Egípcios bateram a Nova ZelÂndia de virada por 3 a 1; partida entre Bélgica e Irã não teve gols
por
Julia Naspolini
Maria Paula Alves
Theo Fratucci
Martim Tarifa
|
24/06/2026 - 12h

 

No último domingo (21), o Egito conquistou sua primeira vitória na história da Copa do Mundo, após vencer a Nova Zelândia por 3 a 1. Já Bélgica e Irã terminaram a partida sem gols, com um empate morno. Veja os destaques do Grupo G:

Nova Zelândia X Egito

O Egito goleou a Nova Zelândia, no último domingo (21), no estádio Vancouver Place, no Canadá. A primeira partida com vitória dentro do Grupo G terminou em 3 a 1.

A partida começou com a seleção da Nova Zelândia dominando o jogo nos primeiros minutos. Logo no início do primeiro tempo, os All Whites criaram uma oportunidade de gol e finalizaram, mas a bola acabou saindo pela linha de fundo.

A pressão neozelandesa continuou e resultou em nova chance a partir de um escanteio. Aos 15 minutos, a equipe abriu o placar com um gol de cabeça de Finn Surman.

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O camisa 16 marcou gol que abriu o placar do jogo. Foto: FIFA/Reprodução

Durante a primeira metade do jogo, a Nova Zelândia manteve o controle das ações ofensivas. O Egito só conseguiu sua primeira finalização aos 25 minutos do primeiro tempo, quando levou perigo ao gol adversário, mas parou na defesa do goleiro.

Após esse lance, a equipe egípcia passou a equilibrar a partida e começou a criar mais oportunidades. Já nos acréscimos da etapa inicial, quase chegou ao empate, mas a finalização saiu pela linha de fundo, mantendo a vantagem da Nova Zelândia ao final do primeiro tempo.

A virada veio no segundo tempo. Depois do intervalo, a equipe africana chegou jogando mais para frente, com uma tentativa de finalização de Salah logo no primeiro minuto. 

Ao longo dos 45 minutos, o Egito conquistou sua goleada. O empate saiu aos 13 minutos, quando Mostafa Ziko, nome em homenagem ao lendário meio-campista brasileiro, aproveitou um novo cruzamento de Hany e cabeceou sem marcação para o fundo do gol. 

Menos de 10 minutos depois, Salah concluiu uma bela troca de passes com o próprio Ziko e virou o placar. E o capitão dos Faraós ainda ajudou a marcar mais um aos 37, após um escanteio cobrado por ele, Trezeguet surgiu no primeiro poste e desviou de cabeça para fechar o placar em 3 a 1.

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O atacante, Mohamed Salah, foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: FIFA/Reprodução

Essa é a primeira vez  que o time africano ganha em Copas, já a Nova Zelândia, segue sem conquistar esse feito. Com o resultado, o time africano assume a liderança da chave, com 4 pontos conquistados ao final de duas rodadas.

A partida contra a Nova Zelândia marcou duplamente a história do Egito em Copas. Além de ser a primeira vitória da seleção, consagrou Mohamed Salah como o maior artilheiro do país em mundiais, com três gols.

Bélgica X Irã

Em jogo válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, Bélgica e Irã se enfrentaram no último domingo (21) em Los Angeles, Estados Unidos. Mesmo com a expulsão do lado belga, o placar permaneceu zerado e as equipes terão que vencer na última rodada para sonhar com vaga no mata-mata. 

A partida começou com amplo domínio da Bélgica. No primeiro tempo, os belgas tiveram 81% da posse de bola. Mas essa era a exata intenção do Irã, que montou uma defesa muito forte, jogando num esquema 6-3-1 para congestionar a área de ataque belga e impedir ao máximo o número de chances claras adversárias.

Portanto, desde o primeiro minuto na primeira etapa, vimos um jogo de ataque contra defesa com muitos chutes bloqueados pelos defensores persas e defesas do goleiro Alireza Beiranvand. A seleção iraniana afastava todas as bolas para onde desse e buscava criar chances de gols através de faltas e escanteios conquistados no campo de ataque.

Assim, aos 25 minutos de jogo, Ehsan Hajsafi cobrou uma falta surpreendente na intermediária. Com passe rasteiro, achou o camisa 9 Mehdi Taremi livre na área para balançar a rede, mas após revisão o gol foi anulado por impedimento. 

Ainda no fim do primeiro tempo, a Bélgica teve uma grande chance. Após belo passe por cima de Tielemans, Maxim de Cuyper chutou forte de primeira, mas parou no goleiro iraniano. 

No começo da segunda etapa, tudo se inclinava para vermos um jogo muito parecido com aquele cenário antes do intervalo. A Bélgica voltou mais agressiva, com 59 minutos jogados o goleiro Alireza Beiranvand fez uma defesa histórica, ao receber um chute à queima roupa de dentro da pequena área, enquanto estava caído no chão. 

Foi então aos 67 minutos de jogo, que o zagueiro belga Nathan Ngoy perdeu a bola na defesa e teve que fazer a falta para impedir que Taremi saísse livre para ter a chance de abrir o placar para o Irã. Ngoy era o último homem no campo de defesa belga e foi expulso imediatamente pelo árbitro. 

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Reação de Ngoy após ser expulso. Foto: FIFA/Reprodução

O Irã cresceu no jogo, assumindo o protagonismo da partida e empurrando a Bélgica com um jogador a menos para seu campo de defesa. Mas assim como os belgas, a seleção persa não aproveitou seu momento de maior posse no jogo e a partida terminou empatada pelo placar de zero a zero. 

Na última rodada da fase de grupos, a Bélgica enfrenta a Nova Zelândia e o Irã o Egito, num grupo em que todos ainda têm chance de se classificar para a fase eliminatória. 

Craque argentino se torna o artilheiro isolado das Copas, enquanto argelinos eliminam a Jordânia
por
Lucas Farias
Lucas Leal
Mariana Luccisano
Octávio Alves
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24/06/2026 - 12h

Pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, a Argentina confirmou seu favoritismo e se classificou para a próxima fase do torneio após vitória sobre a Áustria. O jogo também ficou marcado pelo recorde de Lionel Messi, que se tornou o maior artilheiro das Copas de forma isolada com 18 gols e deixou para trás o alemão Miroslav Klose. No outro jogo do Grupo J, a Argélia eliminou a Jordânia e manteve viva para a última rodada as chances de classificação para o mata-mata. Confira os detalhes das partidas:

Argentina 2X0 Áustria

A Argentina venceu a seleção da Áustria por 2 a 0 em partida válida pela 2ª rodada do grupo J, e confirmou sua vaga para os 16 avos de final. O confronto aconteceu no Dallas Stadium, em Dallas, e cerca de 70 mil pessoas puderam ver Lionel Messi marcar novamente e virar, de forma isolada, o maior artilheiro de todas as copas, com 18 gols. 

A seleção austríaca promoveu mudanças na parte defensiva, com a entrada do zagueiro Kevin Danso e do recuo de Konrad Laimer para a lateral esquerda, e no ataque com Michael Gregoritsch começando no lugar do camisa 14 Sasa Kalajdzic, que havia atuado contra a Jordânia na primeira rodada. Por outro lado, a Albiceleste teve apenas a entrada de Nahuel Molina no time titular no lugar de Gonzalo Montiel, que sofreu uma lesão leve na coxa direita. 

Conhecida por uma marcação forte, a Áustria pressionou a saída de bola argentina desde o primeiro minuto, porém a equipe de Lionel Scaloni conseguiu sair com tabelas e com o Messi recuando para ajudar na saída de jogo e na posse de bola. 

Ainda nos minutos iniciais, a Argentina encontrou espaços com Molina conduzindo por dentro e quebrando a pressão austríaca. A jogada terminou em pênalti sobre Lautaro Martínez, que só foi marcado após consulta do VAR. Lionel Messi foi para a cobrança e desperdiçou, jogando para fora. Foi o terceiro pênalti consecutivo perdido pelo argentino em Copas do Mundo com a bola rolando.

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Lautaro Martinez sofreu pênalti após carrinhos de Xaver Schlager e Stefan Posch. Foto: Reprodução/X/@oefb1904

Após a perda do pênalti, a dinâmica entre as equipes mudou, já que a Áustria se sentiu mais confiante e a Argentina mais insegura. Com a fragilidade da equipe argentina, os austríacos pressionaram e empurraram o time rival, que começou a fazer faltas contra os europeus. Os argentinos tentavam sair no contra-ataque, mas sem sucesso.

A equipe de Ralf Rangnick estava com quatro meio-campistas e formava um losango por dentro, tentando anular a forma característica dessa argentina jogar, dificultando a circulação de bola entre Enzo Fernández, De Paul e Almada, e obrigando a utilizarem mais os laterais do que de costume. A intensidade austríaca prevaleceu até a parada para hidratação, quando a Argentina retomou o controle do jogo, com muita paciência e toques de bola.

Também chamava atenção a estratégia argentina de evitar cruzamentos, devido a alta estatura da defesa da Áustria, que tem 1,84m de média, e a Argentina com seus atacantes chegava apenas a 1,71m de média. 

Aos 38 minutos, após recuperar a posse em um lateral, Messi foi acionado e virou o jogo para Almada, que esperou a ultrapassagem de Enzo Fernández e Facundo Medina. Com a linha defensiva austríaca recuada para proteger a profundidade, o lateral recebeu e devolveu para Almada na entrada da área, que fez um corta-luz preciso para Messi finalizar livre e se tornar o maior artilheiro isolado da história das Copas do Mundo.

Com a intensidade que havia marcado sua atuação no primeiro tempo, os austríacos voltaram do intervalo ocupando mais o campo de ataque e encontraram em Sabitzer sua principal arma ofensiva. Aos dez minutos, o meia cobrou falta com perigo e exigiu grande defesa de Emiliano Martínez, que evitou o empate.

O bom momento austríaco, porém, não durou por toda a segunda etapa da partida. Aos poucos, a Argentina retomou o controle do jogo por meio da posse de bola, característica que já havia lhe permitido superar os momentos de pressão adversária no primeiro tempo. Com mais paciência na circulação e menos espaços para os contra-ataques da Áustria, a equipe de Lionel Scaloni reduziu o ritmo do jogo e passou a administrar a vantagem.

Ainda assim, os argentinos encontraram oportunidades. Messi voltou a aparecer aos 18 minutos do segundo tempo ao receber passe de Julián Álvarez, se livrar da marcação e finalizar para defesa do goleiro Alexander Schlager. Com o passar do tempo, a partida ficou mais truncada, marcada por interrupções e por uma disputa física mais intensa no meio-campo.

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Todos os gols da Argentina nesta edição da Copa do Mundo foram marcados por Lionel Messi. Foto: Reprodução/X/@Argentina

Nos minutos finais, a Áustria voltou a pressionar em busca da igualdade e obrigou a Argentina a sustentar sua vantagem com uma atuação defensiva segura. Mas, já nos acréscimos, a Albiceleste encontrou o golpe definitivo. Em um contra-ataque, Messi iniciou a jogada, viu Julián Álvarez ter a finalização bloqueada e aproveitou o rebote para marcar seu segundo gol na partida e o 18º de sua carreira em Mundiais.

O resultado garantiu a classificação antecipada da Argentina para a próxima fase e manteve a equipe na liderança do Grupo J. Os argentinos voltam a campo no próximo sábado (27), às 23h (horário de Brasília), contra a já eliminada Jordânia. Com a derrota, a Áustria permaneceu com três pontos e decidirá sua permanência no torneio na última rodada, diante da Argélia, também no sábado, às 23h.

 

Jordânia 1X2 Argélia

Para fechar a segunda rodada do grupo J, a Argélia venceu de virada a Jordânia pelo placar de 2 a 1, na madrugada desta terça-feira (23). A partida aconteceu non Levi's Stadium, em Santa Clara. Com a derrota, os jordanianos foram eliminados da Copa do Mundo. Já a Argélia, somou seus primeiros pontos no torneio e ainda busca a classificação para a próxima fase.

A etapa inicial teve chances alternadas entre as equipes. A Argélia chegou duas vezes com Amine Gouiri, uma à direita aos dois minutos de partida e outra finalização fraca aos 28, e com Riyad Mahrez, que finalizou bem aos 33 minutos, mas parou no goleiro Yazeed Abulaila. Pelo lado da Jordânia, Mousa Al-Tamari arriscou aos 12 minutos, mas o goleiro argelino Luca Zidane defendeu a finalização, enquanto Nizar Al-Rashdan tentou pelo alto e em chute rasteiro, mas sem perigo.

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Os Al-Nashama celebraram o gol de Nizar Al-Rashdan, que abriu o placar da partida. Foto: Reprodução/X/@i3merz

A equipe da Jordânia seguiu para o intervalo em êxtase após a vantagem conquistada. Em contrapartida, a Argélia foi para a pausa abatida, principalmente após mais uma falha do goleiro Luca Zidane, que vem sendo bastante criticado por suas atuações na Copa do Mundo

Na segunda etapa, os argelinos melhoraram. Com o controle do jogo durante boa parte do segundo tempo, aos 24 minutos, Mahrez cobrou escanteio para Benbouali empatar o jogo. Faltando apenas oito minutos para o fim do tempo regulamentar, novamente em bola parada, Gouiri virou o placar para a equipe argelina.

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Nadir Benbouali sobe mais alto que os defensores da Jordânia e marca o gol de empate da Argélia. Foto: Reprodução/X/@i3merz

Apesar do susto, a seleção da Argélia saiu vitoriosa e Ibrahim Maza, jovem promessa da seleção africana, foi eleito o melhor em campo. Apesar de não participar diretamente de nenhum dos gols, ele foi o jogador mais ativo no jogo.

