Em primeiro cargo de técnico brasileiro à frente de uma franquia na liga, o ex-pivô lidera o Portland Trail Blazers em busca da zebra no primeiro round do mata mata
por
João Victor Esposo Guimarães
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23/04/2026 - 12h
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter

Em sua primeira temporada no comando do Portland Trail Blazers, Tiago Splitter segue escrevendo um capítulo histórico para o basquete brasileiro. Após conduzir a equipe à pós-temporada, o treinador se tornou o primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs da NBA como técnico, após o triunfo por 106 a 103 no segundo jogo da série contra o San Antonio Spurs, na última terça (21) no Frost Bank Center em San Antonio.

Depois de ser superado na partida de abertura no domingo (19) por 111 a 98, com festa nas arquibancadas de San Antonio e atuação histórica de Victor Wembanyama, o Portland reagiu de forma imediata e mostrou força para empatar o confronto. Sob o comando de Splitter, os Blazers ajustaram a marcação, elevaram a intensidade defensiva e mostraram maturidade nos momentos decisivos para roubar uma vitória apertada no Texas.

O resultado teve peso esportivo e simbólico. Além de recolocar a franquia na disputa pela classificação, representou um feito inédito para o Brasil: nunca antes um técnico brasileiro havia conquistado uma vitória em partidas de playoffs da NBA. Splitter amplia, assim, uma trajetória marcada pelo pioneirismo no basquete mundial. Sem podermos esquecer que é no mínimo irônico, porém de uma forma especial, que sua primeira vitória em playoffs seja justamente contra um time tão importante na sua vida. O brasileiro jogou no Spurs de 2010 a 2015.

A evolução do Portland ao longo da temporada já vinha chamando atenção. Após oscilações durante a fase regular, a equipe cresceu na reta final e chegou embalada aos playoffs. O treinador brasileiro foi fundamental para reorganizar o time, encontrar equilíbrio tático e fortalecer a confiança do elenco em jogos decisivos.

Dentro de quadra, os Blazers passaram a se destacar pela intensidade defensiva e melhor execução ofensiva nos minutos finais. Essas características aparecem novamente no segundo duelo da série, quando a equipe soube suportar a pressão e confirmou a vitória por margem mínima.

Mais do que uma boa campanha, a trajetória de Tiago Splitter representa um novo marco para o esporte nacional. Primeiro brasileiro campeão da NBA como jogador pelo San Antonio Spurs, primeiro técnico brasileiro à frente de uma franquia da liga e agora primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs como treinador, Splitter consolida seu nome entre os grandes representantes do basquete brasileiro, e busca superar as expectativas, na série que se encontra empatada e rumo ao Oregon onde acontecerão os jogos 3 e 4 respectivamente na sexta (24) e domingo (26).

 

Em partida contra o Vila Nova, o atacante Berto afirmou ter sofrido ataques racistas após o apito final
por
Gabriel Thomé
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22/04/2026 - 12h

 

 No último sábado (18), Vila Nova e Operário se enfrentaram pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe goiana saiu vencedora do confronto pelo placar de 2 a 1. Entretanto, após o apito final houve uma confusão entre jogadores e membros da comissão técnica do Fantasma com torcedores do Vila Nova. No final da briga,  o atacante Hildeberto Pereira, o Berto, afirmou ter sido vítima de ataques racistas por parte de um torcedor adversário durante a confusão.

   Dentro de campo, o clima era quente após o final da partida. A discussão tomou proporções maiores quando o zagueiro colombiano do Operário Jhan Torres atirou uma garrafa em um torcedor do Vila Nova. Com a mesma garrafa, o torcedor atingido devolveu o arremesso e acertou no presidente do Operário, Álvaro Goes, que ficou com o nariz sangrando. Depois disso, a confusão foi generalizada. Além de garrafas e copos, lixeiras foram arremessadas entre torcedores goianos e jogadores adversários.

  A confusão com Berto teria começado após uma ofensa racista vinda da torcida adversária. A acusação em questão, pontuava como proferido o xingamento "macaquinho". Para um membro do staff do Vila Nova, Berto afirmou: "Ele me chamou de macaco e fez o gesto". O atleta cabo-verdiano apareceu em imagens desolado com a ofensa e foi levado para a polícia militar para prestar depoimento. 

Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS
Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS

 

     Em nota para o Instagram, o clube goiano reforçou sua posição: "O Vila Nova Futebol Clube repudia qualquer forma de discriminação, como a relatada pelo atleta Berto, do Operário Ferroviário, após a partida de ontem pelo Campeonato Brasileiro B, bem como atos de violência." 

