Brasileiro se tornou o primeiro campeão de uma etapa oficial da elite mundial nas Filipinas
por
Bruno Caliman
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04/11/2026 - 12h

Na madrugada da última terça-feira (3), Gabriel Medina conquistou a etapa em Cloud 9, nas Filipinas, ao vencer o australiano Jack Robinson na final. O tricampeão do mundo terminou com um somatório de 16.93 pontos contra 14.50 de seu adversário. Com o resultado, Medina assumiu a segunda colocação do ranking geral da World Surf League (WSL) e quebrou um jejum de mais de três anos sem vencer na elite, já que a última vez havia acontecido em abril de 2023, quando foi campeão em Margaret River, na Austrália.

A final em Cloud 9 foi a quarta de Gabriel Medina na atual temporada. Antes disso, o brasileiro foi vice-campeão em todas as vezes que chegou na decisão. O primeiro deles foi em Margaret River, quando perdeu para o australiano George Pittar. Ao ser derrotado pelo americano Cole Houshmand, na etapa de Cloudbreak, em Fiji, Medina bateu na trave novamente. O vice mais recente foi em Peniche, Portugal, diante do também americano Griffin Colapinto e agora quarto colocado na classificação.

No feminino, a americana Caitlin Simmers foi campeã após fazer um somatório de 12.00 contra 10.77 da australiana Isabella Nichols. Quanto ao restante dos brasileiros, João Chianca e Samuel Pupo foram eliminados na primeira fase. Já Italo Ferreira e Miguel Pupo caíram nas oitavas de final, enquanto Luana Silva e Filipe Toledo chegaram até as quartas. Por fim, Yago Dora parou nas semifinais, ao perder para o campeão Gabriel Medina.

A trajetória de Medina foi marcada por momentos cheios de emoção, com direito a duas viradas para garantir o avanço de fase nos minutos finais das oitavas e quartas de final, contra os australianos Liam O’Brien e George Pittar, respectivamente. Na semifinal, duelo contra o compatriota Yago Dora, atual campeão mundial e número um do ranking. Diferentemente do que ocorreu no início do ano, na semifinal de Bells Beach, na Austrália, onde os dois também se encontraram e Yago levou a melhor, Gabriel Medina ganhou de 15.76 a 13.50 para disputar a final com Jack Robinson.

Na final, Gabriel Medina conquistou a segunda maior nota de todo o evento em Cloud 9. Foto: Matt Dunbar/World Surf League
Na final, Gabriel Medina conquistou a segunda maior nota de todo o evento em Cloud 9. Foto: Matt Dunbar/World Surf League

A bateria

A final começou movimentada logo nos minutos iniciais, quando Jack Robinson pontuou 6.17 em sua primeira onda. O australiano entrou em um bom tubo e, na saída, tentou um aéreo com rotação completa para finalizar a onda, mas não concluiu a manobra. Em seguida, Gabriel Medina já respondeu com uma onda e recebeu 7.50. Mesmo com a onda sem tanta velocidade, o brasileiro saiu do tubo e deu duas rasgadas na água, mas também caiu ao tentar o aéreo na junção.

Sem perder tempo, Jack Robinson encontrou uma nova oportunidade e surfou outro tubo, que lhe rendeu 5.00 pontos e a retomada da liderança. No entanto, depois de ver seu adversário não obter sucesso em algumas tentativas, Medina aproveitou a prioridade e surfou um tubo espetacular para voltar ao topo. Repleto de técnica para passar pelas seções do tubo, o tricampeão mundial conquistou a pontuação de 9.43.

Enquanto os juízes avaliavam a nota de Gabriel Medina, Robinson aumentou seu somatório após pegar um tubo e tirar 6.27. Mesmo assim, o australiano ainda precisava combinar duas novas notas para ultrapassar o brasileiro, já que o placar naquele momento era de 16.93 contra 12.44. Por mais de dez minutos, a bateria abaixou o ritmo, tanto pela dificuldade do australiano quanto pela postura de Medina, confortável com a vantagem construída.

Com menos de doze minutos para o fim, Jack Robinson melhorou sua pontuação depois de entrar em mais um tubo e encerrar a onda com uma batida. O resultado foi uma nota de 8.23. Com isso, o australiano atingiu 14.50 na soma geral e precisava de 8.71 para assumir a liderança. Ciente disso, o brasileiro utilizou sua prioridade em um tubo curto e alcançou 7.03, nota insuficiente para ampliar sua pontuação.

O mar se acalmou nos minutos finais e, com o estouro do cronômetro e 16.93 a 14.50 no placar final, Gabriel Medina garantiu sua 18ª vitória em etapas da elite do surfe e seu primeiro título em 2026. “Isso significa muito. Tenho me esforçado bastante ao longo de todo o ano e viajado muito com minha equipe. Eu queria muito vencer este ano. Tem sido divertido, a jornada é divertida”, afirmou o surfista ao final da bateria, ainda na água.

A próxima etapa da WSL acontece em Pipeline, no Havaí, entre os dias 8 e 20 de dezembro. O Pipe Masters encerra a temporada e é nele que será decidido o campeão mundial de 2026. No top 5 do ranking, os brasileiros Yago Dora, Gabriel Medina, Italo Ferreira e Miguel Pupo são os favoritos para a conquista do título mundial. Se acontecer, será o nono troféu da vitoriosa geração da Brazilian Storm nos últimos doze anos.

Centroavante que atuava por clube das Ilhas Canárias sofreu parada cardiorrespiratória ao ser atingido pelo goleiro adversário e não resistiu.
por
Fernando Amaral Ferreira
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04/11/2026 - 12h

O atacante Jesús de Miguel Alameda, de 30 anos, que defendia o Club Deportivo Tenerife (CD Tenerife), morreu nesta terça-feira (03), às 8h (horário local), em Santa Cruz de Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha. A confirmação foi divulgada pelo próprio clube em comunicado oficial publicado na rede social X (antigo Twitter).

O lance que levou à morte do atleta aconteceu na segunda-feira (02), durante a partida entre o CD Tenerife e o Futbol Club Andorra (FC Andorra), válida pela segunda divisão do Campeonato Espanhol. O placar marcava dois a dois nos acréscimos do segundo tempo quando o centroavante disputou uma bola aérea após a linha do meio-campo e foi atingido pelo goleiro adversário, Jesús Owono, que havia saído da área para afastar a jogada.

Após a colisão, Jesús de Miguel caiu inconsciente no gramado e jogadores das duas equipes pediram a entrada imediata da equipe médica. O goleiro do FC Andorra recebeu cartão vermelho pelo lance, mas permaneceu no campo acompanhando o socorro ao colega. O atacante sofreu uma parada cardiorrespiratória (interrupção súbita dos batimentos cardíacos e da respiração), recebeu atendimento no gramado por mais de cinco minutos e foi reanimado dentro da ambulância, do lado de fora do estádio. Diante da situação, o árbitro Manuel Ángel Pérez Hernández comunicou aos capitães e aos treinadores a suspensão do confronto.

O atleta foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário Nossa Senhora de Candelária, em Santa Cruz de Tenerife. No primeiro boletim, o CD Tenerife informou que o quadro clínico apresentava estabilidade, mas o jogador teve uma piora neurológica durante a madrugada e morreu na manhã seguinte. Em nota oficial, a diretoria do clube prestou solidariedade aos familiares:

"Estamos junto à sua família, aos seus entes queridos e a toda a torcida. A família de Jesús de Miguel agradece cada uma das manifestações de apoio recebidas e solicita respeito à sua privacidade."

A Polícia Nacional da Espanha abriu uma investigação sob supervisão judicial para apurar as circunstâncias do choque em campo. Segundo a Promotoria local, caberá à Justiça desportiva esclarecer se houve conduta imprudente ou intenção de causar dano na jogada. Até o momento, a defesa do goleiro Jesús Owono não se pronunciou sobre o procedimento policial.

Nascido em Madri no ano de 1996, Jesús de Miguel vestia a camisa nove do CD Tenerife, equipe à qual chegou em 2025 com contrato de três anos. Formado nas categorias de base do Club Deportivo Leganés, o centroavante construiu toda a carreira no futebol espanhol, com passagens por Club de Fútbol Fuenlabrada, Club de Fútbol Internacional de Madrid, Unionistas de Salamanca, Club Deportivo Artístico Navalcarnero e Club Deportivo Castellón — clube pelo qual conquistou o acesso à segunda divisão nacional antes de se transferir para a equipe das Ilhas Canárias.

 

Na imagem contém o jogador Jesús de Miguel, no jogo em que faleceu.
Jesús de Miguel em sua última partida pelo DC Tenerife - Foto: Sean Kearns / BBC


Nota oficial do Club Deportivo Tenerife
 

Ancelotti chama Estêvão, Endrick, Vitor Reis, Allan e Andrey Santos para a última data Fifa de 2026, mesmo com pouco espaço na Europa
por
Ivan Marino Iannace
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04/11/2026 - 12h

 

Carlo Ancelotti anunciou nesta quinta-feira (29) a última convocação da Seleção Brasileira em 2026. São 26 jogadores para os amistosos contra o Japão, em 14 de novembro, e contra Singapura, em 17 de novembro, os dois no Estádio Nacional de Singapura. A lista não tem representantes de Flamengo e Palmeiras, que disputam o título do Brasileirão, e chama atenção por incluir nomes que pouco jogam nos clubes de origem.

O próprio treinador admitiu o paradoxo na entrevista coletiva. Segundo ele, a convocação é jovem: são nove atletas em idade olímpica e 15 com menos de 23 anos.

O atacante Estêvão, de 19 anos, vive um início de temporada discreto no Chelsea, agora comandado por Xabi Alonso. Foram 197 minutos em 11 jogos, com apenas duas partidas como titular, ambas pela Copa da Liga Inglesa, contra Luton Town e Leeds. Ele sequer entrou em campo na eliminação para o Liverpool na mesma competição. 

Alonso atribuiu parte da baixa utilização à recuperação física após uma lesão e disse que o brasileiro terá mais oportunidades ao longo da temporada, como foi apurado pelo jornal Lance.

 

Estevão entrando em campo pelo Chelsea
Estêvão entrou do banco em nove dos 11 jogos que fez pelo Chelsea nesta temporada.
Foto: Reprodução/Instagram @estevaowilian_

 

 

Endrick está em situação parecida no Real Madrid. Na temporada 2026/27, soma 106 minutos em quatro jogos e um gol marcado. A baixa utilização se explica em parte pela concorrência, seja com o titular absoluto Mbappé ou com do espanhol Carlos Espí, jovem contratado para essa temporada. O técnico José Mourinho elogia o brasileiro, vetou um novo empréstimo e garante que ele terá oportunidades, mas até aqui tem sido pouco utilizado.

