Atacante inglês recebe o prêmio pela primeira vez, enquanto espanhola alcança o tricampeonato
por
Pedro José de Olveira Zolési
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29/10/2026 - 12h

O atacante Harry Kane, do Bayern de Munique, e a meio-campista Alexia Putellas, do London City Lionesses, foram os grandes vencedores da Bola de Ouro 2026, realizada na segunda-feira (26), no London Palladium Theatre, em Londres, na Inglaterra. A premiação, organizada pela revista France Football em parceria com a UEFA, reuniu alguns dos principais nomes do futebol mundial e reconheceu os destaques da temporada 2025/2026.

A cerimônia marcou os 70 anos da premiação e aconteceu pela primeira vez na capital inglesa. Além das tradicionais Bolas de Ouro masculina e feminina, o evento distribuiu troféus em categorias destinadas a jovens talentos, goleiros, treinadores, artilheiros e clubes.

O Brasil contou com representantes em diferentes categorias, mas terminou a cerimônia sem conquistas individuais.

Na disputa pela Bola de Ouro masculina, Vinícius Júnior, do Real Madrid, alcançou a 17ª colocação. Entre os defensores, Gabriel Magalhães, do Arsenal, terminou em 21º lugar, enquanto Marquinhos, do Paris Saint-Germain, ocupou a 25ª posição.

No futebol feminino, Lorena, goleira da Seleção Brasileira e do Kansas City Current, foi a única representante do país entre as 30 finalistas. A atleta encerrou a votação da Bola de Ouro na 28ª colocação e também figurou entre as cinco candidatas ao Troféu Yashin, destinado à melhor goleira da temporada.

O Flamengo foi outro representante brasileiro na premiação. Campeão da Libertadores de 2025, o clube carioca concorreu ao título de melhor equipe masculina do ano.

A primeira categoria anunciada foi o Troféu Kopa, destinado aos melhores jovens jogadores da temporada.

No futebol feminino, a espanhola Vicky López, de 20 anos, conquistou o prêmio pelo segundo ano consecutivo. A meio-campista do Barcelona repetiu o feito de 2025 e consolidou seu nome entre as principais promessas da modalidade.

Já na categoria masculina, o vencedor foi Lamine Yamal, de 19 anos. O atacante do Barcelona recebeu o reconhecimento após mais uma temporada de destaque pelo clube catalão e pela seleção espanhola.

Lamine Yamal com o troféu Kopa
Lamine Yamal alcançou seu terceiro Troféu Kopa consecutivo, após ser reconhecido como o melhor jogador jovem do mundo nas edições de 2024 e 2025. Foto: Reprodução/Instagram/@fcbarcelona

Na sequência, o Troféu Johan Cruyff premiou os melhores treinadores do ano. Luis de la Fuente, comandante da seleção espanhola campeã da Copa do Mundo de 2026, venceu na categoria masculina. Na feminina, Pere Romeu, técnico do Barcelona, conquistou a distinção após uma temporada de títulos à frente da equipe catalã.

O Barcelona conquistou o prêmio de melhor clube feminino do ano após uma campanha marcada por títulos nacionais e internacionais. A equipe espanhola venceu a Liga dos Campeões Feminina, o Campeonato Espanhol, a Copa da Rainha e a Supercopa da Espanha, com domínio nas principais competições que disputou.

Na categoria masculina, o Paris Saint-Germain recebeu o reconhecimento. O clube francês conquistou a Liga dos Campeões pela segunda temporada consecutiva e também levantou o troféu do Campeonato Francês, da Supercopa da UEFA e da Supercopa da França, além da Copa Intercontinental da FIFA, disputada em dezembro de 2025.

O bicampeonato europeu teve peso especial na escolha. Com a conquista de 2026, o PSG se tornou apenas o primeiro clube a vencer duas edições consecutivas da Liga dos Campeões desde a adoção do atual formato da competição na temporada 2024/2025. 

No Troféu Yashin, que reconhece os melhores goleiros e goleiras do futebol mundial, os dois vencedores foram espanhóis.

Entre os homens, Unai Simón, do Athletic Bilbao, recebeu o prêmio após suas atuações pelo clube e pela seleção da Espanha. Na categoria feminina, Cata Coll, do Barcelona, ficou com o troféu e superou as demais finalistas, entre elas a brasileira Lorena.

O atacante inglês Bukayo Saka, do Arsenal, foi o vencedor do Prêmio Sócrates, destinado a jogadores que se destacaram por ações humanitárias e projetos sociais fora dos gramados.

O reconhecimento teve como um dos principais motivos a participação do atleta em iniciativas de assistência médica a crianças em situação de vulnerabilidade. Em parceria com a organização beneficente BigShoe, Saka financiou cirurgias para 120 crianças em Kano, na Nigéria, em 2022. No ano seguinte, também contribuiu para procedimentos médicos de outras 100 crianças em Ruanda, no Quênia e na Tanzânia.

As ações reforçaram o compromisso social do atacante, que utilizou sua projeção internacional para apoiar comunidades com acesso limitado a tratamentos de saúde.

O Troféu Gerd Müller, destinado aos principais artilheiros da temporada, teve como vencedores Harry Kane, do Bayern de Munique, e Charlyn Corral, do Pachuca, do México.

Na categoria masculina, o inglês recebeu a distinção após marcar 73 gols em 65 partidas, números que incluíram suas atuações pelo clube alemão e pela seleção da Inglaterra na temporada 2025/2026.

Entre as mulheres, Charlyn Corral conquistou o reconhecimento depois de anotar 49 gols em 49 jogos pelo Pachuca e pela seleção mexicana. A atacante se tornou a primeira jogadora do México a receber o troféu, um marco para o futebol feminino do país.

Após a entrega das demais premiações, chegou o momento de revelar os dois principais troféus da noite.

