Cruzeiro é campeão, mas jogo fica marcado pelo maior número de expulsões da história do futebol brasileiro
por
Gianna Flores
|
10/03/2026 - 12h

 

O Cruzeiro venceu o Atlético-MG por 1 a 0 neste domingo (08), no Mineirão, em Belo Horizonte, e conquistou o Campeonato Mineiro de 2026 após sete anos sem o título. A decisão, entretanto, terminou em xingamentos e agressões entre jogadores e membros das comissões técnicas.

O primeiro tempo foi marcado por um jogo truncado e com várias faltas cometidas por ambos os lados. Com apenas 12 minutos de jogo, Mamady Cissé teve que ser substituído após ser atingido em uma dividida no campo de ataque. A primeira etapa terminou sem chances claras de gol.

O segundo tempo também começou travado. Entretanto, aos 14 minutos, a Raposa abriu o placar. O meia Gerson tabelou pela esquerda com Matheus Pereira, que cruzou na segunda trave. O camisa nove Kaio Jorge cabeceou para fora do alcance de Everson e marcou o único gol da partida.

30 segundos antes do término dos acréscimos do confronto, uma briga generalizada tomou conta do gramado. Tudo começou quando Everson foi atingido por Christian após defender um chute do meia Matheus Pereira. O goleiro do Galo deu uma joelhada no rosto do meio campista cruzeirense, mas levou um chute nas costas de Lucas Romero. Logo depois, diversos outros jogadores, como Lucas Romero, Lyanco, Cássio, Fagner, Hulk e Villalba, entraram na briga, que ficou dividida em diferentes focos.

Em meio à confusão, os seguranças das duas equipes foram acionados, e o árbitro Matheus Candançan solicitou a intervenção da Polícia Militar para encerrar a briga. Aos poucos, a situação foi apaziguada e só então a partida foi encerrada, com o Cruzeiro declarado campeão.

Cruzeiro comemorando a vitória
Raposa, ao vencer, impede o hepta título estadual consecutivo do Galo.  Foto: reprodução/Instagram/@cruzeiro

   Mesmo que nenhum atleta tenha sido expulso dentro de campo, 23 jogadores e membros das comissões técnicas das duas equipes receberam cartões vermelhos na súmula. O registro se tornou o novo recorde de expulsões na história do futebol brasileiro. O recorde anterior era de 22 jogadores, em uma partida entre Portuguesa e Botafogo, em 1954.

No jogo de volta, o alviverde venceu o Novorizontino novamente e se consagrou campeão estadual
por
Isabelle Muniz
|
10/03/2026 - 12h

 

 

No último domingo (08), no Estádio Dr. Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, o Palmeiras levantou a taça do Campeonato Paulista de 2026 e acabou com o jejum recente de títulos. O jogo de volta da final foi marcado por grandes chances e lances polêmicos. Murilo abriu o placar, Matheus Bianqui empatou para Novorizontino, mas Vitor Roque decretou a vitoria alviverde. 

O tigre do vale chegou em sua primeira final na história, e mesmo com presença do jogador Rômulo que auxiliou a equipe ofensivamente, o time do interior não conseguiu conquistar seu primeiro Paulista. O Novorizontino deve pagar multa estimada em R$1 milhão pelo uso do jogador emprestado pelo verdão. 

No jogo de ida, ocorrido na última quarta-feira (04), o time do interior ficou em desvantagem por um gol, e levou a responsabilidade de reverter o placar para o segundo jogo em casa. Apesar de não ter sido campeão, o tigre do vale fez uma campanha exemplar durante o campeonato. 

Rômulo jogou até os 36 minutos do segundo tempo. Reproduçao / Instagram Novorizontino
Rômulo jogou até os 36 minutos do segundo tempo. Reproduçao / Instagram Novorizontino

Como foi o jogo 

No início do primeiro tempo, aos cinco minutos, Andreas Pereira cobrou falta na área. A bola sobrou para Marlon Freitas que mandou na trave. No rebote, Murilo marcou para o verdão. O lance gerou polêmica ao causar dúvidas nos torcedores aurinegros sobre a condição legal dos jogadores palmeirenses, mas o árbitro Matheus Candançan confirmou o gol com auxílio do VAR. 

