A medalhista olímpica e símbolo de profissionalismo, finalizou seu ciclo no vôlei após duas décadas no alto rendimento
por
Larissa Bandeira
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30/04/2026 - 12h

 

Na última sexta-feira (24), a Arena UniBH, em Belo Horizonte, foi palco da despedida de Camila Brait. O jogo contra o Minas pela semifinal da Superliga Feminina terminou em derrota para o Osasco, equipe defendida pela líbero por grande parte da carreira. 

Conhecida pela agilidade, leitura de jogo e precisão na defesa, ela acumulou prêmios individuais, incluindo o de melhor líbero em diversas edições da Superliga. 

Em suas redes sociais, expressou sua gratidão pela profissão e à cidade de Osasco (SP). “Com o vôlei, conheci o mundo, conheci pessoas incríveis que ficarão pra sempre em minha vida. Conheci o amor da minha vida, e foi aqui em Osasco que construí minha família”.

 

Camila Brait durante partida pelo Osasco São Cristóvão Saúde, clube que defendeu nos últimos anos de sua carreira. Crédito: Reprodução/Instagram (@cbrait).
Camila Brait durante partida pelo Osasco São Cristóvão Saúde, clube que defendeu nos últimos anos de sua carreira. Foto: Reprodução/Instagram (@cbrait).

 

O clube onde esteve por 18 anos, também expressou a gratidão e amor pela jogadora que se tornou referência de liderança dentro e fora de quadra, sendo peça fundamental em campanhas vitoriosas. “Obrigado por cada defesa impossível. Por cada emoção. Por cada momento. Você foi e sempre será gigante”.

 

Arte de despedida publicada pelo Osasco Voleibol Clube em homenagem à líbero Camila Brait. Crédito: Reprodução/Instagram (@osascovoleibolclube).
Arte de despedida publicada pelo Osasco Voleibol Clube em homenagem à líbero Camila Brait. Foto: Reprodução/Instagram (@osascovoleibolclube).

 

Ao longo desses anos no clube, Camila Brait protagonizou uma trajetória marcada por títulos, sendo eles: 

  • 3 títulos da Superliga (2010, 2012 e 2025) 

  • 5 Copas Brasil (2008, 2018, 2025 e 2026)

  • 4 Sul-Americanas (2009, 2010, 2011 e 2012

  • Mundial de Clubes (2012)

Sua permanência por quase duas décadas no mesmo clube é considerada rara no esporte de alto rendimento e reforça sua identificação com a equipe. 

Revelada em Minas Gerais, Brait passou por clubes como Praia Clube e São Caetano antes de se consolidar no Osasco. Ainda jovem, já se destacava nas categorias de base da seleção brasileira, sendo campeã mundial juvenil em 2007.

Na Seleção Brasileira de Voleibol Feminino, integrou diferentes ciclos e esteve presente em algumas das principais competições do calendário internacional. Conhecida pela regularidade e eficiência na recepção, ganhou espaço como uma das principais opções para o sistema defensivo da equipe. 

Além de conquistar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 (realizados em 2021), também participou de torneios como a Liga das Nações e o Campeonato Sul-Americano. Sua atuação discreta, porém fundamental, fez com que fosse reconhecida como uma das líberos mais consistentes de sua geração.

 

Camila Brait comemora a conquista da medalha de prata com a seleção brasileira feminina nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Crédito: Instagram/@cbrait
Camila Brait comemora a conquista da medalha de prata com a seleção brasileira feminina nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Foto: Instagram/@cbrait

 

 

Após a campanha olímpica, a jogadora anunciou sua despedida da seleção brasileira.

A aposentadoria do esporte profissional já estava sendo sinalizada pela atleta, que expressou o desejo de dedicar mais tempo à família e à vida fora das quadras. Mãe de dois filhos, a líbero conciliou por anos a rotina intensa de treinos e competições com a maternidade.

Ela iniciou a carreira nas categorias de base por volta dos 14 anos, quando já disputava competições juvenis, e agora se despede aos 37.

Na décima segunda rodada, o Vasco venceu o São Paulo de virada. Corinthians segue sem vencer na competição desde fevereiro
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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20/04/2026 - 12h

Nos dias 18 e 19 de abril, os times da elite do futebol brasileiro disputaram a décima segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Nos confrontos, o Fluminense derrotou o Santos na Vila e o Mirassol conquistou a segunda vitória na competição ao bater o Internacional no Beira-Rio. A rodada também teve homenagens a Oscar Schmidt, maior jogador da história do basquete brasileiro, que morreu na última sexta-feira (17).

Chapecoense 1 X 4 Botafogo

No último sábado (18), às 18h30, Chapecoense e Botafogo abriram a rodada do campeonato, na Arena Condá, em Chapecó (SC). A partida acabou com a vitória do Fogão por 4 a 1. 

A Chape vive um péssimo momento no Z4 da competição. No confronto, o clube catarinense tentava sua segunda vitória no Brasileirão. O pressionado técnico Fábio Matias escalou a equipe com poucas mudanças das últimas partidas, com Bolasie, até então dúvida no confronto. 

Já no lado do Botafogo, a equipe vive um bom momento dentro de campo. O time está invicto sob o comando técnico de Franclim Carvalho e veio para a partida após uma grande vitória contra o Racing da Argentina, fora de casa. Para a partida, Ferraresi, que pertence ao São Paulo e está emprestado ao Botafogo, ganhou a disputa contra Bastos e formou a dupla de zaga com Barboza.

Depois do apito inicial, o Fogão precisou de apenas 20 minutos para garantir o resultado. Logo aos dez, em escanteio rasteiro cobrado por Alex Telles, Edenilson chutou de primeira para abrir o placar. Quatro minutos depois, Matheus Martins tabelou com Danilo para entrar na área e marcar o segundo. Aos 20, com a Chape completamente atordoada, o lateral Vitinho cruzou para Edenilson, que de cabeça, marcou o seu segundo gol na noite e o terceiro do Fogão.

A imagem mostra o jogador Edenilson, do Botafogo, beijando o pulso.
No Brasileirão 2026, Edenilson tem quatro gols em 11 jogos pelo Alvinegro. Foto: Vitor Silva/Botafogo

Nos acréscimos do primeiro tempo, Marcinho marcou para a Chape. O lance ocorreu após Bolasie fazer o pivô e mandar a bola para o atacante conduzir, limpar o marcador e finalizar com força no ângulo. 

No segundo tempo, o Botafogo soube administrar sua vantagem e, mesmo com menos posse de bola, foi quem teve mais chances ao aproveitar os erros da Chapecoense. 

Já no fim da partida, aos 35 minutos, Matheus Martins, de longe, mandou um chute cruzado para decretar o 4 a 1. 

O próximo jogo das duas equipes é, novamente, um Botafogo e Chapecoense. O confronto será o jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil, na próxima terça-feira (21), às 17h (horário de Brasília), no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ).

Vasco 2 X 1 São Paulo

No mesmo dia e horário, o Vasco venceu o São Paulo de virada pelo placar de 2 a 1, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ). Com dois gols no segundo tempo, o Cruzmaltino virou contra o Tricolor.

Logo no início do jogo, o São Paulo saiu na frente do placar aos dez minutos. Luciano aproveitou o rebote da finalização de Calleri e empurrou para a rede. 

No resto da primeira etapa, o Vasco teve maior posse de bola e pressionou o São Paulo. Entretanto, em nove finalizações cruzmaltinas, apenas o cabeceio de David foi na direção do gol de Rafael, que fez uma defesa tranquila.

Já no segundo tempo o cruz-maltino cresceu na partida e o São Paulo diminuiu o ritmo. A equipe de São Januário pressionou os paulistas e “afundou” o time do pressionado Roger Machado para seu campo. 

