Categoria criada com expertise de brasileiro busca conscientizar o público sobre o meio ambiente sem abrir mão da emoção na pista
por
Vítor Nhoatto
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09/06/2026 - 12h

Ultrapassagens de tirar o fôlego, velocidades para além dos 300km/h e a diferença de milissegundos entre os pilotos que fazem o coração disparar. Emoções comumente associadas à Fórmula 1 quando se fala de automobilismo, mas que também são intrínsecas à Fórmula E, a primeira categoria de monopostos 100% elétricos do mundo.

A ideia de criar um campeonato automobilístico internacional de alto nível sem usar combustível começou há mais de uma década. O ano era 2011, já haviam sido realizadas 16 conferências do clima (COP) e o primeiro carro elétrico de produção em massa havia sido lançado pela Nissan. Com isso em mente, o então presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Jean Todt, e o empresário entusiasta do automobilismo, Alejandro Agag, esboçaram em um guardanapo de um restaurante em Paris o que seria a Fórmula E.

O objetivo central era simples e, ao mesmo tempo, audacioso: mostrar que a mobilidade sustentável é capaz, segura e emocionante, advogando por um futuro mais limpo e sustentável. Realizadas estrategicamente nos grandes centros urbanos, as corridas buscam conscientizar o público sobre as mudanças climáticas e incentivar o uso de carros elétricos.

Com o sinal verde da FIA, os trabalhos começaram. Agag se tornou o CEO, enquanto o piloto brasileiro Lucas Di Grassi foi fundamental para o desenvolvimento técnico, cocriando e pilotando o primeiro protótipo em 2012. Dois anos mais tarde, a Fórmula E estreou oficialmente com o ePrix de Pequim, na China.

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Atualmente dois brasileiros integram o time de pilotos da Fórmula E: Lucas di Grassi e Felipe Drugovich, que terminou em segundo lugar no GP de Mônaco, realizado em 17 de maio - Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

De lá para cá os números da competição não pararam de crescer. Em 2019, a categoria ganhou o status de campeonato mundial pela FIA e fabricantes de peso como Porsche e Jaguar ingressaram no grid. Na temporada atual (2025/2026) já foram 17 corridas em 10 países, quase o dobro da primeira edição. Por outro lado, as emissões de CO2 da categoria diminuíram consecutivamente de uma edição para outra, 24% entre a quinta e a oitava temporada, segundo relatório de sustentabilidade da FIA.

Isso torna a FE, desde 2023, o “esporte mais sustentável do mundo” de acordo com a Global Sustainability Benchmark in Sports. A divisão também possui o selo ISO de três estrelas de sustentabilidade graças ao uso de materiais reciclados nos carros e à reciclabilidade deles no seu fim de vida, inclusive das baterias, medidas que visam diminuir a pegada de carbono da logística do evento, responsável por 99% das emissões.

Além disso, a Fórmula E é signatária da agenda da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre emissão neutra de carbono no mundo até 2050. Desde 2020, tornou-se o primeiro esporte internacional certificado como carbono neutro do mundo. Isso se deve à compensação das emissões com iniciativas ao redor do mundo, mas com o objetivo de reduzir a pegada de carbono de modo geral, 60% até 2030, de acordo com a FIA.

Já na pista, a diferença é primordialmente o barulho e o cheiro. O ruído produzido pelos motores elétricos é mais amigável do que o dos motores a combustão, enquanto o cheiro predominante é o da borracha queimada dos pneus para todos os climas, em vez da poluente gasolina.

E ao contrário do que alguns podem imaginar, a emoção está longe de ser menor, como comenta Régis Gourdon, ex-piloto da Porsche Carrera Cup France e fundador da equipe de corrida racing Technology: “Eu amo automobilismo, o pratiquei por anos, e a Fórmula E é muito interessante, além de importante para as nossas crianças, uma boa solução para o futuro”.

Do alto de seus 66 anos de carreira com passagem por muitos circuitos, ele garante que os elétricos são muito bons de pilotar e empolgantes de assistir, destacando que todo ano vem ao lendário circuito de Mônaco para assistir a Fórmula 1 e a Fórmula E. 

Em relação aos carros, os números evoluíram massivamente na categoria. A chamada Gen1 começou com 270 cavalos, 225km/h de velocidade máxima e um 0 a 100 em 3 segundos. Hoje, a Gen3 Evo alcança 470 cavalos, 320km/h e impressionantes 1,86 segundos, mais rápido que um carro de Fórmula 1. 

Na prática, esses números se traduzem em momentos ainda mais emocionantes devido ao maior número de ultrapassagens, ao torque instantâneo que só um elétrico consegue proporcionar, e ao chamado “Attack Mode”, que pode ser usado em determinados momentos da corrida como um turbo, um acréscimo de 50 kW de potência (cerca de 67 cavalos).

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Gen 3 Evo é o atual modelo usado nas corridas, surpreendendo por uma performance singular no mundo das corridas - Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

“20 anos atrás eu comprei um carro elétrico, era um dos únicos na França com um na época, e eles são muito bons de pilotar, um pouco pesados, mas fantásticos”, destaca Gourdon. 

Nesse quesito, o número de telespectadores do evento cresceu 14% entre as temporadas 2023/2024 e 2024/2025, atingindo mais de 560 milhões de pessoas. A categoria também ampliou sua presença global, com corridas acontecendo em diversas  partes do mundo, incluindo São Paulo desde a temporada de 2022/2023.

Loredana Ernst, belga de 27 anos de idade apaixonada pelo mundo das quatro rodas, é um exemplo dessa pluralidade e crescimento da modalidade. Pela primeira vez, a atriz esteve em Mônaco para acompanhar uma corrida, justamente dos monopostos elétricos.

“Eu acompanho a Fórmula E faz alguns anos já e realmente adoro a categoria [...] e acho que a primeira vez que fiquei sabendo dela foi quando Stoffel Vandoorne entrou na Fórmula E, porque ele era da Fórmula 1 e é um piloto belga, então eu acompanho ele”

Outra frente importante pensada por Todt e Agag desde a criação da categoria era trazer grandes nomes do automobilismo com o intuito de quebrar a barreira cultural em relação à aceitação dos carros elétricos. Nomes como Pierre Gasly, da Fórmula 1, o tricampeão das 24 horas de Le Mans, Brendon Hartley e o brasileiro Felipe Massa, já integraram o time de pilotos da FE.

No quesito escuderias, atualmente nomes como Jaguar, Andretti, Citroën e Nissan integram as 10 participantes, e a modalidade já teve a presença da Renault, McLaren e Maserati, por exemplo. Além disso, os elétricos proporcionaram o histórico embate direto entre as quatro grandes fabricantes alemãs durante a temporada 2019/2020, com Audi, BMW, Mercedes e Porsche no grid.

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Curvas extremas, derrapadas que levam os carros ao limite, ultrapassagens acirradas e às vezes acidentes, destacam o quão capaz e segura a tecnologia elétrica é. Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

Ernst, que mora perto do circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, comenta que assistiu a uma corrida da FE pela primeira vez no ano passado, em Berlim, e lembra da sustentabilidade da modalidade sem abrir mão da emoção, mesmo com essa provocada de um jeito diferente. 

“O som por exemplo, é algo totalmente diferente, e eu honestamente gosto de ambos, e acho muito legal a Fórmula E ser essa alternativa sustentável a Fórmula 1. Eu já me preocupo com sustentabilidade no meu dia a dia, e para visitar realmente prefiro a Fórmula E inclusive”.

Ao contrário do que se pode imaginar, já que carros elétricos comuns não fazem barulho, os monopostos da competição emitem um som de cerca de 80 decibéis, mais alto que um carro a combustão convencional. Remetendo a filmes futuristas como Tron, são envolventes,  direcionando a emoção para as acirradas ultrapassagens e arrancadas ao longo da corrida, que dura 45 minutos. 

Nesse aspecto, a duração da prova é calculada para contemplar uma carga completa sem paradas para recarga ou troca de carros, como acontecia até a temporada de 2017/2018 com os carros da Gen1. A emoção é atiçada pelo uso estratégico da bateria, desse modo, administrada pelos pilotos que devem usar com sabedoria o “Attack Mode”, e os veículos recuperam até 40% da carga durante a corrida devido às frenagens, que transformam força cinética em elétrica.

Cada etapa consiste em dois treinos livres e sessões qualificatórias pela manhã, enquanto a corrida acontece após o intervalo para o almoço.  O sistema de pontuação segue o padrão estabelecido pela FIA para eventos internacionais. O primeiro lugar recebe 25 pontos, o segundo 18 e o terceiro 15. Do quarto lugar até o décimo são 12, 10, 8, 6, 4, 2 e 1 ponto, respectivamente. Mas algo exclusivo da FE são os pontos extras, 3 pela pole position e 1 pela volta mais rápida, desde que o piloto termine no top 10. 

A temporada 2025/2026 começou com o ePrix de São Paulo, em dezembro, sendo a última com os carros da Gen3 Evo, dando lugar aos Gen4, que prometem revolucionar a categoria. Com 804 cavalos de potência e 335 km/h de velocidade máxima, crescem em tamanho e se aproximam visualmente dos carros da Fórmula 1, ao mesmo tempo que abraçam o conceito de economia circular, sendo 100% recicláveis.