Na última rodada, a Argélia enfrenta a Áustria no sábado (27), às 23h (horário de Brasília), para decidir quem ficará com a segunda colocação do grupo e a classificação direta para a próxima fase, sem precisar dos resultados de outros grupos para ficar como um dos melhores terceiros lugares da competição. Já a eliminada seleção jordaniana cumprirá tabela contra a Argentina, de Lionel Messi, no mesmo dia e horário.

Mexicanos venceram a Coreia do Sul por 1 a 0; já Tchéquia e África do Sul ficaram no empate
por
João Paulo Di Bella Soma
Lucas Peccin
Enrico Peres
Marina Garcia
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24/06/2026 - 12h

Na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, o México se classificou após vencer a Coreia do Sul por um placar de 1 a 0. Do outro lado, a África do Sul empatou com a Tchéquia com gol no fim da partida. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo A:

México X Coreia do Sul

A Copa do Mundo de 2026 conheceu seu primeiro classificado para a segunda fase na noite de quinta-feira (18). O México garantiu a vaga ao vencer a Coreia do Sul por 1 a 0, pela segunda rodada do Grupo A, no Estádio Akron, na cidade mexicana de Guadalajara. 

O primeiro tempo foi morno, com poucas chances claras de gol para as duas equipes. A Coreia do Sul levou perigo aos 15 minutos, quando o atacante Son Heung-min tentou encobrir o goleiro mexicano Raúl Rangel. A finalização foi salva em cima da linha pelo volante Édson Álvarez, que afastou a bola de bicicleta.

Aos 19 minutos, foi a vez de o México assustar. Alvarado cruzou para Quiñones, que cabeceou no canto direito, mas sem força suficiente para vencer o goleiro sul-coreano. As duas seleções ainda criaram algumas finalizações ao longo da etapa inicial, mas sem grande perigo. Insatisfeita com o futebol apresentado no primeiro tempo, a torcida mexicana vaiou a seleção na saída para o intervalo.

As vaias surtiram efeito e o México voltou para o segundo tempo com postura mais agressiva. Aos 48 minutos, Gutiérrez lançou em profundidade para Gallardo em um contra-ataque. O defensor invadiu a área e finalizou rasteiro, mas a bola acertou a rede pelo lado de fora.

O gol mexicano veio aos 49 minutos. Após cruzamento de Quiñones em direção a Jiménez, o goleiro sul-coreano Kim Seung-gyu falhou ao tentar segurar a bola e acabou soltando-a dentro da área. Atento ao lance, o meia Luis Romo aproveitou o rebote e não desperdiçou.

Aos 74 minutos, novamente Quiñones cruzou para Jiménez, que, desta vez, finalizou no centro do gol para defesa de Seung-gyu. Três minutos depois, o meia Lee Kang-in arriscou de fora da área, mas a bola passou por cima do travessão mexicano.

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Rangel defendendo bola perigosa da Coreia do Sul.Foto: FIFA/Reprodução

No fim do jogo, o México quase ampliou a vantagem. O meio-campista Vargas arriscou um forte chute de longa distância, exigindo grande defesa do goleiro sul-coreano.

Dois minutos depois, o centroavante Cho Gue-sung cabeceou firme e parou em Rangel, que espalmou. No rebote, o atacante finalizou novamente, mas o goleiro mexicano voltou a defender e garantiu a vitória dos anfitriões.

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Jogadores do México agradecem o apoio da torcida após a vitória por 1 a 0 sobre a Coreia do Sul. Foto: FIFA/Reprodução

Com a vitória, o México chegou aos seis pontos e se isolou na liderança do Grupo A, já a Coreia do Sul estacionou nos três pontos e está na vice-liderança. 

Pela terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, o México irá enfrentar a República Tcheca na quarta-feira (24), no Estádio Azteca, na Cidade do México, às 22h pelo horário de Brasília. Já a Coreia do Sul vai duelar com a África do Sul, também na quarta-feira (24), às 22h pelo horário de Brasília.

Tchéquia X África do Sul

A segunda rodada da Copa do Mundo 2026 ocorreu na última quinta-feira (18) com o duelo entre África do Sul e Tchéquia, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.

Para a Tchéquia, que foi derrotada pela Coreia do Sul de virada na primeira rodada, o técnico Miroslav Koubek apostou em pequenas mudanças na escalação e no sistema tático. Koubek abandonou o 5-4-1 para usar Hlozek, antiga promessa, que hoje atua no Hoffenheim, em uma dupla de atacantes junto de Schick.

Do lado da África do Sul, após a derrota contra o México na abertura do Mundial, a grande novidade foi a presença de Oswin Appollis, ponta-esquerda e meio-campista de 24 anos que atua no Orlando Pirates.

O jogador ganhou espaço após as modificações feitas pelo técnico Hugo Broos, que precisou ajustar a equipe devido às expulsões no último jogo. Appollis trouxe velocidade e criatividade, ajudando a dar profundidade ao ataque e sendo um dos nomes observados da partida. 

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Abertura do jogo entre Tchéquia e África do Sul na Copa do Mundo de 2026. Foto: @bafanabafanaofficial / Instagram

Logo no início do jogo, aos seis minutos, a Tchéquia abriu o placar após uma falha na saída de bola sul-africana. O lance resultou no gol mais rápido da competição até agora, marcado por Michael Sadílek, aproveitando o erro defensivo da equipe africana. 

O primeiro tempo foi difícil para a seleção sul-africana, que sofreu com os encaixes da Tchéquia pelo centro. As mudanças na escalação deixaram a equipe vulnerável, e o adversário aproveitou para controlar o ritmo. A partir dos 20 minutos, no entanto, os sul-africanos começaram a crescer em campo, equilibrando a partida e mostrando mais presença ofensiva.

Após o gol sofrido, a equipe reorganizou o meio-campo, tentando neutralizar os avanços centrais da Tchequia. Appollis foi fundamental nesse processo, alternando entre a ponta e o meio para oferecer linhas de passe e desafogar a pressão adversária. O time ganhou confiança e passou a ocupar mais o campo ofensivo, mas faltou precisão nas finalizações para transformar o volume de jogo em vantagem no placar. 

Em jogos da Copa, a África do Sul nunca perdeu duas partidas seguidas e também conseguiu uma virada.

No segundo tempo, aos 35 minutos, a arbitragem assinalou um toque de mão de Pavel Sulc dentro da área. O meia Mokoena converteu o pênalti com segurança, empatando o jogo e inflamando a busca pela virada, que acabou não acontecendo.

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Teboho Mokoena comemorando seu gol pela seleção sul-africana. Foto: FIFA/Reprodução

As modificações feitas por Broos, especialmente a entrada de Appollis e a recomposição defensiva, explicam a dificuldade inicial da equipe em se adaptar O empate, apesar de frustrante pela busca da virada, mantém viva a tradição sul-africana de não perder duas partidas consecutivas em Copas e ainda luta pela classificação, mesmo ocupando a lanterna do Grupo A. 

Os europeus jogarão contra o México, na quarta (24), no Azteca, principal estádio mexicano. Os Bafana Bafana enfrentarão a Coreia do Sul no mesmo horário, no estádio BBVA, também no México.

A comunidade construiu a maior plataforma de TCG do país
por
Thomas P. Fernandez
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23/06/2026 - 12h

A LigaMagic nasceu como um fórum de discussões em setembro de 2001. Ao longo dos 25 anos, a Liga acompanhou a expansão dos jogos de cartas colecionáveis (TCGs) no Brasil. O que começou como um espaço para jogadores trocarem informações, estratégias e experiências, transformou-se no maior marketplace e um dos principais pilares dos TCGs no país. Em um universo onde uma única carta pode ser uma peça essencial numa partida de torneio e um item de coleção e negociação, os TCGs construíram no Brasil uma comunidade que vai muito além das mesas de jogos. A trajetória da LigaMagic acompanha essa evolução, saindo de uma comunidade online de jogadores para uma das maiores plataformas do cenário nacional.

A história da LigaMagic começou antes mesmo de existir uma plataforma ou um marketplace. No fim dos anos 1990, quando a internet ainda estava dando os seus primeiros passos no Brasil, a comunidade de Magic: The Gathering se organizava principalmente por meio de fóruns, chats e presencialmente. Foi nesse cenário que Diogo Pires e Valdebrando Rafael P. Giovanini, fundadores da LigaMagic, começou a criar espaços digitais para aproximar os jogadores e fortalecer a comunidade que ainda era pequena no país. A ideia surgiu a partir de um grupo de jogadores de São José dos Campos, chamado de SJC Team, formado por pessoas que treinavam juntas, participavam de campeonatos e compravam cartas. A partir disso, Diogo criou um blog para registrar partidas e compartilhar informações sobre o cenário competitivo.

O projeto cresceu junto com a internet brasileira. A ideia original era uma página para os jogadores terem acesso a resultados de torneios, mas encontrou outra demanda: os jogadores queriam espaço para conversar, organizar partidas e encontrar maneiras mais eficientes para participar do cenário competitivo. Na época, grande parte da comunicação acontecia em fóruns e canais de conversa online, como o mIRC, em que os jogadores trocavam informações e combinavam campeonatos. A partir disso, surgiu a ideia de criar uma ferramenta mais estruturada. “Eu fiz um site que era muito feio visualmente, mas ele era funcional para o pessoal se inscrever, ver rodada. E aí que começou esse negocio”, conta Diogo em entrevista a Agemt. 

A experiência mostrou que existia uma demanda maior dentro da comunidade, os jogadores não precisavam apenas de um espaço para conversar sobre o jogo, mas também uma maneira mais simples de encontrar as cartas para jogar. Foi nesse momento que Valdebrando Rafael P. Giovanini teve a inspiração de evoluir o projeto. “O objetivo do fórum inicialmente era fazer a galera discutir Magic. Era muito forte naquela época. Em 2000, 2001, a gente tinha mais de duas mil, três mil mensagens por dia e a principal dificuldade era conseguir as cartas”, conta Valdebrando em entrevista a Agemt.

A partir dessa necessidade surgiu o Bazar da Liga, ferramenta que permitia aos jogadores comprarem e venderem cartas entre si. Segundo Rafael, o mercado de cartas avulsas ainda era pouco desenvolvido no Brasil, com poucas lojas especializadas trabalhando com esse tipo de produto, “Naquela época tinha duas, três lojas no Brasil? Talvez tivesse um pouco mais de loja vendendo Magic, mas elas não trabalhavam com singles.” Com o crescimento da plataforma, a LigaMagic passou de ser apenas um espaço para a comunidade e começou a criar uma estrutura para o mercado de TCG no país. O marketplace aproximou os jogadores, vendedores e lojas, permitindo que negociações que antes dependiam de contatos pessoais acontecessem dentro de um ambiente mais amplo e organizado. Essa transformação também ajudou as lojas especializadas a crescer, sem precisar desenvolver toda uma estrutura tecnológica, focando somente na venda de cartas. Ao longo dos anos, a Liga acompanhou a evolução dos TCG no Brasil, o que começou como uma pequena comunidade de jogadores, foi crescendo, juntando lojas, torneios, criadores de conteúdo e um mercado inteiro. Para os fundadores, a força da Liga veio justamente dessa combinação entre tecnologia e comunidade: uma plataforma criada para resolver problemas dos próprios jogadores, mas que acabou se tornando parte da estrutura que sustenta o universo dos jogos de cartas no país. 

Diogo e Valdebrando Rafael, no Liga Fest
Diogo e Valdebrando Rafael, no LigaFest - Imagem: Arquivo Pessoal

Ao longo dos anos, a plataforma também passou a ocupar um espaço de produção de conteúdo, informação e relacionamento com os jogadores, criando uma rotina que aproximou ainda mais a comunidade dos jogos de cartas colecionáveis. Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic e pelas transmissões dos torneios, acompanhou essa transformação de perto. “A mesma plataforma não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga, as pessoas já conhecem os redatores, que toda terça tem artigo do Jeff, toda quarta tem a minha live, e tem gente que manda mensagem falando: “Bom dia e como você está”. A mesma pessoa, tem muita gente que entra esporadicamente, mas a maioria são as mesmas pessoas”, Juliano conta em entrevista a Agemt. Para ele, a produção de conteúdo se tornou uma das principais formas de manter a comunidade ativa e conectada, especialmente em um cenário onde os jogos de cartas passaram a crescer para além das mesas de competição.Segundo Juliano, esse braço da Liga existe a partir da preocupação dos fundadores em manter a plataforma como um serviço voltado aos jogadores. “Eu acho que esse braço da LigaMagic existe muito mais porque os donos da LigaMagic querem manter isso como um serviço à comunidade. Eles se preocupam realmente em ter uma comunidade do Magic aqui no Brasil e em ter as coisas funcionando”, explica. Essa relação com o público se fortaleceu por meio dos artigos, notícias, vídeos e transmissões, que passaram a fazer parte da rotina dos jogadores. Com o tempo, a Liga deixou de ser apenas um espaço acessado quando alguém precisava comprar uma carta e passou a criar uma presença diária dentro da comunidade.

