Na última quinta-feira (26), o Brasil perdeu para a França pelo placar de 2 a 1. As seleções se enfrentaram em amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026. Diante de 66.713 pessoas, a partida aconteceu em um dos 16 estádios sedes da Copa, o Gillette Stadium, em Boston, que registrou seu segundo maior público da história.
Desde 2015 sem se enfrentarem, Brasil e França trataram o jogo como algo além de um amistoso. As duas seleções entraram em campo pela primeira vez com seus novos segundos uniformes, que serão utilizados na Copa do Mundo. O Brasil jogou todo de azul escuro. Já a França utilizou vestimentas de cor verde clara.
O jogo
Embora a maioria dos torcedores presentes fossem brasileiros, quem começou o jogo com maior controle foram os franceses. Durante os primeiros 20 minutos, os comandados de Didier Deschamps tinham 60% de posse de bola e dificultavam a saída de jogo do Brasil, mas não converteram em chances de gol. Por outro lado, a Seleção Brasileira esperava mais no campo de defesa com foco nas transições ofensivas. Até a parada para hidratação foi uma partida estudada e sem grandes ocasiões de ataque.
Após a pausa, Carlo Ancelotti inverteu de lado os pontas Raphinha e Gabriel Martinelli. No minuto seguinte, a primeira grande chance apareceu. Vini Jr recuperou a bola no campo de ataque e acionou Martinelli, que finalizou de esquerda no canto do goleiro Maignan, mas a bola raspou a trave e saiu pela linha de fundo.
O cenário parecia melhorar para a Seleção, até que aos 31 minutos Léo Pereira – um dos estreantes do dia – tocou na fogueira para Andrey Santos, que tentou consertar para Casemiro. Os franceses aproveitaram o erro e roubaram a bola do capitão do Brasil, e então Dembélé acertou um bom passe em profundidade para Mbappé, que passou em velocidade entre os dois zagueiros brasileiros até ficar cara a cara com Ederson. O camisa dez, com uma cavadinha, encobriu o goleiro e abriu o placar.
Na segunda metade do primeiro tempo o jogo ficou mais aberto, com lances ofensivos dos dois lados. No entanto, a Seleção Brasileira continuou com as dificuldades de saída de bola, e a francesa ficou mais perto de ampliar o placar do que de levar o empate. A primeira etapa terminou com cinco finalizações e dois escanteios para cada lado.
Os primeiros dez minutos do segundo tempo foram promissores para o Brasil. A substituição de Raphinha por Luiz Henrique – feita por Ancelotti no intervalo, após o craque do Barcelona sentir dores na coxa – foi essencial para isso. Mais uma vez, o ex-Botafogo entrou bem na segunda etapa e fez jogadas perigosas pelo lado direito do gramado.
Também por esse lado, por trás da defesa adversária, Wesley recebeu ótimo lançamento de Andrey, até que na entrada da área o lateral foi derrubado por Upamecano. No primeiro momento, o zagueiro francês recebeu apenas cartão amarelo. Porém com auxílio do VAR (árbitro assistente de vídeo), o juiz Guido Gonzales Jr expulsou o jogador.
O Brasil não soube aproveitar a vantagem numérica e caiu muito de rendimento após o cartão vermelho de Upamecano. O resultado disso foi o segundo gol da França, aos 19 minutos. Depois de boa troca de passes, Olise recebeu livre no meio de campo e carregou a bola até dar a assistência para Ekitiké finalizar, também de cobertura.
Aos 33, a Seleção diminuiu o placar. Danilo Santos, outro estreante do dia, não sentiu o peso da camisa e havia entrado bem. O próprio achou Casemiro na segunda trave em uma cobrança de falta, que conseguiu chegar na bola e cruzou para trás, onde Luiz Henrique dominou e deu um chute fraco. No fim, virou um passe para o zagueiro Bremer finalizar de dentro da pequena área no gol.
Depois do gol, o Brasil se animou e esboçou uma pressão nos minutos finais, enquanto a França, com um a menos, recuou seus jogadores. Entretanto, com destaque para o autor do gol Bremer, a Seleção Brasileira gerou apenas um ou outro lance de perigo, até o árbitro encerrar a partida aos 53 minutos.
