Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Com a vitória, a seleção colombiana enfrenta a argentina na sua terceira final disputada na história da Copa América
por
Gustavo Oliveira de Souza
|
17/07/2024 - 12h
foto do jogo
Castaño celebrando a vitória. Crédito: Chandan Khanna/AFP

Uruguai e Colômbia se enfrentaram na quarta-feira (10), em confronto válido pela semifinal da Copa América. O jogo ocorreu no Bank of America Stadium, em Charlotte, Carolina do Norte.

EXPECTATIVA INICIAL

A expectativa era de um jogo muito disputado, com grande equilíbrio entre as equipes. Apesar da ótima campanha, a Colômbia ainda enfrentava certa desconfiança, já que o Uruguai seria a melhor adversária até o momento. Pelo lado uruguaio, também havia uma incerteza, já que os comandados de Marcelo Bielsa também haviam enfrentado adversários inferiores. 

PRIMEIRO TEMPO 

O primeiro tempo começou melhor para a seleção colombiana. A primeira chance surgiu aos 5 minutos, com o volante John Arias recebendo a bola da ponta direita e arriscando de fora da área, uma bola que passou perto da meta do goleiro Rochet. Nesses movimentos iniciais, o atacante Luis Díaz foi o que mais procurou jogo pelo lado da Colômbia. 

Aos 14 minutos, após ganhar a disputa de dois defensores uruguaios, Luis Díaz cruzou e o lateral direito Muñoz chegou na área para cabecear, mas errou o alvo. Apesar da pressão colombiana, o Uruguai chegou muito próximo de abrir o placar. Aos 16, o centroavante Darwin Núñez recebeu a bola do meia Valverde, girou, e de frente com o goleiro Vargas chutou para fora. 

Após esse bom início colombiano, o Uruguai conseguiu produzir boas chances, principalmente com Darwin. Mas o perigo uruguaio foi interrompido pela forte bola aérea colombiana. Aos 38 minutos, após escanteio cobrado pelo meia e capitão James Rodriguez, a bola cruzou toda a extensão da área e o volante Lerma apareceu na segunda trave, cabeceou e abriu o placar. Com 1 a 0, o jogo ganhou contornos dramáticos. 

Pouco antes do fim do primeiro tempo, Munõz acertou uma cotovelada no zagueiro Ugarte, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo. A Colômbia jogou durante todo o segundo tempo com um jogador a menos. 

foto do jogo
Lerma comemorando o gol. Crédito: Nick Tre. Smith/Icon Sportswire

SEGUNDO TEMPO

Como medida para tentar o empate, Marcelo Bielsa iniciou o segundo com duas alterações. Com um homem a mais, o Uruguai teve mais espaços, principalmente no setor de meio campo. Os primeiros quinze minutos foram de muita valorização dos colombianos, com pouca bola rolando. O volante Richard Ríos fez o jogo parar por cinco minutos, devido a uma lesão. Após esse início, o técnico Nestor Lorenzo também promoveu duas alterações, para fechar o time.

A equipe uruguaia conseguiu ter mais volume de jogo. As chances começaram a surgir e a Colômbia demonstrou dificuldades para segurar o ímpeto uruguaio. Mesmo com esse volume de jogo intenso, não houveram grandes chances de gol. 

Aos 22 minutos, o centroavante Luis Suárez, que veio do banco de reservas, fez a jogada pela esquerda e cruzou, e após o rebote oferecido pelos defensores, o meia De La Cruz finalizou, para a defesa de Vargas. Aos 25, após boa trama no ataque, Ugarte encontrou Suárez, que quase da marca do pênalti acertou a trave. Foi a chance mais clara do segundo tempo para o Uruguai. 

A essa altura do jogo, pouco a seleção colombiana fez. Todas as chances de gol vinham do lado uruguaio e chegavam com perigo. Aos 29 minutos, Valverde recebeu uma bola na intermediária e finalizou com grande perigo à direita de Vargas. O empate parecia questão de tempo, já que a Colômbia não conseguia reagir. 

Mas aos 42 minutos, após boa jogada do atacante Sinisterra, o volante Mateus Uribe ficou cara a cara com o goleiro Rochet, mas chutou para fora. Aos 48, outra chance perdida que garantiria a classificação para os colombianos. Numa jogada muito parecida com a anterior, o Uribe ficou novamente de frente com o goleiro, mas dessa vez Rochet conseguiu fazer a defesa. O ótimo jogo terminou com confusão dentro e fora das arquibancadas. 

foto do jogo
Confusão nas arquibancadas. Crédito: Nick Tre. Smith/Icon Sportswire

PRÓXIMOS PASSOS

A Colômbia enfrenta a Argentina na final da Copa América, no Hard Rock Stadium, em Miami, no próximo domingo (14), às 21h pelo horário de Brasília. O Uruguai vai para a disputa do terceiro lugar contra o Canadá no sábado (13). O jogo acontece no mesmo Bank of America Stadium, também às 21h pelo horário de Brasília. 

