Categoria criada com expertise de brasileiro busca conscientizar o público sobre o meio ambiente sem abrir mão da emoção na pista
por
Vítor Nhoatto
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09/06/2026 - 12h

Ultrapassagens de tirar o fôlego, velocidades para além dos 300km/h e a diferença de milissegundos entre os pilotos que fazem o coração disparar. Emoções comumente associadas à Fórmula 1 quando se fala de automobilismo, mas que também são intrínsecas à Fórmula E, a primeira categoria de monopostos 100% elétricos do mundo.

A ideia de criar um campeonato automobilístico internacional de alto nível sem usar combustível começou há mais de uma década. O ano era 2011, já haviam sido realizadas 16 conferências do clima (COP) e o primeiro carro elétrico de produção em massa havia sido lançado pela Nissan. Com isso em mente, o então presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Jean Todt, e o empresário entusiasta do automobilismo, Alejandro Agag, esboçaram em um guardanapo de um restaurante em Paris o que seria a Fórmula E.

O objetivo central era simples e, ao mesmo tempo, audacioso: mostrar que a mobilidade sustentável é capaz, segura e emocionante, advogando por um futuro mais limpo e sustentável. Realizadas estrategicamente nos grandes centros urbanos, as corridas buscam conscientizar o público sobre as mudanças climáticas e incentivar o uso de carros elétricos.

Com o sinal verde da FIA, os trabalhos começaram. Agag se tornou o CEO, enquanto o piloto brasileiro Lucas Di Grassi foi fundamental para o desenvolvimento técnico, cocriando e pilotando o primeiro protótipo em 2012. Dois anos mais tarde, a Fórmula E estreou oficialmente com o ePrix de Pequim, na China.

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Atualmente dois brasileiros integram o time de pilotos da Fórmula E: Lucas di Grassi e Felipe Drugovich, que terminou em segundo lugar no GP de Mônaco, realizado em 17 de maio - Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

De lá para cá os números da competição não pararam de crescer. Em 2019, a categoria ganhou o status de campeonato mundial pela FIA e fabricantes de peso como Porsche e Jaguar ingressaram no grid. Na temporada atual (2025/2026) já foram 17 corridas em 10 países, quase o dobro da primeira edição. Por outro lado, as emissões de CO2 da categoria diminuíram consecutivamente de uma edição para outra, 24% entre a quinta e a oitava temporada, segundo relatório de sustentabilidade da FIA.

Isso torna a FE, desde 2023, o “esporte mais sustentável do mundo” de acordo com a Global Sustainability Benchmark in Sports. A divisão também possui o selo ISO de três estrelas de sustentabilidade graças ao uso de materiais reciclados nos carros e à reciclabilidade deles no seu fim de vida, inclusive das baterias, medidas que visam diminuir a pegada de carbono da logística do evento, responsável por 99% das emissões.

Além disso, a Fórmula E é signatária da agenda da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre emissão neutra de carbono no mundo até 2050. Desde 2020, tornou-se o primeiro esporte internacional certificado como carbono neutro do mundo. Isso se deve à compensação das emissões com iniciativas ao redor do mundo, mas com o objetivo de reduzir a pegada de carbono de modo geral, 60% até 2030, de acordo com a FIA.

Já na pista, a diferença é primordialmente o barulho e o cheiro. O ruído produzido pelos motores elétricos é mais amigável do que o dos motores a combustão, enquanto o cheiro predominante é o da borracha queimada dos pneus para todos os climas, em vez da poluente gasolina.

E ao contrário do que alguns podem imaginar, a emoção está longe de ser menor, como comenta Régis Gourdon, ex-piloto da Porsche Carrera Cup France e fundador da equipe de corrida racing Technology: “Eu amo automobilismo, o pratiquei por anos, e a Fórmula E é muito interessante, além de importante para as nossas crianças, uma boa solução para o futuro”.

Do alto de seus 66 anos de carreira com passagem por muitos circuitos, ele garante que os elétricos são muito bons de pilotar e empolgantes de assistir, destacando que todo ano vem ao lendário circuito de Mônaco para assistir a Fórmula 1 e a Fórmula E. 

Em relação aos carros, os números evoluíram massivamente na categoria. A chamada Gen1 começou com 270 cavalos, 225km/h de velocidade máxima e um 0 a 100 em 3 segundos. Hoje, a Gen3 Evo alcança 470 cavalos, 320km/h e impressionantes 1,86 segundos, mais rápido que um carro de Fórmula 1. 

Na prática, esses números se traduzem em momentos ainda mais emocionantes devido ao maior número de ultrapassagens, ao torque instantâneo que só um elétrico consegue proporcionar, e ao chamado “Attack Mode”, que pode ser usado em determinados momentos da corrida como um turbo, um acréscimo de 50 kW de potência (cerca de 67 cavalos).

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Gen 3 Evo é o atual modelo usado nas corridas, surpreendendo por uma performance singular no mundo das corridas - Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

“20 anos atrás eu comprei um carro elétrico, era um dos únicos na França com um na época, e eles são muito bons de pilotar, um pouco pesados, mas fantásticos”, destaca Gourdon. 

Nesse quesito, o número de telespectadores do evento cresceu 14% entre as temporadas 2023/2024 e 2024/2025, atingindo mais de 560 milhões de pessoas. A categoria também ampliou sua presença global, com corridas acontecendo em diversas  partes do mundo, incluindo São Paulo desde a temporada de 2022/2023.

Loredana Ernst, belga de 27 anos de idade apaixonada pelo mundo das quatro rodas, é um exemplo dessa pluralidade e crescimento da modalidade. Pela primeira vez, a atriz esteve em Mônaco para acompanhar uma corrida, justamente dos monopostos elétricos.

“Eu acompanho a Fórmula E faz alguns anos já e realmente adoro a categoria [...] e acho que a primeira vez que fiquei sabendo dela foi quando Stoffel Vandoorne entrou na Fórmula E, porque ele era da Fórmula 1 e é um piloto belga, então eu acompanho ele”

Outra frente importante pensada por Todt e Agag desde a criação da categoria era trazer grandes nomes do automobilismo com o intuito de quebrar a barreira cultural em relação à aceitação dos carros elétricos. Nomes como Pierre Gasly, da Fórmula 1, o tricampeão das 24 horas de Le Mans, Brendon Hartley e o brasileiro Felipe Massa, já integraram o time de pilotos da FE.

No quesito escuderias, atualmente nomes como Jaguar, Andretti, Citroën e Nissan integram as 10 participantes, e a modalidade já teve a presença da Renault, McLaren e Maserati, por exemplo. Além disso, os elétricos proporcionaram o histórico embate direto entre as quatro grandes fabricantes alemãs durante a temporada 2019/2020, com Audi, BMW, Mercedes e Porsche no grid.

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Curvas extremas, derrapadas que levam os carros ao limite, ultrapassagens acirradas e às vezes acidentes, destacam o quão capaz e segura a tecnologia elétrica é. Foto: Vítor Nhoatto/AGEMT

Ernst, que mora perto do circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, comenta que assistiu a uma corrida da FE pela primeira vez no ano passado, em Berlim, e lembra da sustentabilidade da modalidade sem abrir mão da emoção, mesmo com essa provocada de um jeito diferente. 

“O som por exemplo, é algo totalmente diferente, e eu honestamente gosto de ambos, e acho muito legal a Fórmula E ser essa alternativa sustentável a Fórmula 1. Eu já me preocupo com sustentabilidade no meu dia a dia, e para visitar realmente prefiro a Fórmula E inclusive”.

Ao contrário do que se pode imaginar, já que carros elétricos comuns não fazem barulho, os monopostos da competição emitem um som de cerca de 80 decibéis, mais alto que um carro a combustão convencional. Remetendo a filmes futuristas como Tron, são envolventes,  direcionando a emoção para as acirradas ultrapassagens e arrancadas ao longo da corrida, que dura 45 minutos. 

Nesse aspecto, a duração da prova é calculada para contemplar uma carga completa sem paradas para recarga ou troca de carros, como acontecia até a temporada de 2017/2018 com os carros da Gen1. A emoção é atiçada pelo uso estratégico da bateria, desse modo, administrada pelos pilotos que devem usar com sabedoria o “Attack Mode”, e os veículos recuperam até 40% da carga durante a corrida devido às frenagens, que transformam força cinética em elétrica.

Cada etapa consiste em dois treinos livres e sessões qualificatórias pela manhã, enquanto a corrida acontece após o intervalo para o almoço.  O sistema de pontuação segue o padrão estabelecido pela FIA para eventos internacionais. O primeiro lugar recebe 25 pontos, o segundo 18 e o terceiro 15. Do quarto lugar até o décimo são 12, 10, 8, 6, 4, 2 e 1 ponto, respectivamente. Mas algo exclusivo da FE são os pontos extras, 3 pela pole position e 1 pela volta mais rápida, desde que o piloto termine no top 10. 

A temporada 2025/2026 começou com o ePrix de São Paulo, em dezembro, sendo a última com os carros da Gen3 Evo, dando lugar aos Gen4, que prometem revolucionar a categoria. Com 804 cavalos de potência e 335 km/h de velocidade máxima, crescem em tamanho e se aproximam visualmente dos carros da Fórmula 1, ao mesmo tempo que abraçam o conceito de economia circular, sendo 100% recicláveis.

Torcedores foram às ruas de Paris para celebrar a conquista, lotando avenidas e pontos turísticos da capital
por
Beatriz Porto
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04/06/2026 - 12h

No último sábado (30), Arsenal e Paris Saint Germain entraram em campo para o jogo decisivo que definiu o campeão da UEFA Champions League. A partida que aconteceu na Puskás Arena, em Budapeste, foi marcada pela intensidade e decisões em pênaltis. 

Logo no início do primeiro tempo da final, o PSG impôs desde o apito inicial um ritmo intenso, tentando sufocar a saída de bola do Arsenal. A equipe parisiense dominou a posse de bola, com Vitinha organizando as jogadas no meio-campo e Kvaratskhelia explorando as laterais com dribles e passes precisos.

Apesar da superioridade parisiense, o Arsenal mostrou eficiência ao aproveitar um contra-ataque rápido, aos seis minutos Kai Havertz abriu o placar que trouxe esperança ao time londrino.

Durante o segundo tempo o Paris Saint Germain manteve a intensidade, pressionando o Arsenal e controlando a posse de bola. Embora os parisienses tenham cercado a área adversária, o Arsenal resistiu bravamente, defendendo-se com organização. 

Mesmo com o PSG criando oportunidades e aumentando o ritmo, o gol de empate só saiu  em um pênalti convertido por Dembélé aos 19 minutos da segunda etapa.

A prorrogação manteve o ritmo intenso da partida, com ambas as equipes demonstrando desgaste físico, mas sem abrir mão da busca pela vitória. O PSG tentou acelerar o jogo, explorando as laterais e arriscando finalizações de média distância, enquanto o Arsenal manteve sua postura defensiva sólida, apostando em contra-ataques rápidos para surpreender.

