A Confederação Brasileira de Futebol realizou nesta segunda-feira (23), no Rio de Janeiro, o sorteio da quinta fase da Copa do Brasil. O evento definiu os 16 confrontos da etapa e também os mandos de campo.
A fase marca a entrada dos clubes da Série A na competição e reúne 32 equipes. Para o sorteio, os times foram divididos em dois potes, de acordo com o ranking da entidade.
Os jogos de ida estão programados para os dias 22 e 23 de abril, enquanto as partidas de volta devem ocorrer nos dias 13 e 14 de maio.
Confrontos da 5ª fase
(Times à direita fazem o jogo de volta em casa)
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Atlético-MG x Ceará
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Goiás x Cruzeiro
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Athletico-PR x Atlético-GO
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Flamengo x Vitória
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Grêmio x Confiança
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Paysandu x Vasco
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Fortaleza x CRB
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Bahia x Remo
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Botafogo x Chapecoense
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Red Bull Bragantino x Mirassol
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Barra-SC x Corinthians
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Operário-PR x Fluminense
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Palmeiras x Jacuipense
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Athletic-MG x Internacional
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Santos x Coritiba
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São Paulo x Juventude
O sorteio formou cinco confrontos entre clubes da Série A, colocando frente a frente equipes da elite nacional já na entrada desta fase. Também reuniu times que nunca se enfrentaram na competição.
Além disso, aparecem clubes estreantes e equipes que vivem sua melhor campanha no torneio. É o caso do Barra-SC e do Jacuipense, adversários de Corinthians e Palmeiras, respectivamente. O clube catarinense faz sua primeira participação na competição, chega à quinta fase após avançar nas etapas anteriores e ainda não marcou gols no torneio, enquanto a equipe baiana alcança sua melhor campanha na história ao chegar a esta fase.
A participação na quinta fase garante cerca de R$ 2 milhões a cada clube. Quem avançar às oitavas de final soma mais R$ 3 milhões, enquanto o campeão pode acumular até R$ 78 milhões ao longo da competição.
O basquete vem aos poucos caindo nas graças do povo brasileiro. Segundo a Confederação Brasileira de Basketball (CBB), o número de atletas federados cresceu mais de 30% entre 2019 e 2025, impulsionado pelo aumento de ligas de base, como a LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete). Além disso, programas escolares e projetos sociais ligados ao esporte já alcançam milhares de jovens em todo o país. Porém, adolescentes e crianças de comunidade, em especial mulheres, ainda enfrentam grande dificuldade de adentrar a prática do esporte.
Segundo dados da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), no mundo, cerca de 45% a 49% das meninas abandonam o esporte durante a adolescência, um número duas vezes maior que o dos meninos. No Brasil a situação não é diferente, meninas abandonam o esporte mais do que meninos e enfrentam menor visibilidade desde a base. No basquete, esse cenário se acentua nas periferias, onde o acesso já é limitado e a permanência depende de fatores que vão além do jogo.
No Grajaú, bairro na zona sul de São Paulo, o projeto Santa Fé Hunters tenta contrariar essa lógica. Criado a partir de um sonho de Maickon Johns Serra, conhecido como Tio Maick, que queria transformar o local onde ele cresceu por meio do esporte. O projeto nasceu de forma improvisada, com poucos alunos e sem estrutura, e hoje atende cerca de 250 jovens por ano. Ainda assim, a diferença de gênero permanece: aproximadamente 70% dos participantes são meninos.
“Na infância a gente até consegue equilibrar, mas quando chega na adolescência começa a dificultar muito para as meninas”, explica o fundador do projeto. “Tem a questão de cuidar da casa, da família. A menina acaba assumindo responsabilidades mais cedo.” A evasão não se explica por um único fator. Falta de incentivo familiar, necessidade de trabalhar, ausência de políticas públicas e a própria estrutura do esporte contribuem para afastar as jovens das quadras. Para o entrevistado, o problema começa antes mesmo da prática. “Hoje, o incentivo é praticamente zero. E não é só no basquete, é no esporte em geral. Quem é da elite faz muito pouco pela quebrada”, afirma.
A falta de referência também pesa. Em um país onde o futebol concentra atenção e investimento, outras modalidades acabam marginalizadas e dentro delas, o esporte feminino enfrenta ainda mais invisibilidade. Sem ver jogadoras em destaque, muitas meninas sequer consideram o basquete como possibilidade. “Na comunidade, a criança precisa de referência. Precisa ver alguém parecido com ela chegando lá, precisa que alguém acredite nela”, diz Serra. Além disso, o próprio basquete impõe barreiras materiais. Diferente de esportes mais acessíveis, a modalidade exige estrutura mínima: quadra com tabela, bola adequada e, muitas vezes, equipamentos que não são baratos. Em regiões periféricas, onde espaços esportivos são escassos ou degradados, isso se torna mais um obstáculo.
