Egípcios bateram a Nova ZelÂndia de virada por 3 a 1; partida entre Bélgica e Irã não teve gols
por
Julia Naspolini
Maria Paula Alves
Theo Fratucci
Martim Tarifa
|
24/06/2026 - 12h

 

No último domingo (21), o Egito conquistou sua primeira vitória na história da Copa do Mundo, após vencer a Nova Zelândia por 3 a 1. Já Bélgica e Irã terminaram a partida sem gols, com um empate morno. Veja os destaques do Grupo G:

Nova Zelândia X Egito

O Egito goleou a Nova Zelândia, no último domingo (21), no estádio Vancouver Place, no Canadá. A primeira partida com vitória dentro do Grupo G terminou em 3 a 1.

A partida começou com a seleção da Nova Zelândia dominando o jogo nos primeiros minutos. Logo no início do primeiro tempo, os All Whites criaram uma oportunidade de gol e finalizaram, mas a bola acabou saindo pela linha de fundo.

A pressão neozelandesa continuou e resultou em nova chance a partir de um escanteio. Aos 15 minutos, a equipe abriu o placar com um gol de cabeça de Finn Surman.

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O camisa 16 marcou gol que abriu o placar do jogo. Foto: FIFA/Reprodução

Durante a primeira metade do jogo, a Nova Zelândia manteve o controle das ações ofensivas. O Egito só conseguiu sua primeira finalização aos 25 minutos do primeiro tempo, quando levou perigo ao gol adversário, mas parou na defesa do goleiro.

Após esse lance, a equipe egípcia passou a equilibrar a partida e começou a criar mais oportunidades. Já nos acréscimos da etapa inicial, quase chegou ao empate, mas a finalização saiu pela linha de fundo, mantendo a vantagem da Nova Zelândia ao final do primeiro tempo.

A virada veio no segundo tempo. Depois do intervalo, a equipe africana chegou jogando mais para frente, com uma tentativa de finalização de Salah logo no primeiro minuto. 

Ao longo dos 45 minutos, o Egito conquistou sua goleada. O empate saiu aos 13 minutos, quando Mostafa Ziko, nome em homenagem ao lendário meio-campista brasileiro, aproveitou um novo cruzamento de Hany e cabeceou sem marcação para o fundo do gol. 

Menos de 10 minutos depois, Salah concluiu uma bela troca de passes com o próprio Ziko e virou o placar. E o capitão dos Faraós ainda ajudou a marcar mais um aos 37, após um escanteio cobrado por ele, Trezeguet surgiu no primeiro poste e desviou de cabeça para fechar o placar em 3 a 1.

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O atacante, Mohamed Salah, foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: FIFA/Reprodução

Essa é a primeira vez  que o time africano ganha em Copas, já a Nova Zelândia, segue sem conquistar esse feito. Com o resultado, o time africano assume a liderança da chave, com 4 pontos conquistados ao final de duas rodadas.

A partida contra a Nova Zelândia marcou duplamente a história do Egito em Copas. Além de ser a primeira vitória da seleção, consagrou Mohamed Salah como o maior artilheiro do país em mundiais, com três gols.

Bélgica X Irã

Em jogo válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, Bélgica e Irã se enfrentaram no último domingo (21) em Los Angeles, Estados Unidos. Mesmo com a expulsão do lado belga, o placar permaneceu zerado e as equipes terão que vencer na última rodada para sonhar com vaga no mata-mata. 

A partida começou com amplo domínio da Bélgica. No primeiro tempo, os belgas tiveram 81% da posse de bola. Mas essa era a exata intenção do Irã, que montou uma defesa muito forte, jogando num esquema 6-3-1 para congestionar a área de ataque belga e impedir ao máximo o número de chances claras adversárias.

Portanto, desde o primeiro minuto na primeira etapa, vimos um jogo de ataque contra defesa com muitos chutes bloqueados pelos defensores persas e defesas do goleiro Alireza Beiranvand. A seleção iraniana afastava todas as bolas para onde desse e buscava criar chances de gols através de faltas e escanteios conquistados no campo de ataque.

Assim, aos 25 minutos de jogo, Ehsan Hajsafi cobrou uma falta surpreendente na intermediária. Com passe rasteiro, achou o camisa 9 Mehdi Taremi livre na área para balançar a rede, mas após revisão o gol foi anulado por impedimento. 

Ainda no fim do primeiro tempo, a Bélgica teve uma grande chance. Após belo passe por cima de Tielemans, Maxim de Cuyper chutou forte de primeira, mas parou no goleiro iraniano. 

No começo da segunda etapa, tudo se inclinava para vermos um jogo muito parecido com aquele cenário antes do intervalo. A Bélgica voltou mais agressiva, com 59 minutos jogados o goleiro Alireza Beiranvand fez uma defesa histórica, ao receber um chute à queima roupa de dentro da pequena área, enquanto estava caído no chão. 

Foi então aos 67 minutos de jogo, que o zagueiro belga Nathan Ngoy perdeu a bola na defesa e teve que fazer a falta para impedir que Taremi saísse livre para ter a chance de abrir o placar para o Irã. Ngoy era o último homem no campo de defesa belga e foi expulso imediatamente pelo árbitro. 

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Reação de Ngoy após ser expulso. Foto: FIFA/Reprodução

O Irã cresceu no jogo, assumindo o protagonismo da partida e empurrando a Bélgica com um jogador a menos para seu campo de defesa. Mas assim como os belgas, a seleção persa não aproveitou seu momento de maior posse no jogo e a partida terminou empatada pelo placar de zero a zero. 

Na última rodada da fase de grupos, a Bélgica enfrenta a Nova Zelândia e o Irã o Egito, num grupo em que todos ainda têm chance de se classificar para a fase eliminatória. 

Craque argentino se torna o artilheiro isolado das Copas, enquanto argelinos eliminam a Jordânia
por
Lucas Farias
Lucas Leal
Mariana Luccisano
Octávio Alves
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24/06/2026 - 12h

Pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, a Argentina confirmou seu favoritismo e se classificou para a próxima fase do torneio após vitória sobre a Áustria. O jogo também ficou marcado pelo recorde de Lionel Messi, que se tornou o maior artilheiro das Copas de forma isolada com 18 gols e deixou para trás o alemão Miroslav Klose. No outro jogo do Grupo J, a Argélia eliminou a Jordânia e manteve viva para a última rodada as chances de classificação para o mata-mata. Confira os detalhes das partidas:

Argentina 2X0 Áustria

A Argentina venceu a seleção da Áustria por 2 a 0 em partida válida pela 2ª rodada do grupo J, e confirmou sua vaga para os 16 avos de final. O confronto aconteceu no Dallas Stadium, em Dallas, e cerca de 70 mil pessoas puderam ver Lionel Messi marcar novamente e virar, de forma isolada, o maior artilheiro de todas as copas, com 18 gols. 

A seleção austríaca promoveu mudanças na parte defensiva, com a entrada do zagueiro Kevin Danso e do recuo de Konrad Laimer para a lateral esquerda, e no ataque com Michael Gregoritsch começando no lugar do camisa 14 Sasa Kalajdzic, que havia atuado contra a Jordânia na primeira rodada. Por outro lado, a Albiceleste teve apenas a entrada de Nahuel Molina no time titular no lugar de Gonzalo Montiel, que sofreu uma lesão leve na coxa direita. 

Conhecida por uma marcação forte, a Áustria pressionou a saída de bola argentina desde o primeiro minuto, porém a equipe de Lionel Scaloni conseguiu sair com tabelas e com o Messi recuando para ajudar na saída de jogo e na posse de bola. 

Ainda nos minutos iniciais, a Argentina encontrou espaços com Molina conduzindo por dentro e quebrando a pressão austríaca. A jogada terminou em pênalti sobre Lautaro Martínez, que só foi marcado após consulta do VAR. Lionel Messi foi para a cobrança e desperdiçou, jogando para fora. Foi o terceiro pênalti consecutivo perdido pelo argentino em Copas do Mundo com a bola rolando.

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Lautaro Martinez sofreu pênalti após carrinhos de Xaver Schlager e Stefan Posch. Foto: Reprodução/X/@oefb1904

Após a perda do pênalti, a dinâmica entre as equipes mudou, já que a Áustria se sentiu mais confiante e a Argentina mais insegura. Com a fragilidade da equipe argentina, os austríacos pressionaram e empurraram o time rival, que começou a fazer faltas contra os europeus. Os argentinos tentavam sair no contra-ataque, mas sem sucesso.

A equipe de Ralf Rangnick estava com quatro meio-campistas e formava um losango por dentro, tentando anular a forma característica dessa argentina jogar, dificultando a circulação de bola entre Enzo Fernández, De Paul e Almada, e obrigando a utilizarem mais os laterais do que de costume. A intensidade austríaca prevaleceu até a parada para hidratação, quando a Argentina retomou o controle do jogo, com muita paciência e toques de bola.

Também chamava atenção a estratégia argentina de evitar cruzamentos, devido a alta estatura da defesa da Áustria, que tem 1,84m de média, e a Argentina com seus atacantes chegava apenas a 1,71m de média. 

Aos 38 minutos, após recuperar a posse em um lateral, Messi foi acionado e virou o jogo para Almada, que esperou a ultrapassagem de Enzo Fernández e Facundo Medina. Com a linha defensiva austríaca recuada para proteger a profundidade, o lateral recebeu e devolveu para Almada na entrada da área, que fez um corta-luz preciso para Messi finalizar livre e se tornar o maior artilheiro isolado da história das Copas do Mundo.

Com a intensidade que havia marcado sua atuação no primeiro tempo, os austríacos voltaram do intervalo ocupando mais o campo de ataque e encontraram em Sabitzer sua principal arma ofensiva. Aos dez minutos, o meia cobrou falta com perigo e exigiu grande defesa de Emiliano Martínez, que evitou o empate.

O bom momento austríaco, porém, não durou por toda a segunda etapa da partida. Aos poucos, a Argentina retomou o controle do jogo por meio da posse de bola, característica que já havia lhe permitido superar os momentos de pressão adversária no primeiro tempo. Com mais paciência na circulação e menos espaços para os contra-ataques da Áustria, a equipe de Lionel Scaloni reduziu o ritmo do jogo e passou a administrar a vantagem.

Ainda assim, os argentinos encontraram oportunidades. Messi voltou a aparecer aos 18 minutos do segundo tempo ao receber passe de Julián Álvarez, se livrar da marcação e finalizar para defesa do goleiro Alexander Schlager. Com o passar do tempo, a partida ficou mais truncada, marcada por interrupções e por uma disputa física mais intensa no meio-campo.

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Todos os gols da Argentina nesta edição da Copa do Mundo foram marcados por Lionel Messi. Foto: Reprodução/X/@Argentina

Nos minutos finais, a Áustria voltou a pressionar em busca da igualdade e obrigou a Argentina a sustentar sua vantagem com uma atuação defensiva segura. Mas, já nos acréscimos, a Albiceleste encontrou o golpe definitivo. Em um contra-ataque, Messi iniciou a jogada, viu Julián Álvarez ter a finalização bloqueada e aproveitou o rebote para marcar seu segundo gol na partida e o 18º de sua carreira em Mundiais.

O resultado garantiu a classificação antecipada da Argentina para a próxima fase e manteve a equipe na liderança do Grupo J. Os argentinos voltam a campo no próximo sábado (27), às 23h (horário de Brasília), contra a já eliminada Jordânia. Com a derrota, a Áustria permaneceu com três pontos e decidirá sua permanência no torneio na última rodada, diante da Argélia, também no sábado, às 23h.

 

Jordânia 1X2 Argélia

Para fechar a segunda rodada do grupo J, a Argélia venceu de virada a Jordânia pelo placar de 2 a 1, na madrugada desta terça-feira (23). A partida aconteceu non Levi's Stadium, em Santa Clara. Com a derrota, os jordanianos foram eliminados da Copa do Mundo. Já a Argélia, somou seus primeiros pontos no torneio e ainda busca a classificação para a próxima fase.

