A competição olímpica de handebol se entende do dia 25 de julho a 8 de agosto. As equipes entram em quadra um dia antes da cerimônia de abertura, marcada para a sexta-feira (26), às 14h30, no horário de Brasília. O Brasil será representado somente pelas Leoas, equipe feminina que busca uma medalha olímpica inédita na modalidade.
Comandadas pelo técnico português Cristiano Rocha, a seleção garantiu a vaga nos Jogos Olímpicos de Paris após o ouro conquistado no Pan-Americano do ano passado, em Santiago. As Leoas apresentaram o melhor desempenho em Londres, em 2012, e no Rio, em 2016, quando chegaram nas quartas de final. Na última edição, em Tokyo, a equipe foi eliminada ainda na fase de grupos.
A goleira Gabi Moreschi e a armadora Bruna de Paula são os destaques da seleção. As duas se enfrentaram na final da última edição da Ligas dos Campeões Feminina de Handebol: Gabi defendeu a meta do time romeno CSM București, e Bruna representou a equipe húngara do Győri Audi ETO KC, o vencedor da competição.
O time masculino, embora tenha sido vice-campeão Pan-Americano no ano passado, não conseguiu se classificar após a derrota contra a Espanha no Pré-Olímpico, ainda na fase de grupos.
Afinal, que esporte é esse?
O handebol foi criado em 1919, pelo professor de educação física alemão Karl Schelenz, em Berlim. Embora existam registros de jogos semelhantes em diversas culturas antigas, a versão moderna começou a ser desenvolvida na Alemanha e na Escandinávia. Inicialmente jogado ao ar livre, foi adaptado para ginásios em uma quadra de 40 por 20 metros, com um gol em cada extremidade, o que possibilitou a prática durante todo o ano, independente das condições climáticas.
A princípio era um jogo exclusivo para mulheres, somente se tornou misto ao ingressar nas Olimpíadas em 1936, nos Jogos de Berlim, ainda em sua versão de campo. Apenas em 1972, nos Jogos de Munique, a modalidade indoor (em ginásio) foi introduzida no programa masculino e a inclusão do torneio feminino aconteceu na edição seguinte, em Montreal-1976. A popularidade do handebol como esporte olímpico aumentou devido à sua dinâmica rápida e à natureza intensa das partidas.
Explicação das regras
O handebol é disputado por duas equipes de sete jogadores cada, incluindo o goleiro. O objetivo é simples: marcar mais gols que o adversário, arremessando a bola. Cada partida é dividida em dois tempos de 30 minutos, com um intervalo de 10 minutos entre eles. No caso de empate, há prorrogação ou até mesmo disputa de pênaltis para definir o vencedor.
Os jogadores podem utilizar qualquer parte do corpo acima dos joelhos para tocar a bola, mas há algumas restrições. Por exemplo, eles não podem dar mais de três passos com a bola nas mãos sem quicá-la no chão ou passá-la para um companheiro. O contato físico é permitido, mas deve ser feito de maneira controlada e sem intenção de machucar o adversário. Excesso de agressividade é penalizado com exclusão temporária ou até mesmo desqualificação.
Os arremessos são uma parte crucial do jogo, exigindo precisão e força. O goleiro, único jogador permitido dentro da área de gol, tem a tarefa árdua de defender os disparos dos atacantes adversários. E, claro, há diversas táticas e formações que as equipes utilizam para abrir espaço na defesa e encontrar a melhor oportunidade de marcar.
Handebol de areia
A modalidade, criada na década de 90, foi inspirada no vôlei de praia, e nos anos 2000 foi reconhecida pela Federação Europeia de Handebol. Quatro anos depois, o primeiro torneio mundial foi realizado, e o país sede foi o Egito. Em 2018, marcou presença nos Jogos da Juventude de Buenos Aires. Em busca de integrar o calendário olímpico oficial, o handebol de areia vai realizar um torneio na capital francesa. O evento será uma colaboração entre a Federação Internacional Handebol e a organização de Paris 2024.
"O nosso objetivo é ter o handebol de praia no programa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Já fizemos uma petição formal ao Comitê Olímpico Internacional para incluir a modalidade.", afirma Hristo Boshkoski, diretor da Federação Internacional de Handebol. "Como parte do nosso trabalho, a gente vai ter uma exposição do handebol de praia durante a Olimpíada de Paris, em 2024.", finaliza.
