A FURIA voltou a fazer história no cenário do Counter-Strike mundial. A equipe brasileira venceu a The MongolZ em uma decisão de 3-2 e conquistou o título da Fissure Playground 2
A Grande Final
A final do campeonato foi marcada por um jogo intenso e mapas muito apertados. A FURIA dominou o ritmo inicial, enquanto a equipe da The MongolZ aos poucos tentava reverter a situação com um estilo de jogo e táticas agressivas. No decorrer dos outros mapas o estilo dos mongóis se provou opressivo para o time brasileiro, que teve dificuldade em impor sua estratégia de jogo trocando mapas com o time rival
Porém, com a mudança de mapa para a Dust2, mapa favorito do capitão Gabriel 'FalleN' Toledo, a FURIA se mostrou demais para o time da The MongolZ e emplacou um placar dominante de 13-5, conquistando o tão aguardado título

O Simbolismo da Vitória
A vitória encerrou um jejum de quase uma década de conquistas internacionais de grande expressão para o CS brasileiro, assim reafirmou a relevância do país no cenário mundial. O último título havia sido em 2017, quando a SK Gaming, também capitaneada por FalleN, derrotou a FaZe na ESL Pro League Season 6.
Além disso, a conquista resgata um interesse do público pelo cenário competitivo de CS. Com a transmissão da FURIA em parceria com a Madhouse TV e o Podpah, alcançou um pico de 275 mil espectadores, o que prova a paixão dos brasileiros pelo jogo e suas competições internacionais.
O Impacto do Capitão
Gabriel 'FalleN' Toledo, capitão do time, foi muito celebrado pela vitória da equipe. Não apenas pelo título em si, mas pelo simbolismo de sua longevidade e impacto no cenário competitivo brasileiro, levando a emoção todos os fãs e ex-companheiros que acompanharam sua conquista, especialmente pelo último título ter sido conquistado pelo mesmo 8 anos antes.
Em uma entrevista à Madhouse TV, Fernando 'fer' Alvarenga, ex-companheiro de longa data de FalleN, o parabenizou pela vitória: 'O cara com 34 anos ainda continua dando bala, ensinando as pessoas a jogar e ensinando como ser humano também… Parabéns, Fallenzão, obrigado por tudo, você merece'. Ele finalizou destacando o amor e a dedicação do amigo pelo jogo e pela competição, afirmando que a conquista foi fruto de todo o esforço do mesmo e de seus companheiros.
Em julho, o Barcelona anunciou um acordo de patrocínio junto ao governo da República Democrática do Congo (RDC) pelo qual, durante os próximos quatro anos, a equipe catalã estampará um patch [adesivo na camisa] promovendo o turismo no país, que será tratado como “O coração da África”. Além do Barça, a RDC também fez negócios parecidos com o Monaco e o Milan.
O acordo do patrocínio, segundo a TNT Sports, gira em torno de € 1,6 milhão por quatro anos (aproximadamente R$ 10,3 milhões por temporada). Além disso, o negócio envolve a oferta de programas esportivos para jovens congoleses.

Da mesma forma que a República Democrática do Congo, a vizinha Ruanda também vem firmando acordos de patrocínios com gigantes do futebol europeu. Jogadores do PSG, Arsenal, Atlético de Madrid e Bayern de Munich passaram a estampar a frase “Visit Rwanda” em seus uniformes. A embaixada ruandesa em Londres apura que, desde que passou a estampar as camisas dos clubes, o turismo alcançou seu ápice histórico.
Esta disputa para patrocinar gigantes europeus se revela como um novo front de uma guerra que perdura desde julho de 2022. Ruanda e República Democrática do Congo vêm travando um conflito que já matou mais de 7 mil pessoas e gerou uma crise humanitária nos dois países. O jornalista Luís Fernando Filho, do podcast "Ponta de Lança", especializado em notícias do continente africano, destaca o empenho mútuo em controlar as narrativas midiáticas sobre a guerra civil. "O Visit Rwanda ou Visit Congo, para além de estimular o turismo nos dois países, é uma medida de posicionamento sobre os conflitos", diz.
