Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Conheça o esporte e as Leoas que representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris
por
Beatriz Barboza
Maria Fernanda Müller
Pedro Premero
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22/07/2024 - 12h
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As Leoas venceram a Argentina no Mundial Feminino de Handebol de 2023, na Dinamarca. – Foto: Divulgação/IHF

A competição olímpica de handebol se entende do dia 25 de julho a 8 de agosto. As equipes entram em quadra um dia antes da cerimônia de abertura, marcada para a sexta-feira (26), às 14h30, no horário de Brasília. O Brasil será representado somente pelas Leoas, equipe feminina que busca uma medalha olímpica inédita na modalidade.

Comandadas pelo técnico português Cristiano Rocha, a seleção garantiu a vaga nos Jogos Olímpicos de Paris após o ouro conquistado no Pan-Americano do ano passado, em Santiago. As Leoas apresentaram o melhor desempenho em Londres, em 2012, e no Rio, em 2016, quando chegaram nas quartas de final. Na última edição, em Tokyo, a equipe foi eliminada ainda na fase de grupos.

A goleira Gabi Moreschi e a armadora Bruna de Paula são os destaques da seleção. As duas se enfrentaram na final da última edição da Ligas dos Campeões Feminina de Handebol: Gabi defendeu a meta do time romeno CSM București, e Bruna representou a equipe húngara do Győri Audi ETO KC, o vencedor da competição.

O time masculino, embora tenha sido vice-campeão Pan-Americano no ano passado, não conseguiu se classificar após a derrota contra a Espanha no Pré-Olímpico, ainda na fase de grupos. 

Afinal, que esporte é esse?

O handebol foi criado em 1919, pelo professor de educação física alemão Karl Schelenz, em Berlim. Embora existam registros de jogos semelhantes em diversas culturas antigas, a versão moderna começou a ser desenvolvida na Alemanha e na Escandinávia. Inicialmente jogado ao ar livre, foi adaptado para ginásios em uma quadra de 40 por 20 metros, com um gol em cada extremidade, o que possibilitou a prática durante todo o ano, independente das condições climáticas.

A princípio era um jogo exclusivo para mulheres, somente se tornou misto ao ingressar nas Olimpíadas em 1936, nos Jogos de Berlim, ainda em sua versão de campo. Apenas em 1972, nos Jogos de Munique, a modalidade indoor (em ginásio) foi introduzida no programa masculino e a inclusão do torneio feminino aconteceu na edição seguinte, em Montreal-1976. A popularidade do handebol como esporte olímpico aumentou devido à sua dinâmica rápida e à natureza intensa das partidas.

Explicação das regras

O handebol é disputado por duas equipes de sete jogadores cada, incluindo o goleiro. O objetivo é simples: marcar mais gols que o adversário, arremessando a bola. Cada partida é dividida em dois tempos de 30 minutos, com um intervalo de 10 minutos entre eles. No caso de empate, há prorrogação ou até mesmo disputa de pênaltis para definir o vencedor.

Os jogadores podem utilizar qualquer parte do corpo acima dos joelhos para tocar a bola, mas há algumas restrições. Por exemplo, eles não podem dar mais de três passos com a bola nas mãos sem quicá-la no chão ou passá-la para um companheiro. O contato físico é permitido, mas deve ser feito de maneira controlada e sem intenção de machucar o adversário. Excesso de agressividade é penalizado com exclusão temporária ou até mesmo desqualificação.

Os arremessos são uma parte crucial do jogo, exigindo precisão e força. O goleiro, único jogador permitido dentro da área de gol, tem a tarefa árdua de defender os disparos dos atacantes adversários. E, claro, há diversas táticas e formações que as equipes utilizam para abrir espaço na defesa e encontrar a melhor oportunidade de marcar.

Handebol de areia

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Nos anos 2000, a modalidade foi reconhecida pela Federação Europeia de Handebol. Foto: Miriam Jeske/COB

A modalidade, criada na década de 90, foi inspirada no vôlei de praia, e nos anos 2000 foi reconhecida pela Federação Europeia de Handebol. Quatro anos depois, o primeiro torneio mundial foi realizado, e o país sede foi o Egito. Em 2018, marcou presença nos Jogos da Juventude de Buenos Aires.  Em busca de integrar o calendário olímpico oficial, o handebol de areia vai realizar um torneio na capital francesa. O evento será uma colaboração entre a Federação Internacional Handebol e a organização de Paris 2024.  

"O nosso objetivo é ter o handebol de praia no programa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Já fizemos uma petição formal ao Comitê Olímpico Internacional para incluir a modalidade.", afirma Hristo Boshkoski, diretor da Federação Internacional de Handebol. "Como parte do nosso trabalho, a gente vai ter uma exposição do handebol de praia durante a Olimpíada de Paris, em 2024.", finaliza.

