Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Inter e Athletico-PR venceram com autoridade as suas partidas e Flamengo reaparece entre os dez primeiros.
por
Gustavo Pereira
|
29/06/2022 - 12h

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro contou com dois clássicos estaduais, jogos com muitos gols e outros com escassez. Confira agora o resumo da rodada: 

Internacional 3 x 0 Coritiba

No Beira-Rio o Inter venceu com tranquilidade o Coritiba por 3 a 0. Taison, Edenílson e Alemão marcaram para o colorado. O time mandante dominou todo o jogo e ainda teve outras oportunidades para ampliar ainda mais o placar, mas faltou pontaria.
Com o resultado o Internacional pula para a 4ª colocação do campeonato, já o Coxa beira a zona de rebaixamento, está em 16º.
 

Alemão comemora gol da que deu a vitória para o Inter sobre o Coritiba
Alemão comemora gol da que deu a vitória para o Inter sobre o Coritiba – Foto: Reprodução/Internacional

 

Athletico-PR 4 x 2 Bragantino

Em jogo movimentado, Athletico goleou o Bragantino por 4 a 2. O furacão fez três gols logo na primeira etapa, com Erick, Orejuela e Rômulo. No segundo tempo, mesmo com o jogo mais equilibrado, o Alvinegro Paranaense ampliou o placar com Hugo Moura. O Massa Bruta até esboçou uma reação, Alerrandro e Lucas Evangelista descontaram, mas já era tarde demais.
O Athletico se mantém na terceira posição do Brasileirão e o Braga caiu para a 12ª colocação.

 

Flamengo 3 x 0 América-MG

Em casa, o Flamengo venceu por 3 a 0 o América-MG. Gabi abriu o marcador logo na primeira etapa. O camisa 9 do Mengão ainda teve a oportunidade de ampliar em cobrança de pênalti, mas errou e foi vaiado por parte da torcida. Arrascaeta, logo tratou de acabar com o clima ruim na partida e fez mais um para o Flamengo. Marinho fechou o placar em um belo chute de fora da área.
O Mais Querido terminou a rodada entre os dez primeiros do campeonato e jogou o América para o Z4 do Brasileiro.

 

Corinthians 0 x 0 Santos

O clássico paulista entre Corinthians e Santos terminou empatado em 0 a 0. Após a goleada por 4 a 0 sofrida contra o Corinthians na Copa do Brasil, a partida tinha um caráter de revanche para o time do Peixe. Por outro lado, os times estavam bem modificados e o Timão já de olho no jogo de terça contra o Boca (libertadores). Com todas essas circunstâncias o confronto teve poucos lances de perigo e o zero não saiu do placar.
O Corinthians continua na vice-liderança do Brasileirão, já o Santos sobe uma posição e termina em 7º.

 

Atlético-MG 3 x 2 Fortaleza

O Atlético-MG aplicou uma grande virada sobre o Fortaleza e venceu por 3 a 0. Mesmo jogando fora de casa, o Leão do Pici não se intimidou e marcou duas vezes com Romarinho, logo na primeira etapa. Apesar disso, o Galo buscava o empate e aos 30 do segundo tempo, Rubens descontou para os donos da casa. Depois, Réver empatou a partida e aos 51, Matheus Jussá fez contra, fazendo com que o time mineiro vencesse o jogo.
O Atlético-MG chega a 24 pontos e termina a rodada na 5ª colocação. O Fortaleza amarga novamente a última posição do Campeonato Brasileiro.
 

Rubens comemora o gol que iniciou a virada do Galo
Rubens comemora o gol que iniciou a virada do Galo - Foto: Pedro Souza / Atlético

 

Botafogo 0 x 1 Fluminense

No clássico Vovô, o Flu venceu fora de casa o Fogão por 1 a 0. O Fluminense não se intimidou com a pressão da torcida adversária e manteve o domínio do jogo, mas os atacantes do time não “acertavam o pé”. Apenas aos 36 do segundo tempo, o zagueiro Manuel – como um verdadeiro camisa 9 – driblou o goleiro Gatito e fez um golaço, para dar a vitória ao Tricolor das Laranjeiras.
Com isso, o Fluminense chega a 6ª posição do campeonato e o Botafogo termina a rodada no meio da tabela, está em 10º.