Segundo maior país da África em extensão territorial, a República Democrática do Congo faz fronteira com nove países – por isso o slogan “coração da África”. Rica em diversos minérios, a nação é alvo de cobiça e de diversas interferências externas, o que a torna politicamente instável, resultando em levantes e revoltas de grupos armados.
Um dos que têm interesse nos recursos minerais do país é Ruanda. Governada por Paul Kagame há 25 anos, Ruanda faz fronteira com importantes cidades congolesas, como Goma – principal região extratora de recursos minerais do país e epicentro do conflito.
Em janeiro deste ano, a cidade foi tomada pelo grupo rebelde congolês M23. A facção alega ser fundada para proteger o direito dos povos tutsis que vivem a leste do território da RDC. O M23 acusa o governo de abrigar diversas milícias hutus, inclusive os responsáveis pelo genocídio da etnia tutsi, ocorrido em Ruanda, em 1994. De acordo com a ONU, após tomar a cidade de Goma, os rebeldes passaram a extrair minerais de forma ilegal e mandar para Ruanda, que, em troca, fornece tropas de apoio e armamento.
Devido ao agravamento da guerra, mais de 400 mil pessoas deixaram suas casas no leste do Congo, segundo dados do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados).

Ruanda nega o financiamento ao grupo M23 e a atuação no território da República Democrática do Congo. Porém, Estados Unidos e União Europeia impuseram sanções ao país africano, apontando a atividade militar ruandesa em território congolês.
No meio futebolístico, os patrocínios referentes às nações sempre foram alvo de polêmicas. “Do ponto de vista político e simbólico, o futebol acaba sendo um meio de propagação política. A República Democrática do Congo se posicionou contra a guerra no leste do país durante um jogo da Copa Africana de Nações em 2024. Chamou atenção do mundo o posicionamento dos atletas durante o hino nacional. Por outro lado, Ruanda vê no sucesso da seleção nacional uma forma de propagar a imagem de estabilidade nacional. Resumindo: se o nosso país for bem no futebol, Ruanda também estará em paz social”, afirma Filho.
A presença de Ruanda nas camisas de grandes equipes europeias passou a gerar ainda mais incômodo nos torcedores pela relação do país com conflitos sangrentos na RDC, e porque, de acordo com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), 39% da população ruandesa vive abaixo da linha da pobreza.
Recentemente, esses patrocínios vêm sendo alvo de protestos das torcidas, que se mostram cada vez mais indignados com o negócio. O grupo de torcedores ingleses do Arsenal “Gunners for Peace” promoveu uma campanha usando até o maior rival para criticar o patrocínio. Em nota no X, o grupo manifestou sua indignação: “O Arsenal é um ótimo clube. Temos princípios. É por isso que o ‘Visit Rwanda’ precisa acabar. Este é o mesmo regime que financia uma milícia brutal com milhares de vítimas no leste do Congo. Achamos que qualquer coisa – literalmente qualquer coisa – seria melhor do que o ‘Visit Rwanda’. Até o Tottenham”.
E, agora, a República Democrática do Congo, ao fazer negócio com diversas equipes europeias, passa a ocupar o mesmo território de conflito, usando o futebol para mostrar seu lado da história. “O Ocidente sempre foi conivente com vários conflitos civis que ocorrem em países africanos. A Europa, por exemplo, pouco fez ou se posicionou acerca da guerra entre Ruanda e República Democrática do Congo. Então, por mais que exista uma comunidade internacional batendo na tecla do sportswashing [limpeza da imagem por meio do esporte] são as mesmas que lucram com os patrocínios de ditaduras em outras partes do globo terrestre,” finaliza Filho. Em meio a esse pandemônio, os clubes, como instituição, parecem se deixar usar apenas para adicionar mais receitas milionárias aos seus cofres.
Diego Lopes venceu Jean Silva no main-event do UFC Noche (Ultimate Fighting Championship), realizado no Frost Bank Center em San Antonio, no estado americano do Texas, no último sábado (13). Após dois rounds sangrentos, Jean cresceu e chegou perto de liquidar a noite com sucessivos golpes que balançaram o número dois do ranking peso-pena (até 66,2kg). Mas foi no momento de euforia de ‘Lord’ que Lopes tirou uma cotovelada giratória da cartola e encerrou o combate, quebrando a invencibilidade de Silva dentro do UFC.