Ainda durante o primeiro tempo, apesar das equipes enfrentarem dificuldades para jogar devido à forte chuva que encharcou o gramado, o Novorizontino foi para cima em busca do empate. Aos 16 minutos, Matheus Bianqui recebeu cruzamento e finalizou de coxa por cima do gol. Seis minutos depois, o camisa 17 teve mais uma oportunidade. Vinícius Paiva cruzou na área e a defesa alviverde se atrapalhou ao tentar tirar, a bola ficou à mercê de Bianqui que de bico empatou o jogo. Aos 41 minutos, Marlon Freitas tentou colocar o Palmeiras na vantagem novamente com um cabeceio dentro da área, no canto direito de Jordi, mas o goleiro defendeu. 

O segundo tempo iniciou com o placar empatado. Aos 17 minutos, Vitor Roque ficou com a sobra da bola disputada por Jordi e Arias e fez o segundo gol do verdão com um chute rasteiro que passou por baixo do goleiro do tigre do vale. A euforia tomou conta da torcida palmeirense presentes no interior. O Novorizontino não conseguiu criar oportunidades ao longo do segundo tempo para virar o placar e levar o jogo para os pênaltis. Sosa chegou a ampliar o placar aos sete minutos de acréscimo, mas o bandeirinha deu impedimento. 

Palmeiras campeão com Abel pela 11º vez. Reprodução/ Instagram Palmeiras
Palmeiras campeão com Abel pela 11º vez. Reprodução/ Instagram Palmeiras

O time alviverde conquistou seu 27º Campeonato Paulista. Desde a chegada de Abel Ferreira em 2020, o Palmeiras ganhou 11 títulos importantes e foi vice-campeão nove vezes, sendo o único clube a participar de todas as finais do campeonato estadual desde então. 

Mesmo com a derrota,  Kauan Klisman, camisa 21 do Novorizontino, mostrou  que nem tudo é só vitória. O meia atravessou o campo de joelhos em sinal de agradecimento pelo desempenho do clube do interior. Após o apito final, a torcida do Grêmio Novorizontino aplaudiu os jogadores em reconhecimento à entrega da equipe durante a partida. O dia 08 de março ficará vivo nos corações novo-horizontinos. 

Após a decisão, o Grêmio Novorizontino volta suas atenções para a estreia no Campeonato Brasileiro Série B, quando receberá o Londrina, no dia 22 de março. Já o Palmeiras segue a temporada pelo Campeonato Brasileiro Série A e encara o Vasco da Gama na próxima rodada, nesta quinta-feira (12), em São Januário. 

Rayssa Leal sofre queda na última volta e fica de fora do pódio. Confira o desempenho dos brasileiros
por
Cecília Schwengber Leite
|
09/03/2026 - 12h

 

No último domingo (8), as chuvas de março tomaram conta da grande final do Campeonato Mundial de Skate - Skateboarding World Championships São Paulo 2025 - na capital paulista, evento que perdurou por toda a semana, tendo início no domingo passado (1). Apesar do clima ruim durante o final de semana decisivo, o público lotou as arquibancadas do Parque Cândido Portinari mesmo após horas de pausa nas disputas devido às condições adversas.

Modalidades e formatos

A edição de 2025 do Mundial organizado pela World Skate, transferida dos Estados Unidos para o Brasil e adiada para março deste ano - a entidade argumenta que o país norte-americano “não cumpriu os requisitos necessários para a realização do evento” -, não é novidade por aqui. Porém, pela primeira vez o solo brasileiro sediou as modalidades park e street (masculino e feminino) no mesmo torneio, além das competições de skate adaptado, categoria inclusiva de pessoas com deficiência, em ambas as pistas. A competição reuniu cerca de 400 skatistas de diferentes países, com 34 atletas compondo a delegação brasileira.

O formato das disputas foi o mesmo para ambas as competições, tendo início com uma fase classificatória aberta. Os 32 melhores avançaram às quartas de final, juntando-se aos oito atletas mais bem colocados no ranking mundial. Em seguida, 16 skatistas garantiram suas vagas nas semifinais. Por fim, apenas oito foram para a decisão e disputaram o título.

Brasil nas disputas

Na última edição do Mundial, realizada em 2024 na cidade de Roma, o Brasil conquistou três títulos: Rayssa Leal venceu o street feminino, Raicca Ventura ficou com o ouro no park feminino e Augusto Akio foi campeão do park masculino. Porém, na edição de 2025, os skatistas brasileiros, que costumam ocupar os pódios das competições, quase estiveram ausentes neles.

Nas semifinais do park, Luigi Cini e Kalani Konig garantiram as melhores posições para o Brasil, com as notas 89.79 e 89.00 respectivamente , seguidos pelo espanhol Egoitz Bijueska, com 88.01. No feminino, as brasileiras Raicca Ventura e Dora Varella, não avançaram à final.

