Em primeiro cargo de técnico brasileiro à frente de uma franquia na liga, o ex-pivô lidera o Portland Trail Blazers em busca da zebra no primeiro round do mata mata
por
João Victor Esposo Guimarães
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23/04/2026 - 12h
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter
Time dos Blazers comemorando de forma tradicionalmente conhecida por marcar a momentos “on fire” de jogadores, mas nesse caso de um técnico. Foto: Instagram/ @tiagosplitter

Em sua primeira temporada no comando do Portland Trail Blazers, Tiago Splitter segue escrevendo um capítulo histórico para o basquete brasileiro. Após conduzir a equipe à pós-temporada, o treinador se tornou o primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs da NBA como técnico, após o triunfo por 106 a 103 no segundo jogo da série contra o San Antonio Spurs, na última terça (21) no Frost Bank Center em San Antonio.

Depois de ser superado na partida de abertura no domingo (19) por 111 a 98, com festa nas arquibancadas de San Antonio e atuação histórica de Victor Wembanyama, o Portland reagiu de forma imediata e mostrou força para empatar o confronto. Sob o comando de Splitter, os Blazers ajustaram a marcação, elevaram a intensidade defensiva e mostraram maturidade nos momentos decisivos para roubar uma vitória apertada no Texas.

O resultado teve peso esportivo e simbólico. Além de recolocar a franquia na disputa pela classificação, representou um feito inédito para o Brasil: nunca antes um técnico brasileiro havia conquistado uma vitória em partidas de playoffs da NBA. Splitter amplia, assim, uma trajetória marcada pelo pioneirismo no basquete mundial. Sem podermos esquecer que é no mínimo irônico, porém de uma forma especial, que sua primeira vitória em playoffs seja justamente contra um time tão importante na sua vida. O brasileiro jogou no Spurs de 2010 a 2015.

A evolução do Portland ao longo da temporada já vinha chamando atenção. Após oscilações durante a fase regular, a equipe cresceu na reta final e chegou embalada aos playoffs. O treinador brasileiro foi fundamental para reorganizar o time, encontrar equilíbrio tático e fortalecer a confiança do elenco em jogos decisivos.

Dentro de quadra, os Blazers passaram a se destacar pela intensidade defensiva e melhor execução ofensiva nos minutos finais. Essas características aparecem novamente no segundo duelo da série, quando a equipe soube suportar a pressão e confirmou a vitória por margem mínima.

Mais do que uma boa campanha, a trajetória de Tiago Splitter representa um novo marco para o esporte nacional. Primeiro brasileiro campeão da NBA como jogador pelo San Antonio Spurs, primeiro técnico brasileiro à frente de uma franquia da liga e agora primeiro brasileiro a vencer um jogo de playoffs como treinador, Splitter consolida seu nome entre os grandes representantes do basquete brasileiro, e busca superar as expectativas, na série que se encontra empatada e rumo ao Oregon onde acontecerão os jogos 3 e 4 respectivamente na sexta (24) e domingo (26).

 

Em partida contra o Vila Nova, o atacante Berto afirmou ter sofrido ataques racistas após o apito final
por
Gabriel Thomé
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22/04/2026 - 12h

 

 No último sábado (18), Vila Nova e Operário se enfrentaram pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe goiana saiu vencedora do confronto pelo placar de 2 a 1. Entretanto, após o apito final houve uma confusão entre jogadores e membros da comissão técnica do Fantasma com torcedores do Vila Nova. No final da briga,  o atacante Hildeberto Pereira, o Berto, afirmou ter sido vítima de ataques racistas por parte de um torcedor adversário durante a confusão.

   Dentro de campo, o clima era quente após o final da partida. A discussão tomou proporções maiores quando o zagueiro colombiano do Operário Jhan Torres atirou uma garrafa em um torcedor do Vila Nova. Com a mesma garrafa, o torcedor atingido devolveu o arremesso e acertou no presidente do Operário, Álvaro Goes, que ficou com o nariz sangrando. Depois disso, a confusão foi generalizada. Além de garrafas e copos, lixeiras foram arremessadas entre torcedores goianos e jogadores adversários.