 

Avaí 2 x 2 Palmeiras

Em partida disputada na Ressacada, Avaí e Palmeiras empataram em 2 a 2. O time mandante até abriu o placar com Bressan de pênalti. O Verdão não se abalou com o gol sofrido e virou, Gustavo Scarpa e Rony marcaram. Por fim, o Leão da Ilha ainda conquistou o empate, a partir de bela cobrança de falta de Jean Pyerre.
O resultado manteve a vantagem de dois pontos na liderança. Já o Avaí continua na 11ª colocação.

 

São Paulo 0 x 0 Juventude

No Morumbi, o São Paulo ficou apenas no empate contra o Juventude. O Tricolor Paulista teve as melhores oportunidades, pressionando sempre no campo de ataque. Miranda e Calleri tiveram boas oportunidades, mas faltou pontaria. Já o time visitante pouco assustou. Com isso o 0 a 0 foi inevitável.
O São Paulo aparece na 8ª posição na tabela do Brasileirão. O Ju é o penúltimo colocado.

 

Ceará 0 x 0 Atlético-GO

O Ceará empatou em 0 a 0 com o Atlético-GO. O Dragão, mesmo jogando fora de casa, dominou o primeiro tempo e saiu para o intervalo a frente do placar, Jorginho (ex- Ceará) havia marcado. Na volta para o segundo tempo o jogo ficou mais equilibrado e o Vozão empatou com Erik. O time goiano ainda tentou reverter o placar e fez mais um gol, mas o VAR anulou.
Ceará e Atlético-GO terminam a rodada em, 15º e 13º, respectivamente.

 

Goiás 1 x 0 Cuiabá

O Goiás saiu vitorioso frente ao Cuiabá, pelo placar mínimo. Em jogo de início equilibrado, ambas as equipes tiveram oportunidade de abrir o marcador, mas o zero persistiu. Já a segunda etapa foi “morna”, porém o vice-artilheiro do campeonato, Pedro Raul aproveitou uma das poucas chances e fez para o Esmeraldino.
A vitória fez com que o Goiás saísse da zona de rebaixamento, e agora está na 14ª colocação. Por outro lado, o Cuiabá se mantém no Z4, na 18ª posição.
 

Time do Goiás unidos após vitória que o tirou da zona de rebaixamento
Time do Goiás unidos após vitória que o tirou da zona de rebaixamento – Foto: Rosiron Rodrigues/ Goiá EC

 

Classificação do Brasileirão

 

Classificação do Brasileirão
Classificação do Brasileirão – Divulgação: Twitter/Brasileirão

 

Próximo jogos:


Sábado 02/07

Fluminense x Corinthians – 16:30h
Juventude x Atlético-MG – 16:30h
Santos x Flamengo – 19:00h
Ceará x Internacional – 19:00h
Palmeiras x Athletico-PR – 21:00h

 

Domingo 03/07

Avaí x Cuiabá – 11:00h
Atlético-GO x São Paulo – 16:00h
Américo-MG x Goiás – 18:00h
Coritiba x Fortaleza – 18:00h

 

Segunda 04/07

Bragantino x Botafogo – 20:00h
 

Iniciativas dão aulas gratuitas de basquete e incentivam o esporte em suas regiões
por
Gustavo Pereira
Matheus Marcolino
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29/06/2022 - 12h
Crianças do Recanto Basketball
Ação da NBA Basketball School no Instituto Recanto - Foto: Reprodução/ Recanto Basketball

 

Recém-lançado pelo Disney+, o filme “Rise” conta a história dos irmãos Antetokounmpo (Giannis, Thanasis e Kostas), que enfrentaram o processo de migração da Nigéria para a Grécia, preconceito e dificuldades financeiras, mas encontraram no basquete a oportunidade de transformar suas vidas. Hoje, os três irmãos são milionários e campeões da NBA (National Basketball Association), e Giannis, o melhor entre eles, já soma dois prêmios de MVP (melhor jogador da temporada) na liga norte-americana.

Filme Rise
Cena do filme "Rise", do Disney+. Foto: Reprodução/Disney+

“O esporte muda vidas”. É nisso que acreditam os irmãos Antetokounmpo e tantas outras pessoas que buscam impactar crianças e adolescentes por meio dele. Rodrigo Mussini, criador do Instituto Recanto Basketball, crê que não existe ferramenta mais transformadora do que o basquetebol.

