Com a vitória sobre o Minas, o time paulista se torna o maior campeão da competição
por
Guilbert Inácio
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03/03/2026 - 12h

No último sábado (28), o Osasco Cristóvão Saúde venceu o Minas por 3 sets a 1, na final da Copa Brasil de Vôlei Feminino. O título conquistado no Ginásio Moringão, em Londrina, foi o quinto da história do time paulista, que agora é o maior campeão da competição.

A imagem mostra todo o elenco e comissão técnica do Osasco com suas medalhas. A frente no chão está o troféu da Copa Brasil de Vôlei. Ao fundo está a arquibancada.
Osasco conquista o bicampeonato seguido. Foto: Carolina Oliveira/Osasco Cristóvão Saúde

As equipes chegaram à final após dois clássicos disputados na semifinal. O Osasco eliminou o Sesc RJ Flamengo por 3 sets a 0. Já o Minas venceu o rival mineiro Praia Clube, de virada, por 3 sets a 1.

Primeiro set

O set começou equilibrado, com o Minas tendo assumido a liderança por dois pontos duas vezes, mas em ambas tomou o empate. Em seguida, o Osasco abriu 10 a 7 com um ace da levantadora, Jenna Gray, e dois pontos de Bianca Cugno.

O técnico italiano do Minas, Lorenzo Pintus, pediu tempo para corrigir os erros da equipe. A parada deu resultado e o time somou pontos. Com um ataque de Hilary Johnson, o Minas virou a parcial para 12 a 11. Após trocas de pontuação entre as equipes, o Osasco abriu 23 a 20, com Caitie Baird. A equipe mineira tentou reagir, mas Caitie botou a bola no chão e fechou a parcial em 25 a 23.

Segundo set

Em busca do empate, o Minas voltou forte para a segunda etapa. A equipe mineira abriu um 9 a 6 e administrou a vantagem até Ana Rüdiger mandar a bola para fora, o que deu o empate para a equipe paulista, parcial em 14 a 14.

As comandadas pelo técnico italiano não se abalaram e emendaram uma boa sequência: Sergeevna Khaletskaya, Hilary, Gleice e Thaísa fizeram o 21 a 17. O Osasco reagiu e virou para 24 a 23, tendo a oportunidade do set point, mas Cugno sacou na rede. A equipe de Luizomar teve mais uma chance de fechar o set no 26 a 25, mas a ponteira russa, Khaletskaya, impediu. Com dois bloqueios seguidos, um de Gleice e um de Thaísa, o Minas fechou a parcial em 28 a 26.

Terceiro set

Tentando repetir o feito da semifinal, a equipe mineira entrou em quadra focada na virada. No início, foi superior e conseguiu abrir seis pontos de vantagem sobre a equipe paulista. Com o placar em 12 a 6 para o adversário, Luizomar trocou Mayhara por Tiffany. A ponteira diminuiu dois pontos de desvantagem.

Com uma sequência emocionante, Larissa Besen, Cugno e Caitie, duas vezes, empataram o set em 12 a 12. Após seis pontos seguidos do Osasco, Gleice colocou a bola no chão e quebrou a ofensiva paulista. O jogo seguiu equilibrado até o Osasco fazer três pontos seguidos e, com um 19 a 18, assumiu pela primeira vez a vantagem no set.

O Minas não reagiu e as paulistas fizeram uma sequência de cinco pontos seguidos. Cugno, com um ataque forte sem chance de Hilary defender, fechou a parcial em 25 a 20, o que deu a vantagem de 2 sets a 1 para o Osasco.

Último set

O set começou com uma leve vantagem do Minas, mas as mineiras estacionaram nos oito pontos e viram, novamente, cinco pontos seguidos das paulistas, que viraram a parcial para 11 a 8. Rüdiger quebrou a sequência, mas o Osasco administrou a vantagem com os erros do Minas.

Com a parcial em 20 a 17, as mineiras, pela terceira vez no jogo, viram cinco pontos sucessivos do Osasco, com destaque para três bloqueios seguidos de Valquíria Dullius. A equipe paulista venceu o set por 25 a 17, o que decretou a conquista do título por 3 sets a 1.

Esse foi o quinto título da Copa Brasil da história do Osasco Cristóvão Saúde, o que tornou o clube o maior vencedor da competição. As outras conquistas foram em 2008, 2014, 2018 e 2025. O Sesc RJ Flamengo e o Minas vêm logo atrás com quatro e três títulos, respectivamente.

A imagem mostra as jogadoras Camila Brait e Tiffany Abreu segurando o troféu de MVP
Camila Brait foi eleita a MVP da competição e chamou Tiffany Abreu, alvo de transfobia durante o campeonato, para compartilhar a honraria. Foto: Rafael de Paula/Usina de Ideias/CBV

Ambas as equipes voltam à quadra na próxima sexta-feira (6), para a disputa da 19ª rodada da Superliga Feminina de Vôlei. O Osasco recebe, às 19h, o Fluminense, no Ginásio de Esportes José Liberatti. O Minas recebe o Sesc RJ Flamengo, na Arena Minas Tênis Clube, às 21h30.

