A medalhista olímpica e símbolo de profissionalismo, finalizou seu ciclo no vôlei após duas décadas no alto rendimento
por
Larissa Bandeira
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30/04/2026 - 12h

 

Na última sexta-feira (24), a Arena UniBH, em Belo Horizonte, foi palco da despedida de Camila Brait. O jogo contra o Minas pela semifinal da Superliga Feminina terminou em derrota para o Osasco, equipe defendida pela líbero por grande parte da carreira. 

Conhecida pela agilidade, leitura de jogo e precisão na defesa, ela acumulou prêmios individuais, incluindo o de melhor líbero em diversas edições da Superliga. 

Em suas redes sociais, expressou sua gratidão pela profissão e à cidade de Osasco (SP). “Com o vôlei, conheci o mundo, conheci pessoas incríveis que ficarão pra sempre em minha vida. Conheci o amor da minha vida, e foi aqui em Osasco que construí minha família”.

 

Camila Brait durante partida pelo Osasco São Cristóvão Saúde, clube que defendeu nos últimos anos de sua carreira. Crédito: Reprodução/Instagram (@cbrait).
Camila Brait durante partida pelo Osasco São Cristóvão Saúde, clube que defendeu nos últimos anos de sua carreira. Foto: Reprodução/Instagram (@cbrait).

 

O clube onde esteve por 18 anos, também expressou a gratidão e amor pela jogadora que se tornou referência de liderança dentro e fora de quadra, sendo peça fundamental em campanhas vitoriosas. “Obrigado por cada defesa impossível. Por cada emoção. Por cada momento. Você foi e sempre será gigante”.

 

Arte de despedida publicada pelo Osasco Voleibol Clube em homenagem à líbero Camila Brait. Crédito: Reprodução/Instagram (@osascovoleibolclube).
Arte de despedida publicada pelo Osasco Voleibol Clube em homenagem à líbero Camila Brait. Foto: Reprodução/Instagram (@osascovoleibolclube).

 

Ao longo desses anos no clube, Camila Brait protagonizou uma trajetória marcada por títulos, sendo eles: 

  • 3 títulos da Superliga (2010, 2012 e 2025) 

  • 5 Copas Brasil (2008, 2018, 2025 e 2026)

  • 4 Sul-Americanas (2009, 2010, 2011 e 2012

  • Mundial de Clubes (2012)

Sua permanência por quase duas décadas no mesmo clube é considerada rara no esporte de alto rendimento e reforça sua identificação com a equipe. 

Revelada em Minas Gerais, Brait passou por clubes como Praia Clube e São Caetano antes de se consolidar no Osasco. Ainda jovem, já se destacava nas categorias de base da seleção brasileira, sendo campeã mundial juvenil em 2007.

Na Seleção Brasileira de Voleibol Feminino, integrou diferentes ciclos e esteve presente em algumas das principais competições do calendário internacional. Conhecida pela regularidade e eficiência na recepção, ganhou espaço como uma das principais opções para o sistema defensivo da equipe. 

Além de conquistar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 (realizados em 2021), também participou de torneios como a Liga das Nações e o Campeonato Sul-Americano. Sua atuação discreta, porém fundamental, fez com que fosse reconhecida como uma das líberos mais consistentes de sua geração.

 

Camila Brait comemora a conquista da medalha de prata com a seleção brasileira feminina nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Crédito: Instagram/@cbrait
Camila Brait comemora a conquista da medalha de prata com a seleção brasileira feminina nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Foto: Instagram/@cbrait

 

 

Após a campanha olímpica, a jogadora anunciou sua despedida da seleção brasileira.

A aposentadoria do esporte profissional já estava sendo sinalizada pela atleta, que expressou o desejo de dedicar mais tempo à família e à vida fora das quadras. Mãe de dois filhos, a líbero conciliou por anos a rotina intensa de treinos e competições com a maternidade.

Ela iniciou a carreira nas categorias de base por volta dos 14 anos, quando já disputava competições juvenis, e agora se despede aos 37.

Na décima segunda rodada, o Vasco venceu o São Paulo de virada. Corinthians segue sem vencer na competição desde fevereiro
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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20/04/2026 - 12h

Nos dias 18 e 19 de abril, os times da elite do futebol brasileiro disputaram a décima segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Nos confrontos, o Fluminense derrotou o Santos na Vila e o Mirassol conquistou a segunda vitória na competição ao bater o Internacional no Beira-Rio. A rodada também teve homenagens a Oscar Schmidt, maior jogador da história do basquete brasileiro, que morreu na última sexta-feira (17).

Chapecoense 1 X 4 Botafogo

No último sábado (18), às 18h30, Chapecoense e Botafogo abriram a rodada do campeonato, na Arena Condá, em Chapecó (SC). A partida acabou com a vitória do Fogão por 4 a 1. 

A Chape vive um péssimo momento no Z4 da competição. No confronto, o clube catarinense tentava sua segunda vitória no Brasileirão. O pressionado técnico Fábio Matias escalou a equipe com poucas mudanças das últimas partidas, com Bolasie, até então dúvida no confronto. 

Já no lado do Botafogo, a equipe vive um bom momento dentro de campo. O time está invicto sob o comando técnico de Franclim Carvalho e veio para a partida após uma grande vitória contra o Racing da Argentina, fora de casa. Para a partida, Ferraresi, que pertence ao São Paulo e está emprestado ao Botafogo, ganhou a disputa contra Bastos e formou a dupla de zaga com Barboza.

Depois do apito inicial, o Fogão precisou de apenas 20 minutos para garantir o resultado. Logo aos dez, em escanteio rasteiro cobrado por Alex Telles, Edenilson chutou de primeira para abrir o placar. Quatro minutos depois, Matheus Martins tabelou com Danilo para entrar na área e marcar o segundo. Aos 20, com a Chape completamente atordoada, o lateral Vitinho cruzou para Edenilson, que de cabeça, marcou o seu segundo gol na noite e o terceiro do Fogão.

A imagem mostra o jogador Edenilson, do Botafogo, beijando o pulso.
No Brasileirão 2026, Edenilson tem quatro gols em 11 jogos pelo Alvinegro. Foto: Vitor Silva/Botafogo

Nos acréscimos do primeiro tempo, Marcinho marcou para a Chape. O lance ocorreu após Bolasie fazer o pivô e mandar a bola para o atacante conduzir, limpar o marcador e finalizar com força no ângulo. 

No segundo tempo, o Botafogo soube administrar sua vantagem e, mesmo com menos posse de bola, foi quem teve mais chances ao aproveitar os erros da Chapecoense. 

Já no fim da partida, aos 35 minutos, Matheus Martins, de longe, mandou um chute cruzado para decretar o 4 a 1. 

O próximo jogo das duas equipes é, novamente, um Botafogo e Chapecoense. O confronto será o jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil, na próxima terça-feira (21), às 17h (horário de Brasília), no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ).

Vasco 2 X 1 São Paulo

No mesmo dia e horário, o Vasco venceu o São Paulo de virada pelo placar de 2 a 1, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ). Com dois gols no segundo tempo, o Cruzmaltino virou contra o Tricolor.

Logo no início do jogo, o São Paulo saiu na frente do placar aos dez minutos. Luciano aproveitou o rebote da finalização de Calleri e empurrou para a rede. 

No resto da primeira etapa, o Vasco teve maior posse de bola e pressionou o São Paulo. Entretanto, em nove finalizações cruzmaltinas, apenas o cabeceio de David foi na direção do gol de Rafael, que fez uma defesa tranquila.

Já no segundo tempo o cruz-maltino cresceu na partida e o São Paulo diminuiu o ritmo. A equipe de São Januário pressionou os paulistas e “afundou” o time do pressionado Roger Machado para seu campo. 

O Tricolor assustou a meta Vascaína apenas uma vez, em jogada do jovem ponta-esquerda Lucca, que cruzou rasteiro para Calleri. O centroavante finalizou sem precisão e parou na defesa. 

O Vasco empatou de pênalti aos 27 minutos após o árbitro sinalizar toque de mão de Calleri, na pequena área. O lateral-direito Puma Rodríguez chutou no canto esquerdo do goleiro tricolor e converteu. A virada veio aos 43, com o gol do atacante colombiano Andrés Goméz, que finalizou cruzado de dentro da grande área após rebote da defesa são paulina.

 A imagem mostra o jogador Andrés Goméz, do Vasco, pontando com a mão para a direção à direita.
Andrés Goméz fez seu segundo gol no campeonato. Foto: Reprodução/Instagram/@vascodagama

A partida ficou marcada por grandes chances perdidas do Tricolor. A situação para o técnico do Tricolor, Roger Machado, não é boa. Ao fim do jogo, a equipe e principalmente o treinador foram para o vestiário sob vaias. Os torcedores não estão satisfeitos com o recente trabalho de Roger e sua comissão, que mesmo com apenas dez partidas no comando da equipe. São cinco vitórias, um empate e quatro derrotas para o comandante Tricolor.

