Volante espanhol escolhe o Barça sobre o Real Madrid e promete “ir por tudo”
por
Leonardo Mattos
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26/08/2026 - 12h

O Barcelona anunciou nesta terça-feira (18) a contratação de Rodri. O espanhol, de 30 anos, chega como o melhor jogador da última Copa do Mundo, com contrato até 2030 e custando 60 milhões de euros, com o acréscimo de 16,5 milhões em metas.

Rodri ao lado de Joan Laporta, presidente do Barcelona após assinatura de contrato. / Reprodução: Barcelona, X

Rodri ao lado de Joan Laporta, presidente do Barcelona após assinatura de contrato. / Reprodução: Barcelona, X
 


“Jogar no Barcelona é um sonho para mim. Estou com muita vontade de estar com meus companheiros. Amanhã vou conhecê-los, e agora é trabalhar e dar o meu melhor. Vamos em busca de todos os títulos, da Champions (League) e de tudo o que vem pela frente”, declarou rapidamente o jogador à veículos locais no seu desembarque em Barcelona na última segunda-feira (17) .

A transferência balança o mundo do futebol: Segundo o jornalista independente Fabrizio Romano, Rodri estava em negociações com o Real Madrid nas últimas semanas, mas escolheu jogar no arquirrival. Em declarações à emissora TV3, o diretor esportivo do Barcelona, Deco,  quando perguntado se tirou Rodri do Real Madrid apenas para irritar o rival, declarou: “Não contratamos jogadores para privar qualquer outro clube deles. Rodri é campeão do mundo, e alguns meses atrás não sabíamos que ele estaria disponível”.

O atleta, eleito melhor jogador do mundo pela France Football em 2024, chega à Catalunha depois de ganhar tudo com o Manchester City. Foram 13 títulos, com destaque para quatro Premier Leagues, uma Champions League, em que marcou o gol decisivo, e um Mundial de Clubes. Já pela seleção espanhola, além de ter conquistado a última Copa do Mundo, também levantou a taça da Eurocopa em 2024.

O clube catalão busca suprir a carência causada pela saída de Sergio Busquets, que deixou o clube ao final da temporada 2022/23 com 722 partidas e 32 títulos oficiais. Desde então, Oriol Romeu, Marc Casadó e Frenkie de Jong chegaram a ocupar a posição de primeiro volante, mas sem o mesmo êxito do antigo capitão. 

O astro usará sua tradicional camisa 16, e sua estreia está planejada para acontecer na quinta-feira (27), em partida contra o Athletic Bilbao, no Camp Nou.


 

Superando Brandon Nakashima, o norte-americano conquista o quarto título da temporada sem perder nenhum set no torneio
por
Marcello Toledo
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26/08/2026 - 12h

A final do Masters 1000 de Montreal, aconteceu na quinta-feira (13) e consagrou Ben Shelton como bicampeão do National Bank Open. Em uma partida dominante de início ao fim, o norte-americano de 23 anos superou o compatriota Brandon Nakashima por 6/3 e 7/6 (4) em 1h27, conquistando o título sem ceder um único set em todo o torneio e sem enfrentar um break point na decisão. Foi a primeira final de Masters 1000 com dois americanos em lados opostos da quadra desde Cincinnati 2003, quando Andy Roddick venceu Mardy Fish.

Ben Shelton segurando o troféu de Montreal -  Divulgação/Instragram: @obnmontreal
Ben Shelton segurando o troféu de Montreal -  Divulgação/Instragram: @obnmontreal

Nakashima começou bem, com quatro aces no primeiro game de saque, mas Shelton encontrou o rumo no sétimo game e quebrou com uma devolução de forehand vencedora para abrir 4/3. A partir dali o campeão não deu mais espaços, controlou o fundo da quadra e ainda quebrou uma segunda vez para fechar o set em 6/3 em 32 minutos. O segundo set foi mais equilibrado, com Nakashima segurando o saque sob pressão e forçando o tie break, mas Shelton subiu o nível mais uma vez, conseguiu o mini break e fechou a partida com um forehand paralelo na linha.

Shelton se tornou o primeiro jogador a defender o título no Canadá desde Rafael Nadal em 2019 e o primeiro a vencer o torneio sem perder sets desde Novak Djokovic em 2016. Foi o quarto título dele em 2026, depois de Dallas, Munique e Stuttgart, e o sétimo da carreira. Ele também não perdeu o saque nos últimos três jogos do torneio e estendeu para 12 a sequência invicta em solo canadense. Agora Shelton sobe para o  6º lugar do ranking da ATP. Nakashima, que disputava sua primeira final de Masters 1000, sobe para o 22º lugar, o melhor da carreira.
 

A Onda Laranja não havia perdido nenhum mapa até o confronto contra a Verduxa
por
Pedro Premero
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26/08/2026 - 12h

A penúltima semana do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL) chegou ao fim neste domingo (23) e se encaminha para o fim da etapa regular. No confronto pela liderança, a LOUD derrotou a LOS e assumiu a ponta da tabela. A RED Canids Kalunga derrotou o Fluxo W7M e encaminhou a classificação para a próxima fase. Já a FURIA e a Vivo Keyd Stars venceram seus respectivos jogos e garantiram suas vagas nos playoffs. Confira o resumo das partidas:

 

LEVIATÁN x Vivo Keyd Stars

 

A VKS derrotou a LEVIATÁN por 2 a 0 e segue na disputa pelo top 2 da tabela. Os Guerreiros dominaram a primeira partida da série, cederam apenas um abate e venceram com tranquilidade. 

 

O segundo jogo foi mais equilibrado, as equipes lutaram bastante entre si pelos objetivos do mapa e não conseguiram abrir uma vantagem significativa. Porém, em uma team fight pelo barão, Scamber (Rakan) combou com Mireu (Ryze) e os Guerreiros fizeram uma ótima jogada que garantiu o buff para a VKS. Após isso, a Keyd precisou de apenas uma investida para invadir a base da LEV e fechar a série.

 

MVP: Disamis (Vi/Lee Sin)

 

Disamis é o único jogador que está no elenco desde o primeiro time montado por SeeEl, em 2024. Foto: CBLOL/flickr
Disamis é o único jogador que está no elenco desde o primeiro time montado por SeeEl, em 2024. Foto: CBLOL/flickr

 

 

paiN Gaming x FURIA

 

A FURIA seguiu embalada e conquistou à quarta vitória seguida. Os Furiosos aproveitaram dos erros individuais da paiN, como o miss click do Hena no pinstouro que deixou o Ceos no meio dos adversários e tiveram lutas mais organizadas. Os atuais campeões do CBLOL venceram por 2 a 0 e precisam de uma combinação de resultados para chegar ao top 2 da tabela.

 

MVP: Tutsz (Galio/Ryze)

 

Após 13 derrotas seguidas, a FURIA perdeu apenas um mapa dos últimos nove disputados. Foto: CBLOL/flickr
Após 13 derrotas seguidas, a FURIA perdeu apenas um mapa dos últimos nove disputados. Foto: CBLOL/flickr

 

 

RED Canids Kalunga x Fluxo W7M

 

Em confronto direto por uma vaga nos playoffs, a RED Canids Kalunga venceu o Fluxo W7M por 2 a 0 e ficou mais próximo de se classificar para a próxima fase. No primeiro jogo, apesar de um começo movimentado pelo Fluxo, com quatro abates e sem ceder nenhum ao adversário, bastou apenas uma luta pelo Barão para a RED tomar o controle da partida e abrir o placar da série. No jogo seguinte, a Matilha controlou e dominou as ações pelo mapa desde o early game e conseguiu uma vitória mais tranquila.

 

MVP: Morttheus (Ezreal/Jhin)

 

Em todos os campeonatos que a RED chegou esse ano, a equipe foi, no mínimo, top 3. Foto: CBLOL/flickr
Em todos os campeonatos que a RED chegou esse ano, a equipe foi, no mínimo, top 3. Foto: CBLOL/flickr

 

 

LOS x LOUD

 

Na disputa pela liderança do CBLOL, a LOUD venceu a LOS por 2 a 0 e assumiu a ponta da tabela. A série foi muito disputada pelas equipes e definida nos detalhes. A Verduxa teve team fights mais organizadas e construiu sua vantagem a partir disso, como a destruição de torres e objetivos neutros. A vitória mostrou a evolução da LOUD no campeonato, ao tirar a invencibilidade da Onda Laranja, cotada como a favorita a levar o título dessa etapa.

 

MVP: Sinatra (Jarvan IV/Vi)

 

Apesar de LOUD e LOS estarem empatados com cinco vitórias, a Verduxa fica à frente no critério do confronto direto. Foto: CBLOL/flickr
Apesar de LOUD e LOS estarem empatados com cinco vitórias, a Verduxa fica à frente no critério do confronto direto. Foto: CBLOL/flickr

 

 

Próximos jogos:

 

Sábado, 29 de agosto

 

LOUD x RED Canids Kalunga

Fluxo W7M x LOS

 

Domingo, 30 de agosto

 

paiN Gaming x Vivo Keyd Stars

FURIA x LEVIATÁN

 

Glossário:

 

Objetivos neutros: são monstros do jogo que não pertencem a nenhuma das equipes como os dragões e o barão;

Buff: melhorias cedidas por monstros da selva como o barão, o azuporã e a rubrivira;

Team fight: Lutas em equipe;

Early game: o early game é a fase inicial de rotas e selva que vai do minuto 0 até cerca de 14 minutos, terminando quando as barricadas caem e os jogadores começam a se reunir para objetivos de meio de jogo;

Miss click: erro no clique do mouse. 

Pinstouro: Recurso de locomoção do jogo que faz com que você pule paredes 

Cruzeiro venceu o Flamengo, e a Chapecoense conquistou a segunda vitória na competição
por
Alice Begnini
Érico Soares
Guilherme Romero
Helena Campos
João Pedro Mor
Jorge Zatz
Luciano Carvalho
Maria Luiza Pêgo
Miguel Alcântara
Pedro José Zolési
|
26/08/2026 - 12h

Nos dias 22, 23 e 24 de agosto, os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro disputaram a 24ª rodada. Nos confrontos, Palmeiras vence o Vasco, Coritiba quebra tabu contra o Corinthians, e Chape volta a vencer, feito que não acontecia desde a primeira rodada.

Fluminense 2X1 Remo

Fluminense e Remo abriram a rodada às 16h do último sábado (22). O Tricolor das Laranjeiras venceu o Leão Azul por 2 a 0, no Maracanã, no Rio de Janeiro. O time paraense saiu na frente no primeiro tempo, mas o Flu reagiu após o intervalo e garantiu os três pontos com gols de Hulk e Kevin Serna. Com o resultado, a equipe carioca chegou aos 41 pontos e permanece entre os quatro primeiros colocados da competição.

A imagem mostra Hulk e Serna tirando uma self sorrindo
Com os gols marcados na partida, Hulk e Serna chegaram a três gols no Campeonato Brasileiro. Reprodução: Instagram /@fluminense

O Remo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 31 minutos do primeiro tempo. Jajá aproveitou a oportunidade e colocou os visitantes em vantagem. O Fluminense teve dificuldades para criar jogadas ofensivas e chegou a ser vaiado pela torcida ao fim da primeira etapa.

Antes do gol do Remo, o Fluminense chegou a balançar as redes com Soteldo, mas o lance foi anulado por impedimento na origem da jogada. Canobbio participou da construção da jogada, e a arbitragem considerou que o atacante estava em posição irregular.

Na segunda etapa, o Fluminense voltou mais agressivo em busca do empate. Aos 21 minutos, Hulk aproveitou uma oportunidade e deixou tudo igual no Maracanã e encerrou um jejum de cinco partidas sem marcar.

O gol da virada saiu aos 38 minutos. Riquelme, que havia acabado de entrar em campo, recebeu a bola e cruzou para Kevin Serna finalizar para colocar o Fluminense na frente. O colombiano voltou a ser decisivo para o Tricolor.

Durante a partida, o time carioca também precisou fazer uma substituição por lesão. Samuel Xavier deixou o campo machucado e deu lugar a Júlio Fidelis.

Com a vitória, o Fluminense chegou aos 41 pontos e se manteve na quarta colocação do Campeonato Brasileiro. O Remo, por sua vez, permanece na zona de rebaixamento, com 23 pontos, na 18ª posição. 

Internacional 0X0 Atlético-MG

Mais tarde, às 18h30, no Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), Internacional e Atlético-MG empataram por 0 a 0 no último. Mesmo em casa e com maior volume ofensivo durante boa parte da partida, o Colorado não conseguiu transformar a superioridade em chances claras. Do outro lado, o Galo, com uma equipe bastante modificada, teve as melhores oportunidades do confronto. 

