O skateboard, uma das modalidades olímpicas e esportes mais praticados no mundo, surgiu nos Estados Unidos por volta dos anos 50 e desde então evolui sua forma de prática até chegar ao Brasil nos anos 70 e se tornar uma das modalidades mais queridas pelos brasileiros. Ele foi inventado como um derivado dos patins e do surfe, já que os primeiros modelos eram de rodas de patins montadas em pranchas de madeiras com os praticantes tentando reproduzir os movimentos do esporte aquático, já que não haviam mais ondas nas praias da Califórnia, local em que o skate apareceu. O esporte começou a ser desassociado do surfe após os jovens descobrirem que era possível praticá-lo em locais de transição como as piscinas, que na época foram esvaziadas devido à grande seca que atingiu todo o estado da Califórnia, e dessa forma surgiu o skate vertical. Ele se tornou uma grande febre pela cultura do “do it yourself” (faça você mesmo), onde se tornou possível construir rampas de madeira em ruas, praças e nos quintais das casas.
Não demorou muito para o Skateboard chegar ao Brasil. No início dos anos 70 ele chegou ao Rio de Janeiro possivelmente trazido por filhos de norte americanos que visitavam o país ou por alguns raros brasileiros que viajavam aos Estados Unidos para surfar, e ele inicia sua trajetória sendo chamado de Surfinho, sendo construído de eixos de patins com rodas de borracha ou ferro pregadas em madeira. Ele se popularizou de maneira rápida no país, com a divulgação sendo feita numa revista voltada para o público jovem que começou em 1972, e em 1976 a primeira pista da América Latina foi inaugurada em Nova Iguaçu no Rio de Janeiro, mas no final da década o skate começou a decair, já que as fabricantes de peças não comercializavam produtos próprios para a modalidade, e os investimentos feitos nos atletas e campeonatos se encerrou, mas os que ainda praticavam o esporte construíam rampas particulares, e dessa forma o cenário continuava vivo, mesmo correndo o risco de desaparecer.
No ano de 1984 a modalidade ressurgiu por iniciativa dos próprios skatistas e a vinda de alguns ídolos internacionais do esporte ajudou ainda mais o trabalho que era feito pelos amantes do esporte, e em 1986 a Associação Brasileira de Skate foi fundada, mas durou apenas dois anos, dando lugar à União Brasileira de Skate, que durou até 2000, e o skate sofre dois duros golpes: O primeiro , com a proibição da prática da modalidade pelo então prefeito da cidade de São Paulo, Jânio Quadros, que inicialmente proibiu que se andasse de skate no Parque do Ibirapuera, mas após uma passeata dos praticantes, ele proíbe o esporte em toda a cidade de São Paulo. O outro revés foi em 1990 com o presidente do Brasil, Fernando Collor, que devido ao chamado “Plano Collor” freou todo o desenvolvimento do skate no Brasil, e diversas empresas relacionadas ao Skateboard faliram da noite para o dia, mas mesmo assim, os skaters não interromperam suas atividades e trabalharam para a consolidação e profissionalização do esporte no Brasil.
Esse período foi sombrio e gerou muitas dúvidas nos praticantes. Por ser um movimento que lutou contra o sistema, o skate foi marginalizado e foi até chamado de “esporte assassino” numa manchete do Jornal Estado de São Paulo, numa clara tentativa de chamar os skatistas de bandidos, mas alguns representantes do Skateboard continuaram com a luta pelo simples direito de se divertir com o esporte. Um dos que participou dos movimentos naquela época, o skatista Marcos Santos, diz que a repressão foi muito grande: “A Guarda Municipal confiscou as rampas e os skates de todo mundo que andava no Ibirapuera. Um dos nossos amigos, o Álvaro, se revoltou e retornou ao local para buscar tudo que havia sido preso, e o prefeito decidiu tornar a proibição uma lei”. Ele conta como foi o dia da marcha organizada contra a proibição: “Tinham umas 200 pessoas. Muitos levaram faixas e megafone para protestar, e a marcha partiu do metrô Paraíso até chegar no Parque Ibirapuera. Eu não estava lá, mas conheço vários que participaram do protesto. O intuito era entregar uma carta pro prefeito com diversas assinaturas, que pediam a revogação da proibição apenas, mas todo mundo foi barrado, por que o parque estava fechado, e isso gerou uma grande revolta”. Marcos está no movimento desde os anos 1980 e vê uma grande evolução: “Hoje está tudo mais fácil para quem quiser andar”. “Tem várias pistas por aí e hoje a gente é bem aceito pela sociedade, mas o trabalho ainda é duro, já que as marcas nacionais ainda não investem tanto nos atletas, por falta de estrutura mesmo.” “O cara que quiser ser profissional tem que ir para os Estados Unidos, por que o mundo todo do skate está reunido lá”.
