Fundado em 1921, sobre a alcunha de Palestra Itália, e rebatizado e consagrado como Cruzeiro no ano de 1942, o clube mineiro se tornou um dos maiores times do país.
Clube bicampeão da Libertadores, tetracampeão brasileiro, hexa (e maior campeão da Copa do Brasil), é conhecido por sua tradição e a paixão de seus torcedores, além de seu mascote, a raposa. Entretanto, em 2019, o clube mineiro virou notícia não mais pelo seus títulos, mas pela corrupção e demais escândalos ex-presidente do clube Wagner Pires de Sá.
Essas denúncias que acabariam resultando no rebaixamento do clube, o primeiro de sua história. As denúncias contra a diretoria do clube foram expostas na Rede Globo, em uma edição do Fantástico, numa matéria que apontava com documentos de fonte do próprio clube, irregularidades, como uso de empresas de fachada para ocultar crimes, e até negociações envolvendo um menor. A repercussão dessas acusações abalaram o clima político do clube e colocaram a FIFA de olho no caso, que aplicou duras sanções em forma de punir as irregularidades na gestão cruzeirense.
O rebaixamento em 2019, mesmo assim, foi surpreendente para a maioria dos torcedores do clube, uma vez que o time havia acabado de conquistar o bicampeonato mineiro e da Copa do Brasil, além de ter somado boas participações nas demais competições neste mesmo período.
Para Gustavo, membro de uma das principais torcidas organizadas cruzeirenses, a má fase da equipe foi uma surpresa, mesmo com a má gestão do clube: “O Cruzeiro até o começo do Campeonato Brasileiro estava invicto,[...] e quando se volta um pouco no que era dito na época, o Cruzeiro era apontado como um dos favoritos ao título, o nosso elenco era um dos melhores do país” afirma o organizado.
Entretanto, para outro torcedor do clube Eduardo Brasil, o rebaixamento não foi uma surpresa: “O rebaixamento foi esperado. Seria surpreendente se o time não caísse, tendo em vista que o problema não era qualidade técnica em si, mas corpo mole dos jogadores. Ninguém gosta de trabalhar sem receber.”, o torcedor ainda entona críticas a Itair Machado, vice-presidente do clube na época: “A gestão do Itair foi desastrosa. Por mais que tenha montado um time bom que ganhou títulos, o projeto não era sustentável. Se for contar ainda que o vice-presidente do clube, em um ano, desviou quase cinquenta milhões na forma de salário pra ele, o desastre era anunciado. Sim, o vice-presidente do clube levou praticamente toda a premiação da copa do Brasil” completa.
Após o começo da má fase do time, as derrotas se tornaram rotineiras, embora as derrotas mais doloridas demorassem um pouco mais para chegar, sobre o começo dessas derrotas, Gustavo fala: “Ganhamos o estadual, e não fomos mal na Libertadores e na Copa do Brasil, em ambas fomos eliminados no detalhe para os clubes que acabariam vice-campeões dessas competições” diz o organizado, fazendo ressalvas ao elenco do clube: “O elenco, portanto parou de jogar pela camisa que vestiam, além disso, o Arrascaeta, jogador decisivo, saiu pelas portas dos fundos do time, e os jogadores que ficaram queimaram sua idolatria. Esse é caso do Thiago Neves, o pênalti contra o CSA nas últimas rodadas, se nota que ele olha para fora na hora de chutar” finaliza o organizado.
No fim o rebaixamento foi inevitável e o desmanche foi feito tanto no elenco, quanto na diretoria.