 

Requerimento da Câmara Municipal de Londrina tentou impedir a atleta transexual de participar da competição
por
Guilbert Inácio
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03/03/2026 - 12h

Na última quinta-feira (26), a Câmara Municipal de Londrina (PR), em regime de urgência, aprovou um requerimento que vetou a jogadora trans Tiffany Abreu, do Osasco Cristóvão Saúde, na fase final da Copa Brasil de Vôlei Feminino, que ocorreu no município. A medida foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A imagem mostra a jogadora Tiffany Abreu, do Osasco, com os dois braços levantados. Atrás, há a presença de outras jogadoras e da arquibancada.
Em 2017, Tiffany se tornou a primeira mulher trans a atuar na elite do vôlei feminino brasileiro. Foto: Carolina Oliveira/Osasco Cristóvão Saúde

O requerimento 102/2026, protocolado na Câmara pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), conhecida como “Jessicão”, foi aprovado por 12 votos favoráveis e quatro contrários. No texto da solicitação, a vereadora cita nominalmente Tiffany e alega que o Osasco inscreveu “o atleta” de forma indevida.

Lei contraditória

A ação foi encaminhada por ofício para a prefeitura, que exige o cumprimento da Lei Municipal nº 13.770/24. Essa norma municipal proibe, em Londrina, a participação de “atleta identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento” em times, competições, eventos e disputas esportivas.

A lei é de autoria de Jessicão e não chegou a ser sancionada pelo então prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, mas foi promulgada pelo presidente da Câmara, Emanoel Gomes (Republicanos). Caso a medida seja descumprida, o segundo parágrafo do Art. 2º prevê revogação do alvará da competição e multa administrativa de R$10.000 ao Osasco.

Contudo, a norma tem trechos confusos no campo da ciência, pois ao definir quem está impedido de jogar por "contrariedade ao sexo biológico" o texto mistura identidade de gênero e orientação sexual. “Gay, lésbica, bissexual, pansexual, intersexual, assexual, transexual, agênero, não binário de gênero, cisgênero, transgênero, travesti, entre outros”, diz o segundo parágrafo do Art. 1.

A palavra cisgênero, termo referente às pessoas que se identificam com o sexo biológico atribuído no nascimento, também é mencionada. Em resumo, a lei, como está redigida, abre precedentes para proibir qualquer pessoa de praticar esportes de alto rendimento no município. Isso pode interferir na autonomia das federações de regular as práticas esportivas, além de entrar em conflito com a seção III da Lei Geral do Esporte, que garante o direito fundamental de todas as pessoas à prática esportiva em suas múltiplas e variadas manifestações.

Manifestações e decisões da justiça

Após a aprovação do requerimento, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e o Osasco recorreram à justiça para garantir a presença da atleta na semifinal da competição contra o Sesc RJ Flamengo, na sexta-feira (27), no Ginásio Moringão.

Em nota no Instagram, o clube paulista se manifestou:

 “Tifanny Abreu atua profissionalmente no voleibol nacional há mais de oito anos. É uma atleta exemplar, dedicada e que cumpre rigorosamente todos os requisitos técnicos, médicos e de elegibilidade exigidos pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), órgão máximo que regula a modalidade no país. Ela está, portanto, regularmente inscrita e apta a disputar qualquer competição sob a chancela da CBV.

Osasco São Cristóvão Saúde entende que as competições esportivas de nível nacional devem ser regidas pelas normas das confederações esportivas nacionais, que possuem a competência técnica e recursos para análise científica para definir os critérios de elegibilidade. A interferência de legislações municipais sobre regras de competições federadas cria um precedente perigoso que ameaça a isonomia e a integridade das disputas esportivas no país.

Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação.”
 

Na tarde de sexta-feira (27), o juiz Marcus Renato Nogueira Garcia, da segunda Vara da Fazenda Pública de Londrina, apontou inconstitucionalidade e concedeu liminar que impediu a prefeitura de vetar a ponteira do jogo. A prefeitura atendeu o pedido.

Horas antes do jogo, em liminar, a ministra Cármen Lúcia, do STF e responsável pela relatoria do caso, suspendeu a eficácia da lei até que a ação passe por exame de mérito. Segundo a ministra, a lei geraria: "grande perplexidade e insegurança jurídica e social, por materializar um retrocesso nas políticas de inclusão social, de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana".

A vereadora Paula Vicente (PT), uma das quatro pessoas que votaram contra o requerimento, alegou que vai entrar com ação nos órgãos competentes para revogar a lei.

Tiffany fica

A imagem mostra a jogadora Tiffany Abreu, do Osasco, recebendo o troféu Viva Vôlei.
Tiffany atuou na semifinal e final da Copa Brasil de Vôlei. Foto: Rafael de Paula/Usina de Ideias/CBV

Na final, no sábado (28), a equipe paulista foi campeã sobre o Minas por 3 sets a 1. Tiffany foi ovacionada pelo público presente no Ginásio Moringão.