“No backstage, estava fazendo o mesmo movimento, quando ele veio para cima eu sabia que era o momento exato para girar o cotovelo e nocautear. Eu falei para o meu técnico que essa era uma luta fácil”, concluiu Diego, em entrevista dentro do octógono.
A luta
No primeiro round, após um início morno e estudado pelos lutadores, Jean desferiu um chute rodado na linha de cintura que expôs uma brecha para seu adversário levá-lo ao chão do octógono. Rapidamente, o Manauara conseguiu a montada e fez chover cotoveladas na posição de ground and pound, ferindo a cabeça de Silva. O atleta da Fight Nerds se recuperou e, após sequência duríssima, acertou um chute frontal absorvido por Diego.
No segundo round, Jean encontrou a distância e conectou boas combinações seguidas de provações para desestabilizar seu adversário. Com vantagem na luta em pé, Lord alternou golpes na linha de cintura, cabeça e um direto de direita fez Lopes recuar. Ciente do risco, Diego levou a luta ao chão, mas não dominou com êxito como no primeiro assalto. Silva levantou e partiu para cima, mas o manauense aplicou uma cotovelada giratória que encontrou o topo da cabeça do seu rival, e ainda no chão, levou alguns golpes antes do arbítrio interromper.

Resultados do UFC Noche
Além da vitória de Diego Lopes na luta principal, outros duelos marcaram a noite.
Iniciando o card preliminar, o ucraniano Daniil Donchenko venceu o brasileiro Rodrigo Sezinando na final do peso médio (até 84,3kg) do TUF (The Ultimate Fighter), via nocaute técnico no primeiro round. Após decisão dividida dos juízes, a mexicana Montse Rendon venceu a brasileira Alice Pereira na categoria peso-galo (até 61,6kg). Na terceira luta da noite, o mexicano Alden Coria venceu o brasileiro Alessandro Costa na categoria peso-mosca (até 57,1kg), por nocaute técnico no terceiro round. O combate entre os americanos Zachary Reese e Sedriques Dumas na categoria peso-médio (até 84,3kg), terminou sem resultado após infração acidental de Reese.
O mexicano Jesus Aguilar também foi um dos vencedores da noite ao superar o estadunidense Luis Gurule na categoria peso-mosca (até 57,1kg), via decisão unânime. Da mesma forma, mas pela categoria peso-palha (até 52,6kg), a americana Tatiana Suarez venceu a brasileira Amanda Lemos. O goiano Joaquim ‘Netto BJJ’ Silva venceu o peruano Claudio Puelles na categoria peso-leve (até 70,7kg), por decisão dividida dos juízes. Fechando o card inicial o sérvio Dusko Todorovic venceu o mexicano Jose Daniel Medina, pelos médios (até 84,3kg), após finalizar o adversário no primeiro round. Dando início ao card principal, o mexicano Santiago Luna nocauteou no primeiro assalto o vietnamita Quang Le na categoria peso-galo (até 61,6kg). Também com um nocaute , mas dessa vez no segundo round, o norte-americano Alexander Hernandez venceu o brasileiro Diego Ferreira na categoria peso-leve (até 70,7kg).
Em duelo americano, Kelvin Gastelum levou a melhor sobre Dustin Stoltzfus na categoria peso-médio (até 84,3kg), via decisão unânime. No peso-leve (até 70,7kg), o mexicano Rafa Garcia venceu o estadunidense Jared Gordon por nocaute técnico no terceiro round. No co-main event da noite, o mexicano David Martinez venceu o porto-riquenho Rob Font na categoria peso-galo (até 61,6kg), via decisão unânime.
O próximo evento da organização movimenta a divisão dos meio-pesados (até 93,4 kg). No dia 27 de setembro, o UFC Fight Night terá como atração principal o duelo entre o neozelandês Carlos Ulberg, em ascensão na categoria, e o ex-desafiante ao cinturão, o americano Dominick Reyes.
Glossário
Main-event: luta principal do evento
Ground and pound: é uma técnica empregada na luta
Co-main event: pré-luta principal
No último sábado (13), na Quadra Central Maria Esther Bueno, no Parque Villa-Lobos, Luisa Stefani e Timea Babos consagraram-se campeãs da primeira edição do WTA 250 SP Open. Após saírem atrás no placar, a dupla venceu de virada as brasileiras, Laura Pigossi e Ingrid Martins, por 2 sets a 1 (parciais de 4/6, 6/3 e 10/4).
