Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Corrida foi marcada por polêmicas na disputa pelo pódio que ficou com Fernando Alonso da Aston Martin.
por
Bianca Athaide
Helena Cardoso
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21/03/2023 - 12h

No domingo (19) aconteceu a segunda etapa da temporada da Fórmula 1 2023, em Jeddah, no GP da Arábia Saudita. No segundo circuito mais rápido do campeonato, dois pilotos da Red Bull subiram no pódio, repetindo a dobradinha que aconteceu na semana passada no Bahrein. Dessa vez, Sérgio Perez ficou em primeiro e Max Verstappen em segundo. Enquanto o mexicano largou da pole position, o atual campeão mundial largou da 15ᵃ posição, depois do eixo de transmissão de seu carro quebrar no treino classificatório, e se viu obrigado a escalar o pelotão, terminando na segunda colocação.

Hoje não… hoje sim?!

A grande polêmica da corrida ficou pelo último lugar do pódio, com decisão apenas horas após a corrida. Fernando Alonso, da Aston Martin, chegou a assumir a primeira colocação, logo após a largada. Porém, um erro na posição de seu carro no grid depois da volta de apresentação resultou em uma penalização de 5 segundos, que deveria ser cumprida durante o seu primeiro pit-stop na corrida. O acréscimo não alterou o desfecho, já que piloto cruzou a bandeira quadriculada com o terceiro melhor tempo e com 5.1 segundos de vantagem para George Russell (Mercedes), que corria logo atrás.

Após uma avaliação que aconteceu depois do encerramento e celebração do pódio, o piloto espanhol foi punido por um suposto erro de sua equipe. Ao entrar no box na volta 18, o carro de Alonso deveria ficar 5 segundos parado, sem receber nenhuma alteração, cumprindo sua primeira punição, para depois os ajustes necessários serem feitos. No entanto, a organização avaliou que um dos mecânicos da equipe teria tocado em um dos pneus durante esse tempo. Com o descumprimento da punição, o 3° lugar iria para Russell, que chegou a receber o troféu.

Horas depois a Aston Martin questionou o resultado, uma vez que o regulamento não diz que as peças do carro não podem ser tocadas durante a penalização. O Centro de Operações Remotas da FIA reavaliou as ações dos mecânicos durante a parada e voltou atrás na decisão, favorecendo o piloto espanhol e lhe devolvendo o pódio, que fica marcado como o de número 100 em sua carreira.

A volta 18 rendeu…

Lance Stroll, companheiro de equipe de Fernando Alonso, também teve sua corrida marcada pela volta 18. Ainda com dores nos punhos, depois de seu acidente de bicicleta no início da temporada, o canadense foi instruído a parar o carro pelo chefe de equipe, Mike Krack, após problemas relacionados à recuperação de energia. Mesmo abandonando o carro fora do trajeto, a direção de prova colocou o Safety Car na pista, que permaneceu durante três voltas, tempo propício aos demais pilotos para fazerem suas paradas. 

Tabela 

Mesmo com a vitória de Pérez, quem lidera o campeonato dos pilotos é Max Verstappen, com uma vantagem de apenas um ponto em relação ao seu companheiro de equipe, após conquistar a volta mais rápida no fim da corrida. Seguidos pelos espanhóis Fernando Alonso, com 30 pontos, e Carlos Sainz (Ferrari), com 20. No campeonato de construtores, a Red Bull lidera com 87 pontos, enquanto Aston Martin e Mercedes estão empatadas com 38 pontos cada, na segunda posição.

A Fórmula 1 tem uma pausa de uma semana e retorna no próximo dia 31 de março, em Melbourne, na Austrália, para a próxima etapa da temporada. 

Leon “Rocky” Edwards derrota Kamaru Usman e defende seu título de campeão dos pesos meio-médios.
por
Guilherme Gastaldi
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20/03/2023 - 12h

A grande rivalidade entre Leon Edwards e Kamaru Usman enfim teve um desfecho no dia 18 de março de 2023 (sábado) no UFC 286. No terceiro e último confronto realizado em Londres, Inglaterra, na The O2 Arena, foi Edwards quem saiu como vencedor após cinco rounds de luta muito disputados. Além do combate valendo cinturão, o co-evento principal entre Justin Gaethje e Rafael Fiziev foi tudo aquilo que os fãs esperavam e mais um pouco. Para fechar a noite com chave de ouro, os brasileiros que assistiam e acompanhavam o evento puderam enfim dormir felizes ao verem o grande Anderson Silva finalmente ser indicado ao Hall da Fama do UFC.

