Espanha sofre, mas vence Uzbequistão
Nesta quarta-feira (24), em partida de estreia do futebol masculino nas Olimpíadas de 2024, a Espanha venceu o Uzbequistão por 2 a 1. O jogo foi válido pelo grupo C da competição e realizado no Parque dos Príncipes, estádio do Paris Saint-Germain, em Paris, na França.
Os espanhóis venceram com gols de Marc Pubill e Sergio Gómez, enquanto o gol dos uzbeques foi anotado por Shomurodov – o primeiro gol da história do país nos Jogos Olímpicos. Para quem imaginava uma partida tranquila para a seleção campeã da Eurocopa e atual vice-campeã olímpica, foi surpreendido. O país da Península Ibérica, comandado por Santi Denia, sofreu com a forte marcação uzbequistanesa.
A Espanha abriu o placar aos 28 minutos do primeiro tempo, após cobrança de falta de Sergio Gómez, desvio de Abel Ruiz para a segunda trave, e finalização do lateral Marc Pubill para dar números iniciais ao jogo. Já o Uzbequistão empatou ao fim da primeira etapa. Após pênalti marcado em Khamraliev aos 45 minutos, o atacante Shomurodov bateu no canto direito baixo e assinalou o primeiro gol da história do país na competição.
Candidata a medalha destes jogos no futebol, a Espanha continuou tendo dificuldades e viu o adversário modesto chegar algumas vezes. Ainda assim, teve mais chances e, aos 14 minutos da etapa final, um pênalti foi a oportunidade de retomar a frente no marcador. Sergio Gómez, jogador da Real Sociedad, foi para a cobrança e parou em grande defesa do goleiro Nematov, que deixou a perna e manteve o placar igualado.
Mas não por muito tempo. Não parecia, mas a sorte estava ao lado do camisa 9. Três minutos depois, após jogada pela linha de fundo e passe na entrada da área, o próprio Sergio Gómez apareceu para anotar o segundo dos espanhóis e decretar números finais ao jogo.
2 a 1 para a seleção espanhola, que volta a campo no próximo sábado, às 10h (horário de Brasília), contra a República Dominicana. Já o Uzbequistão vai enfrentar o Egito, também no próximo sábado, às 12h (horário de Brasília). Os jogos serão válidos pela segunda rodada do Grupo C das Olimpíadas de Paris 2024.
Em jogo de quatro horas, Marrocos estreia com vitória
A primeira disputa dos jogos de Paris 2024 terminou quatro horas depois de seu início, sendo um dos jogos de futebol mais longos e polêmicos da história das Olimpíadas. Marrocos abriu o placar no final do primeiro tempo. Rahimi recebeu a bola na pequena área, e empurrou para o fundo do gol.
No início do segundo tempo, um pênalti foi assinalado para o Marrocos, Rahimi aproveitou a chance e marcou o segundo. A Argentina, depois de muita insistência, diminuiu o placar com Simeone, que marcou após finalização de Soler. Ao final do jogo, o árbitro assinalou 15 minutos de acréscimo.
A Argentina marcou o gol de empate, mas o campo foi invadido e a partida paralisada. Quase duas horas depois, o jogo foi retomado, e o gol de empate argentino anulado pelo VAR, por posição irregular. As equipes jogaram por mais três minutos, mas não houve mudança no resultado.
Equilíbrio marca estreia de Egito e República Dominicana
Nesta quarta-feira (24), Egito e República Dominicana iniciaram suas campanhas no futebol masculino das Olimpíadas de Paris com um empate sem gols. O confronto, válido pelo Grupo C, ocorreu no Stade de la Beaujoire, em Nantes, e foi marcado por um equilíbrio constante entre as duas seleções.
