Na última quinta-feira (25), às 17h, os classificados do Grupo E da Copa do Mundo 2026 foram decididos. O Equador saiu atrás, mas venceu a Alemanha, já classificada, por 2 a 1 e se classificou como um dos melhores oito terceiros colocados. No outro confronto, a Costa do Marfim conquistou a classificação inédita para o mata-mata ao vencer Cabo Verde por 2 a 0.
Equador 2X1 Alemanha
O Equador entrou em campo com a necessidade de vitória sobre a já classificada Alemanha para garantir vaga nos 16 avos de final da Copa do Mundo. Com poder de reação, La Tri buscou a virada e venceu por 2 a 1, em uma partida marcada por muita intensidade no MetLife Stadium, em East Rutherford, Estados Unidos.
Os alemães abriram o placar logo no primeiro minuto. Pavlovic recuperou a posse na entrada da área e acionou Wirtz, que encontrou Sané em ótima posição para finalizar e balançar as redes.
Mesmo em desvantagem, os equatorianos responderam rapidamente. Aos oito minutos, Angulo avançou pela esquerda, aproveitou um erro da defesa alemã e acertou um chute forte no canto esquerdo de Neuer, tudo igual no marcador.
Após o empate, o Equador passou a pressionar a saída de bola da Alemanha e controlou as ações ofensivas, mas encontrou dificuldades para transformar o domínio em chances claras de gol. A equipe alemã apostou nos contra-ataques e quase retomou a vantagem aos 24 minutos, quando Raum cruzou na medida para Havertz cabecear firme e exigir grande defesa de Galíndez.
No segundo tempo, o jogo voltou frenético, quando, 30 segundos depois do apito inicial, o árbitro Tori Penso marcou um pênalti para os alemães em Kay Havertz, mas após revisão no VAR, foi possível identificar uma falta no início da jogada, o que anulou o pênalti.
Depois do susto inicial, a vontade dos jogadores do Equador era nítida. A melhor geração da história do país disputava cada bola e corria com a vontade de um país inteiro, representada pela torcida no estádio que gritava Sí, se puede (Sim, é possível) para apoiar o time.
Mesmo com a determinação dos adversários, a Alemanha teve suas chances de passar La Tri no placar. Aos 35 minutos, Sané saíu cara a cara com o goleiro, Galíndez, que fez uma partida extremamente segura e defendeu o chute mascado do alemão.
A resposta equatoriana veio no lance seguinte. Em um escanteio, a bola achou Kevin Rodriguez, que cabeceou para Gonzalo Plata. O atacante provou que Sí, se puede” acreditar e balançou as redes de Neuer para fazer o 2 a 1.
Depois do gol, a partida ficou muito tensa. Um chute de Undav chegou a balançar a rede do Equador pelo lado de fora, mas La Tri finalmente mostrou para o que veio. No apito final, a loucura do técnico Beccacece tomou conta da nação inteira. A Seleção Equatoriana de Futebol se classificou para o mata-mata da Copa do Mundo de 2026.
Curaçao 0X2 Costa do Marfim
No Lincoln Financial Field, na Filadélfia, Estados Unidos, Curaçao e Costa do Marfim entraram em campo com a meta de avançarem para o mata-mata do mundial. Os Elefantes confirmaram o favoritismo e venceram a Blue Wave.
A equipe caribenha assustou no início da partida. No primeiro minuto, Tahith Chong arriscou um chute de fora da área, mas o goleiro Yahia Fofana espalmou para o lado sem maiores problemas. Foi o lance de maior perigo criado por Curaçao em toda a etapa inicial.
A Costa do Marfim com autoridade abriu o placar aos sete minutos. Diomande perdeu a bola, mas a defesa se atrapalhou e devolveu a bola para ele, que foi até a linha de fundo e mandou para Nicolas Pépé bater de primeira na meta defendida por Curaçao. O gol cedo deu tranquilidade aos Elefantes, que passaram a controlar o ritmo do confronto ao longo da etapa inicial.
Em busca do empate, a equipe caribenha foi para cima. Aos 13, Comenencia bateu rasteiro de fora da área, mas a bola passou ao lado da trave. Aos 38, Chong também arriscou de fora da área, mas mandou para fora. Quatro minutos depois, Leandro Bacuna, em jogada individual, invadiu a área pela esquerda e chutou para fora. Apesar das chances, Curaçao não conseguiu empatar.
Com o início da segunda etapa, o jogo ficou completamente moroso e controlado pela Costa do Marfim. Curaçao não pressionava e não oferecia perigo aos adversários e os Elefantes tinham o domínio da posse, mas não aceleravam o jogo e pouco finalizavam. Mesmo assim, os marfinenses ampliaram o placar, aos 13 minutos, com Nicolas Pépé. O gol veio de uma boa ultrapassagem do ponta no meio da defesa curaçaense, ele recebeu uma bola enfiada de Sangaré para finalizar com um tapa de qualidade.
O jogo só mudou de cara após a pausa para hidratação, principalmente após os 30 minutos. Dick Advocaat fez mexidas que soltaram mais a seleção de Curaçao, mas que abriram mais espaços para que a Costa do Marfim avançasse. A Blue Wave chegou com perigo principalmente em alguns chutes de fora, o mais perigoso foi uma tentativa de chute por cobertura de Noslin aos 44 minutos. Enquanto isso, os marfinenses geravam perigo principalmente na insistência de Wahi, que, aos 43 minutos, teve uma chance na cara do gol, mas parou em grande defesa de Eloy Room.