Entenda sobre o único esporte que vai acontecer fora da França, a história e seus favoritos
por
Juliana Salomão
Kauã Alves
Maria Clara Magalhães
Pedro Pina
|
17/07/2024 - 12h

 

O surfe, um dos esportes que mais cresce no mundo, é praticado no mar e classificado como radical. Trata-se de uma modalidade individual que, segundo alguns relatos, surgiu nas Ilhas Polinésias por volta de 1778. Porém, há quem defenda que sua origem está na América do Sul, especificamente no Peru, onde o esporte teria se desenvolvido com o uso de embarcações conhecidas como "Caballito de Totora", há aproximadamente 2000 a 3000 anos. Afinal, a popularidade do surfe só começou a crescer significativamente a partir das décadas de 1970 e 1980, com o início dos campeonatos.

Os lugares que mais se popularizaram na prática do surfe foram o Havaí e os Estados Unidos. Um dos reis desse esporte é Kelly Slater, estadunidense que soma 11 títulos mundiais. Recentemente, aos 52 anos, o maior campeão de todos os tempos anunciou sua aposentadoria do circuito mundial. E em relação às mulheres, Stephanie Gilmore, que representa a Austrália, soma 8 títulos mundiais, com 36 anos, e ainda continua no Championship Tours, ou CT.

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Kelly Slater em Snapper Rocks, Austrália, mostrando seu potencial com as manobras – Foto: Reprodução/WSL/Sloane

 

No Brasil, o surfe surgiu na década de 1930, mas ganhou grande popularidade apenas na década de 1960. O esporte era praticado nas praias do Rio de Janeiro, destacando atletas importantes da época, como Jorge Paulo, Irencyr Beltrão e Pepê Lopes. Em 1965, foi fundada a Associação de Surfe do Estado do Rio de Janeiro, e à medida que o esporte ganhava popularidade, espalhou-se por outras regiões do país.

Atualmente, a Confederação Brasileira de Surfe (CBS) é a principal organizadora de campeonatos e institui as regras do surfe no Brasil. A CBS garante a representação nacional no esporte, enquanto a World Surf League (WSL) atua como uma das maiores entidades internacionais de esportes aquáticos.

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Vencedores, Fininho e Julia Duarte, da etapa da CBSurf em São Francisco do Sul – Foto: Marcio David/Fecasurf

 

Fundada em 1975, como Associação Internacional de Surf Profissional (ASP), a instituição começou a organizar competições profissionais em 1976. Em 2015, a entidade adotou o nome World Surf League e, desde então, tem atraído os melhores surfistas do mundo, oferecendo premiações e campeonatos de alto nível. Essa evolução tem incentivado cada vez mais jovens a praticar o surfe, aumentando a visibilidade e a popularidade do esporte globalmente.

Surfe como esporte olímpico

Após uma discussão na sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI), realizada na sede do Rio de Janeiro em 2016, foi confirmado que o surfe seria incorporado às Olimpíadas de Tóquio de 2020, junto com outros esportes, como o Skate, por exemplo.

Com a pandemia de Coronavírus, o evento teve que ser adiado para o ano seguinte por questões de segurança. Em julho de 2021, as Olimpíadas começaram, e os representantes brasileiros – Gabriel Medina, Ítalo Ferreira e Tatiana Weston-Webb – embarcaram em busca de conquistar medalhas para o país. 

Dois dos representantes foram eliminados durante a competição. Gabriel Medina foi derrotado por Kanoa Igarashi na semifinal, gerando grande comoção e reclamações sobre as notas atribuídas ao brasileiro. Tatiana Weston-Webb foi eliminada nas oitavas de final, pela japonesa Amuro Tsuzuki. No entanto, na estreia do surfe nas Olimpíadas, Ítalo Ferreira superou todos os seus adversários e conquistou a medalha de ouro para o Brasil.

