Localizada no norte da Europa, a Suécia, que é considerado um país escandinavo participara novamente da Copa do Mundo feminina de 2023. Sua capital é Estocolmo e a população total é de aproximadamente 10 milhões de habitantes.
A Suécia é um país cheio de curiosidades interessantes, como por exemplo ser a nação com a maior expectativa de vida do mundo, com mulheres sendo 84 anos e homens 80,7, também se tem um dos países com o maior tempo de licença maternidade, ou seja, os pais podem tirar até 480 dias de afastamento após o nascimento do filho.
O país tem sete vencedores de prêmio nobel, incluindo a primeira mulher ganhadora da história em 1909, Selma Lagerlöf, escritora de vários livros como "A saga de Gösta Berling" e "Jerusalém e A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson". Lagerlöf também se tornou a primeira mulher a ser membro da academia sueca, em 1914.
Veterana
A seleção sueca participou de todas as Copas do Mundo desde a criação, em 1991. No entanto, a Suécia ainda busca o seu primeiro título. Em 2003, bateu na trave em ao perder para a Alemanha por 2 a 1 na final. Também acabou conquistando por duas vezes a terceira colocação, em 1991 e 2011. A seleção acabou se classificando para a copa do mundo após liderar o seu grupo nas eliminatórias sem maiores preocupações, com uma campanha de 8 jogos, 7 vitórias e 1 empate, com 32 gols marcados e somente 2 sofridos.
Trupp do Peter Gerhardsson
As Blãgult, são comandadas por Peter Gerhardsson que faz um trabalho consolidado à frente da seleção sueca que desde 2017 comanda o time, com 55 jogos, 38 vitórias, 8 derrotas e 8 empates. As suecas costumam ser escaladas em um 4-4-2, porém, na fase ofensiva o esquema muda para um 3-5-2 e na defensiva para um 4-5-1.
A variação tática executada pelas Blãgult tem dois objetivos definidos. Na defesa, a mudança significa mais consistência na última linha. Já no ataque, as suecas se utilizam de jogadoras velozes e com bom passe, o que resulta em uma rápida transição entre defesa e ataque. O meio-campo sueco costuma não dar espaços ao adversário, impondo um ritmo de jogo bastante físico e de intensidade.
Olho nelas!
Um dos principais jogadoras da seleção é a zagueira Magdalena Eriksson, que atuava no Chelsea até o final da última temporada e está de transferência para o Bayern de Munique. A defensora tem 68 jogos e 8 gols pela seleção. Outro grande destaque é a atacante Stina Blackstenius, do Arsenal. Aos 27 anos, a atacante soma 90 jogos e 28 gols com a camisa da Suécia.
O ataque sueco promete incomodar as seleções adversárias. Com 144 jogos e 23 gols, a atacante Sofia Jakobsson, atacante do San Diego Wave FC, vai preocupar a marcação adversária. Ainda no ataque, a jogadora Fridolina Rolfö, do Barcelona, acumula 77 jogos pela seleção e marcou 25 gols. Aos 33 anos, Kosovare Asllani, do Milan, soma 170 jogos e 44 gols pela Suécia.
Com uma seleção forte fisicamente, técnica e com jogadoras acostumadas a grandes jogos nas principais ligas da Europa, a Suécia chega com o peso de ser a atual número 3 no ranking da FIFA de futebol feminino. No grupo G grupo contra África do Sul, Argentina e Itália, as suecas buscam confirmar o favortisimo em busca do título mundial na Oceania.
Localizada na Europa Ocidental, a Holanda faz fronteira com a Bélgica e com a Alemanha. Com uma população de 17 milhões de pessoas, o país das tulipas é exemplo de qualidade de vida e tem um alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) - 0,941 de acordo com a definição estabelecida pela ONU.
