Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Em uma série de 3 jogos, os Panteras derrotaram o último invicto do campeonato
por
Pedro Premero
|
07/05/2026 - 12h

 

Neste domingo (5), chegou ao fim a última semana da etapa regular do primeiro split do CBLOL (Campeonato Brasilieiro de League of Legends). A LOUD conquistou a última vaga para os playoffs ao derrotar a Vivo Keyd Stars por 2 a 0. A RED Canids Kalunga, último time invicto, perdeu sua primeira partida, por 2 a 1, contra a FURIA. Por outro lado, a paiN Gaming conquistou sua primeira vitória ao superar a Leviatan por 2 a 0. Já a LOS venceu o Fluxo W7M por 2 a 1 e ficou em quarto na tabela. Confira o resumo dos jogos:

 

paiN Gaming x Leviatan

 

A série entre paiN e Leviatan foi marcada pela despedida do toplaner Robo, que anunciou uma pausa na carreira na semana passada. O maior campeão do CBLOL terminou sua participação no campeonato com uma vitória convincente. Os Tradicionais mostraram lutas mais organizadas e um jogo mais controlado e derrotou a LEV. Ambas equipes não avançaram para as eliminatórias.

 

Robo é o maior campeão da história do CBLOL, com sete conquistas - Foto: CBLOL/flickr
Robo é o maior campeão da história do CBLOL, com sete conquistas - Foto: CBLOL/flickr

 

MVP: Trigger (Lucian/Corki)

 

RED Canids Kalunga x FURIA

 

RED e FURIA fizeram uma série muito disputada. Para a Matilha, era a chance de ser o primeiro time a ficar 100% na fase regular. Para os Panteras, a vitória era importante na disputa pelo segundo lugar. Tatu teve uma ótima performance e liderou seus companheiros na virada da FURIA.

 

Tatu após vitória da FURIA diante da RED - Foto: CBLOL/flickr
Tatu após vitória da FURIA diante da RED - Foto: CBLOL/flickr

 

MVP: Tatu (Xin Zhao/Pantheon/Zaahen)

 

Fluxo W7M x LOS

 

Em uma série equilibrada, a LOS se sobressaiu e derrotou o Fluxo W7M por 2 a 1. Apesar da mudança na jungle, com a chegada do Curse, o principal destaque da Onda Laranja é a botlane, Duduh e Ackerman. Ambos tiveram uma performance sólida neste domingo(3). Com a derrota dos Touros, a FURIA garantiu o segundo lugar e ganhará um descanso neste fim de semana.

 

Ackerman durante partida contra o Fluxo W7M - Foto: CBLOL/flickr
Ackerman durante partida contra o Fluxo W7M - Foto: CBLOL/flickr

MVP: Ackerman (Alistar/Nautilus/Nami)

 

LOUD x Vivo Keyd Stars

 

Apesar da vitória da paiN ter garantido a LOUD nos playoffs, os atuais campeões da Copa CBLOL não vacilaram e mostraram uma boa performance diante da VKS. A Verduxa virou a primeira partida e stompou a segunda, sem muitos sustos. Na próxima fase, eles voltam a enfrentar a Keyd, porém, agora, numa md5.

 

Xyno segue como principal destaque da LOUD, com boas performances mesmo na fase ruim da equipe - Foto: CBLOL/flickr
Xyno segue como principal destaque da LOUD, com boas performances mesmo na fase ruim da equipe - Foto: CBLOL/flickr

 

MVP: Xyno (K’Sante/Renekton)

 

Glossário:

 

Split: edição

Toplaner: umas das 5 rotas/funções que há no jogo

Stomp: atropelo

Playoffs: eliminatórias

Md5: melhor de 5 partidas

MVP: do inglês, Most Valuable Player, melhor jogador da partida

Domínio ao longo da temporada, ajustes após reformulação e força coletiva garantem título antecipado da Inter na Serie A
por
João Paulo Di Bella Soma
|
06/05/2026 - 12h

A Internazionale conquistou o título da Série A com três rodadas de antecedência ao vencer o Parma por 2 a 0 neste domingo (05), no Giuseppe Meazza. Com a vitória, o time abriu 12 pontos de vantagem sobre o Napoli e assegurou matematicamente o campeonato.

O primeiro gol saiu nos acréscimos do primeiro tempo, quando Piotr Zieliński encontrou Marcus Thuram livre na área, que finalizou com força para abrir o placar. Aos 80 minutos, Lautaro Martínez recebeu um passe em profundidade de Yann Bisseck e tocou para Henrikh Mkhitaryan empurrar para o gol e selar a vitória.

Thuram comemorando gol

Autor de um dos gols, o atacante Marcus Thuram da Internazionale comemora de forma efusiva Foto: Inter.It

Desde o início da década de 2020, os nerazzurri demonstram domínio no país. Conquistaram três títulos da liga 2020/21, 2023/24 e 2025/26; três Supercopas Italianas consecutivas 2021/22, 2022/23 e 2023/24; duas Copas da Itália 2021/22 e 2022/23 e dois vice-campeonatos na Liga dos Campeões da UEFA. Apesar de ter chegado à final da Champions na temporada passada, o time encerrou 2024/25 sem títulos.

Após perder o título da liga para o Napoli e ser derrotado por 5 a 0 pelo Paris Saint-Germain na final da Liga dos Campeões, o clube passou por uma reformulação no elenco e na comissão técnica, após a saída de Simone Inzaghi. Mesmo com os seus principais destaques, as saídas de Benjamin Pavard, Mehdi Taremi e Marko Arnautović deixaram dúvidas sobre o novo ciclo da equipe.

A diretoria apostou em Cristian Chivu, ex-jogador do clube e com experiência nas categorias de base. O romeno estava no Parma e conseguiu evitar o rebaixamento do time na temporada 2024/25. Além dele, o clube trouxe reforços, como o zagueiro Manuel Akanji e o meia brasileiro Luiz Henrique, que chegaram para suprir as lacunas deixadas no elenco.

O início da temporada foi irregular, com eliminação precoce nos playoffs da Liga dos Campeões e derrota para o Bologna na semifinal da Supercopa Italiana. No entanto, o treinador promoveu ajustes táticos, reorganizou a equipe e trouxe o equilíbrio entre defesa e ataque. A mudança resultou em uma sequência positiva, que levou o Inter à liderança e sustentou o time no topo até a conquista do título.

A dupla de ataque formada por Lautaro Martínez e Marcus Thuram dominou o campeonato. Juntos, somam 29 gols, sendo 16 de Lautaro e 13 de Thuram, e lideram a artilharia da equipe. O time também se destaca em outras estatísticas. Federico Dimarco lidera em assistências, com 17, e também em participações em gols, com 23.

