Atacante inglês recebe o prêmio pela primeira vez, enquanto espanhola alcança o tricampeonato
por
Pedro José de Olveira Zolési
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29/10/2026 - 12h

O atacante Harry Kane, do Bayern de Munique, e a meio-campista Alexia Putellas, do London City Lionesses, foram os grandes vencedores da Bola de Ouro 2026, realizada na segunda-feira (26), no London Palladium Theatre, em Londres, na Inglaterra. A premiação, organizada pela revista France Football em parceria com a UEFA, reuniu alguns dos principais nomes do futebol mundial e reconheceu os destaques da temporada 2025/2026.

A cerimônia marcou os 70 anos da premiação e aconteceu pela primeira vez na capital inglesa. Além das tradicionais Bolas de Ouro masculina e feminina, o evento distribuiu troféus em categorias destinadas a jovens talentos, goleiros, treinadores, artilheiros e clubes.

O Brasil contou com representantes em diferentes categorias, mas terminou a cerimônia sem conquistas individuais.

Na disputa pela Bola de Ouro masculina, Vinícius Júnior, do Real Madrid, alcançou a 17ª colocação. Entre os defensores, Gabriel Magalhães, do Arsenal, terminou em 21º lugar, enquanto Marquinhos, do Paris Saint-Germain, ocupou a 25ª posição.

No futebol feminino, Lorena, goleira da Seleção Brasileira e do Kansas City Current, foi a única representante do país entre as 30 finalistas. A atleta encerrou a votação da Bola de Ouro na 28ª colocação e também figurou entre as cinco candidatas ao Troféu Yashin, destinado à melhor goleira da temporada.

O Flamengo foi outro representante brasileiro na premiação. Campeão da Libertadores de 2025, o clube carioca concorreu ao título de melhor equipe masculina do ano.

A primeira categoria anunciada foi o Troféu Kopa, destinado aos melhores jovens jogadores da temporada.

No futebol feminino, a espanhola Vicky López, de 20 anos, conquistou o prêmio pelo segundo ano consecutivo. A meio-campista do Barcelona repetiu o feito de 2025 e consolidou seu nome entre as principais promessas da modalidade.

Já na categoria masculina, o vencedor foi Lamine Yamal, de 19 anos. O atacante do Barcelona recebeu o reconhecimento após mais uma temporada de destaque pelo clube catalão e pela seleção espanhola.

Lamine Yamal com o troféu Kopa
Lamine Yamal alcançou seu terceiro Troféu Kopa consecutivo, após ser reconhecido como o melhor jogador jovem do mundo nas edições de 2024 e 2025. Foto: Reprodução/Instagram/@fcbarcelona

Na sequência, o Troféu Johan Cruyff premiou os melhores treinadores do ano. Luis de la Fuente, comandante da seleção espanhola campeã da Copa do Mundo de 2026, venceu na categoria masculina. Na feminina, Pere Romeu, técnico do Barcelona, conquistou a distinção após uma temporada de títulos à frente da equipe catalã.

O Barcelona conquistou o prêmio de melhor clube feminino do ano após uma campanha marcada por títulos nacionais e internacionais. A equipe espanhola venceu a Liga dos Campeões Feminina, o Campeonato Espanhol, a Copa da Rainha e a Supercopa da Espanha, com domínio nas principais competições que disputou.

Na categoria masculina, o Paris Saint-Germain recebeu o reconhecimento. O clube francês conquistou a Liga dos Campeões pela segunda temporada consecutiva e também levantou o troféu do Campeonato Francês, da Supercopa da UEFA e da Supercopa da França, além da Copa Intercontinental da FIFA, disputada em dezembro de 2025.

O bicampeonato europeu teve peso especial na escolha. Com a conquista de 2026, o PSG se tornou apenas o primeiro clube a vencer duas edições consecutivas da Liga dos Campeões desde a adoção do atual formato da competição na temporada 2024/2025. 

No Troféu Yashin, que reconhece os melhores goleiros e goleiras do futebol mundial, os dois vencedores foram espanhóis.

Entre os homens, Unai Simón, do Athletic Bilbao, recebeu o prêmio após suas atuações pelo clube e pela seleção da Espanha. Na categoria feminina, Cata Coll, do Barcelona, ficou com o troféu e superou as demais finalistas, entre elas a brasileira Lorena.

O atacante inglês Bukayo Saka, do Arsenal, foi o vencedor do Prêmio Sócrates, destinado a jogadores que se destacaram por ações humanitárias e projetos sociais fora dos gramados.

O reconhecimento teve como um dos principais motivos a participação do atleta em iniciativas de assistência médica a crianças em situação de vulnerabilidade. Em parceria com a organização beneficente BigShoe, Saka financiou cirurgias para 120 crianças em Kano, na Nigéria, em 2022. No ano seguinte, também contribuiu para procedimentos médicos de outras 100 crianças em Ruanda, no Quênia e na Tanzânia.

As ações reforçaram o compromisso social do atacante, que utilizou sua projeção internacional para apoiar comunidades com acesso limitado a tratamentos de saúde.

O Troféu Gerd Müller, destinado aos principais artilheiros da temporada, teve como vencedores Harry Kane, do Bayern de Munique, e Charlyn Corral, do Pachuca, do México.

Na categoria masculina, o inglês recebeu a distinção após marcar 73 gols em 65 partidas, números que incluíram suas atuações pelo clube alemão e pela seleção da Inglaterra na temporada 2025/2026.

