Alvinegro perde de virada para o Vasco e se complica na briga contra o rebaixamento. Flamengo e Palmeiras seguem na disputa pelo título
por
Alice Begnini
Érico Soares
Guilbert Inácio
Guilherme Romero
Helena Campos
Jorge Zatz
Luciano Carvalho
Maria Luiza Pêgo
Miguel Alcântara
Pedro José Zolési
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27/10/2026 - 12h

A 32ª rodada do Campeonato Brasileiro foi disputada nos dias 23,24 e 26 de outubro. Não houve partidas no domingo por causa do segundo turno das eleições. Nos confrontos, a Chapecoense venceu a quarta na competição, Internacional e Grêmio venceram e respiram na briga contra o rebaixamento.

Cruzeiro 1x0 Remo

Cruzeiro e Remo abriram a rodada em um jogo isolado na última sexta-feira (23). A Raposa venceu o time paraense por 1 a 0 no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). O gol foi do zagueiro Fabrício Bruno, no fim do primeiro tempo. Com o resultado, o time mineiro chegou aos 54 pontos e entrou no G4.Já o  Leão segue na zona de rebaixamento.

O primeiro tempo teve poucas oportunidades. Villalba e Matheus Pereira exigiram boas defesas do goleiro Marcelo Rangel, enquanto Jajá acertou a trave de Otávio, que fez uma grande defesa. O Cruzeiro controlou a bola no início e mostrou domínio, mas o Remo conseguiu segurar as investidas até os 31 minutos. 

A equipe paraense não se limitou a defender, foi ao ataque em algumas oportunidades e incomodou a defesa cruzeirense. Em uma delas, Jajá finalizou rasteiro da esquerda, a bola desviou em Otávio e bateu na trave. Pouco depois, ele voltou a assustar a torcida da casa.

O gol saiu no último lance da primeira etapa. Aos 50 minutos, Matheus Pereira cobrou escanteio na segunda trave, e Fabrício Bruno subiu sozinho para cabecear cruzado no canto esquerdo de Marcelo Rangel.

A imagem mostra Matheus Pereira, do Cruzeiro, à direita tocando a bola para a esquerda
Com 11, Matheus Pereira é o líder de assistência do Cruzeiro na temporada. Foto: @Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Já no segundo tempo, o duelo seguiu com poucas chances e muitos erros de passe no terço final, de ambos os lados. O Cruzeiro fez mudanças ao longo da etapa: Matheus Henrique entrou no lugar de Zé Lucas aos 16 minutos, e Wesley substituiu Arroyo aos 25. Aos 35, Fagner e Bruno Rodrigues entraram nas vagas de William e Gerson. Keny Arroyo sentiu um problema físico e foi substituído durante a partida. William e Gerson deixaram o gramado sob vaias nos minutos finais. 

Com as mudanças, o Cruzeiro conseguiu evitar as investidas do Remo durante o restante do jogo. A melhor oportunidade saiu de um escanteio de Matheus Pereira. O meia cobrou na segunda trave e Fabrício Bruno cabeceou para baixo, mas Marcelo Rangel defendeu. 

Os cartões amarelos foram todos distribuídos para o Leão, os autores das faltas foram: Patrick, Marcelinho e Zé Ivaldo.

Com o resultado, a Raposa chegou à quarta vitória nos últimos cinco jogos e alcançou os 54 pontos, assumindo a terceira colocação.

O Remo segue na 19ª posição, com 26 pontos. A equipe soma 12 partidas sem vitória, com cinco empates e sete derrotas. 

Internacional 3X0 Botafogo

No último sábado (24), sete partidas foram disputadas no dia devido ao segundo turno das eleições no domingo (25). Às 16h30, o Internacional venceu o Botafogo por 3 a 0 no Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Com gols de Matheus Bahia, Juninho e Bernabei, o Colorado conquistou três pontos importantes na luta contra o rebaixamento e deixou a zona.

Com o resultado, o Internacional chegou a 35 pontos e assumiu a 16ª colocação. Já o Botafogo permaneceu em 11º lugar, com 39 pontos.

A partida começou com dificuldades para as duas equipes devido ao gramado pesado por conta das fortes chuvas em Porto Alegre. 

Aos 11 minutos do primeiro tempo, Bruno Gomes finalizou de fora da área, mas parou na defesa do goleiro botafoguense. Na sequência, o Internacional manteve a pressão e chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por impedimento.

O placar foi aberto aos 31 minutos. Após boa jogada de Aguirre pela direita, o lateral cruzou para a área, e Matheus Bahia apareceu na segunda trave para completar e colocar o Colorado em vantagem. 

O Botafogo tentou reagir e teve uma oportunidade com Tiquinho Soares, mas o goleiro Kauan Jesus evitou o empate. Nos acréscimos, após cobrança de escanteio e uma sobra na área, Juninho girou e finalizou de perna esquerda para ampliar o marcador. O Inter foi para o intervalo com 2 a 0 de vantagem.

Na volta, o Internacional continuou superior e buscou ampliar a vantagem. Aos 20 minutos da segunda etapa, Alan Patrick encontrou Alerrandro em um contra-ataque rápido. O atacante avançou, invadiu a área e tocou para Bernabei, que finalizou para marcar o terceiro gol da equipe gaúcha.

Mesmo em desvantagem, o Botafogo tentou diminuir o placar. Aos 30 minutos, Ziyech recebeu em boa condição para finalizar, mas parou em mais uma defesa de Kauan Jesus. Três minutos depois, Marçal acertou a trave em uma finalização após o rebote de um escanteio. Apesar das oportunidades, a equipe carioca não conseguiu converter as chances em gols. 

Com uma atuação consistente, o Internacional administrou a vantagem até o apito final e confirmou a vitória por 3 a 0.

A imagem mostra jogadores do Internacional comemorando o gol
Inter precisa de dez dos 18 pontos disputados nas próximas rodadas para escapar do rebaixamento. Foto: Ricardo Duarte/ SC Internacional

Mirassol 1X1 São Paulo

Também às 16h30, Mirassol e São Paulo empataram por 1 a 1 no Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol (SP). Em uma partida amarrada e sem grandes chances, o resultado não foi bom nem ruim para as equipes: o Tricolor segue distante do G-6, enquanto o Leão Caipira soma mais um ponto na briga contra o rebaixamento. Neto Moura e Pedro Lima confronto..

O Mirassol abriu o placar logo aos sete minutos, em lance de bola parada iniciado por Reinaldo. O camisa 6 cobrou falta na área, Neto Moura subiu para cabecear, a bola bateu na trave e voltou na nuca do goleiro Rafael. Apesar do lance infeliz, Rafael se redimiu e foi eleito craque do jogo por torcedores e especialistas.

Ainda no primeiro tempo, o São Paulo buscou o empate e conseguiu aos 39 minutos. Pedro Lima apareceu na área para finalizar e deixar tudo igual. 

A imagem mostra Pedro Lima, do São Paulo, comemorando o gol
O gol foi o primeiro de Pedro Lima, jogador emprestado, com a camisa do Tricolor. Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC

Aos 16 minutos do segundo tempo, o São Paulo quase conseguiu a virada. Lucas Moura recebeu na entrada da área, driblou a marcação e finalizou com força, mas a bola explodiu na trave, mas o 1 a 1 permaneceu até o apito final, apesar da pressão final do Mirassol, que tentou o gol da virada jogando em casa.

Com o resultado, o Mirassol chegou aos 37 pontos e segue na 15ª colocação, três à frente do Grêmio, primeiro time na zona de rebaixamento. Já o São Paulo foi a 43 pontos, na nona posição. 

Vitória 1X1 Athletico-PR

Vitória e Athletico-PR empataram por 1 a 1 no último jogo das 16h30. A partida foi no Barradão, em Salvador (BA). O confronto teve os dois gols no primeiro tempo, o de Jamerson contra para a equipe paranaense e o de Renato Kayzer para garantir o empate aos mandantes.

O Athletico-PR abriu o placar aos 23 minutos da primeira etapa. Em um lance infeliz para o Vitória. Jamerson mandou a bola para a própria rede e colocou o Furacão em vantagem. O gol contra obrigou o Leão a buscar uma reação diante de sua torcida.

A resposta veio apenas seis minutos depois. Aos 29, Renato Kayzer balançou as redes, deixou o placar igualado e recolocou o Vitória na partida. Depois do início movimentado, as equipes não conseguiram marcar novamente e o empate permaneceu até o apito final.

A imagem mostra Kayzer, do Vitória, comemorando o gol
Kayzer chegou a 14 gols na temporada. Reprodução: Instagram/@renatokayzer

Na segunda etapa, o confronto seguiu equilibrado, sem que nenhum dos times conseguisse transformar suas investidas em um novo gol. Com o resultado, Vitória e Athletico-PR somaram um ponto cada na competição.

Palmeiras 2X0 Red Bull Bragantino

Mais tarde, às 18h30, Palmeiras e Red Bull Bragantino se enfrentaram na Arena Barueri, em São Paulo. Com gols de Maurício, em cobrança de pênalti, e Agustín Giay, o Verdão garantiu mais três pontos importantes na reta final da competição e se mantém na disputa pelas primeiras posições da tabela. Com o resultado, a equipe palmeirense segue na briga pelo título brasileiro, enquanto o RB Bragantino precisará buscar a recuperação nas próximas rodadas.

O Palmeiras começou a partida pressionando o RB Bragantino e criando oportunidades para abrir o placar na Arena Barueri. Aos 18 minutos, o atacante Ramón Sosa marcou um gol, porém o juiz marcou impedimento no lance. Aos 32 minutos, o atacante palmeirense teve uma cobrança de pênalti e chutou para fora. 

Nos acréscimos, após revisão do VAR, o árbitro marcou outra penalidade para o Verdão, desta vez por toque de mão do zagueiro Guzmán Rodríguez. O meia Maurício foi para a cobrança e converteu para colocar o time alviverde em vantagem antes do intervalo.

Na volta para o segundo tempo, o Palmeiras manteve o controle da partida e continuou criando chances para ampliar o marcador. O goleiro Tiago Volpi, do Bragantino, fez defesas importantes para evitar que a diferença aumentasse. Aos 32 minutos da etapa final, Agustín Giay recebeu a bola após uma jogada construída pelo ataque palestrino e marcou o segundo gol, o que garantiu maior tranquilidade à equipe. O Bragantino teve dificuldades para ameaçar a defesa adversária, e o placar permaneceu em 2 a 0 até o apito final.

A imagem mostra Giay e Flaco López, ambos do Palmeiras, comemorando o gol
Palmeiras vence e se mantém nas briga pelo título de três competições. Reprodução: Instagram/@palmeiras 

Com a vitória, o Palmeiras chegou a 69 pontos e segue na vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Já o RB Bragantino permanece com 41 pontos, ocupando a décima posição na tabela. 