Já no street masculino, o Brasil contava com seis atletas nas semifinais: o medalhista olímpico Kelvin Hoefler, Filipe Mota, João Lucas, Gabryel Aguilar, Ivan Monteiro e Wallace Gabriel, o único que alcançou a final, após somar  145.41 pontos. No feminino, com a eliminação de Gabi Mazetto, Rayssa Leal, com 142.52 pontos, foi a única representante brasileira que avançou para a decisão.

A grande surpresa das finais foi justamente Rayssa, por ter sido superada no street pelo trio de japonesas: Ibuki Matsumoto (ouro), Nanami Onishi (prata) e Coco Yoshizawa (bronze). A brasileira encerrou a competição em quarto lugar e lesionada após sofrer uma queda forte na última manobra.

Os pódios do street masculino e park feminino também não contaram com atletas brasileiros. Os três primeiros colocados foram os japoneses Toa Sasaki (ouro) e Sora Shirai (bronze), e com a prata o peruano Angelo Caro. Entre as meninas, a britânica Sky Brown garantiu o primeiro lugar, seguida pela japonesa Mizuho Hasegawa em segundo e, em terceiro, a estadunidense Minna Stess.

O park masculino foi palco da única medalha brasileira, com Kalani Konig garantindo a prata com uma volta de alto nível, que recebeu nota 94.80, apenas um ponto abaixo do vencedor, Egoitz Bijueska, com 95.83. O terceiro lugar ficou com o estadunidense Tom Schaar, pontuando 90.51.

Pódio do skate park masculino, com Kalani Konig em segundo lugar. Imagem: @worldskatesb no Instagram.
Pódio do skate park masculino, com Kalani Konig em segundo lugar. Imagem: @worldskatesb no Instagram.

Domínio no skate adaptado

O skate adaptado trouxe medalhas aos brasileiros, que dominaram a categoria - houve apenas disputas masculinas. No street, Felipe Nunes, Kaue Augusto e David Soares subiram ao pódio, nessa ordem, preenchendo-o com a bandeira nacional. No park, o campeão também foi do Brasil, com medalha de ouro para Vini Sardi. O sul-africano Robert Glover ficou com a prata e o também brasileiro Italo Romano ficou com o bronze.

Alviverde vence partida marcada por cartões amarelos e lances polêmicos na primeira etapa da final do Paulistão
por
Isabelle Muniz
|
05/03/2026 - 12h

Na última quarta-feira (04), no jogo de ida da Final do Campeonato Paulista, o Palmeiras venceu o Novorizontino por 1 a 0,na Arena Crefisa Barueri. O placar mínimo garante a vantagem alviverde no jogo de volta.  

Novorizontino chegou na final com a melhor campanha do campeonato, sendo líder geral da fase de grupos. No mata-mata, a equipe eliminou o Santos e o Corinthians. Já o verdão da capital, segunda melhor campanha, conseguiu avançar para a final após superar Bragantino e o São Paulo. 

O jogador Rômulo fez diferença significativa no ataque da campanha aurinegra, porém não pôde estar presente na partida devido à questões contratuais. O meia foi emprestado pelo Palmeiras ao Novorizontino para ganhar minutos, mas em casos de confronto contra o alviverde, a multa para o jogador atuar é de R$ 1 milhão por jogo. Entretanto, Genilson (Presidente do clube) afirmou que não descarta a possibilidade para o jogo de volta, e vem conversando com patrocinadores, afirma Pedro Ramiro à equipe da Record durante narração. 

Como foi o jogo 

Durante o primeiro tempo, a torcida do Novorizontino viveu uma tensão. O árbitro Matheus Candançan deu três cartões amarelos à equipe aurinegra. O time do interior teve uma postura na partida majoritariamente defensiva. A tática escolhida não deixou o Palmeiras direcionar um chute ao gol nos primeiros 30 minutos.  

Mesmo assim, a defesa não foi suficiente para Flaco Lopez. Aos 34 minutos, após lançamento, Sosa ganhou a disputa pela bola e serviu o atual artilheiro do verdão, que bateu de fora da área para marcar o único gol da partida. Depois do gol, o Palmeiras pressionou e quase ampliou em uma finalização, feita por Allan, que explodiu na trave. 

Após desvantagem no placar, o Tigre do Vale viu esperança em um pênalti marcado por Marlon Freitas em cima de Vinícius Paiva. Porém, o batedor Robson, artilheiro do Novorizontino, chutou no meio, o que facilitou a defesa de Carlos Miguel. O goleiro defendeu seu primeiro pênalti na equipe. 