Entre as mulheres, Charlyn Corral conquistou o reconhecimento depois de anotar 49 gols em 49 jogos pelo Pachuca e pela seleção mexicana. A atacante se tornou a primeira jogadora do México a receber o troféu, um marco para o futebol feminino do país.

Após a entrega das demais premiações, chegou o momento de revelar os dois principais troféus da noite.

No futebol feminino, a espanhola Alexia Putellas conquistou sua terceira Bola de Ouro e repetiu os triunfos de 2021 e 2022. A meio-campista de 32 anos foi peça importante nas conquistas do Barcelona durante a temporada 2025/2026, antes de deixar o clube espanhol para defender o London City Lionesses, da Inglaterra.

A polonesa Ewa Pajor, também do Barcelona, terminou na segunda colocação, enquanto a jamaicana Khadija Shaw, do Manchester City, completou o pódio.

Com o tricampeonato, Putellas voltou ao topo do futebol mundial após quatro anos e consolidou sua trajetória entre as maiores vencedoras da história da premiação feminina, empatada com Aitana Bonmatí.

Na categoria masculina, a disputa ficou concentrada entre Harry Kane, Kylian Mbappé e Lamine Yamal, três dos principais destaques da temporada europeia.

O atacante inglês do Bayern de Munique levou a melhor e conquistou a primeira Bola de Ouro da carreira. Mbappé, do Real Madrid, terminou em segundo lugar, enquanto Yamal, do Barcelona, completou o pódio.

Harry Kane e Alexia Putellas com seus respectivos prêmios
Após 45 anos, o Bayern de Munique voltou a ter um vencedor da Bola de Ouro. O último havia sido Karl-Heinz Rummenigge, em 1981. Foto: Reprodução/Instagram/@ballondorofficial

Aos 33 anos, Kane recebeu o prêmio após uma temporada de números expressivos. Além dos 73 gols em 65 partidas pelo Bayern e pela seleção inglesa, o centroavante conquistou o Campeonato Alemão e a Copa da Alemanha, títulos que contribuíram para sua eleição.

O reconhecimento também encerrou um jejum de 25 anos sem vencedores ingleses na categoria masculina. Antes de Kane, o último jogador do país a levantar a Bola de Ouro havia sido Michael Owen, em 2001, quando defendia o Liverpool.

No dia 2 de setembro, a NBA divulgou as punições sobre o caso de violação do teto de gastos
por
Rodolfo Dias
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27/10/2026 - 12h

Oito dias após a NBA divulgar suas punições, o caso de violação do teto de gastos envolvendo o Los Angeles Clippers e Kawhi Leonard ganhou um novo desdobramento. Na quinta-feira (10), a promotoria federal americana abriu uma investigação oficial sobre o esquema, usando como base a apuração interna recém-concluída pela liga de basquete contra o time, o dono da franquia e o atleta.

Segundo o New York Times, a investigação está em fase inicial e é conduzida pela Promotoria Federal do Departamento de Justiça sediada no Brooklyn, em Nova York, que já tem uma longa experiência em processos envolvendo jogadores e a NBA. As autoridades decidiram começar a examinar o caso, após a firma que fez a investigação interna chegar à conclusão de que o Clippers procurou diversas maneiras de burlar o sistema de teto de gastos da liga.

Em 2019, Kawhi Leonard havia fechado com o Clippers um contrato de três anos que valia US$ 100 milhões, aproximadamente R$ 511 milhões na cotação de hoje. No entanto, segundo o relatório, Leonard, por meio de seu tio, David Robertson, pressionou a franquia a fazer acordos de patrocínio por fora, o que viola as regras da liga.

Além do contrato normal, o jogador recebia patrocínios de imagem de quatro empresas. Contudo, essas parcerias nunca foram anunciadas publicamente e Leonard nunca fez propagandas para nenhuma delas. Um dos acordos era com a Aspiration Partners, uma empresa de sustentabilidade que faliu, mas que mantinha uma série de contratos com o time de Los Angeles e seu dono, Steve Ballmer.

foto do jogador Kawhi Leonard
Kawhi Leonard no vestiário do Clippers Foto: Reprodução/instagram/@kawhisklawset

Em resposta ao ocorrido, a NBA aplicou uma das punições mais severas de sua história. O Clippers perdeu cinco escolhas de draft, o que impacta diretamente a construção do elenco da franquia por um bom tempo. A equipe também recebeu uma multa de US$ 30 milhões

(R$ 153 milhões na cotação atual) e o banimento de um ano para Ballmer e dois executivos do time. Robertson, que foi demitido pelo sobrinho em junho, foi banido por cinco anos de atuar em negócios relacionados à liga, enquanto Kawhi Leonard sofreu uma multa de US$ 700 mil (aproximadamente R$ 3,5 milhões).

O jogador se pronunciou após o anúncio da punição, afirmando ser responsável pelo julgamento de pessoas de seu círculo pessoal. Em contrapartida, o Clippers se colocou contra a NBA e Adam Silver, comissário da liga, declarando que a investigação interna foi enviesada para justificar uma narrativa, em vez de focar em fatos e evidências. A diretoria afirmou ainda que a conversa privada com a liga divergiu do que foi anunciado na quarta-feira.

 

Post no Instagram do Raptors anunciando a volta do Kawhi Leonard
Post no Instagram do Raptors anunciando a volta do Kawhi Leonard  Foto: Reprodução/Instagram/@raptors

Nesta terça-feira (15), o Toronto Raptors concluiu uma troca com o Clippers, recebendo Kawhi por um ano em troca de Brandon Ingram (líder de pontos do time), Gradey Dick e um pacote de cinco escolhas de draft, que inclui seleções de primeira e segunda rodadas até 2033, além de uma troca de posições em 2027. Os times já tinham um acordo desde 30 de junho, mas, devido à investigação, a negociação havia ficado congelada.