Apesar disso, iniciativas locais começam a criar caminhos alternativos. No Hunters, o trabalho não se limita à quadra. O projeto busca equilibrar esporte e educação, exigindo desempenho escolar e incentivando trajetórias fora do basquete profissional. Nos últimos anos, alunas do projeto conquistaram vagas em universidades públicas, como USP e instituições federais, resultados que, para o fundador, são tão importantes quanto formar atletas. “Se um ou dois virarem profissionais, ótimo. Mas e o restante? A gente trabalha para que todos tenham oportunidade”, afirma.
Ao mesmo tempo, o projeto também tem licença de clube revelador. Atualmente, cerca de 30 a 40 jovens formados no Hunters atuam em clubes, incluindo equipes tradicionais de São Paulo e até oportunidades no exterior. Entre eles, meninas que conseguem romper a barreira inicial e seguir no esporte. Como a jovem Isadora Maria de Jesus Souza, que começou sua história no basquete sendo Ala Pivô na equipe do Grajaú e hoje integra o sub-15 da equipe do Corinthians.
Ainda assim, a mudança estrutural depende de mais do que iniciativas isoladas. Para ampliar a presença feminina no basquete, Maickon aponta a necessidade de políticas públicas consistentes, investimento na base e valorização de projetos já existentes. “Não adianta começar do zero. Já tem gente fazendo. Precisa apoiar quem está na linha de frente”.
Nos dias 18 e 19 de março, os 20 clubes da Série A entraram em campo pela sétima rodada do Brasileirão. Após os confrontos, o Bahia é o único invicto da competição, os rivais paulistas, Palmeiras e São Paulo, trocaram de lugar no topo da tabela e o Coritiba quebrou a invencibilidade histórica do Mirassol, que nunca havia perdido no Maião na elite do Brasileiro.
Bahia 2 X 0 Red Bull Bragantino
O primeiro jogo da rodada aconteceu na última quarta-feira (18). Invicto há seis jogos, com gols de Luciano Juba e Erick Conrado, o Bahia derrotou o Red Bull Bragantino por 2 a 0, na Arena Fonte Nova. A equipe do técnico Rogério Ceni pressiona os líderes da competição.
O tricolor chegou à sétima rodada após a grande vitória contra o Internacional fora de casa. Já o Bragantino passa por um período de pressão, o time não vence há cinco jogos e tem baixa média de gols no campeonato.
No primeiro tempo, o Bahia iniciou com uma defesa compacta, sem ceder para pressão ofensiva do adversário. Aos 14 minutos, Ryan Augusto, meia do Massa Bruta, cobrou a falta que resultou no cabeceio de Eduardo Santos, que finalizou diretamente na trave. Apesar da grande chance para a equipe de Bragança, quem abriu o placar foi Luciano Juba, dois minutos depois, após receber passe de calcanhar de Jean Lucas e finalizar no ângulo.
Não demorou muito para que a equipe marcasse o segundo gol. Aos 39 minutos, Pulga cruzou rasteiro para Erick que finalizou para as redes.
No segundo tempo, o resultado foi mantido. No acréscimo de quatro minutos, Davi Gomes finalizou no gol e, sem sorte, carimbou a trave. O tricolor de aço encerrou o jogo com nove finalizações no gol e conquistou a primeira vitória em casa.
Nesse momento, o técnico Mancini sofre pressão, o Leão da Zona caiu para a décima posição na tabela.
Palmeiras 2 X 1 Botafogo
Na noite da última quarta-feira (18), Palmeiras e Botafogo se enfrentaram no Allianz Parque. Com o placar de 2 a 1, a partida terminou com vitória e liderança alviverde.
Logo no início a equipe palmeirense começou na frente, com o gol do jovem ponta Allan aos nove minutos do primeiro tempo. A jogada começou com um chute na grande área, a bola desviou em Allan e foi para a rede.
O time da barra funda continuou a pressão, porém, mesmo com diversas finalizações, não conseguiu ampliar o placar. Pouco antes do fim da primeira etapa, o meia argentino botafoguense, Medina, foi expulso após uma falta em Árias. O argentino deu um carrinho por trás do meia palmeirense e levou o vermelho direto.
No segundo tempo, o Palmeiras ampliou com o gol marcado por Jhon Árias, aos nove minutos. O colombiano arrancou até a área botafoguense e finalizou no canto esquerdo do goleiro. Pouco tempo depois, aos 15, apesar de estar com dez jogadores em campo, o Botafogo diminuiu o placar com Danilo, sensação do glorioso na temporada e recém convocado para a seleção brasileira. O volante, com uma boa jogada, entrou na área, a defesa cortou, mas a bola sobrou para ele mandar para o fundo da rede. A partida terminou em 2 a 1 para o Palmeiras.
