Clube critica arbitragem e busca efeito suspensivo; árbitro já foi afastado pela CBF
por
Isabelle Maieru
Jalile Elias
Marcela Rocha
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26/11/2025 - 12h

 

 

Marlon foi punido com dois jogos pelo STJD. (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

 

 

O Grêmio confirmou, nesta terça-feira (25), que dois jogadores e um dirigente do clube foram punidos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por episódios ocorridos na derrota por 1 a 0 para o Red Bull Bragantino, em outubro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. A decisão atinge o lateral Marlon, o zagueiro Kannemann e o diretor de futebol Guto Peixoto.

 

O caso teve origem em dois lances polêmicos. No fim do primeiro tempo da partida, o árbitro Lucas Casagrande interpretou como agressão uma disputa envolvendo Kannemann e expulsou o defensor aos 42 minutos. Já nos acréscimos da etapa final, o juiz marcou pênalti para o Bragantino após a bola tocar no braço de Marlon. O Grêmio alega que o braço do lateral estava colado ao corpo.

 

Após a partida, a divulgação dos áudios do VAR evidenciou uma comunicação desorganizada entre os integrantes da equipe de arbitragem. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) afastou o árbitro Lucas Casagrande, justificando que ele passará por “treinamento, aprimoramento e avaliação interna”. O árbitro de vídeo Gilberto Rodrigues Castro Junior também foi afastado pela entidade.

Marlon foi denunciado pelas declarações fortes que deu na saída de campo, quando afirmou que o Grêmio estava sendo “categoricamente roubado” pela arbitragem ao longo do campeonato. A fala acabou pesando no processo.

 

Os dois atletas foram inicialmente denunciados com base no artigo 243-F, que trata de ofensas à honra. No entanto, durante o julgamento, os auditores decidiram classificar novamente a acusação, mas dessa vez para o artigo 258, que aborda condutas contrárias à ética desportiva.

 

O diretor de futebol Guto Peixoto foi enquadrado no artigo 258, §2º, II, por desrespeitar membros da equipe de arbitragem ou reclamar de suas decisões de maneira considerada desrespeitosa.

 

No julgamento, Kannemann recebeu um jogo de suspensão, pena já cumprida automaticamente. Marlon foi punido com dois jogos e deve desfalcar o time nas últimas duas rodadas do Brasileirão contra Fluminense e Sport. Guto Peixoto foi suspenso por 15 dias a partir desta quarta-feira (26).

 

O técnico Mano Menezes não terá Marlon à disposição na reta final do Brasileirão. (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

 

O Grêmio também informou que o departamento jurídico recorrerá e solicitará efeito suspensivo para tentar minimizar as consequências das punições.

 

Playoffs de março vão definir as últimas seleções classificadas
por
CRISTIAN FRANCISCO BUONO COSTA
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26/11/2025 - 12h

As eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 chegaram à sua fase final. São jogos únicos ou semifinais diretas que acontecerão em março do ano que vem e decidirão as últimas vagas do Mundial, sem espaço para correção de rota. O formato cria um cenário de pressão para seleções acostumadas a grandes torneios e abre chance para países que buscam uma rara presença na copa.

Na Europa, 16 seleções disputam quatro vagas nos play offs de março, em confrontos já definidos. A Itália enfrenta a Irlanda do Norte e, se avançar, encara o vencedor de País de Gales e Bósnia. A Ucrânia joga contra a Suécia, enquanto Turquia e Romênia brigam por outra vaga. Dinamarca e Macedônia do Norte se enfrentam em um dos duelos mais equilibrados, e Polônia e Albânia fecham a lista de confrontos. As rotas são formadas por semifinais e finais em jogo único.

A Itália vive o ambiente mais tenso. Depois de duas ausências seguidas em Copas, o técnico Gennaro Gattuso disse que o país “não pode sumir outra vez” e precisa superar o peso dos últimos fracassos. O discurso reflete a cobrança sobre uma seleção com história, mas que ainda tenta se reorganizar após anos de instabilidade.