O skate brasileiro realmente ainda tem muito a evoluir, mas caminha bem. Alguns dos principais skatistas do ranking da Street League (principal campeonato de skate do mundo, que terá a sua última etapa realizada no Brasil nesse ano) são brasileiros, e o Brasil possui cinco títulos.
Por Bruno Lower Scaciotti
No ano de 2021, tivemos o prazer de acompanhar a Copa do Mundo de Futsal, maior evento global do esporte de salão. Infelizmente, o Brasil não conseguiu conquistar a taça, quebrando as expectativas de milhares de torcedores a época que confiavam piamente na seleção canarinho. Mas qual seria o motivo da decepcionante campanha? O elenco brasileiro dispõe de algumas das maiores estrelas do futsal mundial, no entanto, não levou em conta o desenvolvimento precoce das demais seleções que surpreenderam pela quantidade de jogadores brasileiros naturalizados.
A exemplo disso temos o Cazaquistão, que fez sua melhor campanha da história em 2021, ficando em quarto lugar na competição. A seleção da Ásia Central contou em seu elenco com peças importantíssimas, dentre elas, os brasileiros naturalizados Léo Higuita, Taynan e Douglas Junior. Logo, o país mostrou como a contribuição dos brasileiros pode impactar positivamente o desenvolvimento de outras escolas de futsal pelo mundo.
Porém, o fenômeno da naturalização envolve questões identitárias, políticas e pessoais. Em um passado não tão distante, ver um jogador naturalizado em campo gerava estranheza para muitos. Hoje, o número de atletas que defendem a camisa da pátria onde não nasceram fora, vem crescendo. Em 2016, cerca de 25 brasileiros disputaram a copa do mundo de futsal em outras seleções.
Além do Cazaquistão, a Espanha também se desenvolveu muito dentro das quatro linhas depois da chegada de brasileiros ao elenco, além de jogadores em si, os espanhóis também absorveram muitos conceitos da escola brasileira de futsal; resultado? Em poucos anos, a seleção Ibérica se tornou campeã europeia em 2016 e um vice campeonato mundial em 2012 e vem fazendo campanhas cada vez mais constantes ao longo dos anos.
Fora os atletas naturalizados, já para pensar na quantidade de jogadores que nosso país exporta para clubes de futebol de campo estrangeiros? Essa realidade, muito frequente dentro de campo, se demonstra também expressiva no salão. André Varela Lopes, também conhecido por “Pelezinho” ou “Pelé”, é jogador de futsal e atua no ADR Retaxo de Portugal, com passagens por vários clubes nacionais e estrangeiros.
Inserido neste meio desde 2003, quando se profissionalizou no time São Paulo / Barueri, Pelezinho, a carreira de André “Pelezinho” no cenário mundial do futsal é riquíssima e esboça quanto os atletas brasileiros podem agregar para o fortalecimento da modalidade ao redor do globo. Japão, Kuwait, Espanha e Portugal foram alguns dos países que tiveram a honra de vê-lo atuar dentro das quadras.
Por isso, a Agência de Notícias Mauricio Tragtemberg (AgeMT) conversou com o atleta para entender os motivos pelos quais tantos atletas brasileiros optam por conquistar espaço dentro do futsal em outras pátrias. Confira:
AgeMT | Na sua opinião, quais são os principais fatores que levam um atleta brasileiro a jogar fora do país? O que te motivou mais nessa escolha?