     O Fantasma, também via Instagram, emitiu um pronunciamento a favor do atacante caboverdiano: “Reafirmamos que o racismo é abominável e inaceitável. O combate a essa prática exige a união de toda a sociedade. Seguiremos firmes, de forma intransigente, no combate ao racismo e na defesa incondicional de nossos profissionais”.

    O caso foi para as autoridades locais e deve ter consequências para ambos os times. O torcedor foi identificado por meio de um sistema interno de reconhecimento facial e foi levado à Central de Flagrantes, para registro de Boletim de Ocorrência. Além disso, o Vila Nova pode perder o mando do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA) por algumas partidas. O Operário também se envolveu na confusão e alguns atletas como Jhan Torres e o próprio Berto, que participou da briga, podem pegar algumas partidas de suspensão.

    Casos de racismo no futebol levantam debates. A legislação prevê consequências, merecidas, aos times e torcedores envolvidos no episódio entre Operário e Vila Nova.

Marie-Louise Eta faz história e torna-se a primeira técnica das principais ligas europeias masculinas
por
Gianna Albuquerque
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14/04/2026 - 12h

No último domingo (12), na tentativa de evitar o rebaixamento, após mais uma derrota pela Bundesliga, o clube alemão Union Berlin demitiu seu antigo treinador, Steffen Baumgart, e anunciou Marie-Louise Eta como nova técnica. Ela é a primeira mulher na história das cinco principais ligas europeias — Alemanhã, Espanha, França, Inglaterra e Itália — a comandar uma equipe masculina.

Eta
Marie-Louise Eta, nascida em Dresden, na Alemanha, em 1991. Foto: reprodução/instagram/@marielouiseeta

Eta jogou como meio campista até seus 26 anos. Durante esse período, foi tricampeã alemã (2009, 2010 e 2011), bi da Copa da Alemanhã (2009 e 2010) e chegou ao seu auge ao conquistar a Champions League em 2010, pelo Turbine Potsdam. 

Sua última passagem dentro dos gramados foi pelo Werder Bremen, quando teve sua carreira de atleta interrompida antes do esperado devido a lesões. Foi na mesma equipe que Eta, quando ainda jogava, teve sua primeira experiência na comissão técnica, ao dirigir, em 2014, o time feminino sub-15. 

Marie-Louise entrou para a comissão técnica do Union Berlin em 2023 para auxiliar Marco Grote na equipe masculina sub-19. Em novembro daquele mesmo ano, Grote passou a comandar a equipe principal e incorporou novamente Eta como sua auxiliar. Isso a tornou a primeira mulher a ocupar este cargo tanto em partidas da Bundesliga como em partidas da Champions League. Um  pouco depois, em janeiro de 2024, ela comandou a equipe na beira de campo, ao substituir o então treinador Nenad Bjelica, que havia sido suspenso. 

Agora, aos 34 anos, após a demissão de Steffen Baumgart, Marie-Louise, que antes estava à frente do sub-19, torna-se treinadora interina do time profissional até o final do Campeonato Alemão, quando passará a comandar o time principal feminino. Seu primeiro jogo será no próximo sábado (18), às 10h30 (horário de Brasília), contra o Wolfsburg. Por meio das redes sociais do clube, Eta conta estar bem confiante de que a equipe dará a volta por cima e fugirá do rebaixamento. 

“Estou feliz por o clube confiar em mim para essa tarefa desafiadora. Um ponto forte do Union sempre foi, e continua sendo, reunir todas as forças em situações como essa. E, claro, estou convencida de que, com o time, vamos conquistar os pontos decisivos ", afirma ela. 

 

A decisão foi tomada após a demissão de Dorival Jr. no término do último jogo do Brasileirão
por
Jorge Zatz Halaban
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14/04/2026 - 12h

 

Fernando Diniz foi anunciado como o novo técnico do Corinthians na última segunda-feira (6). O treinador estava livre no mercado desde fevereiro deste ano, quando deixou o Vasco. O Timão optou pela troca na comissão técnica após a derrota para o Internacional na décima rodada do Campeonato Brasileiro.

Diniz já era cogitado como uma das preferências da diretoria do Timão. Após uma negociação rápida, o técnico já estará com o time no jogo de quinta-feira (9), válido pela Libertadores, contra o Platense, em Buenos Aires, Argentina. O contrato assinado tem duração até dezembro de 2026.