A Holanda possui riquezas históricas e culturais que atraem milhões de turistas todos os anos. Além de sua beleza natural e paisagens pitorescas, o país é famoso por seu espírito inovador, arquitetura moderna, ciclovias intermináveis e um forte compromisso com a sustentabilidade. O ciclismo e o investimento em infraestruturas para bicicletas já proporcionaram mais de 35.000 quilômetros em ciclovias. As bicicletas são uma forma popular de transporte nas cidades holandesas.
A cultura é diversificada e aberta, refletindo a mentalidade tolerante e progressista do país. Amsterdã, a capital, é um centro rico em cultura, como por exemplo o renomado Museu do Van Gogh. O uso de Cannabis também é legalizado.
O famoso jardim das tulipas, Keukenhof, visto na primaveira.
A Holanda também é famosa por sua tradição floral, e uma visita ao famoso Keukenhof é um ambiente satisfatório e imperdível para os amantes de flores. Localizado nos arredores de Lisse, o jardim é famoso por seus vastos campos de tulipas coloridas. Não se pode falar da Holanda sem mencionar seus icônicos moinhos de vento, que são um símbolo do país. Por ser um país abaixo do nível do mar, a Holanda fica vulnerável a enchentes. Os moinhos têm a função de drenar água de volta para o rio, para que a terra possa ser cultivada.
Holanda ou Países Baixos?
Países Baixos é o nome oficial da Holanda. A identidade foi sendo construída ao longo dos anos de desenvolvimentos sociais e políticos. Para entender a origem do nome, é preciso entender a história do país.
No século V, com a queda do Império Romano, uma região foi invadida por várias tribos germânicas, incluindo os francos. Durante a Idade Média, o território holandês foi dividido em vários condados e senhorios feudais. No século XVI, a Holanda tornou-se parte dos Países Baixos, uma união política liderada pelos Duques de Borgonha. Foi nessa época que o país começou a se destacar como uma potência comercial e marítima.
A Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648) foi um dos períodos mais importantes da história holandesa. Essa guerra de independência foi travada contra o domínio espanhol e evoluiu na formação da República dos Sete Países Baixos Unidos, que mais tarde se tornou conhecida como República das Províncias Unidas.
No século XIX, a Holanda passou por um período de turbulência política e industrialização. O país sofreu invasões francesas e posteriormente foi incorporado ao Império Napoleônico. Após a queda de Napoleão, a Holanda se tornou um reino independente, com Guilherme I se tornando o primeiro rei dos Países Baixos.
Oranjeleeuwinnen
Embora a seleção holandesa feminina tenha começado a participar de competições internacionais na década de 1970, foi no século XXI que o time ganhou destaque. A equipe conquistou seu primeiro título importante em 2017, quando venceu a Eurocopa, realizada na própria Holanda.
A vitória no Campeonato Europeu de 2017 trouxe entusiasmo ao futebol feminino no país. As Oranjeleeuwinnen se tornaram verdadeiras heroínas nacionais, inspirando jovens jogadoras a seguir no esporte. A conquista também destacou a qualidade técnica e tática da seleção, bem como sua capacidade de competir em alto nível.
Em 2019, a seleção feminina holandesa confirmou seu crescimento ao chegar à final da Copa do Mundo Feminina, realizada na França. Embora tenha sido derrotada pela seleção dos Estados Unidos, o segundo lugar foi uma conquista notável. O desempenho das Oranjeleeuwinnen ao longo do torneio mostrou força e resiliência, solidificando seu lugar entre uma das seleções protagonistas do mundo.
Após a saída da histórica treinadora Sarina Wiegman, o inglês Mark Parsons foi o primeiro que assumiu como técnico. Mas a passagem não empolgou, e as holandesas caíram para a França nas quartas de final da Eurocopa 2022. O desempenho abaixo do esperado fez com que Parsons fosse substituído por Andries Jonker.
Professor Jonker
Sob nova direção, Andries Jonker terá a missão de comandar a Holanda nesta Copa do Mundo. O primeiro objetivo cumprido por Jonker foi evitar os playoffs da Copa do Mundo. Assim, garantiu uma passagem direta para a Austrália e a Nova Zelândia.