Além do ataque, o elenco contou com nomes importantes como Nicolò Barella no meio-campo e Denzel Dumfries pelas laterais, que contribuíram para o equilíbrio tático e a consistência ao longo da competição. A solidez defensiva, com o trio Alessandro Bastoni, Akanji e Francesco Acerbi, também foi determinante para manter a vantagem confortável na tabela.

Inter comemorando o título

Jogadores da Internazionale celebram a conquista do título da Série A, no Giuseppe Meazza Foto: Inter.It

 

A confirmação do título desencadeou grandes celebrações em Milão, onde torcedores lotaram a Piazza del Duomo para comemorar. Os jogadores participaram das festividades ao lado dos fãs, para celebrar o 21º troféu nacional do clube. A taça será entregue oficialmente nas rodadas finais da competição, seguida por um desfile comemorativo pelas ruas da cidade.

Com a possibilidade de encerrar a temporada com dois títulos nacionais, a equipe ainda tem um compromisso contra a Lazio na final da Coppa Italia, no dia 13 deste mês, no Stadio Olimpico.

 

De virada, seleção brasileira vence a Ucrânia e dá mais um passo rumo ao hexacampeonato
por
Gabriel Lourenço Schiavoni
Lucas Rossi
|
03/10/2024 - 12h

Nesta quarta-feira (02), após começar atrás do placar, a seleção brasileira de futsal derrotou a Ucrânia por 3 a 2 e se classificou, depois de 12 anos, para sua sétima final na história da Copa do Mundo de Futsal, disputada este ano no Uzbequistão. 

O JOGO

O JOGO
Jogadores da seleção celebrando gol contra a Ucrânia Reprodução: Leto Ribas/CBF

 

O Brasil entrou em quadra com: William, Marlon, Marcel, Dyego e Felipe Valério, enquanto Pito (atual melhor do mundo) e Ferrão (três vezes melhor do mundo) começaram no banco de reservas.

O jogo iniciou equilibrado, com poucas chances de gol para ambas as equipes, embora a Ucrânia levasse mais perigo, especialmente nos contra-ataques cedidos pela seleção brasileira. A partir dos quatro minutos de jogo, as oportunidades começaram a surgir. O Brasil quase abriu o placar em uma bola sobrada na defesa ucraniana, com Arthur acertando a trave. Segundos depois, a Ucrânia revidou e também carimbou a trave brasileira com Mykytuik.

 Aos dez minutos do primeiro tempo, Leandro Lino roubou a bola de Sukhov, goleiro ucraniano, e marcou o gol para o Brasil. No entanto, após revisão do árbitro de vídeo, o gol foi anulado, pois a arbitragem entendeu que a bola já estava sob controle do goleiro. Faltando apenas três minutos para o fim da primeira etapa, Cherniavskyi chutou forte de fora da área no canto direito de William, abrindo o placar para a Ucrânia, que havia sido superior até então.

No segundo tempo, o Brasil voltou com uma postura diferente e, com menos de um minuto, empatou o jogo com Dyego, que driblou o defensor e finalizou rasteiro, sem chances para o goleiro Sukhov. No minuto seguinte, após uma roubada de bola, Dyego, de cabeça, marcou seu segundo gol na partida, colocando o Brasil à frente. Após o impacto da virada sofrida, a Ucrânia voltou a pressionar e equilibrou o jogo. Em uma saída de bola errada do Brasil, faltando 11 minutos para o fim, os ucranianos empataram com Korsun em seguida de uma boa tabela.

Com o empate, o Brasil passou a confiar na qualidade técnica de seus jogadores, enquanto a Ucrânia se defendia e apostava nos contra-ataques, levando muito perigo ao gol brasileiro. Faltando sete minutos para o fim, a Ucrânia teve sua melhor chance no segundo tempo, com Zhuk chutando para  defesa de Guitta, e Zvarych acertando a trave no rebote.

A quatro minutos do fim, após uma cobrança de falta mal executada pelos ucranianos, o Brasil tentou sair no contra-ataque, mas sofreu uma falta de Melynk. Como era a sexta falta da Ucrânia, a seleção brasileira teve direito a um tiro livre, convertido por Dyego, que marcou seu terceiro gol na partida, colocando o Brasil novamente à frente. Nos minutos finais, a Ucrânia pressionou, mas o Brasil se defendeu bem e conseguiu segurar o placar de 3 a 2, garantindo sua classificação para a final após 12 anos. Agora, a seleção brasileira aguarda a partida entre França e Argentina, que acontece nesta quinta-feira (03), para descobrir seu adversário na final. 

 

A FINAL

Marlon disputando bola com o argentino Borruto na última Copa do Mundo. Reprodução: Angel Martinez/FIFA
Marlon disputando bola com o argentino Borruto na última Copa do Mundo. Reprodução: Angel Martinez/FIFA

 

Com essa classificação, a seleção brasileira retorna à final depois de doze anos, quando venceu o pentacampeonato contra a Espanha pelo placar de 3 a 2, ainda com Falcão na quadra. A campanha do Brasil até o momento na competição é de 100% de aproveitamento, com 38 gols marcados, sendo disparado o melhor ataque do mundial.

Caso se classifique, essa será a terceira final seguida da Argentina, revés do Brasil na última copa, quando eliminou a canarinha na semifinal antes de perder a final para a seleção de Portugal. A equipe albiceleste já foi campeã da competição em 2016. Ainda este ano, em fevereiro, Brasil e Argentina se enfrentaram na final da Copa América, com vitória por 2 a 0 da amarelinha.

Já a França, histórico carrasco do Brasil no futebol de campo, briga para se classificar para sua primeira final nas quadras. Em abril, os franceses venceram os brasileiros por 3 a 2 em  um torneio amistoso.

QUANDO E ONDE ASSISTIR?

A final está marcada para o domingo (06) às 12h (horário de Brasília), com transmissão da TV Globo, do canal fechado Sportv e  gratuitamente na CazéTV, no YouTube. A decisão ocorrerá na Humo Arena, na cidade de Tasquente, capital do Uzbequistão.

 

Apesar dos avanços, a luta pelo reconhecimento e igualdade no esporte ainda ecoa as restrições impostas desde 1941
por
Luane França
|
02/10/2024 - 12h
Em 1959, as mulheres do Araguari disputaram uma partida no estádio Independência, em Belo Horizonte. Metade da equipe vestiu camisas do Atlético, enquanto a outra metade usou as do América. Foto: Estado de Minas
Em 1959, as mulheres do Araguari disputaram uma partida no estádio Independência, em Belo Horizonte. Metade da equipe vestiu camisas do Atlético, enquanto a outra metade usou as do América. Foto: Estado de Minas 

Atualmente o futebol feminino abre espaço para o talento e pouco espaço para o preconceito. A jogadora Marta pode ser utilizada como um exemplo desse avanço. Ela foi escolhida como a melhor futebolista do mundo seis vezes, cinco delas de maneira sucessiva, quebrando até mesmo o recorde entre os homens.  