Torcedores foram às ruas de Paris para celebrar a conquista, lotando avenidas e pontos turísticos da capital
por
Beatriz Porto
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04/06/2026 - 12h

No último sábado (30), Arsenal e Paris Saint Germain entraram em campo para o jogo decisivo que definiu o campeão da UEFA Champions League. A partida que aconteceu na Puskás Arena, em Budapeste, foi marcada pela intensidade e decisões em pênaltis. 

Logo no início do primeiro tempo da final, o PSG impôs desde o apito inicial um ritmo intenso, tentando sufocar a saída de bola do Arsenal. A equipe parisiense dominou a posse de bola, com Vitinha organizando as jogadas no meio-campo e Kvaratskhelia explorando as laterais com dribles e passes precisos.

Apesar da superioridade parisiense, o Arsenal mostrou eficiência ao aproveitar um contra-ataque rápido, aos seis minutos Kai Havertz abriu o placar que trouxe esperança ao time londrino.

Durante o segundo tempo o Paris Saint Germain manteve a intensidade, pressionando o Arsenal e controlando a posse de bola. Embora os parisienses tenham cercado a área adversária, o Arsenal resistiu bravamente, defendendo-se com organização. 

Mesmo com o PSG criando oportunidades e aumentando o ritmo, o gol de empate só saiu  em um pênalti convertido por Dembélé aos 19 minutos da segunda etapa.

A prorrogação manteve o ritmo intenso da partida, com ambas as equipes demonstrando desgaste físico, mas sem abrir mão da busca pela vitória. O PSG tentou acelerar o jogo, explorando as laterais e arriscando finalizações de média distância, enquanto o Arsenal manteve sua postura defensiva sólida, apostando em contra-ataques rápidos para surpreender.

Porém, apesar das tentativas de ambos os lados, o placar permaneceu empatado, e a decisão foi encaminhada para os pênaltis, aumentando ainda mais a tensão entre jogadores e torcedores.

Reação dos jogadores após as cobranças de pênaltis Foto: Divulgação @psg
Reação dos jogadores após as cobranças de pênaltis Foto: Divulgação @psg

Já nas cobranças de pênaltis, o Paris demonstrou maior eficiência nas cobranças e venceu por 4 a 3, garantindo o título europeu. O momento decisivo aconteceu quando o Arsenal desperdiçou uma de suas cobranças, permitindo que a equipe parisiense confirmasse a conquista do bi campeonato. 

Após o título do PSG sobre o Arsenal na final da Champions League, a França viveu uma mistura de euforia e tensão. Milhares de torcedores foram às ruas de Paris para celebrar a conquista europeia, lotando avenidas e pontos turísticos da capital. Entretanto, a festa foi parcialmente ofuscada por confrontos, atos de vandalismo e centenas de detenções registradas em diversas cidades francesas.
 

Fonseca lutou, mas foi derrotado por Jakub Mensik por 3 sets a 0
por
Marcello Toledo
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03/06/2026 - 12h
Quadra Philippe-Chatrier Roland Garros Créditos: Cédric Lecocq / rolandgarros.com
Quadra Philippe-Chatrier Roland Garros Créditos: Cédric Lecocq / rolandgarros.com
 

Na última terça-feira (2), o brasileiro deu adeus a Roland Garros. As parciais foram de 6/4, 6/3 e 7/6 (7/3) em um jogo de 2 horas e 44 minutos contra o tcheco Mensik que, assim como João, é um dos maiores expoentes da nova geração e participou de sua primeira semifinal de Grand Slam.

A partida foi marcada por uma excelente performance de Mensik, dotado de uma frieza atípica para seus 20 anos, o atleta sacou muito bem e ganhou inúmeros pontos com seu backhand espetacular, característico da escola tcheca. No próximo round, ele enfrentará o favorito Alexander Zverev.

O melhor momento de João foi no 3 set, quando ele conseguiu quebrar o saque de Mensik duas vezes, se mostrando mais concentrado e com mais ritmo. Mesmo assim o tcheco conseguiu se recuperar e fechou a partida no tie break.

Apesar da derrota, João Fonseca sai de Paris consagrado. Aos 19 anos, ele se tornou o brasileiro mais jovem a alcançar as quartas de final de um Grand Slam desde a era aberta, superando marcas de ídolos do passado. Em sua trajetória neste torneio, ele deixou para trás nomes como Novak Djokovic e Casper Ruud.

Com os pontos somados, Fonseca deve dar um salto significativo no ranking da ATP, aproximando-se do Top 20 mundial. O foco do brasileiro agora se volta para a temporada de grama, que deve prepará-lo para Wimbledon.
 

Depois de quase 9 anos, o Alviverde voltou a derrotar o Mengão no Campeonato Brasileiro. Com o fim da 17ª rodada, o meio de tabela continua embolado
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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26/05/2026 - 12h

Nos dias 23, 24 e 25, os times da Série A do Brasileirão disputaram a penúltima rodada antes da parada da Copa. Mirassol venceu e continua na briga para sair da zona de rebaixamento. Apenas o jogo entre São Paulo e Botafogo terminou empatado.

Vitória 2 X 0 Internacional

No primeiro jogo da rodada, às 17h, no último sábado (23), o Vitória venceu o Internacional por 2 a 0, no Barradão, em Salvador (BA). A partida foi marcada por forte disputa física, pressão colorada e polêmica envolvendo a arbitragem. o Rubro-Negro baiano foi mais eficiente nas oportunidades criadas e garantiu um importante resultado diante da torcida. 

O início do confronto foi equilibrado, com o Internacional controlando a posse de bola e tentando construir jogadas desde o campo de defesa. Apesar do maior volume de jogo, a equipe gaúcha encontrou dificuldades para furar a marcação do Vitória, que apostava em transições rápidas pelos lados do campo.

A estratégia dos donos da casa surtiu efeito aos 29 minutos do primeiro tempo. Após arrancada de Erick pela direita, o atacante cruzou na segunda trave para Renê, que apareceu livre e cabeceou para o fundo das redes e abriu o placar para o Leão.

Ainda na primeira etapa, um dos lances mais discutidos da partida gerou reclamações por parte dos jogadores do Internacional. Bernabei recebeu lançamento dentro da área, dividiu com o goleiro Lucas Arcanjo e caiu pedindo pênalti. O árbitro marcou impedimento na origem da jogada e ainda aplicou cartão amarelo ao atleta colorado por simulação, decisão que provocou revolta entre jogadores e torcedores nas redes sociais.

Na volta do intervalo, o Internacional adotou postura mais agressiva e passou a pressionar em busca do empate. A equipe criou suas melhores oportunidades principalmente com Vitinho, Bernabei e Bruno Tabata. 

O Colorado acumulou finalizações e ocupou o campo ofensivo durante grande parte da segunda etapa, mas encontrou pela frente uma atuação segura do goleiro Lucas Arcanjo, que realizou defesas importantes para manter a vantagem do Vitória. 

Já no fim do jogo, aos 43 minutos, Bernabei recebeu o segundo cartão amarelo por uma entrada violenta e foi expulso do jogo, o que dificultou ainda mais a missão do time gaúcho.

Mesmo pressionado, o time baiano conseguiu sustentar o resultado e aproveitou os espaços deixados pelo adversário nos minutos finais.

Já nos acréscimos, Diego Tarzia puxou contra-ataque pela esquerda e finalizou cruzado para marcar o segundo gol e decretar o resultado a favor do Vitória.

A imagem mostra o elenco do Vitoria comemorando no vestiário
O Vitória quebrou a invencibilidade de quatro jogos do Inter na competição. Reprodução: Instagram/@ecvitoria

Com o resultado, o Vitória sobe na tabela e confirma seu momento de recuperação dentro da competição. A equipe vem apresentando evolução defensiva e maior eficiência ofensiva, fatores que têm sido fundamentais para a sequência positiva construída nas últimas rodadas.

Já o Internacional vê sua sequência invicta chegar ao fim e desperdiça a oportunidade de se aproximar das primeiras posições do campeonato. Apesar do maior volume ofensivo durante boa parte da partida, o Colorado voltou a sofrer com a falta de efetividade nas finalizações e deixou o Barradão sem pontuar. A derrota aumenta a pressão por maior regularidade da equipe na reta final antes da pausa da temporada.

São Paulo 1 X 1 Botafogo

Também às 17h, São Paulo e Botafogo empataram no Morumbi, na capital paulista. O Tricolor teve esteve vencendo até o final do jogo, mas o Fogão por meio de um golaço empatou nos minutos finais.

Para o Soberano, essa partida poderia ser a primeira vitória desde a chegada de Dorival Jr., técnico que está em sua terceira passagem pelo São Paulo. Nas anteriores, Dorival salvou o São Paulo do rebaixamento em 2017 e foi campeão da Copa do Brasil em 2023, a primeira da história do clube. 

Na atual passagem, o jogo contra o Bota seria apenas o segundo dele no cargo. Na escalação, o comandante ainda não conseguia contar com alguns dos destaques da equipe, como Marcos Antônio, fora por lesão na coxa; Bobadilla, outro destaque, estava fora por suspensão, e Dória, que vinha sendo titular, mas rescindiu com o clube após ameaças da torcida. 