A etapa inicial teve chances alternadas entre as equipes. A Argélia chegou duas vezes com Amine Gouiri, uma à direita aos dois minutos de partida e outra finalização fraca aos 28, e com Riyad Mahrez, que finalizou bem aos 33 minutos, mas parou no goleiro Yazeed Abulaila. Pelo lado da Jordânia, Mousa Al-Tamari arriscou aos 12 minutos, mas o goleiro argelino Luca Zidane defendeu a finalização, enquanto Nizar Al-Rashdan tentou pelo alto e em chute rasteiro, mas sem perigo.

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Os Al-Nashama celebraram o gol de Nizar Al-Rashdan, que abriu o placar da partida. Foto: Reprodução/X/@i3merz

A equipe da Jordânia seguiu para o intervalo em êxtase após a vantagem conquistada. Em contrapartida, a Argélia foi para a pausa abatida, principalmente após mais uma falha do goleiro Luca Zidane, que vem sendo bastante criticado por suas atuações na Copa do Mundo

Na segunda etapa, os argelinos melhoraram. Com o controle do jogo durante boa parte do segundo tempo, aos 24 minutos, Mahrez cobrou escanteio para Benbouali empatar o jogo. Faltando apenas oito minutos para o fim do tempo regulamentar, novamente em bola parada, Gouiri virou o placar para a equipe argelina.

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Nadir Benbouali sobe mais alto que os defensores da Jordânia e marca o gol de empate da Argélia. Foto: Reprodução/X/@i3merz

Apesar do susto, a seleção da Argélia saiu vitoriosa e Ibrahim Maza, jovem promessa da seleção africana, foi eleito o melhor em campo. Apesar de não participar diretamente de nenhum dos gols, ele foi o jogador mais ativo no jogo.

Na última rodada, a Argélia enfrenta a Áustria no sábado (27), às 23h (horário de Brasília), para decidir quem ficará com a segunda colocação do grupo e a classificação direta para a próxima fase, sem precisar dos resultados de outros grupos para ficar como um dos melhores terceiros lugares da competição. Já a eliminada seleção jordaniana cumprirá tabela contra a Argentina, de Lionel Messi, no mesmo dia e horário.

Mexicanos venceram a Coreia do Sul por 1 a 0; já Tchéquia e África do Sul ficaram no empate
por
João Paulo Di Bella Soma
Lucas Peccin
Enrico Peres
Marina Garcia
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24/06/2026 - 12h

Na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, o México se classificou após vencer a Coreia do Sul por um placar de 1 a 0. Do outro lado, a África do Sul empatou com a Tchéquia com gol no fim da partida. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo A:

México X Coreia do Sul

A Copa do Mundo de 2026 conheceu seu primeiro classificado para a segunda fase na noite de quinta-feira (18). O México garantiu a vaga ao vencer a Coreia do Sul por 1 a 0, pela segunda rodada do Grupo A, no Estádio Akron, na cidade mexicana de Guadalajara. 

O primeiro tempo foi morno, com poucas chances claras de gol para as duas equipes. A Coreia do Sul levou perigo aos 15 minutos, quando o atacante Son Heung-min tentou encobrir o goleiro mexicano Raúl Rangel. A finalização foi salva em cima da linha pelo volante Édson Álvarez, que afastou a bola de bicicleta.

Aos 19 minutos, foi a vez de o México assustar. Alvarado cruzou para Quiñones, que cabeceou no canto direito, mas sem força suficiente para vencer o goleiro sul-coreano. As duas seleções ainda criaram algumas finalizações ao longo da etapa inicial, mas sem grande perigo. Insatisfeita com o futebol apresentado no primeiro tempo, a torcida mexicana vaiou a seleção na saída para o intervalo.

As vaias surtiram efeito e o México voltou para o segundo tempo com postura mais agressiva. Aos 48 minutos, Gutiérrez lançou em profundidade para Gallardo em um contra-ataque. O defensor invadiu a área e finalizou rasteiro, mas a bola acertou a rede pelo lado de fora.

O gol mexicano veio aos 49 minutos. Após cruzamento de Quiñones em direção a Jiménez, o goleiro sul-coreano Kim Seung-gyu falhou ao tentar segurar a bola e acabou soltando-a dentro da área. Atento ao lance, o meia Luis Romo aproveitou o rebote e não desperdiçou.

Aos 74 minutos, novamente Quiñones cruzou para Jiménez, que, desta vez, finalizou no centro do gol para defesa de Seung-gyu. Três minutos depois, o meia Lee Kang-in arriscou de fora da área, mas a bola passou por cima do travessão mexicano.

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Rangel defendendo bola perigosa da Coreia do Sul.Foto: FIFA/Reprodução

No fim do jogo, o México quase ampliou a vantagem. O meio-campista Vargas arriscou um forte chute de longa distância, exigindo grande defesa do goleiro sul-coreano.

Dois minutos depois, o centroavante Cho Gue-sung cabeceou firme e parou em Rangel, que espalmou. No rebote, o atacante finalizou novamente, mas o goleiro mexicano voltou a defender e garantiu a vitória dos anfitriões.

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Jogadores do México agradecem o apoio da torcida após a vitória por 1 a 0 sobre a Coreia do Sul. Foto: FIFA/Reprodução

Com a vitória, o México chegou aos seis pontos e se isolou na liderança do Grupo A, já a Coreia do Sul estacionou nos três pontos e está na vice-liderança. 

Pela terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, o México irá enfrentar a República Tcheca na quarta-feira (24), no Estádio Azteca, na Cidade do México, às 22h pelo horário de Brasília. Já a Coreia do Sul vai duelar com a África do Sul, também na quarta-feira (24), às 22h pelo horário de Brasília.

Tchéquia X África do Sul

A segunda rodada da Copa do Mundo 2026 ocorreu na última quinta-feira (18) com o duelo entre África do Sul e Tchéquia, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.

Para a Tchéquia, que foi derrotada pela Coreia do Sul de virada na primeira rodada, o técnico Miroslav Koubek apostou em pequenas mudanças na escalação e no sistema tático. Koubek abandonou o 5-4-1 para usar Hlozek, antiga promessa, que hoje atua no Hoffenheim, em uma dupla de atacantes junto de Schick.

Do lado da África do Sul, após a derrota contra o México na abertura do Mundial, a grande novidade foi a presença de Oswin Appollis, ponta-esquerda e meio-campista de 24 anos que atua no Orlando Pirates.

O jogador ganhou espaço após as modificações feitas pelo técnico Hugo Broos, que precisou ajustar a equipe devido às expulsões no último jogo. Appollis trouxe velocidade e criatividade, ajudando a dar profundidade ao ataque e sendo um dos nomes observados da partida. 

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Abertura do jogo entre Tchéquia e África do Sul na Copa do Mundo de 2026. Foto: @bafanabafanaofficial / Instagram

Logo no início do jogo, aos seis minutos, a Tchéquia abriu o placar após uma falha na saída de bola sul-africana. O lance resultou no gol mais rápido da competição até agora, marcado por Michael Sadílek, aproveitando o erro defensivo da equipe africana. 

O primeiro tempo foi difícil para a seleção sul-africana, que sofreu com os encaixes da Tchéquia pelo centro. As mudanças na escalação deixaram a equipe vulnerável, e o adversário aproveitou para controlar o ritmo. A partir dos 20 minutos, no entanto, os sul-africanos começaram a crescer em campo, equilibrando a partida e mostrando mais presença ofensiva.

Após o gol sofrido, a equipe reorganizou o meio-campo, tentando neutralizar os avanços centrais da Tchequia. Appollis foi fundamental nesse processo, alternando entre a ponta e o meio para oferecer linhas de passe e desafogar a pressão adversária. O time ganhou confiança e passou a ocupar mais o campo ofensivo, mas faltou precisão nas finalizações para transformar o volume de jogo em vantagem no placar. 

Em jogos da Copa, a África do Sul nunca perdeu duas partidas seguidas e também conseguiu uma virada.

No segundo tempo, aos 35 minutos, a arbitragem assinalou um toque de mão de Pavel Sulc dentro da área. O meia Mokoena converteu o pênalti com segurança, empatando o jogo e inflamando a busca pela virada, que acabou não acontecendo.

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Teboho Mokoena comemorando seu gol pela seleção sul-africana. Foto: FIFA/Reprodução

As modificações feitas por Broos, especialmente a entrada de Appollis e a recomposição defensiva, explicam a dificuldade inicial da equipe em se adaptar O empate, apesar de frustrante pela busca da virada, mantém viva a tradição sul-africana de não perder duas partidas consecutivas em Copas e ainda luta pela classificação, mesmo ocupando a lanterna do Grupo A. 

Os europeus jogarão contra o México, na quarta (24), no Azteca, principal estádio mexicano. Os Bafana Bafana enfrentarão a Coreia do Sul no mesmo horário, no estádio BBVA, também no México.

A comunidade construiu a maior plataforma de TCG do país
por
Thomas P. Fernandez
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23/06/2026 - 12h

A LigaMagic nasceu como um fórum de discussões em setembro de 2001. Ao longo dos 25 anos, a Liga acompanhou a expansão dos jogos de cartas colecionáveis (TCGs) no Brasil. O que começou como um espaço para jogadores trocarem informações, estratégias e experiências, transformou-se no maior marketplace e um dos principais pilares dos TCGs no país. Em um universo onde uma única carta pode ser uma peça essencial numa partida de torneio e um item de coleção e negociação, os TCGs construíram no Brasil uma comunidade que vai muito além das mesas de jogos. A trajetória da LigaMagic acompanha essa evolução, saindo de uma comunidade online de jogadores para uma das maiores plataformas do cenário nacional.

A história da LigaMagic começou antes mesmo de existir uma plataforma ou um marketplace. No fim dos anos 1990, quando a internet ainda estava dando os seus primeiros passos no Brasil, a comunidade de Magic: The Gathering se organizava principalmente por meio de fóruns, chats e presencialmente. Foi nesse cenário que Diogo Pires e Valdebrando Rafael P. Giovanini, fundadores da LigaMagic, começou a criar espaços digitais para aproximar os jogadores e fortalecer a comunidade que ainda era pequena no país. A ideia surgiu a partir de um grupo de jogadores de São José dos Campos, chamado de SJC Team, formado por pessoas que treinavam juntas, participavam de campeonatos e compravam cartas. A partir disso, Diogo criou um blog para registrar partidas e compartilhar informações sobre o cenário competitivo.

O projeto cresceu junto com a internet brasileira. A ideia original era uma página para os jogadores terem acesso a resultados de torneios, mas encontrou outra demanda: os jogadores queriam espaço para conversar, organizar partidas e encontrar maneiras mais eficientes para participar do cenário competitivo. Na época, grande parte da comunicação acontecia em fóruns e canais de conversa online, como o mIRC, em que os jogadores trocavam informações e combinavam campeonatos. A partir disso, surgiu a ideia de criar uma ferramenta mais estruturada. “Eu fiz um site que era muito feio visualmente, mas ele era funcional para o pessoal se inscrever, ver rodada. E aí que começou esse negocio”, conta Diogo em entrevista a Agemt. 

A experiência mostrou que existia uma demanda maior dentro da comunidade, os jogadores não precisavam apenas de um espaço para conversar sobre o jogo, mas também uma maneira mais simples de encontrar as cartas para jogar. Foi nesse momento que Valdebrando Rafael P. Giovanini teve a inspiração de evoluir o projeto. “O objetivo do fórum inicialmente era fazer a galera discutir Magic. Era muito forte naquela época. Em 2000, 2001, a gente tinha mais de duas mil, três mil mensagens por dia e a principal dificuldade era conseguir as cartas”, conta Valdebrando em entrevista a Agemt.