O Tricolor assustou a meta Vascaína apenas uma vez, em jogada do jovem ponta-esquerda Lucca, que cruzou rasteiro para Calleri. O centroavante finalizou sem precisão e parou na defesa. 

O Vasco empatou de pênalti aos 27 minutos após o árbitro sinalizar toque de mão de Calleri, na pequena área. O lateral-direito Puma Rodríguez chutou no canto esquerdo do goleiro tricolor e converteu. A virada veio aos 43, com o gol do atacante colombiano Andrés Goméz, que finalizou cruzado de dentro da grande área após rebote da defesa são paulina.

 A imagem mostra o jogador Andrés Goméz, do Vasco, pontando com a mão para a direção à direita.
Andrés Goméz fez seu segundo gol no campeonato. Foto: Reprodução/Instagram/@vascodagama

A partida ficou marcada por grandes chances perdidas do Tricolor. A situação para o técnico do Tricolor, Roger Machado, não é boa. Ao fim do jogo, a equipe e principalmente o treinador foram para o vestiário sob vaias. Os torcedores não estão satisfeitos com o recente trabalho de Roger e sua comissão, que mesmo com apenas dez partidas no comando da equipe. São cinco vitórias, um empate e quatro derrotas para o comandante Tricolor.

O Vasco alivia sua situação no Campeonato Brasileiro e abre três pontos da zona de rebaixamento. O técnico Renato Gaúcho chega também a dez jogos a frente do cruz-maltino, com quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas.

Vitória 0 X 0 Corinthians

Às 20h do último sábado (18), no Barradão, em Salvador (BA), Vitória e Corinthians protagonizaram uma partida que contou com apenas uma finalização durante todos os 90 minutos.

A equipe alvinegra, mesmo embalada com a boa vitória que manteve o 100% de aproveitamento na Copa Libertadores, veio em busca de uma reação no Brasileirão para se distanciar da zona de rebaixamento. 

Enquanto isso, o Leão da Barra queria manter a boa sequência de resultados após a boa vitória contra o São Paulo na última rodada.

A imagem mostra uma camisa do Corinthians no vestiário. Na camisa tem o número 14 e o nome de Oscar.
O Corinthians fez uma homenagem a Oscar Schmidt, camisa 14 e principal craque da primeira conquista nacional do basquete alvinegro. Foto: Reprodução/Instagram/@Corinthians

Em um jogo que começou muito mais brigado do que jogado, o Vitória teve um pouco mais de posse de bola. A primeira chance que gerou alguma espécie de perigo, sem contar com uma finalização em posição de impedimento de Renato Kayzer aos cinco minutos, veio só aos 21 minutos de jogo. Ramon deu um chute travado em uma bola sobrada dentro da área. 

A equipe baiana até gerou algum perigo em cabeceios de Luan Cândido, um aos 22 e outro aos 32, mas não conseguiu fazer Hugo Souza trabalhar.

Enquanto isso, o Corinthians produzia menos ainda. Durante todo o primeiro tempo, teve muitas dificuldades de se aproximar do gol de Lucas Arcanjo, feito que só conseguiu no final da primeira etapa, aos 40 minutos, com um chute travado de Matheus Bidu e com uma bola isolada de Garro nos acréscimos.  

No segundo tempo, o Vitória até conseguiu finalizações com chutes de fora da área e bons contra-ataques, mas com quase todas foram para fora ou para bem longe do gol. 

A única finalização no gol no jogo foi aos 41 minutos. Zé Vitor deu uma pancada de fora da área, mas Hugo Souza fez uma defesa segura. Já o Corinthians, assim como no primeiro tempo, praticamente não finalizou no gol, sendo que sua melhor chance foi um cabeceio de Raniele para fora aos 33 minutos.

Com o 0 a 0, o Timão chega a nove jogos sem vencer no Brasileirão e entra na zona de rebaixamento, o que aumenta a pressão no time por resultados no campeonato. Agora o time volta as atenções para a Copa do Brasil, em que defende o título. O alvinegro enfrenta  o Barra fora de casa na próxima terça (21), às 21h30 (horário de Brasília).

Enquanto isso, o Vitória chega a cinco jogos sem perder em todas as competições, além de manter o bom retrospecto em casa, com quatro vitórias em seis jogos e somente uma derrota. O time também volta suas atenções para a Copa do Brasil, tendo um confronto muito complicado contra o Flamengo no Maracanã, na próxima quarta-feira (22), às 21h30 (horário de Brasília).

Cruzeiro 2 X 0 Grêmio

Já às 20h30 do último sábado (18), o Cruzeiro venceu o Grêmio por 2 a 0, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). O resultado marcou a segunda vitória consecutiva da equipe mineira, que deixou a zona de rebaixamento pela primeira vez na competição.

A imagem mostra o jogado Arroyo, do Cruzeiro, comemorando, enquanto Werton, goleiro do Grêmio está agachado. Ao fundo Lucas Romero, do Cruzeiro, também comemora em direção à torcida cruzeirense na arquibancada.
Após 12 rodadas, o Cruzeiro saiu da zona de rebaixamento. Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O jogo começou equilibrado, com boas chances para os dois lados. O Cruzeiro foi mais presente ofensivamente nos minutos iniciais, em que explorou jogadas em velocidade. Já o Grêmio apostava nos contra-ataques e chegou com perigo em finalização de Enamorado, que acertou a trave aos 26 minutos da primeira etapa.

No segundo tempo, o Cruzeiro voltou mais organizado e dominante. Logo aos seis minutos, Gerson fez boa jogada individual e serviu Christian, que abriu o placar. A equipe manteve a pressão e ampliou aos 21 minutos, quando Lucas Romero finalizou de fora da área após assistência de Matheus Pereira.

Com a vantagem, o time mineiro controlou o ritmo da partida e limitou as ações ofensivas do Grêmio, que teve dificuldades para reagir e criou poucas oportunidades claras no segundo tempo.

A vitória teve impacto direto na tabela. O Cruzeiro chegou aos 13 pontos e subiu para a 16ª colocação e saiu da zona de rebaixamento. O resultado reforça o momento de recuperação do Cruzeiro, que demonstra evolução sob o comando técnico e maior consistência coletiva.

Já o Grêmio, também com 13 pontos, permaneceu na parte intermediária da tabela, mas segue com desempenho irregular, especialmente jogo longe de seus domínios, fator que tem impactado diretamente sua campanha no campeonato.

Internacional 1 X 2 Mirassol 

Na manhã do último domingo (19), às 11h, o Mirassol bateu o Internacional em pleno Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), por 2 a 1. Os gols da vitória foram marcados por Lucas Oliveira e André Luís. Mesmo com o triunfo, o Leão Caipira segue no Z4.

Apesar da derrota, os mandantes começaram o duelo tendo mais posse. Aos sete, depois de receber passe na entrada da área, Borré cortou para dentro e bateu de canhota, mas parou no zagueiro da equipe paulista, que tirou de cabeça. 

No entanto, conforme os minutos passavam, o jogo se equilibrava. Aos 20, Alesson cruzou para Lucas Oliveira, que chutou mascado, mas foi o suficiente para vencer o goleiro Anthoni e abrir o marcador para o Leão. 

Aos 44, após erro na saída de bola colorada, o Mirassol recuperou a posse e Alesson, o garçom do dia, enfiou lindo passe para André Luís ficar na cara do gol e bater bonito de cavadinha para ampliar o marcador.

Na reta final da primeira etapa, os visitantes tiveram a chance de ampliar. Em rápida transição de jogada, foi a vez de Alesson ser servido, mas o meia parou nas mãos do arqueiro do Inter — posteriormente, foi marcado impedimento no lance. 

No segundo tempo, os donos da casa voltaram a campo em ritmo acelerado, motivados pelos mais de 30 mil torcedores presentes no estádio. Aos quatro, Carbonero entrou na área e disparou contra Walter, que defendeu. 

