O futebol é o esporte mais famoso do mundo, é praticado praticamente em todos os países do mundo, trazendo alegria para muitas pessoas, e ainda pode trazer um sentimento de esperança e diversão para populações no meio de um conflito interno ou uma guerra de alta escala.
Isso está ocorrendo na Ucrânia, que está em guerra com a Rússia, ainda ocorrendo futebol profissional e disputando competições europeias.
Para isso ser possível precisou-se esperar o andamento da guerra logo após 9 meses,23 de agosto, a competição voltou para ficar. Mudando o regulamento do campeonato local, Premier Liga Ucraniana, implementando novas regras de segurança como a proibição de público, para segurança devido a possibilidade de um bombardeiro.
As equipes ucranianas disputam os torneios do continente europeu; Champions League( Shakhtar Donetsk), Europa League( Dynamo Kiev) e Conference League( SK Dnipro-1, Zorya Lugansk, Vorskla Poltava).Esses jogos internacionais estão sendo realizados em países vizinhos, principalmente na Polônia, pois a UEFA não autorizou a realização dos jogos no território ucraniano .
O principal motivo para a volta do futebol foi para trazer alegria para a população ucraniana e assim motivar os soldados a lutarem pela sua nação.
Nem tudo foi flores para a volta deste campeonato, pois 2 equipes tiveram que ser removidas do campeonato por terem fechado as portas por causa da distribuição da infraestrutura dos clubes, os times foram Desna Chernihiv e FC Mariupol.
Ocorreu também uma grande saída de jogadores estrangeiros que resultou em um grande impacto na qualidade dos elencos ucranianos, como ocorreu com o Shakhtar Donetsk que na temporada passada possuía um quartel de 14 estrangeiros( 12 brasileiros)e 2 brasileiros naturalizados ucranianos, na atual só há 4 estrangeiros( 1 brasileiro), segundo o Transfermarkt.
Enquanto a Ucrânia luta pela sua soberania e usando o futebol como esperança, a Rússia ainda continua com seu futebol profissional como se nada estivesse ocorrendo, apesar do país ter sido expulso de disputar qualquer competição internacional e também ter tido uma debandada de estrangeiros na competição, claro de proporções bem menores do que ocorreu na Ucrânia.
No próximo sábado (29), em Guayaquil, no Equador, Flamengo e Athletico-PR lutarão pelo título da Copa Libertadores da América de 2022. A competição terá a terceira final consecutiva apenas com clubes brasileiros, um recorde — mas não o único recorde superado durante os últimos seis anos na Libertadores.
Um processo de dominação do torneio, iniciado em 2017, parece ter atingido seu auge (ou algo muito próximo disso). Em toda a história da Libertadores, brasileiros e argentinos nunca foram tão dominantes.
Para tentar entender os motivos dessa supremacia, esta reportagem fez um levantamento que considerou todos os participantes das fases avançadas da Copa Libertadores da América desde sua primeira edição, disputada em 1960, em moldes muito diferentes dos atuais. Foram feitos cinco recortes temporais, que separam bem as diferentes “eras” da competição continental: de 1960 a 1970, de 1971 a 1988, de 1989 a 1999, de 2000 a 2016 e, por fim, de 2017 a 2022.
A ERA DA SELETIVIDADE
Antes de falar sobre os dias atuais, é preciso voltar um pouco no tempo.
No início de tudo, a Libertadores tinha a mesma (simples) premissa da “Copa dos Campeões” da Europa: reunir todos os campeões nacionais numa disputa pela soberania no continente — o que justificava o número de participantes bastante limitado. Até 1966, somente o vencedor do campeonato nacional de seu país obtinha o direito de participar da competição. Na temporada de 1967, os vice-campeões nacionais foram introduzidos, mas a fórmula de disputa se manteve: num período de 11 anos entre 1960 e 1970 (tendo 1969 como exceção, quando teve quartas com um clube de cada país), as fases de mata-mata existentes na Libertadores eram somente semifinais e finais.