Leonard retorna ao time canadense por mais um ano, após sua passagem na temporada 2018/2019, que culminou no único título da franquia de Toronto.

Sixers interromperam a festa do título em Nova York, Pistons viraram 22 pontos e Thunder largou na frente dos Spurs na primeira semana da NBA
por
Ivan Marino Iannace
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27/10/2026 - 12h

 

A primeira semana da NBA mudou o roteiro que parecia previsível. Na terça (20), os atuais campeões Knicks ergueram a faixa do primeiro título desde 1973 no Madison Square Garden, mas quem saiu em festa foi LeBron James, aos 41 anos. 

Os Sixers venceram na estreia do jogador com a camisa da Filadélfia. O maior pontuador da história da liga fez uma partida completa, com pontos, rebotes e assistências. Ainda jogou alguns minutos como pivô para ajudar a segurar Karl-Anthony Towns.

Junto com ele, a Filadélfia ganhou Jaylen Brown, que veio do Celtics numa troca que mandou Paul George e escolhas de draft para Boston. Brown teve uma boa estreia, e Tyrese Maxey foi o cestinha da partida. 
 

Jaylen Brown em final de jogo com a camisa do 76ers
Ex-Celtics, Jaylen Brown fez uma boa estreia pelos Sixers, no Madison Square Garden.
Foto: Reprodução/Instagram @sixers

 

No sábado (24), os Sixers voltaram a vencer, desta vez contra os Bucks. Para um time que foi varrido pelos Knicks nas semifinais do Leste na temporada passada, foi um bom começo de resposta.

O Leste teve outra história. Na mesma terça, os Pistons receberam o Celtics e viraram um jogo em que perdiam por mais de 20 pontos. A maior virada de estreia de temporada em 30 anos. Boston se recuperou na sexta (23), em casa, ao bater os Knicks e complicar o começo dos campeões. 

Em Miami, a expectativa em torno da estreia de Giannis Antetokounmpo ainda não virou resultado: o Heat perdeu para os Pistons na sexta e para os Hornets no sábado.

 

Giannis Antetokounmpo com a camisa do Miami Heat
Giannis tem um começo difícil pelo Miami Heat
Foto: Reprodução/Instagram @enbiei.it

 

No Oeste, a primeira revanche ficou com o Thunder. Shai Gilgeous-Alexander, bicampeão de Most Valuable Player (MVP) e atrás de um feito que só Bill Russell, Wilt Chamberlain e Larry Bird alcançaram, o de três prêmios seguidos, comandou a vitória sobre os Spurs, o time que o havia eliminado na final da conferência. Victor Wembanyama teve uma noite difícil, e San Antonio perdeu também para os Rockets na sexta, antes de reagir contra os Mavericks no sábado.

Uma semana é pouco para definir o resto da temporada. Thunder e Spurs seguem como os favoritos ao título, mas os Sixers, de LeBron e Brown, mostraram que podem entrar nessa disputa.

Entretanto, a primeira semana respondeu uma das perguntas de antes da bola subir. LeBron consegue fazer os Sixers funcionarem? Na estreia, e de novo no sábado, a resposta foi sim. Agora se os Knicks conseguem defender o título? Essa continua em aberto.

Time argentino supera Rubro-negro em casa, na semi-final
por
Enrico Peres
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27/10/2026 - 12h

Na última quinta-feira (22), o Flamengo enfrentou o Estudiantes no jogo de volta das semifinais da Copa Libertadores da América, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, contra o Estudiantes de La Plata. Na semana anterior, na casa do adversário na Argentina, o clube carioca conseguiu segurar o empate sem gols e precisava apenas de uma vitória simples para garantir a vaga na final, em Montevideo.

Além de chegar nas fases finais da Libertadores, o Flamengo também disputa ponto a ponto a liderança do Campeonato Brasileiro com o Palmeiras. Por isso, o Mengão não poupou suas peças mais importantes no jogo da rodada antes da decisão no Maracanã, quando venceu o Bahia em Salvador, no domingo (18), por 3 a 0. Dos escalados no domingo, apenas Varela e Gonzalo Plata foram para o banco e deram lugar a Emerson Royal e Lucas Paquetá, respectivamente.

Já nos onze iniciais do time argentino, o técnico Cacique Medina teve os retornos de Tomás Palacios e Leandro González Pirez, que cumpriram suspensão na ida. O zagueiro Marcos Rojo, que teve sua inscrição barrada pela Conmebol para o jogo de ida, foi escalado após liberação do TAS (Tribunal Arbitrário do Esporte). Uma outra novidade na escalação foi a de Joaquim Corrêa, ex-jogador do Botafogo. Na última partida do Campeonato Argentino, a maioria dos titulares foram poupados na derrota em casa para o San Lorenzo.

Já no Maracanã, a festa da torcida do Flamengo contou com mosaicos e escritos sobre a busca pelo pentacampeonato da Libertadores. Essa foi a oitava semifinal disputada pelo Mais Querido, que buscava a sexta final. Porém, após o começo da partida, quem tomou controle do jogo foi o Estudiantes. O clube de La Plata mostrou que o jeito argentino de se jogar um jogo eliminatório de copa teve efeito. 