Além dos textos publicados no portal, as transmissões dos torneios também passaram a ocupar um papel importante dentro desse ecossistema. A cobertura de campeonatos aproximou jogadores que nem sempre conseguem acompanhar os eventos presencialmente e criou uma nova forma de consumir o cenário competitivo. Esse contato constante com a comunidade também fez com que a Liga acompanhasse a expansão dos próprios TCGs no Brasil. Com a chegada de novos jogos de cartas colecionáveis, a produção de conteúdo precisou se adaptar a diferentes públicos, estratégias e formatos competitivos. Juliano explica que passou a acompanhar outros jogos além de Magic: The Gathering, estudando novos cenários para entender como cada comunidade funciona. “Eu tive que aprender mais sobre Flesh and Blood, mais sobre One Piece, mais sobre Riftbound, Lorcana. Hoje todo TCG que lança eu meio que tenho que aprender mais sobre ele”.  A mudança mostra como a própria Liga acompanhou a transformação do mercado de TCGs no país. Para Juliano, esse trabalho de comunicação é parte essencial da identidade da plataforma. “A mesma plataforma com certeza não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga”.

 

Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da Liga Magic
Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Com o crescimento da LigaMagic, ela começou a ter um papel importante dentro da economia de todos os TCG. Mais do que aproximar jogadores e lojas, a Liga ajudou a organizar um mercado que antes funcionava de uma maneira mais descentralizada, criando uma referência para preços, negociações e circulação de cartas. André Manenti, criador do canal UMotivo, canal do Youtube sobre TCG, acompanhou a evolução tanto como jogador quanto alguém que analisa o mercado. Para ele, a Liga se tornou uma das principais estruturas do cenário brasileiro ao facilitar a relação entre quem compra, vende e coleciona cartas. “A Liga, sendo um dos pilares do ecossistema de TCGs no Brasil hoje, desempenha um papel de extrema relevância. Um papel de desburocratização do mercado secundário, um verdadeiro hub que facilita a vida de quem está no hobby ”, afirma André à Agemt.  A relação de André com a plataforma começou quando ele era somente um jogador. “Foi através de um notebook velho em uma livraria há 15 anos que descobri, junto com um amigo, que havia um site que me permitia saber o preço dos cards que eu tinha. Esse mesmo site me permitia negociar esses cards e participar de leilões dos cards que eu buscava ”. 

Além da experiência como usuário, André também estudou a relação entre TCG e o mercado financeiro, o seu trabalho de conclusão de curso intitulado: "Magic: The Gathering, do Hobbie ao Lucro" foi um artigo publicado no congresso de controladoria e finanças do curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Nesse artigo pude realizar um questionário com milhares de respostas, que juntas me permitiram entender quais elementos influenciam na obtenção ou não de lucro ao se vender uma coleção de Magic. Aspectos como condição física, ilustração, idioma e edição do card. Foi uma experiência muito interessante e com certeza me ajudou a encontrar algo de suportável em um ambiente nem tão empolgante quanto o da contabilidade. O estudo foi bastante surpreendente, para ser sincero. É de se esperar que jogadores que se intitulam ‘investidores’ tenham mais lucro que jogadores casuais ou novatos, até aí, nada de genial. Em contrapartida, não foi encontrada correlação alguma entre jogadores menos criteriosos no que tange idioma, condição física e ilustração do card. Analisando de maneira avulsa cada uma das três variáveis, a única que apresentou impacto no lucro foi a condição física”, explica. 

 

André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo
André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Dentro desse cenário, a LigaMagic passou a ter uma influência direta na formação de preços. Por reunir uma grande quantidade de anúncios e negociações, a plataforma se tornou uma das principais referências utilizadas por jogadores e lojas para acompanhar valores. “A Liga acaba sendo um dos principais locais usados para acompanhar as variações nos preços dos cards. Ou seja, a existência da Liga impacta diretamente na lucratividade de alguns jogadores dentro do hobby”.Essa influência fez com que a Liga se transformasse em uma espécie de parâmetro do mercado brasileiro. Entre os jogadores, quando estão fazendo vendas e trocas entre si, existe a famosa frase “Faz pelo menor da Liga?”, que significa utilizar o valor da carta pelo menor valor que a Liga Magic está mostrando que a carta tem. Esse termo se tornou uma espécie de cotação, usado por quase todos os jogadores no Brasil. Apesar da valorização económica dos TCG, André também destaca os riscos de um mercado cada vez mais movimentado. Segundo ele: ”Grandes perfis do mundo dos TCGs também conseguem manipular buyouts, inflacionar preços, gerar demanda, FOMO e coisas do tipo. Um simples deck tech pode aumentar a procura e um vazamento falso de banimento pode derreter o preço de um card”.Mesmo com essas mudanças, André vê o cenário atual de forma positiva. Para ele, nunca foi tão fácil encontrar cartas e participar do hobby. A Liga, nesse processo, acabou se tornando parte da estrutura que sustenta essa nova fase dos TCGs no Brasil. A influência da LigaMagic também pode ser observada fora do ambiente digital, nas lojas físicas e na rotina dos jogadores que utilizam a plataforma diariamente.

Natan Souza, dono da loja Akagami, acompanha essa relação como lojista. Sua trajetória dentro dos TCG começou ainda na infância, quando conheceu o universo do TCG por influência do seu primo. Ele transformou o hobby em uma atividade que, anos depois, se tornaria um negócio. “Sempre fui fã de Pokémon desde pequeno. Quando cheguei nos meus 10 a 12 anos comecei a colecionar cartinhas por influência de um primo mais velho que já colecionava. Desde então segui firme como meu hobby principal até se tornar uma renda extra na minha adolescência.”, conta Natan à Agemt.

 

Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal
Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal

 

A Liga, segundo ele, ajuda a quebrar a distância entre consumidores e produtos, especialmente em locais onde existem menos opções para quem joga ou coleciona. A plataforma permite que lojas tenham clientes de diferentes regiões, aumentando o alcance de seus negócios. Apesar dos benefícios, Natan também aponta desafios dentro desse modelo. Um dos principais pontos está na concorrência entre diferentes vendedores dentro do marketplace, já que lojas físicas possuem custos diferentes de operações menores. Outro ponto é a falta de critérios mais específicos para a atuação dentro da plataforma, que pode criar diferenças entre vendedores com estruturas completamente distintas. A Liga funciona como uma ferramenta necessária, mas precisa trazer mais melhorias e inovações para os lojistas, avalia Natan.

Do outro lado desse ecossistema, estão os jogadores, que utilizam a plataforma não apenas para comprar cartas, mas também para encontrar comunidades, torneios, notícias e conteúdo original da Liga. Christian Santos joga TCG há mais de 30 anos e acompanhou diferentes fases desse universo. Para ele, o principal elemento que mantém os TCG vivos é a comunidade. A competição tem o seu papel mas é o contato com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse que mantém elas engajadas nesse hobby. A relação de Christian com a LigaMagic começou há cerca de 5 anos, quando passou a utilizar a plataforma para encontrar cartas e acompanhar valores. Hoje, o site faz parte da sua rotina diária. “Uso principalmente para comprar cartas e verificar preços. A plataforma facilita muito esse processo, porque centraliza várias lojas e permite comparar valores rapidamente.”, explica. Para ele, a relação entre a plataforma e as lojas físicas não é de substituição, mas de complemento. Enquanto a Liga facilita o acesso e a comparação de preços, os espaços presenciais continuam tendo um papel fundamental na experiência social do TCG. Christian também destaca a importância dos eventos competitivos organizados pela LigaMagic, como o Circuito LigaMagic, que ajudam a reunir jogadores de diferentes regiões e fortalecem o cenário nacional.

 

Christian Santos, bancário e jogador de Magic
Christian Santos, bancário e jogador de Magic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

“A plataforma funciona como um ponto de encontro para jogadores e lojistas. Ela facilita não só as transações, mas também a conexão entre as pessoas, o que é fundamental para manter a comunidade ativa e em crescimento”, comenta. Para o jogador, depois de 25 anos, a LigaMagic se tornou parte da própria estrutura do TCG no Brasil. Mais do que um marketplace, ela passou a conectar diferentes lados de um mesmo universo: quem vende, quem compra, quem compete e quem simplesmente encontra nos TCG uma forma de socializar com outras pessoas.

Ao longo de 25 anos, a LigaMagic acompanhou a transformação do TCG no Brasil. Com um começo humilde, a Liga agora alcança milhares de pessoas que encontram no TCG um hobby que traz competição e novas amizades. A trajetória da Liga também mostra como a necessidade dos próprios jogadores acabou se transformando em uma das principais bases do cenário nacional. Ao reunir compra, venda, informação e comunidade em um mesmo ambiente, a plataforma ajudou a organizar um mercado que antes dependia muito de contatos individuais, encontros presenciais. Além de facilitar o lado de negociações, a Liga passou a funcionar como um ponto de conexão entre várias partes do ecossistema de TCG: jogadores conseguem encontrar cartas mais facilmente, acompanhar eventos e torneios, as lojas ampliam seu alcance e conseguem se aproximar de consumidores de diferentes regiões do país. O mundo dos TCG cresce cada vez mais a cada ano, novos jogos, crescimento da base de jogadores de jogos já existentes, essa organização ajuda a fortalecer o desenvolvimento do hobby no Brasil. 

 

Jogadores no Liga Fest 2025
Jogadores no LigaFest 2025 - Foto: LigaFest/Divulgação

 

A forma como os jogos de cartas colecionáveis são vistos também mudou nos últimos anos. Antes tratados principalmente como um passatempo de nicho, os TCGs passaram a ganhar uma exposição maior com a popularização de criadores de conteúdo e grandes movimentações envolvendo cartas raras. Casos como o de influenciadores internacionais, como Logan Paul, chamando atenção para cartas de alto valor, ajudaram a aproximar parte do público de uma visão mais econômica desse universo, em que algumas cartas passaram a ser enxergadas como ativos de coleção e não apenas como itens de jogo. Esse movimento trouxe novas oportunidades, mas também novos desafios para o mercado. A valorização das cartas aumentou o interesse pelo hobby, atraiu novos jogadores e fortaleceu lojas e plataformas especializadas, mas também criou discussões sobre especulação, inflação de preços e o risco de transformar um elemento cultural em apenas uma oportunidade financeira. 

Mesmo com os desafios de um mercado em constante transformação, como preços, acesso às cartas e a entrada de novos jogadores, a LigaMagic continua ocupando um papel central dentro desse ecossistema. Para jogadores e lojistas, a plataforma se tornou parte da rotina, conectando pessoas que fazem o hobby acontecer em diferentes pontos do país. Ao completar 25 anos, a LigaMagic representa mais do que a história de uma plataforma. Ela acompanha a própria evolução dos TCGs no Brasil: da época dos fóruns e pequenas comunidades até um cenário com grandes torneios, lojas especializadas e um mercado cada vez mais estruturado. O futuro dos jogos de cartas ainda continua sendo construído, mas a Liga já faz parte da história de como essa cultura cresceu e se consolidou no país.

 

La Furia soma quatro pontos e lidera o grupo H. No outro confronto, Uruguai e Cabo Verde empatam em jogo de quatro gols
por
Kaleo Ferreira
Jorge Zats
Pedro Premero
Pedro Timm
|
23/06/2026 - 12h

No último domingo (21), as quatro seleções do grupo H entraram em campo para a disputa da segunda rodada da Copa do Mundo. A Espanha confirmou o favoritismo e ganhou por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita. Mais tarde, em partida movimentada, Uruguai e Cabo Verde empataram em 2 a 2.

Espanha 4X0 Arábia Saudita

Espanha e Arábia Saudita se enfrentaram às 13h, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, Estados Unidos. La Furia dominou os dois tempos da partida e mostrou o porquê é uma das favoritas a conquistar a Copa do Mundo. Com a vitória, os espanhóis assumiram a liderança do grupo e só precisam de um empate para se classificar.

A imagem mostra jogadores da Espanha comemorando o gol
La Furia terminou a partida com 67% de posse de bola. Reprodução: X/@SEFutbol

Assim como na estreia, a Espanha controlou a posse e as ações na primeira etapa. A principal diferença foi a efetividade. Logo aos 10 minutos, Pedri interceptou o tiro de meta, Oyarzabal tabelou com Baena que devolveu uma bola enfiada na ponta esquerda. O centroavante cruzou para Lamine Yamal que se esticou todo para fazer seu primeiro gol em Copas.

Mesmo com o gol, a Fúria não diminui o ritmo. Aos 20 minutos, os espanhois cobraram um escanteio, mas a defesa saudita afastou. No rebote, Dani Olmo chutou cruzado para dentro da área. Al-Buraikan, centroavante saudita, não conseguiu tirar a bola e ela sobrou para Laporte, que ajeitou para Oyarzabal tirar do goleiro e fazer o 2 a 0.

O centroavante espanhol, que teve uma estreia contra Cabo Verde apagada, ainda deixou seu segundo tento no jogo. Aos 23 minutos, Pedro Porro cruzou na área, Cucurella ajeitou para trás, Dani Olmo cabeceou para o gol e Oyarzabal livre empurrou para o fundo da rede.

A imagem mostra Oyarzabal comemorando
Com os dois gols, Oyarzabal se tornou o sétimo maior artilheiro da história da seleção espanhola. Reprodução: X/@SEFutbol

Os sauditas pouco criaram durante o primeiro tempo. Uma das suas finalizações foi feita pelo zagueiro Al-Amri, aos 35 minutos, que viu Unai Simón adiantado e arriscou um chute da intermediária do seu campo de defesa, mas errou o alvo. 

Na volta do intervalo, o técnico Luis de la Fuente fez duas alterações. Saiu Lamine Yamal e Oyarzabal para a entrada de Ferran Torres e Yéremy Pino. O segundo tempo não foi diferente do primeiro, com uma Espanha superior e que logo de início já voltou a pressionar a Árabia Saudita.