No ano de 2020 o Cruzeiro não conseguiu se encaixar na Série B, causando una maior preocupação para os torcedores, flertando em momentos até com o rebaixamento para a Série C. Com essa situação o clube apostou em Felipão para buscar o ascenso a primeira divisão. Sobre as esperanças sobre o futuro, Eduardo Brasil ressalva: “Eu espero que o time no futuro possa se reestruturar economicamente para voltar a disputar títulos importantes, mas estou ciente de que isso não é algo que possa ser feito a curto prazo. Imagino que essa década seja a década perdida do clube.”, já Gustavo tem uma opinião diferente: “Acredito numa reconstrução rápida do clube, e uma volta a briga pelos títulos em pouco tempo, assim como fizeram recentemente Palmeiras e até mesmo River Plate na Argentina, quero ver o Cruzeiro campeão, quero que meus filhos tenham a imagem de um Cruzeiro vencedor, assim como eu tive, não a de um clube parado no tempo”
A contratação do atacante Robinho feita pelo Santos na primeira metade de outubro ocasionou diversas reações negativas pelo fato do jogador ter sido condenado na justiça italiana por estupro. Em 2017, Robinho foi condenado na Itália a nove anos de prisão por violência sexual contra uma jovem albanesa. O caso ocorreu em 2013 em uma boate na capital da Lombardia, quando o atacante atuava pelo Milan.
A chegada do jogador causou indignação em amantes do futebol por todo o país, mas principalmente na torcida do clube santista. “O time realmente está preocupado com a violência contra a mulher ou só faz postagem sobre isso pra manter a aparência?”, questionou Nathalia Souza, torcedora do Santos desde a infância.
“A violência contra a mulher é combatida com atos, e o ato de contratar Robinho foi vergonhoso e completamente desrespeitoso com todas as torcedoras santistas, time feminino e mulheres de um modo geral. Mostrou apenas que a direção atual é conivente com a impunidade. Contratar Robinho é dizer que um homem condenado por abuso sexual pode seguir sua vida normalmente e ser aceito”, completou Nathalia.
Vários patrocinadores ameaçaram revogar o contrato de patrocínio com o Santos caso o clube não rescindisse com Robinho. A Cervejaria Brahma, por exemplo, cujo contrato com o clube se encerrou no dia 1° de outubro, anunciou que não renovaria com o Santos se o contrato de Robinho não fosse rescindido. A Orthopride, empresa de ortodontia que patrocinava o Santos desde 2018, rompeu seu contrato com o clube da baixada santista.
“Nós temos enorme respeito pela história do Santos. Mas neste momento decidimos pelo rompimento do contrato de patrocínio. Nosso público é majoritariamente feminino e, em respeito às mulheres que consomem nossos produtos, tivemos que tomar essa decisão”, explicou Richard Adam, diretor de operações da empresa, em entrevista ao Globo Esporte.
Após a forte pressão da torcida e dos patrocinadores, o Santos optou pela suspensão do contrato de Robinho. Muitos torcedores se perguntaram o motivo do clube ter suspendido, e não rescindido definitivamente o contrato do atleta. A explicação cabível é que o Santos alimenta a esperança de absolvição do jogador, podendo contar com Robinho futuramente caso ele seja inocentado.
“Santos Futebol Clube e o atleta Robinho informam que, em comum acordo, resolveram suspender a validade do contrato firmado no último dia 10 de outubro para que o jogador possa se concentrar exclusivamente na sua defesa no processo que corre na Itália”, afirmou o clube em nota oficial à imprensa.
A polêmica contratação de Robinho foi amplamente discutida nas redes sociais e em programas televisivos por todo o país. Muitos jornalistas criticaram o Santos pela contratação do jogador. “Um absurdo. Um desrespeito não só às mulheres, mas à sociedade como um todo. Você tem vários jogadores para contratar, e você contrata um jogador que neste momento tem esse processo contra ele. Um crime hediondo”, afirmou Lédio Carmona, jornalista esportivo do Grupo Globo, no ‘Seleção SporTV’.