Apesar do 0 a 0, a partida não foi sem emoção. No primeiro tempo, os dominicanos, estreantes na modalidade olímpica, demonstraram maior iniciativa ofensiva. Nos primeiros 15 minutos, Peter González balançou as redes, mas o gol foi anulado por impedimento. Os egípcios, mesmo com menos posse de bola, quase abriram o placar com o meia Mohamed Elneny, que acertou a trave adversária nos minutos finais da primeira etapa.
Na segunda metade do jogo, o Egito, sob o comando do técnico Rogério Micale – medalhista de ouro com a seleção brasileira em 2016 – começou a dominar a partida. O goleiro dominicano, Xavier Valdez, teve que intervir em várias ocasiões para evitar o gol egípcio.
O empate deixa Egito e República Dominicana com um ponto cada, atrás da Espanha, que lidera o grupo com três pontos após vencer o Uzbequistão. Este, por sua vez, ainda não pontuou.
Na próxima rodada, o Egito enfrentará o Uzbequistão na sexta-feira (27), às 12h (horário de Brasília). No mesmo dia, a República Dominicana terá o desafio de encarar a seleção espanhola, às 10h (horário de Brasília).
Nova Zelândia vence Guiné por 2 a 1
O jogo, válido pela primeira rodada da fase de grupos do grupo A do Futebol Masculino, aconteceu nesta quarta-feira (24), às 12h (horário de Brasília), no Estádio Allianz Riviera, em Nice.
Primeiro tempo
No início do primeiro tempo, a Guiné começou atacando, mas logo a Nova Zelândia reagiu. Aos 21 minutos, o lateral-esquerdo Sutton sofreu uma falta dentro da área, resultando em um pênalti a favor da Nova Zelândia. O meio-campista Garbett cobrou, mas desperdiçou a oportunidade de abrir o placar. 3 minutos após a chance perdida, Garbett finalizou dentro da área e marcou o primeiro gol para a Nova Zelândia.
Segundo tempo
No início da segunda etapa Guiné marcou, porém o gol foi anulado. No entanto, aos 26 minutos, a seleção africana conseguiu empatar o jogo com um gol de fora da área de Diawara. Mas, aos 30 minutos, o atacante Waine fez o gol da vitória da Nova Zelândia.
Japão vence de goleada o Paraguai
Nesta quarta-feira (24), Japão e Paraguai se enfrentaram, em confronto válido pela primeira rodada do Grupo D, às 14h (horário de Brasília), em Bordeaux, no Stade Matmut-Atlantique.
PRIMEIRO TEMPO
O primeiro tempo teve início morno, sem grandes jogadas, com domínio de bola predominante da equipe japonesa, que teve posse de bola de 70% aos 15 minutos de jogo. E foi aos 18 minutos que a equipe asiática balançou as redes pela primeira vez com jogada pela esquerda e gol de Mito. Aos 25 minutos Hirakawa sofreu falta dura de Viera, com intervenção do VAR que resultou na expulsão do jogador paraguaio.
SEGUNDO TEMPO
A última etapa da partida se iniciou com a seleção do Paraguai forçando o Japão a cometer mais erros, mas após substituições da equipe paraguaia os japoneses pegaram confiança e ampliaram o placar, chegando no total de 4 gols marcados no segundo tempo, finalizando assim o jogo com goleada histórica da equipe do Japão.
PRÓXIMOS JOGOS
Neste sábado (27), a seleção paraguaia enfrentará a seleção de Israel às 14h (horário de Brasília) em Paris. Já a seleção japonesa enfrentará, também no sábado, às 16h (horário de Brasília) a equipe de Mali, novamente em Bordeaux.
De virada, Iraque vence a Ucrânia
O Iraque estreou com vitória por 2 a 1 frente à Ucrânia em confronto válido pelo grupo B dos jogos olímpicos 2024. O primeiro tempo foi tomado por completo domínio ucraniano, finalizando a primeira etapa com 67% de posse de bola, apesar disso, a defesa iraquiana levou a melhor e os primeiros 45 minutos terminaram sem gols.
