Após as férias de verão no meio do ano, a Fórmula 1 voltou pela última vez à Zandvoort, para o Grande Prêmio da Holanda, na última sexta-feira (29). O fim de semana foi marcado tanto pelas batidas e deslizadas, quanto pelo final inesperado no domingo (31). Lando Norris (McLaren) liderou os treinos, mas Oscar Piastri (McLaren) fez a pole e conquistou a vitória. Max Verstappen (Red Bull) chegou em seguida e Isack Hadjar (Racing Bulls) pela primeira vez ao pódio, em terceiro.
Sexta-feira
Assim como antes das férias, a McLaren liderou as sessões de treinos livres, Norris ficou em primeiro com uma volta de 1m10s278, Piastri ficou 0.292s atrás e o terceiro lugar foi de Lance Stroll (Aston Martin) com uma volta impressionante, mas ainda assim, meio segundo atrás da equipe inglesa. O brasileiro Gabriel Bortoleto (Kick Sauber) ficou em nono.
Dez minutos após o início do treino, Lewis Hamilton (Ferrari) chegou a destracionar e rodou na curva 3 mas continuou na pista, em seguida aconteceu o mesmo com Yuki Tsunoda (Red Bull) mas na curva 12. Aos 14 minutos, Kimi Antonelli também perdeu o controle e acabou acionando uma bandeira vermelha para poderem remover o carro da brita. Depois da retomada da sessão, Sainz e Verstappen também acabaram na brita.
A segunda sessão teve as mesmas equipes no top 3, mas desta vez Fernando Alonso, da Aston Martin, em segundo e Oscar Piastri apenas 0.02s atrás. O treino foi marcado com várias batidas e interrupções.
O primeiro foi Lance Stroll que bateu forte na curva 3, dez minutos depois a sessão foi retomada, mas não muito tempo depois a Racing Bull de Isack Hadjar parar na curva 8 e causou um safety car virtual. Após a liberação, Alex Albon (Williams) acertou a barreira da curva 1 causando mais uma bandeira vermelha e, enquanto os carros estavam retornando aos boxes, Piastri acabou errando a garagem e quando foi sair acertou o carro do inglês George Russell (Mercedes).
Sábado
A terceira sessão dos treinos aconteceu sem interrupções. Norris liderou novamente seguido por Piastri e Russell, que ficou mais de meio segundo atrás. Já a classificação foi bem mais movimentada, Piastri liderou a quali de ponta a ponta e quebrou o recorde da pista com uma volta de 1min08s662, se consagrando o pole position depois de 5 etapas fora da posição. Norris veio logo atrás com um diferença de 0.012s. A segunda fileira ficou de Max Verstappen (Red Bull) e Isack Hadjar, sua melhor posição até então.
Bortoleto quase foi eliminado no Q1, mas conseguiu melhorar a volta para avançar, seu companheiro de equipe Nico Hulkenberg acabou ficando em 17°. O brasileiro ficou em 13° na classificação final.
Houveram algumas interrupções, na primeira parte da quali Stroll acabou indo para a brita, o que ocasionou uma bandeira amarela breve. Já no Q2, uma raposa entrou no circuito e o treino foi interrompido até a saída do animal.
Domingo
Piastri, assim como na quali, liderou a prova do começo ao fim. Logo na largada Lando perdeu a posição para Max, que derrapou mas manteve o ritmo. O piloto da McLaren não deixou barato e algumas voltas depois já recuperou o segundo lugar. Hadjar conseguiu segurar o 4° lugar de Charles Leclerc (Ferrari), que já havia superado Russell.
Alex Albon teve um desempenho muito impressionante, superou cinco carros logo na primeira volta, e mais de 10 durante a prova, o tailandês largou em 15° e chegou em 5°. Já o brasileiro teve problemas e de 13° caiu para penúltimo e ainda teve contato com Stroll, que danificou sua asa dianteira.
A Ferrari não conseguiu terminar a prova com nenhum dos dois carros, Hamilton estava em 7° quando fez a curva 3 muito fechada e acabou no muro. Já o monegasco acabou atingido por Kimi Antonelli também na curva 3 e precisou abandonar a prova. O italiano da Mercedes recebeu 10 segundos de punição pelo incidente.
Logo nas últimas sete voltas, o carro de Lando Norris começou a soltar fumaça, o piloto então foi obrigado a parar seu carro na pista e abandonar a prova, o que assegurou Verstappen e Hadjar no pódio e uma vantagem de 34 pontos para o companheiro de equipe, Piastri, no Campeonato de Pilotos.
A Fórmula 1 volta no próximo final de semana, dia 5, para o Grande Prêmio de Monza, na Itália.