  A confusão com Berto teria começado após uma ofensa racista vinda da torcida adversária. A acusação em questão, pontuava como proferido o xingamento "macaquinho". Para um membro do staff do Vila Nova, Berto afirmou: "Ele me chamou de macaco e fez o gesto". O atleta cabo-verdiano apareceu em imagens desolado com a ofensa e foi levado para a polícia militar para prestar depoimento. 

Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS
Berto no meio da confusão com atletas do Vila Nova. Reprodução/ Instagram @maisgoiasS

 

     Em nota para o Instagram, o clube goiano reforçou sua posição: "O Vila Nova Futebol Clube repudia qualquer forma de discriminação, como a relatada pelo atleta Berto, do Operário Ferroviário, após a partida de ontem pelo Campeonato Brasileiro B, bem como atos de violência." 

     O Fantasma, também via Instagram, emitiu um pronunciamento a favor do atacante caboverdiano: “Reafirmamos que o racismo é abominável e inaceitável. O combate a essa prática exige a união de toda a sociedade. Seguiremos firmes, de forma intransigente, no combate ao racismo e na defesa incondicional de nossos profissionais”.

    O caso foi para as autoridades locais e deve ter consequências para ambos os times. O torcedor foi identificado por meio de um sistema interno de reconhecimento facial e foi levado à Central de Flagrantes, para registro de Boletim de Ocorrência. Além disso, o Vila Nova pode perder o mando do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA) por algumas partidas. O Operário também se envolveu na confusão e alguns atletas como Jhan Torres e o próprio Berto, que participou da briga, podem pegar algumas partidas de suspensão.

    Casos de racismo no futebol levantam debates. A legislação prevê consequências, merecidas, aos times e torcedores envolvidos no episódio entre Operário e Vila Nova.

Sturm fez história ao ser uma das primeiras mulheres a mergulhar no jornalismo automobilístico
por
Amanda Lemos
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17/04/2026 - 12h

Karin Sturm foi uma jornalista esportiva alemã que cobriu a Fórmula 1 por mais de quatro décadas. Ela faleceu na última segunda-feira (13), aos 64 anos, e deixa um importante legado. A carreira e a vida da jornalista marcaram a história do jornalismo automobilístico, entre outras coisas, pelo seu protagonismo em um ambiente historicamente dominado por homens. 

Uma das primeiras mulheres a cobrir o esporte e atuar dentro do paddock, área restrita atrás dos boxes, e do centro de operações dos bastidores das corridas, Karin começou a cobrir a Fórmula 1 aos 20 anos, em 1982. Ao longo da carreira, ela passou por vários países, onde cobriu os Grandes Prêmios (GPs). Seu excelente trabalho fez com que ela alcançasse o respeito de colegas, pilotos e equipes.

A escrita da jornalista sempre foi marcada por um estilo próximo e profundo, considerando os envolvidos e a história do automobilismo. Ela escreveu vários livros sobre grandes nomes da Fórmula 1, como Ayrton Senna, Sebastian Vettel e Michael Schumacher. Sua biografia de Senna chamada “Ayrton Senna - Sua Vitória, Seu Legado” (Editora Record, 1994) é uma das mais importantes sobre o brasileiro e expôs para um público internacional mais sobre a vida e a carreira do piloto, além de evidenciar a relação próxima entre os dois, o que a levou até a aprender português para facilitar as entrevistas.