Acredito que a parte financeira e a expansão da carreira sejam os dois diferenciais. Qualidade de vida não entra muito em questão. O atleta apenas quer saber se estará bem instalado, em condições básicas de treino e se irá receber em dia. Até porque, a grande maioria pensa em retornar para o Brasil e não pensa em ficar nesses países pela qualidade de vida/cultura. O que mais me motivou foi a oportunidade de jogar em outro país e também, pela questão financeira. Em 2006 tive uma experiência internacional, disputei um mundial universitário na Polônia, com um estágio em Portugal, isto de certa forma abriu meus horizontes como um primeiro contato com relação às culturas diferentes e outras experiências.
AgeMT |Muito interessante! Sobre as suas passagens internacionais, houve algum país que teve a possibilidade de você se “naturalizar” e assim, defender a seleção local?
Em nenhum desses países tive essa oportunidade, mas provavelmente eu aceitaria. Joguei 2 anos no Japão. Lá o processo de naturalização é bem complexo.
AgeMT |Como você enxerga esse fenômeno da naturalização de jogadores estrangeiros em seleções principais? Sabemos que a procura por brasileiros é grande, na sua visão, isso é consequência da alta concorrência presente no cenário brasileiro?
De fato, há muitas joias brasileiras em outras seleções. Isso acontece pois é um tanto quanto difícil chegar à Seleção Brasileira. Esses países oferecem essas oportunidades (naturalização) e acaba que tais atletas são pagos pra isso podendo assim, disputar uma copa do mundo, que é o sonho de qualquer atleta.
AgeMT |Você concorda que há uma valorização pelo futsal praticado no Brasil? Esse processo que mistura diferentes escolas de futsal e etnias é algo enriquecedor?
Com relação à valorização, o Brasil se perdeu por um período com problemas políticos na CBFS (Confederação Brasileira de Futsal) e isso enfraquece a modalidade. Em muitos países, tudo é muito novo ainda e estão sempre à procura de evoluir, algo que em nosso país já não acontece muito. O futsal mudou e é preciso estar atento a isso. Nível técnico, organização e estrutura são fatores que variam muito de país pra país. Cada um com sua realidade, mas vejo uma globalização que tem facilitado o crescimento da modalidade em todo canto do mundo. A Internet é uma ferramenta absurda para isso e cada vez mais tem contribuído para o desenvolvimento dos profissionais envolvidos.
AgeMT |Algo curioso da sua trajetória é sua relação com os estudos. Poderia contar um pouco dessa relação que você possui sendo um atleta em atividade e também um estudioso da área de Educação Física?
Fui um ponto fora da curva no esporte, estudei e me formei em 2005 em Educação Física e hoje estou cursando o Mestrado em Atividade Física aqui em Portugal. É meu segundo ano aqui no Retaxo. está sendo uma experiência incrível, é o clube de uma aldeia bem pequena, torcedores apaixonados e presentes. O ambiente é sensacional, disputamos a segunda divisão aqui e me motiva muito poder passar um pouco da minha experiência no dia a dia dos treinos e nos jogos. Já estou no fim da carreira, faço 38 anos no mês que vem. Agora só desfruto cada jogo como se fosse o último.
Desta forma, é possível compreender as razões deste crescente processo de naturalização brasileiro dentro do futsal estrangeiro. Um fenômeno que passa por diversos fatores e, assim, produz enorme propagação das raízes brasileiras. Essa "exportação de matéria-prima" brasileira, já há alguns anos normalizada, poderia resgatar um brilho para o ambiente das quadras no país, porém nos obriga a refletir muito sobre a valorização estrutural que damos à modalidade, sobretudo, aos nossos atletas.
Os jogos de ida das oitavas de final da Copa do Brasil mostraram as equipes mandantes com melhores resultados em seus territórios, mas com vantagem pouco confortável para as partidas decisivas.
Atlético-GO 0 x 0 Goiás
Na quarta-feira (22), Atlético-GO e Goiás protagonizaram o único empate da rodada. A partida explica a razão dessa disputa ser conhecida como clássico do equilíbrio. O Dragão soube explorar melhor os espaços do campo, mas nenhuma das equipes trouxe grande perigo ao gol adversário. A partida realizada no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia, terminou sem gols marcados.
Bahia 1 x 2 Athletico-PR
Bahia e Athletico-PR se encontraram na Arena Fonte Nova, em Salvador, e terminou com uma vitória de virada dos visitantes. Logo aos 4 minutos de jogo Rodallega sofreu uma falta na entrada da área e Lucas Mugni bateu no ângulo para abrir o placar. O goleiro do Furacão chegou a tocar na bola, mas sem chance para ele. Golaço!
