Com a vitória sobre o Minas, o time paulista se torna o maior campeão da competição
por
Guilbert Inácio
|
03/03/2026 - 12h

No último sábado (28), o Osasco Cristóvão Saúde venceu o Minas por 3 sets a 1, na final da Copa Brasil de Vôlei Feminino. O título conquistado no Ginásio Moringão, em Londrina, foi o quinto da história do time paulista, que agora é o maior campeão da competição.

A imagem mostra todo o elenco e comissão técnica do Osasco com suas medalhas. A frente no chão está o troféu da Copa Brasil de Vôlei. Ao fundo está a arquibancada.
Osasco conquista o bicampeonato seguido. Foto: Carolina Oliveira/Osasco Cristóvão Saúde

As equipes chegaram à final após dois clássicos disputados na semifinal. O Osasco eliminou o Sesc RJ Flamengo por 3 sets a 0. Já o Minas venceu o rival mineiro Praia Clube, de virada, por 3 sets a 1.

Primeiro set

O set começou equilibrado, com o Minas tendo assumido a liderança por dois pontos duas vezes, mas em ambas tomou o empate. Em seguida, o Osasco abriu 10 a 7 com um ace da levantadora, Jenna Gray, e dois pontos de Bianca Cugno.

O técnico italiano do Minas, Lorenzo Pintus, pediu tempo para corrigir os erros da equipe. A parada deu resultado e o time somou pontos. Com um ataque de Hilary Johnson, o Minas virou a parcial para 12 a 11. Após trocas de pontuação entre as equipes, o Osasco abriu 23 a 20, com Caitie Baird. A equipe mineira tentou reagir, mas Caitie botou a bola no chão e fechou a parcial em 25 a 23.

Segundo set

Em busca do empate, o Minas voltou forte para a segunda etapa. A equipe mineira abriu um 9 a 6 e administrou a vantagem até Ana Rüdiger mandar a bola para fora, o que deu o empate para a equipe paulista, parcial em 14 a 14.

As comandadas pelo técnico italiano não se abalaram e emendaram uma boa sequência: Sergeevna Khaletskaya, Hilary, Gleice e Thaísa fizeram o 21 a 17. O Osasco reagiu e virou para 24 a 23, tendo a oportunidade do set point, mas Cugno sacou na rede. A equipe de Luizomar teve mais uma chance de fechar o set no 26 a 25, mas a ponteira russa, Khaletskaya, impediu. Com dois bloqueios seguidos, um de Gleice e um de Thaísa, o Minas fechou a parcial em 28 a 26.

Terceiro set

Tentando repetir o feito da semifinal, a equipe mineira entrou em quadra focada na virada. No início, foi superior e conseguiu abrir seis pontos de vantagem sobre a equipe paulista. Com o placar em 12 a 6 para o adversário, Luizomar trocou Mayhara por Tiffany. A ponteira diminuiu dois pontos de desvantagem.

Com uma sequência emocionante, Larissa Besen, Cugno e Caitie, duas vezes, empataram o set em 12 a 12. Após seis pontos seguidos do Osasco, Gleice colocou a bola no chão e quebrou a ofensiva paulista. O jogo seguiu equilibrado até o Osasco fazer três pontos seguidos e, com um 19 a 18, assumiu pela primeira vez a vantagem no set.

O Minas não reagiu e as paulistas fizeram uma sequência de cinco pontos seguidos. Cugno, com um ataque forte sem chance de Hilary defender, fechou a parcial em 25 a 20, o que deu a vantagem de 2 sets a 1 para o Osasco.

Último set

O set começou com uma leve vantagem do Minas, mas as mineiras estacionaram nos oito pontos e viram, novamente, cinco pontos seguidos das paulistas, que viraram a parcial para 11 a 8. Rüdiger quebrou a sequência, mas o Osasco administrou a vantagem com os erros do Minas.

Com a parcial em 20 a 17, as mineiras, pela terceira vez no jogo, viram cinco pontos sucessivos do Osasco, com destaque para três bloqueios seguidos de Valquíria Dullius. A equipe paulista venceu o set por 25 a 17, o que decretou a conquista do título por 3 sets a 1.

Esse foi o quinto título da Copa Brasil da história do Osasco Cristóvão Saúde, o que tornou o clube o maior vencedor da competição. As outras conquistas foram em 2008, 2014, 2018 e 2025. O Sesc RJ Flamengo e o Minas vêm logo atrás com quatro e três títulos, respectivamente.

A imagem mostra as jogadoras Camila Brait e Tiffany Abreu segurando o troféu de MVP
Camila Brait foi eleita a MVP da competição e chamou Tiffany Abreu, alvo de transfobia durante o campeonato, para compartilhar a honraria. Foto: Rafael de Paula/Usina de Ideias/CBV

Ambas as equipes voltam à quadra na próxima sexta-feira (6), para a disputa da 19ª rodada da Superliga Feminina de Vôlei. O Osasco recebe, às 19h, o Fluminense, no Ginásio de Esportes José Liberatti. O Minas recebe o Sesc RJ Flamengo, na Arena Minas Tênis Clube, às 21h30.

