Seleção sul-americana vence por 2 a 1 na semifinal, encerra a campanha inglesa e garante vaga na decisão da Copa do Mundo contra a Espanha.
por
Juliana Bertini
Lucas Leal
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16/07/2026 - 12h

A Inglaterra se despediu da Copa do Mundo na semifinal ao ser derrotada pela Argentina por 2 a 1, nesta quarta-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos. Em um duelo equilibrado entre duas das favoritas ao título, os argentinos aproveitaram melhor as oportunidades e garantiram a classificação para a decisão do torneio. Com o resultado, a equipe comandada por Thomas Tuchel disputará a decisão do terceiro lugar contra a França, enquanto a Argentina enfrentará a Espanha na grande final.

O confronto de semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina começou com um verdadeiro choque de estilos e disposição. Nos primeiros dez minutos, o respeito mútuo se traduziu em um jogo truncado, marcado por paralisações. A temperatura da partida ficou clara logo aos 8 minutos, quando Declan Rice recebeu cartão amarelo após parar um avanço perigoso de Alexis Mac Allister com uma falta dura na intermediária.

A partir dos 15 minutos, a Inglaterra de Thomas Tuchel passou a ditar o ritmo, ocupando o campo ofensivo e acionando as pontas. A melhor chance inglesa aconteceu aos 22 minutos: Jude Bellingham quebrou as linhas adversárias com um passe enfiado para Harry Kane. O capitão inglês bateu rasteiro da entrada da área, obrigando o goleiro Emiliano "Dibu" Martínez a fazer uma defesa espetacular com a ponta da chuteira direita.

Do outro lado, a Argentina adotou uma postura reativa, aguardando o erro adversário para acionar seus atacantes com passes longos. Essa estratégia quase calou a torcida inglesa aos 34 minutos. Após Rodrigo De Paul desarmar Bellingham no círculo central, a bola chegou rapidamente aos pés de Julián Álvarez. O camisa 9 invadiu a área em velocidade, deixou John Stones para trás e chutou cruzado, vendo a bola raspar a trave de Jordan Pickford.

Na reta final da primeira etapa, o nervosismo tomou conta do gramado. Aos 42 minutos, o jogo foi paralisado após Bellingham cair na área pedindo pênalti em uma dividida com Cristian Romero. O VAR revisou o lance por quase dois minutos e confirmou que o zagueiro argentino tocou apenas na bola. Sem alterações no placar após os quatro minutos de acréscimo, as equipes foram para o intervalo com um 0 a 0 que reflete perfeitamente a tensão e a entrega de ambas as seleções.

No começo do segundo tempo, o jogo ganhou mais emoção. Logo no primeiro minuto, Giuliano Simeone venceu o duelo de cabeça após um lançamento de Emiliano Martínez, e a bola sobrou para Julián Álvarez, que chutou forte, mas foi parado por Pickford.

Em resposta, aos 55 minutos, na saída de bola, Harry Kane recuou para oferecer uma opção entre os volantes e, com liberdade, lançou para o ataque. Tagliafico cortou mal, e Declan Rice aproveitou para servir Morgan Rogers, que cruzou para Anthony Gordon, que apareceu de surpresa na segunda trave para abrir o placar.

 

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Foi o primeiro gol de Anthony Gordon na Copa do Mundo
Reprodução: X/@England

 

Atrás do resultado, a Argentina voltou a um cenário comum neste mata-mata da Copa do Mundo: pressionar o adversário. Logo após o gol sofrido, Simeone recebeu de Enzo Fernández em profundidade, em uma transição rápida, mas foi perfeitamente desarmado por Djed Spence.

Precisando de mais poder ofensivo, Lionel Scaloni substituiu o volante Leandro Paredes pelo ponta Nicolás González. Com isso, a Argentina passou a ter mais posse de bola e começou a rondar a área da equipe inglesa. De acordo com o FotMob, foram 229 passes argentinos no campo adversário durante o segundo tempo, enquanto a Inglaterra teve apenas 33 toques no setor ofensivo.

A equipe de Thomas Tuchel sofreu muito com o volume ofensivo argentino e, aos 72 minutos, o técnico alemão substituiu o atacante Anthony Gordon pelo zagueiro Ezri Konsa. Logo depois, também trocou o lateral Reece James pelo zagueiro Dan Burn, de 2,01 m de altura, buscando proteger a área dos cruzamentos argentinos, além de substituir o volante Declan Rice pelo zagueiro Nico O'Reilly. 

O treinador foi muito criticado pela imprensa e torcedores por causa da postura defensiva após o gol e pela entrada de mais zagueiros na equipe, abrindo mão de jogar.

Porém, não demorou muito e, aos 85 minutos, após um escanteio curto, a Inglaterra tinha praticamente todos os seus jogadores protegendo a área. Marcado por dois adversários, Lionel Messi atraiu a marcação e rolou para Enzo Fernández, que apareceu livre na entrada da área e acertou um belo chute para empatar o jogo.

 

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O gol de Enzo Fernandez tinha 0,04 xG (Expected Goals) de probabilidade de acontecer.
Reprodução/Instagram/@afaseleccion

 

Já nos acréscimos, a Inglaterra, exausta e abatida psicologicamente, viu Lionel Messi avançar pela ponta direita até a linha de fundo e, de pé direito cruzar na cabeça de Lautaro Martínez, que havia entrado aos 72 minutos, para sacramentar a virada argentina.

Mais uma vez, Lionel Messi foi decisivo para a Argentina, com duas assistências na virada sobre a Inglaterra, agora o argentino é o jogador com mais participações diretas em gols nesta edição, chegando a 12 (oito gols e quatro assistências).

A Albiceleste disputará sua sétima final de Copa do Mundo em busca do quarto título, diante dos espanhóis, que tentam conquistar sua segunda taça. Já os ingleses adiaram novamente o sonho de voltar a uma decisão de Mundial, o que não acontece desde o título de 1966.

Argentina e Espanha decidem a Copa do Mundo no domingo (19), às 16h no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Um dia antes, no sábado (18), às 18h, França e Inglaterra disputam o terceiro lugar.

A Fúria volta a uma decisão depois de 16 anos
por
Pedro José Zolési
Pedro Premero
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16/07/2026 - 12h

Na última terça-feira (14), a Espanha venceu a França por 2 a 0 pelas semifinais da Copa do Mundo 2026, no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. Os espanhóis tiveram uma partida defensivamente impecável e conseguiram parar o melhor ataque do mundial, que marcou 16 gols, e Kylian Mbappé, um dos artilheiros do mundial, com oito gols.

A imagem mostra jogadores da Espanha comemorando
Essa será a segunda final da história da Espanha em Copas. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

O primeiro tempo foi de domínio espanhol. A Fúria controlou o meio de campo e não deixou os pontas da França levarem perigo. Destaque para o volante Rodri e o lateral esquerdo Marc Cucurella, que tomaram conta de seus setores e não deram liberdade para os franceses criarem jogadas. A Espanha foi para o intervalo com nove desarmes e cedeu apenas duas finalizações para os franceses, nenhuma no gol.

Aos 15 minutos de jogo, após Alex Baena ter o cruzamento interceptado, a França saiu para um contra-ataque. A jogada terminou em finalização de Michael Olise, mas foi bloqueada pelo zagueiro Pau Cubarsí.

O primeiro grande lance do jogo aconteceu aos 19 minutos. Cucurella avançou pela lateral e cruzou para a área. Lucas Digne deixou a bola pingar para dominar, porém ela subiu demais e ele teve que usar a cabeça. Ao tentar afastar o perigo, o lateral francês deu um chute em Lamine Yamal, que se antecipou e alcançou a bola. Como a falta foi dentro da área, o juiz Iván Barton marcou pênalti. Na cobrança, apesar de Mike Maignan ter acertado o lado, Mikel Oyarzabal bateu forte e abriu o placar para a Espanha.

A imagem mostra Oyarzabal comemorando o gol
Oyarzabal, artilheiro da Espanha na Copa, chegou ao seu quinto gol na competição. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

Aos 33 minutos, Unia Simón fez um lançamento da sua área para Baena. O ponta, mesmo marcado por Dayot Upamecano, conseguiu chutar para o gol. Porém, além de mandar para fora, foi marcado impedimento no lance. Logo em seguida, a França respondeu com Bradley Barcola. O jogador do PSG recebeu na lateral e cortou para o meio, mas isolou a bola na finalização.