Diniz terá a difícil tarefa de recuperar o desempenho da equipe, que está a nove jogos sem vencer. O técnico foi a primeira escolha por conta de seu perfil ofensivo, algo que agrada a diretoria, já que uma das críticas a Dorival era a falta de ofensividade do time. O clube marcou apenas três gols nos últimos sete jogos.

Diniz tem um histórico de passagens por grandes times brasileiros, tendo treinado o São Paulo, Santos, Cruzeiro, Vasco e Fluminense, onde conquistou os títulos: Campeonato Carioca, Libertadores, ambos em 2023, e a Recopa Sul-Americana de 2024. O técnico também teve uma breve passagem pela seleção brasileira, entre julho de 2023 e janeiro de 2024.

Seu nome não era unanimidade no Parque São Jorge, mas foi uma escolha de Marcelo Paz, diretor de futebol, e Osmar Stabile, atual presidente do clube. Um dos motivos dessa aposta da diretoria, além do estilo ousado do treinador, foi por conta de seu último trabalho no Vasco. O retrospecto não foi tão positivo, tendo 20 vitórias, 13 empates e 22 derrotas, mas Diniz alcançou a final da Copa do Brasil, em que foi vice para o próprio Timão, e conseguiu tirar o time da zona de rebaixamento, lugar que o Vasco se encontrava quando ele assumiu o comando do clube.

 O Corinthians pensou em outros nomes, como Tite, Filipe Luiz, Vojvoda, entre outros técnicos que estavam livres no mercado, mas a decisão foi optar pelo “dinizismo”, de Fernando Diniz.

Os valores contratuais giram em torno de 2 milhões, sendo o maior salário da carreira do treinador.

 

Postagem do Corinthians de bem-vindo Fernando Diniz
Diniz já está regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Foto: Reprodução/ @corinthians
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A contratação de um novo técnico ocorreu após Dorival Jr. ser demitido do Corinthians após o apito final na derrota por 1 a 0 na Neo Química Arena para o Internacional. O time chegou a nove jogos sem vencer, sendo sete deles no Brasileirão.

Em sua passagem pelo Corinthians, Dorival foi campeão da Copa do Brasil de 2025 e da Supercopa Rei em fevereiro deste ano. Ele havia assumido o time no final de abril de 2025, e tinha contrato válido até o fim de 2026. Com a demissão, o Corinthians deve arcar com a multa de rescisão do contrato do treinador, que receberá em torno de 6 milhões, o equivalente a aproximadamente três salários.

Foram 63 partidas do Corinthians sob o comando de Dorival, com 25 vitórias, 19 empates e 19 derrotas, com  aproveitamento aproximado de 50%.

Os treinos da última segunda-feira (6), foram organizados por William Batista, treinador do sub-20, mas já foram assumidos pelo novo treinador, Fernando Diniz, nesta terça-feira (7).

 

 

 

 

 

“Não é um adeus, é um até logo”, diz a ponteira estadunidense
por
Beatriz Neves
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10/04/2026 - 12h

Na terça-feira (7), Payton Caffrey, um dos principais nomes da Superliga Feminina deste ano, confirmou, em entrevista ao portal de notícias esportivas “No ataque”, sua saída do time de vôlei uberlandense após duas temporadas no Brasil.

No terceiro e último jogo das quartas de final, o Praia Clube garantiu a vitória e agora enfrentará o Sesc Flamengo nas semifinais. Por 3 sets a 0 contra o Sesi Bauru, a torcida foi marcada pela felicidade, mas também por um sentimento de despedida.

Ao portal "No Ataque", Payton afirmou que “Infelizmente, é minha última vez aqui. É bem difícil ver estrangeiras ficarem em um time por mais de dois anos. Não que eu não quisesse, mas já faz muito tempo que eu não jogo em frente à minha família”. A jogadora traz também como objetivo a vitória do campeonato para o Praia e confirma que é apaixonada pelo Brasil, “é um lugar incrível fora e dentro do vôlei”.

Payton Caffrey, Praia Clube contra Sesi Bauru — Foto: Bruno Cunha
Payton Caffrey, jogo final Praia Clube contra Sesi Bauru — Foto: Bruno Cunha

Da NCAA a Superliga

Nascida em Flórida nos Estados Unidos, Payton teve o início de sua jornada de voleibol universitário pela West Virginia University marcado por  estatísticas notáveis. Em seu primeiro ano foi caloura do ano da AVCA (região centro-oeste) e entrou para o time da All Big-12, uma conferência de elite da Divisão I da NCAA, reconhecida como uma das mais competitivas dos Estados Unidos.

