Na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos se classificaram após uma vitória tranquila sobre a Austrália. Por outro lado, a Turquia foi eliminada de forma antecipada após duas derrotas seguidas na competição. O revés contra o Paraguai fez com que a disputa pela classificação à próxima fase ficasse entre paraguaios e australianos. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo D:
Estados Unidos 2X0 Austrália
Na última sexta-feira (19), os Estados Unidos venceram a Austrália por 2 a 0 na segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo de 2026. Embalados pela goleada na estreia, os donos da casa receberam novamente o apoio de sua torcida. Desta vez, o jogo foi no Lumen Field, em Seattle, e contou com um público de 66.925 pessoas.
O último encontro entre Estados Unidos e Austrália aconteceu em outubro do ano passado, em amistoso preparatório para a Copa. Na ocasião, os americanos também saíram de campo com a vitória. Do outro lado, os australianos não sabem o que é vencer os EUA desde 1992.
A partida teve dois tempos diferentes. A seleção norte-americana dominou a primeira etapa ao pressionar a bola sempre que podia e mostrar muita movimentação de seus jogadores de ataque. Na segunda metade do jogo, ao mesmo tempo em que os comandados de Mauricio Pochettino diminuíram o ritmo, os Socceroos melhoraram com as substituições e foram em busca do gol, mas sem sucesso.
Em relação às estreias, Estados Unidos e Austrália tiveram mudanças nos onze titulares. Do lado dos anfitriões, Pulisic foi desfalque para a partida devido à uma lesão na panturrilha. Já para os australianos, o treinador Tony Popovic optou por começar com Irankunda e Metcalfe, autores dos gols contra a Turquia, no banco de reservas.
Logo no primeiro minuto de jogo, a seleção norte-americana errou na saída de bola. Mo Touré recuperou a posse e chutou para a defesa do goleiro Freese. Essa oportunidade foi uma das únicas dos Socceroos durante toda a primeira etapa.
Os Estados Unidos já mostravam um maior controle da partida, até que Dest e McKennie, a dupla que funcionou muito bem no jogo, tabelaram pela direita. O ala entrou na área e finalizou, mas a bola explodiu em Burgess. Já aos dez minutos, os donos da casa encontraram o caminho do gol. Robinson acionou Balogun em velocidade, que ganhou da marcação na corrida. O atacante cruzou rasteiro para o meio, e ao invés de bloquear a chance, Burgess tocou contra sua própria meta desta vez.
A Austrália tentou uma resposta rápida na busca pelo empate. Velupillay fez um pivô e passou para Leckie, que chutou de trivela para fora. Os norte-americanos pressionavam bastante a seleção australiana, que tinha dificuldades para manter a posse. Foi dessa forma que Balogun teve uma oportunidade, porém finalizou na zaga adversária.
A segunda metade do primeiro tempo não teve tantas chances claras, mas o domínio dos EUA era nítido. A Austrália sequer conseguia sair para os contra-ataques. Até que aos 43 minutos, Robinson cobrou rasteiro uma falta próxima à linha de fundo para Dest. O camisa 2 dominou com liberdade na entrada da área e arriscou o chute. A bola desviou na defesa australiana e sobrou para Freeman, que de cabeça completou para o fundo da rede. No primeiro momento, o juiz alemão Felix Zwayer marcou impedimento. No entanto, o gol foi validado após análise do árbitro de vídeo.
Pouco antes do intervalo, Dest ainda tentou ampliar o placar de fora da área, porém parou no goleiro Beach. No início do segundo tempo, Balogun teve outra chance de praticamente garantir a vitória. O atacante recebeu em velocidade e ficou cara a cara com o goleiro australiano, mas demorou para definir e teve sua finalização travada por Circati.
Perto da metade da segunda etapa, a Austrália mostrou uma melhora depois das substituições. Primeiro, Irankunda disparou pela direita e tocou para Volpato, que chutou por cima da meta. Em seguida, a zaga estadunidense se atrapalhou e Metcalfe arriscou da meia-lua, para a defesa de Freese. O jogo, então, ficou mais aberto.
Enquanto os Estados Unidos tentavam manter a vantagem, a seleção australiana pressionou durante os 20 minutos finais. A pressão rendeu dois lances polêmicos, que poderiam ter sido pênaltis. Além disso, os Socceroos trouxeram perigo através de cruzamentos na área adversária, porém falharam nas tentativas de acertar o gol.
O juiz perdeu o controle da partida perto do fim, e os jogadores das duas seleções se envolveram em confusões em alguns lances. Antes do apito final, um lance inusitado nos acréscimos: o alemão Felix Zwayer, que encerrou o jogo aos 53 minutos, precisou de atendimento médico após sentir cãibra.
O próximo compromisso dos Estados Unidos é contra a Turquia na próxima quinta-feira (25), às 23h (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Los Angeles. Já garantidos na primeira posição, os anfitriões chegam à terceira rodada para enfrentar a seleção turca já eliminada.
Já a Austrália, retorna a campo para enfrentar o Paraguai também na próxima quinta-feira (25), às 23h (horário de Brasília), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos. O jogo é um confronto direto que define a segunda e a terceira colocação do Grupo D.
Turquia 0 X 1 Paraguai
No outro jogo do grupo, o Paraguai derrotou a Turquia, em Santa Clara, na madrugada de sexta-feira (19) para sábado (20), por 1 a 0, no segundo jogo da fase de grupos do grupo D.
Com apenas um minuto de partida, o Paraguai encontrou o caminho do gol. Bardakçi errou na saída de bola da defesa turca, Andrés Cubas recuperou a posse e acionou Enciso. O camisa 19 encontrou Matias Galarza, jogador que ganhou vaga de titular no lugar de Damián Bobadilla, após a derrota na estreia para os Estados Unidos. O meia acertou um canhão de perna esquerda no canto do gol e abriu o placar para os paraguaios.