A lista também inclui jogadores do Manchester City que ainda buscam espaço. O zagueiro Vitor Reis, de 20 anos, voltou ao clube inglês após empréstimo ao Girona, onde foi titular em 37 dos 38 jogos que disputou e passou de 3.200 minutos em campo. 

No City, que agora tem Enzo Maresca no comando após a saída de Pep Guardiola, ele soma apenas um minuto na Premier League até o início de outubro. O meio-campista, Allan, também do clube, enfrenta um elenco de alta concorrência e é um dos cinco jogadores chamados pela primeira vez à Seleção principal.

Já Andrey Santos tem recebido algumas chances no Manchester United, mas, assim como os outros jovens convocados, ainda não se firmou como titular.

 

Allan comemorando um gol com a camisa do Manchester City
Em busca de minutos no Manchester City, Allan foi chamado pela primeira vez à Seleção Brasileira.
Foto: Reprodução/Instagram @allanelias04

 

Para o treinador, a Seleção pode olhar para além do momento dos clubes. "A Seleção tem objetivo diferente dos clubes", afirmou, e ainda defendeu que é preciso acompanhar os jovens que ele considera o futuro da equipe, mesmo quando não jogam. 

A aposta, porém, tem limite. A convocação funciona como voto de confiança no potencial dos jovens, mas não substitui a sequência de jogos necessária para o desenvolvimento. Nos amistosos em Singapura, será a chance de mostrarem em campo o que os clubes ainda não deram a eles.

A lista também deixa de fora nomes que vivem bom momento. O zagueiro Murillo, do Nottingham Forest, é titular na Premier League há três temporadas e só foi convocado uma vez, em 2025, por Dorival Júnior. Ancelotti ainda não o testou e preferiu chamar o companheiro de clube, Jair Cunha. O mesmo vale para Natan, do Betis, que também segue sem ter sido avaliado pelo italiano.

 

Murillo treinando com a Seleção Brasileira
Titular do Nottingham Forest há três temporadas, Murillo ainda não voltou à Seleção desde a estreia, contra a Argentina. Foto: Reprodução/Instagram @murillosantiago40


Mesmo sem minutagem, Estêvão e Endrick seguem entre os nomes acompanhados por Ancelotti para os próximos ciclos da Seleção, que têm como objetivos a Copa América de 2028 e a Copa do Mundo de 2030. Na coletiva, o treinador disse que a utilização nos clubes não será o único critério e que seguirá acompanhando Estêvão enquanto o considerar útil à Seleção, mesmo que ele não jogue no Chelsea.

Gols relâmpagos dão ao Tricolor o controle da disputa por uma vaga final. Expulsão de Gustavo Martins no fim cria possível problema para a partida de volta
por
Maria Luiza Pêgo Vieira
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03/11/2026 - 12h

 

 

 

 

Renato Gaúcho comemora com Noriega o segundo gol do Grêmio, garantindo uma vitoria de 2 a 0 sobre o Atlético
Renato Gaúcho comemora com Noriega o segundo gol do Grêmio, garantindo uma vitoria de 2 a 0 sobre o Atlético. foto: Lucas Uebel/Gremio

 

O Grêmio venceu o Atlético-MG por 2 a 0 no último domingo (1º), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. Os gols foram de Carlos Vinícius, no primeiro tempo, e de Noriega, logo no início do segundo. O time de Renato Gaúcho busca o hexacampeonato e não chega a uma final desde 2020. Diante de um Atlético-MG em má fase, o Tricolor foi objetivo, aproveitou os dois momentos em que acertou o adversário e, durante o jogo, administrou a vantagem.

Os dois times chegaram ao confronto em momentos bem diferentes. O Grêmio vinha com duas vitórias seguidas no Campeonato Brasileiro. Já o Atlético-MG entrou em campo pressionado, pois vive a pior sequência do ano sob o comando de Eduardo Domínguez, com quatro derrotas consecutivas. 

Apesar do momento bom, o time gaúcho tinha problemas para resolver. Renato Gaúcho não pôde contar com o zagueiro Diego Caito, o lateral Danilo Barbosa, o meia Nardoni e os atacantes Pavón e Jovane Cabral. Mesmo assim, o treinador montou um time competitivo, com três zagueiros e alas projetados. 

O primeiro gol saiu cedo e de bola longa. Aos 10 minutos, após um tiro de meta de Weverton, Carlos Vinícius recebeu entre os defensores atleticanos e finalizou da entrada da área para vencer o goleiro Gabriel Delfim. O lance teve falha do zagueiro Lyanco, que errou o tempo de bola e permitiu a finalização adversaria. Depois do gol, o Atlético-MG ficou mais com a bola. O Galo teve maior volume ofensivo e levou vantagem em finalizações. Faltou, porém, qualidade para transformar a posse em chances claras. O Atlético-MG terminou o primeiro tempo com 73% de posse e nove finalizações, contra apenas um arremate do Grêmio, justamente o do gol. Bernard e Cuello tiveram boas oportunidades para empatar, mas o time não conseguiu converter o volume em gol. Faltou qualidade para criar chances realmente claras. Já o Grêmio, eficiente na única vez que finalizou, foi para o intervalo com  o 1 a 0. 

Domínguez tentou corrigir o rumo no intervalo.  O treinador mexeu na equipe: tirou Lyanco, desfez o esquema com três zagueiros e colocou Alan Minda para dar mais velocidade ao ataque. Também entrou Igor Gomes no lugar de Victor Hugo, que sentiu um problema físico. A mudança, porém, não teve tempo de funcionar. Com apenas um minuto de segundo tempo, o Grêmio marcou o segundo gol. João Pedro avançou pela direita e cruzou, Enamorado participou da jogada e Noriega completou para o gol. Depois disso, o Grêmio fechou as entradas da área, gastou tempo e contou com a sorte quando a bola de Vitor Hugo parou no travessão nos acréscimos. O Atlético só voltou a controlar as ações por volta dos 20 minutos, mas teve a bola e não foi eficiente nas finalizações. No fim, o saldo negativo para os gaúchos veio da disciplina: Gustavo Martins foi expulso e desfalca o Grêmio na volta.

Na entrevista coletiva, Renato evitou o clima de festa antecipada. O treinador destacou a importância de manter os pés no chão e avaliou que a vantagem de dois gois é relevante, mas está longe de assegurar a vaga.

Ainda assim, a situação é favorável. O tricolor pode até perder por um gol de diferença no jogo de volta para garantir a classificação à final. A decisão será no próximo sábado (7), às 18h (horário de Brasília), na Arena MRV, em belo Horizonte (MG). O Atlético-MG precisará de uma reação imediata, em casa, diante de uma torcida que cobrará resposta depois da sequencia negativa. O vencedor encontrara na final o classicado da outra semifinal entre Palmeiras e Vasco

 

Alvinegro perde de virada para o Vasco e se complica na briga contra o rebaixamento. Flamengo e Palmeiras seguem na disputa pelo título
por
Alice Begnini
Érico Soares
Guilbert Inácio
Guilherme Romero
Helena Campos
Jorge Zatz
Luciano Carvalho
Maria Luiza Pêgo
Miguel Alcântara
Pedro José Zolési
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27/10/2026 - 12h

A 32ª rodada do Campeonato Brasileiro foi disputada nos dias 23,24 e 26 de outubro. Não houve partidas no domingo por causa do segundo turno das eleições. Nos confrontos, a Chapecoense venceu a quarta na competição, Internacional e Grêmio venceram e respiram na briga contra o rebaixamento.

Cruzeiro 1x0 Remo

Cruzeiro e Remo abriram a rodada em um jogo isolado na última sexta-feira (23). A Raposa venceu o time paraense por 1 a 0 no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). O gol foi do zagueiro Fabrício Bruno, no fim do primeiro tempo. Com o resultado, o time mineiro chegou aos 54 pontos e entrou no G4.Já o  Leão segue na zona de rebaixamento.

O primeiro tempo teve poucas oportunidades. Villalba e Matheus Pereira exigiram boas defesas do goleiro Marcelo Rangel, enquanto Jajá acertou a trave de Otávio, que fez uma grande defesa. O Cruzeiro controlou a bola no início e mostrou domínio, mas o Remo conseguiu segurar as investidas até os 31 minutos. 

A equipe paraense não se limitou a defender, foi ao ataque em algumas oportunidades e incomodou a defesa cruzeirense. Em uma delas, Jajá finalizou rasteiro da esquerda, a bola desviou em Otávio e bateu na trave. Pouco depois, ele voltou a assustar a torcida da casa.

O gol saiu no último lance da primeira etapa. Aos 50 minutos, Matheus Pereira cobrou escanteio na segunda trave, e Fabrício Bruno subiu sozinho para cabecear cruzado no canto esquerdo de Marcelo Rangel.

A imagem mostra Matheus Pereira, do Cruzeiro, à direita tocando a bola para a esquerda
Com 11, Matheus Pereira é o líder de assistência do Cruzeiro na temporada. Foto: @Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Já no segundo tempo, o duelo seguiu com poucas chances e muitos erros de passe no terço final, de ambos os lados. O Cruzeiro fez mudanças ao longo da etapa: Matheus Henrique entrou no lugar de Zé Lucas aos 16 minutos, e Wesley substituiu Arroyo aos 25. Aos 35, Fagner e Bruno Rodrigues entraram nas vagas de William e Gerson. Keny Arroyo sentiu um problema físico e foi substituído durante a partida. William e Gerson deixaram o gramado sob vaias nos minutos finais. 

Com as mudanças, o Cruzeiro conseguiu evitar as investidas do Remo durante o restante do jogo. A melhor oportunidade saiu de um escanteio de Matheus Pereira. O meia cobrou na segunda trave e Fabrício Bruno cabeceou para baixo, mas Marcelo Rangel defendeu. 

Os cartões amarelos foram todos distribuídos para o Leão, os autores das faltas foram: Patrick, Marcelinho e Zé Ivaldo.

Com o resultado, a Raposa chegou à quarta vitória nos últimos cinco jogos e alcançou os 54 pontos, assumindo a terceira colocação.

O Remo segue na 19ª posição, com 26 pontos. A equipe soma 12 partidas sem vitória, com cinco empates e sete derrotas. 

Internacional 3X0 Botafogo

No último sábado (24), sete partidas foram disputadas no dia devido ao segundo turno das eleições no domingo (25). Às 16h30, o Internacional venceu o Botafogo por 3 a 0 no Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Com gols de Matheus Bahia, Juninho e Bernabei, o Colorado conquistou três pontos importantes na luta contra o rebaixamento e deixou a zona.