Vasco 3X2 Corinthians

Também às 18h30, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), Vasco e Corinthians entraram em campo. O Cruzmaltino venceu o Timão por 3 a 2, de virada. Marino Hinestroza apareceu duas vezes nos minutos finais e garantiu a vitória carioca. O resultado levou a equipe para os 38 pontos, enquanto o clube do Parque São Jorge permaneceu na zona de rebaixamento, com 33.

O Vasco começou a partida com maior intensidade e criou boas oportunidades nos primeiros minutos. Aos oito minutos, após uma jogada pela direita, Andrés Gómez cruzou para a área, e Colidio finalizou de primeira, mas Hugo Souza fez boa defesa e evitou o gol.

A pressão dos donos da casa continuou. Pouco depois, Rodrigo Garro afastou mal uma bola nas proximidades da área, e Andrés Gómez aproveitou a sobra para acionar Puma Rodríguez. O lateral arriscou uma finalização perigosa, que passou próxima à meta corintiana.

A primeira oportunidade do Corinthians surgiu aos 16 minutos, após um erro da defesa adversária na saída de bola. Breno Bidon encontrou Yuri Alberto dentro da área, mas o atacante, apesar do domínio em uma jogada difícil, não conseguiu finalizar antes da intervenção de Léo Jardim.

Três minutos depois, o camisa 9 voltou a ameaçar. Fabrizio Angileri encontrou um passe entre o lateral e o zagueiro, deixou Yuri Alberto em boas condições para concluir, mas o atacante finalizou rasteiro e parou na primeira defesa do goleiro vascaíno.

Aos 34 minutos, a superioridade inicial do Vasco se transformou em vantagem no marcador. Cuiabano cruzou para a área, e a defesa desviou a bola. Hugo Souza se atrapalhou na pequena área, enquanto Gustavo Henrique afastou como pôde. Atento ao rebote, Puma Rodríguez dominou e finalizou para abrir o placar em São Januário.

Dois minutos depois, o Vasco sofreu uma baixa. O colombiano Andrés Gómez sentiu uma lesão e precisou deixar o campo. Marino Hinestroza entrou em seu lugar e quase participou do segundo gol ainda na etapa inicial.

Aos 40 minutos, o substituto recebeu um passe em profundidade, invadiu a área e ficou cara a cara com Hugo Souza. Em vez de finalizar, tentou servir Bruno Duarte, mas errou o passe, e Matheuzinho conseguiu interceptar a jogada.

Na volta do intervalo, o Corinthians apresentou uma postura mais ofensiva, consciente da necessidade de conquistar os três pontos para tentar deixar a zona de rebaixamento.

Logo aos três minutos, Garro acionou Matheus Bidu pela esquerda. O lateral arriscou um chute forte de fora da área, e Léo Jardim espalmou para escanteio.

A pressão paulista surtiu efeito no minuto seguinte. Após cobrança de lateral de Matheuzinho, Breno Bidon recebeu e cruzou para Gustavo Henrique. O zagueiro desviou levemente a bola, tirou o goleiro da jogada e deixou tudo igual: 1 a 1.

Embalado pelo empate, o Corinthians manteve a intensidade. Aos oito minutos, Gustavo Henrique lançou Yuri Alberto nas costas da defesa vascaína. O centroavante dominou, avançou em direção ao gol e finalizou com força, mas mandou para fora.

A virada aconteceu aos 11 minutos. Breno Bidon encontrou Angileri pelo lado esquerdo, e o argentino ameaçou finalizar duas vezes, até abrir espaço na defesa adversária. Na sequência, arriscou o chute, e Matheus Bidu desviou de peito para superar Léo Jardim e colocar o Timão à frente: 2 a 1.

O Vasco tentou reagir aos 18 minutos, quando Puma Rodríguez cruzou para Bruno Duarte. Próximo à pequena área, o atacante não conseguiu dominar corretamente e permitiu que Matheuzinho afastasse o perigo com um toque de calcanhar.

Com a vantagem no placar, o Corinthians recuou suas linhas e apostou nos contra-ataques para ampliar o resultado. Aos 23 minutos, Matheus Bidu lançou Yuri Alberto, que avançou contra três defensores, aplicou uma bela finta em Thiago Mendes, mas acabou bloqueado por Saldivia no momento da finalização.

Três minutos depois, os visitantes desperdiçaram outra grande oportunidade. Charles encontrou Matheus Bidu em profundidade, e o lateral procurou Yuri Alberto dentro da área. Léo Jardim interceptou o cruzamento, mas a bola sobrou para Kaio César, que, mesmo sem goleiro à sua frente, finalizou de primeira para fora.

Aos 31 minutos, o Corinthians promoveu duas alterações. Yuri Alberto e Matheus Bidu deixaram o campo para as entradas de Gui Negão e Jesse Lingard.

O Vasco encontrou dificuldades para furar o bloqueio adversário durante boa parte do segundo tempo. Entretanto, aos 39 minutos, a equipe carioca voltou a levar perigo. Após Allan afastar mal um cruzamento, David aproveitou a sobra próximo à pequena área e finalizou com força, mas Hugo Souza fez uma grande defesa para preservar a vantagem corintiana.

A resistência paulista, porém, terminou aos 42 minutos. Lucas Piton levantou a bola na área, Allan tentou afastar, mas o corte saiu errado. Hinestroza aproveitou o rebote e finalizou de primeira, rasteiro, entre Lingard e Hugo Souza, para empatar a partida em 2 a 2.

O gol mudou completamente o cenário do confronto. Pressionado pela situação na tabela, o Corinthians se lançou ao ataque em busca da vitória, mas deixou espaços na defesa.

Após um cruzamento errado de Gustavo Henrique, Hinestroza iniciou um contra-ataque em velocidade. O colombiano tabelou com David dentro da área e, na conclusão da jogada, finalizou alto, sem chances de defesa para Hugo Souza.

O terceiro gol decretou uma virada dramática em São Januário e transformou o atacante colombiano no principal personagem da vitória vascaína. Hinestroza, que entrou ainda no primeiro tempo após a lesão de Andrés Gómez, marcou duas vezes na reta final e mudou o destino da partida.

A imagem mostra Hinestroza, do Vasco, comemorando o gol
Os dois gols marcados na partida foram os primeiros de Hinestroza com a camisa do Vasco. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Para o Corinthians, a derrota teve um peso ainda maior. Depois de reverter a desvantagem no início do segundo tempo, a equipe desperdiçou oportunidades para ampliar o placar, não conseguiu sustentar o resultado e deixou escapar três pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

Com o triunfo, o Vasco chegou aos 38 pontos e subiu para a 13ª colocação do Campeonato Brasileiro, além de conquistar um resultado importante para se afastar das últimas posições. O Corinthians, por outro lado, permaneceu com 33 pontos, dentro da zona de rebaixamento, e aumentou a pressão sobre a equipe na reta final da competição.

O próximo compromisso do Vasco será na quinta-feira (29), às 20h, contra o Flamengo. Já o Corinthians receberá o Mirassol na sexta-feira (30), também às 20h, na Neo Química Arena, em um confronto direto na luta pela permanência na Série A.

Chapecoense 2X1 Fluminense

Às 19h30, a Chapecoense venceu o Fluminense por 2 a 1, na Arena Condá, em Chapecó (SC). Com gols de Giovanni Augusto e Yannick Bolasie, a Chape garantiu a quarta vitória na competição, mas segue na última colocação com a chance baixa de se salvar do rebaixamento. Guga fez o gol do Tricolor das Laranjeiras, que acumula quatro jogos sem vencer no campeonato.

A Chape entrou em campo sem seu zagueiro titular Kauan Faria, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. João Paulo fez a dupla de zaga com Eduardo Doma. Por outro lado, o time do técnico Rafael Lacerda contou com o atacante Marcinho de volta ao time após cumprir suspensão automática no último jogo.

Já o Flu, do técnico Marcão, entrou cheio de mudanças após a recente eliminação na Libertadores. Ficaram de fora: os lesionados Julián Millán, John Kennedy e Matheus Martinelli, Alisson e Matheus Reis, que ficaram no Rio para realizar trabalhos de transição física, e o suspenso Jefferson Savarino. Thiago Silva e Agustín Canobbio foram poupados e ficaram no banco.

Com as ausências, o Tricolor das Laranjeiras foi a campo com Igor Rabello e Ignácio na zaga, Hércules como volante e Wesley Natã e Kevin Serna no ataque.

No início do primeiro tempo, a Chape se postou atrás e marcou forte para tentar contra-atacar. A estratégia deu certo. Aos sete minutos, Garcez interceptou passe de Nonato e armou o contra-ataque. A jogada resultou em lateral, cobrado na área. O Flu conseguiu ficar com a bola, mas Natã tentou driblar e foi desarmado pelo lateral Bruno Pacheco. A bola sobrou para Giovanni Augusto que cruzou para Bolasie na pequena área. Com um toque simples, o atacante venceu o goleiro Fábio e abriu o placar.

O Tricolor foi para o ataque e, na primeira grande oportunidade, empatou o jogo. Aos 30, Guilherme Arana cruzou na área, Hulk mandou de cabeça para o meio e Guga ajeitou e com a bola no ar chutou para o fundo da rede.

Bolasie tentou ampliar para a Chape aos 41 com um chute rasteiro da meia lua, mas Fábio caiu para defender. Apesar dos gols, as equipes foram para o intervalo com poucas chances de ataque.

Para a segunda etapa, Lacerda trocou Garcez por Tulio Eduardo. O Flu não fez mudanças.

Aos sete da segunda etapa, Serna deu um passe em profundidade para Ganso na área. O jogador ajeitou e chutou no gol, mas o goleiro Anderson espalmou para escanteio. Três minutos depois, Giovanni Augusto recebeu na esquerda, conduziu para o meia e tocou para Túlio, que devolveu de primeira para o atacante bater da meia lua no canto direito de Fábio. 2 a 1 Chape.

A imagem mostra Giovanni Augusto, da Chapecoense, comemorando o gol
Giovanni Augusto foi o melhor jogador em campo. Foto: João Pedro Zatta Grolli/ Chapecoense

Aos 20, Riquelme entrou no lugar de Natã, e Luciano Acosta na vaga de Ganso. Dois minutos depois, Riquelme cruzou a bola na medida para Serna na pequena área, mas ele cabeceou fraco e Anderson defendeu em dois tempos. Dez minutos depois, Acosta fez bela jogada na área com um chapéu na zaga e ficou de frente para o goleiro, mas finalizou para cima do gol. 