No futebol feminino, a espanhola Alexia Putellas conquistou sua terceira Bola de Ouro e repetiu os triunfos de 2021 e 2022. A meio-campista de 32 anos foi peça importante nas conquistas do Barcelona durante a temporada 2025/2026, antes de deixar o clube espanhol para defender o London City Lionesses, da Inglaterra.

A polonesa Ewa Pajor, também do Barcelona, terminou na segunda colocação, enquanto a jamaicana Khadija Shaw, do Manchester City, completou o pódio.

Com o tricampeonato, Putellas voltou ao topo do futebol mundial após quatro anos e consolidou sua trajetória entre as maiores vencedoras da história da premiação feminina, empatada com Aitana Bonmatí.

Na categoria masculina, a disputa ficou concentrada entre Harry Kane, Kylian Mbappé e Lamine Yamal, três dos principais destaques da temporada europeia.

O atacante inglês do Bayern de Munique levou a melhor e conquistou a primeira Bola de Ouro da carreira. Mbappé, do Real Madrid, terminou em segundo lugar, enquanto Yamal, do Barcelona, completou o pódio.

Harry Kane e Alexia Putellas com seus respectivos prêmios
Após 45 anos, o Bayern de Munique voltou a ter um vencedor da Bola de Ouro. O último havia sido Karl-Heinz Rummenigge, em 1981. Foto: Reprodução/Instagram/@ballondorofficial

Aos 33 anos, Kane recebeu o prêmio após uma temporada de números expressivos. Além dos 73 gols em 65 partidas pelo Bayern e pela seleção inglesa, o centroavante conquistou o Campeonato Alemão e a Copa da Alemanha, títulos que contribuíram para sua eleição.

O reconhecimento também encerrou um jejum de 25 anos sem vencedores ingleses na categoria masculina. Antes de Kane, o último jogador do país a levantar a Bola de Ouro havia sido Michael Owen, em 2001, quando defendia o Liverpool.

No dia 2 de setembro, a NBA divulgou as punições sobre o caso de violação do teto de gastos
por
Rodolfo Dias
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27/10/2026 - 12h

Oito dias após a NBA divulgar suas punições, o caso de violação do teto de gastos envolvendo o Los Angeles Clippers e Kawhi Leonard ganhou um novo desdobramento. Na quinta-feira (10), a promotoria federal americana abriu uma investigação oficial sobre o esquema, usando como base a apuração interna recém-concluída pela liga de basquete contra o time, o dono da franquia e o atleta.

Segundo o New York Times, a investigação está em fase inicial e é conduzida pela Promotoria Federal do Departamento de Justiça sediada no Brooklyn, em Nova York, que já tem uma longa experiência em processos envolvendo jogadores e a NBA. As autoridades decidiram começar a examinar o caso, após a firma que fez a investigação interna chegar à conclusão de que o Clippers procurou diversas maneiras de burlar o sistema de teto de gastos da liga.

Em 2019, Kawhi Leonard havia fechado com o Clippers um contrato de três anos que valia US$ 100 milhões, aproximadamente R$ 511 milhões na cotação de hoje. No entanto, segundo o relatório, Leonard, por meio de seu tio, David Robertson, pressionou a franquia a fazer acordos de patrocínio por fora, o que viola as regras da liga.

Além do contrato normal, o jogador recebia patrocínios de imagem de quatro empresas. Contudo, essas parcerias nunca foram anunciadas publicamente e Leonard nunca fez propagandas para nenhuma delas. Um dos acordos era com a Aspiration Partners, uma empresa de sustentabilidade que faliu, mas que mantinha uma série de contratos com o time de Los Angeles e seu dono, Steve Ballmer.

foto do jogador Kawhi Leonard
Kawhi Leonard no vestiário do Clippers Foto: Reprodução/instagram/@kawhisklawset

Em resposta ao ocorrido, a NBA aplicou uma das punições mais severas de sua história. O Clippers perdeu cinco escolhas de draft, o que impacta diretamente a construção do elenco da franquia por um bom tempo. A equipe também recebeu uma multa de US$ 30 milhões

(R$ 153 milhões na cotação atual) e o banimento de um ano para Ballmer e dois executivos do time. Robertson, que foi demitido pelo sobrinho em junho, foi banido por cinco anos de atuar em negócios relacionados à liga, enquanto Kawhi Leonard sofreu uma multa de US$ 700 mil (aproximadamente R$ 3,5 milhões).

O jogador se pronunciou após o anúncio da punição, afirmando ser responsável pelo julgamento de pessoas de seu círculo pessoal. Em contrapartida, o Clippers se colocou contra a NBA e Adam Silver, comissário da liga, declarando que a investigação interna foi enviesada para justificar uma narrativa, em vez de focar em fatos e evidências. A diretoria afirmou ainda que a conversa privada com a liga divergiu do que foi anunciado na quarta-feira.

 

Post no Instagram do Raptors anunciando a volta do Kawhi Leonard
Post no Instagram do Raptors anunciando a volta do Kawhi Leonard  Foto: Reprodução/Instagram/@raptors

Nesta terça-feira (15), o Toronto Raptors concluiu uma troca com o Clippers, recebendo Kawhi por um ano em troca de Brandon Ingram (líder de pontos do time), Gradey Dick e um pacote de cinco escolhas de draft, que inclui seleções de primeira e segunda rodadas até 2033, além de uma troca de posições em 2027. Os times já tinham um acordo desde 30 de junho, mas, devido à investigação, a negociação havia ficado congelada.

Leonard retorna ao time canadense por mais um ano, após sua passagem na temporada 2018/2019, que culminou no único título da franquia de Toronto.

