Com a vitória sobre o Minas, o time paulista se torna o maior campeão da competição
por
Guilbert Inácio
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03/03/2026 - 12h

No último sábado (28), o Osasco Cristóvão Saúde venceu o Minas por 3 sets a 1, na final da Copa Brasil de Vôlei Feminino. O título conquistado no Ginásio Moringão, em Londrina, foi o quinto da história do time paulista, que agora é o maior campeão da competição.

A imagem mostra todo o elenco e comissão técnica do Osasco com suas medalhas. A frente no chão está o troféu da Copa Brasil de Vôlei. Ao fundo está a arquibancada.
Osasco conquista o bicampeonato seguido. Foto: Carolina Oliveira/Osasco Cristóvão Saúde

As equipes chegaram à final após dois clássicos disputados na semifinal. O Osasco eliminou o Sesc RJ Flamengo por 3 sets a 0. Já o Minas venceu o rival mineiro Praia Clube, de virada, por 3 sets a 1.

Primeiro set

O set começou equilibrado, com o Minas tendo assumido a liderança por dois pontos duas vezes, mas em ambas tomou o empate. Em seguida, o Osasco abriu 10 a 7 com um ace da levantadora, Jenna Gray, e dois pontos de Bianca Cugno.

O técnico italiano do Minas, Lorenzo Pintus, pediu tempo para corrigir os erros da equipe. A parada deu resultado e o time somou pontos. Com um ataque de Hilary Johnson, o Minas virou a parcial para 12 a 11. Após trocas de pontuação entre as equipes, o Osasco abriu 23 a 20, com Caitie Baird. A equipe mineira tentou reagir, mas Caitie botou a bola no chão e fechou a parcial em 25 a 23.

Segundo set

Em busca do empate, o Minas voltou forte para a segunda etapa. A equipe mineira abriu um 9 a 6 e administrou a vantagem até Ana Rüdiger mandar a bola para fora, o que deu o empate para a equipe paulista, parcial em 14 a 14.

As comandadas pelo técnico italiano não se abalaram e emendaram uma boa sequência: Sergeevna Khaletskaya, Hilary, Gleice e Thaísa fizeram o 21 a 17. O Osasco reagiu e virou para 24 a 23, tendo a oportunidade do set point, mas Cugno sacou na rede. A equipe de Luizomar teve mais uma chance de fechar o set no 26 a 25, mas a ponteira russa, Khaletskaya, impediu. Com dois bloqueios seguidos, um de Gleice e um de Thaísa, o Minas fechou a parcial em 28 a 26.

Terceiro set

Tentando repetir o feito da semifinal, a equipe mineira entrou em quadra focada na virada. No início, foi superior e conseguiu abrir seis pontos de vantagem sobre a equipe paulista. Com o placar em 12 a 6 para o adversário, Luizomar trocou Mayhara por Tiffany. A ponteira diminuiu dois pontos de desvantagem.

Com uma sequência emocionante, Larissa Besen, Cugno e Caitie, duas vezes, empataram o set em 12 a 12. Após seis pontos seguidos do Osasco, Gleice colocou a bola no chão e quebrou a ofensiva paulista. O jogo seguiu equilibrado até o Osasco fazer três pontos seguidos e, com um 19 a 18, assumiu pela primeira vez a vantagem no set.

O Minas não reagiu e as paulistas fizeram uma sequência de cinco pontos seguidos. Cugno, com um ataque forte sem chance de Hilary defender, fechou a parcial em 25 a 20, o que deu a vantagem de 2 sets a 1 para o Osasco.

Último set

O set começou com uma leve vantagem do Minas, mas as mineiras estacionaram nos oito pontos e viram, novamente, cinco pontos seguidos das paulistas, que viraram a parcial para 11 a 8. Rüdiger quebrou a sequência, mas o Osasco administrou a vantagem com os erros do Minas.

Com a parcial em 20 a 17, as mineiras, pela terceira vez no jogo, viram cinco pontos sucessivos do Osasco, com destaque para três bloqueios seguidos de Valquíria Dullius. A equipe paulista venceu o set por 25 a 17, o que decretou a conquista do título por 3 sets a 1.

Esse foi o quinto título da Copa Brasil da história do Osasco Cristóvão Saúde, o que tornou o clube o maior vencedor da competição. As outras conquistas foram em 2008, 2014, 2018 e 2025. O Sesc RJ Flamengo e o Minas vêm logo atrás com quatro e três títulos, respectivamente.

A imagem mostra as jogadoras Camila Brait e Tiffany Abreu segurando o troféu de MVP
Camila Brait foi eleita a MVP da competição e chamou Tiffany Abreu, alvo de transfobia durante o campeonato, para compartilhar a honraria. Foto: Rafael de Paula/Usina de Ideias/CBV

Ambas as equipes voltam à quadra na próxima sexta-feira (6), para a disputa da 19ª rodada da Superliga Feminina de Vôlei. O Osasco recebe, às 19h, o Fluminense, no Ginásio de Esportes José Liberatti. O Minas recebe o Sesc RJ Flamengo, na Arena Minas Tênis Clube, às 21h30.