Paulo Pezzolano escalou o Internacional no 4-2-3-1. Matheus Cunha começou no gol, com Bruno Gomes, Maripán, Mercado e Aguirre na defesa. Villagra e Bruno Henrique atuaram como volantes, enquanto Vitinho, Alan Patrick e Bernabei ficaram responsáveis pela criação atrás de Carbonero.

No Atlético-MG, Eduardo “Barba” Rodríguez optou por preservar alguns jogadores para o duelo contra o Cruzeiro, pelas quartas de final da Copa do Brasil. O Galo entrou no 3-4-2-1, com Everson; Vitor Fernandes, Ruan e Renan Lodi; Kauã Pascini, Cissé, Tomás Pérez e Natanael; Bernard e Minda; Thiago Borbas.

Empurrado pela torcida, o time da casa assumiu o controle da partida desde os primeiros minutos. Nos 15 iniciais, o Colorado ocupou o campo ofensivo e teve mais a bola, mas encontrou dificuldades para transformar a pressão territorial em oportunidades realmente perigosas.

E foi justamente o Atlético quem conseguiu criar a primeira finalização mais ameaçadora. Aos 22 minutos, Minda arriscou de fora da área e obrigou Matheus Cunha a trabalhar. Um minuto depois, após cobrança de escanteio, Ruan subiu mais alto que a defesa colorada e, novamente, exigiu boa intervenção do goleiro.

O Inter demorou até os 35 para obrigar Everson a fazer sua primeira intervenção importante. Vitinho fez boa jogada pela direita, avançou e bateu rasteiro cruzado. Bem posicionado, o goleiro atleticano caiu para fazer a defesa.

Dois minutos depois veio o lance mais impressionante do primeiro tempo e a melhor chance do Atlético na partida. Bernard encontrou Minda dentro da área. O atacante deixou Mercado para trás, driblou Matheus Cunha e tirou Bruno Henrique da jogada. Quando o gol parecia certo, Aguirre apareceu praticamente sobre a linha e conseguiu salvar o Internacional.

A imagem mostra Fred, do Atlético-MG, sorrindo e batendo palma
A partida marcou a reestreia do meio-campista Fred no futebol brasileiro justamente diante de seu ex-clube. Reprodução: Instagram/@atletico

O segundo tempo começou com pouca inspiração ofensiva dos dois lados. O Inter acumulava posse e finalizações, mas não encontrava espaços para ameaçar Everson com frequência. O Atlético, por sua vez, buscava aproveitar principalmente as bolas paradas e os espaços deixados pelo adversário.

Aos 28 minutos, Victor Hugo, que havia entrado no lugar de Ruan, apareceu livre após cobrança de escanteio e cabeceou com perigo. Matheus Cunha fez uma grande defesa, mas acabou batendo a cabeça na trave durante o lance.

O goleiro precisou deixar o campo e foi substituído por Anthoni após a ativação do protocolo de concussão. Pelas regras do protocolo, Matheus Cunha deverá permanecer afastado das atividades pelos próximos cinco dias e, com isso, não estará disponível para o jogo de ida do Gre-Nal pela Copa do Brasil.

O empate mantém a situação delicada do Internacional no Campeonato Brasileiro. O time de Paulo Pezzolano permanece na 16ª colocação, com 25 pontos, ainda em busca da primeira vitória na competição no segundo semestre.

Para o Atlético-MG, o ponto conquistado fora de casa tem outro peso. Mesmo com uma escalação alternativa, o Galo chegou aos 33 pontos e subiu para a sétima posição, mantendo-se próximo da zona de classificação às competições continentais.

Cruzeiro 2X1 Flamengo

No último jogo de sábado, às 20h30, o Cruzeiro recebeu o Flamengo no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), e venceu, de virada, por 2 a 1. 

O confronto reuniu duas equipes que viviam momentos distintos após se enfrentarem recentemente pela Libertadores: enquanto o Cruzeiro buscava dar uma resposta depois da eliminação para o Rubro-Negro, o Flamengo tentava aproveitar a boa fase para garantir a liderança do campeonato.

Desde os primeiros minutos, o time de Leonardo Jardim mostrou maior presença ofensiva e conseguiu controlar boa parte das ações. Aos 21 minutos, Pedro recebeu dentro da área e finalizou para abrir o placar para os cariocas. Depois do gol, o Rubro-Negro continuou criando oportunidades e teve chances de ampliar a vantagem, mas não conseguiu transformar o domínio em mais gols. O Cruzeiro, por sua vez, encontrou dificuldades para construir jogadas perigosas e terminou o primeiro tempo em desvantagem.

Na segunda etapa, a Raposa voltou mais agressiva e passou a pressionar o Flamengo em busca do empate. Aos nove minutos, Keny Arroyo recebeu pela direita, levou a melhor sobre a marcação e acertou um belo chute para deixar tudo igual no Mineirão. O gol mudou o panorama da partida e deu mais confiança ao Cruzeiro, que passou a ocupar o campo ofensivo com maior frequência.

Nos minutos finais, o jogo ficou ainda mais movimentado. O Flamengo tentou recuperar a vantagem, mas passou a encontrar dificuldades para manter o controle da partida. Já o Cruzeiro continuou acreditando na virada e foi recompensado no último lance. Aos 49 minutos, Matheus Pereira recebeu e finalizou. O jogador contou com um desvio para enganar o goleiro Rossi e marcar o gol da vitória, o que levou a torcida celeste à festa no Mineirão.

A imagem mostra Villalba e Matheus Pereira comemorando
Matheus Pereira chega ao seu sexto gol no Brasileirão. Reprodução: Instagram/@cruzeiro

Com o resultado, o Cruzeiro chegou aos 39 pontos e permanece entre os primeiros colocados do Brasileirão, embalado por sua quarta vitória consecutiva na competição. Já o Flamengo, com 45 pontos, deixou o Palmeiras ampliar a liderança. O Rubro-Negro continua na vice-liderança, agora com seis pontos atrás do lider.

Palmeiras 4X1 Vasco 

Palmeiras e Vasco da Gama se enfrentaram no primeiro jogo do último domingo (23), no Nubank Parque, em São Paulo capital. Após um primeiro tempo equilibrado e sem gols, a equipe alviverde voltou mais eficiente para a segunda etapa e construiu a goleada, com dois gols de Flaco López, um de Maurício e outro de Vitor Roque, de pênalti. Colidio descontou para o time carioca na reta final.

Com o resultado, o Palmeiras chegou aos 51 pontos e ampliou para seis pontos a vantagem na liderança da competição. 

No primeiro tempo, o Palmeiras buscou controlar as ações e manter a posse de bola, enquanto o Vasco apostava em uma postura mais cautelosa e tentava explorar os espaços deixados pelo adversário. A equipe paulista encontrou dificuldades para transformar o domínio territorial em oportunidades claras de gol, e o duelo ficou marcado pelo equilíbrio entre as duas equipes.

Com o passar dos minutos, o Palestra aumentou a pressão no campo de ataque e passou a chegar com mais frequência na área vascaína. Já a equipe cruzmaltina conseguiu se defender e também ameaçou em algumas jogadas de velocidade. Apesar das tentativas dos dois lados, os goleiros não precisaram trabalhar em grandes intervenções, e a primeira etapa terminou empatada em 0 a 0.

Na volta do intervalo, o Palmeiras mudou a postura e passou a pressionar o Vasco desde os primeiros minutos. A intensidade do time da casa surtiu efeito. O Verdão abriu o placar com o argentino Flaco López e assumiu o controle da partida. A partir daí, o Palmeiras encontrou mais espaços na defesa adversária e aproveitou as oportunidades criadas para ampliar o placar da partida.

A imagem mostra Flaco Lopez comemorando
Com oito gols, Flaco López é o artilheiro do Palestra na competição. Reprodução: Instagram/@flacolopez_10

Após abrir o marcador, o Verdão teve um pênalti a seu favor após um toque de mão do zagueiro vascaíno Carlos Cuesta. Vitor Roque cobrou e converteu a penalidade. 

Depois do segundo gol, o Palmeiras continuou ofensivo e ampliou com Maurício, que fez o terceiro aos 11 minutos. Perto da reta final, o atacante Flaco López converteu mais um, enquanto, nos acréscimos, o centroavante Colidio descontou para o Vasco. Com maior eficiência ofensiva na segunda etapa, o time paulista confirmou a vitória por 4 a 1 e garantiu mais três pontos na competição.

Com o resultado, o Palmeiras chegou aos 51 pontos e ampliou sua vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro sobre o vice-líder Flamengo. O resultado reforça o bom momento da equipe na competição e aumenta a confiança para a sequência da temporada. O próximo confronto do Palestra será o jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O confronto, nesta quarta-feira (26), é um clássico contra o Santos, no Nubank Parque, na capital paulista.

O Vasco, por outro lado, permaneceu com 22 pontos e segue na vice-lanterna da tabela, precisando reagir nas próximas rodadas para sair da zona de rebaixamento. O Cruzmaltino também jogará nesta quarta-feira pela Copa do Brasil. O jogo de ida será em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ). Ambas as partidas serão às 21h30.

Red Bull Bragantino 1X0 Grêmio

Também às 16h, o Red Bull Bragantino venceu o Grêmio por 1 a 0 com gol aos 49 minutos da segunda etapa. A partida ocorreu na casa do Bragantino no Estádio Municipal Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP).

Desde o início da partida, a equipe da casa pressionou e criou uma oportunidade aos dois minutos de jogo para o centroavante Isidro Pitta. 

A pressão seguiu e, aos 12 minutos, em jogada pelo lado esquerdo, Vinicinho achou um cruzamento para Herrera cabecear firme. A bola passou pelo goleiro Weverton e em cima da linha foi tirada pela defesa gremista. No primeiro momento a jogada seguiu em escanteio, mas logo após, o juiz apitou gol para o time da casa. Os times voltaram até o centro do campo, mas o árbitro com auxílio do VAR voltou atrás e anulou o gol porque a bola não passou por completa a linha, o que gerou uma polêmica na partida.

O restante da primeira etapa seguiu com o Bragantino no domínio da partida, e a equipe gaúcha principalmente na defesa, sem oferecer perigo ao adversário.

Na segunda etapa, o Grêmio voltou melhor. A equipe teve mais posse de bola e chegou ao ataque com mais perigo a meta do goleiro Tiago Volpi. Aos 27 minutos, em um cruzamento, Volpi fez bela ponte para impedir que o primeiro gol da partida saísse.

Mais para o final de jogo, o Braga voltou a atacar com perigo e forçou boa defesa do goleiro Weverton. Já nos acréscimos, a pressão contra a equipe visitante resultou em um escanteio. A bola foi levantada na área, e o zagueiro e capitão Gustavo Marques subiu bem para cabecear para o fundo das redes. O gol garantiu a vitória e os três pontos.

A imagem mostra Gustavo Marques comemorando o gol vom companheiros
Emocionado, Gustavo Marques celebra seu quarto gol na temporada. Reprodução: Instagram /@redbullbragantino

Com a vitória, o Bragantino alcança a sétima colocação na tabela, enquanto o Grêmio vê a situação complicar. O Tricolor Gaúcho está a 1 ponto do Z4. A equipe gaúcha também se prepara para o clássico de quinta-feira (27), quando irá ao Beira-Rio enfrentar o Internacional. O confronto, válido pelas quartas da Copa do Brasil, será às 20h. 

Vitória 0X2 Bahia

Também às 16h, o Bahia venceu o Vitória por 2 a 0 no último domingo (23), no Barradão, em Salvador(BA). Alejo Véliz e Jean Lucas marcaram os gols do Tricolor Baiano, que chegou aos 37 pontos e ocupa a sexta colocação. O Rubro-Negro permanece em 12º, com 29 pontos.

Mesmo fora de casa, o Tricolor de Aço tomou o controle do clássico desde o primeiro tempo. O Vitória até chegou com perigo logo no primeiro minuto, quando Renê cruzou pela esquerda e Luciano Juba quase marcou contra ao tentar afastar, mas o cenário dos minutos seguintes foi de superioridade tricolor.

A equipe de Rogério Ceni passou a ocupar o campo ofensivo e acumulou finalizações. Jean Lucas obrigou Lucas Arcanjo a trabalhar após receber em profundidade de Erick Pulga, enquanto Rodrigo Nestor também tentou de fora da área. Do outro lado, o Vitória respondeu principalmente em finalizações de média e longa distância.