O time paranaense não deu tempo para o Tricolor de Aço comemorar e pouco tempo depois de sofrer o gol, aos 10 minutos, Khellven cruzou na área para Christian dominar e bater forte no canto, deixando tudo igual.
O Athletico-PR cresceu no jogo e aos 31 minutos da primeira etapa. Após um lançamento feito, o zagueiro Luiz Henrique, do Bahia, escorregou e deixou o caminho livre para Khellven pisar na área pelo lado direito, ele cruzou para Pedro Rocha apenas empurrar para o gol e sacramentar a virada.
O resto da partida não trouxe grandes emoções e o placar final foi o mesmo da 1° etapa. 2 a 1.
Fortaleza 2 x 0 Ceará
A Arena Castelão foi palco para o clássico-rei. A partida foi emocionante, teve grandes chances para os dois lados e os goleiros foram destaque. No início da 1ª etapa o Ceará chegava melhor, mas o goleiro do Leão, Marcelo Boeck, conseguiu impedir o ataque rival.
No começo do 2º tempo, o Fortaleza chegou melhor e aos 8 minutos, Yago Pikachu aproveitou uma bola que sobrou na área e bateu forte cruzado para abrir o placar.
Após o gol, o jogo esfriou, mas aos 37 minutos da etapa final, o autor do gol invadiu a área em velocidade e sofreu pênalti em dividida com o goleiro do Ceara, João Ricardo. Mesmo com a reclamação da equipe visitante, a decisão da arbitragem foi mantida e 3 minutos depois, Yago Pikachu bate forte no meio para marcar novamente.
Atlético-MG 2 x 1 Flamengo
A partida entre Atlético-MG e Flamengo reuniu dois dos melhores elencos do país e não decepcionou. Não deu nem tempo de se arrumar no sofá, aos 6 minutos de jogo, Mariano lançou a bola pelo alto para Hulk, o goleiro do Flamengo, Diego Alves, saiu mal na disputa na entrada da área e o atacante bateu por cobertura para abrir o placar.
Pelo resto da etapa inicial, o Flamengo chegava com chances mais claras, mas não conseguiu superar a organizada defesa mineira.
O Galo voltou melhor do intervalo e, aos 9 minutos do 2º tempo, Hulk e acionado pela esquerda, vence 3 disputas pela bola e lança para Ademir infiltrar sozinho e cabecear para o fundo do gol.
Ao contrário do que aconteceu na 1ª parte da partida, o Atlético-MG continuou martelando, mas não conseguiu ampliar ainda mais o placar. Quem aproveitou a chance foi o Flamengo, aos 34 minutos, Rodinei recebeu na ponta direita e cruzou para Lazaro, que havia entrado apenas 15 minutos antes, escorar com o pé direito, a bola bateu no pé do goleiro Everson, no travessão e entrou, diminuindo para o Mais Querido.
O jogo também foi marcado pela substituição do atacante Keno, do Galo, o atleta ficou um mês lesionado e voltou a apenas 4 jogos. Aos 32 minutos de partida, o jogador sentiu a coxa e pediu para sair, mas deixou o gramado chorando.
Corinthians 4 x 0 Santos
O clássico alvinegro aconteceu na Neo Química Arena, o Corinthians desejava chegar a sua 1ª vitória num clássico na temporada e ela veio acompanhada de uma goleada histórica.
A partida parecia equilibrada com finalizações para os 2 lados, mas aos 20 minutos Lucas Piton recebeu na ponta esquerda e cruzou para Mantuan bater de esquerda cruzado e abrir o placar.
Com o Santos abatido pelo gol, o time da casa continuou em cima e apenas 7 minutos depois Fagner cruzou rasteiro na marca do pênalti para Du Queiroz finalizar, a bola desvia em Giuliano e engana o goleiro João Paulo.
A vontade do Timão não diminuiu e, aos 42 minutos, Willian bateu o escanteio para Raul Gustavo subir mais que todo mundo e fazer o 3°.