O treinador é conhecido por seu estilo de jogo ofensivo. Além disso, gosta de jogadas trabalhadas que mantêm a posse de bola, incentivando sempre passes curtos e rápidos para criar oportunidades de ataque, além de estimular o improviso, dando liberdade para a criatividade das atletas. Jonker prefere manter o adversário sempre no seu campo de defesa.
A expectativa é de que a seleção seja escalada em um 4-3-3 ou 5-3-2, mas outra habilidade percebida no jogo traçado por Jonker é a flexibilidade tática do time nas diferentes situações de jogo. O treinador pode fazer ajustes estratégicos conforme a partida, alterando a formação ou a posição das jogadoras para explorar as fraquezas do adversário e fortalecer as áreas de força de sua própria equipe.
As craques
Jill Roord foi uma escolha automática para Jonker, já que conhece o estilo direto da jogadora. A atacante com um domínio de bola seguro já passou por grandes clubes durante sua carreira como Twente, Bayern de Munique e Arsenal.
Atualmente jogando no Wolfsburg, a meio-campista já conquistou 6 títulos em competições, sendo 4 deles nacionais e 2 internacionais. Pela seleção holandesa, a atacante já marcou 21 gols em 86 jogos. Roord, que vai para essa sua segunda Copa do Mundo, é conhecida por sua técnica, visão de jogo e habilidade para marcar gols. Sua versatilidade e capacidade de jogar em diferentes posições no meio-campo fazem dela uma jogadora valiosa tanto para sua equipe nacional quanto para seus clubes.
Jill Roord, meia-campista da OranjeLeeuwinnen, em um momento de concentração e análise do campo antes de um jogo começar. Reprodução Getty Images.
Fenna Kalma se tornou prodígio em seu time, Twente, após realizar o marco de 45 gols em 32 jogos na temporada. Vestindo a camisa laranja, Kalma já provou que é peça importante na busca por vitórias. A atacante se destaca por sua velocidade, habilidade técnica e o dom de achar oportunidade de gol. Titular, dificilmente é substituída durante os jogos, tendo seu tempo médio de 90 minutos por jogo.
A jogadora foi uma presença constante nas convocações neste ciclo de Copa. Estreou pela equipe principal em 2019, e participou de competições como a Copa do Mundo Feminina em 2019 e os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio. No entanto, para a surpresa dos torcedores, Kalma não foi convocada por Jonker para o mundial na Oceania.
Fenna Kalma em entrevista para a Fifa após ser considerada a melhor jogadora da partida em amistoso pré-Copa. Reprodução Fifa Getty Images.
Daniëlle van de Donk se destaca pelo seu estilo de jogo criativo e influente. Sua habilidade em campo é marcada por sua visão excepcional, passes precisos e capacidade de criar oportunidades de gol para sua equipe.
Van de Donk é um jogador versátil que pode atuar tanto como meia-central quanto como meia-atacante, adaptando-se facilmente às necessidades táticas de sua equipe. Essa versatilidade chamou a atenção do técnico Jonker, que procura jogadoras que possam se adaptar conforme o jogo. Pelas laranjas já fez 139 jogos e 33 gols.
"Sentimos sempre a pressão!", confessa Daniëlle van den Donk, uma das jogadoras mais experientes da seleção, sobre as semifinais dos play-offs da Copa do Mundo Feminina. Reprodução Pro Shots.
Outra estrela holandesa é Lieke Martens, uma das jogadores mais experientes do time. Atacante habilidosa e multifacetada, é capaz de atuar em várias posições no setor ofensivo. Sua transferência para o Barcelona, em 2017, foi um ponto de virada em sua carreira. Martens teve um impacto imediato no clube espanhol, ajudando-os a conquistar o título da Liga dos Campeões Feminina da UEFA em sua primeira temporada. Inclusive foi premiada com a The Best Fifa: Melhor Jogadora Feminina no mesmo ano, sendo a primeira holandesa a ganhar esse prêmio.