Aos 37 minutos, a Espanha pressionou a saída de bola francesa e forçou Maignan a dar um chutão. A bola caiu nos pés de Baena, que passou para Rodri encontrar Lamine Yamal. O ponta do Barcelona fez uma belíssima tabela com Dani Olmo e cruzou para Fabián Ruiz, mas o espanhol foi interceptado por Upamecano. A primeira etapa terminou com a Fúria à frente no placar.

Na volta do intervalo, a Espanha seguiu com o controle da partida. A equipe de Luis de la Fuente manteve a posse de bola e ocupou o campo ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar o domínio em chances claras. Aos seis minutos, após jogada construída por Baena, Oyarzabal finalizou por cima da meta.

Na tentativa de aumentar o poder ofensivo, Deschamps colocou Désiré Doué na vaga de Barcola aos 11 minutos. A alteração, porém, não impediu que a Espanha ampliasse a vantagem logo em seguida.

Aos 12 minutos, Baena iniciou mais uma jogada pelo lado esquerdo e teve o chute bloqueado por Koundé. A bola permaneceu com os espanhóis, que trocaram passes até a bola chegar a Pedro Porro. O lateral encontrou Dani Olmo na entrada da área, recebeu a devolução e, livre diante de Maignan, finalizou para marcar o segundo gol da Espanha.

A imagem mostra Pedro Porro comemorando
Pedro Porro foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

A equipe espanhola continuou com seu ritmo e quase deixou o placar mais elástico três minutos depois. Pau Cubarsí encontrou Lamine Yamal com um lançamento em profundidade. O atacante venceu Lucas Digne na velocidade, invadiu a área e balançou as redes. O lance, no entanto, foi anulado por impedimento do camisa 19.

A França só conseguiu responder aos 21 minutos. Após passe de Ousmane Dembélé, Kylian Mbappé finalizou da entrada da área, mas a bola desviou na defesa espanhola e saiu para escanteio. Essa foi a primeira oportunidade clara dos franceses na partida.

A Espanha permaneceu mais perigosa e voltou a assustar aos 32 minutos. Depois de outra boa jogada de Baena pela esquerda, o cruzamento encontrou Ferran Torres, que venceu a disputa pelo alto, mas cabeceou para fora.

A melhor oportunidade francesa na partida surgiu apenas aos 35 minutos. Rayan Cherki, com um passe por cobertura, encontrou Mbappé em condições de sair cara a cara com Unai Simón. O goleiro espanhol deixou a área para interceptar a jogada, mas afastou mal a bola, que sobrou livre para Désiré Doué. Sem marcação, o atacante demorou para finalizar, o que permitiu a recuperação de Unai Simón. Na conclusão, Doué bateu sem força e facilitou a defesa do goleiro espanhol.

A imagem mostra Mbappé correndo com a bola
Artilheiro da França e da Copa com nove gols, Mbappé não conseguiu passar pela defesa espanhola. Foto: Reprodução/X/@equipedefrance

Nos acréscimos, Dembélé ainda finalizou duas vezes de dentro da área, mas Unai Simón, bem posicionado, fez as defesas sem dificuldades e garantiu a vitória por 2 a 0.

Com o resultado, a Espanha assegurou vaga na final da Copa do Mundo de 2026 e enfrentará a Argentina. A decisão está marcada para o próximo domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Já a França irá disputar o terceiro lugar contra a Inglaterra no próximo sábado (18). O jogo será às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos. Ambos os horários são de Brasília.

Mikel Merino faz o gol da classificação espanhola pela segunda vez consecutiva
por
Pedro Premero
Theo Fratucci
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16/07/2026 - 12h

 

Na última sexta-feira (10), Espanha e Bélgica foram até Los Angeles se enfrentar em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo. As equipes vieram com escalações modificadas em relação a seus confrontos anteriores.

A Bélgica, de Rudi Garcia, voltou com as estrelas Jéremy Doku e Kevin De Bruyne para a equipe titular. Já os espanhóis, tiveram apenas uma alteração: Fabián Ruiz no lugar de Pedri.

A partida iniciou conforme o esperado. Muita posse de bola do lado espanhol, porém com dificuldades de superar a defesa belga.

A superioridade espanhola no placar veio aos 30 minutos de partida. Após cruzamento de Pedro Porro pela direita, Dani Olmo chutou para o gol e obrigou Thibaut Courtois a operar bela defesa. No rebote, a substituição de Luís De La Fuente surtiu efeito e Fabián Ruiz completou para a rede.

‘La Furia’ quase ampliou o placar com Lamine Yamal batendo falta, mas o camisa 19 parou nas mãos do goleiro belga. Cinco minutos depois, a joia de 18 anos arriscou com perigo, após bela jogada individual. A bola passou à direita do gol.

O empate belga surgiu novamente de uma jogada aérea, arma muito utilizada pela equipe de Rudi Garcia no torneio. Castagne levantou para a área e De Ketelaere brilhou de cabeça. O camisa 17 marcou seu terceiro gol na competição, sendo que dois deles foram na partida anterior. Placar igual para o intervalo.

A Espanha voltou para a segunda etapa e manteve a pressão e a posse de bola como na primeira etapa, mas foi a Bélgica, no contra-ataque, que teve a primeira chance de gol,

Aos 9 minutos, Jérémy Doku tabelou com Kevin De Bruyne pela lateral e cruzou na área. Pau Cubarsí interceptou e a bola sobrou nos pés de Maxim De Cuyper, mas o lateral belga finalizou para fora.

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A Espanha dominou o jogo, foram 17 finalizações e 68% de posse de bola. Foto: Reprodução/X/@FCBarcelona_es

 

Após esse lance, a La Fúria voltou a controlar o jogo. Apesar das chances criadas, os espanhóis pararam em Thibaut Courtois. Aos 12 minutos, Lamine Yamal cruzou, porém Courtois se antecipou e afastou a bola. Logo em seguida, Mikel Oyarzabal passou para Yamal na lateral que cortou para o meio e chutou, mas parou em outra defesa do goleiro belga.

Aos 16 minutos, os belgas saíram em contra-ataque com Doku que fez um passe longo para Nicolas Raskin. O meio-campista cruzou, Aymeric Laporte interceptou, mas a bola bateu em Robri. Os belgas pediram um toque de mão do volante espanhol, mas nada foi marcado pela arbitragem.

Na sequência, foi a vez da Espanha atacar. Dani Olmo achou um belo passe para Yamal que entrou na área e passou para Oyarzabal. O atacante finalizou em cima de Courtois, que jogou para escanteio.

O jogo ganhou uma nova cara após duas substituições. Aos 26 minutos Courtois saiu para a entrada de Senne Lammens, depois de sentir um desconforto na coxa. Segundo o arqueiro do Real Madrid, ele poderia continuar jogando, porém não conseguiria dar passes longos ou “chutões”. Rudi Garcia decidiu então retirá-lo de campo e respeitar a escolha do técnico.

A outra alteração foi Dani Olmo por Mikel Merino, aos 40 minutos. O jogador do Arsenal mais uma vez decidiu a partida para a La Fúria, com apenas dois minutos em campo. Aos 42 minutos, Cubarsí arriscou um chute de fora da área e Lemmens defendeu, porém cedeu o rebote que foi aproveitado por Merino que finalizou e desempatou a partida.

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Merino chegou a dois gols no mundial e ultrapassou Lamine Yamal na artilharia da seleção espanhola. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

A Bélgica tentou uma reação aos 46 minutos. Raskin passou para Doku que deu uma bola enfiada para Alexis Saelemaekers. O ponta driblou Unai Simón, que se antecipou e deixou o gol livre, e cruzou, mas Laporte conseguiu interceptar antes que a bola chegasse em Lukaku.

Os belgas não conseguiram repetir a campanha de 2018 e foram eliminados nas quartas de final. Já a Espanha chegou pela sua segunda vez na história em uma semifinal, o que não acontecia desde 2010, quando foi campeã.

Equipe europeia domina o segundo tempo, supera os africanos com gols de Mbappé e Dembélé carimba o passaporte para a semifinal
por
Pedro Zolési
Isabelle Muniz
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16/07/2026 - 12h

 

A França venceu Marrocos por 2 a 0 no último dia 9 de julho, no Estádio de Boston, e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. Após desperdiçar um pênalti no primeiro tempo, Kylian Mbappé se recuperou na etapa final, marcou um dos gols da partida e comandou a classificação francesa. 