Jogadores da Itália durante partida contra a Noruega pelas Eliminatórias Europeias
Itália participa da repescagem europeia após perder para a Noruega. Foto: Reprodução/Instagram/@azurri

A repescagem mundial também está definida e reúne seis seleções na disputa por duas vagas na Copa de 2026. Os confrontos iniciais colocam Bolívia contra Suriname e Nova Caledônia disputando vaga com a Jamaica, em jogos únicos. Os vencedores avançam para enfrentar Iraque e República Democrática do Congo, que entram diretamente na fase final por melhor posição no ranking.

Os duelos serão disputados entre o dia 26 e 31 de março, em campo neutro, com decisão em partida única. A tabela cria caminhos diferentes: quem vencer entre Bolívia e Suriname enfrenta o Iraque, enquanto o ganhador da partida entre Nova Caledônia e Jamaica decide vaga contra a RD Congo. É uma etapa curta, mas decisiva, que encerra a corrida global por um lugar no Mundial.

A Copa do Mundo de 2026 começa em 11 de junho, no estádio Azteca, na Cidade do México, com jogo da seleção mexicana. A final está marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O sorteio dos grupos será realizado em 5 de dezembro deste ano, em Washington.

Piloto da Red Bull domina corrida urbana, enquanto Lando Norris e Oscar Piastri são punidos por irregularidade técnica e alteram a reta final da temporada
por
Fábio Pinheiro
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26/11/2025 - 12h

No último final de semana, aconteceu o GP de Las Vegas, realizado nas ruas da cidade. A corrida recolocou Max Verstappen (Red Bull Racing) na disputa direta pelo título da Fórmula 1. O piloto da Red Bull venceu com autoridade e viu a dupla da McLaren ser desclassificada após inspeção técnica identificar desgaste irregular na prancha dos carros — o que anulou a segunda e a quarta posições conquistadas por Lando Norris e Oscar Piastri, respectivamente, na pista. Com isso, o campeonato, que parecia encaminhado para Norris, volta a ficar totalmente aberto.

A largada foi agitada. O britânico Norris, que largou da pole position, tentou segurar Verstappen na primeira curva, mas perdeu a liderança logo no início, abrindo espaço para o tricampeão controlar o ritmo da prova do começo ao fim. Verstappen não foi ameaçado nas paradas e aproveitou bem o tráfego da pista urbana, enquanto a McLaren parecia confortável no top 5.
 

Lando Norris ao lado da Sphere, em Las Vegas.
Lando Norris ao lado da Sphere, em Las Vegas. Foto: Reprodução/Instagram/@F1

A corrida também marcou um momento delicado para o brasileiro Gabriel Bortoleto (Kick Sauber) que abandonou ainda na primeira curva após se envolver em um toque com Lance Stroll. (Aston Martin). O incidente jogou seu carro para fora da pista e encerrou sua participação imediatamente. Bortoleto reconheceu o erro após a prova e recebeu punição de cinco posições no grid do GP do Catar, a próxima etapa da temporada.

A punição da McLaren modifica diretamente a tabela: os pontos anulados diminuem a margem de Norris na liderança e aproximam Verstappen e Piastri, deixando os três com chances reais nas duas etapas finais da temporada. As contas agora são apertadas — restam apenas 58 pontos em jogo no Catar e em Abu Dhabi, tornando cada detalhe decisivo.

Com a temporada entrando na reta final, o GP de Las Vegas se consolida como uma das provas mais impactantes do ano — não apenas pela vitória de Verstappen, mas pela reviravolta provocada pelas punições e pelos erros decisivos. A Fórmula 1 agora segue para o Catar com o título ainda em aberto.

Seleção decide o terceiro lugar contra a Itália nesta quinta-feira (27)
por
Antônio Bandeira
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26/11/2025 - 12h

O Brasil está fora da final do Mundial Sub-17. A Seleção empatou por 0 a 0 com Portugal no tempo normal e foi derrotada por 6 a 5 nos pênaltis, nesta segunda-feira (24), no Aspire Zone, em Doha, no Catar. Com o resultado, os portugueses avançaram à decisão contra a Áustria. O Brasil enfrentará a Itália na disputa pelo terceiro lugar.

O jogo foi equilibrado nos primeiros minutos. A melhor chegada brasileira aconteceu aos 19 minutos, quando Dell ganhou uma dividida na área e finalizou duas vezes, mas a defesa portuguesa afastou em cima da linha. Portugal respondeu com mais presença no ataque, pressionando a saída de bola, mas sem criar grandes finalizações.