Com o resultado, o Internacional chegou a 35 pontos e assumiu a 16ª colocação. Já o Botafogo permaneceu em 11º lugar, com 39 pontos.

A partida começou com dificuldades para as duas equipes devido ao gramado pesado por conta das fortes chuvas em Porto Alegre. 

Aos 11 minutos do primeiro tempo, Bruno Gomes finalizou de fora da área, mas parou na defesa do goleiro botafoguense. Na sequência, o Internacional manteve a pressão e chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por impedimento.

O placar foi aberto aos 31 minutos. Após boa jogada de Aguirre pela direita, o lateral cruzou para a área, e Matheus Bahia apareceu na segunda trave para completar e colocar o Colorado em vantagem. 

O Botafogo tentou reagir e teve uma oportunidade com Tiquinho Soares, mas o goleiro Kauan Jesus evitou o empate. Nos acréscimos, após cobrança de escanteio e uma sobra na área, Juninho girou e finalizou de perna esquerda para ampliar o marcador. O Inter foi para o intervalo com 2 a 0 de vantagem.

Na volta, o Internacional continuou superior e buscou ampliar a vantagem. Aos 20 minutos da segunda etapa, Alan Patrick encontrou Alerrandro em um contra-ataque rápido. O atacante avançou, invadiu a área e tocou para Bernabei, que finalizou para marcar o terceiro gol da equipe gaúcha.

Mesmo em desvantagem, o Botafogo tentou diminuir o placar. Aos 30 minutos, Ziyech recebeu em boa condição para finalizar, mas parou em mais uma defesa de Kauan Jesus. Três minutos depois, Marçal acertou a trave em uma finalização após o rebote de um escanteio. Apesar das oportunidades, a equipe carioca não conseguiu converter as chances em gols. 

Com uma atuação consistente, o Internacional administrou a vantagem até o apito final e confirmou a vitória por 3 a 0.

A imagem mostra jogadores do Internacional comemorando o gol
Inter precisa de dez dos 18 pontos disputados nas próximas rodadas para escapar do rebaixamento. Foto: Ricardo Duarte/ SC Internacional

Mirassol 1X1 São Paulo

Também às 16h30, Mirassol e São Paulo empataram por 1 a 1 no Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol (SP). Em uma partida amarrada e sem grandes chances, o resultado não foi bom nem ruim para as equipes: o Tricolor segue distante do G-6, enquanto o Leão Caipira soma mais um ponto na briga contra o rebaixamento. Neto Moura e Pedro Lima confronto..

O Mirassol abriu o placar logo aos sete minutos, em lance de bola parada iniciado por Reinaldo. O camisa 6 cobrou falta na área, Neto Moura subiu para cabecear, a bola bateu na trave e voltou na nuca do goleiro Rafael. Apesar do lance infeliz, Rafael se redimiu e foi eleito craque do jogo por torcedores e especialistas.

Ainda no primeiro tempo, o São Paulo buscou o empate e conseguiu aos 39 minutos. Pedro Lima apareceu na área para finalizar e deixar tudo igual. 

A imagem mostra Pedro Lima, do São Paulo, comemorando o gol
O gol foi o primeiro de Pedro Lima, jogador emprestado, com a camisa do Tricolor. Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC

Aos 16 minutos do segundo tempo, o São Paulo quase conseguiu a virada. Lucas Moura recebeu na entrada da área, driblou a marcação e finalizou com força, mas a bola explodiu na trave, mas o 1 a 1 permaneceu até o apito final, apesar da pressão final do Mirassol, que tentou o gol da virada jogando em casa.

Com o resultado, o Mirassol chegou aos 37 pontos e segue na 15ª colocação, três à frente do Grêmio, primeiro time na zona de rebaixamento. Já o São Paulo foi a 43 pontos, na nona posição. 

Vitória 1X1 Athletico-PR

Vitória e Athletico-PR empataram por 1 a 1 no último jogo das 16h30. A partida foi no Barradão, em Salvador (BA). O confronto teve os dois gols no primeiro tempo, o de Jamerson contra para a equipe paranaense e o de Renato Kayzer para garantir o empate aos mandantes.

O Athletico-PR abriu o placar aos 23 minutos da primeira etapa. Em um lance infeliz para o Vitória. Jamerson mandou a bola para a própria rede e colocou o Furacão em vantagem. O gol contra obrigou o Leão a buscar uma reação diante de sua torcida.

A resposta veio apenas seis minutos depois. Aos 29, Renato Kayzer balançou as redes, deixou o placar igualado e recolocou o Vitória na partida. Depois do início movimentado, as equipes não conseguiram marcar novamente e o empate permaneceu até o apito final.

A imagem mostra Kayzer, do Vitória, comemorando o gol
Kayzer chegou a 14 gols na temporada. Reprodução: Instagram/@renatokayzer

Na segunda etapa, o confronto seguiu equilibrado, sem que nenhum dos times conseguisse transformar suas investidas em um novo gol. Com o resultado, Vitória e Athletico-PR somaram um ponto cada na competição.

Palmeiras 2X0 Red Bull Bragantino

Mais tarde, às 18h30, Palmeiras e Red Bull Bragantino se enfrentaram na Arena Barueri, em São Paulo. Com gols de Maurício, em cobrança de pênalti, e Agustín Giay, o Verdão garantiu mais três pontos importantes na reta final da competição e se mantém na disputa pelas primeiras posições da tabela. Com o resultado, a equipe palmeirense segue na briga pelo título brasileiro, enquanto o RB Bragantino precisará buscar a recuperação nas próximas rodadas.

O Palmeiras começou a partida pressionando o RB Bragantino e criando oportunidades para abrir o placar na Arena Barueri. Aos 18 minutos, o atacante Ramón Sosa marcou um gol, porém o juiz marcou impedimento no lance. Aos 32 minutos, o atacante palmeirense teve uma cobrança de pênalti e chutou para fora. 

Nos acréscimos, após revisão do VAR, o árbitro marcou outra penalidade para o Verdão, desta vez por toque de mão do zagueiro Guzmán Rodríguez. O meia Maurício foi para a cobrança e converteu para colocar o time alviverde em vantagem antes do intervalo.

Na volta para o segundo tempo, o Palmeiras manteve o controle da partida e continuou criando chances para ampliar o marcador. O goleiro Tiago Volpi, do Bragantino, fez defesas importantes para evitar que a diferença aumentasse. Aos 32 minutos da etapa final, Agustín Giay recebeu a bola após uma jogada construída pelo ataque palestrino e marcou o segundo gol, o que garantiu maior tranquilidade à equipe. O Bragantino teve dificuldades para ameaçar a defesa adversária, e o placar permaneceu em 2 a 0 até o apito final.

A imagem mostra Giay e Flaco López, ambos do Palmeiras, comemorando o gol
Palmeiras vence e se mantém nas briga pelo título de três competições. Reprodução: Instagram/@palmeiras 

Com a vitória, o Palmeiras chegou a 69 pontos e segue na vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Já o RB Bragantino permanece com 41 pontos, ocupando a décima posição na tabela. 

Vasco 3X2 Corinthians

Também às 18h30, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), Vasco e Corinthians entraram em campo. O Cruzmaltino venceu o Timão por 3 a 2, de virada. Marino Hinestroza apareceu duas vezes nos minutos finais e garantiu a vitória carioca. O resultado levou a equipe para os 38 pontos, enquanto o clube do Parque São Jorge permaneceu na zona de rebaixamento, com 33.

O Vasco começou a partida com maior intensidade e criou boas oportunidades nos primeiros minutos. Aos oito minutos, após uma jogada pela direita, Andrés Gómez cruzou para a área, e Colidio finalizou de primeira, mas Hugo Souza fez boa defesa e evitou o gol.

A pressão dos donos da casa continuou. Pouco depois, Rodrigo Garro afastou mal uma bola nas proximidades da área, e Andrés Gómez aproveitou a sobra para acionar Puma Rodríguez. O lateral arriscou uma finalização perigosa, que passou próxima à meta corintiana.

A primeira oportunidade do Corinthians surgiu aos 16 minutos, após um erro da defesa adversária na saída de bola. Breno Bidon encontrou Yuri Alberto dentro da área, mas o atacante, apesar do domínio em uma jogada difícil, não conseguiu finalizar antes da intervenção de Léo Jardim.

Três minutos depois, o camisa 9 voltou a ameaçar. Fabrizio Angileri encontrou um passe entre o lateral e o zagueiro, deixou Yuri Alberto em boas condições para concluir, mas o atacante finalizou rasteiro e parou na primeira defesa do goleiro vascaíno.

Aos 34 minutos, a superioridade inicial do Vasco se transformou em vantagem no marcador. Cuiabano cruzou para a área, e a defesa desviou a bola. Hugo Souza se atrapalhou na pequena área, enquanto Gustavo Henrique afastou como pôde. Atento ao rebote, Puma Rodríguez dominou e finalizou para abrir o placar em São Januário.

Dois minutos depois, o Vasco sofreu uma baixa. O colombiano Andrés Gómez sentiu uma lesão e precisou deixar o campo. Marino Hinestroza entrou em seu lugar e quase participou do segundo gol ainda na etapa inicial.

Aos 40 minutos, o substituto recebeu um passe em profundidade, invadiu a área e ficou cara a cara com Hugo Souza. Em vez de finalizar, tentou servir Bruno Duarte, mas errou o passe, e Matheuzinho conseguiu interceptar a jogada.

Na volta do intervalo, o Corinthians apresentou uma postura mais ofensiva, consciente da necessidade de conquistar os três pontos para tentar deixar a zona de rebaixamento.

Logo aos três minutos, Garro acionou Matheus Bidu pela esquerda. O lateral arriscou um chute forte de fora da área, e Léo Jardim espalmou para escanteio.

A pressão paulista surtiu efeito no minuto seguinte. Após cobrança de lateral de Matheuzinho, Breno Bidon recebeu e cruzou para Gustavo Henrique. O zagueiro desviou levemente a bola, tirou o goleiro da jogada e deixou tudo igual: 1 a 1.

Embalado pelo empate, o Corinthians manteve a intensidade. Aos oito minutos, Gustavo Henrique lançou Yuri Alberto nas costas da defesa vascaína. O centroavante dominou, avançou em direção ao gol e finalizou com força, mas mandou para fora.

A virada aconteceu aos 11 minutos. Breno Bidon encontrou Angileri pelo lado esquerdo, e o argentino ameaçou finalizar duas vezes, até abrir espaço na defesa adversária. Na sequência, arriscou o chute, e Matheus Bidu desviou de peito para superar Léo Jardim e colocar o Timão à frente: 2 a 1.