Para o confronto, Didier Deschamps promoveu apenas uma alteração em relação ao time que eliminou o Paraguai nas oitavas de final. Désiré Doué retornou à equipe titular na vaga de Bradley Barcola.

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Mbappé se tornou o primeiro jogador europeu a atingir a marca de 20 gols em Copas do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Os Les Bleus começaram a partida em ritmo intenso e levaram perigo logo cedo. Aos 3 minutos, Mbappé arriscou de fora da área e obrigou o goleiro Bono a fazer a primeira intervenção. 

Após uma jogada ensaiada em cobrança curta de escanteio entre Mbappé e Ousmane Dembélé, o camisa 10 cruzou para Upamecano. O zagueiro cabeceou com força, mas novamente parou em uma grande defesa do goleiro marroquino.

O domínio francês continuou ao longo da primeira etapa. Aos 24 minutos, Désiré Doué desarmou Hakimi, lateral-direito de Marrocos, no campo de defesa marroquino. A bola sobrou para Olise, que acelerou o contra-ataque e encontrou Mbappé. O atacante partiu para cima de Mazraoui e sofreu pênalti, após ser derrubado dentro da área.

Na cobrança, Mbappé escolheu o canto direito e bateu rasteiro, mas Bono acertou o lado e fez mais uma grande defesa.

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A França se tornou apenas a segunda seleção nos últimos 50 anos a ter dois jogadores com pelo menos cinco gols em uma mesma Copa do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Mesmo após desperdiçar a penalidade, a seleção francesa seguiu com o controle da partida. Aos 34 minutos, Doué voltou a recuperar uma bola no campo ofensivo, avançou em velocidade e finalizou rasteiro, obrigando Bono a realizar outra importante intervenção.

A última grande oportunidade francesa antes do intervalo aconteceu já nos acréscimos. Aos 46 minutos, Lucas Digne arriscou de fora da área e acertou o travessão.

Durante o primeiro tempo, além de controlar a posse de bola e criar as principais chances de gol, o time francês praticamente não sofreu defensivamente. Marrocos finalizou apenas uma vez durante toda a etapa inicial e pouco conseguiu ameaçar a meta defendida por Mike Maignan.

A seleção francesa construiu a vitória sobre Marrocos na etapa complementar da partida. O primeiro lance de perigo ocorreu aos 10 minutos, quando Doué finalizou para a defesa do goleiro Bono.

Na sequência, Michael Olise deu passe para Mbappé, que mandou a bola por cima do gol em jogada que já havia sido anulada por impedimento.

O placar saiu do zero aos 15 minutos. Após um passe de Doué, Mbappé finalizou com precisão para abrir a contagem. Cinco minutos mais tarde, o próprio Mbappé serviu Dembélé com um passe de calcanhar; o atacante avançou em velocidade e chutou rasteiro no canto para ampliar a vantagem francesa.

A equipe marroquina esboçou reação apenas aos 38 minutos, em chute do meia Azzedine Ounahi que parou na defesa do goleiro Mike Maignan. Logo depois, o meio-campista Neil El Aynaoui cabeceou na primeira trave, mas mandou para fora. Com o resultado de 2 a 0, a França assegurou a classificação para a semifinal do torneio.

Meio-campista chega a seis gols na competição e ingleses seguem na briga pelo Mundial
por
João Bueno Barbosa
Juliana Bertini de Paula
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14/07/2026 - 12h

Após vencer a Noruega por 2 a 1 no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos, a Inglaterra está nas semifinais da Copa do Mundo. Em partida disputada no sábado (11), a equipe comandada por Thomas Tuchel teve um confronto equilibrado contra os noruegueses e decidido pela eficiência do ataque inglês. Jude Bellingham foi o destaque da partida ao marcar os dois gols da vitória, garantindo a classificação da seleção inglesa, que agora enfrentará a Argentina por uma vaga na grande final do torneio. 

A Inglaterra impôs seu ritmo e controlou a posse de bola no começo, a fim de explorar as laterais com velocidade e movimentação ofensiva. Apesar do domínio inglês, a Noruega mostrou organização defensiva e conseguiu equilibrar o confronto, apostando em transições rápidas para surpreender o adversário.

A primeira grande oportunidade foi da Inglaterra, quando Jude Bellingham encontrou Harry Kane dentro da área, mas o atacante parou na defesa do goleiro norueguês Ørjan Nyland. Aos 36 minutos, a Noruega reagiu e abriu o placar com um belo chute pela esquerda do atacante Andreas Schjelderup.

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Noruegueses atingiram a melhor campanha em Copas do Mundo ao parar nas quartas de final. Foto: Divulgação/FIFA

Pouco depois, a pressão inglesa surtiu efeito. Bellingham aproveitou um cruzamento preciso e finalizou para abrir o placar, colocando os ingleses em vantagem antes do intervalo. A Noruega ainda tentou reagir nos minutos finais da etapa inicial, mas encontrou dificuldades para furar a defesa comandada por John Stones.

O fim da primeira etapa trouxe um possível apagão da Noruega após o gol de empate, mas o segundo tempo começou e o volume de jogo norueguês aumentou. A marcação do técnico Solbakken alternava entre um 4-5-1 com linhas baixas, e um 4-3-3 de alta pressão, que confundiu o time inglês e capacitou a posse dos Vikings. 

Após algumas chances do time nórdico, aos nove minutos da segunda etapa o segundo gol saiu, mas foi anulado. Em um escanteio, Ødegaard cruzou no centro da área, e após desvio a bola sobrou para finalização de Patrick Berg, que foi defendida por Pickford, mas resultou em uma finalização limpa do zagueiro Heggem, que ampliou o placar. Posteriormente o lance foi revisado e revertido, por conta de uma falta antes da cobrança na disputa entre Haaland e Eliot Anderson. 

O segundo tempo seguiu no mesmo tom, as maiores chances vieram do ataque noruegues, que não conseguiu ampliar. A Noruega foi capaz de carregar a bola ao ataque e achar espaço para finalização diversas vezes, porém, a mistura de uma grande partida de Pickford e uma infelicidade na hora dos arremates mantiveram o 1 a 1 no placar. Apenas no final da segunda metade a Inglaterra conseguiu boas chances, principalmente após a entrada de Bukayo Saka pelo lado direito. Mesmo assim, os 90 minutos acabaram em empate, portanto, mais uma prorrogação no mata-mata da Copa do Mundo de 2026.

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Com Kane e Bellingham, é a primeira vez em Copas que uma seleção tem dois jogadores marcando seis ou mais gols na mesma edição. Foto: Reprodução/Instagram/@england 

Logo aos três minutos do tempo extra, Bellingham apareceu novamente e virou a partida para a seleção inglesa. Morgan Rogers arriscou de fora, o goleiro Nyland espalmou para a área e o camisa 10 da Inglaterra finalizou para o gol. Com um primeiro tempo de prorrogação dominante dos ingleses, o segundo tempo norueguês precisava ser mais efetivo para buscar a classificação. A primeira grande surpresa foi a saída de Erling Haaland que, embora tivesse feito uma partida abaixo do seu padrão, é o fator de decisão do time, o que resultou em revolta e confusão por parte da torcida nórdica. 

A segunda metade do tempo extra parecia um replay da primeira. A seleção inglesa estava impondo seu jogo e era mais ativa na partida. As duas primeiras chances perigosas da etapa final foram da Inglaterra, novamente originadas dos jogadores que entraram no final do tempo regular. 

Aos 109 minutos Bukayo Saka conseguiu uma finalização de perigo na meta da Noruega, em jogada individual pelo lado direito do campo, após se livrar de dois marcadores com um drible. Logo em sequência a seleção norueguesa falhou na reposição de bola, o que resultou em visão clara para a finalização de Djed Spence. O chute foi forte e no canto do gol, e em grande defesa, Nyland espalmou a bola para o lado direito da área, caindo novamente nos pés de Saka, que finalizou, mas foi impedido mais uma vez pelo paredão norueguês. 

O tempo passou e a Noruega não conseguia criar a oportunidade de empate, encarando poucas chances claras de finalização. Enquanto a Inglaterra aceitou defender até o apito final para não se arriscar e garantir a classificação. 

O jogo terminou aos 122 minutos, 2 a 1 para o time inglês. Em mais uma partida brilhante de Jude Bellingham, os ingleses foram superiores quando mais precisavam e garantiram a vitória. A classificação da Inglaterra significou a segunda semifinal nas últimas três copas, e trouxe esperança para o torcedor que aguarda um título mundial há 60 anos, desde 1966 quando a Inglaterra ganhou sua primeira, e única, Copa do Mundo. Agora, os ingleses enfrentam a Argentina, na próxima quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília).