Aos três minutos, a La Fúria ganhou escanteio. No cruzamento fechado, um desvio saudita lançou a bola para Cucurella livre no segundo pau. Com uma chicotada de perna esquerda, o lateral mandou para o gol e Al-Owais defendeu, mas o rebote bateu na perna de Al-Tambakti e entrou nas redes. O gol contra marcado foi o quarto espanhol.

A pressão seguiu, e com sete minutos, a Espanha chegou novamente com perigo. Em enfiada de Cubarsí para Pedro Porro, o lateral chegou bem na área e finalizou para boa defesa de Al-Owais. Ainda no rebote Ferrán Torres cabeceou para defesa tranquila do goleiro saudita que ficou com a bola.

A Árabia Saudita tentou sair um pouco mais para o jogo, mas o domínio espanhol seguiu. Apenas aos 35 minutos, em uma escapada saudita, Al-Hamdan, que veio do banco, arriscou de fora da área para a defesa segura de Unai Simón.

A imagem mostra jogadores de Arábia Saudita e Espanha disputando a bola
A Arábia Saudita finalizou apenas três vezes durante o confronto. Reprodução: X/@SaudiNT_EN

Já nos acréscimos, em uma troca de passes envolvente, Pedro Porro, na lateral da área, deu um passe rasteiro para Torres que empurrou livre para o fundo das redes. Após revisão da jogada, o VAR interveio e marcou o impedimento do atacante, fim de jogo 4 a 0.

Uruguai 2X2 Cabo Verde

Às 19h, Uruguai e Cabo Verde se enfrentaram no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos. Mesmo com boas chances para os dois lados, o jogo terminou sem um vencedor e a vida das duas seleções está em jogo na última rodada.

A imagem mostra Lenini, de Cabo Verde, comemorando o gol
Após enfrentar duas campeãs mundiais, Cabo Verde segue invicto na Copa. Reprodução: site/fifa.com

Após o decepcionante empate com a Arábia Saudita no primeiro jogo, Marcelo Bielsa veio com mudanças para enfrentar os Tubarões Azuis. Valverde ocupou mais a parte central do campo, enquanto Cannobio entrou na vaga de Darwin Núñez que deixou o time titular. Sanabria, que entrou bem na partida anterior, ganhou a vaga de Matías Viña na lateral esquerda.

Já a seleção de Cabo Verde, vinha de um empate heroico contra a Espanha, em que Vozinha foi o grande destaque. Mesmo com a grande partida, o técnico Bubista veio com mudanças para enfrentar a Celeste. Jovane Cabral, lesionado na primeira rodada, deixou os 11 iniciais para a entrada de Garry Rodrigues. Lanos Duarte e Livramento também foram trocados por Arcanjo e Tavares

O jogo começou com as duas seleções com os nervos à flor da pele. Com o empate de ambas na primeira rodada, esse jogo poderia definir uma possível classificação. 

Aos quatro minutos, Sidney Cabral, lateral de Cabo Verde tomou o primeiro cartão amarelo da partida e está suspenso da última rodada da fase de grupos. 

A seleção celeste comandou as ações nos primeiros 15 minutos de jogo. Sem conseguir criar uma chance clara, o Uruguai tentava pressionar a defesa de Cabo Verde que esperava um contra-ataque.

Aos 21 minutos de jogo, Cabo Verde fez história. Em uma cobrança de falta de muito longe, Kevin Pina marcou o primeiro gol em Copas do Mundo dos cabo-verdianos em um chute forte que passou no meio da barreira uruguaia e só parou dentro da rede de Muslera. 

Após marcar o gol, os Tubarões cresceram na partida, porém o Uruguai continuou dominando as ações, mas com dificuldade para furar a defesa adversária. 

Aos 44 minutos, Valverde cruzou com qualidade e Federico Viñas brigou no alto e cabeceou na trave. A bola sobrou para Maxi Araújo, herói contra a Arabia Saudita, que empurrou para a rede. O ponta marcou seu segundo gol em duas partidas na Copa. No lance do gol, a postura do Uruguai causou revolta nos jogadores de Cabo Verde. O meia Arcanjo mancava a mais de dois minutos em campo e os jogadores uruguaios não tiveram a postura do fair play e não colocaram a bola para fora para o atendimento do jogador. 

Com o gol marcado, o Uruguai foi para cima para buscar a virada. Dois minutos depois, em mais um cruzamento, Cáceres encontrou Viñas pelo alto, que serviu Canobbio quase na pequena área para finalizar e vencer Vozinha no fim do primeiro tempo. A Celeste levou o 2 a 1 para o intervalo.

No segundo tempo, Uruguai voltou sem intensidade e Cabo Verde aproveitou uma trapalhada entre Mathias Oliveira e Muslera para empatar o jogo com Hélio Varela. O jogador se antecipou ao goleiro após um recuo mal feito e finalizou para o fundo das redes aos 15 minutos.

Na sequência, os cabo-verdianos saíram em rápido contra-ataque. Monteiro foi acionado na entrada da área e arriscou um forte chute que passou muito perto do travessão.

Na reta final, a Celeste teve uma ótima oportunidade em uma cobrança de falta da meia-lua da grande área, mas Valverde chutou por cima da meta defendida por Vozinha. Nos acréscimos, Canobbio recebeu uma bola do lado direito da área e mandou para Darwin Núñez na área, mas ele finalizou para a linha de fundo.

A imagem mostra três jogadores uruguaios andando em campo
O Bicampeão Uruguai chega a quatro jogos sem vencer em Copas do Mundo. Reprodução: site/fifa.com

Com o apito final, Uruguai e Cabo Verde ficaram no empate por 2 a 2 e seguem vivos na briga por uma vaga nas fase de 16 avos de final da Copa do Mundo. O resultado foi bastante comemorado pelos cabo-verdianos, que mais uma vez mostraram poder de reação e conquistaram mais um ponto histórico em sua primeira participação. Pelo lado uruguaio, o empate aumentou a pressão para a rodada decisiva, já que a Celeste segue sem vencer na competição.

O prêmio de melhor jogador da partida foi para Hélio Varela, autor do gol de empate na segunda etapa e peça fundamental para os Tubarões somarem mais um resultado expressivo na Copa.

Próxima rodada

Após o fim da segunda rodada, a Espanha assumiu a liderança do grupo H com quatro pontos. Logo atrás, Uruguai e Cabo Verde estão com dois pontos cada. A Arábia Saudita está em último com um ponto, mas ainda tem chances de classificação.

As seleções voltam aos gramados pela última rodada na sexta-feira (26). O Uruguai terá pela frente a Espanha, em um confronto decisivo no Estádio Akron, em Guadalajara, México. Já Cabo Verde enfrentará a Arábia Saudita no NRG Stadium, em Houston, Estados Unidos. 

Ambos os jogos serão às 21h (horário de Brasília) por causa da regra de justiça esportiva, que garante que nenhuma seleção entre em campo na última rodada sabendo previamente o resultado do outro confronto. Essa regra existe para eliminar possíveis vantagens, como manipulação de resultados e escolhas de adversários seguintes.

O técnico catalão encerrou sua passagem histórica no clube inglês com 20 troféus conquistados e feitos até então inimagináveis
por
Guilbert Inacio
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27/05/2026 - 12h

No último domingo (24), Pep Guardiola fez seu último jogo no comando do Manchester City. A partida que encerrou a temporada foi contra o Aston Villa, pela última rodada da Premier League, no Etihad Stadium. Apesar da derrota por 2 a 1, o clima no lado azul de Manchester foi de alegria, agradecimentos, emoções e muita homenagem. Além de Pep, os jogadores Bernardo Silva e John Stones também se despediram do clube inglês.

A imagem mostra Pep Guardiola sentado com todos os troféus conquistados em volta
Atualmente, Pep tem 55 anos, 20 deles como técnico. Reprodução: site/mancity.com

O anúncio da saída de Guardiola foi feito na última sexta-feira (22), por meio de comunicados oficiais nos canais do time inglês. O contrato do técnico com o City tinha vigência até junho de 2027, mas Pep optou por acionar uma cláusula que permite ele deixar o clube uma temporada antes, sem multas rescisórias.

Além disso, a cláusula tem uma definição de transição de carreira. A partir de agora, Guardiola é embaixador global e consultor técnico do City Football Group, holding que administra 13 clubes no mundo, incluindo o Bahia, no Brasil.

No dia do anúncio foi feita uma coletiva de imprensa para que Guardiola explicasse sua decisão. Aos jornalistas, ele afirmou que fará uma pausa na carreira como técnico, semelhante a que fez em 2012 após passagem pelo Barcelona, mas dessa vez sem prazo para voltar. “Não há planos para treinar por um tempo. Senão, eu estaria aqui. Preciso dar um passo para trás. Preciso respirar um pouco e não vou treinar por um tempo”, completou.

Guardiola ganhará uma estátua e um setor no Etihad em sua homenagem. Sobre o futuro do time, ele afirmou: "Dez anos é muito tempo, e acho que o Manchester City precisa de um novo treinador, de uma nova energia, com esses jogadores incríveis que temos agora, para começar a escrever um novo capítulo", afirmou o treinador catalão.

O reinado azul

Guardiola assumiu o Manchester City em junho de 2016. Em sua primeira temporada, ele não conquistou títulos, mas mudou a filosofia de jogo do clube inglês. Filho da escola Tiki-taka espanhola e adepto de um goleiro que saiba jogar com os pés, o técnico implantou o estilo de jogo caracterizado pela manutenção da posse de bola por meio de passes curtos e rápidos e pela movimentação constante dos jogadores no campo.

Na temporada seguinte, 2017/18, veio o resultado. O time conquistou a Premier League (PL) ao chegar ao histórico 100 pontos. Além disso, naquela temporada, o City conquistou a Copa da Liga Inglesa (Carabao Cup) e a Supercopa da Inglaterra (Community Shield). Ali começou um reinado na Inglaterra difícil de superar.

A imagem mostra Vincent Kompany com a taça da PL 2016 e outros jogadores do City comemorando o título na época
A pontuação daquela PL é até hoje a maior da história. Reprodução: site/mancity.com

No ano seguinte, mais um feito histórico. O City se tornou o primeiro clube do futebol inglês a ganhar todas as quatro competições nacionais em uma única temporada: PL, Copa da Inglaterra (FA Cup), Carabao Cup e Community Shield. Nessa temporada, o clube alcançou a terceira maior pontuação da história da PL, 98, um ponto à frente do vice-colocado, o Liverpool, treinado pelo alemão Jürgen Klopp.

A segunda maior pontuação da PL foi do Liverpool campeão na temporada 2019/20. Naquela ocasião, o City fez 81 pontos.

A rivalidade entre Guardiola e Klopp, que transformou o futebol inglês, se iniciou no futebol alemão, quando eles treinaram o Bayern de Munique e o Borussia Dortmund, respectivamente. Ambos precisavam ir ao limite para conseguir superar um ao outro. Algo que tornou o clássico City x Liverpool em um dos principais jogos do futebol mundial, mesmo sem terem uma rivalidade histórica direta.

Em 30 jogos entre Guardiola e Klopp: 12 vitórias do catalão, 11 vitórias do alemão e 7 empates. No período na Inglaterra, foram 22 jogos, com 8 vitórias para cada um e 6 empates.

A imagem mostra Klopp e Guardiola abraçados
O último encontro dos treinadores foi no dia 10 de março de 2024. Reprodução: Instagram/@kloppo

O técnico se tornou o segundo maior vencedor da Premier League, atrás apenas do lendário Sir Alex Ferguson, que conquistou 13 no comando do Manchester United. Guardiola, porém, conseguiu um feito que o escocês não conseguiu: ganhou quatro seguidas, de 2021 a 2024. Além disso, o catalão deixou um estilo próprio na liga inglesa ao inverter laterais, ter um zagueiro que atue como volante e ter vencido uma PL com um falso 9.

Das dez temporadas de PL de Guardiola, ele só não venceu quatro: 2016/17 (Chelsea), 2019/20 (Liverpool), 2024/25 (Liverpool) e 2025/26 (Arsenal).

Com o tempo, a obsessão se tornou a Europa. O City nunca havia disputado uma final de Liga dos Campeões, feito que conseguiu duas vezes com Pep. A primeira em 2021, quando o time perdeu a final por 1 a 0 para o rival inglês Chelsea. 

Dois anos depois, uma nova chance. O City derrubou dois dos maiores campeões da competição no mata-mata: Bayern de Munique (6), nas quartas de final, e Real Madrid (14), nas semis.

No Estádio Olímpico Atatürk, em Istambul, na Turquia, apesar do favoritismo, o time de Guardiola teve um jogo duro contra a Inter de Milão, tricampeã da competição. Entretanto, aos 22 minutos do segundo tempo, Rodri bateu na entrada da área para decretar o título inédito do City e pintar o continente de azul.

A imagem mostra Guardiola com a taça da Liga dos Campeões
Guardiola tem três Champions, duas delas com o Barcelona. Reprodução: site/mancity.com

Os comandados de Pep também fizeram história no final daquele ano de 2023 ao vencer pela primeira vez o Mundial de Clubes. A conquista foi com uma goleada por 4 a 0 sobre o Fluminense (Brasil), no Estádio King Abdullah Sports City, em Jedá, na Arábia Saudita.