A princípio, o modelo da praia não é tão distante da quadra. A queda na areia é mais suave, por isso a intensidade do toque físico é menor. Uma diferença clara é o número de jogadores em quadra, 10 jogadores podem ser relacionados, mas só 4 são titulares. Além disso, cada tempo tem 10 minutos e um intervalo de cinco, e como foi inspirado no vôlei de praia, cada vitória dentro do tempo soma como um set.

Para ficar de olho!

Países europeus têm dominado historicamente o esporte: França, Dinamarca e Suécia estão entre as nações mais bem-sucedidas, com destaque para os franceses, que são atuais campeões olímpicos nas duas modalidades. Rússia e Noruega também possuem forte tradição no handebol olímpico, especialmente no torneio feminino.

As três seleções com mais medalhas de ouro são:

  • França - 4 medalhas, 3 no masculino e 1 no feminino;
  • Rússia - 4 medalhas, 2 no masculino e 2 no feminino;
  • Dinamarca - 1 medalha no masculino e 3 no feminino.

França e Noruega são as favoritas para a medalha de ouro na modalidade feminina. As duas seleções protagonizaram as últimas duas finais do mundial de hand, uma vitória para cada. Com base no desempenho no campeonato, as dinamarquesas, bicampeãs mundiais, podem surpreender. Já no masculino o domínio dinamarquês é histórico: são três títulos mundiais consecutivos, que explicam o favoritismo da seleção. Mikkel Hansen, lateral esquerdo da Dinamarca, é o maior artilheiro da história dos Campeonatos Europeus, com 296 gols, e dos Mundiais, com 356 gols. O atleta de 36 anos, foi considerado três vezes o Melhor Jogador do Mundo pela International Handball Federation (IHF) e anunciou sua aposentadoria após os Jogos de Paris.

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Mikkel Hansen, ouro no Rio 2016, anunciou a aposentadoria após a edição dos jogos olímpicos deste ano. – Foto: Daniel-Leal-Olivas/AFP via Getty Images.

Grupos e local dos Jogos

Este ano, foram classificadas 12 equipes, divididas em 2 grupos:

FEMININO:

  • Grupo A: Alemanha, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslovênia, Noruega e Suécia
  • Grupo B: Angola, Brasil, Espanha, França, Holanda e Hungria

MASCULINO:

  • Grupo A: Alemanha, Croácia, Eslovênia, Espanha, Japão e Suécia
  • Grupo B: Argentina, Dinamarca, Egito, França, Hungria e Noruega

Os jogos serão disputados em dois estádios diferentes. Durante a fase de grupos, as partidas acontecem na Arena 6 Paris Sul. Nas demais etapas da competição, o Estádio Pierre Mauroy, casa do Lille Olympique SC, será o palco dos jogos.

Saiba mais sobre o esporte da bola laranja que promete muito em Paris.
por
Rafael Rizzo
|
19/07/2024 - 12h

O basquete é uma das principais modalidades dos Jogos Olímpicos. Em 2024, o esporte traz muitas narrativas para a capital francesa e promete ao público grandes emoções: desde o retorno do astro Lebron James ao torneio até a classificação histórica da Seleção Brasileira em cima da Letônia. 

Origem e trajetória olímpica

Dream Team, 1992. Andrew D. Bernstein/ Getty Images.
Dream Team, 1992. Andrew D. Bernstein/ Getty Images.

 

O basquetebol foi criado em 1891, nos Estados Unidos, por James Naismith, um professor de educação física, com o objetivo de manter a forma física de seus alunos durante o inverno. Após alguns anos de evoluções e reformulações, os primeiros campeonatos mundiais foram disputados durante os anos 50. 

O esporte apareceu pela primeira vez nos Jogos Olímpicos como uma modalidade de demonstração, em 1904, em St. Louis. O basquete se tornou um esporte olímpico, de fato, apenas em 1936, nas Olimpíadas de Berlim. Naquela edição, os EUA foram campeões e o próprio James Naismith que jogou a bola ao alto pela primeira vez, e marcou a entrada oficial do basquete nos Jogos Olímpicos. O basquetebol feminino, por sua vez, foi incluído no programa Olímpico nos Jogos de Montreal, somente 40 anos depois, em 1976.

Os criadores do esporte também são os maiores campeões do torneio. Os norte-americanos detém 16, das 20 medalhas de ouro no masculino e nove, das 12, no feminino, além de, combinados, mais duas medalhas de prata e três de bronze. Ademais, até o momento, contam com uma sequência de quatro ouros olímpicos consecutivos no masculino, e sete no feminino. 

Outras seleções tradicionais no torneio são a Rússia (antiga União Soviética), com 12 medalhas no total (4 de ouro, 4 de prata e 4 de bronze); a Espanha, com quatro de prata, todas contra os Estados Unidos, e uma de bronze; a França, com quatro pratas e um bronze, e a Austrália, com três pratas e três bronzes. O Brasil nunca conquistou o ouro olímpico, porém conta com uma medalha de prata e quatro de bronze, entre as equipes masculinas e femininas

Regulamento 

Lebron James e Anthony Edwards durante o amistoso entre USA e Alemanha. Foto: Reproduçao/ Usa Basketball.
Lebron James e Anthony Edwards durante o amistoso entre EUA e Alemanha. Foto: Reprodução/ Usa Basketball.

