O futebol de várzea é uma das modalidades esportivas mais antigas praticadas no Brasil. Antes mesmo de ser profissional, o esporte já era praticado às margens do rio Tietê e se expandiu até a organização de clubes que apenas participam de campeonatos amadores, chamados de campeonatos de várzea. Nas periferias, o futebol de várzea é tratado como uma das principais atividades dos moradores - tanto os jovens que sonham em se tornarem grandes jogares de futebol - quanto os mais veteranos, que dedicaram grande parte de suas vidas aos clubes dos bairros.
Na cidade de Santo André, São Paulo, o futebol amador possui grande incentivo da prefeitura - sendo a cidade fora de São Paulo a possuir mais campos sintéticos (campos com grama artificial), tendo 20 ao todo. O clube mais tradicional da cidade é o Esporte Clube Guaraciaba, fundado no ano de 1956 e que foi cinco vezes campeão da Divisão Especial - maior campeonato de várzea de Santo André. Mesmo após dois anos sem jogar oficialmente, o clube ainda conseguiu se manter devido o incentivo público e ao esforço dos seus torcedores e moradores do bairro que fizeram campanhas de doação para que as instalações ainda pudessem funcionar durante a pandemia da Covid-19. Sua torcida organizada, a Fúria Vermelha que foi fundada em 2015, é quem apoia o time tanto dentro quanto fora de seus domínios e Márcio Santos, um dos fanáticos pelo clube alvirrubro explica sua paixão pelo Guaraciaba:
“Moro a vida toda aqui, e o Guaraciaba sempre fez parte da minha vida. Quando eu era criança, vi meu pai jogando pelo clube e sua dedicação pelo clube me fez ver meu pai de outra forma. Ele trabalhava a semana toda, e aos fins de semana jogava e era muito feliz e foi aí que enxerguei uma das felicidades da vida dele, e desde lá sou apaixonado pelo clube também”.
“Estamos em todos os lugares. Já viajamos pela cidade toda pelo time, e em todos os lugares nós somos respeitados. A força do nosso time se deve muito à nossa torcida também, por que os jogadores se sentem muito motivados quando entram em campo e escutam aquele barulho - tanto dentro quanto fora de casa”.
“A várzea junta tanto o novo quanto o velho. Várias crianças que podiam ter ido para o crime foram resgatadas pelo futebol, e o sonho de muitas delas é jogar em um clube grande, mas infelizmente não são todas que conseguem.”
O poder do futebol de várzea é explicado nas aspas de Márcio. Ele consegue gerar uma identificação da pessoa com o bairro em que ela mora através do time e ele ainda junta vários dos moradores num único propósito - trazendo um senso de pertencimento. Assim como o entrevistado, vários dos torcedores trabalham durante a semana e aproveitam os jogos do time para se reunirem e celebrarem além do esporte, o fato de que ainda estão vivos e podem ter um motivo pra viver.
A Fórmula 2 visitou o Circuito de Monza, na Itália, durante o último final de semana. O clima foi ensolarado em todos os dias do evento.
Corrida sprint
No sábado (10), ocorreu a corrida 1, ou sprint, que distribui pontos para o top 8. O grid de largada é definido ao inverter os 10 primeiros definidos na classificação.
A pole position na corrida sprint após a inversão de grid acabou com Frederik Vesti, da ART. Completando a primeira fila estava Logan Sargeant, Carlin. Logo atrás vinha Jüri Vips, da Hitech, e a seu lado Ayumu Iwasa, da DAMS.
Felipe Drugovich (MP) deveria sair de 7° no sábado, mas foi punido por ter melhorado seu tempo de volta durante bandeira amarela na classificação e largou de 12°. Seu rival pelo campeonato, Théo Pourchaire, da ART, largou exatamente atrás do carro do brasileiro, em 14°. Enzo Fittipaldi não foi bem na classificação e saiu em 16°.