O duelo ficou marcado pelo primeiro gol de Árias com a camisa palmeirense. O meia atacante/ponta desembarcou em São Paulo após uma breve passagem na Premier League, pelo Wolverhampton. O colombiano já fez oito partidas pelo clube palestra, com uma assistência e, agora, um gol. Ele busca a titularidade no time de Abel Ferreira.
Outro fato curioso da partida: o volante Danilo foi formado pelo alviverde e ficou marcado na história após títulos conquistados pelo time da Barra Funda. No clube, ele venceu duas Copa Libertadores da América, em 2020 e 2021. O ídolo da torcida palmeirense, retornou ao futebol brasileiro este ano, depois de uma passagem de médio prazo pelo Nottingham Forest, da Inglaterra.
Após a partida, as equipes se encontraram em cenários opostos. Com a vitória, a equipe paulista assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro, empatado em pontos com o rival São Paulo, porém, com a vantagem no saldo de gols.. Já o Botafogo ocupa a 18ª posição, em uma situação desconfortável na zona de rebaixamento.
Athletico-PR 2 X 1 Cruzeiro
No jogo das 19h30 da quarta-feira (18), o Athletico-PR e o Cruzeiro se enfrentaram na Arena da Baixada. A partida terminou com vitória do Furacão por 2 a 1. O time paranaense alcança a oitava colocação, enquanto o time mineiro se mantém na zona de rebaixamento.
A derrota foi o primeiro jogo de Wesley Carvalho como técnico interino em 2026, após Tite ser demitido no último domingo (15). Wesley já teve a oportunidade de comandar o time principal do Cruzeiro em 2025. Na ocasião, fez quatro partidas, com duas vitórias, um empate e uma derrota, todas pelo Campeonato Mineiro. Leonardo Jardim o substituiu e comandou o clube até o final do ano.
Já pelo lado do Furacão, o confronto se destacou pela marca de 300 jogos do icônico goleiro Santos. No clube, ele conquistou sete títulos, sendo duas Copas Sul-Americanas, uma Copa do Brasil, três Campeonatos Paranaenses e uma J. League/Conmebol.
O primeiro tempo começou sem folga para o lado cruzeirense. Com menos de um minuto de jogo, Mendoza acertou um chute de fora da área para marcar o primeiro gol do jogo. Aos sete, Matheus Henrique cometeu pênalti em cima de Viveros. O colombiano do Furacão ampliou a vantagem. O restante da primeira etapa continuou com pouca criatividade e sem muitas chances para ambos os lados. A melhor oportunidade do Cruzeiro se deu já nos acréscimos. Arroyo cobrou uma falta com perigo e obrigou Santos, goleiro atleticano, a trabalhar.
O segundo tempo começou com equilíbrio. Aos 13 minutos, Kaiki desmontou a defesa com dribles curtos e rápidos e passou para Néiser diminuir a vantagem para o Cabuloso. Sete minutos depois, um cruzamento de William encontrou a cabeça do atacante colombiano, quase na pequena área, que desperdiçou a grande chance de empatar a partida. O Athletico ainda teve chance de aumentar o placar. Faltando 15 minutos para o apito final, o zagueiro Aguirre cabeceou a bola na trave do goleiro Matheus Cunha depois de um cruzamento de Esquivel. O Cruzeiro até tentou igualar o marcador, porém sem sucesso.
O time comandado por Odair Hellmann, com um jogo a menos que os outros times, ocupa a sétima posição, garantindo um começo de campeonato sólido. Por outro lado, a Raposa amarga a vice-lanterna da competição. A crise cruzeirense só aumenta. Ainda não conquistaram o primeiro triunfo no campeonato. São três empates e quatro derrotas, sendo a pior defesa da Série A.
Atlético-MG 1 X 0 São Paulo
Às 20h da quarta-feira (18), o Atlético-MG ganhou do São Paulo e quebrou a invencibilidade do clube paulista no campeonato. A partida foi disputada e foi decidida pelo cabeceio de Ivan Román, zagueiro de 19 anos chileno.
O jogo era importante para ambas as equipes. O time paulista buscava se manter na liderança e a equipe mineira vinha de uma derrota frustrante para o Vitória. O São Paulo ainda não havia perdido no campeonato, com apenas um empate e cinco vitórias. Já a equipe mineira havia vencido apenas uma vez até então.
O Tricolor veio a campo com um time misto, sem Lucas Moura, Luciano e Lucas Ramon. No lugar, foram escalados André Silva, Cauly e Maik. O Galo contou com Casierra no lugar de Gustavo Scarpa, e deu chance ao jovem Iván Román, que tem ganhado mais chances nos últimos jogos.