A segunda etapa teve menos chances. As duas seleções encontraram dificuldade para construir jogadas, e o confronto ficou mais físico. Brasil e Portugal pediram revisões de possíveis expulsões, mas o árbitro manteve as decisões de campo. No fim do tempo regulamentar, Zé Lucas acertou um voleio que passou perto do gol, mas o empate persistiu.

Nas cobranças de pênalti, Dell, Tiaguinho, Zé Lucas, Luis Pacheco e Gabriel Mec marcaram para o Brasil. Ruan Pablo acertou a trave nas cobranças regulares, e Ângelo mandou para fora na sétima cobrança. Do lado português, Tomás Soares, Chelmik, Santiago Verdi, Yoan Pereira, João Aragão e José Neto converteram, enquanto o goleiro Romário isolou a quinta tentativa. A falha brasileira nas cobranças alternadas decidiu a classificação.

Brasil cai para Portugal na semifinal do Mundial Sub-17. Foto: Nelson Terme/CBF (Flickr)
Brasil cai para Portugal na semifinal do Mundial Sub-17. Foto: Nelson Terme/CBF 

Foi a terceira disputa por pênaltis do Brasil no torneio. A equipe já havia avançado contra Paraguai e França nas fases anteriores. Mas nas quartas, venceu a seleção de Marrocos por 2 a 1.

Com a suspensão cumprida, o zagueiro titular Luís Eduardo, que não atuou contra Portugal, volta a ficar disponível para o técnico Dudu Patetuci.

Brasil e Itália jogam pela terceiro colocação nesta quinta-feira (27), às 09h30 (horário de Brasília), novamente no Aspire Zone. A final entre Portugal e Áustria acontece no mesmo dia, às 13h00 (horário de Brasília).

 

Com emoção até os últimos minutos, segunda divisão do Campeonato Brasileiro terminou com o Coritiba campeão
por
Jalile Elias
Isabelle Maieru
Marcela Rocha
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25/11/2025 - 12h
Coritiba conquistou a Série B pela terceira vez. (Foto: Bruno Kelly/AGIF)
Coritiba conquistou a Série B pela terceira vez. (Foto: Bruno Kelly/AGIF)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Brasileirão Série B 2025 se encerrou no último domingo (23) com emoção até a última rodada. Seja na luta pelo acesso ou na briga contra o rebaixamento, os jogos da 38ª rodada foram eletrizantes. O Coritiba, que já havia conquistado o acesso com antecedência, foi o campeão, conquistando o título da segunda divisão do Campeonato Brasileiro pela terceira vez em sua história. 

A equipe comandada por Mozart confirmou a liderança mesmo longe de casa. O Coritiba foi até Manaus e venceu o Amazonas por 2 a 1 com gols de Sebastián Gómez e Iury Castilho. Luan Silva descontou para os donos da casa no Carlos Zamith. Com a vitória, o Coxa fechou o torneio na ponta da tabela, somando 68 pontos.

A briga pelo acesso também teve seus momentos de tensão: Athletico-PR, Chapecoense e Remo completaram o grupo dos times que subiram à Série A de 2026. 

O Athletico Paranaense também carimbou seu retorno à elite. Com a Arena da Baixada lotada, o time conseguiu a quinta vitória seguida ao derrotar o América-MG por 1 a 0. O herói da noite foi o garoto João Cruz, revelado no próprio clube, que marcou o gol que selou o acesso e assegurou a equipe na segunda colocação, com 65 pontos.

A Chapecoense confirmou sua vaga com um triunfo magro, porém decisivo, diante do Atlético-GO: 1 a 0 na Arena Condá, em cobrança de pênalti convertida pelo paraguaio Walter Clar. Já o Remo contou com a força do Mangueirão para virar sobre o Goiás por 3 a 1. Willean Lepo até colocou os goianos em vantagem, mas Pedro Rocha empatou e João Pedro, com dois gols, comandou a reação azulina. Tanto a Chape quanto o Remo fecharam a competição com 62 pontos, na terceira e quarta colocação, respectivamente.