A expectativa era grande entre os fãs brasileiros, afinal, Felipe Drugovich tinha grandes chances de se tornar campeão ao final da corrida sprint. Mas a esperança logo daria lugar a angústia. Durante a 2ª curva da corrida, Drugovich entrou com mais da metade do carro na brita, mas não conseguiu evitar uma pequena colisão com Amaury Cordeel, da Van Amersfoort.
O que parecia um pequeno incidente no início se provou o suficiente para causar danos no carro do brasileiro. A suspensão dianteira direita quebrou e o veículo foi retirado para a garagem pouco depois. Restava ao líder do campeonato torcer para que Théo Pourchaire não conseguisse pontuar bem.
Um pouco mais na parte traseira do grid, ocorreu um toque entre Olli Caldwell, da Campos, e Tatiana Calderón, da Charouz, que obrigou a direção de prova a chamar um safety car. Os 2 pilotos abandonaram.
A bandeira verde foi dada durante a 4ª volta, Pourchaire conseguiu chegar a 12ª colocação, mas lutava para escalar o pelotão até a 6ª posição. Enquanto avançava, o francês encontrou Liam Lawson, da Carlin, David Beckmann, da Van Amersfoort, e Cordeel embolados numa disputa para ficar em 9°.
Assim como fez com Drugovich, Cordeel bateu as rodas com Pourchaire, mas o piloto francês teve sorte e não houve problemas com o seu carro, além de conseguir a ultrapassagem. Enzo Fittipaldi, da Charouz, vinha num bom ritmo e também ultrapassou o belga. O brasileiro perseguiu Pourchaire por algumas voltas, mas não havia velocidade para atrapalhar a corrida do atleta da ART.
Durante o meio da prova Ralph Boschung, da Campos, e Clément Novalak, da MP, também apresentaram problemas na suspensão e abandonaram a corrida.
Na parte frontal do grid, Jehan Daruvala, da Prema, aproveitou seu bom ritmo e ultrapassou Sargeant e Iwasa para tomar a 3ª posição. O estadunidense aproveitou a oportunidade e também deixou o japonês para trás.
No início da 14ª volta, Richard Verschoor, da Trident, disputava com Iwasa a 5ª colocação, ele obrigou o piloto da DAMS a travar as rodas na curva 1 e o fez perder mais uma posição.
Faltando 7 voltas para o fim, Théo Pourchaire precisava ser mais ofensivo para chegar à parte dianteira do pelotão. Porém, o francês foi muito agressivo numa disputa com Liam Lawson, da Carlin, e acabou tomando uma pancada no meio do carro, nada preocupante, mas o suficiente para tirá-lo do traçado e o fazer cair para a 17ª posição.
Durante a última volta, Jüri Vips, da Hitech, ultrapassava a linha de chegada tranquilamente para levar a vitoria. Atrás dele estavam Frederik Vesti, da ART, e Jehan Daruvala, da Prema, para completar o pódio.
Apesar disso, o foco dos torcedores estava na parte de trás do pelotão. Pourchaire não conseguiu se recuperar após a batida, e ainda foi punido em 5s pela colisão. Depois disso, o francês até conseguiu ganhar mais uma posição, mas não havia mais nada que pudesse fazer. Felipe Drugovich se tornou campeão da Fórmula 2!
Drugovich é o 1º campeão brasileiro na história da Fórmula 2 e, 22 anos depois, trouxe o título para o Brasil de uma categoria na escada da Fórmula 1. O último foi Bruno Junqueira, campeão da F3000 em 2000.
Classificação
A pole position e os 2 pontos extras ficaram com Jack Doohan, da Virtuosi. Na 2ª posição estava Liam Lawson, da Carlin. Abrindo a 2ª fila, estava Marcus Armstrong da Hitech, com Felipe Drugovich, da MP, em 4°.
Enzo Fittipaldi largou em 15° e precisava fazer uma corrida de recuperação.
Corrida principal
Com o campeonato decidido, a corrida principal acabou se tornando secundária em Monza. Apesar disso, o domingo trouxe um evento movimentado para os fãs.