Durante os primeiros 15 minutos, as equipes estavam equilibradas, mas o mandante ofereceu mais perigo. Ao decorrer do jogo, a equipe paulista se achou mais e manteve a posse de bola, mas falhou no terço final do campo. Quem chegava com chances mais perigosas era a equipe mineira. A primeira etapa foi marcada pela quantidade de faltas, no total, foram 24.
Ao decorrer do segundo tempo, Luciano e Lucas Moura entraram para tentar melhorar a ofensiva do Soberano. Na mesma lógica, o Galo colocou Bernard em campo, que no seu segundo toque, mandou um cruzamento para área, e na sobra Iván Román só empurrou para marcar o gol solitário da partida.
Nove minutos após o gol, em disputa de bola com Cuello, Lucas Moura recebeu uma joelhada. O jogador precisou ser socorrido imediatamente e foi levado para o hospital perto da região. Com fratura em duas costelas, Lucas deve ficar pelo menos seis semanas distante dos gramados.
No final da partida, Lyanco entrou com aplausos da torcida. O jogador vem adquirindo ritmo de jogo após a séria lesão no tendão de Aquiles do tornozelo esquerdo.
O São Paulo deixou a liderança para o rival Palmeiras, time que enfrenta na próxima rodada. Ambos com 16 pontos, mas a liderança é do Alviverde devido o saldo de gols. Já o Atlético, volta a respirar se afastando da zona de rebaixamento. Na próxima rodada, a equipe mineira visita o Fluminense no Maracanã às 18h30.
Mirassol 0 X 1 Coritiba
Também às 20h da quarta-feira (18), Mirassol e Coritiba se enfrentaram no estádio Maião, casa do time do interior de São Paulo, em momentos diferentes da temporada. O Coxa venceu por 1 a 0 e quebrou a invencibilidade do Leão Caipira, que nunca havia perdido em seus domínios desde que conseguiu o acesso inédito à Série A do Campeonato Brasileiro.
O Leão do interior buscava a sua segunda vitória no campeonato, com a primeira sendo o 2 a 1 em cima do Vasco da Gama na primeira roda ia da, depois de uma derrota para o Palmeiras no último domingo (15).
Já o time do Paraná chegou em Mirassol no seu melhor momento da temporada. O time ganhou do Corinthians em Itaquera na quarta e venceu o Remo no Couto Pereira, no domingo (15).
O Coxa, na sexta posição da tabela, entrou em campo com uma difícil tarefa pela frente: vencer um time que nunca havia perdido em casa na competição. Já o Mirassol teve um início de ano abaixo comparado com o anterior, pois não se classificou para o mata-mata do Paulistão, mas entrou em campo com esperanças de outra boa campanha no Brasileiro.
No primeiro tempo, o domínio ofensivo ficou com o mandante da partida, que finalizou 12 vezes contra apenas três do Coritiba, mas não se transformou em gol. Entre essas finalizações, se destacam uma tentativa de Tiquinho Soares, centroavante recém-chegado na equipe do Mirassol, que finalizou de fora da área nos minutos iniciais, mas a bola foi no meio do gol.
Além de Tiquinho, a bola área do Mira ameaçou o gol paranaense, com um cabeceio a partir de uma falta cobrada na lateral, aos 21, e um finalização após um cruzamento de Victor Luis para Gabriel Pires aos 29. Ambos defendidos pelo goleiro Lucas Rangel.
Com seis defesas, o goleiro de 25 anos, que veio do Atlético Goianiense em 2024 e destaque do time desde a campanha campeã na Série B de 2025, foi eleito o melhor jogador da partida.
Na segunda etapa, o Mirassol desacelerou na criação e viu o Coxa ter espaços para criar oportunidades. Aos 18 minutos, após uma série de tentativas do Alviverde, Bruno Melo cruzou a bola na área, que sobrou para Joaquín Lavega, jovem uruguaio de 21 anos, que marcou seu segundo gol pelo Coritiba.
Após o tento, o Mirassol não foi capaz de criar mais nenhuma chance de destaque e se viu derrotado em casa pela primeira vez em sua história na série A.
Depois desse resultado, o time de Fernando Seabra já foi o responsável por quebrar três grandes tabus. Além da primeira derrota do Mirassol em casa, o Coxa ganhou pela primeira vez do Corinthians na Neo Química Arena e ganhou do Cruzeiro em Minas Gerais, feito que não acontecia há 22 anos.