Por voto popular, a jogadora do Osasco foi eleita a melhor jogadora da final e recebeu o troféu Viva Vôlei, mas entregou o mérito a Jenna Gray, levantadora e aniversariante do dia, que foi dispensada do Minas no fim da última temporada.

Em entrevista à Sportv, Tiffany mandou um recado para a vereadora Jessicão pedindo para ela se preocupar mais com o esporte da cidade. “Vai buscar incentivo para dar suporte, em vez de excluir, porque o seu trabalho é dar inclusão e não exclusão.”
 

O lateral-direito do PSG segue em atuação e time ainda não se pronunciou a respeito
por
Giovanna Britto
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27/02/2026 - 12h

 

Na última terça-feira (24), Achraf Hakimi, o lateral-direito do clube Paris Saint-Germain, afirmou em sua rede social que enfrentará um julgamento por estupro, após uma denúncia apresentada por uma jovem em 2023 na França. O marroquino e sua advogada negam as acusações e pedem justiça.

“Hoje em dia, uma acusação de estupro é suficiente para justificar um julgamento, mesmo que eu a negue e tudo prove que é falsa. Isso é tão injusto para os inocentes quanto para as verdadeiras vítimas. Aguardo calmamente este julgamento, que permitirá que a verdade venha à tona publicamente” escreveu o jogador em seu perfil do X.

Print do pronunciamento de Hakimi via post no X.
Pronunciamento do jogador Hakimi em seu X. Imagem: Divulgação/X/@AchrafHakimi. 

 

Através de um comunicado, a advogada de Hakimi, Fanny Colin, afirma que “foi ordenado um julgamento com base em uma acusação que se fundamenta unicamente na palavra de uma mulher que obstruiu todas as investigações, recusou todos os exames médicos e testes de DNA, negou permissão para o uso de seu telefone celular e se recusou a fornecer o nome de uma testemunha-chave.”

Colin finaliza o texto dizendo que estão determinados e combativos, enquanto aguardam o julgamento para que a justiça seja feita.

Comunicado escrito pela advogada de Hakimi e postado no X.
Comunicado divulgado nas redes da advogada. Imagem: Divulgação/X/@FannyColin_av. 

 

Tradução completa: “Foi ordenado um julgamento com base em uma acusação que se fundamenta unicamente na palavra de uma mulher que obstruiu todas as investigações, recusou todos os exames médicos e testes de DNA, negou permissão para o uso de seu telefone celular e se recusou a fornecer o nome de uma testemunha-chave. Uma mulher cujas duas avaliações psicológicas sucessivas revelaram falta de lucidez em relação aos fatos que ela afirma denunciar, bem como a ausência de quaisquer sintomas pós-traumáticos. Durante todo esse tempo, ela tentou esconder das autoridades judiciais diversas mensagens trocadas com uma de suas amigas, nas quais planejava “roubar” (sic) o Sr. Hakimi. Estamos determinados e combativos enquanto aguardamos este julgamento para que a justiça seja feita.”

 

A ACUSAÇÃO

A denúncia foi realizada no final de fevereiro de 2023 por uma mulher de 24 anos. Ela foi a uma delegacia e relatou ter sido estuprada na casa de Hakimi, em Boulogne-Billancourt, uma cidade próxima a Paris. A jovem não registrou uma reclamação formal.

Inicialmente, apenas uma investigação foi aberta. Um mês depois, o marroquino foi indiciado e colocado sob supervisão judicial. Em agosto de 2025, o caso avançou significativamente ao ser encaminhado ao tribunal criminal pela Procuradoria de Nanterre, órgão do Ministério Público francês localizado na região oeste de Paris. O promotor confirmou que o caso de Hakimi foi encaminhado para julgamento, mas ainda não foram divulgadas datas para o início do processo.

 

RELAÇÃO COM O FUTEBOL

Achraf Hakimi atualmente joga como lateral-direito no PSG e na Seleção do Marrocos. Em 2025 ficou em 6 lugar na premiação Bola de Ouro e já passou por clubes como Real Madrid, Borussia Dortmund e Inter de Milão até chegar no time francês em 2021.

O seu atual clube não se pronunciou formalmente a respeito do caso. No entanto, nesta terça-feira (24), em uma coletiva de imprensa, o técnico Luis Enrique afirmou que “tudo está nas mãos da justiça” ao ser perguntado sobre a situação. Hakimi entrou em campo nesta quarta-feira (25) para enfrentar o Mônaco, no Parc des Princes, pela Liga dos Campeões.

Jogador Hakimi em campo segurando prêmio de melhor jogador africano e usando uniforme de Marrocos.
Hakimi segurando “bola de ouro africana” por melhor jogador da temporada. Foto: Reprodução/Instagram/@achrafhakimi
Jogador do Red Bull Bragantino culpou Daiane Muniz pela eliminação do time nas quartas de final do Paulistão
por
Marco Nery
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25/02/2026 - 12h

 

No último sábado (21), a partida entre São Paulo e Red Bull Bragantino ficou marcada pelas falas machistas do zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, na entrevista pós-jogo contra a árbitra Daiane Muniz. Ao deixar o campo, o jogador a culpou pela eliminação da equipe no Paulistão 2026. Daiane foi amplamente elogiada pela imprensa por sua atuação nas quartas de final.