Aos oito minutos do segundo tempo, em uma falta cruzada pelo lado esquerdo, Rubchynskyi desviou de cabeça e marcou o primeiro gol ucraniano da história das olimpíadas. Pouco tempo depois, aos 11 minutos, um pênalti foi assinalado em favor do Iraque e Hussen empatou o duelo. Após o gol, a seleção iraquiana cresceu no jogo em busca da virada, e conseguiu. Aos 29 minutos, Elaibi acertou uma finalização de fora da área e virou o jogo, 2 a 1, placar que finalizou a partida.
Israel e Mali empatam
Nesta quarta-feira (24) as equipes de Israel e Mali se enfrentaram na capital francesa, Paris, em partida válida pela primeira rodada do Grupo D no Parque dos Príncipes às 16h (horário de Brasília). A partida foi marcada por protestos políticos contra Israel e segurança reforçada na França.
Antes mesmo do jogo começar, durante a execussão do hino de Israel, torcedores presentes no estadio se menifestaram por meio de vaias e frases como “Palestina livre”, porem mesmo com clima tenso e segurança reforçada por parte da organização das Olimpíadas nenhum caso de terrorismo foi relatado.
Apesar do início caloroso a partida foi morna e sem grandes emoções, o primeiro tempo foi equilibrado para as duas equipes sem grandes chances de gol. Mas foi só no segundo tempo que a equipe israelense abriu o placar, com gol contra de Hamidou Diallo aos 56 minutos. Porém, aos 63 minutos a equipe de Mali apareceu e Cheickna Doumbia marcou o segundo gol da partida resultando em um empate entre as equipes.
PRÓXIMOS JOGOS
Neste sábado (27), a seleção de Israel enfrentará a seleção do Paraguai às 14h (horário de Brasília) em Paris, no Parque dos Príncipes. Já a seleção de Mali enfrentará, também no sábado, às 16h (horário de Brasília) a equipe japonesa, no Estádio de Bordeaux.
França derrota os EUA
O confronto entre França e EUA, válido pela primeira rodada do Grupo A, ocorreu nesta quarta-feira (24), às 16h (horário de Brasília) no Estádio Velódrome, em Marseille, no sul da França.
Primeiro Tempo
Aos 38 minutos do primeiro tempo, a seleção norte-americana teve a sua maior chance de abrir o placar, mas não conseguiu converter. Apesar disso, a França dominava a posse de bola.
Aos 44 minutos, a seleção francesa criou uma excelente oportunidade para marcar, mas também não teve sucesso. Assim, o primeiro tempo terminou empatado em zero a zero.
Segundo tempo
Aos 11 minutos da segunda etapa, o atacante Alexandre Lacazette arriscou um chute de fora da área e marcou o primeiro gol da França.
No contragolpe, a equipe estadunidense teve a chance de empatar na cabeçada de Aaronson, mas não conseguiu passar pelo Restes. Aos 19 minutos, o ponta direita Michael Olise, também recebeu fora da área e fez um golaço, ampliando o placar para a França. O terceiro gol da seleção da casa, ficou por conta de uma cabeçada do zagueiro Loic Badé.
O jogo, válido pela primeira rodada da fase de grupos do grupo A do Futebol Masculino, aconteceu nesta quarta-feira (24), às 12h (horário de Brasília), no Estádio Allianz Riviera, em Nice.
Primeiro tempo
No início do primeiro tempo, a Guiné começou atacando, mas logo a Nova Zelândia reagiu. Aos 21 minutos, o lateral-esquerdo Sutton sofreu uma falta dentro da área, resultando em um pênalti a favor da Nova Zelândia. O meio-campista Garbett cobrou, mas desperdiçou a oportunidade de abrir o placar.
3 minutos após a chance perdida, Garbett finalizou dentro da área e marcou o primeiro gol para a Nova Zelândia.