O Recanto é um projeto social que atua desde 2012 dando aulas de basquete para meninas de 10 a 17 anos na região de São Mateus, Zona Leste de São Paulo. Coordenado pelo professor Rodrigo Mussini, o projeto já atendeu mais de 200 meninas e tem resultados expressivos - não só esportivos, mas também sociais.

Rodrigo trabalha desde 2007 na Escola Estadual Recanto Verde Sol e, após cinco anos de vivência no bairro, viu a necessidade de criar uma iniciativa que levasse alguma modalidade esportiva diferente para a comunidade da região. “Eu montei as turmas de treinamento de basquete feminino, e hoje a gente está completando 10 anos, com objetivo maior de formar e transformar vidas pelo esporte”, diz o professor, em entrevista concedida à reportagem.

Rodrigo Mussini
Rodrigo Mussini, fundador do Recanto Basketball, em evento da NBA Brasil - Foto: Reprodução/Rodrigo Mussini

O projeto tem histórico vitorioso nas competições de base que disputa: são três títulos da Liga Nescau, além do bicampeonato dos Jogos Escolares do Estado de São Paulo e da jr. NBA. Mussini conta que já disputou - e venceu - torneios apenas contra clubes estruturados. “Quando a gente chega, o pessoal respeita. Pelo trabalho, pela nossa história, imaginam até mesmo que é um clube, mas é uma escola do estado, uma quadra em que a gente não tinha quase nada. Eu procurei compensar isso com muito estudo, pesquisa e trabalho com elas em quadra, ao mesmo tempo com a dedicação delas conseguimos transformar essa realidade”, complementa.

Mas os troféus não são o que o professor mais busca. Rodrigo fala com orgulho do trabalho em prol da transformação social: “Esse é o grande legado que fica, é isso que me enche os olhos. O basquete é um trampolim para que elas alcem voos altos na vida, através da profissão e da vivência que o basquete vai proporcionar para essas meninas”.

Time que representou o sul-americano
Time do Recanto que representou o continente sul-americano. Julia Fonseca aparece no canto inferior direito. - Foto: Reprodução/Julia Fonseca

Um dos principais resultados da equipe foi conseguir, em 2018, levar três atletas para representar o continente sul-americano no mundial da jr. NBA. Julia Fonseca foi uma das selecionadas e contou à reportagem sobre a experiência: “Foi muito gratificante poder fazer parte disso. Eu confesso que de primeira foi um choque, realmente não estava esperando. Mas fiquei muito feliz, porque pude ver que os meus esforços estavam valendo a pena e não somente os meus esforços, mas como de toda a equipe  - pois não teria conseguido se não fossem as meninas e o trabalho do Rodrigo”. Júlia encerrou seu ciclo como atleta no Recanto em 2022. Atualmente estuda fisioterapia, sonha em ser assistente técnica ou fisioterapeuta da seleção brasileira, e envia semanalmente alguns exercícios para as alunas do instituto.

Capitaneado por uma campeã mundial de basquete, um projeto social do interior de SP também merece atenção: o “Cesta de Três” foi idealizado pela ex-armadora Helen Luz, integrante dos times da “era de ouro” do basquete feminino brasileiro, e atende quase 500 crianças das cidades de Jundiaí e Louveira - onde mora com seu marido e parceiro de projeto, o espanhol Octavio. As aulas são ministradas em escolas parceiras, geralmente no fim do período da tarde, duas vezes por semana - meninas e meninos treinam em dias separados, para que as crianças “possam se soltar”, segundo Helen. 

Helen Luz e marido
Helen Luz, idealizadora do Projeto Cesta de Três, ao lado de seu Marido (Octavio) e seu filho - Foto: Reprodução/ Helen Luz

Medalhista olímpica em 2000 e campeã mundial em 1994 ao lado de nomes como Hortência, “Magic” Paula e Janeth, Helen iniciou o projeto após sua aposentadoria das quadras e busca fazer do basquete uma ferramenta educacional. “Não olhamos o esporte só como um desenvolvimento físico da criança. Muitas vezes as crianças são desencorajadas por serem ‘gordinhas’ ou ‘baixinhas’, e não vemos dessa maneira”, conta a ex-atleta. “Principalmente um esporte coletivo como o basquete, você passa os valores para as crianças. Disciplina, respeito, de ser solidário, de ser companheiro, respeitoso... Valores que o esporte traz, junto com a educação. Entendemos que é importante para o crescimento de uma criança, e a gente faz isso no nosso projeto”.