 

Requerimento da Câmara Municipal de Londrina tentou impedir a atleta transexual de participar da competição
por
Guilbert Inácio
|
03/03/2026 - 12h

Na última quinta-feira (26), a Câmara Municipal de Londrina (PR), em regime de urgência, aprovou um requerimento que vetou a jogadora trans Tiffany Abreu, do Osasco Cristóvão Saúde, na fase final da Copa Brasil de Vôlei Feminino, que ocorreu no município. A medida foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A imagem mostra a jogadora Tiffany Abreu, do Osasco, com os dois braços levantados. Atrás, há a presença de outras jogadoras e da arquibancada.
Em 2017, Tiffany se tornou a primeira mulher trans a atuar na elite do vôlei feminino brasileiro. Foto: Carolina Oliveira/Osasco Cristóvão Saúde

O requerimento 102/2026, protocolado na Câmara pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), conhecida como “Jessicão”, foi aprovado por 12 votos favoráveis e quatro contrários. No texto da solicitação, a vereadora cita nominalmente Tiffany e alega que o Osasco inscreveu “o atleta” de forma indevida.

Lei contraditória

A ação foi encaminhada por ofício para a prefeitura, que exige o cumprimento da Lei Municipal nº 13.770/24. Essa norma municipal proibe, em Londrina, a participação de “atleta identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento” em times, competições, eventos e disputas esportivas.

A lei é de autoria de Jessicão e não chegou a ser sancionada pelo então prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, mas foi promulgada pelo presidente da Câmara, Emanoel Gomes (Republicanos). Caso a medida seja descumprida, o segundo parágrafo do Art. 2º prevê revogação do alvará da competição e multa administrativa de R$10.000 ao Osasco.

Contudo, a norma tem trechos confusos no campo da ciência, pois ao definir quem está impedido de jogar por "contrariedade ao sexo biológico" o texto mistura identidade de gênero e orientação sexual. “Gay, lésbica, bissexual, pansexual, intersexual, assexual, transexual, agênero, não binário de gênero, cisgênero, transgênero, travesti, entre outros”, diz o segundo parágrafo do Art. 1.

A palavra cisgênero, termo referente às pessoas que se identificam com o sexo biológico atribuído no nascimento, também é mencionada. Em resumo, a lei, como está redigida, abre precedentes para proibir qualquer pessoa de praticar esportes de alto rendimento no município. Isso pode interferir na autonomia das federações de regular as práticas esportivas, além de entrar em conflito com a seção III da Lei Geral do Esporte, que garante o direito fundamental de todas as pessoas à prática esportiva em suas múltiplas e variadas manifestações.

Manifestações e decisões da justiça

Após a aprovação do requerimento, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e o Osasco recorreram à justiça para garantir a presença da atleta na semifinal da competição contra o Sesc RJ Flamengo, na sexta-feira (27), no Ginásio Moringão.

Em nota no Instagram, o clube paulista se manifestou:

 “Tifanny Abreu atua profissionalmente no voleibol nacional há mais de oito anos. É uma atleta exemplar, dedicada e que cumpre rigorosamente todos os requisitos técnicos, médicos e de elegibilidade exigidos pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), órgão máximo que regula a modalidade no país. Ela está, portanto, regularmente inscrita e apta a disputar qualquer competição sob a chancela da CBV.

Osasco São Cristóvão Saúde entende que as competições esportivas de nível nacional devem ser regidas pelas normas das confederações esportivas nacionais, que possuem a competência técnica e recursos para análise científica para definir os critérios de elegibilidade. A interferência de legislações municipais sobre regras de competições federadas cria um precedente perigoso que ameaça a isonomia e a integridade das disputas esportivas no país.

Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação.”
 

Na tarde de sexta-feira (27), o juiz Marcus Renato Nogueira Garcia, da segunda Vara da Fazenda Pública de Londrina, apontou inconstitucionalidade e concedeu liminar que impediu a prefeitura de vetar a ponteira do jogo. A prefeitura atendeu o pedido.

Horas antes do jogo, em liminar, a ministra Cármen Lúcia, do STF e responsável pela relatoria do caso, suspendeu a eficácia da lei até que a ação passe por exame de mérito. Segundo a ministra, a lei geraria: "grande perplexidade e insegurança jurídica e social, por materializar um retrocesso nas políticas de inclusão social, de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana".

A vereadora Paula Vicente (PT), uma das quatro pessoas que votaram contra o requerimento, alegou que vai entrar com ação nos órgãos competentes para revogar a lei.

Tiffany fica

A imagem mostra a jogadora Tiffany Abreu, do Osasco, recebendo o troféu Viva Vôlei.
Tiffany atuou na semifinal e final da Copa Brasil de Vôlei. Foto: Rafael de Paula/Usina de Ideias/CBV

Na final, no sábado (28), a equipe paulista foi campeã sobre o Minas por 3 sets a 1. Tiffany foi ovacionada pelo público presente no Ginásio Moringão.