Os visitantes compactaram a defesa e não deixaram o Flamengo controlar o jogo com passes, como gosta o time de Leonardo Jardim. No ataque, o Estudiantes também era bem mais efetivo. Os argentinos criaram chances claras, como a de um escanteio aos 15, quando Marcos Rojo aproveitou o desvio para finalizar com o pé, mas parou em uma grande defesa de Rossi. Menos de um minuto depois, Baltazar Rodrigues experimentou de longe, em chute colocado de meia altura que obrigou Rossi a fazer outra ótima defesa. 

O Flamengo tentava criar, mas a numerosa defesa ‘Pincha’ não dava espaços. Foi em jogada individual de Pedro que o Flamengo arranjou um espaço, apenas para finalizar cruzado e ver o chute passar perto da outra trave.

No segundo tempo, Baltasar Rodrigues, já amarelado, cometeu falta em Samuel Lino e levou o segundo amarelo. O Flamengo ficou com um jogador a mais desde os quatro minutos da segunda etapa. Mesmo com a vantagem, o Flamengo não conseguiu criar uma chance clara até os 36 minutos, quando Plata, que entrou um minuto antes, passou para Paquetá, infiltrou na área e recebeu um passe de cavadinha do meia rubro-negro para finalizar de cabeça em cima de Muslera. O mesmo Paquetá, aos 41 minutos, teve a chance em cabeceio após escanteio curto lançado na área por Jorginho, mas a bola apenas passou perto da trave. O tempo regulamentar acabou e a vaga para a grande final foi decidida nos pênaltis.

O Flamengo bateu primeiro. Arrascaeta, que entrou no sacrifício por ainda estar tratando de lesão, abriu a série e converteu, seguido por José Sosa que também fez o dele. Jorginho, conhecido por bater pênaltis com exatidão, bateu o segundo e viu Muslera acertar o canto e encaixar a finalização. Esse foi apenas o primeiro pênalti perdido por Jorginho com a camisa Rubro-Negra em 15 batidos. Cetre, lateral do clube argentino, também perdeu e a disputa seguiu 1x1. Paquetá foi o próximo e também perdeu, no mesmo canto em que bateu Jorginho, novamente defendido por Muslera.

 

Após Copa do Mundo desastrosa, Muslera se redime com a camisa alvirrubra. Reprodução: Instagram/@edelpoficial
Após Copa do Mundo desastrosa, Muslera se redime com a camisa alvirrubra. Foto: Reprodução/Instagram/@edelpoficial

No dia seguinte ao jogo, o Flamengo apresentou uma reclamação à Conmebol pela escalação de Marcos Rojo, na tentativa de anular a partida, o que faria o clube brasileiro passar para a final. A Conmebol estuda analisar o caso, enquanto o Estudiantes garante que a liminar concedida pelo TAS dá legitimidade à inscrição e a escalação de Rojo.

Agora, o clube de Buenos Aires enfrentará o Palmeiras na decisão em busca do pentacampeonato, no estádio Centenário de Montevideo, no Uruguai, no dia 28 de novembro. O último título do ‘El León’, como é conhecido o clube, foi em 2009 quando bateu o Cruzeiro por 2 a 1 no Mineirão, em Belo Horizonte.

Depois, Mancuso, Léo Pereira e Tiago Palácios converteram e deixaram a disputa em 3 a 2 para o Estudiantes, que precisava apenas de outro erro do Flamengo para chegar à final. Bruno Henrique, ídolo do clube carioca, bateu e viu Muslera pela terceira vez defender. O goleiro acabou com a campanha do time brasileiro e levou o Estudiantes a sua sexta final, a primeira desde 2009.

Hércules marcou no tempo normal e igualou o confronto, mas Carlos Miguel defendeu cobrança de Nonato e garantiu o Verdão na decisão
por
Luciano Carvalho
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27/10/2026 - 12h

 

Carlos Miguel chegou à terceira defesa em disputas de pênaltis nesta edição da Libertadores, após já ter parado duas cobranças contra a LDU nas quartas de final. Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Carlos Miguel chegou à terceira defesa em disputas de pênaltis nesta edição da Libertadores, após já ter parado duas cobranças contra a LDU, nas quartas de final. Foto: Cesar Greco/Palmeiras 

O Palmeiras está na final da Copa Libertadores. O Verdão perdeu para o Fluminense por 1 a 0, na última quarta-feira (21), no Nubank Parque, em São Paulo (SP), mas venceu a disputa de pênaltis por 5 a 3 e garantiu a classificação.

Hércules marcou o único gol dos 90 minutos e deixou o placar agregado em 2 a 2, após a vitória palmeirense por 2 a 1 no Maracanã. Nos pênaltis, Carlos Miguel defendeu a cobrança de Nonato, e Marlon Freitas converteu a última batida do Palmeiras.

Como foi o jogo

O Fluminense começou melhor e teve uma boa oportunidade logo no primeiro minuto. Hulk encontrou Guilherme Arana livre dentro da área, mas Carlos Miguel conseguiu fazer a defesa. Depois do susto inicial, o Palmeiras passou a controlar melhor os espaços e voltou a se defender com uma linha de cinco formada por Giay, Murilo, Gustavo Gómez, Alexander Barboza e Piquerez.

O time carioca precisava do gol para continuar vivo no confronto, mas encontrou dificuldade para chegar com perigo. O Palmeiras, que entrou em campo podendo empatar, também arriscou pouco. Piquerez conseguiu uma das melhores jogadas da primeira etapa pela esquerda e cruzou para Giay, que apareceu dentro da área e finalizou para fora.

