Nesta segunda-feira (18), o técnico da seleção brasileira Carlo Ancelotti revelou no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, a lista oficial dos jogadores que irão representar o Brasil na Copa do Mundo 2026. Ancelotti convocou 26 nomes de atletas que atuam em diferentes países e ligas. Jogadores como Marquinhos, Alisson e Casemiro já eram esperados e aparecem como titulares.
Antes da estreia na competição no dia 13 de junho, os convocados entrarão em campo mais duas vezes nas próximas semanas para amistosos. Primeiro contra o Panamá, no dia 31 de maio e, depois, contra o Egito, em 06 de junho. As partidas devem oficializar a atuação do elenco escolhido por Ancelotti e mostrar o que se pode esperar da equipe que lutará pela conquista do hexacampeonato.
Para além do momento de revelação dos nomes, a cerimônia foi marcante. Abriu o evento um mini musical, responsável por contar a história dos cinco títulos brasileiro com teatro e marchinhas temáticas.
Ainda houve homenagens a Pelé e Zagallo, apresentação da música oficial do Brasil para a Copa e um show do cantor de pagode Dilsinho. Representantes da CBF também trouxeram à cena a Copa do Mundo feminina, que acontecerá no Brasil, em 2027.
Convocados
No gol, a mídia e a torcida já consideravam Alisson (Liverpool) uma certeza. Ederson (Fenerbahçe) e Weverton (Grêmio) assumiram as duas outras vagas para a posição.
Para a defesa, o italiano chamou Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG) e Wesley (Roma).
Os meio-campistas selecionados foram Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo Santos (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Lucas Paquetá (Flamengo).
No ataque, Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vini Jr. (Real Madrid).
Endrick, que vem acumulando uma boa atuação no clube francês e já jogou com a Amarelinha em outros momentos, era um dos nomes mais cotados para ocupar a posição na equipe. Neymar, símbolo de polarização que dominou o debate esportivo às vésperas da convocação, foi motivo de comemoração ao ter seu nome pronunciado pelo técnico.
Ainda não se sabe se o craque será titular nem durante a competição nem nos amistosos.
Para os torcedores, os nomes que mais fizeram falta na lista foram o de Hugo Souza (Corinthians) como goleiro e o de João Pedro (Chelsea) como atacante. Baixas por lesão também deixaram nomes famosos como Estevão (Chelsea), Rodrygo (Real Madrid) e Éder Militão (Real Madrid) de fora da competição.
A última vez que o clube havia levantado a Premier League foi em 2003/04, na histórica campanha dos “Invencíveis”, equipe treinada por Arsène Wenger que conquistou o campeonato inglês sem perder uma única partida, feito inédito na era Premier League e considerado até hoje um dos maiores marcos da história do futebol inglês.
Desde então, o Arsenal viveu anos de instabilidade. O clube seguiu competitivo em alguns momentos, mas passou a conviver com eliminações dolorosas, temporadas fora da Champions League e derrotas marcantes, como a final da Europa League de 2019 contra o Chelsea. Enquanto isso, rivais cresceram no cenário europeu, incluindo o próprio Chelsea e o Tottenham, principal rival do norte de Londres.
A reconstrução começou em dezembro de 2019, com a chegada de Arteta. O treinador espanhol assumiu um elenco desequilibrado e um ambiente sem confiança, mas desde o início deixou clara a ideia de reconstruir o clube a longo prazo. Mesmo pressionada pelas críticas e pelos resultados irregulares nas primeiras temporadas, a diretoria manteve apoio ao comandante.
Enquanto boa parte do futebol inglês chamava o Arsenal de “Bottle Job”, expressão usada para definir equipes que desperdiçam vantagens importantes em disputas por títulos e que ficou popularmente associada ao termo “pipoqueiro” entre torcedores brasileiros, o clube seguiu apostando na continuidade do projeto.
O primeiro passo importante aconteceu ainda em 2020, com a conquista da FA Cup. O título não recolocou imediatamente os Gunners entre os favoritos da Europa, mas deu estabilidade ao trabalho da comissão técnica e permitiu que o clube começasse uma reformulação mais profunda no elenco.
Ao mesmo tempo, Arteta começava a construir a identidade da equipe. Um dos principais símbolos dessa transformação foi Bukayo Saka. Revelado em Hale End, academia de base do Arsenal, o inglês atuava originalmente como lateral esquerdo, mas foi transformado pelo treinador em ponta direita. A mudança acelerou a evolução do jogador, que rapidamente se consolidou como um dos principais nomes do futebol europeu.
A reformulação também passou pelo mercado. Em 2019, Gabriel Martinelli veio do Ituano após destaque no campeonato paulista. Gabriel Magalhães assumiu protagonismo defensivo, enquanto Martin Ødegaard encontrou no clube londrino o espaço para se transformar em capitão e referência técnica.
Mais tarde, jogadores como Gabriel Jesus, Kai Havertz e Declan Rice chegaram trazendo não apenas qualidade técnica, mas também experiência em grandes decisões e mentalidade vencedora.
Mesmo assim, o Arsenal precisou lidar com várias frustrações antes da conquista do título. Na temporada 2022/23, os Gunners lideraram grande parte da Premier League, mas perderam rendimento na reta final e viram o Manchester City assumir a liderança. No ano seguinte, o roteiro se repetiu. O time voltou a disputar o campeonato até as últimas rodadas, mas novamente terminou atrás da equipe comandada por Pep Guardiola.