O segundo tempo foi iniciado com a polêmica anulação do gol de Gustavo Gomez aos cinco minutos. Após cobrança de falta, o capitão paraguaio cabeceou a bola para o gol, mas o  goleiro Jordi defendeu. No rebote, o zagueiro conseguiu chutar para dentro da rede. Entretanto, após revisão do VAR, a arbitragem sinalizou o adiantamento milimétrico do ombro do paraguaio e anulou o gol. 

 

Carlos Miguel defendendo penâlti
Carlos Miguel realiza a primeira defesa de pênalti do Palmeiras no paulistão desde 2019 Foto: Reprodução/Instagram Palmeiras

Durante os minutos finais da partida, o Palmeiras sofreu pressão do Novorizontino. A principal chance do Tigre veio em um escanteio batido fechado, que quase entrou direto no gol, mas a defesa alviverde conseguiu manter o placar. Jordi tomou cartão amarelo em razão da nova regra imposta pela IFAB (International Football Association Board), que declara que o tiro de meta deve ser batido em até cinco segundos para evitar "cera" dos jogadores. Após os seis minutos de acréscimo, o jogo foi encerrado.   

A estimativa de público presente no estádio foi de 26 mil torcedores, número abaixo do público da semifinal contra o São Paulo, que alcançou uma média de 29 mil. O jogo de volta será neste domingo (08), às 20h (horário de Brasília), no Estádio Jorge Ismael de Biasi, casa do Tigre do Vale. 

A decisão do presidente Bap e diretoria do clube surpreende o elenco e a torcida
por
Guilherme Romero
|
03/03/2026 - 12h

 Na madrugada de terça-feira (3), o Flamengo anunciou em suas redes sociais a demissão do técnico Filipe Luís após a goleada de 8 a 0 sobre o Madureira no Maracanã pela semifinal do Campeonato Carioca. Mesmo com o placar elástico, a demissão do ídolo causou um clima de surpresa para os jogadores e os torcedores. A decisão foi tomada pelo presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, mais conhecido como Bap, e pela diretoria em uma reunião de emergência após a partida.

  A demissão de Filipe Luís foi motivada por desentendimentos com o departamento de futebol do Flamengo e divergência sobre o planejamento da temporada. Além disso, a relação entre o Bap e o técnico começou a se desgastar no final do ano passado pelo impasse financeiro e contratual na renovação. Isso fez com que o presidente Bap e o diretor José Boto considerassem as exigências elevadas demais para alguém em início de carreira de treinador. 

Nota oficial: O clube de Regatas do Flamengo agradece a Filipe Luís por toda a dedicação e conquistas ao longo dessa jornada como treinador. Desejamos sucesso na sequência da carreira.
"O clube de Regatas do Flamengo agradece a Filipe Luís por toda a dedicação e conquistas ao longo dessa jornada como treinador. Desejamos sucesso na sequência da carreira". Foto: Reprodução/Instagram/@flamengo

 No início de 2026, o elenco sub-20 do Flamengo teve resultados negativos no começo do estadual. Com isso, a diretoria mudou os planos para o time profissional retornar em um mês após o intercontinental, no qual Filipe Luís discordou da ideia por preocupação com o desgaste físico dos jogadores. Mesmo assim, o clube se recuperou do prejuízo no Campeonato Carioca. 

 Com a grande sequência de jogos nesses dois meses fez com que a exaustão dos atletas fosse o principal problema do início de temporada. Isso resultou em derrotas em jogos decisivos da Supercopa do Brasil, contra o Corinthians, e a Recopa, contra o Lanús, da Argentina. Após o último vice-campeonato, o Bap já buscava Leonardo Jardim, ex-Cruzeiro, para ser o novo comandante do Flamengo.

 Apesar da demissão precoce, Filipe Luís encerrou o ciclo no comando do Flamengo com 101 jogos, 63 vitórias, 23 empates, 15 derrotas, 183 gols marcados e 68 sofridos. Além de ter conquistado títulos importantes como a Supercopa do Brasil, Campeonato Carioca, Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores e a Copa do Brasil. 