Em 2018, em seu terceiro ano, transferiu para Florida State University, onde conquistou Jogadora do Ano da ACC e competiu no vôlei de praia, assim, ao longo dos anos, teve grandes vitórias ao lado de Molly Mcbain, sua antiga colega de time.

Após o encerramento de sua carreira universitária, Caffrey jogou no Maccabi Haifa, em Israel (2021-2022), no Pinking de Corozal, de Porto Rico (2022-2023), no Paok da Grécia (2022-2023), no PTT Spor, da Turquia (2023-2024), no Vegas Thrill, dos Estados Unidos (2023-2024) e no Praia Clube (2024-2026).

 A ponteira americana iniciou sua carreira no Brasil em 2024 e rapidamente ganhou destaque. Na temporada 2024/25 da Superliga Feminina, terminou como a quinta maior pontuadora, com 375 pontos. Em 2026, nas estatísticas ela segue como uma das principais anotadoras da temporada em seu time até agora, está em nono lugar entre as principais ponteiras e em terceiro lugar de saques mais eficientes de toda a competição.

Payton Caffrey atacando com bloqueio triplo do Sesi Bauru - Foto: Bruno Cunha
Bloqueio triplo do Sesi Bauru contra Payton Caffrey - Foto: Bruno Cunha 

 

O placar agregado ficou 7 a 6 a favor da Inter contra o Barcelona
por
Guilherme Carvalho
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12/05/2025 - 12h

 

Nesta terça-feira (6), a Inter de Milão garantiu sua vaga na final da Champions League ao derrotar o Barcelona por 4 a 3 na prorrogação, pela segunda partida da semifinal. 

 

Assim como no jogo de ida no estádio do Barcelona, o tempo normal neste jogo da volta também encerrou com 3 a 3, no qual o placar agregado ficou em 6 a 6, levando a decisão para o tempo extra, onde o jogador Davide Frattesi marcou o gol decisivo para a Inter de Milão.

Comemoração do Davide Fratessi, jogador da Inter da Milão, após marcar o gol da classificação do time italiano para a final da Champions League
Comemoração de Davide Fratessi após ter feito o gol da classificação da Inter para a final. Foto: Divulgação/Inter de Milão

Desde o apito inicial, os italianos sufocaram o Barcelona, impedindo que os espanhóis construíssem jogadas com sua tradicional posse de bola.

 Aos 21 minutos, a recompensa veio: Dimarco interceptou um passe descuidado na saída de bola do Barcelona e, com um toque preciso, encontrou Dumfries invadindo a área. O lateral holandês, em vez de finalizar, rolou com altruísmo para Lautaro Martínez, que, sem goleiro, apenas empurrou para o gol, fazendo 1 a 0 e incendiando o San Siro. 

O Barcelona, apesar de ter mais posse, não conseguia furar o bloqueio defensivo da Inter, com Çalhanoglu e Barella neutralizando as tentativas de Pedri e Dani Olmo no meio-campo. O time italiano ainda criou chances, como um gol anulado de Acerbi por impedimento após cruzamento de Çalhanoglu.

Nos acréscimos, o momento decisivo: O atacante Lautaro Martínez da Inter foi derrubado pelo zagueiro Cubarsí na área após um giro rápido. Inicialmente, o árbitro mandou seguir, mas após revisão no VAR confirmou o pênalti. Çalhanoglu, com frieza, bateu forte no canto direito, enganando o goleiro Szczesny, que caiu para o lado oposto, fechando o primeiro tempo em 2 a 0. 

O placar refletiu a superioridade italiana, enquanto o Barcelona parecia perdido, sem criar chances claras.

O segundo tempo trouxe um Barcelona completamente diferente, impulsionado pela urgência e ajustes táticos de Hans Flick. Os espanhóis voltaram com intensidade, utilizando a velocidade de Lamine Yamal e Raphinha pelas pontas e a criatividade de Pedri no meio. 

Aos 8 minutos, a reação começou: o espanhol Gerard Martín, explorando o corredor direito, cruzou na medida para o zagueiro Eric García, que acertou um chute colocado no ângulo, sem chances para Sommer, reduzindo para 2 a 1. O gol deu vida ao Barcelona, que passou a pressionar. 