16 avos
Mesmo com a derrota, a Alemanha permaneceu com o primeiro lugar do grupo E. Agora, os germânicos terão o Paraguai, terceiro colocado do grupo D, como adversário na próxima segunda-feira (29), às 17h30, no Gillette Stadium, em Foxborough, nos Estados Unidos.
A Costa do Marfim ficou com a segunda posição e com a classificação inédita para o mata-mata. Os Elefantes vão enfrentar a Noruega, segunda colocada do grupo L, na próxima terça-feira (30), às 14h, no AT&T Stadium, em Arlington, Estados Unidos.
Já o Equador, por se classificar entre os melhores terceiros colocados, enfrenta o México, primeiro colocado do grupo A, no Estádio Azteca, na Cidade do México, capital mexicana. A partida também será na terça-feira, mas às 22h.
Com a derrota, Curaçao encerra sua primeira participação no mundial como lanterna do grupo e com menos oito gols de saldo, mas com um ponto na bagagem, seu primeiro na história da Copa.
Todos os horários são de Brasília.
No último domingo (21), o Egito conquistou sua primeira vitória na história da Copa do Mundo, após vencer a Nova Zelândia por 3 a 1. Já Bélgica e Irã terminaram a partida sem gols, com um empate morno. Veja os destaques do Grupo G:
Nova Zelândia X Egito
O Egito goleou a Nova Zelândia, no último domingo (21), no estádio Vancouver Place, no Canadá. A primeira partida com vitória dentro do Grupo G terminou em 3 a 1.
A partida começou com a seleção da Nova Zelândia dominando o jogo nos primeiros minutos. Logo no início do primeiro tempo, os All Whites criaram uma oportunidade de gol e finalizaram, mas a bola acabou saindo pela linha de fundo.
A pressão neozelandesa continuou e resultou em nova chance a partir de um escanteio. Aos 15 minutos, a equipe abriu o placar com um gol de cabeça de Finn Surman.
Durante a primeira metade do jogo, a Nova Zelândia manteve o controle das ações ofensivas. O Egito só conseguiu sua primeira finalização aos 25 minutos do primeiro tempo, quando levou perigo ao gol adversário, mas parou na defesa do goleiro.
Após esse lance, a equipe egípcia passou a equilibrar a partida e começou a criar mais oportunidades. Já nos acréscimos da etapa inicial, quase chegou ao empate, mas a finalização saiu pela linha de fundo, mantendo a vantagem da Nova Zelândia ao final do primeiro tempo.
A virada veio no segundo tempo. Depois do intervalo, a equipe africana chegou jogando mais para frente, com uma tentativa de finalização de Salah logo no primeiro minuto.
Ao longo dos 45 minutos, o Egito conquistou sua goleada. O empate saiu aos 13 minutos, quando Mostafa Ziko, nome em homenagem ao lendário meio-campista brasileiro, aproveitou um novo cruzamento de Hany e cabeceou sem marcação para o fundo do gol.
Menos de 10 minutos depois, Salah concluiu uma bela troca de passes com o próprio Ziko e virou o placar. E o capitão dos Faraós ainda ajudou a marcar mais um aos 37, após um escanteio cobrado por ele, Trezeguet surgiu no primeiro poste e desviou de cabeça para fechar o placar em 3 a 1.
Essa é a primeira vez que o time africano ganha em Copas, já a Nova Zelândia, segue sem conquistar esse feito. Com o resultado, o time africano assume a liderança da chave, com 4 pontos conquistados ao final de duas rodadas.
A partida contra a Nova Zelândia marcou duplamente a história do Egito em Copas. Além de ser a primeira vitória da seleção, consagrou Mohamed Salah como o maior artilheiro do país em mundiais, com três gols.
Bélgica X Irã
Em jogo válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, Bélgica e Irã se enfrentaram no último domingo (21) em Los Angeles, Estados Unidos. Mesmo com a expulsão do lado belga, o placar permaneceu zerado e as equipes terão que vencer na última rodada para sonhar com vaga no mata-mata.
A partida começou com amplo domínio da Bélgica. No primeiro tempo, os belgas tiveram 81% da posse de bola. Mas essa era a exata intenção do Irã, que montou uma defesa muito forte, jogando num esquema 6-3-1 para congestionar a área de ataque belga e impedir ao máximo o número de chances claras adversárias.
Portanto, desde o primeiro minuto na primeira etapa, vimos um jogo de ataque contra defesa com muitos chutes bloqueados pelos defensores persas e defesas do goleiro Alireza Beiranvand. A seleção iraniana afastava todas as bolas para onde desse e buscava criar chances de gols através de faltas e escanteios conquistados no campo de ataque.
Assim, aos 25 minutos de jogo, Ehsan Hajsafi cobrou uma falta surpreendente na intermediária. Com passe rasteiro, achou o camisa 9 Mehdi Taremi livre na área para balançar a rede, mas após revisão o gol foi anulado por impedimento.
