A Dinamarca é um país nórdico localizado na Europa Ocidental, faz fronteira com o norte da Alemanha e é delimitada pelo Mar do Norte. Tendo a maior parte do seu território na Península Jutlândia, o país tem posse do Arquipélago Dinamarquês, uma série de pequenas ilhas, com destaque para as três principais Fiónia, Zelândia - onde fica a capital Copenhage - e Lolland-Falster que dividem o Mar Báltico do Mar Kattegat, e faz fronteira com a Suécia.
O país escandinavo tem como língua nacional o dinamarquês, que é uma linguagem própria com proximidade do sueco e norueguês, por influência cultural. Possui cerca de 5,8 milhões de habitantes, segundo dados do Banco Mundial. A maior concentração é na capital, com um milhão de habitantes, de acordo com dados do Ministério das Relações Exteriores do país.
Ter sido o berço dos populares vikings influencia diretamente a política e economia da Dinamarca, pelo histórico de dominação, colonização e negociação no território Europeu. Sendo mais ativo nas ilhas britânicas e Europa Ocidental, o país já controlou a Suécia, Noruega, Inglaterra e partes da costa báltica alemã, da qual controla a saída e entrada até hoje, através dos conhecidos “Estreitos Dinamarqueses” - que atravessam as ilhas Fiónia e Zelândia.
Apesar de ter um forte histórico de guerras, a Dinamarca abriu mão dos conflitos quando perdeu o ducado de Schleswig para a Prússia, na segunda guerra de Schleswig, em 1864. Após a derrota, o país assumiu uma política de neutralidade, permanecendo sem lados durante a Primeira Guerra Mundial e sendo invadido pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra.
Como efeito da libertação do território no fim da Segunda Guerra, o país promoveu uma mudança constitucional, em 1953, com a adesão de um parlamento de câmara única à monarquia constitucional já instaurada em 1849.
Além disso, se tornou um dos fundadores da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e das Nações Unidas, e uniu a Groenlândia ao Estado.
Hoje conhecida por fazer parte da cultura progressista marcante, comum de países escandinavos, mantendo o lema "Uma vez fomos vikings brutais, agora somos uma das sociedades mais pacíficas do mundo", a Dinamarca foi a primeira a legalizar o casamento igualitário, em 1989.
O esporte mais popular é o futebol, com vela e outros desportos aquáticos também muito comuns. É um dos pioneiros a participar de torneios mundiais de futebol feminino, ganhando do México de 3 a 0 em uma competição não oficial da Copa do Mundo, em 1971.
De volta aos campos
Após 16 anos fora dos campos de uma Copa do Mundo, a Dinamarca volta à competição com grandes expectativas pela ascensão do time. A seleção jogou quatro das oito edições de Copa do Mundo, chegando às quartas de final nos anos de 1991 e 1995, e não se classificando nos anos de 2003, 2011, 2015 e 2019.
Entretanto, a nova configuração do time, com jogadoras que participaram das categorias de base e colecionam vitórias, conseguiu manter o histórico da seleção de estar sempre entre as 20 melhores seleções do Ranking Mundial da FIFA. A Dinamarca já esteve em 6º lugar no Ranking Feminino Mundial, em 2007.
Mesmo sem ter um desempenho acima da média na Eurocopa de 2022, quando parou ainda na fase de grupos, a Dinamarca vem em uma crescente de rendimento. Na última atualização do ranking da FIFA, em junho de 2023, a seleção dinamarquesa subiu duas posições em relação ao ano anterior e ocupa o posto de 13° melhor seleção do mundo.
Integrante do grupo D, a seleção escandinava terá confrontos contra China, Inglaterra e Haiti.
Professor Lars Sondergaard
Com cinco anos e meio no comando da equipe, Lars Sondergaard conquistou a vaga da seleção para a Copa do Mundo e irá se aposentar após o final do Mundial.
O treinador tem um longo histórico na AaB (A Associação Aalborg Boldspilklub), clube de futebol dinamarquês, com sede em Aalborg, o primeiro do país a participar da Liga dos Campeões, em 1995.
O esquema 3-4-3 que não levou a Dinamarca para a fase eliminatória da Eurocopa, se tornou um 4-3-3 que classificou as jogadoras para a Copa Mundial.
Com quatro jogos vencidos consecutivamente, sem levar gols em três deles, Sondergaard escolheu montar um time com mais defensoras e com uma linha de ataque com três jogadoras no momento em que a equipe tem a posse de bola.
