A um mês da Copa América Feminina, o Brasil venceu dois dos três amistosos marcados antes da competição. As duas vitórias foram sobre o Japão com os placares de 3 a 1, na última sexta-feira (30), na Neo Química Arena, em São Paulo, e 2 a 1, na última segunda-feira (02), no Estádio Municipal Cícero De Souza Marques, em Bragança Paulista (SP).

Primeiro amistoso
A partida marcou o reencontro entre as seleções desde as Olimpíadas na França, em 2024, quando o Brasil perdeu por 2 a 1, de virada nos acréscimos, na segunda rodada da fase de grupos.
Porém, com um público de 33 mil pessoas em uma noite fria paulistana, as canarinhas demonstraram que não estavam preocupadas com o passado. A seleção dominou o Japão durante o jogo inteiro.
Aos cinco minutos, Yasmim cobrou falta direto, mas a bola desviou na barreira. Cinco minutos depois, Dudinha avançou sozinha na ponta direita e foi derrubada na área, mas a árbitra Roberta Echeverría mandou o jogo seguir. Na sequência, contra-ataque das japonesas. Tanaka saiu cara a cara com a goleira Lorena, driblou a brasileira e fez o gol.
Contudo, após quatro minutos de revisão do VAR, a juíza anulou o gol e marcou pênalti para o Brasil. Kerolin cobrou, mas mandou para fora. Aos 23, Duda Sampaio mandou uma bomba de fora da área, porém, a goleira Yamashita fez uma linda defesa.
Aos 27, Dudinha chutou forte de fora da área e marcou um golaço para abrir o placar. Aos 41 minutos, em jogada parecida, Dudinha chutou com a perna esquerda em cima da goleira, que espalmou na direção da atacante. No rebote, ela marcou o segundo.

Na segunda etapa, o Japão esboçou reação. Aos dois minutos, Fugino mandou uma bola no travessão. Contudo, sete minutos depois, Gio, com um belo lançamento, deixou Kerolin cara a cara com a goleira para fazer o terceiro do Brasil.
Aos 20, Luany, em disputa de bola com Fujino, escorregou e tocou a bola com a mão dentro da área. A juíza marcou pênalti no lance para as japonesas. Nagano cobrou e Lorena defendeu. Em seguida, ovacionada pela torcida, Marta entrou em campo no lugar de Kerolin.

O Brasil continuou superior, mas não marcou mais. Aos 43 minutos, Seike recebeu de frente para a goleira brasileira e marcou o gol do Japão, deixando o placar em 3 a 1 para o Brasil.
Segundo amistoso
Para a segunda partida, o técnico Arthur Elias fez três mudanças no Brasil. Marta, Adriana e Thais Ferreira começaram como titulares.
Nesse jogo, o Japão teve mais oportunidades. Aos sete minutos, Seike, após jogada individual, finalizou na mão da goleira. A resposta brasileira veio em um chute de fora da área de Marta, que a goleira japonesa defendeu, e um cabeceio para fora de Duda Sampaio.
Aos 27 minutos, Matsukubo recebeu de frente para o gol e chutou na trave. Um minuto depois, Seike finalizou no canto de Lorena, que caiu para mandar para escanteio. Aos 30, Seike ganhou disputa de bola com Mariza, avançou e chutou em cima de Lorena. A bola subiu e caiu na frente de Seike que, com gol aberto, chutou para fora. Ao fim do primeiro tempo, as equipes levaram o 0 a 0 para os vestiários.
No primeiro minuto do segundo tempo, Fujino mandou para o meio da área e Seike abriu o placar para as japonesas. Aos sete minutos, Duda Sampaio cobrou escanteio e a bola bateu em Ishikawa, que marcou contra a própria equipe, deixando a partida empatada por 1 a 1.
O Japão teve mais algumas oportunidades, mas não marcou. Aos 28, sai a rainha Marta e entra a estreante Jhonson. Seis minutos depois, ela mostrou que tem estrela, pois, em contra-ataque, tocou para Kerolin que disparou do campo de defesa e devolveu na entrada da área para Jhonson que decretou a virada e a vitória do Brasil por 2 a 1.