Uma pesquisa feita em agosto de 2023 pela consultoria Sponsorlink, do Ibope Repucom, revela que o interesse pelo futebol feminino no Brasil aumentou 34% desde 2018, abrangendo tanto homens quanto mulheres. Já de acordo com um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas Datafolha, foi revelado que no mesmo ano, 6% das mulheres jogam futebol no país. 

Apesar dos dados positivos, a prática esportiva ainda não é completamente aceita e investida devido ao patriarcado institucional. O desenvolvimento do esporte feminino ocorreu mais lentamente em comparação ao gênero masculino parcialmente porque as mulheres eram tradicionalmente preparadas para tarefas domésticas e cuidados familiares. Esse contexto histórico continua a afetar o país e, mesmo com os esforços para combater essa questão, o preconceito persiste no cotidiano das pessoas, muitas vezes de maneira discreta. Mas essa luta não é de agora; ela começou em 1941, quando os times e ligas femininas começaram a se organizar. 

 

A prática de esportes incompatíveis com a natureza feminina 

Em 1941, marcou-se um momento significativo na sociedade brasileira. Durante um processo de regulamentação do esporte no Brasil, foi criado o Conselho Nacional de Desportos (CND). Na época, sob a supervisão do Ministério da Educação e durante a presidência de Getúlio Vargas, foi estabelecido o Decreto-Lei 3199 que oficializou a proibição do futebol feminino. Naquele período havia um debate sobre profissionalização e amadorismo, de forma superficial. Foi nesse contexto que a questão dos esportes femininos se tornou uma preocupação para o CND. O texto do decreto indicava que as mulheres não deveriam praticar esportes que não fossem compatíveis com sua natureza. Embora o futebol não fosse mencionado explicitamente, ele se encaixava nessa restrição. 

Em 1965, sob o governo militar, o decreto-lei foi republicado com mais detalhes. Assim como em 1941, começaram a surgir notícias de mulheres jogando futebol de forma clandestina apesar da proibição. Devido à restrição, há poucos registros disponíveis. Desta vez, o decreto menciona especificamente o futebol feminino. 

Manchete do jornal A Batalha, Rio de Janeiro, 23 jun. 1940 - Créditos: Museu do Futebol
Manchete do jornal A Batalha, Rio de Janeiro, 23 jun. 1940 - Créditos: Museu do Futebol 

Só no final da década de 70 a lei que proibia as mulheres de jogar futebol foi revogada marcando o início de uma nova fase para a modalidade feminina. No entanto o fim da proibição não trouxe uma transformação radical. O futebol feminino ainda carecia de apoio por parte de clubes e federações, não estava regulamentado e continuava enfrentando diversas restrições pelo país. 

Foi apenas em 1983 que a modalidade foi oficialmente regulamentada. Com essa regulamentação, foi possível competir, criar calendários, utilizar estádios e ensinar nas escolas. Clubes como Radar e Saad se destacaram como pioneiros no profissionalismo e foram alguns dos times mais competitivos da época. 

 

O Araguari Atlético Clube 

O Araguari Atlético Clube, de Minas Gerais e primeiro time de futebol feminino registrado no Brasil. Em um episódio da história do futebol brasileiro, Araguari, uma cidade localizada no Triângulo Mineiro se destacou em 1958 por sua ousadia no esporte. Ney Montes, na época diretor do Araguari Atlético Clube atendeu ao pedido do grupo escolar Vicente de Ouro Preto e organizou um jogo beneficente para apoiar a escola pública local. O evento realizado em 19 de dezembro de 1958 surpreendeu ao reunir mais de 40 garotas, muitas das quais participaram do evento às escondidas dos pais.  

Montes formou duas equipes femininas, A e B, com as jogadoras selecionadas, e o sucesso da partida foi tão significativo que o time recebeu convites para jogar contra equipes masculinas em outras cidades do Brasil.  No entanto, a crescente popularidade do time acabou sendo interrompida pelo Decreto-Lei 3199, que proibiu o futebol feminino no país e forçou o fechamento das atividades do Araguari. Mesmo assim, no início de 1959, as jogadoras tiveram a oportunidade de se destacar em uma partida no Estádio Independência, em Belo Horizonte, onde vestiram as camisas dos tradicionais clubes Atlético e América, atraindo a atenção do público  

É possível encontrar um acervo completo sobre o futebol feminino no Museu do Futebol, que está de  cara nova após a reforma. A curadora e diretora técnica Marília Bonas explica que o Museu é hoje um hub do futebol feminino e está em equilíbrio com o que a instituição oferece sobre a modalidade masculina. "O empenho em trazer à tona a história do futebol de mulheres e de jogadoras como Marta e Formiga tornou o Museu uma das fontes de pesquisa mais abundantes sobre o tema". Na exposição renovada, foram incluídas na Sala das Origens imagens raras que mostram mulheres brasileiras jogando futebol a partir de 1920 – por enquanto, os registros mais antigos de que se tem notícia. 

 

 

 

 

 

Liam Lawson assumirá a vaga do australiano na Racing Bulls até o final da temporada
por
Juliana Bertini de Paula
|
02/10/2024 - 12h

 

Na última sexta-feira (29), foi anunciada a rescisão do contrato de Daniel Ricciardo com a Racing Bulls, no meio da temporada, depois da etapa de Singapura na temporada 2024. O piloto experiente, conhecido pelo seu largo sorriso e pelos “shoeys” no pódio, participou de 257 corridas e conseguiu três poles e oito vitórias em sua carreira, sendo uma delas em Mônaco.

 

Ricciardo depois da sua emblemática vitória em Monaco, em 2018. – Foto: Peter Fox/Getty Images
Ricciardo depois da sua emblemática vitória em Monaco, em 2018. – Foto: Peter Fox/Getty Images

 

Liam Lawson foi o promovido para a vaga na equipe. O piloto neozelandês, de 22 anos, já substituiu Ricciardo em 2023, após uma lesão no punho. Na época, o novato teve um bom desempenho, conseguiu eliminar os dois carros da Red Bull em um classificatório e conseguiu pontuar na etapa de Singapura.