O Vasco tentou reagir aos 18 minutos, quando Puma Rodríguez cruzou para Bruno Duarte. Próximo à pequena área, o atacante não conseguiu dominar corretamente e permitiu que Matheuzinho afastasse o perigo com um toque de calcanhar.

Com a vantagem no placar, o Corinthians recuou suas linhas e apostou nos contra-ataques para ampliar o resultado. Aos 23 minutos, Matheus Bidu lançou Yuri Alberto, que avançou contra três defensores, aplicou uma bela finta em Thiago Mendes, mas acabou bloqueado por Saldivia no momento da finalização.

Três minutos depois, os visitantes desperdiçaram outra grande oportunidade. Charles encontrou Matheus Bidu em profundidade, e o lateral procurou Yuri Alberto dentro da área. Léo Jardim interceptou o cruzamento, mas a bola sobrou para Kaio César, que, mesmo sem goleiro à sua frente, finalizou de primeira para fora.

Aos 31 minutos, o Corinthians promoveu duas alterações. Yuri Alberto e Matheus Bidu deixaram o campo para as entradas de Gui Negão e Jesse Lingard.

O Vasco encontrou dificuldades para furar o bloqueio adversário durante boa parte do segundo tempo. Entretanto, aos 39 minutos, a equipe carioca voltou a levar perigo. Após Allan afastar mal um cruzamento, David aproveitou a sobra próximo à pequena área e finalizou com força, mas Hugo Souza fez uma grande defesa para preservar a vantagem corintiana.

A resistência paulista, porém, terminou aos 42 minutos. Lucas Piton levantou a bola na área, Allan tentou afastar, mas o corte saiu errado. Hinestroza aproveitou o rebote e finalizou de primeira, rasteiro, entre Lingard e Hugo Souza, para empatar a partida em 2 a 2.

O gol mudou completamente o cenário do confronto. Pressionado pela situação na tabela, o Corinthians se lançou ao ataque em busca da vitória, mas deixou espaços na defesa.

Após um cruzamento errado de Gustavo Henrique, Hinestroza iniciou um contra-ataque em velocidade. O colombiano tabelou com David dentro da área e, na conclusão da jogada, finalizou alto, sem chances de defesa para Hugo Souza.

O terceiro gol decretou uma virada dramática em São Januário e transformou o atacante colombiano no principal personagem da vitória vascaína. Hinestroza, que entrou ainda no primeiro tempo após a lesão de Andrés Gómez, marcou duas vezes na reta final e mudou o destino da partida.

A imagem mostra Hinestroza, do Vasco, comemorando o gol
Os dois gols marcados na partida foram os primeiros de Hinestroza com a camisa do Vasco. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Para o Corinthians, a derrota teve um peso ainda maior. Depois de reverter a desvantagem no início do segundo tempo, a equipe desperdiçou oportunidades para ampliar o placar, não conseguiu sustentar o resultado e deixou escapar três pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

Com o triunfo, o Vasco chegou aos 38 pontos e subiu para a 13ª colocação do Campeonato Brasileiro, além de conquistar um resultado importante para se afastar das últimas posições. O Corinthians, por outro lado, permaneceu com 33 pontos, dentro da zona de rebaixamento, e aumentou a pressão sobre a equipe na reta final da competição.

O próximo compromisso do Vasco será na quinta-feira (29), às 20h, contra o Flamengo. Já o Corinthians receberá o Mirassol na sexta-feira (30), também às 20h, na Neo Química Arena, em um confronto direto na luta pela permanência na Série A.

Chapecoense 2X1 Fluminense

Às 19h30, a Chapecoense venceu o Fluminense por 2 a 1, na Arena Condá, em Chapecó (SC). Com gols de Giovanni Augusto e Yannick Bolasie, a Chape garantiu a quarta vitória na competição, mas segue na última colocação com a chance baixa de se salvar do rebaixamento. Guga fez o gol do Tricolor das Laranjeiras, que acumula quatro jogos sem vencer no campeonato.

A Chape entrou em campo sem seu zagueiro titular Kauan Faria, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. João Paulo fez a dupla de zaga com Eduardo Doma. Por outro lado, o time do técnico Rafael Lacerda contou com o atacante Marcinho de volta ao time após cumprir suspensão automática no último jogo.

Já o Flu, do técnico Marcão, entrou cheio de mudanças após a recente eliminação na Libertadores. Ficaram de fora: os lesionados Julián Millán, John Kennedy e Matheus Martinelli, Alisson e Matheus Reis, que ficaram no Rio para realizar trabalhos de transição física, e o suspenso Jefferson Savarino. Thiago Silva e Agustín Canobbio foram poupados e ficaram no banco.

Com as ausências, o Tricolor das Laranjeiras foi a campo com Igor Rabello e Ignácio na zaga, Hércules como volante e Wesley Natã e Kevin Serna no ataque.

No início do primeiro tempo, a Chape se postou atrás e marcou forte para tentar contra-atacar. A estratégia deu certo. Aos sete minutos, Garcez interceptou passe de Nonato e armou o contra-ataque. A jogada resultou em lateral, cobrado na área. O Flu conseguiu ficar com a bola, mas Natã tentou driblar e foi desarmado pelo lateral Bruno Pacheco. A bola sobrou para Giovanni Augusto que cruzou para Bolasie na pequena área. Com um toque simples, o atacante venceu o goleiro Fábio e abriu o placar.

O Tricolor foi para o ataque e, na primeira grande oportunidade, empatou o jogo. Aos 30, Guilherme Arana cruzou na área, Hulk mandou de cabeça para o meio e Guga ajeitou e com a bola no ar chutou para o fundo da rede.

Bolasie tentou ampliar para a Chape aos 41 com um chute rasteiro da meia lua, mas Fábio caiu para defender. Apesar dos gols, as equipes foram para o intervalo com poucas chances de ataque.

Para a segunda etapa, Lacerda trocou Garcez por Tulio Eduardo. O Flu não fez mudanças.

Aos sete da segunda etapa, Serna deu um passe em profundidade para Ganso na área. O jogador ajeitou e chutou no gol, mas o goleiro Anderson espalmou para escanteio. Três minutos depois, Giovanni Augusto recebeu na esquerda, conduziu para o meia e tocou para Túlio, que devolveu de primeira para o atacante bater da meia lua no canto direito de Fábio. 2 a 1 Chape.

A imagem mostra Giovanni Augusto, da Chapecoense, comemorando o gol
Giovanni Augusto foi o melhor jogador em campo. Foto: João Pedro Zatta Grolli/ Chapecoense

Aos 20, Riquelme entrou no lugar de Natã, e Luciano Acosta na vaga de Ganso. Dois minutos depois, Riquelme cruzou a bola na medida para Serna na pequena área, mas ele cabeceou fraco e Anderson defendeu em dois tempos. Dez minutos depois, Acosta fez bela jogada na área com um chapéu na zaga e ficou de frente para o goleiro, mas finalizou para cima do gol. 

Serna teve outras duas chances de empatar. A primeira aos 42 com um chute colocado de fora da área no ângulo direito, porém o goleiro catarinense fez uma ponte para defender. Na segunda, no último minuto dos acréscimos, o atacante recebeu sozinho um cruzamento de Guga na pequena área, mas ao tentar mandar no contrapé do goleiro, ele cabeceou para fora.

O Fluminense teve 74% de posse de bola e 16 chutes no gol, dez a mais que a Chape, mas não conseguiu empatar. O Flu chegou a quatro derrotas seguidas na competição e permanece com 54 pontos na quinta colocação.

Já a Chape chegou a quarta vitória na competição em 32 jogos. Com 21 pontos, o time catarinense permanece na última colocação, praticamente rebaixado para a segunda divisão.

Santos 1X1 Bahia

Santos e Bahia disputaram o último jogo do sábado na Vila Belmiro, em Santos (SP). A partida terminou empatada em 1 a 1 e foi marcada pela polêmica entre Neymar e Rodrigo Nestor, do Bahia. Além da forte chuva que prejudicou as condições do gramado, a expulsão do camisa 10 santista gerou repercussão após o apito final.

O Santos começou melhor e criou oportunidades para abrir o placar, mas encontrou dificuldades para converter as chances. Aos 31 minutos, começou a briga que marcou o confronto. Neymar recebeu cartão amarelo após jogar a bola contra Rodrigo Nestor durante uma discussão. A tensão continuou ao longo da etapa inicial

Aos 39 minutos do primeiro tempo, Luciano Juba aproveitou uma jogada ofensiva e colocou o Bahia em vantagem. O gol aumentou a tensão da partida, quando o atacante se desentendeu com integrantes da comissão técnica adversária.

A imagem mostra Luciano Juba, do Bahia, e companheiros comemorando o gol
Com 23 gols, Luciano Juba é o artilheiro do Esquadão de Aço na temporada 2026. Foto: Catatina Brandão/Bahia

A maior polêmica aconteceu no intervalo. Neymar provocou Nestor. Enquanto falava, o jogador santista tampou a boca com a mão, gesto que motivou a intervenção do VAR. Após revisar as imagens, o árbitro Sávio Pereira Sampaio aplicou o cartão vermelho direto ao jogador.

A decisão revoltou o jogador, que contestou a interpretação da arbitragem. Posteriormente, a CBF divulgou a análise do lance e explicou os motivos da expulsão, previstos na lei Vini Jr. que pune jogadores que cobrem a boca propositalmente para provocar o adversário.

Mesmo com um jogador a menos, o Santos continuou com a busca pelo empate e conseguiu marcar aos 48 minutos do segundo tempo, com o zagueiro Luan Peres, após cobrança de escanteio de Rollheiser.

Com o apito final, o empate garantiu um ponto para cada equipe, mas a discussão que envolveu Neymar se tornou um dos assuntos mais comentados da rodada. O atacante também ficará de fora do jogo contra o Palmeiras na próxima rodada por conta da suspensão. Dentro de campo, o resultado manteve a disputa por uma vaga nas competições continentais para ambas as equipes, enquanto, fora dele, a expulsão reacendeu o debate sobre o comportamento dos jogadores.

Coritiba 0X1 Grêmio

Na última segunda-feira (26), o Grêmio venceu o Coritiba por 1 a 0, no Couto Pereira, em Curitiba (PR). Martin Braithwaite marcou de cabeça nos acréscimos e garantiu a primeira vitória gremista como visitante na competição e tirou o time da antepenúltima colocação.

Com o resultado, o Grêmio chegou aos 34 pontos, ultrapassou o Corinthians e assumiu a 17ª colocação. O time paulista caiu para 18º, enquanto o Tricolor gaúcho ficou a apenas um ponto do Internacional, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. O Coritiba permaneceu com 39 pontos, na 12ª posição.