Santos 1 X 2 Internacional
Às 21h30, na noite da quarta-feira (18), o Internacional venceu o Santos por 2 a 1, na Vila Belmiro. O clube gaúcho ainda não havia vencido no Campeonato Brasileiro e amargava a lanterna da competição. Já o Peixe não conseguiu uma boa atuação diante de sua torcida e chegou ao terceiro jogo seguido sem vitória. Diante dessa derrota, o técnico Juan Pablo Vojvoda foi demitido após mais uma derrota e uma partida pouco inspirada de Neymar Jr.
A rodada começou com os dois clubes pressionados. O Inter ainda não havia vencido na competição e acumulava atuações ruins. Paulo Pezzolano, técnico do Colorado, também estava ameaçado no cargo. Mesmo sob pressão pela lanterna, o clube gaúcho começou melhor e criou as principais oportunidades da partida, mas não conseguiu marcar no primeiro tempo.
O Santos tentou reagir com Gabriel, que chegou a abrir o placar no fim da primeira etapa. No entanto, o jogador estava impedido, e o VAR anulou o gol.
Logo no primeiro minuto do segundo tempo, o Peixe sofreu o primeiro gol da partida após escanteio para o Inter: Zé Ivaldo marcou contra, abrindo o placar. Sete minutos depois, Moisés invadiu a área, mas foi derrubado por Vitinho. O árbitro Davi Lacerda marcou pênalti. Neymar cobrou, deslocou Rochet e empatou o jogo. O camisa 10 foi comemorar com a torcida e recebeu o cartão amarelo. Com o empate, o time da casa cresceu na partida e passou a pressionar o adversário.
Mesmo com maior posse de bola, o Peixe não criou grandes oportunidades de gol, e a partida parecia caminhar para o empate. No entanto, aos 48 minutos, o Internacional pressionou e chegou ao gol da vitória pouco antes do apito final. A partida terminou 2 a 1 para o clube gaúcho, que deixou a lanterna e conquistou sua primeira vitória.
Após mais um jogo ruim, Juan Pablo Vojvoda foi demitido logo após o apito final. O técnico argentino deixou o Santos com 42% de aproveitamento nos pouco mais de cinco meses de trabalho. Em 34 partidas foram 10 vitórias, 14 empates e 10 derrotas. Seu substituto será Cuca, que treinará o Santos pela quarta vez.
Por outro lado, o Internacional ganha fôlego no campeonato, mas segue pressionado por ainda estar na zona de rebaixamento.
Vasco 3 X 2 Fluminense
No último jogo da quarta-feira (18), o Vasco da Gama recebeu o Fluminense no Maracanã pela sétima rodada do Brasileirão. Em partida bastante movimentada, o Flu começou melhor, mas cedeu a virada por 3 a 2 para o Cruzmaltino, que tem três jogos sob o comando de Renato, com duas vitórias e um empate.
O time mandante contou com a volta de Thiago Mendes e manteve Cuiabano na lateral esquerda, duas importantes peças no clássico. Do lado de Zubeldia, Jemmes e Renê voltaram ao sistema defensivo do lado esquerdo. De modo geral, o tricolor foi melhor até a metade da segunda etapa, quando sofreu dois gols no fim do jogo. Cannobio e Hércules marcaram para o time visitante, mas viram Nuno Moreira, Spinelli e Thiago Mendes reverterem o placar.
O primeiro tempo foi de domínio do Fluminense, que balançou as redes antes do primeiro minuto de jogo. Após erro de passe de Hugo Moura, Lucho Acosta aproveitou e entregou para Cannobio, que recebeu em velocidade e abriu o marcador. O camisa nove John Kennedy ainda teve chances de ampliar, mas parou em Léo Jardim.
Na volta para a etapa final, Renato mexeu no time. Ele tirou Hugo Moura e Paulo Henrique, que não fizeram um bom jogo. Puma e Johan Rojas entraram e deram mais qualidade para o Vasco. Do lado tricolor, Martinelli vinha de uma virose e deixou o campo para a entrada de Otávio, que não fez um bom segundo tempo. Logo aos nove minutos, Hercules acertou um belo chute e ampliou o resultado.
Nos primeiros jogos com o novo treinador, o Gigante da Colina vem tendo boa reação após gols sofridos, o que não foi diferente no clássico. Seis minutos depois, Nuno Moreira aproveitou rebote do escanteio na entrada da área e marcou o gol que deixou a equipe viva no jogo.
Com apoio da torcida, o segundo tempo ganhou emoção no final, com o cruzmaltino indo para cima do Fluminense. Aos 42, Cuiabano cruzou na medida para o argentino Spinelli, que cabeceou sem chance para Fábio. O tricolor já sentia o baque antes mesmo de sofrer a virada, que veio nos acréscimos do jogo, aos 49. Rojas colocou na cabeça de Thiago Mendes, que subiu mais que todo mundo e sagrou a vitória para o Vasco, por 3 a 2.