Sixers interromperam a festa do título em Nova York, Pistons viraram 22 pontos e Thunder largou na frente dos Spurs na primeira semana da NBA
por
Ivan Marino Iannace
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27/10/2026 - 12h

 

A primeira semana da NBA mudou o roteiro que parecia previsível. Na terça (20), os atuais campeões Knicks ergueram a faixa do primeiro título desde 1973 no Madison Square Garden, mas quem saiu em festa foi LeBron James, aos 41 anos. 

Os Sixers venceram na estreia do jogador com a camisa da Filadélfia. O maior pontuador da história da liga fez uma partida completa, com pontos, rebotes e assistências. Ainda jogou alguns minutos como pivô para ajudar a segurar Karl-Anthony Towns.

Junto com ele, a Filadélfia ganhou Jaylen Brown, que veio do Celtics numa troca que mandou Paul George e escolhas de draft para Boston. Brown teve uma boa estreia, e Tyrese Maxey foi o cestinha da partida. 
 

Jaylen Brown em final de jogo com a camisa do 76ers
Ex-Celtics, Jaylen Brown fez uma boa estreia pelos Sixers, no Madison Square Garden.
Foto: Reprodução/Instagram @sixers

 

No sábado (24), os Sixers voltaram a vencer, desta vez contra os Bucks. Para um time que foi varrido pelos Knicks nas semifinais do Leste na temporada passada, foi um bom começo de resposta.

O Leste teve outra história. Na mesma terça, os Pistons receberam o Celtics e viraram um jogo em que perdiam por mais de 20 pontos. A maior virada de estreia de temporada em 30 anos. Boston se recuperou na sexta (23), em casa, ao bater os Knicks e complicar o começo dos campeões. 

Em Miami, a expectativa em torno da estreia de Giannis Antetokounmpo ainda não virou resultado: o Heat perdeu para os Pistons na sexta e para os Hornets no sábado.

 

Giannis Antetokounmpo com a camisa do Miami Heat
Giannis tem um começo difícil pelo Miami Heat
Foto: Reprodução/Instagram @enbiei.it

 

No Oeste, a primeira revanche ficou com o Thunder. Shai Gilgeous-Alexander, bicampeão de Most Valuable Player (MVP) e atrás de um feito que só Bill Russell, Wilt Chamberlain e Larry Bird alcançaram, o de três prêmios seguidos, comandou a vitória sobre os Spurs, o time que o havia eliminado na final da conferência. Victor Wembanyama teve uma noite difícil, e San Antonio perdeu também para os Rockets na sexta, antes de reagir contra os Mavericks no sábado.

Uma semana é pouco para definir o resto da temporada. Thunder e Spurs seguem como os favoritos ao título, mas os Sixers, de LeBron e Brown, mostraram que podem entrar nessa disputa.

Entretanto, a primeira semana respondeu uma das perguntas de antes da bola subir. LeBron consegue fazer os Sixers funcionarem? Na estreia, e de novo no sábado, a resposta foi sim. Agora se os Knicks conseguem defender o título? Essa continua em aberto.

Time argentino supera Rubro-negro em casa, na semi-final
por
Enrico Peres
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27/10/2026 - 12h

Na última quinta-feira (22), o Flamengo enfrentou o Estudiantes no jogo de volta das semifinais da Copa Libertadores da América, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, contra o Estudiantes de La Plata. Na semana anterior, na casa do adversário na Argentina, o clube carioca conseguiu segurar o empate sem gols e precisava apenas de uma vitória simples para garantir a vaga na final, em Montevideo.

Além de chegar nas fases finais da Libertadores, o Flamengo também disputa ponto a ponto a liderança do Campeonato Brasileiro com o Palmeiras. Por isso, o Mengão não poupou suas peças mais importantes no jogo da rodada antes da decisão no Maracanã, quando venceu o Bahia em Salvador, no domingo (18), por 3 a 0. Dos escalados no domingo, apenas Varela e Gonzalo Plata foram para o banco e deram lugar a Emerson Royal e Lucas Paquetá, respectivamente.

Já nos onze iniciais do time argentino, o técnico Cacique Medina teve os retornos de Tomás Palacios e Leandro González Pirez, que cumpriram suspensão na ida. O zagueiro Marcos Rojo, que teve sua inscrição barrada pela Conmebol para o jogo de ida, foi escalado após liberação do TAS (Tribunal Arbitrário do Esporte). Uma outra novidade na escalação foi a de Joaquim Corrêa, ex-jogador do Botafogo. Na última partida do Campeonato Argentino, a maioria dos titulares foram poupados na derrota em casa para o San Lorenzo.

Já no Maracanã, a festa da torcida do Flamengo contou com mosaicos e escritos sobre a busca pelo pentacampeonato da Libertadores. Essa foi a oitava semifinal disputada pelo Mais Querido, que buscava a sexta final. Porém, após o começo da partida, quem tomou controle do jogo foi o Estudiantes. O clube de La Plata mostrou que o jeito argentino de se jogar um jogo eliminatório de copa teve efeito. 

Os visitantes compactaram a defesa e não deixaram o Flamengo controlar o jogo com passes, como gosta o time de Leonardo Jardim. No ataque, o Estudiantes também era bem mais efetivo. Os argentinos criaram chances claras, como a de um escanteio aos 15, quando Marcos Rojo aproveitou o desvio para finalizar com o pé, mas parou em uma grande defesa de Rossi. Menos de um minuto depois, Baltazar Rodrigues experimentou de longe, em chute colocado de meia altura que obrigou Rossi a fazer outra ótima defesa. 

O Flamengo tentava criar, mas a numerosa defesa ‘Pincha’ não dava espaços. Foi em jogada individual de Pedro que o Flamengo arranjou um espaço, apenas para finalizar cruzado e ver o chute passar perto da outra trave.

