O VfB Stuttgart conquistou o título da Copa da Alemanha pela quarta vez em sua história, derrotando os campeões da terceira divisão, Arminia Bielefeld, por 4 a 2 em uma final emocionante no Olympiastadion de Berlim.
A vitória marcou o retorno do Stuttgart à glória na competição, sendo seu último triunfo na temporada 1996/97. Apesar do esforço valente do Arminia, que surpreendeu ao eliminar quatro times da primeira divisão rumo à final, a superioridade do Stuttgart prevaleceu.
A partida começou com o Arminia Bielefeld assustando logo no início, aos 11 minutos. O atacante Bazee ficou livre na pequena área, com o goleiro do Stuttgart, Alexander Nübel, fora de posição. No entanto, a hesitação de Bazee permitiu que a defesa do Stuttgart se recuperasse, e desperdiçou a grande chance.
Esse erro foi decisivo, pois motivou o Stuttgart a entrar em ação. Apenas três minutos depois, o Stuttgart abriu o placar. O meio-campista Angelo Stiller fez um passe preciso para Nick Woltemade, que tranquilamente finalizou para o gol.
A defesa do Arminia teve dificuldades para lidar com a velocidade e precisão do Stuttgart, e sua fragilidade ficou evidente aos 22 minutos. Um contra-ataque rápido contou com a combinação entre Enzo Millot e Deniz Undav, com Millot fazendo o segundo gol após troca de passes.

Aos 28 minutos, mais um erro defensivo proporcionou o terceiro gol do Stuttgart. Um passe errado na construção do Arminia foi interceptado por Undav, que finalizou com frieza para fazer 3 a 0. O primeiro tempo terminou com o Stuttgart em total controle sobre o adversário.
No segundo tempo, o treinador do Arminia, Michel Kniat, tentou mudar o rumo da partida com ajustes táticos e substituições, incentivando sua equipe a pressionar mais alto e arriscar no ataque.
Porém, o Stuttgart continuou dominante, e aos 21 minutos do segundo tempo, Enzo Millot marcou o quarto gol. Aproveitando um passe em profundidade, Millot disparou uma finalização que passou pelo goleiro do Arminia, praticamente selando a vitória. Com o placar em 4 a 0, o jogo parecia decidido, e os torcedores do Stuttgart começaram a comemorar o que parecia um triunfo inevitável.
No entanto, o Arminia, impulsionado por sua campanha notável, recusou-se a desistir. Aos 37 minutos, o substituto Julian Kania reacendeu as esperanças. Aproveitando um raro erro defensivo do Stuttgart, Kania driblou dois defensores e cabeceou com precisão para o gol, abrindo o placar do seu time em 4 a 1.
O gol acendeu uma faísca de esperança entre os torcedores do Arminia, que passaram a ganhar ímpeto. Apenas três minutos depois, aos 40 minutos, Josha Vagnoman, do Stuttgart, adicionou drama ao final do jogo. Tentando cabecear a bola de volta para Nübel, ele se equivocou e acabou marcando um gol contra, fazendo o placar ficar em 4 a 2.
Os minutos finais foram tensos, com o Arminia pressionando para uma virada improvável, mas o Stuttgart se manteve firme. Sua defesa, liderada por uma atuação tranquila de Nübel, resiste às investidas finais do Arminia.
Quando o apito final soou, o Stuttgart comemorou seu quarto título da Copa da Alemanha, somando-se às conquistas de 1953/54, 1957/58 e 1996/97.
Para o Arminia, a derrota foi amarga, mas sua campanha histórica, que incluiu eliminações de Union Berlin, Freiburg, Werder Bremen e do atual campeão Bayer Leverkusen.
O Sporting foi campeão da Taça de Portugal ao bater o Benfica por 3 a 1, em um confronto eletrizante no Estádio Nacional do Jamor, em Lisboa, no último domingo (25).
O jogo, uma verdadeira montanha-russa de emoções, teve gols de Kökçü pelo Benfica, e Gyökeres, Harder e Trincão pelo Sporting, que selaram a vitória em um duelo decidido nos momentos finais.
Com o título, o Sporting coroou uma temporada brilhante, somando a Taça de Portugal ao título do Campeonato Português, alcançando a tão sonhada dobradinha.
Como foi o jogo?
Os minutos iniciais foram marcados por poucas chances claras, com Sporting e Benfica, rivais conhecidos, priorizando o controle do jogo ao invés de arriscar.
Conforme a etapa avançava, o Benfica passou a dominar levemente, controlando a posse de bola e avançando com mais frequência. A pressão quase rendeu frutos quando Bruma conquistou um pênalti após ser derrubado na área. No entanto, após revisão do VAR, a marcação foi anulada pois o juiz considerou o contato insuficiente.
Até o apito do intervalo, o placar permaneceu 0 a 0, com ambos os times mostrando lampejos de qualidade, mas sem conseguir abrir o marcador. Um momento de destaque veio aos 43 minutos, quando Viktor Gyökeres, do Sporting, quase marcou, mas chutou para fora após uma jogada promissora.
O segundo tempo começou com uma intensidade completamente diferente. Logo aos dois minutos, o Benfica abriu o placar com um golaço de Kökçü. O meio-campista turco, posicionado na entrada da área, acertou um chute rasteiro e preciso, que pegou o goleiro Rui Silva desprevenido.
O gol incendiou a partida, e o Benfica parecia pronto para ampliar. Três minutos depois, Bruma chegou a balançar as redes novamente, mas o VAR interveio mais uma vez, anulando o gol por uma falta na origem da jogada.
Apesar do revés, o Benfica manteve o ímpeto, enquanto o Sporting encontrava dificuldades para se reorganizar.
O jogo parecia caminhar para o título do Benfica, até que, no nono minuto dos dez minutos de acréscimo, Renato Sanches cometeu um pênalti ao derrubar Gyökeres na área. O árbitro não hesitou, e o sueco Gyökeres, com calma, converteu a cobrança, deslocando o goleiro Samuel Soares, que pulou para o lado errado, empatando o jogo em 1 a 1. O gol dramático levou a decisão para a prorrogação.
Na prorrogação, o Sporting voltou com uma postura mais agressiva, motivado pelo empate nos acréscimos. A intensidade do time superou um Benfica visivelmente abalado, que esteve a poucos minutos de erguer a taça.
A pressão sportinguista deu resultado no nono minuto do primeiro tempo da prorrogação. Após a zaga do Benfica interceptar o escanteio do Sporting, a bola foi cruzada novamente para a área, e Harder subiu mais alto que a defesa, cabeceando com força para fazer 2 a 1.