 

Requerimento da Câmara Municipal de Londrina tentou impedir a atleta transexual de participar da competição
por
Guilbert Inácio
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03/03/2026 - 12h

Na última quinta-feira (26), a Câmara Municipal de Londrina (PR), em regime de urgência, aprovou um requerimento que vetou a jogadora trans Tiffany Abreu, do Osasco Cristóvão Saúde, na fase final da Copa Brasil de Vôlei Feminino, que ocorreu no município. A medida foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A imagem mostra a jogadora Tiffany Abreu, do Osasco, com os dois braços levantados. Atrás, há a presença de outras jogadoras e da arquibancada.
Em 2017, Tiffany se tornou a primeira mulher trans a atuar na elite do vôlei feminino brasileiro. Foto: Carolina Oliveira/Osasco Cristóvão Saúde

O requerimento 102/2026, protocolado na Câmara pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), conhecida como “Jessicão”, foi aprovado por 12 votos favoráveis e quatro contrários. No texto da solicitação, a vereadora cita nominalmente Tiffany e alega que o Osasco inscreveu “o atleta” de forma indevida.

Lei contraditória

A ação foi encaminhada por ofício para a prefeitura, que exige o cumprimento da Lei Municipal nº 13.770/24. Essa norma municipal proibe, em Londrina, a participação de “atleta identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento” em times, competições, eventos e disputas esportivas.

A lei é de autoria de Jessicão e não chegou a ser sancionada pelo então prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, mas foi promulgada pelo presidente da Câmara, Emanoel Gomes (Republicanos). Caso a medida seja descumprida, o segundo parágrafo do Art. 2º prevê revogação do alvará da competição e multa administrativa de R$10.000 ao Osasco.

Contudo, a norma tem trechos confusos no campo da ciência, pois ao definir quem está impedido de jogar por "contrariedade ao sexo biológico" o texto mistura identidade de gênero e orientação sexual. “Gay, lésbica, bissexual, pansexual, intersexual, assexual, transexual, agênero, não binário de gênero, cisgênero, transgênero, travesti, entre outros”, diz o segundo parágrafo do Art. 1.

A palavra cisgênero, termo referente às pessoas que se identificam com o sexo biológico atribuído no nascimento, também é mencionada. Em resumo, a lei, como está redigida, abre precedentes para proibir qualquer pessoa de praticar esportes de alto rendimento no município. Isso pode interferir na autonomia das federações de regular as práticas esportivas, além de entrar em conflito com a seção III da Lei Geral do Esporte, que garante o direito fundamental de todas as pessoas à prática esportiva em suas múltiplas e variadas manifestações.

Manifestações e decisões da justiça

Após a aprovação do requerimento, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e o Osasco recorreram à justiça para garantir a presença da atleta na semifinal da competição contra o Sesc RJ Flamengo, na sexta-feira (27), no Ginásio Moringão.

Em nota no Instagram, o clube paulista se manifestou:

 “Tifanny Abreu atua profissionalmente no voleibol nacional há mais de oito anos. É uma atleta exemplar, dedicada e que cumpre rigorosamente todos os requisitos técnicos, médicos e de elegibilidade exigidos pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), órgão máximo que regula a modalidade no país. Ela está, portanto, regularmente inscrita e apta a disputar qualquer competição sob a chancela da CBV.

Osasco São Cristóvão Saúde entende que as competições esportivas de nível nacional devem ser regidas pelas normas das confederações esportivas nacionais, que possuem a competência técnica e recursos para análise científica para definir os critérios de elegibilidade. A interferência de legislações municipais sobre regras de competições federadas cria um precedente perigoso que ameaça a isonomia e a integridade das disputas esportivas no país.

Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação.”
 

Na tarde de sexta-feira (27), o juiz Marcus Renato Nogueira Garcia, da segunda Vara da Fazenda Pública de Londrina, apontou inconstitucionalidade e concedeu liminar que impediu a prefeitura de vetar a ponteira do jogo. A prefeitura atendeu o pedido.

Horas antes do jogo, em liminar, a ministra Cármen Lúcia, do STF e responsável pela relatoria do caso, suspendeu a eficácia da lei até que a ação passe por exame de mérito. Segundo a ministra, a lei geraria: "grande perplexidade e insegurança jurídica e social, por materializar um retrocesso nas políticas de inclusão social, de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana".

A vereadora Paula Vicente (PT), uma das quatro pessoas que votaram contra o requerimento, alegou que vai entrar com ação nos órgãos competentes para revogar a lei.

Tiffany fica

A imagem mostra a jogadora Tiffany Abreu, do Osasco, recebendo o troféu Viva Vôlei.
Tiffany atuou na semifinal e final da Copa Brasil de Vôlei. Foto: Rafael de Paula/Usina de Ideias/CBV

Na final, no sábado (28), a equipe paulista foi campeã sobre o Minas por 3 sets a 1. Tiffany foi ovacionada pelo público presente no Ginásio Moringão.