O resultado coloca o clube na décima colocação, com oito pontos, se afastando cada vez mais da zona de rebaixamento. O Flu, se mantém no G5, agora com treze pontos, empatado com o Flamengo, que ocupa a última posição de classificação para a Libertadores.
Grêmio 2 X 0 Vitória
No primeiro jogo da última quinta-feira (19), o Grêmio venceu o Vitória na Arena Grêmio. Com dois gols, um de Amuzu e outro contra. A partida ficou marcada pela grave lesão do lateral tricolor Marlon, que fraturou o tornozelo direito.
O primeiro tempo foi dominado pela equipe tricolor. Aos oito minutos, o lateral Marlon lançou pela esquerda para o atacante Amuzu que arrancou e bateu de esquerda, mas Lucas Arcanjo defendeu. Em seguida, William tocou em escanteio curto para Pavón que cruzou dentro da área, Viery cabeceou, mas a bola foi para a linha de fundo. Aos 23, Marlon tocou na arrancada, Amuzu recebeu e bateu com força, novamente Arcanjo defendeu.
Aos 26, Marlon cobrou falta, o lateral Ramon do Vitória tentou tirar, mas a bola sobrou no pé de Amuzu, que levou para linha de fundo, limpou e tocou para Balbuena. Quando o zagueiro tentou chutar, o zagueiro Camutanga, caído no chão, tentou tirar, mas fez o gol contra. Em seguida, Pavón cruzou na área, Amuzu emendou, porém não foi preciso. O árbitro Alex Gomes Stefano marcou o pênalti após ver um empurrão de Camutanga em Carlos Vinicius. O árbitro, acionado pelo VAR, checou e anulou a decisão de pênalti.
Ao final do primeiro tempo, o Vitória tentou uma reação com Emmanuel Martínez que cabeceou na muvuca, Ramon desviou, a bola sobrou no pé do Matheuzinho, que cortou para dentro e bateu para o gol, mas Weverton defendeu.
O segundo tempo começou com o time Rubro-Negro tentando uma reação, aos seis minutos Matheusinho cruzou escanteio, Cacá cabeceou a bola para a linha de fundo. Na sequência, Weverton bateu o tiro de meta, a bola quicou entre os zagueiros, Amuzu dominou, ganhou na corrida e chutou no canto esquerdo do goleiro para fazer o segundo do time tricolor. Em seguida Marlon arrancou, trombou em Caíque e caiu por cima do tornozelo direito. O lateral sofreu uma fratura grave e saiu de ambulância.
Marlon têm uma estimativa de cinco meses fora e preocupa a equipe para os próximos jogos.
Já no final do jogo o Vitória teve a chance de diminuir o placar com uma falta cobrada por Cantalapiedra. Weverton saiu desengonçado para defender, a bola ficou no pé do jogador Pato que tocou na entrada da pequena área para Baralhas, ele chutou de esquerda, botou muita força, a bola saiu em tiro de meta.
Flamengo 3 X 0 Remo
No segundo jogo da quinta-feira (19), o Flamengo dominou o time do Remo com uma atuação segura e sem sofrer grandes riscos. Principalmente, pela excelente atuação de Samuel Lino, que chegou a quatro gols nessa temporada, sendo o vice-artilheiro rubro-negro.
O Flamengo controlou o jogo desde o início e dominou a posse de bola. Enquanto o Remo apostava nos lançamentos de Vítor Bueno para Alef Manga, que criavam as melhores possibilidades para a equipe paraense.
Mesmo com o domínio, a equipe rubro-negra não conseguia quebrar a marcação do adversário. O Mengão apostava nas subidas de Emerson Royal e Alex Sandro, que eram pouco efetivas, ou pelas tentativas de jogada individual de Samuel Lino. O gol só veio aos dezenove minutos, em cobrança de escanteio de Arrascaeta com cabeceio de Léo Ortiz.
Após o gol, o Remo pouco pôde fazer e focou ainda mais nas escapadas de Alef Manga, que rapidamente se desgastou. A equipe paraense chegou perto de marcar, após bela jogada de Alef para um chute isolado de Patrick de Paula.
Até o final do primeiro tempo, o Flamengo manteve o jogo controlado, mas não conseguiu ampliar o placar, muito devido aos erros no passe final.
O cenário se alterou com o início do segundo tempo, quando o Rubro-negro começou a pressionar o Remo. O segundo gol saiu aos dois minutos, após triangulação puxada por Samuel Lino, que finalizou com desvio e a bola foi na rede. Pouco tempo depois, após mais uma jogada puxada pelo atacante rubro-negro, Luiz Araújo chegou ao terceiro gol em bola rebatida na área.