A diferença entre as equipes ficou ainda mais clara nos números antes do intervalo. O Bahia terminou a primeira etapa com 57% de posse, 18 finalizações contra quatro e quatro chutes no alvo contra um. Apesar do volume, o Tricolor não conseguiu transformar o domínio em vantagem e o Ba-Vi permaneceu sem gols.

O Vitória voltou melhor para a segunda etapa e viveu seu melhor momento na partida. Tomás Pochettino apareceu como uma das principais ameaças e acertou a trave após cruzamento de Ramon, o que deu ao Rubro-Negro uma das melhores oportunidades para mudar o cenário do clássico.

Só que foi o Bahia quem aproveitou. Aos 21 minutos, Nicolás Acevedo avançou pelo meio e encontrou Erick Pulga pela esquerda. O atacante teve espaço para levantar a cabeça e cruzou na medida para Alejo Véliz, que ganhou pelo alto e cabeceou para abrir o placar no Barradão. Foi o segundo gol consecutivo do centroavante pelo Bahia.

A vantagem não fez o Tricolor recuar. Luciano Juba encontrou Jean Lucas dentro da área, e o meio-campista finalizou na trave. Pouco depois, Véliz recebeu e serviu Michel Araújo pela direita. O uruguaio bateu, e Cacá apareceu praticamente em cima da linha para impedir o segundo.

O 2 a 0 ficou para os acréscimos e saiu em uma das melhores jogadas da partida. Aos 51 minutos do segundo tempo, Michel Araújo interceptou um passe ainda próximo ao meio-campo e tentou imediatamente encontrar um companheiro em profundidade com uma trivela. A defesa do Vitória cortou, mas a bola voltou para o uruguaio, que manteve a jogada viva.

Michel acionou Everaldo e avançou. O centroavante devolveu para o camisa 15, que aparecia por dentro. Diante de Cacá, Michel ameaçou a finalização, cortou o defensor e atraiu a marcação. Mesmo cercado por jogadores do Vitória, ele percebeu Jean Lucas livre ao lado e rolou para o meio-campista finalizar e definir o clássico em 2 a 0.

A comemoração ainda aumentou a temperatura do Ba-Vi. Jean Lucas retirou a camisa e a exibiu em direção à torcida do Vitória. Marinho tomou a peça das mãos do jogador do Bahia e, na sequência, Cacá tentou rasgá-la antes da intervenção da arbitragem.

O resultado encerra os clássicos entre Vitória e Bahia na temporada. E o retrospecto foi amplamente favorável ao Tricolor.

A imagem mostra a comemoração de Jean Lucas
Foram quatro clássicos na temporada, com três vitórias do Bahia e apenas um empate. Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Além disso, o triunfo no Barradão quebrou um tabu histórico. O Tricolor nunca havia vencido um Ba-Vi disputado no estádio pela Série A do Campeonato Brasileiro.

O clássico também ajuda a desenhar o momento dos dois clubes em uma temporada positiva para o futebol baiano. O Bahia ocupa a sexta posição do Brasileirão, com 37 pontos. Já o Vitória, 12º colocado com 29, está vivo na Copa do Brasil e enfrentará o Vasco nesta quarta-feira (26), às 21h30. O jogo é válido pela ida das quartas de final e ocorrerá em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ). 

Chapecoense 1X0 São Paulo

Às 18h30, a Chapecoense enfrentou o São Paulo, na Arena Condá, em Chapecó (SC). A partida terminou 1 a 0 para a Chape e foi a segunda vitória da equipe no campeonato. A última vitória do time catarinense foi na estreia do campeonato, quando derrotou o Santos por 4x2 em casa.

A imagem mostra os jogadores da Chapecoense fazendo uma roda
A Chape teve apenas 24% de posse de bola no jogo, mas foi o suficiente para garantir três pontos. Foto: João Pedro Zatta Grolli/Chapecoense

O Verdão do Oeste entrou em campo com confiança. Nos primeiros minutos, Yago Felipe exigiu uma boa defesa do goleiro Rafael. Do lado paulista, a resposta veio em um contra-ataque rápido, mas Arthur isolou por cima após receber um passe de Luciano. 

Aos 11 minutos a bola sobrou dentro da área para o camisa 10 do São Paulo que arriscou uma chance, no entanto a bola bateu na defesa adversária e se perdendo na linha de fundo, o que rendeu um escanteio para o Tricolor.  

Aos 26, em uma cobrança de escanteio de Giovanni Augusto na primeira trave, Bruno Pacheco apareceu livre de marcação e abriu o placar com um gol de cabeça. 

Com a desvantagem, o Soberano aumentou o volume de jogo, mas não conseguiu transformar a posse de bola em chances de gol. 

Ainda no primeiro tempo, o centroavante Calleri sentiu dores no tornozelo e teve que deixar a partida aos 30 minutos. O jogador passará por avaliação médica, porém durante a partida a equipe médica avisou não ser nada grave.

Após o intervalo, aos 11 minutos da segunda etapa, Gustavo Santana teve uma boa chance para empatar, mas parou nas mãos do goleiro Anderson. Do outro lado, dois minutos depois, Rafael teve que se esforçar para evitar o gol de Gardez. 

Luciano teve a melhor chance de empate do Tricolor na partida, mas ele acertou o travessão e perdeu o gol. 

O técnico Dorival mexeu no time para tentar dar mais volume, com a entrada de Marcos Antonio no lugar de Danielzinho. Sem conseguir o ritmo desejado, o técnico tricolor mexeu novamente aos 19 minutos. Ferreirinha e Newton entraram nas vagas de Pablo Maia e Lucas Ramon. A última substituição foi feita aos 30 minutos, quando Pedro Ferreira entrou no lugar de Cauly. 

Já o Furacão do Oeste recuou as linhas para defender a vantagem. Na metade do segundo tempo, o autor do gol da Chapecoense levou um cartão amarelo em uma disputa de bola com o jogador Newton do Tricolor. 

Mesmo com a vitória em cima do time paulista, a Chapecoense segue na última colocação da tabela com 14 pontos em 23 jogos. Com a derrota a crise no São Paulo se agrava. A última vitória do Tricolor na competição foi em abril de 2026, são dez rodadas sem vencer.

Santos 1X1 Mirassol

Também às 18h30, o Santos empatou por 1 a 1 com o Mirassol, na Vila Belmiro, em Santos (SP). Apesar de jogar em casa e ter sido superior por boa parte da partida, o Peixe não aproveitou a oportunidade e segue próximo do Z4.

O Santos começou a partida bem, com uma posse de bola alta e com um volume de jogo excelente. O Alvinegro Praiano demonstrou mais empenho desde o apito inicial. Após alguns minutos, o volante Gustavinho teve uma das chances mais claras de gol da primeira etapa, mas a chance foi desperdiçada diante de uma bela defesa do goleiro Walter.

O mandante do jogo seguiu no comando da partida e criou oportunidades, mas foi o Mirassol que abriu o placar no primeiro tempo. Por meio de um erro de passe do lateral Escobar, a equipe visitante armou um contra-ataque no espaço deixado pela equipe santista e o Carlos Eduardo balançou a rede. Com a desvantagem, o Santos caiu de rendimento, mas manteve o volume de criações.

Para a segunda etapa do confronto, Cuca, técnico do Santos, mexeu no time. Ele tirou Rony do campo e colocou Rolheiser, que teve uma atuação apagada e repetiu um desempenho discreto das últimas partidas. 

O Peixe não voltou bem do intervalo, com dificuldades na saída de bola, com pouca criação, porém conseguiu se reerguer na partida. Com um toque, Neymar deixou Barreal cara a cara com o goleiro. O atacante fez uma bela finalização e marcou um golaço para empatar a partida. O gol animou a torcida e aumentou a expectativa de vitória.

A imagem mostra Neymar e Barreal comemorando
Juntos, Neymar e Rollheiser somam quinze gols pelo Santos na temporada. Reprodução: Instagram/Santos/RaulBaretta_Photo

Pouco depois do empate, uma jogada envolvendo Neymar resultou na expulsão de Wallisson Luiz, do Mirassol. Aos 28 minutos do segundo tempo, o camisa 10 do Santos avançava pela lateral quando sofreu uma falta do meio-campista adversário. Inicialmente, a árbitra Edina Alves Batista aplicou apenas o cartão amarelo, mas, após ser chamada pelo VAR, revisou o lance e mostrou o cartão vermelho ao jogador do Leão Caipira. 

Com um jogador a mais, o Peixe teve a possibilidade de virar a partida. Apesar da vantagem numérica, o Alvinegro Praiano não conseguiu se impor e colocar pressão sobre o Mira.

Nos últimos instantes da partida, o Santos perdeu boas chances de virar o jogo. Neymar foi travado em uma defesa do Walter e Rolheiser mandou uma bola para fora depois de receber na grande área. O placar não sofreu mais nenhuma alteração até o apito final na casa do Peixe. 

Antes da rodada, o Santos ocupava a 14ª posição da tabela do Brasileirão, com 25 pontos, enquanto o Mirassol aparecia na 17ª colocação, dentro da zona de rebaixamento, com 23 pontos. Com o resultado desta rodada, o Peixe chega aos 26 pontos, mas segue perto do Z4, a apenas dois pontos de distância da degola. Já o Mirassol soma 24 pontos e permanece dentro da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

Os dois times voltam a campo na próxima rodada em busca de se distanciar da parte de baixo da tabela, em uma reta final de temporada que promete ser bastante decisiva tanto para o Santos quanto para o Mirassol na dura luta contra o rebaixamento no Brasileirão.

Antes do Brasileirão, o Santos tem o Classíco da Saudade pelas quartas de final da Copa do Brasil. O time vai ao Nubank Parque enfrentar o Palmeiras no jogo de ida. O confronto está marcado para às 21h30 desta quarta-feira(26)

Coritiba 2X1 Corinthians

No último jogo de domingo, no Couto Pereira, em Curitiba (PR), o Coritiba venceu o Corinthians por 2 a 1. Pedro Rocha e Paulo Roberto marcaram para o Coxa e Raniele descontou nos acréscimos. Com o resultado, a equipe paranaense ultrapassou o adversário paulista na tabela de classificação e agora ocupa a oitava posição. O Timão caiu para décimo lugar. A vitória do Coxa também quebrou um tabu de 15 anos sem vencer o Corinthians em casa.

A imagem mostra Jacy no primeiro plano, Memphis Depay no segundo de joelhos e dois jogadores do Coritiba atrás dele
Antes do confronto, a última vitória do Coritiba em casa contra o Corinthians foi há 15 anos, em setembro de 2011. Foto: Nauan Victor (@nauanfotografo)

O duelo foi um confronto direto de meio da tabela. Mesmo com boa distância do pelotão de cima, as duas equipes se mantêm na briga pelo G5, porém em momentos diferentes. Os comandos de Fernando Seabra só disputam o Brasileirão. Já o grupo de Fernando Diniz, três dias antes, festejava a classificação para as quartas da Libertadores.

A festa corintiana ocorreu em meio ao caos, sobretudo por conta dos protestos das torcidas organizadas, favoráveis à intervenção judicial no clube pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O motivo foi a enorme dívida (na casa dos R$ 3 bilhões), que o clube tem. Algumas delas somam os R$ 21,5 milhões dos três transfer bans, que impedem o Alvinegro de contratar novos reforços na atual janela de transferências a ser fechada no dia 11 de setembro.

Em meio a euforia com o resultado conquistado no meio de semana, mas também mergulhado em problemas, o Corinthians jogou sem seis titulares. Além do desgaste, que causou as ausências de Hugo Souza e Matheuzinho; Rodrigo Garro, suspenso, também não viajou, assim como os lesionados Yuri Alberto e Matheus Bidu. Memphis Depay começou no banco, apesar da assistência heróica contra o Rosario Central.

O atacante também se envolveu em uma nova polêmica. O vídeo-clipe divulgado pelo camisa 10, que também é rapper nas horas vagas, mostrava imagens de um incêndio no Parque São Jorge, o que incomodou os dirigentes. O clube aplicou uma multa ao atacante, poucos dias depois do desfecho da novela de renovação. 

Quando a bola rolou, o Corinthians se mostrou disposto a propor o jogo na habilidade de Kaio César, mas sem real perigo. Diante dessa ineficiência ofensiva, o time da casa equilibrou as ações e logo também passou a arriscar. Primeiro em chutes de fora da área, um deles de Josué,  referência técnica dos paranaenses de volta à equipe após lesão. 

Aos 39 minutos, o clube da casa chegou ao gol. Em jogada iniciada de um escanteio, após deixar Kaio César no chão dentro da área, Pedro Rocha fez 1 a 0, entre a trave e o jovem goleiro Kauê.