Apenas sete minutos depois veio o empate. Martín brilhou novamente, cruzando com precisão para Dani Olmo, que ganhou no corpo da zaga “interista”e cabeceou para empatar em 2 a 2. 

A Inter, atordoada, dependia das grandes defesas de seu goleiro, Sommer. Primeiro, salvou um chute à queima-roupa de Eric García após novo passe de Martín, depois, se esticou para desviar um chute de Yamal de fora da área.  

Após diversas chances empilhadas pelo Barcelona, aos 42 minutos, veio a virada. Pedri achou Raphinha perto da área no lado esquerdo, o brasileiro chutou, Sommer defendeu, mas, no rebote, Raphinha bateu no contrapé do goleiro, fazendo 3 a 2 no estádio San Siro. 

A eliminação parecia iminente, mas a Inter mostrou resiliência. Aos 48 minutos, com o tempo esgotado, Thuram avançou pela direita e cruzou rasteiro para o zagueiro Acerbi, que, posicionado como centroavante, finalizou de primeira no ângulo, empatando em 3 a 3 e levando o jogo à prorrogação. 

No tempo complementar, as equipes estavam visivelmente desgastadas, mas a Inter encontrou forças para buscar a vaga. 

Aos 9 minutos do primeiro tempo extra, Thuram deu um show de força e habilidade pela direita, segurando a marcação e tocando para Taremi. O iraniano, com inteligência, deixou a bola passar para Frattesi, que chegou livre e finalizou de canhota, vencendo Szczesny e colocando a Inter de Milão na frente, 4 a 3.

 O gol reacendeu o San Siro, e o clube italiano passou a jogar com inteligência, fechando espaços. O Barcelona, desesperado, tentou reagir. Aos 12 minutos, Yamal quase empatou com um chute colocado da direita, mas Sommer, em noite inspirada, voou para fazer outra defesa espetacular. 

No segundo tempo da prorrogação, Lewandowski teve uma chance de ouro, cabeceando livre após cruzamento improvável de Yamal, mas mandou por cima, desperdiçando a oportunidade. 

A Inter, com Sommer seguro e uma defesa sólida, segurou o resultado nos minutos finais, garantindo a classificação. Yamal, novamente, ainda tentou uma última finalização com efeito, mas Sommer, mais uma vez, salvou, consolidando-se como o grande destaque da partida.

A grande final está marcada para 31 de maio, às 16h (horário de Brasília), na Allianz Arena, em Munique, contra o vencedor da outra semifinal entre PSG e Arsenal.

Skatistas vencem a etapa de Miami e pela segunda vez consecutiva levantam juntos o troféu da competição
por
Cecília Schwengber Leite
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06/05/2025 - 12h

No último sábado (03) ocorreu a etapa de Miami da Street League Skateboarding (SLS), abrindo a temporada de 2025 do campeonato mundial de skate street, que conta com a participação de gigantes da modalidade. Alguns dos atletas olímpicos brasileiros marcaram sua tradicional presença: Rayssa Leal, Kelvin Hoefler, Felipe Gustavo e Giovanni Vianna; além do talentoso Filipe Mota. 

Outros nomes de peso do street internacional também deram seu show de skate e compuseram a prateleira dos finalistas, sendo estes e estas:

Masculino:

Giovanni Vianna (BRA)

Kairi Netsuke (JAP)

Nyjah Huston (EUA)

Gustavo Ribeiro (POR)

Sora Shirai (JAP)

Felipe Gustavo (BRA)

Feminino:

Funa Nakayama (JAP)

Momihi Nishiya (JAP)

Rayssa Leal (BRA)

Chloe Covell (AUS)

Coco Yoshizawa (JAP)

Yumeka Oda (JAP)

Donos das melhores voltas, os grandes campeões da etapa de Miami de 2025 foram Nyjah Huston, o maior vencedor da SLS, com sete títulos, e Rayssa Leal, a brasileira tricampeã da competição. A curiosidade é que essa dupla já foi campeã algumas vezes, incluindo na etapa derradeira - Super Crown - da temporada de 2024, em São Paulo. 

A final foi disputada em um nível muito elevado de skate, levando Nyjah Huston a conquistar sua vitória na última manobra. Durante uma de suas voltas, o skatista atingiu o centésimo nine club (nota igual ou acima de 9) de sua carreira profissional. Sua pontuação final foi 36.8.