O jogo exibiu a diferença entre uma seleção francesa montada há bastante tempo, que está nos ajustes finais para a Copa do Mundo, e uma seleção brasileira que ainda precisa de entrosamento enquanto realiza testes às pressas para a convocação final. Somente nesse jogo, o técnico Carlo Ancelotti promoveu a estreia de quatro jogadores: Léo Pereira, Danilo Santos, Igor Thiago e Gabriel Sara. Ao mesmo tempo, o italiano enfrenta o problema de que os craques em seus clubes não praticam o mesmo futebol na Seleção, como Vini Jr e Raphinha. Além disso, ele ouviu a torcida no estádio gritar o nome de Neymar logo após o segundo gol dos franceses.
O Brasil volta a campo na próxima terça-feira (31), contra a Croácia, às 21h (horário de Brasília). A partida também ocorrerá nos Estados Unidos, desta vez no Camping World Stadium, em Orlando. Ancelotti terá esse amistoso como o último teste antes da convocação oficial para a Copa, agendada para o dia 18 de maio.
Já a França encara a Colômbia no próximo domingo (29), às 16h (horário de Brasília), no Northwest Stadium, em Landover.
Na última quarta-feira (25), às 10h, ocorreu o evento REDemocratização Corinthiana, no Teatro Tucarena, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). No local, ex-jogadores, artistas, jornalistas, entre outros, lançaram o movimento que quer escrever uma constituição para o Timão.
A carta, a ser elaborada, deve dar protagonismo para todos os torcedores nas decisões do clube, além de reorganizar as estruturas do time, que passa por um cenário político e financeiro conturbado nos últimos anos.
O evento foi organizado pelo Grupo de Estudos de Direito Desportivo da PUC-SP, em parceria com o Grupo de Estudos de Direito Tributário da PUC-SP.
Contextualização
A ideia da REDemocratição e da constituição surgiu de Eco Moliterno, publicitário, que propôs a ideia para Juca Kfouri. Os motivos para o movimento se dão pelo momento em que o Corinthians se encontra no cenário esportivo nacional. O clube é o mais endividado do Brasil, com cerca de 3 bilhões de débitos vencidos. Além disso, os últimos três presidentes do time, Andrés Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo, estão sendo investigados pela justiça por crimes cometidos no Timão.
Para tentar solucionar isso, um grupo deu início a uma proposta externa de constituição para o clube. O objetivo é que o texto traga de volta a Democracia Corinthiana, movimento criado em 1982 por Sócrates, Wladimir, Walter Casagrande, entre outros, que estabeleceu uma pequena “ilha democrática” no Corinthians em meio “ao mar” da Ditadura Militar.
O movimento foi batizado pelo publicitário Washington Olivetto, que ouviu a expressão “Democracia Corinthiana” sair da boca de Juca Kfouri, então jornalista da Revista Placar, que mediou um evento dos jogadores do Timão com o movimento estudantil da PUC-SP, no Tucarena.
A Democracia Corinthiana durou apenas dois anos, mas provocou mudanças estruturais no time. No período, todas as decisões dentro do Corinthians deveriam ser votadas por todos os jogadores e funcionários, que tinham o mesmo peso de voto e opinião. A autogestão garantiu dois títulos Paulista, em 1982 e 1984.
Os integrantes da Democracia Corinthiana também se posicionaram politicamente sobre o cenário que o Brasil vivia. O movimento participou do comício pelas Diretas Já e reivindicaram, junto à população, a aprovação da Emenda Constitucional Dante de Oliveira, que propunha eleições presidenciais diretas em 1984, algo que não acontecia desde 1960.
O movimento terminou em 1984 devido a alguns motivos, como a divisão do grupo de jogadores em dois, a saída de alguns membros do elenco e a derrota de Adilson Monteiro Alves, sucessor do então presidente Waldemar Pires, nas eleições.
Salve o Corinthians
Diferente do movimento “de dentro para fora” da década de 1980, Juca Kfouri anunciou um movimento “de fora para dentro”, a REDemocracia Corinthiana. O jornalista mediou a mesa de debate.