Inúmeros são os motivos pelos quais o futebol é de extrema importância para o povo brasileiro. E quase todos eles são acentuados com a presença dos torcedores nos estádios. José Paulo Florenzano, coordenador do curso de ciências sociais da PUC-SP, analisa:
- O futebol ocupa um lugar central na cultura brasileira. Ao longo do século XX ele foi se constituindo em importante fonte de identidade, tanto para o conjunto da sociedade nacional, quanto para os grupos sociais, étnicos e culturais (trabalhadores, migrantes nordestinos, imigrantes italianos, afrodescendentes etc.) eis alguns outros motivos pelos quais o futebol se reveste de importância para o povo brasileiro: espaço de sociabilidade, prática lúdica, atividade profissional, indústria do entretenimento, dramatização dos valores, normas e ideais da sociedade.
FUTEBOL SEM TORCIDA É FUTEBOL?
O futebol brasileiro ficou paralisado por bastante tempo por conta da pandemia de Covid-19. E a volta dele foi abalada pela ausência da torcida nos jogos. Esse fato afetou o espetáculo, além de também de afetar o resultado dos jogos e comprometer a atividades das torcidas organizadas. André Guerra, presidente da Mancha Alvi Verde, a maior torcida organizada do Palmeiras, analisa o retorno do futebol sem público nos estádios:
- Um clube de futebol representa um povo. Quando esse povo está impossibilitado de estar lá fisicamente, o jogo perde o sentido. O Palmeiras representa 20 milhões de torcedores e está entrando em campo para ninguém. Com a volta do futebol na Europa, foi feita uma pesquisa para avaliar o real impacto da presença das torcidas nos estádios, chegando à conclusão de que os times menores, ou seja, com menos torcedores, melhoraram seus desempenhos nesse período de jogos com portões fechados. A atmosfera criada pela torcida influencia diretamente na performance dos jogadores e também da arbitragem.
André Guerra comenta também sobre o impacto econômico causado pela pandemia tanto no futebol quanto nas atividades da torcida:
- A gente faz todo o planejamento em função do calendário do Palmeiras, então quando a pandemia paralisou o futebol, nós acabamos paralisando as atividades também. O impacto econômico, embora gigantesco, não é nada quando comparado com a saúde e a vida das pessoas. Na minha opinião, o futebol só deveria ter voltado quando houvesse uma vacina. Ninguém discorda de que o dinheiro é importante, mas a saúde deveria ser prioridade.
Baby, presidente da Torcida Independente, a maior torcida organizada do São Paulo, segue a mesma linha de pensamento:
- A presença da torcida influencia muito. Se você acompanhar as estatísticas, os times visitantes estão tendo melhores resultados agora, porque antes tinha o fator da pressão, da emoção do torcedor, o Morumbi lotado. Na minha opinião o futebol não deveria nem ter voltado sem a liberação do torcedor no estádio. Futebol sem torcida não é futebol.
José Paulo Florenzano também concorda com a tese de que o futebol sem torcida perde o apelo:
- De um modo geral, as torcidas organizadas, no Brasil, desempenham um papel importante no modo como o futebol, no estádio, pode ser vivenciado, bem como o tipo de vínculo que o torcedor deve estabelecer com o time, concebido, nesse sentido, como “religião”, objeto de uma devoção sem limites. O “espetáculo” das arenas e estádios vazios trouxe para o primeiro plano a discussão acerca do papel, do valor e do lugar das torcidas. Sem a presença das torcidas, o jogo vira treino e o futebol perde significado.
- As experiências do torcer no estádio e do torcer na residência são incomparáveis. A primeira acaba inscrita de forma indelével na memória, compõe e enriquece a história de vida, reforça os laços de identidade coletiva; ao passo que a segunda quase sempre se perde, deixando apenas vestígios de uma sensação mais empobrecida, vivida em um pequeno grupo - completou Florenzano.