Aos 12 minutos, atrás no marcador, a Turquia tentou responder. Após recuperar a bola no meio-campo, Yüksek encontrou Aktürkoğlu pela direita, o atacante cruzou para a entrada da área para servir Arda Guller. O camisa 8 finalizou, mas mandou por cima do travessão.
Nos minutos seguintes, a equipe turca manteve a pressão. Aos 29, Yildiz tentou surpreender a defesa. Após uma sobra de escanteio, o camisa 11 arriscou uma bicicleta da entrada da grande área, porém não conseguiu aplicar força o suficiente e a bola parou nas mãos do goleiro Çakir, sem dificuldades.
Aos 33, Arda Guler sofreu uma falta no campo de ataque e trocou empurrões com o autor do gol paraguaio. A melhor oportunidade da Turquia surgiu justamente logo após essa falta. Foi no levantamento de Çalhanoglu para Müldür, que já estava na área, livre para cabecear. A bola bateu no travessão, depois na trave e voltou para o campo, mantendo a vantagem sul-americana.
Na reta final do primeiro tempo, o Paraguai respondeu a postura ofensiva turca. Enciso arrancou em velocidade, deixou para trás dois jogadores turcos com um belo drible, e ainda passou por outro adversário antes de ser travado no momento da finalização. A jogada arrancou aplausos da torcida e quase terminou em gol.
Pouco depois, aos 44 minutos, uma dividida entre Pittas e Yüksek originou uma nova confusão. O atacante paraguaio ficou caído no gramado após sofrer a falta, enquanto jogadores das duas equipes passaram a discutir intensamente.
A princípio, o árbitro havia sinalizado seis minutos de acréscimos. No entanto, durante o desentendimento entre as duas equipes, Miguel Almirón, camisa 10 da seleção paraguaia, cobriu a boca com a mão ao se dirigir ao turco Müldür. A atitude foi considerada passível de punição de acordo com a “Lei Vini Jr”, criada com o intuito de prevenir discriminações em campo. O árbitro então interrompeu o jogo a pedido do VAR. Depois de revisar o lance, Almirón foi expulso.
A paralisação provocada devido a todas confusões fez com que o acréscimo de seis minutos se estendesse. Antes do apito final, Yüksek arriscou uma finalização de fora da área, mas mandou por cima do travessão. Essa foi a última chance clara da Turquia na etapa inicial.
Como já era de se esperar, os turcos voltaram com tudo para o segundo tempo, agora em vantagem numérica depois da expulsão. Em menos de um minuto de jogo, a seleção encontrou duas chances. Çalhanoglu chutou por cima para Demiral que teve sua jogada defendida pelo goleiro Gill.
Mesmo com um jogador a menos, a seleção paraguaia não adotou uma postura totalmente defensiva. A equipe aproveitou os espaços deixados pela Turquia e manteve uma estratégia baseada em transições rápidas.
Aos 15 minutos, Enciso teve a chance de deixar a vitória ainda mais encaminhada para os paraguaios. Após uma jogada individual na área, o atacante passou por quatro adversários, mas finalizou para fora do gol.
A Turquia tentou responder com jogadas diretas e investidas pelas laterais, mas teve dificuldade em transformar a posse de bola em oportunidades claras. Apesar de passarem a acelerar as jogadas, os turcos mostraram grande dificuldade na tomada de decisão no terço final do campo.
Nos minutos finais, o Paraguai demonstrou controle da partida. Sem assumir riscos desnecessários, a equipe administrou a superioridade construída ainda no primeiro minuto de jogo e confirmou o resultado que manteve a seleção viva na disputa por uma vaga na próxima fase.
Por outro lado, para a Turquia, o apito final representou o encerramento adiantado da campanha, já que com a segunda derrota consecutiva, a equipe foi eliminada antes mesmo da rodada final da fase de grupos.
O Paraguai volta a campo na próxima quinta-feira (25), contra a Austrália, em Santa Clara, às 23h (horário de Brasília). A Turquia, por sua vez, enfrentará no mesmo dia e horário o anfitrião e já classificado Estados Unidos em Los Angeles.
Na última terça-feira (16), as seleções do Grupo I entraram em campo pela primeira vez na Copa do Mundo de 2026. Com o brilho de Mbappé, a França confirmou seu favoritismo ao vencer a seleção de Senegal por 3 a 1. No outro confronto, em um jogo que começou equilibrado, Haaland decidiu em sua primeira Copa e garantiu a vitória da Noruega sobre o Iraque por 4 a 1.
França 3x1 Senegal
A seleção da França estreou com vitória na Copa do Mundo de 2026 ao derrotar Senegal por 3 a 1, no Estádio de Nova York/Nova Jersey. O resultado marcou a abertura do Grupo I e reforçou o favoritismo da equipe europeia na competição.
Apesar do favoritismo francês, foi o Senegal quem se aproximou de tirar o zero do placar nos primeiros 45 minutos. A estratégia senegalesa variou de acordo com o comportamento da França. Quando tinha a posse, a equipe buscava desenvolver as jogadas pelos corredores laterais, explorando cruzamentos para a área. Sem a bola, apostava na recuperação da posse no campo defensivo e na ligação em contra-ataques.
O primeiro tempo também foi marcado pelas dificuldades ofensivas da França, que finalizou apenas uma vez, em chute de Ousmane Dembélé, aos 19 minutos. Além disso, os jogadores franceses reclamaram constantemente da arbitragem do australiano Alireza Faghani, principalmente em lances de disputa física e em decisões contestadas dentro de campo.
No aspecto defensivo, Senegal se posicionou em um 4-4-2 compacto, com linhas em bloco médio que reduziram os espaços para os meio-campistas adversários trabalharem e dificultaram os lançamentos em profundidade para Kylian Mbappé. Mesmo quando a França conseguiu encontrar brechas, a defesa africana parou as investidas. Com o passar do tempo, a pressão exercida pelos Bleus obrigou Senegal a recuar suas linhas, mas sem abrir mão da organização que sustentou a equipe durante toda a primeira etapa.