Por voto popular, a jogadora do Osasco foi eleita a melhor jogadora da final e recebeu o troféu Viva Vôlei, mas entregou o mérito a Jenna Gray, levantadora e aniversariante do dia, que foi dispensada do Minas no fim da última temporada.

Em entrevista à Sportv, Tiffany mandou um recado para a vereadora Jessicão pedindo para ela se preocupar mais com o esporte da cidade. “Vai buscar incentivo para dar suporte, em vez de excluir, porque o seu trabalho é dar inclusão e não exclusão.”
 

O lateral-direito do PSG segue em atuação e time ainda não se pronunciou a respeito
por
Giovanna Britto
|
27/02/2026 - 12h

 

Na última terça-feira (24), Achraf Hakimi, o lateral-direito do clube Paris Saint-Germain, afirmou em sua rede social que enfrentará um julgamento por estupro, após uma denúncia apresentada por uma jovem em 2023 na França. O marroquino e sua advogada negam as acusações e pedem justiça.

“Hoje em dia, uma acusação de estupro é suficiente para justificar um julgamento, mesmo que eu a negue e tudo prove que é falsa. Isso é tão injusto para os inocentes quanto para as verdadeiras vítimas. Aguardo calmamente este julgamento, que permitirá que a verdade venha à tona publicamente” escreveu o jogador em seu perfil do X.

Print do pronunciamento de Hakimi via post no X.
Pronunciamento do jogador Hakimi em seu X. Imagem: Divulgação/X/@AchrafHakimi. 

 

Através de um comunicado, a advogada de Hakimi, Fanny Colin, afirma que “foi ordenado um julgamento com base em uma acusação que se fundamenta unicamente na palavra de uma mulher que obstruiu todas as investigações, recusou todos os exames médicos e testes de DNA, negou permissão para o uso de seu telefone celular e se recusou a fornecer o nome de uma testemunha-chave.”

Colin finaliza o texto dizendo que estão determinados e combativos, enquanto aguardam o julgamento para que a justiça seja feita.

Comunicado escrito pela advogada de Hakimi e postado no X.
Comunicado divulgado nas redes da advogada. Imagem: Divulgação/X/@FannyColin_av. 

 

Tradução completa: “Foi ordenado um julgamento com base em uma acusação que se fundamenta unicamente na palavra de uma mulher que obstruiu todas as investigações, recusou todos os exames médicos e testes de DNA, negou permissão para o uso de seu telefone celular e se recusou a fornecer o nome de uma testemunha-chave. Uma mulher cujas duas avaliações psicológicas sucessivas revelaram falta de lucidez em relação aos fatos que ela afirma denunciar, bem como a ausência de quaisquer sintomas pós-traumáticos. Durante todo esse tempo, ela tentou esconder das autoridades judiciais diversas mensagens trocadas com uma de suas amigas, nas quais planejava “roubar” (sic) o Sr. Hakimi. Estamos determinados e combativos enquanto aguardamos este julgamento para que a justiça seja feita.”

 

A ACUSAÇÃO

A denúncia foi realizada no final de fevereiro de 2023 por uma mulher de 24 anos. Ela foi a uma delegacia e relatou ter sido estuprada na casa de Hakimi, em Boulogne-Billancourt, uma cidade próxima a Paris. A jovem não registrou uma reclamação formal.

Inicialmente, apenas uma investigação foi aberta. Um mês depois, o marroquino foi indiciado e colocado sob supervisão judicial. Em agosto de 2025, o caso avançou significativamente ao ser encaminhado ao tribunal criminal pela Procuradoria de Nanterre, órgão do Ministério Público francês localizado na região oeste de Paris. O promotor confirmou que o caso de Hakimi foi encaminhado para julgamento, mas ainda não foram divulgadas datas para o início do processo.

 

RELAÇÃO COM O FUTEBOL

Achraf Hakimi atualmente joga como lateral-direito no PSG e na Seleção do Marrocos. Em 2025 ficou em 6 lugar na premiação Bola de Ouro e já passou por clubes como Real Madrid, Borussia Dortmund e Inter de Milão até chegar no time francês em 2021.

O seu atual clube não se pronunciou formalmente a respeito do caso. No entanto, nesta terça-feira (24), em uma coletiva de imprensa, o técnico Luis Enrique afirmou que “tudo está nas mãos da justiça” ao ser perguntado sobre a situação. Hakimi entrou em campo nesta quarta-feira (25) para enfrentar o Mônaco, no Parc des Princes, pela Liga dos Campeões.

Jogador Hakimi em campo segurando prêmio de melhor jogador africano e usando uniforme de Marrocos.
Hakimi segurando “bola de ouro africana” por melhor jogador da temporada. Foto: Reprodução/Instagram/@achrafhakimi
Jogador do Red Bull Bragantino culpou Daiane Muniz pela eliminação do time nas quartas de final do Paulistão
por
Marco Nery
|
25/02/2026 - 12h

 

No último sábado (21), a partida entre São Paulo e Red Bull Bragantino ficou marcada pelas falas machistas do zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, na entrevista pós-jogo contra a árbitra Daiane Muniz. Ao deixar o campo, o jogador a culpou pela eliminação da equipe no Paulistão 2026. Daiane foi amplamente elogiada pela imprensa por sua atuação nas quartas de final.