A princípio, o modelo da praia não é tão distante da quadra. A queda na areia é mais suave, por isso a intensidade do toque físico é menor. Uma diferença clara é o número de jogadores em quadra, 10 jogadores podem ser relacionados, mas só 4 são titulares. Além disso, cada tempo tem 10 minutos e um intervalo de cinco, e como foi inspirado no vôlei de praia, cada vitória dentro do tempo soma como um set.
Para ficar de olho!
Países europeus têm dominado historicamente o esporte: França, Dinamarca e Suécia estão entre as nações mais bem-sucedidas, com destaque para os franceses, que são atuais campeões olímpicos nas duas modalidades. Rússia e Noruega também possuem forte tradição no handebol olímpico, especialmente no torneio feminino.
As três seleções com mais medalhas de ouro são:
- França - 4 medalhas, 3 no masculino e 1 no feminino;
- Rússia - 4 medalhas, 2 no masculino e 2 no feminino;
- Dinamarca - 1 medalha no masculino e 3 no feminino.
França e Noruega são as favoritas para a medalha de ouro na modalidade feminina. As duas seleções protagonizaram as últimas duas finais do mundial de hand, uma vitória para cada. Com base no desempenho no campeonato, as dinamarquesas, bicampeãs mundiais, podem surpreender. Já no masculino o domínio dinamarquês é histórico: são três títulos mundiais consecutivos, que explicam o favoritismo da seleção. Mikkel Hansen, lateral esquerdo da Dinamarca, é o maior artilheiro da história dos Campeonatos Europeus, com 296 gols, e dos Mundiais, com 356 gols. O atleta de 36 anos, foi considerado três vezes o Melhor Jogador do Mundo pela International Handball Federation (IHF) e anunciou sua aposentadoria após os Jogos de Paris.
Grupos e local dos Jogos
Este ano, foram classificadas 12 equipes, divididas em 2 grupos:
FEMININO:
- Grupo A: Alemanha, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslovênia, Noruega e Suécia
- Grupo B: Angola, Brasil, Espanha, França, Holanda e Hungria
MASCULINO:
- Grupo A: Alemanha, Croácia, Eslovênia, Espanha, Japão e Suécia
- Grupo B: Argentina, Dinamarca, Egito, França, Hungria e Noruega
Os jogos serão disputados em dois estádios diferentes. Durante a fase de grupos, as partidas acontecem na Arena 6 Paris Sul. Nas demais etapas da competição, o Estádio Pierre Mauroy, casa do Lille Olympique SC, será o palco dos jogos.
O basquete é uma das principais modalidades dos Jogos Olímpicos. Em 2024, o esporte traz muitas narrativas para a capital francesa e promete ao público grandes emoções: desde o retorno do astro Lebron James ao torneio até a classificação histórica da Seleção Brasileira em cima da Letônia.
Origem e trajetória olímpica
O basquetebol foi criado em 1891, nos Estados Unidos, por James Naismith, um professor de educação física, com o objetivo de manter a forma física de seus alunos durante o inverno. Após alguns anos de evoluções e reformulações, os primeiros campeonatos mundiais foram disputados durante os anos 50.
O esporte apareceu pela primeira vez nos Jogos Olímpicos como uma modalidade de demonstração, em 1904, em St. Louis. O basquete se tornou um esporte olímpico, de fato, apenas em 1936, nas Olimpíadas de Berlim. Naquela edição, os EUA foram campeões e o próprio James Naismith que jogou a bola ao alto pela primeira vez, e marcou a entrada oficial do basquete nos Jogos Olímpicos. O basquetebol feminino, por sua vez, foi incluído no programa Olímpico nos Jogos de Montreal, somente 40 anos depois, em 1976.
Os criadores do esporte também são os maiores campeões do torneio. Os norte-americanos detém 16, das 20 medalhas de ouro no masculino e nove, das 12, no feminino, além de, combinados, mais duas medalhas de prata e três de bronze. Ademais, até o momento, contam com uma sequência de quatro ouros olímpicos consecutivos no masculino, e sete no feminino.
