O Corinthians suspendeu o pagamento de uma parcela de aproximadamente R$ 28 milhões da dívida referente à Neo Química Arena. O valor, com vencimento em setembro, deixou de ser pago enquanto o clube negocia com a Caixa Econômica Federal uma solução para o débito do estádio.
Neo Química Arena, estádio do Corinthians, é tema de negociações entre o clube e a Caixa para a quitação da dívida. Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
A negociação entre as partes envolve uma proposta apresentada pelo Corinthians para quitar a dívida em troca da exploração dos naming rights da Arena pela Caixa. A ideia ainda não foi aprovada pelo banco e depende de análise do Conselho Diretor da instituição. Portanto, uma eventual mudança no nome do estádio ainda não está definida.
Segundo informações publicadas pelo ge, a dívida do Corinthians com a Caixa pela Neo Química Arena está em aproximadamente R$ 630 milhões. O financiamento foi renegociado em 2022, com prazo de pagamento até dezembro de 2041. O acordo prevê juros de 2% ao ano mais a variação do CDI, além de garantias envolvendo receitas do estádio, premiações e negociações de jogadores.
Em 2026, o clube já havia realizado dois pagamentos referentes ao financiamento, que juntos somaram cerca de R$ 56 milhões. A terceira parcela, de aproximadamente R$ 27 milhões, foi suspensa durante as tratativas. Segundo o Corinthians, a Caixa autorizou temporariamente a interrupção do pagamento enquanto as partes discutem uma possível solução para o débito.
Além da proposta envolvendo os naming rights, o Corinthians apresentou outros ativos comerciais à instituição financeira. Entre as possibilidades estão a transferência das operações bancárias do clube para a Caixa, incluindo contas e pagamento de salários, além da criação de cartões vinculados ao programa Fiel Torcedor e de títulos de capitalização.
A negociação também envolve o atual contrato de naming rights da Arena com a Hypera Pharma, empresa responsável pela marca Neo Química. O acordo, firmado em 2020, tem duração de 20 anos e foi fechado originalmente por R$ 300 milhões. Para uma eventual mudança de nome, seria necessário encontrar uma solução para o contrato vigente.
O Corinthians também solicitou à Caixa a devolução de aproximadamente R$ 27 milhões mantidos em uma conta de reserva prevista no contrato de renegociação da dívida. O pedido ainda não teve resposta definitiva do banco.
A dívida da Arena é parte do passivo bilionário do Corinthians, que atualmente gira em torno de R$ 2,8 bilhões. Em 2025, o clube destinou R$ 126 milhões ao pagamento de juros e amortização do financiamento do estádio. Entre 2024 e 2025, foram mais de R$ 224 milhões destinados à dívida com a Caixa.
Por enquanto, a negociação segue em andamento e não há definição sobre uma possível mudança no nome da Neo Química Arena. O principal ponto das tratativas é encontrar uma alternativa para o pagamento do débito, enquanto o Corinthians busca reduzir o impacto da dívida sobre as finanças do clube.
Na noite da última quarta-feira (7), a diretoria corintiana deu ponto final na passagem do técnico Fernando Diniz pelo comando do clube após quatro meses. A decisão da cúpula ocorreu depois da derrota para o Internacional por 2 a 1, pela 29ª rodada do Brasileirão, em Porto Alegre.
O anúncio oficial do desligamento de Diniz ocorreu através da coletiva de imprensa do diretor de futebol corintiano Marcelo Paz após o resultado negativo no estádio Beira-Rio: “Momento de muita dor, difícil. Pelos resultados que o clube atravessa, perdemos o convívio de um grande profissional que se empenha. Tivemos um início bom, promissor. Infelizmente, demos uma estacionada na tabela, muitas derrotas. Decisão precisou ser tomada, precisamos de um fato novo”, disse o diretor.
O treinador chegou ao Timão em abril deste ano, após a saída de Dorival Jr do clube. Em seu breve período sob o comando, contou com 48% de aproveitamento em 33 partidas disputadas, sendo 13 vitórias, 9 empates e 12 derrotas. A equipe fez 37 gols e sofreu 33 durante o comando de Diniz. Além da eliminação nas quartas de finais da Libertadores.
Nas primeiras partidas sob o comando da equipe, Diniz emplacou uma sequência de sete jogos invictos. Sendo assim, o treinador de 52 anos iniciou o trabalho de forma empolgante, com boas atuações e resultados positivos. Porém, depois da pausa para a Copa do Mundo, o desempenho do Timão caiu de nível e as derrotas passaram a ser constantes.
A fiel vive a expectativa da contratação de um novo comandante para o término do Brasileirão. Segundo o Globo Esporte, o favorito para assumir o comando técnico do Corinthians é o argentino Ramón Díaz, o qual teve uma passagem recente pelo clube de Itaquera em 2024 e 2025. O treinador conquistou o Campeonato Paulista de 2025, além de livrar o time do rebaixamento em 2024. A diretoria corintiana conta novamente com a capacidade do argentino para melhorar a situação da equipe na competição.