As Estrelas
Se existe uma grande expectativa na seleção dinamarquesa, é o desempenho de Pernille Harder. Com 30 anos, nascida na cidade dinamarquesa de Ikast, é a capitã da seleção e joga como atacante ou meio-atacante do Chelsea. Durante sua carreira, jogou na copa inaugural sub-17, em 2008, em que chegou nas quartas de final. Mais recentemente, ganhou o prêmio de Jogadora do Ano UEFA em 2018 e 2020.
A atacante dinamarquesa tem bons passes e é conhecida pela criação e conversão de chances em gol. Em quatro jogos da Copa do Mundo de 2019, marcou 2 gols.
A pupila da Dinamarca é Kathrine Moller Kuhl, meio-campista do Arsenal. Com apenas 19 anos, é o segundo destaque da seleção, tendo nos passes em profundidade uma característica marcante, além de bom domínio e controle da bola. Moller foi responsável pelo gol da vitória no penúltimo jogo amistoso contra a Suécia.
Na despedida de seu técnico, a seleção dinamarquesa espera superar a última participação em mundiais, em 2007, quando caiu para o Brasil nas quartas de final. O desafio da Dinamarca será enfrentar a atual campeã da Europa, a Inglaterra, grande favorita do grupo.
Imagem de capa: Seleção Feminina da Dinamarca / Reprodução Trivela
O Vietnã, país que carrega uma estrela brilhante amarela no centro de sua bandeira vermelha, está localizado na costa leste da península da Indochina, sudeste asiático. Em dados de 2021, o país tem mais de 97 milhões de habitantes em seu território, segundo Indicadores de Desenvolvimento Mundial, do Banco Mundial. Sua capital Hanói, atualmente, tem mais de 8 milhões de pessoas, de acordo com o Departamento de Saúde da cidade.
A história do país é marcada por guerras, disputas territoriais e conflitos ideológicos que vão desde 111 a.C., contra o Império da China à Proclamação da República Democrática do Vietnã, que resultou na primeira guerra da Indochina, entre 1946 e 1954, contra a colonização francesa. Após derrotar e afastar os franceses de seu território, foi reconhecida a independência vietnamita por meio do Acordo de Genebra. Em seguida, o país passou a ser polarizado politicamente entre o Norte, através da República Democrática do Vietnã apoiada pela União Soviética, e Sul, através da República do Vietnã com apoio norte-americano.
Essa polarização explodiu na Guerra do Vietnã, entre 1955 e 1975, com estimativas de mais de 3 milhões vietnamitas mortos por causa do conflito. Após vitória e domínio nortista, o país foi unificado em meio ao surgimento da República Socialista do Vietnã que, desde então, atravessou o processo de reinserção no mercado e desenvolvimento de relações diplomáticas com outros países. Atualmente, assim como outras nações asiáticas, os vietnamitas têm destaque mundial na agricultura, principalmente, na produção de arroz, sendo o quarto país que mais produz arroz no mundo, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A culinária do Vietnã é caracterizada por diferentes combinações com o prato principal: o arroz. Um exemplo é o “Pho”, o prato mais tradicional vietnamita, que combina arroz, macarrão, vegetais e pedaços de frango ou carne. Além disso, o país possui características únicas na moda, através de vestuários como o “Nón Là”, chapéu cônico vietnamita, o vestido de ceda chamado “Áo dài”, mais utilizado pelas mulheres, e o “Áo Gấm”, definida por uma camisa de ceda cumprida, mais utilizado por homens.
Mesmo sem muita tradição, o futebol é o esporte mais popular do país. A Federação de Futebol do Vietnã, responsável pela administração do esporte no país, recebe cada vez mais investimentos da FIFA para fomentar a prática futebolística. De acordo com informações divulgadas no jornal local Bao Giao Duc Thoi Dai, a FIFA investe 2,7 milhões de dólares em centros de treinamento juvenil ao futebol vietnamita. O investimento mostrou resultado no futebol feminino no histórico recente, com a conquista de campeonatos asiáticos e pela primeira participação em Copa do Mundo.
O início de uma história
Pela primeira em vez sua história, o Vietnã será representado em uma Copa do Mundo. Nenhuma seleção do país, feminina ou masculina, conseguiu se classificar para o maior torneio de seleções mundiais do futebol até o dia 06 de fevereiro de 2022, quando a seleção vietnamita venceu o Taipé Chinês por 2 a 1, com gols de Thi Kieu e Nguyen Thuy, e garantiu a classificação ao torneio.