Outras seleções tradicionais no torneio são a Rússia (antiga União Soviética), com 12 medalhas no total (4 de ouro, 4 de prata e 4 de bronze); a Espanha, com quatro de prata, todas contra os Estados Unidos, e uma de bronze; a França, com quatro pratas e um bronze, e a Austrália, com três pratas e três bronzes. O Brasil nunca conquistou o ouro olímpico, porém conta com uma medalha de prata e quatro de bronze, entre as equipes masculinas e femininas
Regulamento
Atualmente, quem rege as regras do esporte nas Olimpíadas é a Federação Internacional de Basquete (FIBA). São dois times, cada um com cinco jogadores. A partida tem uma duração de 40 minutos, dividida em quatro tempos de dez minutos, e se terminar empatada são acrescidos cinco minutos até que se conheça o vencedor. A pontuação no basquete consiste no ato do jogador arremessar a bola em direção ao aro, ou a tabela, suspenso a 3,05 metros do chão e passando-a pela cesta. Vence quem fizer mais pontos, sejam eles de um (lance livre), dois (dentro da linha de três) ou três (fora da linha de três), até o apito final.
Time Brasil
Para essa edição, a seleção masculina não conseguiu a classificação direta e teve que disputar a vaga no pré-olímpico. Na ocasião, os brasileiros fizeram o torneio de suas vidas e conseguiram a classificação, após chegarem na final e vencerem a Letônia, com 25 pontos de vantagem (94 a 69). Além disso, para coroar ainda mais a campanha dos brasileiros, Bruno Caboclo, pivô da equipe, foi eleito o melhor jogador da competição.
Em contrapartida, a seleção feminina não conseguiu se classificar. Depois de disputar o Pré-Olímpico em Belém, em fevereiro deste ano, as brasileiras precisavam vencer por oito pontos de vantagem para conseguir a vaga, mas acabaram saindo derrotadas na partida contra a Alemanha.
Chances brasileiras e os grandes favoritos
Após se classificarem, o Brasil caiu no grupo B, que conta com a Alemanha, atual campeã mundial; França, anfitriã e com o Victor Wembanyama como principal jogador; e a seleção do Japão, com Hashimura e companhia. Para se classificar, o Brasil precisa estar entre os dois primeiros colocados do grupo ou entre os dois melhores terceiros colocados dos grupos gerais.
As possibilidades de medalha brasileira na competição são difíceis. Bruno Caboclo, Marcelo Huertas, Yago Matheus, Gui Santos e Léo Miendl são as principais nomes que o técnico croata Petrovic tem à sua disposição. Um bronze olímpico já seria uma grande conquista, tendo em vista que a seleção masculina não alcançou tal feito desde 1964.
O grande favorito da competição é os Estados Unidos. Após perderem o mundial de uma maneira surpreendente, Lebron James movimentou suas redes sociais, mexeu alguns pauzinhos e convenceu a comissão técnica a convocar um verdadeiro “time dos sonhos”. Os estadunidenses vem com força total e recheados de estrelas da National Basketball League (NBA), como Stephen Curry e Kevin Durant. Alemanha, França, Sérvia e Canadá são as outras seleções favoritas na disputa de medalhas. Algumas equipes que podem surpreender são a Espanha, que mesmo em uma fase irregular ainda tem muita tradição, a Austrália, pelo mesmo motivo, e o Brasil, por ter montado um time extremamente competitivo.
No feminino, a hegemonia das norte-americanas será difícil de ser quebrada. Com um investimento pouco visto em outros países, a seleção feminina dos Estados Unidos é sólida, competitiva, talentosa e superior às adversárias em muitos outros aspectos. A nação sede, conta com um time competitivo e as francesas esperam estar no pódio. A Austrália também é destaque, com um bom time e uma forte tradição no feminino.
Os palcos da modalidade na França serão a Arena Bercy, em Paris, e o Estádio Pierre Mauroy, em Lille. Os jogos começam no dia 27 e o Brasil estreia no mesmo dia, contra a França, 12h15 (horário de Brasília).
O tênis de mesa será uma das atrações das Olimpíadas de 2024, em Paris, e promete muitas emoções. O esporte, que ganhou notoriedade nos últimos anos, possui suas particularidades e prende a atenção dos telespectadores, que não podem perder a bola de vista, já que ela pode atingir uma velocidade de 200km/h após o ataque de um atleta. Mesmo com domínio dos asiáticos no cenário atual, a modalidade surgiu na Europa como uma alternativa para o tênis de grama, com o intuito de ser jogado em ambientes fechados, principalmente no inverno.