 

Leon Edwards comemora sua vitória enquanto é carregado pelo seu coach (Dave Lovell) e tem sua mão levantada pelo árbitro (Herb Dean). (Foto: Jeff Bottari | Crédito: Zuffa LLC via Getty Images | Reprodução: @UFC)
Leon Edwards comemora sua vitória enquanto é carregado pelo seu coach (Dave Lovell) e tem sua mão levantada pelo árbitro (Herb Dean). (Foto: Jeff Bottari | Crédito: Zuffa LLC via Getty Images | Reprodução: @UFC)

 

AND STILL!

Após duas primeiras lutas cheias de história, enfim chegou o terceiro e último embate e, junto dele, as diversas dúvidas que rondavam ambos os lutadores, trazendo um toque especial de tensão para o espetáculo. De um lado, questionavam Edwards, se o chute nocauteador não havia sido um mero golpe de sorte. E para Usman, como ele se recuperaria de um nocaute tão brutal como o que ele levou. No final das contas, as perguntas foram finalmente respondidas com uma excelente performance de “Rocky” Edwards. O inglês levou a vitória e concretizou sua primeira defesa de cinturão dos pesos meio-médios (até 77,1 kg) após cinco rounds muito disputados.

Com vitória por decisão majoritária, as pontuações foram as seguintes: 48/46, 48/46 e 47/47, fazendo de Edwards o vencedor. Na visão de dois dos oficiais, Edwards venceu quatro dos cinco rounds, enquanto na visão do terceiro, ele ganhou três. A parte controvérsia da luta gira em torno do 2º round, quando Usman preparava uma queda e Edwards acaba a evitando ao se segurar na grade. Essa ação é ilegal e o previniu de ser colocado em uma posição claramente desconfortável, o que acabou culminando em um ponto reduzido. Além disso, alguns golpes baixos desferidos por Leon geraram um burburinho nas redes sociais por parte da comunidade de MMA. Entretanto, tal controversa não foi o suficiente para diminuir ou ofuscar o feito de "Rocky", afinal, houve pouca contestação por parte dos juízes e fãs em relação aos rounds vencidos pelo inglês, que os fez de maneira convincente.

Nesse terceiro duelo vimos o estilo de Kamaru Usman, que o levou a 15 vitórias consecutivas no UFC e diversas defesas de cinturão, não surtindo efeito como uma vez já surtiu. Para isso existem, diversas questões: talvez tenha havido um certo receio por parte do nigeriano devido a sua última derrota, sendo mais precavido para não ser nocauteado novamente. Ou talvez seja simplesmente um sinal de que de fato a sua vitoriosa e longeva carreira esteja acabando e que após anos no topo da divisão e já com um certos problemas nos joelhos, o fim esteja mais próximo do que imaginávamos. Já para Edwards o futuro como campeão é, assim como para qualquer outro lutador, incerto. A divisão dos meio-médios é extremamente densa e complexa, repleta de lutadores de alto calibre, mas após suas vitórias mais recentes, os fãs do esporte enxergam o inglês mais preparado do que nunca para qualquer desafio que vier à sua frente.

Dessa maneira, se encerra uma das mais intrigantes e interessantes trilogias da história do UFC e o mais importante, se encerra com respeito. Na entrevista pós-luta, quando Kamaru começou a falar, os fãs atendentes vaiaram, mas Edwards ao seu lado pediu com suas mãos para que o público o respeitasse. No microfone, o nigeriano disse aos apoiadores ingleses: “Eu sempre dei a ele o reconhecimento que merece (...) Londres, vocês tem um baita de um cara”, se referindo a Edwards e mostrando que, mesmo após provocações e muita tensão, o respeito mútuo entre os lutadores prevalece.

 

Leon Edwards mostrando a língua para Kamaru Usman  ao final do 2º round em tom de provocação. (Foto: Jeff Bottari |  Crédito: Zuffa LLC via Getty Images | Reprodução: @UFC)
Leon Edwards mostrando a língua para Kamaru Usman  ao final do 2º round em tom de provocação. (Foto: Jeff Bottari | 
Crédito: Zuffa LLC via Getty Images | Reprodução: @UFC)
Na introdução de Bruce Buffer, Kamaru, com tom intimidador e de provocação, encara Leon que responde com um sinal de arma, referenciando o nocaute em sua última luta. (Foto: Jeff Bottari | Crédito: Zuffa LLC via Getty Images | Reprodução: @UFC)
Na introdução de Bruce Buffer, Kamaru, com tom intimidador e de provocação, encara Leon que responde com um sinal de arma, referenciando o nocaute em sua última luta. (Foto: Jeff Bottari | Crédito: Zuffa LLC via Getty Images | Reprodução: @UFC)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Luta da Noite! 