Apesar do ímpeto e aparente reação, faltou criatividade para o Internacional. Já nos acréscimos, Alan Patrick aproveitou sobra de bola na área e chutou forte para estufar as redes e diminuir a desvantagem.

A imagem mostra Shaylon, do Mirassol, marcando Victor Gabriel, do Internacional.
O Internacional teve 72% de posse de bola, mas não foi efetivo em casa. Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional

Com vaias dos torcedores presentes, o jogo se encaminhou para o fim sem mais gols. Com o resultado, o Colorado ocupa a 14ª posição da tabela, tendo 13 pontos somados. O Mirassol acumulou seu segundo triunfo no torneio, e foi aos nove pontos, amargando a 18ª colocação. 

Coritiba 2 X 0 Atlético-MG

Na tarde do último domingo (19), às 16h, Coritiba e Atlético-MG se enfrentaram no Couto Pereira. Com gols de Breno Lopes e Pedro Rocha, o time paranaense garantiu os três pontos e se manteve na parte de cima da tabela. 

Com a vitória, o Coxa quebrou o tabu de não ganhar do Galo em casa pelo Brasileirão desde 2016. Foram quatro derrotas seguidas em casa nesse período. O último confronto entre os dois tinha sido em 2023 também pelo campeonato nacional.

A imagem mostra a camisa de Pedro Rocha, do Coritiba, com o número 32 formado pelo símbolo do autismo, em quebra cabeça nas cores vermelho, azul, amarelo e verde.
A imagem mostra a camisa de Pedro Rocha, do Coritiba, com o número 32 formado pelo símbolo do autismo, em quebra cabeça nas cores vermelho, azul, amarelo e verde.

O início de jogo começou movimentado para o mandante, que abriu o marcador com Breno Lopes. Depois de receber de um escanteio, cobrado por Josué, o atacante dividiu a bola com Hulk dentro da pequena área e conseguiu finalizar para a rede e vencer Éverson.

Depois de sofrer o gol, o Galo pressionou o Coritiba até o final do primeiro tempo. A primeira chance de empate surgiu aos 12 minutos com um chute de fora da área de Renan Lodi, porém Pedro Rangel desviou e ainda pegou o rebote, finalizado por Natanael.

Aos 31 minutos, novamente o goleiro coxa-branca evitou a igualdade no marcador. Com liberdade, Cuello finalizou de muito longe com perigo e Pedro desviou a bola, que ainda tocou a trave antes de ser afastada pela zaga. Grande parte das jogadas atleticanas no primeiro tempo surgiram dos pés do argentino. 

Apenas dez minutos após a finalização no poste, em uma jogada pela beirada do campo, Cuello encontrou Vitor Hugo na marca penal. O zagueiro finalizou com categoria, porém Pedro Rangel defendeu de novo. Ainda no rebote Hulk finalizou com perigo ao lado do gol.

O segundo tempo começou no mesmo roteiro. O Galo pressionava e buscava o empate, enquanto o Coritiba esperava uma oportunidade de contra-ataque para matar a partida. Aos 12 minutos, em um lance despretensioso e sem perigo, Lyanco arriscou um passe que bateu na perna de Pedro Rocha e entrou na meta e ampliou o placar para o time da casa. 

A pressão do time mineiro continuou firme até o final da partida, porém sem grande efetividade. Foram 23 finalizações sem uma grande chance criada. Já pelo lado do Coxa, o que sobrou foi eficiência, foram apenas duas finalizações nos 90 minutos e 2 gols marcados. 

Faltando dois minutos para o fim, Renato Marques e Renan Lodi se desentenderam, o que ocasionou na expulsão dos dois atletas. O jogador do Coritiba foi deslocado no ar ao disputar a bola e foi tirar satisfação com Lodi, que não recuou e respondeu. O clima esquentou e o Árbitro Fernando Antônio Mendes de Salles Nascimento Filho mandou os dois pro chuveiro mais cedo por conduta violenta. 

Com a vitória em casa, o Coritiba se mantém na sétima posição do campeonato, evidenciando o bom início de um time recém promovido à elite do Brasil. Já o Atlético-MG terminou a rodada na décima segunda posição, tendo dificuldades de manter constância nos resultados. 

O próximo jogo do Coxa será na quarta-feira (22) contra o Santos na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 19h30 (horário de Brasília). A partida será válida pela quinta fase da Copa do Brasil, em que os 20 times da série A são incluídos na competição. O Galo irá enfrentar o Ceará na quinta-feira (23) na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 19h, também pela copa nacional.

Santos 2 X 3 Fluminense 

Santos e Fluminense se enfrentaram no último domingo (19), às 16h, na Vila Belmiro, em Santos (SP). O Tricolor das Laranjeiras venceu por 3 a 2. Neymar saiu vaiado e protagonizou mais uma polêmica fora de campo.

Aos sete minutos do primeiro tempo, Jemmes tocou para Hércules, que disparou e chutou no gol, a bola saiu para a linha de fundo. Na sequência, Arão roubou de Alisson e tocou para Neymar. No bate e rebate, a bola sobrou no pé de Gabigol, que finalizou para marcar o primeiro gol da partida. 

Aos 13, Savarino cobrou escanteio na área e Bernal cabeceou, mas a bola saiu. Na sequência, Gabriel Bontempo roubou em seu campo de defesa e tocou para Barreal, que mandou para Neymar na corrida. O camisa dez tocou para Gabigol, que tabelou com Bontempo e finalizou no gol, mas a bola saiu pelo lado direito do goleiro.

Aos 23, Castillo lançou para Savarino correr pela direita. O meia tricolor chutou no ângulo, sem chances para Gabriel Brazão, para marcar o gol de empate.

No final da primeira etapa, Hércules teve a chance de ampliar após tabelar na entrada da área com Savarino. Ele cortou para esquerda e chutou no ângulo, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 11, o Bontempo ganhou a dividida com Arão, tocou para Barreal e lançou para Gabigol arrancar pela direita. O centroavante tocou de volta para Barreal marcar de cobertura. 

A equipe do Fluminense não se abalou. Em seguida, Freytes lançou a bola na área e Brazão afastou. A bola sobrou no pé de Hércules, que tocou para Savarino mandar para Guga. O lateral cruzou na área para Castillo subir, cabecear e empatar novamente.

Aos 36, o time alvinegro teve a chance de marcar. Otavio tocou errado e Neymar levou a melhor. Ele correu pelo meio e tocou para Rollheiser, que devolveu para o camisa dez sozinho chutar na pequena área, mas Fábio fez grande defesa. 

Quem marcou mesmo foi o time tricolor. Já no final da partida, Otávio tocou para Riquelme driblar e tocar para Guga. O lateral cruzou na área para John Kennedy, que na segunda trave, fez o gol da virada.

A imagem mostra o jogador do Fluminense John Kennedy comemorando o gol.
Em comemoração, JK provocou a torcida rival após ser xingado. Foto: Reprodução/@lucasmerconphotos/ Fluminense 

Na saída dos jogadores para o vestiário, Neymar foi vaiado pela torcida após gesto de tapar os ouvidos. O jogador usou suas redes para se pronunciar. “Chegou o dia que eu tenho que explicar uma COÇADA DE ORELHA!”, disse o jogador via Instagram.

Palmeiras 1 X 0 Athlético-PR

Às 18h30 do último domingo (19), o Palmeiras encarou o Athlético-PR no Allianz Parque, em São Paulo (SP). O jogo era muito importante para ambas as equipes, enquanto o Palestra tentava disparar na liderança do campeonato, o Athlético, recém promovido para primeira divisão, faz ótima campanha até então e está na disputa por uma das vagas para a Libertadores.