Daiane Muniz apitou a vitória do São Paulo sobre o Red Bull Bragantino. Foto: Alexandre Battibugli/Ag.Paulistão
Daiane Muniz apitou a vitória do São Paulo sobre o Red Bull Bragantino. Foto: Alexandre Battibugli/Ag.Paulistão

 

O confronto entre São Paulo e Red Bull Bragantino, válido pelas quartas de final do Campeonato Paulista de 2026, prometia equilíbrio entre as duas equipes da Série A do Campeonato Brasileiro. O Tricolor paulista nunca havia vencido o Bragantino fora de casa desde que o clube de Bragança Paulista passou a atuar como SAF ligada à marca austríaca de energéticos. A equipe do interior estava invicta e possuía a melhor defesa da competição.

A partida começou equilibrada, com chances para ambos os lados. Aos 40 minutos, Damián Bobadilla abriu o placar para o São Paulo após aproveitar uma bola espalmada pelo goleiro adversário dentro da área. Já no início do segundo tempo, Lucas Moura ampliou em jogada ensaiada do Tricolor.

Aos 72 minutos, Gustavo Marques diminuiu para o Red Bull Bragantino. No último lance do jogo, Juninho Capixaba caiu dentro da área ao disputar a bola com um adversário, mas a árbitra Daiane Muniz optou por não marcar o pênalti. A decisão gerou revolta nos jogadores do Bragantino, que cercaram a árbitra. Daiane manteve a decisão de campo e encerrou a partida com vitória do São Paulo por 2 a 1 e eliminação do Massa Bruta.

Após o apito final, a juíza expulsou Juninho Capixaba por excesso de reclamação. No entanto, o que mais repercutiu foram as declarações de Gustavo Marques na entrevista pós-jogo. O jogador proferiu falas de teor machista contra Daiane. Segundo ele, a árbitra teria favorecido o São Paulo e a Federação Paulista de Futebol (FPF) não deveria escalar uma mulher para apitar uma partida do porte de quartas de final do Paulistão.

 

As declarações geraram forte repercussão entre jornalistas e atletas de outros clubes, que saíram em defesa da árbitra. A repórter da CazéTV, Bárbara Coelho, teceu duras críticas ao comportamento do zagueiro do Bragantino e afirmou: “Falas misóginas e comportamentos machistas matam mulheres todos os dias”. Hugo Souza, goleiro do Corinthians, também manifestou apoio a Daiane durante entrevista concedida após a classificação de sua equipe à semifinal, conquistada diante da Portuguesa, no Canindé.

A arbitragem de Daiane Muniz foi elogiada por sua condução da partida, considerada segura e coerente nas decisões disciplinares. A juíza é bem avaliada pela comissão de arbitragem da CBF e vem sendo cotada para representar o Brasil na Copa do Mundo masculina, podendo se tornar a única árbitra na competição. Questionada sobre o episódio, preferiu não comentar e afirmou estar focada em seu trabalho.

Posteriormente, Gustavo Marques informou à imprensa que procurou Daiane no vestiário para pedir desculpas e também se retratou publicamente, pedindo desculpas a todas as mulheres por suas declarações. O Red Bull Bragantino reforçou o pedido de desculpas em suas redes sociais. Além disso, o clube aplicou multa equivalente a 50% do salário do atleta, valor que será destinado à ONG Rendar, instituição que apoia mulheres em situação de vulnerabilidade na região de Bragança Paulista.

A FPF informou que encaminhará o caso ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), responsável por julgar infrações disciplinares. O jogador pode ser suspenso por até 10 partidas, além de receber multa que pode chegar a R$100 mil.

Vinicius Júnior, atacante do Real Madrid, denunciou ofensa racista feita pelo meia Prestianni
por
Guilherme Romero
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25/02/2026 - 12h

 Na última terça-feira (17), ocorreu a partida entre Benfica e Real Madrid válida pelos playoffs de oitavas de final da Champions League, disputada no Estádio da Luz em Lisboa, Portugal. Após marcar o único gol do jogo, o atacante brasileiro Vinícius Júnior denunciou o meia argentino Prestianni ao árbitro, relatando que foi chamado de “macaco” pelo jogador adversário que cobriu a boca com a camiseta, causando a paralisação do jogo por alguns minutos.

 A queixa levou a UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) a designar um inspetor para investigar a possível conduta discriminatória contra o atacante do Real Madrid durante o confronto. Com a denúncia confirmada, o meia do Benfica, Prestianni, pegou uma suspensão provisória pelo comitê de ética da UEFA e ficará de fora do jogo de volta na Espanha que será realizado na próxima quarta-feira (25) e além disso será julgado pela entidade. Caso seja considerado culpado, poderá ficar no mínimo com dez jogos suspensos.