Apesar do espetáculo de emoções que rodearam a disputa por cinturão, a luta da noite foi de fato - assim como esperado - o co-evento principal entre Justin Gaethje vs Rafael Fiziev. A luta, ao contrário do que muitos imaginavam, durou todos os três rounds e, no final, Justin Gaethje saiu como vencedor. Conhecido como o “Human Highlight Reel”, apelido que exemplifica seu estilo animador e explosivo de lutar, Gaethje mostra que ainda consegue trocar e disputar em alto nível e pretende, assim como declarou em sua entrevista pós-luta, fazer uma última corrida em direção ao cinturão dos pesos-leve.

Para Rafael Fiziev, esse está muito longe de ser o fim. Com apenas 30 anos, o cazaque ainda tem muita lenha para queimar e ainda vai lutar no topo da divisão por um bom tempo. Inclusive, esse tipo de luta serve como um teste ao lutador, que pode facilmente aproveitar a oportunidade e melhorar questões do seu jogo que ainda não estão muito bem definidas. Sem contar, é claro, que uma luta contra alguém como Justin Gaethje acaba trazendo um reconhecimento ao lutador por parte de um público mais casual - o que é importante para construir sua fama e reconhecimento dentro da organização e do octógono.

 

Justin Gaethje dando seu tradicional mortal do topo da grade ao final da luta. (Foto: Jeff Bottari | Crédito: Zuffa LLC via Getty Images | Reprodução: @UFC)
Justin Gaethje dando seu tradicional mortal do topo da grade ao final da luta contra Rafael Fiziev. (Foto: Jeff Bottari | Crédito: Zuffa LLC via Getty Images | Reprodução: @UFC)

 

O Spider é Hall da Fama

Já no card principal, entre as lutas de Marvin Vettori vs Roman Dolidze e Casey O’Neill vs Jennifer Maia, a transmissão, através de um vídeo promocional confirmou a indicação de Anderson Silva (era pioneira) para o Hall da Fama do UFC. Com um estilo de luta incomparável e inspirador para toda uma geração de lutadores, “O Spider” teve uma carreira extremamente vitoriosa que conta com 11 vitórias em lutas de cinturão e o recorde de vitórias consecutivas na organização com 16. Fãs, principalmente brasileiros, chegaram a questionar ao longo dos ano o porque da demora por parte do UFC para concretizar a indicação de Anderson, que sempre foi colocado entre os melhores de todos os tempos no esporte.

A premiação do Hall da Fama ocorrerá entre 3 e 9 de julho, durante a International Fight Week em Las Vegas e já conta com outros dois nomes: o lendário lutador brasileiro José Aldo (era moderna) e o americano Jens Pulver (era pioneira), totalizando até o momento três lutadores indicados. Para entender melhor o sistema, o hall da fama do UFC é dividido entre quatro categorias:

 

1.) Lutadores da "Era Moderna" | Estrearam em / depois de 17 de Novembro de 2000.

  • José Aldo - (2023) *
  • Daniel Cormier - (2022)
  • Khabib Nurmagomedov - (2022)
  • Geroges St. Pierre - (2020)
  • Rashad Evans - (2019)
  • Michael Bisping - (2019)
  • Ronda Rousey - (2018)
  • Urijah Faber - (2017)
  • B.J. Penn - (2015)
  • Forrest Griffin - (2013)

 

2.) Lutadores da "Era Pioneira" | Estrearam antes de 17 de Novembro de 2000.

  • Anderson Silva - (2023) *
  • Jens Pulver - (2023) *
  • Kevin Randleman - (2021)
  • Rich Franklin - (2019)
  • Matt Sera - (2018)
  • Kazushi Sakuraba - (2017)
  • Maurice Smith - (2017)
  • Don Frye - (2016)
  • Antonio Rodrigo Nogueira - (2016)
  • Bas Rutten - (2015)
  • Pat Miletich - (2014)
  • Tito Ortiz - (2012)
  • Matt Hughes - (2010)
  • Chuck Lidell - (2009)
  • Mark Coleman - (2008)
  • Randy Couture - (2006)
  • Dan Severn - (2005)
  • Ken Shamrock - (2003)
  • Royce Gracie - (2003) 

 

3.) Lutas com grande significado histórico.

