Em primeiro cargo de técnico brasileiro à frente de uma franquia na liga, o ex-pivô lidera o Portland Trail Blazers em busca da zebra no primeiro round do mata mata
por
João Victor Esposo Guimarães
|
23/04/2026 - 12h
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter

Em sua primeira temporada no comando do Portland Trail Blazers, Tiago Splitter segue escrevendo um capítulo histórico para o basquete brasileiro. Após conduzir a equipe à pós-temporada, o treinador se tornou o primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs da NBA como técnico, após o triunfo por 106 a 103 no segundo jogo da série contra o San Antonio Spurs, na última terça (21) no Frost Bank Center em San Antonio.

Depois de ser superado na partida de abertura no domingo (19) por 111 a 98, com festa nas arquibancadas de San Antonio e atuação histórica de Victor Wembanyama, o Portland reagiu de forma imediata e mostrou força para empatar o confronto. Sob o comando de Splitter, os Blazers ajustaram a marcação, elevaram a intensidade defensiva e mostraram maturidade nos momentos decisivos para roubar uma vitória apertada no Texas.

O resultado teve peso esportivo e simbólico. Além de recolocar a franquia na disputa pela classificação, representou um feito inédito para o Brasil: nunca antes um técnico brasileiro havia conquistado uma vitória em partidas de playoffs da NBA. Splitter amplia, assim, uma trajetória marcada pelo pioneirismo no basquete mundial. Sem podermos esquecer que é no mínimo irônico, porém de uma forma especial, que sua primeira vitória em playoffs seja justamente contra um time tão importante na sua vida. O brasileiro jogou no Spurs de 2010 a 2015.

A evolução do Portland ao longo da temporada já vinha chamando atenção. Após oscilações durante a fase regular, a equipe cresceu na reta final e chegou embalada aos playoffs. O treinador brasileiro foi fundamental para reorganizar o time, encontrar equilíbrio tático e fortalecer a confiança do elenco em jogos decisivos.

Dentro de quadra, os Blazers passaram a se destacar pela intensidade defensiva e melhor execução ofensiva nos minutos finais. Essas características aparecem novamente no segundo duelo da série, quando a equipe soube suportar a pressão e confirmou a vitória por margem mínima.

Mais do que uma boa campanha, a trajetória de Tiago Splitter representa um novo marco para o esporte nacional. Primeiro brasileiro campeão da NBA como jogador pelo San Antonio Spurs, primeiro técnico brasileiro à frente de uma franquia da liga e agora primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs como treinador, Splitter consolida seu nome entre os grandes representantes do basquete brasileiro, e busca superar as expectativas, na série que se encontra empatada e rumo ao Oregon onde acontecerão os jogos 3 e 4 respectivamente na sexta (24) e domingo (26).

 

Em partida contra o Vila Nova, o atacante Berto afirmou ter sofrido ataques racistas após o apito final
por
Gabriel Thomé
|
22/04/2026 - 12h

 

 No último sábado (18), Vila Nova e Operário se enfrentaram pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe goiana saiu vencedora do confronto pelo placar de 2 a 1. Entretanto, após o apito final houve uma confusão entre jogadores e membros da comissão técnica do Fantasma com torcedores do Vila Nova. No final da briga,  o atacante Hildeberto Pereira, o Berto, afirmou ter sido vítima de ataques racistas por parte de um torcedor adversário durante a confusão.

   Dentro de campo, o clima era quente após o final da partida. A discussão tomou proporções maiores quando o zagueiro colombiano do Operário Jhan Torres atirou uma garrafa em um torcedor do Vila Nova. Com a mesma garrafa, o torcedor atingido devolveu o arremesso e acertou no presidente do Operário, Álvaro Goes, que ficou com o nariz sangrando. Depois disso, a confusão foi generalizada. Além de garrafas e copos, lixeiras foram arremessadas entre torcedores goianos e jogadores adversários.