No banco, o Verdão contou com a volta de Vitor Roque aos relacionados após lesão sofrida em jogo contra o São Paulo no Campeonato Paulista. Já o Furacão veio sem novidades, com destaque para Kevin Viveros. O atacante vive um ótimo começo de temporada e já vem sendo monitorado por outras equipes do Brasil.

No início do primeiro tempo, a equipe visitante veio bem ofensiva, mas logo o Palmeiras se ajeitou e dominou o jogo ao pressionar e empurrar o Athlético para o campo de defesa. Aos 15 minutos, Gustavo Gomez, em disputa por bola aérea, conseguiu chutar a bola e fazer o gol solitário da partida.

A imagem mostra Gustavo Gomez, do Palmeiras, comemorando o gol.
Gustavo Gomez chega a três gols no Campeonato Brasileiro. Foto: Reprodução/Instagram/@palmeiras

Após o gol, o jogo ficou mais quente e faltoso, com destaque para o primeiro cartão amarelo de Murilo, que cometeu falta ao tentar segurar Viveros.

No começo do segundo tempo, aos dois minutos, Murilo cometeu uma falta similar de novo em Viveros e, por isso, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com isso, a partida mudou completamente, com uma pressão muito intensa do Furacão. Até que aos 41 minutos, em confusão com Viveros e Benedetti na área, o juiz marcou um pênalti, que foi anulado pelo VAR.

O Palmeiras com um jogador a menos no segundo tempo conseguiu impedir os ataques do Atlhético e arrancar uma vitória muito importante dentro de casa. Com o resultado o Verdão se isola na liderança com 29 pontos, na frente do vice, Flamengo, com 23 pontos. Enquanto o Furacão segue na briga pelo G-5. Com 19 pontos, o Athlético acaba a rodada na sexta colocação do Campeonato.

Red Bull Bragantino 4 X 2 Remo

Também às 18h30, do último domingo (19), o Red Bull Bragantino venceu o Remo por 4 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). Pitta foi o destaque do jogo, com dois gols. Com o resultado, o Massa Bruta segue próximo do G-4, enquanto o Leão permanece na penúltima colocação da tabela.

O grande nome do confronto foi o atacante paraguaio Pitta, que colocou duas bolas na rede e teve participação direta nos outros gols da equipe paulista. A partida foi marcada por alternâncias no placar, em que o Remo conseguiu empatar duas vezes ainda no primeiro tempo, mas sem conseguir segurar os donos da casa.

O jogo começou em ritmo intenso. O Remo assustou primeiro com uma boa oportunidade desperdiçada por Jajá. No entanto, quem abriu o placar foi o Bragantino aos 19 minutos. Após boa jogada trabalhada que terminou nos pés de Pitta para fazer o gol. 

O empate veio aos 28 minutos, em um golaço de Taliari, que encobriu o goleiro ao acertar um chute do meio de campo.

A resposta do time da casa foi rápida. Pitta voltou a balançar as redes aos 37 minutos, com linda jogada do trio de ataque do Braga, que recuperou a vantagem no marcador. Porém, pouco depois, o Remo empatou novamente com Marcelinho e levou o 2 a 2 para o intervalo.

a imagem mostra Pitta, do Bragantino, comemorando o gol. Ao fundo, desfocado, está Juninho Capixaba, também do Bragantino, comemorando.
Isidro Pitta é o artilheiro do Bragantino no Brasileirão. Foto: Ari  Ferreira/ Red Bull Bragantino

Na segunda etapa, o Bragantino manteve a pressão e chegou ao terceiro gol logo no início, em lance que contou com desvio contra de Tchamba após jogada de Pitta. Poucos minutos depois, após nova investida ofensiva iniciada pelo atacante paraguaio, o próprio Tchamba marcou contra novamente e ampliou a vantagem dos mandantes.

O Remo ainda chegou a balançar as redes novamente com Jajá, mas o gol foi anulado por impedimento no início da jogada. Assim, o placar final ficou em 4 a 2 para o Bragantino, que confirmou a vitória em casa.

Agora, as equipes voltam suas atenções para a Copa do Brasil. O Bragantino recebe o Mirassol na próxima quarta-feira (22), às 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). No mesmo dia, o Remo enfrenta o Bahia, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 19h (horário de Brasília).

Flamengo 2 X 0 Bahia

No último jogo da rodada, realizado às 19h30 do último domingo (19), o Flamengo venceu o Bahia por 2 a 0 no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Com gols de Arrascaeta e Lucas Paquetá, o rubro-negro segue em bom ritmo sob o comando do técnico Leonardo Jardim. 

A vitória foi a quinta consecutiva da equipe, além de ter consolidado o time na vice-liderança com 23 pontos. Na partida, também foi feita uma dedicatória à Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro e ídolo do clube, que faleceu na última sexta-feira (17).

No início da partida, o Flamengo impôs uma grande intensidade com trocas de passes rápidas e movimentação constante, que forçaram o Bahia a ficar no campo de defesa. 

O placar não demorou a ser aberto. Aos 17 minutos do primeiro tempo, após uma jogada trabalhada, em que Pedro foi "garçom", Arrascaeta mandou para o fundo das redes para fazer 1 a 0. Na comemoração, o uruguaio que, excepcionalmente neste jogo vestiu a camisa 14 em honra ao "Mão Santa", tirou o uniforme e simulou um arremesso de basquete, gesto que lhe rendeu um cartão amarelo.

A imagem mostra Arrascaeta, do Flamengo, comemorando arremessando a bola como se fosse no basquete. Ao lado esquerdo está Pedro, do Flamengo, batendo palmas.
Arrascaeta usava a camisa 14 antes de assumir o número dez. Foto: Reprodução/Instagram/@g10arrascaeta

Na volta do intervalo, o Bahia chegou a assustar com chutes de Jean Lucas e Acevedo, mas parou nas boas defesas de Rossi. Aos 28 minutos do segundo tempo, a torcida flamenguista aplaudiu de pé a saída de Everton Ribeiro, hoje no Bahia, em reconhecimento aos títulos conquistados no clube carioca. 

O fôlego rubro negro foi renovado com a entrada do espanhol Saúl, que estreou na temporada. Aos 34 minutos, após escanteio cobrado por De La Cruz, o meia desviou e a bola sobrou para Lucas Paquetá chutar no alto e fechar a conta em 2 a 0, o que garantiu o triunfo rubro-negro.

As duas equipes agora focam na abertura da quinta fase da Copa do Brasil. O Flamengo recebe o Vitória no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), na próxima quarta-feira (22), às 21h30 (horário de Brasília). Já o Bahia volta para a Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), para enfrentar o Remo, também na quarta-feira, às 19h (horário de Brasília).

Próxima rodada

Sábado (25):

Bahia X Santos, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 18h30 (horário de Brasília);

Remo X Cruzeiro, no Mangueirão, em Belém (PA), às 18h30 (horário de Brasília);

Botafogo X Internacional, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília);

São Paulo X Mirassol, no Morumbi, em São Paulo (SP), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (26):

Grêmio X Coritiba, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 16h (horário de Brasília);

Corinthians X Vasco, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 16h (horário de Brasília);

Athletico-PR X Vitória, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 18h30 (horário de Brasília);

Red Bull Bragantino X Palmeiras, no Estádio Municipal Cícero De Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Atlético-MG X Flamengo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 20h30 (horário de Brasília);

Fluminense X Chapecoense, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h30 (horário de Brasília).