O cenário mudou pouco no começo do segundo tempo. O Fluminense tentou aumentar a pressão e Marcão colocou Kevin Serna no lugar de Savarino, enquanto o Palmeiras seguia confortável com o resultado. Mesmo finalizando mais vezes, o Verdão também tinha dificuldade para acertar o gol e não conseguia aproveitar os espaços deixados pelo adversário.

A classificação parecia encaminhada até a reta final. Marcão colocou Wesley Natã e Samuel Xavier aos 34 minutos e, pouco depois, o Fluminense conseguiu a jogada que buscava desde o início. Aos 37, Wesley participou da construção pelo lado direito, a bola passou por Hulk e chegou para Hércules, que finalizou colocado da entrada da área e abriu o placar.

O gol mudou o clima no Nubank Parque. O Palmeiras deixou de administrar a vantagem e passou a atacar nos minutos finais. Mauricio teve uma finalização bloqueada e Ramón Sosa obrigou Fábio a fazer uma defesa, mas o empate não saiu. Com o 1 a 0, a vaga na final passou a ser decidida nos pênaltis.

Carlos Miguel voltou a ser decisivo. Mauricio, Gustavo Gómez, Ramón Sosa e Piquerez converteram as quatro primeiras cobranças do Palmeiras, enquanto Thiago Silva, Hércules e Guilherme Arana marcaram para o Fluminense. Nonato foi o quarto cobrador tricolor e parou no goleiro palmeirense.

Marlon Freitas recebeu a responsabilidade de fechar a disputa. O volante converteu a quinta cobrança do Palmeiras, confirmou o 5 a 3 e levou o clube para mais uma final de Libertadores.

O que vem a seguir

Fora da competição continental, o Fluminense segue na disputa pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro. O Tricolor tem 51 pontos e briga por uma vaga no G4, em uma disputa que também envolve Athletico-PR, Cruzeiro, Atlético-MG e Bahia.

O Palmeiras, além da classificação na Libertadores, segue na disputa pelo título brasileiro com o Flamengo. O Verdão soma 69 pontos e lidera a competição, enquanto o time carioca aparece logo atrás, com 67 e um jogo a menos.

Na Libertadores, a final também está definida. O Palmeiras enfrentará o Estudiantes, que eliminou o Flamengo nos pênaltis depois de dois empates sem gols na semifinal. A decisão será disputada no dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. O horário ainda não foi definido pela Conmebol.

O craque deixou a seleção durante a Data Fifa após declarações do treinador Jorge Jesus
por
Gabriel Thomé
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05/10/2026 - 12h

 

Na tarde da última quarta-feira (30), Cristiano Ronaldo abandonou a delegação da seleção portuguesa em meio aos compromissos pela UEFA Nations League.  A decisão partiu de declarações do treinador Jorge Jesus sobre a não utilização do atacante na vitória por 2 a 1 contra a Noruega, na segunda rodada da competição. 

A protocolar coletiva de imprensa realizada depois da partida causou turbulências ao vestiário da seleção portuguesa.  No início, Jesus limitou os questionamentos sobre Cristiano para dois: “uma pergunta é pouco, três é demais. Só deixo fazer duas perguntas sobre o Ronaldo. Não respondo a mais. Porque o Ronaldo não é o principal tema de eu estar aqui”.

O treinador, então, revelou um combinado que havia feito com Cristiano, em que o atacante seria escalado como titular nas duas primeiras partidas da Nations League, contra o País de Gales e a Noruega, respectivamente. Jesus afirmou ter mudado de ideia e Cristiano não foi, sequer, sacado do banco de reservas.

Ao decorrer da coletiva, Jorge Jesus fez questão de descartar qualquer rixa interna com Ronaldo. Ao mesmo tempo, pontuou que a decisão final era exclusivamente sua, mesmo que a escolha não agradasse algum jogador ou presidente. De acordo com ele, a autoridade máxima dentro da equipe passa exclusivamente pelo treinador.

Mesmo com o limite estipulado de duas perguntas, um terceiro repórter abordou o tema Cristiano Ronaldo. Na resposta, Jesus subiu o tom de voz e se mostrou convicto da decisão: “Se eu precisar de você por 30 minutos, você vai jogar. Se não precisar, não vai jogar. E como eu vi o jogo à minha maneira, não entrou. Porque não é o Cristiano, e nunca vai haver jogador nenhum, que vá mudar as minhas ideias como treinador... Nunca! Nem ele nem ninguém no futebol”.

Na quarta-feira (30), Cristiano Ronaldo não participou do treino com a seleção portuguesa. Horas depois da ausência, o craque, via Instagram, noticiou ao público que havia deixado a delegação e fez questão de citar a coletiva do treinador Jorge Jesus: “Após a conferência de imprensa do técnico Nacional, e  seguido de uma conversa com o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tomei a decisão de deixar o estágio da Seleção Nacional. Com o tempo, direi a verdade a todos os Portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional, à qual sempre me dediquei. Agora é tempo de desejar boa sorte a Portugal e a todos os meus companheiros de equipe, sem exceção.”

A publicação de Cristiano Ronaldo no Instagram já conta com mais de 18 milhões de curtidas. Reprodução/Instagram: @cristiano
A publicação de Cristiano Ronaldo no Instagram já conta com mais de 18 milhões de curtidas. Reprodução/Instagram: @cristiano

 

 

No dia seguinte, quinta-feira (1), a seleção portuguesa venceu a Dinamarca por 4 a 2. Na coletiva, o mister foi bombardeado de questões sobre a situação envolvendo Cristiano Ronaldo. Quando perguntado sobre um possível arrependimento, Jesus seguiu com a mesma postura convicta: “Eu continuo pensando da mesma maneira. Há jogadores substituíveis. Para mim, isso é claro como a água”. Jesus também fez questão de reafirmar que as regras são as mesmas para todos os jogadores, sem exceção. 