A primeira jogada de perigo dos Leões de Teranga nasceu justamente da primeira aposta senegalesa: o contra-ataque. Após recuperar a bola de Mbappé no campo defensivo, o lateral Diouf encontrou Nicolas Jackson com um passe preciso. O atacante invadiu a área e acertou a trave. No rebote, a bola desviou em Mike Maignan antes de sair pela linha de fundo, lance que deu esperanças à torcida de Senegal.
Já nos minutos finais da primeira etapa, os africanos aproveitaram a baixa intensidade do fim do primeiro tempo. Pela esquerda, Sadio Mané infiltrou até a linha de fundo e cruzou para a área. Livre de marcação, Ismaïla Sarr teve a chance de abrir o placar, mas desperdiçou a oportunidade na última jogada antes do apito final.
Na volta do intervalo, a equipe comandada por Didier Deschamps apresentou uma postura mais agressiva e passou a pressionar Senegal com maior intensidade. Logo nos primeiros minutos da segunda etapa, Désiré Doué e Michael Olise criaram boas oportunidades e mostraram uma equipe mais inspirada ofensivamente.
O primeiro gol saiu aos 21 minutos, quando Olise encontrou Kylian Mbappé com um passe em profundidade, e o atacante finalizou com precisão para abrir o placar. Aos 37 minutos, a França ampliou em um contra-ataque liderado por Adrien Rabiot, que lançou Bradley Barcola. O atacante venceu Koulibaly na velocidade e marcou o segundo.
Já nos acréscimos da partida, a equipe comandada por Pape Thiaw recuperou uma bola no seu campo defensivo e iniciou a jogada com Mané que achou Iliman Ndiaye livre no meio campo. O meia lançou para Ibrahim na ponta direita e realizou um drible que deixou o defensor francês Theo Hernández no chão, antes de finalizar a jogada com um chute cruzado no fundo do gol.
Logo após a seleção africana diminuir a vantagem francesa, Mbappé voltou a decidir a partida. Aos 51 minutos, o atacante arriscou de fora da área e acertou uma finalização indefensável para o goleiro Mendy, colocando um ponto final no placar do jogo.
Com os dois gols marcados na estreia, Mbappé alcançou uma marca histórica. O camisa 10 se tornou o maior artilheiro da história da seleção francesa, com 58 gols. Além disso, chegou à terceira posição na lista dos maiores goleadores da história das Copas do Mundo, com 14 gols. Agora, está atrás apenas de Ronaldo, do Brasil, com 15 gols, e de Miroslav Klose, da Alemanha, e Lionel Messi, que dividem a liderança com 16 gols cada.
Iraque 1x4 Noruega
A partida entre Iraque e Noruega, realizada na última terça-feira (16), que terminou com vitória dos noruegueses por 4 a 1, colocou frente a frente duas seleções que chegaram à Copa do Mundo 2026 carregando pouca tradição na competição, mas, com muito muito empenho e ótimas histórias para contar. Para os iraquianos, era o retorno ao principal palco do futebol após quatro décadas. Para os noruegueses, o fim de uma ausência que durava desde 1998.
Antes mesmo de a bola rolar, havia a sensação de que o confronto reunia dois projetos em momentos diferentes. O Iraque chegava embalado pela classificação conquistada nas Eliminatórias Asiáticas, sustentado por uma equipe veloz, organizada e acostumada a superar adversidades. A Noruega, por sua vez, desembarcava nos Estados Unidos cercada por expectativas. Depois de anos produzindo talentos sem conseguir transformá-los em resultados, a geração liderada por Erling Haaland e Martin Ødegaard finalmente recolocou o país entre os participantes da Copa do Mundo.
Nos primeiros minutos, a diferença técnica entre as equipes não ficou tão evidente quanto muitos imaginavam. O Iraque entrou em campo sem receio. Pressionava a saída de bola, ampliando o campo com dois pontas bem agressivos, disputando cada lance e buscando acelerar as jogadas sempre que recuperava a posse. A Noruega controlava mais a bola, mas encontrava dificuldades para transformar esse domínio em oportunidades claras.
A partida começou a mudar aos poucos. Com mais qualidade na circulação da bola, os noruegueses passaram a ocupar o campo ofensivo com frequência crescente. Com o camisa 10 da Noruega sendo obrigado a buscar bolas na linha defensiva para qualificar melhor o passe. Quando encontravam espaço pelos lados, aceleravam as jogadas e obrigavam a defesa iraquiana a recuar.
Aos 29 minutos, veio o primeiro golpe. David Møller Wolfe, meia do Woverhampton, avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. No lugar certo, o cometa Haaland apareceu como num flash para completar o cruzamento certeiro e marcar seu primeiro gol em Copas do Mundo. Depois de anos ouvindo que sua geração precisava provar seu valor em grandes torneios, o principal nome do futebol norueguês finalmente deixava sua marca no maior deles, e o grito de gol veio feroz e rápido, assim como foi o tento.
Os Leões da Mesopotâmia responderam rapidamente. Longe de se intimidar, continuaram apostando na intensidade e foram recompensados aos 39 minutos. Aymen Hussein, a referência técnica e física da equipe, subiu mais alto que a defesa adversária e cabeceou para as redes, marcando o gol que devolveu esperança ao Iraque. Era o prêmio para uma equipe que encontrava espaços em campo, principalmente pelo lado direito.
O empate transformou os minutos finais do primeiro tempo em um dos momentos mais emocionantes da partida. O Iraque cresceu, ganhou confiança e passou a acreditar que poderia surpreender. A Noruega, por outro lado, precisou mostrar maturidade para não se desorganizar. Com dribles curtos e passes incisivos a equipe da Mesopotâmia impunha seu ritmo, demonstrando muita qualidade na construção da fase ofensiva. Já a defesa...
E foi justamente essa maturidade dos nórdicos e a falta de entrosamento defensivo por parte dos iraquianos que fez a diferença pouco antes do intervalo.