 Dentro do artigo 14°do regulamento da UEFA que visa punir comportamentos contra a dignidade humana, o clube português não apenas perdeu o meia Prestianni para o jogo de volta no Santiago Bernabéu, como também pode receber punições mais  rígidas por vaias e insultos durante a paralisação do jogo, como o fechamento de setores específicos do estádio em jogos futuros, partidas sem a presença da torcida, multas financeiras e impedimento de vender ingressos para seus torcedores em jogos como visitantes.

 A postura do treinador do Benfica José Mourinho foi de minimizar a situação, considerando a comemoração do jogador apenas como “desrespeitosa”. Também houve falas negativas como do treinador do Paris Saint-Germain Luis Enrique, dizendo que “o caso não teve nada de importante” e do técnico do Flamengo Filipe Luís que classificou o ocorrido como “caso isolado”. 

 Por outro lado algumas outras figuras do futebol reagiram. O atacante Mbappé exigiu o banimento do meia argentino da Champions League e o treinador Guardiola defendeu o atacante brasileiro. O Ministério de Esportes e o Ministério de Relações Exteriores do governo brasileiro emitiram uma nota exigindo que a UEFA e o governo português apliquem sanções criminais e desportivas.

Com avanços nas tecnologias e maior visibilidade, jogadores com deficiência conquistam cada vez mais espaço nos mundos dos games e no e-sports.
por
Lucas Leal
Ian Ramalho
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08/11/2025 - 12h

Os eSports vêm se consolidando como um dos maiores fenômenos do entretenimento mundial nos últimos anos, e a presença de jogadores com deficiência só destaca mais a importância da inclusão no cenário competitivo. Com o apoio de novas tecnologias adaptativas, atletas brasileiros e internacionais começam a transformar o conceito de acessibilidade nos games, provocando grandes mudanças e avanços na indústria dos jogos, quebrando diversas barreiras físicas e sociais.

 

“A evolução dos controles, com cada vez mais botões, ficou mais difícil a jogatina, mas sempre me desdobrava, jogando até com os pés” disse o jornalista do portal Nintendo Blast, Daniel Morbi. Evidenciando a falta de percepção dos desenvolvedores para esse grupo ao longo do tempo. 

Histórias como a de jogadores como RockyNoHands e BlindWarriorSven mostraram ao mundo que o talento vai muito além das limitações físicas.

Rocky ‘RockyNoHands’ Stoutenburgh, jogador norte-americano, ficou tetraplégico após um acidente, porém graças a inovação na indústria dos jogos conseguiu continuar sua paixão. Jogando com a boca por meio de um controle adaptado, ele não apenas voltou a competir, mas conquistou duas vitórias na Twitch Rivals uma série de torneios organizados por uma das maiores plataformas de criação de conteúdo no mundo, entrando para o Guinness World Records como o primeiro streamer tetraplégico a atingir o status de afiliado na plataforma.

Sven 'BlindWarriorSven' Van de Wege, jogador holandês cego desde os seis anos, é uma lenda viva no cenário de Street Fighter. Usando apenas o som do jogo para se orientar, ele compete de igual para igual com adversários de alto nível e de destaque no cenário do jogo. Sven se tornou símbolo global de acessibilidade e inspiração, mostrando que a leitura visual não é pré-requisito para compreender o ritmo da competição.

Setup de jogo Rocky ‘RockyNoHands’ Stoutenburgh usando controle adaptado quadstick (Imagem: PC Gamer UK/Divulgação)

 

Esses atletas provaram que a deficiência não limita a performance, apenas exige novas formas de alcançá-la. E seus feitos abrem caminho para que mais jogadores PCD encontrem seu espaço nos palcos dos e-sports.

Apesar dos avanços, o cenário competitivo ainda está longe de ser totalmente inclusivo. Eventos internacionais continuam apresentando barreiras físicas, desde palcos inacessíveis até a ausência de intérpretes de Libras e equipamentos adaptados. Além disso, o custo elevado de dispositivos como controles especiais e adaptados, que podem ultrapassar os R$1.500, dificulta o acesso de jogadores brasileiros, que em sua maioria dependem de iniciativas comunitárias para competir.

Outro obstáculo é o preconceito velado. Muitos atletas PCD relatam terem sido tratados com surpresa ou desdém, como se sua presença fosse exceção, e não parte legítima do ecossistema dos games. A inclusão, portanto, vai além da tecnologia e adaptações de acessibilidade, ela exige empatia, respeito e visibilidade, precisando ser mais discutida e pautada nessas comunidades.

Os e-sports, diferentemente dos esportes convencionais, são mais abertos a essa população, muito marginalizada em atividades físicas. Essa barreira é desconstruída a partir dos jogos eletrônicos, que na teoria equalizam as condições tanto para um PCD quanto um não PCD. Segundo o Estatuto da Pessoa com Deficiência também é direito possuir a inclusão ao lazer, e o mundo dos videogames entra nesta questão. Mas há um outro desafio: adaptabilidade dos joysticks e mouse e teclado para todos. 

A reivindicação para controles adaptáveis aumentou com a popularização dos games em competições de e-sports. Além disso, legendas ou audiodescrição não estão incluídas em diversos jogos, dificultando a vida dos jogadores.  