O gol mudou completamente o panorama do jogo. O Benfica não conseguiu reagir, parecendo esgotado emocionalmente após essa virada surpresa.
No segundo tempo da prorrogação, aos 15 minutos, o Sporting selou a vitória. Harder, agora como garçom, encontrou Trincão na área. O português driblou a marcação e finalizou rasteiro no canto esquerdo, na saída do goleiro, garantindo o 3 a 1 e desatando a festa dos adeptos leoninos.
O Paris Saint-Germain conquistou o título da Copa da França ao derrotar o Reims por 3 a 0, em partida disputada no sábado (24), no Stade de France. Com a vitória, o PSG chegou à sua 16ª taça na competição, consolidando-se como o maior vencedor do torneio.
Os gols, todos anotados no primeiro tempo, foram marcados por Bradley Barcola, que balançou as redes duas vezes, e Achraf Hakimi, garantindo uma atuação dominante da equipe comandada por Luis Enrique.
O triunfo reforça a confiança do PSG para a final da Champions League, marcada para o próximo sábado (31/05), contra a Inter de Milão, em Munique, na Alemanha.
No primeiro tempo, o PSG impôs um ritmo avassalador desde o início, controlando a posse de bola e pressionando o Reims incessantemente.
Nos primeiros cinco minutos, Hakimi tentou um cruzamento pela direita, mas escorregou, e a bola sobrou para Dembélé, que finalizou, mas viu a defesa do Reims fechar com quatro jogadores e o goleiro Diouf para evitar o gol.
A pressão continuou, e, aos 16 minutos, o PSG abriu o placar em um rápido contra-ataque: Désiré Doué lançou Barcola, que finalizou com precisão no canto direito de Diouf.
Três minutos depois, aos 19, o PSG ampliou com um belo lance coletivo. Marquinhos fez um lançamento preciso para Doué, que devolveu com uma assistência para Barcola marcar seu segundo gol.

