Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Como é o processo de profissionalização de um atleta de basquete no Brasil
por
Vitor Coelho Palhares
Cristiane Santos Gabriel
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18/11/2022 - 12h

                 Ser um esportista e não jogar futebol no Brasil é um desafio. Em âmbito profissional é ainda mais trabalhoso e improvável. No cenário do basquete nacional não é diferente. O NBB (Novo Basquete Brasil), a primeira divisão do basquete nacional, começou a operar nesse formato apenas em 2008. Os clubes formam um corpo diretivo, administrando a competição como uma liga (todos os participantes têm o mesmo peso perante as decisões votadas pela liga). O grande desafio que esse campeonato enfrenta é a falta de estabilidade das equipes envolvidas, resultando em contratos de curto período, muitas vezes nem anuais, onde o atleta cumpre com seus deveres e utilizas as instalações recebendo pelo seu serviço apenas durante o período do campeonato vigente (menos de 6 meses se a equipe não atingir as fases finais).

                O basquete profissional passa a ser encarado como um ambiente profissional, mas também de muita incerteza, como comenta o atleta do Flamengo, Gabriel “Jaú” Galvanini: “Graças a Deus hoje em dia, depois de jogar pela seleção nacional e alguns clubes, tenho estabilidade aqui no Rio (Flamengo). No começo da minha trajetória no profissional tive passagens pelo basquete espanhol e depois no interior de São Paulo (Bauru), mas sempre na expectativa de dar tudo certo, não de me estabelecer como jogador em uma equipe e incorporar seu estilo”. Segundo fontes da própria liga nacional, apenas 17 times jogarão o campeonato de 2023, totalizando aproximadamente apenas 250 atletas profissionais com uma remuneração adequada em cenário nacional.

                O outro lado do espectro traz uma grande maioria de jogadores de base que enfrentam dificuldade nessa transição entre juvenil e profissional, muitas vezes abandonando a carreira de atleta, seja por falta de condições dignas de trabalho/pagamento, ou pela estabilidade que à profissão não apresenta, além de contar com o fato de ser um trabalho de curta duração, onde o atleta se aposenta das práticas esportivas na maioria dos casos em menos de 20 anos de exercício. O atleta Nicolas Ronsini comentou sobre essa transição: “Joguei na base do Palmeiras por 7 anos, passando pela maioria das categorias, jogando pela seleção de base e ganhando diversos títulos pela minha passagem. Quando completei 19 anos recebi uma proposta para jogar em Campina Grande, pelo time da Unifacisa, minha primeira chance como profissional, contrato de um ano com cláusula de renovação de mais um. Passado o primeiro, não jogando muito, fui transferido para o Corinthians, na minha cidade natal, mas nada foi como o esperado. Depois de um ano encerraram meu contrato. Como não tinha muita segurança, decidi abandonar o basquete. Hoje, trabalho com marketing digital e controle de tráfego”.

                O cenário esportivo no Brasil precisa necessariamente de políticas públicas eficientes, apoio financeiro e visibilidade em âmbito nacional, para que mais atletas envolvidos em esportes que não sejam o futebol tenham a condição de praticá-los como uma profissão estável e rentável, ou seja, com reconhecimentos de todas as partes.

Evento realizado no Parque Ibirapuera conta com itens históricos e acontece até o dia 20 de novembro
por
Gabriel Alberto
Lucas G. Azevedo
|
09/11/2022 - 12h

A Fórmula 1 comemora 50 anos do GP do Brasil em 2022 e o governo do Estado de São Paulo decidiu organizar uma exposição nostálgica que conta com diversos itens e atividades para o público.

Entrada especial instalada na Oca. Foto: Gabriel Alberto.
Entrada especial instalada na Oca. Foto: Gabriel Alberto.

O evento começa com uma linha do tempo com imagens e textos sobre grandes momentos de corridas realizadas no Brasil, tanto no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, quanto no Circuito de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, com fatos datados desde 1972.