Para o Botafogo foi para o estádio com confiança, após boas vitórias contra Corinthians, na Série A, e Independiente Petrolero, na Sula. 

O jogo era considerado difícil pelos desfalques. Franclim Carvalho, treinador alvinegro, teve que suprir as ausências de dois dos protagonistas do elenco: Alex Telles e o volante Medina. 

O experiente e ídolo do clube Marçal ocupou a vaga de Telles. No meio, Huguinho, jovem de 18 anos da base do clube, foi escolhido para o jogo. Além de Huguinho, outra “Joia do Bairro” escalada foi o zagueiro Justino, de 20 anos, para o lugar de Alexander Barboza, ídolo Botafoguense que se despediu no jogo contra o Corinthians. O zagueiro se transferiu para o Palmeiras.

Logo aos três minutos de partida, em um chute de fora da área de Arthur, o goleiro Neto espalmou e deu chance para Luciano abrir o placar para o São Paulo. Apesar do gol ter sido de Luciano, o grande protagonista do jogo na primeira etapa foi o ponta Arthur, emprestado pelo Botafogo ao São Paulo em abril, que foi o jogador de ataque mais acionado pela equipe no bom primeiro tempo do São Paulo.

Em contrapartida, o Fogão, que fez um primeiro tempo ruim, voltou do intervalo tomando mais o controle do jogo. Aos oito do segundo tempo, após falta levantada na área, Arthur Cabral cabeceou para dentro do gol, mas ele estava impedido. O São Paulo, após o gol anulado, teve algumas oportunidades de aumentar a vantagem, mas nenhuma efetiva. 

Aos 27, em outro cruzamento, Vitinho contou com o desvio de Arthur Cabral para, sozinho, marcar, mas novamente anulado por impedimento. O Alvinegro continuava martelando e, no último minuto do tempo regulamentar, em uma sobra de escanteio na entrada da área, Jordan Barrera finalizou de trivela no ângulo para calar o estádio tricolor.

A imagem mostra Jordan Barrera, do Botafogo, comemorando o gol
Jordan Barrera encerrou um jejum de sete meses sem marcar. Foto: Vitor Silva/Botafogo

Ainda deu tempo para, aos 50, Chris Ramos, que veio do banco alvinegro, desperdiçar uma oportunidade dentro da grande área que poderia decretar a vitória visitante.

Mirassol 1 X 0 Fluminense

Mais tarde, às 19h, Mirassol e Fluminense se enfrentaram no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). O time da casa venceu com um placar magro, com o gol marcado no primeiro tempo, e começa a sonhar para sair da zona de rebaixamento nas próximas rodadas.

O confronto começou sem grandes chances para os dois times. Apenas aos 18 minutos, o Mirassol conseguiu uma boa finalização, que não levou tanto perigo. Em uma falta cobrada por Reinaldo na intermediária, Alesson cabeceou mas parou na defesa de Fábio.

Depois de sete minutos, o goleiro tricolor foi obrigado a trabalhar novamente em uma cabeçada. Alesson, pela ponta esquerda do campo, lançou para Daniel Borges finalizar em uma subida ofensiva.

Aos 35 minutos do primeiro tempo o Mirassol abriu o placar. Carlos Eduardo fez boa jogada pela direita e cruzou para a área, Samuel Xavier e Jemmes afastaram, porém a bola sobrou para Denilson na entrada da área, que finalizou de primeira no ângulo de Fábio. Com o golaço, o volante do Leão marcou seu primeiro gol na temporada.

Aos 47 minutos, Sávio marcou pênalti para o Fluminense. Soteldo cruzou a bola pela esquerda do campo e Samuel Xavier dominou dentro da pequena área. Reinaldo derrubou o lateral tricolor ao puxá-lo pelo ombro. Porém, o VAR entrou em ação e recomendou a revisão. Após conferir o lance novamente na tela, o árbitro decidiu pela não marcação da penalidade.

Na segunda etapa, o time carioca teve mais o comando do jogo, porém sem conseguir ser efetivo para empatar a partida. Mirassol continuou com seu plano de jogo. Se garantiu defensivamente e partia nos contra-ataques e nas pressões altas de seus atacantes.

A imagem mostra Denilson, do Mirassol, com o troféu de melhor da partida.
Eleito craque da partida, Denilson chegou no começo de 2026 e vem ganhando espaço nas últimas partidas do Leão. Reprodução: Instagram/@mirassolfc

Aos sete minutos, após interceptar o passe de Bernal, o autor do único gol da partida, finalizou com perigo de fora da área, porém o arqueiro do Fluminense defendeu e mandou para escanteio.

Sem muita criatividade dos dois times o jogo foi se arrastando e faltando dez minutos para o fim, Reinaldo teve outra oportunidade para garantir a vitória do Leão, porém, novamente parou em Fábio. O lateral esquerdo cobrou uma falta de longe com força e o goleiro foi obrigado a espalmar para escanteio. A boa partida do goleiro não foi o suficiente para evitar a derrota fora de casa.

Com os três pontos garantidos, o Mirassol se aproxima de Santos e Corinthians na tabela. A diferença de dois pontos para o Santos pode ser tirada em caso de vitória na partida atrasada que o Leão ainda precisa fazer contra o Flamengo. Já para o time da capital paulista, mesmo em caso de três pontos no jogo atrasado, a diferença ficaria em um ponto, insuficiente para sair da zona de degola.

Já pelo lado carioca, a derrota complicou o desejo tricolor de assumir a segunda posição do campeonato. Com o tropeço do Flamengo, diante do líder, Palmeiras, a diferença de um ponto poderia ter sido tirada em caso de vitória em Mirassol. Mesmo assim, o clube se manteve na mesma posição que iniciou a rodada.

Grêmio 3 X 2 Santos

Também às 19h, Grêmio e Santos se enfrentaram, na Arena Grêmio, em Porto Alegre (RS). Na briga para se afastar da parte de baixo da tabela, o time tricolor venceu de virada, com dois gols do artilheiro Carlos Vinicius.

Ambas as equipes entraram determinadas a conquistar os três pontos. Aos 22 minutos que o time do Santos, teve sua primeira boa chance, após Rony ganhar a disputa dentro da área e tabelar com Gabriel Bontempo, que driblou a zaga e chutou, mas o goleiro defendeu. 

Aos 31, Miguelito roubou a bola de Caio Paulista e arrancou pelo meio, tocou para Gabigol sozinho, que só teve o trabalho de empurrar para marcar o gol. 

Nos minutos seguintes, Amuzu lançou na área. Carlos Vinicius subiu e cabeceou para o fundo do gol, sem chances para o Brazão. Já no final da primeira etapa, Noriega arriscou de fora da área, mas a bola foi à linha de fundo.

Aos nove do segundo tempo, Escobar cruzou na área e Bontempo ajeitou para Gabigol, que chutou no canto e marcou o segundo do time.

Quatro minutos depois, Pavón lançou da direita, para dentro da área, Carlos Vinicius dominou sozinho e bateu cruzado de esquerda para marcar seu segundo gol na partida e empatar o jogo.

A imagem mostra Carlos Vinicius, do Grêmio, comemorando o gol.
Com os dois gols, Carlos Vinicius assumiu a vice-artilharia da competição. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Não demorou muito e o gol da virada saiu. Pavón correu pelo lado direito e tocou para Tetê, que driblou a zaga e bateu cruzado no gol. Brazão se esticou, mas não conseguiu evitar. 

O Santos tentou empatar após Lucas Verissimo roubar a bola no ataque e tocar para Rony. O atacante chutou no ângulo, mas a bola foi para a linha de fundo. 

No último minuto da partida, o time tricolor teve a chance de ampliar, quando Arthur Melo, lançou na corrida para Tetê, que saiu no meio dos dois zagueiros e finalizou para fora.

Flamengo 0 X 3 Palmeiras

Na noite do último sábado (23), às 21h, o Palmeiras goleou o Flamengo por 3 a 0 em pleno Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Os gols do duelo foram marcados por Fláco Lopez, Allan e Paulinho. Com o resultado, o Verdão quebrou o jejum de quase uma década sem vencer o rival no Brasileiro.

Como de praxe, o início do jogo foi acelerado, bem como os últimos embates entre os dois times mais vencedores dos últimos anos em solo brasileiro. O Flamengo, com o ímpeto dos seus torcedores, pressionou os paulistas ao vencer a maioria dos duelos e dominar as ações. Aos 14, Lucas Paquetá ficou na cara do gol, mas parou em bela defesa de Carlos Miguel.

A imagem mostra Paulinho, do Palmeiras, comemorando o gol.
Paulinho marca depois de 329 dias sem jogar por causa de uma lesão. Foto: César Greco/Palmerias

Apesar da superioridade rubro-negra, o roteiro do confronto ganhou um novo capítulo: aos 20, Carrascal atingiu o zagueiro Murilo com chute no rosto, e foi expulso. 

Com mais jogadores em campo, foi a vez do Alviverde ter a posse. Aos 37, em troca de passes no campo de ataque, Marlon Freitas alçou ótimo passe para Allan, que escorou para o argentino Flaco Lopez cortar a defesa flamenguista e abrir o placar.