Durante os 10 anos no clube inglês, Pep ganhou 20 títulos: 6x Premier League, 5x Carabao Cup, 3x Fa Cup, 3x Community Shield, uma Liga dos Campeões, uma Supercopa da Europa e um Mundial de Clubes.

Os números da passagem foram: 593 jogos, com 423 vitórias, 77 empates e 93 derrotas. No período, o clube fez 1423 gols e sofreu 521, saldo de 902.

O último jogo

Após a conquista da Champions, o City caiu de rendimento e, talvez ali, começou o início do fim. O time ganhou a PL 2023/24, mas oscilou muito e só assumiu a liderança do campeonato na rodada 33 por causa dos tropeços de Arsenal e Liverpool. 

Na temporada seguinte, o clube não conquistou nenhum título, inclusive perdeu a final da Fa Cup por 1 a 0 para o Crystal Palace, que encerrou um jejum de 119 anos sem grandes conquistas. Na temporada atual, o clube ganhou apenas a Fa Cup ao vencer o Chelsea por 1 a 0, e viu o Arsenal conquistar a PL após 22 anos. 

Pep não disse o motivo pelo qual decidiu sair de Manchester, mas talvez, seja por não conseguir mais ir além depois de conquistar tudo, assim como foi na sua passagem pelo Barcelona, time em que ganhou 14 troféus. 

"Que momentos maravilhosos passamos juntos. Não perguntem as razões pelas quais estou indo embora. Não há razão. Mas lá no fundo eu sei que chegou a hora. Nada é eterno, e se fosse, seria aqui. Eterno será o sentimento, serão as pessoas, o amor que sinto por meu Manchester City", trecho do anúncio de despedida.

A imagem mostra o campo do Etihad com uma bandeira do escudo do Manchester City. Na arquibancada tem três bandeiras que formam uma imagem com Guardiola e os dizeres 10 years with pap
Bandeiras em homenagem ao técnico foram exibidas no pré-jogo. Reprodução: Instagram/@mancity

No último jogo, contra o Aston Villa, foi feita uma festa de despedida para o técnico. Ainda durante a partida, Guardiola chorou ao substituir Bernardo Silva, oitavo jogador que mais vestiu a camisa do clube e que sairá do time, para receber os últimos aplausos da torcida. O zagueiro Stones também fez seu último jogo.

A imagem mostra Stones e Bernardo Silva
Ambos os jogadores foram peças chaves no jogo posicional de Guardiola. Reprodução: Instagram/@mancity

Após o apito final, começou a cerimônia de despedida. Alguns nomes históricos do período vitorioso estiveram no evento, como os brasileiros Ederson (hoje no Fenerbahçe) e Fernandinho (aposentado). 

Pep fez seu discurso emocionado e um pouco nervoso. “Foi uma honra tremenda ser o seu treinador, estar aqui há dez anos... A quantidade de troféus, emoções incríveis”, afirmou.

“Só mais uma coisa antes de você ir para casa tomar umas cervejas ou um vinho: se nos próximos anos você me encontrar nas ruas aqui, na Europa, nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar, e você for torcedor do City, venha me dar um abraço. Eu vou precisar disso”, completou.

O título foi o último de Alexia Putellas com a camisa blaugrana
por
Guilbert Inácio
|
26/05/2026 - 12h

No último sábado (23), o Barcelona venceu o Olympique Lyonnes por 4 a 0 e conquistou o título da UEFA Liga dos Campeões Feminina. Defesas de Catalina Coll e dobletes de Ewa Pajor e Salma Paralluelo garantiram o triunfo no Ullevaal Stadion, em Oslo, Noruega. A conquista foi o 38º título da capitã Putellas, que anunciou três dias após a vitória que vai deixar o clube.

A imagem mostra o elenco do Barcelona comemorando o título
Blaugranas terminam a temporada com todos os títulos possíveis. Foto: German Parga/Barcelona

O caminho até a final

Barcelona e Lyonnes fizeram a melhor e a segunda melhor campanha da fase de liga, respectivamente. Por terem terminado entre os quatro primeiros dessa etapa, ambas as equipes pularam as oitavas e foram direto para as quartas de final.

Nas quartas, as catalãs enfrentaram o rival Real Madrid (Espanha). O Barça venceu os dois jogos: 3 a 0, em Madrid, e 6 a 0, em Barcelona. Na semi, elas empataram em 1 a 1 com o Bayern de Munique, na Alemanha, e venceram por 4 a 2, na Espanha.

Já as francesas perderam o primeiro jogo das quartas para o Wolfsburg, da Alemanha, por 1 a 0, mas reverteram o placar em casa ao vencer por 4 a 0. Na semi, elas enfrentaram o Arsenal, até então atual campeão. Na Inglaterra, perderam o jogo de ida por 2 a 1, mas novamente reverteram a desvantagem em casa com uma vitória por 3 a 1.

As equipes entraram no Ullevaal sendo as principais potências da competição e do futebol feminino europeu. 

O Barça foi para o campo para disputar a sexta final seguida, tendo conquistado três em 2021, 2023 e 2024. A última sobre as francesas. Além disso, as blaugranas foram em busca do tetracampeonato da competição, que não conseguiram conquistar na última temporada, pois perderam a final para o Arsenal. Confira como foi clicando aqui!

Para o jogo, Pere Romeu deixou uma das principais jogadoras no banco. Aitana Bonmatí, atual melhor do mundo, está voltando a jogar aos poucos devido à lesão na fíbula, sofrida no fim de novembro de 2025, que a deixou cinco meses fora dos gramados. 

Do outro lado, as Leoas, comandas por Jonatan Giráldez, são as maiores campeãs com oito troféus e chegaram ao estádio para jogar a oitava final em dez temporadas, tendo conquistado seis títulos, dois deles em cima das catalãs, em 2019 e 2022.

O cenário de hegemonia também se repetia no elenco das equipes. Nove jogadoras já conquistaram o título mais desejado da Europa anteriormente. Do lado francês: Wendie Renard (8), Ada Hegerberg (6) e Selma Bacha (4). Do lado catalão, todas com três: Alexia Putellas, Aitana Bonmatí, Caroline Graham Hansen, Patri Guijarro, Mapi León e Marta Torrejón.

Como foi o jogo

O início do primeiro tempo foi truncado. As Leoas pressionaram o Barça para diminuir os espaços e evitar que o time aplicasse o seu estilo de jogo, o toque de bola. Apesar da pressão, a primeira chance foi das catalãs. Aos 20 minutos, Hansey ganhou disputa de bola da Bacha, avançou e cruzou rasteiro para a área. Putellas bateu de primeira com o pé ruim e a bola passou ao lado da trave direita.

A resposta do Lyonnes veio três minutos depois. De falta, Bacha cruzou na cabeça de Renard que mandou para o gol. Catalina Coll fez ótima defesa, mas o rebote ficou com Lindaey Heaps que mandou para o fundo da rede. O VAR revisou e anulou o gol por impedimento da camisa dez.

Aos 17, Putellas lançou para o ataque. Pajor ganhou a corrida com Renard e viu a goleira Endler adiantada. A atacante tentou de cobertura, mas mandou a bola para fora.

No minuto 24, após tabela, Brand bateu do lado esquerdo da pequena área, porém a bola passou por cima do gol. A partir daí, as francesas pressionaram o Barça, que ficou acuado no campo de defesa. Aos 40, Bacha bateu falta direta para o gol, mas Cata Coll fez boa defesa e mandou para escanteio.

O Barcelona só reagiu nos acréscimos, quando Guijarro achou Hansen sozinha na direita. A atacante entrou na área, cortou para dentro e bateu colocado, mas o leve desvio de Brand fez a bola ir para escanteio.

O Barça voltou melhor para o segundo tempo. Logo aos dez minutos, Guijarro viu Pajor entranto na área e enfiou bola para a atacante, que bateu cruzado para abrir o placar. As Leoas não sentiram o gol e foram para cima. Aos 15, Vicki Bècho bateu no canto direito do gol, mas parou na goleira catalã. 

Contudo, oito minutos depois, a lateral Esmee Brugts recebeu dentro da área e mandou rasteiro para o meio. A bola passou pela pequena área e chegou em Paralluelo. A atacante serviu Pajor que marcou o segundo na partida. Com os dois gols, Pajor chegou a 11 e se isolou na artilharia da comeptição. Alessia Russo, do Arsenal, é a vice com nove.

A imagem mostra Paralluelo e Pajor comemorando o gol
Após perder cinco finais, em clubes diferentes, Pajor finalmente conquistou a Champions. Foto: Alex Caparrós/Barcelona

Quatro minutos depois, Tabitha Chawinga teve a chance de diminuir a desvantagem. Ela saiu cara a cara com Cata Coll, mas chutou em cima da goleira. Depois disso, o Barcelona sufocou e segurou o Lyonnes no campo de defesa.

O jogo parecia se encaminhar para o fim com o 2 a 0, mas aos 45 minutos, Paralluelo bateu de fora da área e fez um golaço. Dois minutos depois, Pajor armou contra ataque e serviu Paralluelo, que bateu cruzado na área para decretar o 4 a 0 e o título do Barça.

As catalãs chegaram a quatro títulos e empataram com o Frankfurt na vice liderança de maiores campeãs. Além do triunfo europeu, as blaugranas encerraram a temporada de forma perfeita. Elas conquistaram os três títulos nacionais da Espanha: Supercopa Feminna, sobre o Real Madrid, a Liga F Moeve e a Copa da Rainha, em cima do Atlético de Madrid.

O Barcelona será o representante da Europa na segunda edição da Copa das Campeãs, que será realizada em janeiro de 2027, em Miami, Estados Unidos. Os outros clubes confirmados são América (México), representante da América do Norte/Central/Caribe e Naegohyang (Coréia do Norte), representante da Ásia. Ainda restam três vagas que serão conhecidas após as disputas das finais da Liga dos Campeões da CAF (África), da Liga dos Campeões da OFC (Oceania) e da Libertadores (América do Sul).

La Reina está na história

Esse foi o último título de La Reina Alexia Putellas com a camisa do Barcelona. Nesta terça-feira (26), em carta nas redes, a jogadora anunciou que deixará o clube após 14 anos. Confira o texto na íntegra clicando aqui!

A jogadora começou sua formação na base culé, em 2005, mas se transferiu para a base do Espanyol um ano depois. Lá ela se tornou profissional e chegou ao time principal em 2010.

No ano seguinte, ela foi para o Levante. No fim da temporada 2011/12, ela voltou para o Barcelona para compor um dos principais projetos do futebol feminino mundial.

Ao longo de sua trajetória, La Reina se tornou uma das principais jogadoras do time. Em 2018, ela alcançou o posto de quarta capitã. Três anos depois, ela virou a primeira, além de ter feito uma temporada espetacular. Putellas ganhou a tríplice coroa (Liga F Moeve, Copa da Rainha e Liga dos Campeões). Em 44 jogos, La Reina participou diretamente de 45 gols do Barcelona.   

Pelo desempenho, Putellas ganhou a Bola de Ouro, da France Football, e o FIFA The Best, premiações de melhor jogadora do mundo, além de ter sido eleita a Jogadora do Ano da UEFA. Na temporada seguinte, 2021/22, ela ganhou novamente os três prêmios. As honrarias fizeram ela ser a primeira espanhola a ganhar esses prêmios individuais, feito que, até o momento, só foi repetido pela colega Aitana Bonmatí.

Na temporada atual, ela conseguiu outro feito histórico. Em abril, com o título da Liga F Moeve, Alexia Putellas ultrapassou Lionel Messi em títulos conquistados com a camisa do Barcelona. O argentino tem 35 triunfos. Com a copa nacional e a Champions, conquistadas em maio, Putellas chegou a 38 e deixou Messi para trás.

Em 502 jogos, Putellas se tornou a maior artilharia feminina do clube, com 232 gols, e a segunda geral, apenas atrás de Messi, com 672. Reprodução: Instagram/@fcbfemeni
Em 502 jogos, Putellas se tornou a maior artilheira feminina do clube, com 232 gols e a segunda geral, atrás apenas de Messi, com 672. Reprodução: Instagram/@fcbfemeni

La Reina esteve no Barcelona por 14 anos. Durante o período, ela conquistou: 10x Campeonatos Espanhois (Liga F Moeve), 11x Copas da Rainha, 7x Copas da Catalunhã, 6x Supercopas da Espanha e 4x Liga dos Campeões.

Messi passou sete anos a mais na Catalunhã e venceu: 10x Campeonatos Espanhois (La Liga), 7x Copas do Rei, 8x Supercopas da Espanha, 4x Liga dos Campeões, 3x Supercopas da Europa e 3x Mundiais de Clubes.

“Fui e sempre serei uma torcedora, assim como vocês. Por isso, não quero que este seja um momento triste. Este é apenas um capítulo que chega ao fim, mas felizmente, nasci Barça e morrerei Barça... Então, nos veremos novamente. Visca el Barça, agora e para sempre!", trecho da carta nas redes.

Italiano de 19 anos amplia vantagem para 43 pontos na liderança do Mundial após abandono de George Russell
por
Maria Eduarda Jussiani
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25/05/2026 - 12h

Andrea Kimi Antonelli cruzou a linha de chegada no Circuito Gilles Villeneuve em Montreal, no Canadá, no último domingo (24). O italiano chegou com mais de dez segundos de vantagem sobre Lewis Hamilton e se tornou o primeiro piloto em 76 anos de Fórmula 1 a vencer as quatro primeiras corridas da carreira de forma consecutiva. O resultado, combinado ao abandono de George Russell por quebra de motor, abre uma diferença de 43 pontos entre os dois companheiros da Mercedes na classificação do campeonato: 131 a 88. 

