Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Com um time experiente e habilidoso, a Suécia busca confirmar o favoritismo nesta Copa do Mundo.
por
Lucca Ranzani
|
11/07/2023 - 12h

Localizada no norte da Europa, a Suécia, que é considerado um país escandinavo participara novamente da Copa do Mundo feminina de 2023. Sua capital é Estocolmo e a população total é de aproximadamente 10 milhões de habitantes.

A Suécia é um país cheio de curiosidades interessantes, como por exemplo ser a nação com a maior expectativa de vida do mundo, com mulheres sendo 84 anos e homens 80,7, também se tem um dos países com o maior tempo de licença maternidade, ou seja, os pais podem tirar até 480 dias de afastamento após o nascimento do filho. 

O país tem sete vencedores de prêmio nobel, incluindo a primeira mulher ganhadora da história em 1909, Selma Lagerlöf, escritora de vários livros como "A saga de Gösta Berling" e "Jerusalém e A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson". Lagerlöf também se tornou a primeira mulher a ser membro da academia sueca, em 1914.

Veterana

Jogadoras comemorando gol contra a Belgica na Eurocopa de 2022 (Foto: Slysports)
Jogadoras comemorando gol contra a Belgica na Eurocopa de 2022 (Foto: Slysports)


A seleção sueca participou de todas as Copas do Mundo desde a criação, em 1991. No entanto, a Suécia ainda busca o seu primeiro título. Em 2003, bateu na trave em ao perder para a Alemanha por 2 a 1 na final. Também acabou conquistando por duas vezes a terceira colocação, em 1991 e 2011. A seleção acabou se classificando para a copa do mundo após liderar o seu grupo nas eliminatórias sem maiores preocupações, com uma campanha de 8 jogos, 7 vitórias e 1 empate, com 32 gols marcados e somente 2 sofridos.

Trupp do Peter Gerhardsson

Peter Gerhardsson, comandante da Suécia. (Foto:Bildbyran)
Peter Gerhardsson, comandante da Suécia. (Foto:Bildbyran)

As Blãgult, são comandadas por Peter Gerhardsson que faz um trabalho consolidado à frente da seleção sueca que desde 2017 comanda o time, com 55 jogos, 38 vitórias, 8 derrotas e 8 empates. As suecas costumam ser escaladas em um 4-4-2, porém, na fase ofensiva o esquema muda para um 3-5-2 e na defensiva para um 4-5-1. 

A variação tática executada pelas Blãgult tem dois objetivos definidos. Na defesa, a mudança significa mais consistência na última linha. Já no ataque, as suecas se utilizam de jogadoras velozes e com bom passe, o que resulta em uma rápida transição entre defesa e ataque. O meio-campo sueco costuma não dar espaços ao adversário, impondo um ritmo de jogo bastante físico e de intensidade.


Olho nelas!

 

Um dos principais jogadoras da seleção é a zagueira Magdalena Eriksson, que atuava no Chelsea até o final da última temporada e está de transferência para o Bayern de Munique. A defensora tem 68 jogos e 8 gols pela seleção. Outro grande destaque é a atacante Stina Blackstenius, do Arsenal. Aos 27 anos, a atacante soma 90 jogos e 28 gols com a camisa da Suécia.

Stine Blackstenius em partida pela seleção da Suécia. (Foto: BBC)
Stine Blackstenius em partida pela seleção da Suécia. (Foto: BBC)

O ataque sueco promete incomodar as seleções adversárias. Com 144 jogos e 23 gols, a atacante Sofia Jakobsson, atacante do San Diego Wave FC,  vai preocupar a marcação adversária. Ainda no ataque, a jogadora Fridolina Rolfö, do Barcelona, acumula 77 jogos pela seleção e marcou 25 gols. Aos 33 anos, Kosovare Asllani, do Milan, soma 170 jogos e 44 gols pela Suécia. 