A partir dessa necessidade surgiu o Bazar da Liga, ferramenta que permitia aos jogadores comprarem e venderem cartas entre si. Segundo Rafael, o mercado de cartas avulsas ainda era pouco desenvolvido no Brasil, com poucas lojas especializadas trabalhando com esse tipo de produto, “Naquela época tinha duas, três lojas no Brasil? Talvez tivesse um pouco mais de loja vendendo Magic, mas elas não trabalhavam com singles.” Com o crescimento da plataforma, a LigaMagic passou de ser apenas um espaço para a comunidade e começou a criar uma estrutura para o mercado de TCG no país. O marketplace aproximou os jogadores, vendedores e lojas, permitindo que negociações que antes dependiam de contatos pessoais acontecessem dentro de um ambiente mais amplo e organizado. Essa transformação também ajudou as lojas especializadas a crescer, sem precisar desenvolver toda uma estrutura tecnológica, focando somente na venda de cartas. Ao longo dos anos, a Liga acompanhou a evolução dos TCG no Brasil, o que começou como uma pequena comunidade de jogadores, foi crescendo, juntando lojas, torneios, criadores de conteúdo e um mercado inteiro. Para os fundadores, a força da Liga veio justamente dessa combinação entre tecnologia e comunidade: uma plataforma criada para resolver problemas dos próprios jogadores, mas que acabou se tornando parte da estrutura que sustenta o universo dos jogos de cartas no país. 

Diogo e Valdebrando Rafael, no Liga Fest
Diogo e Valdebrando Rafael, no LigaFest - Imagem: Arquivo Pessoal

Ao longo dos anos, a plataforma também passou a ocupar um espaço de produção de conteúdo, informação e relacionamento com os jogadores, criando uma rotina que aproximou ainda mais a comunidade dos jogos de cartas colecionáveis. Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic e pelas transmissões dos torneios, acompanhou essa transformação de perto. “A mesma plataforma não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga, as pessoas já conhecem os redatores, que toda terça tem artigo do Jeff, toda quarta tem a minha live, e tem gente que manda mensagem falando: “Bom dia e como você está”. A mesma pessoa, tem muita gente que entra esporadicamente, mas a maioria são as mesmas pessoas”, Juliano conta em entrevista a Agemt. Para ele, a produção de conteúdo se tornou uma das principais formas de manter a comunidade ativa e conectada, especialmente em um cenário onde os jogos de cartas passaram a crescer para além das mesas de competição.Segundo Juliano, esse braço da Liga existe a partir da preocupação dos fundadores em manter a plataforma como um serviço voltado aos jogadores. “Eu acho que esse braço da LigaMagic existe muito mais porque os donos da LigaMagic querem manter isso como um serviço à comunidade. Eles se preocupam realmente em ter uma comunidade do Magic aqui no Brasil e em ter as coisas funcionando”, explica. Essa relação com o público se fortaleceu por meio dos artigos, notícias, vídeos e transmissões, que passaram a fazer parte da rotina dos jogadores. Com o tempo, a Liga deixou de ser apenas um espaço acessado quando alguém precisava comprar uma carta e passou a criar uma presença diária dentro da comunidade.

Além dos textos publicados no portal, as transmissões dos torneios também passaram a ocupar um papel importante dentro desse ecossistema. A cobertura de campeonatos aproximou jogadores que nem sempre conseguem acompanhar os eventos presencialmente e criou uma nova forma de consumir o cenário competitivo. Esse contato constante com a comunidade também fez com que a Liga acompanhasse a expansão dos próprios TCGs no Brasil. Com a chegada de novos jogos de cartas colecionáveis, a produção de conteúdo precisou se adaptar a diferentes públicos, estratégias e formatos competitivos. Juliano explica que passou a acompanhar outros jogos além de Magic: The Gathering, estudando novos cenários para entender como cada comunidade funciona. “Eu tive que aprender mais sobre Flesh and Blood, mais sobre One Piece, mais sobre Riftbound, Lorcana. Hoje todo TCG que lança eu meio que tenho que aprender mais sobre ele”.  A mudança mostra como a própria Liga acompanhou a transformação do mercado de TCGs no país. Para Juliano, esse trabalho de comunicação é parte essencial da identidade da plataforma. “A mesma plataforma com certeza não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga”.

 

Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da Liga Magic
Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Com o crescimento da LigaMagic, ela começou a ter um papel importante dentro da economia de todos os TCG. Mais do que aproximar jogadores e lojas, a Liga ajudou a organizar um mercado que antes funcionava de uma maneira mais descentralizada, criando uma referência para preços, negociações e circulação de cartas. André Manenti, criador do canal UMotivo, canal do Youtube sobre TCG, acompanhou a evolução tanto como jogador quanto alguém que analisa o mercado. Para ele, a Liga se tornou uma das principais estruturas do cenário brasileiro ao facilitar a relação entre quem compra, vende e coleciona cartas. “A Liga, sendo um dos pilares do ecossistema de TCGs no Brasil hoje, desempenha um papel de extrema relevância. Um papel de desburocratização do mercado secundário, um verdadeiro hub que facilita a vida de quem está no hobby ”, afirma André à Agemt.  A relação de André com a plataforma começou quando ele era somente um jogador. “Foi através de um notebook velho em uma livraria há 15 anos que descobri, junto com um amigo, que havia um site que me permitia saber o preço dos cards que eu tinha. Esse mesmo site me permitia negociar esses cards e participar de leilões dos cards que eu buscava ”. 

Além da experiência como usuário, André também estudou a relação entre TCG e o mercado financeiro, o seu trabalho de conclusão de curso intitulado: "Magic: The Gathering, do Hobbie ao Lucro" foi um artigo publicado no congresso de controladoria e finanças do curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Nesse artigo pude realizar um questionário com milhares de respostas, que juntas me permitiram entender quais elementos influenciam na obtenção ou não de lucro ao se vender uma coleção de Magic. Aspectos como condição física, ilustração, idioma e edição do card. Foi uma experiência muito interessante e com certeza me ajudou a encontrar algo de suportável em um ambiente nem tão empolgante quanto o da contabilidade. O estudo foi bastante surpreendente, para ser sincero. É de se esperar que jogadores que se intitulam ‘investidores’ tenham mais lucro que jogadores casuais ou novatos, até aí, nada de genial. Em contrapartida, não foi encontrada correlação alguma entre jogadores menos criteriosos no que tange idioma, condição física e ilustração do card. Analisando de maneira avulsa cada uma das três variáveis, a única que apresentou impacto no lucro foi a condição física”, explica. 

 

André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo
André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Dentro desse cenário, a LigaMagic passou a ter uma influência direta na formação de preços. Por reunir uma grande quantidade de anúncios e negociações, a plataforma se tornou uma das principais referências utilizadas por jogadores e lojas para acompanhar valores. “A Liga acaba sendo um dos principais locais usados para acompanhar as variações nos preços dos cards. Ou seja, a existência da Liga impacta diretamente na lucratividade de alguns jogadores dentro do hobby”.Essa influência fez com que a Liga se transformasse em uma espécie de parâmetro do mercado brasileiro. Entre os jogadores, quando estão fazendo vendas e trocas entre si, existe a famosa frase “Faz pelo menor da Liga?”, que significa utilizar o valor da carta pelo menor valor que a Liga Magic está mostrando que a carta tem. Esse termo se tornou uma espécie de cotação, usado por quase todos os jogadores no Brasil. Apesar da valorização económica dos TCG, André também destaca os riscos de um mercado cada vez mais movimentado. Segundo ele: ”Grandes perfis do mundo dos TCGs também conseguem manipular buyouts, inflacionar preços, gerar demanda, FOMO e coisas do tipo. Um simples deck tech pode aumentar a procura e um vazamento falso de banimento pode derreter o preço de um card”.Mesmo com essas mudanças, André vê o cenário atual de forma positiva. Para ele, nunca foi tão fácil encontrar cartas e participar do hobby. A Liga, nesse processo, acabou se tornando parte da estrutura que sustenta essa nova fase dos TCGs no Brasil. A influência da LigaMagic também pode ser observada fora do ambiente digital, nas lojas físicas e na rotina dos jogadores que utilizam a plataforma diariamente.

Natan Souza, dono da loja Akagami, acompanha essa relação como lojista. Sua trajetória dentro dos TCG começou ainda na infância, quando conheceu o universo do TCG por influência do seu primo. Ele transformou o hobby em uma atividade que, anos depois, se tornaria um negócio. “Sempre fui fã de Pokémon desde pequeno. Quando cheguei nos meus 10 a 12 anos comecei a colecionar cartinhas por influência de um primo mais velho que já colecionava. Desde então segui firme como meu hobby principal até se tornar uma renda extra na minha adolescência.”, conta Natan à Agemt.

 

Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal
Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal

 

A Liga, segundo ele, ajuda a quebrar a distância entre consumidores e produtos, especialmente em locais onde existem menos opções para quem joga ou coleciona. A plataforma permite que lojas tenham clientes de diferentes regiões, aumentando o alcance de seus negócios. Apesar dos benefícios, Natan também aponta desafios dentro desse modelo. Um dos principais pontos está na concorrência entre diferentes vendedores dentro do marketplace, já que lojas físicas possuem custos diferentes de operações menores. Outro ponto é a falta de critérios mais específicos para a atuação dentro da plataforma, que pode criar diferenças entre vendedores com estruturas completamente distintas. A Liga funciona como uma ferramenta necessária, mas precisa trazer mais melhorias e inovações para os lojistas, avalia Natan.

Do outro lado desse ecossistema, estão os jogadores, que utilizam a plataforma não apenas para comprar cartas, mas também para encontrar comunidades, torneios, notícias e conteúdo original da Liga. Christian Santos joga TCG há mais de 30 anos e acompanhou diferentes fases desse universo. Para ele, o principal elemento que mantém os TCG vivos é a comunidade. A competição tem o seu papel mas é o contato com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse que mantém elas engajadas nesse hobby. A relação de Christian com a LigaMagic começou há cerca de 5 anos, quando passou a utilizar a plataforma para encontrar cartas e acompanhar valores. Hoje, o site faz parte da sua rotina diária. “Uso principalmente para comprar cartas e verificar preços. A plataforma facilita muito esse processo, porque centraliza várias lojas e permite comparar valores rapidamente.”, explica. Para ele, a relação entre a plataforma e as lojas físicas não é de substituição, mas de complemento. Enquanto a Liga facilita o acesso e a comparação de preços, os espaços presenciais continuam tendo um papel fundamental na experiência social do TCG. Christian também destaca a importância dos eventos competitivos organizados pela LigaMagic, como o Circuito LigaMagic, que ajudam a reunir jogadores de diferentes regiões e fortalecem o cenário nacional.

 

Christian Santos, bancário e jogador de Magic
Christian Santos, bancário e jogador de Magic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

“A plataforma funciona como um ponto de encontro para jogadores e lojistas. Ela facilita não só as transações, mas também a conexão entre as pessoas, o que é fundamental para manter a comunidade ativa e em crescimento”, comenta. Para o jogador, depois de 25 anos, a LigaMagic se tornou parte da própria estrutura do TCG no Brasil. Mais do que um marketplace, ela passou a conectar diferentes lados de um mesmo universo: quem vende, quem compra, quem compete e quem simplesmente encontra nos TCG uma forma de socializar com outras pessoas.

Ao longo de 25 anos, a LigaMagic acompanhou a transformação do TCG no Brasil. Com um começo humilde, a Liga agora alcança milhares de pessoas que encontram no TCG um hobby que traz competição e novas amizades. A trajetória da Liga também mostra como a necessidade dos próprios jogadores acabou se transformando em uma das principais bases do cenário nacional. Ao reunir compra, venda, informação e comunidade em um mesmo ambiente, a plataforma ajudou a organizar um mercado que antes dependia muito de contatos individuais, encontros presenciais. Além de facilitar o lado de negociações, a Liga passou a funcionar como um ponto de conexão entre várias partes do ecossistema de TCG: jogadores conseguem encontrar cartas mais facilmente, acompanhar eventos e torneios, as lojas ampliam seu alcance e conseguem se aproximar de consumidores de diferentes regiões do país. O mundo dos TCG cresce cada vez mais a cada ano, novos jogos, crescimento da base de jogadores de jogos já existentes, essa organização ajuda a fortalecer o desenvolvimento do hobby no Brasil. 

