Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

A cobertura da Fórmula 1 volta para a etapa que acontece em Spielberg, com direito à corrida Sprint
por
Bianca Athaide
Helena Cardoso
|
30/06/2023 - 12h

Neste final de semana, a Fórmula 1 volta à ativa com o GP da Áustria. O circuito nomeado Red Bull Ring conta com um desenho inalterado desde 2003. Suas 71 voltas e apenas 10 curvas prometem certas emoções, já que historicamente o consumo de combustível nessa etapa costuma ser crítico e o desgaste de freios alto.  

HOJE NÃO, HOJE SIM

O GP da Áustria se tornou um marco no esporte por ser o palco do lamentável episódio envolvendo a Ferrari e seus dois pilotos, Michael Schumacher e Rubens Barrichello, em 2002. A corrida foi manchete mundial ao se tornar um dos ocorridos mais polêmicos do automobilismo: Rubinho foi forçado pela escuderia a ceder a vitória ao seu companheiro de equipe nos metros finais da pista. Schumacher que estava liderando o campeonato daquele ano e ficou em terceiro lugar na classificação devido a um problema no freio de seu carro, em comparação a Barrichello que largou em primeiro.  

No começo da última volta, o brasileiro estava com 1s de vantagem e caminhava para sua primeira vitória naquele ano. Pelo rádio, o então diretor técnico Ross Brown ordenou que Rubinho freasse na última curva para ceder passagem ao alemão, — depois Schumacher admitiu ter diminuído a velocidade por acreditar que a ordem não devesse ser cumprida — que acabou cruzando a linha de chegada em primeiro lugar, com Barrichello em segundo. 

A icônica frase “Hoje não, hoje sim!" foi proclamada com desaprovação pelo então comentarista de F1 da Globo, Cléber Machado. Tal frase representava o repúdio que não só os brasileiros, mas todo o público presente no autódromo no dia sentiu. Durante o pódio ambos os pilotos foram bruscamente vaiados, apesar do gesto de Schumacher de colocar o brasileiro no degrau mais alto de primeiro lugar.

E O QUE ACONTECEU NA PAUSA DO AGEMT NA PISTA?

As últimas três etapas da categoria foram vencidas por Max Verstappen, somando 75 no total. O holandês continua liderando o Campeonato de Pilotos com 195 pontos, 69 à frente de seu companheiro de equipe e segundo colocado no campeonato, Sergio Pérez.   

Em Mônaco, no fim de maio, Verstappen dividiu o pódio com Fernando Alonso (Aston Martin) e Esteban Ocon (Alpine). Na Espanha, a dupla da Mercedes se viu entre os primeiros colocados, com Lewis Hamilton e George Russell em segundo e terceiro, respectivamente.  O Canadá teve o pódio com os três pilotos campeões mundiais do grid: Verstappen, Alonso e Hamilton foram os mais rápidos.

Diferente de seu companheiro de equipe, Pérez não vive uma boa fase na Red Bull. Nas últimas três corridas marcou apenas 22 pontos e não conseguiu ir para o Q3 em nenhum dos treinos classificatórios, no que é considerado o melhor carro do grid. Com apenas nove pontos de vantagem para Alonso no campeonato, o mexicano – que tem contrato até o fim de 2024 – pode estar com o futuro ameaçado na Fórmula 1, ou pelo menos o da vaga na equipe austríaca.

Diretamente de Hollywood, foi anunciado que um grupo de investidores – que inclui os atores Ryan Reynolds, Rob McElhenney e Michael B. Jordan – injetará 200 milhões de euros na Alpine, significando a aquisição de 24% da equipe francesa. O grupo também tem ações no Dallas Cowboys, da NFL; AC Milan, time de futebol italiano e o Wrexham AFC, time do País de Gales que subiu para a quarta divisão e mostra tudo em um reality show.

NESTE ANO, NA ÁUSTRIA

Os vinte pilotos voltam às pistas no sábado (01) às 11h30, no horário de Brasília, para a corrida Sprint, – que estreou seu novo formato no Azerbaijão – prova com 100km e que não influencia no resultado da corrida principal, mas distribui pontos para os oito primeiros colocados. A etapa no Red Bull Ring acontece no domingo (02), às 10h00 (horário de Brasília).

A modalidade possui estádio municipal próprio na maior metrópole do Brasil, mas não atinge “boom” como outros esportes estadunidense
por
Gustavo Pereira
|
30/06/2023 - 12h
Jogador do Ibiúna posicionado para o arremesso
Jogador do Ibiúna posicionado para o arremesso – FOTO: Gustavo Pereira 

 

Os esportes praticados na terra do “Tio Sam” têm ganhado o carinho dos brasileiros nos últimos anos, exemplo disso são os “cases de sucesso da NFL (National Football League), principal liga de futebol americano e da NBA (National Basketball Association), o maior campeonato de basquete do mundo. Ambos possuem milhões de fãs, transmissões em TV aberta e por assinatura, além de eventos próprios e lojas com produtos licenciados. Porém, outra modalidade aparece “correndo por fora” e já tem praticantes e amantes fiéis no país.