Já a Noruega se despede do mundial com um gosto amargo, mas com muitos motivos para se orgulhar. O time levou a potência inglesa à prorrogação e esteve muito próximo da classificação, mas a falta de eficiência no ataque e uma partida apagada de suas estrelas foi o suficiente para o time não alcançar sua meta. Mesmo assim, a Copa dos Vikings foi histórica. Foi a primeira campanha dominante do país: os Vikings venceram grandes times como Senegal e Costa do Marfim, eliminou o gigante Brasil e mostrou para o mundo que a jovem geração norueguesa tem muito talento e potencial para se tornar um time ainda mais perigoso no futuro.

No outro jogo da chave, turcos se despedem do Mundial com vitória sobre os EUA
por
Bruno Caliman
Gianna Flores
Manuela Amaral
Vinicius Zini
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26/06/2026 - 12h

Na última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, a Turquia finalmente venceu na competição na partida contra os Estados Unidos. No outro jogo do grupo, que decidia a posição na tabela das equipes, Paraguai e Austrália ficaram no 0 a 0. Confira mais detalhes das partidas:

Turquia 3X2 Estados Unidos

Na noite desta quinta-feira (25), pela terceira rodada do grupo D da Copa do Mundo 2026, a Turquia venceu os Estados Unidos por 3 a 2. A partida aconteceu no SoFi Stadium, em Los Angeles, e o resultado não mudou a colocação das equipes na tabela.

Já eliminada antes do último jogo, a equipe comandada pelo italiano Vincenzo Montella saiu atrás no placar logo aos três minutos, mas conseguiu reagir ainda no primeiro tempo e encerrou sua participação no Mundial com uma vitória em cima de um dos principais mandantes.

Os primeiros momentos da partida foram marcados pela pressão estadunidense nas bolas paradas. Logo no primeiro minuto, após cobrança de escanteio de Berhalter, Trusty aproveitou a sobra e finalizou com a sua perna mais fraca, a direita. Sem dificuldades, o goleiro segurou a bola e a defesa turca afastou para novo escanteio. Na cobrança, aos três minutos, Berhalter novamente encontrou os pés de Trusty que, desta vez, dominou e bateu firme para abrir o placar da partida.

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Auston Trusty foi o autor do primeiro gol norte-americano na derrota para a Turquia. Foto: Reprodução/Instagram/@usmnt

A Turquia respondeu de forma quase imediata. Aos dez minutos, o camisa 24, Aydin, tentou encontrar Arda Güler, mas se atrapalhou e a bola acabou parando com seu companheiro Yilmaz. O atacante encontrou um passe preciso para o camisa 8, que invadiu a área e, cara a cara com o goleiro, finalizou e empatou a partida.

Após o empate, o confronto ficou um pouco mais equilibrado. Brenden Aaronson, aos 13 minutos, recebeu a bola e arriscou uma finalização que foi bloqueada pela defesa turca. Na sequência, voltou a finalizar e, desta vez, Cakir fez a defesa tranquilamente.

Os Estados Unidos voltaram a levar perigo aos 29 minutos. Após mais uma cobrança de escanteio, Trusty subiu e cabeceou. Na sobra, Pepi não conseguiu finalizar, mas viu seu companheiro McKenzie balançar as redes na sequência da jogada, porém o gol foi anulado por impedimento de Pepi.

Os turcos, então, aproveitaram o momento para assumir vantagem no placar. Logo após o gol anulado dos EUA, aos 30 minutos, Yildiz recebeu de Arda Güler, conduziu a bola e devolveu para Güler na entrada da área. De primeira, o meia encontrou Elmali infiltrando em velocidade pela esquerda, o lateral cruzou para Kökçü, que estava livre para finalizar e consagrar a virada ainda na primeira etapa.

Na reta final do primeiro tempo, os norte-americanos ainda tentaram igualar o placar. Weah recebeu um lançamento longo, dominou no peito e, de perna esquerda, encontrou a finalização quase sem ângulo, mas o goleiro agarrou e o jogo seguiu. Nos momentos seguintes, McKennie arriscou da intermediária e obrigou Cakir a espalmar, fazendo a bola parar nos pés de seu companheiro. Na sequência do lance, Celik afastou mal e devolveu a posse aos Estados Unidos. 

Já nos acréscimos, os Estados Unidos tiveram sua última oportunidade antes do intervalo. Em mais uma cobrança de escanteio, Trusty subiu para cabecear, mas mandou a bola por cima do travessão. A seleção norte-americana demonstrou muita superioridade nas bolas paradas durante o primeiro tempo.

A segunda etapa começou da melhor forma para os Estados Unidos. Logo aos quatro minutos, Sebastian Berhalter aproveitou uma sobra na entrada da área e acertou um chute firme no canto para empatar a partida em 2 a 2, recolocando a seleção norte-americana na disputa. 

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Ayhan foi o responsável pelo gol da única vitória dos turcos na Copa. Foto: Reprodução/Instagram/@millitakimlar

Em busca da vitória, Pochettino promoveu a entrada de Christian Pulisic, que voltou a atuar após se recuperar de uma lesão na panturrilha. Os Estados Unidos passaram a criar mais oportunidades no ataque, enquanto a Turquia respondeu nos contra-ataques, mantendo o confronto equilibrado até os minutos finais. 

Quando o empate parecia encaminhado, a equipe turca encontrou o lance decisivo já nos acréscimos. Can Uzun recebeu a bola pela direita, avançou até a linha de fundo e cruzou rasteiro para Kaan Ayhan, que apareceu livre na segunda trave para completar para o gol e decretar a vitória da Turquia por 3 a 2 aos 53 minutos do segundo tempo. 

Apesar da derrota, o resultado não alterou a situação dos Estados Unidos na competição. A seleção norte-americana já havia assegurado a liderança do Grupo D e a classificação para as oitavas de final, enquanto a Turquia encerrou sua participação na Copa do Mundo com uma vitória de despedida, conquistada no último lance da partida.

Com isso, os Estados Unidos vão enfrentar a Bósnia na fase dos 16 avos de final, na próxima quarta-feira (01), às 21h (horário de Brasília), no Levi's Stadium, em Los Angeles (EUA).

 

Paraguai 0X0 Austrália

No outro jogo do grupo, que também aconteceu na quinta-feira (25), Paraguai e Austrália não tiraram o zero do placar na rodada final da fase de grupos do Grupo D da Copa do Mundo de 2026. No Levi’s Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos, 68.827 pessoas assistiram de perto um confronto que valia a segunda posição e classificação direta para o mata-mata, mas que no fim das contas foi um jogo de pouca inspiração ofensiva.

Paraguai e Austrália se enfrentaram pela primeira vez na história dos Mundiais. Nos cinco amistosos disputados entre eles, os paraguaios jamais saíram vencedores. Por outro lado, os Socceroos seguem sem vencer uma seleção sul-americana em Copas.

Somente a vitória daria a segunda colocação do grupo para a Albirroja, no entanto, eles pareciam confortáveis com o empate durante toda a partida. Ainda que pouco, os australianos criaram mais oportunidades e garantiram a vaga direta para os 16 avos de final. As duas seleções terminaram a fase de grupos com quatro pontos cada, e a paraguaia aguarda o término do restante da rodada para confirmar ou não sua classificação, já que ficou em terceiro lugar.

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A Austrália passou da fase de grupos da Copa do Mundo pela terceira vez na história. Foto: Reprodução/X/Socceroos

Em comparação ao jogo passado, o Paraguai teve algumas mudanças. Gustavo Alfaro escalou sua equipe com três zagueiros e não contou com Almirón – expulso contra a Turquia depois de cobrir a boca em discussão com um jogador adversário. Na Austrália, o treinador Tony Popovic fez mais alterações nos onze iniciais, como a volta de Irankunda e Metcalfe, e a entrada de Irvine e Volpato.

Nos primeiros minutos, Volpato cruzou rasteiro da linha de fundo para Irvine, que chutou forte de primeira. O goleiro Gill espalmou para escanteio, que foi cortado pela defesa paraguaia. Essa foi a chance inicial de uma primeira etapa com poucas emoções, com um Paraguai recuado e uma Austrália com mais posse de bola, na tentativa de propor o jogo.