Antes do início da mesa, o ex-jogador Basílio, autor do gol da conquista do Campeonato Paulista de 1977, que encerrou o tabu de 22 anos sem títulos do Timão, foi chamado ao palco. Basílio não pode ficar no evento, mas destacou brevemente que o encontro pode ser o pontapé inicial para o “Gigante parar de sangrar” e que chegou a hora de dar um basta em como o clube está sendo conduzido.
Além de Juca, a mesa foi composta por Eco Moliterno; Cássio Brandão, torcedor reconhecido pelo Guinness Book pela maior coleção de camisas de time no mundo; Chico Malfitani, fundador da Gaviões da Fiel; Homero Olivetto, filho de Washington Olivetto; o rapper Rappin Hood; a atriz Alessandra Negrini; a jornalista Marília Ruiz e Sócrates Jr, filho do Doutor Sócrates. Também participaram da mesa os ex-jogadores Casagrande e Wladimir.
Juca explicou que o evento daria início ao processo de eleição de 77 personalidades corintianas, que representem a sociedade, para escrever a constituição. Com ela pronta, a meta é entregar no dia 1° de setembro, aniversário do Corinthians, à alguém, que Juca disse não saber ainda quem é. “Para quem? No Parque São Jorge? Para a sociedade? Não sei. Agora deixar claro, esse movimento não é de esquerda, não é de centro, não é de direita. Esse movimento é de corintianos de boa vontade, que só querem ter a alegria de ser corintianos com orgulho”, destacou.
Eco Moliterno acrescentou que a manhã de quarta é só o primeiro passo e que a constituição será a ponte para a redemocratização. Chico Malfitani disse que, assim como a Gaviões, a mobilização pode se tornar algo grande.
Frequentadora do Parque São Jorge desde que nasceu, Marilia Ruiz destacou que tem esperança na mudança. Ela também não se conforma que a sede social e administrativa seja dona do Corinthians e que deveria ser ao contrário, pois o Timão é muito maior que qualquer instituição. “A Rua São Jorge 777 não é o Corinthians, eu sou o Corinthians, você é Corinthians”, comentou a jornalista.
Cássio Brandão será o responsável pela organização do movimento, de modo a garantir a participação de todo mundo. “Seremos 77 na assinatura, mas com espírito de 35 milhões, atestando a autenticidade social de um texto que nasce para vigorar. Ninguém, ninguém é mais corintiano que ninguém”, disse Cássio.
O evento foi transmitido pelo canal do Youtube da TVPUC. Clique aqui e confira como foi.
Nesta última terça-feira (24), a jogadora Carol Gattaz colocou um ponto final em sua carreira de jogadora profissional de vôlei. A medalhista olímpica postou um vídeo em suas redes sociais anunciando que deixaria as quadras, após a recuperação do joelho esquerdo, que não evoluiu da maneira como se esperava.
Chegou a hora. Não era essa a notícia que queria estar dando, queria que minha recuperação estivesse dando certo, mas hoje essa é a decisão que é a melhor para ser tomada [...] Infelizmente o meu joelho não evoluiu como eu gostaria, e eu não aguento mais sentir dor todos os dias. Continuar forçando a gente sabe que ia exigir de mim uma nova cirurgia e de qualquer forma não teria condições de voltar e jogar - escreveu a jogadora em suas redes.
Gattaz fez seu último saque pelo Praia Clube e terminou com a vitória de 3 sets a 1 contra o time do Tijuca, o que colocou o Praia nas quartas de final da Superliga feminina de 2025/26. A Central recebeu o troféu Viva Vôlei, entregue à melhor dentro de quadra.
A direção do clube preparou um quadro com seu rosto feito a partir de várias palavras que a representa e a entregou flores. A atleta também discursou e recebeu muito carinho da torcida presente, sendo ovacionada todo o tempo, do aquecimento ao último ponto da partida.
Afastamento das quadras
Em 2023, quando ainda defendia o Minas Tênis Clube, Gattaz rompeu o ligamento LCA (Ligamento Cruzado Anterior), no joelho direito. O tempo de recuperação foi de nove meses entre cirurgia, fisioterapia e retorno aos jogos. No ano passado, já defendendo o time de Uberlândia, ao bloquear um ataque do time Brusque, ela caiu de mau jeito e foi substituída. Depois do jogo, o time confirmou o rompimento do LCA, desta vez, do joelho esquerdo.