Aos 43 minutos, um erro na saída de bola iraquiana mudou novamente o rumo do jogo. Um recuo mal executado criou uma situação de indecisão entre a defesa e o goleiro Jalal Hassan. Atento ao lance, Haaland pressionou, aproveitou a falha e viu a bola terminar no fundo das redes. O gol recolocou a Noruega em vantagem e premiou a insistência de um atacante que vive para transformar pequenos espaços em oportunidades.
Quando o árbitro encerrou a primeira etapa, o placar apontava 2 a 1 para os europeus. Mas os números não contavam toda a história. O Iraque havia mostrado coragem, personalidade e momentos de bom futebol. A Noruega, por sua vez, demonstrava porque tantos observadores a apontavam como uma das seleções mais interessantes desta Copa. Mais madura do que em ciclos anteriores, a equipe escandinava combinava talento individual e organização coletiva de uma forma que seus torcedores esperavam havia décadas.
Os quarenta e cinco minutos iniciais terminavam com vantagem norueguesa, mas também com a sensação de que o Iraque ainda tinha forças para continuar lutando. E, em uma Copa do Mundo, essa costuma ser uma combinação perigosa.
A segunda etapa se inicia com uma mudança de postura por parte da seleção iraquiana, linhas de marcação altas e pressão na saída de bola demonstraram a intenção dos Leões da Mesopotâmia para o resto da partida: buscar o resultado.
A escolha tática para o segundo tempo se converteu no melhor momento do Iraque no jogo. O gatilho de pressão da seleção africana trouxe desconforto ao meio-campo norueguês que, até o momento, havia sido o diferencial da construção ofensiva do time. Com isso os papeis se inverteram nos primeiros minutos do segundo tempo, sendo o time iraquiano o que mais passava tempo com a bola, buscando infiltrar a defesa norueguesa principalmente pelas laterais do campo, em um ataque baseado nas inversões de jogo.
O protagonismo por pouco não se transformou em um gol inesperado. Aos 62 minutos de jogo, uma jogada de cruzamento pela esquerda do campo ofensivo do Iraque atravessou toda a área norueguesa, em um passe que parecia buscar o cabeceio do ponta Ibrahim Bayesh, mas passou direto e caiu nos pés do lateral esquerdo Hussein Ali. O lateral tentou escorar a bola de volta para área, quase encobriu o goleiro norueguês e deu um susto na torcida nórdica.
Marcando com uma linha de três avançada no campo adversário, a Noruega chegava pouco, mas quando chegava trazia perigo. Nusa, o ponteiro norueguês, estava fazendo uma boa partida, aparecendo sempre como uma das opções de criação de jogada pelos lados do campo e cavando faltas próximas à área do time africano.
O Iraque seguia em bom momento na metade do segundo tempo. O ponta Marko Farji entrou bem e se tornou uma opção de desafogo para os Leões da Mesopotâmia. Apesar disso, o time seguia dependendo muito das laterais para atacar, não sendo efetivo em toque de bola pelo meio-campo.
Além disso, Ståle Solbakken, técnico da Noruega, acertou ao apostar em uma substituição quádrupla aos 71 minutos de jogo, que mudaria não só o fôlego, mas também o panorama de sua equipe. A troca de Nusa por Schjelderup trouxe poucas mudanças táticas para a equipe, afinal um ponta esquerdo de velocidade e agilidade saiu para a entrada de outro. No entanto, a saída de Sorloth e Ausners para a entrada de Oscar Bobb e Kristian Thorstvedt traziam para campo jogadores com características mais propícias para recuperar a posse e para a troca de passes pelo meio-campo. A troca do lateral Wolfe por Østigård também contribuiu para a volta ofensiva da Noruega no jogo.
Ao contrário do Iraque, as mudanças da seleção norueguesa não ficaram no quase. Aos 75 minutos de jogo, em um escanteio originado por uma tabela entre Oscar Bobb e Thorstvedt dentro da área do time mesopotâmico, Ødegaard acerta um grande cruzamento no primeiro pau, recebido por Østigård, que se antecipou desde a marca do pênalti até a trave e acertou um cabeceio certeiro no canto direito do goleiro iraquiano, confirmando o terceiro gol da Noruega na partida. Um gol que é um reflexo direto das mudanças táticas de Solbakken.
Os últimos minutos de jogo consagraram as mudanças do time nórdico. A seleção norueguesa conseguiu manter a posse pela maior parte do final da partida, embora o Iraque tenha continuado sua pressão em linhas altas.
Até mesmo quando a seleção iraquiana conseguia a bola, rapidamente perdia para a pressão do time adversário. Nessa situação, aos 85 minutos de jogo, sai o primeiro cartão amarelo da partida para o camisa 4 do time mesopotâmico, por matar um contra ataque com falta em cima do cometa Haaland.
A opressão nórdica seguia. Aos 90 minutos o time quase anotou o quarto gol da partida, em uma finalização de Thorstvedt dentro da área, em uma jogada trabalhada em quase seis minutos seguidos de posse.
Nos últimos instantes da partida, aos 96 minutos a Noruega conseguiu ampliar o placar, em uma jogada de inversão de jogo da lateral esquerda do campo ofensivo para o lado direito. Haaland, que estava apagado no segundo tempo em comparação ao primeiro, aproveitou um cruzamento para escorar a bola de cabeça para o meio da área, fazendo com que ela desviasse no zagueiro iraquiano, confirmando o gol contra e a vitória da Noruega por 4 a 1.
O jogo terminou repleto de histórias para a seleção nórdica. A vitória por 3 gols de diferença garantiu a liderança provisória em um dos grupos mais difíceis da Copa. Além de contar com marcas históricas, sendo o primeiro jogo em que a seleção norueguesa anotou mais de 2 gols. O time agora se prepara para as difíceis partidas contra Senegal e França, que decidiram sua posição na classificação geral.
O Iraque, no entanto, se encontra em uma posição não muito agradável no grupo. Uma derrota por goleada na estreia parece confirmar o status de “saco de pancada” com que o time chegou para a Copa, e agora terá de enfrentar duas seleções que também são de altíssimo nível nas próximas duas rodadas.