O beisebol está presente há muito tempo no Brasil. Com forte relação com a imigração japonesa, a modalidade foi ganhando espaço e já aparece até no vestuário dos brasileiros. Encontrar bonés do time de Nova Iorque da MLB (Major League Baseball), os New York Yankees, é algo frequente nas lojas e nas cabeças de muitos.

Para o comentarista da ESPN Brasil, Ubiratan Leal, a moda pode ser um fator importante para o “pontapé inicial” de diversas pessoas no esporte: “Com isso, você percebe o beisebol, e acredito que perceber a existência do jogo já faz a diferença”. Ele complementa dizendo que, claro, “depois será necessário um trabalho mais de base”, como atividades de interação do esporte com os curiosos.

 

Atleta do LIGA SP no aquecimento da partida – FOTO: Gustavo Pereira
Atleta do LIGA SP no aquecimento da partida – FOTO: Gustavo Pereira 

 

Outro ponto que o comentarista aborda é o crescimento dos streamings e das novas mídias, facilitando assim a popularização do esporte em terras que o futebol impera. Ele se lembra que nos anos 1990, acompanhar beisebol no Brasil era muito difícil e que atualmente qualquer um tem meios para se tornar um especialista: “Se tornou muito mais acessível”. Por outro lado, Ubiratan ressalva que a concorrência com outras modalidades também aumentou: “Ficou muito mais fácil para todo mundo, para todos os esportes”.

Atualmente, a MLB está na temporada regular e todos os dias um dos jogos é transmitido pela ESPN Brasil ou no serviço de streaming Star Plus. Gabriel Kenji, 20 anos, fã e jogador de beisebol, adora se reunir com os amigos para assistir uma partida da MLB e afirma que com a facilidade de hoje em dia ficou muito mais acessível acompanhar as partidas: “Sempre que eu tenho um tempinho nos estudos, procuro assistir um jogo ou outro”.

Inclusive Gabriel foi um dos atletas presentes na rodada 26 do campeonato paulista de beisebol que ocorreu no Estádio Municipal Mie Nishi. O local fundado em 1958 é o centro do esporte na capital de São Paulo. Localizado no Bom Retiro e bem próximo à Marginal Tietê, o espaço se tornou um símbolo e ponto de encontro para apaixonados pelo beisebol. Carlos Tatsumi, 58 anos, gestor de equipamento público do estádio ressalta a importância do complexo para fazer com que o esporte cresça no país: “Por ser o único aqui dentro de São Paulo, é muito importante. A gente, na verdade, precisa de mais estádios como esse para o esporte crescer. Nós estamos recebendo muitas melhorias, uma iluminação nova e placar eletrônico. Isso vai ajudar o esporte a crescer”.

Ficou interessado em conhecer mais sobre o Mie Nishi, clique no aqui e assista a visita que a nossa equipe fez ao estádio.

 

Campo do Estádio Municipal Mie Nishi, no Bom Retiro – FOTO: Gustavo Pereira
Campo do Estádio Municipal Mie Nishi, no Bom Retiro – FOTO: Gustavo Pereira 

 

Como é ser atleta de beisebol no Brasil?

Cinco jogadores brasileiros já passaram pelos campos da maior liga de beisebol do mundo, sendo que Paulo Orlando e Yan Gomes já foram campeões da MLB. O último ainda foi selecionado em 2018 para participar do jogo das estrelas. Apesar da presença de alguns representantes brasileiros na luxuosa liga de beisebol americana, a realidade nacional é bem diferente dos times do norte, tanto em infraestrutura quanto na folha salarial.

A modalidade não é considerada profissional no Brasil, isso faz com que a maioria dos atletas tenham que trabalhar durante a semana e aos finais de semana ir para os campeonatos.

Esse é o caso do Victor Yasunaga, 26 anos, center fielder e arremessador do time de Ibiúna, e durante a semana, fisioterapeuta em uma clínica no bairro do Ipiranga. Victor conheceu o esporte através de sua família. Ele relata que com seus seis anos se lembra de jogar beisebol no quintal de casa com seu pai. Para o atleta, independente das dificuldades que enfrenta, não pensa em desistir da bolinha branca: “Eu acho que nunca vou parar de jogar, o beisebol só me trouxe coisas boas, tanto de amizades, disciplina e educação que aprendi com os meus amigos e com os técnicos, então eu só tenho a agradecer a esse pessoal”.

 

Vitor Yasunaga, atleta do Ibiúna - FOTO: Gustavo Pereira
Vitor Yasunaga, atleta do Ibiúna - FOTO: Gustavo Pereira 

 

Gabriel Kenji, universitário e right field do Anhanguera, reforça que apesar de já ter se sentido desanimado com a falta de incentivo do esporte no país, o beisebol foi a “melhor coisa que aconteceu na minha vida”. Ele finaliza dizendo que o esporte faz parte de quem ele é e não consegue viver sem: “Com certeza é a minha segunda casa”.