Após o intervalo, esperava-se que o Peixe se organizasse para, pelo menos, evitar maior estrago. Porém, aos 15 minutos do 2 tempo, Vinícius Zanocelo foi para uma dividida com Lucas Piton e levantou demais o braço, dando uma cotovelada no adversário, o VAR chamou o arbitro e o atleta do Santos foi expulso.
Com um a mais, o Corinthians apenas administrava a partida. Ainda assim, aos 31 minutos, Robert Renan dividiu a bola dentro da área do Santos e a bola sobrou para Giuliano bater no ângulo direito e fechar a goleada, 4 a 0.
Pouco antes do apito final, Adson, do Corinthians, fez alguns dribles no ataque que irritaram alguns atletas do Peixe, houve um início de confusão, mas não evoluiu para nada mais grave. O inusitado aconteceu fora do campo de jogo, o técnico Vitor Pereira, do Timão, foi pedir desculpas para o treinador adversário, Fabían Bustos, por conta do lance.
Fluminense 2 x 1 Cruzeiro
Fluminense e Cruzeiro se enfrentaram no Maracanã. A partida marcava o reencontro do goleiro Fabio, ídolo da Raposa, com seu ex-clube.
Melhor para a equipe do goleiro, o Fluminense chegou com perigo desde o começo da partida, com direito a bola tirada em cima da linha e marcou um gol impedido aos 17 minutos. Ainda assim, não conseguia superar o bloqueio mineiro. Até que, aos 38 minutos do 1° tempo, Geovane fez uma falta dura e, após revisão do VAR, recebeu o cartão vermelho, deixando a Raposa com um a menos.
Apenas 7 minutos depois, Ganso cruzou a bola na área e Manoel, de cabeça abriu o placar para o time da casa.
O Cruzeiro não se abateu e, aos 51 minutos, no último lance antes do intervalo, Machado bateu o escanteio para Lucas Oliveira subir mais que todo mundo e deixar tudo igual.
O Fluminense continuou pressionando na 2ª etapa e, aos 10 minutos, Arias recebeu pelo lado direito e cruzou na medida para Cano colocar o Tricolor novamente na frente.
O clube carioca continuou no ataque, mas não conseguiu ampliar a vantagem para chegar mais tranquilo no jogo decisivo.
A partida também marcou a despedida do atacante Luiz Henrique, do Fluminense. Essa foi sua última partida no Maracanã. O atleta foi vendido em março para o Real Betis, da Espanha, por cerca de R$70 milhões, o Tricolor manteve 15% dos direitos do jogador em caso de uma venda futura.
São Paulo 1 x 0 Palmeiras
No Morumbi, o choque-rei aconteceu logo após o Palmeiras vencer de virada contra o São Paulo na rodada do Brasileirão.
O roteiro era parecido com o do fim de semana, aos 31 minutos da 1ª etapa, Patrick brigou 3 vezes pela bola até ela sobrar na entrada da área, o meio-campista bateu na saída do goleiro Weverton e abriu o placar para o Tricolor.
Porém, a semelhança no script acabou aí. O Palmeiras não teve eficiência ofensiva para empatar e o São Paulo não ofereceu novos perigos ao gol rival.
No final da partida, o zagueiro Arboleda, do São Paulo, torceu o tornozelo de maneira grave, foi substituído chorando e preocupa o clube. O Tricolor suspeita de uma possível fratura ou rompimento do ligamento, mas ainda serão feitos exames para analisar a necessidade de uma cirurgia.
América-MG e Botafogo farão o jogo de ida na quinta-feira, dia 30/06 às 19h.
Veja as datas das partidas de volta:
Terça-feira – 12/07
Athletico-PR x Bahia – 20:30
Cruzeiro x Fluminense – 21:00
Quarta-feira – 13/07
Goiás x Atlético-GO – 19:00
Ceará x Fortaleza – 20:00
Flamengo x Atlético-MG – 21:00
Santos x Corinthians – 21:30
Quinta-feira – 14/07
Palmeiras x São Paulo – 20:00
Botafogo x América-MG – 21:00
No último domingo (19) aconteceu o GP do Canadá no circuito urbano Gilles Villeneuve, em Montreal. Apesar do fim de semana com chuvas, o domingo foi ensolarado com temperatura amena, 20°C. A etapa foi marcada pelos erros cometidos e deixou a desejar nas disputas por posições.