Fotos de momentos históricos. Foto: Gabriel Alberto.

Ao andar pela exposição, também pode-se observar a história do automobilismo brasileiro através dos objetos expostos. O que chama atenção é a presença dos troféus, principalmente o “gigante brilhante” que marca o quarto GP realizado aqui, em 1975, quando José Carlos Pace ganhou sua única corrida na Fórmula 1. O próprio jornalista Reginaldo leme colaborou para a exposição com a sua raríssima medalha de 500 Grande Prêmios cobertos. 

Outro ponto alto da exibição são as vestimentas dos pilotos. Vários capacetes, não só dos brasileiros, mas também de nomes estrangeiros que fizeram história nos GPs do Brasil como Lewis Hamilton, Jenson Button e Mika Hakkinen podem ser observados de perto. Ainda dá para ver macacões usados em corridas históricas, como o verde e amarelo da Ferrari que Felipe Massa usou na sua vitória em Interlagos e o clássico macacão vermelho de Ayrton Senna. 

Macacão histórico de Rubinho Barrichello. Foto: Gabriel Alberto.
Macacão histórico de Rubinho Barrichello. Foto: Gabriel Alberto.

Para os fanáticos, há uma seção separada com miniaturas que chama a atenção de colecionadores. Com mini réplicas da Toleman que Ayrton Senna pilotou em 1984, da McLaren de Lewis Hamilton de 2008 e a Prost de Luciano Burti, por exemplo. 

Por fim, a grande atração da exposição são os carros. Poder observar de perto veículos históricos mexe com o coração daqueles mais apaixonados pelo esporte. Alguns dos carros são a Lotus de Ayrton Senna, a Ferrari onde Felipe Massa quase foi campeão em 2008 e a Jordan de Rubens Barrichello.  

E se engana quem pensa que o evento só é divertido para os fãs da categoria, como afirma Julia Nunes Ferreira, uma visitante da exposição: “Eu achei a exposição bem interativa, com muitas fotos, vídeos e textos que contavam um pouco da história, sem falar nos capacetes, essa foi a parte mais legal pra mim. Eu mesmo nunca tinha chegado perto de um carro de Fórmula 1, foi muito legal. Até quem não gosta de corrida, só de ver a história, os minis carrinhos, os macacões, vale muito a pena.”  

Carro da Ferrari na temporada 2008. Foto: Gabriel Alberto.
Carro da Ferrari na temporada 2008. Foto: Gabriel Alberto.

A exposição ainda conta com diversas atividades interativas para os visitantes. A exposição terá simuladores e uma pista de autorama para o público se divertir. Também acontecerão entrevistas ao vivo com personalidades do esporte brasileiro. 

Aos finais de semana de corrida, será possível acompanhar tudo, desde os treinos até a linha de chegada, na garage fest. Onde um telão e um DJ serão instalados na Oca para acompanhar o GP com o clima da torcida. 

O evento começou no dia 18 de outubro e vai até o dia 20 de novembro na Oca do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O ingresso é gratuito às terças, 50 reais nos outros dias e 150 reais durante os dias com garage fest. A exposição vai das 10h às 21h com grupos limitados a 200 pessoas e duração de 60 minutos. 

Falta de incentivo, pouca visibilidade e desigualdade salarial. A AGEMT conversou com a ex-jogadora Adriana e a técnica Pia Sundhage sobre os desafios do futebol feminino.
por
Giulia Cicirelli
Isabella Santos
|
09/11/2022 - 12h

     O futebol feminino está em constante evolução e tendo uma visibilidade maior, porém, muitas vezes o esporte para as mulheres ainda é estigmatizado pela sociedade, fruto de um preconceito enraizado que se desfaz em um processo lento. O interesse das mulheres pelo esporte sempre existiu, mas por ser tratado como atividade feita apenas para os homens, foi reprimido por anos.