 

 

 

A rotina e o sentimento de treinador de uma escolinha de futebol.
por
Antonio Amorim
|
29/05/2025 - 12h

Com duas décadas de dedicação ao esporte, Luciano Franco é muito mais do que um treinador de futsal. Aos 41 anos, ele vive uma rotina intensa e gratificante no CT Falcão 12, onde, todos os dias, contribui para o desenvolvimento de crianças e adolescentes, não apenas como atletas, mas como seres humanos. Começou sua carreira aos 19 anos e, desde então, tem acumulado experiências que o transformaram profundamente. “Ao longo dos anos eu mais aprendi do que ensinei. O sentimento é de gratidão. Sinto que nasci para isso”, confessa com um sorriso no rosto.

Para Luciano, o esporte tem um papel fundamental na formação das crianças. Ele acredita que, por meio da prática esportiva, elas desenvolvem disciplina, atenção, concentração e habilidades motoras. Além disso, ressalta a importância das relações interpessoais. “Uma criança que pratica esporte tem mais confiança, faz amizades com mais facilidade e isso segue pra vida toda”, destaca. Mais do que formar jogadores, Luciano se vê como um facilitador de crescimento pessoal, alguém que planta sementes para o futuro.

Sua visão sobre o esporte vai além das quatro linhas da quadra. Ele vê no jogo uma metáfora da vida. “O esporte, seja ele qual for, é um jogo de escolhas e tomada de decisões. Meu papel como professor é fazer com que os alunos tomem as melhores decisões dentro do jogo, com treinamentos que simulam situações reais. Acredito que a vida é assim também, feita de escolhas, e o esporte pode ajudar a escolher o melhor caminho.”

A rotina de Luciano é puxada e começa antes mesmo da semana iniciar. Aos domingos, ele dedica parte do seu dia ao planejamento das aulas para toda a semana. Sua jornada começa cedo: às 7h30 já está de pé, e às 8h20 chega ao clube. As aulas da manhã acontecem das 9h às 13h, divididas por faixa etária, turmas de 6 a 13 anos. Cada aula tem duração de uma hora e, embora os objetivos sejam os mesmos para todos, ele adapta o nível de dificuldade conforme a idade.

À tarde, volta para casa para almoçar e acompanha o filho de 16 anos em seus treinos de futebol nas segundas e quartas. Luciano revela que tentou trabalhar na escola onde o filho treina, mas a agenda não permitiu. E a rotina não para: à noite, ele retorna ao CT para mais três turmas de futsal, das 18h às 21h. “É uma rotina maluca, mas a gente se acostuma”, brinca.

Luciano não mede esforços para entregar o melhor para seus alunos. Trabalha com amor, carinho e paciência. Não se gaba de títulos ou medalhas, sua maior conquista é o vínculo construído com os alunos e suas famílias.

Ao vencer de virada o Real Betis, o clube londrino é o primeiro a conquistar todas as competições europeias
por
Guilherme Carvalho
|
29/05/2025 - 12h

 

Em uma virada memorável, o Chelsea superou o Real Betis por 4 a 1 e conquistou o título da Conference League na última quarta-feira, em Wrocław, na Polônia.

Com o resultado, os Blues fizeram história ao se tornarem o primeiro clube a vencer as três principais competições continentais da UEFA, adicionando a Conference League aos troféus da Liga dos Campeões (2012 e 2021) e da Liga Europa (2013 e 2019). 

O Betis começou dominando, com um gol de Ezzalzouli, mas o Chelsea, com gols de Enzo Fernández, Nicolas Jackson, Jadon Sancho e Moisés Caicedo no segundo tempo, virou o jogo e garantiu a taça.

O jogo começou com o time espanhol, sob o comando de Manuel Pellegrini, adotando uma postura tática mais recuada, priorizando a compactação defensiva e explorando contra-ataques velozes. 

Essa estratégia se mostrou eficaz logo aos nove minutos, quando Isco, com visão de jogo apurada, roubou a bola no campo de ataque e encontrou Ezzalzouli com um passe preciso. O atacante marroquino, posicionado na entrada da área, soltou um chute forte e colocado, sem chances para o goleiro Filip Jørgensen, abrindo o placar para o Betis.

Ezzalzouli foi o autor do único gol do Real Betis na final
Ezzalzouli foi o autor do único gol do Real Betis na final. Foto: Divulgação/Real Betis

 

A equipe espanhola continuou perigosa, criando várias oportunidades claras. Aos 14 minutos, Batra arriscou um chute de fora da área que buscava o ângulo, mas Jørgensen fez uma defesa espetacular, desviando a bola com a mão trocada. 

Aos 20 minutos, outra chance desperdiçada pelo Betis: Ezzalzouli, em jogada pela esquerda, cortou um defensor e rolou para Johnny, que, livre dentro da área, finalizou por cima do gol, frustrando a torcida espanhola. 