 

Duas pessoas adultas em ambiente externo durante uma entrevista. À direita, Sebastian Vettel veste boné e jaqueta preta com logotipos de uma equipe de Fórmula 1 e fala enquanto segura um microfone. À esquerda, a jornalista Karin Sturm segura um gravador portátil. Um terceiro microfone aparece apontado para quem responde. O fundo está desfocado.
Karin Sturm durante entrevista com Sebastian Vettel. Foto: Reprodução/ @lacasadelmotorsport

Em 2009, Karin recebeu o Bayerischen Sportpreis, prêmio esportivo da Baviera, como reconhecimento pelo seu trabalho.

Marie-Louise Eta faz história e torna-se a primeira técnica das principais ligas europeias masculinas
por
Gianna Albuquerque
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14/04/2026 - 12h

No último domingo (12), na tentativa de evitar o rebaixamento, após mais uma derrota pela Bundesliga, o clube alemão Union Berlin demitiu seu antigo treinador, Steffen Baumgart, e anunciou Marie-Louise Eta como nova técnica. Ela é a primeira mulher na história das cinco principais ligas europeias — Alemanhã, Espanha, França, Inglaterra e Itália — a comandar uma equipe masculina.

Eta
Marie-Louise Eta, nascida em Dresden, na Alemanha, em 1991. Foto: reprodução/instagram/@marielouiseeta

Eta jogou como meio campista até seus 26 anos. Durante esse período, foi tricampeã alemã (2009, 2010 e 2011), bi da Copa da Alemanhã (2009 e 2010) e chegou ao seu auge ao conquistar a Champions League em 2010, pelo Turbine Potsdam. 

Sua última passagem dentro dos gramados foi pelo Werder Bremen, quando teve sua carreira de atleta interrompida antes do esperado devido a lesões. Foi na mesma equipe que Eta, quando ainda jogava, teve sua primeira experiência na comissão técnica, ao dirigir, em 2014, o time feminino sub-15. 

Marie-Louise entrou para a comissão técnica do Union Berlin em 2023 para auxiliar Marco Grote na equipe masculina sub-19. Em novembro daquele mesmo ano, Grote passou a comandar a equipe principal e incorporou novamente Eta como sua auxiliar. Isso a tornou a primeira mulher a ocupar este cargo tanto em partidas da Bundesliga como em partidas da Champions League. Um  pouco depois, em janeiro de 2024, ela comandou a equipe na beira de campo, ao substituir o então treinador Nenad Bjelica, que havia sido suspenso. 

Agora, aos 34 anos, após a demissão de Steffen Baumgart, Marie-Louise, que antes estava à frente do sub-19, torna-se treinadora interina do time profissional até o final do Campeonato Alemão, quando passará a comandar o time principal feminino. Seu primeiro jogo será no próximo sábado (18), às 10h30 (horário de Brasília), contra o Wolfsburg. Por meio das redes sociais do clube, Eta conta estar bem confiante de que a equipe dará a volta por cima e fugirá do rebaixamento. 

“Estou feliz por o clube confiar em mim para essa tarefa desafiadora. Um ponto forte do Union sempre foi, e continua sendo, reunir todas as forças em situações como essa. E, claro, estou convencida de que, com o time, vamos conquistar os pontos decisivos ", afirma ela. 

 

A decisão foi tomada após a demissão de Dorival Jr. no término do último jogo do Brasileirão
por
Jorge Zatz Halaban
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14/04/2026 - 12h

 

Fernando Diniz foi anunciado como o novo técnico do Corinthians na última segunda-feira (6). O treinador estava livre no mercado desde fevereiro deste ano, quando deixou o Vasco. O Timão optou pela troca na comissão técnica após a derrota para o Internacional na décima rodada do Campeonato Brasileiro.

Diniz já era cogitado como uma das preferências da diretoria do Timão. Após uma negociação rápida, o técnico já estará com o time no jogo de quinta-feira (9), válido pela Libertadores, contra o Platense, em Buenos Aires, Argentina. O contrato assinado tem duração até dezembro de 2026.