Os brasileiros demoraram a se estabelecer no torneio, que teve domínio argentino e uruguaio. Durante essa “era”, 77% dos clubes que disputaram as finais da Libertadores pertenciam aos países platenses; o Brasil foi o terceiro com mais representações: 4, ou 18% do total.
O modelo de disputa foi modificado para a temporada de 1971, trazendo novidades para as fases decisivas da competição. A partir daquela edição, as semifinais passaram a ser disputadas com dois grupos de três equipes; além disso, o atual campeão recebia o direito de começar a competição já nesta fase, enfrentando alguns dos primeiros colocados de cada um dos cinco grupos.
Essa configuração de disputa se manteve até 1987 (com um ensaio de mudança em 1988, recebendo uma “terceira fase” antes das semis, que voltaram a ter quatro equipes) e, como cada grupo contava com quatro times (sendo dois de cada país) a variação de nacionalidades marcou este período da competição: apesar de 40% dos times que disputaram as semis entre 1971 e 1988 pertencerem a Brasil ou Argentina, os dez países representados na Libertadores tiveram ao menos três participações na primeira fase decisiva da competição até então.
"MAIS OU MENOS" COMO HOJE
A Libertadores assumiu o formato de mata-mata que conhecemos hoje, com oitavas, quartas, semis e finais, a partir de 1989. As fases anteriores, no entanto, foram recebendo cada vez mais clubes com o passar dos anos.
Entre 1989 e 1997, cada país recebia duas vagas na competição (três para o país com o atual campeão, que entrava nas oitavas). Com a chegada dos clubes mexicanos, em 1998, a competição passou de 21 para 23 participantes e criou uma primeira fase, na qual os representantes mexicanos enfrentavam os venezuelanos em busca de duas vagas na fase de grupos.
O sistema de disputa só foi modificado em 2000, quando a Libertadores passou a ter 32 equipes; os países participantes receberam uma vaga a mais — indo de duas para três -, com exceção de Brasil e Argentina (que foram de duas para quatro) e de México e Venezuela (que mantiveram as mesmas duas vagas).
Em 2005, um novo aumento no número de vagas entrou em vigor e, com ele, o sistema de “pré-Libertadores” ao qual nos acostumamos, com confrontos ida e volta para definir a classificação à fase de grupos. Brasil e Argentina tinham cinco vagas, enquanto todos os outros países tinham direito a três, totalizando 38 vagas.
Algumas mudanças relevantes aconteceram no início da temporada 2017. Antes disputada durante o primeiro semestre, a Libertadores passou a ser jogada por todo o ano e, por conta de divergências de calendário, os clubes mexicanos não puderam mais participar da competição. Além disso, ocorreu também o mais recente “boom” de vagas, subindo o número de participantes de 38 para 47; duas novas fases preliminares foram introduzidas — para acomodar tantos clubes sem precisar mudar o formato de disputa de fase de grupos e mata-matas tradicionais.
Com um grande número de vagas disponíveis e a esperada dominância dos clubes dos países mais ricos, que se acentuou no período, bizarrices como o Brasil conseguir nove vagas (2022) na competição passaram a ser normalizadas.
A DISCREPÂNCIA ATUAL
Desde 2017, só uma final de Libertadores não teve um clube brasileiro: a edição de 2018, que teve simplesmente um Boca Juniors x River Plate, o maior clássico argentino. Todas as finais tiveram apenas clubes brasileiros e argentinos nos últimos seis anos.
Os dados das fases de mata-mata, para além da grande final (que passou a ser disputada em jogo único na edição de 2019), são assustadores. Não é exagero dizer que a Libertadores, principal competição da América do Sul, se tornou a Copa Brasil-Argentina.
Nunca argentinos e brasileiros foram tão dominantes na competição continental — não em todas as fases de mata-mata, pelo menos. Desde 2017, a fase de oitavas de final da Libertadores contou com 96 participantes; 65 deles brasileiros ou argentinos, o que representa 68% do total. Esse número representa um claro aumento em relação aos 39% registrados entre 1989 (quando a fase foi inserida no mata-mata) e 2016.