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Jackson Irvine quase abriu o placar para a Austrália em seu primeiro jogo como titular nesta Copa do Mundo. Foto: Reprodução/X/Socceroos

Até a parada para a hidratação, a seleção australiana manteve-se no ataque, mas sem oferecer perigo. O’Neill arriscou de fora da área para bem longe do gol. Em jogada individual, Volpato tentou entrar na zaga adversária e perdeu a bola. Bos, ala esquerdo que jogou invertido, avançou pela direita e cruzou rasteiro para Velásquez afastar. Já a Albirroja sequer fez com que o goleiro Beach trabalhasse até o intervalo.

Aos 35 minutos, os Socceroos tiveram outra oportunidade novamente pela direita. Bos recebeu de Volpato e finalizou de fora para a defesa do goleiro. Nos acréscimos, mais uma jogada da dupla. Desta vez, Bos tocou para Volpato, que cortou a marcação e chutou para Gill espalmar. O ala australiano ainda cruzou para Irvine cabecear por cima do gol no lance seguinte.

No início do segundo tempo, Beach finalmente apareceu na partida após agarrar um chute à distância de Mauricio. Até os 15 minutos finais, foi o Paraguai quem ficou mais com a posse da bola, enquanto a Austrália esperava na defesa e tentava escapar em contra-ataques. No entanto, as duas equipes foram bastante precárias em relação à ofensividade. Somente Irankunda e Hrustic tiveram chances, porém longe de oferecerem riscos.

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M​​auricio saiu do banco no intervalo e teve as melhores oportunidades do Paraguai na partida. Foto: Reprodução/X/Albirroja

Aos 36 minutos, Enciso teve duas finalizações no mesmo lance: uma bloqueada e a outra para fora. A resposta australiana veio no minuto seguinte, quando Bos invadiu a área adversária e finalizou desequilibrado para a defesa do goleiro paraguaio. Aos 44, o ala australiano passou pela marcação e chutou com perigo para a linha de fundo.

O Paraguai teve sua melhor oportunidade do jogo nos acréscimos. Arce tocou para Mauricio, que concluiu rasteiro para o gol da entrada da área, mas Beach ficou com a bola. A Austrália ainda respondeu segundos depois. Hrustic infiltrou-se na defesa Albirroja e passou a bola para Yengi. O atacante chutou fraco de primeira para mais uma defesa de Gill. O árbitro francês Clément Turpin colocou ponto final na partida aos 50 minutos.

Com o resultado, o Paraguai se classificou como um dos oito terceiros melhores lugares e agora enfrenta a Alemanha na próxima segunda-feira (29), às 17h30 (horário de Brasília), no Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos. Já o próximo compromisso da Austrália é contra Egito, na próxima sexta-feira (3), às 15h (horário de Brasília), no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. Os dois jogos são válidos pelos 16 avos de final.

Português se torna o único a marcar em seis edições do torneio; colombianos lideram o Grupo K
por
Arthur Rocha
Davi Madi
João Calegari
Vinícius Pessoa
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26/06/2026 - 12h

Em mais uma rodada da Copa do Mundo de 2026, Cristiano Ronaldo brilhou na vitória de Portugal e se tornou o primeiro jogador da história a marcar gols em seis edições do Mundial. No outro jogo do grupo, a Colômbia venceu a RD Congo e assegurou a classificação para a próxima fase. Confira os detalhes dos confrontos do Grupo K:

Portugal 5X0 Uzbequistão

A seleção Portuguesa enfrentou o time do Uzbequistão pela segunda rodada do grupo K da Copa do Mundo, nesta segunda-feira (23), às 14h, no Estádio de Houston, no Texas. Após estreia decepcionante contra a RD Congo, o time de Cristiano Ronaldo goleou por 5 a 0 a seleção uzbeque, em partida com grandes atuações individuais e harmonia técnica. 

Portugal entrou em campo com time similar ao da primeira rodada, com destaque à titularidade de João Félix no lugar de Bernardo Silva, suspenso com cartão amarelo contra os congoleses. O jovem atacante do Al-Nassr fez uma das melhores partidas de sua temporada, e junto dos laterais Nuno Mendes e João Cancelo, foram essenciais na construção das jogadas ofensivas, que diversas vezes encontraram Cristiano Ronaldo na área uzbeque.

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Cristiano Ronaldo se tornou o primeiro homem a marcar em seis edições da Copa do Mundo. Foto: Reprodução/Instagram/@Portugal

O Uzbequistão foi a jogo já pressionado pela derrota na estreia para a Colômbia. A seleção de Cannavaro chegou a esboçar reação em alguns momentos, mas a diferença técnica entre as equipes foi determinante desde os primeiros minutos.

Aos seis minutos, um cruzamento de Cancelo achou o camisa sete, em meio a defesa adversária, que com um chute de primeira abriu o placar para a seleção lusitana. Este gol de Cristiano fez com que o craque se tornasse o primeiro jogador a marcar em seis edições da Copa do Mundo. Desde o mundial de 2006, o atacante balançou as redes em todas os anos do torneio.

A genialidade de CR7 ainda colaborou para o segundo gol dos portugueses, que saiu dez minutos após o primeiro. Em uma falta na entrada da área, enquanto todos observavam o especialista em bola parada ameaçar o chute, o lateral esquerdo Nuno Mendes acertou, com rapidez, um tapa rasteiro no canto direito do goleiro Nematov.

Após a pausa para hidratação, o time dos “Lobos Brancos” conseguiu equilibrar as chances ofensivas e chegou a pressionar a defesa portuguesa. Em uma roubada de bola, o ponta direita Azizjon Ganiev anotou um belo chute de fora da área, mas o gol foi anulado por falta em Cancelo.

Antes do fim do primeiro tempo, Portugal teve tempo de ampliar o marcador em uma jogada de contra-ataque, iniciada por João Félix. A bola chegou aos pés do meia Bruno Fernandes, que carregou até o campo adversário e tocou em profundidade para Cristiano, que chutou cruzado e marcou o terceiro.

Na etapa final, o técnico Roberto Martínez aproveitou a vantagem para testar alternativas na linha ofensiva. Fransisco Conceição, Trincão e Rafael Leão ganharam minutos e mostraram as múltiplas opções de peças no ataque à disposição do técnico espanhol. CR7, por sua vez, manteve o ritmo e buscou o hat-trick até o último minuto.

Antes do fim da partida, o Uzbequistão ainda contribuiu para o próprio placar: Abdukodir Khusanov, zagueiro do Manchester City e principal nome do elenco uzbeque, desviou para o próprio gol após escanteio português aos 60 minutos. A bola rebateu no goleiro, que anotou gol contra. Por fim, aos 87 minutos, Rafael Leão recebeu cruzamento de Nélson Semedo, que desviou na zaga e sobrou para o atacante chutar com força no ângulo, sacramentando a goleada.

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Em escanteio, bola rebate em goleiro Nematov e vai para o gol, marcando contra o quarto de Portugal. Foto: Divulgação/FIFA 

Ao fim da partida, o camisa sete de Portugal afirmou que, apesar do recorde individual, seu foco total é no desempenho da equipe para confirmar a vaga no mata-mata na próxima rodada. “É sempre bonito bater os recordes, mas minha meta é ajudar a seleção à alcançar seus objetivos”, afirmou. 

Após o empate contra a RD Congo, o time foi duramente criticado pela torcida, e a liderança e titularidade de Cristiano foram alvos de questionamento. O meia João Neves chegou a declarar que o atacante do Al-Nassr seria “só mais um jogador no elenco”. “Sabemos o que ele fez pela nossa seleção, mas no momento, não é diferente dos outros”, disse.

À beira do campo, o craque ainda completou: “Foi uma semana difícil. Parecia que eu já estava retirado do futebol. Mas aguentei, pois acredito mais no trabalho do que em qualquer coisa. Foi difícil, mas estamos de volta”.

Com dois jogos disputados e nenhum ponto somado, o Uzbequistão ocupa a última posição do Grupo K com saldo de gols de sete negativo. A situação é a mais delicada da chave: para manter qualquer esperança de classificação como um dos melhores terceiros colocados da fase de grupos, a seleção de Cannavaro precisa vencer a República Democrática do Congo na última rodada, em Atlanta, e tirar a diferença no saldo de gols. Um empate ou uma derrota encerram a participação uzbeque na estreia histórica do país em Copas do Mundo.

"Fico feliz pelos jogadores, mas essa é a diferença dos tipos de seleções. E levar o gol cedo sempre fica mais complicado. Mas nosso objetivo era estar aqui e viver a Copa, tentando fazer coisas boas", afirmou Cannavaro, em entrevista coletiva pós-jogo.