 

Atualmente, quem rege as regras do esporte nas Olimpíadas é a Federação Internacional de Basquete (FIBA). São dois times, cada um com cinco jogadores. A partida tem uma duração de 40 minutos, dividida em quatro tempos de dez minutos, e se terminar empatada são acrescidos cinco minutos até que se conheça o vencedor. A pontuação no basquete consiste no ato do jogador arremessar a bola em direção ao aro, ou a tabela, suspenso a 3,05 metros do chão e passando-a pela cesta. Vence quem fizer mais pontos, sejam eles de um (lance livre), dois (dentro da linha de três) ou três (fora da linha de três), até o apito final. 

Time Brasil

Para essa edição, a seleção masculina não conseguiu a classificação direta e teve que disputar a vaga no pré-olímpico. Na ocasião, os brasileiros fizeram o torneio de suas vidas e conseguiram a classificação, após chegarem na final e vencerem a Letônia, com 25 pontos de vantagem (94 a 69). Além disso, para coroar ainda mais a campanha dos brasileiros, Bruno Caboclo, pivô da equipe, foi eleito o melhor jogador da competição. 

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Bruno Caboclo recebendo o prêmio de melhor jogador do Pré-Olímpico, depois da classificação do Brasil – Foto: Reprodução/FIBA
 


Em contrapartida, a seleção feminina não conseguiu se classificar. Depois de disputar o Pré-Olímpico em Belém, em fevereiro deste ano, as brasileiras precisavam vencer por oito pontos de vantagem para conseguir a vaga, mas acabaram saindo derrotadas na partida contra a Alemanha. 

Chances brasileiras e os grandes favoritos

Após se classificarem, o Brasil caiu no grupo B, que conta com a Alemanha, atual campeã mundial; França, anfitriã e com o Victor Wembanyama como principal jogador; e a seleção do Japão, com Hashimura e companhia. Para se classificar, o Brasil precisa estar entre os dois primeiros colocados do grupo ou entre os dois melhores terceiros colocados dos grupos gerais. 

As possibilidades de medalha brasileira na competição são difíceis. Bruno Caboclo, Marcelo Huertas, Yago Matheus, Gui Santos e Léo Miendl são as principais nomes que o técnico croata Petrovic tem à sua disposição. Um bronze olímpico já seria uma grande conquista, tendo em vista que a seleção masculina não alcançou tal feito desde 1964.

O grande favorito da competição é os Estados Unidos. Após perderem o mundial de uma maneira surpreendente, Lebron James movimentou suas redes sociais, mexeu alguns pauzinhos e convenceu a comissão técnica a convocar um verdadeiro “time dos sonhos”. Os estadunidenses vem com força total e recheados de estrelas da National Basketball League (NBA), como Stephen Curry e Kevin Durant. Alemanha, França, Sérvia e Canadá são as outras seleções favoritas na disputa de medalhas. Algumas equipes que podem surpreender são a Espanha, que mesmo em uma fase irregular ainda tem muita tradição, a Austrália, pelo mesmo motivo, e o Brasil, por ter montado um time extremamente competitivo. 

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EUA montou um time digno da medalha de ouro, liderado por Lebron James, que disputa sua última Olimpíada da carreira. – Foto: Brian Babineau/NBAE  
 

 

No feminino, a hegemonia das norte-americanas será difícil de ser quebrada. Com um investimento pouco visto em outros países, a seleção feminina dos Estados Unidos é sólida, competitiva, talentosa e superior às adversárias em muitos outros aspectos. A nação sede, conta com um time competitivo e as francesas esperam estar no pódio. A Austrália também é destaque, com um bom time e uma forte tradição no feminino.

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Seleção estadunidense feminina vem de sete ouros consecutivos nos Jogos Olímpicos, sequência que iniciou em Atlanta, em 1996. – Foto: Gregory Shamus/Getty Images
 

Os palcos da modalidade na França serão a Arena Bercy, em Paris, e o Estádio Pierre Mauroy, em Lille. Os jogos começam no dia 27 e o Brasil estreia no mesmo dia, contra a França, 12h15 (horário de Brasília). 

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Arena Bercy, Paris. Foto: Divulgação/ Olympics Paris.