Ficar sentindo esta dor, que é um pouco incapacitante pra mim, é realmente muito ruim, muito frustrante. Estou muito triste, confesso, não queria que fosse assim de jeito nenhum. Queria me despedir em quadra, jogando, ajudando o time, sendo feliz jogando voleibol como fui nesses últimos 29 anos de profissional. Mas a gente sabe que nem tudo é da forma como a gente deseja - desabafou a atleta, no mesmo post.
CarreiraGattaz começou cedo nos esportes e aos 17 anos, já atuava nas quadras de sua cidade natal, São Caetano do Sul (SP). Em 2014, ela assinou um contrato com o Minas Tênis Clube, onde jogou por 10 anos e teve uma carreira muito vitoriosa, conquistando quatro Campeonatos Mineiros, quatro Superliga, duas Taças da Copa Brasil e quatro Sul-Americano de Clubes.
Já pela Seleção Brasileira, viveu vários dramas. A primeira convocação veio em 2003, aos 22 anos. Mas a convocação para as olimpíadas só veio nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, disputados em 2021, devido a pandemia de COVID-19.
Nas Olimpíadas de Pequim de 2008, Gattaz foi cortada às vésperas dos jogos e nos anos de 2012, em Londres e 2016, no Rio, ficou fora da lista.
Em 2024, a jogadora anunciou sua contratação pelo clube de Uberlândia, Praia Clube, e foi campeã do Sul-americano de Clubes em 2025.
Estamos em março e o recorde de maior transferência da história do futebol brasileiro foi quebrado por duas vezes. Em 28 de janeiro, Lucas Paquetá foi contratado pelo Flamengo por 42 milhões de euros (aproximadamente R$ 260 milhões na cotação de 26 de março) vindo do West Ham United, da Inglaterra. O anúncio foi feito apenas 11 dias depois de Gerson ter se transferido do Zenit, da Rússia, para o Cruzeiro por 25 milhões de euros (cerca de R$ 176 milhões), sendo, até então, a contratação mais cara do futebol nacional.
A superação dos valores e quebras de recorde têm sido cada vez mais frequentes nas transações entre clubes do mundo inteiro e, em especial, no Brasil que tem as 13 contratações mais caras realizadas nos últimos cinco anos. “Os valores espantam, porém é uma tendência global, o mercado está inflacionado, não é uma exclusividade do futebol brasileiro.”, explica Gabriel Renan, cientista contábil e experiente no mercado financeiro. “Houve um aumento sistemático de direitos de transmissão, são valores muito robustos. É natural que, tendo mais dinheiro, você vai ter transações mais ousadas”, acrescenta Renan.
Ele afirma que os valores tendem a aumentar ainda mais, principalmente se os clubes se organizarem em uma liga independente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Atualmente, os clubes seguem discutindo a distribuição de valores e estão divididos em dois grupos: a Liga do Futebol Brasileiro (LIBRA) e a Liga Forte União (LFU). Se considerarmos os valores corrigidos pela inflação, Paquetá segue como o jogador mais caro, porém em segundo aparece Edmundo, contratado em 1999 pelo Vasco da Gama por 15 milhões de dólares pagos ao Fiorentina, da Itália, equivalente a R$ 24 milhões em valores da época e R$ 183,5 milhões nas cifras atuais, ficando a frente da quantia paga pela aquisição de Gerson.
“A gente tem que contextualizar, essa foi uma contratação de uma parceira do Vasco na época, a NationsBank, que injetou dinheiro no futebol”, afirmou. Ele explica ainda que isso era comum na época, usando de exemplo o Palmeiras e sua famosa parceria com a Parmalat e o Corinthians, com o extinto Banco Excel. “Não era algo que tinha relação com a sustentabilidade dos clubes, muito pelo contrário, as receitas eram tímidas e isso (contratações de alto valor) só era possível com capital externo”, disse.
No panorama internacional dos dias atuais, os números brasileiros ainda ficam atrás das maiores transações já registradas. Ainda seguem como as transferências mais caras do futebol mundial Neymar saindo do Barcelona, da Espanha para o francês Paris Saint-Germain, em 2017, por 222 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhões), e Kylian Mbappé, transferido em definitivo dentro do mesmo país, partindo do Monaco também para o PSG, por cerca de 180 milhões de euros (também mais de R$ 1 bilhão).