As derrotas, porém, acabaram moldando o elenco. Com o passar das temporadas, Arteta modificou a estrutura da equipe. O Arsenal passou a depender menos de um futebol ofensivo constante e se tornou um time mais sólido defensivamente. A dupla formada por William Saliba e Gabriel Magalhães virou uma das mais consistentes da Europa, enquanto as bolas paradas lideradas por Nikolas Jover, passaram a ser uma das principais armas ofensivas da equipe.
Para a atual temporada, o clube aumentou ainda mais o investimento. Martín Zubimendi, Viktor Gyökeres, Eberechi Eze e Noni Madueke chegaram para reforçar um elenco que já era considerado um dos mais fortes da Inglaterra.
Apesar da confiança mantida durante os últimos anos, a temporada também aumentou a pressão sobre o treinador espanhol. Era agora ou nunca para Arteta.
O início da campanha mostrou um Arsenal diferente dos anos anteriores. O time talvez não encantasse como em temporadas passadas, mas se tornou mais maduro e competitivo. A equipe sofreu poucos gols, manteve regularidade durante grande parte da Premier League e suportou momentos de pressão que anteriormente abalavam o elenco.
Os números da campanha, porém, ajudam a explicar o sucesso do Arsenal na temporada. Em 37 jogos, os Gunners somaram 25 vitórias, sete empates e apenas cinco derrotas. Além disso, a equipe terminou a competição com a melhor defesa da Premier League, sofrendo apenas 26 gols.
No setor ofensivo, Viktor Gyökeres terminou como artilheiro do clube no campeonato, com 14 gols marcados, enquanto Martin Ødegaard e Leandro Trossard dividiram a liderança de assistências da equipe, ambos com seis.
Mesmo após derrotas importantes para o Manchester City e a perda da final da Carabao Cup, o elenco não perdeu estabilidade emocional na reta decisiva da temporada.
A confirmação do título veio sem o Arsenal entrar em campo.O empate do Manchester City diante do Bournemouth garantiu matematicamente a conquista para os Gunners e transformou os arredores do Emirates Stadium em uma grande comemoração. Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram milhares de torcedores tomando as ruas do bairro londrino enquanto os jogadores acompanhavam a partida decisiva do vestiário. Confira!
Após o apito final, a festa atravessou a madrugada.
O título também consolida personagens importantes da reconstrução do clube. Gabriel Jesus deixou o Manchester City para participar do projeto liderado por Arteta. Gabriel Magalhães superou críticas em temporadas anteriores para se tornar um dos melhores zagueiros do futebol europeu. Martinelli saiu do futebol brasileiro para participar diretamente da retomada do Arsenal. Já Saka e Ødegaard assumiram o protagonismo técnico e simbólico da equipe nos últimos anos.
No dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília), o clube tenta transformar a temporada histórica em algo ainda maior. No Púskas Arena, em Budapeste, Hungria, os Gunners enfrentam o Paris Saint-Germain F.C. na final da UEFA Champions League em busca de um título inédito, algo que nem mesmo Wenger conseguiu conquistar durante sua histórica passagem pelo Arsenal.
Nos dias 9 e 10 de maio, os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro disputaram a 15ª rodada. Apenas cinco times venceram, pois metade dos confrontos terminaram empatados.
Coritiba 2 X 2 Internacional
No primeiro jogo da rodada, às 16h do último sábado (09), o Coritiba recebeu o Internacional no Couto Pereira, na capital paranaense. O jogo prometia ser uma partida complicada para as duas equipes, que estão emboladas na tabela. O Coxa vinha de uma dura derrota contra o Vitória fora de casa, enquanto o Inter tentava emplacar mais uma vitória após bom jogo contra o Fluminense.
Na saída de bola do primeiro tempo, o Colorado, em ótima jogada, conseguiu demonstrar perigo, mas foi parado pela defesa fácil de Rochet. Aos 21 minutos, em contra-ataque, os visitantes sofreram mais um susto. Bernabei finalizou, mas foi bloqueado, a bola caiu nos pés do Carbonero livre dentro da área, porém ele pecou na finalização e isolou a bola.
O placar foi aberto aos 28 minutos pelo Coxa. Em jogada de transição, Josué lançou para Lavega, que dominou na entrada da área, caprichou na finalização e venceu Rochet. Após o gol, o jogo ficou mais truncado, sem muitas grandes chances, com o Colorado tentando empatar, mas com muita dificuldade no ataque.
No segundo tempo, o Inter começou a se impor e dominar a partida, e logo em cruzamento de Bruno Henrique, Félix Torres cabeceou no canto, mas com pouca força, o que possibilitou Jaci evitar o empate com incrível defesa. No minuto 16, o técnico Paulo Pezzolano colocou Borré no lugar Matheus Bahia. Oito minutos depois, em bagunça dentro da área, o atacante empatou para a equipe colorada após falha do zagueiro Jaci.
Depois do gol, o Inter começou a sufocar mais, tendo 75% de posse na segunda etapa, mas foi castigado aos 39. Em cruzamento de Tinga, Moledo cabeceou e aplicou a lei do ex. Quatro minutos depois, Renato Marques entrou livre na área e teve a chance de decretar a vitória do Coxa, mas foi parado pelo travessão.
Como o futebol não perdoa, no último lance da partida, em outra lambança da defesa, o Colorado empatou. Vitinho chutou, mas foi parado por Jaci, que não contava com a sobra de bola, aproveitada por Félix Torres que igualou o marcador.
Com o fim da rodada, O Coritiba fica na nona colocação, com 20 pontos, estando apenas à três pontos da zona de rebaixamento. Já o Inter amarga a 14° posição e está sufocado à beira da zona, com 18 pontos.