Ainda no fim do primeiro tempo, a Bélgica teve uma grande chance. Após belo passe por cima de Tielemans, Maxim de Cuyper chutou forte de primeira, mas parou no goleiro iraniano.
No começo da segunda etapa, tudo se inclinava para vermos um jogo muito parecido com aquele cenário antes do intervalo. A Bélgica voltou mais agressiva, com 59 minutos jogados o goleiro Alireza Beiranvand fez uma defesa histórica, ao receber um chute à queima roupa de dentro da pequena área, enquanto estava caído no chão.
Foi então aos 67 minutos de jogo, que o zagueiro belga Nathan Ngoy perdeu a bola na defesa e teve que fazer a falta para impedir que Taremi saísse livre para ter a chance de abrir o placar para o Irã. Ngoy era o último homem no campo de defesa belga e foi expulso imediatamente pelo árbitro.
O Irã cresceu no jogo, assumindo o protagonismo da partida e empurrando a Bélgica com um jogador a menos para seu campo de defesa. Mas assim como os belgas, a seleção persa não aproveitou seu momento de maior posse no jogo e a partida terminou empatada pelo placar de zero a zero.
Na última rodada da fase de grupos, a Bélgica enfrenta a Nova Zelândia e o Irã o Egito, num grupo em que todos ainda têm chance de se classificar para a fase eliminatória.
Pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, a Argentina confirmou seu favoritismo e se classificou para a próxima fase do torneio após vitória sobre a Áustria. O jogo também ficou marcado pelo recorde de Lionel Messi, que se tornou o maior artilheiro das Copas de forma isolada com 18 gols e deixou para trás o alemão Miroslav Klose. No outro jogo do Grupo J, a Argélia eliminou a Jordânia e manteve viva para a última rodada as chances de classificação para o mata-mata. Confira os detalhes das partidas:
Argentina 2X0 Áustria
A Argentina venceu a seleção da Áustria por 2 a 0 em partida válida pela 2ª rodada do grupo J, e confirmou sua vaga para os 16 avos de final. O confronto aconteceu no Dallas Stadium, em Dallas, e cerca de 70 mil pessoas puderam ver Lionel Messi marcar novamente e virar, de forma isolada, o maior artilheiro de todas as copas, com 18 gols.
A seleção austríaca promoveu mudanças na parte defensiva, com a entrada do zagueiro Kevin Danso e do recuo de Konrad Laimer para a lateral esquerda, e no ataque com Michael Gregoritsch começando no lugar do camisa 14 Sasa Kalajdzic, que havia atuado contra a Jordânia na primeira rodada. Por outro lado, a Albiceleste teve apenas a entrada de Nahuel Molina no time titular no lugar de Gonzalo Montiel, que sofreu uma lesão leve na coxa direita.
Conhecida por uma marcação forte, a Áustria pressionou a saída de bola argentina desde o primeiro minuto, porém a equipe de Lionel Scaloni conseguiu sair com tabelas e com o Messi recuando para ajudar na saída de jogo e na posse de bola.
Ainda nos minutos iniciais, a Argentina encontrou espaços com Molina conduzindo por dentro e quebrando a pressão austríaca. A jogada terminou em pênalti sobre Lautaro Martínez, que só foi marcado após consulta do VAR. Lionel Messi foi para a cobrança e desperdiçou, jogando para fora. Foi o terceiro pênalti consecutivo perdido pelo argentino em Copas do Mundo com a bola rolando.
Após a perda do pênalti, a dinâmica entre as equipes mudou, já que a Áustria se sentiu mais confiante e a Argentina mais insegura. Com a fragilidade da equipe argentina, os austríacos pressionaram e empurraram o time rival, que começou a fazer faltas contra os europeus. Os argentinos tentavam sair no contra-ataque, mas sem sucesso.
A equipe de Ralf Rangnick estava com quatro meio-campistas e formava um losango por dentro, tentando anular a forma característica dessa argentina jogar, dificultando a circulação de bola entre Enzo Fernández, De Paul e Almada, e obrigando a utilizarem mais os laterais do que de costume. A intensidade austríaca prevaleceu até a parada para hidratação, quando a Argentina retomou o controle do jogo, com muita paciência e toques de bola.
Também chamava atenção a estratégia argentina de evitar cruzamentos, devido a alta estatura da defesa da Áustria, que tem 1,84m de média, e a Argentina com seus atacantes chegava apenas a 1,71m de média.
Aos 38 minutos, após recuperar a posse em um lateral, Messi foi acionado e virou o jogo para Almada, que esperou a ultrapassagem de Enzo Fernández e Facundo Medina. Com a linha defensiva austríaca recuada para proteger a profundidade, o lateral recebeu e devolveu para Almada na entrada da área, que fez um corta-luz preciso para Messi finalizar livre e se tornar o maior artilheiro isolado da história das Copas do Mundo.
Com a intensidade que havia marcado sua atuação no primeiro tempo, os austríacos voltaram do intervalo ocupando mais o campo de ataque e encontraram em Sabitzer sua principal arma ofensiva. Aos dez minutos, o meia cobrou falta com perigo e exigiu grande defesa de Emiliano Martínez, que evitou o empate.