O substituto de Cristiano Ronaldo foi o atacante Gonçalo Ramos, do Milan. Ramos entrou na vaga do camisa sete contra a Noruega e marcou o gol da vitória. Contra a Dinamarca o centroavante foi novamente destaque, com um gol e uma assistência. Questionado após o fim da partida, o ex-atacante do PSG se mostrou contente com o desempenho da equipe: “O mais importante é a vitória. Todos nós temos muita qualidade, o mister tem muitas opções para escolher. Mas claro que estou feliz por firmar a minha posição no grupo”.

A camisa sete foi utilizada por Rafael Leão na vitória contra a Dinamarca. O atacante foi questionado sobre a situação envolvendo Jesus e Ronaldo. Tentando desviar do assunto, Leão valorizou o caráter do antigo dono da camisa sete: “Isso é um assunto que não nos diz respeito. Mostramos que somos um grande grupo. Ele, em casa, com certeza está feliz pela vitória. Como companheiro de equipe, sei como ele é”.

Até o momento, Jorge Jesus segue como treinador da seleção portuguesa. Em três partidas, o mister conquistou três vitórias.

 

A medida estabelece 15 dias para remoção de qualquer ligação da marca com o clube
por
Maria Mielli
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02/10/2026 - 12h

Na última quinta-feira (1), a Vara da Infância e da Juventude do Foro Regional do Tatuapé determinou a suspensão imediata do contrato de patrocínio entre o Sport Club Corinthians Paulista e a plataforma online de conteúdo adulto Fatal Fans.

A liminar estabelece o prazo de 15 dias para retirada ou cobertura da marca nos uniformes, espaços esportivos, canais digitais do clube e outras áreas. A decisão também determina a adoção de mecanismos eficazes de verificação de idade para restringir o acesso de crianças e adolescentes aos conteúdos do site patrocinador. 

Em nota, o órgão destaca que a publicidade da plataforma alcança, de maneira significativa, o público infanto-juvenil, colocando em risco a dignidade, integridade emocional, e desenvolvimento sadio de crianças e adolescentes. 

A ação foi protocolada pelo Ministério Público de São Paulo e tramita sob segredo de justiça, por determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

“Eu concordo com a vara da infância. Tem que poupar e preservar as crianças. O Corinthians como qualquer outro clube grande, televisão, novela, a própria escola tem que se preocupar sim com aquilo que tá sendo transmitido para as crianças, porque elas são como esponja”, declarou a pedagoga e coordenadora pedagógica do Centro de Educação Infantil Carmen Diva Martins, Fabiana David, em entrevista a AGEMT. 

Fabiana comparou essa decisão com a recente medida provisória tomada pelo Governo Federal de proibição das Bets. “O exemplo das Bets mesmo patrocinando os clubes ou induzindo ao público adulto e olha onde isso chegou. Então, por mais que a gente entenda que o adulto tenha mais consciência, muitas vidas se perderam, muita coisa aconteceu, enfim, só para exemplificar, imagina as crianças expostas a isso ”, finalizou.

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Coordenadora pedagógica Fabiana. Foto: Arquivo Pessoal

 

Em julho deste ano, o Corinthians anunciou o patrocínio da empresa Fatal Fans, com acordo válido até dezembro de 2027 e possível extensão até o fim de 2028. A parceria previa o pagamento de R$22 milhões ao clube até o final do contrato. O comunicado foi seguido de um vídeo estrelado por atletas de diferentes modalidades poliesportivas. Na legenda, o Timão afirmou que o patrocínio é o maior da história já destinado às práticas multidesportivas.

Atualmente, o emblema da marca está presente nos uniformes das equipes masculinas de futebol, basquete e futsal. Já no futebol feminino, o patrocínio se faz visível somente em ações de conscientização. 

O clube, em fevereiro deste ano, firmou um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularizar os débitos fiscais pendentes no valor de R$1,2 bilhão. Essa dívida foi acumulada durante duas décadas devido a impostos federais não pagos, contribuições previdenciárias atrasadas e débitos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O contrato diminuiu o valor pendente para R$679 milhões. Contudo, o Corinthians soma quatro parcelas não pagas, três delas atrasadas e uma do mês de setembro. 

O Corinthians, no decorrer desta semana, recebeu uma proposta de R$120 milhões da empresa que atua como plataforma de anúncios de acompanhantes de luxo, Fatal Model (do mesmo grupo da Fatal Fans), para assumir o título de patrocinador máster. A empresa assumiria o lugar da Esportes da Sorte após proibição das casas de apostas. 

Eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores, e  com a perda dos dois principais patrocínios, o clube vive uma situação financeira delicada em 2026. A dívida atual do clube, somando o acordo com PGFN, o financiamento da Neo Química Arena e débitos pendentes com empresários e jogadores, gira em torno de R$2,8 bilhões.  