Diniz terá a difícil tarefa de recuperar o desempenho da equipe, que está a nove jogos sem vencer. O técnico foi a primeira escolha por conta de seu perfil ofensivo, algo que agrada a diretoria, já que uma das críticas a Dorival era a falta de ofensividade do time. O clube marcou apenas três gols nos últimos sete jogos.

Diniz tem um histórico de passagens por grandes times brasileiros, tendo treinado o São Paulo, Santos, Cruzeiro, Vasco e Fluminense, onde conquistou os títulos: Campeonato Carioca, Libertadores, ambos em 2023, e a Recopa Sul-Americana de 2024. O técnico também teve uma breve passagem pela seleção brasileira, entre julho de 2023 e janeiro de 2024.

Seu nome não era unanimidade no Parque São Jorge, mas foi uma escolha de Marcelo Paz, diretor de futebol, e Osmar Stabile, atual presidente do clube. Um dos motivos dessa aposta da diretoria, além do estilo ousado do treinador, foi por conta de seu último trabalho no Vasco. O retrospecto não foi tão positivo, tendo 20 vitórias, 13 empates e 22 derrotas, mas Diniz alcançou a final da Copa do Brasil, em que foi vice para o próprio Timão, e conseguiu tirar o time da zona de rebaixamento, lugar que o Vasco se encontrava quando ele assumiu o comando do clube.

 O Corinthians pensou em outros nomes, como Tite, Filipe Luiz, Vojvoda, entre outros técnicos que estavam livres no mercado, mas a decisão foi optar pelo “dinizismo”, de Fernando Diniz.

Os valores contratuais giram em torno de 2 milhões, sendo o maior salário da carreira do treinador.

 

Postagem do Corinthians de bem-vindo Fernando Diniz
Diniz já está regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Foto: Reprodução/ @corinthians
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A contratação de um novo técnico ocorreu após Dorival Jr. ser demitido do Corinthians após o apito final na derrota por 1 a 0 na Neo Química Arena para o Internacional. O time chegou a nove jogos sem vencer, sendo sete deles no Brasileirão.

Em sua passagem pelo Corinthians, Dorival foi campeão da Copa do Brasil de 2025 e da Supercopa Rei em fevereiro deste ano. Ele havia assumido o time no final de abril de 2025, e tinha contrato válido até o fim de 2026. Com a demissão, o Corinthians deve arcar com a multa de rescisão do contrato do treinador, que receberá em torno de 6 milhões, o equivalente a aproximadamente três salários.

Foram 63 partidas do Corinthians sob o comando de Dorival, com 25 vitórias, 19 empates e 19 derrotas, com  aproveitamento aproximado de 50%.

Os treinos da última segunda-feira (6), foram organizados por William Batista, treinador do sub-20, mas já foram assumidos pelo novo treinador, Fernando Diniz, nesta terça-feira (7).

 

 

 

 

 

Com abandono de Norris e das duas Ferraris, Max Verstappen e Isack Hadjar completaram o pódio
por
Juliana Bertini de Paula
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04/09/2025 - 12h

 

Após as férias de verão no meio do ano, a Fórmula 1 voltou pela última vez à Zandvoort, para o Grande Prêmio da Holanda, na última sexta-feira (29). O fim de semana foi marcado tanto pelas batidas e deslizadas, quanto pelo final inesperado no domingo (31). Lando Norris (McLaren) liderou os treinos, mas Oscar Piastri (McLaren) fez a pole e conquistou a vitória. Max Verstappen (Red Bull) chegou em seguida e Isack Hadjar (Racing Bulls) pela primeira vez ao pódio, em terceiro. 

Pódio GP da Holanda 2025. Foto: Reprodução/F1
Pódio GP da Holanda 2025. Foto: Reprodução/F1 

 

Sexta-feira

Assim como antes das férias, a McLaren liderou as sessões de treinos livres, Norris ficou em primeiro com uma volta de 1m10s278, Piastri ficou 0.292s atrás e o terceiro lugar foi de Lance Stroll (Aston Martin) com uma volta impressionante, mas ainda assim, meio segundo atrás da equipe inglesa. O brasileiro Gabriel Bortoleto (Kick Sauber) ficou em nono.