  A confusão com Berto teria começado após uma ofensa racista vinda da torcida adversária. A acusação em questão, pontuava como proferido o xingamento "macaquinho". Para um membro do staff do Vila Nova, Berto afirmou: "Ele me chamou de macaco e fez o gesto". O atleta cabo-verdiano apareceu em imagens desolado com a ofensa e foi levado para a polícia militar para prestar depoimento. 

Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS
Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS

 

     Em nota para o Instagram, o clube goiano reforçou sua posição: "O Vila Nova Futebol Clube repudia qualquer forma de discriminação, como a relatada pelo atleta Berto, do Operário Ferroviário, após a partida de ontem pelo Campeonato Brasileiro B, bem como atos de violência." 

     O Fantasma, também via Instagram, emitiu um pronunciamento a favor do atacante caboverdiano: “Reafirmamos que o racismo é abominável e inaceitável. O combate a essa prática exige a união de toda a sociedade. Seguiremos firmes, de forma intransigente, no combate ao racismo e na defesa incondicional de nossos profissionais”.

    O caso foi para as autoridades locais e deve ter consequências para ambos os times. O torcedor foi identificado por meio de um sistema interno de reconhecimento facial e foi levado à Central de Flagrantes, para registro de Boletim de Ocorrência. Além disso, o Vila Nova pode perder o mando do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA) por algumas partidas. O Operário também se envolveu na confusão e alguns atletas como Jhan Torres e o próprio Berto, que participou da briga, podem pegar algumas partidas de suspensão.

    Casos de racismo no futebol levantam debates. A legislação prevê consequências, merecidas, aos times e torcedores envolvidos no episódio entre Operário e Vila Nova.

Sturm fez história ao ser uma das primeiras mulheres a mergulhar no jornalismo automobilístico
por
Amanda Lemos
|
17/04/2026 - 12h

Karin Sturm foi uma jornalista esportiva alemã que cobriu a Fórmula 1 por mais de quatro décadas. Ela faleceu na última segunda-feira (13), aos 64 anos, e deixa um importante legado. A carreira e a vida da jornalista marcaram a história do jornalismo automobilístico, entre outras coisas, pelo seu protagonismo em um ambiente historicamente dominado por homens. 

Uma das primeiras mulheres a cobrir o esporte e atuar dentro do paddock, área restrita atrás dos boxes, e do centro de operações dos bastidores das corridas, Karin começou a cobrir a Fórmula 1 aos 20 anos, em 1982. Ao longo da carreira, ela passou por vários países, onde cobriu os Grandes Prêmios (GPs). Seu excelente trabalho fez com que ela alcançasse o respeito de colegas, pilotos e equipes.

A escrita da jornalista sempre foi marcada por um estilo próximo e profundo, considerando os envolvidos e a história do automobilismo. Ela escreveu vários livros sobre grandes nomes da Fórmula 1, como Ayrton Senna, Sebastian Vettel e Michael Schumacher. Sua biografia de Senna chamada “Ayrton Senna - Sua Vitória, Seu Legado” (Editora Record, 1994) é uma das mais importantes sobre o brasileiro e expôs para um público internacional mais sobre a vida e a carreira do piloto, além de evidenciar a relação próxima entre os dois, o que a levou até a aprender português para facilitar as entrevistas.

 

Duas pessoas adultas em ambiente externo durante uma entrevista. À direita, Sebastian Vettel veste boné e jaqueta preta com logotipos de uma equipe de Fórmula 1 e fala enquanto segura um microfone. À esquerda, a jornalista Karin Sturm segura um gravador portátil. Um terceiro microfone aparece apontado para quem responde. O fundo está desfocado.
Karin Sturm durante entrevista com Sebastian Vettel. Foto: Reprodução/ @lacasadelmotorsport

Em 2009, Karin recebeu o Bayerischen Sportpreis, prêmio esportivo da Baviera, como reconhecimento pelo seu trabalho.