No segundo tempo, Baltasar Rodrigues, já amarelado, cometeu falta em Samuel Lino e levou o segundo amarelo. O Flamengo ficou com um jogador a mais desde os quatro minutos da segunda etapa. Mesmo com a vantagem, o Flamengo não conseguiu criar uma chance clara até os 36 minutos, quando Plata, que entrou um minuto antes, passou para Paquetá, infiltrou na área e recebeu um passe de cavadinha do meia rubro-negro para finalizar de cabeça em cima de Muslera. O mesmo Paquetá, aos 41 minutos, teve a chance em cabeceio após escanteio curto lançado na área por Jorginho, mas a bola apenas passou perto da trave. O tempo regulamentar acabou e a vaga para a grande final foi decidida nos pênaltis.

O Flamengo bateu primeiro. Arrascaeta, que entrou no sacrifício por ainda estar tratando de lesão, abriu a série e converteu, seguido por José Sosa que também fez o dele. Jorginho, conhecido por bater pênaltis com exatidão, bateu o segundo e viu Muslera acertar o canto e encaixar a finalização. Esse foi apenas o primeiro pênalti perdido por Jorginho com a camisa Rubro-Negra em 15 batidos. Cetre, lateral do clube argentino, também perdeu e a disputa seguiu 1x1. Paquetá foi o próximo e também perdeu, no mesmo canto em que bateu Jorginho, novamente defendido por Muslera.

 

Após Copa do Mundo desastrosa, Muslera se redime com a camisa alvirrubra. Reprodução: Instagram/@edelpoficial
Após Copa do Mundo desastrosa, Muslera se redime com a camisa alvirrubra. Foto: Reprodução/Instagram/@edelpoficial

No dia seguinte ao jogo, o Flamengo apresentou uma reclamação à Conmebol pela escalação de Marcos Rojo, na tentativa de anular a partida, o que faria o clube brasileiro passar para a final. A Conmebol estuda analisar o caso, enquanto o Estudiantes garante que a liminar concedida pelo TAS dá legitimidade à inscrição e a escalação de Rojo.

Agora, o clube de Buenos Aires enfrentará o Palmeiras na decisão em busca do pentacampeonato, no estádio Centenário de Montevideo, no Uruguai, no dia 28 de novembro. O último título do ‘El León’, como é conhecido o clube, foi em 2009 quando bateu o Cruzeiro por 2 a 1 no Mineirão, em Belo Horizonte.

Depois, Mancuso, Léo Pereira e Tiago Palácios converteram e deixaram a disputa em 3 a 2 para o Estudiantes, que precisava apenas de outro erro do Flamengo para chegar à final. Bruno Henrique, ídolo do clube carioca, bateu e viu Muslera pela terceira vez defender. O goleiro acabou com a campanha do time brasileiro e levou o Estudiantes a sua sexta final, a primeira desde 2009.

Hércules marcou no tempo normal e igualou o confronto, mas Carlos Miguel defendeu cobrança de Nonato e garantiu o Verdão na decisão
por
Luciano Carvalho
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27/10/2026 - 12h

 

Carlos Miguel chegou à terceira defesa em disputas de pênaltis nesta edição da Libertadores, após já ter parado duas cobranças contra a LDU nas quartas de final. Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Carlos Miguel chegou à terceira defesa em disputas de pênaltis nesta edição da Libertadores, após já ter parado duas cobranças contra a LDU, nas quartas de final. Foto: Cesar Greco/Palmeiras 

O Palmeiras está na final da Copa Libertadores. O Verdão perdeu para o Fluminense por 1 a 0, na última quarta-feira (21), no Nubank Parque, em São Paulo (SP), mas venceu a disputa de pênaltis por 5 a 3 e garantiu a classificação.

Hércules marcou o único gol dos 90 minutos e deixou o placar agregado em 2 a 2, após a vitória palmeirense por 2 a 1 no Maracanã. Nos pênaltis, Carlos Miguel defendeu a cobrança de Nonato, e Marlon Freitas converteu a última batida do Palmeiras.

Como foi o jogo

O Fluminense começou melhor e teve uma boa oportunidade logo no primeiro minuto. Hulk encontrou Guilherme Arana livre dentro da área, mas Carlos Miguel conseguiu fazer a defesa. Depois do susto inicial, o Palmeiras passou a controlar melhor os espaços e voltou a se defender com uma linha de cinco formada por Giay, Murilo, Gustavo Gómez, Alexander Barboza e Piquerez.

O time carioca precisava do gol para continuar vivo no confronto, mas encontrou dificuldade para chegar com perigo. O Palmeiras, que entrou em campo podendo empatar, também arriscou pouco. Piquerez conseguiu uma das melhores jogadas da primeira etapa pela esquerda e cruzou para Giay, que apareceu dentro da área e finalizou para fora.

O cenário mudou pouco no começo do segundo tempo. O Fluminense tentou aumentar a pressão e Marcão colocou Kevin Serna no lugar de Savarino, enquanto o Palmeiras seguia confortável com o resultado. Mesmo finalizando mais vezes, o Verdão também tinha dificuldade para acertar o gol e não conseguia aproveitar os espaços deixados pelo adversário.

A classificação parecia encaminhada até a reta final. Marcão colocou Wesley Natã e Samuel Xavier aos 34 minutos e, pouco depois, o Fluminense conseguiu a jogada que buscava desde o início. Aos 37, Wesley participou da construção pelo lado direito, a bola passou por Hulk e chegou para Hércules, que finalizou colocado da entrada da área e abriu o placar.

O gol mudou o clima no Nubank Parque. O Palmeiras deixou de administrar a vantagem e passou a atacar nos minutos finais. Mauricio teve uma finalização bloqueada e Ramón Sosa obrigou Fábio a fazer uma defesa, mas o empate não saiu. Com o 1 a 0, a vaga na final passou a ser decidida nos pênaltis.