    No entanto, as mulheres que decidiram encarar o preconceito de frente, seguindo sua paixão pelo futebol, enfrentaram muitos obstáculos para consolidar uma carreira séria e reconhecida. Enquanto para os homens a prática desse esporte gerava riqueza e fama, para as mulheres ele gerava preconceito e desprezo. Enquanto eles nunca precisaram provar seu lugar no esporte para terem visibilidade, para as mulheres isso é uma luta constante que mesmo com a evolução do pensamento da sociedade ainda permanece.


    Muitas jogadoras que possuem as mesmas habilidades de atletas homens não têm seu trabalho reconhecido e valorizado apenas por serem mulheres. Um grande exemplo disso é a comparação entre o salário da camisa 10 da seleção brasileira feminina, a jogadora Marta, e o camisa 10 da seleção masculina Neymar.


    Marta já foi eleita 6 vezes a melhor jogadora do mundo pela FIFA, prêmio cobiçado pelo camisa 10 da seleção masculina, e ainda sim, a campanha, voltada para igualdade salarial entre homens e mulheres no esporte, mostrou que Marta recebe o equivalente a 1% da receita e Neymar durante toda uma temporada.


    A equipe da AGEMT conversou com a jogadora Adriana Oliveira, atleta que atuou profissionalmente de 2000 a 2013, que ressaltou o fato de em todos esses anos jogando por clubes como Corinthians, Palmeiras, São Caetano, São Bernardo, nunca ter obtido um patrocínio. “Na minha primeira participação com o Palmeiras, eles só davam a camisa e ponto, nós nem treinávamos no centro de treinamento, não tínhamos direito a usar estádio ou qualquer outra coisa do clube. Então, essa coisa de patrocínio é algo muito recente.


    Há também uma grande importância na atuação das mulheres fora de campo, especialmente em modalidades femininas. Ter um modelo feminino para incentivar as próximas gerações de atletas a seguirem no esporte e lutarem por mais direitos é essencial para a constante evolução da modalidade, servindo também como uma inspiração por quem admira e ama o esporte. Adriana reforçou a importância da representação feminina nos esportes. “Eu me considero até mãe dessas meninas, por ser de outra geração e participar dessa evolução ao longo dos anos”, afirmou a ex-atleta.

 

Mídia e visibilidade


    A mídia também tem contribuição para a evolução do futebol feminino, quanto maior o número de notícias mostrando ídolas do esporte e prestigiando seu trabalho maior a visibilidade para o grande público.

    Em 2022, o Campeonato Brasileiro Feminino passou a ser televisionado tanto na TV aberta quanto em canais fechados, além de algumas competições como o Campeonato Paulista, transmitirem os jogos pelas redes sociais.

    A técnica da seleção brasileira Feminina, Pia Sundhage, em entrevista a AGEMT destacou a importância da mídia e das redes sociais na valorização da modalidade. “É ótimo quando se tem a mídia por perto e eu sempre tento fazer um bom trabalho ao contar histórias, histórias pessoais sobre o quão importante é o futebol é pra mim, além de você ter as redes sociais, que é um papel importante para espalhar boas notícias", salienta a treinadora.


    Vencedora de dois ouros olímpicos com a seleção feminina dos Estados Unidos em 2008 e 2012, e prata com a seleção da Suécia em 2016, Sundhage também falou sobre a motivação para seguir na carreira. “Começou com a paixão, sem me importar com os obstáculos e ser persistente, então se você tem essas duas palavras para si você pode superar qualquer tipo de obstáculo. É desconfortável quando você é a única mulher, é desconfortável quando você é excluída em discussões algumas vezes, mas persistir é um começo, mesmo que seja desconfortável sua paixão vai te fazer passar por isso”, disse a treinadora sueca.