A World Surf League (WSL), Liga Mundial de Surfe em português, tem um novo campeão brasileiro. Yago Dora, dono da melhor campanha da temporada regular, confirmou seu favoritismo e precisou de apenas uma bateria (15.66 a 12.33) para vencer o americano Griffin Colapinto e conquistar o campeonato, em Cloudbreak, Fiji. Este é o oitavo título do Brasil em 11 anos.
Nascido em Curitiba (PR) e radicado em Florianópolis (SC), Yago Dora, aos 29 anos, se junta a outros quatro brasileiros campeões mundiais, Gabriel Medina (2014, 2018 e 2021), Filipe Toledo (2022 e 2023), Adriano de Souza (2015) e Italo Ferreira (2019). O único surfista a desbancar a Brazilian Storm – termo usado para nomear a ascensão dos surfistas no Brasil – de 2014 até hoje foi o havaiano John John Florence (2016, 2017 e 2024).
“É um sentimento inexplicável. São muitos anos de dedicação, desde que eu iniciei no surfe até a coroação. Estou muito feliz. Obrigado a todos vocês que me acompanham, que torcem por mim. Uma honra adicionar meu nome a essa lista de brasileiros campeões mundiais”, declarou Yago.
Italo Ferreira também participou da WSL Finals e terminou em 4° lugar, ao eliminar o australiano Jack Robinson e em seguida, ser derrotado por Griffin Colapinto. No feminino, a campeã foi a australiana Molly Picklum, também pela primeira vez, ao vencer de virada a melhor de três baterias contra a americana Caroline Marks.
A bateria
Assim como em grande parte da temporada, Yago Dora entrou na água com a lycra – roupa usada pelos surfistas – amarela, já que era o 1° da classificação geral. Após uma mudança de regra para 2025, o dono dessa cor de lycra precisaria de apenas uma bateria vencida para ser campeão. Em caso de vitória do adversário nessa bateria, começaria uma melhor de três para decidir o vencedor, como aconteceu no feminino.
Yago saiu atrás, após Griffin pegar uma onda que resultou na nota 5.17. A resposta do brasileiro veio rapidamente, depois de tirar 7.33 em uma onda com bela terminação. Sua segunda nota foi de 3.50. O americano aproveitou a maré cheia em Cloudbreak e melhorou sua pontuação geral com um 6.33.
Com 20 minutos restantes para o final, Griffin era o líder, mas a vantagem durou pouco. Yagoat, como também é conhecido, surfou a melhor onda da bateria com a nota de 8.33 e retomou a liderança. O brasileiro ficou com o somatório de 15.66, que fez com que seu desafiante precisasse de uma onda praticamente perfeita ou duas ondas que melhorassem sua nota para voltar à liderança.
Esse cenário durou pelos 15 minutos finais e Griffin ainda conseguiu aumentar sua pontuação, mas não foi o suficiente. Com uma bateria dominante, Yago Dora conquistou seu título inédito e o octacampeonato para o Brasil. “Eu senti algo especial nesta semana, desde que eu cheguei em Fiji”, afirmou o sorridente Yago ainda no mar.
A WSL retorna apenas em 2026 e o calendário já foi divulgado. A primeira etapa da próxima temporada deve ocorrer entre os dias 1° e 11 de abril, e ocorrerá em Bells Beach, na Austrália.
Após o 1 a 0 contra o Botafogo na semana passada no Estádio Nilton Santos, o clube santista levou a vantagem para decidir o campeonato em casa no último sábado (30). O jogo acabou em 1 a 1, com placar agregado de 2 a 1 e vitória do Santos pela final do Campeonato Brasileiro Feminino Série A2 (segunda divisão).
O Santos justificou seu título com uma campanha muito consistente: em 13 jogos, foram dez vitórias, dois empates e apenas uma derrota, com 24 gols marcados e seis sofridos.
A atacante Laryh, com oito gols, foi a artilheira da competição. Além do Santos, subiram à Série A1 (primeira divisão) o vice Botafogo e os semifinalistas Atlético-MG e Fortaleza.
Apesar da maior presença ofensiva do Santos durante a partida, aos 37 minutos do primeiro tempo, a atacante botafoguense Carol sofreu um pênalti da volante Rafa Andrade. A camisa 19 partiu para a cobrança, que teve que ser repetida após a goleira santista se adiantar, e balançou a rede na segunda tentativa para abrir o placar para as Gloriosas.
No segundo tempo, novamente brilhou a estrela de Carol Baiana. Autora do gol da vitória das Sereias no Rio de Janeiro, a centroavante saiu do banco de reservas e voltou a marcar na decisão.
Após o empate, bastou as Sereias administrarem sua vantagem até o apito final para gritarem “campeãs” na presença dos quase oito mil torcedores na Vila Belmiro.