Carlos Miguel voltou a ser decisivo. Mauricio, Gustavo Gómez, Ramón Sosa e Piquerez converteram as quatro primeiras cobranças do Palmeiras, enquanto Thiago Silva, Hércules e Guilherme Arana marcaram para o Fluminense. Nonato foi o quarto cobrador tricolor e parou no goleiro palmeirense.

Marlon Freitas recebeu a responsabilidade de fechar a disputa. O volante converteu a quinta cobrança do Palmeiras, confirmou o 5 a 3 e levou o clube para mais uma final de Libertadores.

O que vem a seguir

Fora da competição continental, o Fluminense segue na disputa pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro. O Tricolor tem 51 pontos e briga por uma vaga no G4, em uma disputa que também envolve Athletico-PR, Cruzeiro, Atlético-MG e Bahia.

O Palmeiras, além da classificação na Libertadores, segue na disputa pelo título brasileiro com o Flamengo. O Verdão soma 69 pontos e lidera a competição, enquanto o time carioca aparece logo atrás, com 67 e um jogo a menos.

Na Libertadores, a final também está definida. O Palmeiras enfrentará o Estudiantes, que eliminou o Flamengo nos pênaltis depois de dois empates sem gols na semifinal. A decisão será disputada no dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. O horário ainda não foi definido pela Conmebol.

Clube deixou de pagar cerca de R$ 28 milhões e discute com o banco uma solução para o débito do estádio
por
Miguel Alcantara
|
13/10/2026 - 12h

O Corinthians suspendeu o pagamento de uma parcela de aproximadamente R$ 28 milhões da dívida referente à Neo Química Arena. O valor, com vencimento em setembro, deixou de ser pago enquanto o clube negocia com a Caixa Econômica Federal uma solução para o débito do estádio.
 

Neo Química Arena, estádio do Corinthians, é tema de negociações entre o clube e a Caixa para a quitação da dívida. Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Neo Química Arena, estádio do Corinthians, é tema de negociações entre o clube e a Caixa para a quitação da dívida. Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

A negociação entre as partes envolve uma proposta apresentada pelo Corinthians para quitar a dívida em troca da exploração dos naming rights da Arena pela Caixa. A ideia ainda não foi aprovada pelo banco e depende de análise do Conselho Diretor da instituição. Portanto, uma eventual mudança no nome do estádio ainda não está definida.

Segundo informações publicadas pelo ge, a dívida do Corinthians com a Caixa pela Neo Química Arena está em aproximadamente R$ 630 milhões. O financiamento foi renegociado em 2022, com prazo de pagamento até dezembro de 2041. O acordo prevê juros de 2% ao ano mais a variação do CDI, além de garantias envolvendo receitas do estádio, premiações e negociações de jogadores.

Em 2026, o clube já havia realizado dois pagamentos referentes ao financiamento, que juntos somaram cerca de R$ 56 milhões. A terceira parcela, de aproximadamente R$ 27 milhões, foi suspensa durante as tratativas. Segundo o Corinthians, a Caixa autorizou temporariamente a interrupção do pagamento enquanto as partes discutem uma possível solução para o débito.

Além da proposta envolvendo os naming rights, o Corinthians apresentou outros ativos comerciais à instituição financeira. Entre as possibilidades estão a transferência das operações bancárias do clube para a Caixa, incluindo contas e pagamento de salários, além da criação de cartões vinculados ao programa Fiel Torcedor e de títulos de capitalização.

A negociação também envolve o atual contrato de naming rights da Arena com a Hypera Pharma, empresa responsável pela marca Neo Química. O acordo, firmado em 2020, tem duração de 20 anos e foi fechado originalmente por R$ 300 milhões. Para uma eventual mudança de nome, seria necessário encontrar uma solução para o contrato vigente.

O Corinthians também solicitou à Caixa a devolução de aproximadamente R$ 27 milhões mantidos em uma conta de reserva prevista no contrato de renegociação da dívida. O pedido ainda não teve resposta definitiva do banco.

A dívida da Arena é parte do passivo bilionário do Corinthians, que atualmente gira em torno de R$ 2,8 bilhões. Em 2025, o clube destinou R$ 126 milhões ao pagamento de juros e amortização do financiamento do estádio. Entre 2024 e 2025, foram mais de R$ 224 milhões destinados à dívida com a Caixa.

Por enquanto, a negociação segue em andamento e não há definição sobre uma possível mudança no nome da Neo Química Arena. O principal ponto das tratativas é encontrar uma alternativa para o pagamento do débito, enquanto o Corinthians busca reduzir o impacto da dívida sobre as finanças do clube.

  

 

Treinador deixa o comando após sequência de sete derrotas consecutivas
por
Lucas Peccin
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10/10/2026 - 12h

Na noite da última quarta-feira (7), a diretoria corintiana deu ponto final na passagem do técnico Fernando Diniz pelo comando do clube após quatro meses. A decisão da cúpula ocorreu depois da derrota para o Internacional por 2 a 1, pela 29ª rodada do Brasileirão, em Porto Alegre.

O anúncio oficial do desligamento de Diniz ocorreu através da coletiva de imprensa do diretor de futebol corintiano Marcelo Paz após o resultado negativo no estádio Beira-Rio: “Momento de muita dor, difícil. Pelos resultados que o clube atravessa, perdemos o convívio de um grande profissional que se empenha. Tivemos um início bom, promissor. Infelizmente, demos uma estacionada na tabela, muitas derrotas. Decisão precisou ser tomada, precisamos de um fato novo”, disse o diretor.
 