Fluminense 2 X 2 Vitória
Às 18h do último sábado (09), o Fluminense empatou com o Vitória em 2 a 2 no Maracanã, no Rio de (RJ). O Tricolor, que mesmo em péssimo momento do ano, sendo lanterna de seu grupo na Copa Libertadores e com duas derrotas nos últimos quatro jogos no Brasileiro, entrava em campo brigando pela segunda colocação na tabela.
Pelo momento conturbado, o trabalho do técnico Luis Zubeldia no clube carioca nunca esteve tanto sob pressão. Para a partida, Zuba colocou o time titular em campo, com exceção do zagueiro Jemmes, suspenso, e o multicampeão e cria das categorias de base do clube, Martinelli, que vem sofrendo com dores na coxa e está sendo analisado pelo núcleo de saúde do clube para a possibilidade de uma lesão.
No lado do Rubro-Negro baiano, Jair Ventura teve que realizar diversas mudanças. No lugar de Matheusinho, destaque da equipe que estava suspenso para o confronto, entrou o volante Zé Vitor. Cacá, zagueiro emprestado pelo Corinthians ao Vitória também estava fora por desconforto muscular, e foi substituído por Edenilson.
Após o apito inicial, nenhuma das equipes conseguiu se destacar no jogo, em que ambos arriscaram de longe, na falta de chances claras. Isso mudou aos 35 minutos, quando, depois da bola sobrar no pé de John Kennedy após uma disputa no escanteio, o atacante chutou cruzado para abrir o placar para o Flu. Mesmo com o 1 a 0, o primeiro tempo acabou equilibrado.
Na segunda etapa, o Flu dominou as ações do jogo, em ataques rápidos que desestruturaram o meio de campo do Vitória e deram espaço para o Tricolor criar duas boas chances. A primeira com John Kennedy, em um toque de letra que acabou sendo fraco aos cinco minutos. O outro em um grande lance de contra-ataque que obrigou Lucas Arcanjo a fazer uma bela defesa num chute cruzado de Savarino, na entrada da área.
Logo no melhor momento do tricolor carioca no jogo, o Vitória conseguiu a chance de empatar a partida, em um pênalti sofrido por Luan Cândido aos 17 minutos, após o contato de Alisson na disputa de escanteio. Renato Kayzer bateu o pênalti e deslocou o Fábio para empatar o jogo.
Apenas quatro minutos depois, Renê fez uma ótima jogada ao arrancar mesmo com pouco espaço para jogar e finalizar rasteiro para virar para o Vitória.
Aos 45 minutos, sem ter conseguido uma grande chance desde a virada dos visitantes, John Kennedy acertou um passe por cima para Kevin Serna, que finalizou de cobertura após uma saída errada do goleiro Lucas Arcanjo. Fim de jogo 2 a 2.
Mesmo com o gol, a torcida não parou com as vaias depois do apito final, mas Zubeldia segue no cargo. Na próxima rodada, o Fluminense enfrentará o São Paulo no sábado (16), com o último jogo entre as equipes sendo um sonoro 6 a 0 a favor do tricolor carioca. No lado do Vitória, o clube baiano vai para o interior de São Paulo enfrentar o Bragantino no domingo (17).
Bahia 1 X 2 Cruzeiro
No último jogo de sábado (09), às 19h, o Bahia recebeu o Cruzeiro na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), e saiu derrotado de virada por 2 a 1. Luciano Juba abriu o placar de pênalti para os donos da casa, que sofreram o empate ainda no primeiro tempo com gol do jovem Kauã Moraes. Nos últimos minutos, o atacante da base, Kaique Kenji, entrou e decretou a vitória para os visitantes.
Com a suspensão de dois titulares, Kaiki Bruno e Arroyo, o Cruzeiro foi a campo apostando em mais um jogador de construção, Matheus Henrique, liberando Gerson para cair pelo lado direito do campo. Apesar das mudanças, o Bahia foi com força máxima e assustou logo aos seis minutos, quando Sanabria finalizou na pequena área. Mesmo com o susto inicial, o Cruzeiro começou a se mostrar mais perigoso e respondeu em contra-ataque rápido, com Sinisterra, que parou no bloqueio de Acevedo. Na sequência, Matheus Pereira apareceu bem na área, mas completou o cruzamento para fora.
A pressão da Raposa crescia, mas quem saiu na frente foi o Bahia. Aos 24 minutos, Fabrício Bruno cometeu pênalti em Willian José, e Luciano Juba converteu a cobrança para abrir o placar. Depois do gol sofrido, os mineiros passaram a ocupar mais o campo ofensivo e quase empataram em cabeçada de Fabrício Bruno.
A igualdade veio aos 41 minutos, em bela jogada trabalhada que terminou com o chute forte para o fundo das redes de Kauã Moraes. Animado com o empate, o Cruzeiro quase virou antes do intervalo em finalizações de Romero e Gerson de fora da área. Já o Bahia deixou o gramado para o vestiário sob vaias da torcida.
O segundo tempo foi ainda mais movimentado na Arena Fonte Nova, com amplo domínio do Cruzeiro até a marca dos 30 minutos. Logo no início, Sinisterra chegou a balançar as redes, mas teve o gol anulado. Na sequência, Matheus Pereira quase marcou de cabeça, enquanto Kaio Jorge desperdiçou uma grande chance ao sair cara a cara com o goleiro e finalizar para fora. A pressão mineira continuou intensa, com o goleiro Léo Vieira tendo que trabalhar.