Segundo tempo
No início da segunda etapa Guiné marcou, porém o gol foi anulado. No entanto, aos 26 minutos, a seleção africana conseguiu empatar o jogo com um gol de fora da área de Diawara. Mas, aos 30 minutos, o atacante Waine fez o gol da vitória da Nova Zelândia.
O confronto entre França e EUA, válido pela primeira rodada do Grupo A, ocorreu nesta quarta-feira (24), às 16h( horário de Brasília) no Estádio Velódrome, em Marseille, no sul da França.
Primeiro tempo
Aos 38 minutos do primeiro tempo, a seleção norte-americana teve a sua maior chance de abrir o placar, mas não conseguiu converter. Apesar disso, a França dominava a posse de bola.
Aos 44 minutos, a seleção francesa criou uma excelente oportunidade para marcar, mas também não teve sucesso. Assim, o primeiro tempo terminou empatado em zero a zero.
Segundo tempo
Aos 11 minutos da segunda etapa, o atacante Alexandre Lacazette arriscou um chute de fora da área e marcou o primeiro gol da França.
No contragolpe, a equipe estadunidense teve a chance de empatar na cabeçada de Aaronson, mas não conseguiu passar pelo Restes.
Aos 19 minutos, o ponta direita Michael Olise, também recebeu fora da área e fez um golaço, ampliando o placar para a França.
O terceiro gol da seleção da casa, ficou por conta de uma cabeçada do zagueiro Loic Badé.
Com origens do Egito Antigo, o boxe se tornou um esporte, de fato, no século VII – e introduzido nos Jogos Olímpicos antigos em 668 a.C.. Além de ser um esporte extremamente conhecido e aclamado, o boxe já foi destaque em inúmeras mídias de entretenimento, como os jogos eletrônicos e, principalmente, no cinema.
Duas edições depois de Atenas 1896 – a primeira edição dos Jogos Olímpicos modernos – o boxe foi introduzido na era moderna das olimpíadas, em 1904, em St. Louis. A chegada do boxe feminino foi apenas na edição de 2012, em Londres, contando com as categorias mosca, leve e meio-pesado. Com o passar dos anos, o esporte sofreu algumas mudanças que facilitaram o processo de pontos e para garantir uma melhor proteção aos atletas com o auxilio do capacete – que hoje, é obrigatório apenas para as boxeadoras.
Os Estados Unidos foi o primeiro país a conquistar uma medalha de ouro no esporte, detém o melhor aproveitamento do esporte nas Olimpíadas e procura se manter forte e competitivo a cada nova edição.
E como funciona o esporte?
As regras do boxe permitem que apenas amadores participem da competição, o que serve como uma grande porta de entrada para atletas que sonham em desempenhar uma carreira no esporte, para além dos Jogos. Um grande exemplo de lutador que trilhou este caminho foi Muhammad Ali, na época ainda conhecido como Cassius Clay, que venceu o meio-pesado nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960, desencadeando em uma carreira no esporte depois da conquista da medalha de ouro.
No boxe olímpico masculino, as lutas são disputadas em rounds de três minutos cada; no feminino, eles duram dois minutos. Após as lutas, os juízes somam as pontuações e elegem como vencedor, o atleta que dominou o seu adversário por mais tempo e com base no desempenho do em cada round.
Nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, toda a primeira fase do torneio e o início do mata-mata serão disputados na Arena Paris Norte, localizada em Seine-Saint-Denis, na região Ile-de-France. Nas semi finais e na tão aguardada final, o local do torneio muda e vai para o famoso Stade Roland-Garros, conhecido por receber partidas de tênis. Durante quase todos os dias das Olímpiadas, o boxe será atração em Paris 2024, com início no dia 27 de julho, e término no dia 09 de agosto.