Com o gol, o nível da partida melhorou e surgiram as primeiras boas oportunidades do Corinthians, uma no desvio de cabeça de Gustavo Henrique e a outra na batida cruzada de Angileri, aos 42 minutos do primeiro tempo. 

Nos minutos finais, o Coritiba reclamou da atuação do árbitro Anderson Daronco em duas oportunidades. A não expulsão de Breno Bidon pelo possível segundo amarelo em disputa com Lavega e o encerramento aos 51 minutos, quando o Uruguai partia em um contra-ataque promissor para o Coxa.

No segundo tempo, o Corinthians voltou com Matheus Pereira no lugar de Milans. Já Memphis substituiu Pedro Raul e ganhou as atenções. O atacante reclamou de um pênalti de Lavega aos 12 minutos, mas a arbitragem não deu a falta e tampouco aplicou o cartão amarelo por simulação.

Diniz mandou a campo Gui Negão e Dieguinho aos 25 minutos e Lingard aos 36, mas sem os criativos Bidon, Carrillo e Kaio César, o holandês desapareceu. Para piorar, o Coxa, perigoso nos contra-ataques, aumentou a vantagem na segunda assistência de JP Chermont para a cabeçada certeira de Paulo Roberto. O jogador entrou no lugar de Pedro Rocha.

Nos acréscimos, quando tudo parecia definido, Raniele conseguiu diminuir com um gol de cabeça, mas o abafa alvinegro foi controlado pelos mandantes. 

Com os 2 a 1, as equipes invertem as posições na tabela. O Coritiba assumiu a oitava colocação. O Corinthians, com a segunda derrota seguida no Brasileirão, caiu para décimo lugar.

Botafogo 2X3 Athletico-PR

Em um jogo isolado na última segunda-feira (24), o Athletico-PR venceu o Botafogo por 3 a 2, no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). Os gols do Furacão foram marcados por João Cruz e Viveros, duas vezes. Do lado  carioca, Santi Rodriguez foi o responsável por colocar o Fogo no jogo após marcar duas vezes.

A imagem mostra João Cruz comemorando
João Cruz fez seu primeiro gol na temporada. Reprodução: X/@athleticoparanaense

O Athletico-PR chegou embalado para o confronto. Com uma sequência de oito jogos sem perder na competição, o Furacão dominou, o que tornou a partida dura para os donos da casa. Aos 11 minutos, João Cruz aproveitou uma falha na saída de bola da defesa carioca para abrir o placar. Dois minutos depois, o Furacão ampliou com Kevin Viveros, artilheiro da equipe na temporada. Mesmo em casa, o Botafogo foi para o intervalo com dois gols de desvantagem.

O segundo tempo seguiu o roteiro de domínio paranaense. Aos 33 minutos, Viveros voltou a balançar as redes, dessa vez após jogada construída no meio-campo por Vargas e Santos. O placar de 3 a 0 praticamente decretou a vitória do Furacão. 

Ao som de vaias da arquibancada, o Alvinegro se viu no dever de ir para cima e buscar diminuir o placar. Contudo, foi só nos minutos finais que o Botafogo mostrou reação. Aos 40, em cobrança de escanteio de Alex Telles, a bola desviou em Dantas e sobrou para Santi Rodríguez completar para o gol. 

No apagar das luzes, aos 47, o uruguaio voltou a marcar, desta vez ao aproveitar rebote após finalização de Vitinho, também originada em bola parada. O gol assustou o Athletico-PR, mas não foi suficiente para evitar a derrota.

A equipe paranaense chega aos 44 pontos e segue vivo na disputa pelo topo do maior campeonato nacional. Enquanto os cariocas encontram dificuldades em se achar na competição. A derrota do Fogão leva o time a 11ª colocação, com 30 pontos somados até aqui.

Próxima rodada

Sábado (29):

Atlético-MG X Vitória, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 18h30;

São Paulo X Red Bull Bragantino, no MorumBIS, em São Paulo (SP),  às 20h;

Vasco X Cruzeiro, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 21h30.

Domingo (30):

Athletico-PR X Fluminense, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 11h;

Flamengo X Botafogo, no Maracanã, no Rio de Janeiro, às 16h;

Corinthians X Santos, na Neo Química Arena, em São Paulo, às 16h;

Grêmio X Chapecoense, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 18h30;

Mirassol X Palmeiras, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30;

Bahia X Internacional, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 19h30.

Segunda (31):

Remo X Coritiba, no Baenão, em Belém (PA), às 20h.

Todos os horários são de Brasília.

Onda Laranja não perdeu nenhum mapa até o momento
por
Pedro Premero
|
26/08/2026 - 12h

 

A comunidade apelidou a LOS de “T1 brasileira” por conta do desempenho que apresentaram nesse começo de campeonato - Foto: CBLOL/flickr
A comunidade apelidou a LOS de “T1 brasileira” por conta do desempenho que apresentaram nesse começo de campeonato - Foto: CBLOL/flickr

 

A Super Semana do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL) chegou ao fim nesta segunda-feira (11). A LOS, que segue brilhando, e a FURIA que reencontrou o caminho das vitórias, foram as equipes que se destacaram nesses quatro dias de competição com duas vitórias convincentes. 

 

Os times que saíram com o saldo negativo foram a paiN e o Fluxo W7M, que perderam suas duas partidas e ligam um sinal de alerta em relação à vaga nos playoffs.. Além disso, RED Canids Kalunga e LEVIATAN triunfaram pela primeira vez no torneio. Confira o desempenho de cada organização:

 

LOS GRANDES

 

A LOS segue na liderança do CBLOL, agora isolada e sem ceder um mapa aos seus oponentes. A Onda Laranja derrotou a paiN Gaming e a LEVIATAN por 2 a 0 com facilidade e cada vez mas se consolida como a grande favorita para conquistar o campeonato.

 

Em resposta a AGEMT durante a coletiva de imprensa, Brandão, Assistant Coach da LOS, comentou sobre o apelido de “T1 brasileira” dado pela comunidade à equipe: "É difícil dizer assim. A gente não tem que pensar nisso. O que o pessoal fala fora, no Twitter, live, na transmissão, não tem que entrar na nossa sala. Não podemos nos iludir por conta do que os outros pensam”, analisa o técnico.

 

LOUD

 

A LOUD teve uma Super Semana muito instável. No primeiro jogo contra a FURIA, a Verduxa não entrou no servidor, dois stomps dos furiosos, que não deram chances para seus adversários, com um desempenho muito dominante.

 

Porém, contra a VKS, a LOUD mostrou uma performance melhor. Na primeira partida, eles puniram bem o posicionamento da Keyd e construíram sua vantagem por meio do pickoff. No jogo 2, a Verduxa encontrou dificuldades no mid game, como lutas desnecessárias que fizeram com que eles perdessem a vantagem que tinham, mas se organizaram nas lutas e fecharam a série.

 

Vivo Keyd Stars

 

Após vencer nas duas primeiras semanas, a Vivo Keyd Stars tropeçou pela primeira vez no torneio. A derrota por 2 a 0 contra a LOUD mostrou alguns erros nas lutas e pickoffs que deram vantagens para a Verduxa vencer. No entanto, os Guerreiros também mostraram um grande poder de reação no segundo jogo da série, mas não conseguiram evitar o revés.

 

Apesar disso, a VKS derrotou o Fluxo W7M por 2 a 1. A Keyd foi atropelada na primeira partida, mas, nos dois games seguintes, os Guerreiros controlaram muito bem as ações do mapa e com boas lutas venceram a série.

 

FURIA

 

Após 13 derrotas seguidas, contando MSI, EWC e CBLOL, a FURIA voltou a vencer e convencer. A última vitória havia sido na final do 1º split, contra a LOS, por 3 a 1. As duas partidas, contra LOUD e FLUXO, foram um atropelo por parte dos furiosos, com quatro mapas predominantes, sem chances de reação. A performance apresentada na Super Semana se reaproxima da FURIA campeã dois meses atrás.

 

Tatu havia sido suspenso por uma partida e multado em R$10 mil após se comunicar com um fã que estava na arena durante os picks & bans contra a VKS. Foto: CBLOL/flickr
Tatu havia sido suspenso por uma partida e multado em R$10 mil após se comunicar com um fã que estava na arena durante os picks & bans contra a VKS. Foto: CBLOL/flickr

 

Fluxo W7M

 

O Fluxo W7M chegou a sua terceira derrota seguida no CBLOL. A partida contra a VKS começou bem para os touros, com um stomp para cima dos Guerreiros, mas não conseguiram repetir o desempenho nos dois jogos seguintes e perderam a série. Já contra a FURIA, a equipe foi dominada e não conseguiu desempenhar bem.

 

Quarto colocado no 1º split, o Fluxo W7M tenta recuperar o entrosamento após a saída do Curty e a chegada de Zothve.

 

paiN Gaming

 

A paiN voltou a mostrar dificuldades dentro do servidor. Duas séries nas quais os Tradicionais não conseguiram mostrar um bom desempenho e foram derrotados nos quatro jogos que disputaram no final de semana.

 

Em entrevista exclusiva para a AGEMT, CarioK, jungle da paiN, se disse decepcionado com o desempenho da equipe contra a RED Canids. “Acredite ou não, a semana de treino foi muito boa, a gente teve um dia que foi ruim, que a gente tirou pra conversar, mas de resto a gente teve bons resultados. Tínhamos  jogado bem também, mas acho que isso também mascarou alguns erros nossos.”

 

Com o desempenho recente, a paiN decidiu desligar Sin "Xero" Hyeok do cargo de Head Coach da organização após mais de seis anos no time. Nesse período, o técnico coreano levou a equipe a nove finais do CBLOL/LTA e conquistou dois títulos. Gabriel “Von” Barbosa assumirá o comando técnico dos Tradicionais.

 

RED Canids Kalunga

 

Assim como a LOUD, a RED Canids teve duas séries muito distintas. Contra a paiN, dois atropelos. A Matilha teve sua primeira vitória e deu a sensação de ter se encontrado após as mudanças ocorridas antes e durante o CBLOL. No entanto, a partida contra a LEV foi desorganizada. Apesar de um bom early game, a RED lutou várias vezes separados e essa falta de sincronia e comunicação os levou a terceira derrota no torneio.

 

LEVIATAN

 

A LEVIATAN, muito criticada pela comunidade por ser uma equipe pouco competitiva, surpreendeu na Super Semana e venceu a RED Canids por 2 a 0. A equipe argentina estava bem coordenada nas team fights e aproveitou da afobação da Matilha para vencer a primeira no CBLOL.

 

No entanto, a série contra a LOS foi o total oposto. Na primeira partida, apesar da LEV ter pego mais kills, a Onda Laranja criou sua vantagem através do controle de objetivos e do mapa. No segundo jogo, os líderes dominaram de ponta a ponta e atropelaram a LEVIATAN. No balanço geral, a organização argentina mostrou que ainda pode surpreender e brigar por uma vaga nos playoffs.

 

Enga recebeu o MVP (Most Valuable Player, em português, jogador mais valioso) da série contra a RED Canids. Foto: CBLOL/flickr
Enga recebeu o MVP (Most Valuable Player, em português, jogador mais valioso) da série contra a RED Canids. Foto: CBLOL/flickr

 

Glossário:

 

Split: Edição;

Pickoffs: encontrar e abater um adversário que está isolado de sua equipe;

Team fights (tf): Lutas em equipe;

Early game: o early game é a fase inicial de rotas e selva que vai do minuto 0 até cerca de 14 minutos, terminando quando as barricadas caem e os jogadores começam a se reunir para objetivos de meio de jogo.

Mid game: O mid-game(tipicamente entre os 15 e 28 minutos) começa quando a fase de rotas termina, as primeiras torres caem e os jogadores passam a realizar movimentações pelo mapa focadas no macro, controle de objetivos (Dragões e Barão) e confrontos em grupo;

Stomp: No mundo dos games, significa que uma equipe foi totalmente dominante/dominada na partida;

Picks & bans: Etapa que antecede o jogo no qual os times banem campeões que não querem enfrentar e escolhem os personagens que irão jogar;

Kills: Abates.

Turcos perdem para o Paraguai, que respira no grupo D; norte-americanos seguem invictos
por
Bruno Caliman
Gianna Flores
Manuela Amaral
Vinicius Zini
|
22/06/2026 - 12h

Na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos se classificaram após uma vitória tranquila sobre a Austrália. Por outro lado, a Turquia foi eliminada de forma antecipada após duas derrotas seguidas na competição. O revés contra o Paraguai fez com que a disputa pela classificação à próxima fase ficasse entre paraguaios e australianos. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo D:

Estados Unidos 2X0 Austrália

Na última sexta-feira (19), os Estados Unidos venceram a Austrália por 2 a 0 na segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo de 2026. Embalados pela goleada na estreia, os donos da casa receberam novamente o apoio de sua torcida. Desta vez, o jogo foi no Lumen Field, em Seattle, e contou com um público de 66.925 pessoas.