Essa casa que o jovem atleta do Anhanguera se refere não para de crescer. Pelo contrário, procura receber novos integrantes. Exemplo disso é a história do árbitro de beisebol Claudionor Arbigaus, 55 anos, tenente da polícia militar na reserva e professor de educação física. Claudionor entrou no meio do esporte após o seu filho iniciar em um time de beisebol. Desde então, também treina e há dez anos apita jogos em campeonatos federados: “Eu ‘tô’ há uns 10 anos nessa atividade bacana para vir me divertir com o pessoal, para mim é hobby, mas a gente trata com seriedade todos os jogos, por isso que eu treino e dificilmente a gente acaba tomando decisão equivocada”.

O beisebol também é utilizado para conseguir bolsas em universidades brasileiras. O técnico do GECEBS, Rodnei Tetsuya, 32 anos, relembra que no período como jogador conquistou desconto de 100% em todo o curso na universidade. Hoje formado em Engenharia Elétrica, ele retribui o que o beisebol lhe deu, treinando as divisões de base e o time adulto da equipe com sede no Arujá: “Eu tento repassar de uma forma um pouco mais simplificada para os que estão chegando agora que dá certo, que a disciplina, que o esporte em si dá muitos benefícios”.

 

Jogador do Ibiúna posicionado para rebater a bola – FOTO: Gustavo Pereira
Jogador do Ibiúna posicionado para rebater a bola – FOTO: Gustavo Pereira 

 

Futuro do beisebol no Brasil

Ubiratan Leal acredita no potencial do beisebol aqui no país. Para ele a modalidade ainda não atingiu o “boom” como os outros esportes americanos e talvez isso ainda demore um pouco, mas afirma que o esporte tem crescido gradualmente. Ubiratan diz que a CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol) precisa fazer mais a parte dela para que o esporte tenha uma expansão no país. Ele sugere que sejam feitas ações em parques da cidade com gaiolas de arremesso e rebatidas, para que assim o público tenha o contato com o esporte e quem sabe goste da modalidade. Juntamente com a MLB, que precisa trazer uma faísca para ver o comportamento do público consumidor brasileiro.

Além disso, ele defende a inserção do jogo nas escolas, mesmo que como uma ferramenta ainda lúdica: “Se tivesse na educação física, aumentaria, como o handebol por exemplo [...] tem muito pouca infraestrutura e investimento para campeonatos organizados e o handebol brasileiro vive, o handebol brasileiro respira. O Brasil tem uma seleção que já foi campeão mundial no feminino”.

 

Crianças indo para o treino da escolinha de beisebol no Mie Nishi – Foto: Gustavo Pereira
Crianças indo para o treino da escolinha de beisebol no Mie Nishi – Foto: Gustavo Pereira  

 

Já para o Carlos Tatsumi, o que falta é a divulgação do esporte: “Para a gente crescer, precisa das empresas e da mídia, é dessa forma que a gente vai conseguir crescer”. Tatsumi finaliza ressaltando que o Brasil tem nível técnico: “A Confederação mantém a academia Yakult e lá tem técnicos latinos, cubanos, venezuelanos, mas só que ainda fica muito restrito, esse que é o problema”.

Rodnei Tetsuya, técnico do GECEBS, relata que o esporte realmente não é tão difundido e que a Confederação poderia fazer um trabalho melhor, mas que a mudança deve partir dos apaixonados pelo esporte: “Se ficar dependendo de outras pessoas a gente só vai ficar no desejo e arrependimento. Se nós quiséssemos que o esporte tivesse maior visibilidade, devemos fazer por nós, nós jogadores, nós atletas, nós técnicos. A entidade eles estão fazendo o papel deles, mas como nós somos amantes, a gente deveria nos unir mais e fazer por nós mesmos”.

Entenda mais sobre uma das estreantes da Copa do Mundo Feminina 2023
por
Rafael Rizzo
|
03/07/2023 - 12h
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Seleção irlandesa na comemoração após a classificação para a Copa. Foto: Reprodução/ OneFootball

A Copa do Mundo Feminina 2023, na Austrália e na Nova Zelândia, é o mais novo palco das futebolistas irlandesas. Não só é o primeiro mundial que elas disputam, como também é a primeira grande competição internacional na qual elas estão presentes. O elenco comandado pela técnica Vera Pauw, que conta com a estrela Denise O’Sullivan, espera não ir apenas a passeio: quer botar a prova a sua solidez defensiva e representar a sua força cultural na Oceania.

 

O PAÍS

A Irlanda é uma terra marcada pela rica cultura e desenvolvimento social. Possui um estilo musical tradicional, que envolve violinos, flautas e harpas em suas melodias. Muitos nativos têm o costume de se reunir em “pubs” (típicos bares do Reino Unido) nos finais de semana, para beberem umas cervejas. Além disso, a dança é uma arte muito praticada pelos irlandeses. O estilo “Riverdance”, com passadas rápidas e precisas, é reconhecido no mundo inteiro e integra a identidade cultural do país.