O Bahia conseguiu responder apenas aos 20 minutos, quando Ademir arriscou com perigo. A partir dos 34, os donos da casa passaram a criar mais oportunidades, principalmente com Everaldo, que tentou encobrir o goleiro, e Cristian Olivera, em chute perigoso de fora da área.
Apesar da reação tricolor, quem levou a melhor no jogo aberto foi a Raposa. Aos 40 minutos, Kaique Kenji fez grande jogada individual e marcou o gol da virada. Nos minutos finais, Rodrigo Nestor quase empatou em chute de longa distância, mas o Cruzeiro esteve mais perto de ampliar, especialmente em nova chance desperdiçada por Kaio Jorge, novamente cara a cara com o goleiro.
Com a vitória, o Cruzeiro chegou aos 19 pontos e subiu da 15ª para a décima posição da tabela. Já o Bahia, com 22 pontos, segue ocupando o sexto lugar.
Agora, as duas equipes voltam as atenções para os jogos de volta da quinta fase da Copa do Brasil. Nesta terça-feira (12), às 21h30 (horário de Brasília), o Cruzeiro recebe o Goiás, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Após o empate em 2 a 2 no confronto de ida. No dia seguinte, também às 21h30, o Bahia enfrenta o Remo no Mangueirão, tentando reverter a derrota por 3 a 1 sofrida na primeira partida.
Atlético-MG 1 X 1 Botafogo
Com emoção até os minutos finais, no primeiro jogo do último domingo (10), às 16h, Atlético-MG e Botafogo empataram na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG). Os gols do duelo foram marcados por Cassierra, do Galo, e Arthur Cabral, do Fogão.
O embate começou a todo vapor. No primeiro minuto do confronto, os mandantes marcaram, mas foi marcado impedimento no início da jogada. Logo após, foi a vez dos cariocas responderem. O zagueiro Barboza, com pinta de atacante, bateu cruzado na entrada da grande área, o que obrigou o arqueiro atleticano a espalmar.
Aos 22 minutos, em investida pelo lado direito do ataque, Cuello cruzou rasteiro, e Cassierra aproveitou sobra de bola para bater firme e estufar as redes, Galo 1 a 0.
A segunda etapa iniciou menos intensa do que o primeiro tempo. Aos 11, em cobrança de escanteio ensaiada, Danilo finalizou na entrada da área e viu seu chute atingir a trave após o remate ser desviado por seu companheiro Mateo Ponte.
Aos 15, foi a vez do time mineiro voltar ao ataque. Alexsander alçou belo passe para Cuello testar firme no gol, mas Neto fez ótima defesa e mandou para escanteio.
Já na reta final, o jogo, que aparentava se encaminhar para uma vitória do Galo, teve nova trama botafoguense: aos 45, após cobrança de lateral na área, Arthur Cabral aproveitou bola sobrada e decretou o empate, para a infelicidade dos mais de 30 mil atleticanos presentes no estádio.
Com o resultado, as equipes estão lado a lado na tabela de classificação. Ambas têm 18 pontos somados. Pelo critério de desempate, o Glorioso, com menos derrotas, está em 12º; já o Galão da Massa segue em 13º.
Remo 1 X 1 Palmeiras
Na tarde do último domingo (10), o Palmeiras chegou no Mangueirão, em Belém (PA), focado em manter a vantagem na liderança. Entretanto, sob forte chuva, as equipes ficaram no 1 a 1.
O Alviverde entrou em campo sem o comando direto de Abel Ferreira à beira do gramado, já que o técnico cumpria seu sétimo e último jogo de suspensão. Do outro lado, o Remo buscava aproveitar o fator casa para subir na classificação.
O início da partida foi dramático antes mesmo do apito inicial, o jogo que foi marcado, originalmente, para 16h, só começou às 17h38. A forte chuva deixou o gramado encharcado, o que obrigou a arbitragem a adiar o início até que a drenagem permitisse o rolar da bola.
Assim que a bola rolou, os ânimos se agitaram rapidamente. Aos dois minutos, o Remo abriu o placar após lateral cobrado por Mayk. A defesa do Palmeiras afastou mal, a bola sobrou para Yago Pikachu, que deu um passe preciso para Alef Manga bater cruzado, sem chances para Carlos Miguel.
Após um início tenso e muitos erros de passe, aos 15 minutos, o Palmeiras se encontrou no jogo e passou a dominar as ações ofensivas. O Verdão agiu rápido e aos 23 minutos, Patrick errou um passe no campo de defesa, e Allan foi ágil para recuperar a bola. Ele serviu Sosa, que arriscou de fora da área, a bola desviou em Tchamba e enganou o goleiro. Jogo empatado em 1 a 1.
Ao fim do primeiro período, o Remo chegou a pedir um pênalti em um lance que a bola bateu na mão de Marlon Freitas, mas a arbitragem mandou seguir.
A volta do vestiário foi boa para o Remo que voltou melhor e quase marcou o segundo em duas oportunidades. Um chute de Patrick parou na defesa difícil de Carlos Miguel, e uma cabeçada de Marcelinho no travessão.
Aos 27 minutos, um momento mudou a dinâmica da etapa final. Zé Ricardo atingiu Andreas Pereira com o joelho nas costas em um lance sem bola. Após recomendação do VAR, o árbitro Rafael Rodrigo mudou o cartão amarelo para vermelho, o que deixou o Remo com um jogador a menos.