Foto: Antonelli comemorando a vitória no pódio em Montreal – Reprodução/F1 via X
Foto: Antonelli comemorando a vitória no pódio em Montreal – Reprodução/F1 via X

Tensão na Mercedes antes do GP

O domingo em Montreal chegou com ameaça de chuva, o que influenciou diretamente as escolhas de pneus das equipes antes da largada. Na sprint, Russell largou da pole e venceu, mas a corrida ficou marcada pela briga interna da Mercedes na volta 5. Antonelli saiu da pista na curva 1 após Russell não ceder espaço na defesa da posição. O italiano reclamou no rádio, Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, interveio pedindo foco na pilotagem, e o clima entre os dois pilotos ficou visivelmente tenso, algo que ficou nítido no aperto de mão frio que trocaram no final da corrida e na entrevista pós-sprint.

Na classificação para o GP, Russell voltou a largar da pole, com Antonelli em segundo por apenas 68 milésimos e Lando Norris, da McLaren, em terceiro.

McLaren aposta em pneus errados e sai do caminho

A largada entregou uma corrida que começou agitada. Houve duas voltas de aquecimento extras por conta do problema de Arvid Lindblad, piloto da Racing Bulls, que perdeu potência antes da partida. Quando a corrida enfim começou, Lando Norris aproveitou os pneus intermediários da McLaren para tracionar melhor do que todos e foi para a liderança antes da curva 1. A escolha pelos intermediários fazia sentido diante da expectativa de chuva, mas a pista permaneceu seca e a estratégia durou menos de duas voltas: a equipe chamou Norris e Oscar Piastri imediatamente aos boxes e derrubou ambos no pelotão. Piastri ainda bateu em Alexander Albon, da Williams, durante a tentativa de recuperação e precisou trocar o bico, o que encerrou qualquer chance de resultado relevante. Albon abandonou em consequência do toque. 

20 voltas de duelo 

Com a McLaren fora do caminho, Antonelli e Russell assumiram o controle e travaram uma das batalhas mais intensas da temporada. Por mais de 20 voltas, os dois pilotaram em décimos de segundo de diferença. Ambos trocaram o primeiro lugar repetidamente e acumularam erros nas bordas do limite. Na volta 26, Russell não deixou espaço na última curva e o italiano teve que usar a área de escape, devolvendo a posição e reclamando de ter sido empurrado para fora. “Não lembro de uma batalha assim em anos. Talvez no Bahrein, em 2014, com Hamilton e Rosberg”, afirmou Russell em entrevista após a prova. 

Foto: Russel e Antonelli lado a lado na pista durante a disputa pela liderança – Reprodução/F1 via X
Foto: Russel e Antonelli lado a lado na pista durante a disputa pela liderança – Reprodução/F1 via X

Motor para, duelo acaba 

A batalha acabou na volta 30, quando Russell passou reto na curva 8 com o motor parado. O britânico saiu do carro visivelmente irritado. O safety car virtual entrou, abriu a janela de pit stops e Antonelli retornou à pista em primeiro sem maiores complicações. “Ouvi alguns barulhos no carro durante a corrida e, de repente, tudo desligou. Estava adorando a batalha na pista, estava confiante e relaxado”, disse Russell à imprensa após a prova. 

Hamilton supera Verstappen 

Com a pista livre, Antonelli administrou os mais de dez segundos de vantagem sobre Hamilton até o fim. Lewis, que havia largado em quinto e avançado com as saídas à frente, travou sua própria disputa com Max Verstappen nas voltas finais. O heptacampeão chegou a ficar a menos de um segundo do neerlandês e concretizou a ultrapassagem na volta 62, garantindo o segundo lugar. Foi o melhor resultado da Ferrari na temporada. “Especialmente com esses caras sendo tão rápidos, e eu realmente consegui disputar uma corrida com o Max, o que foi ótimo”, disse Hamilton. Verstappen completou o pódio, somando o primeiro top-3 da Red Bull em 2026.

Charles Leclerc, da Ferrari, terminou em quarto, à frente de Isack Hadjar, da Red Bull, que recebeu dez segundos de punição no tempo final por uma fechada em alta velocidade contra o monegasco, mas manteve a posição pela margem acumulada. Franco Colapinto, da Apine, foi sexto, Liam Lawson, da Racing Bulls, sétimo, Pierre Gasly, da Alpine, oitavo, Carlos Sainz, da Williams, nono. Oliver Bearman, da Haas, fechou o top-10. 

E o brasileiro? 

Gabriel Bortoleto cruzou a linha em 13º e saiu de Montreal frustrado. A Audi, equipe do piloto, apostou em pneus intermediários para a largada diante da expectativa de chuva que não se confirmou, e forçou o piloto a fazer uma parada dupla logo no início. “Se tivéssemos largado com pneus de pista seca, basta olhar para os carros que estavam atrás da gente e tinham menos ritmo, mas terminaram na zona de pontos. Então, acredito, sim, que havia potencial”, disse Bortoleto. O piloto evitou criticar a decisão da equipe, mas deixou claro que erros desse tipo precisam ficar para trás. “Sofremos com muitos detalhes neste fim de semana que não podem se repetir em Mônaco.”

A McLaren, que já havia desperdiçado a corrida com a escolha equivocada de pneus, encerrou o dia com Norris abandonando por quebra do motor Mercedes na volta 40, relegando o campeão mundial à 14ª posição antes da saída.

Título nas mãos de Antonelli 

Do lado da Mercedes, o cenário é de domínio técnico e turbulência interna simultâneos. Antonelli somou 25 pontos e agora lidera com 131. Russell, que saiu do Canadá com os 88 pontos conquistados até o sábado, reconheceu a realidade do campeonato. “Agora, o título está nas mãos dele, são muitos pontos de vantagem. Parece que os deuses não querem que eu esteja nessa briga quando olho o momento em que o safety car entrou no Japão, a quebra no Q3 lutando pela pole na China, e a quebra quando estava na liderança aqui hoje. Mas a pressão acabou. Vou à pista, aproveitar cada corrida e tentar vencer.”

No Mundial de Construtores, a Mercedes soma 219 pontos e abre 72 de vantagem sobre a Ferrari, com 147. A McLaren é a terceira, com 106. A Red Bull aparece em quarto, com 57. 

A Fórmula 1 retorna entre os dias 5 e 7 de junho para o GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2026.

Na 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, líderes empatam e Botafogo volta a vencer após três rodadas
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
|
25/05/2026 - 12h

Nos dias 16 e 17 de maio, os times da primeira divisão do Campeonato Brasileiro disputaram a 16ª rodada da competição. Partida entre Santos e Coritiba termina com polêmica na substituição. Internacional e Atlético-MG conseguiram boas vitórias.

Internacional 4 X 1 Vasco

No primeiro jogo da rodada, realizado no último sábado (16), Internacional e Vasco se enfrentaram ambos em busca de manter o momento de crescente na tabela. A partida foi no Beira Rio, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (RS).

O Inter, que vinha de apenas uma derrota na Série A nos últimos nove jogos, junto da classificação na Copa do Brasil contra o Athletic, estava otimista para a partida. Era uma boa oportunidade para subir na tabela, já que, antes do jogo, a equipe de Porto Alegre ocupava a 14ª colocação. Paulo Pezzolano, técnico do Colorado, não conseguiu contar com peças no setor defensivo, como Félix Torres (suspenso), Vitor Gabriel e o volante Paulinho Paula (lesão).

Já o Gigante da Colina, treinado por Renato Gaúcho, faz um campeonato irregular, mostrando bons desempenhos mas não conseguindo ter regularidade nos resultados. O jogo era visto como uma partida difícil, principalmente pelas atuações abaixo da equipe em confrontos fora de casa. Na escalação, Renato tinha uma extensa lista de titulares fora do jogo. O capitão vascaíno Thiago Mendes e Rojas estavam suspensos, Adson e Cuiabano fora por lesão e o centroavante Spinelli ficou no Rio de Janeiro para acompanhar o nascimento da filha. A equipe teve que ir a campo com reservas. Jogadores contestados pela torcida pelo momento ruim como o recém chegado Brenner e o volante Tchê-Tchê eram alguns dos jogadores titulares no Rio Grande do Sul.

Depois do apito inicial, o mandante dominou o jogo durante todo o jogo. Logo aos nove, após um cabeceio, Mercado marcou, mas estava impedido. Aos 20, em uma contra-ataque rápido após um escanteio mal cobrado pela equipe do Vasco, Bernabei lançou para Carbonero carregar a bola e finalizar por cima para abrir o placar. Três minutos depois, em uma péssima saída de bola do Cruzmaltino, o Inter ampliou. Léo Jardim deu um passe longo demais para Robert Renan, que viu Carbonero interceptar e passar para Alerrandro finalizar rasteiro sem chances para o goleiro. O Vasco aparentava estar desligado e sem reações com as ações rápidas do Inter.

A imagem mostra jogadores do Internacional comemorando o gol.
 Após temporada abaixo em 2025, Bernabei volta a ser destaque da equipe gaúcha. Foto: Max Peixoto/Internacional

O jogo foi para o intervalo e, após a volta, seguiu o mesmo roteiro. Aos dez minutos do segundo tempo, outra saída de bola ruim do Vasco, que quase resultou em outro gol do Inter. 

Aos 16, em outro contra-ataque, agora foi a vez de Carbonero servir Bernabei, que finalizou para fazer o 3 a 0. O mesmo Carbonero, dez minutos depois, aproveitou o bom pivô feito por Alerrandro para, de primeira, marcar o quarto gol com a perna esquerda. 

No fim do jogo, no minuto 40, o Vasco conseguiu diminuir o placar com um belo gol de Andrés Gomez após uma bela jogada individual.

Atlético-MG 3 X 1 Mirassol

No mesmo dia e horário, o Atlético-MG recebeu o Mirassol na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG).. O confronto colocava frente a frente duas equipes pressionadas na tabela: o Galo buscava se afastar da parte de baixo após empate contra o Botafogo, enquanto o Mirassol tentava reagir depois de tropeçar em casa na rodada anterior.

Desde os primeiros minutos, o Atlético demonstrou maior intensidade ofensiva ao pressionar a saída de bola e explorar principalmente o lado esquerdo com Renan Lodi. Aos 16 minutos, Alan Minda recebeu na entrada da área, passou pela marcação e bateu cruzado para abrir o placar com um belo gol. 

Após sair na frente, o time mineiro controlou mais a posse e diminuiu o ritmo, enquanto o Mirassol encontrava dificuldades para criar oportunidades claras. Mesmo com pouca produção ofensiva, os visitantes chegaram ao empate aos 39 minutos. Em cobrança de escanteio de Reinaldo, Willian Machado subiu livre dentro da área e cabeceou sem chances para Everson. Tudo igual antes do intervalo.

Na segunda etapa, o Galo voltou mais agressivo e passou a ocupar o campo ofensivo com frequência. Aos 13 minutos, Renan Lodi sofreu pênalti após entrada de Denilson dentro da área. Na cobrança, Maycon bateu firme no meio do gol e recolocou o Galo em vantagem. 

Depois do segundo gol, o time mineiro seguiu pressionando, enquanto o Leão do Interior tentava responder em transições rápidas, mas sem grande eficiência. Aos 36 minutos, veio o golpe final. Willian Machado errou na saída de bola, Mamady Cissé, jovem da base atleticana que promete ser uma grande promessa, aproveitou a falha, avançou livre e finalizou colocado no canto para marcar um belo gol e decretar a vitória atleticana por 3 a 1. 

A imagem mostra o jogador Mamady Cissé comemorando p gol.
Jovem promessa guineana marca seu primeiro gol no profissional. Reprodução: Instagram/@atletico

Com o resultado, o Atlético-MG chegou aos 21 pontos e subiu na tabela, ganhando fôlego na competição. Já o Mirassol permane na zona de rebaixamento, estacionado nos 13 pontos e aumentando a pressão para as próximas rodadas.

Fluminense 2 X 1 São Paulo

Às 19h do último sábado, o Fluminense bateu o São Paulo por 2 a 1 no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Com o resultado, o Tricolor das Laranjeiras volta ao G4 e o Soberano segue em crise. Os gols da partida foram marcados por John Kennedy e Canobbio, pelo Tricolor das Laranjeiras, e Dória, pelo Soberano. 

Antes da bola rolar, a noite já era de festa no Maracanã, estádio que celebrou uma marca histórica: o jogo de número 2.000 do Fluminense em no palco carioca. Para coroar o momento, a diretoria tricolor realizou a apresentação oficial do atacante Hulk como o grande reforço do clube para a temporada. Com direito a um show de luzes verdes em referência ao super-herói, o craque foi ovacionado pela torcida nas arquibancadas.

Quando o confronto começou, a equipe comandada por Luis Zubeldía fez valer a festa e impôs um ritmo forte. Aos 18 minutos do primeiro tempo, Canobbio fez grande jogada pelo lado esquerdo e cruzou rasteiro na pequena área. John Kennedy apareceu livre na segunda trave para completar para as redes e abrir o placar.

O domínio do Fluminense seguiu intenso e resultou no segundo gol aos 44 minutos, após falha na saída de bola dos visitantes. O zagueiro Dória errou o passe na intermediária de defesa, e Nonato foi esperto para interceptar. A bola sobrou com Lucho Acosta, que invadiu a área e apenas rolou de lado para Canobbio soltar uma bomba e ampliar a vantagem antes do intervalo.