Comissão Independente da Premier League apontou irregularidades nas contas do clube entre 2009 e 2018
por
Guilherme Romero
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01/10/2026 - 12h

 

Na última terça-feira (29), o Manchester City foi considerado culpado por uma Comissão Independente por violações graves das regras financeiras da Premier League cometidas ao longo de nove temporadas, entre 2009/10 e 2017/18. A decisão encerrou uma investigação que começou oficialmente com as 115 acusações apresentadas pela liga em fevereiro de 2023. O clube inglês contestou as conclusões e anunciou que pretende recorrer no prazo até o dia 2 de outubro.

As acusações contra o Manchester City são: informações financeiras incorretas, descumprimento das regras de sustentabilidade financeira e dos regulamentos da UEFA e falta de cooperação com a investigação. A Premier League alega que o clube não apresentou corretamente determinadas receitas, despesas e pagamentos durante o período investigado.

Segundo a Comissão, o City utilizou contratos considerados fictícios ou que não representavam os acordos reais com parceiros comerciais. A decisão apontou que isso permitiu ao clube apresentar receitas comerciais maiores e custos menores do que os efetivamente existentes. De acordo com a decisão divulgada pela Premier League, os patrocinadores registraram cerca de £949,94 milhões em receitas comerciais entre 2009/10 e 2017/18, enquanto aproximadamente £830,69 milhões desse valor foram financiados pelo Abu Dhabi United Group, ligado ao dono do clube inglês Sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan.

As regras financeiras do futebol europeu e inglês limitam desequilíbrios econômicos entre os clubes e impedem que equipes apresentem informações financeiras incorretas ou gastem acima dos limites estabelecidos. No caso do Manchester City, a Comissão concluiu que, caso os acordos fossem registrados corretamente, o clube teria ultrapassado de forma significativa determinados limites financeiros da Premier League e da UEFA.

Posicionamento do Manchester City após a acusação.
Posicionamento do Manchester City após a acusação. Foto: Reprodução/Instagram/@tntsports

 

Após a decisão da Comissão Independente, o Manchester City contestou e afirmou estar “desapontado e surpreso” com o resultado. Em comunicado oficial nas redes sociais, o clube declarou que se considera inocente das acusações e que possui evidências para sustentar sua posição. O City também confirmou que pretende recorrer da decisão e alegou que o parecer contém erros relevantes de direitos e princípios. O clube ainda destacou que o processo da Premier League não está totalmente encerrado e que continuará a utilizar os meios legais e regulatórios disponíveis para defender sua posição. 

As possíveis punições ao Manchester City ainda não foram definidas e serão analisadas em uma audiência separada pela Comissão Independente. De acordo com as regras da Premier League, o clube pode ser multado, perder pontos, ter suspensões de partidas, pagar compensações a outros clubes ou até ser rebaixado, entre outras sanções previstas. A decisão sobre a punição ocorrerá após a definição das violações, e o time inglês também terá direito de recorrer do resultado.

Tricolor vira sobre o Corinthians e abre vantagem na finalíssima
por
Enrico Peres
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30/09/2026 - 12h

 

No último domingo (11), o São Paulo derrotou o Corinthians no jogo de ida da final do Campeonato Brasileiro Feminino, na casa do arquirrival alvinegro. Essa foi a primeira vez que o time do Corinthians perdeu uma partida jogando na Neo Química Arena, estádio que a equipe leva os grandes jogos. 

 

O Corinthians, que chegou em sua décima final consecutiva de Brasileiro A1 após triunfar sobre o Bahia por 1x0, também na Arena, vive uma temporada de reconstrução. Comandadas por Emily Lima, primeira mulher a assumir o cargo técnico no clube, as Brabas tentam manter a hegemonia nacional e internacional no cenário do esporte feminino. Porém, o ano de 2026 do Timão é de altos e baixos, sofreu o revés na final da Supercopa para o Palmeiras nos pênaltis e uma eliminação precoce na Copa do Brasil, mas seguiu vivo no Campeonato Paulista e chegou na final do Campeonato Brasileiro.

 

Já no lado das Soberanas, o São Paulo garantiu a vaga para a decisão após golear o Flamengo por 4 a 1 no placar agregado, e vive a melhor fase da história recente do time, ao acabar a fase de grupos do campeonato em primeiro lugar e chegar na final de forma invicta. 

 

No início do jogo, o Corinthians dominou o jogo com uma postura bastante ofensiva, aproveitaram  os mais de 20 mil torcedores na casa corintiana, com duas finalizações na meta são-paulina nos primeiros seis minutos da partida. Essa pressão refletiu no placar quando, aos nove minutos, Vic Albuquerque no lado direito fez um levantamento para Gabi Zanotti cabecear no canto e abrir o placar para o Timão.

 

Após o gol, o time da casa manteve a posse das ações ofensivas, apostaram em transições rápidas, mas, assim que conseguiram começar a aplicar seu modelo de jogo, o São Paulo reagiu. Em outro cruzamento, aos 20 desta vez, de Duda Serrana, que viu Giovana Crivelari se antecipar da marcação e empatar a partida. Depois do gol tricolor, o jogo ficou truncado, muito trabalhado no meio-campo e sem grandes chances para ambas. Isso se manteve até o início do segundo tempo, mesmo com a entrada de Johnson no lado do Corinthians. 

 

Entretanto, aos 10, quem teve a chance de ficar a frente no placar foi o Tricolor Paulista, com uma sobra da defesa da goleira Nicole no chute de Karla Alves, mão por rebote foi desperdiçado por Aline, que finalizou em cima da goleira alvinegra. Quando a dinâmica do jogo parecia se manter a mesma, o tricolor teve mais uma chance, agora numa falha da zaga corintiana, que deu a bola para Isa, com o corredor livre, virar a partida.