Ainda assim, a recente movimentação no Brasil indica uma convergência parcial, especialmente no esforço de clubes em repatriar jogadores em alta no futebol europeu, como foi o caso de Vitor Roque, que voltou ao Brasil em 2025 após atuar por duas temporadas no Barcelona, da Espanha. O palmeiras pagou 25,5 milhões de euros pelo atacante (cerca de R$ 153 milhões), sendo a terceira transferência mais cara em números absolutos e a sexta maior, quando considerada a correção inflacionária.
No mercado de transferências, o Brasil ainda se configura como país majoritariamente exportador, com suas maiores vendas envolvendo clubes europeus. A maior da história segue sendo a de Neymar, saindo do Santos, em sua primeira passagem, para o Barcelona, em 2013, por 88,4 milhões de euros (cerca de R$ 473 milhões). Na sequência, aparece a compra de Vitor Roque pelo Barcelona, por aproximadamente 74 milhões de euros (aproximadamente R$ 395 milhões) pagos ao Athletico Paranaense, e Endrick, vendido pelo Palmeiras ao Real Madrid por valores que podem chegar a 72 milhões de euros (cerca de R$ 385 milhões). Também figuram entre as maiores negociações Vinícius Júnior, do Flamengo para o Real Madrid, e Rodrygo, do Santos para o mesmo clube espanhol, ambos por 45 milhões de euros (cerca de R$ 241 milhões cada).
Outro ponto que acompanha a valorização das transferências é o crescimento dos salários no Brasil. Segundo levantamento do portal R7, ao menos seis jogadores que atuavam no país em 2025 recebiam mais de R$ 2 milhões mensais. De acordo com estudo realizado por FiscalData, esse valor corresponde a quase quatro vezes mais do que o mínimo necessário para estar entre os 0,1% mais ricos do país. Em contraste, a renda média da população é de R$ 3.613. “Proporcionalmente em receita, os clubes tendem a 70% de gasto em folha salarial, nos anos 90 também era isso, a proporcionalidade do gasto não mudou durante o tempo, a questão é que hoje os valores são muito maiores” , explicou Gabriel e ainda acrescentou que “estamos falando de clubes que faturam bilhões, é natural que os jogadores ganhem na casa dos milhões.
Ainda segundo Renan, “jogador de futebol dos grandes clubes ganham muito e fazem parte da camada mais rica do país, isso é um fato. Mas se tem mais dinheiro rolando nesse negócio, nada mais justo do que ter a valorização dos principais artistas do espetáculo”.
No domingo do dia 15, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e a Fórmula 1 decidiram cancelar os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita. A decisão de cortar ambas sessões do calendário de 2026 se deu por conta do conflito entre Estados Unidos e Irã que vem afetando outros países do Oriente Médio.
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, explicou o cancelamento das duas corridas poucos dias depois. "A FIA sempre colocará a segurança e o bem-estar de nossa comunidade e de nossos colegas em primeiro lugar. Após uma análise cuidadosa, tomamos essa decisão, estando plenamente conscientes dessa responsabilidade"
O Governo Saudita tentou manter o evento oferecendo um sistema especial de defesa antimíssil, de acordo com o jornal alemão Sport Bild, porém não foi suficiente.
O cancelamento dos GPs é um marco histórico na Fórmula 1. Pela primeira vez, a categoria removeu etapas devido a um conflito militar direto e ativo na região. Diferente de casos anteriores, como o cancelamento do GP da Rússia em 2022, por sanção política ou do Bahrein em 2011, por protestos civis, a situação atual envolve riscos de ataques aéreos na área do circuito e impossibilidade logística total. A temporada de 2026 foi reduzida para 22 corridas, gerando um hiato forçado durante todo o mês de abril.
Em 2022, uma explosão atingiu a sede da empresa petrolífera Aramco enquanto acontecia o TL1 na Arábia. A sessão seguinte teve um atraso de 15 minutos, mas o final de semana ocorreu normalmente.
A Fórmula 1 volta nesta quinta-feira às 23:30 para o primeiro Treino Livre do GP do Japão. A corrida acontece na madrugada de domingo.