  • Cub Swanson vs. Dohoo Choi / UFC 206 - (2022)
  • Jon Jones vs. Alexander Gustafsson / UFC 165 - (2021)
  • Diego Sanchez vs. Clay Guida / TUF: US vs. UK Finale - (2019)
  • Mauricio "Shogun" Rua vs. Dan Henderson / UFC 139 - (2018)
  • Mark Coleman vs. Pete Williams / UFC 17 - (2016)
  • Matt Hughes vs. Frank Trigg II / UFC 52 - (2015)
  • Forrest Griffin vs. Stephan Bonnar / TUF 1 Finale - (2013)

 

4.) Grandes contribuidores para o UFC fora da competição ativa (ou seja, não participantes).

  • Marc Ratner - (2021)
  • Art Davie - (2018)
  • Bruce Connal - (2018)
  • Joe Silva - (2017)
  • Bob Meyrowitz - (2016)
  • Jeff Blatnick - (2015)
  • Charles Lewis Jr. - (2009)

 

*** O UFC 28 – realizado em 17 de novembro de 2000 – foi o primeiro evento a usar as Regras Unificadas de Mixed Martial Arts e, portanto, é considerado por muitos historiadores e especialistas – incluindo os estatísticos oficiais do UFC FightMetric – como o primeiro evento da era moderna. Antes do UFC 28, as regras de cada evento – e até mesmo de cada luta – variavam dependendo de onde, quando e quem estava lutando. Após o UFC 28, as regras foram padronizadas. *** 

(Fonte: ufc.com.br) 
 

 Imagem oficial da indicação de Anderson Silva para o HoF. (Foto: Divulgação/ UFC)
Imagem oficial da indicação de Anderson Silva para o HoF. (Foto: Divulgação/ UFC)

 

Todos os Resultados do UFC 286:

 

Luta da Noite - Justin Gaethje vs Rafael Fiziev

Performance da Noite - Gunnar Nelson; Jake Hadley

*** (Os vencedores ganham uma premiação extra de 50 mil dólares) ***


 

→ Card Principal: 

  • Leon Edwards derrotou Kamaru Usman por Decisão (majoritária) - 48/46, 48/46, 47/47;
  • Justin Gaethje derrotou Rafael Fiziev por Decisão (majoritária) - 29/28, 29/28, 28/28;
  • Gunnar Nelson derrotou Bryan Barbarena por Finalização (chave de braço) no 1º round;
  • Jennifer Maia derrotou Casey O'Neill por Decisão (unânime) - 30/27, 29/28, 29/28;
  • Marvin Vettori derrotou Roman Dolidze por Decisão (unânime) - 29/28, 29/28, 30/27.

 

→ Card Preliminar: 

  • Jack Shore derrotou Makwan Amirkhani por Finalização (mata leão) no 2º round;
  • Chris Duncan derrotou Omar Morales por Decisão (dividida) - 27/30, 29/28, 29/28;
  • Yanal Ashmoz derrotou Sam Patterson por Nocaute (socos) no 1º round;
  • Muhammad Mokaev derrotou Jafel Filho por Finalização (mata leão) no 3º round.

 

→ Preliminares Iniciais: 

  • Lerone Murphy derrotou Gabriel Santos por Decisão (dividida) - 28/29, 29/28, 29/28;
  • Christian Leroy Duncan derrotou Dusko Todorovic por Nocaute Técnico (lesão no joelho) no 1º round; 
  • Jake Hadley derrotou Malcolm Gordon por Nocaute Técnico (socos) no 1º round;
  • Joanne Wood derrotou Luana Carolina por Decisão (dividida) - 28/29, 30/27, 29/28;
  • Jai Herbert vs L'udovít Klein acabou em Empate (majoritário) - 29/27, 28/28, 28/28;
  • Veronica Hardy derrotou Juliana Miller por Decisão (unânime) - 30/27, 30/27, 30/27. 
A corrida será realizada neste domingo. O circuito é o segundo mais rápido do calendário, perdendo apenas para o de Monza.
por
Bianca Athaide
Helena Cardoso
|
17/03/2023 - 12h

No próximo domingo (19) acontece o 3º Grande Prêmio da Arábia Saudita, em Jeddah, conhecido por ser o circuito de rua mais rápido do campeonato.

Fundado em 1932 após uma intensa e sangrenta guerra civil, a Arábia Saudita é até hoje um país sem constituição ou parlamento, sendo o leito de uma monarquia absoluta, com costumes e leis embasados pelo radicalismo islâmico e tendo no petróleo a base da sua economia. A cidade sede da corrida deste final de semana é considerada a capital comercial do país e a mais rica do Médio Oriente.