Daiane Muniz apitou a vitória do São Paulo sobre o Red Bull Bragantino. Foto: Alexandre Battibugli/Ag.Paulistão
Daiane Muniz apitou a vitória do São Paulo sobre o Red Bull Bragantino. Foto: Alexandre Battibugli/Ag.Paulistão

 

O confronto entre São Paulo e Red Bull Bragantino, válido pelas quartas de final do Campeonato Paulista de 2026, prometia equilíbrio entre as duas equipes da Série A do Campeonato Brasileiro. O Tricolor paulista nunca havia vencido o Bragantino fora de casa desde que o clube de Bragança Paulista passou a atuar como SAF ligada à marca austríaca de energéticos. A equipe do interior estava invicta e possuía a melhor defesa da competição.

A partida começou equilibrada, com chances para ambos os lados. Aos 40 minutos, Damián Bobadilla abriu o placar para o São Paulo após aproveitar uma bola espalmada pelo goleiro adversário dentro da área. Já no início do segundo tempo, Lucas Moura ampliou em jogada ensaiada do Tricolor.

Aos 72 minutos, Gustavo Marques diminuiu para o Red Bull Bragantino. No último lance do jogo, Juninho Capixaba caiu dentro da área ao disputar a bola com um adversário, mas a árbitra Daiane Muniz optou por não marcar o pênalti. A decisão gerou revolta nos jogadores do Bragantino, que cercaram a árbitra. Daiane manteve a decisão de campo e encerrou a partida com vitória do São Paulo por 2 a 1 e eliminação do Massa Bruta.

Após o apito final, a juíza expulsou Juninho Capixaba por excesso de reclamação. No entanto, o que mais repercutiu foram as declarações de Gustavo Marques na entrevista pós-jogo. O jogador proferiu falas de teor machista contra Daiane. Segundo ele, a árbitra teria favorecido o São Paulo e a Federação Paulista de Futebol (FPF) não deveria escalar uma mulher para apitar uma partida do porte de quartas de final do Paulistão.

 

As declarações geraram forte repercussão entre jornalistas e atletas de outros clubes, que saíram em defesa da árbitra. A repórter da CazéTV, Bárbara Coelho, teceu duras críticas ao comportamento do zagueiro do Bragantino e afirmou: “Falas misóginas e comportamentos machistas matam mulheres todos os dias”. Hugo Souza, goleiro do Corinthians, também manifestou apoio a Daiane durante entrevista concedida após a classificação de sua equipe à semifinal, conquistada diante da Portuguesa, no Canindé.

A arbitragem de Daiane Muniz foi elogiada por sua condução da partida, considerada segura e coerente nas decisões disciplinares. A juíza é bem avaliada pela comissão de arbitragem da CBF e vem sendo cotada para representar o Brasil na Copa do Mundo masculina, podendo se tornar a única árbitra na competição. Questionada sobre o episódio, preferiu não comentar e afirmou estar focada em seu trabalho.

Posteriormente, Gustavo Marques informou à imprensa que procurou Daiane no vestiário para pedir desculpas e também se retratou publicamente, pedindo desculpas a todas as mulheres por suas declarações. O Red Bull Bragantino reforçou o pedido de desculpas em suas redes sociais. Além disso, o clube aplicou multa equivalente a 50% do salário do atleta, valor que será destinado à ONG Rendar, instituição que apoia mulheres em situação de vulnerabilidade na região de Bragança Paulista.

A FPF informou que encaminhará o caso ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), responsável por julgar infrações disciplinares. O jogador pode ser suspenso por até 10 partidas, além de receber multa que pode chegar a R$100 mil.

Vinicius Júnior, atacante do Real Madrid, denunciou ofensa racista feita pelo meia Prestianni
por
Guilherme Romero
|
25/02/2026 - 12h

 Na última terça-feira (17), ocorreu a partida entre Benfica e Real Madrid válida pelos playoffs de oitavas de final da Champions League, disputada no Estádio da Luz em Lisboa, Portugal. Após marcar o único gol do jogo, o atacante brasileiro Vinícius Júnior denunciou o meia argentino Prestianni ao árbitro, relatando que foi chamado de “macaco” pelo jogador adversário que cobriu a boca com a camiseta, causando a paralisação do jogo por alguns minutos.

 A queixa levou a UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) a designar um inspetor para investigar a possível conduta discriminatória contra o atacante do Real Madrid durante o confronto. Com a denúncia confirmada, o meia do Benfica, Prestianni, pegou uma suspensão provisória pelo comitê de ética da UEFA e ficará de fora do jogo de volta na Espanha que será realizado na próxima quarta-feira (25) e além disso será julgado pela entidade. Caso seja considerado culpado, poderá ficar no mínimo com dez jogos suspensos.