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Ítalo Ferreira, com a primeira medalha de ouro na história do surfe nas olimpíadas – Foto: André Durão

 

Formato e regulamento

Com previsão de quatro dias para a conclusão do evento, a competição está marcada para a janela entre 27 de julho e 05 de agosto. O local selecionado será destinado ao uso dos atletas seis dias antes das provas, para que os surfistas treinem com exclusividade.

Cada atleta terá a chance de demonstrar suas habilidades em duas oportunidades. Os vencedores do Round 1 irão avançar para o Round 3. Enquanto os surfistas que ocuparem a 2ª e a 3ª colocação, disputarão a Rodada 2 de eliminação.

A partir do Round 2, as baterias serão disputadas apenas por dois surfistas: o vencedor avança e o segundo colocado é eliminado.

Durante as provas, serão disponibilizados 30 minutos para que cada atleta surfe suas melhores ondas. As notas variam de 0 a 10, mas apenas as duas notas mais altas serão calculadas na pontuação final.

Cinco juízes julgarão as ondas, considerando variedade e dificuldade das manobras, força, fluxo, inovação e progressão do repertório dos atletas, combinação, velocidade, potência e fluxo.

As pranchas escolhidas são as “shortboards”, pela facilidade que elas cedem as manobras, devido seu tamanho ser inferior às demais.

Próxima parada: Teahupo’o

Os melhores surfistas do mundo não desembarcarão na França para a disputa dos jogos olímpicos, a competição, na verdade, será em Teahupo’o, no Taiti. Cerca de 16.000 km de distância da capital Paris. A modalidade será a única a não ser disputada no país dos jogos, a decisão do COI se deu porque, durante o verão europeu, as condições não são favoráveis para o surfe no litoral francês. Além disso, a região faz parte do território ultramarino francês, sendo o Taiti a maior ilha da polinésia francesa, o que ajuda no objetivo do comitê organizador, de espalhar os Jogos por toda a França.

E é uma ótima notícia para os brasileiros, que tem bom retrospecto no mar da Oceania. Uma das etapas mais clássicas da Liga Mundial de Surfe (WSL), o local já foi palco de duas vitórias de Gabriel Medina em 2014 e 2018. 

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Filipe Toledo surfando nas perigosas ondas de Teahupo’o – Foto: Reprodução/WSL

 

Países mais vencedores 

A história do Surfe nas olimpíadas ainda é curta, uma vez que a modalidade caminha para a sua segunda participação nos jogos, com Brasil e Estados Unidos somando as duas únicas medalhas de ouro distribuídas até aqui. O brasileiro Ítalo Ferreira, no masculino e, a americana Carissa Moore, no feminino.

Os japoneses têm o maior número de medalhas, mas nenhuma de ouro. A prata é de Kanoa Igarashi, algoz de Gabriel Medina em Tóquio, e o bronze pertence a Amuro Tsuzuki. O quadro de medalhas da modalidade se completa com a prata da sul-africana Bianca Buitendag e o bronze do australiano Owen Wright.

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Carissa Moore recebendo medalha de ouro em Tóquio – Foto: Reprodução/FreeSurf Magazine

 

Destaques na modalidade

O Brasil é uma das maiores potências no esporte, e no surfe não é diferente. A geração "Brazilian Storm" (Tempestade Brasileira) é composta por uma nova leva de surfistas brasileiros que demonstram seu potencial no cenário mundial, gerando comoção entre os espectadores. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Yago Dora, João Chianca, Ítalo Ferreira e Tatiana Weston-Webb são os destaques dessa geração. 

Ítalo Ferreira venceu a última etapa do circuito mundial, o VIVO Rio Pro, em Saquarema e está defendendo seu título – porém, o medalhista de ouro em Tóquio, não se classificou e não estará presente nos Jogos Olímpicos de 2024. Gabriel Medina, tricampeão mundial, após garantir sua vaga para as Olimpíadas, continua defendendo seus três títulos mundiais. Ele foi o primeiro brasileiro a conquistar um título mundial, em 2014, e é reconhecido globalmente pelo seu estilo de surfe e suas medalhas. O último campeão mundial, Filipe Toledo, fez uma pausa em sua carreira, mas também está classificado para surfar nas ondas de Teahupo’o .

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Gabriel Medina após a vitória do ISA Games e a sua garantia na Olimpíada de 2024 – Foto: Pablo Franco/ISA

 

João Chianca, conhecido como Chumbinho, ganhou destaque no último ano, chegando às finais e vencendo muitas baterias, conseguindo ser um dos primeiros a se classificar para as Olimpíadas. Tatiana Weston-Webb, uma das representantes brasileiras, também se classificou para os Jogos Olímpicos no ano passado, sendo uma das únicas do Championship Tour a conseguir tal feito. Luana Silva e Tainá Hinckel são as outras surfistas que representarão o Brasil – que vai com força máxima, com seis atletas para os Jogos, mais do que qualquer outro país – e se juntaram à delegação depois do ISA Games, que também garantiu a vaga de Medina.