O último encontro entre Estados Unidos e Austrália aconteceu em outubro do ano passado, em amistoso preparatório para a Copa. Na ocasião, os americanos também saíram de campo com a vitória. Do outro lado, os australianos não sabem o que é vencer os EUA desde 1992.

A partida teve dois tempos diferentes. A seleção norte-americana dominou a primeira etapa ao pressionar a bola sempre que podia e mostrar muita movimentação de seus jogadores de ataque. Na segunda metade do jogo, ao mesmo tempo em que os comandados de Mauricio Pochettino diminuíram o ritmo, os Socceroos melhoraram com as substituições e foram em busca do gol, mas sem sucesso.

Em relação às estreias, Estados Unidos e Austrália tiveram mudanças nos onze titulares. Do lado dos anfitriões, Pulisic foi desfalque para a partida devido à uma lesão na panturrilha. Já para os australianos, o treinador Tony Popovic optou por começar com Irankunda e Metcalfe, autores dos gols contra a Turquia, no banco de reservas.

Logo no primeiro minuto de jogo, a seleção norte-americana errou na saída de bola. Mo Touré recuperou a posse e chutou para a defesa do goleiro Freese. Essa oportunidade foi uma das únicas dos Socceroos durante toda a primeira etapa.

Os Estados Unidos já mostravam um maior controle da partida, até que Dest e McKennie, a dupla que funcionou muito bem no jogo, tabelaram pela direita. O ala entrou na área e finalizou, mas a bola explodiu em Burgess. Já aos dez minutos, os donos da casa encontraram o caminho do gol. Robinson acionou Balogun em velocidade, que ganhou da marcação na corrida. O atacante cruzou rasteiro para o meio, e ao invés de bloquear a chance, Burgess tocou contra sua própria meta desta vez.

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Jogadores americanos celebram o primeiro gol com a torcida. Foto: Reprodução/X/FIFAcom

A Austrália tentou uma resposta rápida na busca pelo empate. Velupillay fez um pivô e passou para Leckie, que chutou de trivela para fora. Os norte-americanos pressionavam bastante a seleção australiana, que tinha dificuldades para manter a posse. Foi dessa forma que Balogun teve uma oportunidade, porém finalizou na zaga adversária.

A segunda metade do primeiro tempo não teve tantas chances claras, mas o domínio dos EUA era nítido. A Austrália sequer conseguia sair para os contra-ataques. Até que aos 43 minutos, Robinson cobrou rasteiro uma falta próxima à linha de fundo para Dest. O camisa 2 dominou com liberdade na entrada da área e arriscou o chute. A bola desviou na defesa australiana e sobrou para Freeman, que de cabeça completou para o fundo da rede. No primeiro momento, o juiz alemão Felix Zwayer marcou impedimento. No entanto, o gol foi validado após análise do árbitro de vídeo.

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Depois da revisão do VAR, Alex Freeman comemorou o segundo gol dos Estados Unidos. Foto: Reprodução/X/FIFAcom

Pouco antes do intervalo, Dest ainda tentou ampliar o placar de fora da área, porém parou no goleiro Beach. No início do segundo tempo, Balogun teve outra chance de praticamente garantir a vitória. O atacante recebeu em velocidade e ficou cara a cara com o goleiro australiano, mas demorou para definir e teve sua finalização travada por Circati.

Perto da metade da segunda etapa, a Austrália mostrou uma melhora depois das substituições. Primeiro, Irankunda disparou pela direita e tocou para Volpato, que chutou por cima da meta. Em seguida, a zaga estadunidense se atrapalhou e Metcalfe arriscou da meia-lua, para a defesa de Freese. O jogo, então, ficou mais aberto.

Enquanto os Estados Unidos tentavam manter a vantagem, a seleção australiana pressionou durante os 20 minutos finais. A pressão rendeu dois lances polêmicos, que poderiam ter sido pênaltis. Além disso, os Socceroos trouxeram perigo através de cruzamentos na área adversária, porém falharam nas tentativas de acertar o gol.

O juiz perdeu o controle da partida perto do fim, e os jogadores das duas seleções se envolveram em confusões em alguns lances. Antes do apito final, um lance inusitado nos acréscimos: o alemão Felix Zwayer, que encerrou o jogo aos 53 minutos, precisou de atendimento médico após sentir cãibra.

O próximo compromisso dos Estados Unidos é contra a Turquia na próxima quinta-feira (25), às 23h (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Los Angeles. Já garantidos na primeira posição, os anfitriões chegam à terceira rodada para enfrentar a seleção turca já eliminada.

Já a Austrália, retorna a campo para enfrentar o Paraguai também na próxima quinta-feira (25), às 23h (horário de Brasília), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos. O jogo é um confronto direto que define a segunda e a terceira colocação do Grupo D.

 

Turquia 0 X 1 Paraguai

No outro jogo do grupo, o Paraguai derrotou a Turquia, em Santa Clara, na madrugada de sexta-feira (19) para sábado (20), por 1 a 0, no segundo jogo da fase de grupos do grupo D. 

Com apenas um minuto de partida, o Paraguai encontrou o caminho do gol. Bardakçi errou na saída de bola da defesa turca, Andrés Cubas recuperou a posse e acionou Enciso. O camisa 19 encontrou Matias Galarza, jogador que ganhou vaga de titular no lugar de Damián Bobadilla, após a derrota na estreia para os Estados Unidos. O  meia acertou um canhão de perna esquerda no canto do gol e abriu o placar para os paraguaios.

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O gol de Galarza, marcado no primeiro minuto de jogo, foi o mais rápido desta edição da Copa do Mundo até aqui. Foto: Reprodução/Instagram/@albirroja

Aos 12 minutos, atrás no marcador, a Turquia tentou responder. Após recuperar a bola no meio-campo, Yüksek encontrou Aktürkoğlu pela direita, o atacante cruzou para a entrada da área para servir Arda Guller. O camisa 8 finalizou, mas mandou por cima do travessão.

Nos minutos seguintes, a equipe turca manteve a pressão. Aos 29, Yildiz tentou surpreender a defesa. Após uma sobra de escanteio, o camisa 11 arriscou uma bicicleta da entrada da grande área, porém não conseguiu aplicar força o suficiente e a bola parou nas mãos do goleiro Çakir, sem dificuldades.

Aos 33, Arda Guler sofreu uma falta no campo de ataque e trocou empurrões com o autor do gol paraguaio. A melhor oportunidade da Turquia surgiu justamente logo após essa falta. Foi no levantamento de Çalhanoglu para Müldür, que já estava na área, livre para cabecear. A bola bateu no travessão, depois na trave e voltou para o campo, mantendo a vantagem sul-americana.

Na reta final do primeiro tempo, o Paraguai respondeu a postura ofensiva turca. Enciso arrancou em velocidade, deixou para trás dois jogadores turcos com um belo drible, e ainda passou por outro adversário antes de ser travado no momento da finalização. A jogada arrancou aplausos da torcida e quase terminou em gol.

Pouco depois, aos 44 minutos, uma dividida entre Pittas e Yüksek originou uma nova confusão. O atacante paraguaio ficou caído no gramado após sofrer a falta, enquanto jogadores das duas equipes passaram a discutir intensamente.

A princípio, o árbitro havia sinalizado seis minutos de acréscimos. No entanto, durante o desentendimento entre as duas equipes, Miguel Almirón, camisa 10 da seleção paraguaia, cobriu a boca com a mão ao se dirigir ao turco Müldür. A atitude foi considerada passível de punição de acordo com a “Lei Vini Jr”, criada com o intuito de prevenir discriminações em campo.  O árbitro então interrompeu o jogo a pedido do VAR. Depois de revisar o lance, Almirón foi expulso. 

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Almirón foi o primeiro jogador a ser punido pela nova regra da FIFA. Foto: Reprodução/Instagram/@albirroja

A paralisação provocada devido a todas confusões fez com que o acréscimo de seis minutos se estendesse. Antes do apito final, Yüksek arriscou uma finalização de fora da área, mas mandou por cima do travessão. Essa foi a última chance clara da Turquia na etapa inicial.

Como já era de se esperar, os turcos voltaram com tudo para o segundo tempo, agora em vantagem numérica depois da expulsão. Em menos de um minuto de jogo, a seleção encontrou duas chances. Çalhanoglu chutou por cima para Demiral que teve sua jogada defendida pelo goleiro Gill. 

Mesmo com um jogador a menos, a seleção paraguaia não adotou uma postura totalmente defensiva. A equipe aproveitou os espaços deixados pela Turquia e manteve uma estratégia baseada em transições rápidas. 

Aos 15 minutos, Enciso teve a chance de deixar a vitória ainda mais encaminhada para os paraguaios. Após uma jogada individual na área, o atacante passou por quatro adversários, mas finalizou para fora do gol. 

A Turquia tentou responder com jogadas diretas e investidas pelas laterais, mas teve dificuldade em transformar a posse de bola em oportunidades claras. Apesar de passarem a acelerar as jogadas, os turcos mostraram grande dificuldade na tomada de decisão no terço final do campo.

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A vitória em cima da Turquia foi a primeira do Paraguai em Copas após 16 anos. Foto: Reprodução/X/@albirroja

Nos minutos finais, o Paraguai demonstrou controle da partida. Sem assumir riscos desnecessários, a equipe administrou a superioridade construída ainda no primeiro minuto de jogo e confirmou o resultado que manteve a seleção viva na disputa por uma vaga na próxima fase. 

Por outro lado, para a Turquia, o apito final representou o encerramento adiantado da campanha, já que com a segunda derrota consecutiva, a equipe foi eliminada antes mesmo da rodada final da fase de grupos. 

O Paraguai volta a campo na próxima quinta-feira (25), contra a Austrália, em Santa Clara, às 23h (horário de Brasília). A Turquia, por sua vez, enfrentará no mesmo dia e horário o anfitrião e já classificado Estados Unidos em Los Angeles.

Com brilho de Mbappé e Haaland equipes conquistam seus primeiros três pontos na competição; noruegueses levam vantagem no saldo de gols
por
Caio Moreira
Guilherme Periotto
João Bueno Barbosa
Pedro José Zolési
|
19/06/2026 - 12h

Na última terça-feira (16), as seleções do Grupo I entraram em campo pela primeira vez na Copa do Mundo de 2026. Com o brilho de Mbappé, a França confirmou seu favoritismo ao vencer a seleção de Senegal por 3 a 1. No outro confronto, em um jogo que começou equilibrado, Haaland decidiu em sua primeira Copa e garantiu a vitória da Noruega sobre o Iraque por 4 a 1. 

França 3x1 Senegal 

A seleção da França estreou com vitória na Copa do Mundo de 2026 ao derrotar Senegal por 3 a 1, no Estádio de Nova York/Nova Jersey. O resultado marcou a abertura do Grupo I e reforçou o favoritismo da equipe europeia na competição.

Apesar do favoritismo francês, foi o Senegal quem se aproximou de tirar o zero do placar nos primeiros 45 minutos. A estratégia senegalesa variou de acordo com o comportamento da França. Quando tinha a posse, a equipe buscava desenvolver as jogadas pelos corredores laterais, explorando cruzamentos para a área. Sem a bola, apostava na recuperação da posse no campo defensivo e na ligação em contra-ataques.

O primeiro tempo também foi marcado pelas dificuldades ofensivas da França, que finalizou apenas uma vez, em chute de Ousmane Dembélé, aos 19 minutos. Além disso, os jogadores franceses reclamaram constantemente da arbitragem do australiano Alireza Faghani, principalmente em lances de disputa física e em decisões contestadas dentro de campo. 

No aspecto defensivo, Senegal se posicionou em um 4-4-2 compacto, com linhas em bloco médio que reduziram os espaços para os meio-campistas adversários trabalharem e dificultaram os lançamentos em profundidade para Kylian Mbappé. Mesmo quando a França conseguiu encontrar brechas, a defesa africana parou as investidas. Com o passar do tempo, a pressão exercida pelos Bleus obrigou Senegal a recuar suas linhas, mas sem abrir mão da organização que sustentou a equipe durante toda a primeira etapa. 