Martens teve sua estreia pela seleção em 2011, e já marcou 57 gols com a camisa laranja. A atacante participou de duas Copas do Mundo, em 2015 e 2019, sendo uma das protagonistas. Sua técnica refinada, velocidade e capacidade de driblar têm feito de Lieke Martens uma referência no futebol feminino mundial.
Lieke Martens, a melhor jogadora do mundo em 2017, assinando contrato com o PSG após deixar o Barcelona. "Este time tem um potencial incrível". Reprodução Paris-Saint Germain
Com histórico de "quase" em Copas do Mundo, a Holanda aposta no encaixe de grandes atletas para superar as favoritas da Copa do Mundo e levar o tão sonhado título de campeã mundial para casa. No grupo E, com Estados Unidos, Portugal e Vietnã, as laranjas já terão um teste ao enfrentar as poderosas atletas estadunidenses. O duelo deve definir os rumos do grupo e da Holanda na competição.
Com quase um quinto da população mundial e mais de 1,3 bilhão de habitantes, a China é uma República Popular Socialista, sob liderança política do Partido Comunista Chinês. A nação do sudeste asiático se descreve como uma "ditadura democrática liderada pela classe trabalhadora e baseada na aliança de trabalhadores e camponeses”.
Sendo uma das maiores potências do globo e a segunda maior economia do mundo, a China tem protagonismo no cenário internacional. Segundo informações do ranking especializado “Global Firepower”, os chineses também dispõem de um dos maiores poderios militares da Terra, possuindo, assim, o maior exército do mundo em número de soldados ativos (2 milhões de combatentes) e o segundo em orçamento de defesa (U$ 230 bilhões, atrás apenas dos Estados Unidos).
O sistema político do país se baseou por muito tempo em monarquias hereditárias como a Dinastia Qing (1644-1912), que governou o país por mais de 250 anos. Desde a introdução da reforma econômica no país em 1978, a China se tornou uma das economias que mais cresce no mundo, sendo a maior exportadora da terra (US$ 3.36 trilhões) e a segunda que mais importa mercadorias (US$ 2 trilhões), indicam as informações deste ano da Organização Mundial do Comércio. A industrialização nacional, inclusive, reduziu a sua taxa de pobreza de 53% (em 1981) para 8% (em 2001), com informações do maior e mais conhecido banco de desenvolvimento no mundo, o World Bank Group.
Todo esse domínio chinês também se reflete no esporte. O país é um dos que mais tem medalhas olímpicas, se tornando peça chave em uma das maiores competições do esporte mundial principalmente a partir dos anos 2000, quando ficou em 3º lugar no quadro de medalhas. Em 2008, na sua capital Pequim, conquistou o 1° lugar com o maior número de ouros. Apesar das competições mais premiadas serem o salto ornamental e o levantamento de peso, o esporte mais popular da China é o tênis de mesa.
Transformação no Futebol
Antes de falarmos sobre a “história chinesa na bola”, é importante entender o processo de popularização do esporte proposto pela China. Um plano foi elaborado no país pela Administração Geral dos Esportes, conjuntamente com os Ministérios da Educação e das Finanças, além da Associação Chinesa de Futebol (CFA). A ideia, apresentada também pelo presidente da China, Xi Jinping, é animadora e extremamente ambiciosa: transformar o país em uma das maiores potências do futebol.
Para alcançar esse objetivo, metas foram traçadas até 2035, visando uma reestruturação completa no esporte. Dentro desse planejamento, sete áreas serão priorizadas, sendo elas o aprimoramento da gestão desportiva, melhorias na seleção nacional, sistema de treinamento e competição entre jovens, desenvolvimento do esporte nas escolas, formação de treinadores de elite e a popularização do esporte no país com transmissões televisivas. Um dos principais alvos do governo, inclusive, é a candidatura para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2031. A China já sediou a Copa do Mundo duas vezes, em 1991 e 2007.