Apesar do sucesso com o Cesta de Três, Helen acredita que o Brasil não conseguiu aproveitar a geração vitoriosa (da qual ela fez parte) dos anos 90 para impulsionar o basquete, e que o esporte não recebe o tratamento devido no país. Campeã nacional jogando pelo Barcelona enquanto atleta, a ex-armadora compara o incentivo à modalidade em solo espanhol. "A maior diferença é na mentalidade com que o esporte é tratado. Lá na Espanha, a criança de seis, sete anos, recebe o mesmo treinamento de basquete seja em Zaragoza, cidade pequena, ou em Barcelona, muito mais rica e estabelecida. Existe uma unidade - ao contrário daqui do Brasil”, conta. “Tem a cultura do basquete por lá. Zaragoza tem 800 mil habitantes, mas deve ter uns 30 times femininos de basquete. Enquanto isso, campeonatos de base em São Paulo quase não tem quatro times - sendo que cabem uns dois ou três países da Europa ‘dentro’ de SP”, conclui a vitoriosa jogadora.

A falta de incentivos maiores acaba impactando muito os projetos sociais, como conta Rodrigo: “A gente tem uma final sábado (02/07) e eu não tenho transporte, a gente não sabe como vai para lá. Em um país com tantas empresas, com tanto dinheiro na política, não temos uma política de esporte forte. Era pra sermos potência em qualquer modalidade olímpica e a gente não é”. “Vemos os países pequenos da Europa mais organizados e que conseguem ser potência olímpica, né? Infelizmente a gente não tem apoio, a gente não tem incentivo, é na raça mesmo. Se hoje o basquete de base sobrevive é por conta da paixão de professores que estão no peito e na raça para fazer o basquete acontecer”, completa Mussini.

Para Helen, conquistar apoio é a maior dificuldade de liderar esse tipo de projeto: “Acho que o maior desafio é passar que a gente precisa do apoio e da parceria, mostrar a importância de se investir no esporte, no crescimento, no desenvolvimento da criança. Saber que aquela pessoa ajudando a gente, investindo na criança, ela vai ter uma sociedade melhor, um ambiente de trabalho melhor, aquela criança vai estar afastada da droga, vai estar com sonhos, vai estar focada em conquistar coisas, em ter uma carreira profissional. Isso para mim, acho que é o mais difícil, das pessoas do outro lado entenderem que o esporte é essa ferramenta, ele é esse caminho para a transformação na vida da criança”, afirma a campeã mundial.

A NBA Brasil tem procurado diminuir essa difícil situação. Programas como a NBA Basketball School tem incentivado o esporte nas escolas e promovido, por exemplo, a visita do Projeto Cesta de Três à NBA House, evento que aconteceu entre os dias 2 e 19 de junho. Além disso, a NBA Basketball School reformou a quadra do Instituto Recanto: foram instalados um placar eletrônico e novas estruturas de treino, além da doação de bolas de basquete para os alunos. Ainda é pouco, como relatam Rodrigo e Helen, mas o basquete brasileiro precisa desse tipo de apoio.

 

 

 


 

O Brasil teve seu melhor desempenho na última edição dos Jogos Paralímpicos, mas ainda sofre com problemas para chegar entre os 5 melhores
por
Vinicius Vilas Boas
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29/06/2022 - 12h

Os Jogos Paralímpicos são o evento que reúne mais pessoas portadoras de deficiência no mundo, e em Tokyo-2021 houve um aumento da audiência para este evento. Esse novo público que recém começou a acompanhar as transmissões, muitas vezes, ainda busca entender como funciona um jogo de basquete em cadeira de rodas ou um futebol de atletas com deficiência visual.

Essa nova audiência que os Jogos Paralimpicos deram a esses esportes, gera a necessidade de comentar mais sobre os atletas que o disputam. E o mais importante sobre eles, é conscientizar os novos telespectadores de que qualquer resultado não significa uma superação e tampouco algo positivo. Quando o torcedor vê o atleta paralímpico como um indivíduo que já superou desafios e qualquer resultado está bom, pratica o capacitismo (uma forma de discriminar pessoas deficientes), pois acabam dando a alusão de que esses atletas são menos capazes dos que não possuem deficiência. O que é uma mentira, já que, todos tem capacidades iguais e não existe um padrão “correto” das estruturas físicas e mentais do corpo humano. Bem como, a deficiência não é uma doença ou falha, e os atletas paraolímpicos também são atletas profissionais.