Além dos brasileiros, John John Florence, havaiano, vem liderando o circuito mundial e vestindo a lycra amarela – usada para identificar o primeiro colocado do CT – em vários eventos. Este ano, Florence participou de quatro finais e acumula uma pontuação de 46.210 pontos. Outro destaque é Griffin Colapinto, o americano que eliminou Medina na última etapa e ficou em terceiro lugar. Jack Robinson, australiano, também tem ganhado destaque nos últimos eventos. 

As favoritas ao ouro na competição incluem as brasileiras e outras atletas do circuito mundial. Tatiana Weston-Webb é a principal esperança brasileira para conquistar uma medalha, enquanto Tainá Hinckel e Luana Silva também são grandes promessas neste evento. Além delas, a disputa contará com Caroline Marks, – campeã mundial de 2023 – a costarriquenha Brisa Hennessy, a francesa Johanne Defay, as australiana Tyler Wright, a norte-americana Caitlin Simmers e, a cinco vezes campeã mundial, Carissa Moore. 

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John John Florence garantiu a vitória da etapa de El Salvador com suas leituras de onda – Foto: Aaron Hughes/WSL

 

Esses atletas têm representado um desafio para os brasileiros durante as competições, mas a cada dia, com a força do Brazilian Storm, o Brasil continua se destacando nas competições internacionais.

Em jogo equilibrado, a Argentina venceu a Colômbia por 1 a 0 na prorrogação, e se consolidou como a maior vencedora da história da competição
por
Gustavo Oliveira de Souza
Guilherme Alavase
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17/07/2024 - 12h
Foto do jogo
Messi levanta a taça. Crédito: Miguel Rodriguez/Getty Images

 

Argentina e Colômbia se enfrentaram no último domingo (14), em confronto válido pela final da Copa América. O jogo aconteceu no Hard Rock Stadium, em Miami, e terminou em 1 a 0, com gol na prorrogação. Com a vitória, a seleção argentina ultrapassou o Uruguai, e se tornou a maior vencedora da competição.

EXPECTATIVA INICIAL

O duelo colocou frente a frente as duas melhores seleções do torneio. A seleção colombiana sustentava 28 jogos de invencibilidade e chegava com moral. Foi primeira colocada no grupo do Brasil e passou goleando o Panamá e vencendo o Uruguai. A Argentina, defendendo seu título conquistado na edição de 2021, quando venceu a seleção brasileira no Maracanã, teve um jogo marcado por despedidas. A final foi a última partida do atacante Di María pela seleção e talvez tenha sido a última competição de Messi. 

PRIMEIRO TEMPO
Antes da partida, confusões do lado de fora do estádio acabaram adiando o início do jogo em uma hora e vinte minutos. Mas com bola rolando, a Argentina teve a primeira chance com 30 segundos. O atacante Álvarez recebeu o cruzamento do lateral Montiel mas não pegou bem na bola. Os primeiros minutos foram melhores para a Colômbia, que pressionou a Argentina em seu campo de defesa. Aos cinco minutos, o atacante Luiz Días chutou rasteiro, mas o goleiro Emiliano Martinez defendeu. Um minutos depois do lance, o atacante Córdoba também finalizou com perigo. 

Os 20 minutos iniciais foram de muita intensidade nas disputas e velocidade nos ataques, com quase todos eles terminando nas áreas adversárias. Nesse primeiro tempo, um duelo que chamou a atenção foi o entre John Árias e De Paul. O atacante colombiano, que foi improvisado de volante, conseguiu neutralizar o volante argentino, que não teve liberdade para construir. Nessa rapidez, Messi apareceu sozinho mas não conseguiu uma boa finalização e o goleiro Vargas fez uma defesa tranquila. 

Aos 32, o volante colombiano Lerma arriscou um chute de longa distância que obrigou Martinez a colocar a bola para escanteio e aos 40, outra finalização de longe, mas de Richard Ríos. O primeiro tempo terminou com a Colômbia melhor, vencendo a maioria das disputas.