Os dados das oitavas de final, porém, representam a menor predominância numa só fase. Nos últimos seis anos, 39 dos 48 participantes das quartas de final da Libertadores foram de Brasil ou Argentina, 81% do total. Se comparado com outros recortes de tempo, o número é muito maior que os 56% registrados entre 2000 e 2016 ou os 39% do recorte de 1989 a 1999.
Terceiro clube com mais participações em fases avançadas da Liberta no levantamento desta reportagem, o Nacional-URU só passou das oitavas de final em uma única oportunidade no período (2020); seu maior rival Peñarol, quinto colocado nesta mesma contagem, não participou do mata-mata da competição nenhuma vez.
As semis (junto da final) apresentam os dados mais impressionantes: desde o “boom das vagas” em 2017, 92% dos participantes nesta fase de mata-mata — ou 21 dos 24 times — foram brasileiros ou argentinos. É, por larga margem, a maior representação desde a primeira edição da competição: a média histórica desta fase, desconsiderando os últimos seis anos, é de 47% dos clubes pertencentes a Brasil ou Argentina. A dominância foi crescendo com o tempo, atingindo 59% entre 2000 e 2016, mas foi acelerada de forma incrível nos últimos anos.
BUSCANDO UMA EXPLICAÇÃO
Existe algo que pode explicar tamanho domínio da dupla Brasil-Argentina? Apesar de não existir uma resposta certa, existem algumas teses: uma delas defende que a questão predominante é, essencialmente, financeira.
Brasileiros e argentinos detém os clubes mais ricos na América do Sul desde que a Libertadores foi criada. A distância financeira para os outros países, porém, só vem aumentando, ano após ano. Realizado pela Pluri Consultoria em 2019, o estudo “Gigantes das Américas” mostra que, assim como na sociedade, no futebol o dinheiro se concentra entre os mais ricos. Seis dos 10 times com maior arrecadamento no ano de 2018 eram do Brasil; três, argentinos — o melhor deles, Boca Juniors, ocupou a sexta posição do ranking.
Mas a desigualdade na parte sul da América é evidenciada por outro número: apenas três clubes sul-americanos fora da dupla Brasil-Argentina estavam na lista dos 60 maiores faturamentos do continente americano: do Chile, Colo Colo (26º) e Universidad de Chile (46º); do Equador, o Barcelona de Guayaquil (55º). Em 2018, o arrecadamento do Colo Colo foi de 52 milhões de dólares, enquanto o Flamengo, segundo colocado do ranking, faturou U$149 milhões; o Palmeiras, primeiro colocado, faturou 179 milhões de dólares — quase o dobro da arrecadação de Colo Colo, La U e Barcelona somados (U$110 milhões).
O domínio Brasil-Argentina, causado pela falta de competição financeira à altura, se explica, também, por meio de um marco na Copa Libertadores, justamente no ano de 2017. No ano em questão, em que aconteceu o “boom” de vagas e que inicia o atual recorte temporal da competição, os clubes mexicanos deixaram de disputar o torneio continental.
A saída dos times do México foi extremamente relevante. No período em que estiveram na Libertadores (entre 1998 e 2016), os clubes do México foram os que mais rivalizaram com o TOP2 da América do Sul nas fases avançadas do torneio. Nesse recorte de tempo, apenas Brasil e Argentina tiveram mais participações que os mexicanos nas fases de quartas de final e semifinais.
Além da questão técnica (que deixou de acontecer em campo), a competição entre Brasil-Argentina e México segue ativa no “quesito grana”. Em 2018, oito dos 30 maiores faturamentos do continente americano vinham de clubes mexicanos, de acordo com o levantamento Gigante das Américas — o Chivas Guadalajara, inclusive, tinha a terceira maior receita entre os clubes analisados, à frente de todos os argentinos, com 131 milhões dólares (um milhão a mais do que o Corinthians, quarto colocado do ranking).
Como o dinheiro comanda, a saída de um dos países ricos contribuiu bastante para a dominação argentino-brasileira. O problema (para o lado que fala castelhano) é que, nos últimos quatro anos, a soberania está pendendo apenas para o país do samba e do carnaval.