As canarinhas ainda farão mais um amistoso no dia 27 de junho contra a França, às 16h10 (horário de Brasília) no Estádio do Alpes, em Grenoble, na França. As francesas, que foram eliminadas pelas brasileiras nas quartas de final das Olimpíadas de 2024, serão o último teste antes da Copa América Feminina, que se inicia no dia 12 de julho. O Brasil está no grupo B, onde enfrentará Bolívia, Colômbia, Paraguai e Venezuela.
No último sábado (31), PSG e Internazionale foram até a Allianz Arena, em Munique, na Alemanha, para disputar jogo único válido pela final da UEFA Champions League. Os franceses se sobressaíram e aplicaram um placar avassalador de 5 a 0 nos italianos.
A partida começou com domínio absoluto do Paris, que aos 11 minutos, abriu o placar com Hakimi completando para o gol livre após passe categórico de Doué. Após o gol, a Inter se expôs para buscar o empate e acabou cedendo um contra-ataque que foi fatal nos pés de Doué, o francês finalizou e contou com desvio da marcação, matando o goleiro Sommer. O PSG abriu dois gols de vantagem com 20 minutos de partida.
As principais chances da Internazionale nos 45 minutos iniciais foram de cabeçadas após cobrança de escanteio, com Acerbi e Thuram, porém ambas foram para fora da meta defendida por Donnaruma.
Na segunda etapa, apesar da vitória parcial, os franceses continuaram com uma dominância ampla sob o adversário, que logo foi convertida em mais um gol da joia de 19 anos, Doué. O ponta saiu cara a cara com Sommer e chutou rasteiro sem chances para o goleiro Suiço, 3 a 0 para o PSG aos 17 minutos.