Dez minutos após o início do treino, Lewis Hamilton (Ferrari) chegou a destracionar e rodou na curva 3 mas continuou na pista, em seguida aconteceu o mesmo com Yuki Tsunoda (Red Bull) mas na curva 12. Aos 14 minutos, Kimi Antonelli também perdeu o controle e acabou acionando uma bandeira vermelha para poderem remover o carro da brita. Depois da retomada da sessão, Sainz e Verstappen também acabaram na brita.

A segunda sessão teve as mesmas equipes no top 3, mas desta vez Fernando Alonso, da Aston Martin, em segundo e Oscar Piastri apenas 0.02s atrás. O treino foi marcado com várias batidas e interrupções. 

O primeiro foi Lance Stroll que bateu forte na curva 3, dez minutos depois a sessão foi retomada, mas não muito tempo depois a Racing Bull de Isack Hadjar parar na curva 8 e causou um safety car virtual. Após a liberação, Alex Albon (Williams) acertou a barreira da curva 1 causando mais uma bandeira vermelha e, enquanto os carros estavam retornando aos boxes, Piastri acabou errando a garagem e quando foi sair acertou o carro do inglês George Russell (Mercedes). 

George Russell e Oscar Piastri colidindo nos boxes durante bandeira vermelha. Foto: Reprodução/Fórmula 1
George Russell e Oscar Piastri colidindo nos boxes durante bandeira vermelha. Foto: Reprodução/Fórmula 1

 

Sábado

A terceira sessão dos treinos aconteceu sem interrupções. Norris liderou novamente seguido por Piastri e Russell, que ficou mais de meio segundo atrás. Já a classificação foi bem mais movimentada, Piastri liderou a quali de ponta a ponta e quebrou o recorde da pista com uma volta de 1min08s662, se consagrando o pole position depois de 5 etapas fora da posição. Norris veio logo atrás com um diferença de 0.012s. A segunda fileira ficou de Max Verstappen (Red Bull) e Isack Hadjar, sua melhor posição até então.

Bortoleto quase foi eliminado no Q1, mas conseguiu melhorar a volta para avançar, seu companheiro de equipe Nico Hulkenberg acabou ficando em 17°. O brasileiro ficou em 13° na classificação final.

Houveram algumas interrupções, na primeira parte da quali Stroll acabou indo para a brita, o que ocasionou uma bandeira amarela breve. Já no Q2, uma raposa entrou no circuito e o treino foi interrompido até a saída do animal.

Raposa no circuito da Holanda, com Charles Leclerc no fundo. Foto: Divulgação/@F1 no X
Raposa no circuito da Holanda, com Charles Leclerc no fundo. Foto: Divulgação/@F1 no X

 

Domingo

Piastri, assim como na quali, liderou a prova do começo ao fim. Logo na largada Lando perdeu a posição para Max, que derrapou mas manteve o ritmo. O piloto da McLaren não deixou barato e algumas voltas depois já recuperou o segundo lugar. Hadjar conseguiu segurar o 4° lugar de Charles Leclerc (Ferrari), que já havia superado Russell.

Alex Albon teve um desempenho muito impressionante, superou cinco carros logo na primeira volta, e mais de 10 durante a prova, o tailandês largou em 15° e chegou em 5°. Já o brasileiro teve problemas e de 13° caiu para penúltimo e ainda teve contato com Stroll, que danificou sua asa dianteira.

A Ferrari não conseguiu terminar a prova com nenhum dos dois carros, Hamilton estava em 7° quando fez a curva 3 muito fechada e acabou no muro. Já o monegasco acabou atingido por Kimi Antonelli também na curva 3 e precisou abandonar a prova. O italiano da Mercedes recebeu 10 segundos de punição pelo incidente.