 

Trajetória

Daniel Joseph Ricciardo iniciou na Fórmula 1 em 2011, contratado pela Hispania Racing Team, ou HRT, um time de fundo de grid. Naquela temporada, o australiano terminou na penúltima colocação do campeonato, em 27º de 28 classificados, devido à pouca competitividade do carro. Porém, para o ano seguinte, Ricciardo tinha uma vaga garantida na Toro Rosso – equipe afiliada da então campeã, Red Bull Racing.

 

Daniel Ricciardo no seu primeiro ano na Fórmula 1. – Foto: Divulgação/F1
Daniel Ricciardo no seu primeiro ano na Fórmula 1. – Foto: Divulgação/F1

 

O jovem correu por mais dois anos sem obter algum resultado significante, porém quando Mark Webber saiu da Red Bull, uma oportunidade apareceu para Ricciardo. Em 2014, o australiano foi promovido a RBR, de Sebastian Vettel – que era o atual campeão da categoria – foi o companheiro de equipe de Ricciardo. 

No ano da mudança de equipe, os carros deixaram de ser totalmente a combustão e se tornaram híbridos. O australiano se adaptou muito bem a essa atualização e chegou a ser 3º lugar no campeonato de Pilotos e venceu as corridas no Canadá, na Hungria e na Bélgica. Ele terminou o campeonato na quinta colocação, mesmo com a dominância da Mercedes. Ricciardo continuou na Red Bull por mais quatro anos, onde conquistou diversos pódios e vitórias. 

 

Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel em 2014. – Foto: Reprodução/F1
Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel em 2014. – Foto: Reprodução/F1

 

Em 2018, a equipe austríaca assinou um contrato de longo prazo e com diversos benefícios ao jovem talento Max Verstappen. O ano foi conturbado para Daniel que ao mesmo tempo que conseguiu uma vitória brilhante em Mônaco, causou um acidente com Verstappen em Baku, que tirou as duas Red Bulls da corrida – tal acontecimento foi considerado decisivo para a saída de Ricciardo da equipe. 

Daniel Ricciardo em segundo e Max Verstappen em terceiro no Grande Prêmio da Alemanha. – Foto: Divulgação/Red Bull Content Pool
Daniel Ricciardo em segundo e Max Verstappen em terceiro no Grande Prêmio da Alemanha. – Foto: Divulgação/Red Bull Content Pool 

 

No ano seguinte, o australiano assinou com a Renault, uma equipe de meio de grid. A mudança não foi o que Ricciardo esperava e enquanto seu antigo companheiro de equipe conseguia vitórias e pódios, Daniel tentava ficar na zona de pontuação. Em 2020, com um carro melhor, conseguiu dois pódios com a equipe francesa, – no Grande Prêmio da Alemanha e no Grande Prêmio de Ímola, na Itália – e terminou o campeonato na quinta posição. Porém tais melhorias não foram suficientes para manter o piloto na equipe. No ano seguinte, o piloto realizou a mudança para a McLaren.

 

Neste mesmo ano, a série Drive to Survive - programa que mostra os bastidores da Fórmula 1 - da Netflix foi lançada e trazendo bastante destaque para o australiano que rapidamente ganhou a simpatia do público por conta de seu sorriso largo e risada solta. 

 

Ricciardo comemorando um pódio enquanto corria pela Renault. Foto: Reprodução/Renault DP World F1 Team
Ricciardo comemorando um pódio enquanto corria pela Renault. Foto: Reprodução/Renault DP World F1 Team

 

Na equipe inglesa, Daniel não conseguiu se adaptar e muitas vezes terminou atrás do jovem Lando Norris. O talento e o mérito do piloto eram cada vez mais questionado. Mesmo com uma vitória em Monza em 2022, – a primeira da McLaren desde 2012 – o contrato de Ricciardo foi rescindido no meio da temporada, o que o deixou sem assento para o resto do ano e para a temporada seguinte. 

 

Daniel Ricciardo na sua última vitória na F1, em Monza, com a McLaren. – Foto: Peter Fox/Getty Images
Daniel Ricciardo na sua última vitória na F1, em Monza, com a McLaren. – Foto: Peter Fox/Getty Images

 

Em 2023, o piloto estava como reserva na Alpha Tauri, equipe irmã da RedBull, sem uma vaga entre os 20 pilotos titulares da Fórmula 1. Porém, com a saída de Nick DeVries – que era um dos pilotos principais da equipe – por não apresentar bons resultados, o holandês foi substituído por Ricciardo. 

 

Ricciardo já na Alpha Tauri, antiga Racing Bulls. – Foto: Reprodução/Red Bull Content Pool
Ricciardo já na Alpha Tauri, antiga Racing Bulls. – Foto: Reprodução/Red Bull Content Pool

 

O piloto seguiu na Racing Bulls – mesma equipe, mas renomeada – esperando uma oportunidade de ir para a equipe principal e voltar a correr com Max Verstappen. Porém a falta de resultados fez seu contrato ser rescindido no meio da temporada de 2024. 

Oportunidades 

Atualmente, resta apenas uma vaga à disposição de Ricciardo na Fórmula 1 em 2025, na Kick Sauber, porém, o australiano não foi cotado para a posição. Existe também a possibilidade do piloto se aventurar em outras categorias do automobilismo. 

Rodgers brilha em vitória dos Jets, enquanto Chiefs, Bills e Commanders dominaram no encerramento da rodada
por
Jõao Pedro Lindolfo
Juliana Salomão
Kauã Alves
|
01/10/2024 - 12h

Na última semana, pela terceira vez, os times de futebol americano da National Football League (NFL), se enfrentaram durante a temporada regular. Até o momento, apenas Chiefs, Steelers, Vikings, Seahawks e Bills seguem sem derrotas na campanha. Confira mais sobre as partidas:

New York Jets 24 x 3 New England Patriots

Apesar dos seis títulos dos Patriots, a equipe tem enfrentado dificuldades nesta temporada, com apenas uma vitória. O domínio recente dos Jets foi revertido no MetLife Stadium, casa do time verde e branco.

O quarterback dos Patriots, Jacoby Brissett, enfrentou pressão constante, sofrendo diversos sacks, o que comprometeu as tentativas de avançar jardas. Aproveitando as oportunidades no ataque, mesmo diante de uma defesa terrestre consolidada dos Patriots, o wide receiver, Allen Lazard, encontrou espaço e marcou um touchdown.

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Aaron Rodgers e outros jogadores após o touchdown. – Foto: Reprodução/Al Bello/Getty Images

Na campanha seguinte, os Jets ampliaram com um touchdown de Breece Hall. New England reagiu com um field goal de 44 jardas, encerrando sua pontuação na partida.