O Vasco alivia sua situação no Campeonato Brasileiro e abre três pontos da zona de rebaixamento. O técnico Renato Gaúcho chega também a dez jogos a frente do cruz-maltino, com quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas.

Vitória 0 X 0 Corinthians

Às 20h do último sábado (18), no Barradão, em Salvador (BA), Vitória e Corinthians protagonizaram uma partida que contou com apenas uma finalização durante todos os 90 minutos.

A equipe alvinegra, mesmo embalada com a boa vitória que manteve o 100% de aproveitamento na Copa Libertadores, veio em busca de uma reação no Brasileirão para se distanciar da zona de rebaixamento. 

Enquanto isso, o Leão da Barra queria manter a boa sequência de resultados após a boa vitória contra o São Paulo na última rodada.

A imagem mostra uma camisa do Corinthians no vestiário. Na camisa tem o número 14 e o nome de Oscar.
O Corinthians fez uma homenagem a Oscar Schmidt, camisa 14 e principal craque da primeira conquista nacional do basquete alvinegro. Foto: Reprodução/Instagram/@Corinthians

Em um jogo que começou muito mais brigado do que jogado, o Vitória teve um pouco mais de posse de bola. A primeira chance que gerou alguma espécie de perigo, sem contar com uma finalização em posição de impedimento de Renato Kayzer aos cinco minutos, veio só aos 21 minutos de jogo. Ramon deu um chute travado em uma bola sobrada dentro da área. 

A equipe baiana até gerou algum perigo em cabeceios de Luan Cândido, um aos 22 e outro aos 32, mas não conseguiu fazer Hugo Souza trabalhar.

Enquanto isso, o Corinthians produzia menos ainda. Durante todo o primeiro tempo, teve muitas dificuldades de se aproximar do gol de Lucas Arcanjo, feito que só conseguiu no final da primeira etapa, aos 40 minutos, com um chute travado de Matheus Bidu e com uma bola isolada de Garro nos acréscimos.  

No segundo tempo, o Vitória até conseguiu finalizações com chutes de fora da área e bons contra-ataques, mas com quase todas foram para fora ou para bem longe do gol. 

A única finalização no gol no jogo foi aos 41 minutos. Zé Vitor deu uma pancada de fora da área, mas Hugo Souza fez uma defesa segura. Já o Corinthians, assim como no primeiro tempo, praticamente não finalizou no gol, sendo que sua melhor chance foi um cabeceio de Raniele para fora aos 33 minutos.

Com o 0 a 0, o Timão chega a nove jogos sem vencer no Brasileirão e entra na zona de rebaixamento, o que aumenta a pressão no time por resultados no campeonato. Agora o time volta as atenções para a Copa do Brasil, em que defende o título. O alvinegro enfrenta  o Barra fora de casa na próxima terça (21), às 21h30 (horário de Brasília).

Enquanto isso, o Vitória chega a cinco jogos sem perder em todas as competições, além de manter o bom retrospecto em casa, com quatro vitórias em seis jogos e somente uma derrota. O time também volta suas atenções para a Copa do Brasil, tendo um confronto muito complicado contra o Flamengo no Maracanã, na próxima quarta-feira (22), às 21h30 (horário de Brasília).

Cruzeiro 2 X 0 Grêmio

Já às 20h30 do último sábado (18), o Cruzeiro venceu o Grêmio por 2 a 0, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). O resultado marcou a segunda vitória consecutiva da equipe mineira, que deixou a zona de rebaixamento pela primeira vez na competição.

A imagem mostra o jogado Arroyo, do Cruzeiro, comemorando, enquanto Werton, goleiro do Grêmio está agachado. Ao fundo Lucas Romero, do Cruzeiro, também comemora em direção à torcida cruzeirense na arquibancada.
Após 12 rodadas, o Cruzeiro saiu da zona de rebaixamento. Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O jogo começou equilibrado, com boas chances para os dois lados. O Cruzeiro foi mais presente ofensivamente nos minutos iniciais, em que explorou jogadas em velocidade. Já o Grêmio apostava nos contra-ataques e chegou com perigo em finalização de Enamorado, que acertou a trave aos 26 minutos da primeira etapa.

No segundo tempo, o Cruzeiro voltou mais organizado e dominante. Logo aos seis minutos, Gerson fez boa jogada individual e serviu Christian, que abriu o placar. A equipe manteve a pressão e ampliou aos 21 minutos, quando Lucas Romero finalizou de fora da área após assistência de Matheus Pereira.

Com a vantagem, o time mineiro controlou o ritmo da partida e limitou as ações ofensivas do Grêmio, que teve dificuldades para reagir e criou poucas oportunidades claras no segundo tempo.

A vitória teve impacto direto na tabela. O Cruzeiro chegou aos 13 pontos e subiu para a 16ª colocação e saiu da zona de rebaixamento. O resultado reforça o momento de recuperação do Cruzeiro, que demonstra evolução sob o comando técnico e maior consistência coletiva.

Já o Grêmio, também com 13 pontos, permaneceu na parte intermediária da tabela, mas segue com desempenho irregular, especialmente jogo longe de seus domínios, fator que tem impactado diretamente sua campanha no campeonato.

Internacional 1 X 2 Mirassol 

Na manhã do último domingo (19), às 11h, o Mirassol bateu o Internacional em pleno Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), por 2 a 1. Os gols da vitória foram marcados por Lucas Oliveira e André Luís. Mesmo com o triunfo, o Leão Caipira segue no Z4.

Apesar da derrota, os mandantes começaram o duelo tendo mais posse. Aos sete, depois de receber passe na entrada da área, Borré cortou para dentro e bateu de canhota, mas parou no zagueiro da equipe paulista, que tirou de cabeça. 

No entanto, conforme os minutos passavam, o jogo se equilibrava. Aos 20, Alesson cruzou para Lucas Oliveira, que chutou mascado, mas foi o suficiente para vencer o goleiro Anthoni e abrir o marcador para o Leão. 

Aos 44, após erro na saída de bola colorada, o Mirassol recuperou a posse e Alesson, o garçom do dia, enfiou lindo passe para André Luís ficar na cara do gol e bater bonito de cavadinha para ampliar o marcador.

Na reta final da primeira etapa, os visitantes tiveram a chance de ampliar. Em rápida transição de jogada, foi a vez de Alesson ser servido, mas o meia parou nas mãos do arqueiro do Inter — posteriormente, foi marcado impedimento no lance. 

No segundo tempo, os donos da casa voltaram a campo em ritmo acelerado, motivados pelos mais de 30 mil torcedores presentes no estádio. Aos quatro, Carbonero entrou na área e disparou contra Walter, que defendeu. 

Apesar do ímpeto e aparente reação, faltou criatividade para o Internacional. Já nos acréscimos, Alan Patrick aproveitou sobra de bola na área e chutou forte para estufar as redes e diminuir a desvantagem.

A imagem mostra Shaylon, do Mirassol, marcando Victor Gabriel, do Internacional.
O Internacional teve 72% de posse de bola, mas não foi efetivo em casa. Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional

Com vaias dos torcedores presentes, o jogo se encaminhou para o fim sem mais gols. Com o resultado, o Colorado ocupa a 14ª posição da tabela, tendo 13 pontos somados. O Mirassol acumulou seu segundo triunfo no torneio, e foi aos nove pontos, amargando a 18ª colocação. 

Coritiba 2 X 0 Atlético-MG

Na tarde do último domingo (19), às 16h, Coritiba e Atlético-MG se enfrentaram no Couto Pereira. Com gols de Breno Lopes e Pedro Rocha, o time paranaense garantiu os três pontos e se manteve na parte de cima da tabela. 

Com a vitória, o Coxa quebrou o tabu de não ganhar do Galo em casa pelo Brasileirão desde 2016. Foram quatro derrotas seguidas em casa nesse período. O último confronto entre os dois tinha sido em 2023 também pelo campeonato nacional.

A imagem mostra a camisa de Pedro Rocha, do Coritiba, com o número 32 formado pelo símbolo do autismo, em quebra cabeça nas cores vermelho, azul, amarelo e verde.
A imagem mostra a camisa de Pedro Rocha, do Coritiba, com o número 32 formado pelo símbolo do autismo, em quebra cabeça nas cores vermelho, azul, amarelo e verde.

O início de jogo começou movimentado para o mandante, que abriu o marcador com Breno Lopes. Depois de receber de um escanteio, cobrado por Josué, o atacante dividiu a bola com Hulk dentro da pequena área e conseguiu finalizar para a rede e vencer Éverson.