Serna teve outras duas chances de empatar. A primeira aos 42 com um chute colocado de fora da área no ângulo direito, porém o goleiro catarinense fez uma ponte para defender. Na segunda, no último minuto dos acréscimos, o atacante recebeu sozinho um cruzamento de Guga na pequena área, mas ao tentar mandar no contrapé do goleiro, ele cabeceou para fora.

O Fluminense teve 74% de posse de bola e 16 chutes no gol, dez a mais que a Chape, mas não conseguiu empatar. O Flu chegou a quatro derrotas seguidas na competição e permanece com 54 pontos na quinta colocação.

Já a Chape chegou a quarta vitória na competição em 32 jogos. Com 21 pontos, o time catarinense permanece na última colocação, praticamente rebaixado para a segunda divisão.

Santos 1X1 Bahia

Santos e Bahia disputaram o último jogo do sábado na Vila Belmiro, em Santos (SP). A partida terminou empatada em 1 a 1 e foi marcada pela polêmica entre Neymar e Rodrigo Nestor, do Bahia. Além da forte chuva que prejudicou as condições do gramado, a expulsão do camisa 10 santista gerou repercussão após o apito final.

O Santos começou melhor e criou oportunidades para abrir o placar, mas encontrou dificuldades para converter as chances. Aos 31 minutos, começou a briga que marcou o confronto. Neymar recebeu cartão amarelo após jogar a bola contra Rodrigo Nestor durante uma discussão. A tensão continuou ao longo da etapa inicial

Aos 39 minutos do primeiro tempo, Luciano Juba aproveitou uma jogada ofensiva e colocou o Bahia em vantagem. O gol aumentou a tensão da partida, quando o atacante se desentendeu com integrantes da comissão técnica adversária.

A imagem mostra Luciano Juba, do Bahia, e companheiros comemorando o gol
Com 23 gols, Luciano Juba é o artilheiro do Esquadão de Aço na temporada 2026. Foto: Catatina Brandão/Bahia

A maior polêmica aconteceu no intervalo. Neymar provocou Nestor. Enquanto falava, o jogador santista tampou a boca com a mão, gesto que motivou a intervenção do VAR. Após revisar as imagens, o árbitro Sávio Pereira Sampaio aplicou o cartão vermelho direto ao jogador.

A decisão revoltou o jogador, que contestou a interpretação da arbitragem. Posteriormente, a CBF divulgou a análise do lance e explicou os motivos da expulsão, previstos na lei Vini Jr. que pune jogadores que cobrem a boca propositalmente para provocar o adversário.

Mesmo com um jogador a menos, o Santos continuou com a busca pelo empate e conseguiu marcar aos 48 minutos do segundo tempo, com o zagueiro Luan Peres, após cobrança de escanteio de Rollheiser.

Com o apito final, o empate garantiu um ponto para cada equipe, mas a discussão que envolveu Neymar se tornou um dos assuntos mais comentados da rodada. O atacante também ficará de fora do jogo contra o Palmeiras na próxima rodada por conta da suspensão. Dentro de campo, o resultado manteve a disputa por uma vaga nas competições continentais para ambas as equipes, enquanto, fora dele, a expulsão reacendeu o debate sobre o comportamento dos jogadores.

Coritiba 0X1 Grêmio

Na última segunda-feira (26), o Grêmio venceu o Coritiba por 1 a 0, no Couto Pereira, em Curitiba (PR). Martin Braithwaite marcou de cabeça nos acréscimos e garantiu a primeira vitória gremista como visitante na competição e tirou o time da antepenúltima colocação.

Com o resultado, o Grêmio chegou aos 34 pontos, ultrapassou o Corinthians e assumiu a 17ª colocação. O time paulista caiu para 18º, enquanto o Tricolor gaúcho ficou a apenas um ponto do Internacional, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. O Coritiba permaneceu com 39 pontos, na 12ª posição.

O primeiro tempo teve chances para os dois lados e boas atuações dos goleiros. O Grêmio quase abriu o placar aos doze minutos, quando Carlos Vinícius encontrou Pavón e o argentino serviu Amuzu, que parou em Pedro Morisco.

O Coritiba respondeu com Pedro Rocha e Josué, mas Weverton evitou o gol nas duas chegadas. Pouco depois, Carlos Vinícius tentou uma finalização de letra após cruzamento de Pavón e acertou a trave. Amuzu ainda obrigou Morisco a fazer outra defesa antes do intervalo.

A melhor oportunidade do Coritiba na primeira etapa veio aos 43 minutos. Josué encontrou Lavega livre dentro da área, mas o uruguaio finalizou em cima de Weverton e perdeu a chance de colocar o time da casa em vantagem.

O Coxa voltou melhor no segundo tempo e quase marcou aos seis minutos. Josué cruzou para Sebastián Gómez, que apareceu livre e cabeceou rente ao travessão. O Grêmio respondeu pouco depois com Wallace, que também cabeceou com perigo e obrigou Morisco a fazer outra boa defesa.

A partir daí, o time gaúcho começou a controlar mais a partida. Renato Portaluppi tirou Balbuena, desmontou o esquema com três zagueiros e colocou jogadores mais ofensivos em campo. Enamorado, Krovinović, Caio Paulista e Braithwaite entraram ao longo da segunda etapa.

Morisco continuou com suas defesas para segurar o empate, mas não conseguiu evitar o gol nos acréscimos. Krovinović cobrou escanteio curto para Amuzu, que cruzou para Braithwaite ganhar pelo alto e cabecear para o gol. O dinamarquês havia entrado poucos minutos antes e decidiu a partida praticamente no último lance.

A imagem mostra Braithwaite, do Grêmio, e companheiros comemorando o gol
Braithwaite encerrou uma sequência de 19 jogos sem marcar e fez seu primeiro gol no Brasileirão de 2026. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA 

O Grêmio, na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, tentará deixar a zona de rebaixamento. A equipe soma 34 pontos e está a apenas um do Internacional.

Com 39 pontos, o Coritiba tenta aumentar a distância para a parte de baixo da tabela depois de chegar ao sétimo jogo consecutivo sem vencer.

Flamengo 3x2 Atlético-MG

Mais tarde, às 20h, no último jogo da rodada, o Flamengo recebeu o Atlético-MG no Maracanã. O jogo terminou com vitória do Mengão por 3 a 2, mas o jogo contou com muita emoção, e polêmica em pênalti marcado no fim do jogo, que deu a vitória ao time da casa.

A partida começou eletrizante. No primeiro minuto de jogo, Pedro recebeu uma enfiada na frente e finalizou com dificuldades para boa defesa do goleiro Gabriel Delfim. Em sequência, aos seis minutos, o Galo teve um contra-ataque rápido, iniciado com grande passe de Vitor Hugo, que achou Preciado em disparada. O Atlético aproveitou a vantagem numérica. O meia entrou na área e deu o passe para trás para Bernard bater firme e abrir o placar.

O Flamengo seguiu em cima após sair atrás no placar. Aos 13, Plata conduziu a bola com a perna canhota e finalizou uma bola com força que acertou em cheio a cabeça do zagueiro Vitão.Cinco minutos depois, em cobrança de escanteio, Arrascaeta achou belo cruzamento na medida para Pulgar, que cabeceou bem e forçou grande defesa de Delfin. Com 26, em cruzamento de Varela, Pedro cabeceou uma bola que passou perto da trave.

O Flamengo seguiu postado no campo de ataque pressionando o Galo, mas sem conseguir aproveitar as diversas chances criadas. Aos 32, o Atlético teve bom contra-ataque, e Vitor Hugo cara a cara finalizou para defesa de Rossi. Um minuto depois, o Mengão voltou a subir, e com a bola dominada pela esquerda, Plata arrastou e cruzou fechado. A bola sobrevoou a área e pegou o goleiro desprevenido, que falhou mesmo com um quique no gramado. Bola no fundo das redes.

A atmosfera cresceu ainda mais com o empate. Na sequência, aos 41, o Flamengo conseguiu roubar a bola no ataque. Pulgar achou Samuel Lino, que ajeitou com um toque para Arrascaeta conduzir a bola para dentro da área e finalizar rasteiro e virar o placar.

A imagem mostra Arrascaeta, do Flamengo, comemorando o gol
Arrascaeta volta a marcar após ter voltado de lesão sofrida em setembro. Reprodução: Instagram/ @flamengo

A primeira etapa terminou bem para o time da casa. O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro acabou, com o Flamengo pressionando e roubando a bola no ataque, desta vez para uma finalização de fora da área que saiu pela linha de fundo.

O Galo conseguiu se soltar aos poucos. Aos 13 minutos do segundo tempo, em grande invertida de Vitor Hugo em direção a área, Renan Lodi apareceu livre e finalizou de primeira, sem chances para Rossi, para empatar a partida.

O Atlético aproveitou a desatenção do adversário, e logo em seguida com 15 minutos, em bola enfiada para Preciado, criou boa chance, mas Rossi saiu bem e acabou com a jogada.

Três minutos depois, em bola parada, Arrascaeta levantou cruzamento e Leo Ortiz cabeceou, o que fez Delfim fazer uma boa defesa com a ponta dos dedos. Aos 27, em outra bola parada de Arrascaeta, Bruno Henrique recebeu na medida para cabecear, mas a bola passou na frente do gol e saiu pela linha de fundo.

Com 36 minutos, em bola disputada na defesa do Flamengo, o Galo levou a melhor e com toque preciso de Natanael para trás, Bernard bateu pressionado com a esquerda e mandou para fora. Em sequência, aos 41, o Atlético saiu jogando errado e deu a bola para Freitas na frente da área. O jogador bateu firme e Delfim voou para fazer a defesa em dois tempos.

O jogo se aproximava do fim. No último lance, aos 51, o Flamengo tentava arrancar a vitória. Em um cruzamento para Léo Pereira que dividiu no alto com Renan Lodi, a bola ficou em disputa. Lodi chegou um pouco atrasado e cometeu o pênalti  no zagueiro do Mengão.

A cobrança foi autorizada, e Carrascal caminhou para a bola e bateu firme no canto esquerdo sem chances para o goleiro.

O jogo encerrou em 3 a 2 para o Flamengo que conseguiu manter a liderança do brasileirão. 

Próxima rodada

Quarta-feira (28)

Red Bull Bragantino x Chapecoense, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 19h30;

Santos x Palmeiras, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 19h30;

Fluminense x Internacional, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 19h30;

Remo x Botafogo, no Estádio Banpará Baenão, em Belém (PA), às 21h30;

Bahia x São Paulo, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h30.