Embora os Jets tenham desperdiçado um field goal de 45 jardas, Garrett Wilson marcou outro touchdown, em um dos melhores passes aéreos de Rodgers para o wide receiver.

No início da quarta campanha dos Patriots, um fumble agravou ainda mais a situação do time. Os Jets fecharam o placar com um field goal, e, nos últimos 22 segundos, Brissett sofreu outro sack, deixando-o sem oportunidade de ataque e confirmando a derrota.


Tennessee Titans 14 x 30 Green Bay Packers

Com o quarterback titular, Jordan Love, ainda machucado, o reserva Malik Willis — ex-jogador dos Titans — tem mostrado seu potencial em campo. Mesmo atuando como visitantes no Nissan Stadium, os Packers começaram bem com o wide receiver, Jayden Reed, ganhando jardas importantes em conexão com Willis. Na segunda tentativa para o touchdown, o quarterback encontrou uma oportunidade e entrou na endzone, abrindo o placar.

Will Levis, quarterback dos Titans, respondeu com um passe play-action – fingindo entregar a bola ao running back, mas passando para outro jogador – garantindo o first down e ganhando muitas jardas. Com menos de uma jarda restante, o tight end, Nick Vannett marcou o primeiro touchdown dos mandantes.

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Jaire Alexander, cornerback, consegue interceptar os Tintans e logo após marca um touchdown. – Foto: Reprodução/Instagram @packers

Willis, frequentemente pressionado, encontrou espaço para ganhar jardas com corridas, já que as opções de passe estavam limitadas. Por outro lado, Levis enfrentou dificuldades com a linha ofensiva dos Titans, sofrendo múltiplos sacks.

Nas últimas campanhas, os Titans sofreram um fumble e uma interceptação, o que permitiu aos Packers consolidarem a vitória.

New Orleans Saints 12 x 15 Philadelphia Eagles

Com um novo coordenador ofensivo, os Saints tentaram inovar no ataque durante o jogo no Caesars Superdome, mas logo no início Jalen Carter, defensive tackle dos Eagles, desviou um passe do quarterback, Derek Carr.

O placar foi aberto pelos Saints, com um field goal de Blake Grupe, que quase errou o chute. Logo em seguida, no ataque dos Eagles, o quarterback, Jalen Hurts foi sacado, perdendo jardas.

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Foster Moreau, tight end, durante o ataque dos Saints. – Foto: Reprodução/Gus Stark/Getty Images


No segundo quarto, Hurts tentou um passe para DeVonta Smith, wide receiver, na endzone, mas foi interceptado pela defesa dos Saints. No entanto, a defesa dos Eagles rapidamente respondeu desviando outro passe de Carr. Porém, logo após, Barkley então encontrou espaço pela esquerda e correu até a endzone, marcando o primeiro touchdown da partida. 

Na red zone, Derek Carr conectou um passe com Chris Olave, wide receiver, marcando um touchdown após uma falha de comunicação da defesa dos Eagles. Os Saints tentaram uma conversão de dois pontos, mas sem sucesso.

Em resposta, o tight end, Dallas Goedert conseguiu o first down, e na sequência, Barkley marcou outro touchdown. Os Eagles optaram pela conversão de dois pontos, que Barkley converteu, colocando o time à frente. Nos minutos finais, Carr foi interceptado, garantindo a vitória dos Eagles.

Tampa Bay Buccaneers 7 x 26 Denver Broncos 

Em tarde iluminada de Bo Nix, os Broncos visitaram os Buccaneers e venceram a primeira partida na temporada. O primeiro touchdown da partida veio logo no início do primeiro quarto. Após boas conexões com Josh Reynolds ao longo da campanha, Bo Nix teve a bola na linha de quatro jardas e decidiu correr para a endzone, abrindo o placar no Raymond James Stadium. 

Com um ataque marcado por muitos erros, os Bucs só entraram na partida no final do segundo quarto. Com duas ótimas corridas de Bucky Irving, os donos da casa chegaram à redzone, e marcaram o seu touchdown com um passe do quarterback Baker Mayfield encontrando Chris Godwin. 

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O quarterback calouro, Bo Nix, durante o ataque dos Broncos. – Foto: Kim Klement/Sports Illustrated

A grata surpresa para o torcedor dos Broncos foi o bom desempenho da linha ofensiva, que pressionou o Baker Mayfield e forçou erros do ataque adversário. O kicker Will Lutz ainda converteu 2 field goals nos últimos quartos da partida, aumentando a vantagem do placar para Denver, 26 a 07. 

Seattle Seahawks 24 x 3 Miami Dolphins

O jogo entre Seahawks e Dolphins começou com o quarterback, Geno Smith, conectando um passe para o wide receiver Tyler Lockett, garantindo o first down no Lumen Field. Sem conseguir avançar para o touchdown, Seattle marcou os primeiros três pontos com um field goal de 56 jardas.

Com a ausência de Tua Tagovailoa, quarterback titular, o Miami Dolphins enfrentou dificuldades ofensivas. Skylar Thompson, substituto como quarterback, fez um passe para o running back De'Von Achane, conseguindo uma primeira descida. Porém, o kicker Jason Sanders errou um chute de 57 jardas, deixando o placar zerado.

Zach Charbonnet, running back dos Seahawks, substituindo Kenneth Walker III, marcou dois touchdowns. O único ponto de Miami veio de um field goal de 23 jardas de Sanders. 

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Charbonnet após marcar a primeira descida no quarto período. – Foto: Reprodução/Rio Giancarlo/Getty Images

No final, DK Metcalf correu mais de 30 jardas para fechar o placar com outro touchdown, consolidando a vitória de Seattle. Nos minutos finais, Miami não conseguiu reagir, encerrando a partida com domínio dos Seahawks.

Atlanta Falcons 17 x 22 Kansas City Chiefs

Os atuais bicampeões do Super Bowl, Kansas City Chiefs, seguem invictos na temporada. No primeiro jogo fora de casa, no Mercedes-Benz Stadium, a equipe começou com uma defesa agressiva, forçando os Falcons a adotar estratégias de jogo terrestre.

Com quatro minutos no relógio, o quarterback dos Falcons, Kirk Cousins, conectou um passe para o wide receiver, Drake London na endzone, sem marcação, e abriu o placar. No final do primeiro quarto, Patrick Mahomes, quarterback dos Chiefs, sofreu uma interceptação na endzone, o primeiro turnover da partida.