O bom momento austríaco, porém, não durou por toda a segunda etapa da partida. Aos poucos, a Argentina retomou o controle do jogo por meio da posse de bola, característica que já havia lhe permitido superar os momentos de pressão adversária no primeiro tempo. Com mais paciência na circulação e menos espaços para os contra-ataques da Áustria, a equipe de Lionel Scaloni reduziu o ritmo do jogo e passou a administrar a vantagem.
Ainda assim, os argentinos encontraram oportunidades. Messi voltou a aparecer aos 18 minutos do segundo tempo ao receber passe de Julián Álvarez, se livrar da marcação e finalizar para defesa do goleiro Alexander Schlager. Com o passar do tempo, a partida ficou mais truncada, marcada por interrupções e por uma disputa física mais intensa no meio-campo.
Nos minutos finais, a Áustria voltou a pressionar em busca da igualdade e obrigou a Argentina a sustentar sua vantagem com uma atuação defensiva segura. Mas, já nos acréscimos, a Albiceleste encontrou o golpe definitivo. Em um contra-ataque, Messi iniciou a jogada, viu Julián Álvarez ter a finalização bloqueada e aproveitou o rebote para marcar seu segundo gol na partida e o 18º de sua carreira em Mundiais.
O resultado garantiu a classificação antecipada da Argentina para a próxima fase e manteve a equipe na liderança do Grupo J. Os argentinos voltam a campo no próximo sábado (27), às 23h (horário de Brasília), contra a já eliminada Jordânia. Com a derrota, a Áustria permaneceu com três pontos e decidirá sua permanência no torneio na última rodada, diante da Argélia, também no sábado, às 23h.
Jordânia 1X2 Argélia
Para fechar a segunda rodada do grupo J, a Argélia venceu de virada a Jordânia pelo placar de 2 a 1, na madrugada desta terça-feira (23). A partida aconteceu non Levi's Stadium, em Santa Clara. Com a derrota, os jordanianos foram eliminados da Copa do Mundo. Já a Argélia, somou seus primeiros pontos no torneio e ainda busca a classificação para a próxima fase.
A etapa inicial teve chances alternadas entre as equipes. A Argélia chegou duas vezes com Amine Gouiri, uma à direita aos dois minutos de partida e outra finalização fraca aos 28, e com Riyad Mahrez, que finalizou bem aos 33 minutos, mas parou no goleiro Yazeed Abulaila. Pelo lado da Jordânia, Mousa Al-Tamari arriscou aos 12 minutos, mas o goleiro argelino Luca Zidane defendeu a finalização, enquanto Nizar Al-Rashdan tentou pelo alto e em chute rasteiro, mas sem perigo.
A equipe da Jordânia seguiu para o intervalo em êxtase após a vantagem conquistada. Em contrapartida, a Argélia foi para a pausa abatida, principalmente após mais uma falha do goleiro Luca Zidane, que vem sendo bastante criticado por suas atuações na Copa do Mundo
Na segunda etapa, os argelinos melhoraram. Com o controle do jogo durante boa parte do segundo tempo, aos 24 minutos, Mahrez cobrou escanteio para Benbouali empatar o jogo. Faltando apenas oito minutos para o fim do tempo regulamentar, novamente em bola parada, Gouiri virou o placar para a equipe argelina.
Apesar do susto, a seleção da Argélia saiu vitoriosa e Ibrahim Maza, jovem promessa da seleção africana, foi eleito o melhor em campo. Apesar de não participar diretamente de nenhum dos gols, ele foi o jogador mais ativo no jogo.
Na última rodada, a Argélia enfrenta a Áustria no sábado (27), às 23h (horário de Brasília), para decidir quem ficará com a segunda colocação do grupo e a classificação direta para a próxima fase, sem precisar dos resultados de outros grupos para ficar como um dos melhores terceiros lugares da competição. Já a eliminada seleção jordaniana cumprirá tabela contra a Argentina, de Lionel Messi, no mesmo dia e horário.
Na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, o México se classificou após vencer a Coreia do Sul por um placar de 1 a 0. Do outro lado, a África do Sul empatou com a Tchéquia com gol no fim da partida. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo A:
México X Coreia do Sul
A Copa do Mundo de 2026 conheceu seu primeiro classificado para a segunda fase na noite de quinta-feira (18). O México garantiu a vaga ao vencer a Coreia do Sul por 1 a 0, pela segunda rodada do Grupo A, no Estádio Akron, na cidade mexicana de Guadalajara.
O primeiro tempo foi morno, com poucas chances claras de gol para as duas equipes. A Coreia do Sul levou perigo aos 15 minutos, quando o atacante Son Heung-min tentou encobrir o goleiro mexicano Raúl Rangel. A finalização foi salva em cima da linha pelo volante Édson Álvarez, que afastou a bola de bicicleta.
Aos 19 minutos, foi a vez de o México assustar. Alvarado cruzou para Quiñones, que cabeceou no canto direito, mas sem força suficiente para vencer o goleiro sul-coreano. As duas seleções ainda criaram algumas finalizações ao longo da etapa inicial, mas sem grande perigo. Insatisfeita com o futebol apresentado no primeiro tempo, a torcida mexicana vaiou a seleção na saída para o intervalo.
As vaias surtiram efeito e o México voltou para o segundo tempo com postura mais agressiva. Aos 48 minutos, Gutiérrez lançou em profundidade para Gallardo em um contra-ataque. O defensor invadiu a área e finalizou rasteiro, mas a bola acertou a rede pelo lado de fora.