Nos acréscimos, o Palmeiras exerceu pressão total sobre o Remo. Bruno Fuchs chegou a balançar as redes e celebrar a virada, mas após nova revisão do VAR, o gol foi anulado. A imagem mostrou que, na disputa de bola anterior ao gol, Flaco López tocou com o braço na bola.
As duas equipes agora mudam a chave para a Copa do Brasil antes de retornarem ao campeonato nacional. O Palmeiras visita o Jacuipense no Estádio Jacy Scaff, em Londrina (PA) , na quarta-feira (13), pela quinta fase da Copa do Brasil. Já o Remo, visita o Bahia no mesmo dia, também pela Copa do Brasil.
Corinthians 3 X 2 São Paulo
No Majestoso disputado às 18h30 do último domingo (10), o Corinthians venceu o São Paulo e saiu da zona de rebaixamento, enquanto o tricolor se mantém no G4. A partida foi na Neo Química Arena, na capital paulista. Os gols do clássico foram marcados por Raniele, Matheusinho e Breno Bidon pelo lado alvinegro, e Luciano e Matheusinho (contra) pelo tricolor.
O jogo começou movimentado e, aos três minutos, o time da casa teve a primeira chance de abrir o placar. Yuri Alberto tentou um passe que cruzou a área e sobrou para Lingard finalizar, o que obrigou Rafael a defender. O time visitante devolveu a boa chance dois minutos depois. Ferreirinha finalizou com categoria e Hugo Souza fez grande defesa.
O jogo continuou com grande domínio do Timão, e aos 16 minutos, Raniele abriu o placar. Rodrigo Garro cobrou o escanteio na primeira trave e o volante corintiano antecipou a zaga e cabeceou para a rede. Aproveitando o bom momento, a pressão alvinegra continuou e, aos 20 minutos, Yuri Alberto recebeu bom passe de Garro e finalizou com perigo. Rafael fez boa defesa e manteve a vantagem magra no placar.
Aos 40 minutos foi a hora de Raniele deixar de ser herói e se tornar vilão. Em uma saída de bola, o autor do gol errou um passe dentro da própria área após ser pressionado por Bobadilla. O paraguaio venceu o duelo e serviu Luciano para empatar a partida sem goleiro.
Após o gol de empate do Tricolor Paulista, o jogo parou por 13 minutos por confusão. Na comemoração do gol, Calleri foi atingido por um objeto arremessado pela torcida e ficou caído. Bobadilla, ainda no êxtase do empate, fez um gesto que poderia ser interpretado como obsceno. O VAR recomendou revisão, porém Anderson Daronco não expulsou o paraguaio, o que gerou revolta tanto na torcida quanto no time corintiano.
O segundo tempo começou e foi a vez de Matheusinho brilhar. Aos seis minutos, o lateral, em uma subida ofensiva, limpou Ferreirinha, deixando-o no chão e finalizou cruzado no ângulo da meta de Rafael, desempatando o jogo para o Corinthians.
Após tomar o segundo gol, Roger Machado subiu o time e ensaiou uma pressão na saída de bola corintiana. Aos dez minutos de jogo, o Timão se desvencilhou com facilidade e iniciou um ataque relâmpago que resultou no terceiro gol do time da casa. Garro carregou a bola pelo lado esquerdo do campo e, com um passe atravessando a zaga tricolor, achou Breno Bidon livre fora da área para finalizar com calma e vencer Rafael.
Após o quarto gol da partida, os dois times não criaram mais oportunidades claras de gol. Foi no minuto 43 que Matheusinho deu a oportunidade do rival crescer no clássico. Após escanteio cobrado por Cauly, o lateral corintiano tentou afastar a bola e mandou contra o próprio patrimônio, marcando o segundo gol do São Paulo. O tricolor paulista tentou uma pressão após o gol para empatar, porém sem eficácia. O Corinthians venceu o Majestoso.
Com a vitória no clássico, o Timão saiu da zona de rebaixamento, porém não conseguiu se afastar completamente. Com os três pontos conquistados, o alvinegro chegou aos 18 pontos na competição, estando apenas um na frente do Grêmio, o primeiro colocado no Z4. Já o São Paulo continua no G4 mesmo após o tropeço, e a pressão aumenta sobre Roger Machado.
O próximo compromisso do Corinthians será na quinta-feira (14) às 19h30 (de Brasília) contra o Barra pela Copa do Brasil, na Neo Química Arena, na capital paulista. O São Paulo entra em campo também pela Copa do Brasil, porém na quarta-feira (13) às 19h (de Brasília) contra o Juventude. Ambos times paulistas jogam o jogo de volta com uma vantagem magra no placar agregado.
Mirassol 1 X 1 Chapecoense
Na noite do último domingo (10), às 18h30 no Maião, Mirassol e Chapecoense chegaram para o confronto no fundo da zona de rebaixamento. Por mais que viesse de vitória da Libertadores, o Mirassol chegou para o confronto ainda a três pontos do primeiro time fora da zona. Enquanto a Chape, que ainda tem muita dificuldade para engrenar no campeonato, chegou na lanterna do Brasileirão e a sete pontos da liberdade.
Desde o começo da partida, a Chapecoense jogou muito reativa, com o Mirassol tendo total domínio da posse de bola. Mesmo assim, a primeira grande chance do jogo foi do time catarinense. Aos cinco minutos, a Chape roubou uma bola no meio de campo, que foi lançada para Everton na ponta-direita finalizar rasteiro para boa defesa de Walter.