Quinta-feira (29)

Atlético-MG x Cruzeiro, na Arena MRV, em Belo Horizonte, às 19h30;

Vasco x Flamengo, no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h;

Grêmio x Athletico-PR, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 21h30.

Sexta-feira (30)

Corinthians x Mirassol, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 20h.

Sábado (31)

Coritiba x Vitória, no Couto Pereira, em Curitiba (PR), às 16h.

Todos os horários são de Brasília.

Atacante inglês recebe o prêmio pela primeira vez, enquanto espanhola alcança o tricampeonato
por
Pedro José de Olveira Zolési
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29/10/2026 - 12h

O atacante Harry Kane, do Bayern de Munique, e a meio-campista Alexia Putellas, do London City Lionesses, foram os grandes vencedores da Bola de Ouro 2026, realizada na segunda-feira (26), no London Palladium Theatre, em Londres, na Inglaterra. A premiação, organizada pela revista France Football em parceria com a UEFA, reuniu alguns dos principais nomes do futebol mundial e reconheceu os destaques da temporada 2025/2026.

A cerimônia marcou os 70 anos da premiação e aconteceu pela primeira vez na capital inglesa. Além das tradicionais Bolas de Ouro masculina e feminina, o evento distribuiu troféus em categorias destinadas a jovens talentos, goleiros, treinadores, artilheiros e clubes.

O Brasil contou com representantes em diferentes categorias, mas terminou a cerimônia sem conquistas individuais.

Na disputa pela Bola de Ouro masculina, Vinícius Júnior, do Real Madrid, alcançou a 17ª colocação. Entre os defensores, Gabriel Magalhães, do Arsenal, terminou em 21º lugar, enquanto Marquinhos, do Paris Saint-Germain, ocupou a 25ª posição.

No futebol feminino, Lorena, goleira da Seleção Brasileira e do Kansas City Current, foi a única representante do país entre as 30 finalistas. A atleta encerrou a votação da Bola de Ouro na 28ª colocação e também figurou entre as cinco candidatas ao Troféu Yashin, destinado à melhor goleira da temporada.

O Flamengo foi outro representante brasileiro na premiação. Campeão da Libertadores de 2025, o clube carioca concorreu ao título de melhor equipe masculina do ano.

A primeira categoria anunciada foi o Troféu Kopa, destinado aos melhores jovens jogadores da temporada.

No futebol feminino, a espanhola Vicky López, de 20 anos, conquistou o prêmio pelo segundo ano consecutivo. A meio-campista do Barcelona repetiu o feito de 2025 e consolidou seu nome entre as principais promessas da modalidade.

Já na categoria masculina, o vencedor foi Lamine Yamal, de 19 anos. O atacante do Barcelona recebeu o reconhecimento após mais uma temporada de destaque pelo clube catalão e pela seleção espanhola.

Lamine Yamal com o troféu Kopa
Lamine Yamal alcançou seu terceiro Troféu Kopa consecutivo, após ser reconhecido como o melhor jogador jovem do mundo nas edições de 2024 e 2025. Foto: Reprodução/Instagram/@fcbarcelona

Na sequência, o Troféu Johan Cruyff premiou os melhores treinadores do ano. Luis de la Fuente, comandante da seleção espanhola campeã da Copa do Mundo de 2026, venceu na categoria masculina. Na feminina, Pere Romeu, técnico do Barcelona, conquistou a distinção após uma temporada de títulos à frente da equipe catalã.

O Barcelona conquistou o prêmio de melhor clube feminino do ano após uma campanha marcada por títulos nacionais e internacionais. A equipe espanhola venceu a Liga dos Campeões Feminina, o Campeonato Espanhol, a Copa da Rainha e a Supercopa da Espanha, com domínio nas principais competições que disputou.

Na categoria masculina, o Paris Saint-Germain recebeu o reconhecimento. O clube francês conquistou a Liga dos Campeões pela segunda temporada consecutiva e também levantou o troféu do Campeonato Francês, da Supercopa da UEFA e da Supercopa da França, além da Copa Intercontinental da FIFA, disputada em dezembro de 2025.

O bicampeonato europeu teve peso especial na escolha. Com a conquista de 2026, o PSG se tornou apenas o primeiro clube a vencer duas edições consecutivas da Liga dos Campeões desde a adoção do atual formato da competição na temporada 2024/2025. 

No Troféu Yashin, que reconhece os melhores goleiros e goleiras do futebol mundial, os dois vencedores foram espanhóis.

Entre os homens, Unai Simón, do Athletic Bilbao, recebeu o prêmio após suas atuações pelo clube e pela seleção da Espanha. Na categoria feminina, Cata Coll, do Barcelona, ficou com o troféu e superou as demais finalistas, entre elas a brasileira Lorena.

O atacante inglês Bukayo Saka, do Arsenal, foi o vencedor do Prêmio Sócrates, destinado a jogadores que se destacaram por ações humanitárias e projetos sociais fora dos gramados.

O reconhecimento teve como um dos principais motivos a participação do atleta em iniciativas de assistência médica a crianças em situação de vulnerabilidade. Em parceria com a organização beneficente BigShoe, Saka financiou cirurgias para 120 crianças em Kano, na Nigéria, em 2022. No ano seguinte, também contribuiu para procedimentos médicos de outras 100 crianças em Ruanda, no Quênia e na Tanzânia.

As ações reforçaram o compromisso social do atacante, que utilizou sua projeção internacional para apoiar comunidades com acesso limitado a tratamentos de saúde.

O Troféu Gerd Müller, destinado aos principais artilheiros da temporada, teve como vencedores Harry Kane, do Bayern de Munique, e Charlyn Corral, do Pachuca, do México.

Na categoria masculina, o inglês recebeu a distinção após marcar 73 gols em 65 partidas, números que incluíram suas atuações pelo clube alemão e pela seleção da Inglaterra na temporada 2025/2026.

Entre as mulheres, Charlyn Corral conquistou o reconhecimento depois de anotar 49 gols em 49 jogos pelo Pachuca e pela seleção mexicana. A atacante se tornou a primeira jogadora do México a receber o troféu, um marco para o futebol feminino do país.

Após a entrega das demais premiações, chegou o momento de revelar os dois principais troféus da noite.

No futebol feminino, a espanhola Alexia Putellas conquistou sua terceira Bola de Ouro e repetiu os triunfos de 2021 e 2022. A meio-campista de 32 anos foi peça importante nas conquistas do Barcelona durante a temporada 2025/2026, antes de deixar o clube espanhol para defender o London City Lionesses, da Inglaterra.

A polonesa Ewa Pajor, também do Barcelona, terminou na segunda colocação, enquanto a jamaicana Khadija Shaw, do Manchester City, completou o pódio.

Com o tricampeonato, Putellas voltou ao topo do futebol mundial após quatro anos e consolidou sua trajetória entre as maiores vencedoras da história da premiação feminina, empatada com Aitana Bonmatí.

Na categoria masculina, a disputa ficou concentrada entre Harry Kane, Kylian Mbappé e Lamine Yamal, três dos principais destaques da temporada europeia.

O atacante inglês do Bayern de Munique levou a melhor e conquistou a primeira Bola de Ouro da carreira. Mbappé, do Real Madrid, terminou em segundo lugar, enquanto Yamal, do Barcelona, completou o pódio.

Harry Kane e Alexia Putellas com seus respectivos prêmios
Após 45 anos, o Bayern de Munique voltou a ter um vencedor da Bola de Ouro. O último havia sido Karl-Heinz Rummenigge, em 1981. Foto: Reprodução/Instagram/@ballondorofficial

Aos 33 anos, Kane recebeu o prêmio após uma temporada de números expressivos. Além dos 73 gols em 65 partidas pelo Bayern e pela seleção inglesa, o centroavante conquistou o Campeonato Alemão e a Copa da Alemanha, títulos que contribuíram para sua eleição.

O reconhecimento também encerrou um jejum de 25 anos sem vencedores ingleses na categoria masculina. Antes de Kane, o último jogador do país a levantar a Bola de Ouro havia sido Michael Owen, em 2001, quando defendia o Liverpool.

No dia 2 de setembro, a NBA divulgou as punições sobre o caso de violação do teto de gastos
por
Rodolfo Dias
|
27/10/2026 - 12h

Oito dias após a NBA divulgar suas punições, o caso de violação do teto de gastos envolvendo o Los Angeles Clippers e Kawhi Leonard ganhou um novo desdobramento. Na quinta-feira (10), a promotoria federal americana abriu uma investigação oficial sobre o esquema, usando como base a apuração interna recém-concluída pela liga de basquete contra o time, o dono da franquia e o atleta.

Segundo o New York Times, a investigação está em fase inicial e é conduzida pela Promotoria Federal do Departamento de Justiça sediada no Brooklyn, em Nova York, que já tem uma longa experiência em processos envolvendo jogadores e a NBA. As autoridades decidiram começar a examinar o caso, após a firma que fez a investigação interna chegar à conclusão de que o Clippers procurou diversas maneiras de burlar o sistema de teto de gastos da liga.

Em 2019, Kawhi Leonard havia fechado com o Clippers um contrato de três anos que valia US$ 100 milhões, aproximadamente R$ 511 milhões na cotação de hoje. No entanto, segundo o relatório, Leonard, por meio de seu tio, David Robertson, pressionou a franquia a fazer acordos de patrocínio por fora, o que viola as regras da liga.

Além do contrato normal, o jogador recebia patrocínios de imagem de quatro empresas. Contudo, essas parcerias nunca foram anunciadas publicamente e Leonard nunca fez propagandas para nenhuma delas. Um dos acordos era com a Aspiration Partners, uma empresa de sustentabilidade que faliu, mas que mantinha uma série de contratos com o time de Los Angeles e seu dono, Steve Ballmer.

foto do jogador Kawhi Leonard
Kawhi Leonard no vestiário do Clippers Foto: Reprodução/instagram/@kawhisklawset

Em resposta ao ocorrido, a NBA aplicou uma das punições mais severas de sua história. O Clippers perdeu cinco escolhas de draft, o que impacta diretamente a construção do elenco da franquia por um bom tempo. A equipe também recebeu uma multa de US$ 30 milhões

(R$ 153 milhões na cotação atual) e o banimento de um ano para Ballmer e dois executivos do time. Robertson, que foi demitido pelo sobrinho em junho, foi banido por cinco anos de atuar em negócios relacionados à liga, enquanto Kawhi Leonard sofreu uma multa de US$ 700 mil (aproximadamente R$ 3,5 milhões).