O primeiro tempo teve chances para os dois lados e boas atuações dos goleiros. O Grêmio quase abriu o placar aos doze minutos, quando Carlos Vinícius encontrou Pavón e o argentino serviu Amuzu, que parou em Pedro Morisco.

O Coritiba respondeu com Pedro Rocha e Josué, mas Weverton evitou o gol nas duas chegadas. Pouco depois, Carlos Vinícius tentou uma finalização de letra após cruzamento de Pavón e acertou a trave. Amuzu ainda obrigou Morisco a fazer outra defesa antes do intervalo.

A melhor oportunidade do Coritiba na primeira etapa veio aos 43 minutos. Josué encontrou Lavega livre dentro da área, mas o uruguaio finalizou em cima de Weverton e perdeu a chance de colocar o time da casa em vantagem.

O Coxa voltou melhor no segundo tempo e quase marcou aos seis minutos. Josué cruzou para Sebastián Gómez, que apareceu livre e cabeceou rente ao travessão. O Grêmio respondeu pouco depois com Wallace, que também cabeceou com perigo e obrigou Morisco a fazer outra boa defesa.

A partir daí, o time gaúcho começou a controlar mais a partida. Renato Portaluppi tirou Balbuena, desmontou o esquema com três zagueiros e colocou jogadores mais ofensivos em campo. Enamorado, Krovinović, Caio Paulista e Braithwaite entraram ao longo da segunda etapa.

Morisco continuou com suas defesas para segurar o empate, mas não conseguiu evitar o gol nos acréscimos. Krovinović cobrou escanteio curto para Amuzu, que cruzou para Braithwaite ganhar pelo alto e cabecear para o gol. O dinamarquês havia entrado poucos minutos antes e decidiu a partida praticamente no último lance.

A imagem mostra Braithwaite, do Grêmio, e companheiros comemorando o gol
Braithwaite encerrou uma sequência de 19 jogos sem marcar e fez seu primeiro gol no Brasileirão de 2026. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA 

O Grêmio, na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, tentará deixar a zona de rebaixamento. A equipe soma 34 pontos e está a apenas um do Internacional.

Com 39 pontos, o Coritiba tenta aumentar a distância para a parte de baixo da tabela depois de chegar ao sétimo jogo consecutivo sem vencer.

Flamengo 3x2 Atlético-MG

Mais tarde, às 20h, no último jogo da rodada, o Flamengo recebeu o Atlético-MG no Maracanã. O jogo terminou com vitória do Mengão por 3 a 2, mas o jogo contou com muita emoção, e polêmica em pênalti marcado no fim do jogo, que deu a vitória ao time da casa.

A partida começou eletrizante. No primeiro minuto de jogo, Pedro recebeu uma enfiada na frente e finalizou com dificuldades para boa defesa do goleiro Gabriel Delfim. Em sequência, aos seis minutos, o Galo teve um contra-ataque rápido, iniciado com grande passe de Vitor Hugo, que achou Preciado em disparada. O Atlético aproveitou a vantagem numérica. O meia entrou na área e deu o passe para trás para Bernard bater firme e abrir o placar.

O Flamengo seguiu em cima após sair atrás no placar. Aos 13, Plata conduziu a bola com a perna canhota e finalizou uma bola com força que acertou em cheio a cabeça do zagueiro Vitão.Cinco minutos depois, em cobrança de escanteio, Arrascaeta achou belo cruzamento na medida para Pulgar, que cabeceou bem e forçou grande defesa de Delfin. Com 26, em cruzamento de Varela, Pedro cabeceou uma bola que passou perto da trave.

O Flamengo seguiu postado no campo de ataque pressionando o Galo, mas sem conseguir aproveitar as diversas chances criadas. Aos 32, o Atlético teve bom contra-ataque, e Vitor Hugo cara a cara finalizou para defesa de Rossi. Um minuto depois, o Mengão voltou a subir, e com a bola dominada pela esquerda, Plata arrastou e cruzou fechado. A bola sobrevoou a área e pegou o goleiro desprevenido, que falhou mesmo com um quique no gramado. Bola no fundo das redes.

A atmosfera cresceu ainda mais com o empate. Na sequência, aos 41, o Flamengo conseguiu roubar a bola no ataque. Pulgar achou Samuel Lino, que ajeitou com um toque para Arrascaeta conduzir a bola para dentro da área e finalizar rasteiro e virar o placar.

A imagem mostra Arrascaeta, do Flamengo, comemorando o gol
Arrascaeta volta a marcar após ter voltado de lesão sofrida em setembro. Reprodução: Instagram/ @flamengo

A primeira etapa terminou bem para o time da casa. O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro acabou, com o Flamengo pressionando e roubando a bola no ataque, desta vez para uma finalização de fora da área que saiu pela linha de fundo.

O Galo conseguiu se soltar aos poucos. Aos 13 minutos do segundo tempo, em grande invertida de Vitor Hugo em direção a área, Renan Lodi apareceu livre e finalizou de primeira, sem chances para Rossi, para empatar a partida.

O Atlético aproveitou a desatenção do adversário, e logo em seguida com 15 minutos, em bola enfiada para Preciado, criou boa chance, mas Rossi saiu bem e acabou com a jogada.

Três minutos depois, em bola parada, Arrascaeta levantou cruzamento e Leo Ortiz cabeceou, o que fez Delfim fazer uma boa defesa com a ponta dos dedos. Aos 27, em outra bola parada de Arrascaeta, Bruno Henrique recebeu na medida para cabecear, mas a bola passou na frente do gol e saiu pela linha de fundo.

Com 36 minutos, em bola disputada na defesa do Flamengo, o Galo levou a melhor e com toque preciso de Natanael para trás, Bernard bateu pressionado com a esquerda e mandou para fora. Em sequência, aos 41, o Atlético saiu jogando errado e deu a bola para Freitas na frente da área. O jogador bateu firme e Delfim voou para fazer a defesa em dois tempos.

O jogo se aproximava do fim. No último lance, aos 51, o Flamengo tentava arrancar a vitória. Em um cruzamento para Léo Pereira que dividiu no alto com Renan Lodi, a bola ficou em disputa. Lodi chegou um pouco atrasado e cometeu o pênalti  no zagueiro do Mengão.

A cobrança foi autorizada, e Carrascal caminhou para a bola e bateu firme no canto esquerdo sem chances para o goleiro.

O jogo encerrou em 3 a 2 para o Flamengo que conseguiu manter a liderança do brasileirão. 

Próxima rodada

Quarta-feira (28)

Red Bull Bragantino x Chapecoense, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), às 19h30;

Santos x Palmeiras, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 19h30;

Fluminense x Internacional, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 19h30;

Remo x Botafogo, no Estádio Banpará Baenão, em Belém (PA), às 21h30;

Bahia x São Paulo, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h30.

Quinta-feira (29)

Atlético-MG x Cruzeiro, na Arena MRV, em Belo Horizonte, às 19h30;

Vasco x Flamengo, no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h;

Grêmio x Athletico-PR, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 21h30.

Sexta-feira (30)

Corinthians x Mirassol, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 20h.

Sábado (31)

Coritiba x Vitória, no Couto Pereira, em Curitiba (PR), às 16h.

Todos os horários são de Brasília.

Suíços controlam a partida e confirmam a classificação com gol de Ndoye no segundo tempo
por
Guilherme Romero
Octávio Alves
|
04/07/2026 - 12h

Na madrugada de sexta-feira (3), a Suíça venceu a Argélia por 2 a 0 e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A partida realizada em Vancouver, no Canadá, teve domínio da equipe suíça, que foi mais eficiente nas finalizações e construiu a vitória com gols de Breel Embolo, ainda no primeiro tempo, e Dan Ndoye, logo após o intervalo, eliminando a seleção argelina da competição. 

A Suíça começou a partida com um ritmo intenso e abriu o placar logo aos dez minutos do primeiro tempo. Após uma jogada pela direita, Johan Manzambi cruzou rasteiro para Breel Embolo, que apareceu livre na pequena área para finalizar de primeira e colocar os suíços em vantagem.

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Seleção suíça volta a vencer um jogo eliminatório após 72 anos. Foto: Reprodução Instagram/@swissnatimen

 

Mesmo atrás no marcador, a Argélia manteve maior posse de bola e buscou controlar as ações ofensivas. A equipe criou oportunidades com Ibrahim Maza, Houssem Aouar e Farès Chaïbi, mas encontrou dificuldades para superar a defesa suíça e o goleiro Gregor Kobel, que fez intervenções seguras quando exigido.

A equipe Rossocrociati adotou uma postura organizada após o gol, explorou os contra-ataques e aproveitou os espaços deixados pelo adversário. Denis Zakaria levou perigo em duas oportunidades, uma em finalização de fora da área e outra em uma cabeçada que passou próxima à trave, mantendo a pressão sobre a defesa argelina.

Nos minutos finais da etapa inicial, a Argélia voltou a crescer na partida e quase empatou nos acréscimos, quando Ibrahim Maza recebeu em boa condição dentro da área, mas finalizou para fora. Com eficiência ofensiva e solidez defensiva, a Suíça foi para o intervalo vencendo por 1 a 0 e em vantagem na disputa por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo.

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A Argélia tentava avançar às oitavas pela segunda vez na história. Foto: Reprodução Instagram/@lesverts.faf

 

No segundo tempo, as expectativas dos argelinos foram frustradas logo no início. Com menos de um minuto de bola rolando, aos 46 segundos, Denis Zakaria cruzou para a área, a defesa da Argélia afastou mal e a bola sobrou para Dan Ndoye na entrada da área. O atacante suíço finalizou rasteiro, no canto de Luca Zidane, e ampliou a vantagem para 2 a 0.

Com o placar confortável, a Suíça passou a controlar completamente a partida. O segundo gol funcionou como um verdadeiro "balde de água fria" para a Argélia, que viu o adversário reduzir o ritmo e administrar a vantagem com inteligência. 

A equipe argelina tentou reagir em seguida com o capitão Riyad Mahrez, mas sua finalização foi bloqueada por Zakaria. 

Sob o comando dos experientes meio-campistas Granit Xhaka e Remo Freuler, os suíços ditaram o ritmo da partida, administraram a posse quando necessário e neutralizaram as investidas adversárias, impedindo que a Argélia criasse chances claras de perigo.

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Na partida contra a Argélia, o capitão Granit Xhaka atingiu a marca de 150 jogos pela seleção suíça. Foto: Reprodução Instragram/@granitxhaka

 

O confronto ainda reservou um lance inusitado aos 35 minutos. A bola atravessou toda a extensão da defesa argelina e sobrou livre para o meia Fabian Rieder, que havia acabado de entrar. Com o gol completamente aberto e Luca Zidane fora da jogada, o suíço desperdiçou uma oportunidade inacreditável. Pegou mal na bola e finalizou fraco e torto, devolvendo-a praticamente às mãos do goleiro argelino.