Por voto popular, a jogadora do Osasco foi eleita a melhor jogadora da final e recebeu o troféu Viva Vôlei, mas entregou o mérito a Jenna Gray, levantadora e aniversariante do dia, que foi dispensada do Minas no fim da última temporada.

Em entrevista à Sportv, Tiffany mandou um recado para a vereadora Jessicão pedindo para ela se preocupar mais com o esporte da cidade. “Vai buscar incentivo para dar suporte, em vez de excluir, porque o seu trabalho é dar inclusão e não exclusão.”
 

O lateral-direito do PSG segue em atuação e time ainda não se pronunciou a respeito
por
Giovanna Britto
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27/02/2026 - 12h

 

Na última terça-feira (24), Achraf Hakimi, o lateral-direito do clube Paris Saint-Germain, afirmou em sua rede social que enfrentará um julgamento por estupro, após uma denúncia apresentada por uma jovem em 2023 na França. O marroquino e sua advogada negam as acusações e pedem justiça.

“Hoje em dia, uma acusação de estupro é suficiente para justificar um julgamento, mesmo que eu a negue e tudo prove que é falsa. Isso é tão injusto para os inocentes quanto para as verdadeiras vítimas. Aguardo calmamente este julgamento, que permitirá que a verdade venha à tona publicamente” escreveu o jogador em seu perfil do X.

Print do pronunciamento de Hakimi via post no X.
Pronunciamento do jogador Hakimi em seu X. Imagem: Divulgação/X/@AchrafHakimi. 

 

Através de um comunicado, a advogada de Hakimi, Fanny Colin, afirma que “foi ordenado um julgamento com base em uma acusação que se fundamenta unicamente na palavra de uma mulher que obstruiu todas as investigações, recusou todos os exames médicos e testes de DNA, negou permissão para o uso de seu telefone celular e se recusou a fornecer o nome de uma testemunha-chave.”

Colin finaliza o texto dizendo que estão determinados e combativos, enquanto aguardam o julgamento para que a justiça seja feita.

Comunicado escrito pela advogada de Hakimi e postado no X.
Comunicado divulgado nas redes da advogada. Imagem: Divulgação/X/@FannyColin_av. 

 

Tradução completa: “Foi ordenado um julgamento com base em uma acusação que se fundamenta unicamente na palavra de uma mulher que obstruiu todas as investigações, recusou todos os exames médicos e testes de DNA, negou permissão para o uso de seu telefone celular e se recusou a fornecer o nome de uma testemunha-chave. Uma mulher cujas duas avaliações psicológicas sucessivas revelaram falta de lucidez em relação aos fatos que ela afirma denunciar, bem como a ausência de quaisquer sintomas pós-traumáticos. Durante todo esse tempo, ela tentou esconder das autoridades judiciais diversas mensagens trocadas com uma de suas amigas, nas quais planejava “roubar” (sic) o Sr. Hakimi. Estamos determinados e combativos enquanto aguardamos este julgamento para que a justiça seja feita.”

 

A ACUSAÇÃO

A denúncia foi realizada no final de fevereiro de 2023 por uma mulher de 24 anos. Ela foi a uma delegacia e relatou ter sido estuprada na casa de Hakimi, em Boulogne-Billancourt, uma cidade próxima a Paris. A jovem não registrou uma reclamação formal.

Inicialmente, apenas uma investigação foi aberta. Um mês depois, o marroquino foi indiciado e colocado sob supervisão judicial. Em agosto de 2025, o caso avançou significativamente ao ser encaminhado ao tribunal criminal pela Procuradoria de Nanterre, órgão do Ministério Público francês localizado na região oeste de Paris. O promotor confirmou que o caso de Hakimi foi encaminhado para julgamento, mas ainda não foram divulgadas datas para o início do processo.

 

RELAÇÃO COM O FUTEBOL

Achraf Hakimi atualmente joga como lateral-direito no PSG e na Seleção do Marrocos. Em 2025 ficou em 6 lugar na premiação Bola de Ouro e já passou por clubes como Real Madrid, Borussia Dortmund e Inter de Milão até chegar no time francês em 2021.

O seu atual clube não se pronunciou formalmente a respeito do caso. No entanto, nesta terça-feira (24), em uma coletiva de imprensa, o técnico Luis Enrique afirmou que “tudo está nas mãos da justiça” ao ser perguntado sobre a situação. Hakimi entrou em campo nesta quarta-feira (25) para enfrentar o Mônaco, no Parc des Princes, pela Liga dos Campeões.

Jogador Hakimi em campo segurando prêmio de melhor jogador africano e usando uniforme de Marrocos.
Hakimi segurando “bola de ouro africana” por melhor jogador da temporada. Foto: Reprodução/Instagram/@achrafhakimi
Jogador do Red Bull Bragantino culpou Daiane Muniz pela eliminação do time nas quartas de final do Paulistão
por
Marco Nery
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25/02/2026 - 12h

 

No último sábado (21), a partida entre São Paulo e Red Bull Bragantino ficou marcada pelas falas machistas do zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, na entrevista pós-jogo contra a árbitra Daiane Muniz. Ao deixar o campo, o jogador a culpou pela eliminação da equipe no Paulistão 2026. Daiane foi amplamente elogiada pela imprensa por sua atuação nas quartas de final.