Rayssa Leal também brilhou e protagonizou uma reviravolta. Começou caindo em sua primeira descida na pista, mas conseguiu recuperar o fôlego e assumir a liderança da tabela com a melhor volta entre as competidoras. Com frieza, superou a australiana Chloe Covell nas manobras individuais, e cravou sua vitória somando 32.1.

Rayssa Leal disputou sua 20ª final em etapas da SLS. Foto: Reprodução/Instagram/@sls
Rayssa Leal disputou sua 20ª final em etapas da SLS. Foto: Reprodução/Instagram/@sls

Na formação dos pódios, em segundo lugar do feminino ficou Chloe Covell, e em terceiro Coco Yoshizawa. No masculino, a segunda posição ficou para o português Gustavo Ribeiro, e a terceira foi ocupada pelo brasileiro Felipe Gustavo.

Completando o pódio, Gustavo Ribeiro somou 36.7 pontos e Felipe Gustavo, 36.5. Foto: Reprodução/Instagram/@sls
Completando o pódio, Gustavo Ribeiro somou 36.7 pontos e Felipe Gustavo, 36.5. Foto: Reprodução/Instagram/@sls

As próximas etapas da temporada de 2025 da SLS ocorrerão em Paris, no dia 11 de outubro, e a SLS Super Crown em São Paulo, nos dias 6 e 7 de dezembro. Além disso, haverá quatro etapas Spot Takeovers, com a primeira marcada para o Píer de Santa Mônica, no dia 23 de maio.

Yamal, do Barcelona, e Dumfries, da Inter, foram os destaques desse confronto
por
Guilherme Carvalho
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06/05/2025 - 12h

 

Em duelo pelo jogo de ida da semifinal da Champions League, Barcelona e Inter de Milão empataram por 3 a 3 na última quarta-feira (30), no Estádio Olímpico Lluís Companys, na Espanha. 

O jogo começou com a Inter de Milão mostrando sua força logo aos 30 segundos. Denzel Dumfries avançou pela direita e cruzou rasteiro para Marcus Thuram, que, aproveitando um escorregão do zagueiro Iñigo Martínez, marcou o gol com um toque de calcanhar.

Marcus Thuram da inter de milão abre o placar com gol de letra contra o Barcelona pelo primeiro jogo da semifinal da Champions League
Marcus Thuram abriu o placar com gol de letra. Foto: Divulgação/Champions League

O Barcelona, ainda atordoado pelo gol relâmpago, tentou responder com uma jogada de Ferran Torres, que finalizou com perigo, mas a bola passou rente à trave esquerda de Yann Sommer. 

O time italiano, porém, não diminuiu o ímpeto, e aos 21 minutos ampliou o placar. Após uma cobrança de escanteio, Nicolò Barella desviou de cabeça, e a bola sobrou para Dumfries, que emendou um voleio aéreo na pequena área, estufando as redes no estádio catalão.

O Barcelona, acuado, encontrou esperança na jovem estrela Lamine Yamal. Aos 24 minutos, o atacante recebeu pela direita, resistiu a um encontrão de Thuram, driblou Henrikh Mkhitaryan com uma arrancada e finalizou com um chute colocado que raspou a trave antes de entrar, diminuindo a vantagem. 

Lamine Yamal faz o primeiro gol do Barcelona contra a Inter de Milão pelo primeiro jogo da semifinal da Champions League
Lamine Yamal fez o primeiro gol do Barcelona na partida. Foto: Divulgação/Champions League

O gol deu novo ânimo ao Barcelona, e Yamal quase empatou na sequência: ele invadiu a área, driblou o lateral Frederico Dimarco e bateu forte, mas o goleiro Sommer desviou com a ponta dos dedos, e a bola bateu no travessão. 

A pressão catalã continuou, e o empate veio aos 38 minutos. O espanhol Pedri lançou a bola para área, o meia Raphinha ajeitou de cabeça na segunda trave, e Ferran Torres apareceu livre para completar.

Antes do intervalo, Dani Olmo ainda teve uma chance com um chute colocado da entrada da área, mas Sommer fez uma defesa segura, garantindo o 2 a 2 no fim do primeiro tempo.

O segundo tempo começou em um ritmo menos intenso, com as equipes se estudando mais. A Inter voltou a atacar com perigo aos poucos, e quase marcou o terceiro gol quando Alessandro Bisseck cruzou rasteiro pela direita, e Dimarco, na segunda trave, finalizou mal, desperdiçando uma chance perigosa. 