Atualmente, o tênis de mesa é um dos esportes mais populares do mundo, sendo amplamente praticado em todo o planeta, desde um jogo amistoso, até em disputas profissionais. Muito parecido com o tênis, pode ser disputado individualmente, por duplas mistas (homem e mulher) e por equipes masculinas e femininas.
Conhecido como ping-pong, a modalidade foi inventada pelos britânicos, mais especificamente na época da Inglaterra vitoriana, no século XIX e era jogado pela alta classe da época. O curioso nome “Ping Pong”, foi criado e amplamente divulgado pela fabricante inglesa J. Jaques & Son Ltd. nos anos de 1800. Com a venda dos direitos do título “Ping Pong” para a empresa de brinquedos estadunidense, Parker Brothers, várias associações foram obrigadas a mudarem seus nomes para tênis de mesa. Atualmente, o termo “ping-pong” se refere à prática do esporte de maneira recreativa.
Há registros de jogos oficiais em 1901 e é criada a “Ping-Pong Association” – que foi substituída pela “Table Tennis Association”, no ano de 1922. E, enfim, em 1926, deu lugar a Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF).
Em 1977, o Comitê Olímpico Internacional (COI) reconheceu a modalidade como esporte olímpico. Mas somente em 1988, nas Olimpíadas de Seul, na Coreia do Sul, o tênis de mesa entrou na grade olímpica e começou com o domínio asiático que viria a continuar até os dias de hoje.
Apesar de ser uma criação europeia, o esporte caiu nas graças dos países da Ásia, principalmente do leste asiático, em especial a China. O próprio Mao Tsé-Tung, fundador da República Popular da China, declarou em 1950 o tênis de mesa como o esporte nacional da China. Foram enviados técnicos por todo país procurando crianças com excelentes reflexos e a partir deste incentivo, a China se transformou na maior potência do mundo neste esporte, ganhando 32 medalhas de ouro, das 37 possíveis, nas edições das Olimpíadas entre 1988 a 2020.
Tênis de mesa e suas regras
Para entendermos melhor a jogabilidade do tênis de mesa, precisamos analisar as regras e os diferentes estilos que a modalidade possui.
O esporte é praticado em uma mesa com 2,74m de comprimento e 1,52m de largura, dividida em duas metades por uma rede de 15,25 cm de altura no centro. As raquetes utilizadas pelos atletas precisam ser de madeira e a superfície que bate na bola é revestida com uma borracha dos dois lados de cor preta e vermelha. A bolinha pesa 2,7g e possui 40 milímetros de diâmetro, sendo obrigatoriamente brancas ou laranjas fosco.
As partidas são disputadas em até sete sets. Para vencê-los, o competidor deve fazer 11 pontos, ou ter uma vantagem de até dois pontos em caso de empate. Através de um sorteio, é decidido o lado da mesa e a dupla ou jogador vencedor pode decidir se começa sacando, recebendo o saque ou escolhendo o lado em que vai jogar. Os pontos acontecem caso um jogador erre um saque, não consiga devolver a bola, toque na mesa com a mão durante a jogada, toque na bola duas vezes seguidas ou deixe a bola tocar duas vezes consecutivas em seu lado da
mesa.
Para sacar, o atleta deve lançar a bola numa altura mínima de 16 centímetros, golpeá-la, fazendo-a tocar no seu lado da mesa e após passar a rede, tocar no lado da mesa do receptor. Se o saque tocar a rede e cair na quadra do recebedor, é considerado uma queima e o jogador pode repetir o saque. Se a bola não passar pela rede ou não tocar em uma das quadras, é considerado um erro e o recebedor tem um ponto garantido. Os saques mudam após cada dois pontos marcados.
Durante a partida, os competidores têm direito a um tempo de um minuto entre cada set de um jogo. Ainda, um competidor pode pedir um tempo de até um minuto uma vez durante o confronto.
Os diferentes estilos
O tênis de mesa possui cinco categorias de disputa: simples masculino, simples feminino, equipe masculina, equipe feminina e duplas mistas. Em todas as categorias, os competidores devem fazer 11 pontos para vencer o set e em caso de empate, deverão abrir dois pontos de vantagem para garantir a vitória.
Na disputa simples, o atleta deve ganhar quatro sets dos sete que podem ser jogados para vencer a partida.