Depois de sofrer o gol, o Galo pressionou o Coritiba até o final do primeiro tempo. A primeira chance de empate surgiu aos 12 minutos com um chute de fora da área de Renan Lodi, porém Pedro Rangel desviou e ainda pegou o rebote, finalizado por Natanael.

Aos 31 minutos, novamente o goleiro coxa-branca evitou a igualdade no marcador. Com liberdade, Cuello finalizou de muito longe com perigo e Pedro desviou a bola, que ainda tocou a trave antes de ser afastada pela zaga. Grande parte das jogadas atleticanas no primeiro tempo surgiram dos pés do argentino. 

Apenas dez minutos após a finalização no poste, em uma jogada pela beirada do campo, Cuello encontrou Vitor Hugo na marca penal. O zagueiro finalizou com categoria, porém Pedro Rangel defendeu de novo. Ainda no rebote Hulk finalizou com perigo ao lado do gol.

O segundo tempo começou no mesmo roteiro. O Galo pressionava e buscava o empate, enquanto o Coritiba esperava uma oportunidade de contra-ataque para matar a partida. Aos 12 minutos, em um lance despretensioso e sem perigo, Lyanco arriscou um passe que bateu na perna de Pedro Rocha e entrou na meta e ampliou o placar para o time da casa. 

A pressão do time mineiro continuou firme até o final da partida, porém sem grande efetividade. Foram 23 finalizações sem uma grande chance criada. Já pelo lado do Coxa, o que sobrou foi eficiência, foram apenas duas finalizações nos 90 minutos e 2 gols marcados. 

Faltando dois minutos para o fim, Renato Marques e Renan Lodi se desentenderam, o que ocasionou na expulsão dos dois atletas. O jogador do Coritiba foi deslocado no ar ao disputar a bola e foi tirar satisfação com Lodi, que não recuou e respondeu. O clima esquentou e o Árbitro Fernando Antônio Mendes de Salles Nascimento Filho mandou os dois pro chuveiro mais cedo por conduta violenta. 

Com a vitória em casa, o Coritiba se mantém na sétima posição do campeonato, evidenciando o bom início de um time recém promovido à elite do Brasil. Já o Atlético-MG terminou a rodada na décima segunda posição, tendo dificuldades de manter constância nos resultados. 

O próximo jogo do Coxa será na quarta-feira (22) contra o Santos na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 19h30 (horário de Brasília). A partida será válida pela quinta fase da Copa do Brasil, em que os 20 times da série A são incluídos na competição. O Galo irá enfrentar o Ceará na quinta-feira (23) na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 19h, também pela copa nacional.

Santos 2 X 3 Fluminense 

Santos e Fluminense se enfrentaram no último domingo (19), às 16h, na Vila Belmiro, em Santos (SP). O Tricolor das Laranjeiras venceu por 3 a 2. Neymar saiu vaiado e protagonizou mais uma polêmica fora de campo.

Aos sete minutos do primeiro tempo, Jemmes tocou para Hércules, que disparou e chutou no gol, a bola saiu para a linha de fundo. Na sequência, Arão roubou de Alisson e tocou para Neymar. No bate e rebate, a bola sobrou no pé de Gabigol, que finalizou para marcar o primeiro gol da partida. 

Aos 13, Savarino cobrou escanteio na área e Bernal cabeceou, mas a bola saiu. Na sequência, Gabriel Bontempo roubou em seu campo de defesa e tocou para Barreal, que mandou para Neymar na corrida. O camisa dez tocou para Gabigol, que tabelou com Bontempo e finalizou no gol, mas a bola saiu pelo lado direito do goleiro.

Aos 23, Castillo lançou para Savarino correr pela direita. O meia tricolor chutou no ângulo, sem chances para Gabriel Brazão, para marcar o gol de empate.

No final da primeira etapa, Hércules teve a chance de ampliar após tabelar na entrada da área com Savarino. Ele cortou para esquerda e chutou no ângulo, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 11, o Bontempo ganhou a dividida com Arão, tocou para Barreal e lançou para Gabigol arrancar pela direita. O centroavante tocou de volta para Barreal marcar de cobertura. 

A equipe do Fluminense não se abalou. Em seguida, Freytes lançou a bola na área e Brazão afastou. A bola sobrou no pé de Hércules, que tocou para Savarino mandar para Guga. O lateral cruzou na área para Castillo subir, cabecear e empatar novamente.

Aos 36, o time alvinegro teve a chance de marcar. Otavio tocou errado e Neymar levou a melhor. Ele correu pelo meio e tocou para Rollheiser, que devolveu para o camisa dez sozinho chutar na pequena área, mas Fábio fez grande defesa. 

Quem marcou mesmo foi o time tricolor. Já no final da partida, Otávio tocou para Riquelme driblar e tocar para Guga. O lateral cruzou na área para John Kennedy, que na segunda trave, fez o gol da virada.

A imagem mostra o jogador do Fluminense John Kennedy comemorando o gol.
Em comemoração, JK provocou a torcida rival após ser xingado. Foto: Reprodução/@lucasmerconphotos/ Fluminense 

Na saída dos jogadores para o vestiário, Neymar foi vaiado pela torcida após gesto de tapar os ouvidos. O jogador usou suas redes para se pronunciar. “Chegou o dia que eu tenho que explicar uma COÇADA DE ORELHA!”, disse o jogador via Instagram.

Palmeiras 1 X 0 Athlético-PR

Às 18h30 do último domingo (19), o Palmeiras encarou o Athlético-PR no Allianz Parque, em São Paulo (SP). O jogo era muito importante para ambas as equipes, enquanto o Palestra tentava disparar na liderança do campeonato, o Athlético, recém promovido para primeira divisão, faz ótima campanha até então e está na disputa por uma das vagas para a Libertadores.

No banco, o Verdão contou com a volta de Vitor Roque aos relacionados após lesão sofrida em jogo contra o São Paulo no Campeonato Paulista. Já o Furacão veio sem novidades, com destaque para Kevin Viveros. O atacante vive um ótimo começo de temporada e já vem sendo monitorado por outras equipes do Brasil.

No início do primeiro tempo, a equipe visitante veio bem ofensiva, mas logo o Palmeiras se ajeitou e dominou o jogo ao pressionar e empurrar o Athlético para o campo de defesa. Aos 15 minutos, Gustavo Gomez, em disputa por bola aérea, conseguiu chutar a bola e fazer o gol solitário da partida.

A imagem mostra Gustavo Gomez, do Palmeiras, comemorando o gol.
Gustavo Gomez chega a três gols no Campeonato Brasileiro. Foto: Reprodução/Instagram/@palmeiras

Após o gol, o jogo ficou mais quente e faltoso, com destaque para o primeiro cartão amarelo de Murilo, que cometeu falta ao tentar segurar Viveros.

No começo do segundo tempo, aos dois minutos, Murilo cometeu uma falta similar de novo em Viveros e, por isso, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com isso, a partida mudou completamente, com uma pressão muito intensa do Furacão. Até que aos 41 minutos, em confusão com Viveros e Benedetti na área, o juiz marcou um pênalti, que foi anulado pelo VAR.

O Palmeiras com um jogador a menos no segundo tempo conseguiu impedir os ataques do Atlhético e arrancar uma vitória muito importante dentro de casa. Com o resultado o Verdão se isola na liderança com 29 pontos, na frente do vice, Flamengo, com 23 pontos. Enquanto o Furacão segue na briga pelo G-5. Com 19 pontos, o Athlético acaba a rodada na sexta colocação do Campeonato.

Red Bull Bragantino 4 X 2 Remo

Também às 18h30, do último domingo (19), o Red Bull Bragantino venceu o Remo por 4 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). Pitta foi o destaque do jogo, com dois gols. Com o resultado, o Massa Bruta segue próximo do G-4, enquanto o Leão permanece na penúltima colocação da tabela.

O grande nome do confronto foi o atacante paraguaio Pitta, que colocou duas bolas na rede e teve participação direta nos outros gols da equipe paulista. A partida foi marcada por alternâncias no placar, em que o Remo conseguiu empatar duas vezes ainda no primeiro tempo, mas sem conseguir segurar os donos da casa.

O jogo começou em ritmo intenso. O Remo assustou primeiro com uma boa oportunidade desperdiçada por Jajá. No entanto, quem abriu o placar foi o Bragantino aos 19 minutos. Após boa jogada trabalhada que terminou nos pés de Pitta para fazer o gol. 

O empate veio aos 28 minutos, em um golaço de Taliari, que encobriu o goleiro ao acertar um chute do meio de campo.