A partida ganhou contornos dramáticos aos 18 minutos, quando a Inter voltou à frente. Após outra cobrança de escanteio, Dumfries subiu mais alto que a defesa do Barcelona e, com uma “ombrada” na bola, venceu o goleiro Szczesny, recolocando os nerazzurri em vantagem.

A vantagem do time italiano, porém, durou apenas dois minutos. Yamal rolou a bola em um escanteio curto, e Raphinha, com espaço na entrada da área, soltou uma paulada que explodiu no travessão. A bola voltou nas costas de Sommer e entrou, em um lance de azar para o goleiro suíço, registrado como gol contra na súmula do jogo. 3 a 3 no placar.

A partir daí, o confronto ficou ainda mais aberto. A Inter chegou a balançar as redes aos 30 minutos, quando Mkhitaryan completou um cruzamento rasteiro de Dumfries, mas o VAR anulou o gol por um impedimento milimétrico do jogador da Inter de Milão.

Nos minutos finais, o Barcelona pressionou em busca da virada. Já nos acréscimos, Yamal tentou um cruzamento, mas a bola, mal tocada, ganhou altura, encobriu Sommer e acertou o travessão. Apesar das chances claras de ambos os lados, o placar não se alterou, e o apito final confirmou o empate.

A vaga para a final será decidida no jogo de volta, marcado para a próxima terça-feira (6), no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão, às 16h (horário de Brasília).

Após vencer o Campinas, equipe celeste conquista seu nono campeonato
por
Nathalia de Moura
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06/05/2025 - 12h

O Cruzeiro sagrou-se campeão da Superliga Masculina de Vôlei 2024/25 após vencer a equipe do Campinas por 3 sets a 1, de virada. Em final realizada no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, a equipe do técnico Filipe Ferraz venceu a partida com parciais de 18/25, 25/23, 25/23 e 25/21 e se isolou como a maior vencedora da competição, com nove títulos. O Minas vem em segundo, com oito troféus.

Era esperado um confronto equilibrado entre as equipes, mas no primeiro set o Campinas surpreendeu e ditou o ritmo do jogo. Os campineiros abriram uma larga vantagem e mesmo com o Cruzeiro tentando reagir, controlaram o placar e fecharam a parcial em 25 a 18, com ponto de Bruno Lima.

No segundo set, o panorama da partida mudou. A equipe mineira começou melhor e chegou a abrir seis pontos de vantagem, mas oscilou e viu o Campinas encostar no placar. Conduzido pelo oposto Welinton Oppenkoski e pelo ponteiro Gabriel Vaccari, que entraram na partida ainda na primeira parcial no lugar dos medalhistas olímpicos Douglas Souza e Wallace, o Cruzeiro conseguiu fechar o set por 25 a 23 e empatar o jogo.

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Cruzeiro venceu a Superliga pela nona vez. Foto: Agência i7/Sada Cruzeiro

O terceiro set foi marcado pelo que se esperava da partida: equilíbrio. Naquele momento, ninguém disparou no placar e a parcial foi decidida ponto a ponto. O Cruzeiro, além de contar com Vaccari e Oppenkoski, tinha seu central multicampeão, Lucão, inspirado e foi dele o ponto de ataque que deu a vitória no set e marcou a virada dos mineiros.

O quarto set era decisivo para o Campinas. A equipe do técnico argentino Horacio Dileo precisaria ser ainda mais contundente contra o embalado Cruzeiro. No início da parcial, o equilíbrio veio à tona novamente e os times trocavam pontos. Mas a equipe celeste aproveitou os bons saques e abriu 16 a 10 no placar. Os campineiros tentaram encostar com Bruno Lima, Maurício Borges e Adriano, mas o Cruzeiro se impôs, manteve o ritmo e a vantagem, e fechou o set em 25 a 21, dando números finais a partida e levantando o quinto troféu na temporada 2024/25. Além da Superliga, o Cruzeiro conquistou também a Supercopa do Brasil, o Campeonato Mineiro, o Sul-Americano e o Mundial de Clubes.