Mesmo com o excelente início de segunda etapa, o Flamengo não manteve o mesmo ritmo. O time controlou o jogo pela posse de bola, o que impediu qualquer avanço do Leão-Azul. A chance mais perigosa para ambos os times foi um peixinho de Arrascaeta aos quinze minutos.
Com o resultado, Leonardo Jardim mantém sua invencibilidade sob o comando do rubro-negro carioca com sua terceira vitória seguida e ficando três pontos da liderança com um jogo a menos. Enquanto o Remo continua sem vencer no campeonato e, com o resultado, caiu para a lanterna.
Chapecoense 0 X 0 Corinthians
Em duelo que fechou a sétima rodada do Campeonato Brasileiro, Chapecoense e Corinthians ficaram no 0 a 0 na noite da última quinta-feira (19), na Arena Condá, em Chapecó. Apesar do placar, as equipes criaram boas oportunidades, especialmente nos 45 minutos finais, mas não conseguiram balançar as redes.
O primeiro tempo do confronto foi morno. O Corinthians, que veio a campo com formação mesclada, dominou a maior parte das ações. A Chape, por sua vez, se defendia e apostava no contra-ataque.
O Verdão do Oeste chegou ao gol de Hugo Souza três vezes, mas com pouco perigo. A melhor oportunidade veio com o meia corintiano, Rodrigo Garro, que parou no travessão em cobrança de falta próxima da área alviverde. No rebote, Allan chegou desequilibrado e mandou a bola por cima da meta.
Já na segunda etapa, as melhores chances foram aparecendo. Logo no início, aos seis minutos, Jean Carlos quase abriu o placar com chute na entrada da área, que obrigou o goleiro alvinegro a fazer uma bela defesa. A equipe paulista respondeu pouco tempo depois com um chute de longa distância de Yuri Alberto, que parou em Léo Vieira.
Com o jogo cada vez mais movimentado, aos 27, os donos da casa voltaram ao ataque. Rubens invadiu a área alvinegra e chutou colocado, mas Hugo espalmou para escanteio. No lance seguinte, veio a oportunidade mais clara da partida: Yuri Alberto conduziu o ataque do Timão e rolou para Rodrigo Garro na cara do gol, mas o camisa oito pegou mal na bola e chutou em cima do arqueiro da Chape.
Na reta final, as equipes caíram de produção e não houveram mais chegadas perigosas. Com o resultado, o Corinthians chegou ao sexto jogo seguido sem vencer na temporada, e ocupa a 9ª posição na tabela. O Verdão do Oeste acumulou o quarto empate no campeonato e é o 14º colocado.
Próxima rodada
Sábado (21):
Red Bull Bragantino X Botafogo, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 16h (horário de Brasília);
Fluminense X Atlético-MG, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h30 (horário de Brasília);
São Paulo X Palmeiras, no Morumbi, em São Paulo (SP), às 21h (horário de Brasília).
Domingo (22):
Remo X Bahia, no Estádio Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);
Vasco X Grêmio, no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);
Athlético-PR X Coritiba, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 16h (horário de Brasília);
Cruzeiro X Santos, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);
Internacional X Chapecoense, no Beira Rio, em Porto Alegre (RS), às 18h30 (horário de Brasília);
Vitória X Mirassol, no Barradão, em Salvador (BA), às 18h30 (horário de Brasília);
Corinthians X Flamengo, na Neo Química Arena, em São Paulo, às 20h30 (horário de Brasília).
Na última quinta-feira (19), o Santos, por meio de suas redes sociais, anunciou a contratação do técnico Alexi Stival, o Cuca, para a sequência da temporada. A validade do contrato do treinador vai até o final de 2026. Ele vem para substituir o argentino Juan Pablo Vojvoda, demitido oficialmente no mesmo dia, após a derrota, em casa, por 2 a 1 para o Internacional.
O treinador de 62 anos teve um caminho vitorioso em alguns times que treinou. Ele iniciou sua carreira no Goiás, em 2003, e teve passagens por outros grandes clubes, como Flamengo, Palmeiras e São Paulo. No Atlético Mineiro, Cuca, em quatro passagens, venceu quatro Campeonatos Mineiros, um Campeonato Brasileiro, uma Copa do Brasil e uma Libertadores da América, em 2013, sendo este seu título de maior relevância.
Cuca chega para o quarto trabalho no Alvinegro Praiano, com o objetivo de conquistar seu primeiro título como treinador na equipe santista. Sua última passagem pelo Santos ficou marcada pelo vice-campeonato da Libertadores da América, em que foi expulso na final após segurar a bola do time adversário na área técnica, em 2021. Logo após a expulsão, o Palmeiras, rival do Santos naquela final, marcou o gol que deu ao Alviverde o título. Cuca ficou marcado por essa expulsão e não saiu pela “porta da frente” do Peixe.