O jogador se pronunciou após o anúncio da punição, afirmando ser responsável pelo julgamento de pessoas de seu círculo pessoal. Em contrapartida, o Clippers se colocou contra a NBA e Adam Silver, comissário da liga, declarando que a investigação interna foi enviesada para justificar uma narrativa, em vez de focar em fatos e evidências. A diretoria afirmou ainda que a conversa privada com a liga divergiu do que foi anunciado na quarta-feira.

 

Post no Instagram do Raptors anunciando a volta do Kawhi Leonard
Post no Instagram do Raptors anunciando a volta do Kawhi Leonard  Foto: Reprodução/Instagram/@raptors

Nesta terça-feira (15), o Toronto Raptors concluiu uma troca com o Clippers, recebendo Kawhi por um ano em troca de Brandon Ingram (líder de pontos do time), Gradey Dick e um pacote de cinco escolhas de draft, que inclui seleções de primeira e segunda rodadas até 2033, além de uma troca de posições em 2027. Os times já tinham um acordo desde 30 de junho, mas, devido à investigação, a negociação havia ficado congelada.

Leonard retorna ao time canadense por mais um ano, após sua passagem na temporada 2018/2019, que culminou no único título da franquia de Toronto.

Sixers interromperam a festa do título em Nova York, Pistons viraram 22 pontos e Thunder largou na frente dos Spurs na primeira semana da NBA
por
Ivan Marino Iannace
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27/10/2026 - 12h

 

A primeira semana da NBA mudou o roteiro que parecia previsível. Na terça (20), os atuais campeões Knicks ergueram a faixa do primeiro título desde 1973 no Madison Square Garden, mas quem saiu em festa foi LeBron James, aos 41 anos. 

Os Sixers venceram na estreia do jogador com a camisa da Filadélfia. O maior pontuador da história da liga fez uma partida completa, com pontos, rebotes e assistências. Ainda jogou alguns minutos como pivô para ajudar a segurar Karl-Anthony Towns.

Junto com ele, a Filadélfia ganhou Jaylen Brown, que veio do Celtics numa troca que mandou Paul George e escolhas de draft para Boston. Brown teve uma boa estreia, e Tyrese Maxey foi o cestinha da partida. 
 

Jaylen Brown em final de jogo com a camisa do 76ers
Ex-Celtics, Jaylen Brown fez uma boa estreia pelos Sixers, no Madison Square Garden.
Foto: Reprodução/Instagram @sixers

 

No sábado (24), os Sixers voltaram a vencer, desta vez contra os Bucks. Para um time que foi varrido pelos Knicks nas semifinais do Leste na temporada passada, foi um bom começo de resposta.

O Leste teve outra história. Na mesma terça, os Pistons receberam o Celtics e viraram um jogo em que perdiam por mais de 20 pontos. A maior virada de estreia de temporada em 30 anos. Boston se recuperou na sexta (23), em casa, ao bater os Knicks e complicar o começo dos campeões. 

Em Miami, a expectativa em torno da estreia de Giannis Antetokounmpo ainda não virou resultado: o Heat perdeu para os Pistons na sexta e para os Hornets no sábado.

 

Giannis Antetokounmpo com a camisa do Miami Heat
Giannis tem um começo difícil pelo Miami Heat
Foto: Reprodução/Instagram @enbiei.it

 

No Oeste, a primeira revanche ficou com o Thunder. Shai Gilgeous-Alexander, bicampeão de Most Valuable Player (MVP) e atrás de um feito que só Bill Russell, Wilt Chamberlain e Larry Bird alcançaram, o de três prêmios seguidos, comandou a vitória sobre os Spurs, o time que o havia eliminado na final da conferência. Victor Wembanyama teve uma noite difícil, e San Antonio perdeu também para os Rockets na sexta, antes de reagir contra os Mavericks no sábado.

Uma semana é pouco para definir o resto da temporada. Thunder e Spurs seguem como os favoritos ao título, mas os Sixers, de LeBron e Brown, mostraram que podem entrar nessa disputa.

Entretanto, a primeira semana respondeu uma das perguntas de antes da bola subir. LeBron consegue fazer os Sixers funcionarem? Na estreia, e de novo no sábado, a resposta foi sim. Agora se os Knicks conseguem defender o título? Essa continua em aberto.

Time argentino supera Rubro-negro em casa, na semi-final
por
Enrico Peres
|
27/10/2026 - 12h

Na última quinta-feira (22), o Flamengo enfrentou o Estudiantes no jogo de volta das semifinais da Copa Libertadores da América, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, contra o Estudiantes de La Plata. Na semana anterior, na casa do adversário na Argentina, o clube carioca conseguiu segurar o empate sem gols e precisava apenas de uma vitória simples para garantir a vaga na final, em Montevideo.

Além de chegar nas fases finais da Libertadores, o Flamengo também disputa ponto a ponto a liderança do Campeonato Brasileiro com o Palmeiras. Por isso, o Mengão não poupou suas peças mais importantes no jogo da rodada antes da decisão no Maracanã, quando venceu o Bahia em Salvador, no domingo (18), por 3 a 0. Dos escalados no domingo, apenas Varela e Gonzalo Plata foram para o banco e deram lugar a Emerson Royal e Lucas Paquetá, respectivamente.

Já nos onze iniciais do time argentino, o técnico Cacique Medina teve os retornos de Tomás Palacios e Leandro González Pirez, que cumpriram suspensão na ida. O zagueiro Marcos Rojo, que teve sua inscrição barrada pela Conmebol para o jogo de ida, foi escalado após liberação do TAS (Tribunal Arbitrário do Esporte). Uma outra novidade na escalação foi a de Joaquim Corrêa, ex-jogador do Botafogo. Na última partida do Campeonato Argentino, a maioria dos titulares foram poupados na derrota em casa para o San Lorenzo.

Já no Maracanã, a festa da torcida do Flamengo contou com mosaicos e escritos sobre a busca pelo pentacampeonato da Libertadores. Essa foi a oitava semifinal disputada pelo Mais Querido, que buscava a sexta final. Porém, após o começo da partida, quem tomou controle do jogo foi o Estudiantes. O clube de La Plata mostrou que o jeito argentino de se jogar um jogo eliminatório de copa teve efeito. 

Os visitantes compactaram a defesa e não deixaram o Flamengo controlar o jogo com passes, como gosta o time de Leonardo Jardim. No ataque, o Estudiantes também era bem mais efetivo. Os argentinos criaram chances claras, como a de um escanteio aos 15, quando Marcos Rojo aproveitou o desvio para finalizar com o pé, mas parou em uma grande defesa de Rossi. Menos de um minuto depois, Baltazar Rodrigues experimentou de longe, em chute colocado de meia altura que obrigou Rossi a fazer outra ótima defesa. 

O Flamengo tentava criar, mas a numerosa defesa ‘Pincha’ não dava espaços. Foi em jogada individual de Pedro que o Flamengo arranjou um espaço, apenas para finalizar cruzado e ver o chute passar perto da outra trave.

No segundo tempo, Baltasar Rodrigues, já amarelado, cometeu falta em Samuel Lino e levou o segundo amarelo. O Flamengo ficou com um jogador a mais desde os quatro minutos da segunda etapa. Mesmo com a vantagem, o Flamengo não conseguiu criar uma chance clara até os 36 minutos, quando Plata, que entrou um minuto antes, passou para Paquetá, infiltrou na área e recebeu um passe de cavadinha do meia rubro-negro para finalizar de cabeça em cima de Muslera. O mesmo Paquetá, aos 41 minutos, teve a chance em cabeceio após escanteio curto lançado na área por Jorginho, mas a bola apenas passou perto da trave. O tempo regulamentar acabou e a vaga para a grande final foi decidida nos pênaltis.

O Flamengo bateu primeiro. Arrascaeta, que entrou no sacrifício por ainda estar tratando de lesão, abriu a série e converteu, seguido por José Sosa que também fez o dele. Jorginho, conhecido por bater pênaltis com exatidão, bateu o segundo e viu Muslera acertar o canto e encaixar a finalização. Esse foi apenas o primeiro pênalti perdido por Jorginho com a camisa Rubro-Negra em 15 batidos. Cetre, lateral do clube argentino, também perdeu e a disputa seguiu 1x1. Paquetá foi o próximo e também perdeu, no mesmo canto em que bateu Jorginho, novamente defendido por Muslera.

 

Após Copa do Mundo desastrosa, Muslera se redime com a camisa alvirrubra. Reprodução: Instagram/@edelpoficial
Após Copa do Mundo desastrosa, Muslera se redime com a camisa alvirrubra. Foto: Reprodução/Instagram/@edelpoficial

No dia seguinte ao jogo, o Flamengo apresentou uma reclamação à Conmebol pela escalação de Marcos Rojo, na tentativa de anular a partida, o que faria o clube brasileiro passar para a final. A Conmebol estuda analisar o caso, enquanto o Estudiantes garante que a liminar concedida pelo TAS dá legitimidade à inscrição e a escalação de Rojo.

Agora, o clube de Buenos Aires enfrentará o Palmeiras na decisão em busca do pentacampeonato, no estádio Centenário de Montevideo, no Uruguai, no dia 28 de novembro. O último título do ‘El León’, como é conhecido o clube, foi em 2009 quando bateu o Cruzeiro por 2 a 1 no Mineirão, em Belo Horizonte.

Depois, Mancuso, Léo Pereira e Tiago Palácios converteram e deixaram a disputa em 3 a 2 para o Estudiantes, que precisava apenas de outro erro do Flamengo para chegar à final. Bruno Henrique, ídolo do clube carioca, bateu e viu Muslera pela terceira vez defender. O goleiro acabou com a campanha do time brasileiro e levou o Estudiantes a sua sexta final, a primeira desde 2009.

Confira uma das mais incríveis trajetórias do futebol, que começou por causa de uma cobiça espanhola, um VHS e um cozinheiro
por
Guilbert Inácio
|
03/09/2026 - 12h

Na última segunda-feira (31), Lionel Messi publicou uma carta em suas redes sociais para comunicar que se aposentou definitivamente da Seleção Argentina. Contando com base, seleção olímpica e profissional, o jogador defendeu a Albiceleste por 22 anos. Nesse período, ele foi questionado, mas superou tudo. Sua passagem está marcada na história do esporte por ter quebrado recordes da seleção e do futebol.

O VHS, o cozinheiro e o início

Diferente do convencional, Messi atuou pouco com as divisões de base da Argentina. La Pulga, apelido dado por seu irmão Rodrigo, nasceu em Rosário, mas se mudou muito novo para a Espanha.