O circuito de Jeddah conta 27 curvas, de até 12 graus de inclinação e três zonas de DRS - sistema de redução de arrasto, com finalidade de reduzir o arrasto aerodinâmico e permitir as ultrapassagens. Essas características foram cuidadosamente pensadas para garantir um maior desafio aos pilotos. Um exemplo foi o GP de 2021, marcado por bandeiras vermelhas, Safety Cars e confusão.

No meio desse alvoroço estavam Lewis Hamilton (Mercedes) e Max Verstappen (Red Bull), que protagonizaram uma disputa acirrada pelo título na temporada 2021. Nesta corrida em específico havia muito em jogo para o holandês, que dependendo do resultado poderia garantir seu campeonato mundial.

Os dois pilotos sozinhos marcaram sete ocorrências entre si durante o percurso, para mais tarde Hamilton garantir o primeiro lugar do pódio. A vitória possui uma particularidade por ter sido a última do piloto até hoje - o britânico não venceu nenhuma corrida na temporada de 2022 pela primeira vez na carreira.

Apesar da vitória do inglês em 2021, Verstappen foi o último piloto a subir na posição mais alta do pódio em Jeddah, na temporada de 2022, em um GP que quase foi boicotado pelos pilotos, após mísseis atingirem instalações de petróleo a cerca de 10km do circuito. Durante a transmissão do primeiro treino livre era possível ver a fumaça e foi necessária uma longa reunião com o CEO, Stefano Domenicali, e o diretor de automobilismo, Ross Brawn, para o fim de semana prosseguir. 

A pista estreita torna as ultrapassagens mais complexas, e com isso coloca a Ferrari em desvantagem, uma vez que terá que trocar a central eletrônica de Charles Leclerc. O carro do piloto monegasco vai para a terceira troca de peça, ultrapassando o limite de duas por ano, e terá uma punição de 10 posições no grid de largada. 

Em 2023, na segunda etapa do calendário, a Red Bull tem uma pequena vantagem após a corrida no Bahrein, depois de conseguir uma dobradinha com Max Verstappen e Sergio Pérez assumindo as duas primeiras colocações; seguidos por Fernando Alonso (Aston Martin). O espanhol a missão de mostrar que a equipe tem um carro com chances de disputar o Campeonato de Construtores.   

Nesta sexta-feira (17), às 10h30 (horário de Brasília), aconteceu o primeiro treino livre. No sábado (18), a classificação está marcada para às 14h (horário de Brasília). E no domingo (19), a corrida acontece a partir das 14h (horário de Brasília), com 50 voltas.

Com a volta da organização para a Inglaterra, a rivalidade de Leon Edwards e Kamaru Usman chega ao fim.
por
Guilherme Gastaldi
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17/03/2023 - 12h

No dia 18 de março de 2023 (sábado), o UFC estará de volta a The O2 Arena, em Londres, Inglaterra. A capital britânica recebe o UFC 286 que contará com um card recheado de grandes lutas, com destaque para a trilogia entre Leon Edwards e Kamaru Usman no evento principal, valendo o cinturão dos meio-médios (até 77,1 kg). Além da disputa de título, os fãs do Ultimate tem como co-evento principal o duelo entre Justin Gaethje e Rafael Fiziev, forte candidato a luta da noite, por se tratar de um confronto de dois nocauteadores.

 

Poster oficial do UFC 286. (Foto: Divulgação/ UFC)
Poster oficial do UFC 286. (Foto: Divulgação/ UFC)

 

Leon Edwards vs Kamaru Usman - A Trilogia:

O atual campeão dos meio-médios e residente de Birmingham, Inglaterra, Leon Edwards, defenderá seu cinturão contra o nigeriano Kamaru Usman, que vai a território inimigo em busca de vingança. O confronto marca o terceiro encontro entre os lutadores. O primeiro embate entre os dois ocorreu no dia 19 de dezembro de 2015 e o Nigerian Nightmare saiu como o vencedor por uma decisão unânime após três rounds de luta. Entretanto, sete anos depois, seus caminhos se cruzaram novamente, dessa vez, a luta valia o cinturão, sendo Kamaru o detentor do cinturão e Edwards o desafiante. Dessa vez, o resultado foi surpreendente e muito diferente do primeiro duelo.