 

Jogadores no Liga Fest 2025
Jogadores no LigaFest 2025 - Foto: LigaFest/Divulgação

 

A forma como os jogos de cartas colecionáveis são vistos também mudou nos últimos anos. Antes tratados principalmente como um passatempo de nicho, os TCGs passaram a ganhar uma exposição maior com a popularização de criadores de conteúdo e grandes movimentações envolvendo cartas raras. Casos como o de influenciadores internacionais, como Logan Paul, chamando atenção para cartas de alto valor, ajudaram a aproximar parte do público de uma visão mais econômica desse universo, em que algumas cartas passaram a ser enxergadas como ativos de coleção e não apenas como itens de jogo. Esse movimento trouxe novas oportunidades, mas também novos desafios para o mercado. A valorização das cartas aumentou o interesse pelo hobby, atraiu novos jogadores e fortaleceu lojas e plataformas especializadas, mas também criou discussões sobre especulação, inflação de preços e o risco de transformar um elemento cultural em apenas uma oportunidade financeira. 

Mesmo com os desafios de um mercado em constante transformação, como preços, acesso às cartas e a entrada de novos jogadores, a LigaMagic continua ocupando um papel central dentro desse ecossistema. Para jogadores e lojistas, a plataforma se tornou parte da rotina, conectando pessoas que fazem o hobby acontecer em diferentes pontos do país. Ao completar 25 anos, a LigaMagic representa mais do que a história de uma plataforma. Ela acompanha a própria evolução dos TCGs no Brasil: da época dos fóruns e pequenas comunidades até um cenário com grandes torneios, lojas especializadas e um mercado cada vez mais estruturado. O futuro dos jogos de cartas ainda continua sendo construído, mas a Liga já faz parte da história de como essa cultura cresceu e se consolidou no país.

 

La Furia soma quatro pontos e lidera o grupo H. No outro confronto, Uruguai e Cabo Verde empatam em jogo de quatro gols
por
Kaleo Ferreira
Jorge Zats
Pedro Premero
Pedro Timm
|
23/06/2026 - 12h

No último domingo (21), as quatro seleções do grupo H entraram em campo para a disputa da segunda rodada da Copa do Mundo. A Espanha confirmou o favoritismo e ganhou por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita. Mais tarde, em partida movimentada, Uruguai e Cabo Verde empataram em 2 a 2.

Espanha 4X0 Arábia Saudita

Espanha e Arábia Saudita se enfrentaram às 13h, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, Estados Unidos. La Furia dominou os dois tempos da partida e mostrou o porquê é uma das favoritas a conquistar a Copa do Mundo. Com a vitória, os espanhóis assumiram a liderança do grupo e só precisam de um empate para se classificar.

A imagem mostra jogadores da Espanha comemorando o gol
La Furia terminou a partida com 67% de posse de bola. Reprodução: X/@SEFutbol

Assim como na estreia, a Espanha controlou a posse e as ações na primeira etapa. A principal diferença foi a efetividade. Logo aos 10 minutos, Pedri interceptou o tiro de meta, Oyarzabal tabelou com Baena que devolveu uma bola enfiada na ponta esquerda. O centroavante cruzou para Lamine Yamal que se esticou todo para fazer seu primeiro gol em Copas.

Mesmo com o gol, a Fúria não diminui o ritmo. Aos 20 minutos, os espanhois cobraram um escanteio, mas a defesa saudita afastou. No rebote, Dani Olmo chutou cruzado para dentro da área. Al-Buraikan, centroavante saudita, não conseguiu tirar a bola e ela sobrou para Laporte, que ajeitou para Oyarzabal tirar do goleiro e fazer o 2 a 0.

O centroavante espanhol, que teve uma estreia contra Cabo Verde apagada, ainda deixou seu segundo tento no jogo. Aos 23 minutos, Pedro Porro cruzou na área, Cucurella ajeitou para trás, Dani Olmo cabeceou para o gol e Oyarzabal livre empurrou para o fundo da rede.

A imagem mostra Oyarzabal comemorando
Com os dois gols, Oyarzabal se tornou o sétimo maior artilheiro da história da seleção espanhola. Reprodução: X/@SEFutbol

Os sauditas pouco criaram durante o primeiro tempo. Uma das suas finalizações foi feita pelo zagueiro Al-Amri, aos 35 minutos, que viu Unai Simón adiantado e arriscou um chute da intermediária do seu campo de defesa, mas errou o alvo. 

Na volta do intervalo, o técnico Luis de la Fuente fez duas alterações. Saiu Lamine Yamal e Oyarzabal para a entrada de Ferran Torres e Yéremy Pino. O segundo tempo não foi diferente do primeiro, com uma Espanha superior e que logo de início já voltou a pressionar a Árabia Saudita.

Aos três minutos, a La Fúria ganhou escanteio. No cruzamento fechado, um desvio saudita lançou a bola para Cucurella livre no segundo pau. Com uma chicotada de perna esquerda, o lateral mandou para o gol e Al-Owais defendeu, mas o rebote bateu na perna de Al-Tambakti e entrou nas redes. O gol contra marcado foi o quarto espanhol.

A pressão seguiu, e com sete minutos, a Espanha chegou novamente com perigo. Em enfiada de Cubarsí para Pedro Porro, o lateral chegou bem na área e finalizou para boa defesa de Al-Owais. Ainda no rebote Ferrán Torres cabeceou para defesa tranquila do goleiro saudita que ficou com a bola.

A Árabia Saudita tentou sair um pouco mais para o jogo, mas o domínio espanhol seguiu. Apenas aos 35 minutos, em uma escapada saudita, Al-Hamdan, que veio do banco, arriscou de fora da área para a defesa segura de Unai Simón.

A imagem mostra jogadores de Arábia Saudita e Espanha disputando a bola
A Arábia Saudita finalizou apenas três vezes durante o confronto. Reprodução: X/@SaudiNT_EN

Já nos acréscimos, em uma troca de passes envolvente, Pedro Porro, na lateral da área, deu um passe rasteiro para Torres que empurrou livre para o fundo das redes. Após revisão da jogada, o VAR interveio e marcou o impedimento do atacante, fim de jogo 4 a 0.

Uruguai 2X2 Cabo Verde

Às 19h, Uruguai e Cabo Verde se enfrentaram no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos. Mesmo com boas chances para os dois lados, o jogo terminou sem um vencedor e a vida das duas seleções está em jogo na última rodada.

A imagem mostra Lenini, de Cabo Verde, comemorando o gol
Após enfrentar duas campeãs mundiais, Cabo Verde segue invicto na Copa. Reprodução: site/fifa.com

Após o decepcionante empate com a Arábia Saudita no primeiro jogo, Marcelo Bielsa veio com mudanças para enfrentar os Tubarões Azuis. Valverde ocupou mais a parte central do campo, enquanto Cannobio entrou na vaga de Darwin Núñez que deixou o time titular. Sanabria, que entrou bem na partida anterior, ganhou a vaga de Matías Viña na lateral esquerda.

Já a seleção de Cabo Verde, vinha de um empate heroico contra a Espanha, em que Vozinha foi o grande destaque. Mesmo com a grande partida, o técnico Bubista veio com mudanças para enfrentar a Celeste. Jovane Cabral, lesionado na primeira rodada, deixou os 11 iniciais para a entrada de Garry Rodrigues. Lanos Duarte e Livramento também foram trocados por Arcanjo e Tavares

O jogo começou com as duas seleções com os nervos à flor da pele. Com o empate de ambas na primeira rodada, esse jogo poderia definir uma possível classificação. 

Aos quatro minutos, Sidney Cabral, lateral de Cabo Verde tomou o primeiro cartão amarelo da partida e está suspenso da última rodada da fase de grupos. 

A seleção celeste comandou as ações nos primeiros 15 minutos de jogo. Sem conseguir criar uma chance clara, o Uruguai tentava pressionar a defesa de Cabo Verde que esperava um contra-ataque.

Aos 21 minutos de jogo, Cabo Verde fez história. Em uma cobrança de falta de muito longe, Kevin Pina marcou o primeiro gol em Copas do Mundo dos cabo-verdianos em um chute forte que passou no meio da barreira uruguaia e só parou dentro da rede de Muslera. 

Após marcar o gol, os Tubarões cresceram na partida, porém o Uruguai continuou dominando as ações, mas com dificuldade para furar a defesa adversária. 

Aos 44 minutos, Valverde cruzou com qualidade e Federico Viñas brigou no alto e cabeceou na trave. A bola sobrou para Maxi Araújo, herói contra a Arabia Saudita, que empurrou para a rede. O ponta marcou seu segundo gol em duas partidas na Copa. No lance do gol, a postura do Uruguai causou revolta nos jogadores de Cabo Verde. O meia Arcanjo mancava a mais de dois minutos em campo e os jogadores uruguaios não tiveram a postura do fair play e não colocaram a bola para fora para o atendimento do jogador. 

Com o gol marcado, o Uruguai foi para cima para buscar a virada. Dois minutos depois, em mais um cruzamento, Cáceres encontrou Viñas pelo alto, que serviu Canobbio quase na pequena área para finalizar e vencer Vozinha no fim do primeiro tempo. A Celeste levou o 2 a 1 para o intervalo.

No segundo tempo, Uruguai voltou sem intensidade e Cabo Verde aproveitou uma trapalhada entre Mathias Oliveira e Muslera para empatar o jogo com Hélio Varela. O jogador se antecipou ao goleiro após um recuo mal feito e finalizou para o fundo das redes aos 15 minutos.

Na sequência, os cabo-verdianos saíram em rápido contra-ataque. Monteiro foi acionado na entrada da área e arriscou um forte chute que passou muito perto do travessão.

Na reta final, a Celeste teve uma ótima oportunidade em uma cobrança de falta da meia-lua da grande área, mas Valverde chutou por cima da meta defendida por Vozinha. Nos acréscimos, Canobbio recebeu uma bola do lado direito da área e mandou para Darwin Núñez na área, mas ele finalizou para a linha de fundo.

A imagem mostra três jogadores uruguaios andando em campo
O Bicampeão Uruguai chega a quatro jogos sem vencer em Copas do Mundo. Reprodução: site/fifa.com

Com o apito final, Uruguai e Cabo Verde ficaram no empate por 2 a 2 e seguem vivos na briga por uma vaga nas fase de 16 avos de final da Copa do Mundo. O resultado foi bastante comemorado pelos cabo-verdianos, que mais uma vez mostraram poder de reação e conquistaram mais um ponto histórico em sua primeira participação. Pelo lado uruguaio, o empate aumentou a pressão para a rodada decisiva, já que a Celeste segue sem vencer na competição.

O prêmio de melhor jogador da partida foi para Hélio Varela, autor do gol de empate na segunda etapa e peça fundamental para os Tubarões somarem mais um resultado expressivo na Copa.

Próxima rodada

Após o fim da segunda rodada, a Espanha assumiu a liderança do grupo H com quatro pontos. Logo atrás, Uruguai e Cabo Verde estão com dois pontos cada. A Arábia Saudita está em último com um ponto, mas ainda tem chances de classificação.

As seleções voltam aos gramados pela última rodada na sexta-feira (26). O Uruguai terá pela frente a Espanha, em um confronto decisivo no Estádio Akron, em Guadalajara, México. Já Cabo Verde enfrentará a Arábia Saudita no NRG Stadium, em Houston, Estados Unidos. 

Ambos os jogos serão às 21h (horário de Brasília) por causa da regra de justiça esportiva, que garante que nenhuma seleção entre em campo na última rodada sabendo previamente o resultado do outro confronto. Essa regra existe para eliminar possíveis vantagens, como manipulação de resultados e escolhas de adversários seguintes.