O Chelsea, embora dominante na posse, teve dificuldades para traduzir o controle em chances reais, finalizando apenas quatro vezes no primeiro tempo, todas sem grande perigo para o goleiro Adrián. O Betis, com sete finalizações, foi mais incisivo e ditou o ritmo, deixando os Blues em alerta para o intervalo.

Na volta do intervalo, o Chelsea, sob a orientação do Enzo Maresca, retornou com uma postura completamente diferente. O treinador italiano promoveu três substituições para reforçar o meio-campo e dar mais agressividade ao ataque, enquanto Pellegrini, do Betis, tentou ajustar a equipe com a entrada de Perraud no lugar de Ricardo Rodriguez e foi forçado a substituir Ezzalzouli, autor do gol, devido a uma lesão. 

As mudanças do Chelsea surtiram efeito imediato, com os Blues intensificando a pressão e encurralando o Betis em seu campo defensivo. A posse de bola, que já era alta, tornou-se ainda mais dominante, e o time inglês passou a criar jogadas perigosas com frequência.

Aos 20 minutos do segundo tempo, a reação começou: Cole Palmer, pela direita, recebeu a bola e cruzou com precisão para a área, onde Enzo Fernández subiu mais alto que os zagueiros do Betis e cabeceou no canto, empatando o jogo em 1 a 1.

Enzo Fernandez iniciou a arrancada do Chelsea no segundo tempo
Enzo Fernandez iniciou a arrancada do Chelsea no segundo tempo. Foto: Divulgação/Chelsea

 

A torcida londrina mal teve tempo de comemorar, pois, cinco minutos depois, Palmer novamente foi decisivo. O meia driblou seu marcador na direita e fez um cruzamento rasteiro para a pequena área, onde Nicolas Jackson, aproveitando a desatenção da zaga, desviou de primeira para virar o placar para 2 a 1. 

O Betis, visivelmente abalado, perdeu a capacidade de reagir e se viu obrigado a recuar ainda mais, enquanto o Chelsea mantinha a pressão. Aos 37 minutos, Jadon Sancho ampliou a vantagem: após receber a bola pela esquerda, ele cortou para o meio, aproveitou uma falha defensiva e chutou cruzado, marcando o terceiro gol.

Nos acréscimos, a goleada foi selada. Enzo Fernández, agora como armador, avançou pela esquerda e encontrou Moisés Caicedo livre na área. O equatoriano dominou com calma e finalizou com precisão, decretando o 4 a 1 e garantindo a conquista do título para o Chelsea em uma segunda etapa avassaladora.

Desafiando o machismo, o aumento da presença feminina abre espaço para novas pessoas no esporte
por
Maria Clara Palmeira
|
29/05/2025 - 12h

Dentro e fora das pistas, a presença feminina nas pistas vem ganhando cada vez mais espaço no automobilismo, esporte marcado pela presença majoritariamente masculina. Apenas 5 mulheres chegaram à Fórmula 1, principal categoria do esporte e, em compensação, mais de 700 pilotos já chegaram à categoria principal nesses 75 anos.
Um dos nomes que simbolizam essa mudança é o de Antonella Bassani, pilota de 18 anos. Ela se a primeira mulher a vencer a Porsche Cup Brasil. “É essencial ter mulheres em todos os esportes. No automobilismo, somos apenas 4% dos pilotos credenciados na Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), que reúne mais de 8 mil pilotos, e menos de 1% na engenharia”, afirmou Antonella.
O preconceito, no entanto, ainda é frequente, especialmente nos primeiros passos das pilotas, no kart. “Uma vez vi um pai falando para o filho: ‘Se você perder pra uma mulher, você para de correr’. Ele perdeu e nunca mais voltou”, relembra Antonella. Segundo a pilota, muitos dos episódios de machismo vinham dos próprios pais de outros competidores. 

Antonella
Antonella em pódio em 2024. Reprodução: Instagram/@antonella_bassani


Em contrapartida, Lorena Alves, criadora de conteúdo sobre Fórmula 1, compartilha sua experiência enfrentando o machismo no esporte. Segundo ela, mesmo quem produz conteúdo sofre preconceitos. “Se você perguntar para qualquer mulher que fala sobre Fórmula 1, vai ouvir que já recebeu comentários machistas. Não é todo dia, mas acontece com frequência”, conta a influenciadora.
Lorena destaca que, além do machismo, as críticas frequentemente vêm da paixão dos torcedores, que defendem seu time a qualquer custo e não aceitam opiniões divergentes. “Como criadora de conteúdo, eu tento não deixar que isso me afete, mas dói, tento não deixar isso me limitar.”