Porém, apesar das tentativas de ambos os lados, o placar permaneceu empatado, e a decisão foi encaminhada para os pênaltis, aumentando ainda mais a tensão entre jogadores e torcedores.

Reação dos jogadores após as cobranças de pênaltis Foto: Divulgação @psg
Reação dos jogadores após as cobranças de pênaltis Foto: Divulgação @psg

Já nas cobranças de pênaltis, o Paris demonstrou maior eficiência nas cobranças e venceu por 4 a 3, garantindo o título europeu. O momento decisivo aconteceu quando o Arsenal desperdiçou uma de suas cobranças, permitindo que a equipe parisiense confirmasse a conquista do bi campeonato. 

Após o título do PSG sobre o Arsenal na final da Champions League, a França viveu uma mistura de euforia e tensão. Milhares de torcedores foram às ruas de Paris para celebrar a conquista europeia, lotando avenidas e pontos turísticos da capital. Entretanto, a festa foi parcialmente ofuscada por confrontos, atos de vandalismo e centenas de detenções registradas em diversas cidades francesas.
 

Fonseca lutou, mas foi derrotado por Jakub Mensik por 3 sets a 0
por
Marcello Toledo
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03/06/2026 - 12h
Quadra Philippe-Chatrier Roland Garros Créditos: Cédric Lecocq / rolandgarros.com
Quadra Philippe-Chatrier Roland Garros Créditos: Cédric Lecocq / rolandgarros.com
 

Na última terça-feira (2), o brasileiro deu adeus a Roland Garros. As parciais foram de 6/4, 6/3 e 7/6 (7/3) em um jogo de 2 horas e 44 minutos contra o tcheco Mensik que, assim como João, é um dos maiores expoentes da nova geração e participou de sua primeira semifinal de Grand Slam.

A partida foi marcada por uma excelente performance de Mensik, dotado de uma frieza atípica para seus 20 anos, o atleta sacou muito bem e ganhou inúmeros pontos com seu backhand espetacular, característico da escola tcheca. No próximo round, ele enfrentará o favorito Alexander Zverev.

O melhor momento de João foi no 3 set, quando ele conseguiu quebrar o saque de Mensik duas vezes, se mostrando mais concentrado e com mais ritmo. Mesmo assim o tcheco conseguiu se recuperar e fechou a partida no tie break.

Apesar da derrota, João Fonseca sai de Paris consagrado. Aos 19 anos, ele se tornou o brasileiro mais jovem a alcançar as quartas de final de um Grand Slam desde a era aberta, superando marcas de ídolos do passado. Em sua trajetória neste torneio, ele deixou para trás nomes como Novak Djokovic e Casper Ruud.

Com os pontos somados, Fonseca deve dar um salto significativo no ranking da ATP, aproximando-se do Top 20 mundial. O foco do brasileiro agora se volta para a temporada de grama, que deve prepará-lo para Wimbledon.
 

Depois de quase 9 anos, o Alviverde voltou a derrotar o Mengão no Campeonato Brasileiro. Com o fim da 17ª rodada, o meio de tabela continua embolado
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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26/05/2026 - 12h

Nos dias 23, 24 e 25, os times da Série A do Brasileirão disputaram a penúltima rodada antes da parada da Copa. Mirassol venceu e continua na briga para sair da zona de rebaixamento. Apenas o jogo entre São Paulo e Botafogo terminou empatado.

Vitória 2 X 0 Internacional

No primeiro jogo da rodada, às 17h, no último sábado (23), o Vitória venceu o Internacional por 2 a 0, no Barradão, em Salvador (BA). A partida foi marcada por forte disputa física, pressão colorada e polêmica envolvendo a arbitragem. o Rubro-Negro baiano foi mais eficiente nas oportunidades criadas e garantiu um importante resultado diante da torcida. 

O início do confronto foi equilibrado, com o Internacional controlando a posse de bola e tentando construir jogadas desde o campo de defesa. Apesar do maior volume de jogo, a equipe gaúcha encontrou dificuldades para furar a marcação do Vitória, que apostava em transições rápidas pelos lados do campo.

A estratégia dos donos da casa surtiu efeito aos 29 minutos do primeiro tempo. Após arrancada de Erick pela direita, o atacante cruzou na segunda trave para Renê, que apareceu livre e cabeceou para o fundo das redes e abriu o placar para o Leão.

Ainda na primeira etapa, um dos lances mais discutidos da partida gerou reclamações por parte dos jogadores do Internacional. Bernabei recebeu lançamento dentro da área, dividiu com o goleiro Lucas Arcanjo e caiu pedindo pênalti. O árbitro marcou impedimento na origem da jogada e ainda aplicou cartão amarelo ao atleta colorado por simulação, decisão que provocou revolta entre jogadores e torcedores nas redes sociais.

Na volta do intervalo, o Internacional adotou postura mais agressiva e passou a pressionar em busca do empate. A equipe criou suas melhores oportunidades principalmente com Vitinho, Bernabei e Bruno Tabata. 

O Colorado acumulou finalizações e ocupou o campo ofensivo durante grande parte da segunda etapa, mas encontrou pela frente uma atuação segura do goleiro Lucas Arcanjo, que realizou defesas importantes para manter a vantagem do Vitória. 

Já no fim do jogo, aos 43 minutos, Bernabei recebeu o segundo cartão amarelo por uma entrada violenta e foi expulso do jogo, o que dificultou ainda mais a missão do time gaúcho.

Mesmo pressionado, o time baiano conseguiu sustentar o resultado e aproveitou os espaços deixados pelo adversário nos minutos finais.

Já nos acréscimos, Diego Tarzia puxou contra-ataque pela esquerda e finalizou cruzado para marcar o segundo gol e decretar o resultado a favor do Vitória.

A imagem mostra o elenco do Vitoria comemorando no vestiário
O Vitória quebrou a invencibilidade de quatro jogos do Inter na competição. Reprodução: Instagram/@ecvitoria

Com o resultado, o Vitória sobe na tabela e confirma seu momento de recuperação dentro da competição. A equipe vem apresentando evolução defensiva e maior eficiência ofensiva, fatores que têm sido fundamentais para a sequência positiva construída nas últimas rodadas.

Já o Internacional vê sua sequência invicta chegar ao fim e desperdiça a oportunidade de se aproximar das primeiras posições do campeonato. Apesar do maior volume ofensivo durante boa parte da partida, o Colorado voltou a sofrer com a falta de efetividade nas finalizações e deixou o Barradão sem pontuar. A derrota aumenta a pressão por maior regularidade da equipe na reta final antes da pausa da temporada.

São Paulo 1 X 1 Botafogo

Também às 17h, São Paulo e Botafogo empataram no Morumbi, na capital paulista. O Tricolor teve esteve vencendo até o final do jogo, mas o Fogão por meio de um golaço empatou nos minutos finais.

Para o Soberano, essa partida poderia ser a primeira vitória desde a chegada de Dorival Jr., técnico que está em sua terceira passagem pelo São Paulo. Nas anteriores, Dorival salvou o São Paulo do rebaixamento em 2017 e foi campeão da Copa do Brasil em 2023, a primeira da história do clube. 

Na atual passagem, o jogo contra o Bota seria apenas o segundo dele no cargo. Na escalação, o comandante ainda não conseguia contar com alguns dos destaques da equipe, como Marcos Antônio, fora por lesão na coxa; Bobadilla, outro destaque, estava fora por suspensão, e Dória, que vinha sendo titular, mas rescindiu com o clube após ameaças da torcida. 

Para o Botafogo foi para o estádio com confiança, após boas vitórias contra Corinthians, na Série A, e Independiente Petrolero, na Sula. 

O jogo era considerado difícil pelos desfalques. Franclim Carvalho, treinador alvinegro, teve que suprir as ausências de dois dos protagonistas do elenco: Alex Telles e o volante Medina. 

O experiente e ídolo do clube Marçal ocupou a vaga de Telles. No meio, Huguinho, jovem de 18 anos da base do clube, foi escolhido para o jogo. Além de Huguinho, outra “Joia do Bairro” escalada foi o zagueiro Justino, de 20 anos, para o lugar de Alexander Barboza, ídolo Botafoguense que se despediu no jogo contra o Corinthians. O zagueiro se transferiu para o Palmeiras.

Logo aos três minutos de partida, em um chute de fora da área de Arthur, o goleiro Neto espalmou e deu chance para Luciano abrir o placar para o São Paulo. Apesar do gol ter sido de Luciano, o grande protagonista do jogo na primeira etapa foi o ponta Arthur, emprestado pelo Botafogo ao São Paulo em abril, que foi o jogador de ataque mais acionado pela equipe no bom primeiro tempo do São Paulo.

Em contrapartida, o Fogão, que fez um primeiro tempo ruim, voltou do intervalo tomando mais o controle do jogo. Aos oito do segundo tempo, após falta levantada na área, Arthur Cabral cabeceou para dentro do gol, mas ele estava impedido. O São Paulo, após o gol anulado, teve algumas oportunidades de aumentar a vantagem, mas nenhuma efetiva. 

Aos 27, em outro cruzamento, Vitinho contou com o desvio de Arthur Cabral para, sozinho, marcar, mas novamente anulado por impedimento. O Alvinegro continuava martelando e, no último minuto do tempo regulamentar, em uma sobra de escanteio na entrada da área, Jordan Barrera finalizou de trivela no ângulo para calar o estádio tricolor.

A imagem mostra Jordan Barrera, do Botafogo, comemorando o gol
Jordan Barrera encerrou um jejum de sete meses sem marcar. Foto: Vitor Silva/Botafogo

Ainda deu tempo para, aos 50, Chris Ramos, que veio do banco alvinegro, desperdiçar uma oportunidade dentro da grande área que poderia decretar a vitória visitante.

Mirassol 1 X 0 Fluminense

Mais tarde, às 19h, Mirassol e Fluminense se enfrentaram no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). O time da casa venceu com um placar magro, com o gol marcado no primeiro tempo, e começa a sonhar para sair da zona de rebaixamento nas próximas rodadas.

O confronto começou sem grandes chances para os dois times. Apenas aos 18 minutos, o Mirassol conseguiu uma boa finalização, que não levou tanto perigo. Em uma falta cobrada por Reinaldo na intermediária, Alesson cabeceou mas parou na defesa de Fábio.

Depois de sete minutos, o goleiro tricolor foi obrigado a trabalhar novamente em uma cabeçada. Alesson, pela ponta esquerda do campo, lançou para Daniel Borges finalizar em uma subida ofensiva.

Aos 35 minutos do primeiro tempo o Mirassol abriu o placar. Carlos Eduardo fez boa jogada pela direita e cruzou para a área, Samuel Xavier e Jemmes afastaram, porém a bola sobrou para Denilson na entrada da área, que finalizou de primeira no ângulo de Fábio. Com o golaço, o volante do Leão marcou seu primeiro gol na temporada.