Daiane Muniz apitou a vitória do São Paulo sobre o Red Bull Bragantino. Foto: Alexandre Battibugli/Ag.Paulistão
Daiane Muniz apitou a vitória do São Paulo sobre o Red Bull Bragantino. Foto: Alexandre Battibugli/Ag.Paulistão

 

O confronto entre São Paulo e Red Bull Bragantino, válido pelas quartas de final do Campeonato Paulista de 2026, prometia equilíbrio entre as duas equipes da Série A do Campeonato Brasileiro. O Tricolor paulista nunca havia vencido o Bragantino fora de casa desde que o clube de Bragança Paulista passou a atuar como SAF ligada à marca austríaca de energéticos. A equipe do interior estava invicta e possuía a melhor defesa da competição.

A partida começou equilibrada, com chances para ambos os lados. Aos 40 minutos, Damián Bobadilla abriu o placar para o São Paulo após aproveitar uma bola espalmada pelo goleiro adversário dentro da área. Já no início do segundo tempo, Lucas Moura ampliou em jogada ensaiada do Tricolor.

Aos 72 minutos, Gustavo Marques diminuiu para o Red Bull Bragantino. No último lance do jogo, Juninho Capixaba caiu dentro da área ao disputar a bola com um adversário, mas a árbitra Daiane Muniz optou por não marcar o pênalti. A decisão gerou revolta nos jogadores do Bragantino, que cercaram a árbitra. Daiane manteve a decisão de campo e encerrou a partida com vitória do São Paulo por 2 a 1 e eliminação do Massa Bruta.

Após o apito final, a juíza expulsou Juninho Capixaba por excesso de reclamação. No entanto, o que mais repercutiu foram as declarações de Gustavo Marques na entrevista pós-jogo. O jogador proferiu falas de teor machista contra Daiane. Segundo ele, a árbitra teria favorecido o São Paulo e a Federação Paulista de Futebol (FPF) não deveria escalar uma mulher para apitar uma partida do porte de quartas de final do Paulistão.

 

As declarações geraram forte repercussão entre jornalistas e atletas de outros clubes, que saíram em defesa da árbitra. A repórter da CazéTV, Bárbara Coelho, teceu duras críticas ao comportamento do zagueiro do Bragantino e afirmou: “Falas misóginas e comportamentos machistas matam mulheres todos os dias”. Hugo Souza, goleiro do Corinthians, também manifestou apoio a Daiane durante entrevista concedida após a classificação de sua equipe à semifinal, conquistada diante da Portuguesa, no Canindé.

A arbitragem de Daiane Muniz foi elogiada por sua condução da partida, considerada segura e coerente nas decisões disciplinares. A juíza é bem avaliada pela comissão de arbitragem da CBF e vem sendo cotada para representar o Brasil na Copa do Mundo masculina, podendo se tornar a única árbitra na competição. Questionada sobre o episódio, preferiu não comentar e afirmou estar focada em seu trabalho.

Posteriormente, Gustavo Marques informou à imprensa que procurou Daiane no vestiário para pedir desculpas e também se retratou publicamente, pedindo desculpas a todas as mulheres por suas declarações. O Red Bull Bragantino reforçou o pedido de desculpas em suas redes sociais. Além disso, o clube aplicou multa equivalente a 50% do salário do atleta, valor que será destinado à ONG Rendar, instituição que apoia mulheres em situação de vulnerabilidade na região de Bragança Paulista.

A FPF informou que encaminhará o caso ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), responsável por julgar infrações disciplinares. O jogador pode ser suspenso por até 10 partidas, além de receber multa que pode chegar a R$100 mil.

Vinicius Júnior, atacante do Real Madrid, denunciou ofensa racista feita pelo meia Prestianni
por
Guilherme Romero
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25/02/2026 - 12h

 Na última terça-feira (17), ocorreu a partida entre Benfica e Real Madrid válida pelos playoffs de oitavas de final da Champions League, disputada no Estádio da Luz em Lisboa, Portugal. Após marcar o único gol do jogo, o atacante brasileiro Vinícius Júnior denunciou o meia argentino Prestianni ao árbitro, relatando que foi chamado de “macaco” pelo jogador adversário que cobriu a boca com a camiseta, causando a paralisação do jogo por alguns minutos.

 A queixa levou a UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) a designar um inspetor para investigar a possível conduta discriminatória contra o atacante do Real Madrid durante o confronto. Com a denúncia confirmada, o meia do Benfica, Prestianni, pegou uma suspensão provisória pelo comitê de ética da UEFA e ficará de fora do jogo de volta na Espanha que será realizado na próxima quarta-feira (25) e além disso será julgado pela entidade. Caso seja considerado culpado, poderá ficar no mínimo com dez jogos suspensos.