Antes mesmo da volta de apresentação o pole Jack Doohan ficou parado no grid após a liberação para ir a pista, ele afirmou problemas na embreagem. Na largada o defeito apareceu novamente e perdeu algumas posições.
Logo no apagar das luzes houve o primeiro incidente. Ralph Boschung, da Campos, escapou da pista e, ao voltar, bateu em Théo Pourchaire que acertou a barreira de proteção. Mais à frente, Doohan foi esmagado por Jehan Daruvala, da Prema, e bateu em Logan Sargeant, da Carlin. Um safety car foi chamado para retirar os carros da pista.
Na relargada, Enzo Fittipaldi, que já estava no top 10 após os acidentes, continuou escalando o pelotão e assumia a 9ª posição ao ultrapassar Amaury Cordeel, da Van Amersfoort.
Na volta 7, outra interrupção na corrida, Calan Williams, da Trident, foi tocado e o seu carro acabou na barreira de pneus. Inicialmente a direção de prova optou pelo safety car, mas no 10° giro viu a necessidade de ativar a bandeira vermelha. Alguns pilotos, como Drugovich, acabaram sendo prejudicados já que perderam posições ao pararem durante o safety car.
O reinício viria 15 minutos depois e Marcus Armstrong, da Hitech, assumiu a 3ª posição, mas teve que cumprir uma punição de 10s na volta seguinte por irregularidades no pit lane. Na parte de trás, Fittipaldi pulava de 9° para 7° colocado. Na volta seguinte, o brasileiro aproveitou que Clément Novalak, da MP, errou a curva e saiu da pista, para conquistar mais uma posição.
Na mesma volta Liam Lawson, da Carlin, e Jüri Vips, da Hitech, se enroscaram. O piloto da Carlin teve seu bico danificado e precisou parar para trocar. Enquanto o piloto da Hitech sofreu uma punição de 10s.
A partir do 22° giro, Enzo Fittipaldi, da Charouz, estava em 5° e brigava com Ayumu Iwasa, da DAMS, pelo 4° lugar. O japonês defendeu com firmeza sua posição e conseguiu segurar o brasileiro até o final.
Na volta 25 Jehan Daruvala, da Prema, assumiu a liderança após parada de Richard Verschoor, da Trident. A corrida seguiu até a bandeirada com tranquilidade e poucas possibilidades nas disputas por posições.
Resultados
O topo do pódio ficou com Jehan Daruvala, da Prema. Ao seu lado estava Frederik Vesti, da Art.
Ayumu Iwasa, da DAMS, atravessou a linha de chegada em 3°. Porém, após a corrida, a inspeção constatou que seu carro tinha a parte de trás da prancha abaixo da espessura máxima permitida pelo regulamento técnico. Resultando na desclassificação do piloto japonês.
No seu lugar, completando o pódio, entrou o piloto brasileiro Enzo Fittipaldi, da Charouz, que fez uma ótima corrida ao sair de 15°.
O campeão Felipe Drugovich fez uma corrida discreta e terminou em 6°.
A volta mais rápida ficou com Richard Veschoor, da Trident. Registrou 1m33s155 no 29° giro.
Com esse resultado, Felipe Drugovich levantou o troféu e a expectativa da última etapa fica para a possibilidade de Enzo Fittipaldi conquistar o 3º lugar no campeonato. Na disputa entre as equipes, MP e ART estão empatadas na liderança e decidirão tudo na última corrida.
A Fórmula 2 volta daqui a 2 meses para a corrida final da temporada no Circuito de Yas Marina, em Abu Dhabi. A corrida sprint está marcada para sábado, dia 19 de novembro. Enquanto a corrida principal ocorre no domingo, dia 20 de novembro. O horário de largada ainda não está definido.
No último domingo (11) aconteceu o GP da Itália, no Circuito de Monza. O clima se manteve ensolarado em todo o final de semana e não foi problema para os pilotos.