 

 

 

Com predomínio dos asiáticos, modalidade vem ganhando destaque nos Jogos Olímpicos
por
Nathalia de Moura
Octávio Alves
|
19/07/2024 - 12h

O tênis de mesa será uma das atrações das Olimpíadas de 2024, em Paris, e promete muitas emoções. O esporte, que ganhou notoriedade nos últimos anos, possui suas particularidades e prende a atenção dos telespectadores, que não podem perder a bola de vista, já que ela pode atingir uma velocidade de 200km/h após o ataque de um atleta. Mesmo com domínio dos asiáticos no cenário atual, a modalidade surgiu na Europa como uma alternativa para o tênis de grama, com o intuito de ser jogado em ambientes fechados, principalmente no inverno.

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Sun Yingsha, da China, número um do ranking mundial de tênis de mesa. – Foto: Reprodução/ITTF World

Atualmente, o tênis de mesa é um dos esportes mais populares do mundo, sendo amplamente praticado em todo o planeta, desde um jogo amistoso, até em disputas profissionais. Muito parecido com o tênis, pode ser disputado individualmente, por duplas mistas (homem e mulher) e por equipes masculinas e femininas.

Conhecido como ping-pong, a modalidade foi inventada pelos britânicos, mais especificamente na época da Inglaterra vitoriana, no século XIX e era jogado pela alta classe da época. O curioso nome “Ping Pong”, foi criado e amplamente divulgado pela fabricante inglesa J. Jaques & Son Ltd. nos anos de 1800. Com a venda dos direitos do título “Ping Pong” para a empresa de brinquedos estadunidense, Parker Brothers, várias associações foram obrigadas a mudarem seus nomes para tênis de mesa. Atualmente, o termo “ping-pong” se refere à prática do esporte de maneira recreativa.

Há registros de jogos oficiais em 1901 e é criada a “Ping-Pong Association” – que foi substituída pela “Table Tennis Association”, no ano de 1922. E, enfim, em 1926, deu lugar a Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF).

Em 1977, o Comitê Olímpico Internacional (COI) reconheceu a modalidade como esporte olímpico. Mas somente em 1988, nas Olimpíadas de Seul, na Coreia do Sul, o tênis de mesa entrou na grade olímpica e começou com o domínio asiático que viria a continuar até os dias de hoje.

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Jing Chen vence o primeiro ouro Olímpico em tênis de mesa, em Seul 1988. – Foto: Divulgação/Olympics

Apesar de ser uma criação europeia, o esporte caiu nas graças dos países da Ásia, principalmente do leste asiático, em especial a China. O próprio Mao Tsé-Tung, fundador da República Popular da China, declarou em 1950 o tênis de mesa como o esporte nacional da China. Foram enviados técnicos por todo país procurando crianças com excelentes reflexos e a partir deste incentivo, a China se transformou na maior potência do mundo neste esporte, ganhando 32 medalhas de ouro, das 37 possíveis, nas edições das Olimpíadas entre 1988 a 2020.

Tênis de mesa e suas regras

Para entendermos melhor a jogabilidade do tênis de mesa, precisamos analisar as regras e os diferentes estilos que a modalidade possui.

O esporte é praticado em uma mesa com 2,74m de comprimento e 1,52m de largura, dividida em duas metades por uma rede de 15,25 cm de altura no centro. As raquetes utilizadas pelos atletas precisam ser de madeira e a superfície que bate na bola é revestida com uma borracha dos dois lados de cor preta e vermelha. A bolinha pesa 2,7g e possui 40 milímetros de diâmetro, sendo obrigatoriamente brancas ou laranjas fosco.

As partidas são disputadas em até sete sets. Para vencê-los, o competidor deve fazer 11 pontos, ou ter uma vantagem de até dois pontos em caso de empate. Através de um sorteio, é decidido o lado da mesa e a dupla ou jogador vencedor pode decidir se começa sacando, recebendo o saque ou escolhendo o lado em que vai jogar. Os pontos acontecem caso um jogador erre um saque, não consiga devolver a bola, toque na mesa com a mão durante a jogada, toque na bola duas vezes seguidas ou deixe a bola tocar duas vezes consecutivas em seu lado da
mesa.

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Hugo Calderano em movimento de saque nas Olimpíadas de Tóquio, em 2020. – Foto: Jung Yeon-je/AFP

Para sacar, o atleta deve lançar a bola numa altura mínima de 16 centímetros, golpeá-la, fazendo-a tocar no seu lado da mesa e após passar a rede, tocar no lado da mesa do receptor. Se o saque tocar a rede e cair na quadra do recebedor, é considerado uma queima e o jogador pode repetir o saque. Se a bola não passar pela rede ou não tocar em uma das quadras, é considerado um erro e o recebedor tem um ponto garantido. Os saques mudam após cada dois pontos marcados.

Durante a partida, os competidores têm direito a um tempo de um minuto entre cada set de um jogo. Ainda, um competidor pode pedir um tempo de até um minuto uma vez durante o confronto.

Os diferentes estilos

O tênis de mesa possui cinco categorias de disputa: simples masculino, simples feminino, equipe masculina, equipe feminina e duplas mistas. Em todas as categorias, os competidores devem fazer 11 pontos para vencer o set e em caso de empate, deverão abrir dois pontos de vantagem para garantir a vitória.