Na segunda etapa, o técnico Léo Jardim, do Flamengo, optou por ser ofensivo e sacou de campo o meio-campista Evertton Araújo para a entrada do atacante Bruno Henrique. Apesar de recuar Lucas Paquetá para defender, o meio-campo mandante ficou aberto; o  Verdão, por sua vez, aproveitou os espaços. Aos 11, Allan, em noite inspirada, aproveitou sobra de bola e estufou as redes de cabeça para ampliar o resultado. 

Com evidente cansaço e um jogador a menos, a equipe carioca via o Alviverde tirar proveito da superioridade numérica. Na reta final, em rápida trama, Jefté foi lançado ao ataque e rolou para Paulinho – que contou com falha de Rossi – decretar a vitória palmeirense.  

Após marcar, um princípio de confusão se instaurou entre as equipes: Paulinho fez gesto de “silêncio” para a torcida flamenguista. A provocação irritou os atletas do time da Gávea, que gerou um “empurra-empurra”, mas parou por aí.

O resultado fez com que o Palmeiras disparasse na ponta da tabela, somando 38 pontos, sete à frente do vice-líder Flamengo, que tem um jogo a menos.

Remo 1 X 2 Athletico-PR

No último domingo (24), às 16h, o Remo recebeu o Athletico-PR no Mangueirão, em Belém (PA). O duelo colocava frente a frente duas equipes em situações distintas na tabela: o Leão Azul tentava se afastar da zona de rebaixamento embalado pela força da torcida paraense, enquanto o Furacão buscava se aproximar ainda mais do G-4 após sequência de bons resultados.

Logo nos primeiros minutos, o Remo mostrou intensidade e conseguiu levar perigo em jogadas rápidas pelos lados do campo. Aos 13 minutos, Marcelinho fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro para Jajá, que apareceu livre dentro da área para finalizar firme e abrir o placar para os donos da casa. O Athletico sentiu o gol e encontrou dificuldades para criar oportunidades devido à forte marcação remista.

Apesar da pressão do Remo em alguns momentos, o Furacão começou a crescer na reta final da primeira etapa. Aos 44 minutos, Claudinho encontrou belo passe para Kevin Viveros, que dominou dentro da área e bateu cruzado para empatar a partida antes do intervalo. Não só o gol mudou o cenário do jogo e deu mais confiança para os visitantes voltarem melhores no segundo tempo, mas também a expulsão juvenil de Jajá, que após checagem no VAR, foi relatado um gesto obsceno do jogador.

Na segunda etapa, o time visitante passou a controlar mais a posse de bola e pressionar o time paraense no campo defensivo. Logo aos sete minutos, novamente Kevin Viveros apareceu decisivo. Após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, o atacante recebeu livre dentro da área e finalizou no canto para virar a partida para o Furacão. 

A imagem mostra Viveros, do Vitória, com comemorando o gol.
Viveros chega a dez gols e se torna o artilheiro do Brasilerão. Reprodução: Instagram/@athleticoparanaense 

Depois da virada, o Leão Azul tentou reagir e voltou a pressionar apoiado pela torcida no Mangueirão. Alef Manga teve boa chance em cabeceio perigoso, enquanto Pedro Rocha assustou em chute de fora da área. Porém, o Athletico conseguiu administrar o resultado com maior controle defensivo e ainda levou perigo em contra-ataques, principalmente com Mendoza e Zapelli.

Nos minutos finais, o Leão partiu para o abafa em busca do empate, levantando bolas na área e acumulando escanteios, mas parou na defesa athleticana e nas boas intervenções do goleiro Santos. 

Com o triunfo por 2 a 1, o Athletico-PR chegou aos 27 pontos e se manteve firme na briga pelas primeiras posições do Brasileirão. Já o Remo permaneceu na parte inferior da tabela, aumentando a pressão para a sequência da competição.

Cruzeiro 2 X 1 Chapecoense

Também às 16h, Cruzeiro e Chapecoense se enfrentaram no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). A Raposa, com gols de Kaio Jorge e Sinisterra, abriu 2 a 0 e dominou grande parte da partida, mas sofreu um apagão no fim e viu a Chape diminuir.

A Chapecoense começou melhor nos primeiros minutos, mas rapidamente perdeu espaço para um Cruzeiro agressivo e dominante. Explorando os lados do campo e pressionando desde o início, a Raposa criou boas chances com Kaiki, Kaique Kenji e Matheus Pereira. 

O gol saiu aos 25 minutos, com pênalti sofrido por Matheus Pereira. Kaio Jorge cobrou com categoria e abriu o placar no Mineirão. Pouco depois, Sinisterra chegou a ampliar após cruzamento de Kauã Moraes, mas o VAR anulou o lance por falta na origem da jogada. Mesmo com a vantagem mínima, o Cruzeiro empilhou oportunidades antes do intervalo, principalmente com Kaio Jorge e Kenji, mas parou nas defesas de Anderson.

O Cruzeiro voltou a manter o controle da partida na etapa final e ampliou aos 28 minutos. Após rápida jogada pela direita, Christian encontrou Sinisterra, que finalmente balançou as redes e fez 2 a 0. 

A imagem mostra Sinisterra , do Cruzeiro, comemorando o gol.
Sinisterra marca seu primeiro gol na temporada. Foto: Aleixo/Cruzeiro

A partir daí, porém, o time mineiro relaxou excessivamente e permitiu a reação da Chapecoense. Aos 34, João Paulo subiu sozinho e descontou de cabeça. Empurrada pelo gol, a equipe catarinense cresceu no jogo e chegou a empatar com Bolasie, após saída errada do goleiro Otávio, mas o lance foi invalidado por impedimento de Jean Carlos na origem da jogada. 

Na jogada seguinte, o jovem goleiro do Cruzeiro se redimiu e fez duas grandes defesas em sequência para garantir o placar.

Pouco depois, o árbitro chegou a marcar um pênalti para a Chape, mas voltou atrás após nova revisão do VAR. Ele entendeu que houve interferência de um jogador impedido. Mesmo pressionando nos minutos finais, o Cruzeiro segurou o resultado de 2 a 1 e confirmou a sexta partida consecutiva sem derrota na temporada, somando as três competições.

Com a vitória, o Cruzeiro chegou aos 23 pontos e ocupa a nona colocação do Campeonato Brasileiro, se aproximando da zona de classificação para a Libertadores. A equipe soma seis vitórias, dois empates e apenas duas derrotas nos últimos dez jogos da competição. 

Já a Chapecoense segue em situação dramática. O Verdão do Oeste permanece na lanterna, com apenas nove pontos e somente uma vitória em 17 rodadas.

O Cruzeiro volta a campo na quinta-feira (28), às 21h30 (horário de Brasília), quando recebe o Barcelona de Guayaquil pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Corinthians 1 X 0 Atlético-MG

Mais tarde, às 18h30, em jogo de pouca precisão, o Corinthians venceu o Atlético-MG com golaço marroquino, na Neo Química Arena, em São Paulo. Os times chegaram para um confronto direto na luta contra o rebaixamento. O Alvinegro paulista, com 18 pontos, entrou na rodada como o primeiro time na zona da decola. Enquanto isso, o Galo, mesmo ocupando a décima colocação e vindo de duas vitórias seguidas, estava somente três pontos acima do adversário.

A partida começou muito disputada, com as duas equipes se alternando em oportunidades. Logo aos quatro minutos, o Corinthians teve uma grande chance com Gustavo Henrique. O zagueiro recebeu de Yuri Alberto dentro da área e chutou cruzado com muito perigo. 

Depois, aos nove minutos, foi a vez do Atlético chegar com perigo. Em bola parada de Bernard, a bola chegou para Cuello livre dentro da área, que pegou muito embaixo da bola e mandou por cima do gol.

Após um início em que o Timão se postava um pouco mais no ataque, o Galo subiu a marcação e começou a ditar o ritmo do jogo, mesmo assim não conseguiu produzir muito perigo à Hugo Souza. Suas únicas chances vieram com Cuello aos 17 e aos 33 minutos. Na primeira tentativa, o ponta argentino finalizou de cabeça para fora. Depois, ele chegou a balançar as redes no contra-ataque puxado por Vitor Hugo, que acabou num cruzamento rasteiro de Renan Lodi para Cuello dentro da pequena área, mas dessa vez, o argentino estava em posição irregular. 

Enquanto isso, o Corinthians até teve algumas chances, com Breno Bidon aos 22 minutos, com uma bola colocada para fora, com Jesse Lingard aos 28, que chutou com desvio para fora, e com André, com um cabeceio sem perigo na bola parada.

Além disso, a equipe teve a única finalização de fato no gol da primeira etapa, com um chute sem muita força e praticamente no meio do gol de Rodrigo Garro.

Com o início do segundo tempo, o Timão começou a ter a bola totalmente no ataque, mesmo sem produzir muito perigo, enquanto o Atlético não conseguia aproveitar os contra-ataques. 

As melhores chances do time da casa vieram com Kaio César, com um chute isolado aos 13 minutos e um no meio do gol, tranquilo para Everson encaixar, aos 23 minutos, ambos com finalizações de fora da área. A única chance de perigo do Galo veio com o baixinho Bernard de cabeça aos 27 minutos, após bom cruzamento de Alan Minda. 