A partida que durou 1 hora e 29 minutos marcou a terceira conquista de Luisa e Babos neste ano, que estão agora muito próximas da classificação para o WTA Finals.
O jogo
No primeiro set, Luisa e Babos saíram na frente e venceram o primeiro game. Mas Laura e Ingrid assumiram o controle na sequência e viraram para 3 a 1. A dupla brasileira, que contou com o apoio da maioria do público presente na Quadra Central, nos games seguintes, dominou as disputas próximas a rede e venceu o set por 6 a 4.
Já no segundo set, Luisa e Babos tomaram o controle da partida, abriram um placar de 3 a 0 nos primeiros três games. Timea foi o destaque com uma sequência de aces ao sacar, com um deles atingindo a velocidade de 156 km/h. A dupla brasileira tentou uma reação, chegando a diminuir o placar para 5 a 3, com Laura fazendo bons saques e pedindo o apoio da torcida. Mas no game decisivo, Stefani foi muito bem em seus saques, fechando o set em 6 a 3.
A decisão foi para o super tie-break, onde Luisa Stefani e Timea Babos saíram na frente, novamente por 3 a 0. Laura Pigossi e Ingrid Martins tentaram uma reação, diminuindo para 3 a 2. Mas após um erro de devolução da dupla brasileira, Stefani e Babos retomaram o controle com a paulista sacando muito bem e selando a vitória por 10 a 4, conquistando o terceiro título da dupla em 2025.

Com a vitória em São Paulo, Luisa Stefani manteve a 23ª posição no ranking da WTA, enquanto Timea Babos subiu quatro posições e agora está na 19ª posição. A dupla também chegou a 3.208 pontos e ocupa a 8ª posição na classificação para o WTA Finals, que será realizado em novembro, em Riade, capital da Arábia Saudita.
Na última quinta-feira (04), a seleção Paraguaia enfrentou o Equador pela penúltima rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O clima foi da apreensão à festa nacional.
Em um jogo estudado e receoso, as duas seleções terminaram empatadas em 0 a 0, e este placar recolocou o Paraguai na Copa do Mundo. Em um momento de êxtase total, o atual presidente do país, Santiago Peña Palacios, declarou feriado nacional, chamou a participação da seleção nas eliminatórias de "campanha épica" e ordenou que todos os paraguaios pudessem celebrar verdadeiramente essa volta, após tantos anos fora da competição.

Mesmo com um empate, a combinação de resultados favoreceu a seleção paraguaia. No jogo entre Argentina e Venezuela, bastava um empate entre as equipes para garantir a classificação da Albirroja. A Argentina passou por cima da Venezuela com um placar de 3 a 0, e decretou a ida da "garra guaraní", como disse o presidente, à disputa do Mundial de 2026.
Após conquistar uma boa sequência de classificações para a Copa e lutar para se afirmar como uma seleção que daria trabalho no futuro, a seleção paraguaia decepcionou ao não fazer uma boa campanha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, repetindo a mesma decepção nas eliminatórias para as copas de 2018 e 2022.
A última participação da seleção do Paraguai em uma edição do Mundial foi em 2010, na África do Sul. No grupo com Itália, Eslováquia e Nova Zelândia, a seleção sul-americana se classificou em primeiro lugar com dois empates e uma vitória. O começo da campanha empolgou a torcida, que viu a Albirroja passar do Japão nas penalidades para ir às quartas de final. Para tentar uma vaga nas semis, o Paraguai enfrentou a campeã daquela edição do Mundial, a Espanha, e o jogo foi decidido nos minutos finais, quando David Villa colocou os europeus nas semifinais e eliminou a seleção paraguaia daquele Mundial.
Os atuais comandados do técnico Gustavo Alfaro, disputaram a última rodada das eliminatórias sul-americanas na terça-feira (09) e, em um jogo animado e com clima de alívio, venceram o Peru que era o penúltimo colocado na classificação. O placar ficou em 1 a 0, levando a seleção paraguaia à sexta colocação, com 28 pontos.