Um projeto que tem nome e sobrenome: Mai Duc Chung
O vietnamita Mai Duc Chung é um dos grandes responsáveis por elevar o futebol feminino no Vietnã. Chung assumiu a seleção feminina pela primeira vez em 1997. O treinador, desde então, ficou em um “vai e vem” no cargo até que, em 2017, ele retornou e permanece no comando.
Com o treinador, a seleção do Vietnã se tornou a equipe a ser batida nas competições do sudeste asiático. Ainda assim, é uma equipe que encontra muitas dificuldades para jogar competições de maior nível na Ásia ao enfrentar equipes como o Japão, China ou Coréia do Sul.
Em maio deste ano, o Vietnã ganhou a sua oitava medalha de ouro no SEA Games (“South East Asian Games” ou Jogos do Sudeste Asiático) em cima da seleção Mianmar, com gols de Huynh Nhu e Nguyen Thi. Essa foi a quarta vez consecutiva que o país conquista essa medalha, o que é um feito inédito à história da competição.
Além disso, a seleção feminina do Vietnã está em um processo de rejuvenescimento de suas jogadoras, e assim, terá que lidar que apoiar atletas inexperientes nesta Copa.
Como joga?
O Vietnã prioriza o sistema defensivo e se preocupa, principalmente, com o meio de campo. Chung faz com que o estilo das vietnamitas seja um jogo vertical, optando por uma linha defensiva sólida. O time costuma jogar através de contra-ataques e de ligações diretas em lançamentos que exploram espaços abertos nos corredores laterais. As jogadas de ataque procuram a centroavante e melhor jogadora da equipe: Huynh Nhu.
A formação mais utilizada pelas vietnamitas é a 3-4-3, com uma linha de três zagueiras bem postada, duas meio-campistas e duas alas defensivas que apoiam pouco o ataque, duas pontas velocistas que procuram espaços laterais e uma centroavante que flutua pelo meio de campo.
Uma alternativa ao time do Chung é a formação 4-2-3-1, com o recuo de suas alas à lateral defensiva para formar uma linha de quatro, e a volta das pontas para proteção na entrada da área. Esta alternativa é utilizada pelo treinador, principalmente, quando a equipe está à frente do placar ou quando enfrenta fortes equipes.
Pré-Copa
Entre os dias 22 de maio e 4 de junho, a equipe vietnamita se reuniu para viajar à Alemanha, local em que treinará até o dia 24 de junho. No território europeu, além da realização de amistosos contra equipes femininas alemãs, como o SUB-20 do Eintracht Frankfurt e a equipe principal do Short Mainz Club, a seleção do Vietnã jogará um amistoso contra Alemanha no dia 21 de junho em preparação à Copa do Mundo.
O Vietnã está no grupo E da Copa do Mundo e jogará contra os Estados Unidos, no dia 21 de junho, Portugal no dia 27, e encerrará a fase de grupos no confronto com a Holanda, no dia 01 de agosto.
Esperanças vietnamitas
Com 32 anos, a centroavante, camisa 9, capitã e melhor jogadora da seleção vietnamita, Huynh Nhu é esperança de gols de sua equipe. Ela foi a primeira jogadora da história do Vietnã a atuar no futebol profissional europeu pelo Länk Vilaverdense, equipe que joga na elite do futebol feminino português. Nhu é a maior artilheira na história da seleção do Vietnã com mais de 70 gols feitos em quase 100 jogos disputados.
A camisa 12, Pham Hai Yen, chamada de “flash de luz” pela mídia vietnamita, é uma atacante de 28 anos que joga no Hanoi I, equipe da elite no Vietnã que se destacou ao ser arthileira com 8 gols marcados pela seleção nas eliminatórias da Copa da Ásia de 2022.
A meio-campista Nguyen Thi Tuyet Dung, de 29 anos, camisa 7 do Vietnã e defensora do Phong Phu Na Ham, é a mulher das bolas paradas da seleção. Dung marcou um gol olímpico contra o Mianmar, em um jogo válido pela fase de grupos da Copa da Ásia de 2022. Vale ressaltar que esse não foi o primeiro gol olímpico feito por ela, pois em 2015, contra a Málasia, nos SEA Games, a meio-campista marcou 2 gols olímpicos na mesma partida.
Será que dá?
Sem grandes expectativas para a Copa do Mundo, a seleção do Vietnã disputará a competição para consolidar os investimentos dos últimos anos. Em um grupo com favoritismo para Estados Unidos e Holanda, as vietnamitas desejam ansiosas pela zebra na Oceania.