Na disputa por equipes, serão quatro jogos de simples e uma partida de duplas, cada uma no formato de cinco sets. As equipes são formadas por três jogadores e os confrontos terminam quando uma equipe vence três partidas.
Já na disputa de duplas mistas, o par deve vencer quatro dos sete sets disputados e os jogadores da mesma equipe devem se revezar para acertar a bola. As regras para a disputa por duplas possuem algumas particularidades comparados com as disputas individuais. Ao sacar, a bola deve tocar o lado direito da mesa do sacador e da mesa do receptor em sequência. Isso significa que o saque começa no lado direito de quem saca e deve terminar no lado direito de quem recebe. Além disso, a ordem de saque, o recebimento e os lados são decididos no começo da partida e devem ser mantidos durante todo o confronto. Após cada dois pontos, o saque passa para o atleta seguinte, na sequência. Outra regra importante na disputa por duplas, é que, após cada ponto marcado, os parceiros devem mudar de posição com relação ao recebimento da bola.
Países com mais medalhas
No total, 12 nações alcançaram o pódio e apenas quatro conseguiram a medalha de ouro, sendo elas China, Coreia do Sul, Japão e Suécia.
A maior vencedora é a China com incríveis 60 medalhas, sendo 32 de ouro. É um número impressionante se formos comparar com o segundo colocado, a Coreia do Sul, que possui 18, sendo apenas três dessas, ouros. O Japão possui oito medalhas e a Suécia tem três – ambos têm um ouro cada.
Brasileiros em destaque
Mesmo não tendo uma tradição competitiva neste esporte, o Brasil possui alguns nomes que vão se destacando cada vez mais na modalidade.
No masculino, Hugo Calderano, de 27 anos, é o atual sexto colocado no ranking mundial. O carioca possui uma carreira estrelada com várias conquistas no Pan- Americanos e outras competições regionais no continente americano. Em escala mundial, não se pode esquecer do histórico terceiro lugar na Copa do Mundo de Tênis de Mesa, em Singapura, no ano de 2021.
Já no feminino, temos a paulista Bruna Takahashi, de 23 anos, que atualmente ocupa o 20° lugar no ranking mundial. Apesar de jovem, é considerada a melhor atleta feminina brasileira da modalidade. Seus principais feitos foram nos jogos Pan- Americanos de Lima, no Peru, em 2019, conquistando a medalha de prata na disputa por duplas mista e por equipes, e duas de bronze, uma nas duplas feminina e outra na disputa individual, além da medalha de prata no Pan de Santiago, no Chile, em 2023.
Favoritos à medalha em 2024
A expectativa para as Olimpíadas de 2024 é que os asiáticos estejam no pódio em todas as categorias disputadas.
No simples masculino, os favoritos são os chineses Wang Zhuqin e Fan Zhendong, os número um e quatro do ranking mundial, respectivamente. Ainda pela disputa individual, o brasileiro Hugo Calderano vem em ótimo momento e também tem chances de alcançar um lugar no pódio. Os irmãos Alexis e Félix Lebrun, da França, vêm ganhando espaço no tênis de mesa mundial. Félix, o mais novo entre eles, com apenas 17 anos, e atual número cinco do mundo, é um dos cabeças de chave nas Olimpíadas e pode ser uma chance de medalha do seu país.
No simples feminino, as chinesas são as grandes favoritas para subirem ao pódio. A número um do mundo, Sun Yingsha e Chen Meng, a quarta melhor da modalidade, representarão o país. A brasileira Bruna Takahashi corre por fora e tenta bater de frente com as potências asiáticas em sua terceira participação em Olimpíadas.
Na disputa por equipes, o Japão vem forte tanto na categoria feminina, quanto na masculina. Se juntando com Hina Hayata (número cinco do mundo) e Miu Hirano (número 13 do mundo), a jovem Miwa Harimoto, de 16 anos, e número sete do ranking é a promessa em ascensão dos japoneses. Já na equipe masculina, o número nove do ranking, Tomokazu Harimoto tem a missão de liderar a seleção nipônica em busca de um lugar no pódio. A equipe contará ainda com Shunsuke Togami e Hiroto Shinozuka, números 15 e 39 do mundo, respectivamente. Os chineses tentam conquistar o tri campeonato por equipes masculinas e femininas. O experiente Ma Long, que possui duas medalhas de ouro olímpicas, decidiu participar apenas da disputa coletiva e irá liderar a China na edição de 2024.