Na disputa simples, o atleta deve ganhar quatro sets dos sete que podem ser jogados para vencer a partida.

Na disputa por equipes, serão quatro jogos de simples e uma partida de duplas, cada uma no formato de cinco sets. As equipes são formadas por três jogadores e os confrontos terminam quando uma equipe vence três partidas.

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Confronto por equipes entre Brasil e Coreia do Sul nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. – Foto: Luisa Gonzalez/REUTERS

Já na disputa de duplas mistas, o par deve vencer quatro dos sete sets disputados e os jogadores da mesma equipe devem se revezar para acertar a bola. As regras para a disputa por duplas possuem algumas particularidades comparados com as disputas individuais. Ao sacar, a bola deve tocar o lado direito da mesa do sacador e da mesa do receptor em sequência. Isso significa que o saque começa no lado direito de quem saca e deve terminar no lado direito de quem recebe. Além disso, a ordem de saque, o recebimento e os lados são decididos no começo da partida e devem ser mantidos durante todo o confronto. Após cada dois pontos, o saque passa para o atleta seguinte, na sequência. Outra regra importante na disputa por duplas, é que, após cada ponto marcado, os parceiros devem mudar de posição com relação ao recebimento da bola.

Países com mais medalhas

No total, 12 nações alcançaram o pódio e apenas quatro conseguiram a medalha de ouro, sendo elas China, Coreia do Sul, Japão e Suécia.

A maior vencedora é a China com incríveis 60 medalhas, sendo 32 de ouro. É um número impressionante se formos comparar com o segundo colocado, a Coreia do Sul, que possui 18, sendo apenas três dessas, ouros. O Japão possui oito medalhas e a Suécia tem três – ambos têm um ouro cada.

Brasileiros em destaque

Mesmo não tendo uma tradição competitiva neste esporte, o Brasil possui alguns nomes que vão se destacando cada vez mais na modalidade.

No masculino, Hugo Calderano, de 27 anos, é o atual sexto colocado no ranking mundial. O carioca possui uma carreira estrelada com várias conquistas no Pan- Americanos e outras competições regionais no continente americano. Em escala mundial, não se pode esquecer do histórico terceiro lugar na Copa do Mundo de Tênis de Mesa, em Singapura, no ano de 2021.

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Bruna Takahashi se tornou a primeira brasileira a entrar no top 50 mundial, em dezembro de 2019. – Foto: Jonne Roriz/COB

Já no feminino, temos a paulista Bruna Takahashi, de 23 anos, que atualmente ocupa o 20° lugar no ranking mundial. Apesar de jovem, é considerada a melhor atleta feminina brasileira da modalidade. Seus principais feitos foram nos jogos Pan- Americanos de Lima, no Peru, em 2019, conquistando a medalha de prata na disputa por duplas mista e por equipes, e duas de bronze, uma nas duplas feminina e outra na disputa individual, além da medalha de prata no Pan de Santiago, no Chile, em 2023.

Favoritos à medalha em 2024

A expectativa para as Olimpíadas de 2024 é que os asiáticos estejam no pódio em todas as categorias disputadas.

No simples masculino, os favoritos são os chineses Wang Zhuqin e Fan Zhendong, os número um e quatro do ranking mundial, respectivamente. Ainda pela disputa individual, o brasileiro Hugo Calderano vem em ótimo momento e também tem chances de alcançar um lugar no pódio. Os irmãos Alexis e Félix Lebrun, da França, vêm ganhando espaço no tênis de mesa mundial. Félix, o mais novo entre eles, com apenas 17 anos, e atual número cinco do mundo, é um dos cabeças de chave nas Olimpíadas e pode ser uma chance de medalha do seu país.

No simples feminino, as chinesas são as grandes favoritas para subirem ao pódio. A número um do mundo, Sun Yingsha e Chen Meng, a quarta melhor da modalidade, representarão o país. A brasileira Bruna Takahashi corre por fora e tenta bater de frente com as potências asiáticas em sua terceira participação em Olimpíadas.

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Félix Lebrun, o terceiro jogador mais jovem a atingir o top 10 do ranking mundial de tênis de mesa. – Foto: A Mounic/L’Équipe

Na disputa por equipes, o Japão vem forte tanto na categoria feminina, quanto na masculina. Se juntando com Hina Hayata (número cinco do mundo) e Miu Hirano (número 13 do mundo), a jovem Miwa Harimoto, de 16 anos, e número sete do ranking é a promessa em ascensão dos japoneses. Já na equipe masculina, o número nove do ranking, Tomokazu Harimoto tem a missão de liderar a seleção nipônica em busca de um lugar no pódio. A equipe contará ainda com Shunsuke Togami e Hiroto Shinozuka, números 15 e 39 do mundo, respectivamente. Os chineses tentam conquistar o tri campeonato por equipes masculinas e femininas. O experiente Ma Long, que possui duas medalhas de ouro olímpicas, decidiu participar apenas da disputa coletiva e irá liderar a China na edição de 2024.