Marie-Louise Eta faz história e torna-se a primeira técnica das principais ligas europeias masculinas
por
Gianna Albuquerque
|
14/04/2026 - 12h

No último domingo (12), na tentativa de evitar o rebaixamento, após mais uma derrota pela Bundesliga, o clube alemão Union Berlin demitiu seu antigo treinador, Steffen Baumgart, e anunciou Marie-Louise Eta como nova técnica. Ela é a primeira mulher na história das cinco principais ligas europeias — Alemanhã, Espanha, França, Inglaterra e Itália — a comandar uma equipe masculina.

Eta
Marie-Louise Eta, nascida em Dresden, na Alemanha, em 1991. Foto: reprodução/instagram/@marielouiseeta

Eta jogou como meio campista até seus 26 anos. Durante esse período, foi tricampeã alemã (2009, 2010 e 2011), bi da Copa da Alemanhã (2009 e 2010) e chegou ao seu auge ao conquistar a Champions League em 2010, pelo Turbine Potsdam. 

Sua última passagem dentro dos gramados foi pelo Werder Bremen, quando teve sua carreira de atleta interrompida antes do esperado devido a lesões. Foi na mesma equipe que Eta, quando ainda jogava, teve sua primeira experiência na comissão técnica, ao dirigir, em 2014, o time feminino sub-15. 

Marie-Louise entrou para a comissão técnica do Union Berlin em 2023 para auxiliar Marco Grote na equipe masculina sub-19. Em novembro daquele mesmo ano, Grote passou a comandar a equipe principal e incorporou novamente Eta como sua auxiliar. Isso a tornou a primeira mulher a ocupar este cargo tanto em partidas da Bundesliga como em partidas da Champions League. Um  pouco depois, em janeiro de 2024, ela comandou a equipe na beira de campo, ao substituir o então treinador Nenad Bjelica, que havia sido suspenso. 

Agora, aos 34 anos, após a demissão de Steffen Baumgart, Marie-Louise, que antes estava à frente do sub-19, torna-se treinadora interina do time profissional até o final do Campeonato Alemão, quando passará a comandar o time principal feminino. Seu primeiro jogo será no próximo sábado (18), às 10h30 (horário de Brasília), contra o Wolfsburg. Por meio das redes sociais do clube, Eta conta estar bem confiante de que a equipe dará a volta por cima e fugirá do rebaixamento. 

“Estou feliz por o clube confiar em mim para essa tarefa desafiadora. Um ponto forte do Union sempre foi, e continua sendo, reunir todas as forças em situações como essa. E, claro, estou convencida de que, com o time, vamos conquistar os pontos decisivos ", afirma ela. 

 

A decisão foi tomada após a demissão de Dorival Jr. no término do último jogo do Brasileirão
por
Jorge Zatz Halaban
|
14/04/2026 - 12h

 

Fernando Diniz foi anunciado como o novo técnico do Corinthians na última segunda-feira (6). O treinador estava livre no mercado desde fevereiro deste ano, quando deixou o Vasco. O Timão optou pela troca na comissão técnica após a derrota para o Internacional na décima rodada do Campeonato Brasileiro.

Diniz já era cogitado como uma das preferências da diretoria do Timão. Após uma negociação rápida, o técnico já estará com o time no jogo de quinta-feira (9), válido pela Libertadores, contra o Platense, em Buenos Aires, Argentina. O contrato assinado tem duração até dezembro de 2026.

Diniz terá a difícil tarefa de recuperar o desempenho da equipe, que está a nove jogos sem vencer. O técnico foi a primeira escolha por conta de seu perfil ofensivo, algo que agrada a diretoria, já que uma das críticas a Dorival era a falta de ofensividade do time. O clube marcou apenas três gols nos últimos sete jogos.