Na noite da última terça-feira (7), aos 39 anos, Lionel Messi, um dos maiores jogadores de todos os tempos, se despediu da Seleção da Argentina, por onde atuou por mais de 20 anos, desde sua estreia, em 2005. Com mais de 85 mil torcedores no Monumental de Núñez, casa do River Plate, em Buenos Aires, a vitória por 3 a 0 contra o Benin ficou marcada como último jogo do camisa 10, com diversas homenagens ao jogador e palavras emocionadas ao fim dos 90 minutos.
Trajetória pela Argentina
Surgindo como uma grande promessa no Barcelona, após sair de Rosário ainda nas categorias de base do Newell's Old Boys, Messi viria a se tornar um dos grandes gênios do esporte, empilhando taças na Espanha e sendo tratado como o próximo grande jogador da seleção depois de Diego Armando Maradona.
Mesmo vivendo no país europeu desde os 13 anos, Messi sempre teve o desejo de defender a Argentina e foi convocado logo ao completar 18 anos, em amistoso contra a Hungria, em 17 de agosto de 2005. A estreia, porém, não foi o que se esperava, com o jogador sendo expulso com pouco mais de um minuto em campo, após deixar o braço em disputa com o marcador. Messi se tornou o principal nome da seleção desde então, disputando seis Copas do Mundo, entre 2006 e 2026, recorde dividido com Cristiano Ronaldo, de Portugal e Ochoa, goleiro mexicano. Com a camisa Albiceleste, Lionel Messi disputou 208 jogos, com 125 gols e 70 assistências, recorde absoluto da seleção principal.
Capitão desde 2011, o jogador levou a Argentina a quatro títulos, conquistando duas Copas Américas, em 2021 e 2024, a Finalíssima de 2022 e seu título de maior expressão, a Copa do Mundo de 2022, disputada no Catar. Agora em 2026, Messi chegou a sua terceira final de Copa, sendo derrotado pela Espanha e terminando como o segundo maior artilheiro da histórias das Copas do Mundo, com 21 gols em 34 partidas. Ainda nas categorias de base, Messi conquistou um Mundial Sub-20, em 2005 e a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim.
Apesar da carreira vitoriosa, a relação de Messi com a seleção nem sempre foi fácil e em 2016 ela chegou ao rompimento. Na final da Copa América Centenário, em junho daquele ano, a Argentina empatou em 0 a 0 com o Chile e perdeu nos pênaltis por 4 a 2, com Messi desperdiçando sua cobrança. Era o terceiro vice seguido, com a Copa do Mundo de 2014, Copa América de 2015 e Copa América de 2016.
Ainda no estádio, aos 29 anos, ele anunciou a saída: "Terminou para mim a seleção. Não jogarei mais pela seleção argentina". A decisão provocou uma reação nacional e, semanas depois, Messi voltou atrás, sem imaginar o que estaria por vir. Agora, dez anos depois, agradeceu em sua despedida, se orgulhando de ter "estado aqui até nos piores momentos".
Noite de despedida
O amistoso contra o Benim foi pensado como homenagem. O Monumental de Núñez estava lotado e repleto de homenagens ao jogador, que antes mesmo da bola rolar chorou na chegada ao estádio e novamente no hino, emocionado ao lado do treinador Lionel Scaloni e dos companheiros. O jogo foi paralisado logo aos dez minutos para que o estádio inteiro aplaudisse o capitão, que também recebeu presentes da equipe adversária ainda no aquecimento.
Em campo, Messi desfilou, como sempre, seu bom futebol dos anos de Barcelona e seleção, porém, o primeiro tempo terminou sem gols, com boa atuação da seleção africana. Como jogo de festa, a segunda etapa reservou o espetáculo, com duas assistências do camisa 10: a primeira aos três minutos, em escanteio cobrado para Otamendi, zagueiro que também se despedia da seleção; e outra aos 16 minutos, para Nico Paz, promessa da base do Real Madrid cotado como um dos grandes sucessores técnicos de Messi na Argentina.
Apesar das grandes chances perdidas, o festival ainda reservava o último gol de Lionel Messi pelo país. Aos 25 minutos do segundo tempo, o lateral Giay sofreu pênalti e deu ao camisa 10 a chance de se despedir com gosto das mais de 85 mil pessoas presentes no estádio da capital argentina, tirando do goleiro e definindo o 3 a 0.