O gol mexicano veio aos 49 minutos. Após cruzamento de Quiñones em direção a Jiménez, o goleiro sul-coreano Kim Seung-gyu falhou ao tentar segurar a bola e acabou soltando-a dentro da área. Atento ao lance, o meia Luis Romo aproveitou o rebote e não desperdiçou.
Aos 74 minutos, novamente Quiñones cruzou para Jiménez, que, desta vez, finalizou no centro do gol para defesa de Seung-gyu. Três minutos depois, o meia Lee Kang-in arriscou de fora da área, mas a bola passou por cima do travessão mexicano.
No fim do jogo, o México quase ampliou a vantagem. O meio-campista Vargas arriscou um forte chute de longa distância, exigindo grande defesa do goleiro sul-coreano.
Dois minutos depois, o centroavante Cho Gue-sung cabeceou firme e parou em Rangel, que espalmou. No rebote, o atacante finalizou novamente, mas o goleiro mexicano voltou a defender e garantiu a vitória dos anfitriões.
Com a vitória, o México chegou aos seis pontos e se isolou na liderança do Grupo A, já a Coreia do Sul estacionou nos três pontos e está na vice-liderança.
Pela terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, o México irá enfrentar a República Tcheca na quarta-feira (24), no Estádio Azteca, na Cidade do México, às 22h pelo horário de Brasília. Já a Coreia do Sul vai duelar com a África do Sul, também na quarta-feira (24), às 22h pelo horário de Brasília.
Tchéquia X África do Sul
A segunda rodada da Copa do Mundo 2026 ocorreu na última quinta-feira (18) com o duelo entre África do Sul e Tchéquia, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
Para a Tchéquia, que foi derrotada pela Coreia do Sul de virada na primeira rodada, o técnico Miroslav Koubek apostou em pequenas mudanças na escalação e no sistema tático. Koubek abandonou o 5-4-1 para usar Hlozek, antiga promessa, que hoje atua no Hoffenheim, em uma dupla de atacantes junto de Schick.
Do lado da África do Sul, após a derrota contra o México na abertura do Mundial, a grande novidade foi a presença de Oswin Appollis, ponta-esquerda e meio-campista de 24 anos que atua no Orlando Pirates.
O jogador ganhou espaço após as modificações feitas pelo técnico Hugo Broos, que precisou ajustar a equipe devido às expulsões no último jogo. Appollis trouxe velocidade e criatividade, ajudando a dar profundidade ao ataque e sendo um dos nomes observados da partida.
Logo no início do jogo, aos seis minutos, a Tchéquia abriu o placar após uma falha na saída de bola sul-africana. O lance resultou no gol mais rápido da competição até agora, marcado por Michael Sadílek, aproveitando o erro defensivo da equipe africana.
O primeiro tempo foi difícil para a seleção sul-africana, que sofreu com os encaixes da Tchéquia pelo centro. As mudanças na escalação deixaram a equipe vulnerável, e o adversário aproveitou para controlar o ritmo. A partir dos 20 minutos, no entanto, os sul-africanos começaram a crescer em campo, equilibrando a partida e mostrando mais presença ofensiva.
Após o gol sofrido, a equipe reorganizou o meio-campo, tentando neutralizar os avanços centrais da Tchequia. Appollis foi fundamental nesse processo, alternando entre a ponta e o meio para oferecer linhas de passe e desafogar a pressão adversária. O time ganhou confiança e passou a ocupar mais o campo ofensivo, mas faltou precisão nas finalizações para transformar o volume de jogo em vantagem no placar.
Em jogos da Copa, a África do Sul nunca perdeu duas partidas seguidas e também conseguiu uma virada.
No segundo tempo, aos 35 minutos, a arbitragem assinalou um toque de mão de Pavel Sulc dentro da área. O meia Mokoena converteu o pênalti com segurança, empatando o jogo e inflamando a busca pela virada, que acabou não acontecendo.
As modificações feitas por Broos, especialmente a entrada de Appollis e a recomposição defensiva, explicam a dificuldade inicial da equipe em se adaptar O empate, apesar de frustrante pela busca da virada, mantém viva a tradição sul-africana de não perder duas partidas consecutivas em Copas e ainda luta pela classificação, mesmo ocupando a lanterna do Grupo A.
Os europeus jogarão contra o México, na quarta (24), no Azteca, principal estádio mexicano. Os Bafana Bafana enfrentarão a Coreia do Sul no mesmo horário, no estádio BBVA, também no México.
A LigaMagic nasceu como um fórum de discussões em setembro de 2001. Ao longo dos 25 anos, a Liga acompanhou a expansão dos jogos de cartas colecionáveis (TCGs) no Brasil. O que começou como um espaço para jogadores trocarem informações, estratégias e experiências, transformou-se no maior marketplace e um dos principais pilares dos TCGs no país. Em um universo onde uma única carta pode ser uma peça essencial numa partida de torneio e um item de coleção e negociação, os TCGs construíram no Brasil uma comunidade que vai muito além das mesas de jogos. A trajetória da LigaMagic acompanha essa evolução, saindo de uma comunidade online de jogadores para uma das maiores plataformas do cenário nacional.