 Dentro do artigo 14°do regulamento da UEFA que visa punir comportamentos contra a dignidade humana, o clube português não apenas perdeu o meia Prestianni para o jogo de volta no Santiago Bernabéu, como também pode receber punições mais  rígidas por vaias e insultos durante a paralisação do jogo, como o fechamento de setores específicos do estádio em jogos futuros, partidas sem a presença da torcida, multas financeiras e impedimento de vender ingressos para seus torcedores em jogos como visitantes.

 A postura do treinador do Benfica José Mourinho foi de minimizar a situação, considerando a comemoração do jogador apenas como “desrespeitosa”. Também houve falas negativas como do treinador do Paris Saint-Germain Luis Enrique, dizendo que “o caso não teve nada de importante” e do técnico do Flamengo Filipe Luís que classificou o ocorrido como “caso isolado”. 

 Por outro lado algumas outras figuras do futebol reagiram. O atacante Mbappé exigiu o banimento do meia argentino da Champions League e o treinador Guardiola defendeu o atacante brasileiro. O Ministério de Esportes e o Ministério de Relações Exteriores do governo brasileiro emitiram uma nota exigindo que a UEFA e o governo português apliquem sanções criminais e desportivas.

Três dos quatro gols do Stuttgart foram feitos no primeiro tempo
por
Guilherme Carvalho
|
28/05/2025 - 12h

 

O VfB Stuttgart conquistou o título da Copa da Alemanha pela quarta vez em sua história, derrotando os campeões da terceira divisão, Arminia Bielefeld, por 4 a 2 em uma final emocionante no Olympiastadion de Berlim. 

A vitória marcou o retorno do Stuttgart à glória na competição, sendo seu último triunfo na temporada 1996/97. Apesar do esforço valente do Arminia, que surpreendeu ao eliminar quatro times da primeira divisão rumo à final, a superioridade do Stuttgart prevaleceu.

A partida começou com o Arminia Bielefeld assustando logo no início, aos 11 minutos. O atacante Bazee ficou livre na pequena área, com o goleiro do Stuttgart, Alexander Nübel, fora de posição. No entanto, a hesitação de Bazee permitiu que a defesa do Stuttgart se recuperasse, e desperdiçou a grande chance.

Esse erro foi decisivo, pois motivou o Stuttgart a entrar em ação. Apenas três minutos depois, o Stuttgart abriu o placar. O meio-campista Angelo Stiller fez um passe preciso para Nick Woltemade, que tranquilamente finalizou para o gol. 

A defesa do Arminia teve dificuldades para lidar com a velocidade e precisão do Stuttgart, e sua fragilidade ficou evidente aos 22 minutos. Um contra-ataque rápido contou com a combinação entre Enzo Millot e Deniz Undav, com Millot fazendo o segundo gol após troca de passes.

Enzo Millet marcou o segundo e o quarto gol do Stuttgart na final
Enzo Millet marcou o segundo e o quarto gol do Stuttgart na final. Foto: Divulgação/VfB Stuttgart

Aos 28 minutos, mais um erro defensivo proporcionou o terceiro gol do Stuttgart. Um passe errado na construção do Arminia foi interceptado por Undav, que finalizou com frieza para fazer 3 a 0. O primeiro tempo terminou com o Stuttgart em total controle sobre o adversário.

No segundo tempo, o treinador do Arminia, Michel Kniat, tentou mudar o rumo da partida com ajustes táticos e substituições, incentivando sua equipe a pressionar mais alto e arriscar no ataque. 

Porém, o Stuttgart continuou dominante, e aos 21 minutos do segundo tempo, Enzo Millot marcou o quarto gol. Aproveitando um passe em profundidade, Millot disparou uma finalização que passou pelo goleiro do Arminia, praticamente selando a vitória. Com o placar em 4 a 0, o jogo parecia decidido, e os torcedores do Stuttgart começaram a comemorar o que parecia um triunfo inevitável.

No entanto, o Arminia, impulsionado por sua campanha notável, recusou-se a desistir. Aos 37 minutos, o substituto Julian Kania reacendeu as esperanças. Aproveitando um raro erro defensivo do Stuttgart, Kania driblou dois defensores e cabeceou com precisão para o gol, abrindo o placar do seu time em 4 a 1. 

O gol acendeu uma faísca de esperança entre os torcedores do Arminia, que passaram a ganhar ímpeto. Apenas três minutos depois, aos 40 minutos, Josha Vagnoman, do Stuttgart, adicionou drama ao final do jogo. Tentando cabecear a bola de volta para Nübel, ele se equivocou e acabou marcando um gol contra, fazendo o placar ficar em 4 a 2.

Os minutos finais foram tensos, com o Arminia pressionando para uma virada improvável, mas o Stuttgart se manteve firme. Sua defesa, liderada por uma atuação tranquila de Nübel, resiste às investidas finais do Arminia. 

Quando o apito final soou, o Stuttgart comemorou seu quarto título da Copa da Alemanha, somando-se às conquistas de 1953/54, 1957/58 e 1996/97. 

Para o Arminia, a derrota foi amarga, mas sua campanha histórica, que incluiu eliminações de Union Berlin, Freiburg, Werder Bremen e do atual campeão Bayer Leverkusen.