As Rosas de Aço
Tanto a China como os Estados Unidos, se tornaram referências no futebol quando as mulheres entraram em campo. Enquanto os jogadores chineses venceram apenas duas vezes a Copa do Leste Asiático (2005 e 2010), as jogadoras, por outro lado, ostentam inúmeros títulos importantes e várias campanhas de destaque. As “Rosas de Aço”, como são conhecidas, já venceram nove vezes a Copa da Ásia (1986, 1989, 1991, 1993, 1995, 1997, 1999, 2006 e 2022), além de um 4° lugar na Copa do Mundo de 1995 e um vice-campeonato mundial da competição de 1999.
Na última edição da Copa, em 2019, a equipe não foi bem e acabou sendo eliminada pela Itália nas oitavas de final. Ainda assim, o retrospecto chinês é bom no principal campeonato do mundo: o país tem sete participações, ficando na quinta colocação em sua primeira participação, em 1991, caindo nas quartas-de-final três vezes (2003, 2007 e 2015), uma nas oitavas (2019), uma na semis (1995) e na final (1999), em apenas uma oportunidade.
A estrela de Qingxia
Depois de uma Copa do Mundo decepcionante em 2019, a equipe se reestruturou e fez uma excelente Copa Asiática em 2022, conquistando o 9° título para o país e encerrando um tabu de 16 sem vencer no território em que a China tem absoluto domínio. Um dos motivos para a ótima campanha? A atual treinadora chinesa, Shui Qingxia.
A primeira ex-jogadora a treinar a seleção tem 56 anos, atuava como meia e fez parte do time mais dominante da história do futebol asiático, entre 1986 e 1997. Foi prata no futebol nos Jogos Olímpicos em 1996, em Atlanta, e disputou duas Copas e duas Olimpíadas pela China.
Contratada em 18 de novembro de 2021, tem até o momento 13 jogos como técnica com 7 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas. Qingxia foi campeã 6 vezes da Copa Asiática (cinco como jogadora e uma ano passado, como treinadora) vencendo o torneio todas as vezes que disputou. A treinadora, inclusive, assumiu a Seleção Chinesa apenas dois meses e meio antes da quebra do tabu de títulos do país na competição, e encerrou o campeonato com uma grande vitória por 3 a 2 de virada, diante da Coréia do Sul.
Depois de terminarem 2022 invictas - com seis vitórias, dois empates e enfrentando apenas seleções asiáticas -, a Seleção Chinesa mudou suas estratégias e enfrentou apenas equipes europeias nesta temporada. Apesar da aposta, o desempenho não atingiu as expectativas e em quatro jogos na temporada, a seleção ainda não venceu. As rosas de aço acumulam derrotas para a Suécia (4 a 1), Espanha (3 a 0) e empates diante de Suíça e Irlanda (ambos 0 a 0), e já não marcam gols há três partidas. Atualmente, a China ocupa o 14° lugar no ranking da FIFA de seleções femininas.
Intensidade e Velocidade!
A treinadora já usou três esquemas táticos diferentes desde que assumiu o time. Na Copa Asiática de 2022, Qingxia adotou um 4-3-3, priorizando a velocidade pelas laterais do campo. Já nesta temporada, Qingxia vem utilizando um 4-4-2, fortalecendo a criação das jogadas a partir de um meio de campo espaçado. Mas, nenhuma dessas é a formação preferida da técnica.
Shui Qingxia é fã de um sistema com três zagueiras, escalando o time em um 5-3-2. No caso, essa formação consegue suprir duas prioridades para a treinadora. As laterais viram alas, as meias podem se deslocar como segundas atacantes e assim, o time fica mais ofensivo - mesmo em um sistema com mais jogadoras defensivas.
Com média de idade de 26 anos e 10 meses, a comandante chinesa prioriza jogadoras mais jovens no elenco buscando nas palavras dela “uma maior intensidade em contextos mais extremos”. Na visão da treinadora, um time mais jovem entrega mais ações dentro do campo de jogo, tendo em algumas oportunidades a preferência por jogadoras mais velozes, em duelos pela titularidade contra atletas mais técnicas.