Aos 47 minutos, Sávio marcou pênalti para o Fluminense. Soteldo cruzou a bola pela esquerda do campo e Samuel Xavier dominou dentro da pequena área. Reinaldo derrubou o lateral tricolor ao puxá-lo pelo ombro. Porém, o VAR entrou em ação e recomendou a revisão. Após conferir o lance novamente na tela, o árbitro decidiu pela não marcação da penalidade.

Na segunda etapa, o time carioca teve mais o comando do jogo, porém sem conseguir ser efetivo para empatar a partida. Mirassol continuou com seu plano de jogo. Se garantiu defensivamente e partia nos contra-ataques e nas pressões altas de seus atacantes.

A imagem mostra Denilson, do Mirassol, com o troféu de melhor da partida.
Eleito craque da partida, Denilson chegou no começo de 2026 e vem ganhando espaço nas últimas partidas do Leão. Reprodução: Instagram/@mirassolfc

Aos sete minutos, após interceptar o passe de Bernal, o autor do único gol da partida, finalizou com perigo de fora da área, porém o arqueiro do Fluminense defendeu e mandou para escanteio.

Sem muita criatividade dos dois times o jogo foi se arrastando e faltando dez minutos para o fim, Reinaldo teve outra oportunidade para garantir a vitória do Leão, porém, novamente parou em Fábio. O lateral esquerdo cobrou uma falta de longe com força e o goleiro foi obrigado a espalmar para escanteio. A boa partida do goleiro não foi o suficiente para evitar a derrota fora de casa.

Com os três pontos garantidos, o Mirassol se aproxima de Santos e Corinthians na tabela. A diferença de dois pontos para o Santos pode ser tirada em caso de vitória na partida atrasada que o Leão ainda precisa fazer contra o Flamengo. Já para o time da capital paulista, mesmo em caso de três pontos no jogo atrasado, a diferença ficaria em um ponto, insuficiente para sair da zona de degola.

Já pelo lado carioca, a derrota complicou o desejo tricolor de assumir a segunda posição do campeonato. Com o tropeço do Flamengo, diante do líder, Palmeiras, a diferença de um ponto poderia ter sido tirada em caso de vitória em Mirassol. Mesmo assim, o clube se manteve na mesma posição que iniciou a rodada.

Grêmio 3 X 2 Santos

Também às 19h, Grêmio e Santos se enfrentaram, na Arena Grêmio, em Porto Alegre (RS). Na briga para se afastar da parte de baixo da tabela, o time tricolor venceu de virada, com dois gols do artilheiro Carlos Vinicius.

Ambas as equipes entraram determinadas a conquistar os três pontos. Aos 22 minutos que o time do Santos, teve sua primeira boa chance, após Rony ganhar a disputa dentro da área e tabelar com Gabriel Bontempo, que driblou a zaga e chutou, mas o goleiro defendeu. 

Aos 31, Miguelito roubou a bola de Caio Paulista e arrancou pelo meio, tocou para Gabigol sozinho, que só teve o trabalho de empurrar para marcar o gol. 

Nos minutos seguintes, Amuzu lançou na área. Carlos Vinicius subiu e cabeceou para o fundo do gol, sem chances para o Brazão. Já no final da primeira etapa, Noriega arriscou de fora da área, mas a bola foi à linha de fundo.

Aos nove do segundo tempo, Escobar cruzou na área e Bontempo ajeitou para Gabigol, que chutou no canto e marcou o segundo do time.

Quatro minutos depois, Pavón lançou da direita, para dentro da área, Carlos Vinicius dominou sozinho e bateu cruzado de esquerda para marcar seu segundo gol na partida e empatar o jogo.

A imagem mostra Carlos Vinicius, do Grêmio, comemorando o gol.
Com os dois gols, Carlos Vinicius assumiu a vice-artilharia da competição. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Não demorou muito e o gol da virada saiu. Pavón correu pelo lado direito e tocou para Tetê, que driblou a zaga e bateu cruzado no gol. Brazão se esticou, mas não conseguiu evitar. 

O Santos tentou empatar após Lucas Verissimo roubar a bola no ataque e tocar para Rony. O atacante chutou no ângulo, mas a bola foi para a linha de fundo. 

No último minuto da partida, o time tricolor teve a chance de ampliar, quando Arthur Melo, lançou na corrida para Tetê, que saiu no meio dos dois zagueiros e finalizou para fora.

Flamengo 0 X 3 Palmeiras

Na noite do último sábado (23), às 21h, o Palmeiras goleou o Flamengo por 3 a 0 em pleno Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Os gols do duelo foram marcados por Fláco Lopez, Allan e Paulinho. Com o resultado, o Verdão quebrou o jejum de quase uma década sem vencer o rival no Brasileiro.

Como de praxe, o início do jogo foi acelerado, bem como os últimos embates entre os dois times mais vencedores dos últimos anos em solo brasileiro. O Flamengo, com o ímpeto dos seus torcedores, pressionou os paulistas ao vencer a maioria dos duelos e dominar as ações. Aos 14, Lucas Paquetá ficou na cara do gol, mas parou em bela defesa de Carlos Miguel.

A imagem mostra Paulinho, do Palmeiras, comemorando o gol.
Paulinho marca depois de 329 dias sem jogar por causa de uma lesão. Foto: César Greco/Palmerias

Apesar da superioridade rubro-negra, o roteiro do confronto ganhou um novo capítulo: aos 20, Carrascal atingiu o zagueiro Murilo com chute no rosto, e foi expulso. 

Com mais jogadores em campo, foi a vez do Alviverde ter a posse. Aos 37, em troca de passes no campo de ataque, Marlon Freitas alçou ótimo passe para Allan, que escorou para o argentino Flaco Lopez cortar a defesa flamenguista e abrir o placar.

Na segunda etapa, o técnico Léo Jardim, do Flamengo, optou por ser ofensivo e sacou de campo o meio-campista Evertton Araújo para a entrada do atacante Bruno Henrique. Apesar de recuar Lucas Paquetá para defender, o meio-campo mandante ficou aberto; o  Verdão, por sua vez, aproveitou os espaços. Aos 11, Allan, em noite inspirada, aproveitou sobra de bola e estufou as redes de cabeça para ampliar o resultado. 

Com evidente cansaço e um jogador a menos, a equipe carioca via o Alviverde tirar proveito da superioridade numérica. Na reta final, em rápida trama, Jefté foi lançado ao ataque e rolou para Paulinho – que contou com falha de Rossi – decretar a vitória palmeirense.  

Após marcar, um princípio de confusão se instaurou entre as equipes: Paulinho fez gesto de “silêncio” para a torcida flamenguista. A provocação irritou os atletas do time da Gávea, que gerou um “empurra-empurra”, mas parou por aí.

O resultado fez com que o Palmeiras disparasse na ponta da tabela, somando 38 pontos, sete à frente do vice-líder Flamengo, que tem um jogo a menos.

Remo 1 X 2 Athletico-PR

No último domingo (24), às 16h, o Remo recebeu o Athletico-PR no Mangueirão, em Belém (PA). O duelo colocava frente a frente duas equipes em situações distintas na tabela: o Leão Azul tentava se afastar da zona de rebaixamento embalado pela força da torcida paraense, enquanto o Furacão buscava se aproximar ainda mais do G-4 após sequência de bons resultados.

Logo nos primeiros minutos, o Remo mostrou intensidade e conseguiu levar perigo em jogadas rápidas pelos lados do campo. Aos 13 minutos, Marcelinho fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro para Jajá, que apareceu livre dentro da área para finalizar firme e abrir o placar para os donos da casa. O Athletico sentiu o gol e encontrou dificuldades para criar oportunidades devido à forte marcação remista.

Apesar da pressão do Remo em alguns momentos, o Furacão começou a crescer na reta final da primeira etapa. Aos 44 minutos, Claudinho encontrou belo passe para Kevin Viveros, que dominou dentro da área e bateu cruzado para empatar a partida antes do intervalo. Não só o gol mudou o cenário do jogo e deu mais confiança para os visitantes voltarem melhores no segundo tempo, mas também a expulsão juvenil de Jajá, que após checagem no VAR, foi relatado um gesto obsceno do jogador.

Na segunda etapa, o time visitante passou a controlar mais a posse de bola e pressionar o time paraense no campo defensivo. Logo aos sete minutos, novamente Kevin Viveros apareceu decisivo. Após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, o atacante recebeu livre dentro da área e finalizou no canto para virar a partida para o Furacão. 

A imagem mostra Viveros, do Vitória, com comemorando o gol.
Viveros chega a dez gols e se torna o artilheiro do Brasilerão. Reprodução: Instagram/@athleticoparanaense 

Depois da virada, o Leão Azul tentou reagir e voltou a pressionar apoiado pela torcida no Mangueirão. Alef Manga teve boa chance em cabeceio perigoso, enquanto Pedro Rocha assustou em chute de fora da área. Porém, o Athletico conseguiu administrar o resultado com maior controle defensivo e ainda levou perigo em contra-ataques, principalmente com Mendoza e Zapelli.

Nos minutos finais, o Leão partiu para o abafa em busca do empate, levantando bolas na área e acumulando escanteios, mas parou na defesa athleticana e nas boas intervenções do goleiro Santos. 

Com o triunfo por 2 a 1, o Athletico-PR chegou aos 27 pontos e se manteve firme na briga pelas primeiras posições do Brasileirão. Já o Remo permaneceu na parte inferior da tabela, aumentando a pressão para a sequência da competição.

Cruzeiro 2 X 1 Chapecoense

Também às 16h, Cruzeiro e Chapecoense se enfrentaram no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). A Raposa, com gols de Kaio Jorge e Sinisterra, abriu 2 a 0 e dominou grande parte da partida, mas sofreu um apagão no fim e viu a Chape diminuir.

A Chapecoense começou melhor nos primeiros minutos, mas rapidamente perdeu espaço para um Cruzeiro agressivo e dominante. Explorando os lados do campo e pressionando desde o início, a Raposa criou boas chances com Kaiki, Kaique Kenji e Matheus Pereira. 

O gol saiu aos 25 minutos, com pênalti sofrido por Matheus Pereira. Kaio Jorge cobrou com categoria e abriu o placar no Mineirão. Pouco depois, Sinisterra chegou a ampliar após cruzamento de Kauã Moraes, mas o VAR anulou o lance por falta na origem da jogada. Mesmo com a vantagem mínima, o Cruzeiro empilhou oportunidades antes do intervalo, principalmente com Kaio Jorge e Kenji, mas parou nas defesas de Anderson.

O Cruzeiro voltou a manter o controle da partida na etapa final e ampliou aos 28 minutos. Após rápida jogada pela direita, Christian encontrou Sinisterra, que finalmente balançou as redes e fez 2 a 0. 