Em 20 de agosto de 2022, após quatro rounds de luta, Usman vencia o combate por 3 rounds a 1 na contagem dos juízes e encaminhava mais uma defesa de cinturão ao seu cartel. Ao início do 5º, todos davam Edwards como derrotado, sem qualquer perspectiva de vitória. Porém, com apenas um minuto de luta faltando, Leon acertou um belíssimo chute de perna esquerda na cabeça de Kamaru, nocauteando o campeão e chocando o universo do MMA. O momento, seguido de uma entrevista pós-luta de arrepiar, se tornou um clássico instantâneo e já é tido para muitos como um dos maiores momentos da história do esporte. 

A derrota marcou o fim da sequência de 15 vitórias consecutivas de Kamaru Usman, deixando um gosto ainda mais amargo por estar a poucos minutos de igualar o recorde de Anderson Silva (16). Agora, o nigeriano se encontra na posição de desafiante e procura uma vitória dominante para mostrar que sua derrota foi apenas um acidente de percurso e que não irá cometer o mesmo erro novamente. Do outro lado, Rocky quer provar para o mundo que seu nocaute não foi um golpe de sorte e uma nova vitória sobre o ex-campeão mostrará que ele de fato é o melhor de divisão.

Não se sabe quem sairá daquele octógono como vencedor, nas casas de apostas, Usman aparece como o favorito. No entanto, o confronto passado mostrou que é difícil apostar contra Edwards e que de fato, tudo pode acontecer em uma luta de MMA. O placar está 1 x 1 e os lutadores se preparam para seu terceiro e último combate entre si e será sem dúvidas um daqueles momentos que o fã do esporte não vai querer perder por nada.

 

Leon Edwards e Kamaru Usman se encaram a frente de seu duelo no UFC 286. (Foto: Jeff Bottari | Crédito: Zuffa LLC via Getty Images)
Leon Edwards e Kamaru Usman se encaram a frente de seu duelo no UFC 286. (Foto: Jeff Bottari | Crédito: Zuffa LLC via Getty Images)

 

Promessa de Luta da Noite?

A trilogia com toda certeza será o grande evento da noite, contudo, o co-evento principal promete entregar um grande show de trocação e um verdadeiro espetáculo. A luta no peso leve (até 70,3 kg) entre o americano Justin Gaethje e o cazaque Rafael Fiziev está deixando os fãs de MMA extremamente ansiosos, isso porque ambos os lutadores são conhecidos por serem grandes nocauteadores, os chamados “strikers”. Seus estilos semelhantes indicam alta probabilidade de uma luta majoritariamente em pé, concretizando-se em um grande duelo com muita trocação, exatamente aquilo que os fãs do esporte amam.

Rafael Fiziev vem de uma sequência impressionante de seis vitórias consecutivas, tendo na sua última luta o triunfo contra o lendário lutador brasileiro e ex-campeão da categoria Rafael dos Anjos. Uma vitória contra o top 3 do ranking dos Pesos-Leves o tornaria um verdadeiro candidato a uma luta pelo cinturão. Já para Gaethje, que vem de uma derrota para Charles “do Bronx” em maio de 2022, uma vitória contra um dos principais prospectos da divisão mostraria a todos que ele merece estar no topo e pode sim vir a lutar novamente pelo cinturão.

As casas de apostas apontam um certo favoritismo para Fiziev, principalmente por ser um pouco mais jovem e estar vivendo seu auge técnico e físico. Mas assim como o evento principal, é dificílimo apontar um claro vencedor, afinal, ambos são excelentes trocadores e um golpe bem dado que qualquer um dos dois acerte pode mudar completamente o rumo da luta. O que se pode de fato apostar é que essa luta dificilmente irá para a decisão dos juízes, ou seja, as chances de um nocaute, tanto para um lado como para o outro, são imensas!

 

Justin Gaethje e Rafael Fiziev se encaram a frente de seu duelo no UFC 286. (Foto: Jeff Bottari | Crédito: Zuffa LLC via Getty Images)
Justin Gaethje e Rafael Fiziev se encaram a frente de seu duelo no UFC 286. (Foto: Jeff Bottari | Crédito: Zuffa LLC via Getty Images)

 

Card Completo de Lutas:

CARD PRINCIPAL. (18:00 BRT)

  • Leon Edwards (C) vs Kamaru Usman #1  (Cinturão Peso Meio-médio)
  • Justin Gaethje #3 vs Rafael Fiziev #6  (Peso-Leve)
  • Gunnar Nelson vs Bryan Barbarena  (Peso Meio-médio)
  • Jennifer Maia #8 vs Casey O'Neill #12  (Peso-Mosca feminino)
  • Marvin Vettori #4 vs Roman Dolidze #9  (Peso-Médio)