Após o susto, o Mirassol conseguiu ficar mais com a bola, porém pouco criava, dependendo muito das bolas paradas de Reinaldo e de chutes de fora da área, como foi no caso de José Aldo, aos 11 minutos, Reinaldo, aos 33 minutos, e Alesson, aos 47 minutos. Todos foram para fora.
Além de que a criação e a fluidez do time da casa foram muito afetadas pelas duas substituições forçadas que a equipe teve que fazer no primeiro tempo, com as saídas de Everton Galdino e Daniel Borges. O Leão Caipira ainda chegou com perigo nos acréscimos, quando Eduardo Doma tocou contra o próprio patrimônio no escanteio, mas Anderson encaixou a bola sem problemas.
Com o início do segundo tempo, o cenário não se alterou, mesmo com a Chape chegando com mais perigo no começo dessa etapa. Aos dez minutos, Marcinho teve uma bola sobrada na entrada da área, que tentou completar com um chute sem pulo que passou perto do gol. Logo depois, aos 11 minutos, Everton tentou surpreender Walter com um chute do meio de campo, que chegou até a assustar, mas acabou para fora.
Mesmo com o susto, o Mirassol começou a ter mais volume de jogo no ataque ao longo da segunda etapa. Aos 12 minutos, Reinaldo ficou com uma bola sobrada do contra-ataque puxado por Alesson, mas seu chute resultou em mais uma bola encaixada por Anderson.
O Leão Caipira só chegou ao gol aos 25 minutos. Após Alesson arriscar um chute de fora da área, que foi defendido pelo goleiro, mas o rebote sobrou para Willian Machado que tocou para Carlos Eduardo livre dentro da área e na cara do gol para dar um e abiri o placar.
A Chape tentou reagir logo em sequência por meio da bola parada. Aos 29 minutos, chegou com perigo em uma cobrança de falta na cabeça de Eduardo Doma que testou para Walter encaixar.
Logo depois, aos 35 minutos, a equipe chegou ao empate em cobrança de escanteio. Após bola desviar na cabeça de um jogador do Verdão do Oeste e depois ir na cabeça de João Victor, que mandou na trave e Walter tirou no reflexo, de acordo com a arbitragem, a bola já havia entrado inteira na linha após bater na trave.O gol foi um balde de água fria para o Mirassol, que tinha mais a bola no ataque, mas não conseguia criar nenhuma chance perigosa.
Com o resultado, o Mirassol chega agora ao quarto jogo seguido sem derrota, mas mantém a sina de sofrer gol em todas as partidas do Brasileirão até o momento e continua na zona de rebaixamento, estando a cinco pontos do Corinthians, primeiro time fora do Z-4. O Leão do interior agora volta suas atenções à Copa do Brasil contra o Bragantino no Maião, em Mirassol (SP), na quarta-feira (13), às 20h30 (horário de Brasília). Partida em que o Mira precisa de uma vitória para se classificar devido ao empate de 1 a 1 no jogo de ida.
Enquanto isso, a Chapecoense continua com somente uma vitória e com a pior defesa do campeonato, com 27 gols sofridos, além de permanecer na lanterna do campeonato e ficar agora a nove pontos da saída da degola. A equipe tenta melhorar o cenário na Copa do Brasil, quando jogará na Arena Condá, em Chapecó (SC) contra o Botafogo na quinta-feira (14) às 18h (horário de Brasília). A Chape precisa de uma vitória de dois gols de diferença para se classificar direto, já que perdeu a partida de ida por 1 a 0.
Santos 2 X 0 Red Bull Bragantino
Santos e Bragantino se enfrentaram pela no último domingo (10), na Vila Belmiro, em Santos (SP). O time alvinegro venceu a equipe de Bragança por 2 a 0 e conquistou os três pontos.
O primeiro tempo foi equilibrado para ambas as equipes, com chances reais de gol. Aos nove, Lucas Barbosa tocou para Juninho Capixaba bater cruzado, mas a bola saiu em linha de fundo. O Santos deu a resposta com Gabriel Bontempo, que disparou e tocou para Rollheiser tabelar com Barreal. O atacante chutou cruzado no gol, mas Volpi defendeu.
Aos 17, Herrera tabelou com Lucas Barbosa. O atacante saiu pela lateral e chutou no gol, porém Diógenes se esticou para evitar o tento. Aos 32, Lucas Barbosa disparou e deixou Herrera cara a cara com o goleiro. Ele chutou, mas Diógenes fez grande defesa.
No final da primeira etapa, Gabriel Bontempo recuperou na defesa e saiu no contra-ataque. A boa chance resultou em bola para Neymar, dentro da área, que chutou de esquerda para marcar o primeiro da equipe alvinegra.
O segundo tempo começou com o Massa Bruta em busca do empate. Nos primeiros minutos, Gustavo Marques arriscou de fora da área, mas o goleiro defendeu tranquilamente. Aos 20, Juninho Capixaba levou a melhor e saiu no contra-ataque e tocou para Mosquera chutar no gol, novamente Diógenes evitou.
No final do jogo, Barreal cruzou na área e Adonis Frías dominou no alto e chutou cruzado de direita para marcar e decretar a vitória.
Grêmio 0 X 1 Flamengo
Também no último domingo (10), às 19h30, o Flamengo venceu o Grêmio por 1 a 0 na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS). Com os três pontos, o Rubro-negro se aproxima da liderança do Brasileirão.
O primeiro tempo foi de domínio completo da equipe carioca. Logo com um minuto, Jorginho recebeu passe do colombiano Carrascal na entrada da grande área e finalizou por cima do gol. Aos quatro minutos, foi a vez do equatoriano Gonzalo Plata arriscar. Após uma arrancada individual, o atacante chutou e a bola explodiu no travessão. Pelo lado gremista, com 11 minutos, Caio Paulista fez um belo chute colocado e assutou o goleiro rubro-negro Rossi, que observou a bola passar rente a trave.
