A geração "Brazilian Storm" (Tempestade Brasileira) é composta por uma nova leva de surfistas brasileiros que demonstram seu potencial no cenário mundial, gerando comoção entre os espectadores. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Yago Dora, João Chianca, Ítalo Ferreira e Tatiana Weston-Webb são os destaques dessa geração.
Ítalo Ferreira venceu a última etapa do circuito mundial, o VIVO Rio Pro, em Saquarema e está defendendo seu título – porém, o medalhista de ouro em Tóquio, não se classificou e não estará presente nos Jogos Olímpicos de 2024. Gabriel Medina, tricampeão mundial, após garantir sua vaga para as Olimpíadas, continua defendendo seus três títulos mundiais. Ele foi o primeiro brasileiro a conquistar um título mundial, em 2014, e é reconhecido globalmente pelo seu estilo de surfe e suas medalhas. O último campeão mundial, Filipe Toledo, fez uma pausa em sua carreira, mas também está classificado para surfar nas ondas de Teahupo’o .
João Chianca, conhecido como Chumbinho, ganhou destaque no último ano, chegando às finais e vencendo muitas baterias, conseguindo ser um dos primeiros a se classificar para as Olimpíadas. Tatiana Weston-Webb, uma das representantes brasileiras, também se classificou para os Jogos Olímpicos no ano passado, sendo uma das únicas do Championship Tour a conseguir tal feito. Luana Silva e Tainá Hinckel são as outras surfistas que representarão o Brasil – que vai com força máxima, com seis atletas para os Jogos, mais do que qualquer outro país – e se juntaram à delegação depois do ISA Games, que também garantiu a vaga de Medina.
Além dos brasileiros, John John Florence, havaiano, vem liderando o circuito mundial e vestindo a lycra amarela – usada para identificar o primeiro colocado do CT – em vários eventos. Este ano, Florence participou de quatro finais e acumula uma pontuação de 46.210 pontos. Outro destaque é Griffin Colapinto, o americano que eliminou Medina na última etapa e ficou em terceiro lugar. Jack Robinson, australiano, também tem ganhado destaque nos últimos eventos.
As favoritas ao ouro na competição incluem as brasileiras e outras atletas do circuito mundial. Tatiana Weston-Webb é a principal esperança brasileira para conquistar uma medalha, enquanto Tainá Hinckel e Luana Silva também são grandes promessas neste evento. Além delas, a disputa contará com Caroline Marks, – campeã mundial de 2023 – a costarriquenha Brisa Hennessy, a francesa Johanne Defay, as australiana Tyler Wright, a norte-americana Caitlin Simmers e, a cinco vezes campeã mundial, Carissa Moore.
Esses atletas têm representado um desafio para os brasileiros durante as competições, mas a cada dia, com a força do Brazilian Storm, o Brasil continua se destacando nas competições internacionais.
Argentina e Colômbia se enfrentaram no último domingo (14), em confronto válido pela final da Copa América. O jogo aconteceu no Hard Rock Stadium, em Miami, e terminou em 1 a 0, com gol na prorrogação. Com a vitória, a seleção argentina ultrapassou o Uruguai, e se tornou a maior vencedora da competição.
EXPECTATIVA INICIAL
O duelo colocou frente a frente as duas melhores seleções do torneio. A seleção colombiana sustentava 28 jogos de invencibilidade e chegava com moral. Foi primeira colocada no grupo do Brasil e passou goleando o Panamá e vencendo o Uruguai. A Argentina, defendendo seu título conquistado na edição de 2021, quando venceu a seleção brasileira no Maracanã, teve um jogo marcado por despedidas. A final foi a última partida do atacante Di María pela seleção e talvez tenha sido a última competição de Messi.
PRIMEIRO TEMPO
Antes da partida, confusões do lado de fora do estádio acabaram adiando o início do jogo em uma hora e vinte minutos. Mas com bola rolando, a Argentina teve a primeira chance com 30 segundos. O atacante Álvarez recebeu o cruzamento do lateral Montiel mas não pegou bem na bola. Os primeiros minutos foram melhores para a Colômbia, que pressionou a Argentina em seu campo de defesa. Aos cinco minutos, o atacante Luiz Días chutou rasteiro, mas o goleiro Emiliano Martinez defendeu. Um minutos depois do lance, o atacante Córdoba também finalizou com perigo.