Foto do jogo
Arias disputando a bola com Mac Allister. Crédito: Miguel J Rodriguez Carrillo/Getty Images

SEGUNDO TEMPO

Após a apresentação da cantora colombiana Shakira, começou o segundo tempo. Aos dois minutos, James Rodríguez deu um belo passe para  Córdoba que desviou de cabeça para Jhon Árias bater cruzado levando perigo ao gol de Martinez. Logo depois, Mac Allister entrou na área finalizando, mas os defensores colombianos cortaram a bola que sobrou para Di María, mas o atacante finalizou para a defesa de Camilo Vargas 

Aos onze minutos Di Maria, em jogada na linha de fundo, cruzou para a área. Mac Allister cabeceou em direção ao gol, com a bola sendo interceptada pela defesa colombiana. O jogo começou a ficar tenso, com muitas faltas. Messi, ao disputar uma bola, caiu em campo sentindo fortes dores e foi substituído por Nico González. 

Aos 28 minutos, O VAR checou um possível pênalti em Córdoba, mas o árbitro de vídeo confirmou a decisão de campo. Logo depois, a Argentina fez boa jogada pela esquerda. Tagliafico passou a bola para Nico Gonzales que, impedido, finalizou para as redes. O bandeirinha sinalizou o impedimento, confirmado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus.

Nos minutos finais, Di Maria cruzou na segunda trave para Nico Gonzalez, que cabeceou a bola, e Julian Alvarez não conseguiu chegar para finalizar. 

Foto do jogo
Carrinho de Lisandro Martínez em Quintero. Crédito: Chandan Khanna / AFP

PRORROGAÇÂO

Com o empate no tempo regulamentar, o jogo continuou com a prorrogação de trinta minutos. No reinício da partida, em grande jogada argentina, Di Maria tocou para De Paul que na linha de fundo cruzou rasteiro para Nico Gonzalez chutar de primeira para grande defesa  do goleiro colombiano. O jogo ficou totalmente aberto, com os dois times procurando a vitória. Os argentinos controlaram o jogo e os colombianos procuravam roubar a bola para em velocidade criar oportunidades para abrir o placar. Fim do primeiro tempo da prorrogação com o placar em branco.

O jogo recomeçou e logo aos dois minutos, Di Maria cruzou fechado na área e Lautaro Martinez não conseguiu chegar para desviar a bola, que saiu para a linha de fundo. Logo depois, Carrascal deu um leve toque na bola para Miguel Borja chutar, mas foi interceptado por Lisandro Martinez.

Aos seis minutos, Lautaro Martinez, o artilheiro do time argentino, recebeu um passe precioso de Lo Celso e na entrada da área finalizou para as redes, abrindo o placar para a seleção argentina.

Logo após o gol, a Argentina substituiu Di Maria, que fez sua última partida pela seleção argentina. Em seu lugar entrou o zagueiro Otamendi.

Foto do jogo
Lautaro Martínez comemorando gol com torcedores. Crédito: Chandon Khanna/AFP

Ao fim do jogo, Argentina conquistou o 16 título da Copa América, sendo o maior campeão do torneio. A Colômbia, que disputou sua terceira final da Copa América, não conseguiu conquistar o bicampeonato da competição. As duas seleções voltam a campo em setembro, para disputar a sétima e a oitava rodada das qualificatórias para a Copa do Mundo.

Com a vitória por 2 a 0, a seleção argentina confirmou o favoritismo e jogará a segunda final seguida da competição
por
Guilherme Lima Alavase
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17/07/2024 - 12h

Em jogo realizado nesta terça-feira (9), a Argentina enfrentou o Canadá na semifinal da Copa América. O confronto foi realizado no MetLife Stadium, East Rutherford, Nova Jersey e valeu a vaga para a final do campeonato.

A seleção canadense, sem a posse da bola, jogou com duas linhas muito próximas de quatro jogadores, dificultando a troca de passe dos argentinos no último terço do campo. Quando roubava a bola, o Canadá saía em velocidade para criar situações de perigo ao gol de Martinez.

Aos 11 minutos do primeiro tempo, Di Maria tabelou com Messi que chutou da entrada da área. A bola foi para fora, para alívio do goleiro Crépeau. Já aos 22 minutos, o meia argentino De Paul, do meio de campo, lançou para Julian Alvarez que escapou da marcação do zagueiro Bombito. O argentino dominou a bola, e na cara do gol, finalizou entre as pernas do goleiro adversário, e abriu o placar.