A China gosta de trabalhar na recuperação rápida da posse de bola e uma construção ofensiva com muita velocidade. É bem provável que veremos as chinesas apostando no contra-ataque, principalmente diante de seleções mais fortes.
Ponto Fraco? Bola Parada!
A China tem uma das médias de estatura mais baixas da Copa (1,66m), dificultando em muitas situações o aproveitamento de bolas recuperadas pelo alto. Nos amistosos disputados na temporada, a maioria dos gols sofridos pela equipe se iniciaram a partir de cobranças de falta e escanteios.
Destaques Chinesas
Além da treinadora, quem se destaca, sem dúvidas, é a atacante Wang Shanshan. Experiente, tem 33 anos e entrega muita força física, habilidade e versatilidade, podendo atuar tanto no meio campo, como na ponta. Já foi eleita melhor jogadora da Copa Asiática de 2022 e Jogadora do Ano na China. Tem 1,68m, é canhota e nasceu na cidade de Luoyang, província de Honã. Em 2023, disputou quatro jogos e marcou um gol. No geral, tem 51 jogos e 18 gols pela Seleção.
Outro destaque é a meia e ponta-direita Wang Shuang. Canhota, tem 28 anos, 1,64m e entrega muita velocidade em qualquer esquema tático. Começou a carreira e se destacou no Wuhan Chedu, da sua cidade natal. Depois, teve passagens pelo Daejon Sportstoto, da Coréia do Sul, Dalian Quanjian, da China, e no Paris Saint-Germain, da França. Desde 2022, atua no Racing Louisville FC, nos Estados Unidos. Na temporada, anotou um gol em sete partidas disputadas. Pela China, jogou em 106 jogos e marcou 37 gols.
A expectativa das chinesas é superar o chamado "grupo da morte" contra Inglaterra - atual campeã europeia -, Dinamarca - embalada por quatro vitórias seguidas - e Haiti, que eliminou Senegal e a forte seleção do Chile nas eliminatórias da Copa.
O “jogo chave” para a China é na estreia diante da Dinamarca. A Inglaterra chega como favorita para vencer todos os jogos e o Haiti é a seleção mais frágil. Se não conseguir vencer a Dinamarca, o ideal é no mínimo, não perder. Um empate faria com que o saldo de gols virasse uma prioridade no grupo. Na Copa do Mundo de 1991, China e Dinamarca também estavam no mesmo grupo e as rosas de aço conquistaram a classificação em primeiro lugar.
A Inglaterra é uma das principais potências industriais, localizada na ilha da Grã-Bretanha, no litoral da Europa Ocidental, com uma população de aproximadamente 55,8 milhões de habitantes. O seu território é o maior do Reino Unido, com 130.279 quilômetros quadrados de extensão. Sua capital é Londres, mundialmente conhecida como o lar da realeza.
O sistema de governo que vigora no país é a monarquia parlamentarista, na qual o rei assume um papel de chefe de Estado. Enquanto, o primeiro-ministro fica a cargo da chefia do Executivo. A monarca mais longeva dos britânicos foi a Rainha Elizabeth II, ficando 70 anos e 214 dias à frente da Coroa Britânica.
O país carrega um importante feito: a invenção do futebol. A primeira partida oficial foi realizada em 1863, ano em que foi fundada a Football Association, primeiro órgão oficial do esporte, em Londres.
A terra do chá é uma das maiores potências mundiais, ocupando a sexta posição no ranking das maiores economias do mundo, com um PIB estimado em US$ 3,13 trilhões em 2023.
Lionesses
As Leoas, como são conhecidas, colecionam 5 aparições em Copa do Mundo, indo para a sua sexta participação em 2023. Mesmo com a fundação da Associação de Futebol Feminino (WFA), em 1969, as inglesas nunca conseguiram conquistar a tão sonhada taça. A melhor campanha da Seleção da Inglaterra foi na Copa do mundo de 2019, quando chegaram ao pódio conquistando o terceiro lugar.
Após a conquista da Eurocopa de 2022, as Leoas mostraram seu rugido, e se preparam para “trazer para a casa” a conquista da tão desejada copa do mundo.