Diniz tem um histórico de passagens por grandes times brasileiros, tendo treinado o São Paulo, Santos, Cruzeiro, Vasco e Fluminense, onde conquistou os títulos: Campeonato Carioca, Libertadores, ambos em 2023, e a Recopa Sul-Americana de 2024. O técnico também teve uma breve passagem pela seleção brasileira, entre julho de 2023 e janeiro de 2024.

Seu nome não era unanimidade no Parque São Jorge, mas foi uma escolha de Marcelo Paz, diretor de futebol, e Osmar Stabile, atual presidente do clube. Um dos motivos dessa aposta da diretoria, além do estilo ousado do treinador, foi por conta de seu último trabalho no Vasco. O retrospecto não foi tão positivo, tendo 20 vitórias, 13 empates e 22 derrotas, mas Diniz alcançou a final da Copa do Brasil, em que foi vice para o próprio Timão, e conseguiu tirar o time da zona de rebaixamento, lugar que o Vasco se encontrava quando ele assumiu o comando do clube.

 O Corinthians pensou em outros nomes, como Tite, Filipe Luiz, Vojvoda, entre outros técnicos que estavam livres no mercado, mas a decisão foi optar pelo “dinizismo”, de Fernando Diniz.

Os valores contratuais giram em torno de 2 milhões, sendo o maior salário da carreira do treinador.

 

Postagem do Corinthians de bem-vindo Fernando Diniz
Diniz já está regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Foto: Reprodução/ @corinthians
​​​​​

 

 

A contratação de um novo técnico ocorreu após Dorival Jr. ser demitido do Corinthians após o apito final na derrota por 1 a 0 na Neo Química Arena para o Internacional. O time chegou a nove jogos sem vencer, sendo sete deles no Brasileirão.

Em sua passagem pelo Corinthians, Dorival foi campeão da Copa do Brasil de 2025 e da Supercopa Rei em fevereiro deste ano. Ele havia assumido o time no final de abril de 2025, e tinha contrato válido até o fim de 2026. Com a demissão, o Corinthians deve arcar com a multa de rescisão do contrato do treinador, que receberá em torno de 6 milhões, o equivalente a aproximadamente três salários.

Foram 63 partidas do Corinthians sob o comando de Dorival, com 25 vitórias, 19 empates e 19 derrotas, com  aproveitamento aproximado de 50%.

Os treinos da última segunda-feira (6), foram organizados por William Batista, treinador do sub-20, mas já foram assumidos pelo novo treinador, Fernando Diniz, nesta terça-feira (7).

 

 

 

 

 

A instituição cultural mostra como o futebol serve de resistência a grupos minoritários no Brasil
por
Guilherme Zago
|
29/04/2025 - 12h

O órgão público inaugurado no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, no dia 29 de setembro de 2008, possui o principal acervo de informações sobre o futebol no país. Nele é exposta a relação entre a formação da sociedade brasileira junto ao crescimento do esporte. Há a análise dos impactos das políticas internas sobre a população marginalizada e as mulheres, no meio social e esportivo, tanto na origem da conexão entre esses problemas, quanto nas consequências desse período atualmente.

O esporte inicia-se no Brasil em 1894, em um período de formação da sociedade brasileira. As práticas do futebol passam a ser exclusivas para homens, majoritariamente brancos e de classes sociais elevadas. Ao passar dos anos, porém ainda na década de 1930, o futebol começou a se popularizar e chegar nas várzeas urbanas.

Nas várzeas, o esporte serviu de resistência aos moradores daquela região. Por serem negligenciados pelas políticas estatais, a população marginalizada viu o futebol como uma maneira de lutar pelos seus direitos. No entanto, o Governo impediu o avanço do jogo, criando dificuldades para a permanência de estruturas para a prática do esporte, como demolições de campos, para a construção de novos edifícios.