RED Canids, FURIA e VKS também ganharam no fim de semana
por
Pedro Premero
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30/04/2026 - 12h

Foi finalizado, neste domingo(26), a penúltima semana do primeiro split do CBLOL (Campeonato Brasileiro de League of Legends) e mais quatro equipes se juntaram a RED Canids nos playoffs, Fluxo W7M, Vivo Keyd Stars, FURIA e LOS Grandes. A última vaga para as eliminatórias está entre LOUD e Leviatan. A Verduxa enfrenta a VKS, enquanto a LEV joga contra a paiN. Confira o resumo das séries deste fim de semana:

 

LOS Grandes x RED Canids Kalunga

 

A RED Canids segue invicta no CBLOL! A Matilha segue liderando o campeonato e teve mais série dominante. STEPZ continua como principal nome da equipe com ótimas performances constantemente. Do outro lado a LOS Grandes segue irregular e md3 e não conseguiu encaixar uma sequência de vitórias.

STEPZ com sua equipe durante o intervalo entre jogos - Foto: CBLOL/flickr
STEPZ com sua equipe durante o intervalo entre jogos - Foto: CBLOL/flickr

 

 

MVP: STEPZ (Pantheon/Jarvan IV)

 

paiN Gaming x Fluxo W7M

 

Apesar do 2 a 0, paiN e Fluxo W7M fizeram uma série bem acirrada, com o principal diferencial sendo as lutas em equipes mais organizadas por parte da equipe do Fluxo. As duas partidas refletem o momento atual que os Tradicionais estão passando. A equipe parece sem sintonia e com problemas na comunicação nos momentos mais cruciais do jogo. Por outro lado, os Touros seguem embalados e engataram a terceira vitória seguida. Com isso, eles conquistaram sua vaga nos playoffs depois de quase dois anos.

Peach durante partida contra a paiN - Foto: CBLOL/flickr
Peach durante partida contra a paiN - Foto: CBLOL/flickr

 

 

MVP: Peach (Jarvan IV/Aatrox)

 

FURIA x LOUD

 

LOUD e FURIA fizeram uma série muito inconstante, as equipes tinham construído uma boa vantagem na partida e acabaram desperdiçando ela e tomaram a virada. Na primeira partida, os Panteras tinham 8 mil de ouro à frente de seu oponente, e perderam. No jogo seguinte, foi a Verduxa que cometeu o mesmo erro. Porém o último mapa foi mais desequilibrado a FURIA atropelou a LOUD e venceu a série.

A partida contra a LOUD marcou a primeira derrota da botlane da FURIA com os campeões Ashe e Seraphine - Foto: CBLOL/flickr
A partida contra a LOUD marcou a primeira derrota da botlane da FURIA com os campeões Ashe e Seraphine - Foto: CBLOL/flickr

 

 

MVP: Jojo (Seraphine/Nami/Yuumi)

 

Leviatan x Vivo Keyd Stars

 

A última série da semana foi marcada por uma mudança por parte da Keyd. A organização trocou o caçador Disamis pelo Sarolu. Segundo SeeEl, técnico da VKS, a equipe precisava de mais adaptações para o sistema e acha que o jogador de 21 anos vai se encaixar melhor no momento. O jungler estreante não sentiu o peso da estreia e comandou a equipe para duas vitórias dominantes diante da Leviatan.

Sarolu ficou quase 2 anos no Academy da VKS antes de ter uma chance no Tier 1 - Foto: CBLOL/flickr
Sarolu ficou quase 2 anos no Academy da VKS antes de ter uma chance no Tier 1 - Foto: CBLOL/flickr

 

 

MVP: Sarolu (Aatrox/Skarner)

 

Glossário

 

Jungler: Caçador, uma das rotas do jogo

Split: Etapa, edição

Ouro: dinheiro do jogo utilizado para comprar itens

Academy: As equipes academys funcionam como um time de base das equipes do Tier 1

Tier 1: Primeira divisão

Botlane: Rota inferior, composta pelas funções de atirador e suporte

Campeão: forma de chamar os personagens do jogo

Em primeiro cargo de técnico brasileiro à frente de uma franquia na liga, o ex-pivô lidera o Portland Trail Blazers em busca da zebra no primeiro round do mata mata
por
João Victor Esposo Guimarães
|
23/04/2026 - 12h
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter

Em sua primeira temporada no comando do Portland Trail Blazers, Tiago Splitter segue escrevendo um capítulo histórico para o basquete brasileiro. Após conduzir a equipe à pós-temporada, o treinador se tornou o primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs da NBA como técnico, após o triunfo por 106 a 103 no segundo jogo da série contra o San Antonio Spurs, na última terça (21) no Frost Bank Center em San Antonio.

Depois de ser superado na partida de abertura no domingo (19) por 111 a 98, com festa nas arquibancadas de San Antonio e atuação histórica de Victor Wembanyama, o Portland reagiu de forma imediata e mostrou força para empatar o confronto. Sob o comando de Splitter, os Blazers ajustaram a marcação, elevaram a intensidade defensiva e mostraram maturidade nos momentos decisivos para roubar uma vitória apertada no Texas.

O resultado teve peso esportivo e simbólico. Além de recolocar a franquia na disputa pela classificação, representou um feito inédito para o Brasil: nunca antes um técnico brasileiro havia conquistado uma vitória em partidas de playoffs da NBA. Splitter amplia, assim, uma trajetória marcada pelo pioneirismo no basquete mundial. Sem podermos esquecer que é no mínimo irônico, porém de uma forma especial, que sua primeira vitória em playoffs seja justamente contra um time tão importante na sua vida. O brasileiro jogou no Spurs de 2010 a 2015.

A evolução do Portland ao longo da temporada já vinha chamando atenção. Após oscilações durante a fase regular, a equipe cresceu na reta final e chegou embalada aos playoffs. O treinador brasileiro foi fundamental para reorganizar o time, encontrar equilíbrio tático e fortalecer a confiança do elenco em jogos decisivos.

Dentro de quadra, os Blazers passaram a se destacar pela intensidade defensiva e melhor execução ofensiva nos minutos finais. Essas características aparecem novamente no segundo duelo da série, quando a equipe soube suportar a pressão e confirmou a vitória por margem mínima.

Mais do que uma boa campanha, a trajetória de Tiago Splitter representa um novo marco para o esporte nacional. Primeiro brasileiro campeão da NBA como jogador pelo San Antonio Spurs, primeiro técnico brasileiro à frente de uma franquia da liga e agora primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs como treinador, Splitter consolida seu nome entre os grandes representantes do basquete brasileiro, e busca superar as expectativas, na série que se encontra empatada e rumo ao Oregon onde acontecerão os jogos 3 e 4 respectivamente na sexta (24) e domingo (26).

 

Em partida contra o Vila Nova, o atacante Berto afirmou ter sofrido ataques racistas após o apito final
por
Gabriel Thomé
|
22/04/2026 - 12h

 

 No último sábado (18), Vila Nova e Operário se enfrentaram pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe goiana saiu vencedora do confronto pelo placar de 2 a 1. Entretanto, após o apito final houve uma confusão entre jogadores e membros da comissão técnica do Fantasma com torcedores do Vila Nova. No final da briga,  o atacante Hildeberto Pereira, o Berto, afirmou ter sido vítima de ataques racistas por parte de um torcedor adversário durante a confusão.

   Dentro de campo, o clima era quente após o final da partida. A discussão tomou proporções maiores quando o zagueiro colombiano do Operário Jhan Torres atirou uma garrafa em um torcedor do Vila Nova. Com a mesma garrafa, o torcedor atingido devolveu o arremesso e acertou no presidente do Operário, Álvaro Goes, que ficou com o nariz sangrando. Depois disso, a confusão foi generalizada. Além de garrafas e copos, lixeiras foram arremessadas entre torcedores goianos e jogadores adversários.

  A confusão com Berto teria começado após uma ofensa racista vinda da torcida adversária. A acusação em questão, pontuava como proferido o xingamento "macaquinho". Para um membro do staff do Vila Nova, Berto afirmou: "Ele me chamou de macaco e fez o gesto". O atleta cabo-verdiano apareceu em imagens desolado com a ofensa e foi levado para a polícia militar para prestar depoimento. 

Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS
Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS

 

     Em nota para o Instagram, o clube goiano reforçou sua posição: "O Vila Nova Futebol Clube repudia qualquer forma de discriminação, como a relatada pelo atleta Berto, do Operário Ferroviário, após a partida de ontem pelo Campeonato Brasileiro B, bem como atos de violência." 

     O Fantasma, também via Instagram, emitiu um pronunciamento a favor do atacante caboverdiano: “Reafirmamos que o racismo é abominável e inaceitável. O combate a essa prática exige a união de toda a sociedade. Seguiremos firmes, de forma intransigente, no combate ao racismo e na defesa incondicional de nossos profissionais”.

    O caso foi para as autoridades locais e deve ter consequências para ambos os times. O torcedor foi identificado por meio de um sistema interno de reconhecimento facial e foi levado à Central de Flagrantes, para registro de Boletim de Ocorrência. Além disso, o Vila Nova pode perder o mando do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA) por algumas partidas. O Operário também se envolveu na confusão e alguns atletas como Jhan Torres e o próprio Berto, que participou da briga, podem pegar algumas partidas de suspensão.

    Casos de racismo no futebol levantam debates. A legislação prevê consequências, merecidas, aos times e torcedores envolvidos no episódio entre Operário e Vila Nova.

Italiano número 2 do mundo vence o brasileiro em dois tie-breaks nas oitavas de final do Masters 1000 da Califórnia
por
Lucas Peccin
Carolina Zaterka
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12/03/2026 - 12h

Durante a noite da última terça-feira (10), João Fonseca e Jannik Sinner se enfrentaram em partida válida pelas oitavas de final do Indian Wells, na Califórnia. A disputa pela vaga nas quartas de finais, terminou com vitória apertada do número 2 do ranking mundial, pelo placar de 2x0, ambos sets definidos no tie break após empates por 6/6. Pelas parciais de 8/6 e 7/4, Sinner levou a melhor nos curtos confrontos decisivos. 

Para chegar nas oitavas de final do torneio, João Fonseca eliminou o belga Collignon, o número 16 do ranking Khachanov e o anfitrião Tommy Paul. Sinner passou pelo tcheco Svrcina e o canadense Denis Shapovalov.

Apesar da derrota, João Fonseca dificultou o trabalho do italiano, que enfrentou dois tie break´s em uma partida. A última vez que isso ocorreu com o tetracampeão de Grand Slams, foi em um duelo contra Carlos Alcaraz na final do Roland Garros, em junho de 2025. Desde então, Sinner não  disputou dois tie breaks em um jogo. João não vendeu barato a eliminação.

Havia altas expectativas para o duelo, tanto para o jovem do Rio de Janeiro, quanto para a torcida que acreditou em sua possibilidade de vitória. Havia muitas marcas importantes para o país a serem superadas em jogo, logo havia uma grande pressão em suas costas. Faz 23 anos que um tenista brasileiro não vencia o segundo do ranking mundial e 15 anos que um não avançava para as quartas de finais de um MASTERS 1000

Nas estatísticas da partida, o equilíbrio entre os dois tenistas ficou evidente, embora alguns números tenham favorecido o italiano. Jannik Sinner registrou 15 aces, enquanto João Fonseca marcou 9. O brasileiro, por outro lado, apresentou maior percentual de primeiro saque em quadra, com 70,4%, contra 58,7% de Sinner. Ainda assim, o italiano foi mais eficiente quando acertou o primeiro serviço, levando a melhor em 86,4% dos pontos, enquanto Fonseca ganhou 73,7% nessa mesma situação.

No segundo saque, o brasileiro também levou pequena vantagem, conquistou 58,3% dos pontos, diante de 51,6% do italiano. Fonseca converteu uma de duas oportunidades de quebra de saque, enquanto Sinner conseguiu uma em quatro tentativas. Ao final da partida, a diferença no total de pontos foi mínima: Sinner venceu 79 pontos contra 77 de Fonseca. O que ressaltou o equilíbrio do confronto e o fato de que os momentos decisivos, especialmente os tie-breaks, foram determinantes para o resultado final. 

Do ponto de vista tático, a partida foi marcada por um confronto entre dois estilos de jogo semelhantes em intensidade, mas diferentes na gestão das trocas e na tomada de decisão. Jannik Sinner estruturou sua estratégia a partir da consistência no fundo de quadra e da capacidade de acelerar o jogo no momento certo. O italiano buscou controlar o ritmo das trocas com bolas profundas e pesadas, especialmente com o backhand (golpe pelo lado esquerdo), considerado um de seus pontos mais fortes. 

Ao manter as bolas próximas à linha de fundo e variar as direções, Sinner conseguiu empurrar João Fonseca para posições mais defensivas da quadra, com isso, limitou a possibilidade do nº 35 do mundo assumir o comando dos pontos.

Jannik Sinner vibrando após conquistar um ponto. | Reprodução: Instagram @janniksin.
Jannik Sinner vibrando após conquistar um ponto. | Reprodução: Instagram @janniksin. 

Fonseca apresentou uma postura mais agressiva em momentos específicos da partida. Tentou encurtar algumas trocas com acelerações de direita e buscou utilizar o saque como principal ferramenta de pressão, estratégia que lhe permitiu manter equilíbrio no placar durante grande parte do confronto. Além disso, procurou variar a construção dos pontos, alternou bolas mais rápidas com mudanças de direção para quebrar o padrão imposto por Sinner. Em alguns momentos, também tentou aproximar-se da rede para reduzir o tempo de resposta do adversário e finalizar os pontos com mais rapidez.
 

João Fonseca comemorando um ponto conquistado. | Reprodução: Instagram @joaoffonseca.
João Fonseca comemorando um ponto conquistado. | Reprodução: Instagram @joaoffonseca.

No primeiro set da partida, que foi definido no tie break, o brasileiro de 19 anos passou por uma situação complicada. Viu a vitória escorrer por suas mãos, após ter o placar favorável de 6/3 e, com três set points possíveis, Jannik Sinner emplacou cinco games consecutivos e superou a desvantagem.

No aspecto mental, o confronto evidenciou maturidade competitiva dos dois lados. Fonseca conseguiu manter alto nível de concentração ao longo da partida e resistiu à pressão de enfrentar um dos principais nomes do circuito. No entanto, nos momentos decisivos, especialmente nos tie-breaks, Sinner demonstrou maior controle emocional e precisão nas escolhas táticas. A capacidade do italiano de administrar os pontos mais importantes, reduziu erros não forçados e elevou a intensidade nos rallies finais Isso foi determinante para a definição do resultado. 

Sinner avançou para a próxima fase e irá enfrentar na quinta-feira (12) o americano Learner Tien, na disputa por uma vaga na semifinal do torneio na Califórnia. Enquanto João Fonseca seguirá em solo estadunidense para a disputa do Miami Open. Ainda não foram definidas as datas dos jogos do brasileiro, mas ocorrerão a partir do dia 15 de março.

Debaixo de críticas e desconfianças da torcida, o treinador assume o comando até o restante da temporada.
por
Lucas Peccin
|
11/03/2026 - 12h

Na tarde desta terça-feira (10), o São Paulo anunciou oficialmente, através de suas redes sociais, a chegada do novo comandante da equipe, Roger Machado. O contrato do técnico gaúcho tem duração até o dia 31 de dezembro de 2026, ou seja, até o fim da temporada 2026 do futebol brasileiro. Ele chega para substituir o ex-técnico argentino Hernán Crespo, desligado na última segunda-feira (09).