 

CARD PRELIMINAR. (16:00 BRT)

  • Jack Shore vs Makwan Amirkhani  (Peso-Pena)
  • Chris Duncan vs Omar Morales  (Peso-Leve)
  • Sam Patterson vs Yanal Ashmouz  (Peso-Leve)
  • Muhammad Mokaev #12 vs Jafel Filho  (Peso-Mosca)

 

PRELIMINARES INICIAIS. (13:30 BRT)

  • Lerone Murphy vs Gabriel Santos  (Peso-Pena)
  • Christian Leroy Duncan vs Dusko Todorovic  (Peso-Médio)
  • Jeke Hadley vs Malcolm Gordon  (Peso-Mosca)
  • Joanne Calderwood vs Luana Carolina  (Peso-Mosca feminino)
  • Jai Herbert vs L'udovít Klein  (Peso-Leve)
  • Juliana Miller vs Veronica Macedo  (Peso-Mosca feminino)

Fundada durante o auge da ditadura militar, a maior torcida organizada do país acumula episódios de resistência
por
Esther Ursulino
|
01/12/2022 - 12h

Por Esther Ursulino

No início de novembro integrantes da Gaviões da Fiel, maior torcida organizada do Brasil, desbloquearam vias interditadas ilegalmente por manifestantes bolsonaristas. Inconformados com o resultado das eleições, apoiadores do atual presidente pediam por intervenção federal. O episódio, protagonizado por torcedores do timão, entrou para a lista de vezes em que a organizada se posicionou, ao decorrer de sua história, contra o autoritarismo. 

Logo após o resultado das eleições ser divulgado pelo TSE na noite de 30 de outubro, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) inconformados com a vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciaram protestos em diversas rodovias do país, impedindo a passagem de veículos. No dia seguinte, a Justiça Federal e o STF ordenaram que as forças de segurança realizassem o desbloqueio das estradas. Entretanto, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar não cumpriram a ordem.

Tendo em vista a omissão de quem deveria desobstruir as estradas, membros da Gaviões se mobilizaram para acabar com os bloqueios golpistas. Na noite do dia primeiro, o grupo liberou um trecho da Marginal Tietê, na altura da Ponte das Bandeiras, em São Paulo. Vídeos que repercutiram na internet mostram que, assim que os corintianos se aproximaram, os autores dos bloqueios saíram rapidamente com seus veículos. Em entrevista à Rede Brasil Atual, Chico Malfitani, um dos fundadores da Gaviões da Fiel, destaca que não houve conflito: “Ninguém foi lá para ‘quebrar o pau’, mas para dizer, ‘vamos sair’. O que a polícia poderia ter feito, é um absurdo. Isso mostra que há uma bolsonarização das forças de segurança do Brasil.”

Gaviões da Fiel estendem faixa com a frase "Somos pela democracia".
Membros da Gaviões da Fiel estendem uma faixa com a frase "Somos pela democracia" após abrirem rodovia interditada por bolsonaristas que pediam intervenção federal. 

Parte da torcida viajaria ao Rio de Janeiro para assistir ao jogo entre Flamengo e Corinthians no Maracanã. Contudo, a atitude dos torcedores do alvinegro não foi movida apenas pelo interesse em chegar até o estádio – como fez a torcida do Atlético-MG, Galoucura, que no mesmo dia furou bloqueios para assistir ao jogo contra o São Paulo no Morumbi. Os torcedores do timão expuseram o caráter político de sua ação ao arrancarem faixas e placas que pediam “intervenção federal”, penduradas em um viaduto, para estender um manto com a frase “somos pela democracia”. Também entoaram gritos de apoio a Lula, presidente eleito democraticamente.

Esse episódio de luta contra o autoritarismo, protagonizado por membros da maior torcida organizada do Brasil, se soma a um histórico de resistências que marcaram a trajetória da Gaviões da Fiel, agrupamento que nasceu para combater um ditador. 

Gaviões estendem faixa pedindo anistia
Torcedores da Gaviões da Fiel estendem faixa que pede por anistia ampla, geral e irrestrita

No momento em que a torcida organizada do Corinthians surge, em 1969, o Brasil começava a viver o auge do período de repressão da ditadura militar, que combatia de forma violenta qualquer reunião ou manifestação – além de perseguir opositores do regime. Em consonância com o contexto político, o Corinthians também passava por uma ditadura. 