O treinador chegou ao Timão em abril deste ano, após a saída de Dorival Jr do clube. Em seu breve período sob o comando, contou com 48% de aproveitamento em 33 partidas disputadas, sendo 13 vitórias, 9 empates e 12 derrotas. A equipe fez 37 gols e sofreu 33 durante o comando de Diniz. Além da eliminação nas quartas de finais da Libertadores.

 

Fernando Diniz sendo apresentado no Corinthians | Reprodução: Instagram @timediniz
Fernando Diniz sendo apresentado no Corinthians | Reprodução: Instagram @timediniz


Nas primeiras partidas sob o comando da equipe, Diniz emplacou uma sequência de sete jogos invictos. Sendo assim, o treinador de 52 anos iniciou o trabalho de forma empolgante, com boas atuações e resultados positivos. Porém, depois da pausa para a Copa do Mundo, o desempenho do Timão caiu de nível e as derrotas passaram a ser constantes.

A fiel vive a expectativa da contratação de um novo comandante para o término do Brasileirão. Segundo o Globo Esporte, o favorito para assumir o comando técnico do Corinthians é o argentino Ramón Díaz, o qual teve uma passagem recente pelo clube de Itaquera em 2024 e 2025. O treinador conquistou o Campeonato Paulista de 2025, além de livrar o time do rebaixamento em 2024. A diretoria corintiana conta novamente com a capacidade do argentino para melhorar a situação da equipe na competição.
 

Ídolo argentino teve noite de festa no estádio Monumental, em Buenos Aires, encerrando sua trajetória com gol e assistência em amistoso contra Benin
por
Pedro Rossetti
|
08/10/2026 - 12h

Na noite da última terça-feira (7), aos 39 anos, Lionel Messi, um dos maiores jogadores de todos os tempos, se despediu da Seleção da Argentina, por onde atuou por mais de 20 anos, desde sua estreia, em 2005. Com mais de 85 mil torcedores no Monumental de Núñez, casa do River Plate, em Buenos Aires, a vitória por 3 a 0 contra o Benin ficou marcada como último jogo do camisa 10, com diversas homenagens ao jogador e palavras emocionadas ao fim dos 90 minutos. 

Trajetória pela Argentina

Surgindo como uma grande promessa no Barcelona, após sair de Rosário ainda nas categorias de base do Newell's Old Boys, Messi viria a se tornar um dos grandes gênios do esporte, empilhando taças na Espanha e sendo tratado como o próximo grande jogador da seleção depois de Diego Armando Maradona. 
Mesmo vivendo no país europeu desde os 13 anos, Messi sempre teve o desejo de defender a Argentina e foi convocado logo ao completar 18 anos, em amistoso contra a Hungria, em 17 de agosto de 2005. A estreia, porém, não foi o que se esperava, com o jogador sendo expulso com pouco mais de um minuto em campo, após deixar o braço em disputa com o marcador. Messi se tornou o principal nome da seleção desde então, disputando seis Copas do Mundo, entre 2006 e 2026, recorde dividido com Cristiano Ronaldo, de Portugal e Ochoa, goleiro mexicano. Com a camisa Albiceleste, Lionel Messi disputou 208 jogos, com 125 gols e 70 assistências, recorde absoluto da seleção principal. 
Capitão desde 2011, o jogador levou a Argentina a quatro títulos, conquistando duas Copas Américas, em 2021 e 2024, a Finalíssima de 2022 e seu título de maior expressão, a Copa do Mundo de 2022, disputada no Catar. Agora em 2026, Messi chegou a sua terceira final de Copa, sendo derrotado pela Espanha e terminando como o segundo maior artilheiro da histórias das Copas do Mundo, com 21 gols em 34 partidas. Ainda nas categorias de base, Messi conquistou um Mundial Sub-20, em 2005 e a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim.

jogador comemorando gol
Messi comemorando seu último gol pela seleção argentina. Foto: reprodução/ Instagram/ @leomessi

Apesar da carreira vitoriosa, a relação de Messi com a seleção nem sempre foi fácil e em 2016 ela chegou ao rompimento. Na final da Copa América Centenário, em junho daquele ano, a Argentina empatou em 0 a 0 com o Chile e perdeu nos pênaltis por 4 a 2, com Messi desperdiçando sua cobrança. Era o terceiro vice seguido, com a Copa do Mundo de 2014, Copa América de 2015 e Copa América de 2016.
Ainda no estádio, aos 29 anos, ele anunciou a saída: "Terminou para mim a seleção. Não jogarei mais pela seleção argentina". A decisão provocou uma reação nacional e, semanas depois, Messi voltou atrás, sem imaginar o que estaria por vir. Agora, dez anos depois, agradeceu em sua despedida, se orgulhando de ter "estado aqui até nos piores momentos".