O gol de empate do Sporting foi marcado nos acréscimos do segundo tempo
por
Guilherme Carvalho
|
28/05/2025 - 12h

 

O Sporting foi campeão da Taça de Portugal ao bater o Benfica por 3 a 1, em um confronto eletrizante no Estádio Nacional do Jamor, em Lisboa, no último domingo (25). 

O jogo, uma verdadeira montanha-russa de emoções, teve gols de Kökçü pelo Benfica, e Gyökeres, Harder e Trincão pelo Sporting, que selaram a vitória em um duelo decidido nos momentos finais.

Com o título, o Sporting coroou uma temporada brilhante, somando a Taça de Portugal ao título do Campeonato Português, alcançando a tão sonhada dobradinha. 

Como foi o jogo?

Os minutos iniciais foram marcados por poucas chances claras, com Sporting e Benfica, rivais conhecidos, priorizando o controle do jogo ao invés de arriscar. 

Conforme a etapa avançava, o Benfica passou a dominar levemente, controlando a posse de bola e avançando com mais frequência. A pressão quase rendeu frutos quando Bruma conquistou um pênalti após ser derrubado na área. No entanto, após revisão do VAR, a marcação foi anulada pois o juiz considerou o contato insuficiente. 

Até o apito do intervalo, o placar permaneceu 0 a 0, com ambos os times mostrando lampejos de qualidade, mas sem conseguir abrir o marcador. Um momento de destaque veio aos 43 minutos, quando Viktor Gyökeres, do Sporting, quase marcou, mas chutou para fora após uma jogada promissora.

O segundo tempo começou com uma intensidade completamente diferente. Logo aos dois minutos, o Benfica abriu o placar com um golaço de Kökçü. O meio-campista turco, posicionado na entrada da área, acertou um chute rasteiro e preciso, que pegou o goleiro Rui Silva desprevenido.

O gol incendiou a partida, e o Benfica parecia pronto para ampliar. Três minutos depois, Bruma chegou a balançar as redes novamente, mas o VAR interveio mais uma vez, anulando o gol por uma falta na origem da jogada. 

Apesar do revés, o Benfica manteve o ímpeto, enquanto o Sporting encontrava dificuldades para se reorganizar. 

O jogo parecia caminhar para o título do Benfica, até que, no nono minuto dos dez minutos de acréscimo, Renato Sanches cometeu um pênalti ao derrubar Gyökeres na área. O árbitro não hesitou, e o sueco Gyökeres, com calma, converteu a cobrança, deslocando o goleiro Samuel Soares, que pulou para o lado errado, empatando o jogo em 1 a 1. O gol dramático levou a decisão para a prorrogação.

Na prorrogação, o Sporting voltou com uma postura mais agressiva, motivado pelo empate nos acréscimos. A intensidade do time superou um Benfica visivelmente abalado, que esteve a poucos minutos de erguer a taça. 

A pressão sportinguista deu resultado no nono minuto do primeiro tempo da prorrogação. Após a zaga do Benfica interceptar o escanteio do Sporting, a bola foi cruzada novamente para a área, e Harder subiu mais alto que a defesa, cabeceando com força para fazer 2 a 1. 

Comemoração do Harder após fazer o gol da virada
Comemoração do Harder após fazer o gol da virada. Foto: Divulgação/Sporting CP

O gol mudou completamente o panorama do jogo. O Benfica não conseguiu reagir, parecendo esgotado emocionalmente após essa virada surpresa. 

No segundo tempo da prorrogação, aos 15 minutos, o Sporting selou a vitória. Harder, agora como garçom, encontrou Trincão na área. O português driblou a marcação e finalizou rasteiro no canto esquerdo, na saída do goleiro, garantindo o 3 a 1 e desatando a festa dos adeptos leoninos.

Além do título, a decisão marcou o último jogo do PSG antes da final da Champions League
por
Guilherme Carvalho
|
28/05/2025 - 12h

O Paris Saint-Germain conquistou o título da Copa da França ao derrotar o Reims por 3 a 0, em partida disputada no sábado (24), no Stade de France. Com a vitória, o PSG chegou à sua 16ª taça na competição, consolidando-se como o maior vencedor do torneio.

Os gols, todos anotados no primeiro tempo, foram marcados por Bradley Barcola, que balançou as redes duas vezes, e Achraf Hakimi, garantindo uma atuação dominante da equipe comandada por Luis Enrique. 

O triunfo reforça a confiança do PSG para a final da Champions League, marcada para o próximo sábado (31/05), contra a Inter de Milão, em Munique, na Alemanha.

No primeiro tempo, o PSG impôs um ritmo avassalador desde o início, controlando a posse de bola e pressionando o Reims incessantemente. 

Nos primeiros cinco minutos, Hakimi tentou um cruzamento pela direita, mas escorregou, e a bola sobrou para Dembélé, que finalizou, mas viu a defesa do Reims fechar com quatro jogadores e o goleiro Diouf para evitar o gol. 