Aos 24, Samuel Lino encontrou bom passe para Carrascal finalizar de primeira na trave do goleiro gremista Weverton, outra grande chance para os visitantes. Logo em sequência, Samuel Lino chutou próximo ao ângulo esquerdo do goleiro Tricolor Gaúcho, que espalmou para escanteio. O Flamengo terminou a primeira metade da partida com 74% de posse de bola.
A segunda etapa começou com os visitantes tentando encontrar o gol. Aos nove minutos, Jorginho achou um passe, que quebrou as linhas adversárias, para Samuel Lino finalizar de cavadinha em cima de Weverton, mas o goleiro espalmou para a área.
O gol flamenguista veio aos 22, após belo lançamento do zagueiro Léo Ortiz para o lateral-direito Emerson Royal, que de primeira cruzou para Carrascal chutar de perna esquerda, também sem deixar a bola cair, no canto direito do goleiro gremista.
Após a partida, o Flamengo assume a segunda colocação com 30 pontos conquistados e encosta no líder Palmeiras, que possui 34 pontos. Já o Grêmio passou a ocupar a 17ª posição, com 17 pontos marcados. O Tricolor Gaúcho está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
Vasco 1 X 0 Athletico-PR
No último jogo de domingo (10), o Vasco da Gama venceu o Athletico Paranaense por 1 a 0, em São Januário, no Rio de Janeiro. A equipe carioca ampliou a sequência invicta no Campeonato Brasileiro e conquistou um resultado importante diante de um Furacão competitivo, mas pouco efetivo ofensivamente.
O time carioca começou a partida com maior intensidade, pressionando a saída de bola do Athletico e ocupando o campo ofensivo desde os primeiros minutos. A postura agressiva deu resultado ainda na primeira etapa, quando a equipe carioca conseguiu abrir o placar após boa troca de passes no setor ofensivo e aproveitar falha defensiva do adversário, Thiago Mendes marcou o único gol da partida.
Mesmo atrás no marcador, o Furacão conseguiu equilibrar as ações ao longo do jogo. A equipe passou a controlar mais a posse de bola e criou oportunidades principalmente pelas laterais do campo, em que explorou cruzamentos e infiltrações em velocidade. Apesar disso, encontrou dificuldades para transformar o volume ofensivo em chances claras de gol.
Na segunda etapa, o Athletico aumentou a pressão em busca do empate. O time paranaense teve mais presença ofensiva e acumulou finalizações, mas voltou a pecar na definição das jogadas.
Já nos acréscimos, Aguirre quase empatou no último lance da partida após receber cruzamento dentro da área, mas finalizou para fora e desperdiçou a principal oportunidade do Furacão no confronto. O lance gerou reação imediata dos jogadores e torcedores pela chance perdida no fim do jogo. Após o apito final, o auxiliar técnico do Furacão Fábio Moreno lamentou a falta de eficiência da equipe e destacou que o time produziu ofensivamente, mas não conseguiu converter as oportunidades criadas.
Com a vitória, o Cruzmaltino amplia sua sequência invicta no Campeonato Brasileiro e se aproxima das primeiras posições da tabela. A equipe carioca vive momento de recuperação na competição, mostrando maior organização defensiva e eficiência ofensiva nas últimas rodadas.
Já o time paranaense segue oscilando na temporada. Apesar de apresentar competitividade e volume de jogo, o Furacão enfrenta dificuldades para converter as chances criadas e vê a pressão aumentar por melhores resultados. A equipe permanece próxima da parte intermediária da tabela, mas ainda busca regularidade para voltar a brigar na parte de cima do campeonato.
Próxima rodada
Sábado (16)
Atlético-MG X Mirassol, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 18h30 (horário de Brasília);
Internacional X Vasco, no Beira Rio, em Porto Alegre, às 18h30 (horário de Brasília);
Fluminense X São Paulo, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 19h (horário de Brasília);
Palmeiras X Cruzeiro, no Allianz Parque, em São Paulo (SP), às 21h (horário de Brasília);
Domingo (17)
Santos X Coritiba, na na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 11h (horário de Brasília);
Bahia X Grêmio, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 16h (horário de Brasília);
Botafogo X Corinthians, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);
Red Bull Bragantino X Vitória, no estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 18h30 (horário de Brasília).
Chapecoense X Remo, na Arena Condá, em Chapecó (SC), às 18h30 (horário de Brasília);
Athletico-PR X Flamengo, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 19h30 ( horário de Brasília).
Na manhã desta sexta-feira (15), o São Paulo anunciou oficialmente, através de suas redes sociais, o retorno do técnico Dorival Jr ao comando da equipe. O contrato do novo treinador do Tricolor tem duração até o final da temporada de 2026. Dorival chega para substituir o ex-comandante Roger Machado, desligado do clube na última quarta-feira (12) após eliminação da Copa do Brasil.

Dorival tem 64 anos e nasceu no interior paulista, em Araraquara. Teve uma carreira marcante como atleta profissional e atuava como volante. Revelado em 1982 pela Ferroviária, o atual treinador passou por vários clubes até sua aposentadoria no Botafogo-SP, em 1999, com 36 anos. Os principais clubes que passou foram: Guarani (1984-1985), Joinville (1986-1987), Coritiba (1988), Palmeiras (1989-1992) e Grêmio (1993). Como jogador, conquistou o Campeonato Catarinense em 1987, pelo Joinville, o Campeonato Gaúcho e a Série B enquanto atuava pelo Grêmio.