A literatura irlandesa também é reconhecida internacionalmente. Escritores como William Butler, Oscar Wilde e James Joyce viveram nos arredores da capital Dublin. Locais literários icônicos compõem a cidade, como a Biblioteca Chester Beatty e a Trinity College Library. A cultura da Irlanda está enraizada em lendas e na mitologia celta. Histórias antigas de heróis, deuses e seres míticos, como Leprechauns (duendes, em tradução), são passadas de geração em geração.

A Irlanda também é famosa por seus festivais que celebram uma variedade de eventos, como literatura, teatro e cultura celta. O “Saint Patrick's Day”, em 17 de março, é o festival originário da Irlanda mais conhecido e celebrado ao redor do mundo.

Em 2020, o IDH (Índice de desenvolvimento humano) da Irlanda chegou à marca de 0.955/1 e ficou entre os maiores índices do mundo no ranking. Isso só reflete o tamanho da influência cultural que o país perpetua nas ruas, bares, bibliotecas e ao redor das cidades. A renda média anual dos irlandeses é de 76.110 dólares (377 mil reais aproximadamente) e faz com que ocupem a 3º posição entre os países com maior poder de compra no planeta.

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Falésias de Moher, Irlanda. Foto: Reprodução/ Conexão Europa.

A SELEÇÃO

Em contraste com a forte cultura nativa, a seleção feminina irlandesa ainda busca um reconhecimento e um fortalecimento técnico do esporte no país. Muito por conta do futebol inglês (Premier League e as demais ligas inglesas) no qual está inserido, o país busca uma maior expressividade no âmbito internacional. Apesar de nunca ter conseguido se classificar para a Eurocopa, muito menos alcançado uma Copa do Mundo, as irlandesas apresentaram uma evolução significativa na última década. Das oito seleções estreantes deste mundial, apenas Portugal está a frente delas no Ranking FIFA das melhores seleções femininas do mundo.

 

A prancheta da Vera

 

Apesar da ascensão da equipe, o estilo de jogo adotado pela treinadora Vera Pauw é polêmico e controverso. O esquema tático 5-4-1 é questionado por ser monótono e extremamente defensivo. Muitas das vezes, os jogos são decididos por uma bola parada, após 90 minutos de “retranca” total. É o famoso “bola para o mato que o jogo é de campeonato!”.

A treinadora, em entrevistas coletivas, disse “não é que gosto de retrancas, mas eu gosto de ganhar. Jogar recuado é o que o time precisa para fazer boas exibições e vencer. Jogo com cinco defensoras porque, apesar de termos atletas fantásticas nesse setor, elas não são as mais rápidas. Se jogarmos aberto, podemos levar um 5 a 0”.

Em defesa da treinadora, esse estilo tem funcionado para a Irlanda. Após empatar fora de casa contra a Suécia nas eliminatórias para a Copa, o time surpreendeu no playoff final da UEFA e garantiu a classificação para o primeiro mundial, após vencer a seleção da Escócia por 1 a 0. Esses placares apertados e econômicos foram muito comuns na campanha de Vera Pauw. Se as redes balançaram, é muito provável que seja em lances de bola parada, como nos três gols na incomum vitória contra a Austrália, no amistoso pré-copa.

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Treinadora Vera Pauw. Foto: Reprodução/ Facebook FAIreland.

 

Trevos de quatro folhas

 

As principais “melodias” do elenco de Pauw são as meio-campistas Denise O’Sullivan (10) e Katie McCabe. Pela seleção, Denise contribuiu com 19 gols e Katie com 18, e lideram a artilharia, mesmo que a função das jogadores não é balançar as redes. Ambas ditam o ritmo do meio campo da seleção e Denise é o principal motorzinho da equipe.

A camisa 10 é uma das responsáveis pela classificação da seleção para a Copa. No jogo contra a Escócia, de 1 a 0, a desportiva foi a responsável pela assistência do gol que ficou marcado nos corações dos torcedores e torcedoras irlandeses. A jogadora ocupa o patamar das principais atletas do Campeonato Norte-Americano há alguns anos. “Não há nenhuma outra jogadora no mundo neste momento que consiga tanto armar as jogadas como também ser o motor do time, roubando bolas na defesa. Ela tem todas as qualidades.” disse Pauw a respeito da craque.

A elegância e protagonismo de O’Sullivan, combinados com as qualidades de sua companheira de meio campo McCabe, serão cruciais para o futuro da Irlanda na Copa do Mundo. Se a dupla estiver encaixada, as estreantes poderão aprontar algumas surpresas nesse mundial.

Além das atletas já consolidadas, Vera Pauw apostou na jovem promessa Abbie Larkin, com seu vasto talento. A ex-capitã da seleção sub-17 foi chamada para o time principal e estreou com apenas 16 anos. Não demorou muito e a centroavante, jogos depois, balançou as redes pela primeira vez. A jogadora, hoje com 17 anos, é pouco provável que seja titular. Porém, se pintar uma oportunidade, Abbie poderá ser a arma secreta da seleção irlandesa.