Time Brasil
O boxe brasileiro é uma das maiores esperanças de medalhas do país nos Jogos Olímpicos de Paris, com sete conquistas nas últimas três edições olímpicas. A equipe deste ano conta com dez atletas confirmados. Confira quem representará o Brasil:
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Abner Teixeira (+92kg)
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Bárbara dos Santos (66kg)
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Beatriz Ferreira (60kg)
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Caroline Almeida (50kg)
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Jucielen Romeu (57kg)
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Keno Marley (92kg)
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Luiz Oliveira (57kg)
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Michael Douglas Trindade (51kg)
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Tatiana Chagas (54kg)
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Wanderley Pereira (80kg)
O Brasil tem mostrado um crescimento significativo no boxe olímpico nas últimas décadas, com vários boxeadores emergindo como destaques. Entre eles, Beatriz Ferreira é uma das principais figuras do boxe brasileiro na atualidade. Ela conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e é vista como uma das favoritas para Paris 2024. Outro nome de destaque é Hebert Conceição, que ganhou a medalha de ouro na categoria peso médio, também em Tóquio, com uma performance impressionante. Keno Marley, de 24 anos, também é um talento promissor, tendo conquistado medalhas em competições internacionais e sendo um nome a ser observado nas próximas Olimpíadas.
Favoritos em Paris
De maneira geral, vários pugilistas internacionais estão sendo considerados favoritos para conquistar medalhas. Além dos brasileiros, já mencionados, como Beatriz Ferreira e Hebert Conceição, outros nomes a serem observados incluem Andy Cruz, de Cuba, que é campeão olímpico e mundial, e é considerado um dos boxeadores mais talentosos de sua geração, sendo um forte candidato a mais uma medalha de ouro.
Outro cubano de destaque é Arlen López, campeão olímpico em Tóquio, que continua a ser uma força dominante em sua categoria. Da Austrália, Harry Garside, medalhista de bronze na última edição dos Jogos, tem mostrado uma evolução constante e é um potencial medalhista em Paris. Já Caroline Dubois, da Grã-Bretanha, é uma jovem talentosa que está rapidamente subindo no cenário internacional e pode ser uma surpresa nos Jogos de Paris.
Vários países têm se destacado ao longo dos anos, acumulando muitas medalhas e estabelecendo tradições de excelência no esporte. Os Estados Unidos lideram o quadro de medalhas no boxe olímpico com 118 medalhas, sendo 50 de ouro, 27 de prata e 41 de bronze. Cuba é outra potência na modalidade, conquistando 78 medalhas ao todo – 41 de ouro, 19 de prata e 18 de bronze. Na sequência aparece a Grã-Bretanha, com 62 medalhas, sendo 20 de ouro, 15 de prata e 27 de bronze. A Itália com 15 medalhas de ouro, 15 de prata e 18 de bronze, tem ao todo 48 medalhas e é a quarta na lista.
As Olimpíadas de Paris 2024 prometem ser um evento emocionante para o boxe, com uma mistura de veteranos experientes e novos talentos competindo pelo ouro. A expectativa é alta, principalmente por possíveis medalhas brasileiras, e os fãs de boxe ao redor do mundo estão ansiosos para ver quem irá se destacar no ringue.
Com as equipes femininas e masculinas classificadas, o vôlei vem como uma das principais modalidades da delegação brasileira. Ambas com potencial de medalha, Bernardinho e Zé Roberto Guimarães comandam os atletas que representarão um dos esportes mais populares para os brasileiros.
Quando a modalidade surgiu
O voleibol foi criado sob a direção de William Morgan, em 1895, nos Estados Unidos. Morgan, que trabalhava na ACM de Holyoke, Massachusetts, tinha como objetivo desenvolver um esporte de equipe sem contato físico entre os adversários, visando minimizar os riscos de lesões. A modalidade rapidamente ganhou popularidade e se espalhou de forma global, levada por soldados norte-americanos durante a Segunda Guerra Mundial, e atualmente é praticada em vários países, abrangendo todos os continentes.