Os alemães, que na disputa por equipes masculina em 2016 e 2020, conquistaram as medalhas de bronze e prata respectivamente, querem melhorar mais uma vez seu desempenho e irem em busca do ouro em Paris. Já o Brasil, terá a liderança de Calderano, ao lado de Vitor Ishiy e Guilherme Teodoro, estreante nos Jogos Olímpicos. Bruna Takahashi, junto de sua irmã Giulia Takahashi, contarão com a experiência da atleta paralímpica Bruna Alexandre na disputa por equipes. Ela será a primeira brasileira a disputar tanto uma Olimpíada, quanto uma Paralimpíada.
Nas duplas mistas, os asiáticos também chegam fortes. Wang Chuqin e Sun Yingsha, que lideram o ranking da categoria, possuem grandes chances de medalha. Hina Hayata e Tomokazu Harimoto, dupla japonesa número dois, tem altas expectativas para subir ao pódio. Já os sul-coreanos Lim Jong-hoon e Shin Yu-bin, que são a terceira melhor dupla do mundo, também devem vir fortes para a disputa.
Onde e quando acontecerão os confrontos?
As competições de tênis de mesa nas Olimpíadas de Paris 2024 acontecerão na Arena Paris Sul, que faz parte do Paris Expo, o centro de convenções e exposições mais visitado da França. Localizada na capital francesa e a 14km de distância da Vila Olímpica, a arena receberá a modalidade entre os dias 27 de julho e 10 de agosto, com a primeira final acontecendo no dia 30 de julho.
O Taekwondo, um dos esportes marciais mais emocionantes e dinâmicos, promete ser um dos grandes destaques nas Olimpíadas de Paris em 2024. Esta modalidade, conhecida por suas técnicas de chutes rápidos e precisos, oferece um espetáculo de agilidade e força, desenvolvido como uma forma de defesa pessoal e disciplina física. Esse esporte surgiu no período dos Três Reinos da Coreia, quando os guerreiros da Dinastia Silla deram início aos primeiros trabalhos da modalidade. Já no século 20, o Taekwondo se tornou uma arte marcial dominante na Coreia. Anos mais tarde, ganhou destaque internacional e, em 1973, foi fundada a Federação Mundial de Taekwondo. No mesmo ano, o primeiro torneio foi disputado.
Taekwondo como esporte Olímpico
A primeira aparição Olímpica do taekwondo aconteceu nos Jogos Olímpicos Seul 1988, quando foi disputado como evento de demonstração. Apareceu novamente como esporte de demonstração nos Jogos de Barcelona, em 1992. No entanto, oito anos depois, o taekwondo foi introduzido como esporte de medalhas nos Jogos de Sydney, em 2000, com eventos para homens e mulheres. Desde então, o taekwondo faz parte do programa Olímpico.
Embora as competições de taekwondo fossem anteriormente dominadas por atletas que representavam a República da Coreia, esse não é mais o caso. Algumas nações fizeram história ao ganhar suas primeiras medalhas Olímpicas por meio do taekwondo – como Vietnã em 2000, Afeganistão em 2008, Gabão em 2012, Níger e Jordânia em 2016. Ou suas primeiras medalhas Olímpicas femininas, incluindo a República Islâmica do Irã e Costa do Marfim, também em 2016.
Regras do Judô
O objetivo do taekwondo é o atleta chutar e socar o oponente, evitando ser atingido. A marca registrada dessa arte marcial é a combinação de movimentos de chutes e socos em sequência rápida. As lutas são realizadas em um tatame, onde dois competidores se enfrentam usando técnicas de chutes e socos.
As pontuações são baseadas em golpes válidos ao tronco e à cabeça do adversário: os chutes na cabeça possuem a maior pontuação, e valem três pontos; os chutes no tronco, valem dois; por sua vez, os socos no tronco valem apenas um ponto. Além disso, quando os golpes são giratórios, é acrescentado um ponto extra.
Os combates são divididos em três rounds de dois minutos, com um minuto de descanso entre eles. O vencedor é o competidor com a maior pontuação no final dos três rounds ou aquele que nocauteia o adversário.
Local das Competições em Paris 2024
As competições de Taekwondo nas Olimpíadas de Paris 2024 irão acontecer na Arena Paris Sud 6, localizada no Parque de Exposições Porte de Versailles. Este local moderno e bem equipado será o palco para os combates entre os melhores atletas do mundo, que irão competir pelo ouro olímpico.