A largada
O grande prêmio do Canadá começou com Max Verstappen, da RBR, na pole position, seguido por Fernando Alonso, da Alpine – uma grande surpresa resultado da corrida de classificação com chuva no sábado (18). Na segunda fila estavam Carlos Sainz, da Ferrari, e o heptacampeão Lewis Hamilton, da Mercedes.
A Haas conquistou sua melhor classificação na história e colocou seus dois pilotos na terceira fila, com Kevin Magnussen a frente de Mick Schumacher.
Charles Leclerc, da Ferrari, e Yuki Tsunoda, da Alpha Tauri, largaram das últimas posições por terem trocado peças do motor além do permitido na regra.
Logo ao apagar das luzes, Verstappen acelerou e abriu vantagem ao pelotão. Na terceira volta Sainz deixou Alonso para trás e Leclerc começou a escalar posições. Porém, na nona volta, Sergio Pérez, da Red Bull, teve problemas no câmbio do carro e foi obrigado a abandonar a prova, resultando em um Safety Car virtual.
Erros de estratégia
A RBR decidiu antecipar a parada de Verstappen e já colocar pneus duros no carro do holandês. Mas a equipe austríaca acabou não tendo vantagem nessa mudança. Durante a 20ª volta, Schumacher teve que abandonar e outro Safety Car virtual foi chamado.
A Ferrari aproveitou e colocou pneus duros no carro de Sainz, com o objetivo de perseguir o rival. Com pneus mais novos, o piloto espanhol começou a tirar a imensa diferença de tempo aos poucos.
Não teria como terminar a corrida com o mesmo jogo de pneus e o atual campeão mundial foi obrigado a fazer nova parada na 44ª volta, a escuderia colocou os mesmos compostos para não precisar parar novamente até o fim.
Mas a sorte não estava ao lado da RBR. Yuki Tsunoda, da Alpha Tauri, saiu dos boxes na 49ª volta, errou o tempo de frenagem e acabou com o carro no muro. A Ferrari não perdeu tempo e logo chamou Carlos Sainz para os boxes quando o Safety Car foi para a pista.
A equipe italiana não tinha mais compostos médios disponíveis para o resto da corrida e decidiu manter os duros. Porém, segundo a previsão da Pirelli, o composto macio duraria entre 17 e 22 voltas. Faltavam exatas 22 para o fim da prova e o reinício ainda não havia sido autorizado.
Com o conservadorismo da Ferrari, Sainz chegou a ficar próximo de Verstappen, mas não conseguia velocidade para ultrapassá-lo. O holandês se manteve firme na liderança e levou mais uma vitória para casa.
Pit stop da McLaren
A equipe inglesa quer esquecer esse fim de semana. Além de sair zerada, com Daniel Ricciardo em 11° colocado e Lando Norris em 15º. A escuderia protagonizou um momento bizarro nos boxes.
Durante o Safety Car virtual, a McLaren chamou seus pilotos para tentar uma troca dupla e perder menos tempo fora da pista. Porém, a equipe acabou se atrapalhando e preparou apenas os pneus que foram ao carro do piloto australiano, o que fez Norris ficar um bom tempo parado sem rodas. O piloto ainda tomou uma punição de 5 segundos após a corrida, mas que acabou não mudando sua posição.
Decepções
Quem não assistiu a classificação no sábado (18) deve ter se assustado quando viu Fernando Alonso, da Alpine, na primeira fila e duas Haas compondo a terceira.
Mas o que parecia um sonho logo se tornaria um pesadelo. Já na largada Kevin Magnussen, da Haas, disputou posição com Lewis Hamilton, da Mercedes, e teve que trocar sua asa dianteira. O dinamarquês caiu para o fim do pelotão e não conseguiu se recuperar, terminando em último dos que viram a bandeira quadriculada, em 17º.
Seu companheiro de equipe teve problemas elétricos no carro e abandonou durante a 20ª volta.