Reencontro entre França e Senegal na Copa do Mundo 24 anos após primeiro confronto.
Reencontro entre França e Senegal na Copa do Mundo 24, anos após primeiro confronto. Foto: Reprodução/Fifa

 

A primeira jogada de perigo dos Leões de Teranga nasceu justamente da primeira aposta senegalesa: o contra-ataque. Após recuperar a bola de Mbappé no campo defensivo, o lateral Diouf encontrou Nicolas Jackson com um passe preciso. O atacante invadiu a área e acertou a trave. No rebote, a bola desviou em Mike Maignan antes de sair pela linha de fundo, lance que deu esperanças à torcida de Senegal. 

Já nos minutos finais da primeira etapa, os africanos aproveitaram a baixa intensidade do fim do primeiro tempo. Pela esquerda, Sadio Mané infiltrou até a linha de fundo e cruzou para a área. Livre de marcação, Ismaïla Sarr teve a chance de abrir o placar, mas desperdiçou a oportunidade na última jogada antes do apito final.  

Na volta do intervalo, a equipe comandada por Didier Deschamps apresentou uma postura mais agressiva e passou a pressionar Senegal com maior intensidade. Logo nos primeiros minutos da segunda etapa, Désiré Doué e Michael Olise criaram boas oportunidades e mostraram uma equipe mais inspirada ofensivamente.

O primeiro gol saiu aos 21 minutos, quando Olise encontrou Kylian Mbappé com um passe em profundidade, e o atacante finalizou com precisão para abrir o placar. Aos 37 minutos, a França ampliou em um contra-ataque liderado por Adrien Rabiot, que lançou Bradley Barcola. O atacante venceu Koulibaly na velocidade e marcou o segundo.

Já nos acréscimos da partida, a equipe comandada por Pape Thiaw recuperou uma bola no seu campo defensivo e iniciou a jogada com Mané que achou Iliman Ndiaye livre no meio campo. O meia lançou para Ibrahim na ponta direita e realizou um drible que deixou o defensor francês Theo Hernández no chão, antes de finalizar a jogada com um chute cruzado no fundo do gol. 

Logo após a seleção africana diminuir a vantagem francesa, Mbappé voltou a decidir a partida. Aos 51 minutos, o atacante arriscou de fora da área e acertou uma finalização indefensável para o goleiro Mendy, colocando um ponto final no placar do jogo.

Com os dois gols marcados na estreia, Mbappé alcançou uma marca histórica. O camisa 10 se tornou o maior artilheiro da história da seleção francesa, com 58 gols. Além disso, chegou à terceira posição na lista dos maiores goleadores da história das Copas do Mundo, com 14 gols. Agora, está atrás apenas de Ronaldo, do Brasil, com 15 gols, e de Miroslav Klose, da Alemanha, e Lionel Messi, que dividem a liderança com 16 gols cada.

 

Iraque 1x4 Noruega 

A partida entre Iraque e Noruega, realizada na última terça-feira (16), que terminou com vitória dos noruegueses por 4 a 1, colocou frente a frente duas seleções que chegaram à Copa do Mundo 2026 carregando pouca tradição na competição, mas, com muito muito empenho e ótimas histórias para contar. Para os iraquianos, era o retorno ao principal palco do futebol após quatro décadas. Para os noruegueses, o fim de uma ausência que durava desde 1998.

Antes mesmo de a bola rolar, havia a sensação de que o confronto reunia dois projetos em momentos diferentes. O Iraque chegava embalado pela classificação conquistada nas Eliminatórias Asiáticas, sustentado por uma equipe veloz, organizada e acostumada a superar adversidades. A Noruega, por sua vez, desembarcava nos Estados Unidos cercada por expectativas. Depois de anos produzindo talentos sem conseguir transformá-los em resultados, a geração liderada por Erling Haaland e Martin Ødegaard finalmente recolocou o país entre os participantes da Copa do Mundo.

Nos primeiros minutos, a diferença técnica entre as equipes não ficou tão evidente quanto muitos imaginavam. O Iraque entrou em campo sem receio. Pressionava a saída de bola, ampliando o campo com dois pontas bem agressivos, disputando cada lance e buscando acelerar as jogadas sempre que recuperava a posse. A Noruega controlava mais a bola, mas encontrava dificuldades para transformar esse domínio em oportunidades claras.

A partida começou a mudar aos poucos. Com mais qualidade na circulação da bola, os noruegueses passaram a ocupar o campo ofensivo com frequência crescente. Com o camisa 10 da Noruega sendo obrigado a buscar bolas na linha defensiva para qualificar melhor o passe. Quando encontravam espaço pelos lados, aceleravam as jogadas e obrigavam a defesa iraquiana a recuar.

Aos 29 minutos, veio o primeiro golpe. David Møller Wolfe, meia do Woverhampton, avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. No lugar certo, o cometa Haaland apareceu como num flash para completar o cruzamento certeiro e marcar seu primeiro gol em Copas do Mundo. Depois de anos ouvindo que sua geração precisava provar seu valor em grandes torneios, o principal nome do futebol norueguês finalmente deixava sua marca no maior deles, e o grito de gol veio feroz e rápido, assim como foi o tento.

Os Leões da Mesopotâmia responderam rapidamente. Longe de se intimidar, continuaram apostando na intensidade e foram recompensados aos 39 minutos. Aymen Hussein, a referência técnica e física da equipe, subiu mais alto que a defesa adversária e cabeceou para as redes, marcando o gol que devolveu esperança ao Iraque. Era o prêmio para uma equipe que encontrava espaços em campo, principalmente pelo lado direito.

O empate transformou os minutos finais do primeiro tempo em um dos momentos mais emocionantes da partida. O Iraque cresceu, ganhou confiança e passou a acreditar que poderia surpreender. A Noruega, por outro lado, precisou mostrar maturidade para não se desorganizar. Com dribles curtos e passes incisivos a equipe da Mesopotâmia impunha seu ritmo, demonstrando muita qualidade na construção da fase ofensiva. Já a defesa...

E foi justamente essa maturidade dos nórdicos e a falta de entrosamento defensivo por parte dos iraquianos que fez a diferença pouco antes do intervalo.

Aos 43 minutos, um erro na saída de bola iraquiana mudou novamente o rumo do jogo. Um recuo mal executado criou uma situação de indecisão entre a defesa e o goleiro Jalal Hassan. Atento ao lance, Haaland pressionou, aproveitou a falha e viu a bola terminar no fundo das redes. O gol recolocou a Noruega em vantagem e premiou a insistência de um atacante que vive para transformar pequenos espaços em oportunidades.

 

Haaland anota dois gols em sua estreia em copas do mundo.
Haaland anota dois gols em sua estreia em copas do mundo. Foto: Reprodução Instagram/@herrelandslaget

Quando o árbitro encerrou a primeira etapa, o placar apontava 2 a 1 para os europeus. Mas os números não contavam toda a história. O Iraque havia mostrado coragem, personalidade e momentos de bom futebol. A Noruega, por sua vez, demonstrava porque tantos observadores a apontavam como uma das seleções mais interessantes desta Copa. Mais madura do que em ciclos anteriores, a equipe escandinava combinava talento individual e organização coletiva de uma forma que seus torcedores esperavam havia décadas.

Os quarenta e cinco minutos iniciais terminavam com vantagem norueguesa, mas também com a sensação de que o Iraque ainda tinha forças para continuar lutando. E, em uma Copa do Mundo, essa costuma ser uma combinação perigosa.

A segunda etapa se inicia com uma mudança de postura por parte da seleção iraquiana, linhas de marcação altas e pressão na saída de bola demonstraram a intenção dos Leões da Mesopotâmia para o resto da partida: buscar o resultado.

A escolha tática para o segundo tempo se converteu no melhor momento do Iraque no jogo. O gatilho de pressão da seleção africana trouxe desconforto ao meio-campo norueguês que, até o momento, havia sido o diferencial da construção ofensiva do time. Com isso os papeis se inverteram nos primeiros minutos do segundo tempo, sendo o time iraquiano o que mais passava tempo com a bola, buscando infiltrar a defesa norueguesa principalmente pelas laterais do campo, em um ataque baseado nas inversões de jogo.

O protagonismo por pouco não se transformou em um gol inesperado. Aos 62 minutos de jogo, uma jogada de cruzamento pela esquerda do campo ofensivo do Iraque atravessou toda a área norueguesa, em um passe que parecia buscar o cabeceio do ponta Ibrahim Bayesh, mas passou direto e caiu nos pés do lateral esquerdo Hussein Ali. O lateral tentou escorar a bola de volta para área, quase encobriu o goleiro norueguês e deu um susto na torcida nórdica.

Marcando com uma linha de três avançada no campo adversário, a Noruega chegava pouco, mas quando chegava trazia perigo. Nusa, o ponteiro norueguês, estava fazendo uma boa partida, aparecendo sempre como uma das opções de criação de jogada pelos lados do campo e cavando faltas próximas à área do time africano.

O Iraque seguia em bom momento na metade do segundo tempo. O ponta Marko Farji entrou bem e se tornou uma opção de desafogo para os Leões da Mesopotâmia. Apesar disso, o time seguia dependendo muito das laterais para atacar, não sendo efetivo em toque de bola pelo meio-campo.

Além disso, Ståle Solbakken, técnico da Noruega, acertou ao apostar em uma substituição quádrupla aos 71 minutos de jogo, que mudaria não só o fôlego, mas também o panorama de sua equipe. A troca de Nusa por Schjelderup trouxe poucas mudanças táticas para a equipe, afinal um ponta esquerdo de velocidade e agilidade saiu para a entrada de outro. No entanto, a saída de Sorloth e Ausners para a entrada de Oscar Bobb e Kristian Thorstvedt traziam para campo jogadores com características mais propícias para recuperar a posse e para a troca de passes pelo meio-campo. A troca do lateral Wolfe por Østigård também contribuiu para a volta ofensiva da Noruega no jogo.

Ao contrário do Iraque, as mudanças da seleção norueguesa não ficaram no quase. Aos 75 minutos de jogo, em um escanteio originado por uma tabela entre Oscar Bobb e Thorstvedt dentro da área do time mesopotâmico, Ødegaard acerta um grande cruzamento no primeiro pau, recebido por Østigård, que se antecipou desde a marca do pênalti até a trave e acertou um cabeceio certeiro no canto direito do goleiro iraquiano, confirmando o terceiro gol da Noruega na partida. Um gol que é um reflexo direto das mudanças táticas de Solbakken.

Os últimos minutos de jogo consagraram as mudanças do time nórdico. A seleção norueguesa conseguiu manter a posse pela maior parte do final da partida, embora o Iraque tenha continuado sua pressão em linhas altas.

Até mesmo quando a seleção iraquiana conseguia a bola, rapidamente perdia para a pressão do time adversário. Nessa situação, aos 85 minutos de jogo, sai o primeiro cartão amarelo da partida para o camisa 4 do time mesopotâmico, por matar um contra ataque com falta em cima do cometa Haaland.

A opressão nórdica seguia. Aos 90 minutos o time quase anotou o quarto gol da partida, em uma finalização de Thorstvedt dentro da área, em uma jogada trabalhada em quase seis minutos seguidos de posse.

Nos últimos instantes da partida, aos 96 minutos a Noruega conseguiu ampliar o placar, em uma jogada de inversão de jogo da lateral esquerda do campo ofensivo para o lado direito. Haaland, que estava apagado no segundo tempo em comparação ao primeiro, aproveitou um cruzamento para escorar a bola de cabeça para o meio da área, fazendo com que ela desviasse no zagueiro iraquiano, confirmando o gol contra e a vitória da Noruega por 4 a 1.

O jogo terminou repleto de histórias para a seleção nórdica. A vitória por 3 gols de diferença garantiu a liderança provisória em um dos grupos mais difíceis da Copa. Além de contar com marcas históricas, sendo o primeiro jogo em que a seleção norueguesa anotou mais de 2 gols. O time agora se prepara para as difíceis partidas contra Senegal e França, que decidiram sua posição na classificação geral.

O Iraque, no entanto, se encontra em uma posição não muito agradável no grupo. Uma derrota por goleada na estreia parece confirmar o status de “saco de pancada” com que o time chegou para a Copa, e agora terá de enfrentar duas seleções que também são de altíssimo nível nas próximas duas rodadas.

As quatro seleções do grupo H empataram na primeira rodada do mundial
por
Kaleo Ferreira
Jorge Zats
Pedro Premero
Pedro Timm
|
19/06/2026 - 12h

Na última segunda-feira (15), no grupo H, Cabo Verde surpreendeu e segurou o empate sem gols contra a Espanha. O destaque do jogo foi o goleiro de 40 anos, Vozinha. No mesmo dia, Arabia Saudita e Uruguai empataram em 1 a 1.