Países com Mais Medalhas
A Coreia do Sul, berço do Taekwondo, é o país com mais medalhas na história olímpica da modalidade, com um total de 22 medalhas. Outros países com forte tradição incluem a China, os Estados Unidos, o Irã e a Turquia. Esses países têm investido significativamente no desenvolvimento de seus atletas, produzindo campeões de classe mundial.
Brasileiros em destaque
O Brasil tem mostrado um crescimento significativo no Taekwondo, com vários atletas se destacando em competições internacionais. Entre os principais destaques que competirão em Paris 2024. Caroline Santos, mais conhecida como Juma, é uma das participantes que chama a atenção para os Jogos. Ela garantiu a vaga para Paris 2024 através da realocação via ranking, anunciada pela Federação Mundial de Taekwondo, no final de janeiro. Juma é uma atleta dedicada e talentosa, com conquistas marcantes em competições mundiais.
Edival Marques (Netinho) é outro grande nome que marcará os Jogos Olímpicos deste ano. Ele venceu duas lutas no Pré-Olímpico das Américas de forma arrasadora, garantindo sua vaga para Paris. Netinho é conhecido por seu estilo agressivo e técnica refinada, sendo uma das grandes esperanças do Brasil para uma medalha olímpica.
Outro representante na categoria masculina é Henrique Marques, que se classificou para as Olimpíadas após chegar na final do Pré-Olímpico das Américas, realizado na Costa Rica, em abril. O jovem atleta tem mostrado um excelente desempenho em competições internacionais e está determinado a conquistar uma medalha em Paris.
Por fim, Maria Clara Pacheco, com apenas 20 anos, garantiu sua vaga ao vencer duas lutas no torneio qualificatório continental. Ela é uma das promessas do Taekwondo brasileiro, trazendo energia jovem e talento para as Olimpíadas de 2024.
Estilos e Categorias
O Taekwondo é dividido em categorias de peso, tanto para homens quanto para mulheres, permitindo uma competição justa e equilibrada. As categorias variam desde o peso leve até o peso pesado e são divididos em quatro diferentes pesagens: -58kg, -68kg, -80kg e +80kg para o masculino; e -49kg, -57kg, -67kg e +67kg no feminino.
No taekwondo são dadas quatro medalhas por categoria, sendo um ouro, uma prata e dois bronzes.
Favoritos à Medalha em 2024
Para Paris 2024, além dos brasileiros, os favoritos ao ouro incluem atletas da Coreia do Sul, como Lee Dae-hoon, e do Irã, como Kimia Alizadeh. Outros fortes competidores vêm da China e dos Estados Unidos, países que têm uma forte tradição no Taekwondo e vêm se destacando em competições internacionais recentes. Entre os brasileiros, Netinho é visto como um dos principais favoritos a conquistar uma medalha, devido ao seu histórico de vitórias e técnica apurada.
O Judô, uma das modalidades mais aguardadas das Olimpíadas de Paris 2024, é um esporte que combina técnica, força e estratégia. Originado no Japão, a modalidade foi fundada por Jigoro Kano, em 1882, com a criação do primeiro dojo (escola). O educador desenvolveu o esporte a partir de métodos tradicionais de jiu-jitsu, – técnica de combate corpo a corpo dos antigos guerreiros samurais – com o objetivo de criar uma prática que fosse ao mesmo tempo um método de defesa pessoal, e uma forma de educação física e mental. O esporte rapidamente se popularizou na Europa no final do século 20 e, anos mais tarde, ficou conhecido no resto do mundo. Desta maneira, a modalidade se tornou a primeira arte marcial amplamente praticada fora do Japão.
Judô como esporte Olímpico
O Judô fez sua estreia nas Olimpíadas nos Jogos de Tóquio, em 1964 e se tornou uma modalidade fixa no torneio a partir dos jogos que aconteceram em Munique, em 1972. A modalidade feminina foi introduzida nos Jogos de Seul, em 1988, como esporte de demostração, e foi oficialmente adicionada ao programa olímpico em Barcelona, nos Jogos de 1972. A inclusão do Judô nas Olimpíadas marcou um reconhecimento global da sua importância e popularidade.