BRASIL DOMINANDO A ARGENTINA?
Como o campeão da Libertadores 2022 será Flamengo ou Athletico-PR, é garantido dizer que o Brasil terá seu quarto título consecutivo na competição — o quinto em seis anos, depois do boom das vagas. Se o domínio das fases de mata-mata da Libertadores se dá por brasileiros e argentinos, por que os títulos ficam com apenas um dos lados da “parceria”?
Também é uma questão difícil de ser solucionada, mas essa resposta (a mais provável, pelo menos) segue na mesma linha das anteriores: dinheiro. Não dinheiro, simplesmente, mas a junção da explosão de receitas brasileiras à crise do futebol argentino. Vamos por partes.
A situação econômica do futebol brasileiro vem sendo inversamente proporcional à do povo do país nos últimos anos. Enquanto o Brasil voltou ao mapa da fome e convive com o desemprego e a desvalorização do salário mínimo, o futebol nacional jamais movimentou tanto dinheiro em sua história.
Segundo o levantamento “A Evolução das Receitas no Futebol Brasileiro”, realizado pela PLURI Consultoria em 2020, a receita dos principais clubes do país cresceu 250% entre 2010 e 2019, quase o triplo da inflação oficial (IPCA) acumulada para o mesmo período (76,31%). Se descontada a inflação, o número representa um crescimento real de 98% (7,1% ao ano). A receita com direitos de TV e premiações de participação em campeonatos — maior fonte de renda dos clubes brasileiros — cresceu 330% na década passada.
Enquanto isso, no país ao lado, os hermanos vivem uma grande crise econômica, que obviamente assola o futebol. No momento do fechamento desta reportagem, um dólar equivale a mais de 150 pesos argentinos. A situação era diferente em 2015, quando, no fim do governo de Cristina Kirchner, a cotação era de um dólar para nove pesos. Mauricio Macri, ex-presidente do Boca Juniors, assumiu o governo argentino em dezembro daquele ano e, contrariando promessas de campanha, anunciou mudanças num programa que esteve ao lado da ex-presidente Kirchner desde 2009: o Fútbol Para Todos.
Durante 2009 e 2017, o “Fútbol Para Todos” foi um programa estatal argentino que buscou democratizar o acesso ao esporte. Ao vencer uma disputa com o principal grupo midiático da Argentina, o Clarín, o governo federal comprou os direitos de transmissão do campeonato nacional e passou a exibir as partidas na TV Pública Digital, uma rede estatal. Além de facilitar a exibição do futebol, que foi para a TV aberta, os valores de direitos de TV foram distribuídos de forma mais igualitária durante os anos em que o programa esteve ativo.
Coincidentemente — ou não — dois clubes que não estão entre os mais ricos do país conquistaram a Libertadores durante o período do Fútbol Para Todos (Estudiantes, em 2009, e San Lorenzo, em 2014). Macri encerrou o programa em 2017 e renegociou os direitos de transmissão para os grupos Clarín, FOX e Turner, retirando o futebol da TV aberta argentina. O acordo foi selado por cinco anos, tendo um piso de 3.2 bilhões de pesos como valor definido.
O dinheiro com direitos de TV, inclusive, é o mais relevante nessa discrepância econômica entre brasileiros e argentinos desde 2017. De acordo com o Levantamento Financeiro dos Clubes Brasileiros 2021, da EY Consultoria, os clubes brasileiros faturaram R$3,6bi com premiações e direitos de TV no ano passado.
Em matéria publicada em 2020, Carlos Aira, escritor argentino, divulgou dados sobre valores de direitos de transmissão do futebol do país. O último contrato do Fútbol Para Todos, em 2015, repartiu 1.6 bilhão de pesos (185 milhões de dólares, na cotação da época) aos clubes da Superliga; no balanço da temporada 2018/19, o valor repartido foi de 2.6 bilhões de pesos — como o dólar flutuou entre 30 e 65 pesos, fixando o câmbio em 50 pesos, o montante equivale a 52 milhões de dólares. Para se ter ideia, em 2019, o dólar equivalia a cerca de R$4; no ano em questão, o Flamengo, campeão da Libertadores e do Brasileirão, faturou R$329 milhões em direitos de transmissão — o equivalente a cerca de 82 milhões de dólares. Um único clube brasileiro provavelmente ganhou da TV mais do que toda a liga argentina somada.