Espanha 0X0 Cabo Verde

Espanha e Cabo Verde se enfrentaram no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, às 13h, e não saíram do 0 a 0. Em sua estreia em mundiais, a seleção cabo-verdiana fez uma ótima partida defensivamente, com destaque para o goleiro Vozinha que garantiu o empate com uma atuação memorável.

A imagem mostra Vozinha, do Cabo Verde, em disputa aérea com atacantes espanhois
Durante toda a partida, Vozinha fez sete defesas. Reprodução: X/@SEFutbol

A Espanha teve o domínio da posse durante todo primeiro tempo. Apesar disso, os espanhóis não conseguiram achar espaços na defesa cabo-verdiana. Nas vezes que furaram o bloqueio, ou pararam em Vozinha, ou erraram a finalização.  

A grande chance da “La Fúria” foi aos 38 minutos de jogo. Rodri lançou a bola para Cucurella, que cabeceou para o meio da área, mas Ferran Torres chutou no travessão. No rebote, Oyarzabal finalizou fraco de cabeça e o goleiro dos Tubarões Azuis mandou para escanteio.

A única chegada de Cabo Verde ao seu campo de ataque ocorreu no minuto 43. Os cabo-verdianos recuperaram a bola no meio-campo e partiu para o contra-ataque. Sidny recebeu a bola na lateral, porém cruzou muito forte e mandou direto para a linha de fundo.

Logo em seguida a “La Roja” teve mais uma oportunidade de abrir o placar. Cucurella recebeu a bola na lateral e cruzou rasteiro para a área, ela passou por Gavi e sobrou novamente para Ferran Torres. Porém, o atacante espanhol parou, de novo, em grande defesa de Vozinha.

No segundo tempo, a Espanha seguiu no controle da posse de bola e pressionou em busca do gol, mas continuou a encontrar dificuldades para superar a defesa de Cabo Verde. Diferente da etapa inicial, o goleiro Vozinha foi menos exigido,  já que os defensores cabo-verdianos bloquearam diversas finalizações e afastaram os cruzamentos da equipe espanhola. Ainda assim, o goleiro voltou a aparecer quando foi exigido, como a boa defesa em um chute de Merino, que impediu os espanhóis abriram o placar.

Na tentativa de aumentar o poder ofensivo, o técnico espanhol, Luis de la Fuente, promoveu a entrada de Lamine Yamal aos 25 minutos, mas a mudança não foi o suficiente para alterar a partida. Nico Williams também entrou para reforçar o setor, sem conseguir mudar o cenário. 

Mesmo com mais poder de fogo, a atual campeã da Eurocopa não conseguiu encontrar espaços diante do sistema defensivo montado por Bubista, técnico dos tubarões azuis. Cabo Verde aproveitou alguns contra-ataques, porém sem conseguir transformar as oportunidades nas finalizações. Oyarzabal ainda teve uma tentativa bloqueada pela defesa cabo-verdiana.

Ao longo do jogo, a Espanha gastou boa parte do tempo trocando passes pacientemente, à espera de um espaço para avançar.

Nos minutos finais, a partida ganhou intensidade, com a Espanha rodando a área adversária e tentando encontrar espaços para decidir o confronto. Apesar da técnica, La Furia teve dificuldade para transformar a posse em chances claras. Cabo Verde manteve a organização tática e ainda conseguiu responder em uma das poucas chegadas ao ataque, com uma finalização que saiu pela linha de fundo. 

Já nos acréscimos, a Cabo Verde teve uma oportunidade em cobrança de escanteio, mas Unai Simón precisou trabalhar e fazer a defesa em uma cabeçada. Cabo Verde manteve a organização tática, fechou os espaços e sustentou o empate até o apito final.

A imagem mostra jogadores de Cabo Verde comemorando
Ao todo, Cabo Verde teve 18 desarmes e apenas uma falta cometida, coroando a grande partida defensiva da equipe. Reprodução: Instagram/@fifaworldcup

O resultado foi bastante comemorado pelos cabo-verdianos, que conquistaram um empate histórico em sua estreia na Copa do Mundo, com o experiente goleiro e capitão Vozinha, de 40 anos, eleito o melhor jogador da partida. 

Nascido Josimar José Évora Dias, o arqueiro tem uma curiosa ligação com o Brasil: seu primeiro nome foi uma homenagem ao ex-lateral Josimar, destaque da seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1986. Já o apelido “Vozinha” surgiu da relação que construiu com os avós, responsáveis por sua criação desde a sua infância na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde.

Arábia Saudita 1X1 Uruguai

Mais tarde, às 19h, no Estádio de Miami, em Miami Gardens nos EUA, Uruguai e Árabia Saudita estrearam na Copa do Mundo. O jogo terminou em empate, com um primeiro tempo equilibrado e uma segunda etapa de domínio celeste.

A seleção saudita teve seu quarto jogo sob o comando do treinador Georgios Donis, que nos três jogos anteriores havia vencido apenas uma partida contra Porto Rico. Enquanto isso, a seleção uruguaia vinha de três empates, dois destes nos amistosos pré-copa contra Inglaterra e Argélia.

O jogo começou como era esperado, com pressão do Uruguai. A Celeste finalizou a gol com quatro minutos de jogo, o que forçou uma boa defesa do goleiro saudita, Mohammed Al-Owais. Logo em sequência, em escanteio, o atacante Viñas cabeceou fraco para uma defesa tranquila.

O jogo seguiu bastante equilibrado a partir dos dez minutos, com muitas disputas pela posse da bola. Aos 29, o Uruguai voltou a chegar com perigo. Em cruzamento de Bentancur, Maxi Araújo disputou no alto e conseguiu escorar a bola para o meio da pequena área, onde Viñas deu um peixinho na bola para mais uma grande defesa de Al-Owais.

A imagem mostra o goleiro da Arábia Saudita, Al-Owais, fazendo uma defesa.
Mesmo com o empate, Al-Owais fez oito defesas durante a partida. Reprodução: Instagram/@fifaworldcup

Aos 36 minutos, o jogo começou a tomar outro rumo. Com falta para a Árabia Saudita, a bola foi alçada na área e Muslera afastou com soco. Logo em sequência, na cobrança de escanteio a bola chegou aos pés de Alamri, zagueiro saudita, que finalizou para grande defesa do goleiro uruguaio.

A pressão da Árabia seguiu, e em novo escanteio aos 40 minutos, Kanno cabeceou firme para defesa de Muslera, que cedeu rebote, e sem perder tempo, Alamri deu com a ponta da chuteira para abrir o placar da partida.

Ainda no fim da primeira etapa, o Uruguai voltou a atacar. Em cruzamento de bola parada, Viñas voltou a cabecear para nova defesa de Al-Owais. O primeiro tempo então se encerrou com uma vitória parcial para a Árabia Saudita.

O segundo tempo teve um roteiro definido, o Uruguai sufocou a Arábia contra o seu gol. Durante a segunda etapa, a La Celeste finalizou 22 vezes contra a meta de Al-Owais que manteve uma boa partida mesmo sofrendo o gol de empate.

O fator determinante para a mudança de postura do Uruguai foi Marcelo Bielsa. Já no intervalo fez duas substituições que mudaram a partida, Sanabria e Canobbio entraram nos lugares de Núñez e Viña. O jogador do Fluminense entrou com uma vontade acima dos demais, característica já conhecida pela torcida tricolor. Já o atleta do Real Salt Lake, desde o início buscava jogadas individuais pela lateral do campo, procurando sempre um cruzamento para a área.  

O ataque uruguaio teve a primeira chance de empatar a partida logo aos 4 minutos do segundo tempo, com um cabeceio de Federico Viñas. O atacante se tornou a referência ofensiva após as mudanças de El Loco. A cada boa chance produzida, a pressão uruguaia aumentava. 

Manu Ugarte, Rodrigo Bentancur e Fede Valverde conseguiram dominar o meio de campo no segundo tempo e não deixaram oportunidades de contra-ataque para a seleção da Arábia Saudita.  Os uruguaios ganhavam boa parte das segundas bolas, quando a defesa árabe afastava os cruzamentos feitos pelos sul-americanos.

Aos 14 minutos, Ugarte recebeu de Bentancur e, de um domínio minimamente errado, arriscou um chute de fora da área com muito perigo. A bola, deslizando sob a grama, ganhou velocidade, mas Al-Owais, com as pontas dos dedos, desviou para a trave.

A Bicampeã não queria decepcionar sua torcida na estreia do mundial e não se deixava abalar a cada chance desperdiçada. Bielsa mexeu novamente e colocou De la Cruz no lugar de Ugarte para conseguir ter mais qualidade no último passe e para reger a partida. 

O meia do Flamengo tocou para Mathias Oliveira - zagueiro no apito inicial, mas nessa altura já era um lateral ofensivo - cruzar para  Viñas que cabeceou em cima do goleiro adversário que possibilitou o rebote em que Maxi Araújo não desperdiçou. Ele finalizou de primeira e empatou a partida. O gol marcado é o primeiro do ponta do Sporting em Copas do Mundo, logo na sua partida de estreia.

Aproveitando o bom momento, a Celeste cresceu na partida e foram mais 10 minutos de pressão contra a Arábia. Foram muitos cruzamentos e algumas chances de virar a partida. Aos 47 minutos, o goleiro árabe impediu a virada com excelente defesa. Fede Valverde, craque e capitão do Uruguai, finalizou com categoria de fora da área, impedido pelo arqueiro mais uma vez. A partida se encerrou em empate depois de um primeiro tempo muito bom da Arábia Saudita e uma segunda etapa corajosa do Uruguai.

Próxima rodada

Após a primeira rodada, as quatros seleções somam um ponto cada. Uruguai e Arabia Saudita ocupam as duas primeiras colocações, respectivamente, pelo gol marcado.

Na próxima rodada, as equipes voltam a campo no próximo domingo (21). Às 13h, Espanha X Arabia Saudita, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, Estados Unidos. Às 19h, Uruguai X Cabo Verde, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, Estados Unidos. Ambos os horários são de Brasília.

A franquia de Nova Iorque surpreende e vence o San Antonio Spurs por 4 a 1
por
Fernando Amaral Ferreira
|
18/06/2026 - 12h

A cidade que nunca dorme estava em festa no último sábado (13). O time de mais torcida do basquete nos Estados Unidos, se consagrou tri-campeão da liga em uma campanha de playoffs histórica. O triunfo ocorreu fora de casa sobre o San Antonio Spurs por 4 a 1, no Frost Bank Center. O primeiro título foi em 1970 contra o Lakers e o outro em 1973, também contra a franquia de Los Ângeles.

 

Jogo um



A abertura da série final superou todas as expectativas. Com as principais estrelas brilhando em quadra, o equilíbrio ditou o ritmo até a reta final no Frost Bank Center. Nos minutos decisivos, porém, a frieza do New York Knicks prevaleceu e garantiu uma vitória crucial fora de casa. Jalen Brunson comandou o triunfo com 30 pontos, muito bem escoltado pela imposição no garrafão de Karl-Anthony Towns, que registrou um duplo-duplo de 18 pontos e 12 rebotes. Pelo lado de San Antonio, a dominância de Victor Wembanyama, com 26 pontos e 12 rebotes, e o suporte de Stephon Castle (17 pontos) não foram suficientes para segurar a vantagem do mando de quadra. 


Jogo dois

 

O segundo confronto da série, também em San Antonio, manteve o nível de tensão nas alturas, com a definição do vencedor no último minuto de bola em jogo. Os Knicks ditaram o ritmo na maior parte do tempo. O time chegou a construir uma vantagem de 14 pontos restando apenas seis minutos no relógio. Sem desistir, a equipe liderada por Wemby iniciou uma corrida avassaladora e conseguiu virar o placar com apenas 58 segundos no cronômetro. Contudo, o poder de decisão dos nova-iorquinos falou mais alto no momento mais crítico ("clutch time") e sacramentou mais um triunfo heroico como visitante nos instantes finais. Os grandes destaques individuais do duelo foram KAT, letal com 29 pontos para os Knicks, e Wembanyama, que mais uma vez entregou números de peso para os Spurs com 21 pontos e 13 rebotes.

 

Jogo três



Agora indo a cidade da Times Square, chegou a vez da final ser sediada no Madison Square Garden, arena do Knicks e grande polo esportivo estadunidense. Em um duelo muito equilibrado e decidido nos detalhes, o San Antonio Spurs venceu o New York Knicks por 115 a 111. A vitória texana foi comandada por uma atuação brilhante de Victor Wembanyama, que liderou a equipe com 32 pontos, 8 rebotes e 6 assistências, sendo muito bem auxiliado pelos 23 pontos e 5 assistências do armador Stephon Castle. Pelo lado nova-iorquino, Jalen Brunson tentou de tudo para manter sua equipe viva ao igualar a marca de 32 pontos do astro rival, e contou com um grande apoio de OG Anunoby, que somou 28 pontos no ataque. Apesar do esforço e das grandes atuações individuais dos Knicks, a eficiência da equipe do Spurs prevaleceu para garantir a vantagem de quatro pontos no placar final.