A imagem mostra Sinisterra , do Cruzeiro, comemorando o gol.
Sinisterra marca seu primeiro gol na temporada. Foto: Aleixo/Cruzeiro

A partir daí, porém, o time mineiro relaxou excessivamente e permitiu a reação da Chapecoense. Aos 34, João Paulo subiu sozinho e descontou de cabeça. Empurrada pelo gol, a equipe catarinense cresceu no jogo e chegou a empatar com Bolasie, após saída errada do goleiro Otávio, mas o lance foi invalidado por impedimento de Jean Carlos na origem da jogada. 

Na jogada seguinte, o jovem goleiro do Cruzeiro se redimiu e fez duas grandes defesas em sequência para garantir o placar.

Pouco depois, o árbitro chegou a marcar um pênalti para a Chape, mas voltou atrás após nova revisão do VAR. Ele entendeu que houve interferência de um jogador impedido. Mesmo pressionando nos minutos finais, o Cruzeiro segurou o resultado de 2 a 1 e confirmou a sexta partida consecutiva sem derrota na temporada, somando as três competições.

Com a vitória, o Cruzeiro chegou aos 23 pontos e ocupa a nona colocação do Campeonato Brasileiro, se aproximando da zona de classificação para a Libertadores. A equipe soma seis vitórias, dois empates e apenas duas derrotas nos últimos dez jogos da competição. 

Já a Chapecoense segue em situação dramática. O Verdão do Oeste permanece na lanterna, com apenas nove pontos e somente uma vitória em 17 rodadas.

O Cruzeiro volta a campo na quinta-feira (28), às 21h30 (horário de Brasília), quando recebe o Barcelona de Guayaquil pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Corinthians 1 X 0 Atlético-MG

Mais tarde, às 18h30, em jogo de pouca precisão, o Corinthians venceu o Atlético-MG com golaço marroquino, na Neo Química Arena, em São Paulo. Os times chegaram para um confronto direto na luta contra o rebaixamento. O Alvinegro paulista, com 18 pontos, entrou na rodada como o primeiro time na zona da decola. Enquanto isso, o Galo, mesmo ocupando a décima colocação e vindo de duas vitórias seguidas, estava somente três pontos acima do adversário.

A partida começou muito disputada, com as duas equipes se alternando em oportunidades. Logo aos quatro minutos, o Corinthians teve uma grande chance com Gustavo Henrique. O zagueiro recebeu de Yuri Alberto dentro da área e chutou cruzado com muito perigo. 

Depois, aos nove minutos, foi a vez do Atlético chegar com perigo. Em bola parada de Bernard, a bola chegou para Cuello livre dentro da área, que pegou muito embaixo da bola e mandou por cima do gol.

Após um início em que o Timão se postava um pouco mais no ataque, o Galo subiu a marcação e começou a ditar o ritmo do jogo, mesmo assim não conseguiu produzir muito perigo à Hugo Souza. Suas únicas chances vieram com Cuello aos 17 e aos 33 minutos. Na primeira tentativa, o ponta argentino finalizou de cabeça para fora. Depois, ele chegou a balançar as redes no contra-ataque puxado por Vitor Hugo, que acabou num cruzamento rasteiro de Renan Lodi para Cuello dentro da pequena área, mas dessa vez, o argentino estava em posição irregular. 

Enquanto isso, o Corinthians até teve algumas chances, com Breno Bidon aos 22 minutos, com uma bola colocada para fora, com Jesse Lingard aos 28, que chutou com desvio para fora, e com André, com um cabeceio sem perigo na bola parada.

Além disso, a equipe teve a única finalização de fato no gol da primeira etapa, com um chute sem muita força e praticamente no meio do gol de Rodrigo Garro.

Com o início do segundo tempo, o Timão começou a ter a bola totalmente no ataque, mesmo sem produzir muito perigo, enquanto o Atlético não conseguia aproveitar os contra-ataques. 

As melhores chances do time da casa vieram com Kaio César, com um chute isolado aos 13 minutos e um no meio do gol, tranquilo para Everson encaixar, aos 23 minutos, ambos com finalizações de fora da área. A única chance de perigo do Galo veio com o baixinho Bernard de cabeça aos 27 minutos, após bom cruzamento de Alan Minda. 

Com os 40 minutos finais, o Corinthians finalmente começou a produzir perigo efetivo. Logo aos 40 minutos, Matheuzinho fez uma boa jogada individual pela ponta-direita e finalizou rasteiro com curva, o que obrigou Everson a trabalhar um pouco mais. 

Então, aos 43 minutos, o lateral-direito cruzou na área para encontrar Zakaria Labyad livre dentro da área. O marroquino acertou um chute perfeito e com força no canto direito do gol, sem chance para Everson. Com esse gol, o meia faz o seu segundo pelo Timão e se torna o primeiro de seu país a anotar um gol no Brasileirão.

A imagem mostra Menphis e Labyad, ambos do Corinthians comemorando gol.
Com gol de seu amigo, Memphis volta a jogar pelo Corinthians a 27 dias do final de seu contrato, ainda sem definição sobre sua permanência. Foto: Rodrigo Coca/Corinthians

Com a vitória, mesmo só subindo duas posições, o Corinthians sai da zona de rebaixamento e entra no bolo dos 21 pontos, junto com Grêmio, Inter e o próprio Atlético Mg. Além disso, após dois meses, voltou a contar com seu camisa 10, Memphis Depay, tendo um reforço para os próximos dois jogos antes da pausa para a Copa do Mundo. 

Com a derrota, o Atlético, agora no mesmo bolo que o adversário, cai duas posições, além de completar oito jogos seguidos sofrendo pelo menos um gol no Brasileirão e de manter a sina de não conseguir vencer 3 jogos seguidos, o que não ocorre desde fevereiro de 2025. 

Vasco 0 X 3 Red Bull Bragantino

Às 20h30, O Vasco sofreu uma reviravolta em sua luta contra o rebaixamento. A equipe carioca recebeu o Red Bull Bragantino em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ) e acabou derrotada por 3 a 0. Os gols da vitória do Massa Bruta foram anotados por Rodriguinho, Isidro Pitta e Fernando.

Com o revés em casa, o Vasco estaciona nos 20 pontos e permanece na 16ª posição, perigosamente colado na zona de rebaixamento (Z4), que tem o Santos com 18 pontos, o Mirassol com 16, o Remo com 15 e a Chapecoense na lanterna com 9. Já o Bragantino saltou para a quinta colocação, somando 26 pontos e se firmando na briga por uma vaga na Conmebol Libertadores.

A etapa inicial foi de poucas emoções e muita marcação. A primeira chance surgiu apenas aos 37 minutos. Spinelli girou na área vascaína e finalizou para boa intervenção do goleiro Tiago Volpi. Logo em seguida, o Vasco reagiu após um desarme em Juninho Capixaba. A bola chegou a Andrés Gómez, que bateu torto para fora. O Bragantino deu o troco com um chute de longe de Isidro Pitta, defendido por Léo Jardim.

A imagem mostra Rodriguinho, do RB Bragantino, comemorando o gol.
Com a vitória, Bragantino chega mais perto de alcançar o topo da tabela de classificação. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

Quando o placar parecia que iria sem gols para o intervalo, o Massa Bruta marcou aos 45 minutos. Rodriguinho avançou livre de marcação e arriscou um chute de longa distância no canto direito. Léo Jardim ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol.

O Bragantino voltou do vestiário pressionando no segundo tempo. Aos quatro minutos da segunta etapa, Herrera escorou de cabeça e Rodriguinho carimbou a trave. No rebote, Saldivia salvou em cima da linha o carrinho de Ramires. 

O Vasco tentou reagir aos 10 minutos com Spinelli, que ganhou da defesa e tentou uma cavadinha sobre Volpi, mas Gustavo Marques se recuperou e mandou para escanteio.

Já aos 14 minutos, Mosquera fez grande jogada pela ponta esquerda, limpou o marcador e cruzou rasteiro para Isidro Pitta empurrar para as redes e fazer o 2 a 0.  Aos 31, Saldivia cometeu um erro grave ao recuar a bola, o Fernando interceptou, driblou o goleiro Léo Jardim e ampliou para 3 a 0.

Ainda houve tempo para o VAR entrar em ação aos 40 minutos para confirmar uma penalidade a favor do Bragantino após falta imprudente de Barros em Ramires na pequena área. Eduardo Sasha foi para a cobrança, mas isolou a bola e desperdiçou seu terceiro pênalti consecutivo.

Coritiba 3 X 2 Bahia

Isolado na última segunda-feira (25), às 20h, o Coritiba venceu o último jogo da rodada. O Coxa conquistou os três de virada sobre o Bahia pelo placar de 3 a 2 no Couto Pereira, na capital paranaense.

O início do primeiro tempo foi de domínio da equipe baiana. Aos 17 minutos, Iago cruzou rasteiro para Sanabria, que de carrinho mandou por cima do travessão. Três minutos depois, foi a vez de Iago levar perigo após finalizar na trave de fora da grande área. 

O primeiro gol do jogo saiu aos 25 após bola cruzada rasteira na grande área do Coxa. A bola encontrou as redes com o desvio de Tiago que marcou contra. Aos 42, o meia-atacante do Tricolor baiano, Everton Ribeiro chutou de longe para a defesa do goleiro Rangel.

Os mandantes começaram a segunda etapa em cima do Bahia, e logo aos dez chegou ao empate. Josué cruzou para o lateral-esquerdo Bruno Melo cabecear no canto direito do goleiro João Paulo.

Após um bate-rebate na grande área, a bola sobrou nos pés do uruguaio Joaquin Lavega que finalizou rasteiro para colocar o Coxa em vantagem aos 19  minutos. Pouco tempo depois, com 22, o Coritiba ampliou com o atacante Breno Lopes, em um contra-ataque veloz puxado pelo próprio, que finalizou no ângulo esquerdo do arqueiro baiano.

A imagem mostra uma dividida de bola.
Lateral-esquerdo, Bruno Melo cabeceia para marcar seu gol. Reprodução: Instagram/@brunomelooficial

O Bahia diminuiu o marcador em bola parada. Everton Ribeiro cruzou para o centroavante Everaldo cabecear para o gol.

Com a vitória, o Coritiba chegou a 26 pontos marcados e assumiu a sexta colocação do Brasileirão e está apenas um ponto atrás do G4. Já a equipe baiana cai posições e é o oitavo colocado, com 23 pontos.

Próxima rodada

Sábado (30):

Athletico-PR X Mirassol, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), às 16h (horário de Brasília;

Flamengo X Coritiba, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Bahia X Botafogo, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 17h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Corinthians, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 17h30 (horário de Brasília);

Santos X Vitória, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 20h (horário de Brasília).

Domingo (31):

Red Bull Bragantino X Internacional, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 11h (horário de Brasília);

Vasco X Atlético-MG, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h (horário de Brasília);

Palmeiras X Chapecoense, no Allianz Parque, em São Paulo (SP), às 16h (horário de Brasília);

Remo X São Paulo, no Baenão, em Belém (PA), às 20h30 (horário de Brasília);

Cruzeiro X Fluminense, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 20h30 (horário de Brasília).