Diante disso, é importante ressaltar que o Brasil terminou os Jogos Paralímpicos de Tokyo-2021 na 7ª posição no quadro de medalhas, sendo a melhor campanha da história e superando a colocação do país nas Olimpíadas, em que terminou na 12ª posição. Para analisar essa diferença é preciso dizer que: Um dos fatores importantes para esses bons resultados são as divisões das modalidades, de acordo com os 3 tipos de deficiências (física, intelectual e visual). Portanto, existe uma subdivisão entre as deficiências, ocasionando no aumento das competições para 539, sendo 200 eventos esportivos a mais que nas Olímpiadas, o que possibilita maiores chances de conquistas.

Porém, embora existam mais competições, a 7ª posição foi possível pelo investimento a partir da Lei das Loterias, no qual destina parte dos lucros das apostas para os esportes olímpicos e paralímpicos, gerando as paraolimpíadas resultados mais positivos, pelo uso desse faturamento em investimentos para melhores condições aos atletas e equipes. Como por exemplo: O Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, em São Paulo, no qual é uma potência mundial, com suas qualidades semelhantes aos melhores centros do mundo e instalações para 15 modalidades esportivas. Essas melhorias, começaram a vingar com a harmonia da gestão interna do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que aumentou arduamente sua divulgação e distribuiu de forma organizada esses recursos, para o crescimento do rendimento de todos que fazem parte do time Brasil.

Além disso, o dinheiro é investido em amplas áreas, como equipamentos, instalações, projetos para encontrar novos talentos e principalmente em novos educadores, como afirmou o próprio Comitê em nota: “O CPB investe em projetos e melhor qualidade de equipamentos, mas foca em investir na qualificação de professores que atuam com atletas iniciantes e de alto nível em esportes com deficiência”.

O professor de educação física e técnico paralímpico de atletismo do Comitê, Sérgio Henrique Braz, explica que o CPB trouxe a oportunidade de aumentar a competitividade do país nos Jogos Paralímpicos. Entre as contribuições estão os novos equipamentos de primeira linha, próteses e cadeira de rodas para que os atletas alcancem alto grau de competitividade em diferentes modalidades. Para se ter uma ideia, no atletismo, um atleta paralímpico consegue correr os 100m mais rápido que os atletas convencionais.

O atleta Petrucio Ferreira, citado pelo professor, hoje é o velocista mais rápido do mundo e sempre busca homenagear sua terra natal, Paraíba. “Desde novo eu aprendi a correr atrás dos meus sonhos, meus pais sempre me disseram que eu sou uma pessoa eficiente e que nunca deveria ficar triste”, comentou Petrucio.  

Atleta Petrucio Ferreira, campeão de Atletismo. Foto: Ale Cabral/CPB
Atleta Petrucio Ferreira, campeão de Atletismo. Foto: Ale Cabral/CPB

E mesmo que ainda os atletas paraolímpicos possuam dificuldades, como o transporte para os centros de treinamento que geralmente são apenas nas grandes cidades, o professor de educação física também acredita que somos preparados para enfrentar dificuldades. "Em muitas das modalidades dos esportes adaptativos, somos melhores que os esportes tradicionais. Me dá uma sensação de que possuímos um DNA paralímpico de maior riqueza, o brasileiro cresce aprendendo a nunca desistir".

No entanto, Sérgio acredita que a audiência ainda precisa aumentar, para maiores investimentos que possam melhorar a situação do Brasil no quadro de medalhas. “O empecilho para essa maior audiência é a falta de conscientização da população, uma vez que, acreditam que seria um esporte de “coitadinho”, mas são atletas como qualquer um. Focados, disciplinados e sonhadores”, afirmou o treinador.

Embora ainda haja necessidades, a diferença de quantidade de esportes disputados na Paraolimpíadas comparada a Olimpíadas, alegra o educador: "O bom que nós temos mais medalhas em disputa. Nas Olimpíadas, o Brasil não teve essa oportunidade de ter mais atletas. Nas Paraolimpíadas o nosso foco não precisa ser somente os esportes coletivos, isso é uma ótima diferença se for comparar".