Neymar e Endrick são motivo de comemoração da torcida
por
Giovanna Britto
|
22/05/2026 - 12h

 

Nesta segunda-feira (18), o técnico da seleção brasileira Carlo Ancelotti revelou no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, a lista oficial dos jogadores que irão representar o Brasil na Copa do Mundo 2026. Ancelotti convocou 26 nomes de atletas que atuam em diferentes países e ligas. Jogadores como Marquinhos, Alisson e Casemiro já eram esperados e aparecem como titulares. 

Antes da estreia na competição no dia 13 de junho, os convocados entrarão em campo mais duas vezes nas próximas semanas para amistosos. Primeiro contra o Panamá, no dia 31 de maio e, depois, contra o Egito, em 06 de junho. As partidas devem oficializar a atuação do elenco escolhido por Ancelotti e mostrar o que se pode esperar da equipe que lutará pela conquista do hexacampeonato.

Para além do momento de revelação dos nomes, a cerimônia foi marcante. Abriu o evento um mini musical, responsável por contar a história dos cinco títulos brasileiro com teatro e marchinhas temáticas. 

Ainda houve homenagens a Pelé e Zagallo, apresentação da música oficial do Brasil para a Copa e um show do cantor de pagode Dilsinho. Representantes da CBF também trouxeram à cena a Copa do Mundo feminina, que acontecerá no Brasil, em 2027.

Atores de diferentes idades vestem camisas da Seleção Brasileira. Eles seguram a mão um do outro e as levantam em tom de agradecimento. Um cantor veste a camisa azul do time, e se apresenta para a plateia.
A apresentação emocionou ao mostrar de maneira simples a relação da torcida com os títulos do Brasil. Foto: Instagram/ @brasil

Convocados

No gol, a mídia e a torcida já consideravam Alisson (Liverpool) uma certeza. Ederson (Fenerbahçe) e Weverton (Grêmio) assumiram as duas outras vagas para a posição.

Para a defesa, o italiano chamou Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG) e Wesley (Roma).

Os meio-campistas selecionados foram Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo Santos (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Lucas Paquetá (Flamengo).

No ataque, Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vini Jr. (Real Madrid).

Neymar abraçado com a esposa, Bruna Biancardi, de costas para a câmera. Explosões de fogos nas cores verde e amarelo são destaque ao fundo.
Bruna Biancardi publicou foto ao lado de Neymar Jr., comemorando. Nas redes, ambos apareceram emocionados. Foto: Instagram/ @brunabiancardi

 

Endrick, que vem acumulando uma boa atuação no clube francês e já jogou com a Amarelinha em outros momentos, era um dos nomes mais cotados para ocupar a posição na equipe. Neymar, símbolo de polarização que dominou o debate esportivo às vésperas da convocação, foi motivo de comemoração ao ter seu nome pronunciado pelo técnico.

Ainda não se sabe se o craque será titular nem durante a competição nem nos amistosos.

Para os torcedores, os nomes que mais fizeram falta na lista foram o de Hugo Souza (Corinthians) como goleiro e o de João Pedro (Chelsea) como atacante. Baixas por lesão também deixaram nomes famosos como Estevão (Chelsea), Rodrygo (Real Madrid) e Éder Militão (Real Madrid) de fora da competição.

Os Gunners confirmaram o título da temporada 2025/26 após o empate do Manchester City contra o Bournemouth, na última terça-feira (19)
por
Luciano Carvalho
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21/05/2026 - 12h

A última vez que o clube havia levantado a Premier League foi em 2003/04, na histórica campanha dos “Invencíveis”, equipe treinada por Arsène Wenger que conquistou o campeonato inglês sem perder uma única partida, feito inédito na era Premier League e considerado até hoje um dos maiores marcos da história do futebol inglês.

Desde então, o Arsenal viveu anos de instabilidade. O clube seguiu competitivo em alguns momentos, mas passou a conviver com eliminações dolorosas, temporadas fora da Champions League e derrotas marcantes, como a final da Europa League de 2019 contra o Chelsea. Enquanto isso, rivais cresceram no cenário europeu, incluindo o próprio Chelsea e o Tottenham, principal rival do norte de Londres.

A reconstrução começou em dezembro de 2019, com a chegada de Arteta. O treinador espanhol assumiu um elenco desequilibrado e um ambiente sem confiança, mas desde o início deixou clara a ideia de reconstruir o clube a longo prazo. Mesmo pressionada pelas críticas e pelos resultados irregulares nas primeiras temporadas, a diretoria manteve apoio ao comandante.

Enquanto boa parte do futebol inglês chamava o Arsenal de “Bottle Job”, expressão usada para definir equipes que desperdiçam vantagens importantes em disputas por títulos e que ficou popularmente associada ao termo “pipoqueiro” entre torcedores brasileiros, o clube seguiu apostando na continuidade do projeto.

O primeiro passo importante aconteceu ainda em 2020, com a conquista da FA Cup. O título não recolocou imediatamente os Gunners entre os favoritos da Europa, mas deu estabilidade ao trabalho da comissão técnica e permitiu que o clube começasse uma reformulação mais profunda no elenco.

Ao mesmo tempo, Arteta começava a construir a identidade da equipe. Um dos principais símbolos dessa transformação foi Bukayo Saka. Revelado em Hale End, academia de base do Arsenal, o inglês atuava originalmente como lateral esquerdo, mas foi transformado pelo treinador em ponta direita. A mudança acelerou a evolução do jogador, que rapidamente se consolidou como um dos principais nomes do futebol europeu.

A reformulação também passou pelo mercado. Em 2019, Gabriel Martinelli veio do Ituano após destaque no campeonato paulista. Gabriel Magalhães assumiu protagonismo defensivo, enquanto Martin Ødegaard encontrou no clube londrino o espaço para se transformar em capitão e referência técnica.

Mais tarde, jogadores como Gabriel Jesus, Kai Havertz e Declan Rice chegaram trazendo não apenas qualidade técnica, mas também experiência em grandes decisões e mentalidade vencedora.

Mesmo assim, o Arsenal precisou lidar com várias frustrações antes da conquista do título. Na temporada 2022/23, os Gunners lideraram grande parte da Premier League, mas perderam rendimento na reta final e viram o Manchester City assumir a liderança. No ano seguinte, o roteiro se repetiu. O time voltou a disputar o campeonato até as últimas rodadas, mas novamente terminou atrás da equipe comandada por Pep Guardiola.

As derrotas, porém, acabaram moldando o elenco. Com o passar das temporadas, Arteta modificou a estrutura da equipe. O Arsenal passou a depender menos de um futebol ofensivo constante e se tornou um time mais sólido defensivamente. A dupla formada por William Saliba e Gabriel Magalhães virou uma das mais consistentes da Europa, enquanto as bolas paradas lideradas por Nikolas Jover, passaram a ser uma das principais armas ofensivas da equipe.

Para a atual temporada, o clube aumentou ainda mais o investimento. Martín Zubimendi, Viktor Gyökeres, Eberechi Eze e Noni Madueke chegaram para reforçar um elenco que já era considerado um dos mais fortes da Inglaterra.

Apesar da confiança mantida durante os últimos anos, a temporada também aumentou a pressão sobre o treinador espanhol. Era agora ou nunca para Arteta.

O início da campanha mostrou um Arsenal diferente dos anos anteriores. O time talvez não encantasse como em temporadas passadas, mas se tornou mais maduro e competitivo. A equipe sofreu poucos gols, manteve regularidade durante grande parte da Premier League e suportou momentos de pressão que anteriormente abalavam o elenco.

Os números da campanha, porém, ajudam a explicar o sucesso do Arsenal na temporada. Em 37 jogos, os Gunners somaram 25 vitórias, sete empates e apenas cinco derrotas. Além disso, a equipe terminou a competição com a melhor defesa da Premier League, sofrendo apenas 26 gols.

No setor ofensivo, Viktor Gyökeres terminou como artilheiro do clube no campeonato, com 14 gols marcados, enquanto Martin Ødegaard e Leandro Trossard dividiram a liderança de assistências da equipe, ambos com seis.

Mesmo após derrotas importantes para o Manchester City e a perda da final da Carabao Cup, o elenco não perdeu estabilidade emocional na reta decisiva da temporada.

A confirmação do título veio sem o Arsenal entrar em campo.O empate do Manchester City diante do Bournemouth garantiu matematicamente a conquista para os Gunners e transformou os arredores do Emirates Stadium em uma grande comemoração. Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram milhares de torcedores tomando as ruas do bairro londrino enquanto os jogadores acompanhavam a partida decisiva do vestiário. Confira!

Após o apito final, a festa atravessou a madrugada. 

Arsenal
Torcedores do Arsenal lotaram os arredores do Emirates Stadium após a confirmação do título da Premier League 2025/26. Foto: Reprodução/Instagram @arsenal

O título também consolida personagens importantes da reconstrução do clube. Gabriel Jesus deixou o Manchester City para participar do projeto liderado por Arteta. Gabriel Magalhães superou críticas em temporadas anteriores para se tornar um dos melhores zagueiros do futebol europeu. Martinelli saiu do futebol brasileiro para participar diretamente da retomada do Arsenal. Já Saka e Ødegaard assumiram o protagonismo técnico e simbólico da equipe nos últimos anos.

No dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília), o clube tenta transformar a temporada histórica em algo ainda maior. No Púskas Arena, em Budapeste, Hungria, os Gunners enfrentam o Paris Saint-Germain F.C. na final da UEFA Champions League em busca de um título inédito, algo que nem mesmo Wenger conseguiu conquistar durante sua histórica passagem pelo Arsenal.

 

Na 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, Flamengo vence Grêmio e diminui a diferença para o Palmeiras que empatou com o Remo
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
|
18/05/2026 - 12h

Nos dias 9 e 10 de maio, os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro disputaram a 15ª rodada. Apenas cinco times venceram, pois metade dos confrontos terminaram empatados.

Coritiba 2 X 2 Internacional

No primeiro jogo da rodada, às 16h do último sábado (09), o Coritiba recebeu o Internacional no Couto Pereira, na capital paranaense. O jogo prometia ser uma partida complicada para as duas equipes, que estão emboladas na tabela. O Coxa vinha de uma dura derrota contra o Vitória fora de casa, enquanto o Inter tentava emplacar mais uma vitória após bom jogo contra o Fluminense.

Na saída de bola do primeiro tempo, o Colorado, em ótima jogada, conseguiu demonstrar perigo, mas foi parado pela defesa fácil de Rochet. Aos 21 minutos, em contra-ataque, os visitantes sofreram mais um susto. Bernabei finalizou, mas foi bloqueado, a bola caiu nos pés do Carbonero livre dentro da área, porém ele pecou na finalização e isolou a bola. 

O placar foi aberto aos 28 minutos pelo Coxa. Em jogada de transição, Josué lançou para Lavega, que dominou na entrada da área, caprichou na finalização e venceu Rochet. Após o gol, o jogo ficou mais truncado, sem muitas grandes chances, com o Colorado tentando empatar, mas com muita dificuldade no ataque.

No segundo tempo, o Inter começou a se impor e dominar a partida, e logo em cruzamento de Bruno Henrique, Félix Torres cabeceou no canto, mas com pouca força, o que possibilitou Jaci evitar o empate com incrível defesa. No minuto 16, o técnico Paulo Pezzolano colocou Borré no lugar Matheus Bahia. Oito minutos depois, em bagunça dentro da área, o atacante empatou para a equipe colorada após falha do zagueiro Jaci.

Depois do gol, o Inter começou a sufocar mais, tendo 75% de posse na segunda etapa, mas foi castigado aos 39. Em cruzamento de Tinga, Moledo cabeceou e aplicou a lei do ex. Quatro minutos depois, Renato Marques entrou livre na área e teve a chance de decretar a vitória do Coxa, mas foi parado pelo travessão. 

Como o futebol não perdoa, no último lance da partida, em outra lambança da defesa, o Colorado empatou. Vitinho chutou, mas foi parado por Jaci, que não contava com a sobra de bola, aproveitada por Félix Torres que igualou o marcador. 