Brasileiro vence e faz história contra o maior campeão de Grand Slam da história
por
Lucas Peccin
|
01/06/2026 - 12h

Na tarde da última sexta-feira (30), em duelo pela terceira rodada do Roland Garros, o jovem tenista brasileiro de 19 anos, João Fonseca, venceu de virada o maior campeão de Grand Slam da história, Novak Djokovic, por 3-2, sendo as parciais 4/6, 4/6, 6/3, 7/5, 7/5. João perdia por 2-0 e virou a partida após triunfar em três sets consecutivos.

João Fonseca comemorando um ponto conquistado na partida contra Djokovic | Reprodução Instagram @joaoffonseca
João Fonseca comemorando um ponto conquistado na partida contra Djokovic | Reprodução Instagram @joaoffonseca

O número 4 do mundo, Djokovic passou pelos anfitriões Perricard e Royar, ambos por 3-1 para chegar à terceira rodada do campeonato. Já Fonseca eliminou o francês Luka Pavlovic pelo placar de 3/0 e venceu o croata Dino Prizmic por 3/2 também de virada, após começar perdendo de 2/0. 

O primeiro set não foi fácil para o brasileiro, que teve seu serviço quebrado em duas oportunidades pelo sérvio. Mesmo com uma quebra, João encontrou dificuldades e não conseguiu vencer o set, que terminou em 6-4 para o número 4 do mundo. Djoko dificultou ao máximo e cometeu poucos erros não forçados. 

No segundo set, João melhorou e desempenhou seu estilo de jogo de potência e agressividade. o que dificultou para o sérvio, porém ainda não venceu o set. Novamente 6-4 para o 24 vezes campeão de Grand Slam.

Já no terceiro set, Fonseca adotou uma estratégia mais agressiva para tirar Djokovic de sua zona de conforto. A tática funcionou e o sérvio teve dificuldades de conter os ataques do brasileiro. Logo em seu primeiro serviço de saque foi quebrado por João, que em um momento abriu três games a zero. O jovem brasileiro venceu por 6/3.

O quarto set foi decidido em detalhes. Novamente João quebrou o primeiro serviço do sérvio, que em sequência reagiu e venceu o serviço de Fonseca. Quando estava 5/5, o brasileiro demonstrou resiliência e técnica e quebrou o saque de Djokovic para confirmar seu próximo serviço. João venceu por 7/5

O último e decisivo set foi também decidido nos detalhes. Djokovic cometeu alguns erros não forçados, enquanto o brasileiro cresceu no jogo com muita maturidade e resiliência, além de aproveitar brechas deixadas pelo sérvio. A partida foi definida quando Fonseca quebrou o sexto serviço de saque de Djokovic. Após este game, bastou João embalar uma sequência de três aces (pontos de saque) quando estava em desvantagem (30/40 para Djokovic) e confirmar seu último serviço na partida. Vitória de Fonseca, 7/5.

Após a partida, em entrevista concedida em quadra para a organização do torneio, João Fonseca disse que não conseguia acreditar que venceu seu ídolo e afirmou estar cansado após a partida.  Ao ser questionado sobre as motivações que o levaram a vitória, o brasileiro respondeu: “O cansaço dele (Djokovic) me deu esperanças”, disse.

Em sua entrevista coletiva após o jogo, Novak elogiou o brasileiro e disse entender o motivo da repercussão e reconhecimento do talento de João mundialmente: “O nível de tênis que vimos ele jogar criou um hype ao redor dele, e hoje vimos o porque deste hype”, disse. O sérvio também analisou seu desempenho na partida e reconheceu os méritos de João: “Não acho que fiz muitas coisas erradas. Ele foi simplesmente melhor.”

Djokovic e João Fonseca em comprimento após o fim da partida | Reprodução Instagram @rolandgarros, @atptour, @bleacherreport e @espnbrasil
Djokovic e João Fonseca em comprimento após o fim da partida | Reprodução Instagram @rolandgarros

O duelo contra o número quatro do mundo, marcou a segunda vitória do brasileiro de 19 anos contra os tenistas top-10 do ranking mundial. A última ocorreu em 2025 no Australian Open, em que Fonseca venceu Rublev, nono colocado na época. Neste ano, João colecionou derrotas nas eliminações contra os dez mais bem ranqueados. No Indian Wells foi eliminado por Sinner (1), em Miami Open por Carlos Alcaraz (2), em Mônaco pelo alemão Zverev (3) e em Munique por Ben Shelton (6). 

Pelo lado do sérvio, foi a segunda vez em que começou vencendo por dois sets a zero e perdeu a partida em um Grand Slam. A última vez ocorreu em 2010 quando perdeu para Jurgen Melzer por 3/2, também no Roland Garros. Além disso, foi a partida mais longa disputada por Djokovic em Roland Garros, sendo de 4h53 minutos. Antes deste, a mais longa durou 4h38 contra o argentino Cereúndulo.

João Fonseca avançou para as quartas de final, que não tinham participação brasileira desde desde 2004, com Gustavo Kierten. O carioca irá enfrentar o dinamarquês Casper Ruud, número 16 do ranking da ATP, pela quarta rodada do Roland Garros, no domingo (31), não antes das 15h15 pelo horário de Brasília (possíveis atrasos nas partidas anteriores, por isso sem a definição exata de horário)
 

Nova liderança, empates e clássicos protagonizam a rodada do Campeonato Brasileiro.
por
Lucas G. Azevedo
|
01/06/2022 - 12h

A oitava rodada do Campeonato Brasileiro acabou nesta segunda-feira (30) e foi recheada de empates. Apesar disso, a parte de cima da tabela sofreu algumas mudanças e acirrou a disputa pela liderança da competição.

Goiás e Red Bull Bragantino abriram a rodada do fim de semana. Os dois clubes estavam em posições delicadas na tabela, mas o resultado não ajudou ninguém - empataram em 1 a 1. Artur marcou para o time de Bragança, enquanto Nicolas fez para o Esmeraldino. Nos acréscimos da segunda etapa, Eric Ramires foi expulso e está suspenso da próxima partida do Massa Bruta. Com esse resultado, o Goiás está em 15º e o Red Bull Bragantino ficou logo acima.

A partida entre São Paulo e Ceará poderia colocar o clube paulista como líder provisório do campeonato. O Vozão não facilitou e arrancou um empate no Morumbi, 2 a 2. Calleri e Rodrigo Nestor marcaram para o Tricolor. Cleber Bonfim e Mendoza para os cearenses. Igor Gomes levou o segundo amarelo aos 90 minutos e foi expulso. O São Paulo perdeu a oportunidade e caiu para a 5ª posição, enquanto o Ceará segue na vice-lanterna.

Calleri após gol marcado contra o Ceará. Foto:Rubens Chiri/saopaulofc.net
Calleri após gol marcado contra o Ceará. Foto:Rubens Chiri/saopaulofc.net

Fortaleza e Juventude protagonizaram mais um empate na rodada. O jogo acabou com um gol para cada lado. Vitor Gabriel abriu o placar para o time do Sul e José Welison deixou tudo igual para o Leão. Os dois clubes continuam na luta para fugir da série B. O Juventude é o 18º, enquanto o Fortaleza, que ainda não venceu nenhuma partida, é o lanterna.

Em jogo que poderia decidir a liderança, Palmeiras e Santos se enfrentaram na Barra Funda. O clássico da saudade acabou com a vitória do Verdão de 1 a 0, com gol de Gustavo Gómez. Raphael Veiga ainda acertou um pênalti na trave - primeira cobrança desperdiçada pelo atleta desde que chegou ao clube. Assim, o Porco é o atual líder da competição graças ao saldo de gols (empatado em pontos com Atlético-MG e Corinthians) e o Peixe cai para a 9ª colocação.

Gustavo Gómez comemora gol da vitória em clássico. Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Gustavo Gómez comemora gol da vitória em clássico. Foto: Cesar Greco/Palmeiras.

O Coritiba recebeu o Botafogo no Couto Pereira e venceu por 1 a 0 - gol de Igor Paixão. No confronto direto, melhor para o Coxa. A equipe entra no G4 e manda o Alvinegro para fora da zona de classificação da Libertadores, em 7º.

Em mais uma vitória magra de 1 a 0, o Atlhetico-PR visitou o Cuiabá e conquistou os três pontos. Vitor Roque marcou o único gol da partida. O Furacão escalou para a 6ª posição, já o Dourado se mantém apenas uma colocação acima da zona da degola.

A partida em Itaquera valia a manutenção da liderança do campeonato. Apesar disso, o Corinthians foi dominado em casa pelo América-MG e saiu aliviado de ter conseguido o empate. Aloísio, o boi bandido, abriu o placar para o Coelho e Gustavo Mosquito deixou tudo igual. O Timão está empatado em pontos com o líder e o vice, mas fica atrás no saldo de gols e caiu para 3º. Enquanto a equipe mineira desce para o meio da tabela, em 10º.

O Maracanã foi palco para mais um FlaFlu na tarde deste domingo. O jogo foi movimentado e acabou com uma vitória de virada do Mengão - 2 a 1. Cano abriu o placar para o tricolor logo aos 10 minutos de jogo, mas Andreas Pereira e Gabigol marcaram para o rubro-negro. O Mais Querido ainda contou com atuação de gala do goleiro Hugo que vinha sendo criticado por falhas consecutivas. No apagar das luzes uma pequena confusão no banco de reservas resultou na expulsão de David Braz, do Flu, e Rodinei, do Fla. O Flamengo voltou a respirar no Brasileirão e subiu para a 8ª posição, já o Fluminense e o 11º.

Em Minas, o Atlético-MG recebeu o Avaí e fez a lição de casa. Embora tenha tomado um susto na primeira etapa, o Galo virou a partida e venceu por 2 a 1. Morato abriu o placar para o Leão da Ilha, mas Hulk (com um golaço) e Sasha trouxeram a vitória para a equipe mineira. Douglas Friedrich, goleiro do Avaí, foi expulso por falta dura aos 85’ de jogo. Com esse placar, o Atlético-MG assume a vice-colocação, enquanto o Avaí é o 13º.

Para fechar a rodada, Internacional e Atlético-GO empataram em 1 a 1 nesta segunda-feira. Wanderson estreou o placar logo no início para o Colorado, mas Churin empatou na segunda etapa para o Dragão. Dessa forma, o clube do Sul fica em 12º e os goianos abrem a zona de rebaixamento.