No lado da Alpine, Fernando Alonso avisou que atacaria Verstappen desde o começo, no entanto seu carro não se mostrou potente o suficiente ele começou a perder posições. O espanhol perdeu sua luta contra as Mercedes e ficou atras de Charles Leclerc, da Ferrari, e de Esteban Ocon, seu companheiro de equipe. Ainda assim, o piloto consegui chegar em 7° lugar. Mas uma punição de 5 segundos por ziguezaguear numa defesa de posição o fez cair para 9º.
Resultados
Charles Leclerc, da Ferrari, largou de 19º e numa grande corrida de recuperação, conseguiu diminuir os danos e ficou em 5°.
George Russel, da Mercedes, mantem sua consistência de terminar no top 5 em todas as corridas da temporada ao finalizar em 4° lugar.
Seu companheiro, Lewis Hamilton, abriu o pódio, num fim de semana em que os problemas com o porpoising parece ter diminuído na Mercedes.
Sainz ficou em 2° colocado e conseguiu a volta mais rápida para conquistar o ponto extra. Max Verstappen levou mais uma vitória para casa – foi a 26ª na carreira, ultrapassando grandes nomes do automobilismo, como Niki Lauda e Jim Clark.
Por conta da punição sofrida por ziguezaguear ao defender sua posição, Fernando Alonso (Alpine), que recebeu a bandeirada em 7° lugar caiu para 9° na classificação final.
Com esse resultado, Max Verstappen abriu ainda mais vantagem no campeonato e parece cada vez mais perto de ser bicampeão.
Próxima corrida
A Fórmula 1 terá uma semana de folga e volta no dia 3 de julho para o circuito de Silverstone, na Inglaterra. A corrida começa às 11h, no horário de Brasília.
A rodada número 13 do Brasileirão chegou ao fim na última segunda-feira (20) e teve como destaque duas grandes viradas nos acréscimos: enquanto o Palmeiras venceu o Choque-Rei fora de casa, o Botafogo lutou contra erros de arbitragem e trouxe os três pontos na bagagem de Porto Alegre. Saiba como foi a rodada completa!
Cuiabá 0x0 Ceará
Responsáveis por abrir a rodada do Brasileirão no sábado (18), Cuiabá e Ceará fizeram uma partida digna de esquecimento na Arena Pantanal. Os dois times somaram 23 finalizações no jogo, mas apenas duas foram em direção ao gol adversário - não houve nem espaço para os goleiros brilharem. No fim, o 18º colocado Cuiabá e o 13º Ceará ficaram no zero a zero.
Santos 2x2 Red Bull Bragantino
Na noite de sábado (18), o Santos recebeu o RB Bragantino na Vila Belmiro e protagonizou um primeiro tempo muito agitado: Léo Baptistão marcou duas vezes e colocou o Peixe em vantagem, mesmo com a expulsão do técnico Fabián Bustos, enquanto Hyoran descontou um pouco antes do intervalo. O alvinegro praiano voltou desligado para o 2º tempo e, aos 26 minutos, Luan Cândido empatou para o clube do interior. Apesar da pressão do Braga nos minutos finais, os dois times ficaram com um ponto.
Atlético-MG 2x0 Flamengo
Pressionado antes do início da rodada, o técnico Antonio “Turco” Mohamed ganhou um respiro após a vitória do Atlético sobre o Flamengo no domingo (19). Em jogo inesperadamente tranquilo, o Galo marcou duas vezes - com Nacho Fernández e Ademir -, se manteve no G4 do Brasileirão e afundou o Flamengo, que com 15 pontos conquistados em 13 rodadas, figura apenas um ponto acima da zona de rebaixamento.
Corinthians 1x0 Goiás
Com mais sofrimento do que o esperado, o Corinthians venceu mais uma partida dentro de casa e segue na cola do arquirrival Palmeiras na briga pela liderança do Brasileirão. Com um esquema mais móvel no ataque, o Timão jogou para o gasto; Fábio Santos, cobrando pênalti (cuja marcação foi bem questionável) garantiu ao Alvinegro a vitória pelo placar mínimo. O Esmeraldino reclamou muito da arbitragem da partida, mas de nada adiantou, e o clube goiano abre a zona de rebaixamento na 17ª colocação.