Com os 40 minutos finais, o Corinthians finalmente começou a produzir perigo efetivo. Logo aos 40 minutos, Matheuzinho fez uma boa jogada individual pela ponta-direita e finalizou rasteiro com curva, o que obrigou Everson a trabalhar um pouco mais. 

Então, aos 43 minutos, o lateral-direito cruzou na área para encontrar Zakaria Labyad livre dentro da área. O marroquino acertou um chute perfeito e com força no canto direito do gol, sem chance para Everson. Com esse gol, o meia faz o seu segundo pelo Timão e se torna o primeiro de seu país a anotar um gol no Brasileirão.

A imagem mostra Menphis e Labyad, ambos do Corinthians comemorando gol.
Com gol de seu amigo, Memphis volta a jogar pelo Corinthians a 27 dias do final de seu contrato, ainda sem definição sobre sua permanência. Foto: Rodrigo Coca/Corinthians

Com a vitória, mesmo só subindo duas posições, o Corinthians sai da zona de rebaixamento e entra no bolo dos 21 pontos, junto com Grêmio, Inter e o próprio Atlético Mg. Além disso, após dois meses, voltou a contar com seu camisa 10, Memphis Depay, tendo um reforço para os próximos dois jogos antes da pausa para a Copa do Mundo. 

Com a derrota, o Atlético, agora no mesmo bolo que o adversário, cai duas posições, além de completar oito jogos seguidos sofrendo pelo menos um gol no Brasileirão e de manter a sina de não conseguir vencer 3 jogos seguidos, o que não ocorre desde fevereiro de 2025. 

Vasco 0 X 3 Red Bull Bragantino

Às 20h30, O Vasco sofreu uma reviravolta em sua luta contra o rebaixamento. A equipe carioca recebeu o Red Bull Bragantino em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ) e acabou derrotada por 3 a 0. Os gols da vitória do Massa Bruta foram anotados por Rodriguinho, Isidro Pitta e Fernando.

Com o revés em casa, o Vasco estaciona nos 20 pontos e permanece na 16ª posição, perigosamente colado na zona de rebaixamento (Z4), que tem o Santos com 18 pontos, o Mirassol com 16, o Remo com 15 e a Chapecoense na lanterna com 9. Já o Bragantino saltou para a quinta colocação, somando 26 pontos e se firmando na briga por uma vaga na Conmebol Libertadores.

A etapa inicial foi de poucas emoções e muita marcação. A primeira chance surgiu apenas aos 37 minutos. Spinelli girou na área vascaína e finalizou para boa intervenção do goleiro Tiago Volpi. Logo em seguida, o Vasco reagiu após um desarme em Juninho Capixaba. A bola chegou a Andrés Gómez, que bateu torto para fora. O Bragantino deu o troco com um chute de longe de Isidro Pitta, defendido por Léo Jardim.

A imagem mostra Rodriguinho, do RB Bragantino, comemorando o gol.
Com a vitória, Bragantino chega mais perto de alcançar o topo da tabela de classificação. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

Quando o placar parecia que iria sem gols para o intervalo, o Massa Bruta marcou aos 45 minutos. Rodriguinho avançou livre de marcação e arriscou um chute de longa distância no canto direito. Léo Jardim ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol.

O Bragantino voltou do vestiário pressionando no segundo tempo. Aos quatro minutos da segunta etapa, Herrera escorou de cabeça e Rodriguinho carimbou a trave. No rebote, Saldivia salvou em cima da linha o carrinho de Ramires. 

O Vasco tentou reagir aos 10 minutos com Spinelli, que ganhou da defesa e tentou uma cavadinha sobre Volpi, mas Gustavo Marques se recuperou e mandou para escanteio.

Já aos 14 minutos, Mosquera fez grande jogada pela ponta esquerda, limpou o marcador e cruzou rasteiro para Isidro Pitta empurrar para as redes e fazer o 2 a 0.  Aos 31, Saldivia cometeu um erro grave ao recuar a bola, o Fernando interceptou, driblou o goleiro Léo Jardim e ampliou para 3 a 0.

Ainda houve tempo para o VAR entrar em ação aos 40 minutos para confirmar uma penalidade a favor do Bragantino após falta imprudente de Barros em Ramires na pequena área. Eduardo Sasha foi para a cobrança, mas isolou a bola e desperdiçou seu terceiro pênalti consecutivo.

Coritiba 3 X 2 Bahia

Isolado na última segunda-feira (25), às 20h, o Coritiba venceu o último jogo da rodada. O Coxa conquistou os três de virada sobre o Bahia pelo placar de 3 a 2 no Couto Pereira, na capital paranaense.

O início do primeiro tempo foi de domínio da equipe baiana. Aos 17 minutos, Iago cruzou rasteiro para Sanabria, que de carrinho mandou por cima do travessão. Três minutos depois, foi a vez de Iago levar perigo após finalizar na trave de fora da grande área. 

O primeiro gol do jogo saiu aos 25 após bola cruzada rasteira na grande área do Coxa. A bola encontrou as redes com o desvio de Tiago que marcou contra. Aos 42, o meia-atacante do Tricolor baiano, Everton Ribeiro chutou de longe para a defesa do goleiro Rangel.

Os mandantes começaram a segunda etapa em cima do Bahia, e logo aos dez chegou ao empate. Josué cruzou para o lateral-esquerdo Bruno Melo cabecear no canto direito do goleiro João Paulo.

Após um bate-rebate na grande área, a bola sobrou nos pés do uruguaio Joaquin Lavega que finalizou rasteiro para colocar o Coxa em vantagem aos 19  minutos. Pouco tempo depois, com 22, o Coritiba ampliou com o atacante Breno Lopes, em um contra-ataque veloz puxado pelo próprio, que finalizou no ângulo esquerdo do arqueiro baiano.

A imagem mostra uma dividida de bola.
Lateral-esquerdo, Bruno Melo cabeceia para marcar seu gol. Reprodução: Instagram/@brunomelooficial

O Bahia diminuiu o marcador em bola parada. Everton Ribeiro cruzou para o centroavante Everaldo cabecear para o gol.

Com a vitória, o Coritiba chegou a 26 pontos marcados e assumiu a sexta colocação do Brasileirão e está apenas um ponto atrás do G4. Já a equipe baiana cai posições e é o oitavo colocado, com 23 pontos.

Próxima rodada

Sábado (30):

Athletico-PR X Mirassol, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 16h (horário de Brasília;

Flamengo X Coritiba, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Bahia X Botafogo, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 17h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Corinthians, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 17h30 (horário de Brasília);

Santos X Vitória, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 20h (horário de Brasília).

Domingo (31):

Red Bull Bragantino X Internacional, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 11h (horário de Brasília);

Vasco X Atlético-MG, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Palmeiras X Chapecoense, no Allianz Parque, em São Paulo (SP), às 16h (horário de Brasília);

Remo X São Paulo, no Baenão, em Belém (PA), às 20h30 (horário de Brasília);

Cruzeiro X Fluminense, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 20h30 (horário de Brasília).

Brasileiro vence e faz história contra o maior campeão de Grand Slam da história
por
Lucas Peccin
|
01/06/2026 - 12h

Na tarde da última sexta-feira (30), em duelo pela terceira rodada do Roland Garros, o jovem tenista brasileiro de 19 anos, João Fonseca, venceu de virada o maior campeão de Grand Slam da história, Novak Djokovic, por 3-2, sendo as parciais 4/6, 4/6, 6/3, 7/5, 7/5. João perdia por 2-0 e virou a partida após triunfar em três sets consecutivos.

João Fonseca comemorando um ponto conquistado na partida contra Djokovic | Reprodução Instagram @joaoffonseca
João Fonseca comemorando um ponto conquistado na partida contra Djokovic | Reprodução Instagram @joaoffonseca

O número 4 do mundo, Djokovic passou pelos anfitriões Perricard e Royar, ambos por 3-1 para chegar à terceira rodada do campeonato. Já Fonseca eliminou o francês Luka Pavlovic pelo placar de 3/0 e venceu o croata Dino Prizmic por 3/2 também de virada, após começar perdendo de 2/0. 

O primeiro set não foi fácil para o brasileiro, que teve seu serviço quebrado em duas oportunidades pelo sérvio. Mesmo com uma quebra, João encontrou dificuldades e não conseguiu vencer o set, que terminou em 6-4 para o número 4 do mundo. Djoko dificultou ao máximo e cometeu poucos erros não forçados. 

No segundo set, João melhorou e desempenhou seu estilo de jogo de potência e agressividade. o que dificultou para o sérvio, porém ainda não venceu o set. Novamente 6-4 para o 24 vezes campeão de Grand Slam.

Já no terceiro set, Fonseca adotou uma estratégia mais agressiva para tirar Djokovic de sua zona de conforto. A tática funcionou e o sérvio teve dificuldades de conter os ataques do brasileiro. Logo em seu primeiro serviço de saque foi quebrado por João, que em um momento abriu três games a zero. O jovem brasileiro venceu por 6/3.