A resposta do time da casa foi rápida. Pitta voltou a balançar as redes aos 37 minutos, com linda jogada do trio de ataque do Braga, que recuperou a vantagem no marcador. Porém, pouco depois, o Remo empatou novamente com Marcelinho e levou o 2 a 2 para o intervalo.

a imagem mostra Pitta, do Bragantino, comemorando o gol. Ao fundo, desfocado, está Juninho Capixaba, também do Bragantino, comemorando.
Isidro Pitta é o artilheiro do Bragantino no Brasileirão. Foto: Ari  Ferreira/ Red Bull Bragantino

Na segunda etapa, o Bragantino manteve a pressão e chegou ao terceiro gol logo no início, em lance que contou com desvio contra de Tchamba após jogada de Pitta. Poucos minutos depois, após nova investida ofensiva iniciada pelo atacante paraguaio, o próprio Tchamba marcou contra novamente e ampliou a vantagem dos mandantes.

O Remo ainda chegou a balançar as redes novamente com Jajá, mas o gol foi anulado por impedimento no início da jogada. Assim, o placar final ficou em 4 a 2 para o Bragantino, que confirmou a vitória em casa.

Agora, as equipes voltam suas atenções para a Copa do Brasil. O Bragantino recebe o Mirassol na próxima quarta-feira (22), às 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). No mesmo dia, o Remo enfrenta o Bahia, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 19h (horário de Brasília).

Flamengo 2 X 0 Bahia

No último jogo da rodada, realizado às 19h30 do último domingo (19), o Flamengo venceu o Bahia por 2 a 0 no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Com gols de Arrascaeta e Lucas Paquetá, o rubro-negro segue em bom ritmo sob o comando do técnico Leonardo Jardim. 

A vitória foi a quinta consecutiva da equipe, além de ter consolidado o time na vice-liderança com 23 pontos. Na partida, também foi feita uma dedicatória à Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro e ídolo do clube, que faleceu na última sexta-feira (17).

No início da partida, o Flamengo impôs uma grande intensidade com trocas de passes rápidas e movimentação constante, que forçaram o Bahia a ficar no campo de defesa. 

O placar não demorou a ser aberto. Aos 17 minutos do primeiro tempo, após uma jogada trabalhada, em que Pedro foi "garçom", Arrascaeta mandou para o fundo das redes para fazer 1 a 0. Na comemoração, o uruguaio que, excepcionalmente neste jogo vestiu a camisa 14 em honra ao "Mão Santa", tirou o uniforme e simulou um arremesso de basquete, gesto que lhe rendeu um cartão amarelo.

A imagem mostra Arrascaeta, do Flamengo, comemorando arremessando a bola como se fosse no basquete. Ao lado esquerdo está Pedro, do Flamengo, batendo palmas.
Arrascaeta usava a camisa 14 antes de assumir o número dez. Foto: Reprodução/Instagram/@g10arrascaeta

Na volta do intervalo, o Bahia chegou a assustar com chutes de Jean Lucas e Acevedo, mas parou nas boas defesas de Rossi. Aos 28 minutos do segundo tempo, a torcida flamenguista aplaudiu de pé a saída de Everton Ribeiro, hoje no Bahia, em reconhecimento aos títulos conquistados no clube carioca. 

O fôlego rubro negro foi renovado com a entrada do espanhol Saúl, que estreou na temporada. Aos 34 minutos, após escanteio cobrado por De La Cruz, o meia desviou e a bola sobrou para Lucas Paquetá chutar no alto e fechar a conta em 2 a 0, o que garantiu o triunfo rubro-negro.

As duas equipes agora focam na abertura da quinta fase da Copa do Brasil. O Flamengo recebe o Vitória no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), na próxima quarta-feira (22), às 21h30 (horário de Brasília). Já o Bahia volta para a Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), para enfrentar o Remo, também na quarta-feira, às 19h (horário de Brasília).

Próxima rodada

Sábado (25):

Bahia X Santos, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 18h30 (horário de Brasília);

Remo X Cruzeiro, no Mangueirão, em Belém (PA), às 18h30 (horário de Brasília);

Botafogo X Internacional, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília);

São Paulo X Mirassol, no Morumbi, em São Paulo (SP), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (26):

Grêmio X Coritiba, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 16h (horário de Brasília);

Corinthians X Vasco, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 16h (horário de Brasília);

Athletico-PR X Vitória, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 18h30 (horário de Brasília);

Red Bull Bragantino X Palmeiras, no Estádio Municipal Cícero De Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Atlético-MG X Flamengo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 20h30 (horário de Brasília);

Fluminense X Chapecoense, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h30 (horário de Brasília).

RED Canids, FURIA e VKS também ganharam no fim de semana
por
Pedro Premero
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30/04/2026 - 12h

Foi finalizado, neste domingo(26), a penúltima semana do primeiro split do CBLOL (Campeonato Brasileiro de League of Legends) e mais quatro equipes se juntaram a RED Canids nos playoffs, Fluxo W7M, Vivo Keyd Stars, FURIA e LOS Grandes. A última vaga para as eliminatórias está entre LOUD e Leviatan. A Verduxa enfrenta a VKS, enquanto a LEV joga contra a paiN. Confira o resumo das séries deste fim de semana:

 

LOS Grandes x RED Canids Kalunga

 

A RED Canids segue invicta no CBLOL! A Matilha segue liderando o campeonato e teve mais série dominante. STEPZ continua como principal nome da equipe com ótimas performances constantemente. Do outro lado a LOS Grandes segue irregular e md3 e não conseguiu encaixar uma sequência de vitórias.

STEPZ com sua equipe durante o intervalo entre jogos - Foto: CBLOL/flickr
STEPZ com sua equipe durante o intervalo entre jogos - Foto: CBLOL/flickr

 

 

MVP: STEPZ (Pantheon/Jarvan IV)

 

paiN Gaming x Fluxo W7M

 

Apesar do 2 a 0, paiN e Fluxo W7M fizeram uma série bem acirrada, com o principal diferencial sendo as lutas em equipes mais organizadas por parte da equipe do Fluxo. As duas partidas refletem o momento atual que os Tradicionais estão passando. A equipe parece sem sintonia e com problemas na comunicação nos momentos mais cruciais do jogo. Por outro lado, os Touros seguem embalados e engataram a terceira vitória seguida. Com isso, eles conquistaram sua vaga nos playoffs depois de quase dois anos.

Peach durante partida contra a paiN - Foto: CBLOL/flickr
Peach durante partida contra a paiN - Foto: CBLOL/flickr

 

 

MVP: Peach (Jarvan IV/Aatrox)

 

FURIA x LOUD

 

LOUD e FURIA fizeram uma série muito inconstante, as equipes tinham construído uma boa vantagem na partida e acabaram desperdiçando ela e tomaram a virada. Na primeira partida, os Panteras tinham 8 mil de ouro à frente de seu oponente, e perderam. No jogo seguinte, foi a Verduxa que cometeu o mesmo erro. Porém o último mapa foi mais desequilibrado a FURIA atropelou a LOUD e venceu a série.

A partida contra a LOUD marcou a primeira derrota da botlane da FURIA com os campeões Ashe e Seraphine - Foto: CBLOL/flickr
A partida contra a LOUD marcou a primeira derrota da botlane da FURIA com os campeões Ashe e Seraphine - Foto: CBLOL/flickr

 

 

MVP: Jojo (Seraphine/Nami/Yuumi)

 

Leviatan x Vivo Keyd Stars

 

A última série da semana foi marcada por uma mudança por parte da Keyd. A organização trocou o caçador Disamis pelo Sarolu. Segundo SeeEl, técnico da VKS, a equipe precisava de mais adaptações para o sistema e acha que o jogador de 21 anos vai se encaixar melhor no momento. O jungler estreante não sentiu o peso da estreia e comandou a equipe para duas vitórias dominantes diante da Leviatan.

Sarolu ficou quase 2 anos no Academy da VKS antes de ter uma chance no Tier 1 - Foto: CBLOL/flickr
Sarolu ficou quase 2 anos no Academy da VKS antes de ter uma chance no Tier 1 - Foto: CBLOL/flickr

 

 

MVP: Sarolu (Aatrox/Skarner)

 

Glossário

 

Jungler: Caçador, uma das rotas do jogo

Split: Etapa, edição

Ouro: dinheiro do jogo utilizado para comprar itens

Academy: As equipes academys funcionam como um time de base das equipes do Tier 1

Tier 1: Primeira divisão

Botlane: Rota inferior, composta pelas funções de atirador e suporte

Campeão: forma de chamar os personagens do jogo

Em primeiro cargo de técnico brasileiro à frente de uma franquia na liga, o ex-pivô lidera o Portland Trail Blazers em busca da zebra no primeiro round do mata mata
por
João Victor Esposo Guimarães
|
23/04/2026 - 12h
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter

Em sua primeira temporada no comando do Portland Trail Blazers, Tiago Splitter segue escrevendo um capítulo histórico para o basquete brasileiro. Após conduzir a equipe à pós-temporada, o treinador se tornou o primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs da NBA como técnico, após o triunfo por 106 a 103 no segundo jogo da série contra o San Antonio Spurs, na última terça (21) no Frost Bank Center em San Antonio.