Em entrevista concedida à reportagem, o jornalista argentino Agustin Troyano disse não conseguir enxergar os clubes de seu país conseguindo competir com os brasileiros a curto prazo. “Não vão poder competir porque a Argentina, hoje, passa pelo seu pior momento econômico. Um futebol que não tem organização, em que um dia se diz que jogam 20 equipes [na primeira divisão], no outro dizem que jogam 30. Isso vai fazendo com que o futebol se desgaste e que mais futebolistas decidam ir mais jovens daqui da Argentina até o exterior, ou a outro futebol”, afirma.
Agustin cita, também, como clubes e federação tentam buscar formas de conseguir dinheiro. “A Argentina não teve um representante nos últimos anos, com bastante força nas finais da Sulamericana e da Libertadores. Se você notar, eles foram, por exemplo, Boca e River — que apostaram na Copa Libertadores e não no torneio local. Apostaram em um torneio internacional que te dá mais poder econômico que um torneio local. Obviamente tudo isso não vem de agora, mas com a pandemia se agravou ainda mais e saiu um pouco mais para a luz. Por isso também a Argentina firmou esse contrato para a Supercopa da Argentina ser disputada na Arábia Saudita. Obviamente pela questão econômica e para vender os direitos televisivos”, afirma o jornalista, que é setorista do River Plate.
Nada parece ser coincidência: na edição de 2022, a Libertadores contou com cinco brasileiros e três argentinos na fase de quartas de final; dentre os cinco clubes do Brasil que chegaram a esta fase, estão as quatro maiores receitas de direitos de TV e premiações: Palmeiras (R$551 mi), Flamengo (R$450 mi), Atlético-MG (R$279 mi) e Corinthians (R$266 mi). 50% de todo o valor arrecadado com TV e prêmios está concentrado em apenas 5 clubes — o São Paulo se junta aos quatro primeiros da lista. A tendência, inclusive, é de que o abismo vá aumentando a cada ano. Em 2021, 13 clubes da Série A do Brasileirão faturaram ao menos R$100 milhões em direitos de transmissão e premiações. Nunca existiu tanto dinheiro à disposição no Brasileirão.
O argentino Felipe Silveyra, também jornalista, destaca que a maioria dos clubes argentinos se aproximam mais dos chilenos do que dos brasileiros, economicamente falando: “Hoje, o futebol chileno lida com orçamentos maiores do que muitos dos times argentinos que participam da Libertadores. Posso garantir que qualquer jogador da Universidade Católica ganha mais do que qualquer jogador de Talleres, Colón ou Vélez”, conta.
“O futebol argentino está cada vez pior. Hoje não há time que jogue bem e seja favorito na Libertadores. River e Boca sim, […] mas não os vejo como candidatos. Logicamente, eles botam medo por causa do nome e do que geram, mas não são mais os mesmos de antes da pandemia. Se você quer saber, acho muito difícil que a Libertadores saia do Brasil”, completa Felipe.
A base de dados utilizada como fonte das estatísticas citadas provavelmente será disponibilizada ao público em breve. As porcentagens foram arredondadas para simplificar os dados.
Nesta terça (18), a temporada regular da NBA volta oficialmente após longos quatro meses. Em sua noite de abertura, dois jogos prometem trazer grandes emoções para os fãs da maior liga de basquete do mundo.
Às 20h30, Boston Celtics enfrenta o Philadelphia 76ers no TD Garden. Às 23h, o atual campeão Golden State Warriors recebe o Los Angeles Lakers na Chase Center. O confronto também deve marcar a tradicional entrega dos anéis de campeões para a equipe californiana.
A LIGA
A NBA é composta por 30 franquias divididas em duas conferências.