O quarto set foi decidido em detalhes. Novamente João quebrou o primeiro serviço do sérvio, que em sequência reagiu e venceu o serviço de Fonseca. Quando estava 5/5, o brasileiro demonstrou resiliência e técnica e quebrou o saque de Djokovic para confirmar seu próximo serviço. João venceu por 7/5

O último e decisivo set foi também decidido nos detalhes. Djokovic cometeu alguns erros não forçados, enquanto o brasileiro cresceu no jogo com muita maturidade e resiliência, além de aproveitar brechas deixadas pelo sérvio. A partida foi definida quando Fonseca quebrou o sexto serviço de saque de Djokovic. Após este game, bastou João embalar uma sequência de três aces (pontos de saque) quando estava em desvantagem (30/40 para Djokovic) e confirmar seu último serviço na partida. Vitória de Fonseca, 7/5.

Após a partida, em entrevista concedida em quadra para a organização do torneio, João Fonseca disse que não conseguia acreditar que venceu seu ídolo e afirmou estar cansado após a partida.  Ao ser questionado sobre as motivações que o levaram a vitória, o brasileiro respondeu: “O cansaço dele (Djokovic) me deu esperanças”, disse.

Em sua entrevista coletiva após o jogo, Novak elogiou o brasileiro e disse entender o motivo da repercussão e reconhecimento do talento de João mundialmente: “O nível de tênis que vimos ele jogar criou um hype ao redor dele, e hoje vimos o porque deste hype”, disse. O sérvio também analisou seu desempenho na partida e reconheceu os méritos de João: “Não acho que fiz muitas coisas erradas. Ele foi simplesmente melhor.”

Djokovic e João Fonseca em comprimento após o fim da partida | Reprodução Instagram @rolandgarros, @atptour, @bleacherreport e @espnbrasil
Djokovic e João Fonseca em comprimento após o fim da partida | Reprodução Instagram @rolandgarros

O duelo contra o número quatro do mundo, marcou a segunda vitória do brasileiro de 19 anos contra os tenistas top-10 do ranking mundial. A última ocorreu em 2025 no Australian Open, em que Fonseca venceu Rublev, nono colocado na época. Neste ano, João colecionou derrotas nas eliminações contra os dez mais bem ranqueados. No Indian Wells foi eliminado por Sinner (1), em Miami Open por Carlos Alcaraz (2), em Mônaco pelo alemão Zverev (3) e em Munique por Ben Shelton (6). 

Pelo lado do sérvio, foi a segunda vez em que começou vencendo por dois sets a zero e perdeu a partida em um Grand Slam. A última vez ocorreu em 2010 quando perdeu para Jurgen Melzer por 3/2, também no Roland Garros. Além disso, foi a partida mais longa disputada por Djokovic em Roland Garros, sendo de 4h53 minutos. Antes deste, a mais longa durou 4h38 contra o argentino Cereúndulo.

João Fonseca avançou para as quartas de final, que não tinham participação brasileira desde desde 2004, com Gustavo Kierten. O carioca irá enfrentar o dinamarquês Casper Ruud, número 16 do ranking da ATP, pela quarta rodada do Roland Garros, no domingo (31), não antes das 15h15 pelo horário de Brasília (possíveis atrasos nas partidas anteriores, por isso sem a definição exata de horário)
 

Um dos maiores clubes do país , Cruzeiro foi rebaixado em 2019, mas como foi essa história?
por
Gabriel Lourenço r
|
13/11/2020 - 12h

Fundado em 1921, sobre a alcunha de Palestra Itália, e rebatizado e consagrado como Cruzeiro no ano de  1942, o clube mineiro se tornou um dos maiores times do país.

Clube bicampeão da Libertadores, tetracampeão brasileiro, hexa (e maior campeão da Copa do Brasil), é conhecido por sua tradição e a paixão de seus torcedores, além de seu mascote, a raposa. Entretanto, em 2019, o clube mineiro virou notícia não mais pelo seus títulos, mas pela corrupção e demais escândalos  ex-presidente do clube Wagner Pires de Sá.

Essas denúncias que acabariam resultando no rebaixamento do clube, o primeiro de sua história. As denúncias contra a diretoria do clube foram expostas na Rede Globo, em uma edição do Fantástico, numa matéria que apontava com documentos de fonte do próprio clube, irregularidades, como uso de empresas de fachada para ocultar crimes, e até negociações envolvendo um menor. A repercussão dessas acusações abalaram o clima político do clube e colocaram a FIFA de olho no caso, que aplicou duras sanções em forma de punir as irregularidades na gestão cruzeirense.

O rebaixamento em 2019, mesmo assim, foi surpreendente para a maioria dos torcedores do clube, uma vez que o time havia acabado de conquistar o bicampeonato mineiro e da Copa do Brasil, além de ter somado boas participações nas demais competições neste mesmo período.

Para Gustavo, membro de uma das principais torcidas organizadas cruzeirenses, a má fase da equipe foi uma surpresa, mesmo com a má gestão do clube: “O Cruzeiro até o começo do Campeonato Brasileiro estava invicto,[...] e quando se volta um pouco no que era dito na época, o Cruzeiro era apontado como um dos favoritos ao título, o nosso elenco era um dos melhores do país” afirma o organizado.
Entretanto, para outro torcedor do clube Eduardo Brasil, o rebaixamento não foi uma surpresa: “O rebaixamento foi esperado. Seria surpreendente se o time não caísse, tendo em vista que o problema não era qualidade técnica em si, mas corpo mole dos jogadores. Ninguém gosta de trabalhar sem receber.”, o torcedor ainda entona críticas a Itair Machado, vice-presidente do clube na época: “A gestão do Itair foi desastrosa. Por mais que tenha montado um time bom que ganhou títulos, o projeto não era sustentável. Se for contar ainda que o vice-presidente do clube, em um ano, desviou quase cinquenta milhões na forma de salário pra ele, o desastre era anunciado. Sim, o vice-presidente do clube levou praticamente toda a premiação da copa do Brasil” completa.
Após o começo da má fase do time, as derrotas se tornaram rotineiras, embora as derrotas mais doloridas demorassem um pouco mais para chegar, sobre o começo dessas derrotas, Gustavo fala: “Ganhamos o estadual, e não fomos mal na Libertadores e na Copa do Brasil, em ambas fomos eliminados no detalhe para os clubes que acabariam vice-campeões dessas competições” diz o organizado, fazendo ressalvas ao elenco do clube:  “O elenco, portanto parou de jogar pela camisa que vestiam, além disso, o Arrascaeta, jogador decisivo, saiu pelas portas dos fundos do time, e os jogadores que ficaram queimaram sua idolatria. Esse é caso do Thiago Neves, o pênalti contra o CSA nas últimas rodadas, se nota que ele olha para fora na hora de chutar” finaliza o organizado.
No fim o rebaixamento foi inevitável e o desmanche foi feito tanto no elenco, quanto na diretoria.

No ano de 2020 o Cruzeiro não conseguiu se encaixar na Série B, causando una maior preocupação para os torcedores, flertando em momentos até com o rebaixamento para a Série C. Com essa situação o clube apostou em Felipão para buscar o ascenso a primeira divisão. Sobre as esperanças sobre o futuro, Eduardo Brasil ressalva: “Eu espero que o time no futuro possa se reestruturar economicamente para voltar a disputar títulos importantes, mas estou ciente de que isso não é algo que possa ser feito a curto prazo. Imagino que essa década seja a década perdida do clube.”, já Gustavo tem uma opinião diferente: “Acredito numa reconstrução rápida do clube, e uma volta a briga pelos títulos em pouco tempo, assim como fizeram recentemente Palmeiras e até mesmo River Plate na Argentina, quero ver o Cruzeiro campeão, quero que meus filhos tenham a imagem de um Cruzeiro vencedor, assim como eu tive, não a de um clube parado no tempo”

 

A contratação do jogador gerou uma série de polêmicas devido à condenação do atleta na justiça italiana por estupro
por
Gabriel Alves Dutra
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06/11/2020 - 12h

     A contratação do atacante Robinho feita pelo Santos na primeira metade de outubro ocasionou diversas reações negativas pelo fato do jogador ter sido condenado na justiça italiana por estupro. Em 2017, Robinho foi condenado na Itália a nove anos de prisão por violência sexual contra uma jovem albanesa. O caso ocorreu em 2013 em uma boate na capital da Lombardia, quando o atacante atuava pelo Milan.

     A chegada do jogador causou indignação em amantes do futebol por todo o país, mas principalmente na torcida do clube santista. “O time realmente está preocupado com a violência contra a mulher ou só faz postagem sobre isso pra manter a aparência?”, questionou Nathalia Souza, torcedora do Santos desde a infância.

     “A violência contra a mulher é combatida com atos, e o ato de contratar Robinho foi vergonhoso e completamente desrespeitoso com todas as torcedoras santistas, time feminino e mulheres de um modo geral. Mostrou apenas que a direção atual é conivente com a impunidade. Contratar Robinho é dizer que um homem condenado por abuso sexual pode seguir sua vida normalmente e ser aceito”, completou Nathalia.

     Vários patrocinadores ameaçaram revogar o contrato de patrocínio com o Santos caso o clube não rescindisse com Robinho. A Cervejaria Brahma, por exemplo, cujo contrato com o clube se encerrou no dia 1° de outubro, anunciou que não renovaria com o Santos se o contrato de Robinho não fosse rescindido. A Orthopride, empresa de ortodontia que patrocinava o Santos desde 2018, rompeu seu contrato com o clube da baixada santista.