Depois de ser superado na partida de abertura no domingo (19) por 111 a 98, com festa nas arquibancadas de San Antonio e atuação histórica de Victor Wembanyama, o Portland reagiu de forma imediata e mostrou força para empatar o confronto. Sob o comando de Splitter, os Blazers ajustaram a marcação, elevaram a intensidade defensiva e mostraram maturidade nos momentos decisivos para roubar uma vitória apertada no Texas.

O resultado teve peso esportivo e simbólico. Além de recolocar a franquia na disputa pela classificação, representou um feito inédito para o Brasil: nunca antes um técnico brasileiro havia conquistado uma vitória em partidas de playoffs da NBA. Splitter amplia, assim, uma trajetória marcada pelo pioneirismo no basquete mundial. Sem podermos esquecer que é no mínimo irônico, porém de uma forma especial, que sua primeira vitória em playoffs seja justamente contra um time tão importante na sua vida. O brasileiro jogou no Spurs de 2010 a 2015.

A evolução do Portland ao longo da temporada já vinha chamando atenção. Após oscilações durante a fase regular, a equipe cresceu na reta final e chegou embalada aos playoffs. O treinador brasileiro foi fundamental para reorganizar o time, encontrar equilíbrio tático e fortalecer a confiança do elenco em jogos decisivos.

Dentro de quadra, os Blazers passaram a se destacar pela intensidade defensiva e melhor execução ofensiva nos minutos finais. Essas características aparecem novamente no segundo duelo da série, quando a equipe soube suportar a pressão e confirmou a vitória por margem mínima.

Mais do que uma boa campanha, a trajetória de Tiago Splitter representa um novo marco para o esporte nacional. Primeiro brasileiro campeão da NBA como jogador pelo San Antonio Spurs, primeiro técnico brasileiro à frente de uma franquia da liga e agora primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs como treinador, Splitter consolida seu nome entre os grandes representantes do basquete brasileiro, e busca superar as expectativas, na série que se encontra empatada e rumo ao Oregon onde acontecerão os jogos 3 e 4 respectivamente na sexta (24) e domingo (26).

 

Em partida contra o Vila Nova, o atacante Berto afirmou ter sofrido ataques racistas após o apito final
por
Gabriel Thomé
|
22/04/2026 - 12h

 

 No último sábado (18), Vila Nova e Operário se enfrentaram pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe goiana saiu vencedora do confronto pelo placar de 2 a 1. Entretanto, após o apito final houve uma confusão entre jogadores e membros da comissão técnica do Fantasma com torcedores do Vila Nova. No final da briga,  o atacante Hildeberto Pereira, o Berto, afirmou ter sido vítima de ataques racistas por parte de um torcedor adversário durante a confusão.

   Dentro de campo, o clima era quente após o final da partida. A discussão tomou proporções maiores quando o zagueiro colombiano do Operário Jhan Torres atirou uma garrafa em um torcedor do Vila Nova. Com a mesma garrafa, o torcedor atingido devolveu o arremesso e acertou no presidente do Operário, Álvaro Goes, que ficou com o nariz sangrando. Depois disso, a confusão foi generalizada. Além de garrafas e copos, lixeiras foram arremessadas entre torcedores goianos e jogadores adversários.

  A confusão com Berto teria começado após uma ofensa racista vinda da torcida adversária. A acusação em questão, pontuava como proferido o xingamento "macaquinho". Para um membro do staff do Vila Nova, Berto afirmou: "Ele me chamou de macaco e fez o gesto". O atleta cabo-verdiano apareceu em imagens desolado com a ofensa e foi levado para a polícia militar para prestar depoimento. 

Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS
Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS

 

     Em nota para o Instagram, o clube goiano reforçou sua posição: "O Vila Nova Futebol Clube repudia qualquer forma de discriminação, como a relatada pelo atleta Berto, do Operário Ferroviário, após a partida de ontem pelo Campeonato Brasileiro B, bem como atos de violência." 

     O Fantasma, também via Instagram, emitiu um pronunciamento a favor do atacante caboverdiano: “Reafirmamos que o racismo é abominável e inaceitável. O combate a essa prática exige a união de toda a sociedade. Seguiremos firmes, de forma intransigente, no combate ao racismo e na defesa incondicional de nossos profissionais”.

    O caso foi para as autoridades locais e deve ter consequências para ambos os times. O torcedor foi identificado por meio de um sistema interno de reconhecimento facial e foi levado à Central de Flagrantes, para registro de Boletim de Ocorrência. Além disso, o Vila Nova pode perder o mando do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA) por algumas partidas. O Operário também se envolveu na confusão e alguns atletas como Jhan Torres e o próprio Berto, que participou da briga, podem pegar algumas partidas de suspensão.

    Casos de racismo no futebol levantam debates. A legislação prevê consequências, merecidas, aos times e torcedores envolvidos no episódio entre Operário e Vila Nova.

Veja o retrospecto do confronto no campeonato estadual e quem leva a melhor historicamente
por
Gustavo Romero Pires
Felipe Oliveira
|
25/03/2025 - 12h

 

Corinthians e Palmeiras se enfrentam para decidir o campeão paulista de 2025, após o Verdão perder o primeiro jogo da final em casa por 1x0 com gol de Yuri Alberto. Já o Alvinegro vem com histórico de ser o time da Série A do Campeonato Brasileiro que menos perdeu, apesar da eliminação precoce na Pré-Libertadores.

O jogo da volta acontece na Neo Química Arena, em Itaquera, na próxima quinta-feira (27).

Além da partida se tratar de um dos maiores clássicos do país, nomeado como derby paulista, o jogo pode coroar o alviverde como o primeiro tetracampeão do torneio desde 1919, quando o Club Athletico Paulistano foi campeão quatro vezes seguidas, antes mesmo da profissionalização do campeonato.

No entanto, o alvinegro tem a chance de frustrar o sonho palmeirense, assim como o Verdão fez com o Corinthians em 2018, quando o timão tinha a mesma oportunidade do tetracampeonato.

Retrospecto dos Derbys Paulista nas finais do Paulistão

Ao todo, foram oito finais do Paulistão entre Palmeiras e Corinthians: o primeiro confronto aconteceu em 1936 e o último em 2020. Até o momento, a equipe Alviverde leva a melhor no retrospecto das finais, tendo cinco vitórias contra três dos Alvinegros do Parque São Jorge.

●     1936 - Palmeiras campeão

●     1938 - Palmeiras campeão

●     1974 - Palmeiras campeão

●     1993 - Palmeiras campeão

●     1995 - Corinthians campeão

●     1999 - Corinthians campeão

●     2018 - Corinthians campeão

●     2020 - Palmeiras campeão

Em 2018, o Corinthians estava com um elenco totalmente diferente do campeão paulista e brasileiro no ano anterior e por isso, de acordo com a mídia da época, tinha um time inferior ao do Palmeiras, que contava com o centroavante Miguel Borja. O atacante fez o gol que deu a vitória à equipe alviverde no jogo de ida da final, na Arena Corinthians.

Já no segundo jogo, o alvinegro venceu a partida com gol de Rodriguinho ainda no primeiro tempo e um pênalti polêmico retirado pela arbitragem após uma conversa com o quarto árbitro, levou a partida às penalidades. 

Nas cobranças de pênaltis, o ex -goleiro do Timão, Cássio, defendeu as batidas de jogadores palmeirenses badalados como Dudu e Lucas Lima. Porém, o chute decisivo caiu nos pés do menino da base Maycon, que converteu a cobrança que deu o título para o Corinthians, dentro do Allianz Parque.

 

Maycon
Jogadores do Corinthians comemorando logo após a confirmação do título paulista de 2018 Foto: (Nelson Almeida/AFP)

 

 

Este último confronto, seguiu um roteiro muito parecido com o da atual edição. Na época, o Corinthians, campeão das últimas três edições (2017, 2018 e 2019), encontrou dificuldades para se classificar no Paulistão 2020, conseguindo uma vaga para as quartas de final na última rodada da fase de grupos, na vitória de 2 a 0 contra o Oeste.

Com Palmeiras e Corinthians avançando de fase, as duas equipes se encontraram na grande final e após um jogo truncado e de poucas chances criadas, a partida de ida acabou empatada em 0 a 0 na Neo Química Arena. Já na volta, o Verdão levava a melhor desde os 49 minutos do segundo tempo, com um gol de cabeça do atacante Luiz Adriano. Porém, foi no último lance do jogo, aos 97 minutos, que o Timão empatou o jogo após Gustavo Gómez derrubar o Jô dentro da área em um pênalti - visto pela imprensa e torcedores - como “infantil”, levando a disputa para as penalidades. No final, o Palmeiras se sagrou campeão após 12 anos, tirando a chance do tetracampeonato do seu rival.