O Brasil continua em crescente quando se trata de resultados nos Jogos Paralímpicos. Nas últimas edições, o país conquistou 43, e duas vezes 72, medalhas. Contudo, ainda assim, o Brasil é visto como atrasado em comparação aos 6 países que estão na nossa frente, já que, a diferença de medalhas para o 6º colocado são de 22. Sendo assim, para que existam soluções e uma melhora contínua, é necessário o investimento em grande escala, em mais estados e cidades, aumentando a prática dos esportes e permitindo a chance de encontrar novos talentos, com mais facilidade.

No Brasil, temos uma das maiores audiência de todas no e-sport em geral, mas por que ainda não temos todo reconhecimento e atenção necessária por parte das grandes empresas no nosso país?
por
Marcello R. Toledo
Sophia G. Dolores
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29/06/2022 - 12h

Os Esportes Eletrônicos ou apenas eSports, como é mundialmente conhecido, vêm dominando o mundo gamer e tecnológico. Num contexto mais simples, os eSports giram em torno de competições de jogos eletrônicos em que atletas profissionais disputam partidas, seja presencial ou on-line. Na maioria delas, os espectadores estão presentes no local do evento ou em plataformas de streaming. 

O que muitos não sabem, é que a primeira competição dos jogos eletrônicos ocorreu nos Estados Unidos, em 1972, entre estudantes de Stanford que se duelaram com o jogo "Spacewar". Claro que para a época, sendo a primeira competição, e ainda fora de cogitação um grande investimento, o prêmio foi simbólico: 1 ano de assinatura da revista Rolling Stone. Conversamos com Murilo Moraes, designer, fotógrafo e hoje sócio da "Liga Goat", liga que promove eventos tanto em esportes convencionais, como em esportes eletrônicos, fazendo inscrições de equipes que se destacam no meio dos esportes eletrônicos e procuram um ambiente que apostam nas suas jogadas. Quando questionado o principal motivo de jovens estarem buscando nos esportes eletrônicos um lugar de abrigo, Murilo relata que de um pequeno jogo para diversão, existem jovens com talento para isso. "[...] o menino, o jovem criou-se um sonho em querer ser jogador de futebol, eu já tive esse sonho de querer ser jogador de futebol, mas hoje você vê uma geração diferente que não quer ser jogador de futebol, eles querem ser jogador profissional de esporte eletrônico. Então, você está vendo que os valores estão mudando bastante, e eu acho que daqui uns anos [...] estou falando de 10, 15 anos, eu acho que o esporte eletrônico vai tomar algum rumo diferente, porque o jogo ele acompanha a tecnologia, e hoje existem muitos jogos de realidade virtual que estão vindo aí que é a nova sensação do momento, e que vai crescer muito mais e a ‘rapaziada’ está acompanhando isso, essa geração está nascendo já nesse mundo virtual.” 

As competições vão muito além de jogadores batalhando e telespectadores assistindo. Profissionais de diferentes regiões tem unificado para competir mundialmente, patrocinadores com alto índice de investimento, como é o caso de bancos como Santander e Itaú, consumidores de todas as redes de artefatos da área, e até os narradores que fazem a vozes e emoção no eSports e por fim os que fazem transmissão ao vivo de um determinado jogo estão por trás de todo o trâmite para fazer um esporte ser reconhecido e mundialmente jogado hoje em dia. Obviamente que muitos anos se passaram para tal investimento ser um fenômeno hoje em dia. Fenômeno também é no Brasil, país que hoje é um dos maiores consumidores, patrocinadores e fanático por esse mundo dos eSports. Interessante pensar que Brasil, sendo o país do futebol, enxergou no e-sports uma oportunidade para crescer ainda mais. Os grandes times do mundo offline estão estabelecendo também equipes de e-sports, como Corinthians, Flamengo e Cruzeiro, que hoje possuem grandes times não apenas de uma modalidade.  

Não é novidade que os países de terceiro mundo sempre acabam prejudicados e saem atrás em tudo, no e-sports não é diferente. Apesar de revelarmos grandes talentos para o mundo como “Fallen” duas vezes campeão mundial de CS-GO, temos o streamer “Gaules” que bate record atrás de records em transmissões ao vivo de jogos eletrônicos. Mas ainda assim, podemos observar uma certa desvalorização por parte do mundo diante do nosso cenário, todas as grandes empresas estão concentradas, nos EUA, Europa e China, portanto, tudo que é novo, sempre acaba chegando depois para os nossos profissionais. 