Os 20 minutos iniciais foram de muita intensidade nas disputas e velocidade nos ataques, com quase todos eles terminando nas áreas adversárias. Nesse primeiro tempo, um duelo que chamou a atenção foi o entre John Árias e De Paul. O atacante colombiano, que foi improvisado de volante, conseguiu neutralizar o volante argentino, que não teve liberdade para construir. Nessa rapidez, Messi apareceu sozinho mas não conseguiu uma boa finalização e o goleiro Vargas fez uma defesa tranquila.
Aos 32, o volante colombiano Lerma arriscou um chute de longa distância que obrigou Martinez a colocar a bola para escanteio e aos 40, outra finalização de longe, mas de Richard Ríos. O primeiro tempo terminou com a Colômbia melhor, vencendo a maioria das disputas.
SEGUNDO TEMPO
Após a apresentação da cantora colombiana Shakira, começou o segundo tempo. Aos dois minutos, James Rodríguez deu um belo passe para Córdoba que desviou de cabeça para Jhon Árias bater cruzado levando perigo ao gol de Martinez. Logo depois, Mac Allister entrou na área finalizando, mas os defensores colombianos cortaram a bola que sobrou para Di María, mas o atacante finalizou para a defesa de Camilo Vargas
Aos onze minutos Di Maria, em jogada na linha de fundo, cruzou para a área. Mac Allister cabeceou em direção ao gol, com a bola sendo interceptada pela defesa colombiana. O jogo começou a ficar tenso, com muitas faltas. Messi, ao disputar uma bola, caiu em campo sentindo fortes dores e foi substituído por Nico González.
Aos 28 minutos, O VAR checou um possível pênalti em Córdoba, mas o árbitro de vídeo confirmou a decisão de campo. Logo depois, a Argentina fez boa jogada pela esquerda. Tagliafico passou a bola para Nico Gonzales que, impedido, finalizou para as redes. O bandeirinha sinalizou o impedimento, confirmado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus.
Nos minutos finais, Di Maria cruzou na segunda trave para Nico Gonzalez, que cabeceou a bola, e Julian Alvarez não conseguiu chegar para finalizar.
PRORROGAÇÂO
Com o empate no tempo regulamentar, o jogo continuou com a prorrogação de trinta minutos. No reinício da partida, em grande jogada argentina, Di Maria tocou para De Paul que na linha de fundo cruzou rasteiro para Nico Gonzalez chutar de primeira para grande defesa do goleiro colombiano. O jogo ficou totalmente aberto, com os dois times procurando a vitória. Os argentinos controlaram o jogo e os colombianos procuravam roubar a bola para em velocidade criar oportunidades para abrir o placar. Fim do primeiro tempo da prorrogação com o placar em branco.
O jogo recomeçou e logo aos dois minutos, Di Maria cruzou fechado na área e Lautaro Martinez não conseguiu chegar para desviar a bola, que saiu para a linha de fundo. Logo depois, Carrascal deu um leve toque na bola para Miguel Borja chutar, mas foi interceptado por Lisandro Martinez.
Aos seis minutos, Lautaro Martinez, o artilheiro do time argentino, recebeu um passe precioso de Lo Celso e na entrada da área finalizou para as redes, abrindo o placar para a seleção argentina.
Logo após o gol, a Argentina substituiu Di Maria, que fez sua última partida pela seleção argentina. Em seu lugar entrou o zagueiro Otamendi.
Ao fim do jogo, Argentina conquistou o 16० título da Copa América, sendo o maior campeão do torneio. A Colômbia, que disputou sua terceira final da Copa América, não conseguiu conquistar o bicampeonato da competição. As duas seleções voltam a campo em setembro, para disputar a sétima e a oitava rodada das qualificatórias para a Copa do Mundo.
Em jogo realizado nesta terça-feira (9), a Argentina enfrentou o Canadá na semifinal da Copa América. O confronto foi realizado no MetLife Stadium, East Rutherford, Nova Jersey e valeu a vaga para a final do campeonato.
A seleção canadense, sem a posse da bola, jogou com duas linhas muito próximas de quatro jogadores, dificultando a troca de passe dos argentinos no último terço do campo. Quando roubava a bola, o Canadá saía em velocidade para criar situações de perigo ao gol de Martinez.