No segundo quarto, a linha ofensiva dos Chiefs se ajustou mais no jogo, e Mahomes encontrou o wide receiver, Rashee Rice para um touchdown, seguido por field goals que mantiveram o time no jogo. Cousins respondeu levando os Falcons até a linha de uma jarda, onde o running back Bijan Robinson marcou mais um touchdown

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Rice, wide receiver, um dos principais jogadores da partida durante o ataque dos Chiefs. Reprodução: Kevin C. Cox/Getty Images

Mahomes fechou o placar com um passe para JuJu Smith-Schuster, que correu livre pelo meio do campo para mais um touchdown, embora o kicker tenha desperdiçado o ponto extra. Nos minutos finais, os Falcons não conseguiram avançar e falharam em converter uma terceira descida, garantindo a vitória dos Chiefs.

Cleveland Browns 15 x 21 New York Giants 

O New York Giants começou a temporada em meio ao caos, com muitos questionando se o quarterback Daniel Jones seria mantido como titular após as duas primeiras semanas decepcionantes. No entanto, o time reagiu após cometer um erro no início da partida contra o Cleveland Browns, quando já perdia por 7-0. Daniel Jones, até então criticado, terminou o jogo com 24 passes completados de 34 tentativas, acumulando 236 jardas e dois touchdowns. O novato Malik Nabers se destacou com oito recepções para 78 jardas, tornando-se uma arma valiosa em uma equipe que carecia de opções ofensivas consistentes.

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O novato Malik Nabers disputa a bola com os defensores do Browns.  – Foto: Reprodução/Nic Antaya/Getty Images

Enquanto isso, o quarterback dos Browns, Deshaun Watson, continuou em apuros, com um  desempenho ruim, de 196 jardas em 21 de 37 passes e uma média baixa de 5,3 jardas por tentativa. A ineficácia do ataque aéreo de Cleveland ficou explicita, e o time ainda não conseguiu ultrapassar a marca de 20 pontos na temporada. A situação foi agravada pela péssima performance da linha ofensiva, que permitiu seis sacks contra os Cowboys e outros oito contra os Giants. Sob pressão constante, Watson tem poucas chances de reverter o panorama, e o ataque dos Browns parece cada vez mais distante de funcionar.

Pittsburgh Steelers 20 x 10 Los Angeles Chargers 

Os Chargers enfrentaram uma série de lesões que prejudicaram sua performance. Joey Bosa (quadril) e Justin Herbert (tornozelo), que já estavam machucados antes da partida, saíram do jogo mais cedo devido à piora dessas lesões. Além disso, os tackles Joe Alt (joelho) e Rashawn Slater (peitoral) também foram forçados a sair. Já os Steelers, contaram com uma atuação sólida de Justin Fields, que completou 25 de 32 passes para 245 jardas e um touchdown

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O linebacker Patrick Queene o tackle Keanu Benton realizam um sack no quarterback Justin Herbert. – Foto: Karl Roser/ Pittsburgh Steelers

O destaque positivo foi Calvin Austin III, que, após uma participação limitada nas primeiras semanas, brilhou com quatro recepções para 95 jardas, incluindo um touchdown de 55 jardas que garantiu a vitória. Em contrapartida, J.K. Dobbins, que liderava a liga com 266 jardas terrestres antes da partida, teve um desempenho abaixo do esperado, correndo apenas 44 jardas em 15 tentativas, com média de 2,9 jardas. Se os Chargers quiserem vencer adversários fortes, Dobbins precisará ser mais impactante, o que não aconteceu contra a forte defesa dos Steelers.

Baltimore Ravens 28 x 25 Dallas Cowboys

Os Cowboys pagaram caro por uma offseason sem grandes movimentações. Após uma derrota em casa contra os Saints, o time repetiu o desempenho ruim no domingo, sendo dominado pelo Baltimore Ravens. Lamar Jackson completou 12 de 15 passes para 182 jardas, enquanto os Ravens correram para impressionantes 274 jardas. Para Baltimore, a vitória era crucial, e agora o time se prepara para enfrentar o Buffalo Bills no próximo Sunday Night Football.

O destaque foi Derrick Henry, que, após jogos irregulares contra os Chiefs e Raiders, brilhou contra Dallas com 25 corridas para 151 jardas e dois touchdowns. Ele foi fundamental para o ataque de Baltimore enquanto a linha ofensiva ajustava seus problemas.

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O running back do Baltimore Ravens, Derrick Henry, corre com a bola enquanto Jourdan Lewis, Eric Kendricks, no chão, e Donovan Wilson, do Dallas Cowboys, tentam derrubá-lo – Foto: Julio Cortez

Por outro lado, o técnico dos Cowboys, Mike Zimmer, precisa encontrar soluções rapidamente. O time não forçou um único punt na derrota de 44-19 contra os Saints e foi novamente esmagado pelos Ravens, que conseguiram 7,6 jardas por jogada e 456 jardas totais. Com um ataque enfraquecido pela inércia do dono Jerry Jones, a defesa é a única esperança de Dallas. 

Los Angeles Rams 27 x 24 San Francisco 49ers

Os 49ers de San Francisco têm lutado para sobreviver às lesões neste início de temporada. Até os dois minutos finais no SoFi Stadium, eles conseguiram se manter firmes. No entanto, Jake Moody errou um field goal de 55 jardas, a defesa se desestruturou, e o Los Angeles Rams garantiu uma vitória crucial. Mesmo sem Puka Nacua e Cooper Kupp, Matthew Stafford lançou para 221 jardas e um touchdown, com média de 8,5 jardas por tentativa, enquanto Kyren Williams marcou dois touchdowns. Embora os Rams ainda tenham questões a resolver, a vitória trouxe alívio e renovação.

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O quarterback Matthew Stafford, do Los Angeles Rams, faz a entrega de bola para Kyren Williams. – Foto: Kevork Djansezian/Getty Images

O destaque foi Jauan Jennings, que brilhou na ausência de George Kittle e Deebo Samuel. Ele registrou 11 recepções para 175 jardas e três touchdowns, mostrando seu valor como um dos melhores terceiros recebedores da NFL.

Por outro lado, a defesa dos 49ers ficou abaixo das expectativas. Na semana anterior, eles permitiram 403 jardas aos Vikings na derrota por 23-17, e contra um Rams desfalcado, cederam dez pontos no últimos dois minutos de jogo. O esforço geral da defesa não foi terrível, mas insuficiente, considerando que o ataque estava sem três de suas estrelas principais.

Buffalo Bills 41 x 10 Jacksonville Jaguars

Josh Allen dominou a defesa de Jacksonville desde o início do jogo. Allen completou 23 de 30 passes para 263 jardas e quatro touchdowns, distribuindo a bola para 10 recebedores diferentes e touchdowns para quatro deles – Dalton Kincaid, Keon Coleman, Khalil Shakir e Ty Johnson. Ele esteve no controle da partida o tempo todo.