A imagem mostra jogadores do Fluminense comemorando o gol.
Canobbio chegou a quatro gols na competição. Foto: Marcelo Gonçalves / FFC

No segundo tempo, o São Paulo mudou a postura e partiu para o ataque em busca da reação. Aos 33 minutos, após cobrança de escanteio e um forte abafa na área mandante, Dória apareceu para completar para o fundo do gol, redimindo-se do erro cometido no primeiro tempo e diminuindo o marcador. 

Se encaminhando para os minutos finais, o goleiro Fábio fez uma defesa espetacular à queima-roupa em chute de Danielzinho e, logo na sequência, teve outra grande intervenção em cabeçada de Sabino.

Já nos acréscimos, o Fluminense chegou a balançar as redes com Rodrigo Castillo após assistência de Soteldo, mas o lance acabou anulado pela arbitragem com o auxílio do VAR.

Com o triunfo por 2 a 1, o Fluminense alcançou os 30 pontos e colou na vice-liderança do Brasileirão, igualando a pontuação do Flamengo. Já o São Paulo estacionou nos 24 pontos na quarta colocação e amargou o seu sexto jogo consecutivo sem vitória no campeonato. 

Palmeiras 1 X 1 Cruzeiro

No último jogo de sábado (16), às 19h, Palmeiras e Cruzeiro fizeram um duelo movimentado, marcado por chuva intensa e golaços. Os times empataram em 1 a 1, na Arena Barueri, em Barueri (SP). Arroyo abriu o placar para a Raposa no início da partida, com um belo chute de fora da área. Do outro lado, Felipe Anderson deixou tudo igual em outra finalização de longa distância.

O primeiro tempo começou com o Palmeiras tentando controlar as ações, mas a primeira grande oportunidade foi do Cruzeiro. Aos 10 minutos, Matheus Pereira aproveitou uma saída errada da defesa alviverde e iniciou a jogada que terminou no gol de Arroyo, em chute cruzado da entrada da área. O Palmeiras chegou a ter um pênalti marcado aos 18 minutos, porém a decisão foi corrigida após orientação do assistente, que apontou toque na bola de Jonathan Jesus antes do contato com Flaco López. 

Na sequência, em cobrança de escanteio, Felipe Anderson acertou um belo chute de fora da área para empatar o confronto. Apesar do destaque, o camisa sete deixou o campo aos 43 minutos após sentir dores na coxa durante uma arrancada. 

A imagem mostra os jogadores do Palmeiras comemorando o gol.
Felipe Anderson comemorando seu primeiro gol no Brasileirão. Foto: Cesar Greco/ Palmeiras

Antes disso, o Palmeiras já havia perdido Sosa, que machucou o tornozelo e foi substituído por Maurício. As duas lesões aumentam a preocupação da equipe para o confronto contra o Flamengo, no próximo fim de semana. Depois de um início intenso, a partida ficou mais equilibrada e truncada até o intervalo.

Sob forte chuva, o Cruzeiro voltou melhor para a etapa final e passou a pressionar no campo ofensivo. Aos sete minutos, Kaiki exigiu boa defesa de Carlos Miguel. O Palmeiras respondeu aos 12, com chute cruzado de Arthur para fora. Pouco depois, aos 15, Gustavo Gómez tentou uma bicicleta e obrigou Otávio a fazer grande defesa. 

Com o passar do tempo, o jogo ganhou ritmo acelerado, com chances para os dois lados. Arroyo assustou novamente aos 23 minutos, enquanto Andreas Pereira desperdiçou ótima oportunidade aos 28. 

Na reta final, Paulinho e Arias criaram boas chances para o Palmeiras, enquanto Jonathan Jesus e Kaiki levaram perigo pelo Cruzeiro. Apesar das oportunidades, o placar permaneceu inalterado.

Ambos os times voltam suas atenções para a Conmebol Libertadores: o Verdão encara o Cerro Porteño em casa, na quarta-feira (20), enquanto a Raposa visita o Boca Juniors, na terça-feira (19), na Argentina.

Santos 0 X 3 Coritiba

Às 11h do último domingo (17), o Coritiba superou o Santos por 3 a 0, em duelo realizado na Neo Química Arena, em São Paulo (SP). O grande destaque da primeira etapa foi o atacante Breno Lopes. O jogador balançou as redes duas vezes e ainda sofreu a penalidade máxima que resultou no terceiro gol do Coxa, marcado por Josué.

Além do placar elástico construído antes do intervalo, o confronto ficou marcado por um momento atípico envolvendo Neymar. O domínio do Coritiba começou cedo. Logo nos minutos iniciais, Breno Lopes recebeu um passe em velocidade pela ponta esquerda, avançou livre e inaugurou o marcador diante do goleiro Brazão. 

Pouco depois, aos 20 minutos, após jogada individual de Pedro Rocha, que superou a marcação, Breno Lopes apenas empurrou para o fundo do gol para ampliar a vantagem. O terceiro gol veio no fim da etapa inicial, aos 40, após o próprio Breno ser derrubado dentro da área e Josué converter o pênalti.

A imagem mostra Breno Lopes comemorando.
Breno Lopes tem quatro gols contra o Santos, sendo um deles na final da Libertadores de 2020. Foto: JP Pacheco/Coritiba

O Santos tentou ter uma reação antes do intervalo, mas parou em duas defesas do goleiro Pedro Rangel, sendo uma delas um cabeceio de Neymar.

Na tentativa de mudar o cenário no segundo tempo, o técnico Cuca promoveu as entradas de Gabigol, Barreal e Luan Peres.

Contudo, a estratégia sofreu um revés quando o defensor Luan Peres foi atingido por uma bolada no rosto e chegou a desmaiar no gramado. Embora tenha se recuperado rapidamente, o protocolo médico exigiu sua saída de campo por precaução e ele foi substituído por João Ananias.

Dez minutos depois, ocorreu a confusão. Neymar saiu de campo para ter atendimento médico e acabou sendo substituído erroneamente pela arbitragem.

O mal-entendido ocorreu porque a mesa de arbitragem trocou o número 31, do jogador Escobar, que seria substituído, pelo número 10 de Neymar no painel eletrônico. Apesar da reclamação do jogador e da comissão técnica, a troca foi autorizada e Robinho Jr entrou em campo.

Sob os olhares de Carlo Ancelotti na véspera da convocação da Seleção Brasileira, o camisa dez santista teve uma atuação apagada.

Após as alterações e a saída confusa de Neymar, o ritmo do time paulista caiu drasticamente. Nos minutos finais, a situação se agravou quando Barreal cometeu uma falta dura em Breno Lopes para interromper um contra-ataque e recebeu o cartão vermelho direto. Com um atleta a menos, o Santos confirmou a derrota.

Bahia 1 X 1 Grêmio

Na tarde do último domingo (17), às 16h, Bahia e Grêmio empataram em 1 a 1 na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA). O time gaúcho abriu o placar e o Tricolor de Aço buscou o empate, mas caiu na tabela.

O primeiro tempo foi morno, mas com chances claras de gol para a equipe baiana. Aos quatro minutos, o centroavante William José desviou de cabeça para o ponta-esquerda Erick Puga, que driblou o goleiro gremista Weverton e finalizou na rede pelo lado de fora. Com 20 minutos, a equipe baiana assustou novamente, após cruzamento de Pulga para William José, que tocou de cabeça para Everton Ribeiro cabecear de primeira em cima de Weverton.

O segundo tempo começou agitado. Logo aos sete, houve um contato entre o goleiro gremista e William José na pequena área, o que causou reclamação entre os jogadores do Bahia por um possível pênalti. O VAR revisou o lance e não marcou. Três minutos depois, o lateral-esquerdo Luciano Juba chutou de longe e a bola lentamente foi no travessão. 

Aos 16, o Grêmio abriu o placar com escanteio cobrado por Pedro Gabriel, que encontrou a cabeça do jovem zagueiro Viery para marcar para o Tricolor Gaúcho. 

A imagem mostra o jogador Viery, do Grêmio, comemorando o gol.
Jovem zagueiro Viery fez seu segundo gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vieryfernandes_

O empate do Bahia veio aos 27, após cruzamento rasteiro de Iago Borduchi, o ponta-direita argentino Sanabria empurrou de primeira para a rede.

Com o resultado, o Bahia chegou a sétima partida consecutiva sem vitórias. A equipe deixou a Arena Fonte Nova sob vaias da torcida. O treinador Rogério Ceni foi o principal alvo das críticas e é apontado como culpado pelos resultados recentes do time. Em sua coletiva de imprensa, Ceni comentou as cobranças dos torcedores ao desempenho da equipe e ao seu trabalho: “Não acho justo abandonar o que ama por ofensa”, disse ao ser questionado a respeito da instabilidade no comando da equipe baiana. Ao final da coletiva, Rogério disse que tem capacidade de reverter a situação e que conta com o respaldo dos atletas.

O Tricolor Gaúcho também não está confortável no Brasileirão, são três jogos seguidos sem vitórias no campeonato. O técnico português Luís Castro foi questionado sobre a escolha da escalação da equipe e justificou suas decisões: “O Campeonato é de muitos jogos. Não é por acaso que no campeonato do mundo de clubes não há jogos de dois em dois dias”. O treinador afirmou que a recuperação dos atletas é afetada pela quantidade de partidas disputadas: “Há jogadores que não conseguem se recuperar em dois dias.”

O Bahia caiu uma posição na tabela do Brasileirão e assumiu o sétimo lugar, com 23 pontos em 15 partidas, ou seja, com um jogo ainda a ser disputado. O Grêmio continuou na parte de baixo da tabela e está na 15ª colocação, próximo à zona de rebaixamento, com 18 pontos conquistados.

Botafogo 3 X 1 Corinthians

Também às 16h, o Botafogo recebeu o Corinthians no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). Com três gols de Arthur Cabral, o time carioca levou a melhor no confronto direto para se afastar da zona de rebaixamento.

O primeiro tempo começou disputado. Ambas equipes buscavam os três pontos. Já nos primeiros minutos, Gustavo Henrique afastou de cabeça e a bola sobrou no pé de Arthur Cabral, que correu para dentro e bateu de esquerda para marcar o primeiro do Fogão.

O Corinthians respondeu com uma cabeçada de Gustavo Henrique, após cobrança de falta de Rodrigo Garro. A bola rebateu na defesa e ia entrando no gol, mas Neto defendeu. Na sequência, aos 11 minutos, Raniele pressionou a saída do Fogão e a bola sobrou para Lingard. O inglês lançou para Garro na entrada da área, que chutou e empatou o jogo. 

No minuto 32, Montoro roubou de Bidon e tocou para Kadir, que distribuiu para Arthur Cabral. O atacante chutou de fora da área e marcou o segundo da equipe, sem chances para o goleiro Hugo Sousa. Oito minutos depois, o Timão respondeu após Matheusinho cruzar na área para Raniele cabecear, mas a bola bateu no travessão. 

No segundo tempo, o Corinthians começou em cima, em busca do empate. Já nos primeiros minutos, Breno Bidon aproveitou sobra da defesa, mas chutou para fora. Aos sete, Garro chutou da entrada da área, mas a bola foi por cima do gol.

Aos 70, Villalba ganhou a disputa com André Ramalho no ataque, tocou para Kauan Toledo cara a cara com Hugo Souza. Kaua exitou e Carillo conseguiu afastar. Contudo, a bola foi no pé de Arthur Cabral que bateu para o gol e fez seu terceiro gol. 

A imagem mostra o jogador Arthur Cabral, do Botafogo, comemorando um dos gols.
Com os gols, Arthur Cabral voltou a marcar após seis jogos de jejum. Foto: Vitor Silva/Botafogo

Aos 41, Kauan armou contra-ataque, levou para dentro e chutou no gol. Hugo no contrapé afastou para o escanteio. Alex Telles cobrou na cabeça de Barboza, que mandou no centro do gol, porém o goleiro espalmou. A zaga tirou e a bola sobrou no pé de Santi Rodríguez, que chutou de fora da área e acertou a trave direita.

Red Bull Bragantino 2 X 0 Vitória

Mais tarde, às 18h30, Red Bull Bragantino e Vitória chegaram com cenários relativamente parecidos no Brasileirão para o confronto no Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). Com gol de goleiro, Massa Bruta domina o jogo e respira no Brasileirão.

Apesar de estar na sétima colocação do campeonato, o Braga estava somente três pontos acima da zona de rebaixamento e vinha de derrota na Copa do Brasil, sendo eliminado pelo Mirassol. Enquanto isso, o Rubro-Negro baiano, mesmo estando só a dois pontos da zona da degola, ainda ocupava o décimo lugar na tabela e vinha de uma classificação herórica contra o Flamengo na Copa do Brasil.

Desde o início da partida, o Bragantino teve domínio quase absoluto da bola, mas baseava suas finalizações majoritariamente em chutes de fora da área. Logo aos cinco minutos de jogo, Juninho Capixaba recebeu uma bola pela esquerda e acertou um chute com efeito na trave. Depois, aos 21 minutos, foi a vez de Gustavo Marquês acertar um foguete de longe, que não pegou muita altura e acabou defendido por Lucas Arcanjo.

O Vitória não conseguia reagir e o Braga continou empilhando chances, até que, aos 34 minutos, o time da casa teve um escanteio que acabou em um voleio perigoso de Isidro Pitta defendido com segurança por Lucas Arcanjo. Porém, na mesma cobrança, após checagem do VAR, foi constatado um toque de mão de Zé Vitor após cabeceio de Pedro Henrique dentro da área, o que gerou um pênalti aos 40 minutos para o Massa Bruta. Tiago Volpi foi para a cobrança e converteu ao finalizar no canto sem chances para o goleiro baiano.