Aos 11 minutos do primeiro tempo, Di Maria tabelou com Messi que chutou da entrada da área. A bola foi para fora, para alívio do goleiro Crépeau. Já aos 22 minutos, o meia argentino De Paul, do meio de campo, lançou para Julian Alvarez que escapou da marcação do zagueiro Bombito. O argentino dominou a bola, e na cara do gol, finalizou entre as pernas do goleiro adversário, e abriu o placar.
Logo após o gol, a Argentina recuou as suas linhas e ocupou todo o espaço do campo defensivo, o que dificultou a troca de passes dos canadenses. No final do primeiro tempo, em uma jogada de velocidade, Di Maria tocou para Messi, que invadiu a área, logo deu um corte no defensor e de pé direito mandou para fora.
No início do segundo tempo, De Paul, na linha de fundo, cruzou para trás. A defesa afastou a bola e no rebote, Enzo Fernandes chutou colocado. A bola, porém, foi sutilmente desviada por Messi, não dando chance para o goleiro canadense impedir o segundo gol argentino.
A partir do segundo gol, a Argentina, muito confortável na partida, administrou o placar sem sofrer riscos. Recuou as suas linhas e de forma compacta não permitiu que o Canadá criasse oportunidades para reduzir a diferença de gols.
Passou a trocar passes em seu campo de defesa, procurando gastar o tempo.
O Canadá, sem forças para buscar a virada, aceitou o jogo argentino, trocando passes, sem criar situações de perigo ao gol de Emiliano Martinez.
Fim de jogo. A Argentina, atual campeã do torneio e campeã mundial, confirmou o favoritismo e avançou para a grande final da Copa América Conmebol 2024. A final do torneio será realizada no próximo domingo, 14/07, às 21 horas (de Brasília) no Hard Rock Stadium, na Flórida. A Argentina enfrentará o vencedor entre Uruguai ou Colômbia.
No dia 1 de maio de 1994, Ayrton Senna da Silva escreveu pela última vez em sua carreira. Em Ímola, Itália, o piloto brasileiro sofreu um acidente fatal e não resistiu aos ferimentos. Com uma carreira vitoriosa, em que esteve no pódio 80 vezes, nas quais foi vitorioso em 41 delas, Senna impactou uma geração de fãs e jovens pilotos que viriam a ser os protagonistas da era atual da Fórmula 1.
Pedro Antunes é um dos exemplos dos que se inspiram no atleta. O jovem de 17 anos é piloto da Fórmula Delta, uma categoria de base do automobilismo brasileiro, e, mesmo com a pouca idade, tem o Ayrton como ídolo.
“Para mim Senna é herói, meu ídolo no esporte. O Senna é uma grande fonte de inspiração. As suas conquistas me motivam a continuar me esforçando e buscando ser o melhor, tanto no esporte quanto no dia a dia”, aponta Pedro.
Outro grande fã do símbolo brasileiro é Davi Miguel Leite ou Davi Batata, de apenas 7 anos. O apaixonado mirim conta que mesmo sem assistir uma corrida ao vivo do piloto brasileiro, considera Ayrton como o maior atleta de todos os tempos: “O Senna é um ótimo ótimo ótimo piloto. O maior de todos”.
O legado do Senna no mundo digital
Mesmo que Ayrton Senna tenha morrido há 30 anos, o seu legado parece estar mais vivo do que nunca e é transmitido de geração em geração por diversas maneiras, sendo a internet o principal canal. A irmã de Davi, Gabriela Leite, conta que eles conheceram o ídolo brasileiro através das histórias contadas pelo pai deles. Com apenas três anos, o pequeno fã já assistia as corridas emblemáticas do Senna através do celular: “A gente cresceu com isso, assistia tudo que o Senna fez e falou na televisão. Assistimos várias vezes aos documentários dele. Então o Davi já cresceu sabendo que o Ayrton Senna é um grande ídolo do esporte”, afirma Gabriela.
Davi não perdeu tempo e hoje produz conteúdo para as redes sociais sobre a fórmula 1, e claro, contando para as futuras gerações quem é o seu ídolo no esporte. O mini influenciador digital já possui mais de 25 mil seguidores e vídeos que chegam a 400 mil visualizações.