Patrick de Paula
Patrick de Paulo, autor do pênalti do título, comemorando enquanto Cássio lamenta (Alex Silva/Estadão)

 

Tal edição aconteceu no período da pandemia da Covid-19, o que consequentemente, afastou as torcidas dos estádios e impediu que o espetáculo fosse ainda maior. Já nesta edição (2025) - longe dos perigos pandêmicos - o destino quis novamente um derby cheio de emoções para a final, com um roteiro parecido da edição de 2020. O Palmeiras, que conseguiu sua vaga para as quartas na última rodada do Paulistão, na vitória de 3 a 2 contra o Mirassol, também chega para esta final como campeão dos últimos três anos consecutivos do torneio (2022, 2023 e 2024). A diferença é que logo no Allianz Parque, o Verdão sofreu uma derrota de 1 a 0 com gol do atacante Yuri Alberto, proporcionando mais emoções para o jogo da volta na Neo Química Arena.

 

 

Palmeiras ainda acredita no título

Após a derrota dentro de casa na partida de ida, o lateral-esquerdo do Verdão, Joaquín Piquerez, desabafou na entrevista pós jogo e disse que Corinthians “só chegou uma vez e fez o gol” e acredita no título paulista: “Palmeiras vem de três finais virando no 2° jogo”

O jogador uruguaio, se refere aos confrontos contra os times São Paulo, Água Santa e Santos, no qual o Palmeiras reverteu a desvantagem em todos os confrontos. Em 2022, a equipe alviverde perdeu para o tricolor paulista no Morumbis por 3 a 1, e reverteu o placar com uma goleada de 4 a 0 no Allianz Parque. No ano seguinte, o Palmeiras havia perdido por 2 a 1 na Arena Barueri, para o Água Santa - perdendo a chance de ser campeão invicto daquela edição. Repetindo o mesmo placar da final anterior no jogo da volta, o Verdão aplicou um sonoro 4 a 0 em seu estádio, conquistando o bicampeonato. Por fim, no ano de 2024, foi a vez do Santos se tornar uma outra vítima do Palmeiras. Após a vitória por 1 a 0 na Vila, a equipe palestrina novamente reverteu o placar no jogo de volta em seu estádio, vencendo o jogo por 2 a 0 e conquistando o tricampeonato.

 

Apesar do resultado, Corinthians mantém pés no chão

Claro que o alvinegro conseguiu buscar uma excelente vantagem no Allianz Parque ao vencer o primeiro jogo da final do campeonato, mas ainda não tem nada ganho, muito menos fácil.

Além do clube alviverde ter viradas nas últimas finais do estadual, o timão vem sofrendo com a defesa durante o ano, principalmente em bolas aéreas e sofrendo gols na maioria dos jogos. Os exemplos mais recentes em jogos decisivos são nas partidas pela pré-Libertadores, as quais o Corinthians enfrentou clubes abaixo tecnicamente, mas mesmo assim sofreu muitos gols, principalmente contra o Universidad Central, da Venezuela, tomando dois gols em casa.

No entanto, o clube sofreu apenas 1 gol nos últimos 4 jogos e a defesa se firmou com os zagueiros Gustavo Henrique e Félix Torres, o que pode ser um trunfo.

Ramon Díaz já demonstrou ser um treinador experiente, campeão da Libertadores pelo River Plate, logo sabe que administrar a vantagem pode ser perigoso com um time tão forte mental e tecnicamente do outro lado.

Esse Derby promete entrar para a história, independente do resultado. Podendo marcar a volta do Corinthians aos títulos ou a continuação da supremacia verde no maior estadual do país. 

O clube alvinegro contará com mais de 48 mil pessoas no estádio para fazer valer a vantagem de um gol para voltar a levantar taças em Itaquera. Já o Palmeiras aposta suas fichas no ataque jovem e estrelado com Vitor Roque e Estevão para diminuir a vantagem e virar o placar, ficando assim com o título na casa de seu maior rival.

 

Confira os destaques do primeiro final de semana do campeonato na etapa de Porto Alegre
por
Cecília Schwengber Leite
|
24/03/2025 - 12h

Na última sexta-feira (21) teve início a primeira etapa da STU Pro Tour 2025, sediada na cidade de Porto Alegre, que abriga a maior pista de skate da América Latina. O campeonato movimenta os cenários nacional e internacional do esporte, contando com as modalidades Skate Street e Skate Park, ambos feminino e masculino, que conheceram seus vencedores na tarde de domingo (23), além das categorias Paraskate, finalizada no sábado (22), e Mini Ramp e Vert, programadas para o próximo final de semana, nos dias 29 e 30 de março. 

Grandes nomes do skate e paraskate mundial se reuniram na Orla do Guaíba durante o final de semana e mostraram novamente porque fazem parte da elite de suas modalidades. O público se fez presente lotando as arquibancadas e vibrando junto com os atletas, e contou com, além de muito skateboard, shows de DJs e músicos ao longo do evento, que foi encerrado com o rapper Djonga no palco após o fim das competições no domingo.

Sexta-feira de classificatórias

O calor da cidade ajudou a esquentar o primeiro dia de campeonato, com todos os skatistas buscando seu lugar nas semifinais durante as etapas classificatórias, que já mostraram o nível muito elevado da competição. Inicialmente, foram disputadas quatro baterias nas modalidades femininas e seis nas masculinas. Rayssa Leal garantiu sua vaga na semifinal do Street com um 75.55, a melhor nota da bateria com folga, mas preocupou os espectadores sentindo muita dor na região do glúteo após uma queda. Os brasileiros Gui Khury e Giovanni Vianna também se destacaram no Park e Street, respectivamente.

Gui Khury, revelação no Skate Park, concentrado para a sua volta. Foto: Instagram/@skatetotalurbe
Gui Khury, revelação no Skate Park, concentrado para a sua volta. Foto: Instagram/@skatetotalurbe

Com apenas 16 anos, Khury é a promessa da nova geração do Skate Park, enquanto Vianna já é um atleta olímpico consolidado na cena do Street. Gui, apesar de jovem, já coleciona três recordes no World Guinness e um título mundial em sua modalidade original, o Vert, e vem chamando atenção com seu desempenho no Park, em que começou a competir. Em sua classificação, acertou um flip body varial 540, agitando o público. Outros dois destaques nas pistas do Park foram a espanhola Naia Laso, com a maior nota entre as baterias, e o italiano Alessandro Mazzara, que se classificou com pontuação 90.00, atingindo o nine club (nota igual ou superior a 90.00).

Sábado de semifinais e final do Paraskate

As disputas das semifinais agitaram o sábado na Orla, com verdadeiros shows de skate. No Street masculino, Giovanni Vianna e Carlos Ribeiro obtiveram as maiores notas, vencendo suas baterias, e garantindo seus lugares na final juntamente com mais três brasileiros e o peruano Angelo Caro. Já no Park feminino, a brasileira Yndiara Asp levou a melhor nota, deixando Naia Laso em segundo lugar na bateria. Ambas se classificaram ao lado das brasileiras Dora Varella, Raicca Ventura e Fernanda Tonissi, e da japonesa Mizuho Hasegawa. 

Ocorreu também no sábado a final (disputa única) do Skate Adaptado, ou Paraskate, que alterna entre as modalidades a cada etapa, sendo a vez do Park em Porto Alegre. O campeão com direito a nine club (91.33) e grande destaque foi Vini Sardi, presidente da Associação Brasileira de Paraskate. Felipe Nunes garantiu o segundo lugar, com nota 87.58, e o terceiro lugar ficou para Italo Romano, com 82.17. 

Uma mistura de ansiedade e apreensão tomou conta das arquibancadas, que clamavam por Rayssa Leal na semifinal do Street feminino, ao mesmo tempo que a viam novamente sentir dor na mesma região após cair durante o aquecimento. Apesar do desconforto, a Fadinha competiu e se garantiu com tranquilidade na final, numa disputa com notas não muito altas. 

Para encerrar o dia longo, o Park masculino pegou fogo com o nível altíssimo dos atletas, que jogaram a dificuldade lá em cima. Gui Khury voou e brilhou na pista novamente, se classificando com 91.38, atrás na tabela geral apenas do norte-americano Tate Carew, outro grande destaque, com nota 92.33. O brasileiro Luigi Cini também atingiu o nine club, pontuando 91.00. Mazzara veio em seguida, com 88.83, colado no brasileiro Kalani Konig, com 88.00, e por fim o veterano Pedro Barros, que garantiu sua classificação na última volta, ficando com 86.77, e deixando um dos favoritos à final, Augusto Akio, de fora.