Lorena
Lorena na premiere da série "Senna". Reprodução: Instagram/@lorealves__


A luta por mais espaço também é histórica. A italiana Maria Teresa de Filippis foi a primeira mulher a disputar uma corrida de Fórmula 1, em 1958. Desde então, outras poucas conseguiram ultrapassar a barreira da elite do automobilismo mundial. A categoria, apesar de não ser oficialmente exclusiva para homens, segue sem presença feminina há décadas. “Acho que muita gente nem sabe que a Fórmula 1 já teve mulheres. Mas faz tanto tempo que parece que nunca aconteceu”, comenta Antonella. A pilota se referiu as italianas Maria Teresa de Filippis, Lella Lombardi e Giovanna Amati, a britânica Divina Galica e a sul-africana Desiré Wilson.

Maria Teresa
Maria Teresa De Filipis. Reprodução: Motorsport


Além das pistas, o público feminino também cresce nas audiências, mais de 75% desde 2019, mostrando que o interesse das mulheres pelo automobilismo vai muito além da arquibancada.

Três dos quatro gols do Stuttgart foram feitos no primeiro tempo
por
Guilherme Carvalho
|
28/05/2025 - 12h

 

O VfB Stuttgart conquistou o título da Copa da Alemanha pela quarta vez em sua história, derrotando os campeões da terceira divisão, Arminia Bielefeld, por 4 a 2 em uma final emocionante no Olympiastadion de Berlim. 

A vitória marcou o retorno do Stuttgart à glória na competição, sendo seu último triunfo na temporada 1996/97. Apesar do esforço valente do Arminia, que surpreendeu ao eliminar quatro times da primeira divisão rumo à final, a superioridade do Stuttgart prevaleceu.

A partida começou com o Arminia Bielefeld assustando logo no início, aos 11 minutos. O atacante Bazee ficou livre na pequena área, com o goleiro do Stuttgart, Alexander Nübel, fora de posição. No entanto, a hesitação de Bazee permitiu que a defesa do Stuttgart se recuperasse, e desperdiçou a grande chance.

Esse erro foi decisivo, pois motivou o Stuttgart a entrar em ação. Apenas três minutos depois, o Stuttgart abriu o placar. O meio-campista Angelo Stiller fez um passe preciso para Nick Woltemade, que tranquilamente finalizou para o gol. 

A defesa do Arminia teve dificuldades para lidar com a velocidade e precisão do Stuttgart, e sua fragilidade ficou evidente aos 22 minutos. Um contra-ataque rápido contou com a combinação entre Enzo Millot e Deniz Undav, com Millot fazendo o segundo gol após troca de passes.

Enzo Millet marcou o segundo e o quarto gol do Stuttgart na final
Enzo Millet marcou o segundo e o quarto gol do Stuttgart na final. Foto: Divulgação/VfB Stuttgart

Aos 28 minutos, mais um erro defensivo proporcionou o terceiro gol do Stuttgart. Um passe errado na construção do Arminia foi interceptado por Undav, que finalizou com frieza para fazer 3 a 0. O primeiro tempo terminou com o Stuttgart em total controle sobre o adversário.

No segundo tempo, o treinador do Arminia, Michel Kniat, tentou mudar o rumo da partida com ajustes táticos e substituições, incentivando sua equipe a pressionar mais alto e arriscar no ataque. 

Porém, o Stuttgart continuou dominante, e aos 21 minutos do segundo tempo, Enzo Millot marcou o quarto gol. Aproveitando um passe em profundidade, Millot disparou uma finalização que passou pelo goleiro do Arminia, praticamente selando a vitória. Com o placar em 4 a 0, o jogo parecia decidido, e os torcedores do Stuttgart começaram a comemorar o que parecia um triunfo inevitável.

No entanto, o Arminia, impulsionado por sua campanha notável, recusou-se a desistir. Aos 37 minutos, o substituto Julian Kania reacendeu as esperanças. Aproveitando um raro erro defensivo do Stuttgart, Kania driblou dois defensores e cabeceou com precisão para o gol, abrindo o placar do seu time em 4 a 1. 

O gol acendeu uma faísca de esperança entre os torcedores do Arminia, que passaram a ganhar ímpeto. Apenas três minutos depois, aos 40 minutos, Josha Vagnoman, do Stuttgart, adicionou drama ao final do jogo. Tentando cabecear a bola de volta para Nübel, ele se equivocou e acabou marcando um gol contra, fazendo o placar ficar em 4 a 2.