Quando se tornou esporte olímpico
No final da década de 1940, algumas federações nacionais relacionadas ao esporte iniciaram discussões sobre a criação de um órgão internacional que teria a função de coordenar o desenvolvimento do voleibol. Essas ideias acabaram tomando forma e a partir de um congresso foi criada a Federação Internacional de Voleibol (FIVB), em 1947, em Paris. Dois anos mais tarde, foi realizada a primeira edição do Campeonato Mundial de Vôlei, apenas entre homens e, a versão feminina, teve sua estreia em 1952.
Com isso, a FIVB começou a pressionar o Comitê Olímpico Internacional (COI) para que o esporte fosse adicionado aos programas dos Jogos Olímpicos. Assim, em 1957, foi organizado um torneio-exibição durante a 53º sessão do COI, e após o sucesso do evento, o voleibol foi oficialmente introduzido pelo comitê em 1964, nos Jogos de Tóquio, tanto na modalidade masculina quanto na feminina.
Explicação das regras
O esporte é praticado por duas equipes de 6 atletas separados por uma rede, em quadra, que tem medidas de 18m de comprimento e 9m de largura. As partidas nos Jogos Olímpicos são disputadas em um melhor de cinco sets, ou seja, o primeiro time a fechar três sets vence a disputa. Para vencer um set, é necessário que a equipe marque 25 pontos antes do adversário, com uma diferença mínima de dois pontos necessária. Um ponto é marcado quando a bola cai dentro da quadra rival ou quando o próprio oponente comete erros de jogo. Caso seja preciso, as equipes disputarão um quinto set, o “tie-break”, jogado até 15 pontos, com a mesma margem de dois pontos de diferença.
A única diferença nas competições oficiais entre as categorias feminina e masculina é a altura da rede: 2,24 metros para mulheres e 2,43 metros para homens.
Uma partida de vôlei exige que os atletas tenham grande força física e principalmente reflexos rápidos para que seja possível bloquear ataques rivais ou recuperar a bola antes que ela atinja o chão da quadra do seu time.
Onde serão as disputas
Entre os dias 27 de julho e 10 de agosto, a Arena Paris Sul será o palco das competições de vôlei masculino e feminino. No feminino, as fases de grupo se estenderão até 4 de agosto, enquanto no masculino, até 3 de agosto.
Países com mais medalhas
Nas Olimpíadas, intensas disputas têm marcado o desempenho das seleções, especialmente contra potências como os EUA, que, no masculino, acumulam três medalhas de ouro e mais três de bronze, representando uma ameaça ao Brasil. A delegação brasileira lidera o ranking de medalhas na modalidade, com seis medalhas no total, sendo três de ouro e outras três, de prata.
No vôlei feminino, tanto o Brasil quanto os Estados Unidos também dominam o cenário olímpico. As americanas, reconhecidas como uma das potências globais, conquistaram a primeira medalha de ouro apenas nos Jogos de Tóquio, em 2021, – além de outras cinco medalhas, sendo três de prata e duas de bronze até o momento. O Brasil, por sua vez, possui cinco medalhas no total, com duas medalhas de ouro. China e Cuba também se destacaram na história das Olimpíadas, com três medalhas de ouro cada. A União Soviética tem quatro de ouro e duas de prata, liderando o ranking.
Experiência de juventude no Time Brasil
A equipe olímpica de 2024 inclui uma mistura de veteranos e novatos que se destacaram e estão prontos para entrarem em quadra em Paris. Entre os estreantes, Darlan, Flávio, Adriano e Lukas Bergmann farão suas primeiras aparições nos Jogos Olímpicos. O capitão, Bruninho, por outro lado, se prepara para sua quinta participação em uma Olimpíada, trazendo na bagagem três medalhas, incluindo uma de ouro conquistada aqui no Rio de Janeiro, em 2016. Outro destaque importante para a seleção masculina é também a participação dos irmãos Alan e Darlan, com Alan sendo oito anos mais velho e campeão dos Jogos Pan-Americanos de Santiago em 2023. Darlan expressou seu orgulho e admiração mútua durante uma entrevista e se diz muito orgulhoso de participar dos Jogos Olímpicos lado a lado com o irmão.