Na última segunda-feira (15), no grupo H, Cabo Verde surpreendeu e segurou o empate sem gols contra a Espanha. O destaque do jogo foi o goleiro de 40 anos, Vozinha. No mesmo dia, Arabia Saudita e Uruguai empataram em 1 a 1.
Espanha 0X0 Cabo Verde
Espanha e Cabo Verde se enfrentaram no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, às 13h, e não saíram do 0 a 0. Em sua estreia em mundiais, a seleção cabo-verdiana fez uma ótima partida defensivamente, com destaque para o goleiro Vozinha que garantiu o empate com uma atuação memorável.
A Espanha teve o domínio da posse durante todo primeiro tempo. Apesar disso, os espanhóis não conseguiram achar espaços na defesa cabo-verdiana. Nas vezes que furaram o bloqueio, ou pararam em Vozinha, ou erraram a finalização.
A grande chance da “La Fúria” foi aos 38 minutos de jogo. Rodri lançou a bola para Cucurella, que cabeceou para o meio da área, mas Ferran Torres chutou no travessão. No rebote, Oyarzabal finalizou fraco de cabeça e o goleiro dos Tubarões Azuis mandou para escanteio.
A única chegada de Cabo Verde ao seu campo de ataque ocorreu no minuto 43. Os cabo-verdianos recuperaram a bola no meio-campo e partiu para o contra-ataque. Sidny recebeu a bola na lateral, porém cruzou muito forte e mandou direto para a linha de fundo.
Logo em seguida a “La Roja” teve mais uma oportunidade de abrir o placar. Cucurella recebeu a bola na lateral e cruzou rasteiro para a área, ela passou por Gavi e sobrou novamente para Ferran Torres. Porém, o atacante espanhol parou, de novo, em grande defesa de Vozinha.
No segundo tempo, a Espanha seguiu no controle da posse de bola e pressionou em busca do gol, mas continuou a encontrar dificuldades para superar a defesa de Cabo Verde. Diferente da etapa inicial, o goleiro Vozinha foi menos exigido, já que os defensores cabo-verdianos bloquearam diversas finalizações e afastaram os cruzamentos da equipe espanhola. Ainda assim, o goleiro voltou a aparecer quando foi exigido, como a boa defesa em um chute de Merino, que impediu os espanhóis abriram o placar.
Na tentativa de aumentar o poder ofensivo, o técnico espanhol, Luis de la Fuente, promoveu a entrada de Lamine Yamal aos 25 minutos, mas a mudança não foi o suficiente para alterar a partida. Nico Williams também entrou para reforçar o setor, sem conseguir mudar o cenário.
Mesmo com mais poder de fogo, a atual campeã da Eurocopa não conseguiu encontrar espaços diante do sistema defensivo montado por Bubista, técnico dos tubarões azuis. Cabo Verde aproveitou alguns contra-ataques, porém sem conseguir transformar as oportunidades nas finalizações. Oyarzabal ainda teve uma tentativa bloqueada pela defesa cabo-verdiana.
Ao longo do jogo, a Espanha gastou boa parte do tempo trocando passes pacientemente, à espera de um espaço para avançar.
Nos minutos finais, a partida ganhou intensidade, com a Espanha rodando a área adversária e tentando encontrar espaços para decidir o confronto. Apesar da técnica, La Furia teve dificuldade para transformar a posse em chances claras. Cabo Verde manteve a organização tática e ainda conseguiu responder em uma das poucas chegadas ao ataque, com uma finalização que saiu pela linha de fundo.
Já nos acréscimos, a Cabo Verde teve uma oportunidade em cobrança de escanteio, mas Unai Simón precisou trabalhar e fazer a defesa em uma cabeçada. Cabo Verde manteve a organização tática, fechou os espaços e sustentou o empate até o apito final.
O resultado foi bastante comemorado pelos cabo-verdianos, que conquistaram um empate histórico em sua estreia na Copa do Mundo, com o experiente goleiro e capitão Vozinha, de 40 anos, eleito o melhor jogador da partida.
Nascido Josimar José Évora Dias, o arqueiro tem uma curiosa ligação com o Brasil: seu primeiro nome foi uma homenagem ao ex-lateral Josimar, destaque da seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1986. Já o apelido “Vozinha” surgiu da relação que construiu com os avós, responsáveis por sua criação desde a sua infância na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde.
Arábia Saudita 1X1 Uruguai
Mais tarde, às 19h, no Estádio de Miami, em Miami Gardens nos EUA, Uruguai e Árabia Saudita estrearam na Copa do Mundo. O jogo terminou em empate, com um primeiro tempo equilibrado e uma segunda etapa de domínio celeste.
A seleção saudita teve seu quarto jogo sob o comando do treinador Georgios Donis, que nos três jogos anteriores havia vencido apenas uma partida contra Porto Rico. Enquanto isso, a seleção uruguaia vinha de três empates, dois destes nos amistosos pré-copa contra Inglaterra e Argélia.
O jogo começou como era esperado, com pressão do Uruguai. A Celeste finalizou a gol com quatro minutos de jogo, o que forçou uma boa defesa do goleiro saudita, Mohammed Al-Owais. Logo em sequência, em escanteio, o atacante Viñas cabeceou fraco para uma defesa tranquila.
O jogo seguiu bastante equilibrado a partir dos dez minutos, com muitas disputas pela posse da bola. Aos 29, o Uruguai voltou a chegar com perigo. Em cruzamento de Bentancur, Maxi Araújo disputou no alto e conseguiu escorar a bola para o meio da pequena área, onde Viñas deu um peixinho na bola para mais uma grande defesa de Al-Owais.
Aos 36 minutos, o jogo começou a tomar outro rumo. Com falta para a Árabia Saudita, a bola foi alçada na área e Muslera afastou com soco. Logo em sequência, na cobrança de escanteio a bola chegou aos pés de Alamri, zagueiro saudita, que finalizou para grande defesa do goleiro uruguaio.