A imagem mostra Tiago Volpi e Pitta, ambos do Bragantino, comemorando o gol.
Com o gol, Tiago Volpi chega ao seu segundo gol na temporada e 18° na carreira, se igualando com Tiago Campagnaro como quinto goleiro brasileiro com mais gols na história. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

Com o início do segundo tempo, o Braga abaixou o ritmo e o Rubro-Negro baiano tentou reagir. Logo aos seis minutos, Matheusinho teve uma bola sobrada na ponta da área e acertou um chute que passou perto da trave. Depois, aos dez minutos, em um avanço puxado por Emmanuel Martínez, Renê deu um chute rasteiro, que foi facilmente defendido pelo goleiro.

Mesmo após o susto inicial, o Braga rapidamente retomou o controle do jogo e até chegou com certo perigo com Lucas Barbosa. Primeiro aos 14 minutos, com um chute desviado pela defesa e, depois aos 16, com um toque de cabeça para fora. Ambos não geraram perigo de fato ao gol de Lucas Arcanjo. 

Com isso, mesmo sem produzir muito, quem chegou com mais perigo foi o Vitória. Aos 28 minutos, Renê recebeu um passe na entrada da área e chutou forte e rasteiro, mas no meio do gol, o que facilitou a defesa de Volpi.

Porém, o jogo começou a adotar um clima mais nervoso, principalmente a partir dos 42 minutos, quando Rodriguinho foi derrubado na área por Cacá. Mais um pênalti assinalado para o Massa Bruta. Desta vez, quem foi para a cobrança foi Eduardo Sasha. O camisa nove só marcou um gol em toda a temporada e teve a chance de quebrar o jejum, mas Lucas Arcanjo defendeu. 

O jogo ficou muito mais brigado e com pouquíssimas chances para ambos os lados. O Vitória chegou com perigo nos acréscimos, aos 51 minutos, com um chute de Fabrício para fora. Ele caiu na área, o que gerou uma reclamação de pênalti. 

No contra-ataque do lance, puxado por Fernando pela pela ponta-esquerda, Lucas Barbosa recebeu livre dentro da área e com o gol aberto para fechar a conta do jogo aos 54 minutos. 

Com o resultado, o Bragantino encerrou a sequência negativa dos últimos dois jogos e assumiu a sexta colocação do campeonato, conseguindo se distanciar momentaneamente da zona de rebaixamento. 

Agora o Massa Bruta volta suas atenções para a Sulamericana, tendo a difícil missão de vencer o River Plate no Mâs Monumental, em Buenos Aires, Argentina, para se manter vivo na competição. O jogo será na quarta-feira (20) às 21h30 (horário de Brasília).

Com a derrota, o Vitória mantém a dificuldade em manter uma sequência de resultados positivos, além de se aproximar da zona de rebaixamento, ficando somente a um ponto dela. A equipe agora tenta manter a boa sequência nas eliminatórias da temporada, tendo o jogo de ida da semifinal da Copa do Nordeste contra o ABC de Natal, em casa, na próxima quarta-feira (20), às 21h (horário de Brasília).

Chapecoense 2 X 3 Remo

No mesmo horário, o Remo venceu a Chapecoense por 3 a 2, na Arena Condá, em Chapecó (SC). O confronto foi marcado por muitas mudanças no placar e emoção até os minutos finais. A partida terminou com um gol contra decisivo nos acréscimos, que garantiu mais três pontos para a equipe paraense. 

A imagem mostra Yago Pikachu, do Remo, comemorando o gol.
Yago Pikachu marcou seu segundo gol nesta edição do Brasileirão. Foto: Raul Martins/ Remo

A Chapecoense começou melhor a partida, mas sofreu o gol na primeira etapa. Aos 16 minutos, Yago Pikachu aproveitou uma bola lançada na área e a falha da defesa adversária para abrir o placar. Jogando diante da torcida, o time catarinense teve mais posse de bola e criou as principais oportunidades do começo do confronto, ao explorar principalmente as jogadas pelos lados do campo. Pouco depois, aos 24 minutos, a Chape chegou ao empate após jogada pela lateral do campo que resultou no gol de Neto Pessoa.

Com um minuto do segundo tempo, a equipe mandante virou a partida em outra jogada pela lateral. Dessa vez, o gol foi de Rafael Carvalheira. Mesmo em desvantagem, o Remo conseguiu equilibrar as ações e passou a levar perigo em transições rápidas. A equipe paraense aumentou a intensidade ofensiva após o intervalo.

Três minutos depois, a equipe visitante empatou novamente o confronto após a zaga da Chapecoense falhar e a bola sobrar para Jajá Silva marcar. O Verdão do Oeste tentou administrar a vantagem e controlar o ritmo da partida, mas voltou a sofrer com dificuldades defensivas nos minutos finais. 

O Leão Azul não diminuiu o ritmo e pressionou principalmente por meio de bolas levantadas na área. A insistência da equipe visitante foi recompensada nos acréscimos, quando um cruzamento gerou confusão dentro da área, que terminou em gol contra de Bruno Leonardo. O tento decretou a virada do clube paraense. 

A derrota aumentou a pressão sobre a Chapecoense, que segue enfrentando dificuldades para encontrar regularidade na competição. A equipe voltou a apresentar problemas defensivos em momentos decisivos da partida e desperdiçou a oportunidade de pontuar em casa. 

Já o Remo vive momento de recuperação no Campeonato Brasileiro. A equipe ampliou sua sequência positiva e ganhou confiança após conquistar mais uma vitória importante fora de casa. O resultado fortalece a luta do clube para se afastar das últimas posições da tabela e mostra evolução principalmente no setor ofensivo, que voltou a ser decisivo em momentos importantes da partida. 

Athletico-PR 1 X 1 Flamengo

No último jogo da rodada, realizado às 19h30 do último domingo (17), Athletico Paranaense e Flamengo se enfrentaram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR) . Sob olhares de Ancelotti, Stiven Mendoza e Pedro marcaram os gols da partida.

O time paranaense entrou em campo depois de uma classificação sofrida na Copa do Brasil contra o Atlético-GO. O confronto foi decidido nos pênaltis, já que não houve gols durante os 180 minutos. O Furacão teve 100% de aproveitamento nas cobranças e conseguiu eliminar o adversário mesmo fora de  casa. 

Já o Flamengo veio de uma eliminação na Copa do Brasil para o Vitória. O time carioca teve a chance de se redimir com a própria torcida, porém deixou escapar. 

A imagem mostra o mosaico da torcida do Athletico-PR em homenagem aos jogadores do clube que jogaram pela Seleção Brasileira.
Inspirado na convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, torcida atleticana recepcionou seus jogadores homenageando jogadores marcantes do clube que já representaram o país. Reprodução: Instagram/ @athleticoparanaense

A partida começou agitada. Logo aos 10 minutos de partida, o time da casa abriu o placar. O gol surgiu de um lançamento do goleiro Santos e da briga de Viveros com o zagueiro rubro-negro carioca. A bola ficou com o Athletico-PR que atacou pelo lado direito, e Mendoza finalizou e contou com o desvio em Léo Ortiz, que surpreendeu Rossi. O goleiro argentino desatento, falhou no lance.

O time visitante tentou ensaiar uma pressão após tomar o gol, mas sem eficiência, e o Athletico que teve a chance de ampliar o placar. Aos 27 minutos, uma cabeçada de Arthur Dias passou com perigo. O resto do primeiro tempo se manteve sem perigo para os dois lados.

Na segunda etapa da partida, o Flamengo, atrás do placar, tomou conta das ações do jogo, mas assim como o rival, estava em um dia pouco inspirado e não conseguiu produzir tanto.

Aos 33 minutos, o time curitibano teve uma boa chance. Viveros escapou da linha alta defensiva flamenguista e saiu cara a cara com Rossi e finalizou rasteiro cruzado, porém o argentino defendeu com o pé. No rebote a bola ficou com o colombiano que foi barrado pelo goleiro novamente e na terceira tentativa o atacante finalizou por cobertura, mas o travessão impediu o gol do Athletico.

Apenas três minutos depois, Felipinho arriscou um chute de muito longe, mas novamente o travessão impediu o segundo gol atleticano. O meia quase marcou um gol antológico na Arena da Baixada. O futebol costuma castigar quem perde grandes chances e no ataque seguinte, depois de um grande lançamento de Léo Pereira, Bruno Henrique serviu Pedro para empatar a partida. 

O atacante do Mengão se tornou o artilheiro do Brasileirão com nove gols em 15 jogos. Já são 16 gols na temporada em 26 partidas disputadas. Do outro lado estava o segundo artilheiro do campeonato, Viveros, que passou em branco e deixou Pedro abrir vantagem na disputa.

Aos 46 minutos, Viveros dominou a bola e foi derrubado por Danilo perto da área, o que impediu uma jogada promissora do Athletico-PR. Essa infração rendeu o segundo cartão amarelo para o defensor, consequentemente foi mandado para o vestiário mais cedo. O CAP ainda tentou se aproveitar do homem a mais que tinha em campo, mas não tinha tempo suficiente e a partida acabou empatada.

O resultado não foi bom para nenhum dos lados. O Athletico deixou escapar a chance de subir na tabela e se manteve em quinto lugar com 24 pontos, mesma pontuação do São Paulo que perdeu na rodada. Já o Flamengo não conseguiu se aproximar do líder Palmeiras, e terminou a rodada com 31 pontos. O time carioca ainda tem um jogo a menos que os outros times na competição e pode diminuir a vantagem para o Alviverde para um pontos em caso de vitória. 

O Flamengo volta ao Rio de Janeiro para enfrentar o Estudiantes de La Plata, na quarta-feira (20) pela Libertadores. A partida será no Maracanã, às 21h30 (horário de Brasília).

Próxima rodada

Sábado (23)

Vitória X Internacional, no Barradão, em Salvador (BA), às 17h00 (horário de Brasília);

São Paulo X Botafogo, no Morumbi, em São Paulo (SP), às 17h (horário de Brasília);

Mirassol X Fluminense, no Maião, em Mirassol (SP), às 19h (horário de Brasília);

Grêmio X Santos, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h (horário de Brasília);

Flamengo X Palmeiras, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (24)

Cruzeiro X Chapecoense, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Remo X Athletico-PR, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Corinthians X Atlético-MG, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Vasco X Red Bull Bragantino, no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Segunda-feira (25)

Coritiba X Bahia, no Couto Pereira, em Curitiba (PR), às 20h (horário de Brasília).

Após alegar ameaças de torcedores, zagueiro optou pela saída do Tricolor paulista
por
Gabriel Thomé
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25/05/2026 - 12h

 

Na última quinta-feira (21), o São Paulo anunciou a rescisão do contrato do zagueiro Matheus Dória, de 31 anos. A decisão partiu do jogador, que alegou ter sofrido ameaças pessoais, após o empate contra o Millonarios, da Colômbia, pela Copa Sul-Americana de 2026. Problemas de saúde na família também colaboraram para o encerramento do vínculo, segundo o jogador.

Dória vinha de dificuldades consecutivas no São Paulo. Pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Fluminense, o zagueiro falhou no segundo gol da equipe carioca ao entregar a bola nos pés do meio-campista Nonato. Apesar de marcar o “gol de honra” do time paulista, o defensor foi duramente criticado por sua atuação na partida.

No jogo seguinte, contra o Millonarios (COL), Dória voltou a falhar. O jogo acabou empatado, por 1 a 1, após o zagueiro “espichar” a bola para cima e gerar um contra-ataque para o adversário que terminou em gol. Nos minutos finais do jogo, ele contou com a sorte após cometer um pênalti não convertido pelo atacante Rodrigo Contreras.

Nas redes sociais, o Tricolor anunciou a rescisão do atleta: “O São Paulo Futebol Clube comunica a rescisão contratual com o zagueiro Dória. O jogador, que iniciou sua segunda passagem no começo desta temporada, tinha vínculo com o Tricolor até o final de 2027. Na reapresentação do elenco após o duelo contra o Millonarios-COL, na tarde de quarta-feira (20), no SuperCT, o defensor procurou a Diretoria de Futebol e solicitou o seu desligamento do clube motivado por questões pessoais”.

O zagueiro, também pelas mídias sociais, confirmou o encerramento do vínculo com o tricolor: “Algumas coisas vão além do futebol. Hoje encerro meu ciclo no São Paulo. Foi uma decisão muito pessoal, tomada junto da minha família. Preciso de um tempo pra cuidar de questões pessoais. Minha gratidão ao clube pelo suporte e compreensão. Desejo muito sucesso ao São Paulo”.

Esta foi a segunda passagem do defensor pelo clube. Na primeira, em 2015, ele veio por empréstimo do Marseille, da França, com 18 jogos e 2 gols. Em 2026, após longas passagens por equipes mexicanas, voltou ao Soberano e atuou por 11 partidas antes da rescisão.

Passagem de Dória pelo Santos Laguna de 2018 até 2024. Reprodução Instagram/ @clubsantos
Passagem de Dória pelo Santos Laguna de 2018 até 2024. Reprodução Instagram/ @clubsantos

 

O São Paulo vem sofrendo baixas defensivas desde o afastamento indisciplinar do zagueiro Robert Arboleda e a lesão de Rafael Tolói. Agora, com a rescisão de Dória, o Tricolor deve buscar reforços defensivos na janela de transferências do meio do ano.