A internet também foi a porta de entrada para o piloto Pedro Antunes descobrir a carreira e conquistas de Senna. Antunes afirma que a partir de vídeos do Youtube e do Tiktok chega à figura do herói nacional.
A conta oficial da categoria automobilística possui, hoje, mais de 60 milhões de seguidores se somam todas as suas redes sociais, atingindo um crescimento de 29% em relação ao ano passado. Para efeito de comparação, a conta do Tik Tok da Fórmula 1 supera os 7 milhões de seguidores, números próximos aos da Premier League, UFC e NFL.
O jornalista esportivo da categoria e autor do livro “Ayrton Senna e a Mídia esportiva”, Rodrigo França, afirma que o grande acervo de imagens do Senna facilitou a reprodução do legado do piloto: “A carreira do Senna é muito documentada em vídeos, há diversas entrevistas dele, muitas coisas do que ele falou estão aí presentes na internet. Então é isso que faz com que os pais possam falar para os seus filhos sobre o Senna, e os filhos têm a oportunidade de buscá-lo nas redes sociais e conhecê-lo”.
Senna: Herói nacional
Não é difícil ouvir de muitos brasileiros que o seu principal ídolo no esporte é o Ayrton Senna. Imagens históricas são revividas como lembranças frescas na memória nacional, como: as corridas terríveis na chuva do piloto, as comemorações com a bandeira do Brasil após uma vitória, além da música típica ouvida nas transmissões da Globo, o seu primeiro troféu em Interlagos com o Troca de sua Mclaren quebrada, além das lembranças do trágico acidente em Ímola e o cortejo fúnebre que parou o país.
Ayrton Senna não foi só um piloto vitorioso, mas uma figura mítica para o brasileiro, é o que afirma o Professor de Ciências Sociais com ênfase em sociologia do esporte da PUC-SP, José Paulo Florenzano: “Ayrton Senna ocupa um lugar chave no panteão dos heróis esportivos, destacando-se nas pistas de corrida pelo estilo arrojado”.
Rodrigo França vai ao encontro desse pensamento e coloca Ayrton Senna como herói nacional pela sua garra, superação e amor pela sua pátria: “Senna não era só um esportista, ele era o Brasil que dava certo, uma representação de valores que estavam em falta naquela época e até hoje”.
O jornalista ainda destaca o papel fundamental do Instituto Ayrton Senna na consolidação do legado do atleta, além de continuar o sonho do piloto no incentivo à educação. Rodrigo ainda reverencia a imagem de que o piloto deixou para as futuras gerações: “O nome do Senna sempre está associado a alguma coisa positiva para o Brasil, com os valores que ele defendia nas pistas, então acho que isso é um fator determinante”.
Tanto Davi, quanto Pedro destacam as habilidades do ídolo de ser um piloto corajoso, confiante e que os ensinou a nunca desistir. Pedro ainda agradece a contribuição de Ayrton ao deixar o esporte mais seguro, luta que Senna batalhou durante toda a sua carreira.
Senna eternamente lembrado
Desde o início de diversas homenagens a Ayrton Senna foram feitas. No GP de Ímola, que aconteceu em 19 de maio, os pilotos se juntaram e vestiram a camisa verde e amarela em homenagem ao Senna. Além disso, durante a corrida diversos competidores estavam com capacetes e equipamentos que faziam referência ao ídolo brasileiro.
No mesmo GP, aconteceu uma das homenagens mais emocionantes feitas ao Senna. O tetracampeão da F1 Sebastian Vettel pilotou uma réplica da famosa McLaren usada pelo brasileiro em 1993, numa volta de apresentação pelo circuito. O momento foi marcante para todos os que estavam presentes no local, como afirma Rodrigo França: “Em Imola, eu estava lá e teve uma geração de torcedores que viu o carro da McLaren de 93 pela primeira vez. A maioria das pessoas nunca tinha visto esse carro andar”. Ele conclui contando a importância do feito: “Então, você terá um tetracampeão mundial, como Sebastian Vettel pilotando esse carro, mostrando a reverência que ele tem do Senna e num GP emblemático como o Imola”.