Chapecoense está de volta à elite do futebol brasileiro. Foto: Rafael Bressan / ACF
Chapecoense está de volta à elite do futebol brasileiro. Foto: Rafael Bressan / ACF

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Goiás, que chegou a liderar a Série B e permaneceu no G4 durante boa parte do campeonato, acabou ficando a um passo do retorno à elite. A derrota para o Remo deixou o time estacionado nos 61 pontos e fora da zona de acesso.

Quem também viu o sonho escapar foi o Criciúma. Após ter sido rebaixado na última temporada, a equipe catarinense chegou à rodada final com chances reais de voltar à primeira divisão, mas a derrota por 1 a 0 para o Cuiabá, na Arena Pantanal, encerrou qualquer possibilidade.

Na outra ponta da classificação, Paysandu, Volta Redonda, Amazonas e Ferroviária não conseguiram evitar o rebaixamento e disputarão a Série C na próxima temporada.

O Paysandu encerrou sua participação na Série B com uma derrota por 2 a 1 diante do Athletic. O resultado serviu para salvar o time mineiro do rebaixamento. Já o Amazonas caiu diante do campeão Coritiba, enquanto o Volta Redonda apenas empatou com o Vila Nova, em Goiânia.

A briga contra a queda também teve seus capítulos finais nesta rodada. A última vaga na zona de rebaixamento estava entre Athletic, Botafogo-SP e Ferroviária. E foi a equipe de Araraquara (SP) que acabou levando a pior: perdeu por 2 a 1 para o Operário-PR, em Ponta Grossa, e acabou confirmando o rebaixamento para a Série C. O Botafogo-SP, que empatou sem gols com o Avaí, conseguiu se manter por mais uma temporada na Série B.

Em jogo movimentado, a seleção mexicana mesmo não jogando seu melhor futebol, buscou a vitória diante da Jamaica.
por
Leonardo Nunez
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24/06/2024 - 12h

No último sábado (23), o México enfrentou a Jamaica pelo Grupo B da Copa América no estádio NRG Stadium, em Houston (Texas), e saiu vitorioso pelo placar de 1 a 0. A seleção dominou a maior parte da posse de bola durante a partida, porém foi pouco criativa, e permitiu que a equipe jamaicana tivesse oportunidades de empatar.

O jogo começou com o México dominando as ações. Já aos 3 minutos, o volante Luis Chávez pegou uma sobra centralizada na área e bateu de canhota no canto do goleiro Jahmali Waite, que defendeu.

A equipe jamaicana melhorou após a pressão inicial da equipe mexicana, apostando principalmente na velocidade dos seus pontas, até que aos 20 minutos, o meia Bobby De Cordova-Reid cobrou uma falta no centro da pequena área, e o atacante Shamar Nicholson desviou de cabeça à direita do goleiro Julio González, saindo pela linha de fundo.

Após esses lances de perigo da Jamaica, o México manteve a maior posse de bola, mas demonstrou pouca criatividade na construção das jogadas. A chance mais clara da seleção mexicana ocorreu aos 46 minutos. Já nos acréscimos, Quiñones fez um passe para o meia Chávez na área. O camisa 24 ajeitou a bola para Luis Romo, que bateu de chapa e acertou a trave esquerda do goleiro Waite.

O primeiro tempo terminou sem gols. A equipe mexicana começou a partida melhor, dominando a posse de bola, mas não conseguiu criar chances claras para balançar a rede. Isso permitiu que os jamaicanos se lançassem ao ataque, embora também não tivessem sucesso na conclusão das jogadas.

Jogadores de camisa amarela e verde(Jamaica) e cor vinho (México)disputando a bola, durante a partida(foto:Carmen Mandato/AFP)
Jogadores disputando a bola, durante a partida. (Foto:Carmen Mandato/AFP)

Na segunda etapa, a seleção da Jamaica voltou mais ligada. Logo no primeiro lance, o meio-campista Kasey Palmer finalizou no miolo da área, e González defendeu batendo roupa; Montes afastou para escanteio.

Aproveitando o embalo dos jamaicanos, que continuaram pressionando, o ala direito Dexter Lembikisa pegou uma sobra no corredor direito, e cruzou com maestria na pequena área. O experiente atacante Michail Antonio, em boa posição, cabeceou para o fundo do gol, abrindo o placar. Contudo, o VAR foi acionado e, após rápida análise, o gol foi anulado devido a posição irregular do atacante.