     “Nós temos enorme respeito pela história do Santos. Mas neste momento decidimos pelo rompimento do contrato de patrocínio. Nosso público é majoritariamente feminino e, em respeito às mulheres que consomem nossos produtos, tivemos que tomar essa decisão”, explicou Richard Adam, diretor de operações da empresa, em entrevista ao Globo Esporte.

     Após a forte pressão da torcida e dos patrocinadores, o Santos optou pela suspensão do contrato de Robinho. Muitos torcedores se perguntaram o motivo do clube ter suspendido, e não rescindido definitivamente o contrato do atleta. A explicação cabível é que o Santos alimenta a esperança de absolvição do jogador, podendo contar com Robinho futuramente caso ele seja inocentado.

     “Santos Futebol Clube e o atleta Robinho informam que, em comum acordo, resolveram suspender a validade do contrato firmado no último dia 10 de outubro para que o jogador possa se concentrar exclusivamente na sua defesa no processo que corre na Itália”, afirmou o clube em nota oficial à imprensa.

     A polêmica contratação de Robinho foi amplamente discutida nas redes sociais e em programas televisivos por todo o país. Muitos jornalistas criticaram o Santos pela contratação do jogador. “Um absurdo. Um desrespeito não só às mulheres, mas à sociedade como um todo. Você tem vários jogadores para contratar, e você contrata um jogador que neste momento tem esse processo contra ele. Um crime hediondo”, afirmou Lédio Carmona, jornalista esportivo do Grupo Globo, no ‘Seleção SporTV’.

Maiores torcidas organizadas de São Paulo engrossam o coro pela presença nos estádios
por
Giuliano Formoso, Guilherme Tedesco, Henrique Soto e Liana Ruiz
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03/10/2020 - 12h

 

Inúmeros são os motivos pelos quais o futebol é de extrema importância para o povo brasileiro. E quase todos eles são acentuados com a presença dos torcedores nos estádios. José Paulo Florenzano, coordenador do curso de ciências sociais da PUC-SP, analisa: 

- O futebol ocupa um lugar central na cultura brasileira. Ao longo do século XX ele foi se constituindo em importante fonte de identidade, tanto para o conjunto da sociedade nacional, quanto para os grupos sociais, étnicos e culturais (trabalhadores, migrantes nordestinos, imigrantes italianos, afrodescendentes etc.) eis alguns outros motivos pelos quais o futebol se reveste de importância para o povo brasileiro: espaço de sociabilidade, prática lúdica, atividade profissional, indústria do entretenimento, dramatização dos valores, normas e ideais da sociedade.

FUTEBOL SEM TORCIDA É FUTEBOL?

O futebol brasileiro ficou paralisado por bastante tempo por conta da pandemia de Covid-19. E a volta dele foi abalada pela ausência da torcida nos jogos. Esse fato afetou o espetáculo, além de também de afetar o resultado dos jogos e comprometer a atividades das torcidas organizadas. André Guerra, presidente da Mancha Alvi Verde, a maior torcida organizada do Palmeiras, analisa o retorno do futebol sem público nos estádios:

- Um clube de futebol representa um povo. Quando esse povo está impossibilitado de estar lá fisicamente, o jogo perde o sentido. O Palmeiras representa 20 milhões de torcedores e está entrando em campo para ninguém. Com a volta do futebol na Europa, foi feita uma pesquisa para avaliar o real impacto da presença das torcidas nos estádios, chegando à conclusão de que os times menores, ou seja, com menos torcedores, melhoraram seus desempenhos nesse período de jogos com portões fechados. A atmosfera criada pela torcida influencia diretamente na performance dos jogadores e também da arbitragem.

 André Guerra comenta também sobre o impacto econômico causado pela pandemia tanto no futebol quanto nas atividades da torcida:

 - A gente faz todo o planejamento em função do calendário do Palmeiras, então quando a pandemia paralisou o futebol, nós acabamos paralisando as atividades também. O impacto econômico, embora gigantesco, não é nada quando comparado com a saúde e a vida das pessoas. Na minha opinião, o futebol só deveria ter voltado quando houvesse uma vacina. Ninguém discorda de que o dinheiro é importante, mas a saúde deveria ser prioridade.

 Baby, presidente da Torcida Independente, a maior torcida organizada do São Paulo, segue a mesma linha de pensamento:

 - A presença da torcida influencia muito. Se você acompanhar as estatísticas, os times visitantes estão tendo melhores resultados agora, porque antes tinha o fator da pressão, da emoção do torcedor, o Morumbi lotado. Na minha opinião o futebol não deveria nem ter voltado sem a liberação do torcedor no estádio. Futebol sem torcida não é futebol.

Jogo do Corinthians sem torcida
                                                                  Jogo do Corinthians sem torcida.

 

José Paulo Florenzano também concorda com a tese de que o futebol sem torcida perde o apelo:

 - De um modo geral, as torcidas organizadas, no Brasil, desempenham um papel importante no modo como o futebol, no estádio, pode ser vivenciado, bem como o tipo de vínculo que o torcedor deve estabelecer com o time, concebido, nesse sentido, como “religião”, objeto de uma devoção sem limites. O “espetáculo” das arenas e estádios vazios trouxe para o primeiro plano a discussão acerca do papel, do valor e do lugar das torcidas. Sem a presença das torcidas, o jogo vira treino e o futebol perde significado.

 - As experiências do torcer no estádio e do torcer na residência são incomparáveis. A primeira acaba inscrita de forma indelével na memória, compõe e enriquece a história de vida, reforça os laços de identidade coletiva; ao passo que a segunda quase sempre se perde, deixando apenas vestígios de uma sensação mais empobrecida, vivida em um pequeno grupo - completou Florenzano.

 

 TRABALHANDO NO FUTEBOL EM MEIO À PANDEMIA

 Embora tenha retornado sem a presença de público, o futebol exige que alguns funcionários imprescindíveis - e muitas vezes invisíveis - se arrisquem. Gandula do Corinthians há cinco anos, Manuel Valter de Oliveira Júnior confirma o receio de trabalhar em meio à pandemia:

 - A gente fica com medo de pagar a doença, porque é uma doença que não é brincadeira. Então a gente sempre tem essa preocupação, porque eu tenho mulher e dois filhos pequenos e conheço casos próximos de parentes que morreram. Mas a diretoria e a comissão estão tendo cuidados com todos.

 Funcionário de uma empresa do ramo de tecnologia da informação, Manuel não possui qualquer vínculo trabalhista com o Corinthians, e afirma que sua paixão pelo clube é o que mais o motiva:

 - É muito mais prazeroso pelo amor que eu tenho pelo Corinthians do que pela remuneração. É uma experiência muito bacana, estar dentro do campo é uma sensação maravilhosa, e se pudesse eu levaria um corintiano diferente a cada jogo para sentir isso.

 Manuel também comenta o impacto tanto econômico quanto esportivo que a pandemia teve na rotina dos gandulas:

 - A pandemia impactou boa parte dos gandulas porque a gente vinha fazendo de quatro a cinco jogos por mês. É uma ajuda de custo que é um complemento importante dentro da nossa vida e também dá uma tranquilidade a mais para os nossos familiares. Durante a parada do futebol não recebemos essa ajuda. Graças à Deus a maioria ali está empregada e consegue se sustentar com o outro trabalho.

 - O formato com a torcida por trás, acaba te induzindo, até por ser corintiano, a vibrar junto com ela. E nós estamos ali ao mesmo tempo tentando ser o mais profissional possível. E se a gente deixar a emoção falar mais alto, podemos trazer problemas para o próprio Corinthians. Quando tinha a torcida, a gente ficava mais emocionado e se policiava muito mais porque a energia era contagiante. Hoje, sem a torcida, os gandulas ficam mais expostos. O adversário acha que você está retardando o jogo quando você está seguindo regras - completou Manuel.

 

TORCIDA NO ESTÁDIO E SAÚDE MENTAL

 Em um contexto já altamente estressante pela quarentena durante a pandemia, a ausência dos torcedores nos estádios pode afetar a saúde mental de muitas pessoas que vivem o futebol como uma espécie de válvula de escape. Anna Beatriz Carvalho Santos, integrante da Gaviões da Fiel, a maior torcida organizada do Corinthians, responde sobre a saudade dos estádios:

 - Para muita gente o Corinthians é o ópio do povo. Você parece que vive em outro mundo quando você está ali presente num jogo. Para todos os torcedores, os jogos são como uma válvula de escape do cotidiano. Tem aquela pessoa que às vezes tem o dinheiro contado para pagar uma conta e o mínimo que sobra ela usa para poder ir a um jogo. Não só do Corinthians, mas no geral. Então faz muita falta, o futebol mexe com a gente.