As homenagens não pararam na Itália. No Grande Prêmio de Mônaco, a McLaren utilizou as cores da bandeira do Brasil, utilizou o capacete do Senna, na pintura do carro. Zac Brown, CEO da equipe, rasgou elogios para o “Rei de Mônaco”: “A equipe tem orgulho de reconhecer e celebrar a vida extraordinária e o legado automobilístico de Ayrton Senna através desta pintura da McLaren. Senna continua reverenciado e respeitado como o maior ícone da Fórmula 1 e o piloto mais condecorado da McLaren”.
No Brasil, uma corrida de rua em Interlagos foi realizada para comemorar a carreira do piloto brasileiro. O evento conta com mais de 10 mil pessoas, entre adultos e crianças. Ainda, no túmulo onde Senna foi enterrado, diversos fãs também prestaram homenagem ao ídolo levaram flores e bandeiras.
“Daqui a 200 anos a Fórmula 1 será disputada em aeronaves espaciais, mas ainda vamos falar de Ayrton Senna, porque é o cara que mais representou a Fórmula 1. Senna vai ser sempre um sinônimo de automobilismo no mundo inteiro”, conclui Rodrigo.
Um mundo novo: Liberty media e a imagem da Fórmula 1
O crescimento da categoria e o consequente interesse de gerações mais novas em personalidades marcantes do esporte como Senna passa por um processo recente na modalidade. Em 2017, a Liberty Media, empresa americana, iniciou essa mudança, que focou nas estratégias para conquista de audiência e engajamento, quando se tornou dona da Fórmula 1. Desde então, os números dos fãs da categoria subiram. De acordo com relatórios anuais sobre automobilismo, a audiência cumulativa cresceu de 1.758 bilhões em 2017 para 1,9 bilhões em 2023.
Ainda segundo dados divulgados no final do ano passado, a modalidade sofreu a queda da média de idade de seu público de 36 anos para 32. Nas transmissões esportivas, a audiência teve um crescimento de 44% entre os torcedores de até 35 anos, devido aos últimos cinco anos (2018 a 2022).
Um dos novos fãs que chegaram nessa nova era foi o Davi. A irmã dele, Gabriela, conta um pouco sobre como ela e o irmão foram inseridos em um momento de renovação da categoria, principalmente no que se refere ao público-alvo.
“Em 2022, meu pai e eu fomos ao GP Academy em Interlagos, onde comentaram sobre o foco da Liberty Media em atrair um público mais jovem. Até cerca de oito anos atrás, a Fórmula 1 era seguida principalmente por pessoas mais velhas, mas agora a audiência está se tornando cada vez mais jovem”, disse Gabriela.
Determinadas decisões e ações fizeram a diferença nessa revitalização da marca da Fórmula 1. Entre elas está a criação da série sobre os bastidores da categoria chamada “Drive to Survive”, lançada em 2019. Segundo a Liberty Medida aproximadamente mais de 800 milhões de usuários foram alcançados nos dois primeiros anos de lançamento da série, o que a fez conquistar mais de 50 milhões de visualizações desde o lançamento da quarta temporada, em 2022.
Com o sucesso do programa e a influência de Senna, a Netflix resolveu seguir o mesmo formato e decidiu lançar uma minissérie sobre o piloto. O anúncio foi feito no final do ano passado, mas as primeiras imagens e o teaser foram lançados no final de abril, pouco antes dos 30 anos de sua morte. Entre homenagens e ações realizadas no período, as movimentações sobre a produção fazem parte deste interesse de novos fãs de automobilismo.
Teremos um novo Senna?
Mas o que muitas pessoas ainda se perguntam é se um novo piloto brasileiro terá o mesmo, ou destaque semelhante ao que o Senna teve. O professor José Paulo Florenzano afirma que é difícil prever o futuro dos pilotos brasileiros na Fórmula 1 e concorda que há, sem dúvida, um vazio na história recente da modalidade esportiva, levando-se em consideração a presença marcante de pilotos brasileiros nas pistas de corrida , de Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna.
Rodrigo complementa dizendo que a influência do ídolo brasileiro e os talentos que vêm despontando nas categorias de base dão esperança para que o logo um atleta brasileiro entre no grid da principal categoria de automobilismo, mas que, atualmente, outros fatores são levados em consideração como o apoio financeiro de marcas: “A gente sabe que não é só o talento tem que ter outros fatores, então é por isso que é um pouco mais complicado de acontecer”.