Após o gol anulado, o jogo se tornou mais movimentado, com ambas as equipes buscando o ataque para criar oportunidades de marcar. Aos 15 minutos, o mexicano Julian recebeu em velocidade pelo lado esquerdo da área, disparou um chute de pé direito, mas o arremate passou por cima da meta com muito perigo, assustando a defesa jamaicana.

Após o lance, o México começou a dominar a partida, até que aos 25 minutos, Luis Romo dominou na meia-lua e ajeitou para o lateral esquerdo Gerardo Arteaga, que bateu de primeira com a canhota e mandou no canto superior do arqueiro jamaicano, que desta vez não conseguiu defender, e abriu o placar no jogo.

Gerardo Arteaga, de camisa vinho, comemora o gol para o México contra a Jamaica (Foto: Omar Vega/Getty Images)
Gerardo Arteaga comemora o gol para o México contra a Jamaica. (Foto: Omar Vega/Getty Images)

Depois do gol, os mexicanos conseguiram controlar a bola, e impediram as investidas da seleção jamaicana, que demonstrou cansaço. Isso obrigou o técnico Heimir Hallgrímsson a fazer substituições que não surtiram efeito.

Apesar disso, a Jamaica tentou uma pressão final para igualar o placar aos 46 minutos. Dexter Lembikisa chutou de longe no canto esquerdo de González, e o goleiro se esticou todo e espalmou para escanteio. No entanto, a partida terminou 1 a 0. Apesar do México ter controlado a maior parte do jogo, teve dificuldades na criação e permitiu que os jamaicanos tivessem chances de empatar.

O México volta a campo na próxima quarta-feira (26), às 22h (horário de Brasília) no SoFi Stadium, em Inglewood (Los Angeles), diante da Venezuela, pela segunda rodada da fase de grupos. No mesmo dia a Jamaica joga contra o Equador, ás 19h, no Allegiant Stadium em Las Vegas.

Após expulsão do jogador equatoriano Enner Valencia, os venezuelanos aproveitaram suas chances e viraram o placar para 2 a 1.
por
Leonardo Nunez
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24/06/2024 - 12h

 

No último sábado (22), Equador e Venezuela se enfrentaram pela primeira rodada do grupo B da Copa América, no Levi's Stadium, em Santa Clara. A seleção venezuelana saiu com os três pontos, vencendo de virada por 2 a 1, após a expulsão do experiente atacante do Internacional Enner Valencia.

 

A partida começou com o Equador com mais posse de bola, atacando principalmente pelas laterais do campo. Aos 11 minutos, o atacante John Yeboah finalizou com desvio e o goleiro Rafael Romo defendeu em dois tempos. A seleção da Venezuela tentava sair pelo meio, mas estava sendo impedida pela defesa equatoriana.

 

Aos 17 minutos, o meia-atacante Kendry Páez finalizou à queima-roupa, mas Romo fez uma bela defesa. No rebote, o atacante Enner Valencia recebeu cartão amarelo por dar uma solada no volante José Martínez, que precisou de atendimento médico. Após revisão no VAR, o árbitro Wilmar Roldán mudou o cartão para vermelho aos 21 minutos, expulsando o jogador.

 

Por conta da expulsão, a equipe do Equador se fechou, e a Venezuela aumentou seu volume de jogo. A partida ficou mais truncada e com bastantes faltas, apesar da melhora da Venezuela. Aos 40 minutos, o meio-campista pela esquerda, Jeremy Sarmiento, pegou de primeira na sobra da cobrança de falta e abriu o placar na partida.

Jeremy Sarmiento, de camisa amarela, comemorando o primeiro gol da partida, (Foto:Thearon W. Henderson/AFP)
Jeremy Sarmiento, comemorando o primeiro gol da partida. (Foto:Thearon W. Henderson/AFP)

O primeiro tempo acabou com a Venezuela com mais posse de bola, mas parou na defesa adversária, terminando os 45 minutos iniciais em 1 a 0.

 

Na segunda etapa, a Venezuela manteve o domínio e pressionou pelo empate, aproveitando a vantagem numérica. Mas a primeira chance perigosa saiu aos 13 minutos, nos pés do meia Alan Franco, do Equador, que parou no goleiro.