Com o apito final, a Suíça comemorou sua classificação e, pelas oitavas, vai enfrentar a Colômbia, em Vancouver, na próxima terça-feira (7), às 17h (horário de Brasília). Pelo lado argelino, a eliminação também marcou a despedida de Riyad Mahrez da seleção nacional. Após a partida, o capitão anunciou sua aposentadoria da equipe, encerrando sua trajetória com a camisa das Raposas do Deserto e colocou um ponto final em uma das carreiras mais marcantes da história recente do futebol argelino.

Com dois gols do capitão nos 15 minutos finais, a seleção inglesa conquista classificação para próxima fase
por
João Calegari
Juliana Bertini
|
03/07/2026 - 12h

A Inglaterra sofreu mais do que o esperado, mas confirmou a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo ao derrotar a República Democrática do Congo por 2 a 1, na quarta-feira (1), em Atlanta. Depois de sair atrás logo no início da partida, a equipe comandada por Thomas Tuchel encontrou dificuldades para furar a defesa adversária e só conseguiu a virada nos minutos finais, com dois gols de Harry Kane. Com o resultado, os ingleses seguem vivos na competição e terão o México como próximo adversário. 

A partida começou de forma surpreendente para a seleção inglesa. Aos sete minutos, Brian Cipenga aproveitou uma desatenção da defesa e abriu o placar para a República Democrática do Congo, colocando os africanos em vantagem logo no início do confronto. O gol abalou a Inglaterra, que passou a controlar a posse de bola, mas encontrou muitas dificuldades para transformar o domínio em oportunidades claras de gol.  

Mesmo pressionando, os ingleses esbarraram na grande atuação do goleiro Lionel Mpasi, responsável por importantes defesas em finalizações de Jude Bellingham e Harry Kane. Antes do intervalo, o Congo ainda esteve perto de ampliar a vantagem quando Yoane Wissa acertou a trave, enquanto uma reclamação de pênalti de Kane foi ignorada pela arbitragem após revisão do VAR. Assim, a equipe africana foi para o vestiário vencendo por 1 a 0.  

O segundo tempo foi marcado pelo ritmo de jogo congolês. Com a vantagem no placar, a seleção africana jogou de igual para igual com as estrelas inglesas. Ambos os times propunham jogadas de ataque, a RD Congo tentava chutes de fora da área enquanto a Inglaterra, pelas laterais, investia nos cruzamentos.

A seleção inglesa não conseguia atravessar o sistema defensivo congolês. Jude Bellingham e Harry Kane sofreram para passar pelo goleiro Lionel Mpassi. O guarda-redes dos ‘Leopardos’ fez importantes defesas na partida. Naquela que foi mais uma das grandes atuações de goleiros africanos nesta Copa do Mundo.

Jude Bellingham lamenta defesa do goleiro congolês. Foto: Reprodução/FIFA.
Jude Bellingham não consegue marcar contra Lionel Mpassi. Foto: Reprodução/FIFA.

Aos 29 minutos do segundo tempo, da ala direita, Declan Rice passou por cima e inverteu para Anthony Gordon. Com outro cruzamento, o ponta do Newcastle encontrou Harry Kane no centro da área, que com um leve toque de cabeça deslocou o goleiro e empatou a partida.

Faltando cinco minutos para o fim da partida, Elliot Anderson fez um passe em profundidade e deixou Jude Bellingham sozinho no mano a mano com Lionel Mpassi, que impediu a oportunidade. Mas, no rebote, a bola sobrou para o centroavante Harry Kane, que acertou no ângulo para marcar seu doblete e garantir a virada da seleção inglesa.

Harry Kane com o prêmio de melhor da partida. Foto: Reprodução/FIFA
Com o quinto gol, Harry Kane supera Pelé em gols na Copa. Foto: Reprodução/FIFA.

Agora, a atenção se volta para o confronto entre Inglaterra e México, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Os ingleses chegam embalados por uma campanha consistente, enquanto os mexicanos avançaram após uma atuação segura diante do Equador. O duelo entre as tradicionais seleções acontece no domingo (5), às 21h, e vale uma vaga nas quartas de final do torneio.

Com a vitória, Sul-africanos garantem classificação em segundo no grupo, atrás dos mexicanos
por
Enrico Peres
João Paulo Di Bella Soma
Lucas Peccin
Marina Garcia
|
01/07/2026 - 12h

Na terceira rodada da Copa do Mundo de 2026, o México venceu a República Tcheca por 3 a 0 e segue invicto na competição. Já no outro jogo da chave, a África do Sul venceu a Coreia do Sul, de virada, e garantiu a classificação para a próxima fase. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo A:

República Tcheca 0X3 México

Em jogo válido pela última rodada do Grupo A, a seleção mexicana, já classificada, enfrentou a Tchéquia na quarta-feira (24), no Estádio Azteca, na Cidade do México, e encerrou a participação das duas seleções na fase de grupos.

Para o jogo, ambos os times vieram com força total, sem desfalques notáveis que obrigassem os experientes Javier Aguirre e Miroslav Koubek a mexer nos 11 iniciais.

Com a necessidade da vitória para se classificar, foi a Tchéquia quem deu gás ao começo do jogo. Aos sete minutos, Coufal lançou Sulc em profundidade pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, onde Visinsky apareceu livre e finalizou rasteiro, mandando a bola para fora, muito perto da trave direita do goleiro Rangel.

Em seguida, foi a vez do México responder. Aos nove minutos, Romo recebeu na entrada da área e encontrou Martínez livre pela ponta direita. O atacante cruzou para a área, mas o zagueiro Krejčí afastou de cabeça. Na sobra, após um bate-rebate, Edson Álvarez finalizou da entrada da pequena área e mandou a bola por cima do gol defendido por Kovář.

Os anfitriões continuaram a pressionar e, aos 38 minutos, em uma troca de passes na entrada da área, Alvarado encontrou Sánchez livre pela ponta direita. O atacante dominou e finalizou cruzado, mas Kovář fez boa defesa. As duas seleções terminaram a primeira etapa sem gols.

O primeiro gol da partida saiu aos nove minutos do segundo tempo. Após uma bela sequência de dribles, Romo se livrou da marcação de três jogadores tchecos e tocou para Chávez, que arrancou pela ponta direita, deixou Sadílek para trás e finalizou com categoria no canto de Kovář.

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A partida contra a Tchéquia foi apenas a primeira de Mateo Chávez como titular pelo México na Copa. Foto: Reprodução/FIFA

 

Cinco minutos depois, aos 14, saiu o segundo gol mexicano. Gilberto Mora dominou a bola na intermediária e avançou até encontrar Sánchez. O lateral se livrou da marcação de Červ e invadiu a área, mas parou em grande defesa de Kovář. Na sequência, Holeš tentou afastar o perigo, porém a bola rebateu em Sánchez e sobrou para Quiñones, que apenas empurrou para o gol vazio e ampliou a vantagem mexicana.

Aos 32 minutos, com o jogo resolvido, o técnico Aguirre promoveu a entrada de Ochoa. Aplaudido pelos companheiros e por todo o estádio, o camisa 13 entrou em campo pela quarta vez em uma Copa do Mundo e tornou-se, junto de Messi e Cristiano Ronaldo, um dos únicos da história a disputar seis edições do torneio. Embora tenha seis participações no total, ele não chegou a atuar nas edições de 2006 e 2010, sendo titular apenas em 2014, 2018 e 2022.

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Mesmo sendo convocado em seis oportunidades, Guilhermo Ochoa é apenas o sexto mexicano com mais jogos em mundiais. Foto: Reprodução/FIFA

 

O terceiro e último gol saiu nos acréscimos. Após um belo tiro de meta de Ochoa, Santiago Giménez fez o pivô sobre Hranáč e deixou a bola passar para Alvarado, livre pela ala. O meia devolveu para Giménez dentro da área, mas o atacante finalizou em cima de Kovář. Na sequência, a bola rebateu e sobrou para Alvarado, que tocou para Fidalgo na entrada da área. O camisa 8 acertou um belo chute no ângulo e fechou o placar com vitória de 3 a 0. 

Com a vitória, o México garantiu a liderança do Grupo A, com três vitórias em três jogos, nove pontos conquistados e nenhum gol sofrido. A seleção mexicana possui uma das melhores defesas da Copa do Mundo até o momento, ao lado da Espanha, que até o momento, também não foi vazada.

Os ”El Tri” venceram quatro partidas consecutivas da Copa do Mundo FIFA pela primeira vez, tornando-se a primeira equipe da Concacaf a alcançar esse feito, depois de superar a Arábia Saudita em sua última partida no Catar 2022 e emendar as três vitórias consecutivas da fase de grupos, a primeira vez que a seleção venceu seus três jogos nesta fase. 

O resultado também marcou a segunda vez que o México avançou pela fase de grupos sem sofrer gols, repetindo o que havia feito em 1970, quando sediou a competição pela primeira vez. Além disso, a equipe ficou invicta na fase de grupos do torneio em seis ocasiões (1970, 1986, 1998, 2002, 2014 e 2026) e se tornou a primeira nação da Concacaf a somar 20 vitórias na história da Copa do Mundo. 

Com apenas um ponto somado, a Tchéquia encerrou sua participação na quarta colocação do Grupo A e ampliou o jejum sem classificações para o mata-mata, que já dura desde 1990.

A seleção mexicana enfrenta, na terça-feira (30), às 22h (horário de Brasília) a equipe do Equador. A partida válida pelos 16 avos de final acontece novamente no Estádio Azteca, na Cidade do México.

África do Sul 1X0 Coreia do Sul

 

No outro jogo do grupo A, a África do Sul venceu a Coreia do Sul por 1 a 0, no Estádio de Monterrey, em Guadalupe. Com a vitória, os sul-africanos garantiram pela primeira vez em sua história uma vaga no mata-mata da Copa do Mundo. 

O início da partida foi equilibrado, com alternância de posse de bola e dificuldades da seleção sul-africana em encontrar espaços. Por volta dos 30 minutos do primeiro tempo, o meia atacante Appollis e o volante Mbatha, tiveram chances claras de gol, mas não conseguiram abrir o placar. A ausência de Mokoena, principal jogador da equipe, foi sentida no primeiro tempo. O meio campista da seleção africana foi suspenso após acumular dois cartões amarelos. Ele é considerado o grande motor do meio campo e exerce liderança técnica dentro dos gramados. 