 

Julian Alvarez abre o placar para os argentinos -  Foto: Reuters Imagen : 1/1
Julian Alvarez abre o placar para os argentinos -  Foto: Reuters Imagen : 1/1

 

Logo após o gol, a Argentina recuou as suas linhas e ocupou todo o espaço do campo defensivo, o que dificultou a troca de passes dos canadenses. No final do primeiro tempo, em uma jogada de velocidade, Di Maria tocou para Messi, que invadiu a área, logo deu um corte no defensor e de pé direito mandou para fora. 

No início do segundo tempo, De Paul, na linha de fundo, cruzou para trás. A defesa afastou a bola e no rebote, Enzo Fernandes chutou colocado. A bola, porém, foi sutilmente desviada por Messi, não dando chance para o goleiro canadense impedir o segundo gol argentino.

 

Comemoração do gol de Lionel Messi – Foto: AP Photo/Adam Hunger
Comemoração do gol de Lionel Messi – Foto: AP Photo/Adam Hunger

 

A partir do segundo gol, a Argentina, muito confortável na partida, administrou o placar sem sofrer riscos. Recuou as suas linhas e de forma compacta não permitiu que o Canadá criasse oportunidades para reduzir a diferença de gols. 

Passou a trocar passes em seu campo de defesa, procurando gastar o tempo. 

O Canadá, sem forças para buscar a virada, aceitou o jogo argentino, trocando passes, sem criar situações de perigo ao gol de Emiliano Martinez. 

Fim de jogo. A Argentina, atual campeã do torneio e campeã mundial, confirmou o favoritismo e avançou para a grande final da Copa América Conmebol 2024. A final do torneio será realizada no próximo domingo, 14/07, às 21 horas (de Brasília)  no Hard Rock Stadium, na Flórida. A Argentina enfrentará o vencedor entre Uruguai ou Colômbia.

 

Após 30 anos de sua morte, o piloto se mantém vivo no imaginário de novos fãs e pilotos
por
Gustavo Pereira
Leonardo de Sá
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15/07/2024 - 12h
Mês de maio é marcado por homenagens aos 30 anos da morte de Ayrton Senna
Mês de maio é marcado por homenagens aos 30 anos da morte de Ayrton Senna — Foto: Reprodução

No dia 1 de maio de 1994, Ayrton Senna da Silva escreveu pela última vez em sua carreira. Em Ímola, Itália, o piloto brasileiro sofreu um acidente fatal e não resistiu aos ferimentos. Com uma carreira vitoriosa, em que esteve no pódio 80 vezes, nas quais foi vitorioso em 41 delas, Senna impactou uma geração de fãs e jovens pilotos que viriam a ser os protagonistas da era atual da Fórmula 1.

Pedro Antunes é um dos exemplos dos que se inspiram no atleta. O jovem de 17 anos é piloto da Fórmula Delta, uma categoria de base do automobilismo brasileiro, e, mesmo com a pouca idade, tem o Ayrton como ídolo.

“Para mim Senna é herói, meu ídolo no esporte. O Senna é uma grande fonte de inspiração. As suas conquistas me motivam a continuar me esforçando e buscando ser o melhor, tanto no esporte quanto no dia a dia”, aponta Pedro.

Outro grande fã do símbolo brasileiro é Davi Miguel Leite ou Davi Batata, de apenas 7 anos. O apaixonado mirim conta que mesmo sem assistir uma corrida ao vivo do piloto brasileiro, considera Ayrton como o maior atleta de todos os tempos: “O Senna é um ótimo ótimo ótimo piloto. O maior de todos”.

O legado do Senna no mundo digital

Mesmo que Ayrton Senna tenha morrido há 30 anos, o seu legado parece estar mais vivo do que nunca e é transmitido de geração em geração por diversas maneiras, sendo a internet o principal canal. A irmã de Davi, Gabriela Leite, conta que eles conheceram o ídolo brasileiro através das histórias contadas pelo pai deles. Com apenas três anos, o pequeno fã já assistia as corridas emblemáticas do Senna através do celular: “A gente cresceu com isso, assistia tudo que o Senna fez e falou na televisão. Assistimos várias vezes aos documentários dele. Então o Davi já cresceu sabendo que o Ayrton Senna é um grande ídolo do esporte”, afirma Gabriela.

Davi não perdeu tempo e hoje produz conteúdo para as redes sociais sobre a fórmula 1, e claro, contando para as futuras gerações quem é o seu ídolo no esporte. O mini influenciador digital já possui mais de 25 mil seguidores e vídeos que chegam a 400 mil visualizações.