A imagem mostra o jogador do Inter Felix Torres comemorando seu gol.
Félix marca seu primeiro gol no Brasileirão. Reprodução: Instagram @r_duarte75

Com o fim da rodada, O Coritiba fica na nona colocação, com 20 pontos, estando apenas à três pontos da zona de rebaixamento. Já o Inter amarga a 14° posição e está sufocado à beira da zona, com 18 pontos.

Fluminense 2 X 2 Vitória

Às 18h do último sábado (09), o Fluminense empatou com o Vitória em 2 a 2 no Maracanã, no Rio de (RJ). O Tricolor, que mesmo em péssimo momento do ano, sendo lanterna de seu grupo na Copa Libertadores e com duas derrotas nos últimos quatro jogos no Brasileiro, entrava em campo brigando pela segunda colocação na tabela. 

Pelo momento conturbado, o trabalho do técnico Luis Zubeldia no clube carioca nunca esteve tanto sob pressão. Para a partida, Zuba colocou o time titular em campo, com exceção do zagueiro Jemmes, suspenso, e o multicampeão e cria das categorias de base do clube, Martinelli, que vem sofrendo com dores na coxa e está sendo analisado pelo núcleo de saúde do clube para a possibilidade de uma lesão.

No lado do Rubro-Negro baiano, Jair Ventura teve que realizar diversas mudanças. No lugar de Matheusinho, destaque da equipe que estava suspenso para o confronto, entrou o volante Zé Vitor. Cacá, zagueiro emprestado pelo Corinthians ao Vitória também estava fora por desconforto muscular, e foi substituído por Edenilson.

Após o apito inicial, nenhuma das equipes conseguiu se destacar no jogo, em que ambos arriscaram de longe, na falta de chances claras. Isso mudou aos 35 minutos, quando, depois da bola sobrar no pé de John Kennedy após uma disputa no escanteio, o atacante chutou cruzado para abrir o placar para o Flu. Mesmo com o 1 a 0, o primeiro tempo acabou equilibrado. 

Na segunda etapa, o Flu dominou as ações do jogo, em ataques rápidos que desestruturaram o meio de campo do Vitória e deram espaço para o Tricolor criar duas boas chances. A primeira com John Kennedy, em um toque de letra que acabou sendo fraco aos cinco minutos. O outro em um grande lance de contra-ataque que obrigou Lucas Arcanjo a fazer uma bela defesa num chute cruzado de Savarino, na entrada da área. 

Logo no melhor momento do tricolor carioca no jogo, o Vitória conseguiu a chance de empatar a partida, em um pênalti sofrido por Luan Cândido aos 17 minutos, após o contato de Alisson na disputa de escanteio. Renato Kayzer bateu o pênalti e deslocou o Fábio para empatar o jogo. 

Apenas quatro minutos depois, Renê fez uma ótima jogada ao arrancar mesmo com pouco espaço para jogar e finalizar rasteiro para virar para o Vitória. 

A imagem mostra uma disputa de bola entre um jogador do Fluminense e do Vitoria.
Pelo desempenho, o Tricolor foi vaiado no Maracanã. Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense

Aos 45 minutos, sem ter conseguido uma grande chance desde a virada dos visitantes, John Kennedy acertou um passe por cima para Kevin Serna, que finalizou de cobertura após uma saída errada do goleiro Lucas Arcanjo. Fim de jogo 2 a 2.

Mesmo com o gol, a torcida não parou com as vaias depois do apito final, mas Zubeldia segue no cargo. Na próxima rodada, o Fluminense enfrentará o São Paulo no sábado (16), com o último jogo entre as equipes sendo um sonoro 6 a 0 a favor do tricolor carioca. No lado do Vitória, o clube baiano vai para o interior de São Paulo enfrentar o Bragantino no domingo (17). 

Bahia 1 X 2 Cruzeiro

No último jogo de sábado (09), às 19h, o Bahia recebeu o Cruzeiro na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), e saiu derrotado de virada por 2 a 1. Luciano Juba abriu o placar de pênalti para os donos da casa, que sofreram o empate ainda no primeiro tempo com gol do jovem Kauã Moraes. Nos últimos minutos, o atacante da base, Kaique Kenji, entrou e decretou a vitória para os visitantes.

Com a suspensão de dois titulares, Kaiki Bruno e Arroyo, o Cruzeiro foi a campo apostando em mais um jogador de construção, Matheus Henrique, liberando Gerson para cair pelo lado direito do campo. Apesar das mudanças, o Bahia foi com força máxima e assustou logo aos seis minutos, quando Sanabria finalizou na pequena área. Mesmo com o susto inicial, o Cruzeiro começou a se mostrar mais perigoso e respondeu em contra-ataque rápido, com Sinisterra, que parou no bloqueio de Acevedo. Na sequência, Matheus Pereira apareceu bem na área, mas completou o cruzamento para fora.

A pressão da Raposa crescia, mas quem saiu na frente foi o Bahia. Aos 24 minutos, Fabrício Bruno cometeu pênalti em Willian José, e Luciano Juba converteu a cobrança para abrir o placar. Depois do gol sofrido, os mineiros passaram a ocupar mais o campo ofensivo e quase empataram em cabeçada de Fabrício Bruno. 

A igualdade veio aos 41 minutos, em bela jogada trabalhada que terminou com o chute forte para o fundo das redes de Kauã Moraes. Animado com o empate, o Cruzeiro quase virou antes do intervalo em finalizações de Romero e Gerson de fora da área. Já o Bahia deixou o gramado para o vestiário sob vaias da torcida.

O segundo tempo foi ainda mais movimentado na Arena Fonte Nova, com amplo domínio do Cruzeiro até a marca dos 30 minutos. Logo no início, Sinisterra chegou a balançar as redes, mas teve o gol anulado. Na sequência, Matheus Pereira quase marcou de cabeça, enquanto Kaio Jorge desperdiçou uma grande chance ao sair cara a cara com o goleiro e finalizar para fora. A pressão mineira continuou intensa, com o goleiro Léo Vieira tendo que trabalhar.

O Bahia conseguiu responder apenas aos 20 minutos, quando Ademir arriscou com perigo. A partir dos 34, os donos da casa passaram a criar mais oportunidades, principalmente com Everaldo, que tentou encobrir o goleiro, e Cristian Olivera, em chute perigoso de fora da área. 

Apesar da reação tricolor, quem levou a melhor no jogo aberto foi a Raposa. Aos 40 minutos, Kaique Kenji fez grande jogada individual e marcou o gol da virada. Nos minutos finais, Rodrigo Nestor quase empatou em chute de longa distância, mas o Cruzeiro esteve mais perto de ampliar, especialmente em nova chance desperdiçada por Kaio Jorge, novamente cara a cara com o goleiro.

A imagem mostra jogadores do Cruzeiro comemorando.
Cruzeiro repete placar de 2025 sobre o Bahia na Fonte Nova. Foto: Celo Gil/ Cruzeiro

Com a vitória, o Cruzeiro chegou aos 19 pontos e subiu da 15ª para a décima posição da tabela. Já o Bahia, com 22 pontos, segue ocupando o sexto lugar. 

Agora, as duas equipes voltam as atenções para os jogos de volta da quinta fase da Copa do Brasil. Nesta terça-feira (12), às 21h30 (horário de Brasília), o Cruzeiro recebe o Goiás, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Após o empate em 2 a 2 no confronto de ida. No dia seguinte, também às 21h30, o Bahia enfrenta o Remo no Mangueirão, tentando reverter a derrota por 3 a 1 sofrida na primeira partida.

Atlético-MG 1 X 1 Botafogo

Com emoção até os minutos finais, no primeiro jogo do último domingo (10), às 16h, Atlético-MG e Botafogo empataram na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG). Os gols do duelo foram marcados por Cassierra, do Galo, e Arthur Cabral, do Fogão. 

O embate começou a todo vapor. No primeiro minuto do confronto, os mandantes marcaram, mas foi marcado impedimento no início da jogada. Logo após, foi a vez dos cariocas responderem. O zagueiro Barboza, com pinta de atacante, bateu cruzado na entrada da grande área, o que obrigou o arqueiro atleticano a espalmar. 

Aos 22 minutos, em investida pelo lado direito do ataque, Cuello cruzou rasteiro, e Cassierra aproveitou sobra de bola para bater firme e estufar as redes, Galo 1 a 0. 

A segunda etapa iniciou menos intensa do que o primeiro tempo. Aos 11, em cobrança de escanteio ensaiada, Danilo finalizou na entrada da área e viu seu chute atingir a trave após o remate ser desviado por seu companheiro Mateo Ponte. 

Aos 15, foi a vez do time mineiro voltar ao ataque. Alexsander alçou belo passe para Cuello testar firme no gol, mas Neto fez ótima defesa e mandou para escanteio. 

Já na reta final, o jogo, que aparentava se encaminhar para uma vitória do Galo, teve  nova trama botafoguense: aos 45,  após cobrança de lateral na área, Arthur Cabral aproveitou bola sobrada e decretou o empate, para a infelicidade dos mais de 30 mil atleticanos presentes no estádio. 

A imagem mostra Alan Minda, do Atlético-MG, e Barboza, do Botafogo, disputando bola.
Historicamente, o confronto entre as equipes é equilibrado pelo Brasileirão, com 24 virórias cariocas e 22 mineiras, além de 15 empates. Foto: Pedro Souza / CAM

Com o resultado, as equipes estão lado a lado na tabela de classificação. Ambas têm 18 pontos somados. Pelo critério de desempate, o Glorioso, com menos derrotas,  está em 12º; já o Galão da Massa  segue em 13º. 

Remo 1 X 1 Palmeiras

Na tarde do último domingo (10), o Palmeiras chegou no Mangueirão, em Belém (PA), focado em manter a vantagem na liderança. Entretanto, sob forte chuva, as equipes ficaram no 1 a 1.

O Alviverde entrou em campo sem o comando direto de Abel Ferreira à beira do gramado, já que o técnico cumpria seu sétimo e último jogo de suspensão. Do outro lado, o Remo buscava aproveitar o fator casa para subir na classificação.

O início da partida foi dramático antes mesmo do apito inicial, o jogo que foi marcado, originalmente, para 16h, só começou às 17h38. A forte chuva deixou o gramado encharcado, o que obrigou a arbitragem a adiar o início até que a drenagem permitisse o rolar da bola.

A imagem mostra o jogador Sosa, do Palmeiras, comemorando.
Apesar do resultado, Palmeiras segue liderando a tabela do Brasileirão. Reprodução: Instagram / @palmeiras

Assim que a bola rolou, os ânimos se agitaram rapidamente. Aos dois minutos, o Remo abriu o placar após lateral cobrado por Mayk. A defesa do Palmeiras afastou mal, a bola sobrou para Yago Pikachu, que deu um passe preciso para Alef Manga bater cruzado, sem chances para Carlos Miguel.

Após um início tenso e muitos erros de passe, aos 15 minutos, o Palmeiras se encontrou no jogo e passou a dominar as ações ofensivas. O Verdão agiu rápido e aos 23 minutos, Patrick errou um passe no campo de defesa, e Allan foi ágil para recuperar a bola. Ele serviu Sosa, que arriscou de fora da área, a bola desviou em Tchamba e enganou o goleiro. Jogo empatado em 1 a 1.

Ao fim do primeiro período, o Remo chegou a pedir um pênalti em um lance que a bola bateu na mão de Marlon Freitas, mas a arbitragem mandou seguir. 

A volta do vestiário foi boa para o Remo que voltou melhor e quase marcou o segundo em duas oportunidades. Um chute de Patrick parou na defesa difícil de Carlos Miguel, e uma cabeçada de Marcelinho no travessão.

Aos 27 minutos, um momento mudou a dinâmica da etapa final. Zé Ricardo atingiu Andreas Pereira com o joelho nas costas em um lance sem bola. Após recomendação do VAR, o árbitro Rafael Rodrigo mudou o cartão amarelo para vermelho, o que deixou o Remo com um jogador a menos.