Em 2021, a Microsoft lançou no Brasil um controle adaptável para jogadores com mobilidade reduzida, compatível com Xbox Series, Xbox One e PC. “Quando todos jogam, todos ganham”, foi a marca da empresa na campanha de lançamento. O controle é uma base fixa para dispositivos, permitindo montar um controle personalizado conforme as necessidades do usuário. Outro equipamento é o QuadStick, que funciona por movimentos da boca, voz e respiração do usuário, principalmente para tetraplégicos.  

Controle adaptado criado pela Xbox para jogadores com deficiência Imagem: GQ Brasil/Reprodução)

 

“Ao passar do tempo começou a existir um movimento na indústria abrangendo os PCDs, mas também muito por lucro, onde equipamentos adaptados chegaram ao Brasil custando mais de mil reais, ou até mesmo precisando importar esses produtos, desincentivando um grupo que já é marginalizado na sociedade” , completou Morbi. 

O relatório State of the Game Industry 2024 da GDC revelou que os desenvolvedores de jogos estão cada vez mais preocupados com os esforços de inclusão e igualdade na indústria em geral. No Brasil, a Able Gamers, uma ONG vem proporcionando inclusão desenvolvendo dispositivos adaptados por meio de arrecadação de fundos a mais de 20 anos. Democratizando o acesso aos jogos eletrônicos e combatendo o isolamento social dessa população.   

Existem algumas normas a respeito da acessibilidade no Brasil que garante uma boa experiência em meios digitais e jogos eletrônicos para pessoas com deficiência: 

  • ABNT NBR 17060: estabelece requisitos para em aplicativos em dispositivos móveis, sendo um guia técnico para eliminar barreiras digitais. 

  • Lei de acessibilidade (Lei nº 10.098/2000, regulamentada pelo decreto nº 5.296/2004): determina normas e critérios para promover acessibilidade que não se limita a tratar da acessibilidade apenas em aspectos físicos, mas também em qualquer aspecto de comunicação, como na área digital.  

  • Lei nº 10.436/2002: Institui a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda no Brasil. 

  • Decreto nº 6.949/2009: Incorporou à Constituição Federal o Direito das Pessoas com Deficiência, obrigando o Brasil a promover acessibilidade às tecnologias da informação e comunicação.  

  • Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência, lei nº 13.146/2015): tem como objetivo assegurar e promover a inclusão social e a cidadania das pessoas com deficiência em todos os aspectos da vida.




 

Loud, G3X, Furia, Nyvelados, Funkbol, Desimpedidos e Dendele carimbaram a vaga para o mata-mata
por
Davi Garcia
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04/11/2025 - 12h

Na última segunda-feira (3), a Kings League Brasil, campeonato de futebol 7 realizado em São Paulo, conheceu seus classificados para o mata-mata da competição. Loud, G3X, Funkbol e Furia entraram na última rodada já classificadas, jogando por posições e pela liderança geral, que assegurava vaga direta nas semifinais. Nyvelados, Desimpedidos e Dendele também estarão nas fases finais da liga, criada por Gerard Piqué, ex-jogador do Barcelona.

Luqueta, presidente do Dendele, comemora classificação na Kings League com Lucas Hector, jogador do Dendele. Foto: Rebeca Schumaker/Ag. Enquadrar/Kings League
Luqueta, presidente do Dendele, comemora classificação na Kings League com Lucas Hector, jogador do Dendele. Foto: Rebeca Schumaker/Ag. Enquadrar/Kings League

Na primeira partida do dia, Funkbol e Real Elite se enfrentaram sem grandes pretensões. Afinal, o “time da quebrada e do funk”, presidido por MC Hariel, Michel Elias e Kond, já estava classificado em primeiro lugar no seu grupo. Enquanto isso, o “Elite”, de Whindersson Nunes, Ludmilla e Lucas Freestyle, lutava para evitar a pior campanha da competição. No entanto, o Funkbol confirmou o favoritismo e venceu por 6 a 3.

No confronto seguinte, a Loud encarou o Desimpedidos buscando também encerrar a fase de grupos com chave de ouro. A equipe dos streamers Coringa e Renato Vicente chegou como uma das melhores equipes da atual Kings League. Por outro lado, o Desimpedidos, do influenciador Toguro, amargava um turno decepcionante, com apenas três pontos. Apesar disso, chegou com chances de classificação para o mata-mata. A partida foi tranquila para a Loud, que goleou o ‘DEC’ por 10 a 4. Mesmo assim, o Desimpedidos se classificou para a próxima fase graças à derrota do Real Elite. 

Em sequência, Furia e G3X protagonizaram o clássicoentre as equipes mais tradicionais da competição. A “Pantera”, presidida por Neymar e Cris Guedes, precisava de uma vitória no tempo normal para se classificar com a melhor campanha da competição. Enquanto isso, a equipe de Gaules necessitava dos três pontos para carimbar o segundo lugar geral. O jogo foi quente do início ao fim, contando com brilho dos craques Leleti e Chaveirinho. No entanto, foi o “rei da Kings League”, Kelvin Oliveira, que decidiu para o G3X. ‘K9’ anotou três gols para vencer a Furia por 6 a 4. A partida ainda ficou marcada por provocações entre os presidentes das equipes.