A história da LigaMagic começou antes mesmo de existir uma plataforma ou um marketplace. No fim dos anos 1990, quando a internet ainda estava dando os seus primeiros passos no Brasil, a comunidade de Magic: The Gathering se organizava principalmente por meio de fóruns, chats e presencialmente. Foi nesse cenário que Diogo Pires e Valdebrando Rafael P. Giovanini, fundadores da LigaMagic, começou a criar espaços digitais para aproximar os jogadores e fortalecer a comunidade que ainda era pequena no país. A ideia surgiu a partir de um grupo de jogadores de São José dos Campos, chamado de SJC Team, formado por pessoas que treinavam juntas, participavam de campeonatos e compravam cartas. A partir disso, Diogo criou um blog para registrar partidas e compartilhar informações sobre o cenário competitivo.
O projeto cresceu junto com a internet brasileira. A ideia original era uma página para os jogadores terem acesso a resultados de torneios, mas encontrou outra demanda: os jogadores queriam espaço para conversar, organizar partidas e encontrar maneiras mais eficientes para participar do cenário competitivo. Na época, grande parte da comunicação acontecia em fóruns e canais de conversa online, como o mIRC, em que os jogadores trocavam informações e combinavam campeonatos. A partir disso, surgiu a ideia de criar uma ferramenta mais estruturada. “Eu fiz um site que era muito feio visualmente, mas ele era funcional para o pessoal se inscrever, ver rodada. E aí que começou esse negocio”, conta Diogo em entrevista a Agemt.
A experiência mostrou que existia uma demanda maior dentro da comunidade, os jogadores não precisavam apenas de um espaço para conversar sobre o jogo, mas também uma maneira mais simples de encontrar as cartas para jogar. Foi nesse momento que Valdebrando Rafael P. Giovanini teve a inspiração de evoluir o projeto. “O objetivo do fórum inicialmente era fazer a galera discutir Magic. Era muito forte naquela época. Em 2000, 2001, a gente tinha mais de duas mil, três mil mensagens por dia e a principal dificuldade era conseguir as cartas”, conta Valdebrando em entrevista a Agemt.
A partir dessa necessidade surgiu o Bazar da Liga, ferramenta que permitia aos jogadores comprarem e venderem cartas entre si. Segundo Rafael, o mercado de cartas avulsas ainda era pouco desenvolvido no Brasil, com poucas lojas especializadas trabalhando com esse tipo de produto, “Naquela época tinha duas, três lojas no Brasil? Talvez tivesse um pouco mais de loja vendendo Magic, mas elas não trabalhavam com singles.” Com o crescimento da plataforma, a LigaMagic passou de ser apenas um espaço para a comunidade e começou a criar uma estrutura para o mercado de TCG no país. O marketplace aproximou os jogadores, vendedores e lojas, permitindo que negociações que antes dependiam de contatos pessoais acontecessem dentro de um ambiente mais amplo e organizado. Essa transformação também ajudou as lojas especializadas a crescer, sem precisar desenvolver toda uma estrutura tecnológica, focando somente na venda de cartas. Ao longo dos anos, a Liga acompanhou a evolução dos TCG no Brasil, o que começou como uma pequena comunidade de jogadores, foi crescendo, juntando lojas, torneios, criadores de conteúdo e um mercado inteiro. Para os fundadores, a força da Liga veio justamente dessa combinação entre tecnologia e comunidade: uma plataforma criada para resolver problemas dos próprios jogadores, mas que acabou se tornando parte da estrutura que sustenta o universo dos jogos de cartas no país.
Ao longo dos anos, a plataforma também passou a ocupar um espaço de produção de conteúdo, informação e relacionamento com os jogadores, criando uma rotina que aproximou ainda mais a comunidade dos jogos de cartas colecionáveis. Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic e pelas transmissões dos torneios, acompanhou essa transformação de perto. “A mesma plataforma não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga, as pessoas já conhecem os redatores, que toda terça tem artigo do Jeff, toda quarta tem a minha live, e tem gente que manda mensagem falando: “Bom dia e como você está”. A mesma pessoa, tem muita gente que entra esporadicamente, mas a maioria são as mesmas pessoas”, Juliano conta em entrevista a Agemt. Para ele, a produção de conteúdo se tornou uma das principais formas de manter a comunidade ativa e conectada, especialmente em um cenário onde os jogos de cartas passaram a crescer para além das mesas de competição. Segundo Juliano, “Eu acho que esse braço da LigaMagic existe muito mais porque os donos da LigaMagic querem manter isso como um serviço à comunidade. Eles se preocupam realmente em ter uma comunidade do Magic aqui no Brasil e em ter as coisas funcionando”. Essa relação com o público se fortaleceu por meio dos artigos, notícias, vídeos e transmissões, que passaram a fazer parte da rotina dos jogadores. Com o tempo, a Liga deixou de ser apenas um espaço acessado quando alguém precisava comprar uma carta e passou a criar uma presença diária dentro da comunidade.