Nos acréscimos, o Palmeiras exerceu pressão total sobre o Remo. Bruno Fuchs chegou a balançar as redes e celebrar a virada, mas após nova revisão do VAR, o gol foi anulado. A imagem mostrou que, na disputa de bola anterior ao gol, Flaco López tocou com o braço na bola.

As duas equipes agora mudam a chave para a Copa do Brasil antes de retornarem ao campeonato nacional. O Palmeiras visita o Jacuipense no Estádio Jacy Scaff, em Londrina (PA) , na quarta-feira (13), pela quinta fase da Copa do Brasil. Já o Remo, visita o Bahia no mesmo dia, também pela Copa do Brasil.

Corinthians 3 X 2 São Paulo

No Majestoso disputado às 18h30 do último domingo (10), o Corinthians venceu o São Paulo e saiu da zona de rebaixamento, enquanto o tricolor se mantém no G4. A partida foi na Neo Química Arena, na capital paulista. Os gols do clássico foram marcados por Raniele, Matheusinho e Breno Bidon pelo lado alvinegro, e Luciano e Matheusinho (contra) pelo tricolor.

O jogo começou movimentado e, aos três minutos, o time da casa teve a primeira chance de abrir o placar. Yuri Alberto tentou um passe que cruzou a área e sobrou para Lingard finalizar, o que obrigou Rafael a defender. O time visitante devolveu a boa chance dois minutos depois. Ferreirinha finalizou com categoria e Hugo Souza fez grande defesa. 

O jogo continuou com grande domínio do Timão, e aos 16 minutos, Raniele abriu o placar. Rodrigo Garro cobrou o escanteio na primeira trave e o volante corintiano antecipou a zaga e cabeceou para a rede. Aproveitando o bom momento, a pressão alvinegra continuou e, aos 20 minutos, Yuri Alberto recebeu bom passe de Garro e finalizou com perigo. Rafael fez boa defesa e manteve a vantagem magra no placar.

Aos 40 minutos foi a hora de Raniele deixar de ser herói e se tornar vilão. Em uma saída de bola, o autor do gol errou um passe dentro da própria área após ser pressionado por Bobadilla. O paraguaio venceu o duelo e serviu Luciano para empatar a partida sem goleiro. 

Após o gol de empate do Tricolor Paulista, o jogo parou por 13 minutos por confusão. Na comemoração do gol, Calleri foi atingido por um objeto arremessado pela torcida e ficou caído. Bobadilla, ainda no êxtase do empate, fez um gesto que poderia ser interpretado como obsceno. O VAR recomendou revisão, porém Anderson Daronco não expulsou o paraguaio, o que gerou revolta tanto na torcida quanto no time corintiano.

O segundo tempo começou e foi a vez de Matheusinho brilhar. Aos seis minutos, o lateral, em uma subida ofensiva, limpou Ferreirinha, deixando-o no chão e finalizou cruzado no ângulo da meta de Rafael, desempatando o jogo para o Corinthians. 

Após tomar o segundo gol, Roger Machado subiu o time e ensaiou uma pressão na saída de bola corintiana. Aos dez minutos de jogo, o Timão se desvencilhou com facilidade e iniciou um ataque relâmpago que resultou no terceiro gol do time da casa. Garro carregou a bola pelo lado esquerdo do campo e, com um passe atravessando a zaga tricolor, achou Breno Bidon livre fora da área para finalizar com calma e vencer Rafael.

Após o quarto gol da partida, os dois times não criaram mais oportunidades claras de gol. Foi no minuto 43 que Matheusinho deu a oportunidade do rival crescer no clássico. Após escanteio cobrado por Cauly, o lateral corintiano tentou afastar a bola e mandou contra o próprio patrimônio, marcando o segundo gol do São Paulo. O tricolor paulista tentou uma pressão após o gol para empatar, porém sem eficácia. O Corinthians venceu o Majestoso.

A imagem mostra Fernando Diniz, técnico do Corinthians, na beira do campo.
Fernando Diniz alcançou sua sexta vitória no comando do Timão e seu primeiro triunfo em clássicos. Reprodução: Instagram/@corinthians

Com a vitória no clássico, o Timão saiu da zona de rebaixamento, porém não conseguiu se afastar completamente. Com os três pontos conquistados, o alvinegro chegou aos 18 pontos na competição, estando apenas um na frente do Grêmio, o primeiro colocado no Z4. Já o São Paulo continua no G4 mesmo após o tropeço, e a pressão aumenta sobre Roger Machado. 

O próximo compromisso do Corinthians será na quinta-feira (14) às 19h30 (de Brasília) contra o Barra pela Copa do Brasil, na Neo Química Arena, na capital paulista. O São Paulo entra em campo também pela Copa do Brasil, porém na quarta-feira (13) às 19h (de Brasília) contra o Juventude. Ambos times paulistas jogam o jogo de volta com uma vantagem magra no placar agregado. 

Mirassol 1 X 1 Chapecoense

Na noite do último domingo (10), às 18h30 no Maião, Mirassol e Chapecoense chegaram para o confronto no fundo da zona de rebaixamento. Por mais que viesse de vitória da Libertadores, o Mirassol chegou para o confronto ainda a três pontos do primeiro time fora da zona. Enquanto a Chape, que ainda tem muita dificuldade para engrenar no campeonato, chegou na lanterna do Brasileirão e a sete pontos da liberdade.

Antes da partida, ambas as equipes homenagearam o meio-campista Camilo, destaque em passagens por ambas as equipes, que anunciou sua aposentadoria após 23 anos de carreira. Reprodução: Instagram/@chapecoense.
Antes da partida, ambas as equipes homenagearam o meio-campista Camilo, destaque em passagens por ambas as equipes, que anunciou sua aposentadoria após 23 anos de carreira. Reprodução: Instagram/@chapecoense

Desde o começo da partida, a Chapecoense jogou muito reativa, com o Mirassol tendo total domínio da posse de bola. Mesmo assim, a primeira grande chance do jogo foi do time catarinense. Aos cinco minutos, a Chape roubou uma bola no meio de campo, que foi lançada para Everton na ponta-direita finalizar rasteiro para boa defesa de Walter.

Após o susto, o Mirassol conseguiu ficar mais com a bola, porém pouco criava, dependendo muito das bolas paradas de Reinaldo e de chutes de fora da área, como foi no caso de José Aldo, aos 11 minutos, Reinaldo, aos 33 minutos, e Alesson, aos 47 minutos. Todos foram para fora.

Além de que a criação e a fluidez do time da casa foram muito afetadas pelas duas substituições forçadas que a equipe teve que fazer no primeiro tempo, com as saídas de Everton Galdino e Daniel Borges. O Leão Caipira ainda chegou com perigo nos acréscimos, quando Eduardo Doma tocou contra o próprio patrimônio no escanteio, mas Anderson encaixou a bola sem problemas.

Com o início do segundo tempo, o cenário não se alterou, mesmo com a Chape chegando com mais perigo no começo dessa etapa. Aos dez minutos, Marcinho teve uma bola sobrada na entrada da área, que tentou completar com um chute sem pulo que passou perto do gol. Logo depois, aos 11 minutos, Everton tentou surpreender Walter com um chute do meio de campo, que chegou até a assustar, mas acabou para fora. 

Mesmo com o susto, o Mirassol começou a ter mais volume de jogo no ataque ao longo da segunda etapa. Aos 12 minutos, Reinaldo ficou com uma bola sobrada do contra-ataque puxado por Alesson, mas seu chute resultou em mais uma bola encaixada por Anderson. 

O Leão Caipira só chegou ao gol aos 25 minutos. Após Alesson arriscar um chute de fora da área, que foi defendido pelo goleiro, mas o rebote sobrou para Willian Machado que tocou para Carlos Eduardo livre dentro da área e na cara do gol para dar um e abiri o placar.

A Chape tentou reagir logo em sequência por meio da bola parada. Aos 29 minutos, chegou com perigo em uma cobrança de falta na cabeça de Eduardo Doma que testou para Walter encaixar.

Logo depois, aos 35 minutos, a equipe chegou ao empate em cobrança de escanteio. Após bola desviar na cabeça de um jogador do Verdão do Oeste e depois ir na cabeça de João Victor, que mandou na trave e Walter tirou no reflexo, de acordo com a arbitragem, a bola já havia entrado inteira na linha após bater na trave.O gol foi um balde de água fria para o Mirassol, que tinha mais a bola no ataque, mas não conseguia criar nenhuma chance perigosa. 

Com o resultado, o Mirassol chega agora ao quarto jogo seguido sem derrota, mas mantém a sina de sofrer gol em todas as partidas do Brasileirão até o momento e continua na zona de rebaixamento, estando a cinco pontos do Corinthians, primeiro time fora do Z-4. O Leão do interior agora volta suas atenções à Copa do Brasil contra o Bragantino no Maião, em Mirassol (SP), na quarta-feira (13), às 20h30 (horário de Brasília). Partida em que o Mira precisa de uma vitória para se classificar devido ao empate de 1 a 1 no jogo de ida.

Enquanto isso, a Chapecoense continua com somente uma vitória e com a pior defesa do campeonato, com 27 gols sofridos, além de permanecer na lanterna do campeonato e ficar agora a nove pontos da saída da degola. A equipe tenta melhorar o cenário na Copa do Brasil, quando jogará na Arena Condá, em Chapecó (SC) contra o Botafogo na quinta-feira (14) às 18h (horário de Brasília). A Chape precisa de uma vitória de dois gols de diferença para se classificar direto, já que perdeu a partida de ida por 1 a 0.

Santos 2 X 0 Red Bull Bragantino

Santos e Bragantino se enfrentaram pela no último domingo (10), na Vila Belmiro, em Santos (SP). O time alvinegro venceu a equipe de Bragança por 2 a 0 e conquistou os três pontos.

O primeiro tempo foi equilibrado para ambas as equipes, com chances reais de gol. Aos nove, Lucas Barbosa tocou para Juninho Capixaba bater cruzado, mas a bola saiu em linha de fundo. O Santos deu a resposta com Gabriel Bontempo, que disparou e tocou para Rollheiser tabelar com Barreal. O atacante chutou cruzado no gol, mas Volpi defendeu.

Aos 17, Herrera tabelou com Lucas Barbosa. O atacante saiu pela lateral e chutou no gol, porém Diógenes se esticou para evitar o tento. Aos 32, Lucas Barbosa disparou e deixou Herrera cara a cara com o goleiro. Ele chutou, mas Diógenes fez grande defesa.

No final da primeira etapa, Gabriel Bontempo recuperou na defesa e saiu no contra-ataque. A boa chance resultou em bola para Neymar, dentro da área, que chutou de esquerda para marcar o primeiro da equipe alvinegra. 

A imagem mostra Neymar, do Santos, comemorando o gol.
No dia das mães Neymar dedica seu gol a Dona Nadine, sua mãe. Foto: raul_baretta_Photos /  Reprodução: santosfc

O segundo tempo começou com o Massa Bruta em busca do empate. Nos primeiros minutos, Gustavo Marques arriscou de fora da área, mas o goleiro defendeu tranquilamente. Aos 20, Juninho Capixaba levou a melhor e saiu no contra-ataque e tocou para Mosquera chutar no gol, novamente Diógenes evitou. 

No final do jogo, Barreal cruzou na área e Adonis Frías dominou no alto e chutou cruzado de direita para marcar e decretar a vitória. 

Grêmio 0 X 1 Flamengo

Também no último domingo (10), às 19h30, o Flamengo venceu o Grêmio por 1 a 0 na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS). Com os três pontos, o Rubro-negro se aproxima da liderança do Brasileirão.

O primeiro tempo foi de domínio completo da equipe carioca. Logo com um minuto, Jorginho recebeu passe do colombiano Carrascal na entrada da grande área e finalizou por cima do gol. Aos quatro minutos, foi a vez do equatoriano Gonzalo Plata arriscar. Após uma arrancada individual, o atacante chutou e a bola explodiu no travessão. Pelo lado gremista, com 11 minutos, Caio Paulista fez um belo chute colocado e assutou o goleiro rubro-negro Rossi, que observou a bola passar rente a trave. 