Os alemães, que na disputa por equipes masculina em 2016 e 2020, conquistaram as medalhas de bronze e prata respectivamente, querem melhorar mais uma vez seu desempenho e irem em busca do ouro em Paris. Já o Brasil, terá a liderança de Calderano, ao lado de Vitor Ishiy e Guilherme Teodoro, estreante nos Jogos Olímpicos. Bruna Takahashi, junto de sua irmã Giulia Takahashi, contarão com a experiência da atleta paralímpica Bruna Alexandre na disputa por equipes. Ela será a primeira brasileira a disputar tanto uma Olimpíada, quanto uma Paralimpíada.

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Disputa por equipes entre Portugal e Alemanha nas Olimpíadas de Tóquio 2020. – Foto: Reuters

Nas duplas mistas, os asiáticos também chegam fortes. Wang Chuqin e Sun Yingsha, que lideram o ranking da categoria, possuem grandes chances de medalha. Hina Hayata e Tomokazu Harimoto, dupla japonesa número dois, tem altas expectativas para subir ao pódio. Já os sul-coreanos Lim Jong-hoon e Shin Yu-bin, que são a terceira melhor dupla do mundo, também devem vir fortes para a disputa.

Onde e quando acontecerão os confrontos?

As competições de tênis de mesa nas Olimpíadas de Paris 2024 acontecerão na Arena Paris Sul, que faz parte do Paris Expo, o centro de convenções e exposições mais visitado da França. Localizada na capital francesa e a 14km de distância da Vila Olímpica, a arena receberá a modalidade entre os dias 27 de julho e 10 de agosto, com a primeira final acontecendo no dia 30 de julho.

Saiba tudo sobre a modalidade que fará parte da Olimpíada de Paris
por
João Serradas
|
18/07/2024 - 12h

O Taekwondo, um dos esportes marciais mais emocionantes e dinâmicos, promete ser um dos grandes destaques nas Olimpíadas de Paris em 2024. Esta modalidade, conhecida por suas técnicas de chutes rápidos e precisos, oferece um espetáculo de agilidade e força, desenvolvido como uma forma de defesa pessoal e disciplina física. Esse esporte surgiu no período dos Três Reinos da Coreia, quando os guerreiros da Dinastia Silla deram início aos primeiros trabalhos da modalidade. Já no século 20, o Taekwondo se tornou uma arte marcial dominante na Coreia. Anos mais tarde, ganhou destaque internacional e, em 1973, foi fundada a Federação Mundial de Taekwondo. No mesmo ano, o primeiro torneio foi disputado.

 

Taekwondo como esporte Olímpico 

A primeira aparição Olímpica do taekwondo aconteceu nos Jogos Olímpicos Seul 1988, quando foi disputado como evento de demonstração. Apareceu novamente como esporte de demonstração nos Jogos de Barcelona, em 1992. No entanto, oito anos depois, o taekwondo foi introduzido como esporte de medalhas nos Jogos de Sydney, em 2000, com eventos para homens e mulheres. Desde então, o taekwondo faz parte do programa Olímpico.

Embora as competições de taekwondo fossem anteriormente dominadas por atletas que representavam a República da Coreia, esse não é mais o caso. Algumas nações fizeram história ao ganhar suas primeiras medalhas Olímpicas por meio do taekwondo – como Vietnã em 2000, Afeganistão em 2008, Gabão em 2012, Níger e Jordânia em 2016. Ou suas primeiras medalhas Olímpicas femininas, incluindo a República Islâmica do Irã e Costa do Marfim, também em 2016.

 

Regras do Judô

O objetivo do taekwondo é o atleta chutar e socar o oponente, evitando ser atingido. A marca registrada dessa arte marcial é a combinação de movimentos de chutes e socos em sequência rápida. As lutas são realizadas em um tatame, onde dois competidores se enfrentam usando técnicas de chutes e socos.

As pontuações são baseadas em golpes válidos ao tronco e à cabeça do adversário: os chutes na cabeça possuem a maior pontuação, e valem três pontos; os chutes no tronco, valem dois; por sua vez, os socos no tronco valem apenas um ponto. Além disso, quando os golpes são giratórios, é acrescentado um ponto extra.

Os combates são divididos em três rounds de dois minutos, com um minuto de descanso entre eles. O vencedor é o competidor com a maior pontuação no final dos três rounds ou aquele que nocauteia o adversário.

 

Local das Competições em Paris 2024

As competições de Taekwondo nas Olimpíadas de Paris 2024 irão acontecer na Arena Paris Sud 6, localizada no Parque de Exposições Porte de Versailles. Este local moderno e bem equipado será o palco para os combates entre os melhores atletas do mundo, que irão competir pelo ouro olímpico.