Conferência Leste: Boston Celtics, Brooklyn Nets, New York Knicks, Philadelphia 76ers, Toronto Raptors, Atlanta Hawks, Miami Heat, Charlotte Hornets, Orlando Magic, Washington Wizards, Indiana Pacers, Detroit Pistons, Chicago Bulls, Cleveland Cavaliers e Milwaukee Bucks.
Conferência Oeste: Los Angeles Lakers, Los Angeles Clippers, Sacramento Kings, Phoenix Suns, Golden State Warriors, Denver Nuggets, Portland Trail Blazers, Oklahoma City Thunder, Utah Jazz, Minnesota Timberwolves, New Orleans Pelicans, Memphis Grizzlies, Houston Rockets, San Antonio Spurs e Dallas Mavericks.
Todas as 30 franquias se enfrentam entre si ao longo de 82 rodadas. Ao final, as oito franquias com mais vitórias em suas conferências se classificam para os playoffs (desde a temporada 2020-2021, a NBA também implementou o play-in, fase preliminar aos playoffs em que o sétimo, oitavo, nono e décimo colocado da conferência competem por duas vagas).
Os playoffs funcionam como um mata-mata, em que as equipes se enfrentam em séries de melhor de sete partidas para avançar à próxima fase. O campeão de cada conferência então, se enfrenta em uma série de melhor de sete pelo título da NBA.

O QUE HÁ DE MELHOR
A noite de abertura já conta com dois grandes jogos. Nesta terça-feira (18), às 20h30, horário de Brasília, o Boston Celtics, vice-campeão da última temporada, vai enfrentar o Philadelphia 76ers. Os Celtics vivem um momento com suas turbulências por conta da lesão do pivô Robert Williams III e da suspensão do treinador Ime Udoka, que após campanha exemplar em seu primeiro ano como técnico, foi afastado por toda a temporada após a investigação em torno de um relacionamento com uma funcionária da franquia.
Apesar disso, o Boston conta com seus líderes Jayson Tatum e Jaylen Brown, além do DPOY (Melhor Defensor da Temporada) Marcus Smart, e apoiados por sua torcida, são favoritos para o jogo de hoje. O 76ers, no entanto, promete dar trabalho, já que se reforçou com bons jogadores como PJ Tucker e contando com as estrelas de Joel Embiid e James Harden, são também um dos favoritos para a temporada.
No outro confronto da noite, além do prestígio da entrega dos anéis para os jogadores do Warriors, destaca-se o duelo individual entre as prováveis duas maiores lendas do basquete na última década: Stephen Curry, do Warriors, e Lebron James, dos Lakers. Os jogadores já se enfrentaram em quatro finais da NBA - sendo três vitórias do armador do Warriors contra uma de Lebron James, e devem protagonizar mais um grande confronto nesta noite.
Outros aspectos da partida também devem chamar atenção. No lado do Warriors, a agressão de Draymond Green ao armador Jordan Poole em um treino da equipe abalou muito o ambiente na última semana, mas a princípio, já foi apaziguada.
Pelos Lakers, o armador Russell Westbrook é incógnita para a partida e caso tenha condições de jogo, também é dúvida sua condição de titular ou reserva. Vale lembrar que o jogador já foi uma das maiores estrelas da liga, mas teve uma temporada muito ruim com o Lakers ano passado.
Até domingo, mais de 40 jogos estão marcados. Veja os principais confrontos e os horários (seguindo fuso de Brasília):
Quarta-feira (19)
20h30 – Brooklyn Nets x New Orleans Pelicans
23h – Phoenix Suns x Dallas Mavericks
Quinta-Feira (20)
20h30 – Philadelphia 76ers x Milwaukee Bucks
23h – Los Angeles Lakers x Los Angeles Clippers
Sexta-Feira (21)
20h30 – Miami Heat x Boston Celtics
23h – Golden State Warriors x Denver Nuggets
Sábado (22)
21h – Chicago Bulls x Cleveland Cavaliers
21h30 – Dallas Mavericks x Memphis Grizzlies
Domingo (23)
18h – Atlanta Hawks x Charlotte Hornets
23h – Los Angeles Clippers x Phoenix Suns
Após quase quatro meses de off-season, os times da maior liga de basquete do mundo, a NBA, voltam à ativa em preparação para a próxima temporada, que começa no dia 18 de outubro. Desde a última sexta-feira (30), várias equipes vem disputando amistosos dentro e fora dos Estados Unidos visando ganhar ritmo e testar rotações de seus elencos.