Classificação
A pole position ficou com o piloto da Ferrari, equipe da casa, Charles Leclerc. O monegasco fez uma volta de 1min20s161 na 3ª classificatória. Ao seu lado, completando a 1ª fila, estava George Russel, da Mercedes. Na sequência uma fila formada por carros da McLaren, com Lando Norris em 3º e Daniel Ricciardo em 4º.
O estreante Nyck De Vries correu pela Williams no lugar de Alexander Albon, que estava fora por conta de uma apendicite, e já mostrou serviço, chegou ao Q3 e largou em 8°.
O GP da Itália foi outro com um festival de punições por trocas de peças: Max Verstappen (Red Bull) e Esteban Ocon (Alpine) foram punidos com 5 posições no grid. Sergio Pérez (Red Bull) perdeu 10. Valtteri Bottas (Alfa Romeo), Mick Schumacher (HAAS) e Kevin Magnussen (HAAS) caíram 15 colocações. Lewis Hamilton (Mercedes) e Carlos Sainz (Ferrari) saíram atrás de todo o pelotão.
Yuki Tsunoda (AlphaTauri) largou atrás de todos por trocar diversos componentes do motor e sofrer medidas disciplinares, foram 10 posições por tomar 5 reprimendas e 3 por ignorar bandeiras amarelas.
Corrida
A largada foi bem movimentada, logo nos primeiros metros Verstappen já mostrava a qualidade superior de seu carro e subiu 3 colocações. Na volta seguinte, o holandês passou Ricciardo e chegou na briga do pódio. Lando Norris por outro lado teve um péssimo começo, o britânico perdeu 4 posições na saída, mas conseguiu diminuir o prejuízo ao ultrapassar Fernando Alonso (Alpine) de volta.
Entre os carros na parte de trás do grid, Carlos Sainz (Ferrari) mostrou qualidade ao subir rapidamente na classificação, o espanhol saiu de 18° e na quarta volta já estava na zona de pontuação. Ao mesmo tempo, Max Verstappen ultrapassou George Russel e começou a caçar Charles Leclerc pela liderança.
No meio do bolo, Valtteri Bottas (Alfa Romeo) e Mick Schumacher (HAAS) se tocaram e quase perderam o controle do carro, mas tiveram sorte e não saíram com maiores problemas.
Durante a 7ª volta, Sergio Pérez preocupou a Red Bull graças a uma fumaça que subia dos seus pneus, aparentemente por superaquecimento dos freios. O mexicano teve que ir para os boxes e colocou pneus duros, apesar da angústia, o problema não voltou a aparecer durante a corrida.
No 12° giro, Sebastian Vettel, da Aston Martin, avisou nos rádios que estava perdendo potência e foi orientado pela equipe a parar o carro num trecho seguro, virtual safety car e fim de corrida para o tetracampeão. A Ferrari decidiu arriscar na estratégia e parou Charles Leclerc para trocar os pneus. Foi o único piloto a parar nessa janela, ao final de sua parada a bandeira já estava verde e a corrida foi retomada.
A corrida seguiu sem novas emoções até a volta 32, quando Fernando Alonso (Alpine), foi chamado para os boxes e teve seu carro retirado para a garagem. O espanhol não pode completar a corrida que o fez igualar o recorde de mais participações em GPs na história da Fórmula 1. Ele e Kimi Räikkönen possuem 349.
Uma volta depois, a Ferrari chamou Leclerc para uma 2° parada e colocou pneus macios no carro do monegasco. Com 20 voltas para o fim e 20s de desvantagem contra Verstappen, ele teria que aumentar o ritmo.
Após 45 voltas, a disputa pela liderança permanecia a mesma, mas as últimas 6 voltas reservaram uma surpresa que poderia mudar os rumos da corrida. Daniel Ricciardo, da McLaren, vinha fazendo um bom domingo e estava na zona de pontuação. Porém, seu carro apresentou problemas e o australiano teve que parar numa das retas do circuito. O piloto havia ganho a prova do ano passado e manteve uma “maldição” no Circuito de Monza. Nas últimas 3 temporadas o vencedor do ano anterior não finalizou a corrida. Com o carro atrapalhando a saída de uma das retas, o safety car voltou para a pista.