Depois da partida, Messi discursou por cerca de nove minutos diante de todos, relembrando sua passagem de mais de duas décadas pela seleção, com altos e baixos, mas sempre exaltado com gritos de "campeões, campeões", ao citar o título da Copa de 2022 e lamentar o vice de 2026. Foi ali que a noite ganhou seu peso mais íntimo, quando o jogador citou Jorge Messi, seu pai e agente, que morreu em 7 de agosto, aos 68 anos, semanas após a final do Mundial. "É difícil dizer. São muitas emoções, muitas coisas. Obviamente a primeira que penso é no meu pai. Só posso agradecer. Como disse na carta de despedida, foi um orgulho estar aqui até nos piores momentos que enfrentamos, não deixei de lutar, dar meu máximo, querer estar aqui sempre. É uma dor muito grande. Juro que gostaria de estar aqui a vida inteira."
Em seu Instagram, Messi já havia publicado uma carta de despedida da seleção, escrita logo após a decisão da Copa do Mundo. Ao fim da publicação, destacou a data e finalizou dizendo que a morte do pai o convenceu ainda mais da decisão. Ainda no Monumental, o capitão agradeceu seus companheiros e destacou suas grandes conquistas como sonho de criança e marco da sua história com a camisa Albiceleste, que se fechou de forma brilhante após 21 anos.
No sábado (03), a equipe feminina do São Paulo Futebol Clube consagrou-se campeã do Campeonato Brasileiro pela segunda vez em sua história. O tricolor repetiu o feito de 1997, quando chegou a conquista da primeira edição do torneio após vencer a Portuguesa com um supertime, com lendas como Cidinha, Sissi e Formiga no elenco. Agora superaram o rival Corinthians após um empate diante do maior público da história do futebol feminino sul-americano, com 49.405 pessoas, batendo recorde anterior de mais de 44 mil imposto pelo próprio Corinthians, justamente em um Majestoso disputado em 2024.
Além do público, a ‘Torcida Que Conduz’ fez uma grande recepção para a chegada do ônibus da equipe na entrada do Morumbi, evento já tradicional antes de grandes partidas do masculino, agora feito no feminino. Esse apoio feito pela torcida cresceu nos últimos anos, principalmente durante a campanha do time masculino na Copa do Brasil 2023, torneio em que o tricolor saiu campeão.
Já na partida, as soberanas, que venceram a partida de ida na casa corintiana e precisavam apenas de um empate para assegurar o título, começaram indo pra cima do Timão, e conseguiram abrir o placar rapidamente. Aos onze minutos, com lançamento de Bruna Calderan para achar Aline Milene, que passou para a lateral Bia Menezes, na entrada da área pelo lado, finalizar entre a goleira Nicole e a trave, para aumentar a vantagem do São Paulo em dois gols.
Mas a vantagem tricolor não durou muito. Já aos 19 minutos, o Corinthians aproveitou uma falha da goleira Carlinha, que saiu da área para afastar uma bola longa, mas teve o chute bloqueado pela lateral Juliete, que viu seu toque acidental entrar para o fundo do gol. Depois do empate, o Corinthians tomou o controle do jogo e foi protagonista nas ações ofensivas, principalmente com a atacante Jhonny, mais para o lados.
Isso se manteve na segunda etapa, o Corinthians fez a goleira Carlinha trabalhar e segurar as jogadas pelo alto criadas pelo adversário. Em uma jogada nesse estilo, um escanteio aos 22 do segundo tempo, com ajuda do VAR, Daiane Muniz marcou pênalti para o Corinthians em puxão de Robinha em Erika. Quem pegou a responsabilidade foi Gabi Zanotti, uma das maiores jogadora da história do Timão, que marcou na ida da final. Ela bateu rasteiro no canto, e viu Carlinha encaixar para explodir o Morumbi com a defesa.
Depois do lance, o Corinthians seguiu pelo jogo aéreo, apenas para repetidamente parar em Camila e Carol Gil. O São Paulo segurou os 90 minutos, mais os acréscimos, e levou a taça.
O título sacramentou a boa geração do São Paulo no cenário feminino, que tinha chegado em finais anteriores, como a do Brasileirão em 2024, conquistado títulos antes como a Supercopa, mas agora entra como um dos protagonistas do país.
Depois da final, na segunda (5), a zagueira tricolor Carol Gil foi convocada para a Seleção Brasileira, substituindo Thaís Ferreira, do Corinthians, cortada por lesão. Ela se junta a goleira Carlinha e a zagueira Tayla como jogadoras do São Paulo presentes na convocação. No lado alvinegro, Duda Sampaio, Jaqueline, Jhonson e Thais Ferreira integram a delegação da amarelinha para a disputa de amistosos contra a Argentina, no dia 10 em Porto Alegre e no dia 13 em Recife.
A temporada 2026 da Fórmula 1 chega à reta final com um cenário que dificilmente alguém previa há um ano. A Mercedes lidera com folga tanto o Mundial de Pilotos quanto o de Construtores, enquanto a Red Bull, dona de boa parte dos títulos recentes da categoria, atravessa seu início de temporada mais difícil desde que Max Verstappen chegou à equipe.