The invecibles
Com uma das gerações mais promissoras da Inglaterra, a classificação veio fácil. A liderança do grupo D das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo garantiu que as britânicas se classificassem com folga. Com uma campanha espetacular, as Leoas não tomaram gol algum na campanha classificatória e, ainda, marcaram 80 gols durante a competição.
A rainha estrategista: Sarina Wiegman
Eleita a melhor técnica de 2023 pela FIFA, a holandesa Sarina Wiegman comanda a promissora geração inglesa. Após uma passagem vitoriosa pela seleção da Holanda, onde conquistou a Euro de 2017, a técnica consolidou seu estilo de jogo, com pontas velozes, versatilidade e intensidade. Wiegman costuma variar nas formações implementadas, entre as mais utilizadas estão o 4-2-3-1 e o tradicional 4-3-3.
Após a partida eletrizante entre Inglaterra e Alemanha na final da Eurocopa de 2022, sua capacidade de fazer substituições crucias foi demonstrada, quando Chloe Kelly veio do banco e marcou o gol do primeiro título de relevância das Leoas. A grande mente por trás das 11 jogadoras é Sarina Wiegman, a rainha estrategista.
Geração de ouro
No meio-campo, Keira Walsh tem o holofote. A volante de 26 anos atua pelo Barcelona, sendo um dos principais nomes da equipe. Com passes precisos e uma visão de jogo apurada, a meia campista chega como um dos principais nomes para a copa.
O setor defensivo não fica para trás, Lucy Bronze, Barcelona, e Alex Greenwood, Manchester City, representam a versatilidade e a solidez defensiva da equipe. As inglesas ainda contam com a proteção debaixo das traves da experiente goleira Mary Earps, do Manchester United.
Lauren Hemp, do Manchester City, e Alessia Russo, do Arsenal, são as Leoas com faro de gol. Hemp é uma das principais artilheiras dos campeonatos nacionais, tendo alcançado a marca de 21 participações em gols pelo seu clube na temporada 22/23.
Russo é o grande destaque da seleção da Inglaterra. Ela terá que assumir a responsabilidade de Beth Mead, craque inglesa que se lesionou em 2022 e não estará presente na competição, de aparecer em momentos críticos e assumir o papel de atriz principal no campo. Na Euro 2022, Alessia foi a segunda maior artilheira da equipe com 4 gols, ficando atrás somente de Mead que balançou as redes 6 vezes.
Com um futebol intenso e de encher os olhos, a Inglaterra está na prateleira das tranças favoritas dentro da competição. No seu grupo, as inglesas vão enfrentar Holanda, Portugal e Vietnã, e a expectativa é de uma classificação sem sustos. A geração que conquistou a Europa em 2022, e a Finalíssima contra o Brasil, em 2023, agora sonha em conquistar o mundo.
Com uma localização privilegiada, Portugal possui uma posição geográfica única. O país está localizado na Península Ibérica, no extremo sudoeste da Europa, e compartilha fronteiras terrestres apenas com a Espanha. Por meio de uma extensa costa de aproximadamente 1.793 quilômetros, Portugal é "abraçado" pelo Oceano Atlântico. As praias douradas e enseadas secretas compõem a paisagem costeira do país.
Além das belas praias, o país é rico em patrimônio histórico e cultural. Cidades destaques como Lisboa, Porto e Coimbra, revelam a arquitetura que mistura diferentes traços que compõem as obras religiosas. As ruas de paralelepípedos e bairros históricos transportam os visitantes para o séculos passados. Os castelos medievais, palácios extravagantes e igrejas ornamentadas são provas vivas de um passado autêntico e renomado.
Ao contrário do sistema presidencialista adotado no Brasil, em Portugal o sistema político é o parlamentarismo, no qual o poder é compartilhado entre o Presidente e o Primeiro-Ministro. Nesse caso, a presidência e os deputados são eleitos por meio de votos secretos, porém, o Presidente ainda precisa indicar um Primeiro Ministro. Essa indicação é feita após uma consulta aos partidos representados na Assembleia da República, não havendo um senado.