 Dentro do artigo 14°do regulamento da UEFA que visa punir comportamentos contra a dignidade humana, o clube português não apenas perdeu o meia Prestianni para o jogo de volta no Santiago Bernabéu, como também pode receber punições mais  rígidas por vaias e insultos durante a paralisação do jogo, como o fechamento de setores específicos do estádio em jogos futuros, partidas sem a presença da torcida, multas financeiras e impedimento de vender ingressos para seus torcedores em jogos como visitantes.

 A postura do treinador do Benfica José Mourinho foi de minimizar a situação, considerando a comemoração do jogador apenas como “desrespeitosa”. Também houve falas negativas como do treinador do Paris Saint-Germain Luis Enrique, dizendo que “o caso não teve nada de importante” e do técnico do Flamengo Filipe Luís que classificou o ocorrido como “caso isolado”. 

 Por outro lado algumas outras figuras do futebol reagiram. O atacante Mbappé exigiu o banimento do meia argentino da Champions League e o treinador Guardiola defendeu o atacante brasileiro. O Ministério de Esportes e o Ministério de Relações Exteriores do governo brasileiro emitiram uma nota exigindo que a UEFA e o governo português apliquem sanções criminais e desportivas.

Título na Fissure Playground 2 encerra seca do Brasil de quase uma década
por
Ian Nurchis Ramalho
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22/09/2025 - 12h

A FURIA voltou a fazer história no cenário do Counter-Strike mundial. A equipe brasileira venceu a The MongolZ em uma decisão de 3-2 e conquistou o título da Fissure Playground 2

A Grande Final

A final do campeonato foi marcada por um jogo intenso e mapas muito apertados. A FURIA dominou o ritmo inicial, enquanto a equipe da The MongolZ aos poucos tentava reverter a situação com um estilo de jogo e táticas agressivas. No decorrer dos outros mapas o estilo dos mongóis se provou opressivo para o time brasileiro, que teve dificuldade em impor sua estratégia de jogo trocando mapas com o time rival

Porém, com a mudança de mapa para a Dust2, mapa favorito do capitão Gabriel 'FalleN' Toledo, a FURIA se mostrou demais para o time da The MongolZ e emplacou um placar dominante de 13-5, conquistando o tão aguardado título

Imagem: HLTV/Divulgação
Imagem: HLTV/Divulgação

O Simbolismo da Vitória

A vitória encerrou um jejum de quase uma década de conquistas internacionais de grande expressão para o CS brasileiro, assim reafirmou  a relevância  do país no cenário mundial. O último título havia sido em 2017, quando a SK Gaming, também capitaneada por FalleN, derrotou a FaZe na ESL Pro League Season 6. 

Além disso, a conquista resgata um interesse do público pelo cenário competitivo de CS. Com a transmissão da FURIA em parceria com a Madhouse TV e o Podpah, alcançou  um pico de 275 mil espectadores, o que prova a paixão dos brasileiros pelo jogo e suas competições internacionais.

O Impacto do Capitão

Gabriel 'FalleN' Toledo, capitão do time, foi muito celebrado pela vitória da equipe. Não apenas pelo título em si, mas pelo simbolismo de sua longevidade e impacto no cenário competitivo brasileiro, levando a emoção todos os fãs e ex-companheiros que acompanharam sua conquista, especialmente pelo último título ter sido conquistado pelo mesmo 8 anos antes.

Em uma entrevista à Madhouse TV, Fernando 'fer' Alvarenga, ex-companheiro de longa data de FalleN, o parabenizou pela vitória: 'O cara com 34 anos ainda continua dando bala, ensinando as pessoas a jogar e ensinando como ser humano também… Parabéns, Fallenzão, obrigado por tudo, você merece'. Ele finalizou destacando o amor e a dedicação do amigo pelo jogo e pela competição, afirmando que a conquista foi fruto de todo o esforço do mesmo e de seus companheiros.

 

Acordo milionário com time de futebol evidencia tensões geopolíticas no continente, enquanto países disputam recursos naturais e influências econômicas
por
Lucas Farias Oliveira
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18/09/2025 - 12h

Em julho, o Barcelona anunciou um acordo de patrocínio junto ao governo da República Democrática do Congo (RDC) pelo qual, durante os próximos quatro anos, a equipe catalã estampará um patch [adesivo na camisa] promovendo o turismo no país, que será tratado como “O coração da África”. Além do Barça, a RDC também fez negócios parecidos com o Monaco e o Milan. 

O acordo do patrocínio, segundo a TNT Sports, gira em torno de 1,6 milhão por quatro anos (aproximadamente R$ 10,3 milhões por temporada). Além disso, o negócio envolve a oferta de programas esportivos para jovens congoleses.