A seleção portuguesa busca confirmar a classificação contra a Colômbia, primeira colocada no grupo, no próximo sábado (27), às 20h30 (horário de Brasília), em Miami. Para os lusitanos, um empate garante a presença nos 16 avos como segundo colocado, mas uma vitória garante a primeira posição, que enfrenta um dos melhores terceiros colocados no mata-mata. O Uzbequistão enfrenta a RD Congo no mesmo dia e horário para cumprir a tabela da fase de grupos do torneio.

 

Colômbia 1X0 RD Congo

A seleção colombiana venceu a República Democrática do Congo na noite de terça-feira (23), por 1 a 0 no Estádio Akron no México. O gol foi marcado pelo lateral Daniel Muñoz aos 75 minutos da partida. O resultado garantiu a classificação antecipada dos colombianos para a próxima fase.

A partida reuniu duas seleções que surpreenderam na primeira rodada do Grupo K. A Colômbia havia vencido o Uzbequistão por 3 a 1, enquanto a RD Congo chamou atenção ao empatar com Portugal por 1 a 1. O resultado diante dos portugueses aumentou a confiança da equipe africana, que entrou em campo sonhando com uma classificação histórica para o mata-mata.

O início do confronto teve domínio colombiano. James Rodríguez, Luis Díaz e Jhon Arias participaram das principais ações ofensivas, mas encontraram dificuldades para superar a defesa congolesa.

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Luis Díaz teve dois gols anulados na partida contra a RD Congo. Foto: Reprodução/X/@FCFSeleccionCol

A RD Congo adotou postura mais cautelosa e apostou nos contra-ataques. Liderada por nomes como Yoane Wissa e Cédric Bakambu, a seleção africana conseguiu equilibrar parte do jogo e dificultou a construção ofensiva da Colômbia. Apesar de criar menos oportunidades, a equipe demonstrou organização defensiva e voltou a competir em alto nível contra uma seleção apontada entre as mais fortes do grupo.

A atuação do goleiro, Lionel Mpasi, foi novamente um dos grandes destaques da República Democrática do Congo. Diante de um dos ataques mais talentosos desta copa, Mpasi se mostrou um goleiro confiável, necessário para o bem estruturado sistema defensivo congolês, sob o comando técnico de Sébastien Desabre.

A resistência da defesa congolesa durou até os 31 minutos do segundo tempo, quando o lateral Daniel Muñoz arriscou uma finalização que desviou no zagueiro congolês, Steve Kapuadi, mudando a trajetória da bola. O lateral já havia balançado as redes na estreia contra o Uzbequistão e voltou a ser decisivo para os colombianos.

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Até a 2ª rodada, Munhoz é o artilheiro da Colômbia, com dois gols no Mundial. Foto: Reprodução/X/@FCFSeleccionCol

Após sofrer o gol que definiu a partida, Mpasi realizou sua nona defesa do jogo e impediu que os colombianos ampliassem o placar. A equipe africana avançou suas linhas nos minutos finais e tentou buscar o empate, mas encontrou dificuldades diante da defesa colombiana. Ainda assim, a atuação reforçou a competitividade apresentada pelos africanos neste Mundial, especialmente após o empate diante de Portugal na rodada anterior.

A vitória garantiu a classificação antecipada da Colômbia e manteve a equipe na liderança do Grupo K. Já a RD Congo permanece com um ponto e disputará a última rodada contra o Uzbequistão. Dependendo dos demais resultados da chave, os africanos ainda podem alcançar uma vaga histórica na fase eliminatória. Para isso, precisam vencer a seleção do Uzbequistão no próximo sábado (27), às 20h30 (horário de Brasília). Já os colombianos encaram Portugal, no mesmo dia e horário, para definir a liderança do grupo.

Na última rodada do grupo E, La tri superou a Alemanha de virada e os Elefantes venceram o Curaçao
por
Érico Soares
Gustavo Tonini
Lorena Basilia
Maria Luiza Pêgo
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26/06/2026 - 12h

Na última quinta-feira (25), às 17h, os classificados do Grupo E da Copa do Mundo 2026 foram decididos. O Equador saiu atrás, mas venceu a Alemanha, já classificada, por 2 a 1 e se classificou como um dos melhores oito terceiros colocados. No outro confronto, a Costa do Marfim conquistou a classificação inédita para o mata-mata ao vencer Cabo Verde por 2 a 0. 

Equador 2X1 Alemanha

O Equador entrou em campo com a necessidade de vitória sobre a já classificada Alemanha para garantir vaga nos 16 avos de final da Copa do Mundo. Com poder de reação, La Tri buscou a virada e venceu por 2 a 1, em uma partida marcada por muita intensidade no MetLife Stadium, em East Rutherford, Estados Unidos.

Os alemães abriram o placar logo no primeiro minuto. Pavlovic recuperou a posse na entrada da área e acionou Wirtz, que encontrou Sané em ótima posição para finalizar e balançar as redes. 

Mesmo em desvantagem, os equatorianos responderam rapidamente. Aos oito minutos, Angulo avançou pela esquerda, aproveitou um erro da defesa alemã e acertou um chute forte no canto esquerdo de Neuer, tudo igual no marcador.

Após o empate, o Equador passou a pressionar a saída de bola da Alemanha e controlou as ações ofensivas, mas encontrou dificuldades para transformar o domínio em chances claras de gol. A equipe alemã apostou nos contra-ataques e quase retomou a vantagem aos 24 minutos, quando Raum cruzou na medida para Havertz cabecear firme e exigir grande defesa de Galíndez.

No segundo tempo, o jogo voltou frenético, quando, 30 segundos depois do apito inicial, o árbitro Tori Penso marcou um pênalti para os alemães em Kay Havertz, mas após revisão no VAR, foi possível identificar uma falta no início da jogada, o que anulou o pênalti.

Depois do susto inicial, a vontade dos jogadores do Equador era nítida. A melhor geração da história do país disputava cada bola e corria com a vontade de um país inteiro, representada pela torcida no estádio que gritava Sí, se puede (Sim, é possível) para apoiar o time.                                                                                                                      

Mesmo com a determinação dos adversários, a Alemanha teve suas chances de passar La Tri no placar. Aos 35 minutos, Sané saíu cara a cara com o goleiro, Galíndez, que fez uma partida extremamente segura e defendeu o chute mascado do alemão. 

A resposta equatoriana veio no lance seguinte. Em um escanteio, a bola achou Kevin Rodriguez, que cabeceou para Gonzalo Plata. O atacante  provou que Sí, se puede” acreditar e balançou as redes de Neuer para fazer o 2 a 1.

A imagem mostra Plata, do Equador, comemorando o gol.
Em três jogos disputados, o Equador conquistou sua primeira vitória na história contra a Alemanha. Reprodução: Instagram/@latriecu

Depois do gol, a partida ficou muito tensa. Um chute de Undav chegou a balançar a rede do Equador pelo lado de fora, mas La Tri finalmente mostrou para o que veio. No apito final, a loucura do técnico Beccacece tomou conta da nação inteira. A Seleção Equatoriana de Futebol se classificou para o mata-mata da Copa do Mundo de 2026.

Curaçao 0X2 Costa do Marfim

No Lincoln Financial Field, na Filadélfia, Estados Unidos, Curaçao e Costa do Marfim entraram em campo com a meta de avançarem para o mata-mata do mundial. Os Elefantes confirmaram o favoritismo e venceram a Blue Wave.  

A equipe caribenha assustou no início da partida. No primeiro minuto, Tahith Chong arriscou um chute de fora da área, mas o goleiro Yahia Fofana espalmou para o lado sem maiores problemas. Foi o lance de maior perigo criado por Curaçao em toda a etapa inicial.

A Costa do Marfim com autoridade abriu o placar aos sete minutos. Diomande perdeu a bola, mas a defesa se atrapalhou e devolveu a bola para ele, que foi até a linha de fundo e mandou para Nicolas Pépé bater de primeira na meta defendida por Curaçao. O gol cedo deu tranquilidade aos Elefantes, que passaram a controlar o ritmo do confronto ao longo da etapa inicial.

Em busca do empate, a equipe caribenha foi para cima. Aos 13, Comenencia bateu rasteiro de fora da área, mas a bola passou ao lado da trave. Aos 38, Chong também arriscou de fora da área, mas mandou para fora. Quatro minutos depois, Leandro Bacuna, em jogada individual, invadiu a área pela esquerda e chutou para fora. Apesar das chances, Curaçao não conseguiu empatar.