A pressão continuou, e, aos 16 minutos, o PSG abriu o placar em um rápido contra-ataque: Désiré Doué lançou Barcola, que finalizou com precisão no canto direito de Diouf. 

Três minutos depois, aos 19, o PSG ampliou com um belo lance coletivo. Marquinhos fez um lançamento preciso para Doué, que devolveu com uma assistência para Barcola marcar seu segundo gol. 

Comemoração de Bradley Barcola no seu segundo gol na final
Comemoração de Bradley Barcola no seu segundo gol na final. Foto: Divulgação/PSG

O Reims, acuado, não conseguia reagir, e o PSG seguiu criando oportunidades. Dembélé quase marcou em uma jogada de roubada de bola, mas Diouf defendeu. Pouco depois, Hakimi cabeceou após sobra na área, mas a bola saiu pela linha de fundo. 

O terceiro gol veio com Hakimi, que recebeu cruzamento de Barcola pela esquerda, avançou pela direita e finalizou entre as pernas do goleiro, consolidando a vantagem antes do intervalo.

Na segunda etapa, o PSG adotou uma postura mais cautelosa, administrando o resultado e reduzindo a intensidade ofensiva. Apesar disso, a equipe manteve o controle da posse de bola e neutralizou qualquer tentativa de reação do Reims, que enfrentou dificuldades para criar jogadas de perigo. 

O time adversário, focado em se defender, formou uma linha compacta de defensores, mas não conseguiu ameaçar a meta parisiense. O PSG ainda teve chances de ampliar, como em uma finalização de Barcola, que parou em grande defesa de Diouf, e um chute de Dembélé, que acertou o travessão após tentar encobrir o goleiro. 

Com o jogo sob controle, o PSG garantiu a vitória sem sustos, celebrando o título e voltando suas atenções para a decisão europeia. Enquanto isso, o Reims, que segue na luta contra o rebaixamento no Campeonato Francês, enfrentará o Metz no jogo de volta do playoff, após empate por 1 a 1 na primeira partida.

Novo treinador do Brasil aposta em novidades e antigos nomes para vestir a Amarelinha
por
Cecília Schwengber Leite
|
26/05/2025 - 12h

Nesta segunda-feira (26), o novo técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, foi oficialmente apresentado em cerimônia e coletiva de imprensa no Hotel Grand Hyatt, no Rio de Janeiro. Ele também realizou sua primeira convocação dos 25 jogadores que estarão disponíveis para defender o Brasil na próxima fase das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, em jogos contra o Equador, no dia 5 de junho, em Guayaquil, e Paraguai, no dia 10, em São Paulo.

Veja a lista completa dos convocados:

Goleiros: Alisson (Liverpool), Bento (Al-Nassr), Hugo Souza (Corinthians);

Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Alexsandro (Lille), Beraldo (PSG), Carlos Augusto (Inter de Milão), Danilo (Flamengo), Léo Ortiz (Flamengo), Marquinhos (PSG), Vanderson (Monaco), Wesley (Flamengo);

Meio-campistas: Andreas Pereira (Fulham), Andrey Santos (Strasbourg), Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Ederson (Atalanta), Gerson (Flamengo);

Atacantes: Antony (Betis), Estêvão (Palmeiras), Gabriel Martinelli (Arsenal), Matheus Cunha (Wolverhampton), Raphinha (Barcelona), Richarlison (Tottenham), Vini Júnior (Real Madrid).

Alguns nomes foram muito comentados, como o de Hugo Souza, destaque do time do Corinthians, que aguardava a chance de vestir a camisa da Seleção. Jogadores como Antony e Richarlison, que atuaram na Copa do Mundo de 2022, voltam a defender o Brasil depois de um longo período fora. Mais do que as presenças, foram questionadas por torcedores certas ausências, como Neymar e Rodrygo. 

Ancelotti explica que conversou com o camisa 10 do Santos, dizendo que a Seleção contará com o craque, mas não neste primeiro momento, com ele recém voltando de lesão. O atacante do Real Madrid  apresenta motivos semelhantes: com desgaste físico e mental ao final da temporada europeia, Rodrygo pediu um tempo de descanso e recuperação ao italiano. Ancelotti explicou durante a coletiva que, assim como os meninos da Vila, outros jogadores ficaram de fora da sua primeira convocatória devido a lesões.

Junto com o treinador italiano chegam os auxiliares Paul Clement e Francesco Mauri, o auxiliar e preparador físico, Mino Fulco, e o analista de desempenho Simone Montanaro. Cristiano Nunes, preparador físico do Atlético-MG, também fará parte da comissão técnica.

Antes da convocação, Ancelotti disse estar realizando um sonho e destacou a convivência que teve com diversos jogadores brasileiros ao longo das carreiras como técnico e jogador. Ele recebeu ao vivo uma mensagem de Carlos Alberto Parreira e, presencialmente, foi recepcionado por Luiz Felipe Scolari.