O ataque de Buffalo começou forte, marcou touchdowns em cada um dos seus primeiros cinco drives. Essas posses resultaram em 10 jogadas para 70 jardas, 11 jogadas para 65 jardas, oito jogadas para 68 jardas, cinco jogadas para 41 jardas e outras cinco para 64 jardas. Eles avançaram com facilidade pelo campo, sem esforço aparente. Só no quarto período o time deixou de pontuar em um drive, e, naquela altura, já lideravam por 27 pontos. 

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O quarterback do Buffalo Bills, Josh Allen, entrega a bola para o running back James Cook contra os Jacksonville Jaguars. – Foto: Gregory Fisher

No outro lado da bola, a situação não foi muito diferente. Trevor Lawrence completou apenas 10 de 22 passes para 59 jardas e uma interceptação no primeiro tempo, e essa estatística mal descreve o quão ineficaz foi o ataque de Jacksonville. Lawrence só conseguiu algum progresso quando o jogo já estava completamente fora de alcance. O ataque moveu a bola em alguns drives contra uma defesa que estava apenas tentou gastar o tempo. 

Mesmo assim, essa defesa ainda conseguiu parar Jacksonville, exceto por uma posse. O wide receiver Gabe Davis se machucou no final do jogo enquanto bloqueava em uma jogada de "bubble screen", quando os Jaguars já perdiam por 37 pontos.

Indianapolis Colts 21 x 16 Chicago Bears

O Indianapolis Colts venceram o Chicago Bears no Lucas Oil Stadium, e conquistaram a primeira vitória da temporada. Em jogo marcado por erros de ambos os quarterbacks, os Colts contaram com a estrela do running back Jonathan Taylor e da sua secundária para vencer o jogo.

O quarterback calouro dos Bears, Caleb Willians, conseguiu boas conexões, somando 368 jardas passadas. Porém, o camisa número 18 não suportou a pressão defensiva de Indianapolis e sofreu duas interceptações decisivas na partida. No lado dos donos da casa, Anthony Richards não brilhou, mas entendeu cedo que o jogo corrido levaria o Colts para a vitória. 

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Jonathan Taylor correndo para o touchdown no Lucas Oil Stadium. – Foto: Reprodução/ESPN

No último quarto, os Bears ensaiaram uma reação e Caleb Willians deu seu primeiro passe para touchdown da carreira. Mas não foi o suficiente para impedir a derrota, com dois touchdowns de Jonathan Taylor e um de Trey Sermon, o time da casa abriu boa vantagem no último quarto e matou o jogo, 21 a 16.

Minnesota Vikings 34 x 7 Houston Texans 

Vikings venceram os Texans em Minnesota, chegaram a terceira vitória seguida e mantém a invencibilidade. A ótima atuação de Sam Darnold foi o destaque no U.S. Bank Stadium, com quatro passes para touchdown e 181 jardas, ele liderou o time de Minnesota para a vitória. 

Cj Stroud teve sua pior atuação desde que estreou na liga. O calouro sofreu duas interceptações e achou um passe para Cam Akers apenas no terceiro quarto, perdendo de 21 x 0. Essa atuação ruim tem como principal motivo a pressão bem feita da defesa dos Vikings, liderada pelo técnico Brian Flores, sufocaram por todo tempo o quarterback dos Texans. 

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Sam Darnold fugindo de sack de Anderson Jr. – Foto: Abbie Parr/AP

No terceiro quarto, Sam Darnold chegou a dar um susto nos mais de 60 mil torcedores dos Vikings presentes no estádio. Após receber um tackle abaixo do joelho, o camisa número 14 saiu mancando e chegou a se deitar no chão com as mãos na perna esquerda. 

Os Texans anotaram apenas um touchdown em uma conexão de CJ com Cam Akers, mas no último quarto os donos da casa se mostraram superiores e venceram o jogo. Com Justin Jefferson, Jalen Nailor, Johnny Mundt e Aaron Jones, Minnesota somou seus 4 touchdowns na partida. 

Las Vegas Raiders 22 x 36 Carolina Panthers 

Com novo quarterback titular, Panthers surpreenderam os Raiders fora de casa e venceram a primeira na temporada. Após duas derrotas nas primeiras semanas, o time de Carolina decidiu substituir o calouro Bryce Young pelo veterano Andy Dalton. 

Em sua primeira campanha como titular na temporada, Andy Dalton, de 36 anos, conectou Chuba Hubbard para abrir o placar. Na sequência, os Raiders fizeram um touchdown corrido com Alexander Mattison para deixar tudo empatado. O jogo que parecia bem nivelado, rapidamente se mostrou controlado pelos Panthers, que dominaram as ações ofensivas e enfileiraram dois touchdowns no segundo quarto.
 

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Dalton e Ja'Tavion comemoram touchdown em Las Vegas. – Foto: Corey Perrine

Andy Dalton foi o dono do jogo na cidade dos cassinos. Com três passes para touchdown e 319 jardas aéreas, o camisa 14 se colocou na briga pela titularidade. No último quarto, o jogo já estava resolvido para os Panthers com 33 pontos no placar, quando os Raiders marcaram dois touchdowns em uma defesa que já estava se poupando.

A conta fechou em 36 a 22 para o lanterna da conferência nacional. Agora os Panthers voltam para a briga do titular da divisão, e tem uma briga interna pela titularidade,que será boa de assistir. 

Arizona Cardinals 13 x 20 Detroit Lions

Os Lions visitaram os Cardinals no State Farm Stadium, e venceram a segunda na temporada. Em jogo pouco movimentado, Jared Goff, quarterback de Detroit, liderou o time com dois touchdowns e 199 jardas lançadas. 

Os Lions lideraram o placar em todo o jogo. O running back, David Montgomery, foi o destaque ofensivo da equipe, correu 105 jardas e anotou o primeiro touchdown da partida, ainda no primeiro quarto. Logo em seguida, os Cardinals empataram o jogo com uma ótima conexão da dupla Kyler Murray e Marvin Harrison Jr.

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Jared Goff em ação contra os Cardinals. – Foto: Reprodução/Facebook/Detroit Lions

No início do segundo quarto, os Lions voltaram à frente do placar anotando dois touchdowns com Jared Goff encontrando Amon-Ra, e depois em jogada criativa, o quarterback de Detroit encontrou novamente Amon-Ra, que fez a recepção, e deu um passe para trás. encontrando Jahmyr Gibbs, touchdown.

Nos últimos dois quartos, os times caíram de produção e os quarterbacks distribuíram interceptações, uma para cada lado. Matt Prater ainda converteu dois longos field goals para o time da casa, mas não foram o suficiente para evitar a derrota.