A imagem mostra Messi e outras crianças na base do Newll's Old Boys
Na infância, Messi jogou na base do Newell’s Old Boys, time de sua terra natal. Reprodução: Asociación Rosarina de Fútbol

A troca de países aconteceu quando o pequeno Leo tinha 13 anos e por causa de uma doença rara. Ele foi diagnosticado com uma deficiência no hormônio do crescimento, o GH, quando tinha 11 anos. Isso poderia ter encerrado sua carreira, mas surgiu o Barcelona.

O clube catalão se ofereceu para pagar o tratamento médico e formar o garoto em suas divisões de base. Foi assim que Messi chegou à Espanha em dezembro de 2000. Em La Masia, ele começou a se destacar e logo despertou o interesse da seleção do país ibérico.

Jorge Messi, pai de Leo, foi pressionado pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) para que aceitasse a naturalização espanhola de seu filho, o que permitiria que ele jogasse por La Roja.

Até aquele momento, ninguém da Argentina fazia ideia da existência de Messi e por isso ele nunca havia sido convocado para defender a Albiceleste nas categorias sub-15 e sub-17. Foi nesse momento de cobiça espanhola que surge o argentino Horacio Gaggioli, empresário do jovem de 2001 a 2005.

De acordo com o documentário Messi, a Fita Esquecida, produzido pela ESPN, Gaggioli pediu um VHS com lances de Leo para o jornalista da Barça TV, Jaume Marcet, com o objetivo de mostrar a fita para os responsáveis pelo futebol argentino. Gaggioli afirmou ao jornalista que "As seleções de base da Argentina não conhecem o Leo, e aqui a seleção espanhola quer convocá-lo, mas ele é argentino".

Em maio de 2003, no Hotel Princesa Sofia, em Barcelona, o empresário conseguiu entregar o VHS para Claudio Vivas, assistente técnico de Marcelo Bielsa, na época no comando da seleção principal argentina, que fazia uma passagem pela Espanha.

A fita só chegou ao país sul-americano dois meses depois e foi entregue para Hugo Tocalli, diretor-técnico do time sub-17 argentino de 2001 a 2005. Tocalli ficou impressionado ao ver os lances, mas como o mundial sub-17 estava próximo, ele não queria ser injusto com os jogadores já conhecidos, o diretor-técnico deixou Messi de fora da lista.

No dia 27 de agosto de 2023, na Finlândia, a Argentina foi derrotada por 3 a 2 pela Espanha e foi eliminada nas semifinais do mundial. No dia seguinte, Tocalli encontrou o chefe de cozinha da Espanha no hotel onde ambas as seleções estavam hospedadas. O cozinheiro disse a ele: "Se vocês tivessem levado aquele garoto que joga no Barcelona, teriam sido campeões."

Tocalli ficou incrédulo com a fala e perguntou se ele estava falando de Messi. O cozinheiro então respondeu “O que? Vocês conheciam ele e não o convocaram?”

Depois disso, Tocalli decidiu agir, mas achar o garoto de Rosário naquela época não era fácil. O diretor pediu a Omar Souto, veterano profissional do departamento de seleções da Associação de Futebol Argentino (AFA), para que ele encontrasse Messi.

Em Buenos Aires, Souto pegou uma lista telefônica e começou a ligar para todos os “Messi” registrados em Rosário e perguntar sobre “Leonardo”.

Souto conseguiu falar com Celia, avó de Leo, e um tio até conseguir contato com Jorge Messi. O pai de La Pulga primeiro o corrigiu: “é Lionel”. Depois: “Finalmente vocês o chamaram, meu filho quer jogar pela Argentina.”

A AFA organizou um amistoso às pressas para ter Messi antes da Espanha. A primeira convocação foi enviada por fax para o Barcelona. A curiosidade é que o nome estava errado. Foi escrito Leonel Mecci, em vez de Lionel Messi.

La Pulga estreou com a camisa azul e branca na seleção sub-20, no dia 29 de junho de 2004. A partida foi uma vitória por 6 a 0 contra o Paraguai no Estádio Diego Armando Maradona. 

Messi entrou faltando dez minutos para o fim. Em seis segundos e com poucos toques na bola, ele marcou seu primeiro gol com a seleção para um público de 500 pessoas, naquela noite fria e chuvosa.

A imagem mostra Messi com a seleção sub-20 e o troféu da competição
Em 2005, Messi conquistou a Copa do Mundo sub-20. Reprodução: Fifa

De promessa a questionado

No ano de 2005, Messi foi convocado pela primeira vez para a seleção principal. Em 2006, com 19 anos, jogou sua primeira Copa. Ainda reserva, ele entrou em três partidas. A Argentina foi eliminada pela Alemanha nos pênaltis, nas quartas de final.

A imagem mostra Messi com a camisa 19 comemorando seu primeiro gol na Copa
Messi marcou seu primeiro gol na competição contra Montenegro. Reprodução: Fifa

Já em 2007, Leo e companhia chegaram à final da Copa América como favoritos, mas tomaram um 3 a 0 do Brasil. No ano seguinte, em Pequim, La Pulga conquistou o ouro olímpico. Nesse momento, parecia que Messi acabaria com o jejum de títulos da seleção principal.

A imagem mostra Messi e Maradona
Após a renúncia de Riquelme da seleção, Messi assumiu a camisa 10 a pedido de Maradona, técnico na época. Reprodução: Instagram/@affaseleccionen

Com a Copa do Mundo de 2010, veio a primeira decepção. Messi jogou cinco partidas, mas não marcou nenhum gol e só deu uma assistência. Além disso, na mesma fase e contra o mesmo adversário de quatro anos antes, uma eliminação humilhante por 4 a 0.

Na Copa América de 2011, na Argentina, Leo chegou na competição como atual campeão da Liga dos Campeões da Europa e com o título de melhor jogador do mundo da France Football. Era a oportunidade da Albiceleste conquistar um título desde a conquista da Copa América de 1993. 

Entretanto, no Estadio El Cementerio de los Elefantes, um empate de 1 a 1 contra o Uruguai na semis levou a partida para os pênaltis. Muslera brilhou, pegou a cobrança de Carlos Tévez e levou La Celeste para a final.

Três anos depois, na Copa do Mundo no Brasil, Messi bateu na trave no maior palco do futebol mundial, o Maracanã. Contra a Alemanha, carrasca das últimas duas Copas, a Argentina perdeu por 1 a 0 na prorrogação.

A imagem mostra Messi com pessoas em volta
Messi foi eleito o melhor jogador da Copa de 2014. Reprodução: Fifa

Nas Copas Américas 2015 e Centenária 2016, dois títulos perdidos na final para o Chile. Na época, decepcionado, Messi comunicou que se aposentaria da seleção.

A imagem mostra Messi de cabeça baixa
Em 2016, Messi isolou a bola em sua cobrança de pênalti. Reprodução: Conmebol 

Com as derrotas sucessivas, o camisa 10 foi amplamente criticado por torcedores e a imprensa argentina. Era como se o gênio multicampeão do Barcelona não existisse na Albiceleste. 

Quando Bauza assumiu o comando da seleção da Argentina, Leo voltou para disputar as eliminatórias da Copa 2018. Em uma seleção questionada, Messi brilhou nas eliminatórias e conseguiu classificar a seleção para o mundial daquele ano. 

Porém, no torneio, empate com a Islândia na estréia e derrota por 3 a 0 para a Croácia no segundo jogo. Messi decidiu na terceira partida contra a Nigéria e a Argentina passou em segundo no grupo. Nas oitavas, derrota para a França por 4 a 3.

A imagem mostra Messi e outros argentinos de cabeça baixa. Ao lado, há jogadores franceses comemorando
Messi deu duas assistências nessa partida, mas não evitou a eliminação. Reprodução: Fifa

Na Copa América de 2019 mais uma eliminação. Dessa vez por 2 a 0 para o Brasil. O jejum de títulos chegou a 26 anos, mas algo se iniciou ali. Após a competição, Lionel Scaloni, técnico interino, foi efetivado e isso mudou a história da seleção.

A imagem mostra Messi olhando para o lado. No fundo, há jogadores brasileiros comemorando
A derrota para o Brasil seria a última pelos próximos três anos. Reprodução: Conmebol

A glória eterna

Em 2021, a Copa América no Brasil era talvez a última oportunidade de La Pulga conquistar algo no time principal da seleção. Scaloni montou um grupo que jogava para Messi e isso foi decisivo. 

Artilheiro com quatro gols ao lado de Luís Dias (Colômbia) e líder de assistências com cinco, Leo levou a Argentina para a final. No Maracanã, a decisão foi contra o país sede da competição. Diferente de 2014, o principal palco do futebol mundial viu Di María fazer 1 a 0 e Messi conquistar o primeiro título com a camisa Albiceleste.

A imagem mostra da esquerda para direita Otamendi, Messi, Aguero e Di Maria. Na frente tem a taça da Copa América
A conquista foi a 15ª Copa América da Argentina, maior campeã do torneio. Reprodução: Instagram/@leomessi

No ano seguinte, na final da Finalíssima, a Argentina venceu a Itália, campeã da Eurocopa, por 3 a 0. Questionado por anos, agora Messi tinha dois títulos. As conquistas e a sequência de 36 jogos sem perder fizeram a Argentina chegar para a Copa do Mundo, disputada no fim daquele ano, como favorita.

Na abertura da Copa contra a Arábia Saudita, Leo abriu o placar com dez minutos, mas algo inesperado aconteceu. A Arábia Saudita virou o jogo e decretou a primeira derrota da Argentina desde 2019. Os fantasmas voltaram a aparecer.

Na segunda partida, um jogo duro contra o México, mas Messi bateu de fora da área para desafogar o jogo. Vitória por 2 a 0. Contra a Polônia na terceira rodada, o placar se repetiu.

No mata-mata, ele reinou. Nas oitavas, gol contra a Austrália na vitória por 2 a 1. Nas quartas, gol e assistência no empate por 2 a 2 contra a Holanda. A partida foi marcada por briga entre os jogadores e por Messi que encarnou o que muitos chamam de um “argentino de verdade”. A Argentina se classificou nos pênaltis.

A imagem mostra Messi comemorando com as mãos no ouvido
Messi provocou Louis Van Gal, técnico da Holanda, na comemoração do gol. Reprodução: Fifa

Nas semis, mais um gol e assistência na vitória por 3 a 0 em cima da Croácia. Classificação para a final.

Na decisão contra a França, o maior jogo da história da Copa. Messi abriu o placar e Di Maria ampliou a vantagem. A partida parecia tranquila, mas como tudo na trajetória de Messi, não seria fácil. Kylian Mbappé com um pênalti e um golaço empatou a partida em dois minutos. O jogo foi para a prorrogação. 

Aos três minutos do segundo tempo complementar, em um contra-ataque, Messi fez o 3 a 2. Dez minutos depois, Mbappé empatou de novo. A decisão foi para os pênaltis. Dibu pegou duas cobranças e a Argentina se tornou tricampeã do Mundo.