O Reims, acuado, não conseguia reagir, e o PSG seguiu criando oportunidades. Dembélé quase marcou em uma jogada de roubada de bola, mas Diouf defendeu. Pouco depois, Hakimi cabeceou após sobra na área, mas a bola saiu pela linha de fundo.
O terceiro gol veio com Hakimi, que recebeu cruzamento de Barcola pela esquerda, avançou pela direita e finalizou entre as pernas do goleiro, consolidando a vantagem antes do intervalo.
Na segunda etapa, o PSG adotou uma postura mais cautelosa, administrando o resultado e reduzindo a intensidade ofensiva. Apesar disso, a equipe manteve o controle da posse de bola e neutralizou qualquer tentativa de reação do Reims, que enfrentou dificuldades para criar jogadas de perigo.
O time adversário, focado em se defender, formou uma linha compacta de defensores, mas não conseguiu ameaçar a meta parisiense. O PSG ainda teve chances de ampliar, como em uma finalização de Barcola, que parou em grande defesa de Diouf, e um chute de Dembélé, que acertou o travessão após tentar encobrir o goleiro.
Com o jogo sob controle, o PSG garantiu a vitória sem sustos, celebrando o título e voltando suas atenções para a decisão europeia. Enquanto isso, o Reims, que segue na luta contra o rebaixamento no Campeonato Francês, enfrentará o Metz no jogo de volta do playoff, após empate por 1 a 1 na primeira partida.
Nesta segunda-feira (26), o novo técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, foi oficialmente apresentado em cerimônia e coletiva de imprensa no Hotel Grand Hyatt, no Rio de Janeiro. Ele também realizou sua primeira convocação dos 25 jogadores que estarão disponíveis para defender o Brasil na próxima fase das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, em jogos contra o Equador, no dia 5 de junho, em Guayaquil, e Paraguai, no dia 10, em São Paulo.
Veja a lista completa dos convocados:
Goleiros: Alisson (Liverpool), Bento (Al-Nassr), Hugo Souza (Corinthians);
Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Alexsandro (Lille), Beraldo (PSG), Carlos Augusto (Inter de Milão), Danilo (Flamengo), Léo Ortiz (Flamengo), Marquinhos (PSG), Vanderson (Monaco), Wesley (Flamengo);
Meio-campistas: Andreas Pereira (Fulham), Andrey Santos (Strasbourg), Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Ederson (Atalanta), Gerson (Flamengo);
Atacantes: Antony (Betis), Estêvão (Palmeiras), Gabriel Martinelli (Arsenal), Matheus Cunha (Wolverhampton), Raphinha (Barcelona), Richarlison (Tottenham), Vini Júnior (Real Madrid).
Alguns nomes foram muito comentados, como o de Hugo Souza, destaque do time do Corinthians, que aguardava a chance de vestir a camisa da Seleção. Jogadores como Antony e Richarlison, que atuaram na Copa do Mundo de 2022, voltam a defender o Brasil depois de um longo período fora. Mais do que as presenças, foram questionadas por torcedores certas ausências, como Neymar e Rodrygo.
Ancelotti explica que conversou com o camisa 10 do Santos, dizendo que a Seleção contará com o craque, mas não neste primeiro momento, com ele recém voltando de lesão. O atacante do Real Madrid apresenta motivos semelhantes: com desgaste físico e mental ao final da temporada europeia, Rodrygo pediu um tempo de descanso e recuperação ao italiano. Ancelotti explicou durante a coletiva que, assim como os meninos da Vila, outros jogadores ficaram de fora da sua primeira convocatória devido a lesões.
Junto com o treinador italiano chegam os auxiliares Paul Clement e Francesco Mauri, o auxiliar e preparador físico, Mino Fulco, e o analista de desempenho Simone Montanaro. Cristiano Nunes, preparador físico do Atlético-MG, também fará parte da comissão técnica.
Antes da convocação, Ancelotti disse estar realizando um sonho e destacou a convivência que teve com diversos jogadores brasileiros ao longo das carreiras como técnico e jogador. Ele recebeu ao vivo uma mensagem de Carlos Alberto Parreira e, presencialmente, foi recepcionado por Luiz Felipe Scolari.