Leclerc em uma colina após abandonar a prova. Foto: James Sutton/Getty Images
Leclerc em uma colina após abandonar a prova. Foto: James Sutton/Getty Images

 

Logo nas últimas sete voltas, o carro de Lando Norris começou a soltar fumaça, o piloto então foi obrigado a parar seu carro na pista e abandonar a prova, o que assegurou Verstappen e Hadjar no pódio e uma vantagem de 34 pontos para o companheiro de equipe, Piastri, no Campeonato de Pilotos. 

Lando Norris também em uma colina após abandonar corrida. Foto: Reprodução/Fórmula 1
Lando Norris também em uma colina após abandonar corrida. Foto: Reprodução/Fórmula 1

 

A Fórmula 1 volta no próximo final de semana, dia 5, para o Grande Prêmio de Monza, na Itália.

Surfista derrota Griffin Colapinto em Fiji e amplia lista de brasileiros campeões
por
Bruno Caliman
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02/09/2025 - 12h

A World Surf League (WSL), Liga Mundial de Surfe em português, tem um novo campeão brasileiro. Yago Dora, dono da melhor campanha da temporada regular, confirmou seu favoritismo e precisou de apenas uma bateria (15.66 a 12.33) para vencer o americano Griffin Colapinto e conquistar o campeonato, em Cloudbreak, Fiji. Este é o oitavo título do Brasil em 11 anos.

Nascido em Curitiba (PR) e radicado em Florianópolis (SC), Yago Dora, aos 29 anos, se junta a outros quatro brasileiros campeões mundiais, Gabriel Medina (2014, 2018 e 2021), Filipe Toledo (2022 e 2023), Adriano de Souza (2015) e Italo Ferreira (2019). O único surfista a desbancar a Brazilian Storm – termo usado para nomear a ascensão dos surfistas no Brasil – de 2014 até hoje foi o havaiano John John Florence (2016, 2017 e 2024).

“É um sentimento inexplicável. São muitos anos de dedicação, desde que eu iniciei no surfe até a coroação. Estou muito feliz. Obrigado a todos vocês que me acompanham, que torcem por mim. Uma honra adicionar meu nome a essa lista de brasileiros campeões mundiais”, declarou Yago.

Italo Ferreira também participou da WSL Finals e terminou em 4° lugar, ao eliminar o australiano Jack Robinson e em seguida, ser derrotado por Griffin Colapinto. No feminino, a campeã foi a australiana Molly Picklum, também pela primeira vez, ao vencer de virada a melhor de três baterias contra a americana Caroline Marks.

Yago Dora surfando na final em Cloudbreak, Fiji. Foto: Cait Miers/World Surf League
Yago Dora surfando na final em Cloudbreak, Fiji. Foto: Cait Miers/World Surf League

A bateria

Assim como em grande parte da temporada, Yago Dora entrou na água com a lycra – roupa usada pelos surfistas – amarela, já que era o 1° da classificação geral. Após uma mudança de regra para 2025, o dono dessa cor de lycra precisaria de apenas uma bateria vencida para ser campeão. Em caso de vitória do adversário nessa bateria, começaria uma melhor de três para decidir o vencedor, como aconteceu no feminino.

Yago saiu atrás, após Griffin pegar uma onda que resultou na nota 5.17. A resposta do brasileiro veio rapidamente, depois de tirar 7.33 em uma onda com bela terminação. Sua segunda nota foi de 3.50. O americano aproveitou a maré cheia em Cloudbreak e melhorou sua pontuação geral com um 6.33.

Com 20 minutos restantes para o final, Griffin era o líder, mas a vantagem durou pouco. Yagoat, como também é conhecido, surfou a melhor onda da bateria com a nota de 8.33 e retomou a liderança. O brasileiro ficou com o somatório de 15.66, que fez com que seu desafiante precisasse de uma onda praticamente perfeita ou duas ondas que melhorassem sua nota para voltar à liderança.