Seu último trabalho como treinador foi no Atlético Mineiro, que perdurou do final de Dezembro de 2024 até Agosto de 2025. Em 47 jogos, Cuca obteve um aproveitamento de 56%, com 22 vitórias, 13 empates e 12 derrotas. Ele também venceu o Campeonato Mineiro de 2025.
Cuca não chega com total apoio na equipe Santista. Além da última passagem conturbada, ele acumula uma polêmica fora do futebol. Em 1987, o treinador, enquanto jogador do Grêmio, foi acusado de ter participado de um estupro coletivo na Suiça, durante uma excursão do time gaucho. Ele e outros jogadores da equipe foram condenados, em 1989, a quinze meses de prisão em regime aberto e uma multa de 8 mil dólares cada, mas nunca pagaram a pena. Em 2023, a defesa de Cuca solicitou que o caso fosse reaberto. O Ministério Público, entretanto, alegou não ser possível realizar um novo julgamento pelo fato de o crime ter prescrito. Com isso, a pena do treinador foi anulada e o processo foi finalizado, o que não significa a inocência de Cuca, visto que a justiça da Suíça não avaliou o mérito do caso novamente. Esse caso colabora para uma chegada mal desejada por parte da torcida do Alvinegro Praiano.
Nesta quinta-feira (19), o Santos divulgou em suas redes sociais as primeiras palavras de Cuca como treinador da equipe. “ Estou muito animado e muito esperançoso, e também consciente da responsabilidade que tenho neste momento difícil em que o clube vive, mas confiante em fazer um bom trabalho", afirmou o novo comandante da equipe santista.
A contratação de Cuca se deu pela demissão do então treinador Juan Pablo Vojvoda. O comandante argentino de 51 anos foi anunciado pela equipe paulista em agosto de 2025, com contrato até o final de 2026. Em 34 jogos, ele obteve dez vitórias, catorze empates e dez derrotas, com um aproveitamento de 43.%.
Vojvoda terminou o ano de 2025 em alta, após conseguir livrar o Santos do rebaixamento no campeonato brasileiro e classificar o clube para a Copa Sul-Americana de 2026, que será disputada sob o comando do novo treinador. Por outro lado, em 2026, o Santos obteve somente quatro vitórias em dezoito jogos. Esses maus resultados vieram acompanhados de uma eliminação prematura no Campeonato Paulista, nas quartas de final para o Novorizontino.
A demissão de Vojvoda foi confirmada após a derrota da equipe contra o Internacional, por 2 a 1, sendo esta a primeira derrota do Alvinegro em casa no ano de 2026. O gol santista foi marcado por Neymar, de pênalti. A confirmação veio momentos após a partida. A demissão foi anunciada via departamento de comunicação, o que irritou torcedores. O presidente Marcelo Teixeira está em viagem, enquanto o diretor executivo Alexandre Mattos cumpre suspensão.
Cuca chega com a missão de recuperar um bom desempenho do Santos na temporada e retomar a confiança da torcida, em um contexto de pressão interna e de insatisfação coletiva.
A Confederação Africana de Futebol anulou na terça-feira (17) o título do Senegal da Copa Africana de Nações, que ocorreu entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano. O comitê alega que a seleção abandonou a partida e foi para o vestiário antes do fim do tempo regulamentar como forma de protesto à arbitragem. A saída precoce do campo configurou W.O e o resultado final ficou 3x0 para Marrocos, agora o novo campeão da CAN.
Dentro de campo, um pênalti duvidoso foi marcado a favor da seleção marroquina. Os jogadores senegaleses indignados com a marcação se retiraram em protesto, com exceção de Sadio Mané. Após alguns minutos, o capitão da equipe foi buscar os companheiros no vestiário e os convenceu a retornar. Na cobrança do pênalti, Brahim Diaz desperdiçou a chance de marcar e na prorrogação, o Senegal se consagrou campeão.
De acordo com a CAF, a retirada dos jogadores feriu o artigo 84 da competição, que só permite a saída dos jogadores de campo, após o apito final ou em casos excepcionais.
No dia 28 de janeiro, o episódio foi a julgamento pela primeira vez e, embora o Senegal tenha sido punido, o resultado do processo foi considerado brando. Em um segundo julgamento, a federação marroquina conseguiu reverter o resultado em novo julgamento, com o respaldo do regulamento da competição.
Com o novo veredito, o Marrocos sobe no Ranking da FIFA e assume o quinto lugar - feito alcançado apenas por uma seleção africana, a da Nigéria, em 1994.
A federação senegalesa emitiu uma nota classificando a medida como “injusta, sem precedentes e inaceitável” e confirmou que vai levar o caso à Corte Arbitral do Esporte.