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Denise O’Sullivan com a camisa 10 da Irlanda. Foto: Reprodução/ Instagram Deniseosullivan10.

NA COPA

As irlandesas tiveram azar no sorteio da fase de grupos e caíram em uma cova de leões. As atletas terão que correr dobrado para se classificar em um grupo que inclui uma das anfitriãs (Austrália), a atual campeã olímpica (Canadá) e a seleção mais bem sucedida e vitoriosa da África (Nigéria). De longe, a Irlanda não é favorita para se classificar. Apesar disso, Vera Pauw montou um elenco, na medida do possível, capaz de dar trabalho para as adversárias balançarem as redes. Um 0 a 0 ou um 1 a 0 podem fazer total diferença para o rumo do grupo.

A solidez defensiva pode ser a pedra no sapato das grandes seleções do grupo. Logo de cara, a Irlanda enfrentará a Austrália, no dia 20 de julho, às 20h no horário local, e colocará em xeque a vantagem das adversárias de jogar em casa. Em seguida, enfrentarão a poderosa seleção do Canadá, no mesmo horário, sete dias depois.

O último jogo da fase de grupos será contra a Nigéria, no dia 31 de julho, às 20h no horário local. Esse confronto será um teste real do poder da defesa irlandesa. A forte ofensividade da seleção africana, com seu quadrado mágico e arsenal criativo, baterá de frente com a retranca de Vera Pauw e poderá decidir a miraculosa classificação da equipe.

 

Apesar de não serem as favoritas, a seleção feminina do Canadá, com sua história de sucesso recente e liderança sólida, está pronta para surpreender e competir entre as melhores equipes do mundo
por
Sophia G. Dolores
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29/06/2023 - 12h

Localizado na América do Norte, o Canadá é um país vasto e deslumbrante, conhecido por suas paisagens de tirar o fôlego. Com montanhas majestosas, lagos cristalinos e parques nacionais impressionantes, como as icônicas Montanhas Rochosas e as famosas Cataratas do Niágara, o país encanta os visitantes com sua natureza exuberante.

Além de suas belezas naturais, o Canadá oferece uma qualidade de vida excepcional. Com um sistema de saúde público de excelência, educação de alta qualidade, baixos índices de criminalidade e um forte compromisso com a sustentabilidade ambiental, o país constantemente é classificado como um dos melhores lugares para se viver.

Um aspecto marcante do Canadá é a sua diversidade cultural. Com cidades cosmopolitas como Vancouver, Toronto, Montreal e Calgary, o país recebe pessoas de diferentes origens étnicas e culturais. O multiculturalismo é uma política valorizada, promovendo a inclusão e o respeito às diferenças, refletindo-se nas celebrações de festivais culturais realizados em todo o país.

Os canadenses também são apaixonados por esportes, sendo o hóquei no gelo considerado o esporte nacional. Além disso, o Canadá oferece uma ampla gama de atividades ao ar livre para os entusiastas da natureza, como esqui, snowboarding, caminhadas e canoagem. A riqueza de recursos naturais, como petróleo, gás natural, minerais e madeira, também desempenha um papel importante na economia do país.

Nos últimos anos, o futebol feminino no Canadá também tem experimentado um crescimento exponencial, impulsionando a visibilidade e o reconhecimento do esporte no país. A seleção feminina canadense, sob a gestão da Associação Canadense de Futebol, ostenta uma história repleta de conquistas, jogadoras que esbanjam talento e uma mentalidade preparada para trazer o ouro - e dessa vez não é o olímpico. 

Uma história antiga de conquistas recentes

A seleção canadense possui uma longa história de participação em competições esportivas, abrangendo uma variedade de conquistas em sua bagagem. Desde os Jogos Olímpicos até campeonatos mundiais e torneios continentais, o país tem acumulado conquistas notáveis ao longo dos anos. 

Diferentemente das poucas oportunidades que a seleção masculina teve em edições de Copa do Mundo, a seleção feminina participou de todas, com exceção da estreia em 1991, com apenas 12 seleções disputando o campeonato. Além do quarto lugar em 2003, elas também alcançaram as quartas de final em duas ocasiões: em 1995, na Suécia, e em 2015, no próprio Canadá, provando que suas participações mostram a consistência da equipe e seu potencial de competir com as melhores seleções do mundo.

Mas foi nos Jogos Olímpicos que o Canadá tem estado em ascensão: o país conquistou sua primeira medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, novamente demonstrando sua força e competência em competições internacionais de grande visibilidade. E foi após a histórica conquista da medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio 2020, que a seleção feminina do Canadá está sendo cada vez mais motivada e determinada para a Copa do Mundo de 2023. O feito inédito de garantir o ouro olímpico impulsionou o futebol feminino no país e solidificou a reputação da equipe como uma potência internacional.