Ainda deu tempo de um dos destaques da competição, Kvaratskhelia e do jovem Mayulu deixarem os deles e sacramentar o segundo vice da Internazionale em três anos, mas dessa vez, sofrendo a maior goleada da história de uma final de Champions.
Após perder a final de 2020 contra o Bayern, o Paris Saint-Germain foi até o estádio dos alemães e conquistou sua tão sonhada primeira Liga dos Campeões de maneira surpreendente, consagrando o brasileiro e capitão Marquinhos, com mais de 12 anos de clube, o jovem Doué, que foi eleito melhor jogador da final com dois gols e uma assistência, e principalmente Ousmane Dembelé, que foi eleito craque da competição e virou o favorito a conquistar os principais prêmios individuais.
Com duas décadas de dedicação ao esporte, Luciano Franco é muito mais do que um treinador de futsal. Aos 41 anos, ele vive uma rotina intensa e gratificante no CT Falcão 12, onde, todos os dias, contribui para o desenvolvimento de crianças e adolescentes, não apenas como atletas, mas como seres humanos. Começou sua carreira aos 19 anos e, desde então, tem acumulado experiências que o transformaram profundamente. “Ao longo dos anos eu mais aprendi do que ensinei. O sentimento é de gratidão. Sinto que nasci para isso”, confessa com um sorriso no rosto.
Para Luciano, o esporte tem um papel fundamental na formação das crianças. Ele acredita que, por meio da prática esportiva, elas desenvolvem disciplina, atenção, concentração e habilidades motoras. Além disso, ressalta a importância das relações interpessoais. “Uma criança que pratica esporte tem mais confiança, faz amizades com mais facilidade e isso segue pra vida toda”, destaca. Mais do que formar jogadores, Luciano se vê como um facilitador de crescimento pessoal, alguém que planta sementes para o futuro.
Sua visão sobre o esporte vai além das quatro linhas da quadra. Ele vê no jogo uma metáfora da vida. “O esporte, seja ele qual for, é um jogo de escolhas e tomada de decisões. Meu papel como professor é fazer com que os alunos tomem as melhores decisões dentro do jogo, com treinamentos que simulam situações reais. Acredito que a vida é assim também, feita de escolhas, e o esporte pode ajudar a escolher o melhor caminho.”
A rotina de Luciano é puxada e começa antes mesmo da semana iniciar. Aos domingos, ele dedica parte do seu dia ao planejamento das aulas para toda a semana. Sua jornada começa cedo: às 7h30 já está de pé, e às 8h20 chega ao clube. As aulas da manhã acontecem das 9h às 13h, divididas por faixa etária, turmas de 6 a 13 anos. Cada aula tem duração de uma hora e, embora os objetivos sejam os mesmos para todos, ele adapta o nível de dificuldade conforme a idade.
À tarde, volta para casa para almoçar e acompanha o filho de 16 anos em seus treinos de futebol nas segundas e quartas. Luciano revela que tentou trabalhar na escola onde o filho treina, mas a agenda não permitiu. E a rotina não para: à noite, ele retorna ao CT para mais três turmas de futsal, das 18h às 21h. “É uma rotina maluca, mas a gente se acostuma”, brinca.
Luciano não mede esforços para entregar o melhor para seus alunos. Trabalha com amor, carinho e paciência. Não se gaba de títulos ou medalhas, sua maior conquista é o vínculo construído com os alunos e suas famílias.
Em uma virada memorável, o Chelsea superou o Real Betis por 4 a 1 e conquistou o título da Conference League na última quarta-feira, em Wrocław, na Polônia.
Com o resultado, os Blues fizeram história ao se tornarem o primeiro clube a vencer as três principais competições continentais da UEFA, adicionando a Conference League aos troféus da Liga dos Campeões (2012 e 2021) e da Liga Europa (2013 e 2019).
O Betis começou dominando, com um gol de Ezzalzouli, mas o Chelsea, com gols de Enzo Fernández, Nicolas Jackson, Jadon Sancho e Moisés Caicedo no segundo tempo, virou o jogo e garantiu a taça.
O jogo começou com o time espanhol, sob o comando de Manuel Pellegrini, adotando uma postura tática mais recuada, priorizando a compactação defensiva e explorando contra-ataques velozes.
Essa estratégia se mostrou eficaz logo aos nove minutos, quando Isco, com visão de jogo apurada, roubou a bola no campo de ataque e encontrou Ezzalzouli com um passe preciso. O atacante marroquino, posicionado na entrada da área, soltou um chute forte e colocado, sem chances para o goleiro Filip Jørgensen, abrindo o placar para o Betis.

A equipe espanhola continuou perigosa, criando várias oportunidades claras. Aos 14 minutos, Batra arriscou um chute de fora da área que buscava o ângulo, mas Jørgensen fez uma defesa espetacular, desviando a bola com a mão trocada.
Aos 20 minutos, outra chance desperdiçada pelo Betis: Ezzalzouli, em jogada pela esquerda, cortou um defensor e rolou para Johnny, que, livre dentro da área, finalizou por cima do gol, frustrando a torcida espanhola.
O Chelsea, embora dominante na posse, teve dificuldades para traduzir o controle em chances reais, finalizando apenas quatro vezes no primeiro tempo, todas sem grande perigo para o goleiro Adrián. O Betis, com sete finalizações, foi mais incisivo e ditou o ritmo, deixando os Blues em alerta para o intervalo.
Na volta do intervalo, o Chelsea, sob a orientação do Enzo Maresca, retornou com uma postura completamente diferente. O treinador italiano promoveu três substituições para reforçar o meio-campo e dar mais agressividade ao ataque, enquanto Pellegrini, do Betis, tentou ajustar a equipe com a entrada de Perraud no lugar de Ricardo Rodriguez e foi forçado a substituir Ezzalzouli, autor do gol, devido a uma lesão.
As mudanças do Chelsea surtiram efeito imediato, com os Blues intensificando a pressão e encurralando o Betis em seu campo defensivo. A posse de bola, que já era alta, tornou-se ainda mais dominante, e o time inglês passou a criar jogadas perigosas com frequência.
Aos 20 minutos do segundo tempo, a reação começou: Cole Palmer, pela direita, recebeu a bola e cruzou com precisão para a área, onde Enzo Fernández subiu mais alto que os zagueiros do Betis e cabeceou no canto, empatando o jogo em 1 a 1.