Com uma seleção forte fisicamente, técnica e com jogadoras acostumadas a grandes jogos nas principais ligas da Europa, a Suécia chega com o peso de ser a atual número 3 no ranking da FIFA de futebol feminino. No grupo G grupo contra África do Sul, Argentina e Itália, as suecas buscam confirmar o favortisimo em busca do título mundial na Oceania. 
 

A seleção feminina holandesa disputará mais uma Copa, desta vez com Andries Jonker como técnico e uma sede de vitória nunca vista antes.
por
Maria Fernanda Müller
|
10/07/2023 - 12h

Localizada na Europa Ocidental, a Holanda faz fronteira com a Bélgica e com a Alemanha. Com uma população de 17 milhões de pessoas, o país das tulipas é exemplo de qualidade de vida e tem um alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) - 0,941 de acordo com a definição estabelecida pela ONU.

 

A Holanda possui riquezas históricas e culturais que atraem milhões de turistas todos os anos.  Além de sua beleza natural e paisagens pitorescas, o país é famoso por seu espírito inovador, arquitetura moderna, ciclovias intermináveis ​​e um forte compromisso com a sustentabilidade. O ciclismo e o investimento em infraestruturas para bicicletas já proporcionaram mais de 35.000 quilômetros em ciclovias. As bicicletas são uma forma popular de transporte nas cidades holandesas.

 

A cultura é diversificada e aberta, refletindo a mentalidade tolerante e progressista do país. Amsterdã, a capital, é um centro rico em cultura, como por exemplo o renomado Museu do Van Gogh. O uso de Cannabis também é legalizado.

 Keukehof

O famoso jardim das tulipas, Keukenhof, visto na primaveira. 
 

A Holanda também é famosa por sua tradição floral, e uma visita ao famoso Keukenhof é um ambiente satisfatório e imperdível para os amantes de flores. Localizado nos arredores de Lisse, o jardim é famoso por seus vastos campos de tulipas coloridas. Não se pode falar da Holanda sem mencionar seus icônicos moinhos de vento, que são um símbolo do país. Por ser um país abaixo do nível do mar, a Holanda fica vulnerável a enchentes. Os moinhos têm a função de drenar água de volta para o rio, para que a terra possa ser cultivada.


 

Holanda ou Países Baixos?

 

Países Baixos é o nome oficial da Holanda. A identidade foi sendo construída ao longo dos anos de desenvolvimentos sociais e políticos. Para entender a origem do nome, é preciso entender a história do país.

 

No século V, com a queda do Império Romano, uma região foi invadida por várias tribos germânicas, incluindo os francos. Durante a Idade Média, o território holandês foi dividido em vários condados e senhorios feudais. No século XVI, a Holanda tornou-se parte dos Países Baixos, uma união política liderada pelos Duques de Borgonha. Foi nessa época que o país começou a se destacar como uma potência comercial e marítima.

 

A Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648) foi um dos períodos mais importantes da história holandesa. Essa guerra de independência foi travada contra o domínio espanhol e evoluiu na formação da República dos Sete Países Baixos Unidos, que mais tarde se tornou conhecida como República das Províncias Unidas.

 

No século XIX, a Holanda passou por um período de turbulência política e industrialização. O país sofreu invasões francesas e posteriormente foi incorporado ao Império Napoleônico. Após a queda de Napoleão, a Holanda se tornou um reino independente, com Guilherme I se tornando o primeiro rei dos Países Baixos.

 

Oranjeleeuwinnen

 

Embora a seleção holandesa feminina tenha começado a participar de competições internacionais na década de 1970, foi no século XXI que o time ganhou destaque. A equipe conquistou seu primeiro título importante em 2017, quando venceu a Eurocopa, realizada na própria Holanda.
 