Assim como no Brasil, o futebol também ocupa um lugar de destaque em Portugal. É uma tradição portuguesa assistir aos jogos em bares e restaurantes por todo o país. O esporte desperta grande paixão e engajamento entre os portugueses, que se reúnem para torcer por seus times favoritos e compartilhar a emoção das partidas.
Um jogo para a história!
Em fevereiro de 2023, a seleção feminina de Portugal alcançou um feito histórico ao garantir, pela primeira vez, a classificação para a Copa do Mundo Feminina da FIFA. Em uma partida emocionante contra Camarões, disputada em Hamilton, na Nova Zelândia, a equipe portuguesa conquistou a vitória nos acréscimos.
Na disputa de repescagem intercontinental das eliminatórias, a seleção portuguesa estava à frente de Camarões com um gol marcado de rebote na área por Diana Gomes aos 22 minutos. No entanto, a camaronês Ajara Nchout empatou o jogo, aos 44 minutos do segundo tempo. Faltando apenas um minuto para o fim do tempo regulamentar, aos 49 minutos, Carole Costa converteu um pênalti decisivo, garantindo a vitória por 2 a 1 e a tão desejada vaga na Copa do Mundo.
Nos últimos anos, o país tem sido palco de um crescimento notável no interesse das mulheres pelo futebol, acompanhado pelo envolvimento cada vez maior dos principais clubes da elite lusitana no desenvolvimento de equipes femininas.
Essa tendência ascendente se refletiu na seleção nacional, que em março de 2018 ocupava o 38° lugar no ranking da Federação Internacional de Futebol (FIFA), e em 2023 o time ocupa o 21° lugar da lista. Além disso, um de seus destaques, é a dupla participação consecutiva na fase de grupos na Eurocopas Femininas da UEFA de 2017 e 2022.
Projeto Luso
O treinador Francisco Neto comanda a seleção portuguesa desde 2014, mas antes já participava da equipe técnica como coordenador. Para o Campeonato Mundial, o treinador deve apostar em uma equipe ambiciosa e que possa surpreender, já que sua formação favorita é o 4-3-3, explorando a criatividade de suas atletas.
No entanto, também é clara a sua preocupação defensiva, e o maior exemplo é o meio-campo a três, composto por jogadoras predominantemente de equilíbrio. Um exemplo da sua efetividade como técnico são os últimos jogos. Em 10 jogos, o time somou oito vitórias, um empate e uma derrota. Nesses últimos jogos, Neto utilizou 28 jogadoras.
A seleção portuguesa está no grupo E da competição ao lado de Holanda, Estados Unidos e Vietnã. O time estreia no dia 23 de julho, diante da Holanda.
Pra ficar de olho!
Uma das jogadoras destaques é Carole Costa, zagueira de 33 anos, que possui 10 títulos com a seleção portuguesa. A defensora provou sua habilidade e importância ao marcar o gol decisivo de pênalti que garantiu a classificação do país para o Campeonato Mundial. Além disso, acumula um total de 153 jogos e 18 gols ao longo de sua carreira pela seleção, e em seus últimos oito jogos, conquistou sete vitórias.
Diane Silva, atacante de 28 anos, é outra jogadora de destaque da seleção portuguesa. A atleta ganhou reconhecimento quando atuou no Braga pela habilidade, velocidade, drible e precisão nas finalizações. Na última Taça da Liga Feminina de Portugal, Diana teve uma participação em gols com três assistências, e foi a jogadora com mais gols marcados como reserva.
Imagem: David Rowland/Reuters
A seleção portuguesa terá um grupo complicado na primeira fase. O trabalho longevo de Francisco Neto ainda apresenta fragilidades e será posto a prova em jogos contra as favoritas como Estados Unidos e Holanda. No entanto, a esperança lusitana é na mescla entre juventude e experiência, para surpreender na Copa do Mundo de 2023.