TRABALHANDO NO FUTEBOL EM MEIO À PANDEMIA
Embora tenha retornado sem a presença de público, o futebol exige que alguns funcionários imprescindíveis - e muitas vezes invisíveis - se arrisquem. Gandula do Corinthians há cinco anos, Manuel Valter de Oliveira Júnior confirma o receio de trabalhar em meio à pandemia:
- A gente fica com medo de pagar a doença, porque é uma doença que não é brincadeira. Então a gente sempre tem essa preocupação, porque eu tenho mulher e dois filhos pequenos e conheço casos próximos de parentes que morreram. Mas a diretoria e a comissão estão tendo cuidados com todos.
Funcionário de uma empresa do ramo de tecnologia da informação, Manuel não possui qualquer vínculo trabalhista com o Corinthians, e afirma que sua paixão pelo clube é o que mais o motiva:
- É muito mais prazeroso pelo amor que eu tenho pelo Corinthians do que pela remuneração. É uma experiência muito bacana, estar dentro do campo é uma sensação maravilhosa, e se pudesse eu levaria um corintiano diferente a cada jogo para sentir isso.
Manuel também comenta o impacto tanto econômico quanto esportivo que a pandemia teve na rotina dos gandulas:
- A pandemia impactou boa parte dos gandulas porque a gente vinha fazendo de quatro a cinco jogos por mês. É uma ajuda de custo que é um complemento importante dentro da nossa vida e também dá uma tranquilidade a mais para os nossos familiares. Durante a parada do futebol não recebemos essa ajuda. Graças à Deus a maioria ali está empregada e consegue se sustentar com o outro trabalho.
- O formato com a torcida por trás, acaba te induzindo, até por ser corintiano, a vibrar junto com ela. E nós estamos ali ao mesmo tempo tentando ser o mais profissional possível. E se a gente deixar a emoção falar mais alto, podemos trazer problemas para o próprio Corinthians. Quando tinha a torcida, a gente ficava mais emocionado e se policiava muito mais porque a energia era contagiante. Hoje, sem a torcida, os gandulas ficam mais expostos. O adversário acha que você está retardando o jogo quando você está seguindo regras - completou Manuel.
TORCIDA NO ESTÁDIO E SAÚDE MENTAL
Em um contexto já altamente estressante pela quarentena durante a pandemia, a ausência dos torcedores nos estádios pode afetar a saúde mental de muitas pessoas que vivem o futebol como uma espécie de válvula de escape. Anna Beatriz Carvalho Santos, integrante da Gaviões da Fiel, a maior torcida organizada do Corinthians, responde sobre a saudade dos estádios:
- Para muita gente o Corinthians é o ópio do povo. Você parece que vive em outro mundo quando você está ali presente num jogo. Para todos os torcedores, os jogos são como uma válvula de escape do cotidiano. Tem aquela pessoa que às vezes tem o dinheiro contado para pagar uma conta e o mínimo que sobra ela usa para poder ir a um jogo. Não só do Corinthians, mas no geral. Então faz muita falta, o futebol mexe com a gente.
- Eu me considero uma pessoa ansiosa e depressiva por natureza, então ir para um jogo do Corinthians mexia demais, porque a gente acaba esquecendo dos nossos problemas, você só vive aquele momento e nada mais, e isso faz muita falta para quem realmente gosta de futebol. O Corinthians para mim é algo difícil de escrever, quando eu estou assistindo um jogo eu esqueço de tudo, esqueço que eu tenho ansiedade, depressão. Por não estar indo em jogos, eu fiquei dias sem vontade de sair do quarto. Eu tenho pessoas para poder conversar, mas o que realmente motiva, que eu sinto o coração acelerar, é o futebol, ver o Corinthians, estar presente - completou Anna Beatriz.
André Guerra concorda com a análise da torcedora rival:
- Para quem está acostumado, o comparecimento aos jogos é algo que faz muita falta. Muitas vezes o estádio é a nossa válvula de escape, onde a gente descarrega a energia ruim da semana, tocando instrumentos e gritando para extravasar. É um hábito incorporado à nossa rotina. Então, do ponto de vista psicológico, essa “torcida à distância” acaba gerando muito mais ansiedade pelo acúmulo desse stress que não consegue ser descarregado.