 

A Venezuela continuou com os ataques, mas parando na defesa do Equador, até que, aos 19 minutos, o experiente centroavante Salomón Rondón rolou para o atacante Jhonder Cádiz, que finalizou rasteiro para empatar o jogo.

 

O gol fez o time da Venezuela buscar a virada, aumentando sua posse de bola. Aos 29 minutos, o lateral-direito Alexander González fez o cruzamento para Rondón, que cabeceou com perigo. Alexander Domínguez fez grande defesa e o meia Eduard Bello estava ligado para completar no rebote e virar o jogo.

O jogaodor Eduard Bello, de camisa branca, comemorando o gol da virada da Venezuela
O camisa 25, Eduard Bello, comemorando o gol da virada da Venezuela. (Foto:Thearon W. Henderson/AFP)

Com a vantagem, a Venezuela controlou a partida, chegando a 62% de posse de bola. O Equador tentou reagir, mas a defesa venezuelana se manteve firme. O jogo terminou 2 a 1 para a Venezuela, de virada.

 

A vitória mostrou a resiliência da Venezuela, que soube aproveitar a vantagem numérica e controlou bem o jogo após virar o placar. O Equador, mesmo com um jogador a menos, ofereceu resistência, mas não conseguiu segurar o resultado.

 

Na segunda rodada, o Equador enfrentará a Jamaica na próxima quarta-feira (26) às 19h (horário de Brasília), no Allegiant Stadium, em Nevada. Já a Venezuela encara o México no mesmo dia, às 22h, no SoFi Stadium, em Inglewood.

Após duelo frenético com Lando Norris, holandês fatura sua 61ª vitória na categoria
por
Guilherme Silvério Tirelli
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24/06/2024 - 12h

 

O fim de semana não começou como Max Verstappen esperava, mas terminou em um lugar um tanto familiar para o tricampeão: o topo do pódio. Na manhã do último domingo (23), o piloto da Red Bull se aproveitou da brecha deixada por Lando Norris na largada em Barcelona e conquistou a 7ª vitória nesta temporada, a quarta na Espanha em sua carreira.

O britânico da McLaren foi ameaça constante durante a corrida e lutou até o fim pela vitória, porém, a estratégia da Red Bull prevaleceu e, no cockpit, a experiência de Verstappen pesou. O holandês gerenciou muito bem o desgaste dos pneus e cruzou a linha de chegada a 2,2s de Norris. Lewis Hamilton, da Mercedes, completou o top-3.

Desgaste excessivo animou a corrida

Ao longo da semana, a Pirelli, fornecedora de pneus da categoria, indicou que a estratégia seria determinante para o Grande-Prêmio da Espanha, previsão que se confirmou ao longo da etapa espanhola. Todos os pilotos, à exceção de Alexander Albon (Williams), largaram com os compostos mais macios e, a partir da décima volta, equipes e seus estrategistas já quebravam a cabeça à beira da pista.

Dentre os ponteiros, George Russell (Mercedes) e Carlos Sainz (Ferrari) entraram nos boxes na 15ª volta, saindo com pneus médios. Verstappen entrou pouco depois, enquanto Norris e Charles Leclerc (Ferrari) optaram por estender a parada para as voltas 23 e 24, respectivamente.
 

Disputa entre os ponteiros no GP da Espanha
Verstappen a frente de Norris e Hamilton - Reprodução/ F1

 

Na segunda metade da corrida, a estratégia foi outra. Russell e Sainz trocaram para pneus duros, ao passo que os líderes calçaram novamente os macios. Com mais borracha que os rivais, Norris diminuiu gradativamente a distância para Max, entretanto, ambos cruzaram a bandeira de chegada antes que o britânico pudesse esboçar um ataque.

Vermelhos decepcionam

Após fraco desempenho no GP do Canadá, a Ferrari esperava brigar pela vitória neste final de semana depois de trazer atualizações para o SF-24. Contudo, contrariando a expectativa criada, os pilotos da escuderia italiana não fizeram bons tempos no treino classificatório de sábado, tampouco estiveram na luta pela liderança no domingo. Leclerc bem que tentou replicar a estratégia de Norris, mas não conseguiu superar Russell na disputa pelo quarto lugar.