Na última terça-feira (26), a Cadillac anunciou os retornos de Sergio Pérez e Valtteri Bottas como sua primeira dupla de pilotos na Fórmula 1, quando a equipe realizar a sua estreia na categoria no ano que vem.
Desde o anúncio da participação da equipe estadunidense como a nova 11º equipe do grid, em março desse ano, muito se especulou sobre quais seriam os pilotos escolhidos para assumir as duas vagas do time.
Praticamente todos os nomes mais relevantes do automobilismo atual e/ou vinculados de alguma maneira à F1 foram, ainda que de forma branda, sondados pela equipe.
Desde então, Pérez e Bottas, que estavam afastados da categoria após passagens por Red Bull e Sauber respectivamente, lideraram o favoritismo para assumirem as vagas. Junto a eles, nomes como Mick Schumacher, Felipe Drugovich, Colton Herta, Jack Crawford e Kyle Kirkwood também passaram a ser procurados pela Cadillac.
A direção da General Motors, administradora da equipe, optou pelo caminho de conversar com pilotos de diferentes idades e nacionalidades, antes de decidir qual seria o perfil da sua primeira dupla na Fórmula 1.
Após meses de conversas, a equipe decidiu que os primeiros pilotos de sua história na categoria teriam um currículo experiente e vitorioso, o que os levou até as contratações de Sergio Pérez e Valtteri Bottas.
Sergio Pérez, nascido no México, teve passagens por Sauber (2011-2012), McLaren (2013), Force India (2014-2018), Racing Point (2019-2020) e Red Bull (2021-2024). Em 14 temporadas, disputou 281 corridas, conquistando 6 vitórias e 39 pódios, e foi vice-campeão de pilotos em 2023.
Já Valtteri Bottas, nascido na Finlândia, teve passagens por Williams (2013-2016), Mercedes (2017-2021), Alfa Romeo (2022-2023) e Sauber (2024). Em 12 temporadas, disputou 246 corridas, conquistando 10 vitórias e 67 pódios, e foi vice-campeão de pilotos em 2019 e 2020.
Foto: Reprodução / Cadillac F1
O entendimento da alta cúpula da Cadillac é de que não será fácil desenvolver uma equipe inteiramente do zero, ainda mais ingressando na Fórmula 1 em um ano em que a categoria passará por mudanças de regulamento técnico e de motores.
Com isso, Pérez e Bottas, chegam a Cadillac para assumirem o posto de líderes e referências, para que os americanos possam entender o que está sendo feito corretamente e o que não está, tanto no desenvolvimento do carro, quanto da equipe.
Além das contratações do méxicano e do finlandes, a equipe estadunidense também trouxe Nick Chester (diretor técnico), Pat Symonds (consultor executivo de engenharia) e Graeme London (chefe de equipe) para fazerem parte da composição inicial do seu time.
A tarde da última quarta-feira (27) ficou marcada pela disputa entre João Fonseca, atual 45° do ranking da ATP, e Tomáš Macháč, número 22 e cabeça de chave 21 do torneio.
Muita expectativa rondava essa disputa desde os primeiros momentos, visto que João vive a melhor fase de sua carreira e está em ascensão meteórica. Com isso, uma vitória sobre um dos cabeças de chave poderia significar um passo muito à frente para o jovem.
No primeiro set extremamente equilibrado, Fonseca parecia acima, mais arisco e intenso do que o rival. Com bons saques e um jogo de fundo de quadra muito confiante, levava a melhor no início.
Foto por: Corinne Dubreuil | US Open
No entanto, após 2 set-points (ponto para vencer o Set) desperdiçados, o tcheco buscou o empate, que levou a primeira etapa do jogo ao Tie-Break (Game final de desempate com pontuação específica) e venceu em virada triunfal.
Após isso, o brasileiro volta para o segundo Set com confiança aparentemente abalada e em um lampejo de desespero, desperdiça o saque 2 vezes seguidas. Macháč fecha com 6 - 2 sobre Fonseca em um set para o brasileiro não esquecer.
Já visivelmente cansado, física e mentalmente, João não conseguiu competir em seu mais alto nível e praticamente entregou o terceiro e último Set ao adversário.
O tcheco não teve dificuldades para fechar o caixão e venceu todos os seus games de saque na última etapa. Encerrou a partida com uma vitória por 3 Sets a 0 contra o brasileiro (7-6; 6-2; 6-3).
Eliminado, mas de forma alguma acabado, Fonseca se destacou, mais uma vez, mesmo ainda tão jovem, ao progredir e chegar tão longe em um Grand Slam.
João deve voltar às quadras em breve, mas sua equipe técnica ainda não confirmou quais os próximos eventos que o brasileiro disputará. Mais informações devem ser reveladas nas próximas semanas.