A expectativa pela relargada era grande entre as equipes, os pilotos na parte da frente do pelotão colocaram jogos de pneus macios, alguns usados e outros novos. Os últimos giros prometiam uma disputa intensa pelas cabeças do grid.
Apesar disso, o carro de Ricciardo não foi retirado rapidamente e voltas foram sendo perdidas, até que, na penúltima, a direção de prova decidiu encerrar a corrida com o safety car na pista.
Um final bem anticlimático para um GP disputado no templo da velocidade.
Resultados
Max Verstappen, da Red Bull, levou mais uma vitória para casa. Charles Leclerc, da Ferrari, tentou oferecer dificuldades ao holandês na casa de sua equipe, mas ficou apenas em 2°. George Russel, da Mercedes, fechou o pódio.
A volta mais rápida ficou com o piloto da Red Bull Sergio Pérez, no 46° giro, o mexicano completou o circuito em 1m24s030.
Com esse resultado, Max Verstappen pode ser campeão na próxima etapa, mas depende de uma combinação de resultados envolvendo os pilotos da Ferrari, Charles Leclerc e Carlos Sainz, além de seu companheiro de equipe Sergio Pérez.
Nicholas Latifi, da Williams, ficará em 21° no campeonato de pilotos, mesmo que só 20 participem de uma corrida. Isso ocorrerá porque Nyck De Vries, atleta que deve substituir Latifi na temporada que vem, pontuou como piloto reserva e passou o canadense na tabela.
A Fórmula 1 volta apenas daqui 3 semanas, dia 2 de outubro, no Circuito urbano de Marina Bay, em Singapura. A corrida começa às 09h no horário de Brasília.
A final da Libertadores da América será entre Flamengo e Athletico Paranaense, no dia 29 de outubro, ainda sem horário definido, no estádio Monumental de Guayaquil, no Equador. Por três anos consecutivos, a decisão acontece entre clubes brasileiros nessa competição.
De um lado há o Flamengo, que vive uma ótima fase e repete o feito de se classificar para a final da Libertadores, sendo a terceira final nos últimos 4 anos. O time foi campeão em 2019 contra o River Plate e perdido em 2021 para o atual vencedor da competição, o Palmeiras.
Do outro lado há um adversário que volta a uma final de Libertadores após 17 anos, porém, invicto no campeonato desde que o técnico Felipão assumiu o clube paranaense no meio da competição. A equipe foi responsável por eliminar nas semifinais o Palmeiras, último campeão das duas últimas edições, e segue embalada para enfrentar o Flamengo em mais uma decisão.
A fase atual do rubro-negro carioca é excelente. Além de um time experiente, conta com jogadores como Pedro e Rodinei, que já estão sendo cotados para ir à Copa do Mundo no Quatar, a ser realizada em novembro deste ano. O Flamengo, que faz uma campanha fantástica nessa Libertadores, caso consiga o título, entrará em um grupo seleto de campeões invictos do campeonato, assim como o Peñarol (1960), Santos (1963), Independiente (1964), Estudiantes (1969 e 1970), Boca Juniors (1978) e o Corinthians (2012).
Os dois clubes enfrentaram-se outras vezes em eliminatórias, principalmente na Copa do Brasil, como em 2013 (final), 2019 (quartas de final), 2020 (oitavas de final), 2021(semifinal) e 2022 (quartas de final). Totalizados os 5 confrontos, o Flamengo eliminou o Athletico 3 vezes.
Recentemente vem se criando uma rivalidade muito grande entres os dois times, muito por conta desses confrontos da Copa do Brasil. Em 2019 o Flamengo teve um ano expendido, conquistando o Brasileirão e a Libertadores, porém na Copa do Brasil, após um empate de 1 a 1 na Arena da Baixada, o jogo seguinte, no Maracanã, iria repetir o mesmo resultado, mas nessa ocasião o jogo foi para os pênaltis, onde o furacão levou a melhor e eliminou o Flamengo.