Roger Machado atualmente tem 51 anos e nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Teve uma carreira marcante e bem-sucedida como atleta profissional. Revelado pelo Grêmio em 1994, se consagrou campeão da Libertadores pelo tricolor gaúcho em 1995. Além de ter vencido outros títulos nacionais relevantes pela equipe gremista, sendo considerado ídolo para alguns torcedores. Passou pelo Vissel Kobe, do Japão, até encerrar sua carreira em 2008 atuando pelo Fluminense. Roger também disputou a Copa América de 2001, pela Seleção Brasileira.

Sua trajetória como treinador se iniciou em 2014, sob o comando do Novo Hamburgo, do Rio Grande do Sul, onde permaneceu até 2015. Após essa breve passagem pelo tradicional clube gaúcho, Roger Machado seguiu para o Grêmio entre 2015 e 2016, o qual o trabalho mais longevo de sua carreira. Assumiu o Atlético Mineiro, Palmeiras, Bahia, Fluminense e retornou ao tricolor gaúcho. Teve uma curta passagem pelo Juventude e desembarcou na capital gaúcha para comandar o Internacional. Apesar de ter dirigido diversos clubes em 12 anos de carreira, suas jornadas foram curtas, em sua maioria durando apenas uma temporada.

O treinador conquistou seis títulos em sua carreira até o momento, sendo quatro conquistas de campeonatos estaduais (Internacional, 2025. Grêmio, 2022. Bahia, 2019 e 2020. Atlético Mineiro, 2017), uma Recopa Gaúcha pelo tricolor do sul em 2022 e um Campeonato Brasileiro série B também pelo Imortal.

O seu trabalho mais recente com o Internacional (2025), ficou marcado pelo quase rebaixamento da equipe colorada e pela conquista do Campeonato Gaúcho, contra a sua ex-equipe, o Grêmio. Ele comandou o Colorado entre julho de 2024 e setembro de 2025. Seu aproveitamento foi de 55,7% dos pontos conquistados, sendo 73 partidas, 34 vitórias, 20 empates e 19 derrotas.

Roger Machado comemorando vitória sobre o Grêmio pelo Internacional em partida do Brasileirão. Reprodução Instagram @scinternacional
Roger Machado comemorando vitória sobre o Grêmio pelo Internacional em partida do Brasileirão. Reprodução Instagram @scinternacional
 

O gaúcho chega à capital paulista em um contexto turbulento e já pressionado pelos torcedores são-paulinos, que em grande maioria reprova sua contratação. Após a demissão conturbada de Crespo, a torcida se desapontou com as recentes decisões da diretoria do clube. Demonstraram insatisfação com o encerramento da continuidade do argentino no clube e com a chegada de Roger Machado. Sendo assim, sua relação com a torcida tricolor já se inicia de maneira complicada. 

Ao desembarcar nesta terça-feira em São Paulo, Roger Machado concedeu suas primeiras palavras como novo técnico da equipe paulista. “Sensação de muita felicidade, muita alegria. Sei que é um desafio muito grande. Eu sei o tamanho do São Paulo e estou muito motivado com essa oportunidade”, disse o comandante tricolor.  

Ao ser questionado sobre voltar a trabalhar com o dirigente são-paulino Rui Costa, após serem parceiros de clube entre 2015 e 2016 no Grêmio, ele diz "Por isso as coisas aconteceram tão rápido, porque conheço o Rui de outro momento, já trabalhamos juntos. Sei a magnitude da experiência que eu estou começando agora, mas eu me sinto completamente preparado. E tenho certeza de que a torcida vai comprar o trabalho e nós vamos conquistar grandes títulos", afirma ele.

O novo treinador estreia na próxima quinta-feira (12), às 20h no estádio Canindé, em partida válida pela quinta rodada do campeonato brasileiro. O tricolor ocupa a segunda colocação, empatado em pontuação com o Palmeiras.
 

George Russell foi o primeiro vencedor do ano, o australiano Oscar Piastri bateu na volta de formação e Ferrari completou o pódio
por
Juliana Bertini de Paula
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10/03/2026 - 12h

 

A Fórmula 1 voltou às pistas neste domingo (8) para o Grande Prêmio da Austrália já com competição acirrada e reclamações. Sob o novo regulamento, o final de semana foi marcado por diversos acidentes e o que parece início de uma disputa entre Ferrari e Mercedes.

Na corrida em casa, o piloto Oscar Piastri (McLaren) bateu enquanto levava o carro para a formação do grid e acabou não largando. Seu companheiro de equipe e atual campeão Lando Norris teve dificuldades e chegou em 5°. Já o brasileiro Gabriel Bortoleto conseguiu os primeiros pontos para a nova equipe Audi, antiga Sauber Kick Stake, terminando em 9°. 
 

 

TL 1

O primeiro Treino Livre do ano aconteceu na noite de quinta feira por conta do fuso-horário. Apesar do desempenho surpreendente da Ferrari e da Red Bull, a sessão ficou marcada pelos muitos problemas das equipes. Foi o caso da McLaren - perda de potência e problema na troca de marchas; da Aston Martin - problema nas baterias e falta de peças; da Williams - problema hidráulico - e da estreante Cadillac - retrovisor de ambos os carros soltou na pista e o carro do mexicano Sergio Pérez teve uma pane elétrica. 

Charles Leclerc (Ferrari), Lewis Hamilton (Ferrari) e Max Verstappen (Red Bull) foram os mais rápidos.


 

 TL 2

O segundo treino foi na madrugada de sexta e foi mais tranquilo em relação ao anterior. Apenas a Aston Martin e a Cadillac continuaram com problemas maiores - Fernando Alonso só conseguiu dar 10 voltas e Checo Pérez precisou abortar a volta e parar o carro na pista por conta de falhas mecânicas, o que acionou um virtual safety car e o piloto terminou a sessão sem tempo marcado.

O australiano Oscar Piastri foi o mais rápido com um tempo de 1m19s729, em seguida vieram as Mercedes de George Russel e Kimi Antonelli, respectivamente. Leclerc e Hamilton completaram o top 5.


 

TL 3

A última sessão de treinos livres acabou tendo menos tempo de carros na pista por conta de duas bandeiras vermelhas. A primeira de uma falha mecânica no carro de Carlos Sainz (Williams), foram mais de 20 minutos de interrupção até a volta da sessão. A segunda foi causada pelo italiano Kimi Antonelli que rodou e acabou no muro da curva 2, o treino só foi retomado 3 minutos antes do final.

A Aston Martin continuou com problemas e Lance Stroll não marcou tempo nessa sessão, já Alonso ficou em 18°. Russell, Hamilton e Leclerc foram os mais rápidos.

 

Acidente de Kimi Antonelli da Mercedes. Foto: Reprodução/F1
Acidente de Kimi Antonelli da Mercedes. Foto: Reprodução/F1

 

 

Qualificação

Com 1 minuto a mais por conta da entrada da nova equipe, a Mercedes dominou a sessão e garantiu seu lugar na primeira fila do grid com Russell em 1° e Antonelli em 2°, seguidos por Isack Hadjar, em seu primeiro ano na Red Bull. Max Verstappen sofreu um acidente no Q1 e se classificou em 20°, na frente apenas de Carlos Sainz e Fernando Alonso que nem chegaram a sair dos boxes. O piloto da Red Bull precisou ir ao posto médico após a batida para fazer um raio-x das mãos, ele foi liberado sem nenhuma lesão.

O brasileiro Bortoleto fez uma ótima sessão e chegou ao Q3, porém teve uma pane na entrada do pit lane e precisou ser empurrado de volta para a garagem, o paulista não marcou tempo e se classificou em 10°.  Leclerc e Piastri completaram o top 5 da largada


 

Corrida

Antes mesmo da largada, Piastri acabou rodando e atingindo o muro enquanto levava o carro para a formação do grid, em torno de 30 minutos antes da largada. Por causa desse incidente, o piloto não pôde participar da corrida na sua terra natal.