A vitória no Campeonato Europeu de 2017 trouxe entusiasmo ao futebol feminino no país. As Oranjeleeuwinnen se tornaram verdadeiras heroínas nacionais, inspirando jovens jogadoras a seguir no esporte. A conquista também destacou a qualidade técnica e tática da seleção, bem como sua capacidade de competir em alto nível.

 

Em 2019, a seleção feminina holandesa confirmou seu crescimento ao chegar à final da Copa do Mundo Feminina, realizada na França. Embora tenha sido derrotada pela seleção dos Estados Unidos, o segundo lugar foi uma conquista notável. O desempenho das Oranjeleeuwinnen ao longo do torneio mostrou força e resiliência, solidificando seu lugar entre uma das seleções protagonistas do mundo.

 

Após a saída da histórica treinadora Sarina Wiegman, o inglês Mark Parsons foi o primeiro que assumiu como técnico. Mas a passagem não empolgou, e as holandesas caíram para a França nas quartas de final da Eurocopa 2022. O desempenho abaixo do esperado fez com que Parsons fosse substituído por Andries Jonker.
 

Professor Jonker

 

Sob nova direção, Andries Jonker terá a missão de comandar a Holanda nesta Copa do Mundo. O primeiro objetivo cumprido por Jonker foi evitar os playoffs da Copa do Mundo. Assim, garantiu uma passagem direta para a Austrália e a Nova Zelândia.

 

O treinador é conhecido por seu estilo de jogo ofensivo. Além disso, gosta de jogadas trabalhadas que mantêm a posse de bola, incentivando sempre passes curtos e rápidos para criar oportunidades de ataque, além de estimular o improviso, dando liberdade para a criatividade das atletas. Jonker prefere manter o adversário sempre no seu campo de defesa.

 

A expectativa é de que a seleção seja escalada em um 4-3-3 ou 5-3-2, mas outra habilidade percebida no jogo traçado por Jonker é a flexibilidade tática do time nas diferentes situações de jogo. O treinador pode fazer ajustes estratégicos conforme a partida, alterando a formação ou a posição das jogadoras para explorar as fraquezas do adversário e fortalecer as áreas de força de sua própria equipe.
 

As craques

 

Jill Roord foi uma escolha automática para Jonker, já que conhece o estilo direto da jogadora. A atacante com um domínio de bola seguro já passou por grandes clubes durante sua carreira como Twente, Bayern de Munique e Arsenal. 

 

Atualmente jogando no Wolfsburg, a meio-campista já conquistou 6 títulos em competições, sendo 4 deles nacionais e 2 internacionais. Pela seleção holandesa, a atacante já marcou 21 gols em 86 jogos. Roord, que vai para essa sua segunda Copa do Mundo, é conhecida por sua técnica, visão de jogo e habilidade para marcar gols. Sua versatilidade e capacidade de jogar em diferentes posições no meio-campo fazem dela uma jogadora valiosa tanto para sua equipe nacional quanto para seus clubes.

 

Jill Roord

 Jill Roord, meia-campista da OranjeLeeuwinnen, em um momento de concentração e análise do campo antes de um jogo começar. Reprodução Getty Images.


 

Fenna Kalma se tornou prodígio em seu time, Twente, após realizar o marco de 45 gols em 32 jogos na temporada. Vestindo a camisa laranja, Kalma já provou que é peça importante na busca por vitórias. A atacante se destaca por sua velocidade, habilidade técnica e o dom de achar oportunidade de gol. Titular, dificilmente é substituída durante os jogos, tendo seu tempo médio de 90 minutos por jogo.

 

A jogadora foi uma presença constante nas convocações neste ciclo de Copa. Estreou pela equipe principal em 2019, e participou de competições como a Copa do Mundo Feminina em 2019 e os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio. No entanto, para a surpresa dos torcedores, Kalma não foi convocada por Jonker para o mundial na Oceania.


 

Fenna Kalma

Fenna Kalma em entrevista para a Fifa após ser considerada a melhor jogadora da partida em amistoso pré-Copa. Reprodução Fifa Getty Images.