A imagem mostra jogadores marfinenses comemorando a vitoria
Longe da geração de ouro, sem Drogba e sem Yaya Touré, os Elefantes finalmente conseguem passar da fase de grupos. Reprodução: Instagram/@elephantdecotedivoire

Com o início da segunda etapa, o jogo ficou completamente moroso e controlado pela Costa do Marfim. Curaçao não pressionava e não oferecia perigo aos adversários e os Elefantes tinham o domínio da posse, mas não aceleravam o jogo e pouco finalizavam. Mesmo assim, os marfinenses ampliaram o placar, aos 13 minutos, com Nicolas Pépé. O gol veio de uma boa ultrapassagem do ponta no meio da defesa curaçaense, ele recebeu uma bola enfiada de Sangaré para finalizar com um tapa de qualidade. 

O jogo só mudou de cara após a pausa para hidratação, principalmente após os 30 minutos. Dick Advocaat fez mexidas que soltaram mais a seleção de Curaçao, mas que abriram mais espaços para que a Costa do Marfim avançasse. A Blue Wave chegou com perigo principalmente em alguns chutes de fora, o mais perigoso foi uma tentativa de chute por cobertura de Noslin aos 44 minutos. Enquanto isso, os marfinenses geravam perigo principalmente na insistência de Wahi, que, aos 43 minutos, teve uma chance na cara do gol, mas parou em grande defesa de Eloy Room.

A imagem mostra Pépé chutando a bola
“Eterna promessa”, Nicolas Pépé faz seus dois primeiros gols em copas. Reprodução: Instagram/@elephantdecotedivoire

16 avos

Mesmo com a derrota, a Alemanha permaneceu com o primeiro lugar do grupo E. Agora, os germânicos terão o Paraguai, terceiro colocado do grupo D, como adversário na próxima segunda-feira (29), às 17h30, no Gillette Stadium, em Foxborough, nos Estados Unidos.

A Costa do Marfim ficou com a segunda posição e com a classificação inédita para o mata-mata. Os Elefantes vão enfrentar a Noruega, segunda colocada do grupo L, na próxima terça-feira (30), às 14h, no AT&T Stadium, em Arlington, Estados Unidos.

Já o Equador, por se classificar entre os melhores terceiros colocados, enfrenta o México, primeiro colocado do grupo A, no Estádio Azteca, na Cidade do México, capital mexicana. A partida também será na terça-feira, mas às 22h.

Com a derrota, Curaçao encerra sua primeira participação no mundial como lanterna do grupo e com menos oito gols de saldo, mas com um ponto na bagagem, seu primeiro na história da Copa.

Todos os horários são de Brasília.

Egípcios bateram a Nova ZelÂndia de virada por 3 a 1; partida entre Bélgica e Irã não teve gols
por
Julia Naspolini
Maria Paula Alves
Theo Fratucci
Martim Tarifa
|
24/06/2026 - 12h

 

No último domingo (21), o Egito conquistou sua primeira vitória na história da Copa do Mundo, após vencer a Nova Zelândia por 3 a 1. Já Bélgica e Irã terminaram a partida sem gols, com um empate morno. Veja os destaques do Grupo G:

Nova Zelândia X Egito

O Egito goleou a Nova Zelândia, no último domingo (21), no estádio Vancouver Place, no Canadá. A primeira partida com vitória dentro do Grupo G terminou em 3 a 1.

A partida começou com a seleção da Nova Zelândia dominando o jogo nos primeiros minutos. Logo no início do primeiro tempo, os All Whites criaram uma oportunidade de gol e finalizaram, mas a bola acabou saindo pela linha de fundo.

A pressão neozelandesa continuou e resultou em nova chance a partir de um escanteio. Aos 15 minutos, a equipe abriu o placar com um gol de cabeça de Finn Surman.

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O camisa 16 marcou gol que abriu o placar do jogo. Foto: FIFA/Reprodução

Durante a primeira metade do jogo, a Nova Zelândia manteve o controle das ações ofensivas. O Egito só conseguiu sua primeira finalização aos 25 minutos do primeiro tempo, quando levou perigo ao gol adversário, mas parou na defesa do goleiro.

Após esse lance, a equipe egípcia passou a equilibrar a partida e começou a criar mais oportunidades. Já nos acréscimos da etapa inicial, quase chegou ao empate, mas a finalização saiu pela linha de fundo, mantendo a vantagem da Nova Zelândia ao final do primeiro tempo.

A virada veio no segundo tempo. Depois do intervalo, a equipe africana chegou jogando mais para frente, com uma tentativa de finalização de Salah logo no primeiro minuto. 

Ao longo dos 45 minutos, o Egito conquistou sua goleada. O empate saiu aos 13 minutos, quando Mostafa Ziko, nome em homenagem ao lendário meio-campista brasileiro, aproveitou um novo cruzamento de Hany e cabeceou sem marcação para o fundo do gol. 

Menos de 10 minutos depois, Salah concluiu uma bela troca de passes com o próprio Ziko e virou o placar. E o capitão dos Faraós ainda ajudou a marcar mais um aos 37, após um escanteio cobrado por ele, Trezeguet surgiu no primeiro poste e desviou de cabeça para fechar o placar em 3 a 1.

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O atacante, Mohamed Salah, foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: FIFA/Reprodução

Essa é a primeira vez  que o time africano ganha em Copas, já a Nova Zelândia, segue sem conquistar esse feito. Com o resultado, o time africano assume a liderança da chave, com 4 pontos conquistados ao final de duas rodadas.

A partida contra a Nova Zelândia marcou duplamente a história do Egito em Copas. Além de ser a primeira vitória da seleção, consagrou Mohamed Salah como o maior artilheiro do país em mundiais, com três gols.

Bélgica X Irã

Em jogo válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, Bélgica e Irã se enfrentaram no último domingo (21) em Los Angeles, Estados Unidos. Mesmo com a expulsão do lado belga, o placar permaneceu zerado e as equipes terão que vencer na última rodada para sonhar com vaga no mata-mata. 

A partida começou com amplo domínio da Bélgica. No primeiro tempo, os belgas tiveram 81% da posse de bola. Mas essa era a exata intenção do Irã, que montou uma defesa muito forte, jogando num esquema 6-3-1 para congestionar a área de ataque belga e impedir ao máximo o número de chances claras adversárias.

Portanto, desde o primeiro minuto na primeira etapa, vimos um jogo de ataque contra defesa com muitos chutes bloqueados pelos defensores persas e defesas do goleiro Alireza Beiranvand. A seleção iraniana afastava todas as bolas para onde desse e buscava criar chances de gols através de faltas e escanteios conquistados no campo de ataque.

Assim, aos 25 minutos de jogo, Ehsan Hajsafi cobrou uma falta surpreendente na intermediária. Com passe rasteiro, achou o camisa 9 Mehdi Taremi livre na área para balançar a rede, mas após revisão o gol foi anulado por impedimento. 

Ainda no fim do primeiro tempo, a Bélgica teve uma grande chance. Após belo passe por cima de Tielemans, Maxim de Cuyper chutou forte de primeira, mas parou no goleiro iraniano. 

No começo da segunda etapa, tudo se inclinava para vermos um jogo muito parecido com aquele cenário antes do intervalo. A Bélgica voltou mais agressiva, com 59 minutos jogados o goleiro Alireza Beiranvand fez uma defesa histórica, ao receber um chute à queima roupa de dentro da pequena área, enquanto estava caído no chão. 

Foi então aos 67 minutos de jogo, que o zagueiro belga Nathan Ngoy perdeu a bola na defesa e teve que fazer a falta para impedir que Taremi saísse livre para ter a chance de abrir o placar para o Irã. Ngoy era o último homem no campo de defesa belga e foi expulso imediatamente pelo árbitro. 

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Reação de Ngoy após ser expulso. Foto: FIFA/Reprodução

O Irã cresceu no jogo, assumindo o protagonismo da partida e empurrando a Bélgica com um jogador a menos para seu campo de defesa. Mas assim como os belgas, a seleção persa não aproveitou seu momento de maior posse no jogo e a partida terminou empatada pelo placar de zero a zero. 

Na última rodada da fase de grupos, a Bélgica enfrenta a Nova Zelândia e o Irã o Egito, num grupo em que todos ainda têm chance de se classificar para a fase eliminatória. 