Esse cenário durou pelos 15 minutos finais e Griffin ainda conseguiu aumentar sua pontuação, mas não foi o suficiente. Com uma bateria dominante, Yago Dora conquistou seu título inédito e o octacampeonato para o Brasil. “Eu senti algo especial nesta semana, desde que eu cheguei em Fiji”, afirmou o sorridente Yago ainda no mar.

A WSL retorna apenas em 2026 e o calendário já foi divulgado. A primeira etapa da próxima temporada deve ocorrer entre os dias 1° e 11 de abril, e ocorrerá em Bells Beach, na Austrália.

Sereias da Vila vencem o Botafogo na final e garantem seu lugar na primeira divisão do campeonato
por
Cecília Schwengber Leite
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01/09/2025 - 12h

Após o 1 a 0 contra o Botafogo na semana passada no Estádio Nilton Santos, o clube santista levou a vantagem para decidir o campeonato em casa no último sábado (30). O jogo acabou em 1 a 1, com placar agregado de 2 a 1 e vitória do Santos pela final do Campeonato Brasileiro Feminino Série A2 (segunda divisão).

O Santos justificou seu título com uma campanha muito consistente: em 13 jogos, foram dez vitórias, dois empates e apenas uma derrota, com 24 gols marcados e seis sofridos.

A atacante Laryh, com oito gols, foi a artilheira da competição. Além do Santos, subiram à Série A1 (primeira divisão) o vice Botafogo e os semifinalistas Atlético-MG e Fortaleza. 

Apesar da maior presença ofensiva do Santos durante a partida, aos 37 minutos do primeiro tempo, a atacante botafoguense Carol sofreu um pênalti da volante Rafa Andrade. A camisa 19 partiu para a cobrança, que teve que ser repetida após a goleira santista se adiantar, e balançou a rede na segunda tentativa para abrir o placar para as Gloriosas.

No segundo tempo, novamente brilhou a estrela de Carol Baiana. Autora do gol da vitória das Sereias no Rio de Janeiro, a centroavante saiu do banco de reservas e voltou a marcar na decisão.

Após o empate, bastou as Sereias administrarem sua vantagem até o apito final para gritarem “campeãs” na presença dos quase oito mil torcedores na Vila Belmiro.

A mais nova equipe do grid aposta na experiência de Valtteri Bottas e Sergio Perez para a próxima temporada
por
Felipe Achoa
Anderson Santos
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29/08/2025 - 12h

Na última terça-feira (26), a Cadillac anunciou os retornos de Sergio Pérez e Valtteri Bottas como sua primeira dupla de pilotos na Fórmula 1, quando a equipe realizar a sua estreia na categoria no ano que vem.

Desde o anúncio da participação da equipe estadunidense como a nova 11º equipe do grid, em março desse ano, muito se especulou sobre quais seriam os pilotos escolhidos para assumir as duas vagas do time.

Praticamente todos os nomes mais relevantes do automobilismo atual e/ou vinculados de alguma maneira à F1 foram, ainda que de forma branda, sondados pela equipe.

Desde então, Pérez e Bottas, que estavam afastados da categoria após passagens por Red Bull e Sauber respectivamente, lideraram o favoritismo para assumirem as vagas. Junto a eles, nomes como Mick Schumacher, Felipe Drugovich, Colton Herta, Jack Crawford e Kyle Kirkwood também passaram a ser procurados pela Cadillac.

A direção da General Motors, administradora da equipe, optou pelo caminho de conversar com pilotos de diferentes idades e nacionalidades, antes de decidir qual seria o perfil da sua primeira dupla na Fórmula 1. 

Após meses de conversas, a equipe decidiu que os primeiros pilotos de sua história na categoria teriam um currículo experiente e vitorioso, o que os levou até as contratações de Sergio Pérez e Valtteri Bottas.