Noite de despedida

O amistoso contra o Benim foi pensado como homenagem. O Monumental de Núñez estava lotado e repleto de homenagens ao jogador, que antes mesmo da bola rolar chorou na chegada ao estádio e novamente no hino, emocionado ao lado do treinador Lionel Scaloni e dos companheiros. O jogo foi paralisado logo aos dez minutos para que o estádio inteiro aplaudisse o capitão, que também recebeu presentes da equipe adversária ainda no aquecimento.
Em campo, Messi desfilou, como sempre, seu bom futebol dos anos de Barcelona e seleção, porém, o primeiro tempo terminou sem gols, com boa atuação da seleção africana. Como jogo de festa, a segunda etapa reservou o espetáculo, com duas assistências do camisa 10: a primeira aos três minutos, em escanteio cobrado para Otamendi, zagueiro que também se despedia da seleção; e outra aos 16 minutos, para Nico Paz, promessa da base do Real Madrid cotado como um dos grandes sucessores técnicos de Messi na Argentina.
Apesar das grandes chances perdidas, o festival ainda reservava o último gol de Lionel Messi pelo país. Aos 25 minutos do segundo tempo, o lateral Giay sofreu pênalti e deu ao camisa 10 a chance de se despedir com gosto das mais de 85 mil pessoas presentes no estádio da capital argentina, tirando do goleiro e definindo o 3 a 0.
Depois da partida, Messi discursou por cerca de nove minutos diante de todos, relembrando sua passagem de mais de duas décadas pela seleção, com altos e baixos, mas sempre exaltado com gritos de "campeões, campeões", ao citar o título da Copa de 2022 e lamentar o vice de 2026. Foi ali que a noite ganhou seu peso mais íntimo, quando o jogador citou Jorge Messi, seu pai e agente, que morreu em 7 de agosto, aos 68 anos, semanas após a final do Mundial. "É difícil dizer. São muitas emoções, muitas coisas. Obviamente a primeira que penso é no meu pai. Só posso agradecer. Como disse na carta de despedida, foi um orgulho estar aqui até nos piores momentos que enfrentamos, não deixei de lutar, dar meu máximo, querer estar aqui sempre. É uma dor muito grande. Juro que gostaria de estar aqui a vida inteira."

carta escrita a mão
Carta de despedia escrita por Lionel Messi. Foto: reprodução/ Instagram/ @leomessi

Em seu Instagram, Messi já havia publicado uma carta de despedida da seleção, escrita logo após a decisão da Copa do Mundo. Ao fim da publicação, destacou a data e finalizou dizendo que a morte do pai o convenceu ainda mais da decisão. Ainda no Monumental, o capitão agradeceu seus companheiros e destacou suas grandes conquistas como sonho de criança e marco da sua história com a camisa Albiceleste, que se fechou de forma brilhante após 21 anos.
 

Soberanas superam rival com direito de redenção da goleira Carlinha
por
Enrico Peres
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07/10/2026 - 12h

 

No sábado (03), a equipe feminina do São Paulo Futebol Clube consagrou-se campeã do Campeonato Brasileiro pela segunda vez em sua história. O tricolor repetiu o feito de 1997, quando chegou a conquista da primeira edição do torneio após vencer a Portuguesa com um supertime, com lendas como Cidinha, Sissi e Formiga no elenco. Agora superaram o rival Corinthians após um empate diante do maior público da história do futebol feminino sul-americano, com 49.405 pessoas, batendo recorde anterior de mais de 44 mil imposto pelo próprio Corinthians, justamente em um Majestoso disputado em 2024.

 

Além do público, a ‘Torcida Que Conduz’ fez uma grande recepção para a chegada do ônibus da equipe na entrada do Morumbi, evento já tradicional antes de grandes partidas do masculino, agora feito no feminino. Esse apoio feito pela torcida cresceu nos últimos anos, principalmente durante a campanha do time masculino na Copa do Brasil 2023, torneio em que o tricolor saiu campeão.

 

Já na partida, as soberanas, que venceram a partida de ida na casa corintiana e precisavam apenas de um empate para assegurar o título, começaram indo pra cima do Timão, e conseguiram abrir o placar rapidamente. Aos onze minutos, com lançamento de Bruna Calderan para achar Aline Milene, que passou para a lateral Bia Menezes, na entrada da área pelo lado, finalizar entre a goleira Nicole e a trave, para aumentar a vantagem do São Paulo em dois gols. 

 

Mas a vantagem tricolor não durou muito. Já aos 19 minutos, o Corinthians aproveitou uma falha da goleira Carlinha, que saiu da área para afastar uma bola longa, mas teve o chute bloqueado pela lateral Juliete, que viu seu toque acidental entrar para o fundo do gol. Depois do empate, o Corinthians tomou o controle do jogo e foi protagonista nas ações ofensivas, principalmente com a atacante Jhonny, mais para o lados.

 

Isso se manteve na segunda etapa, o Corinthians fez a goleira Carlinha trabalhar e segurar as jogadas pelo alto criadas pelo adversário. Em uma jogada nesse estilo, um escanteio aos 22 do segundo tempo, com ajuda do VAR, Daiane Muniz marcou pênalti para o Corinthians em puxão de Robinha em Erika. Quem pegou a responsabilidade foi Gabi Zanotti, uma das maiores jogadora da história do Timão, que marcou na ida da final. Ela bateu rasteiro no canto, e viu Carlinha encaixar para explodir o Morumbi com a defesa. 

 

Carlinha se recuperou da falha no primeiro tempo fazendo a defesa do título. Foto: @rchirisp / @sãopaulofc_fem - Reprodução/Instagram
Carlinha se recuperou da falha no primeiro tempo fazendo a defesa do título. Foto: @rchirisp / @sãopaulofc_fem - Reprodução/Instagram

 

Depois do lance, o Corinthians seguiu pelo jogo aéreo, apenas para repetidamente parar em Camila e Carol Gil. O São Paulo segurou os 90 minutos, mais os acréscimos, e levou a taça. 

 

O título sacramentou a boa geração do São Paulo no cenário feminino, que tinha chegado em finais anteriores, como a do Brasileirão em 2024, conquistado títulos antes como a Supercopa, mas agora entra como um dos protagonistas do país. 

 

Depois da final, na segunda (5), a zagueira tricolor Carol Gil foi convocada para a Seleção Brasileira, substituindo Thaís Ferreira, do Corinthians, cortada por lesão. Ela se junta a goleira Carlinha e a zagueira Tayla como jogadoras do São Paulo presentes na convocação. No lado alvinegro, Duda Sampaio, Jaqueline, Jhonson e Thais Ferreira integram a delegação da amarelinha para a disputa de amistosos contra a Argentina, no dia 10 em Porto Alegre e no dia 13 em Recife.