A pressão da Árabia seguiu, e em novo escanteio aos 40 minutos, Kanno cabeceou firme para defesa de Muslera, que cedeu rebote, e sem perder tempo, Alamri deu com a ponta da chuteira para abrir o placar da partida.
Ainda no fim da primeira etapa, o Uruguai voltou a atacar. Em cruzamento de bola parada, Viñas voltou a cabecear para nova defesa de Al-Owais. O primeiro tempo então se encerrou com uma vitória parcial para a Árabia Saudita.
O segundo tempo teve um roteiro definido, o Uruguai sufocou a Arábia contra o seu gol. Durante a segunda etapa, a La Celeste finalizou 22 vezes contra a meta de Al-Owais que manteve uma boa partida mesmo sofrendo o gol de empate.
O fator determinante para a mudança de postura do Uruguai foi Marcelo Bielsa. Já no intervalo fez duas substituições que mudaram a partida, Sanabria e Canobbio entraram nos lugares de Núñez e Viña. O jogador do Fluminense entrou com uma vontade acima dos demais, característica já conhecida pela torcida tricolor. Já o atleta do Real Salt Lake, desde o início buscava jogadas individuais pela lateral do campo, procurando sempre um cruzamento para a área.
O ataque uruguaio teve a primeira chance de empatar a partida logo aos 4 minutos do segundo tempo, com um cabeceio de Federico Viñas. O atacante se tornou a referência ofensiva após as mudanças de El Loco. A cada boa chance produzida, a pressão uruguaia aumentava.
Manu Ugarte, Rodrigo Bentancur e Fede Valverde conseguiram dominar o meio de campo no segundo tempo e não deixaram oportunidades de contra-ataque para a seleção da Arábia Saudita. Os uruguaios ganhavam boa parte das segundas bolas, quando a defesa árabe afastava os cruzamentos feitos pelos sul-americanos.
Aos 14 minutos, Ugarte recebeu de Bentancur e, de um domínio minimamente errado, arriscou um chute de fora da área com muito perigo. A bola, deslizando sob a grama, ganhou velocidade, mas Al-Owais, com as pontas dos dedos, desviou para a trave.
A Bicampeã não queria decepcionar sua torcida na estreia do mundial e não se deixava abalar a cada chance desperdiçada. Bielsa mexeu novamente e colocou De la Cruz no lugar de Ugarte para conseguir ter mais qualidade no último passe e para reger a partida.
O meia do Flamengo tocou para Mathias Oliveira - zagueiro no apito inicial, mas nessa altura já era um lateral ofensivo - cruzar para Viñas que cabeceou em cima do goleiro adversário que possibilitou o rebote em que Maxi Araújo não desperdiçou. Ele finalizou de primeira e empatou a partida. O gol marcado é o primeiro do ponta do Sporting em Copas do Mundo, logo na sua partida de estreia.
Aproveitando o bom momento, a Celeste cresceu na partida e foram mais 10 minutos de pressão contra a Arábia. Foram muitos cruzamentos e algumas chances de virar a partida. Aos 47 minutos, o goleiro árabe impediu a virada com excelente defesa. Fede Valverde, craque e capitão do Uruguai, finalizou com categoria de fora da área, impedido pelo arqueiro mais uma vez. A partida se encerrou em empate depois de um primeiro tempo muito bom da Arábia Saudita e uma segunda etapa corajosa do Uruguai.
Próxima rodada
Após a primeira rodada, as quatros seleções somam um ponto cada. Uruguai e Arabia Saudita ocupam as duas primeiras colocações, respectivamente, pelo gol marcado.
Na próxima rodada, as equipes voltam a campo no próximo domingo (21). Às 13h, Espanha X Arabia Saudita, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, Estados Unidos. Às 19h, Uruguai X Cabo Verde, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, Estados Unidos. Ambos os horários são de Brasília.
A cidade que nunca dorme estava em festa no último sábado (13). O time de mais torcida do basquete nos Estados Unidos, se consagrou tri-campeão da liga em uma campanha de playoffs histórica. O triunfo ocorreu fora de casa sobre o San Antonio Spurs por 4 a 1, no Frost Bank Center. O primeiro título foi em 1970 contra o Lakers e o outro em 1973, também contra a franquia de Los Ângeles.
Jogo um
A abertura da série final superou todas as expectativas. Com as principais estrelas brilhando em quadra, o equilíbrio ditou o ritmo até a reta final no Frost Bank Center. Nos minutos decisivos, porém, a frieza do New York Knicks prevaleceu e garantiu uma vitória crucial fora de casa. Jalen Brunson comandou o triunfo com 30 pontos, muito bem escoltado pela imposição no garrafão de Karl-Anthony Towns, que registrou um duplo-duplo de 18 pontos e 12 rebotes. Pelo lado de San Antonio, a dominância de Victor Wembanyama, com 26 pontos e 12 rebotes, e o suporte de Stephon Castle (17 pontos) não foram suficientes para segurar a vantagem do mando de quadra.
Jogo dois
O segundo confronto da série, também em San Antonio, manteve o nível de tensão nas alturas, com a definição do vencedor no último minuto de bola em jogo. Os Knicks ditaram o ritmo na maior parte do tempo. O time chegou a construir uma vantagem de 14 pontos restando apenas seis minutos no relógio. Sem desistir, a equipe liderada por Wemby iniciou uma corrida avassaladora e conseguiu virar o placar com apenas 58 segundos no cronômetro. Contudo, o poder de decisão dos nova-iorquinos falou mais alto no momento mais crítico ("clutch time") e sacramentou mais um triunfo heroico como visitante nos instantes finais. Os grandes destaques individuais do duelo foram KAT, letal com 29 pontos para os Knicks, e Wembanyama, que mais uma vez entregou números de peso para os Spurs com 21 pontos e 13 rebotes.