Cincinnati Bengals 33 x 38 Washington Commanders

Em casa, Cincinnati Bengals foi derrotado pelos Washington Commanders e chegaram a três derrotas consecutivas nessa temporada. Precisando vencer sua primeira, Joe Burrow chegou pressionado ao Paycor Stadium.

Mas nem a ótima atuação do quarterback foi capaz de salvar os Bengals, com três passes para touchdowns, ele fez a equipe evoluir e ganhar jardas, porém os erros na redzone custaram a primeira vitória do ano. 

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Joe Burrow durante Washington Commanders x Cincinnati Bengals. – Foto: Andy Lyons 

Por outro lado, os Commanders sairam mais fortes do confronto. Embalados após vencerem os Giants, o quarterback de Washington, Jayden Daniels, de apenas 23 anos, cumpriu seu papel. Com o jogo terrestre encaixado, Austin Ekeler e Brian Robinson Jr anotaram um touchdown cada para aumentar a distância do placar.

O time dos Bengals agora amarga a terceira derrota seguida, e vê uma vaga nos playoffs cada vez mais distante.

Os tradicionais se vingaram da derrota na fase de grupos
por
Ana Clara Souza
Pedro Premero
|
02/10/2024 - 12h

 

paiN agradece a torcida após vitória - Foto: CBLOL/flickr
paiN agradece a torcida após vitória - Foto: CBLOL/flickr

 

Nesta quarta-feira (18) começaram os playoffs do Americas Challengers. A paiN Gaming mostrou por que foi líder na fase de grupos e ganhou da Vivo Keyd Stars com tranquilidade, por 2 a 0. No outro confronto do dia, a Fear X Starforge teve uma vitória suada contra a Fuego, 2 a 1 para os norte-americanos. Os Tradicionais enfrentarão a FXS na final da chave superior. Já a VKS jogará pela sua permanência contra a Fuego. Confira mais detalhes das séries:

 

paiN Gaming x Vivo Keyd Stars

 

Jogo 1 - Cadê os Guerreiros?

A paiN controlou a VKS do começo ao fim. Desde o início do jogo os Tradicionais encontraram boas movimentações, que gerou uma grande vantagem para a equipe. As lutas foram o ponto chave para que a paiN conseguisse o domínio da partida. Com seu Azir, Qats fazia toda luta ficar à favor de sua equipe. Apenas um barão foi necessário para a paiN invadir a base e destruir o nexus.

MVP: Qats (Azir) 10/0/5

 

Jogo 2 - Vingança completa

Apesar do início equilibrado, a paiN se mostrou uma equipe organizada e, mais uma vez, não deu chances para a Keyd. Embora tenham cometido alguns deslizes, os Tradicionais se recuperaram com ótimas team fights e mostraram ser um ponto forte da equipe. Com mais uma boa luta na rota do meio, a paiN fechou a série e avançou de fase.

MVP: Tatu (Xin Zhao) 5/0/12

 

Fuego x Fear X Starforge

 

Jogo 1 - Decidido em uma fight

A série começou com uma composição inusitada por parte da Fuego: Ziggs, Tristana, Poppy e Amumu, campeões de Yordle, apareceram ao lado da Leona. O início do jogo foi promissor para a comp dos baixinhos, enquanto os adversários apenas respondiam ao avanço. Mataz (Amumu) colocava pressão no outro jungler e abria a vantagem de ouro. Contudo, uma decisão errada de lutar em um momento inoportuno custou caro à Fuego, e a FXS aproveitou a brecha para vencer a teamfight e marchar em direção ao Nexus, garantindo a vitória.

MVP: Phillip (Olaf) 5/2/0

 

Jogo 2 - Aos tropeços, Fuego se recupera na série

De volta a Summoner's Rift, o jungler eXyu sofreu novamente nos primeiros minutos da partida, revelando a fragilidade do early game da sua equipe. A Fuego aproveitou e pressionou a Fear X, ficando a frente em todas as lanes, mas teve dificuldades para fechar a partida, mesmo com o ouro a seu favor. Dessa vez, porém, a equipe soube administrar melhor sua vantagem e não repetiu o erro do jogo anterior para buscar o empatar na série.

MVP: Mataz (Jarvan IV) 1/1/17 

 

Jogo 3 - De volta no jogo

Na última e decisiva partida, a FXS entrou com uma postura diferente dos outros jogos. A equipe norte-americana assumiu o controle da partida quando ganharam a vantagem em ouro, aos 23 minutos, conquistou os objetivos do mapa, levou mais torres e teve o um melhor desempenho nas fights. Sem cometer erros, a Feat X Starforge garantiu a vitória e fechou a série por 2 a 1.

MVP: Ablazeolive (Hwei) 6/1/13

 

 


 

Glossário

 

Ace: Quando uma equipe abate todos os jogadores do time adversário

Barão: um dos principais objetivos do jogo, após sua execução, cada jogador aliado recebe mais dano de ataque, e retorno acelerado à base.

Bot: posição no mapa.

Buff: mais forte

Comp: abreviação de ‘composition’, que significa composição, e refere-se ao conjunto de campeões escolhidos pelo time

Dive: Tentativa de matar o adversário na torre dele

Engage: Iniciação

Even: igual

Farm: quantidade de tropas e monstros da selva abatido pelo jogador

Fight: luta

Gold: ouro

Jungler: caçador

Lane: Rota na qual os jogadores se deslocam

Late game: terceira fase do jogo, quando passa dos 30 minutos, campeões que precisam de mais itens para ficar forte, ou personagens como Smolder, Veigar e Nasus, são mais fortes nessa etapa da partida

Match up: Confronto direto entre os campeões de cada rota, por exemplo, Garen x Darius (Top), Orianna x Syndra (Mid)…

MVP: Sigla de Most Valuable Player, que indica o melhor jogador da partida

Nexus: Estrutura na qual a equipe precisa destruir para ganhar a partida

Over: Quando uma das equipes estende demais uma jogada que já era para ter acabado.

Patch: Atualizações que ocorrem a cada duas semanas para balancear o jogo e adicionar conteúdo

Pick off: emboscar e matar um jogador isolado da equipe adversária

Play: Jogada

Seed: classificação inicial de uma equipe em um torneio, com com base no desempenho regional e ou internacional anterior

Snowball: Efeito bola de neve

Summoner's Rift: é um dos mapas mais importantes em que acontece o jogo,  utilizado nos campeonatos profissionais

Winners bracket: Chave dos vencedores

Yordle: espécie de personagens do LOL que normalmente aparecem como criaturas baixas, peludas e bípedes