 

Faltam oito corridas para o fim do campeonato, e a equipe alemã já abriu uma vantagem que muda o equilíbrio de forças da categoria
por
Nicole Keller Lekitsch
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06/10/2026 - 12h

 

A temporada 2026 da Fórmula 1 chega à reta final com um cenário que dificilmente alguém previa há um ano. A Mercedes lidera com folga tanto o Mundial de Pilotos quanto o de Construtores, enquanto a Red Bull, dona de boa parte dos títulos recentes da categoria, atravessa seu início de temporada mais difícil desde que Max Verstappen chegou à equipe.

Depois do GP do Azerbaijão, disputado em Baku, a Mercedes já soma 538 pontos no Mundial de Construtores, contra 378 da Ferrari e 306 da McLaren. A Red Bull aparece só em quarto lugar, com 263 pontos, uma diferença de 275 pontos para a líder. É um número quase impensável para uma equipe que venceu seis títulos de construtores e oito de pilotos nas últimas duas décadas.

No Mundial de Pilotos, o domínio também é da Mercedes. O jovem Kimi Antonelli lidera com 302 pontos, 66 à frente do companheiro de equipe George Russell, que soma 236. Lewis Hamilton, agora na Ferrari, é o terceiro colocado, com 199 pontos, seguido por Lando Norris, da McLaren, com 186. Max Verstappen, tetracampeão mundial e o maior símbolo da era de domínio austríaca, ocupa apenas a sexta posição, com 163 pontos. É a pior colocação dele nesta altura do campeonato em muitos anos.

Por que a Red Bull perdeu terreno

A queda de rendimento da Red Bull tem tudo a ver com a reformulação técnica que a Fórmula 1 adotou em 2026: um novo regulamento de motores híbridos, aerodinâmica e gestão de energia que obrigou todas as equipes a praticamente recomeçar seus projetos do zero. Para a Red Bull, a mudança veio junto com outro grande desafio. Pela primeira vez, a equipe deixou de comprar motores de outros fabricantes, como fazia com a Honda, e passou a desenvolver sua própria unidade de potência, em parceria com a Ford.

O início foi turbulento. Verstappen abandonou o GP da China por uma falha no sistema de resfriamento ligado à recuperação de energia. Seu companheiro de equipe, Isack Hadjar, também não completou a corrida de abertura, na Austrália, por problemas no motor. Ao longo da temporada, porém, a própria imprensa especializada passou a apontar que o motor não foi o único vilão: o chassi da equipe também virou uma fonte recorrente de dificuldades de condução.

Mesmo antes de a temporada começar, a Red Bull já sinalizava cautela. Laurent Mekies, chefe da equipe, admitiu que seria “ingênuo” esperar competitividade imediata em um projeto de motor construído do zero. Depois de um fim de semana especialmente difícil, o próprio Verstappen resumiu bem o momento: “este nunca seria um ano fácil”.

Lewis Hamilton, ainda na Mercedes, divide o pódio com Max Verstappen e Daniel Ricciardo, então dupla da Red Bull; em 2026, a equipe alemã lidera os dois campeonatos com folga, e a rival austríaca é apenas a quarta entre os construtores (Foto: Instagram/@f1)
Lewis Hamilton, ainda na Mercedes, divide o pódio com Max Verstappen e Daniel Ricciardo, então dupla da Red Bull; em 2026, a equipe alemã lidera os dois campeonatos com folga, e a rival austríaca é apenas a quarta entre os construtores (Foto: Instagram/@f1)

 

O que ainda está em jogo

Apesar da distância no topo da tabela, o campeonato ainda está longe de decidido matematicamente. Restam 208 pontos disponíveis no Mundial de Pilotos e 359 no de Construtores, o suficiente para mexer não só na briga pelo título, mas também nas posições intermediárias do grid, especialmente entre Ferrari, McLaren e Red Bull na disputa pelo segundo lugar geral.

A partir de agora, o calendário entra na fase mais intensa do ano, com etapas na Ásia, nas Américas e no Oriente Médio:

•        Bahrein: a próxima etapa, transferida para Sepang, na Malásia, por causa da instabilidade no Oriente Médio, com corrida neste domingo, 04/10;

•        Singapura: corrida noturna nas ruas de Marina Bay, em formato sprint, em outubro;

•        Estados Unidos: em Austin, no Circuit of the Americas, um dos traçados mais técnicos do calendário;

•        México: no Autódromo Hermanos Rodríguez, com sua icônica curva estádio;

•        Brasil: em Interlagos, com o piloto brasileiro Gabriel Bortoleto no grid, em uma das etapas mais aguardadas pela torcida local;

•        Las Vegas: etapa noturna disputada nas ruas da cidade, uma das adições mais recentes ao calendário;

•        Catar: em Lusail, com realização confirmada. Apesar da instabilidade no Oriente Médio, a F1 manteve a etapa no calendário, com Ímola como alternativa caso seja preciso substituí-la;

•        Abu Dhabi: prevista para fechar o campeonato em dezembro, em Yas Marina, também foi mantida no calendário.

 

Para o público brasileiro, o destaque natural da reta final é o GP de São Paulo, em Interlagos. Gabriel Bortoleto chega à temporada de estreia somando pontos e ganhando experiência ao longo do campeonato. A expectativa é que a corrida em casa, com o apoio da torcida, seja uma boa chance para o piloto mostrar evolução em um ano historicamente difícil para estreantes, ainda mais em meio a um regulamento técnico completamente novo para todo o grid.

Com a Mercedes construindo uma vantagem consistente e a Red Bull tentando reverter seu pior início de temporada em anos, as próximas oito corridas devem definir não só o campeão de 2026, mas também o novo equilíbrio de forças de uma Fórmula 1 que, com o regulamento reformulado, parece ter embaralhado, ao menos por ora, a hierarquia que vigorou na primeira metade da década.