 

Com o passar dos anos, o futebol de várzea foi resistindo às investidas contrárias do Estado. Assim, o esporte começou a se conectar com os moradores dessas regiões. Segundo o site do Museu do Futebol: “(o futebol) Incide nas economias locais, conecta-se à cultura, por meio de campeonatos, festas populares, escolas e rodas de samba, assim como desperta o espírito de pertencimento na população.” Dessa maneira, o jogo passa a ter um caráter social, e representa os aspectos vividos pela comunidade marginalizada.

O desenvolvimento do futebol nas várzeas possibilitou o avanço da prática do esporte nas margens das cidades. Nos últimos anos, o futebol varzeano está ganhando mais destaque, com atletas recebendo salários, cestas básicas. Ao passo que o esporte passou a ter visibilidade em todo país, com o torneio chamado Taça das Favelas, a cultura periférica recebeu o devido respeito e interesse de toda população, colocando, assim, em destaque, costumes que são vistos por jogadores profissionais (pois muitos deles saírem da periferia). O Museu do Futebol possui uma exposição temporária sobre esse assunto, enfatizando a importância do futebol varzeano para o esporte e a cultura brasileira.

 

Outro ponto presente no acervo de informações do museu é do futebol feminino. Este, no Brasil, foi proibido por mais de 40 anos, entre 1941 até 1979. De acordo com a coordenadora de comunicação do Museu do Futebol, Renata Beltrão “As mulheres resistiam a essa opressão, por meio de espetáculos nos circos, que simulavam as regras do futebol”. Segundo a especialista, outras mulheres praticantes do esporte nem sabiam que tal lei existia. Pelo fato que, por sua maioria, viviam as margens da cidade, onde as normas estatais não se aplicavam. No entanto, serviram como resistência às leis segregacionistas da época.

Atualmente, o futebol feminino vem ganhando seu devido destaque. Mesmo que menos comparando aos investimentos dados ao masculino. Apesar disso, os veículos de informação estão dando espaço para o avanço do esporte. Somado as grandes jogadoras, por exemplo a Marta, fazem que o futebol feminino ganhe espaço entre as pautas dos veículos midiáticos. Como se não bastasse uma excelente praticante, a seleção feminina realizou campanhas marcantes em campeonatos importantes, como nas Olimpíadas, as meninas receberam a medalha de prata.  Devido a história e o sucesso recente, após a reforma de 2023, o Museu do Futebol, colocou em seu catálogo, um estudo a respeito do desenvolvimento do esporte feminino no Brasil.

O Museu do Futebol possui uma grande importância para o saber da história social e da formação da cultura brasileira. Por meio do esporte, o museu explica a relação entre Brasil e futebol, como forma de expor que o jogo também faz parte da luta contra as injustiças sociais.

 

 

 

 

 

 

O museu que retrata não só o esporte, mas a história do povo brasileiro, desde a sua inauguração em 2008 foi visitado por 3 milhões de pessoas.
por
Julia Jorge de Oliveira.
|
29/04/2025 - 12h