A Coreia do Sul buscava explorar o avanço do seu lateral-esquerdo, Lee Tae-seok, que se posicionava justamente no setor mais atacado pela África do Sul. Ainda assim, foi por ali que surgiu o lance decisivo. Aos 17 minutos do segundo tempo, em contra-ataque veloz, Tshepang Moremi - que havia acabado de entrar - arrancou pela esquerda, fintou a defesa e cruzou com precisão. A bola encontrou o ponta-direita Thapelo Maseko, que dominou e finalizou de canhota no canto esquerdo do goleiro Williams para marcar o gol da vitória da África do Sul.

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Autor do gol da classificação da África do Sul, Thapelo Maseko foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/FIFA  

 

A Coreia do Sul não mudou sua postura tática utilizada nos outros jogos e novamente apostou em dominar a posse da bola, com passes curtos entre os jogadores de meio-campo para controlar as ações da partida. O destaque Heung-min Son começou na reserva por opção técnica do treinador Hong Myung- Bo e entrou no início da segunda etapa, porém não criou chances de gols para a equipe. O técnico sul-coreano, em sua entrevista coletiva após a partida, assumiu a culpa da derrota, porque fez mudanças drásticas na escalação: “Acho que tomei decisões erradas e esse foi o motivo do resultado ruim”, disse.

O técnico da Seleção sul-africana, Hugo Broos, apesar da ausência de seu principal jogador, armou sua equipe baseada em contra-ataques velozes, diferente do estilo adotado contra o México, e conseguiu manter a equipe conectada, se apoiando e se defendendo com intensidade. O treinador belga se emocionou ao final da partida: a seleção, em sua quarta Copa do Mundo, resgatou a confiança da torcida sul-africana e fez história ao levar os Bafana Bafana ao mata-mata.

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Depois das eliminações na fase de grupos nos Mundiais de 1998, 2002 e 2010, os Bafana Bafana alcançaram o mata-mata pela primeira vez. Foto: Reprodução/Instagram/@bafanabafanaofficial

 

 

A vitória representou uma verdadeira virada de chave no Grupo A. A África do Sul começou a última rodada na lanterna, mas com a vitória sobre a Seleção sul-coreana, chegou aos quatro pontos e avançou na vice-liderança graças ao triunfo e à combinação de resultados do grupo. 

Agora, os Bafana Bafana enfrentam o Canadá no domingo (28), no Estádio de Los Angeles, às 16h (horário de Brasília). Já a Coreia do Sul terminou a rodada na terceira posição com três pontos. Com a esperança de ser classificada como uma dos oito melhores terceiros lugares, a combinação de resultados dos outros grupos não favoreceu a equipe asiática, que deu adeus ao torneio.

Em jogo marcado pela estrela do goleiro holandês Verbruggen, marroquinos superam a Laranja Mecânica e avançam para as oitavas de final
por
Gabriel Thomé
Isabelle Muniz
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01/07/2026 - 12h

Na última segunda-feira (29), no Estádio BBVA, em Monterrey, no México, Holanda e Marrocos se enfrentaram nos 16 avos de final, primeira fase eliminatória da Copa do Mundo de 2026. O jogo foi para as penalidades após empate por 1 a 1 no tempo normal e prorrogação.  

Ambas as equipes tiveram bom desempenho na fase de grupos. A seleção neerlandesa foi líder do grupo F, com sete pontos. Eles venceram a Suécia e a Tunísia e empataram com o Japão em, para muitos, um dos melhores jogos do mundial. Os marroquinos, com a mesma pontuação, ocuparam a segunda colocação do grupo C. Após empate com o Brasil na primeira rodada, os Leões de Atlas derrotaram o Haiti e a Escócia. As expectativas eram de um jogo equilibrado com chances para os dois lados.

Para a partida, o técnico Ronald Koeman promoveu mudanças na escalação holandesa. Ele trocou Donyell Malen, atacante titular até então, por Crysencio Summerville. O meia entrou bem quando veio do banco nas outras partidas, em que marcou dois gols no mundial. A segunda mudança foi no meio. Tijjani Reijnders deu lugar a  Nathan Aké. Isso gerou uma linha de três zagueiros para a Holanda, com dois alas e dois volantes, estratégia nova da Laranja Mecânica no torneio.

A Holanda entrou em campo com: Bart Verbruggen, Denzel Dumfries, Jan Paul van Hecke, Virgil van Dijk, Nathan Aké, Micky van de Ven, Ryan Gravenberch, Frenkie de Jong, Crysencio Summerville, Brian Brobbey e Cody Gakpo.

Já Mohamed Ouahbi manteve a escalação marroquina semelhante à das duas primeiras partidas. Contra o Haiti, pela terceira rodada, os Leões de Atlas entraram com time misto. Com força máxima, os 11 titulares foram: Yassine Bounou, Achraf Hakimi, Issa Diop, Chadi Riad, Noussair Mazraoui, Neil El Aynaoui, Ayyoub Bouaddi, Azzedine Ounahi, Bilal El Khannouss, Brahim Díaz e Ismael Saibari.

Tempo normal

A primeira etapa, sem gols, foi marcada por um jogo estudado e de poucas chances, mas com a seleção marroquina melhor.  Aos 19 minutos, Bart Verbruggen fez uma excelente defesa em cabeceio de El Aynaoui. Um minuto depois, outra chance perigosa dos Leões, agora com Hakimi, mas novamente parou no goleiro holandês.

O primeiro tempo também foi marcado por uma lesão do zagueiro Van Hecke, que recebeu uma joelhada, não intencional, na cabeça. Ele sangrou muito e virou dúvida para a continuação da partida. Os médicos, felizmente, conseguiram estancar o sangramento e o zagueiro pôde continuar em campo.

No retorno do vestiário para o segundo tempo, Marrocos voltou melhor e criou duas chances logo no início da etapa final, ambas com Hakimi.Aos sete minutos com uma finalização de Hakimi que carimbou o travessão adversário. Na segunda oportunidade, o capitão saiu de cara a cara com Verbruggen, mas Van de Ven deu um carrinho perfeito dentro da área e conseguiu desarmá-lo.

Apresentando um melhor futebol em campo, os comandados do técnico Mohamed Ouahbi assumiram o controle da posse de bola, enquanto a Holanda preferia apostar nas jogadas de contra-ataque.Aos 16 minutos, os marroquinos chegaram com perigo em um cruzamento na primeira trave, mas o goleiro Verbruggen impediu o gol.

Pouco depois, em uma das subidas holandesas, Summerville acelerou a jogada, passou pela marcação e rolou para o atacante Cody Gakpo balançar as redes e colocar a Laranja Mecânica em vantagem.

A imagem mostra Gakpo, da Holanda ajoelhado de cabeça baixa. Em volta, De Jong e Weghorst comemoram o gol junto com ele
Após Gakpo e a esposa, Noa van der Bij, perderem o filho na gestação, o atacante se emocionou muito ao marcar seu sexto gol em Copas. Reprodução: site/ fifa.com

Quando a vitória e a classificação da Holanda para as oitavas de final pareciam certas, os marroquinos buscaram o empate de forma heroica. Aos 45 minutos da segunda etapa, graças a um ótimo cruzamento do ponta Chemsdine Talbi, o zagueiro Issa Diop cabeceou para o fundo do gol e igualou o placar. 

Prorrogação

Após empate no tempo normal, o jogo foi para a prorrogação. Nos dois tempos de 15 minutos houve somente uma finalização. Após drible dentro da área, o atacante Rahimi ficou frente à frente com Verbruggen. O goleiro holandês fez, possivelmente, a defesa do torneio até o momento. Segundo dados do Sofascore, a chance de gol em questão era de 74%. Verbruggen evitou a eliminação provisoriamente e levou a partida para os pênaltis.

A imagem mostra Verbruggen, da Holanda, fazendo a defesa a queima a roupa no chute de Rahimi
Verbruggen fez cinco defesas no partida. Reprodução: Instagram/@onsoranje

Disputa de pênaltis

A Holanda começou a disputa na frente, quando Teun Koopminers abriu o placar e Neil El Aynaoui acertou a trave. Entretanto, na segunda cobrança, Justin Kluivert, que entrou nos minutos finais da prorrogação, errou e Soufiane Rahimi fez, o que resultou em empate momentâneo por 1 a 1. Verbruggen chegou a defender a cobrança, mas a bola bateu em seu calcanhar e entrou para o gol.

Wout Weghorst e Chemsdine Talbi converteram para Holanda e Marrocos, respectivamente, na terceira cobrança. Quinten Timber errou a cobrança seguinte, com chute para fora, mas Achraf Hakimi também desperdiçou a cobrança ao acertar a trave holandesa. 

A disputa se encerrou na quinta cobrança, quando Yassine Bounou, em pé, defendeu a cobrança de Crysencio Summerville, e Ismael Saibari converteu o último pênalti. Por um placar de 3 a 2, os Leões de Atlas superaram a Laranja Mecânica nos pênaltis.

A imagem mostra Bounou, do Marrocos, defendendo a cobrança de Summerville
Destaque nos pênaltis, Bounou foi pouco exigido na partida, em que só fez uma defesa. Reprodução/ Instagram/@equipedumaroc e @433

A Holanda segue invicta em partidas da Copa do Mundo desde 2010, quando foi derrotada pela Espanha na final. Embora não tenha perdido desde então, esta foi a terceira eliminação consecutiva da Laranja Mecânica nos pênaltis. 

O Marrocos, classificado para as oitavas de final, enfrentará o Canadá no próximo sábado (04), no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos. A partida será às 14h (horário de Brasília).

Com vitória na última rodada, Senegal termina entre os oito melhores terceiros colocados; França vence a Noruega e avança de forma invicta à próxima fase
por
Caio Moreira
Guilherme Periotto
João Bueno Barbosa
Pedro José Zolési
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29/06/2026 - 12h

Na última sexta-feira (26), as seleções do Grupo I entraram em campo pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Em uma partida disputada sem Haaland e Ødegaard, a Noruega foi derrotada pela França por 4 a 1, com grande atuação de Ousmane Dembélé. Com o resultado, os franceses encerraram a primeira fase com 100% de aproveitamento e garantiram a liderança do grupo. No outro confronto, Senegal goleou o Iraque por 5 a 0, terminou entre os oito melhores terceiros colocados e assegurou a vaga no mata-mata do Mundial. 

 

França 4x1 Noruega 

A França confirmou a liderança do Grupo I da Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Noruega por 4 a 1, nesta sexta-feira (26), no Estádio de Boston, pela terceira rodada da fase de grupos. Em uma atuação dominante desde os primeiros minutos, Ousmane Dembélé foi o grande destaque da partida ao comandar a vitória francesa e assegurar a primeira colocação da equipe no grupo.