No documentário Territórios do Torcer (2015), dirigido por Bernardo Borges Buarque de Hollanda, Chico Malfitani conta que o clube era presidido desde 1961 por Wadih Helu, um político da ARENA – partido que apoiava o regime militar. Segundo o fundador da Gaviões, o deputado utilizava o time politicamente para se reeleger. Além disso, o Corinthians passava por um período que ficou conhecido como “faz-me rir”, pois não conquistava títulos de grande expressão há muitos anos.

Sendo assim, a torcida organizada Gaviões da Fiel surgiu para combater a autocracia instalada por Wadih Helu e dar um novo rumo ao timão. No documentário, Malfitani ainda diz que o intuito da organização era ser uma “força fiscalizadora” independente: “Já que o maior patrimônio do Corinthians são seus torcedores, caberia a ela [torcida] decidir o rumo do clube.”. 

No livro Territórios do Torcer: depoimentos de lideranças das torcidas organizadas de futebol, José Paulo Florenzano aponta que o novo agrupamento rapidamente se revestiu de um caráter político, militante e radical. Segundo o autor, os jogos do Corinthians ofereciam aos torcedores a oportunidade aguardada para veicular suas mensagens de protesto. Inspirados no vocabulário de manifestações estudantis da época, os integrantes da Gaviões da Fiel expunham faixas com críticas ao presidente do clube, que queria se perpetuar no poder.

Um jogo entre Corinthians e Palmeiras, que ocorreu em um sábado de abril, pouco antes da Copa de 70, foi palco desses protestos. Na arquibancada do Parque Antártica, torcedores ergueram uma faixa com a frase “Basta!!! Chega de Helusão”, fazendo uma combinação entre a palavra ilusão e o sobrenome do dirigente do time. 

Florenzano ainda resgata depoimentos que Flávio La Selva, sócio número um da Gaviões, deu à revista Placar sobre a relação de Wadih Helu com  a organizada alvinegra. Segundo La Selva, o presidente do Corinthians se sentiu acuado pela existência de um movimento que tinha se construído com o objetivo de apoiar o time, mas sem deixar de lado a crítica e o direito de expressá-la. Por isso, Helu intensificou a repressão  com o intuito de calar a revolta dos torcedores. 

A partir do clássico com o São Paulo pelo Campeonato Paulista de 70 os membros da torcida não puderam mais expor suas faixas. “Dois homens que se diziam agentes do Dops aproximavam-se de quem estava mostrando as faixas e diziam que Wadi Helu era deputado, que não podia sofrer campanhas desse tipo”, conta Flávio, deixando clara a relação do dirigente do clube com os porões da ditadura.  

La Selva também relata que integrantes da Gaviões, que faziam uma passeata pela avenida Pacaembu em comemoração à vitória do time contra o Santos, no início de novembro de 1970, foram alvos de uma emboscada. Enquanto os membros da organizada confraternizavam, vinham passando dois ônibus da torcida paga por Wadih Helu. Um pretexto qualquer serviu de motivo para que os veículos parassem e sessenta homens — munidos de armas, arames, porretes e barras de ferro — saltassem e começassem a agredir o grupo. 

O método repressivo utilizado por Helu ganhou repercussão na imprensa através de manchetes como “Gaviões da Fiel espancados após vitória sobre o Santos”, do jornal Última Hora; e “Gaviões da Fiel massacrados”, da Folha da Tarde. A partir desse episódio de intimidação, a imagem do dirigente do time foi sendo desgastada, e a organizada alvinegra se tornou mais popular. O agrupamento teve grande influência nas eleições para presidência do clube em 1971, quando Miguel Martinez se tornou o novo cartola. Assim, a autocracia imposta por  Wadih Helu foi finalmente derrotada. 

Após essa conquista, a Gaviões da Fiel seguiu lutando por democracia e participação. Ainda no documentário Territórios do Torcer, Chico Malfitani destaca que a organizada sempre esteve presente em eventos políticos importantes para a história do Brasil, como nas campanhas da anistia e das diretas. Em fevereiro de 1979 atos pela anistia já tinham chegado aos campos. Em um jogo contra o Santos, torcedores do Corinthians abrem uma faixa pedindo anistia ampla, geral e irrestrita.

Tendo em vista o histórico de resistência protagonizado pela Gaviões, os novos atos em favor da democracia, como os que ocorreram em 2020 na Paulista e em novembro de 2022, nas rodovias, mostram que a organizada não abre mão dos ideais que nortearam sua fundação.