O central Lucão foi eleito o Jogador Mais Valioso (MVP) da competição, além de ser escolhido como melhor central e melhor atleta em quadra na final. O time mineiro compôs boa parte da seleção da Superliga Masculina. Veja a lista: 

MVP: Lucão (Cruzeiro)

Melhor levantador: Matheus Brasília (Cruzeiro)

Melhor oposto: Darlan (Sesi-Bauru)

Melhores ponteiros: Douglas Souza (Cruzeiro) e Adriano (Campinas)

Melhores centrais: Lucão (Cruzeiro) e Judson (Campinas)

Melhor líbero: Alê (Cruzeiro)

Melhor técnico: Filipe Ferraz (Cruzeiro)

Revelação: Léo Lukas (Guarulhos)

O time inglês viaja a Paris pressionado precisando marcar
por
Lorrane de Santana Cruz
|
05/05/2025 - 12h

Na última terça-feira (28), Arsenal e Paris Saint Germain se enfrentaram no primeiro jogo válido pela semifinal da Champions League. As expectativas para as duas torcidas eram grandes, já que atualmente os times apresentam bons números e competitividade. E foi assim desde o início da partida.

O primeiro tempo começou com um gol do Paris aos 4 minutos, Kvaratskhelia camisa 7 da equipe francesa, recebeu um passe e tocou para Dembélé artilheiro do time abrir o placar contra o Arsenal. 

Comemoração dos jogadores do PSG após o gol
Comemoração dos jogadores do Paris após o gol- (Imagem: instagram @psg)

As ações eram todas do visitante, que aos 14 minutos levou perigo com Marquinhos, jogador brasileiro que cabeceou a bola nas mãos de Raya, goleiro do time inglês. Após a tentativa de gol, o time francês voltou a levar ameaças quando Kvaratskhelia fez fila dentro da área e foi derrubado, e apesar das reclamações o VAR mandou o jogo seguir.

Com 25 minutos, os donos da casa continuavam bagunçados e sem muitas chances criadas. O time de Luis Enrique foi muito dominante e amassou o Arsenal taticamente. Aos 30 minutos, Doué chutou para a defesa de Raya que deu rebote para Fabián Ruiz acertar a trave.

A equipe comandada por Arteta começou a demonstrar reação por volta dos 36, quando o Arsenal criou uma ótima chance de gol desperdiçada por Merino. O time inglês passou a ser mais participativo no ataque quase no fim do primeiro tempo.

Aos 40 minutos, após um contra-ataque,o brasileiro Gabriel Martinelli que estava sozinho em frente ao gol, não conseguiu alcançar a bola que foi cruzada por Saka e os gunners aumentaram ainda mais o número de gols perdidos.

O primeiro tempo terminou com outro desperdício de Martinelli, que recebeu um passe e chutou para uma defesa espetacular do goleiro Donnarumma. O Paris foi para o intervalo ganhando por 1 a 0.

A partida reiniciou com o time inglês na área adversária. Aos 2 minutos, o Arsenal cobrou uma falta na área com uma jogada ensaiada, a bola sobrou para Merino mandar para o fundo da rede. No entanto, após análise o VAR anulou o gol por impedimento.

Jogando em casa, os gunners passaram a ter mais volume de jogo e com 11 minutos o goleiro do Paris foi obrigado a fazer outra defesa difícil e com as pontas dos dedos colocou a bola de Trossard. Apesar de manter a posse de bola, o Paris Saint Germain passou a administrar a partida e tentar sair em jogadas encaixadas.

Aos 15 minutos Dembélé tocou para Hakimi, mas Saliba, zagueiro do Arsenal apareceu para interceptar. Com 20 minutos, a partida mudou muito em relação ao primeiro tempo. As duas equipes tentavam aproveitar ao máximo os contra-ataques e os erros de marcação uma da outra, porém o Arsenal estava mais pressionado pois jogava em casa.

Saka, camisa 7 do time de Londres, chutou em direção ao gol, o goleiro italiano do Paris até defendeu, mas o impedimento já havia sido marcado. No segundo tempo a quantidade de faltas cometidas também deixou o jogo mais lento e parado.

O jogo não permitia nenhuma falha enquanto os visitantes queriam voltar para casa com a vantagem o Arsenal buscava pelo menos um empate dentro de casa. Barcola recebeu um passe de Gonçalo Ramos na entrada da área aos 38 minutos, o jogador francês chutou rasteiro no canto esquerdo do gol de Raya, mas a bola foi para fora.

Momentos da partida entre Arsenal x Psg no primeiro jogo
Momentos da partida entre Arsenal x Psg (Imagem: instagram @arsenal)

A partida de volta acontece quarta-feira (7), no estádio Parc des Princes, na França. O jogo será às 16h (horário de Brasília). O Paris joga por um empate, enquanto o Arsenal tem a difícil missão de vencer o time francês fora de casa por dois gols de diferença.