A pré-temporada começou com a excursão de alguns times para promover a liga em outros países. No Japão, o atual campeão Golden State Warriors venceu o Washington Wizards em duas partidas entre sexta-feira (96 x 87) e domingo (104 x 95). Apesar de em um jogo de pré-temporada o resultado final não ser o mais importantes para as equipes, as atuações do jovem pivô James Wiseman (que enfrentou dificuldades de se manter saudável nas últimas temporadas) e da lenda da franquia Stephen Curry foram o suficiente para empolgar a torcida da equipe de São Francisco.
Pelo lado dos Wizards, a presença de Rui Hachimura na quadra animou a torcida anfitriã, ao ver um dos únicos dois jogadores japonês na NBA tendo a oportunidade de jogar dentro de seu próprio país.
Além dos confrontos em si, um encontro em particular também chamou muita atenção durante a visita dos campeões da NBA ao país asiático. Trata-se do astro do k-pop SUGA, que conheceu os jogadores dos Warriors e posou para fotos com astros como Klay Thompson e Stephen Curry. As estrelas ainda se arriscaram em outras áreas da cultura japonesa, como o sumô.
Dentro dos Estados Unidos algumas franquias recebem times estrangeiros para partidas amistosas. Também na sexta-feira (30), o Los Angeles Clippers enfrentou o Maccabi Ironi Raana, de Israel, e venceu por 121 x 81. O Adelaide 36ers, da Austrália, enfrentou neste domingo (02) o Phoenix Suns, em partida que terminou em surpreendente vitória dos australianos por 134 x 124.
Ambas as equipes ainda tem amistosos contra o Oklahoma City Thunder, sendo o Adelaide 36ers na quinta-feira (06) e o Maccabi no próximo domingo (09). A equipe israelense ainda enfrenta o Portland Trail Blazers, também na quinta-feira. Essas cinco partidas marcam o fim de uma série de três anos desde o último jogo entre franquias da NBA e equipes estrangeiras, já que após a pandemia, os protocolos de segurança da liga se tornaram mais rigorosos.
Por último, alguns outros jogos na pré-temporada já chamam a atenção. Neste domingo (02), após uma semana de muitas polêmicas em meio à severa suspensão de Ime Udoka por conta de uma relação entre o treinador e uma funcionária da franquia - na qual a investigação do Celtics identificou que Udoka utilizou de linguagem imprópria à funcionária, segundo reportou a ESPN americana -, os vice-campeões da NBA iniciaram a pré-temporada com vitória sobre o Charlotte Hornets por 134 x 93.
Nesta segunda-feira (03), outro confronto deve atrair os olhos dos amantes da liga de basquete. Trata-se de Brooklyn Nets x Philadelphia 76ers, recheado de rivalidades recentes que devem aumentar a expectativa para a partida, apesar de um amistoso. Será a primeira partida do armador Ben Simmons com a camisa dos Nets desde que saiu justamente da Philadelphia na temporada passada após relação extremamente desgastada com os jogadores, staff técnico e torcida local durante as quatro temporadas e meia em que foi um dos principais jogadores da franquia.
O jogador, inclusive, se recusou a treinar e jogar pelos 76ers durante a última temporada enquanto a franquia procurava trocar o atleta. Após enfim ser trocado pela superestrela James Harden, o jogador sofreu com uma lesão nas costas e ficou fora de toda a última temporada, mas agora se encontra em condições de jogo e pronto para iniciar sua jornada em Brooklyn junto de Kevin Durant e Kyrie Irving. O confronto está marcado para às 20h30 no horário de Brasília.