O futebol perde boa parte de sua beleza sem a presença das torcidas nos estádios. Os torcedores, membros de organizadas ou não, vivem sensações únicas em dias de jogo. E esses sentimentos são extremamente aflorados com toda a mística que é estar presente em uma partida de futebol.
A pandemia do novo coronavirus, que teve seu primeiro caso na China, ainda em 2019, trouxe consequências a todas as áreas da sociedade. Desde o comércio até a área da saúde e da educação, ninguém estava preparado para o desafio que seria encarar esse vírus, e com os clubes de futebol não foi diferente. Estamos acostumados a ver e a acompanhar as grandes potências do futebol nacional e internacional; mas estes, apesar de terem enfrentado certa dificuldade, ainda conseguiram se manter em alto nível e, assim, puderam dar aos atletas uma condição ideal de trabalho, além de terem a capacidade de se manterem financeiramente sem que nenhum contrato fosse suspenso.
Infelizmente, não são todos que têm dinheiro suficiente no caixa. A paralisação dos campeonatos nacionais e internacionais fez com que, os clubes que não tivessem condições, parassem de lucrar. O futebol é uma fonte de renda muito grande, porém os clubes dependem de contratos com canais de televisão e com patrocinadores, de torcida comprando ingresso e indo ao estádio, e também precisam de dinheiros das premiações dos campeonatos. Com essa pausa, tudo parou de repente e abruptamente, e os clubes que já não têm muitas condições por não ser da capital, se prejudicaram ainda mais.
Grêmio Novorizontino volta aos treinos após a paralisação das atividades
Os clubes de interior tem uma projeção baixa em relação ao monopólio do futebol brasileiro. Um exemplo são as questões contratuais, onde os times contratam jogadores por 6 meses, apenas para a disputa dos campeonato estaduais.
“A interrupção do trabalho, que já vem sendo realizado durante anos, foi a situação mais difícil. Tanto o trabalho com o elenco profissional, quanto com as categorias de base.” — Disse o Presidente do Grêmio Novorizontino, clube da cidade de Novo Horizonte, no interior de São Paulo. “Os atletas que viessem a fazer parte do elenco que estaria disputando o Campeonato Brasileiro da Série D, nós prorrogamos esse contrato. O atleta que não ficaria para a Série D, o contrato foi cumprido, na sua totalidade, porém foi encerrado no tempo em que havia sido programado”, completou.
Em um esporte que o entrosamento entre os atletas é extremamente importante, a falta de treinos e de relacionamento interpessoal prejudica toda a projeção que aquela instituição planeja para a temporada.
Alguns clube, para não arcar com custos “desnecessários”, afastaram vários jogadores e funcionários de base, como por exemplo o Flamengo, que já mostrou ter uma postura pífia em relação aos seus funcionários (exceto jogadores). Por mais que a situação financeira de clubes do interior não esteja a boa, o Novorizontino não deixou de lidar com suas responsabilidades, cumprindo todos os contratos de atletas, e mantendo os jogadores de base, que são mais afetados que os profissionais nesse tipo de situação. O clube deu uma aula!
A volta do futebol, durante a pandemia é claramente um desespero coletivo para gerar dinheiro para os clubes grandes, já que sem torcida apenas eles lucram com ‘pay-per-view’. As medidas tomadas para o campeonato Brasileiro da Série A voltar, são extremamente desiguais com o Brasileiro Feminino e as outras divisões do país (Séries B,C e D). No Brasil, infelizmente vivemos em uma bolha na qual só o futebol masculino que vemos na televisão importa, porém não é assim, clubes de menor expressão são clubes, jogadores de base são atletas e futebol feminino também é futebol!