Encontro de Ancelotti e Felipão, técnico do penta. Foto: Mauro Pimentel/AFP via Getty Images
Encontro de Ancelotti e Felipão, técnico do penta. Foto: Mauro Pimentel/AFP via Getty Images

A Seleção Brasileira se apresenta na próxima segunda-feira (02) e vai se preparar para os jogos no Centro de Treinamento do Corinthians. Na terça (03), após o treino, a delegação embarca para Guayaquil, no Equador. O jogo de estreia do treinador pelo Brasil vem com a pressão por melhora após a goleada sofrida contra a Argentina, por 4 a 1, que deixou o time na quarta colocação das Eliminatórias, com 21 pontos.

Após 18 anos, as gunners voltam ao topo do futebol europeu
por
Guilbert Inácio
|
26/05/2025 - 12h

Com gol de Stina Blackstenius, o Arsenal conquistou o título da UEFA Liga dos Campeões Feminina. O triunfo foi sobre o favorito Barcelona, no último sábado (24), no Estádio José Alvalade, em Lisboa, Portugal.

A imagem mostra a jogadota Chloe Kelly caminhando e sorrindo no campo com a medalha e a taça da Liga dos Campeões Feminina. Ao fundo estão outras jogadoras e menbros da comissão técnica do Arsenal interagindo. Mais ao fundo é possível há parte da arquibancada do estádio.
O Arsenal é o único time inglês vencedor da Champions Feminina. Foto: Reprodução/arsenal.com

O caminho até a final

O Arsenal veio dos playoffs, após eliminar o Rangers, da Escócia, o Rosenborg, da Noruega, e o Hacken, da Suécia. No grupo C, se classificou em primeiro lugar com 15 pontos. Nas quartas de final, perdeu o primeiro jogo por 2 a 0 para o Real Madrid, na Espanha, mas reverteu o placar no jogo de volta, na Inglaterra, por 3 a 0. Nas semis, enfrentou o gigante Olympique Lyonnais, maior campeão da competição com oito títulos e que esteve em sete das últimas dez finais. Em casa, as gunners perderam o jogo por 2 a 1, mas, após ótima partida na França, avançaram à final com um 4 a 1.

Já o Barcelona se classificou em primeiro no grupo D com 15 pontos. Nas quartas, vitória nos dois jogos contra o Wolfsburg: 4 a 1 na Alemanha e 6 a 1 na Espanha. Nas semis, contra o Chelsea da Inglaterra, duas vitórias por 4 a 1.

A última batalha

O time de Londres já entrou em campo com um feito histórico. As gunners foram as primeiras a chegarem à final da competição, neste formato, tendo passado pelos playoffs. Já o time catalão, pela quinta vez consecutiva na final, estava em busca do tricampeonato seguido e o tetra de sua história.

Nos minutos iniciais, o jogo estava equilibrado. Aos dez minutos, Caitlin Foord recebeu cruzamento e cabeceou para fora. Em seguida, Aitana Bonmatí respondeu. A culé, dentro da área, driblou e chutou para o gol, mas a bola desviou na zaga e sobrou para a goleira Domselaar.

A partir daí, pressão inglesa. Aos 21, Frida Maanum cruzou para dentro da área e Irene Paredes, ao tentar cortar, fez gol contra, mas o VAR sinalizou impedimento no lance. Quatro minutos depois, Maanum bateu forte de fora da área, porém, a goleira Catalina Coll mandou para escanteio.

No segundo tempo, o Barcelona foi para cima. Aos três minutos, Clàudia Pina mandou a bola no travessão, Hansen ficou com a sobra e tocou para Bonmatí, que finalizou de letra na mão da goleira. Quatro minutos depois, Ona Batlle bateu forte de fora da área, porém a bola passou ao lado da trave esquerda. 

As culés permaneciam superiores. Aos 14 minutos, Bonmatí parou novamente na goleira e Batlle, aos 17, chutou por cima do gol.

A imagem mostra a jogadora Aitana Bonmatí conduzindo a bola para a direita. Ao fundo, do lado direito, está a jogadora Maanum olhando para a jogadora do Barcelona.
Aitana Bonmatí foi eleita a melhor jogadora da competição. Foto: Eric Alonso/FC Barcelona

No sufoco, a treinadora Renee Slegers fez duas substituições no time do Arsenal: saíram Maanum e Chloe Kelly, entraram Stina Blackstenius e Bethany Mead. 

A tática deu certo. Aos 29 minutos, Mead recebeu a bola na meia-lua e deu bom passe para Blackstenius que chutou para o fundo da rede. O placar de 1 a 0 garantiu a vitória do time londrino.

A imagem mostra à esquerda a jogadora Blackstenius com a perna direita erguida após chutar a bola. No lado direito está a bola indo em direção ao gol e duas defensoras do Barcelona que não alcançaram a bola.
O time inglês impediu que o Barcelona chegasse à dez vitórias seguidas no campeonato. Foto: Reprodução/arsenal.com

Além de terem levado a taça para a Inglaterra, feito que não ocorria desde a temporada 2006-07, as gunners serão as representantes da Europa na Copa das Campeãs da FIFA, que terá sua primeira edição disputada entre os dias 28 de janeiro e 01 de fevereiro de 2026.