Fotografia do anúncio de patrocínio da República Democrática do Congo em conjunto com o FC Barcelona
Fotografia do anúncio de patrocínio da República Democrática do Congo em conjunto com o FC Barcelona / via FC Barcelona 

Da mesma forma que a República Democrática do Congo, a vizinha Ruanda também vem firmando acordos de patrocínios com gigantes do futebol europeu. Jogadores do PSG, Arsenal, Atlético de Madrid e Bayern de Munich passaram a estampar a frase “Visit Rwanda” em seus uniformes. A embaixada ruandesa em Londres apura que, desde que passou a estampar as camisas dos clubes, o turismo alcançou seu ápice histórico.

Esta disputa para patrocinar gigantes europeus se revela como um novo front de uma guerra que perdura desde julho de 2022. Ruanda e República Democrática do Congo vêm travando um conflito que já matou mais de 7 mil pessoas e gerou uma crise humanitária nos dois países. O jornalista Luís Fernando Filho, do podcast "Ponta de Lança", especializado em notícias do continente africano, destaca o empenho mútuo em controlar as narrativas midiáticas sobre a guerra civil. "O Visit Rwanda ou Visit Congo, para além de estimular o turismo nos dois países, é uma medida de posicionamento sobre os conflitos", diz.

Segundo maior país da África em extensão territorial, a República Democrática do Congo faz fronteira com nove países – por isso o slogan “coração da África”. Rica em diversos minérios, a nação é alvo de cobiça e de diversas interferências externas, o que a torna politicamente instável, resultando em levantes e revoltas de grupos armados. 

Um dos que têm interesse nos recursos minerais do país é Ruanda. Governada por Paul Kagame há 25 anos, Ruanda faz fronteira com importantes cidades congolesas, como Goma – principal região extratora de recursos minerais do país e epicentro do conflito. 

Em janeiro deste ano, a cidade foi tomada pelo grupo rebelde congolês M23. A facção alega ser fundada para proteger o direito dos povos tutsis que vivem a leste do território da RDC. O M23 acusa o governo de abrigar diversas milícias hutus, inclusive os responsáveis pelo genocídio da etnia tutsi, ocorrido em Ruanda, em 1994. De acordo com a ONU, após tomar a cidade de Goma, os rebeldes passaram a extrair minerais de forma ilegal e mandar para Ruanda, que, em troca, fornece tropas de apoio e armamento. 

Devido ao agravamento da guerra, mais de 400 mil pessoas deixaram suas casas no leste do Congo, segundo dados do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados). 

Soldados do grupo M23 marchando em meio aos civis após conquistarem a cidade de Goma
Soldados do grupo M23 marchando em meio aos civis após conquistarem a cidade de Goma, no leste do Congo / via STR/AFP

Ruanda nega o financiamento ao grupo M23 e a atuação no território da República Democrática do Congo. Porém, Estados Unidos e União Europeia impuseram sanções ao país africano, apontando a atividade militar ruandesa em território congolês.  

No meio futebolístico, os patrocínios referentes às nações sempre foram alvo de polêmicas. “Do ponto de vista político e simbólico, o futebol acaba sendo um meio de propagação política. A República Democrática do Congo se posicionou contra a guerra no leste do país durante um jogo da Copa Africana de Nações em 2024. Chamou atenção do mundo o posicionamento dos atletas durante o hino nacional. Por outro lado, Ruanda vê no sucesso da seleção nacional uma forma de propagar a imagem de estabilidade nacional. Resumindo: se o nosso país for bem no futebol, Ruanda também estará em paz social”, afirma Filho.  

A presença de Ruanda nas camisas de grandes equipes europeias passou a gerar ainda mais incômodo nos torcedores pela relação do país com conflitos sangrentos na RDC, e porque, de acordo com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), 39% da população ruandesa vive abaixo da linha da pobreza. 

Recentemente, esses patrocínios vêm sendo alvo de protestos das torcidas, que se mostram cada vez mais indignados com o negócio. O grupo de torcedores ingleses do Arsenal “Gunners for Peace” promoveu uma campanha usando até o maior rival para criticar o patrocínio. Em nota no X, o grupo manifestou sua indignação: “O Arsenal é um ótimo clube. Temos princípios. É por isso que o ‘Visit Rwanda’ precisa acabar. Este é o mesmo regime que financia uma milícia brutal com milhares de vítimas no leste do Congo. Achamos que qualquer coisa – literalmente qualquer coisa – seria melhor do que o ‘Visit Rwanda’. Até o Tottenham”. 

E, agora, a República Democrática do Congo, ao fazer negócio com diversas equipes europeias, passa a ocupar o mesmo território de conflito, usando o futebol para mostrar seu lado da história. “O Ocidente sempre foi conivente com vários conflitos civis que ocorrem em países africanos. A Europa, por exemplo, pouco fez ou se posicionou acerca da guerra entre Ruanda e República Democrática do Congo. Então, por mais que exista uma comunidade internacional batendo na tecla do sportswashing [limpeza da imagem por meio do esporte] são as mesmas que lucram com os patrocínios de ditaduras em outras partes do globo terrestre,” finaliza Filho. Em meio a esse pandemônio, os clubes, como instituição, parecem se deixar usar apenas para adicionar mais receitas milionárias aos seus cofres. 