Além dos textos publicados no portal, as transmissões dos torneios também passaram a ocupar um papel importante dentro desse ecossistema. A cobertura de campeonatos aproximou jogadores que nem sempre conseguem acompanhar os eventos presencialmente e criou uma nova forma de consumir o cenário competitivo. Esse contato constante com a comunidade também fez com que a Liga acompanhasse a expansão dos próprios TCGs no Brasil. Com a chegada de novos jogos de cartas colecionáveis, a produção de conteúdo precisou se adaptar a diferentes públicos, estratégias e formatos competitivos. Juliano explica que passou a acompanhar outros jogos além de Magic: the Gathering, estudando novos cenários para entender como cada comunidade funciona. “Eu tive que aprender mais sobre Flesh and Blood, mais sobre One Piece, mais sobre Riftbound, Lorcana. Hoje todo TCG que lança eu meio que tenho que aprender mais sobre ele”. A mudança mostra como a própria Liga acompanhou a transformação do mercado de TCGs no país. Para Juliano, esse trabalho de comunicação é parte essencial da identidade da plataforma.
Com o crescimento da LigaMagic, ela começou a ter um papel importante dentro da economia de todos os TCG. Mais do que aproximar jogadores e lojas, a Liga ajudou a organizar um mercado que antes funcionava de uma maneira mais descentralizada, criando uma referência para preços, negociações e circulação de cartas. André Manenti, criador do canal UMotivo, canal do Youtube sobre TCG, acompanhou a evolução tanto como jogador quanto alguém que analisa o mercado. Para ele, a Liga se tornou uma das principais estruturas do cenário brasileiro ao facilitar a relação entre quem compra, vende e coleciona cartas. “A Liga, sendo um dos pilares do ecossistema de TCGs no Brasil hoje, desempenha um papel de extrema relevância. Um papel de desburocratização do mercado secundário, um verdadeiro hub que facilita a vida de quem está no hobby ”, afirma André à Agemt. A relação de André com a plataforma começou quando ele era somente um jogador. “Foi através de um notebook velho em uma livraria há 15 anos que descobri, junto com um amigo, que havia um site que me permitia saber o preço dos cards que eu tinha. Esse mesmo site me permitia negociar esses cards e participar de leilões dos cards que eu buscava ”.
Além da experiência como usuário, André também estudou a relação entre TCG e o mercado financeiro, o seu trabalho de conclusão de curso intitulado: "Magic: The Gathering, do Hobbie ao Lucro" foi um artigo publicado no congresso de controladoria e finanças do curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Nesse artigo pude realizar um questionário com milhares de respostas, que juntas me permitiram entender quais elementos influenciam na obtenção ou não de lucro ao se vender uma coleção de Magic. Aspectos como condição física, ilustração, idioma e edição do card. Foi uma experiência muito interessante e com certeza me ajudou a encontrar algo de suportável em um ambiente nem tão empolgante quanto o da contabilidade. O estudo foi bastante surpreendente, para ser sincero. É de se esperar que jogadores que se intitulam ‘investidores’ tenham mais lucro que jogadores casuais ou novatos, até aí, nada de genial. Em contrapartida, não foi encontrada correlação alguma entre jogadores menos criteriosos no que tange idioma, condição física e ilustração do card. Analisando de maneira avulsa cada uma das três variáveis, a única que apresentou impacto no lucro foi a condição física”, explica.
Dentro desse cenário, a LigaMagic passou a ter uma influência direta na formação de preços. Por reunir uma grande quantidade de anúncios e negociações, a plataforma se tornou uma das principais referências utilizadas por jogadores e lojas para acompanhar valores. “A Liga acaba sendo um dos principais locais usados para acompanhar as variações nos preços dos cards. Ou seja, a existência da Liga impacta diretamente na lucratividade de alguns jogadores dentro do hobby”.Essa influência fez com que a Liga se transformasse em uma espécie de parâmetro do mercado brasileiro. Entre os jogadores, quando estão fazendo vendas e trocas entre si, existe a famosa frase “Faz pelo menor da Liga?”, que significa utilizar o valor da carta pelo menor valor que a Liga Magic está mostrando que a carta tem. Esse termo se tornou uma espécie de cotação, usado por quase todos os jogadores no Brasil. Apesar da valorização económica dos TCG, André também destaca os riscos de um mercado cada vez mais movimentado. Segundo ele: ”Grandes perfis do mundo dos TCGs também conseguem manipular buyouts, inflacionar preços, gerar demanda, FOMO e coisas do tipo. Um simples deck tech pode aumentar a procura e um vazamento falso de banimento pode derreter o preço de um card”.Mesmo com essas mudanças, André vê o cenário atual de forma positiva. Para ele, nunca foi tão fácil encontrar cartas e participar do hobby. A Liga, nesse processo, acabou se tornando parte da estrutura que sustenta essa nova fase dos TCGs no Brasil. A influência da LigaMagic também pode ser observada fora do ambiente digital, nas lojas físicas e na rotina dos jogadores que utilizam a plataforma diariamente.
Natan Souza, dono da loja Akagami, acompanha essa relação como lojista. Sua trajetória dentro dos TCG começou ainda na infância, quando conheceu o universo do TCG por influência do seu primo. Ele transformou o hobby em uma atividade que, anos depois, se tornaria um negócio. “Sempre fui fã de Pokémon desde pequeno. Quando cheguei nos meus 10 a 12 anos comecei a colecionar cartinhas por influência de um primo mais velho que já colecionava. Desde então segui firme como meu hobby principal até se tornar uma renda extra na minha adolescência.”, conta Natan à Agemt.