Aos 24, Samuel Lino encontrou bom passe para Carrascal finalizar de primeira na trave do goleiro gremista Weverton, outra grande chance para os visitantes. Logo em sequência, Samuel Lino chutou próximo ao ângulo esquerdo do goleiro Tricolor Gaúcho, que espalmou para escanteio. O Flamengo terminou a primeira metade da partida com 74% de posse de bola.

A segunda etapa começou com os visitantes tentando encontrar o gol. Aos nove minutos, Jorginho achou um passe, que quebrou as linhas adversárias, para Samuel Lino finalizar de cavadinha em cima de Weverton, mas o goleiro espalmou para a área. 

O gol flamenguista veio aos 22, após belo lançamento do zagueiro Léo Ortiz para o lateral-direito Emerson Royal, que de primeira cruzou para Carrascal chutar de perna esquerda, também sem deixar a bola cair, no canto direito do goleiro gremista.

A imagem mostra Carrascal e Royal, ambos do Flamengo, comemorando o gol.
Com quase 70% de posse de bola, o Flamengo dominou completamente o Grêmio fora de casa.Reprodução: Instagram @flamengo

Após a partida, o Flamengo assume a segunda colocação com 30 pontos conquistados e encosta no líder Palmeiras, que possui 34 pontos. Já o Grêmio passou a ocupar a 17ª posição, com 17 pontos marcados. O Tricolor Gaúcho está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

Vasco 1 X 0 Athletico-PR

No último jogo de domingo (10), o Vasco da Gama venceu o Athletico Paranaense por 1 a 0, em São Januário, no Rio de Janeiro. A equipe carioca ampliou a sequência invicta no Campeonato Brasileiro e conquistou um resultado importante diante de um Furacão competitivo, mas pouco efetivo ofensivamente.

A imagem mostra Thiago Mendes, do Vasco, comemorando.
Ps gols de Thiago Mendes garantiram 12 pontos para o Vasco até aqui na competição. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

O time carioca começou a partida com maior intensidade, pressionando a saída de bola do Athletico e ocupando o campo ofensivo desde os primeiros minutos. A postura agressiva deu resultado ainda na primeira etapa, quando a equipe carioca conseguiu abrir o placar após boa troca de passes no setor ofensivo e aproveitar falha defensiva do adversário, Thiago Mendes marcou o único gol da partida.

Mesmo atrás no marcador, o Furacão conseguiu equilibrar as ações ao longo do jogo. A equipe passou a controlar mais a posse de bola e criou oportunidades principalmente pelas laterais do campo, em que explorou cruzamentos e infiltrações em velocidade. Apesar disso, encontrou dificuldades para transformar o volume ofensivo em chances claras de gol.

Na segunda etapa, o Athletico aumentou a pressão em busca do empate. O time paranaense teve mais presença ofensiva e acumulou finalizações, mas voltou a pecar na definição das jogadas. 

Já nos acréscimos, Aguirre quase empatou no último lance da partida após receber cruzamento dentro da área, mas finalizou para fora e  desperdiçou a principal oportunidade do Furacão no confronto. O lance gerou reação imediata dos jogadores e torcedores pela chance perdida no fim do jogo. Após o apito final, o auxiliar técnico do Furacão Fábio Moreno lamentou a falta de eficiência da equipe e destacou que o time produziu ofensivamente, mas não conseguiu converter as oportunidades criadas.

Com a vitória, o Cruzmaltino amplia sua sequência invicta no Campeonato Brasileiro e se aproxima das primeiras posições da tabela. A equipe carioca vive momento de recuperação na competição, mostrando maior organização defensiva e eficiência ofensiva nas últimas rodadas.

Já o time paranaense segue oscilando na temporada. Apesar de apresentar competitividade e volume de jogo, o Furacão enfrenta dificuldades para converter as chances criadas e vê a pressão aumentar por melhores resultados. A equipe permanece próxima da parte intermediária da tabela, mas ainda busca regularidade para voltar a brigar na parte de cima do campeonato.

Próxima rodada

Sábado (16)

Atlético-MG X Mirassol, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 18h30 (horário de Brasília);

Internacional X Vasco, no Beira Rio, em Porto Alegre, às 18h30 (horário de Brasília);

Fluminense X São Paulo, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 19h (horário de Brasília);

Palmeiras X Cruzeiro, no Allianz Parque, em São Paulo (SP), às 21h (horário de Brasília);

Domingo (17)

Santos X Coritiba, na na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 11h (horário de Brasília);

Bahia X Grêmio, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 16h (horário de Brasília);

Botafogo X Corinthians, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Red Bull Bragantino X Vitória, no estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 18h30 (horário de Brasília).

Chapecoense X Remo, na Arena Condá, em Chapecó (SC), às 18h30 (horário de Brasília);

Athletico-PR X Flamengo, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 19h30 ( horário de Brasília).

Treinador vai para sua terceira passagem pelo Tricolor e assina contrato até o final de 2026
por
Lucas Peccin
|
16/05/2026 - 12h

Na manhã desta sexta-feira (15), o São Paulo anunciou oficialmente, através de suas redes sociais, o retorno do técnico Dorival Jr ao comando da equipe. O contrato do novo treinador do Tricolor tem duração até o final da temporada de 2026. Dorival chega para substituir o ex-comandante Roger Machado, desligado do clube na última quarta-feira (12) após eliminação da Copa do Brasil. 

Postagem São paulo

Dorival tem 64 anos e nasceu no interior paulista, em Araraquara. Teve uma carreira marcante como atleta profissional e atuava como volante. Revelado em 1982 pela Ferroviária, o atual treinador passou por vários clubes até sua aposentadoria no Botafogo-SP, em 1999, com 36 anos. Os principais clubes que passou foram: Guarani (1984-1985), Joinville (1986-1987), Coritiba (1988), Palmeiras (1989-1992) e Grêmio (1993). Como jogador, conquistou o Campeonato Catarinense em 1987, pelo Joinville, o Campeonato Gaúcho e a Série B enquanto atuava pelo Grêmio.

O treinador assumiu o Tricolor Paulista em outras duas oportunidades. A primeira em 2017, quando substituiu o ídolo são-paulino Rogério Ceni no comando, em momentos de crise e com o objetivo de salvar o clube de um possível rebaixamento na época. Em 2023 deu início a sua segunda passagem como técnico Tricolor, novamente chegou para ocupar o lugar do ex-técnico Ceni. Dorival conquistou a inédita Copa do Brasil e chegou na décima primeira posição do Campeonato Brasileiro. Deixou o São Paulo para assumir a Seleção Brasileira, em janeiro de 2024.
 

Dorival Jr com a taça da Copa do Brasil
Dorival Jr com a taça da Copa do Brasil conquistada no São Paulo em 2023 | Reprodução: Instagram @dorivaljroficial

Na Seleção Brasileira, Dorival Jr foi o comandante na Copa América de 2024 nos Estados Unidos, em que o Brasil foi eliminado nas quartas de finais pelo Uruguai nas penalidades. O treinador encerrou sua breve passagem pela Seleção em março de 2025, após a derrota por 4 a 1 para a Argentina nas eliminatórias para a Copa do Mundo.

Seu trabalho mais recente foi no rival, Corinthians, em que assumiu a equipe em abril de 2025 e ficou um ano no cargo. Foi  desligado em abril deste ano, após uma sequência de nove jogos sem vitórias. Pelo time de Itaquera, o treinador foi campeão da Copa do Brasil após vencer o Vasco da Gama na final. Com este título, Dorival se igualou a Felipão como o técnico mais vitorioso do torneio, sendo quatro conquistas.

A negociação para o retorno do treinador ao Tricolor do Morumbi não foi simples. O diretor de futebol, Rui Costa, e o coordenador técnico, Rafinha, viajaram a Florianópolis, onde Dorival mora, para facilitar os processos de acordos contratuais. Segundo o jornalista André Hernán, da ESPN, o técnico baixou consideravelmente sua pedida salarial para acertar com o clube.

Dorival chega ao Tricolor Paulista  em uma situação de enorme crise política, financeira e institucional do clube. Porém, tem o apoio e o carinho de grande parte da torcida para reerguer o time e levar a conquistas ao decorrer da temporada. 

O São Paulo não será comandado por Dorival Jr neste sábado no duelo contra o Fluminense, no Rio de Janeiro. A equipe será liderada pelo treinador interino Milton Cruz. A reestreia do novo comandante será na terça-feira (19), contra o Millonarios pela Copa Sul-Americana. 
 

Diretoria anunciou o desligamento após eliminação na Copa do Brasil em duelo contra o Juventude
por
Lucas Peccin
|
14/05/2026 - 12h

Na noite da última quarta-feira (13), a diretoria são-paulina anunciou a demissão do treinador Roger Machado após 16 partidas sob o comando da equipe. A decisão foi tomada após a eliminação precoce na Copa do Brasil, em derrota por 3 a 1 em Caxias do Sul.

Através da coletiva de imprensa após a partida, o diretor de futebol, Rui Costa, ao lado do coordenador técnico Rafinha, anunciou o desligamento de Roger Machado e sua comissão técnica do comando do Tricolor Paulista. O clube publicou uma nota oficial em suas redes sociais para comunicar a saída. 

Nota São Paulo

O treinador chegou ao São Paulo  em março deste ano, após a saída mal explicada do antigo técnico argentino, Hernán Crespo. Sua breve passagem contou com 49% de aproveitamento em 17 partidas, sendo 7 vitórias, 4 empates e 6 derrotas, além da eliminação na primeira fase da Copa do Brasil.

Roger Machado sendo apresentado no São Paulo | Reprodução: Instagram @saopaulofc e @rogermachado_treinador
Roger Machado sendo apresentado no São Paulo | Reprodução: Instagram @saopaulofc e @rogermachado_treinador

Roger Machado colecionou críticas e incertezas por grande parte da torcida desde sua chegada à capital paulista. A contratação do treinador foi bancada pela cúpula Tricolor, apesar da alta rejeição da torcida quando nome era especulado nos corredores da Barra Funda para assumir o comando do time. Rui Costa, ao ser questionado a respeito da responsabilidade da contratação de Roger, afirmou que “Não foram decisões unicamente minhas”, ainda segundo ele, foi em determinado conjunto com a diretoria.
Em áudio vazado por um amigo sócio do clube social do São Paulo, na manhã da última segunda-feira (11), o presidente Harry Massis garantiu a permanência do técnico para a temporada, “não vamos trocar de treinador, não vou trocar ninguém”, disse. O presidente comentou que nenhum desligamento seria possível, pois o clube não possui condições de pagar multas rescisórias. Massis, ainda na segunda-feira (11), foi questionado em um programa do canal Bandsports a respeito da continuidade de Roger Machado no comando e respondeu que “Fica no São Paulo, ele é nosso técnico”.

Segundo informações dos jornalistas André Hernán da ESPN e Alexsander Vieira do UOL, o treinador Dorival Jr. é o plano A para ser o novo comandante do Tricolor e é tratado como prioridade absoluta pelos dirigentes, que podem esbarrar nas partes financeiras da contratação. No áudio vazado na manhã da última segunda-feira (11), o presidente do time do Morumbi afirmou que consultou os valores de Dorival e sua comissão e disse que são inviáveis para a situação financeira que o clube se encontra. Dorival conquistou o inédito título da Copa do Brasil pelo São Paulo em 2023 e deixou o comando do clube para assumir a Seleção Brasileira. Caso se concretize, será sua terceira passagem pelo Tricolor da Barra Funda.

A torcida Tricolor vive a expectativa da contratação de um novo comandante para a próxima partida contra o Fluminense, válida pela 16ª rodada do Brasileirão. O repórter Eduardo Affonso, da ESPN, disse que a tendência é que o time seja comandado por um treinador interino, o qual comandará a equipe até a definição oficial de um substituto de Roger Machado.