Até o início da temporada, mais de 60 partidas amistosas estão marcadas para este mês de outubro. O primeiro jogo oficial da temporada será entre Boston Celtics x Philadelphia 76ers, no dia 18, 3a.feira.
No último sábado (24), Corinthians e Internacional se encontraram na Neo Química Arena para o jogo decisivo do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol. No jogo de ida, as duas equipes empataram no Beira-Rio com um gol para cada lado. Millene marcou para as coloradas e Jheniffer empatou para o Timão. Antes do fim, a lateral-esquerda Belinha, do Inter, foi expulsa após uma consulta ao VAR.
A partida contou com 36.330 pessoas presentes no estádio e bateu o recorde de maior público no futebol feminino de clubes no Brasil. A marca acabou não durando tanto. No jogo decisivo, a torcida corinthiana compareceu em peso com o apoio da #invasãoporelas, criada por torcedores. Na Neo Química Arena, 41.070 torcedores assistiram de perto a grande final.
O número não apenas bateu o recorde da ida, se tornando o maior público no futebol feminino de clubes no Brasil, como também se tornou o maior público da modalidade entre clubes em todo o continente sul-americano.
A competição desse ano também contou com a maior premiação da história, rendendo ao campeão o direito de levar R$1 milhão para casa, enquanto o vice faturou metade desse valor.
A bola começou a rolar as 14h no horário de Brasília, o Corinthians foi a campo com a seguinte escalação:
O Internacional foi escalado da seguinte forma:
O 1º tempo foi digno da grande final, Corinthians e Internacional se apresentaram para o jogo e fizeram um espetáculo para o torcedor. Logo aos 2 minutos, Gabi Zanotti, meia-atacante do Corinthians, aproveitou um cruzamento para mandar, de cabeça, uma bola para o fundo da rede colorada. Porém, o VAR revisou o lance e encontrou uma falta na origem da jogada, o que acabou anulando o gol.
As brabas, como são chamadas as jogadoras do Corinthians, estavam melhores em campo e chegaram a acertar uma bola no travessão, mas foi o time do Sul que abriu o placar. Aos 13 minutos, foi cobrado um escanteio na área corintiana, a bola foi dividida e acabou sobrando para Sorriso abrir o placar para o Inter.
As coloradas aproveitaram o ânimo do gol e chegaram algumas vezes com perigo, mas logo o time anfitrião se organizou e voltou a controlar a partida. Aos 22 minutos, Yasmim avançou até a linha de fundo pelo lado esquerdo e cruzou para Jaqueline, na segunda trave, pegar de primeira e deixar tudo igual no placar.
O jogo começou a ficar mais confortável para o Timão que passou a criar mais chances até que, aos 45 minutos, as donas da casa viraram o jogo. Em jogada ensaiada na cobrança de escanteio, Tamires cobrou curto para Adriana que devolveu para a lateral-esquerdo que, com muito capricho, cruzou para Diany cabecear, a bola ainda desviou em uma zagueira adversária e tirou as chances da goleira. O Timão foi para o intervalo a frente.
No 2° tempo, o Corinthians não deu chance da conversa no intervalo surtir efeito e, logo no 1º minuto, Gabi Portilho partiu pelo lado direito e rolou na entrada da área para Vic Albuquerque bater de primeira no canto direito e ampliar o placar, 3 a 1.
O Inter sentiu o gol e a partir daí as Brabas dominaram o jogo. Apesar de ter criado chances, o placar permaneceu o mesmo até que, aos 46 minutos, Jheniffer aproveitou um cruzamento para fechar a conta e decretar a vitória, 4 a 1.
Esse foi o 4º título do Corinthians na competição, o terceiro seguido. Além disso, foi a sexta final consecutiva do time de Itaquera.
Pelo lado colorado, essa foi a 1ª final disputada pelas meninas, além disso, garantiram a participação do Inter na Libertadores de 2023, outro feito inédito.
Agora, o time do Sul direciona sua atenção para o Campeonato Gaúcho. Enquanto o Timão foca no Paulista e começa a olhar para a Libertadores desse ano.