O museu do Futebol localizado na cidade de São Paulo ao lado do estádio municipal Paulo Machado de Carvalho conhecido popularmente como (Pacaembu) é considerado um dos museus mais visitados do Brasil, desde a sua inauguração no dia 29 de setembro de 2008. A obra do museu foi realizada em um consórcio da prefeitura de São Paulo com o governo estadual. A iniciativa para a construção do Museu do futebol contou com a ajuda da secretaria Municipal de Esportes e da São Paulo Turismo – com concepção e realização da Fundação Roberto Marinho. A gestão do museu é realizada pela IDBrasil Cultura, Educação e Esporte, que também administra o Museu da Língua Portuguesa. O museu retrata diferentes assuntos envolvendo histórias e curiosidades do futebol brasileiro e mundial. O principal objetivo do museu do futebol é contar a história do futebol desde seu início no Brasil até os dias atuais. Durante o passeio, aspectos como a relação do esporte com a arte, a história das Copas do Mundo, o impacto do futebol na vida das pessoas em geral é explicado. Os visitantes têm acesso, a partir de experiências sonoras e visuais, a uma sequência de informações didáticas e ilustrativas que relacionam o esporte á vida dos brasileiros no século XX. É um passeio sensorial repleto de história, emoção e diversão para todo o público, até mesmo os menos fãs do esporte se emocionam. Há diversos painéis interativos no acervo do museu com homenagens aos jogadores brasileiros e estrangeiros, além de objetos como camisas autografadas e troféus conquistados pelos atletas que fizeram história no futebol masculino e feminino. O museu do Futebol foi indicado pela quarta vez por visitantes do mundo todo através do site Trip Advisor como um dos melhores museus da América do Sul. A infraestrutura do museu e projetos são reconhecidos por sua excelência no atendimento a todos os públicos, incluindo pessoas com deficiência e idosos. Recebeu importantes prêmios na área de educação em museus, como o Prêmio Darcy Ribeiro e o prêmio Ibermuseus, ambos pelo projeto (Deficiência Residente), e o certificado 5 estrelas da Secretaria Municipal de Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo (2009).Os custos do ingresso é no valor de 24 reais a inteira e meia para estudantes e idosos. 

Segundo a entrevistada a estudante de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica Liliane Aparecida Barbosa Gomes de 28 anos, a ida ao Museu do Futebol foi uma experiência incrível e inesquecível, devido ao fato de ser uma grande fã do futebol brasileiro. A estudante menciona que foi a segunda vez que teve a oportunidade de ir visitar o museu paulista. E acrescenta que a paixão pelo time do coração o Corinthians, surgiu quando ainda era criança por influência da família toda. A jovem relata que voltará novamente ao museu com os familiares e amigos. 

O estádio do Pacaembu foi inaugurado na década de 1940 com capacidade para 70 mil torcedores e na época, era considerado o mais moderno estádio da América do Sul. Além do campo de futebol, o estádio também abriga o Complexo Esportivo, aberto gratuitamente aos cidadãos, que contém estruturas para atividades físicas. O museu do Futebol foi construído em baixo das arquibancadas do estádio. No âmbito esportivo, sua principal utilização, o club Corinthians foi a equipe que mais atuou no local, tendo disputado 1690 jogos. Dessa forma, o estádio, que foi um dos principais palcos da Copa do Mundo de 1950, atualmente sofre com subutilização, já que os principais clubes da cidade possuem os seus próprios campos. A equipe paulista que mais conquistou títulos no estádio do Pacaembu foi a Sociedade Esportiva Palmeiras com 13 no total. O estádio municipal recebeu o nome de Paulo Machado de Carvalho em virtude de uma homenagem ao chefe da delegação brasileira da Copa do mundo de 1958, que rendeu o primeiro título mundial de futebol ao país. O estádio representa uma imagem clássica da cidade de São Paulo, em decorrência de ser um projeto antigo, mas inteligente e ecológico. As primeiras arquibancadas, aproveitaram a inclinação das encostas, no Vale do Rio Pacaembu, hoje subterrâneo. A Construção do estádio teve como objetivo principal acomodar as torcidas em virtude da popularização do futebol na cidade. 

Museu do Futebol reapresenta o esporte fora das quatro linhas com novidades na exposição, com novas salas, curiosidades e itens raros
por
Julia de Sá Ribeiro
|
29/04/2025 - 12h

  Localizado no Estádio Pacaembu, o Museu desde sua inauguração em 2008, não incluía em seu acervo o futebol feminino, algo muito cobrado pelo público. Agora, após a reforma foram inclusos os registros mais antigos já noticiados: imagens da década de 1920 de mulheres brasileiras jogando futebol. Além da Sala das Origens e da Sala das Copas, que protagonizam o futebol feminino e elevam a sua importância para a história do esporte.  