 

Jogo quatro


 

Também na arena do Knicks, o Jogo quatro  está eternizado como um dos maiores e mais inacreditáveis confrontos de todos os tempos da NBA. Em uma noite que parecia completamente liquidada após o San Antonio Spurs construir uma vantagem colossal de 29 pontos, o New York Knicks protagonizou uma virada milagrosa para vencer pela diferença mínima de 107 a 106. O herói absoluto do apito final foi OG Anunoby, que não apenas coroou sua atuação espetacular de 33 pontos, mas também cravou seu nome na história com o tapinha salvador no último instante para garantir o triunfo. Essa reação épica foi orquestrada pela genialidade de Jalen Brunson, que terminou como o grande cestinha da partida ao anotar 36 pontos, além de distribuir 7 assistências e pegar 5 rebotes. Pelo lado de San Antonio, a frustração de ver uma liderança tão gigantesca derreter ofuscou completamente o forte desempenho coletivo: Victor Wembanyama registrou um duplo-duplo de respeito com 24 pontos e 13 rebotes, enquanto Dylan Harper (21 pontos), Devin Vassell (18 pontos) e De'Aaron Fox (18 pontos) castigaram a defesa adversária na primeira metade do jogo, antes de sucumbirem a uma das reviravoltas mais chocantes que o basquete já testemunhou. 

 

Jogo cinco

 

O quinto e decisivo jogo da série final coroou o New York Knicks como o grande campeão da NBA de forma apoteótica e calou o Frost Bank Center. Em uma partida tensa, de defesas fortes e placar mais baixo, os nova-iorquinos garantiram a taça com uma vitória suada por 94 a 90. A noite, no entanto, pertenceu a um único homem: Jalen Brunson. O armador teve uma atuação lendária e digna de MVP das Finais ao carregar a equipe nas costas com impressionantes 45 pontos, o que destruiu as esperanças do time da casa. Além de sua obra-prima ofensiva, o Knicks contou com contribuições vitais de Mikal Bridges (14 pontos) e a raça habitual de Josh Hart, que cravou um duplo-duplo de 13 pontos e 11 rebotes. Pelo lado do San Antonio Spurs, que lutou bravamente para tentar estender a série, o destaque foi o jovem Dylan Harper, cestinha da equipe com 25 pontos, enquanto Victor Wembanyama mais uma vez dominou o garrafão com 19 pontos e 14 rebotes. No fim, a genialidade absoluta de Brunson falou mais alto, silenciando o Texas e devolvendo o título de campeão da NBA para a cidade de Nova York.

 

MVP das finais

 

Na imagem contém o jogador Jalen Brunson, segurando o prêmio de melhor jogador das finais da NBA.
Jalen Brunson eleito o MVP das finais da NBA - Reprodução: Instagram / @Knicks

 

O prêmio de MVP das Finais tem um dono indiscutível: Jalen Brunson. O armador foi o grande maestro e o coração absoluto desse título do New York Knicks ao chamar a responsabilidade nos momentos mais críticos e punindo a defesa texana para terminar a série com uma média espetacular de 32 pontos por jogo. De viradas milagrosas até a sua obra-prima de 45 pontos no duelo decisivo que garantiu a taça, Brunson ditou o ritmo do basquete, provou ser o jogador mais letal da liga na hora da decisão e cravou seu nome para sempre na história de Nova York! 

 

Com o campeonato de 2026, o New York Knicks alcançou sua terceira conquista na história (1970, 1973 e 2026), igualando-se em número de títulos às franquias Detroit Pistons, Miami Heat e Philadelphia 76ers.

Ranking das franquias com mais títulos da NBA:

 

  • 18 títulos: Boston Celtics

  • 17 títulos: Los Angeles Lakers

  • 7 títulos: Golden State Warriors

  • 6 títulos: Chicago Bulls

  • 5 títulos: San Antonio Spurs

  • 3 títulos: Detroit Pistons, Miami Heat, Philadelphia 76ers, New York Knicks

  • 2 títulos: Milwaukee Bucks, Houston Rockets, Oklahoma City Thunder (um como Seattle Supersonics)

  • 1 título: Atlanta Hawks, Cleveland Cavaliers, Dallas Mavericks, Denver Nuggets, Portland Trail Blazers, Sacramento Kings, Toronto Raptors, Washington Wizards (incluindo o título como Washington Bullets).

 

 

Albiceleste assume liderança do grupo J, que tem a Áustria como vice
por
Lucas Farias
Lucas Leal
Mariana Luccisano
Octávio Alves
|
18/06/2026 - 12h

A primeira rodada da Copa do Mundo 2026 no grupo J foi marcada pela quebra de recorde de Lionel Messi, com direito a hat-trick, e a estreia da Jordânia na competição com derrota para a . Confira os detalhes das partidas: 

Argentina 3 X 0 Argélia

A Argentina, atual campeã Mundial, enfrentou a Argélia pela primeira rodada do grupo J, no Estádio de Kansas City, em Kansas City, nesta terça-feira (16). Com três gols de Lionel Messi, a Albiceleste assumiu a liderança e quebrou um tabu da seleção de nunca ter vencido em estreias após títulos mundiais. 

No primeiro tempo, marcado pela ansiedade da estreia, houve uma trocação entre as duas equipes. Logo aos sete minutos, após recuperar a bola no campo de ataque, em poucos toques o camisa 10 esteve cara a cara com o goleiro e balançou as redes, mas o lance foi anulado por impedimento. Aos 30 minutos, Messi atingiu o tornozelo de Mandi com as travas da chuteira. O árbitro deu falta, mas sem cartão, o que gerou muita reclamação.

Em resposta, a Argélia também chegou a balançar as redes com Farès Chaïbi, mas o lance foi anulado por impedimento. A seleção africana tentava se impor pressionando a saída de bola adversária, mas o entrosamento argentino prevalecia. Com maior controle da partida, a Argentina se organizava no 3-5-2, utilizando os alas para dar amplitude e tentar abrir espaços na defesa argelina.

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Messi comemora seu primeiro gol na Copa do Mundo 2026. Foto: Reprodução/X/@Argentina

Também com dificuldades na criação, Messi frequentemente recuava para buscar a bola próximo aos zagueiros. Em uma dessas tentativas, Mac Allister não conseguiu dar sequência à jogada, mas De Paul recuperou a posse e encontrou Messi entre as linhas de marcação. O argentino finalizou de fora da área e contou com uma falha do Luca Zidane, filho do craque francês Zinedine Zidane, para abrir o placar.

A principal característica desta Argentina voltou a aparecer: a força do meio-campo. Com aproximação constante e disciplina tática, o setor controlou o ritmo da partida. O quarteto formado por Mac Allister, Enzo Fernández, Thiago Almada e Rodrigo De Paul somou 23 recuperações de posse de bola e foi fundamental para a vitória.

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Mesmo com a posse de bola equilibrada, os argentinos dominaram as ações na partida. Foto: Reprodução/X/@Argentina

Apesar dessa forte característica, a equipe de Scaloni soube diferenciar suas jogadas quando se via pressionado, recorrendo a bolas longas para Lautaro Martinez que fazia o pivô e tentava acionar sempre o Messi. 

No segundo tempo, a Argentina seguiu sem pressionar, forçando a marcação quando essa bola chegava entrelinhas. O destaque ficou para os zagueiros Cristian Romero e Lisandro Martínez, que neutralizaram os atacantes argelinos.

Após uma bola longa de Dibu Martínez para a ponta esquerda, a Argentina conseguiu afundar a linha defensiva da Argélia, abrindo espaço para Mac Allister receber e finalizar com liberdade. No rebote, Lionel Messi, com toda sua frieza, marcou o segundo gol argentino.

No terceiro gol, o padrão se repetiu. Em um contra-ataque da Argentina, Nico López recebeu pela esquerda e esperou a ultrapassagem do lateral. Enquanto os defensores argelinos se concentravam na bola e recuavam para a própria área, o camisa 10 argentino apareceu livre na entrada da área para marcar seu hat-trick na estreia da sua sexta Copa do Mundo.

Com os gols, Lionel Messi igualou o alemão Miroslav Klose com 16 gols e se tornou o maior artilheiro das Copas. A lista também conta com Ronaldo, com 15, Gerd Muller com 14, junto com Kylian Mbappé que marcou dois na estreia da França, Just Fontaine com 13 e Pelé fechando com 12 gols marcados em mundiais.

A Argentina volta a campo na próxima segunda-feira (22), às 14h (horário de Brasília), contra a Áustria. Já a Argélia enfrenta a seleção da Jordânia na terça-feira (23), às 00h (horário de Brasília). Ambos os confrontos são válidos pela segunda rodada do grupo J.

 

Áustria 3 X 1 Jordânia

A Áustria venceu a Jordânia por 3 a 1 pela primeira rodada do Grupo J da Copa do Mundo 2026 na madrugada desta terça-feira (17), no Levi 's Stadium, em Santa Clara. Apesar do placar mostrar uma vitória sólida, os austríacos passaram por grande dificuldade para superar os jordanianos.

Os austríacos entraram em campo organizados no 4-2-3-1, buscando intensidade, pressão na saída de bola adversária e ataques pelos corredores laterais. A Jordânia, por sua vez, adotou um 5-3-2, com linhas baixas, forte compactação defensiva e aposta nos contra-ataques.

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A Áustria saiu com a vitória no Levi's Stadium, mas precisou lidar com uma Jordânia organizada e competitiva durante boa parte da partida. Foto: Reprodução/X/@oefb1904

Os jordanianos criaram mais perigo no primeiro tempo, iniciando o jogo com Haddad chutando na rede pelo lado de fora logo no primeiro minuto de partida. Aos 16 minutos, Fahkoury obrigou Alexander Schlager a espalmar para escanteio, e, aos 34, Olwan finalizou para uma bela defesa do goleiro austríaco. Quando esta última tentativa aconteceu, os austríacos já venciam graças à sua única grande chance no primeiro tempo: um lindo gol de Xavier Schlager, em chute impossível de deter, aos 20 minutos.

Apesar de ir para o intervalo em vantagem, a equipe do treinador Ralf Rangnick se mostrou desconfortável com o rumo da partida. A intensidade que a seleção da Jordânia imprimia com sua defesa bem montada e seus contra-ataques rápidos deixava a Áustria com dificuldade para controlar o jogo e atuar com tranquilidade.

Se a Jordânia já havia criado dificuldades no primeiro tempo, precisou de apenas quatro minutos da etapa final para transformar sua boa atuação em resultado. Olwan recebeu em velocidade, avançou sobre a defesa austríaca e bateu colocado. A bola ainda tocou na trave antes de entrar, marcando o primeiro gol jordaniano na história das Copas do Mundo e premiando o desempenho da equipe até então.

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O gol de Olwan entrou para a história como o primeiro da Jordânia em uma Copa do Mundo. Foto: Reprodução/X/@JordanFA

O empate obrigou a Áustria a mudar sua postura. Rangnick já havia colocado Arnautović em campo durante o intervalo, e a entrada do atacante ajudou a equipe a se estabelecer no campo ofensivo. Mesmo assim, os austríacos continuaram encontrando dificuldades para transformar a posse de bola em oportunidades claras. Quando Arnautović finalmente balançou as redes, aos 22 minutos, o lance acabou anulado após revisão do VAR por toque de mão na construção da jogada.

A insistência austríaca só se transformou em gol aos 30 minutos do segundo tempo. Em cobrança de escanteio de Sabitzer, o zagueiro Yazan Al-Arab desviou contra a própria meta ao disputar a bola na área, recolocando a Áustria em vantagem. O gol esfriou o ímpeto jordaniano e permitiu que os europeus administrassem melhor a partida nos minutos finais.

Já nos acréscimos, o VAR identificou toque de mão de um defensor jordaniano dentro da área e a arbitragem marcou pênalti. Arnautović cobrou com tranquilidade e decretou o placar final de 3 a 1. 

Com a vitória, a Áustria soma os primeiros três pontos no Grupo J e ganha confiança para o duelo contra a Argentina, que acontece na próxima segunda-feira (22), às 14h (horário de Brasília). Já a Jordânia tentará conquistar seus primeiros pontos no Mundial contra a Argélia, na terça-feira (23), às 00h (horário de Brasília).