Kelvin Oliveira, do G3X, comemora gol marcado contra a Furia. Foto: Rebeca Schumaker/Ag. Enquadrar/Kings League
Kelvin Oliveira, do G3X, comemora gol marcado contra a Furia. Foto: Rebeca Schumaker/Ag. Enquadrar/Kings League

No quarto duelo da rodada, o Nyvelados, de Nyvi Estephan, encarou o Fluxo, dos streamers Cerol e Nobru. O confronto era um verdadeiro ‘jogo de seis pontos’, afinal, quem vencesse estaria nos playoffs. O ‘FX’ liderou o placar por grande parte do jogo, até que Ivo, goleiro do time de Nyvi, anotou uma pintura de sua própria área para empatar e, consequentemente, embalar a virada. LeoGol, camisa 10 do Nyvelados, fechou a conta para classificar a equipe ao mata-mata, enquanto o Fluxo acabou eliminado da Kings League.

Por fim, Dendele, de Luqueta e Paulinho ‘o Loko’, e Capim, de Jon Vlogs e Luva de Pedreiro, se enfrentaram em busca da última vaga para a próxima fase. O jogo, marcado por um verdadeiro duelo de torcidas, teve os presidentes como protagonistas. Paulinho converteu o ‘pênalti presidente’ logo no início, deixando tudo igual no placar. Jon não deixou barato e também converteu em uma linda cobrança. Porém, com uma defesa sólida, o Dendele venceu o Capim por 4 a 2 e se classificou para os playoffs.

Na próxima segunda-feira (10), Furia e Nyvelados abrem a disputa do mata-mata. Quem vencer, enfrentará a líder Loud. Em seguida, o vencedor de Funkbol e Desimpedidos encara G3X ou Dendele. A Kings League Brasil tem transmissão em seu canal oficial do Youtube.

Confrontos do mata-mata da Kings League. Foto: Divulgação/Kings League
Confrontos do mata-mata da Kings League. Foto: Divulgação/Kings League

 

Verdão supera LDU com atuação dominante no Allianz Parque e assegura vaga após vitória por 4 a 0
por
Renan Barcellos
Pedro Lima
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31/10/2025 - 12h

Nesta quinta-feira (30), o Palmeiras venceu a LDU por 4 a 0 no Allianz Parque, em São Paulo, e garantiu vaga na final da Copa Libertadores. O time paulista reverteu a derrota por 3 a 0 sofrida na ida, em Quito, e avançou para a decisão contra o Flamengo.

O primeiro tempo foi de imposição e intensidade do Palmeiras desde o apito inicial. A equipe pressionou a saída de bola e criou as principais oportunidades pelos lados do campo, com Allan participando ativamente das jogadas ofensivas. Aos 20 minutos, o atacante Ramón Sosa abriu o placar após cruzamento preciso do camisa 40. A LDU tentou responder em contra-ataques, mas parou nas intervenções de Carlos Miguel. Nos acréscimos da primeira etapa, aos 45+5, o zagueiro Bruno Fuchs ampliou após bola rebatida em cobrança ensaiada de falta.

Na volta do intervalo, o Palmeiras manteve o ritmo e controlou o jogo com posse e velocidade. O meio-campista Raphael Veiga, que começou no banco, entrou e mudou a dinâmica da partida: marcou aos 23 minutos, após tabela com o atacante Vitor Roque, em jogada de infiltração pelo centro. Mais tarde, aos 37, converteu pênalti sofrido por Allan e consolidou a virada histórica. A LDU tentou reagir nos minutos finais, mas encontrou uma defesa bem postada e pouco espaço para criar.

jogadores comemoram gol
Jogadores do Palmeiras comemorando o gol de Raphael Veiga. Foto: Divulgação / Conmebol

A vitória marcou um dos desempenhos mais consistentes da equipe nesta edição da Libertadores. O conjunto manteve equilíbrio tático, intensidade e precisão nas jogadas de ataque, com destaque para a atuação de Raphael Veiga, decisivo em um momento que exigia frieza e controle técnico.

A partida teve domínio técnico do Palmeiras. A equipe buscou as laterais e acelerou transições com Allan e Vitor Roque, além de explorar trocas rápidas no meio. As estatísticas confirmaram a superioridade: 68% de posse de bola, 25 finalizações e oito chutes no alvo pelo Palmeiras, contra duas finalizações da LDU.

A virada histórica coroou uma reação coletiva. Raphael Veiga foi o nome da noite ao transformar a entrada em contribuição direta na construção do placar. Após o apito final, o técnico Abel Ferreira destacou o comprometimento do elenco e a força mental da equipe para reverter o resultado.

O Palmeiras alcança agora a final da Copa Libertadores, que será disputada no dia 29 de novembro, no Estádio Monumental de Lima, no Peru, contra o Flamengo.