 

Davi e Gabriela em Interlagos
Davi e Gabriela em Interlagos — Fotos: Arquivo pessoal/ Davi Batata

A internet também foi a porta de entrada para o piloto Pedro Antunes descobrir a carreira e conquistas de Senna. Antunes afirma que a partir de vídeos do Youtube e do Tiktok chega à figura do herói nacional.

A conta oficial da categoria automobilística possui, hoje, mais de 60 milhões de seguidores se somam todas as suas redes sociais, atingindo um crescimento de 29% em relação ao ano passado. Para efeito de comparação, a conta do Tik Tok da Fórmula 1 supera os 7 milhões de seguidores, números próximos aos da Premier League, UFC e NFL.

O jornalista esportivo da categoria e autor do livro “Ayrton Senna e a Mídia esportiva”, Rodrigo França, afirma que o grande acervo de imagens do Senna facilitou a reprodução do legado do piloto: “A carreira do Senna é muito documentada em vídeos, há diversas entrevistas dele, muitas coisas do que ele falou estão aí presentes na internet. Então é isso que faz com que os pais possam falar para os seus filhos sobre o Senna, e os filhos têm a oportunidade de buscá-lo nas redes sociais e conhecê-lo”.

Senna: Herói nacional

Não é difícil ouvir de muitos brasileiros que o seu principal ídolo no esporte é o Ayrton Senna. Imagens históricas são revividas como lembranças frescas na memória nacional, como: as corridas terríveis na chuva do piloto, as comemorações com a bandeira do Brasil após uma vitória, além da música típica ouvida nas transmissões da Globo, o seu primeiro troféu em Interlagos com o Troca de sua Mclaren quebrada, além das lembranças do trágico acidente em Ímola e o cortejo fúnebre que parou o país.

Ayrton Senna não foi só um piloto vitorioso, mas uma figura mítica para o brasileiro, é o que afirma o Professor de Ciências Sociais com ênfase em sociologia do esporte da PUC-SP, José Paulo Florenzano: “Ayrton Senna ocupa um lugar chave no panteão dos heróis esportivos, destacando-se nas pistas de corrida pelo estilo arrojado”.

Rodrigo França vai ao encontro desse pensamento e coloca Ayrton Senna como herói nacional pela sua garra, superação e amor pela sua pátria: “Senna não era só um esportista, ele era o Brasil que dava certo, uma representação de valores que estavam em falta naquela época e até hoje”.

 

Ayrton Senna com a bandeira do Brasil em sua última corrida na F1
Ayrton Senna com a bandeira do Brasil em sua última corrida na F1 — Foto: Reprodução/ Getty Images

O jornalista ainda destaca o papel fundamental do Instituto Ayrton Senna na consolidação do legado do atleta, além de continuar o sonho do piloto no incentivo à educação. Rodrigo ainda reverencia a imagem de que o piloto deixou para as futuras gerações: “O nome do Senna sempre está associado a alguma coisa positiva para o Brasil, com os valores que ele defendia nas pistas, então acho que isso é um fator determinante”.

Tanto Davi, quanto Pedro destacam as habilidades do ídolo de ser um piloto corajoso, confiante e que os ensinou a nunca desistir. Pedro ainda agradece a contribuição de Ayrton ao deixar o esporte mais seguro, luta que Senna batalhou durante toda a sua carreira.

Senna eternamente lembrado

Desde o início de diversas homenagens a Ayrton Senna foram feitas. No GP de Ímola, que aconteceu em 19 de maio, os pilotos se juntaram e vestiram a camisa verde e amarela em homenagem ao Senna. Além disso, durante a corrida diversos competidores estavam com capacetes e equipamentos que faziam referência ao ídolo brasileiro.

 

Homenagem dos pilotos da Fórmula 1 para o Ayrton Senna no GP de Ímola.
Homenagem dos pilotos da Fórmula 1 para o Ayrton Senna no GP de Ímola — Foto: Divulgação/ F1

No mesmo GP, aconteceu uma das homenagens mais emocionantes feitas ao Senna. O tetracampeão da F1 Sebastian Vettel pilotou uma réplica da famosa McLaren usada pelo brasileiro em 1993, numa volta de apresentação pelo circuito. O momento foi marcante para todos os que estavam presentes no local, como afirma Rodrigo França: “Em Imola, eu estava lá e teve uma geração de torcedores que viu o carro da McLaren de 93 pela primeira vez. A maioria das pessoas nunca tinha visto esse carro andar”. Ele conclui contando a importância do feito: “Então, você terá um tetracampeão mundial, como Sebastian Vettel pilotando esse carro, mostrando a reverência que ele tem do Senna e num GP emblemático como o Imola”.