Acontece que nessa vitória do Athletico, os jogadores decidiram provocar o Flamengo na hora da comemoração, fazendo gestos característicos de Gabigol e colocando a mão sobre o nariz em alusão ao “cheirinho” (que significava ficar só no quase e não ganhar o título). Desde aí os outros confrontos sempre tiveram uma pitada a mais de rivalidade e sempre que pode, Gabigol faz questão de fazer sua comemoração para a torcida do Athletico.
Porém, se formos mais a fundo, vemos que os confrontos entre os dois rubro-negros são bem equilibrados: computados 73 jogos, são 29 vitórias do Flamengo, 18 empates e 26 vitórias do Athletico Paranaense. O que torna essa final muito mais excitante.
A Fórmula 2 visitou o Circuito de Park Zandvoort, na Holanda durante o último final de semana. O clima durante as corridas da categoria foi ensolarado e não trouxe emoções inesperadas.
Corrida sprint
No sábado (03) ocorreu a corrida 1, ou sprint, que distribui pontos para o top 8. O grid de largada é definido ao inverter os 10 primeiros definidos na classificação.
Felipe Drugovich, da MP, conquistou a pole position na sexta e levou para casa os 2 pontos extras, por largar em 1° na corrida principal, iniciou em 10° na sprint. O outro brasileiro do grid Enzo Fittipaldi, da Charouz, largou em 13°.
A pole position na corrida sprint caiu no colo de Clément Novalak, companheiro de Drugovich na MP. Completando a primeira fila estava Marcus Armstrong, da Hitech, e logo atrás seu companheiro de equipe Jüri Vips. Dennis Hauger, da Prema, saiu da 4ª colocação.
A primeira tentativa de largada acabou sendo abortada, porque o carro de Tatiana Calderón, da Charouz, travou ao apagar das luzes. A colombiana teve que largar do pit lane.
Na segunda tentativa, Clément Novalak, da MP, estava na frente, mas teve um péssimo começo, o piloto foi facilmente ultrapassado por Marcus Armstrong, da Hitech. Numa corrida como o GP da Holanda é imprescindível largar bem. O circuito não oferece muitos pontos de ultrapassagem e complica quem sai atras do pelotão.
Armstrong aproveitou a boa largada para abrir uma boa margem logo no começo. Novalak acabou se segurando em 2º, mas não tinha um bom ritmo e impediu o pelotão de avançar.
Théo Pourchaire, da ART, bateu na classificação e largou apenas de 16°. O francês sabia que precisava ganhar alguns pontos para continuar na luta pelo campeonato, mas a pressa acabou o prejudicando. Na 2ª volta, Pourchaire acabou freando tarde demais numa tentativa de ultrapassagem e saiu da pista, caindo para 20ª colocação.
Outro que teve problemas foi Olli Caldwell, da Campos, o piloto saiu da pista e precisou trocar a asa dianteira para continuar na prova, ele acabou voltando em último para a pista. O britânico acabou não se recuperando e abandonou pouco depois.
Parecia que tudo acabaria dessa forma, mas a 4 voltas do fim, Tatiana Calderón, da Charouz, errou e acabou com o carro preso na brita. O safety car foi chamado e ainda deu tempo de mais uma volta, havia esperanças de a relargada trazer alguma emoção para o sábado, mas nada ocorreu.
A vitória ficou com Marcus Armstrong e a 2ª posição se manteve com Clément Novalak que segurou o pelotão atras e chegou ao 1º pódio da sua carreira. Dennis Hauger, da Prema, foi o 3°.
A volta mais rápida foi de Felipe Drugovich com 1min25s808. O piloto brasileiro ficou em 10º e não pontuou. Enzo Fittipaldi também não pontuou, ficou em 13º.
Classificação
A pole position ficou com Felipe Drugovich , da MP. O piloto brasileiro conquistou a posição com uma volta de 1min20s713. Fechando a primeira fila estava Jack Doohan, da Virtuosi. Logan Sargeant, da Carlin, e Richard Veschoor, da Trident, montavam a segunda fila.