O treinador assumiu o Tricolor Paulista em outras duas oportunidades. A primeira em 2017, quando substituiu o ídolo são-paulino Rogério Ceni no comando, em momentos de crise e com o objetivo de salvar o clube de um possível rebaixamento na época. Em 2023 deu início a sua segunda passagem como técnico Tricolor, novamente chegou para ocupar o lugar do ex-técnico Ceni. Dorival conquistou a inédita Copa do Brasil e chegou na décima primeira posição do Campeonato Brasileiro. Deixou o São Paulo para assumir a Seleção Brasileira, em janeiro de 2024.
Na Seleção Brasileira, Dorival Jr foi o comandante na Copa América de 2024 nos Estados Unidos, em que o Brasil foi eliminado nas quartas de finais pelo Uruguai nas penalidades. O treinador encerrou sua breve passagem pela Seleção em março de 2025, após a derrota por 4 a 1 para a Argentina nas eliminatórias para a Copa do Mundo.
Seu trabalho mais recente foi no rival, Corinthians, em que assumiu a equipe em abril de 2025 e ficou um ano no cargo. Foi desligado em abril deste ano, após uma sequência de nove jogos sem vitórias. Pelo time de Itaquera, o treinador foi campeão da Copa do Brasil após vencer o Vasco da Gama na final. Com este título, Dorival se igualou a Felipão como o técnico mais vitorioso do torneio, sendo quatro conquistas.
A negociação para o retorno do treinador ao Tricolor do Morumbi não foi simples. O diretor de futebol, Rui Costa, e o coordenador técnico, Rafinha, viajaram a Florianópolis, onde Dorival mora, para facilitar os processos de acordos contratuais. Segundo o jornalista André Hernán, da ESPN, o técnico baixou consideravelmente sua pedida salarial para acertar com o clube.
Dorival chega ao Tricolor Paulista em uma situação de enorme crise política, financeira e institucional do clube. Porém, tem o apoio e o carinho de grande parte da torcida para reerguer o time e levar a conquistas ao decorrer da temporada.
O São Paulo não será comandado por Dorival Jr neste sábado no duelo contra o Fluminense, no Rio de Janeiro. A equipe será liderada pelo treinador interino Milton Cruz. A reestreia do novo comandante será na terça-feira (19), contra o Millonarios pela Copa Sul-Americana.
Na noite da última quarta-feira (13), a diretoria são-paulina anunciou a demissão do treinador Roger Machado após 16 partidas sob o comando da equipe. A decisão foi tomada após a eliminação precoce na Copa do Brasil, em derrota por 3 a 1 em Caxias do Sul.
Através da coletiva de imprensa após a partida, o diretor de futebol, Rui Costa, ao lado do coordenador técnico Rafinha, anunciou o desligamento de Roger Machado e sua comissão técnica do comando do Tricolor Paulista. O clube publicou uma nota oficial em suas redes sociais para comunicar a saída.

O treinador chegou ao São Paulo em março deste ano, após a saída mal explicada do antigo técnico argentino, Hernán Crespo. Sua breve passagem contou com 49% de aproveitamento em 17 partidas, sendo 7 vitórias, 4 empates e 6 derrotas, além da eliminação na primeira fase da Copa do Brasil.
Roger Machado colecionou críticas e incertezas por grande parte da torcida desde sua chegada à capital paulista. A contratação do treinador foi bancada pela cúpula Tricolor, apesar da alta rejeição da torcida quando nome era especulado nos corredores da Barra Funda para assumir o comando do time. Rui Costa, ao ser questionado a respeito da responsabilidade da contratação de Roger, afirmou que “Não foram decisões unicamente minhas”, ainda segundo ele, foi em determinado conjunto com a diretoria.
Em áudio vazado por um amigo sócio do clube social do São Paulo, na manhã da última segunda-feira (11), o presidente Harry Massis garantiu a permanência do técnico para a temporada, “não vamos trocar de treinador, não vou trocar ninguém”, disse. O presidente comentou que nenhum desligamento seria possível, pois o clube não possui condições de pagar multas rescisórias. Massis, ainda na segunda-feira (11), foi questionado em um programa do canal Bandsports a respeito da continuidade de Roger Machado no comando e respondeu que “Fica no São Paulo, ele é nosso técnico”.
Segundo informações dos jornalistas André Hernán da ESPN e Alexsander Vieira do UOL, o treinador Dorival Jr. é o plano A para ser o novo comandante do Tricolor e é tratado como prioridade absoluta pelos dirigentes, que podem esbarrar nas partes financeiras da contratação. No áudio vazado na manhã da última segunda-feira (11), o presidente do time do Morumbi afirmou que consultou os valores de Dorival e sua comissão e disse que são inviáveis para a situação financeira que o clube se encontra. Dorival conquistou o inédito título da Copa do Brasil pelo São Paulo em 2023 e deixou o comando do clube para assumir a Seleção Brasileira. Caso se concretize, será sua terceira passagem pelo Tricolor da Barra Funda.
A torcida Tricolor vive a expectativa da contratação de um novo comandante para a próxima partida contra o Fluminense, válida pela 16ª rodada do Brasileirão. O repórter Eduardo Affonso, da ESPN, disse que a tendência é que o time seja comandado por um treinador interino, o qual comandará a equipe até a definição oficial de um substituto de Roger Machado.