9ª Rodada:

Sábado (04/06)

América-MG x Cuiabá - 16h30

Ceará x Coritiba - 19h

Avaí x São Paulo - 19h

Athletico-PR x Santos - 19h

Atlético-GO x Corinthians - 20h30

Domingo (05/06)

Juventude x Fluminense - 11h

Flamengo x Fortaleza - 16h

Palmeiras x Atlético-MG - 16h

RB Bragantino x Internacional - 19h

Segunda-feira (06/06)

Botafogo x Goiás - 20h

 

 

Após 58 anos, as equipes se enfrentam novamente em busca do título da Liga de Basquete norte-americana.
por
Ivan Marino Iannace
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31/05/2022 - 12h

Dia 2 (quinta-feira), o Chase Center será o palco do primeiro jogo das Finais da NBA entre Boston Celtics e Golden State Warriors. A final foi decidida no último domingo (29), após a vitória do Celtics contra o Heat; já a equipe dos Warriors, aguardava seu adversário após vencer o Dallas Mavericks, dia 26, em uma série de 5 jogos.

A última aparição da franquia de São Francisco (Golden State Warriors) nas finais foi há dois anos, quando perdeu para o Toronto Raptors. Nessa ocasião a equipe fora prejudicada pelas lesões dos craques Klay Thompson e Kevin Durant.

No entanto, essa é uma ótima fase para a equipe da Califórnia, cujos feitos ficaram marcados na história, como por exemplo: uma sequência de 6 aparições, em finais, em 8 anos, sendo que, das 5 partidas jogadas, em 3 delas conquistou o campeonato; na temporada de 2016/17 bateu o recorde de melhor campanha na temporada regular, com 73 vitórias e somente 9 derrotas, superando o Chicago Bulls da temporada de 1995/96, com 72 vitórias e 10 derrotas; em 2016, Stephen Curry (armador dos Warriors) se torna o primeiro MVP (Most Valuable Player) unânime da história, recebendo todos os 131 votos para primeiro lugar.

Do lado leste, o Celtics não vai à final de NBA desde 2010, quando perdeu para o Lakers em uma série de 7 jogos. Desde lá, Boston passou por uma fase de reconstrução, até conseguir draftar (recrutar jovens que saem do basquete universitário) craques como Jaylen Brown em 2016 e Jayson Tatum em 2017. A partir de então, a franquia vem retomando a competitividade pouco a pouco, voltando a disputar o troféu Bob Cousy (novo nome do troféu de Campeão da Conferência Leste, em homenagem ao ex-jogador). A equipe venceu essa conferência, após perdê-la em 3 ocasiões, em 2016/17 e 2017/18 para Cleveland e em 2020, na bolha da Disney, para Miami.

Reprodução Bleacher Report
Foto: Reprodução / Bleacher Report

Caso, neste ano, a equipe de Boston venha a ganhar a NBA, voltará a ser a franquia com mais títulos na história da liga (18), atualmente empatada com os Los Angeles Lakers, com 17 títulos cada. Já o Golden State Warriors, se vencer, se tornará a terceira franquia com mais títulos, no momento empatada com 6 campeonatos conquistados, juntamente com o Chicago Bulls.

Historicamente, essa será somente a segunda vez em que as duas franquias se enfrentam em uma final da NBA, passados 58 anos. Na primeira ocasião, em 1964, o título veio para a equipe celta após uma vitória de 4x1. Esse embate também foi marcado por ser a primeira final em que Bill Russell, lenda de Boston e 11 vezes campeão, enfrentou seu rival Wilt Chamberlain, um jogador que é dono de mais de 70 recordes da liga, dentre eles: 100 pontos em único jogo, 55 rebotes em uma partida, entre outros.

As duas equipes tiveram começos distintos nessa temporada; enquanto era perceptível que o Golden State brigaria pelo título desde o início, o Boston Celtics tinha um começo mais lento, o time também contava com a chegada do novo técnico, Ime Udoka, em sua primeira temporada como treinador.

Ao longo da temporada, os Warriors tiveram a recuperação de Klay Thompson, que não jogava há 2 anos (desde a final perdida contra o Toronto Raptors); porém, mesmo com a sua volta, o time teve um baixo desempenho, resultando em uma queda para a terceira colocação na tabela da conferência oeste.

Para o Celtics, aconteceu exatamente o oposto. O time, que estava mal colocado e não conseguia emendar uma sequência de vitórias, começou a vencer a partir de janeiro, chegando a ficar mais de 10 jogos invictos. Com isso a equipe demonstrou a melhor defesa do campeonato e terminou na segunda posição da tabela do lado leste.

As expectativas para os jogos das finais são as melhores possíveis. Trata-se de dois grandes times e de duas franquias cujas camisas são indiscutivelmente de peso.

 

Goleada do Palmeiras e vexame do Timão marcaram o fim da fase classificatória da Libertadores; na Sula, o Fluminense caiu, mesmo com resultado histórico
por
Matheus Marcolino
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27/05/2022 - 12h

 

Palmeiras
Jogadores do Palmeiras comemoram gol de Gustavo Scarpa. Foto: Cesar Grego/Palmeiras

 

A fase de grupos das duas competições continentais da América do Sul chegou ao fim nesta quinta-feira (26/05). Enquanto Palmeiras e Flamengo avançaram sem dificuldades, o Corinthians deu vexame dentro de casa e, apesar da classificação, irritou sua torcida. O Fluminense, de Fernando Diniz, bateu um recorde da Sul-Americana - que de nada adiantou, já que o clube das Laranjeiras foi eliminado. 

 

LIBERTADORES

O atual bicampeão da Libertadores da América conquistou os 100% de aproveitamento no grupo A ao vencer o Deportivo Táchira (VEN) por 4 a 1, no Allianz Parque, na terça-feira (24). Classificado com a melhor campanha da competição, o Verdão jogará em casa em todos os confrontos de volta da fase de mata-mata. O Flamengo também se classificou com facilidade no grupo H: a vitória por 2 a 1 - com gols de Isla e Pedro - sobre o Sporting Cristal (PER), no Maracanã, fez com que o time carioca, invicto, também se classificasse como primeiro colocado.


Estreante na Copa Libertadores, o Fortaleza foi a mais grata surpresa da fase de grupos. Com vitória por 4 a 3 sobre o Colo Colo (CHI), fora de casa, o clube cearense anotou 10 pontos e avançou para o mata-mata ao lado do River Plate, no grupo F. Os gols da vitória sobre os chilenos foram marcados por Moisés (2), Silvio Romero e Yago Pikachu.

 

Pikachu
Yago Pikachu comemora gol. Foto:  Bruno Oliveira/FEC


O Atlético-MG fez feio diante de seus torcedores na quarta-feira (25) e acabou derrotado pelo Tolima (VEN) por 2 a 1. Entretanto, apesar do resultado adverso no Mineirão, o clube manteve a primeira colocação do grupo D, e avançou para o mata-mata. No mesmo grupo do Galo, o América-MG levou um 3 a 0 do Independiente Del Valle (EQU), fora de casa, e terminou a fase classificatória na última posição (sem vencer nenhuma partida). O Coelho seguirá a temporada apenas assistindo à Libertadores. 


O outro brasileiro eliminado na fase de grupos da Liberta foi o Red Bull Bragantino: com a derrota por 3 a 0 sofrida para o Nacional (URU), o Massa Bruta amargou a última colocação do grupo C, com apenas 5 pontos conquistados. 


A maior decepção da última rodada, porém, foi o Corinthians. O time de Vitor Pereira deu vexame na Neo Química Arena: ficou no empate por 1 a 1 com os reservas do Always Ready (BOL), que apresentou uma das piores campanhas da competição, e desperdiçou a chance de garantir a liderança do grupo. Apesar do gol marcado por Adson, o Timão sofreu o empate ainda no primeiro tempo - após falha impressionante do zagueiro Robson Bambu, que acabou resultando no gol de Jonathan Borja para os visitantes. Com o amargo resultado, o Timão se classificou como segundo colocado do grupo E, atrás do Boca Juniors.


Comandado por Felipão, o Athletico-PR não tomou conhecimento do Caracas (VEN) e venceu por 5 a 1, na Arena da Baixada. Infelizmente para o clube paranaense, os gols de Pablo (2), Christian (2) e Pedro Rocha não bastaram para assumir a ponta do grupo B, mas os três pontos foram o suficiente para garantir a classificação para a fase de mata-mata como segundo colocado. 

 

SULAMERICANA


Apenas dois brasileiros caíram na fase de grupos da Sul-Americana: Cuiabá e Fluminense. Os cariocas, apesar da eliminação, protagonizaram um resultado histórico nesta quinta-feira (26). O time de Fernando Diniz venceu o Oriente Petrolero (BOL) por 10 a 1, fora de casa? e estabeleceu o mais novo recorde de maior goleada da história da competição. Matheus Martins e Germán Cano marcaram três gols cada, e o resultado foi completado por John Arias, Caio Paulista, Manoel e Willian. O Cuiabá, que já entrou eliminado na última rodada, acabou derrotado pelo Melgar (PER) e se despediu da Sula.


O principal destaque da fase de grupos da Sul-Americana foi o Ceará. O Vozão avançou para o mata-mata após vencer todos os seus seis jogos - incluindo o épico triunfo por 2 a 0 sobre o Independiente (ARG), no histórico estádio Libertadores de América. Rodrigo Lindoso e Stiven Mendoza foram os responsáveis pelos gols marcados na noite de quarta-feira (25). 


Outra campanha histórica foi a do Atlético-GO, brasileiro classificado no grupo F da Sula. O clube goiano empatou por 1 a 1 com a LDU (EQU), fora de casa, e assegurou a primeira colocação do grupo. O gol do Dragão foi anotado por Baralhas. No Beira Rio, com um improvável hat-trick do volante Rodrigo Dourado, o Internacional goleou o 9 de Outubro (EQU) por 5 a 1 - os outros dois gols foram anotados por Estevão e Quinonez, contra - e avançou, sem sustos, para o mata-mata da competição.


Também classificados, Santos e São Paulo não demonstraram bom futebol na última rodada da fase de grupos da Sul-Americana. O Peixe empatou por 1 a 1 com o Banfield (ARG), na Vila Belmiro, com gol marcado por Marcos Leonardo, e teve que acompanhar a partida entre Unión La Calera (CHI) e Universidad Católica (EQU) até o fim para poder respirar aliviado. Com gol do jovem Caio Matheus, a equipe do Tricolor (formada por reservas) venceu o Ayacucho (PER) por 1 a 0 e se classificou sem sustos. 


Os jogos de ida das oitavas de final da Libertadores e da Sul-Americana estão programados para os dias 28, 29 e 30 de junho. 
 

Após dois anos de pandemia, os Jogos Universitários de Comunicação e Artes (JUCA) têm previsão para retornar em junho no interior paulista
por
Jorge Nagib Koike Salomão, Ligia de Toledo Saicali, Manuela Nicotero Pestana
|
27/05/2022 - 12h

   Os Jogos Universitários de Comunicação e Artes (JUCA) voltarão a ser realizados após dois anos de recesso em razão da pandemia do novo coronavírus. O JUCA conta com a participação de diversas universidades no Estado de São Paulo, além de instituições convidadas. Neste ano, o evento será sediado na cidade de São Carlos e, assim como em edições anteriores, está previsto para ocorrer entre os dias 16 e 19 de junho, em aproveitamento do feriado de Corpus Christi. 