Coritiba 0x1 Athletico-PR
O primeiro Atletiba do Brasileirão foi marcado por muita confusão dentro do campo. Foram 14 cartões distribuídos no total da partida: seis para o Furacão e oito para o Coxa, incluindo dois vermelhos para os donos da casa. O solitário gol do confronto foi marcado pelo lateral Khellven, que cobrou pênalti aos 55 minutos do segundo tempo e garantiu os três pontos para o Athletico, 3º colocado do Brasileirão com 21 pontos. O Coxa, com três derrotas seguidas e há cinco jogos sem vencer, ocupa a 15ª posição.
Atlético-GO 3x1 Juventude
No Serra Dourada, o Dragão venceu o Juventude de virada. Apesar do Verdão da Serra ter aberto o placar no primeiro tempo, com Rodrigo Soares, acabou sofrendo a virada na segunda etapa com gols de Airton, Wellington Rato e Léo Pereira para o Dragão. Com a vitória, o Atlético saiu do Z4 e agora é o 12º colocado; o Juventude, com quatro derrotas consecutivas, é o novo lanterna do campeonato.
Fortaleza 1x0 América-MG
Buscando uma recuperação no campeonato, o Fortaleza recebeu o América no domingo (19) e não decepcionou sua torcida, que fez bonito no Castelão. Yago Pikachu foi o responsável pelo gol que deu três importantes pontos ao Leão do Pici, ex-lanterna da competição, na briga contra o rebaixamento. O Fortaleza chegou à segunda vitória no Brasileirão e aos 10 pontos conquistados, enquanto o América beira o Z4 e tem 15 pontos.
Internacional 2x3 Botafogo
Sem dúvidas, o jogo mais maluco da rodada aconteceu no Beira Rio. O Botafogo perdeu o zagueiro Philipe Sampaio, com apenas cinco minutos jogados, após pênalti inexistente anotado pelo árbitro. O técnico Luis Castro já tinha sido expulso no banco de reservas e, num intervalo de quatro minutos, o Inter tinha 2 a 0 no placar.
O roteiro que parecia se desenhar para uma goleada do Colorado acabou se convertendo em uma das maiores viradas do campeonato: ainda no primeiro tempo, Vinícius Lopes diminuiu para o Glorioso; Erison empatou no início da segunda etapa e, após muitos cartões para ambos os lados, Hugo marcou o gol da virada aos 56 do segundo tempo. Ao fim da partida, cenas lamentáveis invadiram o gramado do Beira Rio e Gabriel Mercado (Inter) e Lucas Piazón (Botafogo) foram expulsos. O Inter ocupa a 5ª posição, com 21 pontos, enquanto o Botafogo, com 18, é o 7º colocado.
Fluminense 2x0 Avaí
Com muita tranquilidade, o Fluminense venceu o Avaí por 2 a 0 e conquistou três pontos diante de sua torcida. Germán Cano marcou aos cinco da primeira etapa, enquanto Matheus Martins completou o placar para o Tricolor das Laranjeiras no segundo tempo. O Flu agora fecha o G6 com 18 pontos - apenas um a mais que o Avaí, 11º colocado do Brasileirão.
São Paulo 1x2 Palmeiras
O líder Palmeiras chegou ao 18º jogo de sua sequência invicta após conseguir uma virada épica sobre o São Paulo, no Morumbi, na noite de segunda-feira (20). O gol solitário de Patrick, marcado no primeiro tempo, dava a vitória ao Tricolor até os 45 minutos da etapa final; os zagueiros Gustavo Gomez, aos 45, e Murilo, aos 51, anotaram os gols da vitória do Verdão. O Palmeiras, líder do Brasileirão com 28 pontos, não vencia o São Paulo, no Morumbi, de virada, desde o dia 1º de maio de 1994 - dia da morte de Ayrton Senna. O São Paulo, com 18 pontos, é o 10º colocado.
Veja as partidas da 14ª rodada:
Sexta-feira (24/06)
Internacional x Coritiba- 21h30
Sábado (25/06)
Athletico-PR x Red Bull Bragantino - 16h30
Corinthians x Santos - 19h00
Flamengo x América-MG- 19h00
Atlético-MG x Fortaleza - 21h00
Domingo (26/06)
Avaí x Palmeiras - 16h00
Botafogo x Fluminense - 18h00
Ceará x Atlético-GO - 18h00
Goiás x Cuiabá - 18h00
São Paulo x Juventude - 18h00