A Seleção Brasileira se apresenta na próxima segunda-feira (02) e vai se preparar para os jogos no Centro de Treinamento do Corinthians. Na terça (03), após o treino, a delegação embarca para Guayaquil, no Equador. O jogo de estreia do treinador pelo Brasil vem com a pressão por melhora após a goleada sofrida contra a Argentina, por 4 a 1, que deixou o time na quarta colocação das Eliminatórias, com 21 pontos.
Com gol de Stina Blackstenius, o Arsenal conquistou o título da UEFA Liga dos Campeões Feminina. O triunfo foi sobre o favorito Barcelona, no último sábado (24), no Estádio José Alvalade, em Lisboa, Portugal.

O caminho até a final
O Arsenal veio dos playoffs, após eliminar o Rangers, da Escócia, o Rosenborg, da Noruega, e o Hacken, da Suécia. No grupo C, se classificou em primeiro lugar com 15 pontos. Nas quartas de final, perdeu o primeiro jogo por 2 a 0 para o Real Madrid, na Espanha, mas reverteu o placar no jogo de volta, na Inglaterra, por 3 a 0. Nas semis, enfrentou o gigante Olympique Lyonnais, maior campeão da competição com oito títulos e que esteve em sete das últimas dez finais. Em casa, as gunners perderam o jogo por 2 a 1, mas, após ótima partida na França, avançaram à final com um 4 a 1.
Já o Barcelona se classificou em primeiro no grupo D com 15 pontos. Nas quartas, vitória nos dois jogos contra o Wolfsburg: 4 a 1 na Alemanha e 6 a 1 na Espanha. Nas semis, contra o Chelsea da Inglaterra, duas vitórias por 4 a 1.
A última batalha
O time de Londres já entrou em campo com um feito histórico. As gunners foram as primeiras a chegarem à final da competição, neste formato, tendo passado pelos playoffs. Já o time catalão, pela quinta vez consecutiva na final, estava em busca do tricampeonato seguido e o tetra de sua história.
Nos minutos iniciais, o jogo estava equilibrado. Aos dez minutos, Caitlin Foord recebeu cruzamento e cabeceou para fora. Em seguida, Aitana Bonmatí respondeu. A culé, dentro da área, driblou e chutou para o gol, mas a bola desviou na zaga e sobrou para a goleira Domselaar.
A partir daí, pressão inglesa. Aos 21, Frida Maanum cruzou para dentro da área e Irene Paredes, ao tentar cortar, fez gol contra, mas o VAR sinalizou impedimento no lance. Quatro minutos depois, Maanum bateu forte de fora da área, porém, a goleira Catalina Coll mandou para escanteio.
No segundo tempo, o Barcelona foi para cima. Aos três minutos, Clàudia Pina mandou a bola no travessão, Hansen ficou com a sobra e tocou para Bonmatí, que finalizou de letra na mão da goleira. Quatro minutos depois, Ona Batlle bateu forte de fora da área, porém a bola passou ao lado da trave esquerda.
As culés permaneciam superiores. Aos 14 minutos, Bonmatí parou novamente na goleira e Batlle, aos 17, chutou por cima do gol.

No sufoco, a treinadora Renee Slegers fez duas substituições no time do Arsenal: saíram Maanum e Chloe Kelly, entraram Stina Blackstenius e Bethany Mead.
A tática deu certo. Aos 29 minutos, Mead recebeu a bola na meia-lua e deu bom passe para Blackstenius que chutou para o fundo da rede. O placar de 1 a 0 garantiu a vitória do time londrino.

Além de terem levado a taça para a Inglaterra, feito que não ocorria desde a temporada 2006-07, as gunners serão as representantes da Europa na Copa das Campeãs da FIFA, que terá sua primeira edição disputada entre os dias 28 de janeiro e 01 de fevereiro de 2026.