         As faculdades de Comunicação e Artes participam por meio das atléticas, entidades voltadas principalmente para o esporte e para a organização de festas. Entre as confirmadas, estão: Galoco (FMU), Fênix (UNIARA), da UEL, Grifo (Anhembi Morumbi), Belas Artes, Cásper Líbero, ECAtlética (USP), Metodista, Comunica Puccamp (PUC-Campinas), Atlética do Pucão (PUC-SP) e Coelho (São Judas). A Universidade Presbiteriana Mackenzie volta a integrar o evento depois de ter sua associação atlética expulsa devido a presença de esportistas em situação  irregular na edição de 2018. 

Ainda por conta da pandemia este JUCA será especial em muitos sentidos. Isso porque, além de ser o primeiro de muitos estudantes que ingressaram na Universidade durante o ensino remoto, também houve uma extensão para ex-alunos formados em 2018, 2019, 2020 e 2021, oferecendo a oportunidade para muitos viverem a experiência uma última vez. É o que explica o presidente da Atlética de Comunicação e Artes da PUC-SP, Gabriel Tomé: “Bate uma ansiedade enorme saber que depois de dois anos a gente pode voltar de fato pro JUCA e viver tudo que nós estávamos privados nesses dois últimos anos de pandemia, e apresentar isso para as novas pessoas tem sido uma missão e tanto para nós da Atlética”. 

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Treino da "Pegada Louca", equipe de futebol feminino da Comunicação PUC-SP (Foto: Jorge Koike)

    Tomé assumiu a gestão da Atlética em junho do ano passado, ainda em meio às incertezas trazidas pela crise sanitária que o Brasil e o mundo viviam. “Ainda era um futuro incerto, sem saber quanto tempo ia durar a pandemia e se a gente teria o JUCA no ano seguinte”, conta. O presidente da Atlética ainda enfatizou os desafios enfrentados após o retorno das atividades presenciais, marcados por uma “busca incessante por quadras e técnicos e pela retomada da cultura de treinos e trabalho em equipe, além da tentativa de engajar o esporte universitário, que ainda é pouco apoiado”. 

Apesar das dificuldades, Tomé se mostra otimista com o retorno e a perspectiva de vitórias durante os campeonatos que integram os jogos: “Nós competimos em oito modalidades e os atletas vêm treinando desde fevereiro. A expectativa é que algumas dessas modalidades cheguem às finais”. Ele pontuou a enorme torcida para que a PUC-SP leve de novo a medalha de ouro no tênis de campo, feito que aconteceu no JUCA de 2019 com a atleta Andreia Haddad. 

O clima na PUC-SP é de uma euforia generalizada com a volta dos Jogos Universitários. A aluna do quarto semestre de Jornalismo, Júlia Zuin, conta sobre suas expectativas para seu primeiro JUCA: “Estou extremamente animada e ansiosa por ter entrado na faculdade em 2020, bem no começo da pandemia, e desde então eu anseio muito para que esse momento chegue”. Zuin deve ir como atleta e competir como membro da “Pegada Louca'', apelido carinhoso para o time de futsal da Atlética de Comunicação e Artes da PUC-SP.

“Vai ser muito simbólico curtir tanto as festas quanto os jogos com pessoas que eu conheci on-line. Vai ser uma experiência que eu vou guardar pro resto da minha vida. Não vai ser um JUCA normal depois desses dois anos de tanta espera e angústia nós vamos valorizar ainda mais o que é estar juntos, literalmente juntos”, afirma Zuin sobre o evento.

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Treino da "Pegada Louca" (Foto: Jorge Koike)

Além da sede por socialização e integração, o JUCA também acende a chama de competitividade dentro dos Atletas, que enxergam o acontecimento como uma chance de praticar os esportes que amam e representar a PUC-SP. O Diretor de Modalidade (DM) de Handebol, Caio Moraes, conta sobre suas expectativas para seu terceiro e último campeonato: “Todo esse período de quarentena sem poder encontrar os amigos, treinar e jogar junto com o time foi muito difícil de levar, então essa volta aos Jogos vai ajudar muito a recuperar meu espírito universitário”, relata. 

    As preocupações rondando a pandemia também surgiram. Questões sobre como as medidas sanitárias serão mantidas, mesmo sem a obrigatoriedade do uso de máscaras, e um certo temor pela possibilidade de alta nos casos foram levantadas pelos alunos da PUC-SP. No entanto, de acordo com Tomé, sua maior preocupação não é relacionada à Covid e sim financeira. “O pacote deste ano está o dobro do preço do que foi em 2019, e a gente vê que o cenário econômico do país vem impactando diretamente nos valores, o que pode afetar as pessoas deste JUCA em específico”. 
 

Foto em destaque: Jorge Koike

A Lusa voltará a jogar a Série A1 do Paulistão em meio a quitação de dívidas e sonha com o retorno aos dias de glória
por
Gustavo Pereira
Lucas G. Azevedo
|
26/05/2022 - 12h

Com mais de 100 anos de história, a Portuguesa é um dos clubes de futebol mais tradicionais do estado de São Paulo. Apesar disso, vive um momento extremamente delicado dentro e fora dos campos. A portuguesa se afundou em dívidas e caiu sucessivamente nos campeonatos que disputava - estagnou na 2° divisão do estadual, perdeu a possibilidade de disputar a Copa do Brasil e ficou sem liga nacional. 

Ainda assim, é impossível esquecer todas as contribuições do clube para o futebol brasileiro. Entre a década de 30 e os anos 80, a Lusa conquistou diversos títulos relevantes para a época: foram três campeonatos paulistas, dois torneios Rio-São Paulo e três fita-azul (troféu dado a equipes que retornavam invictos de excursões internacionais). O atual conselheiro e responsável pelo Museu da Lusa, Artur Cabreira, conta como era enfrentar os grandes do Estado: "Nós goleávamos o São Paulo, o Corinthians, o Palmeiras e o Santos [...] isso faz parte da história da Portuguesa." 

Post comemorativo aos 68 anos do tricampeonato da Fita Azul - Foto: Reprodução/Twitter Portuguesa
Post comemorativo aos 68 anos do tricampeonato da Fita Azul -  Reprodução/Twitter Portuguesa 

Os rubro-verde também eram conhecidos pela capacidade de revelar grandes jogadores: Basílio, Djalma Santos e Ivair, o "príncipe do futebol", segundo Pelé são apenas alguns exemplos. 

Além disso, o clube possui estádio próprio. O terreno tinha alguns campos de treino e foi adquirido em 1956 de Wadih Sadi - sócio do São Paulo que havia comprado o local do Tricolor no ano anterior. Inicialmente, apenas foram feitas algumas estruturas de madeira para poder jogar de forma oficial, seguindo as normas da Federação Paulista de Futebol; apenas em 1972 foi inaugurado o Estádio do Canindé - que seria renomeado para Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte em 1979. 

Nos anos que precederam a tragédia, a Lusa era reconhecida pelo futebol ofensivo e com um toque de bola refinado. Em 2011 a equipe foi apelidada de "Barcelusa" - numa comparação com o estilo de jogo do Barcelona, equipe espanhola comandada, à época, por Pep Guardiola. O elenco contava com jogadores que anos depois se tornaram titulares nas maiores equipes do país - como o goleiro Weverton, atualmente no Palmeiras, e Willian Arão, volante do Flamengo. 

A Portuguesa venceu a Série B do campeonato brasileiro de 2011 numa campanha histórica: em 38 jogos a equipe obteve 23 vitórias, 13 empates e apenas 3 derrotas. Marcou 82 gols (melhor ataque da história da competição) e sofreu apenas 32, tendo ainda ficado invicta por 21 partidas. Em 2012 a Lusa se manteve na primeira divisão, mas caiu no Campeonato Paulista depois de péssima atuação. Apenas um ano depois, o clube é campeão da Série A2 do Paulista e volta à elite, entretanto, o ano que começou com um título seria também o início de um declínio desesperador. 

A escalação irregular


O ano de 2013 para a Portuguesa ficou marcado pela queda do time para à segunda divisão do campeonato brasileiro e o início da derrocada de um dos maiores clubes do futebol paulista. 

No dia 8 de dezembro, Portuguesa e Grêmio se enfrentaram em confronto válido pela última rodada do Brasileirão. A partida era tranquila para ambas as equipes: a Lusa (que brigou contra o descenso durante o campeonato) teria que perder de 8 a 0 para ser rebaixada. Como era de se esperar, a partida não teve grande repercussão, terminando em 0 a 0. 

No dia seguinte, entretanto, descobriu-se que esse jogo ficaria marcado para sempre na história do time do Canindé. O meia Héverton havia sido escalado irregularmente. 

Inicialmente ele não iria para o jogo, mas uma série de lesões obrigou o técnico Guto Ferreira a relacioná-lo. O atleta havia sido punido por duas partidas, em razão de um cartão vermelho que recebeu no confronto da 36ª rodada, entre Portuguesa e Bahia. Com isso, o rubro-verde perdeu 4 pontos e terminou o campeonato na zona de rebaixamento. 

Diversas acusações foram feitas sobre o caso Hevérton - uma delas é de uma possível corrupção dentro da Lusa, visando benefício de outras agremiações esportivas. Entretanto, em 2016 o caso foi arquivado no Ministério Público de São Paulo sem apontar nenhum culpado. O documento do MP diz que as provas até então produzidas “não indicaram indícios de que funcionários dos clubes envolvidos, ou mesmo terceiras pessoas, tenham contribuído ou sido coniventes com atos supostamente ilícitos, ou mesmo negligenciado de forma fraudulenta, imbuídos de interesses financeiros escusos”. 

O processo arquivado não pôs fim à polêmica – o sentimento de impunidade e falta de respostas afligem o torcedor até hoje. 

Artur Cabreira confidenciou como foi sentir o momento do rebaixamento: “Foi um desespero, acho que o Brasil inteiro não entendeu como que isso aconteceu [...] caiu uma ‘bomba atômica’ na cabeça da gente”. “2013 foi um tormento”, concluiu. 

Para Rafael Zago, presidente da torcida organizada Leões da Fabulosa, o ano de 2013 serviu como ensinamento para que erros como esse não acontecessem mais. “Foi um divisor de águas para a Portuguesa. Eu acho que muitas coisas ruins que passaram pelo clube foram escondidas debaixo do tapete e a partir do momento que começou a decadência, acabou aparecendo as sujeiras. Hoje nós estamos vivendo um momento de limpeza. Espero que consigamos achar o caminho correto, com profissionais competentes”, diz o torcedor. 

"A Portuguesa vai acabar?"


Entre 2014 e 2019, o clube de uma fabulosa história enfrentou capítulos de real desespero. Com quedas consecutivas protagonizadas muitas vezes por erros da diretoria, a Portuguesa foi da Série A do Brasileirão para nenhuma divisão nacional em um intervalo de cinco anos - no Campeonato Paulista, foi rebaixada em 2015. 