 

Em duelo brasileiro nos pesos-pena, o manauense superou Jean Silva na luta principal do evento
por
Caio Moreira
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17/09/2025 - 12h

Diego Lopes venceu Jean Silva no main-event do UFC Noche (Ultimate Fighting Championship), realizado no Frost Bank Center em San Antonio, no estado americano do Texas, no último sábado (13). Após dois rounds sangrentos, Jean cresceu e chegou perto de liquidar a noite com sucessivos golpes que balançaram o número dois do ranking peso-pena (até 66,2kg). Mas foi no momento de euforia de ‘Lord’ que Lopes tirou uma cotovelada giratória da cartola e encerrou o combate, quebrando a invencibilidade de Silva dentro do UFC. 

“No backstage, estava fazendo o mesmo movimento, quando ele veio para cima eu sabia que era o momento exato para girar o cotovelo e nocautear. Eu falei para o meu técnico que essa era uma luta fácil”, concluiu Diego, em entrevista dentro do octógono. 

A luta 

No primeiro round, após um início morno e estudado pelos lutadores, Jean desferiu um chute rodado na linha de cintura que expôs uma brecha para seu adversário levá-lo ao chão do octógono. Rapidamente, o Manauara conseguiu a montada e fez chover cotoveladas na posição de ground and pound, ferindo a cabeça de Silva. O atleta da Fight Nerds se recuperou e, após sequência duríssima, acertou um chute frontal absorvido por Diego. 

No segundo round, Jean encontrou a distância e conectou boas combinações seguidas de provações para desestabilizar seu adversário. Com vantagem na luta em pé, Lord alternou golpes na linha de cintura, cabeça e um direto de direita fez Lopes recuar. Ciente do risco, Diego levou a luta ao chão, mas não dominou com êxito como no primeiro assalto. Silva levantou e partiu para cima, mas o manauense aplicou uma cotovelada giratória que encontrou o topo da cabeça do seu rival, e ainda no chão, levou alguns golpes antes do arbítrio interromper.

ufc noche
      Diego Lopes e Jean Silva se cumprimentam no centro do octógono. Foto: Reprodução/Youtube/UFC

Resultados do UFC Noche

Além da vitória de Diego Lopes na luta principal, outros duelos marcaram a noite. 

Iniciando o card preliminar, o ucraniano Daniil Donchenko venceu o brasileiro Rodrigo Sezinando na final do peso médio (até 84,3kg) do TUF (The Ultimate Fighter), via nocaute técnico no primeiro round. Após decisão dividida dos juízes, a mexicana Montse Rendon venceu a brasileira Alice Pereira na categoria peso-galo (até 61,6kg). Na terceira luta da noite, o mexicano Alden Coria venceu o brasileiro Alessandro Costa na categoria peso-mosca (até 57,1kg), por nocaute técnico no terceiro round. O combate entre os americanos Zachary Reese e Sedriques Dumas na categoria peso-médio (até 84,3kg), terminou sem resultado após infração acidental de Reese. 

O mexicano Jesus Aguilar também foi um dos vencedores da noite ao superar o estadunidense Luis Gurule na categoria peso-mosca (até 57,1kg), via decisão unânime. Da mesma forma, mas pela categoria peso-palha (até 52,6kg), a americana Tatiana Suarez venceu a brasileira Amanda Lemos. O goiano Joaquim ‘Netto BJJ’ Silva venceu o peruano Claudio Puelles na categoria peso-leve (até 70,7kg), por decisão dividida dos juízes. Fechando o card inicial o sérvio Dusko Todorovic venceu o mexicano Jose Daniel Medina, pelos médios (até 84,3kg), após finalizar o adversário no primeiro round. Dando início ao card principal, o mexicano Santiago Luna nocauteou no primeiro assalto o vietnamita Quang Le na categoria peso-galo (até 61,6kg). Também com um nocaute , mas dessa vez no segundo round, o norte-americano Alexander Hernandez venceu o brasileiro Diego Ferreira na categoria peso-leve (até 70,7kg). 

Em duelo americano, Kelvin Gastelum levou a melhor sobre Dustin Stoltzfus na categoria peso-médio (até 84,3kg), via decisão unânime. No peso-leve (até 70,7kg), o mexicano Rafa Garcia venceu o estadunidense Jared Gordon por nocaute técnico no terceiro round. No co-main event da noite, o mexicano David Martinez venceu o porto-riquenho Rob Font na categoria peso-galo (até 61,6kg), via decisão unânime.

O próximo evento da organização movimenta a divisão dos meio-pesados (até 93,4 kg). No dia 27 de setembro, o UFC Fight Night terá como atração principal o duelo entre o neozelandês Carlos Ulberg, em ascensão na categoria, e o ex-desafiante ao cinturão, o americano Dominick Reyes. 