Os Estados Unidos, localizados na América do Norte, são uma das maiores potências globais. O país exerce influência em áreas como política, economia e cultura em todo o planeta. O território é um dos mais visitados no mundo e seus 50 estados apresentam grande diversidade natural e cultural.
Os americanos são conhecidos, principalmente, pela exportação das grandes produções cinematográficas de Hollywood e pela prática de esportes, como o futebol americano, baseball e o basquete – um dos esportes mais populares do país.
VELHAS CONHECIDAS
Essa é a oitava participação da seleção americana, que esteve presente em todas as edições da Copa do Mundo FIFA. As estadunidenses estão acostumadas, não só com o formato da competição, mas também a vencer o torneio.
A seleção norte-americana foi campeã quatro vezes, em 1991 – em sua primeira edição –, 1999, 2015 e 2019, sendo a seleção que mais vezes conquistou títulos mundiais no futebol feminino. Além disso, estiveram presentes no pódio em todas as edições que participaram, com um vice e três terceiros lugares.
Em todas as participações, as americanas venceram 40 partidas, das 50 que disputaram em Copas do Mundo – e perderam apenas 4 jogos. Nesses confrontos, os Estados Unidos marcaram 138 gols, mais do que qualquer outro país no torneio.
O triunfo em 2023 significaria algo inédito na história das Copas. A seleção dos Estados Unidos está em busca do tricampeonato consecutivo, nenhuma seleção – nem masculina, nem feminina – foi capaz de realizar tal feito.
Além da dominância nos mundiais, as norte-americanas também tem quatro medalhas de ouro olímpicas (1996, 2004, 2008 e 2012), nas sete edições do campeonato e venceram 9 vezes o campeonato continental organizado pela CONCACAF, três de forma consecutiva. As americanas também assumiram o primeiro lugar no ranking mais recente da FIFA, divulgado em março desse ano, passando a Alemanha.
O TRABALHO DE VLATKO
Assumindo a seleção depois da saída de Jill Ellis, ao final da Copa do Mundo de 2019, Vlatko Andonoviski vai para o seu segundo desafio internacional de grande porte. Depois da medalha de bronze nas Olímpiadas de Tóquio, em 2020. Na ocasião, as americanas perderam, na estreia contra a Suécia, uma sequência de 44 jogos de invencibilidade.
Com um elenco renovado, Vlatko mescla a experiência das veteranas com o poder de ataque das jogadoras mais jovens para montar um sistema ofensivo que desafia a defesa das adversárias. O estilo de jogo do treinador, foi descrito por ele mesmo como agressivo e atrativo.
Mesmo com alguns desfalques importantes para o time, na última data FIFA as americanas conseguiram ser dominantes em dois jogos amistosos contra a Irlanda, com duas vitórias.
É BOM FICAR DE OLHO!
As lesões de nomes valiosos, como Catarina Macario, a capitã Becky Sauerbrunn, Mallory Swanson e Sam Mewis causaram impacto na convocação de Andonoviski. Ainda assim, a seleção dos Estados Unidos conseguiu reunir grandes talentos para a disputa da Copa do Mundo, que acontecerá na Oceania.
A habilidosa atacante Sophia Smith, de 22 anos, deve ficar no radar do torcedor. Campeã da NWSL com o Portland Thorns FC, Smith foi considerada a melhor jogadora da final da competição e da temporada de 2022, além de ser nomeada a jogadora norte-americana do ano – a mais jovem desde Mia Hamm.
Atualmente no San Diego Wave, a veterana Alex Morgan, que tem 121 gols pela equipe, continua sendo um dos pilares do time de Andonoviski. Presente nas duas últimas edições, a bicampeã mundial é uma das principais atacantes da dominante seleção americana.
Outros nomes como a atacante de 21 anos Trinity Rodman, a meia-atacante Lindsay Horan do Lyon, – a única convocada que joga fora da liga norte-americana – e a volta da volante Julie Ertz ao time valem a atenção do espectador.
Em grupo com Holanda, Portugal e Vietnã, os Estados Unidos terão pela frente alguns desafios. De forma inquestionável, quando se trata de Copa do Mundo, a seleção figura entre as favoritas. Apesar de uma tímida medalha de bronze nas Olimpíadas, a seleção se fortaleceu ainda mais e assimilou mudanças implementadas pelo novo treinador.