Seleção reage, confirma ótimo 2025 e já projeta o próximo confronto
por
CRISTIAN FRANCISCO BUONO COSTA
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30/10/2025 - 12h

 

A seleção brasileira feminina derrotou a Itália por 1 a 0 nesta terça-feira (28), no estádio Ennio Tardini, em Parma, na Itália. O gol da vitória saiu no segundo tempo, marcado por Luany após cruzamento de Dudinha. O resultado encerrou a Data-Fifa brasileira de outubro com 100% de aproveitamento.

O Brasil começou com dificuldades para encontrar seu ritmo, mas se ajustou ao longo da partida. As melhores chances vieram em cobranças de falta e jogadas pelo meio-campo, exigindo boas defesas da goleira italiana. Na etapa final, a equipe controlou as ações e aproveitou a oportunidade para definir o placar, segurando a vantagem até o fim.

Seleção brasileira enfrenta a Itália em amistoso
Lance do amistoso entre Itália e Brasil. Foto: Lívia Villas Boas/CBF

 

No balanço da partida, o Brasil finalizou 12 vezes contra 8 da Itália e mostrou solidez defensiva, reduzindo as chegadas perigosas das adversárias na etapa final. A posse de bola foi equilibrada, mas a seleção brasileira se mostrou mais eficiente nos momentos decisivos.

Com a vitória, a equipe soma apenas duas derrotas em 2025 e confirma o bom desempenho no ano. O resultado reforça a combinação de experiência e juventude sob o comando de Arthur Elias, com equilíbrio defensivo e velocidade nas transições. O triunfo também reafirma a superioridade brasileira diante da Itália, consolidando a fase positiva contra rivais europeias.

O próximo compromisso da seleção será em 2 de dezembro, em amistoso contra Portugal, na cidade de Aveiro, com horário ainda a ser definido.

O Rubro-Negro segurou o empate sem gols na Argentina e se classificou com a vantagem mínima do placar agregado
por
Pedro Lima
Renan Barcellos
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30/10/2025 - 12h

 

Nesta quarta-feira (29), o Flamengo foi a Avellaneda, na Argentina, enfrentar o Racing pelo jogo da volta das semifinais da Libertadores. Com a vantagem de 1x0 construída no jogo passado, no Rio de Janeiro, o clube carioca tinha a missão de segurar o time argentino, que contava com o apoio de sua torcida. 

Sem Pedro, cortado do jogo por uma fratura no antebraço, o técnico Filipe Luís optou por utilizar o atacante equatoriano Gonzalo Plata. A outra troca executada pelo técnico rubro-negro foi na zaga, Leo Ortiz no lugar de Danilo. O Racing por sua vez entrou com uma formação mais ofensiva, desta vez sem os cinco zagueiros, já que necessitava da vitória. 

O primeiro tempo começou elétrico, o Flamengo não se contentava com a vantagem no placar agregado e criou ótimas oportunidades de gol, Luiz Araújo tentou duas vezes, chutando de fora da área e levando muito perigo. Mas o jogo era lá e cá, o Racing também criava suas chances, forçando grandes defesas do goleiro Rossi e pressionando a zaga do Flamengo. Ainda no primeiro tempo, os uruguaios Varela e Arrascaeta desperdiçaram oportunidades claríssimas a favor do Flamengo, deixando escapar o que seria uma vantagem quase que irreversível para o time argentino. O primeiro tempo acabou, e o Flamengo segurava sua classificação fazendo um ótimo jogo tanto ofensivo quanto defensivo. 

Na volta do intervalo, o jogo estava mais pegado e faltoso, diferente do primeiro tempo. Aos 9 minutos da segunda etapa veio o grande divisor de águas da partida, em um lance duvidoso com o zagueiro Marcos Rojo, o juiz Piero Maza expulsou Gonzalo Plata por agressão e o Flamengo ficou com 10 jogadores em campo. 

A partir daí, a pressão do Racing foi constante. Já nos acréscimos, o atacante Vietto forçou a melhor defesa de Rossi em toda a partida, consagrando o goleiro rubro negro como o melhor jogador em campo. Com a zaga e o goleiro inspirados, o Flamengo segurou o resultado de 0x0 até o fim, evitando qualquer chance de empate do time argentino no placar agregado. 

Léo Pereira e Léo Ortiz comemorando a classificação. Foto: Divulgação/X/@Flamengo
Léo Pereira e Léo Ortiz comemorando a classificação. Foto: Divulgação/X/@Flamengo 

Depois de dois anos seguidos com eliminações amargas, para o Olimpia (do Paraguai) e para o Peñarol (do Uruguai), o Flamengo volta a final da Libertadores, o que não acontecia desde 2022, com a missão de ser o único time brasileiro com quatro troféus da competição. 

Filipe Luís destacou na coletiva de imprensa como o seu time foi aguerrido e competitivo durante os 90 minutos. Está é a quarta final de Libertadores de Filipe Luís pelo Flamengo, sua primeira como técnico. A decisão da competição está marcada para o dia 29 de novembro, em Lima, no Peru. O Flamengo aguarda o seu adversário do confronto entre Palmeiras x LDU.