Última conquista da equipe nas Olimpíadas de Tokyo(Foto: Loic Venance/ AFP)
Última conquista da equipe nas Olimpíadas de Tokyo(Foto: Loic Venance/ AFP)

Com a confiança renovada, as jogadoras canadenses estão prontas para enfrentar os desafios da Copa do Mundo e buscar um desempenho excepcional. A conquista do ouro olímpico serviu como um marco histórico e um momento de união para a equipe, que está ansiosa para continuar a escrever sua história de sucesso.

Bev Priestman: A liderança por trás da conquista

Priestman é uma figura essencial por trás do sucesso recente da seleção canadense feminina de futebol. Ela assumiu o cargo de treinadora da equipe em novembro de 2020, trazendo consigo uma vasta experiência e conhecimento tático adquiridos ao longo de sua carreira. Sua liderança tem sido fundamental para a evolução e os resultados positivos da equipe.

Uma das características marcantes da treinadora inglesa é sua abordagem equilibrada do jogo: ela reconhece a importância de uma organização defensiva sólida, garantindo que a equipe seja capaz de se proteger efetivamente contra os ataques adversários. Ao mesmo tempo, ela incentiva transições rápidas e eficientes, buscando aproveitar as oportunidades de contra-ataque e criar jogadas ofensivas perigosas. Essa abordagem moderada tem se mostrado eficaz, permitindo que a seleção canadense tenha um desempenho efetivo tanto na defesa quanto no ataque.

É indiscutível a atuação de Bev Priestman: a inglesa levou um time fora de forma do Canadá, que todos consideravam ter superado na conquista do bronze olímpico em 2012 e 2016, para o primeiro ouro da história da seleção. A treinadora que teve menos de dez meses de comando e mesmo assim, levantou a conquista histórica do Canadá nas olimpíadas diz que agora o desafio é outro, mas não poderia estar mais ansiosa para mudar a cor da medalha da Copa do Mundo. “Eu tinha um grupo de jogadoras que, na minha cabeça, tinha ficado um pouco confortável com essa vitória. Se eu não tivesse aparecendo para trabalhar todos os dias tentando ganhar uma medalha de ouro, o que eu ia fazer? Eu sabia que ia ser um desafio difícil, mas eu sempre soube, que se você colocar um desafio na frente desse grupo, elas vão aceitar”, conta em entrevista para a FIFA.

Bev enfrentará alguns desafios significativos para a Copa do Mundo de 2023, especialmente considerando a ausência de jogadoras-chave, como Janine Beckie. A ausência de uma jogadora talentosa e experiente como Beckie certamente representará uma lacuna a ser preenchida na equipe. No entanto, Priestman está preparada para lidar com esse obstáculo, pois é conhecida por sua capacidade de adaptar a estratégia e fazer ajustes táticos para maximizar o potencial das jogadoras disponíveis. A inglesa buscará identificar talentos emergentes e promissores para integrar a seleção, proporcionando oportunidades para novas jogadoras brilharem e contribuírem para o sucesso da equipe na Copa do Mundo de 2023.

: Bev Priestman se prepara para mudar a cor da medalha (Foto: Reprodução/ FIFA)
Bev Priestman se prepara para mudar a cor da medalha (Foto: Reprodução/ FIFA)

As protagonistas em campo

A seleção feminina contará com a presença de algumas das principais jogadoras do cenário internacional para a Copa do Mundo de 2023. Entre elas, destaca-se Christine Sinclair, a lendária atacante e maior artilheira da história do futebol internacional. Sua liderança e experiência serão fundamentais para o desempenho da equipe, proporcionando inspiração e confiança às suas companheiras de time.

Na defensiva, Ashley Lawrence é uma lateral de grande habilidade e velocidade, capaz de superar seus oponentes com facilidade. Além de sua contribuição na linha defensiva, Lawrence também se destaca pelo seu poder ofensivo, com cruzamentos precisos e jogadas de perigo para o time adversário.

Apesar de algumas ausências notáveis, como a de Janine Beckie, que está fora desta edição da Copa do Mundo por uma lesão, a seleção canadense permanece competitiva e determinada, isso porque tem em seu elenco peças fundamentais para completar esse esquema tático desafiador para Bev. É o caso da zagueira Kadeisha Buchanan, com uma liderança defensiva incansável, conhecida por sua força física e capacidade de antecipação, sendo um pilar indispensável no sistema defensivo do time.

Vale o destaque também para Julia Grosso, uma das mais jovens meio-campistas e que chega com um grande potencial para ser a chave que completa a equipe. Sua habilidade técnica, passes precisos e inteligentíssimas assistências contribuem para o equilíbrio e a criatividade do meio de campo canadense.

Com um elenco formado por talentosas jogadoras, a seleção feminina canadense está pronta para enfrentar os desafios da Copa do Mundo de 2023. A combinação de experiência, juventude e qualidade técnica promete levar a equipe a grandes feitos e a impressionar os fãs do futebol ao redor do mundo.