Regras do Judô
As lutas são realizadas em um tatame, onde dois judocas se enfrentam tentando derrubar ou imobilizar o adversário. No geral, os duelos duram quatro minutos, se persistir um empate na pontuação, a luta é decidida para quem pontuar primeiro. As pontuações são dadas com base na qualidade dos golpes e técnicas aplicadas.
Um Ippon consiste em derrubar o adversário de costas no chão com força e controle, ou imobilizá-lo por 20 segundos. Um ippon termina a luta.
O Waza-ari é a pontuação dada por uma queda menos perfeita, – com menos velocidade ou força que um ippon, ou porque o adversário não caiu de costas – ou por imobilizar o adversário por 10 a 19 segundos. Dois waza-aris equivalem a um ippon, e o judoca que aplicou o golpe vence a luta imediatamente.
Antes, ainda era utilizado o Yuko, que não está presente nas regras atuais, mas que configurava uma pontuação menos que o Waza-ari.
Local das Competições em Paris 2024
As competições de Judô dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 ocorrerão no Champ de Mars Arena, localizado próximo à icônica Torre Eiffel. Este local deslumbrante proporcionará um cenário espetacular para os combates, unindo tradição esportiva e beleza arquitetônica.
Países com Mais Medalhas
Historicamente, o Japão é o país que domina o Judô nas Olimpíadas, com 96 medalhas conquistadas desde a estreia do esporte torneio. Outros países com desempenho notável incluem a França, com 57 medalhas, e a República da Coreia do Sul, com 46. Esses países têm produzido judocas de classe mundial, aumentando a competitividade do esporte.
Brasileiros Destaque
O Brasil tem se destacado no cenário mundial do Judô. Daniel Cargnin é uma das promessas do Judô brasileiro, Cargnin conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas de Tóquio 2020, e agora vem com a sede pela conquista de seu primeiro ouro. Seu estilo agressivo e técnica apurada o tornam um dos favoritos à medalha em Paris.
Rafael Silva é outro atleta que vem ganhando destaque. Conhecido como Baby, é um dos pesos-pesados mais respeitados do Judô mundial. Ele conquistou duas medalhas de bronze nas Olimpíadas de Londres 2012 e Rio 2016 na categoria. Ele é reconhecido por sua força e habilidade em lutas corpo a corpo, sendo um dos principais competidores brasileiros na busca por mais uma medalha olímpica.
Além deles, Willian Lima, Guilherme Schimidt, Rafael Macedo e Leonardo Gonçalves são os outros convocados do Time Brasil.
Já no feminino, temos Rafaela Silva. Uma das judocas mais inspiradoras do Brasil, conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016. Além do ouro, ela vem carregando também outros títulos mundiais e viaja a Paris em busca de escrever um novo capítulo na competição.
Mayra Aguiar é considerada uma das judocas mais consistentes do Brasil. Ela conquistou duas medalhas de bronze olímpicas, em Londres 2012 e Rio 2016. Além disso, Mayra é bicampeã mundial, com títulos em 2014 e 2017 e que já tem o passaporte carimbado para os jogos olímpicos deste ano.
Larissa Pimentel e Beatriz Souza completam a equipe feminina do Brasil nos Jogos.
Estilos e Categorias
O Judô é dividido em categorias de peso, tanto para homens quanto para mulheres, permitindo uma competição justa e equilibrada. As categorias variam desde o peso leve até o peso pesado, cada uma exigindo diferentes abordagens e estratégias.
As categorias são divididas em sete diferentes pesagens. No masculino são disputados: 60kg, 66kg, 73kg, 81kg, 90kg, 100kg e +100kg. Enquanto isso, as mulheres disputam as seguintes categorias: 48kg, 52kg, 57kg, 63kg, 70kg, 78kg e +78kg.
Favoritos à Medalha em 2024
O Judô promete ser uma das grandes atrações dos Jogos Olímpicos, marcando o duelo entre os melhores atletas do mundo. Para Paris 2024, os favoritos ao ouro incluem judocas japoneses como Shohei Ono e Uta Abe, que têm dominado suas categorias nos últimos anos. Outro forte concorrente é o Teddy Riner, da França, um gigante do Judô que busca mais um ouro em casa. Já no Brasil, a brasileira Mayra Aguiar promete brilhar na competição, nos últimos anos a atleta ficou entre as melhores em sua categoria. Daniel Cargnin também chega para abalar as estruturas de Paris, em busca de sua segunda medalha consecutiva.