 

Países com Mais Medalhas

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Hwang Kyung-seon comemorando mais uma conquista nas Olimpíadas. – Foto: Reprodução/Korea Herald

 

A Coreia do Sul, berço do Taekwondo, é o país com mais medalhas na história olímpica da modalidade, com um total de 22 medalhas. Outros países com forte tradição incluem a China, os Estados Unidos, o Irã e a Turquia. Esses países têm investido significativamente no desenvolvimento de seus atletas, produzindo campeões de classe mundial.

 

Brasileiros em destaque

O Brasil tem mostrado um crescimento significativo no Taekwondo, com vários atletas se destacando em competições internacionais. Entre os principais destaques que competirão em Paris 2024. Caroline Santos, mais conhecida como Juma, é uma das participantes que chama a atenção para os Jogos. Ela garantiu a vaga para Paris 2024 através da realocação via ranking, anunciada pela Federação Mundial de Taekwondo, no final de janeiro. Juma é uma atleta dedicada e talentosa, com conquistas marcantes em competições mundiais.

Edival Marques (Netinho) é outro grande nome que marcará os Jogos Olímpicos deste ano. Ele venceu duas lutas no Pré-Olímpico das Américas de forma arrasadora, garantindo sua vaga para Paris. Netinho é conhecido por seu estilo agressivo e técnica refinada, sendo uma das grandes esperanças do Brasil para uma medalha olímpica.

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Edival Marques nas Olimpíadas de Tóquio – Foto: REUTERS

 

Outro representante na categoria masculina é Henrique Marques, que se classificou para as Olimpíadas após chegar na final do Pré-Olímpico das Américas, realizado na Costa Rica, em abril. O jovem atleta tem mostrado um excelente desempenho em competições internacionais e está determinado a conquistar uma medalha em Paris.

Por fim, Maria Clara Pacheco, com apenas 20 anos, garantiu sua vaga ao vencer duas lutas no torneio qualificatório continental. Ela é uma das promessas do Taekwondo brasileiro, trazendo energia jovem e talento para as Olimpíadas de 2024.

 

Estilos e Categorias

O Taekwondo é dividido em categorias de peso, tanto para homens quanto para mulheres, permitindo uma competição justa e equilibrada. As categorias variam desde o peso leve até o peso pesado e são divididos em quatro diferentes pesagens: -58kg, -68kg, -80kg e +80kg para o masculino; e -49kg, -57kg, -67kg e +67kg no feminino.

No taekwondo são dadas quatro medalhas por categoria, sendo um ouro, uma prata e dois bronzes.

 

Favoritos à Medalha em 2024

Para Paris 2024, além dos brasileiros, os favoritos ao ouro incluem atletas da Coreia do Sul, como Lee Dae-hoon, e do Irã, como Kimia Alizadeh. Outros fortes competidores vêm da China e dos Estados Unidos, países que têm uma forte tradição no Taekwondo e vêm se destacando em competições internacionais recentes. Entre os brasileiros, Netinho é visto como um dos principais favoritos a conquistar uma medalha, devido ao seu histórico de vitórias e técnica apurada.


SUBTÍTULOS EM TÍTULO 3 NA FORMATAÇÃO

Conheça a modalidade de combate que tem brasileiros destaque e é dominada pelos japoneses
por
João Serradas
Pedro Almeida
|
18/07/2024 - 12h

O Judô, uma das modalidades mais aguardadas das Olimpíadas de Paris 2024, é um esporte que combina técnica, força e estratégia. Originado no Japão, a modalidade foi fundada por Jigoro Kano, em 1882, com a criação do primeiro dojo (escola). O educador desenvolveu o esporte a partir de métodos tradicionais de jiu-jitsu, – técnica de combate corpo a corpo dos antigos guerreiros samurais – com o objetivo de criar uma prática que fosse ao mesmo tempo um método de defesa pessoal, e uma forma de educação física e mental. O esporte rapidamente se popularizou na Europa no final do século 20 e, anos mais tarde, ficou conhecido no resto do mundo. Desta maneira, a modalidade se tornou a primeira arte marcial amplamente praticada fora do Japão.

 

Judô como esporte Olímpico

O Judô fez sua estreia nas Olimpíadas nos Jogos de Tóquio, em 1964 e se tornou uma modalidade fixa no torneio a partir dos jogos que aconteceram em Munique, em 1972. A modalidade feminina foi introduzida nos Jogos de Seul, em 1988, como esporte de demostração, e foi oficialmente adicionada ao programa olímpico em Barcelona, nos Jogos de 1972. A inclusão do Judô nas Olimpíadas marcou um reconhecimento global da sua importância e popularidade.

 

Regras do Judô

As lutas são realizadas em um tatame, onde dois judocas se enfrentam tentando derrubar ou imobilizar o adversário. No geral, os duelos duram quatro minutos, se persistir um empate na pontuação, a luta é decidida para quem pontuar primeiro. As pontuações são dadas com base na qualidade dos golpes e técnicas aplicadas.