Foto capa: Instagram @oficialnovorizontino
No início do ano, o Brasil e o mundo se depararam com um vírus intitulado SARS COV 2, conhecido popularmente como coronavírus, causador da COVID-19. Esse vírus da família “SARS” demonstrou poder ser fatal, e como ainda não se conhece nenhuma vacina eficaz contra essa “gripe”, o método mais indicado por cientistas é a quarentena. Após adotar essa medida de prevenção, muitas atividades pararam. Com os esportes não foi diferente.
"Não devemos voltar o futebol porque a curva da pandemia está ascendente? Ora, abriram as lojas de construção, por exemplo. Mas qual o protocolo de segurança foi utilizado? O futebol, nesse caso, está dando o exemplo. Acho que os cronistas esportivos, em vez de criticar a volta, deveriam mergulhar nos protocolos que estão sendo seguidos e propagar isso como um exemplo muito bom". Essas palavras são do presidente do Flamengo, Rodolfo Landin. Ele defendeu a volta do futebol e criticou aqueles que eram contra o retorno do esporte mais popular do país. O presidente flamenguista recebeu apoio de outro time carioca, o Vasco da Gama.
IMAGEM
Enquanto os dois times se juntavam para trazer de volta o futebol, outros dois times cariocas grandes se posicionaram contra, Fluminense e Botafogo, com protesto nos jogos, os times tentaram a todo custo impedir a volta do futebol no momento em que estamos.
Mesmo com o posicionamento contrario de times grandes o futebol voltou, e agora em setembro, já temo todos os campeonatos de volta, Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. Com a volta do campeonato brasileiro era de se esperar que algum atleta se contaminasse. Logo na primeira rodada, tivemos um jogo adiado, mas não adiado com uma hora de antecedência, a partida em questão foi a do São Paulo x Goiás, com o time paulista dentro de campo pronto para começar receberam a notícia de que o time goiano havia conseguido um adiamento da partida, por conta da descoberta de vários jogadores titulares contaminados. O problema além da contaminação foi o modo com que foi descoberto, o time ficou sabendo faltando poucas horas para o jogo, o que mostra um claro despreparo da CBF em organizar o campeonato. Mas agora em setembro está tudo mais controlado em relação ao monitoramento dos atletas, com os novos protocolos da CBF os jogadores são testados 72hrs antes da rodada, e o resultado deve ser enviado com no mínimo 12hrs antes da partida. Com essas alterações no procedimento para cada jogo, a CBF vem mantendo um trabalho até que aceitável em relação ao monitoramento.
FINANCEIRO
Com a paralisação de todos os campeonatos os clubes entraram e dividas altas, o Corinthians é um exemplo disso. No primeiro semestre o time teve um aumento em dividas em torno de R$ 800 milhões, segundo dado levantado pelo ge, o alvinegro paulista tem dois meios de arrecadar dinheiro que se destacam muito dos outros, com sua torcida gigante os ingressos e a audiência pela TV, sempre são os meios que ajudam muito o clube, mas sem eles para ajudarem o time ficou refém de dividas. O clube de Itaquera chegou a dever 3 meses de salários atrasados, os administradores viram que o melhor jeito de melhorar seria vendendo jogadores, e com a venda dos jogadores conseguiram pagar os salários atrasados.
Além do futebol, a LNB (Liga Nacional de Basquete) também está voltando, a diferença entre os esportes é que a NBB voltará em novembro.
Perguntamos para o representante se já existia algum protocolo nos pré-jogos: "Desde o surgimento da pandemia foi criado um grupo multidisciplinar que é formado por médicos dos times, fisioterapeutas, preparadores físicos, atletas, técnicos. Esse grupo vem debatendo e estudando os protocolos de outros países e ligas, para chegar a um protocolo nosso". Essa união mostrou o quanto está sendo pensada e planejada a volta do basquete no Brasil. Sobre a data da volta dos jogos o representante falou "Será em novembro, não exatamente na primeira semana, provavelmente será na segunda semana de novembro, mas a data ainda pode sofrer alteração".