Depois do GP do Azerbaijão, disputado em Baku, a Mercedes já soma 538 pontos no Mundial de Construtores, contra 378 da Ferrari e 306 da McLaren. A Red Bull aparece só em quarto lugar, com 263 pontos, uma diferença de 275 pontos para a líder. É um número quase impensável para uma equipe que venceu seis títulos de construtores e oito de pilotos nas últimas duas décadas.
No Mundial de Pilotos, o domínio também é da Mercedes. O jovem Kimi Antonelli lidera com 302 pontos, 66 à frente do companheiro de equipe George Russell, que soma 236. Lewis Hamilton, agora na Ferrari, é o terceiro colocado, com 199 pontos, seguido por Lando Norris, da McLaren, com 186. Max Verstappen, tetracampeão mundial e o maior símbolo da era de domínio austríaca, ocupa apenas a sexta posição, com 163 pontos. É a pior colocação dele nesta altura do campeonato em muitos anos.
Por que a Red Bull perdeu terreno
A queda de rendimento da Red Bull tem tudo a ver com a reformulação técnica que a Fórmula 1 adotou em 2026: um novo regulamento de motores híbridos, aerodinâmica e gestão de energia que obrigou todas as equipes a praticamente recomeçar seus projetos do zero. Para a Red Bull, a mudança veio junto com outro grande desafio. Pela primeira vez, a equipe deixou de comprar motores de outros fabricantes, como fazia com a Honda, e passou a desenvolver sua própria unidade de potência, em parceria com a Ford.
O início foi turbulento. Verstappen abandonou o GP da China por uma falha no sistema de resfriamento ligado à recuperação de energia. Seu companheiro de equipe, Isack Hadjar, também não completou a corrida de abertura, na Austrália, por problemas no motor. Ao longo da temporada, porém, a própria imprensa especializada passou a apontar que o motor não foi o único vilão: o chassi da equipe também virou uma fonte recorrente de dificuldades de condução.
Mesmo antes de a temporada começar, a Red Bull já sinalizava cautela. Laurent Mekies, chefe da equipe, admitiu que seria “ingênuo” esperar competitividade imediata em um projeto de motor construído do zero. Depois de um fim de semana especialmente difícil, o próprio Verstappen resumiu bem o momento: “este nunca seria um ano fácil”.
O que ainda está em jogo
Apesar da distância no topo da tabela, o campeonato ainda está longe de decidido matematicamente. Restam 208 pontos disponíveis no Mundial de Pilotos e 359 no de Construtores, o suficiente para mexer não só na briga pelo título, mas também nas posições intermediárias do grid, especialmente entre Ferrari, McLaren e Red Bull na disputa pelo segundo lugar geral.
A partir de agora, o calendário entra na fase mais intensa do ano, com etapas na Ásia, nas Américas e no Oriente Médio:
• Bahrein: a próxima etapa, transferida para Sepang, na Malásia, por causa da instabilidade no Oriente Médio, com corrida neste domingo, 04/10;
• Singapura: corrida noturna nas ruas de Marina Bay, em formato sprint, em outubro;
• Estados Unidos: em Austin, no Circuit of the Americas, um dos traçados mais técnicos do calendário;
• México: no Autódromo Hermanos Rodríguez, com sua icônica curva estádio;
• Brasil: em Interlagos, com o piloto brasileiro Gabriel Bortoleto no grid, em uma das etapas mais aguardadas pela torcida local;
• Las Vegas: etapa noturna disputada nas ruas da cidade, uma das adições mais recentes ao calendário;
• Catar: em Lusail, com realização confirmada. Apesar da instabilidade no Oriente Médio, a F1 manteve a etapa no calendário, com Ímola como alternativa caso seja preciso substituí-la;
• Abu Dhabi: prevista para fechar o campeonato em dezembro, em Yas Marina, também foi mantida no calendário.
Para o público brasileiro, o destaque natural da reta final é o GP de São Paulo, em Interlagos. Gabriel Bortoleto chega à temporada de estreia somando pontos e ganhando experiência ao longo do campeonato. A expectativa é que a corrida em casa, com o apoio da torcida, seja uma boa chance para o piloto mostrar evolução em um ano historicamente difícil para estreantes, ainda mais em meio a um regulamento técnico completamente novo para todo o grid.
Com a Mercedes construindo uma vantagem consistente e a Red Bull tentando reverter seu pior início de temporada em anos, as próximas oito corridas devem definir não só o campeão de 2026, mas também o novo equilíbrio de forças de uma Fórmula 1 que, com o regulamento reformulado, parece ter embaralhado, ao menos por ora, a hierarquia que vigorou na primeira metade da década.