Um Ippon consiste em derrubar o adversário de costas no chão com força e controle, ou imobilizá-lo por 20 segundos. Um ippon termina a luta.

O Waza-ari é a pontuação dada por uma queda menos perfeita, – com menos velocidade ou força que um ippon, ou porque o adversário não caiu de costas – ou por imobilizar o adversário por 10 a 19 segundos. Dois waza-aris equivalem a um ippon, e o judoca que aplicou o golpe vence a luta imediatamente.

Antes, ainda era utilizado o Yuko, que não está presente nas regras atuais, mas que configurava uma pontuação menos que o Waza-ari.

 

Local das Competições em Paris 2024

As competições de Judô dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 ocorrerão no Champ de Mars Arena, localizado próximo à icônica Torre Eiffel. Este local deslumbrante proporcionará um cenário espetacular para os combates, unindo tradição esportiva e beleza arquitetônica.

 

Países com Mais Medalhas

Historicamente, o Japão é o país que domina o Judô nas Olimpíadas, com 96 medalhas conquistadas desde a estreia do esporte torneio. Outros países com desempenho notável incluem a França, com 57 medalhas, e a República da Coreia do Sul, com 46. Esses países têm produzido judocas de classe mundial, aumentando a competitividade do esporte.

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Naohisa Takato comemorando vitória nas Olimpíadas de Tóquio 2020. – Foto: REUTERS/Hannah Mackay

 

Brasileiros Destaque

O Brasil tem se destacado no cenário mundial do Judô. Daniel Cargnin é uma das promessas do Judô brasileiro, Cargnin conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas de Tóquio 2020, e agora vem com a sede pela conquista de seu primeiro ouro. Seu estilo agressivo e técnica apurada o tornam um dos favoritos à medalha em Paris.

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Daniel foi medalha de bronze na última Olimpíada, e agora busca o lugar mais alto do pódio. – Foto: Gaspar Nóbrega/COB

 

Rafael Silva é outro atleta que vem ganhando destaque. Conhecido como Baby, é um dos pesos-pesados mais respeitados do Judô mundial. Ele conquistou duas medalhas de bronze nas Olimpíadas de Londres 2012 e Rio 2016 na categoria. Ele é reconhecido por sua força e habilidade em lutas corpo a corpo, sendo um dos principais competidores brasileiros na busca por mais uma medalha olímpica.

Além deles, Willian Lima, Guilherme Schimidt, Rafael Macedo e Leonardo Gonçalves são os outros convocados do Time Brasil.

Já no feminino, temos Rafaela Silva. Uma das judocas mais inspiradoras do Brasil, conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016. Além do ouro, ela vem carregando também outros títulos mundiais e viaja a Paris em busca de escrever um novo capítulo na competição.

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Rafaela Silva, judoca experiente, com a medalha de ouro na Rio 2016. – Foto: David Ramos/Getty Images

 

Mayra Aguiar é considerada uma das judocas mais consistentes do Brasil. Ela conquistou duas medalhas de bronze olímpicas, em Londres 2012 e Rio 2016. Além disso, Mayra é bicampeã mundial, com títulos em 2014 e 2017 e que já tem o passaporte carimbado para os jogos olímpicos deste ano.

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Mayra Aguiar nas Olimpíadas de Tóquio, em 2021.  – Foto: Jonne Roriz/COB

 

Larissa Pimentel e Beatriz Souza completam a equipe feminina do Brasil nos Jogos.

Estilos e Categorias

O Judô é dividido em categorias de peso, tanto para homens quanto para mulheres, permitindo uma competição justa e equilibrada. As categorias variam desde o peso leve até o peso pesado, cada uma exigindo diferentes abordagens e estratégias.

As categorias são divididas em sete diferentes pesagens. No masculino são disputados: 60kg, 66kg, 73kg, 81kg, 90kg, 100kg e +100kg. Enquanto isso, as mulheres disputam as seguintes categorias: 48kg, 52kg, 57kg, 63kg, 70kg, 78kg e +78kg.

 

Favoritos à Medalha em 2024

O Judô promete ser uma das grandes atrações dos Jogos Olímpicos, marcando o duelo entre os melhores atletas do mundo. Para Paris 2024, os favoritos ao ouro incluem judocas japoneses como Shohei Ono e Uta Abe, que têm dominado suas categorias nos últimos anos. Outro forte concorrente é o Teddy Riner, da França, um gigante do Judô que busca mais um ouro em casa. Já no Brasil, a brasileira Mayra Aguiar promete brilhar na competição, nos últimos anos a atleta ficou entre as melhores em sua categoria. Daniel Cargnin também chega para abalar as estruturas de Paris, em busca de sua segunda medalha consecutiva.


SUBTÍTULOS EM TÍTULO 3 NA FORMATAÇÃO