Enzo Fittipaldi foi mal na classificação e saiu de 13º. Théo Pourchaire, rival de Drugovich pelo campeonato, bateu sozinho na sexta e largou de 16º.
Corrida principal
A largada foi boa para Drugovich, o brasileiro colocou por dentro e impediu qualquer oportunidade de Jack Doohan tentar ultrapassar. Porém, o piloto da Virtuosi teve que frear forte para não colidir com o líder e isso fez com que Logan Sargeant, que vinha logo atrás, saísse do traçado na curva 1 e ficasse na última colocação.
Tentando recuperar posições, o piloto da Carlin se afobou e tocou Ralph Boschung, da Campos. Dessa vez o piloto estadunidense não teve tanta sorte, bateu forte, de frente contra a barreira. O atleta está bem, mas teve que abandonar a prova. O incidente provocou a convocação de um safety car, que logo seria trocado por uma bandeira vermelha para retirar o carro e consertar as barreiras do local.
A relargada ocorreu em movimento e Drugovich novamente se lançou bem para manter a liderança. Algumas voltas depois, na 8ª, Jehan Daruvala, da Prema, rodou na brita, mas se recuperou rapidamente e impediu outra intervenção do safety car.
Jack Doohan tentou ameaçar a liderança do brasileiro durante algumas voltas, mas o australiano acabou errando ao frear numa curva e fritou os pneus, prejudicando muito o estado da borracha e forçando uma parada pouco tempo depois.
No 17º giro, Marino Sato, da Virtuosi, entrou para sua troca, mas saiu reclamando de uma vibração no pneu dianteiro esquerdo. Poucas voltas depois a explicação viria, o pneu se soltou e o piloto acabou no muro. Resultado: novamente o safety car foi para a pista.
A relargada foi dada 5 voltas depois, mas Liam Lawson, da Carlin, que liderava naquele momento após alguns pilotos terem parado, retardou ao máximo o momento de retomar a aceleração. Os pilotos que vinham atrás não esperavam esse comportamento e alguns aceleraram, o que causou um acidente envolvendo diversos corredores.
A batida coletiva envolveu Jack Doohan, que foi acertado por Richard Verschoor, da Trident, e bateu no muro, Tatiana Calderón, da Charouz, e Clement Novalak, da MP. Outro safety car foi chamado. Desses, apenas o piloto da Trident não abandonou.
Na 26ª volta os carros seriam liberados para competir novamente. Dessa vez, Lawson acelerou logo que foi permitido e evitou nova confusão. A partir desse momento foi definido que a prova não se encerraria com 40 voltas, mas sim que duraria mais 12 minutos e a volta final.
Após as últimas paradas, Felipe Drugovich reassumiu a liderança e passeou tranquilo até a bandeira quadriculada. Veschoor chegou a ficar a menos de 1s do piloto e poderia abrir a asa para tentar a ultrapassagem, mas o brasileiro logo aumentou a vantagem e não teve maiores problemas.
Resultados
O topo do pódio ficou com o brasileiro Felipe Drugovich. Bom para ele e para a equipe, MP, que conseguiu pontos valiosos correndo em casa.
Richard Veschoor, da Trident, terminou em 2° e Ayumu Iwasa, da DAMS, completou o palco dos vencedores.
Enzo Fittipaldi (Charouz) fez uma corrida de superação e terminou em 5° ao escalar 8 posições. Théo Pourchaire (ART) ficou apenas em 10º.
Com esse resultado, Felipe Drugovich abriu 69 pontos de vantagem na liderança do campeonato com apenas 78 pontos em jogo nas próximas duas etapas. A MP também aproveitou o ótimo fim de semana e retomou a liderança entre as equipes.
A Fórmula 2 volta no próximo fim de semana no Circuito de Monza, na Itália. No sábado, dia 10 de setembro ocorre a corrida sprint, marcada para 13h no horário de Brasília. A corrida principal ocorre no domingo, dia 11 de setembro. A largada está marcada para 5h05 no horário de Brasília.