A imagem mostra Messi com a taça da Copa do Mundo
Messi foi eleito o melhor jogador da Copa de 2022. Reprodução: Fifa

El Último Tango

Em 2024, Leo ganhou mais uma Copa América. Após o título, ele fez diversas declarações que sua presença na Copa de 2026 era incerta, mas ele jogou. O título não veio, mas a atuação de Messi, aos 39 anos, foi espetacular. 

Hat-trick na estreia contra a Argélia, jogo em que Leo se igualou ao Miroslav Klose, da Alemanha, como o maior artilheiro da história da Copa com 16 gols. No jogo seguinte, contra Áustria, mais dois gols para assumir a artilharia. E mais um na última rodada contra a Jordânia. 

Gol e assistência na fase 16-avos, contra Cabo Verde. Gol e assistência nas oitavas contra o Egito. Assistência contra a Suíça, nas quartas. Na semi, mais duas assistências para virar o jogo contra a Inglaterra.

A imagem mostra Messi comemorando gol
“Último Tango” é o nome da chuteira usada por Messi na competição para simbolizar sua última dança em Copas. Reprodução: Fifa

Na final, porém, domínio total da Espanha que foi campeã com gol de Ferran Torres na prorrogação. Durante o torneio, Messi brigou pela artilharia histórica com Mbappé. Com os dois gols do francês na disputa de terceiro lugar, Messi ficou com a segunda posição.

Carta de Leo nas redes

Foi uma decisão que doeu e ainda dói na alma, mas entendo que este é o momento. Juro a vocês que sempre dei tudo de mim, não apenas nos últimos anos, em que conquistamos tudo, mas também antes. Sempre lutei e deixei tudo em campo por esta camisa, para proporcionar alegrias a vocês e fazer com que se sentissem orgulhosos de serem argentinos por meio do futebol.

Falta pouco, e alguns ciclos vão chegando ao fim. Este é um deles, e encerrá-lo dói muito. Amo, amei e sempre amarei estar na Seleção. Entreguei-me por inteiro, já não tenho mais nada para dar e, além disso, há grandes garotos surgindo que merecem estar aqui.

Obrigado por todo o carinho ao longo destes 20 anos. Sentirei muita falta de ouvi-los de dentro de campo. Agora, serei mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre de fora. Nos bons e nos maus momentos, ainda mais.
Obrigado à minha família por estar sempre presente e por me acompanhar nesta trajetória tão bonita, mas também difícil.

Obrigado a cada treinador, companheiro e dirigente com quem tive a oportunidade de conviver. Levo comigo lembranças e momentos inesquecíveis.

Despeço-me com a tranquilidade e o orgulho de, ao lado dos meus companheiros, ter proporcionado a vocês momentos que pareciam sonhos. Foi uma loucura viver tudo isso com vocês. Amo vocês!
Obrigado, Deus, por ter me feito argentino.

Vamos, Argentina!

Números de Messi na Argentina

  • Quatro títulos: uma Copa do Mundo (2022), uma Finalíssima (2022) e duas Copas Américas (2021 3 2024);
  • Em 207 partidas, marcou 125 gols e deu 68 assistências;
  • Jogador com mais partidas pela Argentina e segundo com mais partidas por uma seleção, atrás apenas de Cristiano Ronaldo, de Portugal, com 233;
  • Maior artilheiro da Argentina, maior artilheiro de uma seleção sul-americana e segundo maior artilheiro de todas as seleções, atrás apenas de Cristiano; Ronaldo, com 146 gols;
  • Maior artilheiro das Eliminatórias Sul–americanas (36);
  • Maior assistente da Copa América (18).

Em Copas

  • Jogador com mais partidas (34) e mais vezes capitão (27);
  • Jogador que jogou mais edições de Copas (6), junto com Cristiano Ronaldo e Guillermo Ochoa, do México;
  • Jogador com mais vitórias (23);
  • Único jogador a marcar gol em todas as fases de uma edição (2022);
  • Segundo maior artilheiro (21), atrás apenas de Mbappé com 22;
  • Jogador que marcou em mais partidas consecutivas (9);
  • Maior assistente (12);
  • Jogador com mais Bolas de Ouro da Copa (2);
  • Jogador que mais jogou finais (3), junto com Cafu, do Brasil;
  • Jogador mais velho a jogar uma final (39 anos e 25 dias);
  • Jogador mais velho a fazer um hat-trick (38 anos e 357 dias).
Clube quitou um dos dois meses de direitos de imagem pendentes, mas ainda deve outra parcela e três premiações às Brabas
por
Miguel Alcantara
|
01/09/2026 - 12h

O Corinthians pagou, na última sexta-feira (28), um dos dois meses de direitos de imagem que estavam atrasados com o elenco feminino. O pagamento aconteceu após as jogadoras se reunirem com o presidente Osmar Stabile, no Parque São Jorge, para cobrar uma solução para as pendências financeiras.

Os atrasos envolviam os meses de junho e julho. Na terça-feira (25), cerca de dez jogadoras, acompanhadas da comissão técnica, foram ao Parque São Jorge para conversar com Stabile. O presidente prometeu quitar uma das parcelas até a sexta-feira, o que acabou sendo cumprido.

As jogadoras do Corinthians não se pronunciaram publicamente sobre os atrasos nos pagamentos. O clube, por sua vez, prevê quitar o segundo mês de direitos de imagem nesta semana, mas ainda não informou uma data para o pagamento das três premiações pendentes.

Além dos direitos de imagem, o clube possui três premiações pendentes com o elenco. Os valores são referentes ao título da Copa Libertadores Feminina de 2025 e aos vice-campeonatos da Copa das Campeãs e da Supercopa Feminina de 2026. Até o momento, a diretoria não divulgou os valores individuais dessas premiações nem o total da dívida com as atletas.

A situação financeira do Corinthians é delicada. O clube registrou um déficit de R$ 168 milhões apenas nos quatro primeiros meses de 2026 e possui uma dívida bruta na casa dos R$ 2,7 bilhões. Os números ajudam a dimensionar a crise financeira enfrentada pela instituição.

Os atrasos também provocaram insatisfação entre torcedores. Durante a semana, houve protestos cobrando a diretoria pela regularização dos pagamentos ao futebol feminino, com a frase “Paguem as Brabas”.

Torcida do Corinthians cobra pagamento das dívidas com o futebol feminino. Foto: Marcelo Nascimento/Meu Timão.
Torcida do Corinthians cobra pagamento das dívidas com o futebol feminino. Foto: Marcelo Nascimento/Meu Timão.

 

Apesar das pendências, o Corinthians segue disputando as competições da temporada. A equipe está nas quartas de final do Campeonato Brasileiro Feminino e também disputa o Campeonato Paulista.

O atraso nos pagamentos ocorre em um momento de pressão financeira para o clube, que também enfrenta dificuldades para honrar compromissos com outros setores. No caso do futebol feminino, entretanto, uma das parcelas dos direitos de imagem já foi regularizada, enquanto as demais pendências continuam sem uma data definida para pagamento.

 

Vantagens fiscais, perdão de dívidas dos clubes e permanência no continente explicam corrida por jogadores de peso no país
por
João Paulo Di Bella Soma
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01/09/2026 - 12h

Nas últimas temporadas, jogadores renomados da elite europeia têm escolhido a Turquia como o próximo passo da carreira, deixando ligas de destaque como a Premier League, La Liga, Bundesliga e Serie A. 

Romelu Lukaku, Ederson, N'Golo Kanté, Mohamed Salah e Leroy Sané, entre outros, deixaram gigantes europeus para atuar na Süper Lig (primeira divisão do futebol turco). Até 2025, os quatro maiores clubes do país, Galatasaray, Fenerbahçe, Beşiktaş e Trabzonspor acumulavam mais de €1 bilhão em dívidas (R$6 bilhões), segundo o "The Telegraph".

Apesar das dívidas, os clubes turcos seguiram gastando pesado no mercado da bola. Segundo o site "Transfermarkt", a atual janela de transferências já movimentou €317 milhões (R$1,9 bilhões). Na temporada passada, os clubes desembolsaram €453 milhões (R$2,7 bilhões) em contratações, dobraram o recorde anterior e colocaram o campeonato turco entre os que mais movimentaram dinheiro na Europa. A marca antiga, de €221 milhões (R$1,3 bilhão), havia sido registrada na temporada 2024/25.

Mesmo endividados, os clubes montam elencos com jogadores renomados do futebol europeu na tentativa de avançar nas competições continentais. Ao conquistarem os objetivos esportivos, as equipes usam o dinheiro de premiações e patrocínios para arcar com salários e demais custos dos atletas.

Segundo uma análise do jornal britânico, “The Guardian”, o crescimento do futebol turco começou com o colapso da lira, moeda da Turquia, em relação ao euro. Hoje, uma unidade da moeda turca equivale a 0,018 euro. Toda a operação dos clubes turcos gira em liras, enquanto as premiações das competições europeias são pagas em euro. Isso permitiu que as equipes conseguissem gerir gastos com maior facilidade, o que possibilitou o aumento do lucro.

O dinheiro também vem da conversão de patrimônio imobiliário em liquidez. Segundo o "The Telegraph", o Galatasaray vendeu, em 2023, seu centro de treinamento ao município de Istambul por cerca de €480 milhões (R$2,8 bilhões), valor que ajudou a aliviar dívidas de curto prazo. O Fenerbahçe fez o mesmo, vendeu terrenos e fechou um acordo de patrocínio de €160 milhões (R$965 milhões), dobrando a receita anual do clube. O time também aposta na venda de jovens talentos formados na base. Arda Güler, por exemplo, foi negociado com o Real Madrid por €28 milhões (R$168 milhões).

Galatasaray
A venda de jogadores e ativos dos clubes faz parte das estratégias adotadas por equipes turcas para reforçar suas finanças. Foto: Reprodução/galatasaray.org

Um dos principais atrativos para os jogadores é o salário líquido. O exemplo mais recente é o de Mohamed Salah. O egípcio chegou ao Trabzonspor após o fim do contrato com o Liverpool e deve receber €17 milhões (R$102 milhões) líquidos por temporada, segundo a diretoria do clube. O valor foi favorecido pela menor incidência de impostos, algo que permitiu a equipe turca superar concorrentes da Arábia Saudita na disputa pelo jogador.

salah
Ídolo do Liverpool e do Egito, Mohamed Salah, é apresentado oficialmente pelo Trabzonspor Foto: Reprodução/@Trabzonspor

Também pesa a capacidade dos clubes de gerar novas receitas a partir de contratações de peso. De acordo com o "The Telegraph", o salário de Salah deve contar com recursos de patrocinadores. O Trabzonspor mantém acordos comerciais com a Turkish Airlines e com a Togg, montadora turca de veículos elétricos.