A torcida londrina mal teve tempo de comemorar, pois, cinco minutos depois, Palmer novamente foi decisivo. O meia driblou seu marcador na direita e fez um cruzamento rasteiro para a pequena área, onde Nicolas Jackson, aproveitando a desatenção da zaga, desviou de primeira para virar o placar para 2 a 1.
O Betis, visivelmente abalado, perdeu a capacidade de reagir e se viu obrigado a recuar ainda mais, enquanto o Chelsea mantinha a pressão. Aos 37 minutos, Jadon Sancho ampliou a vantagem: após receber a bola pela esquerda, ele cortou para o meio, aproveitou uma falha defensiva e chutou cruzado, marcando o terceiro gol.
Nos acréscimos, a goleada foi selada. Enzo Fernández, agora como armador, avançou pela esquerda e encontrou Moisés Caicedo livre na área. O equatoriano dominou com calma e finalizou com precisão, decretando o 4 a 1 e garantindo a conquista do título para o Chelsea em uma segunda etapa avassaladora.
Dentro e fora das pistas, a presença feminina nas pistas vem ganhando cada vez mais espaço no automobilismo, esporte marcado pela presença majoritariamente masculina. Apenas 5 mulheres chegaram à Fórmula 1, principal categoria do esporte e, em compensação, mais de 700 pilotos já chegaram à categoria principal nesses 75 anos.
Um dos nomes que simbolizam essa mudança é o de Antonella Bassani, pilota de 18 anos. Ela se a primeira mulher a vencer a Porsche Cup Brasil. “É essencial ter mulheres em todos os esportes. No automobilismo, somos apenas 4% dos pilotos credenciados na Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), que reúne mais de 8 mil pilotos, e menos de 1% na engenharia”, afirmou Antonella.
O preconceito, no entanto, ainda é frequente, especialmente nos primeiros passos das pilotas, no kart. “Uma vez vi um pai falando para o filho: ‘Se você perder pra uma mulher, você para de correr’. Ele perdeu e nunca mais voltou”, relembra Antonella. Segundo a pilota, muitos dos episódios de machismo vinham dos próprios pais de outros competidores.

Em contrapartida, Lorena Alves, criadora de conteúdo sobre Fórmula 1, compartilha sua experiência enfrentando o machismo no esporte. Segundo ela, mesmo quem produz conteúdo sofre preconceitos. “Se você perguntar para qualquer mulher que fala sobre Fórmula 1, vai ouvir que já recebeu comentários machistas. Não é todo dia, mas acontece com frequência”, conta a influenciadora.
Lorena destaca que, além do machismo, as críticas frequentemente vêm da paixão dos torcedores, que defendem seu time a qualquer custo e não aceitam opiniões divergentes. “Como criadora de conteúdo, eu tento não deixar que isso me afete, mas dói, tento não deixar isso me limitar.”

A luta por mais espaço também é histórica. A italiana Maria Teresa de Filippis foi a primeira mulher a disputar uma corrida de Fórmula 1, em 1958. Desde então, outras poucas conseguiram ultrapassar a barreira da elite do automobilismo mundial. A categoria, apesar de não ser oficialmente exclusiva para homens, segue sem presença feminina há décadas. “Acho que muita gente nem sabe que a Fórmula 1 já teve mulheres. Mas faz tanto tempo que parece que nunca aconteceu”, comenta Antonella. A pilota se referiu as italianas Maria Teresa de Filippis, Lella Lombardi e Giovanna Amati, a britânica Divina Galica e a sul-africana Desiré Wilson.

Além das pistas, o público feminino também cresce nas audiências, mais de 75% desde 2019, mostrando que o interesse das mulheres pelo automobilismo vai muito além da arquibancada.