Embora não seja considerada uma das favoritas absolutas para vencer a Copa do Mundo, a seleção canadense está entre os times a serem observados de perto. Sua história de sucesso recente, aliada ao talento individual de suas jogadoras e à liderança de Bev Priestman, elevam suas chances de causar surpresas e competir de igual para igual com as equipes mais renomadas do mundo.

No entanto, o futebol é imprevisível, e a competição será acirrada. A seleção canadense terá de enfrentar desafios e superar obstáculos ao longo do caminho, principalmente em seu grupo. Mas com uma combinação de habilidades, determinação e o apoio apaixonado de seus torcedores, a equipe tem o potencial de escrever um capítulo memorável na história do futebol feminino canadense, e quem sabe encerrar a trajetória de Sinclair com o ouro, até então inalcançável . A Copa do Mundo de 2023 será, com certeza, uma oportunidade para elas mostrarem sua qualidade e competirem com os melhores, deixando sua marca no torneio.

 

Seleção das Matildas é cotada como uma das favoritas para a Copa do Mundo 2023
por
Isabela Koch
|
28/06/2023 - 12h

A Austrália, localizada no hemisfério sul, é um país fascinante que cativa os visitantes com suas vastas paisagens naturais, rica diversidade cultural e estilo de vida descontraído. Com uma história que remonta a milhares de anos, a Austrália é o lar dos aborígenes australianos, bem como de uma sociedade multicultural moderna.

Na costa leste, cidades como Sydney e Melbourne exibem uma harmoniosa combinação de praias paradisíacas e arranha-céus modernos. A Grande Barreira de Coral, considerada uma das maravilhas naturais do mundo, é um destaque na região de Queensland, oferecendo um espetáculo subaquático impressionante.

A Austrália é famosa pela sua vida selvagem única e diversa. Desde cangurus e coalas até o enigmático ornitorrinco e os coloridos papagaios, a fauna australiana é repleta de espécies endêmicas. Um dos símbolos mais icônicos é o canguru, que pode ser avistado em várias partes do país. A Grande Barreira de Coral também abriga uma rica variedade de vida marinha, incluindo tartarugas marinhas, peixes coloridos e corais impressionantes.

O país possui um sistema de saúde público de qualidade, conhecido como Medicare, que oferece cuidados médicos acessíveis para os cidadãos. O sistema educacional é bem desenvolvido, com universidades reconhecidas internacionalmente.

Uma nação multicultural, com uma população diversificada composta por pessoas de origens étnicas e culturais diferentes. Isso contribui para uma rica tapeçaria cultural, com influências de todo o mundo na culinária, nas artes, na música e na moda. A diversidade é valorizada e celebrada como um aspecto fundamental da identidade australiana.

No grupo B, as meninas prometem muito jogo e muita raça, estreando contra a Irlanda no dia 20/07, depois enfrentando a Nigéria no dia 27/07, e para finalizar os jogos do grupo, joga com o Canadá no Melbourne Rectangular Stadium no dia 31/07.

 

 

Histórico das Matildas

O futebol feminino na Austrália tem ganhado força ao longo dos anos. As jogadoras australianas têm demonstrado excelência técnica, mentalidade competitiva e uma paixão inigualável pelo esporte. O crescimento do futebol feminino também foi impulsionado por um aumento no investimento, profissionalização e visibilidade do esporte em nível nacional.

A seleção da Austrália de futebol feminino tem um histórico impressionante de conquistas. Em 2011, a equipe alcançou o segundo lugar da Copa da Ásia, em um jogo disputadíssimo, no qual o Japão levou a melhor somente na prorrogação, já na Copa da Ásia de 2015 a seleção feminina marcou território, já que jogaram em casa, e ganharam a final contra a Coréia do Sul. Apesar de nunca ter chegado a uma quarta de final da Copa do Mundo Feminina.

Além disso, a seleção australiana também teve um desempenho notável nos Jogos Olímpicos. Em 2020, nos Jogos de Tóquio, a equipe chegou às quartas de final e perdeu a medalha de bronze para a seleção feminina dos Estados Unidos.

Em abril de 2023 a plataforma de streaming Disney+ anunciou a série "Matildas: A Caminho do Mundial ". A série, que é composta por episódios em formato de documentário, conta a vida por trás das câmeras  da Seleção australiana de futebol feminino, e mostra ao mundo o crescimento do esporte feminino. 

A série que estreou dia 26 de abril relata as histórias das estrelas da seleção, revelando o que precisam fazer para chegar aonde estão, todos os sacrifícios, episódios de machismo, dificuldades que tiveram, além das pessoas que tiveram que deixar para trás para representar o país e as mulheres do mundo todo. E claro o maior desafio de todos, “Como conquistar a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2023, dentro de casa. 