 Seleção Brasileira Feminina.
Pia Sundhage em seu primeiro treino com a Seleção Brasileira
Feminina. Foto: Mauro Horita/CBF


    A popularização das competições e a visibilidade na mídia, atrai o público para os estádios, a final do Brasileirão entre Corinthians e Internacional, em 24 de setembro deste ano, estabeleceu não apenas o recorde de público do futebol feminino no Brasil como na América do Sul. Com um público de 41.070 pessoas na NeoQuímica Arena, o Corinthians bateu o Inter por 4 a 1 e levantou mais uma taça.

 

E aí, CBF ?


    A luta por igualdade e direitos das mulheres deve ter participação também das instituições. Até 2013, por exemplo, não exista nenhum tipo de competição oficial de futebol brasileiro feminino organizado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Em 2022, o campeonato brasileiros feminino passou a ter primeira e segunda divisão, um modelo inédito, com 16 times nas duas divisões.


Um passo de cada vez


    Nos últimos anos a modalidade tem obtido pequenos avanços, fundamentais para a afirmação das mulheres no futebol. Um grande exemplo disso é o fim da diferença no pagamento das diárias das jogadoras convocadas para a Seleção. Agora, homens e mulheres que atuam pelo Brasil recebem o mesmo valor.

    Um acordo entre a empresa de material esportivo Puma e as jogadoras do Palmeiras também é motivo de comemoração. Pelo acordo, as "palestrinas" são patrocinadas individualmente pela marca, algo inédito no futebol feminino.


    Esse reconhecimento é importante e essencial para as atletas superarem os obstáculos e continuarem na luta pelos seus sonhos, afinal, o lugar delas é dando espetáculo com a bola nos pés.

 

Undeca ou hendeca, chame como quiser. Palmeiras o único 11 vezes campeão brasileiro!
por
Luísa Ayres Dias de Oliveira
|
03/11/2022 - 12h

Quando a gente é pequeno, ouve dos adultos que pra se acalmar basta respirar e contar até 10. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez. Assim.

Quando cresci, e passei a acompanhar mais de perto o futebol, comecei a duvidar da eficácia desse método. Às vezes, não dava tempo de contar até 10, o gol saia antes e o grito de emoção se misturava à contagem. Às vezes, contar até 10 soava como contar até mil e o fôlego acabava pela metade.

Mas no dia 2 de novembro, com a derrota do Internacional e o baile do Palmeiras em casa - literalmente, dá pra ver o oposto de tudo isso.

Para qualquer palmeirense, a partir dessa noite, contar até 11 é a melhor sensação de todas! E contar até 10, não é mais o que era antes. Já para o resto… Que eles continuem contando até 8, no máximo. E que aos de verde caiba contar até 11. Não para relaxar, mas para comemorar!

Contar até 10, agora, não é mais suficiente. É preciso contar até onze.

É preciso encher duas mãos e acrescentar mais um dedo. Colocar mais uma taça naquela sala de troféus. É preciso entender que, se em 2018, contar até 10 bastava, agora, em 2022, não basta mais.

O que acalma mesmo um torcedor alviverde hoje é contar, mais e mais - e não só títulos!

Entender que a tarefa do palestrino também é a de contar sobre ídolos, academias, sobre crianças de 16 anos que jogam como adultos e de adultos com tamanho de criança que jogam e encantam. 

Aquela mesma menina que eu era e que até aqui contava até 10, hoje é uma mulher que comemora poder contar até onze. O que soava como um castigo de infância, uma espécie de bronca em momentos de birra - respira! Conta até 10-, agora é um prazer inestimável.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, ONZE.

Sinto muito mãe, mas não vou ensinar meus filhos a contar até dez quando estiverem nervosos. Vou ensinar-lhes o prazer de torcer pra um time que pode contar até onze!

Palmeiras: 11 vezes campeão brasileiro!