 

Atleta da base tricolor, Isa marcou o gol do alívio são-paulino. Foto: Rubens Chiri/@saopaulofc_fem
Atleta da base tricolor, Isa marcou o gol do alívio são-paulino. Foto: Rubens Chiri / @saopaulofc_fem

 

O Corinthians ainda tentou um abafa no final, apostaram ainda mais no jogo aéreo, mas sem criar grandes chances, viu o rival sair com um resultado gigantesco. Além de ser em uma partida de final, foi a primeira vez que o Corinthians perdeu um jogo na Neo Química Arena, depois de 32 jogos de invencibilidade, com impressionantes 30 vitórias. Não foi a primeira vez que as soberanas saíram vitoriosas jogando como visitantes no Majestoso em 2026, com um triunfo em maio válido pelo Campeonato Paulista, no Parque São Jorge. O resultado também mostra o começo de trabalho inconsistente de Emily Lima, com o jogo no domingo sendo a oitava derrota da equipe no ano.

 

Agora, o São Paulo precisa apenas de um empate para sagrar-se campeão do Brasileiro Feminino A1. A partida de volta acontece no sábado (03), às 16:30 no estádio do Morumbis.
 

Seleção brasileira jogou mal e desapontou no primeiro jogo do novo ciclo
por
Leonardo Mattos
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28/09/2026 - 12h

Nesta sexta-feira (25), em partida amistosa, o Brasil empatou com a Austrália em 1 a 1. O duelo aconteceu no Queensland Country Bank Stadium, localizado na cidade de Townsville, no estado de Queensland, na Austrália, e foi o primeiro de dois amistosos entre as seleções. O jogo também foi o primeiro dos dois países após a Copa do Mundo. 

Em relação ao Mundial, o Brasil contou com a volta de Estêvão, recuperado de lesão que o deixou de fora do torneio, e as estreias de Vitor Reis e Matheuzinho como titulares. Já a Austrália manteve boa parte da base, mas convocou sete estreantes. 

Foi somente a segunda vez que os Socceroos marcaram contra a Seleção. A primeira ocorreu na decisão de terceiro lugar da Copa das Confederações de 2001, na Coreia do Sul, em partida que terminou com vitória australiana pelo placar de 1 a 0.

O jogo

Quem tomou as rédeas da partida no início foi a Austrália, visto que o Brasil não foi capaz de controlar o jogo e sofreu com a pressão na saída de bola. Os Socceroos levaram perigo já aos dois minutos, com Metcalfe, que chutou por cima após bola roubada no campo de defesa brasileiro, e com Irankunda, aos seis minutos, em bonito chute de fora da área que obrigou Hugo a trabalhar.

Somente aos 16 minutos, o Brasil recuperou a posse de bola e começou a tentar algo, mas ainda sem levar perigo.

Endrick sofreu com a forte marcação australiana. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Endrick sofreu com a forte marcação australiana. Foto: Reprodução/Instagram/rafaelribeirorio

A Seleção criou sua primeira chance apenas aos 22 minutos, quando o volante Danilo enfiou excelente bola para Raphinha, que cabeceou, mas não conseguiu tirar do goleiro.  

Aos 37 minutos, Vini Jr. arrancou bem e achou Raphinha. O atacante do Barcelona chutou, a bola desviou em Herrington e saiu perigosamente para escanteio. 

Próximo do final da primeira etapa, a Austrália chegou perto do gol em dois escanteios. No primeiro, Irankunda cruzou para Circarti, que não aproveitou a saída ruim de Hugo Souza do seu próprio gol e perdeu a chance de marcar. No segundo, Metcalfe cruzou e o goleiro brasileiro não saiu. A bola viajou por toda a linha de defesa do Brasil, e Circati, mais uma vez, não aproveitou a chance.

Após os sustos, a seleção brasileira marcou com Estêvão aos 45 minutos. No entanto, o árbitro Ryo Tanimoto anulou o gol por falta de Bruno Guimarães em Souttar na origem do lance.

No início do segundo tempo, a Canarinho empilhou chances, mas parou no gigante zagueiro Souttar, de 1,98m, e no goleiro Beach. Aos 18 minutos, Raphinha recebeu de Vini Jr. cara a cara e perdeu a melhor chance do Brasil no jogo até então.

Aos 21 minutos, Vitor Reis errou na saída de bola e obrigou Douglas Luiz, que entrou minutos antes no lugar de Bruno Guimarães, a parar a jogada australiana com falta. Na cobrança, Irankunda acertou um lindo chute à la Cristiano Ronaldo e abriu o placar para os Socceroos.

No desespero, Carlo Ancelotti promoveu as entradas de Jair, Mauro Júnior e Rayan, que se juntaram a Pedro e Samuel Lino que entraram dez minutos antes.

Com os donos da casa muito fechados em uma formação com cinco zagueiros, a Canarinho pouco criou. Foi somente aos 49 minutos do segundo tempo que o Brasil chegou ao empate, quando Raphinha cobrou escanteio na cabeça de Rayan, que finalizou para o gol e empatou o jogo.

Rayan marcou seu segundo gol com a camisa da Seleção. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Rayan marcou seu segundo gol com a camisa da Seleção. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A partida expôs uma seleção brasileira pobre em ideias, que não foi capaz de controlar o meio de campo e “suou sangue” para empatar com a Austrália. 

As seleções voltam a se encontrar na próxima terça-feira (29), às 7h (horário de Brasília). A partida também ocorrerá na Austrália, desta vez no Accor Stadium, em Sydney.