Craque argentino se torna o artilheiro isolado das Copas, enquanto argelinos eliminam a Jordânia
por
Lucas Farias
Lucas Leal
Mariana Luccisano
Octávio Alves
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24/06/2026 - 12h

Pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, a Argentina confirmou seu favoritismo e se classificou para a próxima fase do torneio após vitória sobre a Áustria. O jogo também ficou marcado pelo recorde de Lionel Messi, que se tornou o maior artilheiro das Copas de forma isolada com 18 gols e deixou para trás o alemão Miroslav Klose. No outro jogo do Grupo J, a Argélia eliminou a Jordânia e manteve viva para a última rodada as chances de classificação para o mata-mata. Confira os detalhes das partidas:

Argentina 2X0 Áustria

A Argentina venceu a seleção da Áustria por 2 a 0 em partida válida pela 2ª rodada do grupo J, e confirmou sua vaga para os 16 avos de final. O confronto aconteceu no Dallas Stadium, em Dallas, e cerca de 70 mil pessoas puderam ver Lionel Messi marcar novamente e virar, de forma isolada, o maior artilheiro de todas as copas, com 18 gols. 

A seleção austríaca promoveu mudanças na parte defensiva, com a entrada do zagueiro Kevin Danso e do recuo de Konrad Laimer para a lateral esquerda, e no ataque com Michael Gregoritsch começando no lugar do camisa 14 Sasa Kalajdzic, que havia atuado contra a Jordânia na primeira rodada. Por outro lado, a Albiceleste teve apenas a entrada de Nahuel Molina no time titular no lugar de Gonzalo Montiel, que sofreu uma lesão leve na coxa direita. 

Conhecida por uma marcação forte, a Áustria pressionou a saída de bola argentina desde o primeiro minuto, porém a equipe de Lionel Scaloni conseguiu sair com tabelas e com o Messi recuando para ajudar na saída de jogo e na posse de bola. 

Ainda nos minutos iniciais, a Argentina encontrou espaços com Molina conduzindo por dentro e quebrando a pressão austríaca. A jogada terminou em pênalti sobre Lautaro Martínez, que só foi marcado após consulta do VAR. Lionel Messi foi para a cobrança e desperdiçou, jogando para fora. Foi o terceiro pênalti consecutivo perdido pelo argentino em Copas do Mundo com a bola rolando.

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Lautaro Martinez sofreu pênalti após carrinhos de Xaver Schlager e Stefan Posch. Foto: Reprodução/X/@oefb1904

Após a perda do pênalti, a dinâmica entre as equipes mudou, já que a Áustria se sentiu mais confiante e a Argentina mais insegura. Com a fragilidade da equipe argentina, os austríacos pressionaram e empurraram o time rival, que começou a fazer faltas contra os europeus. Os argentinos tentavam sair no contra-ataque, mas sem sucesso.

A equipe de Ralf Rangnick estava com quatro meio-campistas e formava um losango por dentro, tentando anular a forma característica dessa argentina jogar, dificultando a circulação de bola entre Enzo Fernández, De Paul e Almada, e obrigando a utilizarem mais os laterais do que de costume. A intensidade austríaca prevaleceu até a parada para hidratação, quando a Argentina retomou o controle do jogo, com muita paciência e toques de bola.

Também chamava atenção a estratégia argentina de evitar cruzamentos, devido a alta estatura da defesa da Áustria, que tem 1,84m de média, e a Argentina com seus atacantes chegava apenas a 1,71m de média. 

Aos 38 minutos, após recuperar a posse em um lateral, Messi foi acionado e virou o jogo para Almada, que esperou a ultrapassagem de Enzo Fernández e Facundo Medina. Com a linha defensiva austríaca recuada para proteger a profundidade, o lateral recebeu e devolveu para Almada na entrada da área, que fez um corta-luz preciso para Messi finalizar livre e se tornar o maior artilheiro isolado da história das Copas do Mundo.

Com a intensidade que havia marcado sua atuação no primeiro tempo, os austríacos voltaram do intervalo ocupando mais o campo de ataque e encontraram em Sabitzer sua principal arma ofensiva. Aos dez minutos, o meia cobrou falta com perigo e exigiu grande defesa de Emiliano Martínez, que evitou o empate.

O bom momento austríaco, porém, não durou por toda a segunda etapa da partida. Aos poucos, a Argentina retomou o controle do jogo por meio da posse de bola, característica que já havia lhe permitido superar os momentos de pressão adversária no primeiro tempo. Com mais paciência na circulação e menos espaços para os contra-ataques da Áustria, a equipe de Lionel Scaloni reduziu o ritmo do jogo e passou a administrar a vantagem.

Ainda assim, os argentinos encontraram oportunidades. Messi voltou a aparecer aos 18 minutos do segundo tempo ao receber passe de Julián Álvarez, se livrar da marcação e finalizar para defesa do goleiro Alexander Schlager. Com o passar do tempo, a partida ficou mais truncada, marcada por interrupções e por uma disputa física mais intensa no meio-campo.

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Todos os gols da Argentina nesta edição da Copa do Mundo foram marcados por Lionel Messi. Foto: Reprodução/X/@Argentina

Nos minutos finais, a Áustria voltou a pressionar em busca da igualdade e obrigou a Argentina a sustentar sua vantagem com uma atuação defensiva segura. Mas, já nos acréscimos, a Albiceleste encontrou o golpe definitivo. Em um contra-ataque, Messi iniciou a jogada, viu Julián Álvarez ter a finalização bloqueada e aproveitou o rebote para marcar seu segundo gol na partida e o 18º de sua carreira em Mundiais.

O resultado garantiu a classificação antecipada da Argentina para a próxima fase e manteve a equipe na liderança do Grupo J. Os argentinos voltam a campo no próximo sábado (27), às 23h (horário de Brasília), contra a já eliminada Jordânia. Com a derrota, a Áustria permaneceu com três pontos e decidirá sua permanência no torneio na última rodada, diante da Argélia, também no sábado, às 23h.

 

Jordânia 1X2 Argélia

Para fechar a segunda rodada do grupo J, a Argélia venceu de virada a Jordânia pelo placar de 2 a 1, na madrugada desta terça-feira (23). A partida aconteceu non Levi's Stadium, em Santa Clara. Com a derrota, os jordanianos foram eliminados da Copa do Mundo. Já a Argélia, somou seus primeiros pontos no torneio e ainda busca a classificação para a próxima fase.

A etapa inicial teve chances alternadas entre as equipes. A Argélia chegou duas vezes com Amine Gouiri, uma à direita aos dois minutos de partida e outra finalização fraca aos 28, e com Riyad Mahrez, que finalizou bem aos 33 minutos, mas parou no goleiro Yazeed Abulaila. Pelo lado da Jordânia, Mousa Al-Tamari arriscou aos 12 minutos, mas o goleiro argelino Luca Zidane defendeu a finalização, enquanto Nizar Al-Rashdan tentou pelo alto e em chute rasteiro, mas sem perigo.

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Os Al-Nashama celebraram o gol de Nizar Al-Rashdan, que abriu o placar da partida. Foto: Reprodução/X/@i3merz

A equipe da Jordânia seguiu para o intervalo em êxtase após a vantagem conquistada. Em contrapartida, a Argélia foi para a pausa abatida, principalmente após mais uma falha do goleiro Luca Zidane, que vem sendo bastante criticado por suas atuações na Copa do Mundo

Na segunda etapa, os argelinos melhoraram. Com o controle do jogo durante boa parte do segundo tempo, aos 24 minutos, Mahrez cobrou escanteio para Benbouali empatar o jogo. Faltando apenas oito minutos para o fim do tempo regulamentar, novamente em bola parada, Gouiri virou o placar para a equipe argelina.

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Nadir Benbouali sobe mais alto que os defensores da Jordânia e marca o gol de empate da Argélia. Foto: Reprodução/X/@i3merz

Apesar do susto, a seleção da Argélia saiu vitoriosa e Ibrahim Maza, jovem promessa da seleção africana, foi eleito o melhor em campo. Apesar de não participar diretamente de nenhum dos gols, ele foi o jogador mais ativo no jogo.

Na última rodada, a Argélia enfrenta a Áustria no sábado (27), às 23h (horário de Brasília), para decidir quem ficará com a segunda colocação do grupo e a classificação direta para a próxima fase, sem precisar dos resultados de outros grupos para ficar como um dos melhores terceiros lugares da competição. Já a eliminada seleção jordaniana cumprirá tabela contra a Argentina, de Lionel Messi, no mesmo dia e horário.