 

 

Camisa 20

A seleção australiana montou um time muito forte para este ano. Estrela da Champions League e capitã da seleção da Austrália, a atacante do Chelsea Sam Kerr é um dos principais nomes do time, e em 2023 terá a honra de defender o seu país jogando uma Copa do Mundo em casa.

Em 2019 a camisa 20 da seleção feminina foi parar na Inglaterra, para defender o Chelsea, e em pouco tempo se tornou a famosa “máquina”. Na temporada de 2020/21, Kerr fez o possível e o impossível cravando 36 bolas na rede em 47 partidas,  e logo quebrando o seu próprio recorde marcando 41 gols em 43 partidas.

O talento e dedicação dessa mulher fez com que a australiana se tornasse a primeira mulher a posar para a capa de um jogo da FIFA. Modelando ao lado do jogador do Paris Saint-Germain, Kylian Mbappe, a diva do Chelsea aparece como estrela na embalagem de FIFA 23, última edição do jogo de futebol.

 

 

Estádios

Os jogos que ocorrerão na Austrália foram distribuídos em 6 estádios, o primeiro deles, no qual a seleção australiana fará sua estreia na Copa, é o:

 

Accor Stadium

Anteriormente conhecido como Telstra Stadium, é um estádio multiuso localizado em Sydney. Possui capacidade para 82,5 mil torcedores na configuração oval, para jogos de críquete e futebol australiano também conhecido como Aussie Rules, esse curioso esporte que foi criado em Melbourne no século 19, e 83,5 mil torcedores na configuração retangular para jogos de rugby e futebol.

Accor Stadium. Imagem: Divulgação/Austadium
Accor Stadium, em Sydney, Austrália. Imagem: Divulgação Austadiums

 

Suncorp Stadium

O Suncorp Stadium fornece a Brisbane e ao sudeste de Queensland uma capacidade de mais de 52,5 mil lugares. De última geração e de classe mundial, a locação é capaz de acomodar uma variedade de usos. Anteriormente, o terreno abrigava um cemitério e apenas em 1910 foram retirados os restos mortais para a criação de um parque. Em 1994, o Suncorp Stadium ganhou vida.

Suncorp Stadium
Suncorp Stadium, em Queensland, Austrália. Imagem: Divulgação/Austadiums

 

Melbourne Rectangular Stadium

Conhecido como AAMI Park por motivos de patrocínio, é um estádio esportivo ao ar livre no local do Edwin Flack Field, no Sports and Entertainment Precinct, no distrito comercial central de Melbourne. Quando concluído, em 2010, foi o primeiro grande estádio retangular construído em Melbourne.

Melbourne Rectangular Stadium
Melbourne Rectangular Stadium, em Melbourne, Austrália. Imagem: Divulgação/Austadiums

 

HBF Stadium

O Perth Superdrome, conhecido como HBF Stadium sob um acordo comercial, é um complexo esportivo em Perth, Austrália Ocidental. É a sede do Instituto de Esportes da Austrália Ocidental (WAIS) e possui capacidade máxima de 20,5 mil pessoas.

HBF stadium
HBF Stadium, em Perth, Austrália. Imagem: Divulgação/Austadiums

 

Hindmarsh Stadium

Localizado em Adelaide, Austrália Meridional, o estádio é a casa do Adelaide United. Foi fundado em 1960 e reformado em 2000. Tem capacidade para 16,5 mil pessoas.  

Hindmarsh stadium
Hindmarsh Stadium, em Adelaide, Austrália. Imagem: Divulgação/Austadiums

 

Sydney Football Stadium

Conhecido comercialmente como Allianz Stadium, é um estádio de futebol em Moore Park que tem capacidade para abrigar 45,5 mil pessoas e recebeu a final do futebol feminino nos Jogos Olímpicos de 2000.

Allianz Stadium
Allianz Stadium, em Sydney, Austrália. Imagem: Divulgação/Austadiums

 

 

Como funciona a Austrália

O técnico da seleção feminina, Tony Gustavsson, que esta no comando da seleção à quase 4 anos, e tem contrato firmado até o ano que vem. Gustavsson foi auxiliar técnico de Jill Ellis, treinadora dos EUA nas duas campanhas vencedoras da Copa do Mundo Feminina. Atualmente é treinador do Hammarby, da Suécia, e iniciará sua função nas Matildas em 1º de janeiro de 2021. O profissional também já trabalhou com Pia Sundhage, atualmente técnica da seleção brasileira, no ouro olímpico das americanas em 2012.

Em 2020 no ínicio da sua carreira com as Matildas, Tony foi questionado se acreditava que a seleção ganharia a Copa do Mundo Feminina de 2023 e respondeu "Eu não estaria aqui se não achasse que isso seria possível".

A seleção de Gustavsson joga num 4-4-2 sem bola com duas linhas de 4 bem definidas, dando liberdade para Sam Kerr e Mary Fowler não ter tantas obrigações defensivas. Outra variação bastante usava por Tony, é o 4-2-3-1, focando em povoar o meio campo e colocando Sam Kerr e Hayley Raso como centroavantes.