Sergio Pérez, nascido no México, teve passagens por Sauber (2011-2012), McLaren (2013), Force India (2014-2018), Racing Point (2019-2020) e Red Bull (2021-2024). Em 14 temporadas, disputou 281 corridas, conquistando 6 vitórias e 39 pódios, e foi vice-campeão de pilotos em 2023.

Já Valtteri Bottas, nascido na Finlândia, teve passagens por Williams (2013-2016), Mercedes (2017-2021), Alfa Romeo (2022-2023) e Sauber (2024). Em 12 temporadas, disputou 246 corridas, conquistando 10 vitórias e 67 pódios, e foi vice-campeão de pilotos em 2019 e 2020.

Sergio Perez e Valtteri Bottas são escolhidos pela Cadillac
Perez e Bottas assumirão vagas de titulares para F1 2026
Foto: Reprodução / Cadillac F1

O entendimento da alta cúpula da Cadillac é de que não será fácil desenvolver uma equipe inteiramente do zero, ainda mais ingressando na Fórmula 1 em um ano em que a categoria passará por mudanças de regulamento técnico e de motores.

Com isso, Pérez e Bottas, chegam a Cadillac para assumirem o posto de líderes e referências, para que os americanos possam entender o que está sendo feito corretamente e o que não está, tanto no desenvolvimento do carro, quanto da equipe.

Além das contratações do méxicano e do finlandes, a equipe estadunidense também trouxe Nick Chester (diretor técnico), Pat Symonds (consultor executivo de engenharia) e Graeme London (chefe de equipe) para fazerem parte da composição inicial do seu time.
 

O brasileiro foi dominado pelo checo Tomáš Macháč e se despede do último Grand Slam do ano
por
Mickey Achoa
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29/08/2025 - 12h

A tarde da última quarta-feira (27) ficou marcada pela disputa entre João Fonseca, atual 45° do ranking da ATP, e Tomáš Macháč, número 22 e cabeça de chave 21 do torneio.
    
Muita expectativa rondava essa disputa desde os primeiros momentos, visto que João vive a melhor fase de sua carreira e está em ascensão meteórica. Com isso, uma vitória sobre um dos cabeças de chave poderia significar um passo muito à frente para o jovem.

No primeiro set extremamente equilibrado, Fonseca parecia acima, mais arisco e intenso do que o rival. Com bons saques e um jogo de fundo de quadra muito confiante, levava a melhor no início.

João Fonseca é superado por Tomáš Macháč em 3 sets
João Fonseca é eliminado do US Open 2025
Foto por: Corinne Dubreuil | US Open

No entanto, após 2 set-points (ponto para vencer o Set) desperdiçados, o tcheco buscou o empate, que levou a primeira etapa do jogo ao Tie-Break (Game final de desempate com pontuação específica) e venceu em virada triunfal.

Após isso, o brasileiro volta para o segundo Set com confiança aparentemente abalada e em um lampejo de desespero, desperdiça o saque 2 vezes seguidas. Macháč fecha com 6 - 2 sobre Fonseca em um set para o brasileiro não esquecer.

Já visivelmente cansado, física e mentalmente, João não conseguiu competir em seu mais alto nível e praticamente entregou o terceiro e último Set ao adversário.

O tcheco não teve dificuldades para fechar o caixão e venceu todos os seus games de saque na última etapa. Encerrou a partida com uma vitória por 3 Sets a 0 contra o brasileiro (7-6; 6-2; 6-3).

Eliminado, mas de forma alguma acabado, Fonseca se destacou, mais uma vez, mesmo ainda tão jovem, ao progredir e chegar tão longe em um Grand Slam. 

João deve voltar às quadras em breve, mas sua equipe técnica ainda não confirmou quais os próximos eventos que o brasileiro disputará. Mais informações devem ser reveladas nas próximas semanas.