Bandeira no Museu da Portuguesa - Foto: Lucas G. Azevedo
Bandeira no Museu da Portuguesa - Foto: Lucas G. Azevedo

A crise da Lusa não parou apenas no campo, mas extrapolou para as finanças do time. Durante esse período diversas dívidas foram acumuladas -  e a estimativa é de R$500 milhões, segundo a vice-presidente da Portuguesa Denise Boni (que, atualmente, é a presidente interina do clube, em razão das férias do presidente Castanheira). Além disso, o Estádio do Canindé foi penhorado e os funcionários da Portuguesa estavam com salários atrasados, tendo 271 ações trabalhistas no ano passado. O interior do time do Canindé chegou a ficar sem linha telefônica e passou por diversos cortes de luz, além do sufoco para pagar as contas. 

Esse momento de crise não foi fácil para os torcedores da Lusa, como relata Artur: “A humilhação que você recebe na rua, ‘ah a Portuguesa já morreu? Ela ainda existe? Lusinha?’”. Frases como essa eram constantes ouvidas pelos amantes do time rubroverde. 

Amor e sacrifício


Em meio a tantas dificuldades, um elo maior fazia com que a Portuguesa não morresse: o amor dos torcedores pelo clube. 

Apesar de jogos distantes e da crise enfrentada nos últimos anos, os lusitanos compareceram nas arquibancadas, cantaram os 90 minutos de todas as partidas e, nos últimos dois jogos em casa no Paulistão A2, lotaram o Canindé. Para Rafael, torcedor, o futebol é um amor fora do comum e a Portuguesa, sua família: “Quando se tem uma família, não dá para desistir”. Rafael ainda diz que a torcida foi peça fundamental para a reestruturação da Lusa. 

Torcida organizada Leões da fabulosa em jogo no Canindé - Foto: Lucas G. Azevedo
Torcida organizada Leões da fabulosa em jogo no Canindé - Foto: Lucas G. Azevedo

Outra prova de amor pelo rubro-verde é o projeto SOS Canindé, idealizado por Artur. Ele já fazia trabalhos voluntários para melhorar as estruturas do CT e do clube desde 2017, através de um grupo de WhatsApp chamado “Vamos salvar o CT”. Ele enviou um áudio para seus amigos, explicando a situação precária em que se encontrava a cozinha do centro de treinamento da Lusa, algo que Emerson Leão, então consultor de futebol do time, havia reclamado. 

No início, Artur arrecadou dinheiro suficiente para comprar utensílios de cozinha, exaustor, e ainda conseguiu um fogão industrial e dois cilindros de gás, dados por um amigo. Isso só foi o “pontapé” para uma grande rede de ajuda que se expandiu para outras áreas do CT e da área social do clube. 

O projeto deu tão certo que eles tiveram a ideia de reformar o Canindé. Arrumaram os vestiários, com compras de torneiras, espelhos e lâmpadas. Pintaram todos os espaços do estádio e arquibancadas, além da marquise. Tudo isso foi feito a partir de torcedores da Lusa e de outros times: “Eu não fiz nada sozinho. Fiz com um pintor só, que foi o Lima, e junto com ele, a torcida de arquibancada - que assim eu chamava. Tinha até torcedores de outros times me ajudando: palmeirense, corinthiano, botafoguense e vascaíno”, conta Artur. 

O SOS terminou esse ano, arrecadando ao todo “por volta de 500 mil reais”. Artur declara o seu amor pela Lusa, apesar das dificuldades: “Eu não abandonei a Portuguesa. Eu fiquei vindo aqui, quase todo dia, indo para o jogo e a gente perdia para todo mundo. Oficial de justiça todo dia, vaquinha para comprar isso, para comprar aquilo - cesta básica para funcionários, nem isso eles recebiam. Foram seis anos horríveis, não tínhamos um time de futebol, não tínhamos um clube, destruíram as piscinas.” Mesmo assim, desistir não é uma opção para ele: “Minha vida é aqui e vai ser até o meu último dia”. 

Luta pela sobrevivência


Foi necessário buscar formas alternativas de arrecadar dinheiro. Algumas partes ao redor do Canindé foram arrendadas pela necessidade financeira da Portuguesa; o ginásio de esportes foi cedido à Igreja Renascer e o próprio estádio chegou a ser alugado em alguns momentos. Denise explica a necessidade: "Estamos alugando áreas comerciais do clube para poder pagar nossos compromissos.” 

As festas também surgiram como outra fonte de renda. A Lusa é conhecida pelos eventos lotados sediados no Canindé e que trazem “um retorno muito bom” aos cofres do time do Canindé. 

No fim de 2019, a Portuguesa realizou um pleito para definir a presidência do clube. Com o sentimento de que não havia espaço para erros, a chapa Real e Independente foi eleita. O rubro-verde precisava se organizar no setor financeiro e jurídico, visando equilibrar as contas e evitar novas cobranças por dividendos. Em 2022, a gestão chega em seu último ano com uma administração organizada no centro de treinamento. As dívidas trabalhistas eram prioridade e a presidenta interina contou o processo para apaziguá-las: “fizemos um acordo no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e na área civil, e estamos em fase de auditoria para fazer o acordo tributário.” 

Dentro dos gramados, a Lusa foi campeã da Copa Paulista de 2020 e voltaria a ter uma liga nacional em 2021. Embora a conquista tenha dado esperança aos torcedores, logo viriam outras decepções: na Série D, a Portuguesa ficou em primeiro lugar no grupo 7. Na segunda fase encontrou o Caxias, e apesar de uma derrota por 1 a 0 no Rio Grande do Sul, a equipe conseguiu vencer em casa pelo mesmo placar - entretanto, acabou eliminada nos pênaltis. 

A Copa Paulista parecia promissora e era parte do objetivo de voltar à Série D. Mesmo com a boa campanha, a Portuguesa caiu para o Botafogo-SP na semifinal e perdeu a sua chance - venceu por 2 a 1 em casa, mas foi derrotada por 3 a 1 fora de seus domínios. A eliminação culminou na demissão do treinador Alex Alves e no início de um novo planejamento. 

Retorno à elite


Após a eliminação sofrida na Copa Paulista de 2021, a Portuguesa trouxe o técnico Sérgio Soares na expectativa de um recomeço vitorioso em 2022. 

Apesar da desconfiança inicial da torcida, o treinador logo provou ser uma boa escolha. Sérgio explicou a importância da competição para a equipe: "É um momento muito importante para a Portuguesa [...] é um ressurgimento, voltar a enfrentar os grandes clubes de São Paulo, jogar clássicos. A caminhada é longa mas o clube começa a fazer seu alicerce para poder voltar onde merece estar", afirmou. 

A Portuguesa marcou 32 pontos na primeira fase da Série A do Paulistão e garantiu a melhor campanha. Com isso, a Lusa ganhou o privilégio de resolver as partidas eliminatórias em casa. 

Nas quartas de final, enfrentou o Primavera. As partidas foram equilibradas, mas gols nos acréscimos garantiram a classificação com um 2 a 0 no placar agregado. 

A semifinal valia mais que apenas a vaga na final do torneio: caso vencesse, a Portuguesa conquistaria o acesso à primeira divisão do Campeonato Paulista depois de 7 anos longe da elite. 

O clube saiu em vantagem ao vencer o Rio Claro por 1 a 0 fora de casa. A torcida entendeu a importância do jogo, e bateu o recorde de público da competição no Canindé. Foram quase 13 mil pessoas presentes para apoiar a Lusa. O time não decepcionou e, com um empate em 1 a 1, a Portuguesa avançou de fase e ascendeu à elite do futebol estadual. O lateral e capitão Luis Ricardo conta como o time se sentia sobre esse jogo: “Eu e meus companheiros nos sentimos responsáveis em poder contribuir de alguma forma. Em colocar a Portuguesa novamente na primeira divisão, no lugar que ela merece”. 

Placar ao fim do jogo do acesso - Foto: Lucas G. Azevedo
Placar ao fim do jogo do acesso - Foto: Lucas G. Azevedo

Para coroar a campanha, restava enfrentar o São Bento na grande final. Fora de casa, um jogo equilibrado terminou empatado por 1 a 1. No Canindé, a Portuguesa venceu por 2 a 0 e se tornou campeã - foi o terceiro título da A2 na história do clube. A torcida novamente lotou o estádio e festejou muito o troféu: deu show com direito a "ola" e invadiu o campo para comemorar o feito junto aos jogadores. 

Elenco levantando o título da A2 - Foto: Dorival Rosa/Portuguesa
Elenco levantando o título da A2 - Foto: Dorival Rosa/Portuguesa

A trajetória na Série A2 foi dominante. Em 21 partidas foram 13 vitórias, 7 empates e apenas uma derrota. A equipe marcou 29 gols e sofreu 8 - terminando como melhor ataque e defesa da competição. Luis Ricardo explica o que ele viu como essencial para esse resultado: “O mais importante foi a dedicação e o comprometimento dos jogadores e comissão técnica, isso fez toda a diferença para que pudéssemos conseguir esse acesso e sermos campeões", afirma. 

Próximos passos


Embalada pelo título, a Portuguesa agora visa a conquista da Copa Paulista. O campeonato permite que os dois finalistas ganhem vaga em campeonatos nacionais, como Copa do Brasil e Série D do Brasileirão - o vencedor escolhe, e o vice fica com a opção rejeitada pelo campeão. O clube renovou com seu treinador e manteve quase todo o elenco que disputou o Paulista. O técnico Sérgio Soares conta sobre as expectativas para a competição: “A Copa Paulista é a minha Libertadores. [...] Eu encaro com muita tranquilidade e seriedade. O processo é longo e estamos buscando uma Série D. Mantemos a base do elenco e vamos brigar por algo maior, chegar no final e brigar pelo título.” A Lusa está no grupo 3 e estreia dia 03/07 contra o Água Santa no Canindé. 

Fora de campo, a Lusa planeja se tornar uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol). O projeto foi aprovado com unanimidade pelos conselheiros e, segundo a presidente interina Denise Boni, “a SAF está em fase de elaboração”. Ela também confirma que já há investidores em potencial. Na reunião ficou acordado que a Lusa não venderá mais de 49% das suas ações, com a intenção de manter sempre alguém do clube à frente das decisões. 

A torcida apoiou o time incondicionalmente e agora tem boas expectativas para essa temporada. O presidente da Leões da Fabulosa dissertou sobre: "Nós sofremos o que tínhamos para sofrer. A questão agora é melhorar e não sair dos trilhos. Espero muitas coisas positivas". Rafael também fala do papel da torcida nesse momento: "A torcida tem que estar fiscalizando, apoiando, chamando mais torcida, vamos levar gente para o Canindé. Ir em busca do título (da Copa Paulista) e de se manter na Série A do Paulistão. Vamos para cima!"