As homenagens não pararam na Itália. No Grande Prêmio de Mônaco, a McLaren utilizou as cores da bandeira do Brasil, utilizou o capacete do Senna, na pintura do carro. Zac Brown, CEO da equipe, rasgou elogios para o “Rei de Mônaco”: “A equipe tem orgulho de reconhecer e celebrar a vida extraordinária e o legado automobilístico de Ayrton Senna através desta pintura da McLaren. Senna continua reverenciado e respeitado como o maior ícone da Fórmula 1 e o piloto mais condecorado da McLaren”.

No Brasil, uma corrida de rua em Interlagos foi realizada para comemorar a carreira do piloto brasileiro. O evento conta com mais de 10 mil pessoas, entre adultos e crianças. Ainda, no túmulo onde Senna foi enterrado, diversos fãs também prestaram homenagem ao ídolo levaram flores e bandeiras.

“Daqui a 200 anos a Fórmula 1 será disputada em aeronaves espaciais, mas ainda vamos falar de Ayrton Senna, porque é o cara que mais representou a Fórmula 1. Senna vai ser sempre um sinônimo de automobilismo no mundo inteiro”, conclui Rodrigo.

Um mundo novo: Liberty media e a imagem da Fórmula 1

O crescimento da categoria e o consequente interesse de gerações mais novas em personalidades marcantes do esporte como Senna passa por um processo recente na modalidade. Em 2017, a Liberty Media, empresa americana, iniciou essa mudança, que focou nas estratégias para conquista de audiência e engajamento, quando se tornou dona da Fórmula 1. Desde então, os números dos fãs da categoria subiram. De acordo com relatórios anuais sobre automobilismo, a audiência cumulativa cresceu de 1.758 bilhões em 2017 para 1,9 bilhões em 2023.

Ainda segundo dados divulgados no final do ano passado, a modalidade sofreu a queda da média de idade de seu público de 36 anos para 32. Nas transmissões esportivas, a audiência teve um crescimento de 44% entre os torcedores de até 35 anos, devido aos últimos cinco anos (2018 a 2022).

Um dos novos fãs que chegaram nessa nova era foi o Davi. A irmã dele, Gabriela, conta um pouco sobre como ela e o irmão foram inseridos em um momento de renovação da categoria, principalmente no que se refere ao público-alvo.

“Em 2022, meu pai e eu fomos ao GP Academy em Interlagos, onde comentaram sobre o foco da Liberty Media em atrair um público mais jovem. Até cerca de oito anos atrás, a Fórmula 1 era seguida principalmente por pessoas mais velhas, mas agora a audiência está se tornando cada vez mais jovem”, disse Gabriela.

Determinadas decisões e ações fizeram a diferença nessa revitalização da marca da Fórmula 1. Entre elas está a criação da série sobre os bastidores da categoria chamada “Drive to Survive”, lançada em 2019. Segundo a Liberty Medida aproximadamente mais de 800 milhões de usuários foram alcançados nos dois primeiros anos de lançamento da série, o que a fez conquistar mais de 50 milhões de visualizações desde o lançamento da quarta temporada, em 2022.

Com o sucesso do programa e a influência de Senna, a Netflix resolveu seguir o mesmo formato e decidiu lançar uma minissérie sobre o piloto. O anúncio foi feito no final do ano passado, mas as primeiras imagens e o teaser foram lançados no final de abril, pouco antes dos 30 anos de sua morte. Entre homenagens e ações realizadas no período, as movimentações sobre a produção fazem parte deste interesse de novos fãs de automobilismo.

Teremos um novo Senna?

Mas o que muitas pessoas ainda se perguntam é se um novo piloto brasileiro terá o mesmo, ou destaque semelhante ao que o Senna teve. O professor José Paulo Florenzano afirma que é difícil prever o futuro dos pilotos brasileiros na Fórmula 1 e concorda que há, sem dúvida, um vazio na história recente da modalidade esportiva, levando-se em consideração a presença marcante de pilotos brasileiros nas pistas de corrida , de Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna.

Rodrigo complementa dizendo que a influência do ídolo brasileiro e os talentos que vêm despontando nas categorias de base dão esperança para que o logo um atleta brasileiro entre no grid da principal categoria de automobilismo, mas que, atualmente, outros fatores são levados em consideração como o apoio financeiro de marcas: “A gente sabe que não é só o talento tem que ter outros fatores, então é por isso que é um pouco mais complicado de acontecer”.