Veja a lista completa dos classificados para as finais

 

Skate Street masculino:

Angelo Caro (PER)

Carlos Ribeiro (BRA)

Wallace Gabriel (BRA)

Giovanni Vianna (BRA)

Ivan Monteiro (BRA)

Bruno Silva (BRA)

Skate Street feminino:

Rayssa Leal (BRA)

Gabi Mazetto (BRA)

Kemily Suiara (BRA)

Aoi Uemura (JPN)

Daniela Terol (ESP)

Maria Lúcia (BRA)

Skate Park masculino:

Kalani Konig (BRA)

Gui Khury (BRA)

Pedro Barros (BRA)

Tate Carew (EUA)

Alessandro Mazzara (ITA)

Luigi Cini (BRA)

Skate Park feminino:

Yndiara Asp (BRA)

Naia Laso (ESP)

Fernanda Tonissi (BRA)

Dora Varella (BRA)

Raicca Ventura (BRA)

Mizuho Hasegawa (JPN)

 

Domingo de finais

O dia das finais empolgou o público com a presença de muitos atletas brasileiros nas disputas pelo pódio. Rayssa Leal, medalhista olímpica e multicampeã da modalidade, conquistou o primeiro lugar do Skate Street feminino, brilhando na pista com pontuação 81.57 e levantando a torcida com um 360 kickflip para fechar a volta do título com estilo. Em segundo lugar ficou a espanhola Daniela Terol, com 64.37, e em terceiro, a brasileira Maria Lúcia, com 51.24.

Rayssa Leal fica em primeiro lugar no Skate Street feminino. Foto: Julio Detefon
Rayssa Leal fica em primeiro lugar no Skate Street feminino. Foto: Julio Detefon

No Skate Park feminino, Naia Laso ficou no topo do pódio com nine club (90.67), seguida por Yndiara Asp em segundo, com 85.00, e Mizuho Hasegawa em terceiro, pontuando 84.51. Já na final do Street masculino, Giovanni Vianna foi o grande vencedor com nota 88.80 numa disputa intensa. Em segundo lugar, Carlos Ribeiro ficou com 85.97, e em terceiro, Angelo Caro, com 79.30.

Guardando suas melhores manobras para a final, o jovem Gui Khury não cansou de impressionar os jurados e o público e foi pela primeira vez campeão do Skate Park masculino, pontuando 91.00. Os demais brasileiros, que foram bem na semifinal, acabaram desbancados por Tate Carew, em segundo lugar com 89.00, e Alessandro Mazzara em terceiro, com 88.47. Assim foi encerrado o primeiro final de semana da STU Pro Tour na capital gaúcha, que ainda contará com Gui Khury voltando às pistas na disputa do Vert, sua especialidade.

Equipes cobram entidade sul-americana após casos de racismo e falas polêmicas de presidente
por
Annanda Deusdará
Nathalia de Moura
|
24/03/2025 - 12h

Na última segunda-feira (17), foi realizado em Luque, no Paraguai, o sorteio dos grupos da Sul-Americana e da Libertadores de 2025. Além de destacar os confrontos das competições continentais, as falas do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, também chamaram atenção. Após o evento, o paraguaio fez uma analogia ao dizer que “a Libertadores sem times brasileiros seria como o ‘Tarzan sem a chita’”.

Antes do sorteio, o presidente da entidade sul-americana já havia discursado em português sobre o caso de racismo sofrido pelo atacante palmeirense Luighi, contra o Cerro Porteño, em partida válida pela Libertadores Sub-20, no dia seis de março. “A Conmebol é sensível a essa realidade. Como pode não ser (sensível) à dor do Luighi? Nosso desafio é sermos justos com aqueles que são responsáveis por esses atos.” Mesmo condenando os atos racistas, Alejandro Domínguez não deixou claro se a Conmebol será mais contundente para combatê-los.

Logo após a cerimônia, o presidente foi questionado sobre como seria a Libertadores sem clubes brasileiros. Essa pergunta foi em alusão a fala de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, que sugeriu que as equipes brasileiras saíssem da Conmebol e se filiassem à Concacaf, entidade que administra o futebol continental na América do Norte, América Central e o Caribe. Ele respondeu sorrindo: “Impossível. Isso seria como o Tarzan sem a Chita.”

 

Em entrevista à AGEMT, o diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, Marcelo Carvalho, diz que entende a fala de Alejandro como falta de entendimento do que é racismo. “Uma fala dessas mostra que a gente 'tá' muito longe de resolver o problema. No Brasil a gente debate racismo recreativo, trabalha a questão das palavras, fora daqui isso é um debate que ainda não existe”, explica Carvalho.

A Libra, liga de clubes da Séries A, B e C do Brasileirão, divulgou uma nota repudiando a fala do presidente. O comunicado foi assinado por 16 clubes - apenas o Flamengo, entre os membros da Liga, não aparece como um dos assinantes do pronunciamento. O clube carioca declarou que “luta contra qualquer forma de racismo e discriminação, mas entende que as relações com a Conmebol devem ser conduzidas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).”

Essa foi mais uma manifestação dos times brasileiros contra a Conmebol. Após o atacante palmeirense Luighi sofrer ataques racistas no Paraguai, a CBF, o Palmeiras e outros clubes se manifestaram cobrando punições mais severas nessas situações.

Entenda o caso

Palmeiras e Cerro Porteño-PAR se enfrentaram pela segunda rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores Sub-20 no último dia seis de março, em Assunção, no Paraguai. O Verdão venceu a partida por 3 a 0, mas o confronto ficou marcado por mais um caso de racismo no futebol sul-americano. Luighi, atacante palmeirense, foi alvo de ataques racistas quando foi substituído, saiu de campo chorando após sua revolta e desabafou na entrevista pós-jogo: “Até quando vamos passar por isso? Me fala, até quando? O que fizeram comigo é crime.”

Os jogadores brasileiros já estavam sendo hostilizados pela torcida mandante, mas, aos 35 minutos do segundo tempo, o camisa 9 do clube paulista foi mais uma vítima de racismo. Ao ir em direção ao banco de reservas após ser substituído, ele recebeu xingamentos, cusparadas e viu um torcedor imitar um macaco em sua direção.

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Torcedor paraguaio imita um macaco em direção a palmeirenses. Foto/Reprodução: Rede Globo

Mesmo com a revolta dos atletas e da comissão técnica alviverde, o juiz reiniciou a partida. Na entrevista pós jogo, o repórter perguntou sobre a partida e Luighi prontamente desabafou: “Não, não. É sério isso? Vocês não vão me perguntar sobre o ato de racismo que ocorreu hoje comigo? É sério? Até quando vamos passar por isso? Me fala, até quando? O que fizeram comigo é crime, não vai perguntar sobre isso?” Ele também cobrou um posicionamento da CBF em relação ao caso.

Marcelo Carvalho fala que o impacto de casos de racismo em competições de base podem ser ainda maiores. “Situações como essa podem fazer um jogador desistir da carreira, ele pode impactar esse atleta de diversas formas. [...] Estamos tratando de garotos que nem sempre tem uma uma personalidade pronta e sabem como agir”, explica o diretor.

A falta de punições mais severas para crimes de racismo ocorre devido a falta de previsão nos regulamentos esportivos. O olhar voltado para os direitos humanos é algo recente. Atualmente o Estatuto da FIFA e a Carta Olímpica do Comitê Olímpico Internacional trazem o compromisso inegociável com esses direitos, porém os regulamentos privados ainda não os acompanham. 

Para Andrei Kampff, advogado e mestre em Direito Desportivo, os clubes só vão levar a questão a sério se houver um comprometimento da sociedade como um todo. Ainda lembra que o presidente da FIFA pediu para as federações internacionais incluírem a perda desportiva por atos discriminatórios nos códigos disciplinares: “Pergunto: quem colocou? Que clube cobrou? Que torcedor levantou a voz?”, indagou o especialista em entrevista à AGEMT.

O Cerro Porteño publicou uma nota de repúdio ao ataque sofrido por Luighi, declarando solidariedade a ele. O documento diz ainda que o time é contra qualquer ato discriminatório e pede apoio aos atores do futebol e da sociedade para construir um esporte saudável. “Em relação ao fato registrado no jogo entre Cerro Porteño e Palmeiras, expressamos que nenhuma provocação pode levar a este tipo de acontecimentos condenáveis, nossa total solidariedade ao jogador Luighi.”, explícita a nota, que não fala em punições para torcedores que realizarem atos parecidos.

Luighi foi às redes sociais expressar mais uma vez sua indignação com o ocorrido e cobrar que medidas rígidas fossem aplicadas. O jovem de 18 anos também fala da dor enfrentada pelos pretos na história e pede que tratem a situação como ela é: um crime.