Leclerc e Sainz discutem após GP
Sainz e Leclerc discutem após o término da corrida - Reprodução/F1

 

Quem também decepcionou foi Sérgio Perez (Red Bull). Companheiro de equipe de Max, o mexicano largou apenas na 11ª colocação e pouco fez no circuito de Barcelona, terminando a corrida na oitava posição. Desde que renovou seu contrato com a equipe austríaca, Pérez coleciona maus resultados, que o fizeram despencar na classificação de pilotos.

Quatro equipes na disputa

Se você acompanhou a primeira etapa da temporada sediada no Bahrein, viu um domínio absoluto de Verstappen, que venceu a prova com ampla margem sobre a concorrência. No entanto, a ordem de força das equipes se alterou e a disputa pelo título promete ser agitada.

O holandês ainda é o grande favorito para vencer mais um campeonato, mas a melhora das rivais diretas é perceptível. Tanto Ferrari, quanto a McLaren já venceram corridas esse ano e estão sempre no páreo. A octacampeã de construtores, Mercedes, também não é carta fora do baralho e promete entrar cada vez mais na briga nos próximos GPs.

A 11ª etapa da temporada acontece já na próxima semana, em Spielberg, na Áustria.

Com as combinações de resultado da próxima rodada, ambas as seleções podem se classificar
por
Felipe Bragagnolo Barbosa
Thomaz Cintra
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24/06/2024 - 12h

 

Escoceses e suíços se enfrentaram pela segunda rodada do grupo A da Eurocopa nesta quarta-feira (19). O jogo terminou empatado, um a um. O começo de jogo foi eletrizante, os primeiros trinta minutos foram de duas equipes que buscavam a vitória a qualquer custo, aos 13 minutos, em uma bola cruzada na grande área suíça, Mctominay chutou em direção ao gol, a bola desviou no zagueiro Schar antes de morrer nas redes de Sommer.

O jogo que parecia controlado pelo Exército de Tartan mudou totalmente após uma falha do sistema defensivo. A  equipe tentou recuar a bola para um zagueiro, que não chegou na bola, Shaqiri, lenda suíça, se aproveitou da falha e finalizou de primeira de fora da área, a bola passou próxima ao ângulo direito, sem chances para o goleiro Gunn. O gol foi histórico para Shaqiri que se tornou o primeiro jogador a marcar ao menos um gol em três Eurocopas e três Copas do Mundo seguidas.
 

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Shaqiri comemora o gol de empate contra a Escócia. Foto: Harriet Lander - UEFA

Após o empate o jogo esfriou, ambas as equipes tiveram poucas chances de tirar o empate do placar.  Mesmo com algumas jogadas mais perigosas, os times mantiveram o jogo morno, com raras movimentações ofensivas.
 O resultado colocou a Cruz Vermelha na segunda colocação, com quatro pontos e a qualificação para a segunda fase praticamente garantida. Já a Escócia ficou na terceira colocação com apenas um ponto, caso vença contra a Hungria na próxima rodada a equipe poderá se classificar a depender dos outros resultados do grupo.
 O próximo  jogo da Suíça é contra a anfitriã Alemanha neste domingo (23) às 16 horas, e a Escócia enfrentará a Hungria no mesmo dia e horário.

Fim do DRS, carros menores e motores sustentáveis são algumas das novidades na Fórmula 1
por
Juliana Bertini de Paula
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21/06/2024 - 12h

No início do mês, a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) apresentou o novo regulamento, que entrará em vigor a partir da temporada de 2026. As alterações nas regras prometem tornar a categoria mais competitiva e mais sustentável. 

 

Mohammed Ben Sulayem, presidente do órgão dirigente, afirmou durante o anúncio que a Fórmula 1 está caminhando para “um futuro extremamente emocionante”, destacando que as mudanças estão focadas em “tecnologia avançada, sustentabilidade e segurança”. 

 

Confira, com mais detalhes, as principais mudanças que acontecerão nos carros da categoria:

 

Fim do DRS

Implantado em 2011 na Fórmula 1, o Drag Reduction System (DRS), ou Sistema de Redução de Arrasto, foi introduzido com o intuito de melhorar as oportunidades de ultrapassagem e aumentar a emoção das corridas. 