Jogo três
Agora indo a cidade da Times Square, chegou a vez da final ser sediada no Madison Square Garden, arena do Knicks e grande polo esportivo estadunidense. Em um duelo muito equilibrado e decidido nos detalhes, o San Antonio Spurs venceu o New York Knicks por 115 a 111. A vitória texana foi comandada por uma atuação brilhante de Victor Wembanyama, que liderou a equipe com 32 pontos, 8 rebotes e 6 assistências, sendo muito bem auxiliado pelos 23 pontos e 5 assistências do armador Stephon Castle. Pelo lado nova-iorquino, Jalen Brunson tentou de tudo para manter sua equipe viva ao igualar a marca de 32 pontos do astro rival, e contou com um grande apoio de OG Anunoby, que somou 28 pontos no ataque. Apesar do esforço e das grandes atuações individuais dos Knicks, a eficiência da equipe do Spurs prevaleceu para garantir a vantagem de quatro pontos no placar final.
Jogo quatro
Também na arena do Knicks, o Jogo quatro está eternizado como um dos maiores e mais inacreditáveis confrontos de todos os tempos da NBA. Em uma noite que parecia completamente liquidada após o San Antonio Spurs construir uma vantagem colossal de 29 pontos, o New York Knicks protagonizou uma virada milagrosa para vencer pela diferença mínima de 107 a 106. O herói absoluto do apito final foi OG Anunoby, que não apenas coroou sua atuação espetacular de 33 pontos, mas também cravou seu nome na história com o tapinha salvador no último instante para garantir o triunfo. Essa reação épica foi orquestrada pela genialidade de Jalen Brunson, que terminou como o grande cestinha da partida ao anotar 36 pontos, além de distribuir 7 assistências e pegar 5 rebotes. Pelo lado de San Antonio, a frustração de ver uma liderança tão gigantesca derreter ofuscou completamente o forte desempenho coletivo: Victor Wembanyama registrou um duplo-duplo de respeito com 24 pontos e 13 rebotes, enquanto Dylan Harper (21 pontos), Devin Vassell (18 pontos) e De'Aaron Fox (18 pontos) castigaram a defesa adversária na primeira metade do jogo, antes de sucumbirem a uma das reviravoltas mais chocantes que o basquete já testemunhou.
Jogo cinco
O quinto e decisivo jogo da série final coroou o New York Knicks como o grande campeão da NBA de forma apoteótica e calou o Frost Bank Center. Em uma partida tensa, de defesas fortes e placar mais baixo, os nova-iorquinos garantiram a taça com uma vitória suada por 94 a 90. A noite, no entanto, pertenceu a um único homem: Jalen Brunson. O armador teve uma atuação lendária e digna de MVP das Finais ao carregar a equipe nas costas com impressionantes 45 pontos, o que destruiu as esperanças do time da casa. Além de sua obra-prima ofensiva, o Knicks contou com contribuições vitais de Mikal Bridges (14 pontos) e a raça habitual de Josh Hart, que cravou um duplo-duplo de 13 pontos e 11 rebotes. Pelo lado do San Antonio Spurs, que lutou bravamente para tentar estender a série, o destaque foi o jovem Dylan Harper, cestinha da equipe com 25 pontos, enquanto Victor Wembanyama mais uma vez dominou o garrafão com 19 pontos e 14 rebotes. No fim, a genialidade absoluta de Brunson falou mais alto, silenciando o Texas e devolvendo o título de campeão da NBA para a cidade de Nova York.
MVP das finais
O prêmio de MVP das Finais tem um dono indiscutível: Jalen Brunson. O armador foi o grande maestro e o coração absoluto desse título do New York Knicks ao chamar a responsabilidade nos momentos mais críticos e punindo a defesa texana para terminar a série com uma média espetacular de 32 pontos por jogo. De viradas milagrosas até a sua obra-prima de 45 pontos no duelo decisivo que garantiu a taça, Brunson ditou o ritmo do basquete, provou ser o jogador mais letal da liga na hora da decisão e cravou seu nome para sempre na história de Nova York!
Com o campeonato de 2026, o New York Knicks alcançou sua terceira conquista na história (1970, 1973 e 2026), igualando-se em número de títulos às franquias Detroit Pistons, Miami Heat e Philadelphia 76ers.
Ranking das franquias com mais títulos da NBA:
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18 títulos: Boston Celtics
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17 títulos: Los Angeles Lakers
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7 títulos: Golden State Warriors
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6 títulos: Chicago Bulls
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5 títulos: San Antonio Spurs
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3 títulos: Detroit Pistons, Miami Heat, Philadelphia 76ers, New York Knicks
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2 títulos: Milwaukee Bucks, Houston Rockets, Oklahoma City Thunder (um como Seattle Supersonics)
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1 título: Atlanta Hawks, Cleveland Cavaliers, Dallas Mavericks, Denver Nuggets, Portland Trail Blazers, Sacramento Kings, Toronto Raptors, Washington Wizards (incluindo o título como Washington Bullets).
A primeira rodada da Copa do Mundo 2026 no grupo J foi marcada pela quebra de recorde de Lionel Messi, com direito a hat-trick, e a estreia da Jordânia na competição com derrota para a . Confira os detalhes das partidas:
Argentina 3 X 0 Argélia
A Argentina, atual campeã Mundial, enfrentou a Argélia pela primeira rodada do grupo J, no Estádio de Kansas City, em Kansas City, nesta terça-feira (16). Com três gols de Lionel Messi, a Albiceleste assumiu a liderança e quebrou um tabu da seleção de nunca ter vencido em estreias após títulos mundiais.
No primeiro tempo, marcado pela ansiedade da estreia, houve uma trocação entre as duas equipes. Logo aos sete minutos, após recuperar a bola no campo de ataque, em poucos toques o camisa 10 esteve cara a cara com o goleiro e balançou as redes, mas o lance foi anulado por impedimento. Aos 30 minutos, Messi atingiu o tornozelo de Mandi com as travas da chuteira. O árbitro deu falta, mas sem cartão, o que gerou muita reclamação.
Em resposta, a Argélia também chegou a balançar as redes com Farès Chaïbi, mas o lance foi anulado por impedimento. A seleção africana tentava se impor pressionando a saída de bola adversária, mas o entrosamento argentino prevalecia. Com maior controle da partida, a Argentina se organizava no 3-5-2, utilizando os alas para dar amplitude e tentar abrir espaços na defesa argelina.