Mas claro que o fato de sermos um país subdesenvolvido se compararmos a esses, a dificuldade de chegar ao mesmo nível de competitividade é muito alta, principalmente pela falta de estrutura se formos comparar, hoje temos organizações gigantes no Brasil, como a “Pain Gaming”, “Red Canids” e até mesmo o “Flamengo e-sports", que já está consolidada no cenário a algum tempo e mostra que veio para ficar. Mesmo assim, é difícil conquistarmos o mesmo nivel de estrutura e de trabalho se compararmos a um desses lugares citados. 

Recentemente, houve polemica, o “major” campeonato mundial de CS-GO, decidiu que os playoffs seriam transmitidos presencialmente no Brasil, no Rio de Janeiro, porém, todos foram pegos de surpresa quando souberam que apenas 18mil ingressos seriam vendidos, curioso, sendo que somos o país com mais espectadores de campeonatos do jogo do mundo inteiro, muitos fãs do e-sport, se sentiram frustrados, pois nunca temos um evento desse porte por aqui, e quando acontece algo do tipo, as organizações do campeonato não se prezam a dar o devido valor de estrutura que o Brasil merece. Entre essas e outras, muitos reclamam e pedem mais atenção “[...]A nossa região merece muito mais atenção e reconhecimento, pois todos tem certeza de que somos apaixonados e temos muito a agregar no cenário de e-sports mundialmente [...]”, disse “Roland Theil”, um grande fã de CS-Go a 10 anos. 

Mas ainda assim, com todas as dificuldades, podemos ter esperança, questionamos Murilo sobre essa questão, e respondeu de maneira positiva “[…]Hoje existem muitas empresas que investem no e-sporte principalmente no Brasil a gente tem o Santander que é patrocinador oficial da modalidade, temos vários bancos né não somente o Santander, como Banco do Brasil e Itaú que também patrocinam. Então temos uma das maiores organizações hoje no mundo do e-sporte, então hoje quem tem um talento, quem é realmente muito bom no jogo, realmente tentam viver disso, não é então existem muitas organizações, é realmente o fato de sermos um país pobre, porque se você for ver o Brasil é um dos países que mais consome dentro do esporte eletrônico dentro dos jogos no mundo do game[...]” 

MELHORES MOMENTOS DO BRASIL NOS E-SPORTS (Part.1) (CS:GO,PB, LoL, R6, CF &  Dota2) - YouTube 

SK gaming, campeã do Major 2016, fonte: Google imagens. 

Portanto, apesar de todas as dificuldades que encontramos por aqui, já está mais que provado que temos talentos, público e muita paixão. É possível acreditarmos que ao passar do tempo o Brasil só vai crescer no cenário, algo meio involuntário devido a grande comunidade gamer que temos. Espera-se que as grandes empresas valorizem mais o nosso cenário, pois só temos a acrescentar no e-sports mundial. 

Leia uma entrevista exclusiva com um atleta olímpica Dora Varella e entenda como o esporte ajuda a promover um novo boom de representatividade e inclusão
por
Pedro Pina Vasquez
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28/06/2022 - 12h

Por Pedro Pina

Troquei uma ideia rápida com a skatista olímpica Dora Varella, atleta de 20 anos, de São Paulo. Confira: dora, encontrei no seu site a frase: “O skate me ensinou muitas lições: torcer pela vitória dos outros não interfere na sua; tratar a todos com respeito independente das diferenças, transforma nossa própria existência; caiu, levanta, como tudo na vida.”.

Vimos skatistas que são contra a entrada da modalidade nas olimpíadas, você acha que a repercussão mundial do esporte vista nos jogos pode ser prejudicial para o skate?

Dora Varella: de uma forma diferente, a repercussão do companheirismo positiva entre como competidoras e competidores tiveram mais impacto e aconteceram uma lição de vida para o público, vendo a camaradagem para o olhar pelos telespectadores que assistem aos jogos. Com o skate, aprendi a me divertir e competir por amor, com a consciência sobre a importância de torcer pelo próximo e querer que todos se saiam bem, isso eleva o nível do skate e na prática a essência real do esporte. E com os jogos antes que nunca levaram o skate para pessoas tiveram ao esporte, isso é incrível!

 O que você pensa sobre a falta de incentivo do Estado que apoia a forma rasa dos futuros atletas brasileiros?