A Ferrari impressionou na largada, ambos os carros deram um pulo e Leclerc que saiu de 4° alcançou a liderança, porém não durou muito tempo - depois de 6 trocas de líder, o inglês Russell se manteve na dianteira da volta 25 até a final. A equipe italiana ousou ao deixar os pilotos na pista durante a bandeira amarela causada por Isack Hadjar - uma falha no motor fez o francês abandonar a corrida, e teve azar na bandeira amarela seguinte quando a Cadillac de Valtteri Bottas parou logo na entrada dos boxes - impossibilitando a troca de pneus para todos.

 

Australiano Oscar Piastri depois de bater na volta de reconhecimento. Foto: Reprodução/F1
Australiano Oscar Piastri depois de bater na volta de reconhecimento. Foto: Reprodução/F1

A partir daí a corrida seguiu sem incidentes ou grandes disputas até as voltas finais. Max Verstappen - piloto do dia - largou em 20° e estava disputando com Norris pela 5° posição, mas o piloto da McLaren conseguiu sustentar a colocação. Verstappen subiu 14 lugares no grid e terminou em 6°

Cinco pilotos precisaram abandonar a prova por conta de quebras: Bottas, Hadjar, Hulkenberg que não conseguiu largar e ambas as Aston Martins que até tentaram retornar algumas voltas atrás dos outros mas decidiram preservar os componentes. 

A Fórmula 1 volta na próxima madrugada de sábado para domingo (14 para 15), no GP da China, com corrida Sprint e prova principal.

 

Após sete vitórias nos últimos dez jogos, o São Paulo encerra a segunda passagem do técnico argentino pelo clube.
por
Lucas Peccin
|
10/03/2026 - 12h

Durante a manhã desta segunda-feira (09), a diretoria tricolor notificou o técnico Hernán Crespo sobre seu desligamento oficial do clube. A decisão dos cartolas tricolores pegou tanto o treinador argentino, quanto a torcida de surpresa e provocou muita especulação sobre o motivo da dispensa.

Hernán Crespo já havia dirigido o Tricolor Paulista em outra oportunidade, em 2021. Nesta primeira passagem pelo clube, conquistou o Paulistão em uma campanha quase invicta, com apenas uma derrota durante a competição, acabando com uma fila de derrotas em títulos que assombrava o torcedor há nove anos. 

Em outubro daquele mesmo ano, o ex-artilheiro argentino foi demitido após uma longa sequência sem vitórias no Brasileirão, o que levou o clube à zona de rebaixamento. Rogério Ceni foi anunciado, então, para o lugar do antigo treinador.

A segunda passagem de Crespo pelo Morumbi começou em julho de 2025, após a demissão de seu compatriota Luís Zubeldía. A equipe estava mal colocada no campeonato nacional e em um momento político turbulento e crítico financeiramente. Porém, o treinador chegou empolgado e rasgando elogios ao clube e à torcida.

Apesar da derrota para o Flamengo em sua reestreia, o São Paulo eventualmente emplacou 12 jogos invictos e rapidamente se afastou da zona de rebaixamento, permanecendo na parte de cima da tabela. Entre estas partidas sem derrotas, o Tricolor Paulista avançou de fase na Copa Libertadores após dois empates contra a equipe do Atlético Nacional, de Medellín, o que levou o clube às quartas de final do torneio sul-americano.

A caminhada da equipe do Morumbi na competição foi encerrada depois das derrotas contra a LDU, de Quito. O time também foi eliminado de maneira precoce da Copa do Brasil, após perder para o Athlético Paranaense nos penaltis. No Brasileirão, Crespo conseguiu a oitava posição, garantindo uma vaga na Copa Sul-Americana do ano seguinte.

Em 2026, apesar das enormes crises políticas que o clube paulista vivenciou, entre escândalos na diretoria e o impeachment do então presidente Júlio Casares, Hernán Crespo seguiu no clube com a garantia de que teria tempo e autonomia para trabalhar. 

O argentino levou o São Paulo às semifinais do Campeonato Paulista, sendo eliminado pelo Palmeiras por dois a um. A segunda passagem se encerrou com um aproveitamento de 50,07% dos pontos, sendo 46 partidas, 21 triunfos, 18 derrotas e 7 empates.

Até o momento, o Tricolor não divulgou as razões que levaram à demissão de Hernán Crespo. O que se sabe, é que ela não era unanimidade na gestão do novo presidente Harry Massis. Entre as críticas mais duras ao técnico está a escalação do volante Luan no clássico contra o Palmeiras, que foi tratada como uma superstição do argentino e não uma escolha técnica. 

 

Hernán Crespo | Reprodução: Instagram São Paulo FC
Hernán Crespo | Reprodução: Instagram São Paulo FC

 

Já circulam no CT da Barra Funda nomes para assumir o comando do Tricolor já para o próximo duelo contra a Chapecoense, na quinta-feira (12). Os principais cotados são Filipe Luís, recém-demitido do Flamengo e atual campeão da Copa Libertadores e do Brasileirão. 

O outro seria Roger Machado, ex-técnico do Internacional, com passagens marcantes por Grêmio, Fluminense e Bahia. Roger teve um ano complicado com a equipe gaúcha, sendo desligado ao fim da temporada na zona de rebaixamento. Outra possibilidade pouco provável é Allan Barcelos, ex-treinador da equipe sub-20 do time do Morumbi e finalista nas últimas duas edições de Copinha.

 

Cruzeiro é campeão, mas jogo fica marcado pelo maior número de expulsões da história do futebol brasileiro
por
Gianna Flores
|
10/03/2026 - 12h

 

O Cruzeiro venceu o Atlético-MG por 1 a 0 neste domingo (08), no Mineirão, em Belo Horizonte, e conquistou o Campeonato Mineiro de 2026 após sete anos sem o título. A decisão, entretanto, terminou em xingamentos e agressões entre jogadores e membros das comissões técnicas.

O primeiro tempo foi marcado por um jogo truncado e com várias faltas cometidas por ambos os lados. Com apenas 12 minutos de jogo, Mamady Cissé teve que ser substituído após ser atingido em uma dividida no campo de ataque. A primeira etapa terminou sem chances claras de gol.

O segundo tempo também começou travado. Entretanto, aos 14 minutos, a Raposa abriu o placar. O meia Gerson tabelou pela esquerda com Matheus Pereira, que cruzou na segunda trave. O camisa nove Kaio Jorge cabeceou para fora do alcance de Everson e marcou o único gol da partida.

30 segundos antes do término dos acréscimos do confronto, uma briga generalizada tomou conta do gramado. Tudo começou quando Everson foi atingido por Christian após defender um chute do meia Matheus Pereira. O goleiro do Galo deu uma joelhada no rosto do meio campista cruzeirense, mas levou um chute nas costas de Lucas Romero. Logo depois, diversos outros jogadores, como Lucas Romero, Lyanco, Cássio, Fagner, Hulk e Villalba, entraram na briga, que ficou dividida em diferentes focos.

Em meio à confusão, os seguranças das duas equipes foram acionados, e o árbitro Matheus Candançan solicitou a intervenção da Polícia Militar para encerrar a briga. Aos poucos, a situação foi apaziguada e só então a partida foi encerrada, com o Cruzeiro declarado campeão.

Cruzeiro comemorando a vitória
Raposa, ao vencer, impede o hepta título estadual consecutivo do Galo.  Foto: reprodução/Instagram/@cruzeiro

   Mesmo que nenhum atleta tenha sido expulso dentro de campo, 23 jogadores e membros das comissões técnicas das duas equipes receberam cartões vermelhos na súmula. O registro se tornou o novo recorde de expulsões na história do futebol brasileiro. O recorde anterior era de 22 jogadores, em uma partida entre Portuguesa e Botafogo, em 1954.