Os minutos finais foram tensos, com o Arminia pressionando para uma virada improvável, mas o Stuttgart se manteve firme. Sua defesa, liderada por uma atuação tranquila de Nübel, resiste às investidas finais do Arminia. 

Quando o apito final soou, o Stuttgart comemorou seu quarto título da Copa da Alemanha, somando-se às conquistas de 1953/54, 1957/58 e 1996/97. 

Para o Arminia, a derrota foi amarga, mas sua campanha histórica, que incluiu eliminações de Union Berlin, Freiburg, Werder Bremen e do atual campeão Bayer Leverkusen.

O gol de empate do Sporting foi marcado nos acréscimos do segundo tempo
por
Guilherme Carvalho
|
28/05/2025 - 12h

 

O Sporting foi campeão da Taça de Portugal ao bater o Benfica por 3 a 1, em um confronto eletrizante no Estádio Nacional do Jamor, em Lisboa, no último domingo (25). 

O jogo, uma verdadeira montanha-russa de emoções, teve gols de Kökçü pelo Benfica, e Gyökeres, Harder e Trincão pelo Sporting, que selaram a vitória em um duelo decidido nos momentos finais.

Com o título, o Sporting coroou uma temporada brilhante, somando a Taça de Portugal ao título do Campeonato Português, alcançando a tão sonhada dobradinha. 

Como foi o jogo?

Os minutos iniciais foram marcados por poucas chances claras, com Sporting e Benfica, rivais conhecidos, priorizando o controle do jogo ao invés de arriscar. 

Conforme a etapa avançava, o Benfica passou a dominar levemente, controlando a posse de bola e avançando com mais frequência. A pressão quase rendeu frutos quando Bruma conquistou um pênalti após ser derrubado na área. No entanto, após revisão do VAR, a marcação foi anulada pois o juiz considerou o contato insuficiente. 

Até o apito do intervalo, o placar permaneceu 0 a 0, com ambos os times mostrando lampejos de qualidade, mas sem conseguir abrir o marcador. Um momento de destaque veio aos 43 minutos, quando Viktor Gyökeres, do Sporting, quase marcou, mas chutou para fora após uma jogada promissora.

O segundo tempo começou com uma intensidade completamente diferente. Logo aos dois minutos, o Benfica abriu o placar com um golaço de Kökçü. O meio-campista turco, posicionado na entrada da área, acertou um chute rasteiro e preciso, que pegou o goleiro Rui Silva desprevenido.

O gol incendiou a partida, e o Benfica parecia pronto para ampliar. Três minutos depois, Bruma chegou a balançar as redes novamente, mas o VAR interveio mais uma vez, anulando o gol por uma falta na origem da jogada. 

Apesar do revés, o Benfica manteve o ímpeto, enquanto o Sporting encontrava dificuldades para se reorganizar. 

O jogo parecia caminhar para o título do Benfica, até que, no nono minuto dos dez minutos de acréscimo, Renato Sanches cometeu um pênalti ao derrubar Gyökeres na área. O árbitro não hesitou, e o sueco Gyökeres, com calma, converteu a cobrança, deslocando o goleiro Samuel Soares, que pulou para o lado errado, empatando o jogo em 1 a 1. O gol dramático levou a decisão para a prorrogação.

Na prorrogação, o Sporting voltou com uma postura mais agressiva, motivado pelo empate nos acréscimos. A intensidade do time superou um Benfica visivelmente abalado, que esteve a poucos minutos de erguer a taça. 

A pressão sportinguista deu resultado no nono minuto do primeiro tempo da prorrogação. Após a zaga do Benfica interceptar o escanteio do Sporting, a bola foi cruzada novamente para a área, e Harder subiu mais alto que a defesa, cabeceando com força para fazer 2 a 1. 

Comemoração do Harder após fazer o gol da virada
Comemoração do Harder após fazer o gol da virada. Foto: Divulgação/Sporting CP

O gol mudou completamente o panorama do jogo. O Benfica não conseguiu reagir, parecendo esgotado emocionalmente após essa virada surpresa. 

No segundo tempo da prorrogação, aos 15 minutos, o Sporting selou a vitória. Harder, agora como garçom, encontrou Trincão na área. O português driblou a marcação e finalizou rasteiro no canto esquerdo, na saída do goleiro, garantindo o 3 a 1 e desatando a festa dos adeptos leoninos.