Durante anos, os impostos sobre os salários de jogadores na Turquia foram menores do que os cobrados nas principais ligas europeias. Uma proposta de €6 milhões (R$ 36 milhões), por exemplo, chega praticamente inteira ao bolso do atleta, já que a tributação é assumida pelo clube. A taxa sobre os salários gira em torno de 20% na Turquia, enquanto em outras grandes ligas europeias costuma superar 40%. Assim, as ofertas turcas tornam-se mais atrativas.

O governo da Turquia também influencia o cenário financeiro da liga local. Por meio do sistema de reestruturação bancária conhecido como "Bankalar Birliği" (União dos Bancos da Turquia), clubes de futebol puderam renegociar dívidas e reorganizar compromissos financeiros com instituições do país. O Fenerbahçe, por exemplo, utilizou o mecanismo para quitar empréstimos e juros de contratos anteriores. Embora o clube não tenha eliminado totalmente suas dívidas, o acordo garantiu maior autonomia na gestão dos recursos, estratégia adotada também por outras equipes da liga.

TBB
Integrantes da Associação dos Bancos da Turquia (TBB). O sistema bancário teve papel importante na reestruturação das dívidas dos clubes turcos nos últimos anos. Foto: Reprodução/ Tbb.org.tr

Esse processo, somado ao perdão direto de dívidas fiscais concedido pelo Estado, ajudou a criar condições para que equipes financeiramente pressionadas continuassem investindo no mercado de transferências e em salários elevados. Essa capacidade de investimento se reflete nos vencimentos pagos pelos clubes turcos, que hoje colocam jogadores como Salah, Ederson e Victor Osimhen entre os dez atletas mais bem pagos da Europa.

Os atletas, mesmo com os salários astronômicos oferecidos pelos clubes sauditas, preferem permanecer no continente europeu. Os jogadores recebem salários altos sem abrir mão da principal vitrine do futebol mundial, mantendo a possibilidade de disputar a Liga dos Campeões, principal campeonato de clubes do mundo, todos os anos. 

Grenal 453 foi marcado pelo número de faltas e polêmicas da arbitragem
por
Bruno Caliman
|
28/08/2026 - 12h

Na última quinta-feira (27), Internacional e Grêmio ficaram no 0 a 0 na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Mesmo com previsão de chuva forte, algo que não aconteceu durante os 90 minutos, o Beira-Rio recebeu a presença de 43.970 torcedores para o clássico.

Essa é apenas a segunda vez que Inter e Grêmio se enfrentam em um confronto de Copa do Brasil. Na primeira, em 1992, também nas quartas de final, o Colorado foi o vencedor na disputa de pênaltis depois de empates por 1 a 1 nos jogos de ida e volta. Curiosamente, o Inter levantou a taça desta edição. É a única do clube até hoje, enquanto seu maior rival possui cinco.

O Grenal 453 foi o quinto encontro dos dois em 2026. Com um total de 43 faltas assinaladas pelo árbitro Ramon Abatti Abel, o duelo de ida entrou para a lista dos jogos mais faltosos do ano envolvendo equipes da Série A. No entanto, apenas quatro cartões amarelos foram distribuídos durante os 90 minutos.

O jogo

O treinador Paulo Pezzolano optou por iniciar a partida sem Alan Patrick entre os onze titulares. Já Luís Castro escalou o Grêmio sem grandes novidades. Ambos os técnicos mandaram a campo formações parecidas, e, principalmente, equipes com uma postura mais ofensiva, o que possibilitou um jogo aberto até a metade do primeiro tempo.

Logo nos primeiros dois minutos, colorados e gremistas tiveram chances, em uma bola enfiada que ficou com o goleiro Weverton e em uma finalização bloqueada pela defesa, respectivamente.

O Tricolor teve duas oportunidades em seguida, aos seis e aos onze minutos. Na primeira, Villasanti recebeu na marca do pênalti, porém errou o domínio e a bola sobrou com o goleiro Matheus Cunha. Já na segunda, o zagueiro Wallace arriscou de longe e a bola passou por cima da meta do time da casa.

Aos 17, o Inter chegou pela esquerda com Matheus Bahia, que cruzou rasteiro nas mãos de Weverton. O Grêmio respondeu em seguida, quando Pavón cortou a marcação, mas teve seu chute bloqueado. Mesmo aberta, a partida não teve oportunidades claras de gol, foi faltosa desde o começo, e a partir da metade da primeira etapa perdeu velocidade.

Carlos Vinícius teve a melhor ocasião de gol até então, aos 37 minutos. O atacante gremista foi acionado com liberdade por Pavón, mas hesitou na hora de finalizar e foi desarmado por Mercado. O próprio Carlos Vinícius foi o personagem principal momentos depois. Jogadores e membros da comissão técnica do Colorado pediram a expulsão do centroavante, já que ele havia tomado amarelo em uma confusão com Matheus Bahia, e desta vez, cometeu uma falta em Bruno Gomes com o cotovelo.

Carlos Vinícius recebeu com liberdade e desperdiçou a oportunidade de tirar o zero do placar. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Carlos Vinícius recebeu com liberdade e desperdiçou a oportunidade de tirar o zero do placar. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

O jogo ficou parado por cerca de cinco minutos, e Ramon Abatti Abel optou por não mostrar o cartão vermelho para Carlos, atitude que gerou revolta entre os colorados. Depois do reinício, a partida melhorou e teve chances para ambos os lados. Primeiro, Pavón disparou em contra-ataque e isolou no momento da finalização. O Internacional respondeu com duas cabeçadas de Vitinho, a segunda com boa defesa de Weverton.

O início do segundo tempo foi promissor, com a melhor chance do confronto, que saiu dos pés de Krovinović. O meia croata acertou um chute forte da entrada da área, e obrigou Matheus Cunha a se esticar para realizar a defesa. No escanteio, Carlos Vinícius cabeceou nas mãos do goleiro colorado.

Nos minutos seguintes, o Inter até tentou com Villagra e Bruno Henrique, mas a bola ou parou em Weverton ou saiu para tiro de meta. Até os 25, os donos da casa ainda chegaram com Carbonero, que recebeu de Vitinho e finalizou da meia-lua com desvio na zaga. Em sua estreia, o paraguaio Sanabria também tentou e cabeceou por cima da meta.

Após isso, o Inter até teve controle do jogo, no entanto não chegou perto de traduzir a posse de bola em ocasiões claras de gol. Já o Tricolor, praticamente não atacou mais e ficou recuado. Esse cenário se manteve até o apito final.

O confronto de volta das quartas de final da Copa do Brasil acontece na próxima quinta-feira (3), às 20h (horário de Brasília), na Arena do Grêmio. Antes disso, Inter e Grêmio retornam a campo no próximo domingo (30) pelo Brasileirão contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, e contra a Chapecoense, na Arena do Grêmio, respectivamente.

Atacante brasileiro assina por três temporadas, até junho de 2029; chegada não encerra interesse do clube em Julián Álvarez
por
Luciano Carvalho
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30/08/2026 - 12h

O Barcelona encaminhou a contratação de Gabriel Jesus, do Arsenal. O atacante brasileiro de 29 anos deve custar cerca de €10 milhões, além de variáveis, e tem proposta para assinar por duas temporadas, com opção de extensão por mais uma.
 

Barcelona será o terceiro clube europeu da carreira de Gabriel Jesus. Foto: Reprodução/FC Barcelona
Barcelona será o terceiro clube europeu da carreira de Gabriel Jesus. Foto: Reprodução/FC Barcelona


Os valores não foram divulgados oficialmente pelos clubes, mas a imprensa britânica aponta uma transferência de aproximadamente €10 milhões, além de possíveis variáveis. O Arsenal também confirmou a saída do jogador, que encerra uma passagem de quatro temporadas pelo clube londrino.

Gabriel Jesus chega como reforço para o setor ofensivo comandado por Hansi Flick. A contratação foi vista pelo Barcelona como uma oportunidade de mercado, principalmente pelo baixo valor da operação em relação à experiência e ao currículo do atacante.

Experiência no futebol inglês

Revelado pelo Palmeiras, Gabriel Jesus chegou ao Manchester City em janeiro de 2017 e permaneceu no clube até 2022. Com a equipe inglesa, disputou 236 partidas e marcou 95 gols, além de conquistar quatro vezes a Premier League.

Depois, foi contratado pelo Arsenal, onde disputou 123 partidas e marcou 32 gols. Na última temporada, integrou o elenco campeão inglês, conquistando o quinto título de Premier League de sua carreira.

 Ao longo da carreira, o brasileiro se destacou pela capacidade de atuar em diferentes posições do ataque. Pode jogar centralizado, cair pelos lados e também participar da construção, além de oferecer intensidade na pressão sobre a saída de bola adversária.

 Essa última característica pode ser especialmente útil para Hansi Flick. Durante a passagem pelo Manchester City, Pep Guardiola chegou a destacar Gabriel Jesus como um dos melhores jogadores do mundo na execução da pressão em alta intensidade, fundamento também importante no modelo de jogo do treinador alemão.

O brasileiro sofreu uma grave lesão no joelho em janeiro de 2025, mas já está recuperado e voltou a atuar normalmente pelo Arsenal na última temporada. Durante sua apresentação, Jesus afirmou estar “muito bem fisicamente” e disse que o joelho não representa mais um problema.

Julián Álvarez continua no radar

A contratação de Gabriel Jesus não encerra necessariamente o interesse do Barcelona em Julián Álvarez. O atacante do Atlético de Madrid foi um dos principais objetivos do clube catalão nesta janela e segue como um nome importante para o projeto esportivo.

O Atlético, no entanto, adotou uma posição firme contra uma venda ao rival espanhol e recusou abrir negociações nesta janela. A chegada de Jesus, portanto, representa uma operação de perfil bastante diferente da possível contratação do argentino, que exigiria investimento muito superior.

Por aproximadamente €10 milhões, o Barcelona adiciona ao elenco um atacante de 29 anos, com 95 gols pelo Manchester City, mais de 120 pelo futebol inglês e cinco títulos de Premier League, além de experiência em Champions League e Seleção Brasileira.

A contratação não exige que Gabriel Jesus chegue como a principal estrela do ataque para fazer sentido. Pelo preço pago e pelo currículo acumulado, basta que consiga oferecer ao Barcelona uma parcela do nível que já apresentou na Inglaterra para a operação se transformar em uma das oportunidades mais interessantes desta janela.