Também com dificuldades na criação, Messi frequentemente recuava para buscar a bola próximo aos zagueiros. Em uma dessas tentativas, Mac Allister não conseguiu dar sequência à jogada, mas De Paul recuperou a posse e encontrou Messi entre as linhas de marcação. O argentino finalizou de fora da área e contou com uma falha do Luca Zidane, filho do craque francês Zinedine Zidane, para abrir o placar.
A principal característica desta Argentina voltou a aparecer: a força do meio-campo. Com aproximação constante e disciplina tática, o setor controlou o ritmo da partida. O quarteto formado por Mac Allister, Enzo Fernández, Thiago Almada e Rodrigo De Paul somou 23 recuperações de posse de bola e foi fundamental para a vitória.
Apesar dessa forte característica, a equipe de Scaloni soube diferenciar suas jogadas quando se via pressionado, recorrendo a bolas longas para Lautaro Martinez que fazia o pivô e tentava acionar sempre o Messi.
No segundo tempo, a Argentina seguiu sem pressionar, forçando a marcação quando essa bola chegava entrelinhas. O destaque ficou para os zagueiros Cristian Romero e Lisandro Martínez, que neutralizaram os atacantes argelinos.
Após uma bola longa de Dibu Martínez para a ponta esquerda, a Argentina conseguiu afundar a linha defensiva da Argélia, abrindo espaço para Mac Allister receber e finalizar com liberdade. No rebote, Lionel Messi, com toda sua frieza, marcou o segundo gol argentino.
No terceiro gol, o padrão se repetiu. Em um contra-ataque da Argentina, Nico López recebeu pela esquerda e esperou a ultrapassagem do lateral. Enquanto os defensores argelinos se concentravam na bola e recuavam para a própria área, o camisa 10 argentino apareceu livre na entrada da área para marcar seu hat-trick na estreia da sua sexta Copa do Mundo.
Com os gols, Lionel Messi igualou o alemão Miroslav Klose com 16 gols e se tornou o maior artilheiro das Copas. A lista também conta com Ronaldo, com 15, Gerd Muller com 14, junto com Kylian Mbappé que marcou dois na estreia da França, Just Fontaine com 13 e Pelé fechando com 12 gols marcados em mundiais.
A Argentina volta a campo na próxima segunda-feira (22), às 14h (horário de Brasília), contra a Áustria. Já a Argélia enfrenta a seleção da Jordânia na terça-feira (23), às 00h (horário de Brasília). Ambos os confrontos são válidos pela segunda rodada do grupo J.
Áustria 3 X 1 Jordânia
A Áustria venceu a Jordânia por 3 a 1 pela primeira rodada do Grupo J da Copa do Mundo 2026 na madrugada desta terça-feira (17), no Levi 's Stadium, em Santa Clara. Apesar do placar mostrar uma vitória sólida, os austríacos passaram por grande dificuldade para superar os jordanianos.
Os austríacos entraram em campo organizados no 4-2-3-1, buscando intensidade, pressão na saída de bola adversária e ataques pelos corredores laterais. A Jordânia, por sua vez, adotou um 5-3-2, com linhas baixas, forte compactação defensiva e aposta nos contra-ataques.
Os jordanianos criaram mais perigo no primeiro tempo, iniciando o jogo com Haddad chutando na rede pelo lado de fora logo no primeiro minuto de partida. Aos 16 minutos, Fahkoury obrigou Alexander Schlager a espalmar para escanteio, e, aos 34, Olwan finalizou para uma bela defesa do goleiro austríaco. Quando esta última tentativa aconteceu, os austríacos já venciam graças à sua única grande chance no primeiro tempo: um lindo gol de Xavier Schlager, em chute impossível de deter, aos 20 minutos.
Apesar de ir para o intervalo em vantagem, a equipe do treinador Ralf Rangnick se mostrou desconfortável com o rumo da partida. A intensidade que a seleção da Jordânia imprimia com sua defesa bem montada e seus contra-ataques rápidos deixava a Áustria com dificuldade para controlar o jogo e atuar com tranquilidade.
Se a Jordânia já havia criado dificuldades no primeiro tempo, precisou de apenas quatro minutos da etapa final para transformar sua boa atuação em resultado. Olwan recebeu em velocidade, avançou sobre a defesa austríaca e bateu colocado. A bola ainda tocou na trave antes de entrar, marcando o primeiro gol jordaniano na história das Copas do Mundo e premiando o desempenho da equipe até então.
O empate obrigou a Áustria a mudar sua postura. Rangnick já havia colocado Arnautović em campo durante o intervalo, e a entrada do atacante ajudou a equipe a se estabelecer no campo ofensivo. Mesmo assim, os austríacos continuaram encontrando dificuldades para transformar a posse de bola em oportunidades claras. Quando Arnautović finalmente balançou as redes, aos 22 minutos, o lance acabou anulado após revisão do VAR por toque de mão na construção da jogada.
A insistência austríaca só se transformou em gol aos 30 minutos do segundo tempo. Em cobrança de escanteio de Sabitzer, o zagueiro Yazan Al-Arab desviou contra a própria meta ao disputar a bola na área, recolocando a Áustria em vantagem. O gol esfriou o ímpeto jordaniano e permitiu que os europeus administrassem melhor a partida nos minutos finais.
Já nos acréscimos, o VAR identificou toque de mão de um defensor jordaniano dentro da área e a arbitragem marcou pênalti. Arnautović cobrou com tranquilidade e decretou o placar final de 3 a 1.
Com a vitória, a Áustria soma os primeiros três pontos no Grupo J e ganha confiança para o duelo contra a Argentina, que acontece na próxima segunda-feira (22), às 14h (horário de Brasília). Já a Jordânia tentará conquistar seus primeiros pontos no Mundial contra a Argélia, na terça-feira (23), às 00h (horário de Brasília).