Imagem 2, Imagem 

Telas com imagens do futebol feminino na Sala das Origens (Foto: Reprodução/ 

 Site Museu do Futebol) 

  O novo Museu do Futebol inclui 4 salas novas, dentre elas estão: a Sala Dança do Futebol, que documenta momentos históricos do futebol masculino e feminino; a Sala Raízes do Brasil, que mostra a celebração do povo brasileiro, entre as décadas de 1930 e 1950, com mais de 100 fotografias espalhados pela sala; a Sala Pelé, que mostra a sua trajetória com imagens e vídeos que emocionam os visitantes; e por fim, a Sala Jogo de Corpo, que possibilita a interatividade do público com elementos de uma partida de futebol por meio da movimentação corporal.  

 “O Museu está lindo. Mais interativo, com salas novas, histórias do futebol nunca contadas antes, o futebol feminino ganhando seu devido espaço e a recordação do maior jogador de todos os tempos: o Rei Pelé” diz Giovanna Holanda, estudante da universidade PUC - SP.  

Imagem 3, Imagem 

Exposição de imagens e vídeos do jogador Pelé na Sala Pelé (Foto: Reprodução/  

Site Museu do Futebol 

  A reforma do Museu do Futebol está aproximando os fãs do esporte brasileiro de sua própria história. Apresentando o futebol como fenômeno inseparável da identidade cultural brasileira. 

​Ícone da Narração Esportiva tem sua trajetória celebrada no Museu do Futebol, em São Paulo.
por
Maria Claudia B. Sampaio
|
29/04/2025 - 12h

 

 

Futebol de mesa– Museu do Futebol  

​Imagem: Arquivo pessoal 

A arte de colocar emoção na voz é dominada por poucos e vai além do simples ato da fala. Assim como uma música traz lembranças de algo bom, sentimentos inesperados, ou até mesmo uma conexão com algo ou alguém, uma narração de futebol de determinado narrador pode causar o mesmo impacto ou até maior.  

No Museu do Futebol, em São Paulo, há uma exposição que celebra a história do futebol e sua chegada ao Brasil através de Charles Miller (esportista nascido na cidade que trouxe o futebol da Inglaterra). Celebra também, a trajetória de narradores de futebol ícones do nosso país. Através de uma linha do tempo interativa no formato de dial (painel que indica as frequências das emissoras e permite ajustar a sintonia), o visitante explora trechos das locuções que marcaram a história do futebol, além disso, evoca uma nostalgia das tardes de domingo, quando assistir ao futebol na TV era um ritual familiar. 

Entre os nomes mais emblemáticos desse dial, especificamente da década de 1970, encontram-se Fiori Gigliotti, Waldir Amaral, José Silvério e Osmar Santos, um dos narradores mais importantes da história da narração futebolística do nosso país. Osmar, era conhecido como “O Pai da Matéria” e se tornou um dos comentaristas esportivos de rádio e TV mais lendários. Conhecido por sua criatividade, irreverência e seu jeito inovador de transmitir as partidas de futebol, cativava e emocionava o torcedor de qualquer torcida. 

 

 

 

Imagem de vídeo game

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto. ​​Dial interativo – Museu do Futebol  

​Imagem: Arquivo pessoal 

​ ​“O que me chamou atenção, ou o que eu gostei bastante, foi a parte onde podemos escolher e escutar as narrações. Quando criança eu não tinha noção da importância da locução de futebol, mas através do meu pai e de vídeos na internet pude experienciar um dos locutores, que na minha opinião, transmitia a emoção como nenhum outro: Osmar Santos.”, diz Gabriel Moraes, estudante de inteligência artificial, na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). 

​ 

​Osmar, foi influenciado por grandes nomes da literatura como: Carlos Drummond de Andrade, Camões e Eça de Queirós. Apaixonado por poesia, viu nela uma maneira de moldar sua abordagem narrativa e criativa na locução esportiva.   