O desafio das estadunidenses será mostrar domínio diante de seleções que investiram e se estruturaram ao longo dos últimos anos como a própria Holanda, rival do grupo, e outras seleções como Inglaterra, França, Alemanha e até mesmo o Brasil.
Neste domingo (09), acontece o Grande Prêmio da Grã-Bretanha. Os pilotos voltam às pistas para a histórica corrida no circuito de Silverstone, na Inglaterra, etapa que rendeu acontecimentos importantes nas temporadas anteriores.
ONDE TUDO COMEÇOU
O GP de Silverstone traz emoções e memórias que ultrapassam as já esperadas de um fim de semana normal. A primeira corrida de Fórmula 1 foi realizada nesse circuito, que há 70 anos é figurinha garantida em todos os campeonatos.
Em 1950 foi realizado a primeira corrida do Campeonato Mundial de Fórmula 1. O palco foi Silverstone, na Inglaterra e o italiano Giuseppe Farina, da Alfa Romeo foi o vencedor. Com 200 mil pessoas em arquibancadas e barrancos, o circuito foi palco do nascimento de o que, até então, era apenas um braço do Campeonato Mundial de Motovelocidade. Em 1949, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu agrupar os Grand Prix europeus e adicionar outros circuitos pelo mundo para criar o Mundial de F1.
NOS ÚLTIMOS ANOS
Em 2020, Lewis Hamilton protagonizou uma vitória de forma dramática, cruzando a linha de chegada com apenas três rodas – depois de um de seus pneus ter furado durante a volta 50, das 52 disputadas no circuito.
Com a vantagem de 5 segundos para o segundo colocado, que era Max Verstappen, o inglês conseguiu a sua 70ª vitória na Fórmula 1 de forma histórica.
Silverstone, em 2021, foi palco de uma disputa entre Hamilton e Verstappen, que foi o estopim para a rivalidade dos dois, na temporada que foi resolvida apenas na última volta da última corrida. Com um toque entre os dois na Copse, primeira curva do circuito, o holandês saiu do traçado, bateu na barreira e abandonou a corrida.
Hamilton se recuperou da punição aplicada pelos comissários e venceu a corrida em casa.
No ano passado, o GP da Inglaterra teve um terrível acidente logo na largada. Zhou Guanyu (Alfa Romeo) colidiu com George Russell (Mercedes), o carro do chinês capotou e ficou de cabeça para baixo, com o halo deslizando no chão por cerca de 200 metros, até parar entre o alambrado e a barreira de pneus.
Russell chegou a sair do carro para se certificar que o Zhou estava bem. O estreante recebeu atendimento médico imediato e não teve ferimentos graves.
EM 2023...
As curvas de alta velocidade de Silverstone exigirão muito das equipes, muitas delas apresentando atualizações – como a Mercedes, que espera correr com tempos próximos aos da Red Bull, favorita da temporada. A Pirelli, fornecedora de pneus, também estreará novos compostos nesse final de semana, mais resistentes que os anteriores.
Apesar do favoritismo de Max Verstappen, que tem 81 pontos de vantagem no Campeonato de Pilotos, o GP da Inglaterra pode trazer mudanças no meio do pelotão.
Além disso, estarão acontecendo as gravações do filme “Apex”, produzido pela Apple Original Films e estrelado por Brad Pitt – que interpretará o piloto Sonny Hayes. Com o pitwall e a garagem ao lado da Ferrari, a produção do longa está acompanhando a categoria e tem a orientação da Mercedes e de Lewis Hamilton. O carro, da Fórmula 2, tem a cara de um carro de Fórmula 1 e vai correr entre os treinos durante o final de semana.
Na última quarta-feira (05), a Fórmula 1 divulgou o calendário para a temporada de 2024. A lista tem mudanças importantes devido a meta da categoria de se tornar carbono zero até 2030, fato que a logística atual não permite por causa das distâncias entre as corridas. O GP da China, que foi cancelado nesse ano, volta ao calendário e acontece depois do GP do Japão, dessa vez em abril. No Bahrein e na Arábia Saudita as corridas vão acontecer no sábado, baseado nos costumes locais.
A Zâmbia fica localizada na África Austral (parte da África Subsaariana), fazendo parte do bloco de países da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral), sendo um dos países mais pobres do mundo.
Independente do Reino Unido desde 1964, o idioma oficial é o inglês, mas o mais falado no país é o dialeto “níger-congo”. Zâmbia também abriga grandes belezas naturais, principalmente cataratas, tendo uma das mais bonitas e famosas do mundo: Victoria Falls.