DV: Tenho visto muitas crianças andando e curtindo o skate, isso é incrível. Sobre a falta de incentivo, é triste perceber que isso é o fator responsável para que muitas atletas desistam de suas carreiras, mas acredito e tenho esperança que este cenário mude, já que as competições trouxeram essa visibilidade e também mostraram a importância do incentivo ao esporte, para melhor desempenho e desenvolvimento das atletas. Mesmo que aos poucos, acho que esperamos que os esportistas planejem para um futuro com mais apoio e sonhos, todos os recursos disponíveis para nunca desistirem de seus sonhos.

 Por outro lado, como é o meu carinho de crianças que dizem “u sonho é ser como você”? Muita responsa ou é um sentimento gostoso?

DV: É um sentimento muito bom! Um dia já fui uma criança que sonhava ser uma skatista profissional, e novos que hoje sou uma inspiração para adeptos do esporte, me faz refletir sobre toda a minha trajetória e ver como valeu a pena minha dedicação e amor ao skate. Sinto que estou no caminho certo e isso me dá mais impulso para sempre focar em dar o meu melhor e nunca desistir.

 Por fim, gostaria de saber um pouco sobre sua trajetória no skate e você acredita que as dificuldades serão para as atletas pós-olimpíadas?

DV: Quando homens foram apostos a andar de skate eram os campeões que havia a categoria feminina, as premiações e mulheres eram diferentes e o investimento de marcas no skate feminino não era suficiente, então não um caminho seguiram para conseguir viver do caminho. Ao longo dos anos mudanças isso foi mudando, o cenário foi crescendo e pudendo presenciar como se igualar as premiações entre as categorias. Sinto que abri várias portas e hoje em dia temos um cenário muito mais consolidado, claro que ainda temos um longo caminho pela frente! As Olimpíadas abrirão as portas para novos patrocínios, interessando mais marcas e empresas a contribuírem no desenvolvimento do esporte. Além de também apresentar o skate para mais pessoas, isso possibilita mais visibilidade, incentivo e mais construções de pistas e rampas.

Os jogos Olímpicos de Tóquio-2020 apresentaram uma série de novas modalidades, dentre elas o Skate, que rendeu ao nosso país 3 medalhas de prata com os atletas Kelvin Hoefler, Rayssa Leal, no street, e Pedro Barros, no park.

A nova modalidade olímpica chamou a atenção do público devido ao desempenho muito bom do Brasil. Dentre os atletas, Rayssa Leal, a “Fadinha”, de apenas 13 anos acabou se  transformando em uma febre nacional

Segundo a CNN Brasil, vendas de segmentos como peças, acessórios e Shapes de Skate mais que dobram em alguns canais eletrônicos. Além disso, a procura nas plataformas de busca pela palavra “skate” aumentou 600%, impulsionada principalmente pela Fadinha.

O esporte vive muito da força dos ídolos, o atleta se torna inspiração para os próximos e, sobre isso, em uma entrevista, Eduardo Musa, presidente da Confederação Brasileira de Skate (CBSK), disse que acredita firmemente na possibilidade de o Skate estar passando por um processo semelhante com o que o tênis teve 1997, com o Guga”.

A importância da representatividade no esporte é essencial para encorajar novos atletas e isso finalmente está acontecendo com o Skate em nosso País. O Brasil criminalizou o esporte, durante os anos 80, mais precisamente em junho de 1.988, na gestão de Jânio Quadros. Sair andando de skate foi proibido em São Paulo, em meio a uma onda que ainda é muito estigmatizada pelos mais reacionários. Graças a Luiza Erundina, à época no Partidos dos Trabalhadores (PT), o esporte que hoje é motivo de orgulho para os brasileiros após as olimpíadas foi salvo, a atual deputada federal pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) liberou o esporte logo após se sentar na cadeira da prefeitura no mesmo ano de 1988.

lifestyle do Skate vai muito além de manobras radicais, o esporte promove inclusão e transformação social de crianças e adolescentes. Os valores apresentados dentro das pistas entre os praticantes do esporte são muito nobres, onde um sempre incentiva e ajuda o próximo, além de ser uma forma de expressão, cultura e representatividade que transforma a vida de quem pratica o esporte.

O skate com certeza está em ascensão, mas não pode parar por aí, assim como o Brasil é reconhecido como o país do futebol agora também podemos dizer que é o país do skate. Devemos continuar apoiando e incentivando a pratica deste esporte para que continuem passando sua mensagem de torcer pelo próximo; tratar a todos com respeito e transformar a nossa própria existência.