 

Em pronunciamento oficial no início do mês, Leila Pereira declarou que vai solicitar a expulsão do clube paraguaio da competição. “Não é a primeira vez que esse clube ataca nossos jogadores e torcedores. Em 2023, nossos atletas foram chamados novamente de macacos, o Bruno Tabata foi revidar a agressão e foi punido com quatro meses de suspensão. Tentamos reverter essa penalidade e não conseguimos", declarou a presidente do Palmeiras.

Casos de racismo dentro do esporte ainda são comuns. Segundo o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, em 2023 foram registrados 136 casos no Brasil e 26 no exterior. Andrei Kampff explica que quando ocorre uma manifestação racista, dois sistemas entram em ação: o sistema privado de esporte e o estatal. O especialista destaca também um dos fatores que dificulta um combate mais eficiente do racismo no âmbito internacional. “Quando a gente fala de racismo, a gente fala de crime no Brasil. Na maioria dos outros países sul-americanos isso não existe”, explica o advogado.

Seleção Brasileira respira na classificação e vai com uma vitória importante enfrentar a Argentina
por
DANIEL SANTANA DELFINO
|
21/03/2025 - 12h

A Seleção Brasileira venceu a Colômbia por 2 a 1 na quinta-feira (20), em partida realizada no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, pela 13ª rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Raphinha abriu o placar de pênalti, Luis Díaz deixou tudo igual, mas no final do jogo Vini Jr. anotou o gol da salvação para o técnico Dorival Júnior.

Com a vitória, o Brasil alcançou a vice-liderança das Eliminatórias com 21 pontos, apenas quatro atrás da líder Argentina. No entanto, o Brasil ainda pode perder essa posição se o Uruguai vencer a atual campeã do mundo na partida de sexta-feira (21). A Colômbia, por outro lado, sofreu sua terceira derrota consecutiva e caiu para o sexto lugar, com 19 pontos.

O jogo

Após dois empates consecutivos contra Venezuela e Uruguai, o Brasil entrou em campo com grande determinação, começou a partida de forma agressiva e abriu o placar com um pênalti convertido por Raphinha aos três minutos, após Muñoz derrubar Vinicius Jr. dentro da área.

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Raphinha e Vinicius Jr. comemoram o gol que abriu o placar para o Brasil contra a Colômbia. Foto: Buda Mendes/Getty Images

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A seleção brasileira continuou pressionando e criou boas chances de ampliar com Vini Jr. e Rodrygo, mas a Colômbia foi se recuperando e igualou o jogo aos 40 minutos com um gol de Luis Díaz, o quarto em sete jogos contra o Brasil desde 2018.

No segundo tempo, o Brasil voltou a pressionar, mas a Colômbia também teve chances. Aos 24 minutos, um lance paralisou a partida por sete minutos e causou preocupação nos jogadores e na torcida: Alisson saiu para fazer uma defesa e se chocou com o zagueiro colombiano Sánchez, que caiu desacordado. Os dois jogadores receberam atendimento médico e precisaram ser substituídos.

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Sánchez é atendido após se chocar de cabeça com o goleiro Alisson. Foto: Evaristo Sá/AFP

Na mesma leva de mudanças, Dorival Júnior fez mais três alterações no Brasil. Wesley, André e Savinho entraram e o time ganhou novo gás diante da Colômbia.

Depois disso, a seleção seguiu em cima, com Wesley fazendo boas jogadas. Nos acréscimos, o time de Dorival teve uma chance de ouro de fazer o segundo, mas Savinho bateu na segunda trave. Finalmente, aos 53 minutos, Vinicius Jr. marcou o segundo gol brasileiro, garantindo a vitória por 2 a 1.

Em entrevista coletiva, o técnico da Seleção Brasileira afirmou que não gostou da mídia tratar o gol como alivio para o momento do Brasil nas Eliminatórias.

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Dorival Júnior orienta atletas em campo durante o jogo entre Brasil e Colômbia. Foto: Evaristo Sa/AFP

“Não tem alívio nenhum. Ninguém aqui está satisfeito com nada, só vamos estar satisfeitos com o resultado na Copa do Mundo. Nessa situação da classificação, temos que lamentar os resultados anteriores, de jogos que não vencemos. Mas as Eliminatórias sempre são complicadas. Acho que somente nas duas últimas, com Tite, houve uma classificação mais tranquila, mas sempre é decidido nas rodadas finais”, disse Dorival em entrevista coletiva.

Ele reiterou que vê o time em processo de evolução e destacou que nem ele nem alguns jogadores do elenco têm experiência significativa na seleção, o que contribui para a irregularidade apresentada. “Tem atletas aqui com uma, duas partidas. Não são todos com 40 jogos. O próprio treinador tem 15, 16 jogos. É uma evolução que precisa ser feita e eu gosto de olhar para frente, do que pode acontecer. O futebol sul-americano evoluiu muito, são seleções fortes, e que dificultam. A Colômbia valorizou muito nossa vitória”, afirmou o técnico.

Ele justificou que a decisão de não incluir Endrick ou Estêvão na partida, apesar da pressão da torcida, foi baseada em estratégia tática. Além disso, Dorival aproveitou a regra que permite sete substituições devido ao protocolo de concussão, após os incidentes que envolveram o goleiro Alisson e o zagueiro Sánchez, que sofreram pancadas na cabeça.

“Precisávamos de jogadores dentro da área naquele momento. E tomei a decisão de colocar atletas mais altos, chegamos a ter três jogadores dentro da área, o que foi inédito. Mas entendo a reação da torcida”, disse o treinador.’’

A seleção brasileira fica em Brasília até a próxima segunda-feira (24), quando viaja a Buenos Aires para enfrentar a Argentina na terça-feira (25), às 21h (horário de Brasília), no Monumental de Núnes.

 

Fim da hegemonia: Grêmio perde sequência de títulos
por
Felipe Bragagnolo Barbosa
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16/03/2025 - 12h

 O Beira-Rio foi palco da grande final gaúcha neste domingo (16), com o empate do Internacional e Grêmio por 1 a 1,  na partida de volta da final do Campeonato Gaúcho. Com a vitória por 2 a 0 no jogo de ida, o Colorado garantiu o título estadual com um placar agregado de 3 a 1, encerrando um jejum de nove anos sem levantar a taça e quebrando a sequência de sete conquistas consecutivas do rival Tricolor.

O clássico Gre-Nal 446 começou com o Internacional determinado a administrar a vantagem construída na Arena, enquanto o Grêmio precisava de uma vitória por três gols de diferença para levar o título no tempo normal. 

O primeiro tempo foi equilibrado, o tricolor subiu as linhas, criando jogadas e avançando para o gol colorado. Já o Internacional se colocou no campo de defesa e buscou contra-ataques que foram as melhores oportunidades do primeiro tempo, algumas pararam nas mãos do goleiro Volpi, já outras foram para fora. Como a cabeçada na primeira trave do meia Carbonero em um cruzamento fechado no escanteio que assustou os gremistas.

Na etapa final, o jogo ganhou emoção. Aos 11 minutos do segundo tempo, Enner Valencia abriu o placar com um golaço de falta. O equatoriano cobrou com precisão, acertando o ângulo e levantando a torcida no Beira-Rio. O gol parecia selar a conquista colorada, mas o Grêmio respondeu rapidamente. Aos 17 minutos, Wagner Leonardo subiu mais alto que a defesa adversária em uma cobrança de falta e cabeceou para o fundo das redes, empatando a partida após uma longa revisão do VAR de sete minutos, que confirmou a legalidade do lance.

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Valência se redimiu com a torcida colorada, esquecendo as mágoas da Libertadores de 2023. Foto: Gabriel Girardon

 

Com o empate, o Grêmio tentou pressionar nos minutos finais, mas esbarrou na sólida defesa do Internacional. O jogo, porém, ficou marcado por três confusões acaloradas nos instantes derradeiros. A primeira ocorreu após uma falta no meio-campo, seguida por outra envolvendo quatro bolas em campo e discussões entre os jogadores. Na terceira, o árbitro expulsou Dodi, do Grêmio, e Aguirre, do Inter, deixando ambas das equipes com dez jogadores.

Quando o apito final soou, a torcida colorada explodiu em festa. O Internacional conquistou seu 46º título gaúcho, aumentando o recorde histórico de taças estaduais, enquanto o Grêmio, com 43 conquistas, viu sua hegemonia recente chegar ao fim.

Com o resultado, o Internacional não apenas voltou a dominar no Rio Grande do Sul, mas também impediu que o Grêmio igualasse o recorde de oito títulos consecutivos, estabelecido pelo próprio Colorado entre 1969 e 1976. A conquista marca o fim de um jejum que durava desde 2016 e reacendeu a esperança da torcida em uma temporada de sucesso.