​Com grande senso de humor, Osmar criava bordões com a mesma facilidade que narrava uma partida de futebol. Seus bordões, foram imortalizados e continuam ecoando nas memórias dos brasileiros que o admirava. Quem nunca ouviu o famoso bordão “Parou por quê? Por que parou?” e o “E que gooool”. Entre todos os seus bordões, os que eram mais conhecidos e viraram sucesso na boca do povo foram: “Ripa na chulipa” e “Pimba na gorduchinha”, comumente utilizados no momento crucial da partida: o tão esperado gol. 

​​ 

O Cabuloso amarga a última colocação do grupo após mais um jogo sem vencer
por |
29/04/2025 - 12h

Nesta quinta-feira (24), com uma falha do goleiro Cássio, o Cruzeiro perdeu por 2 a 1 para o Palestino, em partida válida pela terceira fase da Copa Sul-Americana. Com a derrota, a Raposa está quase fora do torneio. 

Cássio
O goleiro Cássio vem sendo contestado pelas falhas pelo cabuloso. (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

A Raposa, com um recorde de 30 anos sem perder para uma equipe do Chile, protagonizou mais uma vergonha em sua história. O time sofreu uma dura derrota para o Palestino fora de casa e está praticamente fora da Copa Sul-Americana. O clube Celeste ocupa a última posição do grupo E, sem ter conquistado qualquer ponto.

O início para a Raposa foi catastrófico. A equipe Celeste dominou o jogo, criou oportunidades, mas falhou na hora de finalizar. A primeira chance surgiu com Lautaro. Gabigol recebeu na ponta esquerda e fez um passe para o meio da área, onde Lautaro Díaz chutou e o goleiro defendeu. Na sequência, o meio-campista, Rodriguinho, chutou e a defesa afastou.

O Cruzeiro pressionava o frágil Palestino, Rodriguinho teve uma nova oportunidade. Após um cruzamento de Lautaro, o goleiro defendeu e a bola sobrou para Rodriguinho, que acabou chutando para fora. O mesmo teve uma nova chance, quando recebeu um passe livre de frente para o goleiro, mas acabou sendo desarmado pelo goleiro do Palestino. 

Os donos da casa tiveram apenas uma chance, após um escanteio cobrado pela Raposa, a defesa afastou a bola da área. No entanto, sobrou para o meio-campista Benítez que chutou, desviou e não deu chances para o goleiro Cássio. Palestino 1 x 0.

Na segunda etapa, o Cruzeiro não conseguiu se sobressair como fez na primeira, fazendo com que o Palestino ganhasse confiança no jogo. A primeira chance pertenceu ao time chileno, quando o atacante Marabel teve a oportunidade de frente para Cássio, mas acabou chutando para fora.

Ao ver a chegada do Palestino, o técnico do Cruzeiro realizou quatro mudanças simultâneas. Saíram os atacantes Dudu e Lautaro, juntamente com o meio-campista Rodriguinho e o lateral esquerdo Kaiki. Os atacantes Marquinhos, Kaique Kenji, Kaio Jorge e Wanderson foram introduzidos. Apesar das alterações, a equipe não foi capaz de criar chances, sendo a mais clara com Gabigol, que chutou e o goleiro fez uma boa defesa. 

A Raposa foi se adaptando ao jogo e, em um contra-ataque, Marquinhos recebeu no meio e partiu em disparada. Ele encontrou Wanderson que fez o lançamento e Eduardo, de cabeça, igualou o placar para a equipe.

Depois de marcar o gol, o Palestino partiu para o ataque e em uma saída imprudente de Cássio, a equipe quase empatou. No escanteio subsequente, o atacante Arias desviou de cabeça e Cássio acabou aceitando, recolocando o Palestino na liderança do placar. Final, Palestino 2 x 1 Cruzeiro.

A Raposa agora enfrenta o Muschuc Runa, fora de casa, na próxima quarta-feira (07), para tentar uma sobrevida e se classificar na Sul-americana.