A seleção norueguesa entrou em campo com uma equipe praticamente reserva. Erling Haaland e Martin Odegaard, principais estrelas do time, começaram a partida no banco de reservas, enquanto apenas Aursnes foi mantido entre os titulares.

Do outro lado, a França promoveu quatro alterações em relação ao último confronto: Théo Hernandez retornou na vaga de Digne, Lacroix substituiu Saliba, Tchouaméni entrou no lugar de Rabiot e Désiré Doué retomou a posição entre os titulares no lugar de Barcola.

Os franceses também tiveram uma ausência importante fora das quatro linhas. O técnico Didier Deschamps não comandou a equipe à beira do gramado após retornar à França para acompanhar o velório de sua mãe.

Mesmo sem seu treinador no banco, a França mostrou, desde os primeiros segundos, qual seria sua postura dentro de campo. Com apenas 22 segundos de jogo, Kylian Mbappé recebeu passe de Ousmane Dembélé e finalizou com perigo, obrigando o goleiro Selvik a fazer a primeira defesa da partida.

Rapidamente, a pressão inicial se transformou em vantagem no placar. Aos 7 minutos, após passe de Mbappé, Dembélé dominou, puxou para a perna direita e finalizou cruzado, tirando qualquer chance de defesa do goleiro norueguês e colocando a França em vantagem no placar.

Nos minutos seguintes, o domínio francês seguiu sendo absoluto. Mbappé, Doué e Michael Olise criaram boas oportunidades e quase ampliaram, mas foi novamente Dembélé quem apareceu para marcar. Aos 20 minutos, o atacante recebeu um novo passe de Mbappé, cortou para a esquerda e acertou um chute colocado, ampliando para 2 a 0 e confirmando o excelente início de partida da equipe francesa.

A resposta norueguesa veio imediatamente. Logo na saída de bola, aos 21 minutos, a Noruega conseguiu diminuir a diferença no placar. Após passe de Schjelderup, Aasgaard recebeu dentro da área, aplicou um drible de corpo em Upamecano e finalizou no contrapé do goleiro Maignan.

A reação norueguesa durou pouco. Aos 32 minutos, Ousmane Dembélé voltou a aparecer para praticamente definir o confronto ainda no primeiro tempo. Após receber novamente em velocidade, o atacante finalizou com a perna esquerda, em um chute colocado, sem chances de defesa para Selvik, completando seu hat-trick e ampliando para 3 a 1.

 

Ousmane Dembelé comemorando seu terceiro gol na partida.
Ousmane Dembelé comemorando seu terceiro gol na partida. Foto: Reprodução/Instagram/@equipedefrance

Mesmo com a vantagem confortável, a França manteve a intensidade ofensiva e continuou pressionando até o intervalo. Mbappé ainda teve a chance de ampliar após erro na saída de bola da defesa norueguesa. 

A primeira etapa terminou com amplo domínio francês e uma vantagem confortável no placar.

No segundo tempo, a Noruega parecia ter se encontrado em campo. Com uma troca de passes mais consciente e maior posse de bola, os Vikings tiveram seu primeiro momento de superioridade na partida.

Logo no início da segunda metade, aos 47 minutos, Oscar Bobb recebeu uma bola enfiada no lado direito da área francesa e, após se livrar de dois marcadores, sofreu um pênalti que confirmava a postura norueguesa. No entanto, o centroavante Larsen desperdiçou a cobrança, em um chute rasteiro no canto esquerdo do gol que contou com a defesa de Maignan.

Embora a Noruega tenha conseguido manter a posse por ainda mais tempo, o controle do jogo seguiu nas mãos da seleção da França. O time de Deschamps, mesmo sem a bola, apresentou mais perigo do que seus adversários nas escapadas de contra-ataque, que a seleção norueguesa não conseguiu acompanhar efetivamente. A ausência de Haaland e Ødegaard prejudicou o esquema tático do time, tanto nas ações com bola quanto sem ela, principalmente no âmbito ofensivo.

A noite inspirada de Maignan foi um grande fator na vitória francesa. Aos 26 minutos de jogo, em uma roubada de bola, o meio-campista Thelo Aasgard achou um passe que pegou a defesa adversária desorganizada e deixou Oscar Bobb livre de frente ao gol. Porém, o atacante parou em uma grande defesa do paredão francês.

O panorama da partida seguiu o mesmo até o final. Poucas oportunidades claras de gol, devido a posse pouco efetiva da Noruega, que não trouxe perigo defensivo aos franceses. Aos 35 minutos, em mais uma escapada francesa pelos lados do campo, Barcola recebeu uma bola enfiada do lado esquerdo, que deixou o jogador em boa posição para cruzar, mas parou em uma boa defesa do goleiro norueguês.

Já no final da partida, aos 48 minutos de jogo, a França conseguiu ampliar o placar. Barcola, novamente pelo lado esquerdo, foi feliz em uma jogada individual. Após driblar o marcador da Noruega, cruzou a bola para a grande área e achou Désiré Doué livre, que mal precisou sair do chão para cabecear no canto direito do goleiro e marcar o quarto gol francês na partida, o seu primeiro em Copas do Mundo.

O juiz apitou o fim de jogo aos 50 minutos. A vitória francesa por 4 a 1 afirmou o favoritismo desse time e garantiu a liderança do grupo. Agora, a França enfrentará a Suécia na próxima terça-feira (30), pelos 16 avos de final. 

Enquanto isso, a Noruega avançou na segunda posição, com uma ótima campanha em um grupo considerado um dos mais difíceis desta edição. Os noruegueses também voltam ao campo na próxima terça-feira, contra a Costa do Marfim, visando uma vaga nas oitavas de final.


Senegal 5x0 Iraque
 

A seleção de Senegal encerrou a última rodada do Grupo I com vitória de 5 a 0 sobre o Iraque, no Estádio de Toronto. O resultado garantiu a classificação da seleção para os 16 avos de final. Os senegaleses terminaram a fase de grupos na oitava posição entre os oito melhores terceiros colocados, assegurando vaga na próxima fase. 

Do outro lado, o Iraque entrou em campo já eliminado, mas determinado a encerrar sua participação na Copa do Mundo de forma competitiva. O técnico Jesús Casas promoveu mudanças na equipe, dando oportunidade a jogadores que haviam atuado menos durante a fase de grupos. No entanto, os Leões da Mesopotâmia encontraram dificuldades desde os primeiros minutos e viram a situação se complicar ainda mais com a expulsão de um defensor no primeiro tempo, fator que praticamente definiu o rumo da partida.

O comandante Pape Thiaw, da seleção de Senegal, escalou a equipe com mudanças em todos setores do time, com lesão no joelho, o goleiro Mendy foi substituído por Mory Diaw. O zagueiro Seck entrou no lugar do experiente Koulibaly, e ainda na defesa, o lateral esquerdo Jakobs tomou a vaga de Diouf que fez uma partida abaixo contra a Noruega. Já no meio-campo Idrissa Gueye foi para o banco para a entrada de Habib Diarra. A última mudança ocorreu no setor ofensivo, onde saiu Nicolas Jackson para a entrada do jovem Mbaye.

Os Leões de Teranga eram favoritos pela primeira vez diante de um um adversário do grupo e, com apenas 4 minutos de jogo, já mostraram o porquê da superioridade. Camara cobrou escanteio na cabeça de Seck, que viu seu remate desviar no pé de Diarra antes de parar no fundo das redes.

Comemoração do primeiro gol de Senegal.
Comemoração do primeiro gol de Senegal. Foto: Reprodução/Fifa

Nove minutos depois, aos 13, Rebin Sulaka cometeu uma falta clara de gol em Sadio Mané e foi expulso. 

Após a expulsão do zagueiro iraquiano, era questão de tempo para um domínio total dos africanos, porém a equipe sofreu ofensivamente. O time tinha a posse de bola, mas, assim como no jogo contra a Noruega, foi pouco efetivo, e só chegou perto de marcar novamente aos 32 minutos, em uma jogada armada por Sadio Mané. O camisa 10 tocou para o lateral Jakobs na entrada da área pela esquerda, que chutou com perigo, mas para fora do gol.

Sem conseguir reorganizar o sistema defensivo com um jogador a menos, o Iraque praticamente não levou perigo ao gol de Mory Diaw. A equipe apostava em raros contra-ataques, mas encontrava dificuldades para manter a posse de bola e escapar da forte marcação senegalesa.

Senegal desperdiçou outra chance, desta vez nos pés do craque do time. Nos acréscimos do primeiro tempo, Mané, com sua clássica jogada na ponta esquerda do campo deixou dois marcadores para trás na velocidade, e dentro da área finalizou com perigo por cima do gol.

No segundo tempo da partida, os Leões de Teranga impuseram seu ritmo. Aos 11 minutos, após um corte errado da defesa iraquiana, Camara levou a melhor na disputa, costurou a defesa e tocou dentro da pequena área para Ismaila Sarr balançar as redes. Após o segundo gol, Pape Thiaw mudou o time visando aumentar o saldo de gols de Senegal. Saíram Mbaye, Camara e Diarra, para a entrada de Iliman Ndiaye, Nicolas Jackson e Pape Gueye.

Depois, aos 13 minutos, o comandante senegalês tirou o zagueiro amarelado Seck, para a entrada de mais um meio-campista, Pathé Ciss. Com o time mais ofensivo, Ismaila Sarr roubou a bola no campo de ataque pela direita, tocou a bola para Pape Gueye chutar com a parte interna do pé e marcar o gol que tirava o saldo negativo dos senegaleses. Com o jogo confortável, Senegal não parou de atacar. Aos 26 minutos, Mané encontrou Jackson livre de marcação dentro da área. O camisa 11 passou para o lateral Jakobs, na linha de fundo, que cruzou para grande área, onde Ndiaye escorou para Pape Gueye empurrar a bola para o fundo do gol.

Pape gueye após marcar seu segundo gol na partida. Foto: Reprodução/Fifa
Pape gueye após marcar seu segundo gol na partida. Foto: Reprodução/Fifa

Aos 36 minutos, Thiaw mudou novamente. Dessa vez, com o objetivo de descansar um dos principais atacantes do time, Ismaila Sarr saiu para a entrada de Assane Diao. Logo após a mudança, Pape Gueye roubou a bola no meio-campo, passou para o seu garçom da partida, Ndiaye, que finalizou com uma bomba no canto esquerdo do goleiro.

Com o resultado praticamente definido, o resto da partida foi marcado por controle e domínio senegalês. Sem forças para reagir, o Iraque apenas administrou os minutos finais e encerrou sua campanha sem conquistar pontos no Grupo I. Do outro lado, os Leões de Teranga, se preparam para a disputa dos 16 avos de final. A equipe volta a campo na próxima quarta-feira (1°), às 17h (de Brasília), contra a Bélgica.