A família Bergmann também celebra uma conquista dupla, com Júlia convocada para a seleção feminina e Lukas destacando-se na equipe masculina. Lukas, de apenas 20 anos, brilhou na Liga das Nações (VNL) de 2024 e foi um dos destaques na vitória contra a Alemanha. Entre os veteranos, Lucão se prepara para sua quarta participação olímpica, enquanto Lucarelli está pronto para seu terceiro Jogos.
Na seleção feminina, seis jogadoras que conquistaram a prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 retornam: Ana Cristina, Carol, Gabi, Macris, Roberta e Rosamaria. A capitã Gabi participará pela terceira vez de uma Olimpíada, defendendo a seleção brasileira. Outra atleta de destaque em Paris, é Thaisa, uma das mais experientes e a mais alta da equipe, com 1,96m. A atleta, que possui dois ouros de Beijing 2008 e Londres 2012, retorna às quadras da seleção após se aposentar em 2018, motivada por novas metas, incluindo o ouro em Paris.
Em entrevista ao “Olympics”, Thaisa falou sobre sua volta, destacando sua determinação em alcançar mais uma conquista. Ela é uma das poucas atletas brasileiras com dois ouros olímpicos e é a única do vôlei com a chance de se tornar tri medalhista, caso conquiste o ouro em Paris.
Quais são as seleções favoritas ao ouro olímpico em 2024?
A recente conclusão da Liga das Nações de Vôlei (VNL) trouxe mudanças significativas no ranking mundial e delineou os possíveis favoritos para os Jogos Olímpicos de Paris 2024. A França, sede das Olímpiadas de 2024, venceu o Japão na final e se consolidou como uma potência no vôlei.
O Brasil, apesar de uma campanha regular na VNL, com seis vitórias e sete derrotas, permanece como um dos favoritos ao pódio em Paris 2024. A seleção brasileira segue sob o comando de Bernardinho, e mescla experiência e juventude com jogadores como Bruninho e Darlan se destacando. Enfrentando adversários históricos, como Polônia e Itália no grupo B, o Brasil tem pela frente um caminho desafiador, mas a tradição e a preparação intensa durante o próximo mês fortalecem suas chances de mais uma medalha de ouro.
Além da França e do Brasil, outras seleções se destacam como candidatas ao ouro em Paris 2024. A Itália, com seu recente bom desempenho e a Polônia, sempre competitiva e que eliminou os brasileiros nas quartas de final e conseguiu o terceiro lugar na VNL, são fortes nomes para o pódio em Paris.
No feminino, em Tóquio 2020, os Estados Unidos derrotaram o Brasil na final e conquistaram seu primeiro ouro, com a Sérvia completando o pódio após derrotar a República da Coreia. Desde então, os EUA mantêm sua relevância no cenário do vôlei feminino, embora não tenham alcançado o pódio nas competições mais recentes.
Outras seleções, no entanto, emergiram com força, prometendo uma competição acirrada em Paris 2024.
A Itália, por exemplo, destacou-se ao conquistar o bicampeonato da Liga das Nações em 2024. Com uma equipe liderada pela estrela Paola Egonu, as italianas chegam como uma das principais candidatas ao ouro. Já a Turquia, que figurou no top 4 da VNL em todas as edições até 2023, quando venceu o título. O Brasil, por sua vez, ainda sob o comando de José Roberto Guimarães, continua sendo uma das equipes favoritas na modalidade, com veteranas como Gabi, Carol e Thaísa, além das promissoras Ana Cristina e Júlia Bergmann, que mostram o potencial de levar a equipe novamente a mais um pódio olímpico.