Legenda: Comemoração do 11º título alviverde do brasileirão no Allianz Parque, na noite de ontem (02/11). Créditos: autoria própria (Luísa Ayres).
Comemoração do 11º título alviverde do brasileirão no Allianz Parque. Crédito: Luísa Ayres

 

Como funciona a participação feminina na elite do futebol profissional brasileiro
por
Vitor Palhares
Cristiane Santos
|
28/10/2022 - 12h

 

                O futebol é o esporte mais consumido do mundo. Segundo relatório da FIFA (Federação Internacional de Futebol) metade da população mundial assistiu a copa do mundo realizada em 2018 na Rússia (cerca de 3.5 bilhões de espectadores). A competição feminina ministrada pela mesma entidade contou com audiência superior a um bilhão de pessoas, um aumento de 30% em comparação a anterior. Esses números compravam a popularidade e o alcance do esporte.

No Brasil não é diferente, conhecido como país do futebol, quase metade da população tem interesse no jogo e um a cada seis diz frequentar estádios, dados da ESPN Brasil. A popularidade é um fato e a prática movimenta bilhões de reais no país. Os clubes profissionais contam com estruturas pomposas, repletas de profissionais qualificados. Porém, a divisão entre gêneros dentro do quadro de funcionários está longe de igualitária, em matéria publicada pelo Metrópoles em agosto de 2020 aponta que 85% das comissões técnicas do futebol feminino são compostas por homens, no masculino esse número ultrapassa os 95%.

Alguns pontos podem explicar essa discrepância, em território nacional as mulheres foram proibidas de praticar futebol por 38 anos (1941 a 1979) devido às condições de sua natureza, escancarando o machismo estrutural que o gênero sofre não só no esporte, mas em todos os âmbitos sociais.

Após se deparar com a pesquisa do Metrópoles, Maria Victoria Poli Cipeda (chefe de conteúdo da 90 min) explicou: “Esses números assustam, mas não surpreendem aqueles que conhecem o meio” seguindo com o questionamento “você conhece quantas mulheres trabalhando no futebol masculino, não digo apenas do seu clube do coração, mas no contexto geral nacionalmente? Consegue citar nominalmente alguma”? Ela completa “existem profissionais mulheres altamente qualificadas para toda a hierarquia que um clube de futebol necessita, mas só as encontramos em funções indiretas a tática ao campo e bola, como nutricionista e massagistas, você nunca vê uma mulher comandar o corpo técnico ou ser diretora de futebol de uma agremiação masculina”.

Entre os 3 principais times da capital paulista (Corinthians, Palmeiras e São Paulo) trabalham mais de 130 profissionais em diversas áreas, desde assessoria de imprensa até técnicos, apenas 12 são mulheres, com o Corinthians totalizando mais da metade delas. Os sites oficiais validam as falas de Maria Victoria Poli, nenhuma participa do chamado “corpo técnico” dos times citados, composto pelo técnico, auxiliares e diretores de futebol.

Football Manager

                                                                                    (comissão técnica da seleção masculina de futebol. Crédito: Lucas Figueredo/CBF)

              Matérias de cunho sexista, falas machistas de profissionais do meio, proibições passadas foram responsáveis por transformar o futebol numa área ainda mais tomada pela presença masculina nos cargos de liderança, problema da sociedade como um todo. Alguns movimentos, dentro e fora do futebol, estão contribuindo para quebrar esse paradigma, portais voltados a divulgação da mulher no futebol como “dibradoras” ou “ESPNW” servem como fonte de notícias imparciais, além de referência para outras mulheres que não se sentem representadas.

              “O caminho é longo, mas nos últimos tempos nós mulheres começamos a quebrar barreiras, até na Globo, em TV aberta, temos uma narradora mulher comandando o jogo (referindo-se a Renata Silveira). Precisamos ocupar todas as áreas do futebol, criar referência para as meninas que sonham em se envolver. A sociedade como um todo passa por essa mudança e o futebol não pode caminhar na linha contrária”.

 

Renata Silveira narrará jogos da Copa do Mundo em TV aberta

                                                                                                                   (Renata Silveira – Foto: João Cotta / TV Globo)