A economia do país é baseada principalmente em mineração, especialmente a de cobre, tendo em vista que o país é o segundo maior produtor deste minério no continente, perdendo apenas para a República Democrática do Congo, e o sétimo maior do mundo. Já na política, o presidente, desde 2021, é Hakainde Hichilema, do Partido Unido para o Desenvolvimento Nacional, partido este que conta com mais da metade da assembleia nacional.
Nas últimas nove edições da Copa do Mundo Feminina, apenas duas seleções do continente africano conseguiram avançar à fase do mata-mata (Nigéria, em 1999 e 2019, e Camarões, em 2015 e 2019). O que esperar de uma seleção que irá realizar sua primeira edição na história do torneio?
ANÁLISE TÁTICA
O treinador da seleção zambiana desde maio de 2018 é Bruce Mwape. O técnico utiliza o esquema 4-2-3-1, dando liberdade à segunda volante do time - Grace Chanda - permitindo que ela apareça com frequência no ataque.
Há uma variação de formação tática notável quando o time parte para o contra-ataque, do já citado 4-2-3-1 para um 4-1-4-1, abrindo mais as pontas, recuando a meia-atacante e subindo a meia de ligação.
Bruce Mwape e suas jogadoras garantiram o primeiro título da história de Zâmbia, a Copa COSAFA de 2022, uma competição entre seleções da África Austral. Ele também fez a melhor campanha da história do país na Copa Africana de Nações (terceiro lugar em 2022), além de ter levado as Shepolopolo (apelido da seleção) para sua primeira Olimpíada (Tóquio 2020) e Copa do Mundo (2023).
AS PRINCIPAIS JOGADORAS
Zâmbia não tem um elenco formidável no quesito de estrelas do futebol mundial, mas conta com algumas atletas que podem ajudar a seleção a dar trabalho para as adversárias do seu grupo na Copa: Espanha, Japão e Costa Rica.
O principal destaque, com certa disparidade, é a atacante Barbra Banda, de 23 anos. A atacante já marcou 36 gols em 37 jogos pela seleção, entre eles muitos decisivos e históricos. Nas Olimpíadas de 2020, ela marcou 2 hat-tricks (três gols em uma mesma partida) em sequência, o primeiro contra a Holanda -quando Zâmbia perdeu por 10 a 3 - e o outro contra a China - a partida acabou em 4 a 4.
Banda também foi a artilheira do país na conquista da Copa COSAFA do ano passado, com incríveis 10 gols em 5 jogos. Atualmente a atleta joga no Shanghai RCB, da China, sendo a principal jogadora do clube.
Outro destaque zambiano é a atacante de 23 anos Rachel Kundananji, do Madrid CFF, da Espanha. Pela seleção a atacante atua mais nas pontas, principalmente pelo lado esquerdo, servindo a Barbra Banda, mas também tendo liberdade para subir a ponto de em momentos específicos funcionar como uma falso 9. Pelo seu clube a jogadora já marcou 25 gols e deu 4 assistências em 29 partidas pela liga espanhola.
O QUE ESPERAR DE ZÂMBIA?
A seleção estreante é muito jovem. Na convocação para a Copa Africana de Nações do ano passado apenas uma atleta com mais de 30 anos foi chamada, a atacante Noria Sosala, que não é uma das principais peças da equipe. A inexperiência em torneios de alto nível, aliado a faixa etária das jogadoras, pode atrapalhar os planos de uma eventual zebra na Copa do Mundo.
Vale ressaltar que mesmo com jogadoras muito jovens, o time tem qualidade e não se acovarda contra países gigantes, quase sempre mantendo a postura de futebol ofensivo. A filosofia de jogo já resultou em derrotas acachapantes, como o já citado 10 a 3 contra a Holanda, mas também a vitórias surpreendentes, como um 2 a 1 contra o Chile, em 2020.
No grupo C, a Zâmbia entra como azarona contra a Espanha e Japão, mas contra esta última, devido ao abismo do nível dos elencos ser menor, e pela forma do Japão jogar, é um pouco mais provável que Zâmbia tenha um pouquinho a mais de chance de roubar pontos de uma gigante. Contra a Costa Rica é o jogo para fazer 3 pontos e conquistar uma vitória histórica, tudo pode acontecer neste terceiro confronto, e dependendo dos resultados das outras seleções, poderá ser a partida da vida das Shepolopolo.