- Eu me considero uma pessoa ansiosa e depressiva por natureza, então ir para um jogo do Corinthians mexia demais, porque a gente acaba esquecendo dos nossos problemas, você só vive aquele momento e nada mais, e isso faz muita falta para quem realmente gosta de futebol. O Corinthians para mim é algo difícil de escrever, quando eu estou assistindo um jogo eu esqueço de tudo, esqueço que eu tenho ansiedade, depressão. Por não estar indo em jogos, eu fiquei dias sem vontade de sair do quarto. Eu tenho pessoas para poder conversar, mas o que realmente motiva, que eu sinto o coração acelerar, é o futebol, ver o Corinthians, estar presente - completou Anna Beatriz.

 

emoção torcida
                                          Torcedor emocionado durante partida de futebol.

 

André Guerra concorda com a análise da torcedora rival:

- Para quem está acostumado, o comparecimento aos jogos é algo que faz muita falta. Muitas vezes o estádio é a nossa válvula de escape, onde a gente descarrega a energia ruim da semana, tocando instrumentos e gritando para extravasar. É um hábito incorporado à nossa rotina. Então, do ponto de vista psicológico, essa “torcida à distância” acaba gerando muito mais ansiedade pelo acúmulo desse stress que não consegue ser descarregado.

O futebol perde boa parte de sua beleza sem a presença das torcidas nos estádios. Os torcedores, membros de organizadas ou não, vivem sensações únicas em dias de jogo. E esses sentimentos são extremamente aflorados com toda a mística que é estar presente em uma partida de futebol.

Clubes de menor expressão no cenário nacional enfrentam desafios causados pela pandemia
por
Gabriel Soria de Almeida e Pedro Alcantara da Silva Neto
|
18/09/2020 - 12h

A pandemia do novo coronavirus, que teve seu primeiro caso na China, ainda em 2019, trouxe consequências a todas as áreas da sociedade. Desde o comércio até a área da saúde e da educação, ninguém estava preparado para o desafio que seria encarar esse vírus, e com os clubes de futebol não foi diferente. Estamos acostumados a ver e a acompanhar as grandes potências do futebol nacional e internacional; mas estes, apesar de terem enfrentado certa dificuldade, ainda conseguiram se manter em alto nível e, assim, puderam dar aos atletas uma condição ideal de trabalho, além de terem  a capacidade de se manterem financeiramente sem que nenhum contrato fosse suspenso.

Infelizmente, não são todos que têm dinheiro suficiente no caixa. A paralisação dos campeonatos nacionais e internacionais fez com que, os clubes que não tivessem condições, parassem de lucrar. O futebol é uma fonte de renda muito grande, porém os clubes dependem de contratos com canais de televisão e com patrocinadores, de torcida comprando ingresso e indo ao estádio, e também precisam de dinheiros das premiações dos campeonatos. Com essa pausa, tudo parou de repente e abruptamente, e os clubes que já não têm muitas condições por não ser da capital, se prejudicaram ainda mais.

 Foto/Instagram: @oficialnovorizontino
Foto/Instagram: @oficialnovorizontino

Grêmio Novorizontino volta aos treinos após a paralisação das atividades

Os clubes de interior tem uma projeção baixa em relação ao monopólio do futebol brasileiro. Um exemplo são as questões contratuais, onde os times contratam jogadores por 6 meses, apenas para a disputa dos campeonato estaduais.

“A interrupção do trabalho, que já vem sendo realizado durante anos, foi a situação mais difícil. Tanto o trabalho com o elenco profissional, quanto com as categorias de base.” — Disse o Presidente do Grêmio Novorizontino, clube da cidade de Novo Horizonte, no interior de São Paulo. “Os atletas que viessem a fazer parte do elenco que estaria disputando o Campeonato Brasileiro da Série D, nós prorrogamos esse contrato. O atleta que não ficaria para a Série D, o contrato foi cumprido, na sua totalidade, porém foi encerrado no tempo em que havia sido programado”, completou. 

Em um esporte que o entrosamento entre os atletas é extremamente importante, a falta de treinos e de relacionamento interpessoal prejudica toda a projeção que aquela instituição planeja para a temporada.                                                                                                                                                                                                                                                                                          

Alguns clube, para não arcar com custos “desnecessários”, afastaram vários jogadores e funcionários de base, como por exemplo o Flamengo, que já mostrou ter uma postura pífia em relação aos seus funcionários (exceto jogadores). Por mais que a situação financeira de clubes do interior não esteja a boa, o Novorizontino não deixou de lidar com suas responsabilidades, cumprindo todos os contratos de atletas, e mantendo os jogadores de base, que são mais afetados que os profissionais nesse tipo de situação. O clube deu uma aula!

A volta do futebol, durante a pandemia é claramente um desespero coletivo para gerar dinheiro para os clubes grandes, já que sem torcida apenas eles lucram com ‘pay-per-view’. As medidas tomadas para o campeonato Brasileiro da Série A voltar, são extremamente desiguais com o Brasileiro Feminino e as outras divisões do país (Séries B,C e D). No Brasil, infelizmente vivemos em uma bolha na qual só o futebol masculino que vemos na televisão importa, porém não é assim, clubes de menor expressão são clubes, jogadores de base são atletas e futebol feminino também é futebol!

 

Foto capa: Instagram @oficialnovorizontino

 

Futebol e basquete, os esportes mais jogados nas quadras brasileiras, estão voltando por todo o mundo.
por
Renan Silva de Mello
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17/09/2020 - 12h

No início do ano, o Brasil e o mundo se depararam com um vírus intitulado SARS COV 2, conhecido popularmente como coronavírus, causador da COVID-19. Esse vírus da família “SARS” demonstrou poder ser fatal, e como ainda não se conhece nenhuma vacina eficaz contra essa “gripe”, o método mais indicado por cientistas é a quarentena. Após adotar essa medida de prevenção, muitas atividades pararam. Com os esportes não foi diferente.

"Não devemos voltar o futebol porque a curva da pandemia está ascendente? Ora, abriram as lojas de construção, por exemplo. Mas qual o protocolo de segurança foi utilizado? O futebol, nesse caso, está dando o exemplo. Acho que os cronistas esportivos, em vez de criticar a volta, deveriam mergulhar nos protocolos que estão sendo seguidos e propagar isso como um exemplo muito bom". Essas palavras são do presidente do Flamengo, Rodolfo Landin. Ele defendeu a volta do futebol e criticou aqueles que eram contra o retorno do esporte mais popular do país. O presidente flamenguista recebeu apoio de outro time carioca, o Vasco da Gama.

IMAGEM

Enquanto os dois times se juntavam para trazer de volta o futebol, outros dois times cariocas grandes se posicionaram contra, Fluminense e Botafogo, com protesto nos jogos, os times tentaram a todo custo impedir a volta do futebol no momento em que estamos.

protesto fluminense e botafogo
foto: Instagram do fluminense.

Mesmo com o posicionamento contrario de times grandes o futebol voltou, e agora  em setembro, já temo todos os campeonatos de volta, Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. Com a volta do campeonato brasileiro era de se esperar que algum atleta se contaminasse. Logo na primeira rodada, tivemos um jogo adiado, mas não adiado com uma hora de antecedência, a partida em questão foi a do São Paulo x Goiás, com o time paulista dentro de campo pronto para começar receberam a notícia de que o time goiano havia conseguido um adiamento da partida, por conta da descoberta de vários jogadores titulares contaminados. O problema além da contaminação foi o modo com que foi descoberto, o time ficou sabendo faltando poucas horas para o jogo, o que mostra um claro despreparo da CBF em organizar o campeonato. Mas agora em setembro está tudo mais controlado em relação ao monitoramento dos atletas, com os novos protocolos da CBF os jogadores são testados 72hrs antes da rodada, e o resultado deve ser enviado com no mínimo 12hrs antes da partida. Com essas alterações no procedimento para cada jogo, a CBF vem mantendo um trabalho até que aceitável em relação ao monitoramento.

FINANCEIRO

Com a paralisação de todos os campeonatos os clubes entraram e dividas altas, o Corinthians é um exemplo disso. No primeiro semestre o time teve um aumento em dividas em torno de R$ 800 milhões, segundo dado levantado pelo ge, o alvinegro paulista tem dois meios de arrecadar dinheiro que se destacam muito dos outros, com sua torcida gigante os ingressos e a audiência pela TV, sempre são os meios que ajudam muito o clube, mas sem eles para ajudarem o time ficou refém de dividas. O clube de Itaquera chegou a dever 3 meses de salários atrasados, os administradores viram que o melhor jeito de melhorar seria vendendo jogadores, e com a venda dos jogadores conseguiram pagar os salários atrasados.

Além do futebol, a LNB (Liga Nacional de Basquete) também está voltando, a diferença entre os esportes é que a NBB voltará em novembro.

jogada do betinho jogador do esporte clube Pinheiros.
foto: Ricardo Bufolin

Perguntamos para o representante se já existia algum protocolo nos pré-jogos: "Desde o surgimento da pandemia foi criado um grupo multidisciplinar que é formado por médicos dos times, fisioterapeutas, preparadores físicos, atletas, técnicos. Esse grupo vem debatendo e estudando os protocolos de outros países e ligas, para chegar a um protocolo nosso". Essa união mostrou o quanto está sendo pensada e planejada a volta do basquete no Brasil. Sobre a data da volta dos jogos o representante falou "Será em novembro, não exatamente na primeira semana, provavelmente será na segunda semana de novembro, mas a data ainda pode sofrer alteração".