 

A nova ideia, para 2026, é que as corridas sejam mais naturais e menos dependentes de tecnologias que favorecem a redução da resistência aerodinâmica em determinados momentos. Sem o DRS, os pilotos precisarão confiar mais em suas habilidades e na estratégia da equipe para ganhar posições.

 

Manual Override Mode

O Modo Manual de Ultrapassagem é uma nova função, para que o carro que está atrás use mais energia do que o da frente. Na prática, é uma nova versão do antigo DRS. 

 

A energia do carro líder irá diminuir gradualmente depois de atingir os 290 km/h, chegando a zero quando o carro chegar aos 355km/h. O carro que estiver a um segundo do carro da frente, poderá usar o “Override”, que fornecerá 350 kW de potência, até chegar aos 337 km/h. 

 

Detalhes como quantas vezes ele poderá ser usado, quando poderá ser ativado ou quanto tempo ele ficará ativo ainda não foram divulgados.

 

Carros menores e mais leves

Uma das mudanças mais significativas é a redução do peso dos carros. O regulamento de 2026 estabelece que os carros devem ser mais leves, o que resultará em uma maior agilidade e velocidade nas pistas. Esta mudança é um esforço para aumentar a competitividade e permitir corridas mais disputadas. 

 

O conceito batizado de "carro ágil" será 30 kg mais leve, com peso total de 768 Kg obrigatórios. Como consequência, as medidas também diminuíram. O entre-eixos, por exemplo, vai cair dos atuais 3,60m, para 3,40m. Enquanto a largura vai diminuir de 2m, para 1,90m. O objetivo, desta forma, é auxiliar no consumo de combustível e na aerodinâmica.

 

Com carros mais leves, os pilotos terão mais controle, possibilitando ultrapassagens mais ousadas e estratégias de corrida mais dinâmicas.

 

Comparação do tamanho dos carros de 2022 e de 2026. – Foto: F1/Divulgação
Comparação do tamanho dos carros de 2022 e de 2026. – Foto: F1/Divulgação

 

 

Motores mais sustentáveis

Em um esforço para tornar a Fórmula 1 mais sustentável, os motores híbridos prometem ser ainda mais eficientes a partir de 2026. A nova geração de motores terá uma maior dependência de energia elétrica, reduzindo significativamente as emissões de carbono. 

 

Além disso, a F1 está comprometida com o uso de combustíveis sustentáveis, alinhando-se às metas globais de sustentabilidade e mostrando que o automobilismo pode ser uma plataforma para o desenvolvimento de tecnologias verdes. A categoria tem a ambição de ser zero carbono até 2030.

 

Aerodinâmica

O regulamento de 2026 também inclui mudanças nas diretrizes aerodinâmicas. As novas regras visam reduzir a turbulência gerada pelos carros, melhorando a capacidade de seguir de perto outros veículos e, consequentemente, facilitando as ultrapassagens.

 

Os novos carros terão o que a FIA chamou de “aerodinâmica ativa”, a asa traseira e a dianteira terão partes móveis – até então, apenas a traseira tinha partes móveis. A asa dianteira será 100mm mais estreita, além de ganhar um flap móvel para a parte da aerodinâmica ativa. A asa traseira será formada por três elementos.

 

Comparação na estrutura dos carros de 2024 e de 2026 vista de cima. – Foto: F1/Divulgação
Comparação na estrutura dos carros de 2024 e de 2026 vista de cima. – Foto: F1/Divulgação

 

 

Segurança

A segurança dos pilotos e equipes continua sendo uma prioridade no novo regulamento. As mudanças incluem melhorias nos sistemas de proteção contra impactos e incêndios, além de novas diretrizes para a construção dos cockpits. O objetivo é minimizar os riscos associados aos acidentes.

 

Será revisada a parte de colisões frontais, onde será introduzido uma estrutura em duas partes, evitando assim que a quebra aconteça muito perto da célula de sobrevivência. A carroceria contra batidas na lateral  também será melhorada. A promessa do regulamento é que dobre a proteção fornecida pela lateral.

 

O halo também será reforçado, as cargas de teste aumentarão de 141 kN para 167 kN.