A Liga, segundo ele, ajuda a quebrar a distância entre consumidores e produtos, especialmente em locais onde existem menos opções para quem joga ou coleciona. A plataforma permite que lojas tenham clientes de diferentes regiões, aumentando o alcance de seus negócios. Apesar dos benefícios, Natan também aponta desafios dentro desse modelo. Um dos principais pontos está na concorrência entre diferentes vendedores dentro do marketplace, já que lojas físicas possuem custos diferentes de operações menores. Outro ponto é a falta de critérios mais específicos para a atuação dentro da plataforma, que pode criar diferenças entre vendedores com estruturas completamente distintas. A Liga funciona como uma ferramenta necessária, mas precisa trazer mais melhorias e inovações para os lojistas, avalia Natan.
Do outro lado desse ecossistema, estão os jogadores, que utilizam a plataforma não apenas para comprar cartas, mas também para encontrar comunidades, torneios, notícias e conteúdo original da Liga. Christian Santos joga TCG há mais de 30 anos e acompanhou diferentes fases desse universo. Para ele, o principal elemento que mantém os TCG vivos é a comunidade. A competição tem o seu papel mas é o contato com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse que mantém elas engajadas nesse hobby. A relação de Christian com a LigaMagic começou há cerca de 5 anos, quando passou a utilizar a plataforma para encontrar cartas e acompanhar valores. Hoje, o site faz parte da sua rotina diária. “Uso principalmente para comprar cartas e verificar preços. A plataforma facilita muito esse processo, porque centraliza várias lojas e permite comparar valores rapidamente.”, explica. Para ele, a relação entre a plataforma e as lojas físicas não é de substituição, mas de complemento. Enquanto a Liga facilita o acesso e a comparação de preços, os espaços presenciais continuam tendo um papel fundamental na experiência social do TCG. Christian também destaca a importância dos eventos competitivos organizados pela LigaMagic, como o Circuito LigaMagic, que ajudam a reunir jogadores de diferentes regiões e fortalecem o cenário nacional.
“A plataforma funciona como um ponto de encontro para jogadores e lojistas. Ela facilita não só as transações, mas também a conexão entre as pessoas, o que é fundamental para manter a comunidade ativa e em crescimento”, comenta. Para o jogador, depois de 25 anos, a LigaMagic se tornou parte da própria estrutura do TCG no Brasil. Mais do que um marketplace, ela passou a conectar diferentes lados de um mesmo universo: quem vende, quem compra, quem compete e quem simplesmente encontra nos TCG uma forma de socializar com outras pessoas.
Ao longo de 25 anos, a LigaMagic acompanhou a transformação do TCG no Brasil. Com um começo humilde, a Liga agora alcança milhares de pessoas que encontram no TCG um hobby que traz competição e novas amizades. A trajetória da Liga também mostra como a necessidade dos próprios jogadores acabou se transformando em uma das principais bases do cenário nacional. Ao reunir compra, venda, informação e comunidade em um mesmo ambiente, a plataforma ajudou a organizar um mercado que antes dependia muito de contatos individuais, encontros presenciais. Além de facilitar o lado de negociações, a Liga passou a funcionar como um ponto de conexão entre várias partes do ecossistema de TCG: jogadores conseguem encontrar cartas mais facilmente, acompanhar eventos e torneios, as lojas ampliam seu alcance e conseguem se aproximar de consumidores de diferentes regiões do país. O mundo dos TCG cresce cada vez mais a cada ano, novos jogos, crescimento da base de jogadores de jogos já existentes, essa organização ajuda a fortalecer o desenvolvimento do hobby no Brasil.
A forma como os jogos de cartas colecionáveis são vistos também mudou nos últimos anos. Antes tratados principalmente como um passatempo de nicho, os TCGs passaram a ganhar uma exposição maior com a popularização de criadores de conteúdo e grandes movimentações envolvendo cartas raras. Casos como o de influenciadores internacionais, como Logan Paul, chamando atenção para cartas de alto valor, ajudaram a aproximar parte do público de uma visão mais econômica desse universo, em que algumas cartas passaram a ser enxergadas como ativos de coleção e não apenas como itens de jogo. Esse movimento trouxe novas oportunidades, mas também novos desafios para o mercado. A valorização das cartas aumentou o interesse pelo hobby, atraiu novos jogadores e fortaleceu lojas e plataformas especializadas, mas também criou discussões sobre especulação, inflação de preços e o risco de transformar um elemento cultural em apenas uma oportunidade financeira.
Mesmo com os desafios de um mercado em constante transformação, como preços, acesso às cartas e a entrada de novos jogadores, a LigaMagic continua ocupando um papel central dentro desse ecossistema. Para jogadores e lojistas, a plataforma se tornou parte da rotina, conectando pessoas que fazem o hobby acontecer em diferentes pontos do país. Ao completar 25 anos, a LigaMagic representa mais do que a história de uma plataforma. Ela acompanha a própria evolução dos TCGs no Brasil: da época dos fóruns e pequenas comunidades até um cenário com grandes torneios, lojas especializadas e um mercado cada vez mais estruturado. O futuro dos jogos de cartas ainda continua sendo construído, mas a Liga já faz parte da história de como essa cultura cresceu e se consolidou no país.