 Glossário

Main-event: luta principal do evento

Ground and pound: é uma técnica empregada na luta

Co-main event: pré-luta principal 


 

De virada, brasileira e húngara chegam ao terceiro título como dupla
por
Anderson Santos
|
15/09/2025 - 12h

No último sábado (13), na Quadra Central Maria Esther Bueno, no Parque Villa-Lobos, Luisa Stefani e Timea Babos consagraram-se campeãs da primeira edição do WTA 250 SP Open. Após saírem atrás no placar, a dupla venceu de virada as brasileiras, Laura Pigossi e Ingrid Martins, por 2 sets a 1 (parciais de 4/6, 6/3 e 10/4).

A partida que durou 1 hora e 29 minutos marcou a terceira conquista de Luisa e Babos neste ano, que estão agora muito próximas da classificação para o WTA Finals.

O jogo

No primeiro set, Luisa e Babos saíram na frente e venceram o primeiro game. Mas Laura e Ingrid assumiram o controle na sequência e viraram para 3 a 1. A dupla brasileira, que contou com o apoio da maioria do público presente na Quadra Central, nos games seguintes, dominou as disputas próximas a rede e venceu o set por 6 a 4.

Já no segundo set, Luisa e Babos tomaram o controle da partida, abriram um placar de 3 a 0 nos primeiros três games. Timea foi o destaque com uma sequência de aces ao sacar, com um deles atingindo a velocidade de 156 km/h. A dupla brasileira tentou uma reação, chegando a diminuir o placar para 5 a 3, com Laura fazendo bons saques e pedindo o apoio da torcida. Mas no game decisivo, Stefani foi muito bem em seus saques, fechando o set em 6 a 3.

A decisão foi para o super tie-break, onde Luisa Stefani e Timea Babos saíram na frente, novamente por 3 a 0. Laura Pigossi e Ingrid Martins tentaram uma reação, diminuindo para 3 a 2. Mas após um erro de devolução da dupla brasileira, Stefani e Babos retomaram o controle com a paulista sacando muito bem e selando a vitória por 10 a 4, conquistando o terceiro título da dupla em 2025.

Luisa Stefani (direita) e Timea Babos (esquerda) agradecendo o público presente no SP Open
Luisa Stefani e Timea Babos, campeãs do SP Open. Foto: FotoJump/Divulgação.

Com a vitória em São Paulo, Luisa Stefani manteve a 23ª posição no ranking da WTA, enquanto Timea Babos subiu quatro posições e agora está na 19ª posição. A dupla também chegou a 3.208 pontos e ocupa a 8ª posição na classificação para o WTA Finals, que será realizado em novembro, em Riade, capital da Arábia Saudita.

Última participação da seleção Albirroja foi no Mundial da África do Sul, em 2010
por
Guilherme Santos D'Aloisio
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11/09/2025 - 12h

 

Na última quinta-feira (04), a seleção Paraguaia enfrentou o Equador pela penúltima rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O clima foi da apreensão à festa nacional.

Em um jogo estudado e receoso, as duas seleções terminaram empatadas em 0 a 0, e este placar recolocou o Paraguai na Copa do Mundo. Em um momento de êxtase total, o atual presidente do país, Santiago Peña Palacios, declarou feriado nacional, chamou a participação da seleção nas eliminatórias de "campanha épica" e ordenou que todos os paraguaios pudessem celebrar verdadeiramente essa volta, após tantos anos fora da competição.

Jogadores paraguaios celebrando a vitória
Paraguai teve 7 vitórias nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Foto: Reprodução/Instagram/@albirroja

Mesmo com um empate, a combinação de resultados favoreceu a seleção paraguaia. No jogo entre Argentina e Venezuela, bastava um empate entre as equipes para garantir a classificação da Albirroja. A Argentina passou por cima da Venezuela com um placar de 3 a 0, e decretou a ida da "garra guaraní", como disse o presidente, à disputa do Mundial de 2026.

Após conquistar uma boa sequência de classificações para a Copa e lutar para se afirmar como uma seleção que daria trabalho no futuro, a seleção paraguaia decepcionou ao não fazer uma boa campanha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, repetindo a mesma decepção nas eliminatórias para as copas de 2018 e 2022.

A última participação da seleção do Paraguai em uma edição do Mundial foi em 2010, na África do Sul. No grupo com Itália, Eslováquia e Nova Zelândia, a seleção sul-americana se classificou em primeiro lugar com dois empates e uma vitória. O começo da campanha empolgou a torcida, que viu a Albirroja passar do Japão nas penalidades para ir às quartas de final. Para tentar uma vaga nas semis, o Paraguai enfrentou a campeã daquela edição do Mundial, a Espanha, e o jogo foi decidido nos minutos finais, quando David Villa colocou os europeus nas semifinais e eliminou a seleção paraguaia daquele Mundial.

Os atuais comandados do técnico Gustavo Alfaro, disputaram a última rodada das eliminatórias sul-americanas na terça-feira (09) e, em um jogo animado e com clima de alívio, venceram o Peru que era o penúltimo colocado na classificação. O placar ficou em 1 a 0, levando a seleção paraguaia à sexta colocação, com 28 pontos.