 

Daniëlle van de Donk se destaca pelo seu estilo de jogo criativo e influente. Sua habilidade em campo é marcada por sua visão excepcional, passes precisos e capacidade de criar oportunidades de gol para sua equipe. 

 

Van de Donk é um jogador versátil que pode atuar tanto como meia-central quanto como meia-atacante, adaptando-se facilmente às necessidades táticas de sua equipe. Essa versatilidade chamou a atenção do técnico Jonker, que procura jogadoras que possam se adaptar conforme o jogo. Pelas laranjas já fez 139 jogos e 33 gols. 

 

Daniëlle van den Donk

"Sentimos sempre a pressão!", confessa Daniëlle van den Donk, uma das jogadoras mais experientes da seleção, sobre as semifinais dos play-offs da Copa do Mundo Feminina. Reprodução Pro Shots.

 

Outra estrela holandesa é Lieke Martens, uma das jogadores mais experientes do time. Atacante habilidosa e multifacetada, é capaz de atuar em várias posições no setor ofensivo. Sua transferência para o Barcelona, em 2017, foi um ponto de virada em sua carreira. Martens teve um impacto imediato no clube espanhol, ajudando-os a conquistar o título da Liga dos Campeões Feminina da UEFA em sua primeira temporada. Inclusive foi premiada com a The Best Fifa: Melhor Jogadora Feminina no mesmo ano, sendo a primeira holandesa a ganhar esse prêmio.

 

Martens teve sua estreia pela seleção em 2011, e já marcou 57 gols com a camisa laranja. A atacante participou de duas Copas do Mundo, em 2015 e 2019, sendo uma das protagonistas. Sua técnica refinada, velocidade e capacidade de driblar têm feito de Lieke Martens uma referência no futebol feminino mundial. 

Lieke Martens

Lieke Martens, a melhor jogadora do mundo em 2017, assinando contrato com o PSG após deixar o Barcelona. "Este time tem um potencial incrível". Reprodução Paris-Saint Germain 

 

Com histórico de "quase" em Copas do Mundo, a Holanda aposta no encaixe de grandes atletas para superar as favoritas da Copa do Mundo e levar o tão sonhado título de campeã mundial para casa. No grupo E, com Estados Unidos, Portugal e Vietnã, as laranjas já terão um teste ao enfrentar as poderosas atletas estadunidenses. O duelo deve definir os rumos do grupo e da Holanda na competição. 



 

Em transformação no esporte, conheça mais sobre a seleção chinesa
por
Leonardo Caporalini
|
08/07/2023 - 12h

Com quase um quinto da população mundial e mais de 1,3 bilhão de habitantes, a China é uma República Popular Socialista, sob liderança política do Partido Comunista Chinês. A nação do sudeste asiático se descreve como uma "ditadura democrática liderada pela classe trabalhadora e baseada na aliança de trabalhadores e camponeses”.

Sendo uma das maiores potências do globo e a segunda maior economia do mundo, a China tem protagonismo no cenário internacional. Segundo informações do ranking especializado “Global Firepower”, os chineses também dispõem de um dos maiores poderios militares da Terra, possuindo, assim, o maior exército do mundo em número de soldados ativos (2 milhões de combatentes) e o segundo em orçamento de defesa (U$ 230 bilhões, atrás apenas dos Estados Unidos).

O sistema político do país se baseou por muito tempo em monarquias hereditárias como a Dinastia Qing (1644-1912), que governou o país por mais de 250 anos. Desde a introdução da reforma econômica no país em 1978, a China se tornou uma das economias que mais cresce no mundo, sendo a maior exportadora da terra (US$ 3.36 trilhões) e a segunda que mais importa mercadorias (US$ 2 trilhões), indicam as informações deste ano da Organização Mundial do Comércio. A industrialização nacional, inclusive, reduziu a sua taxa de pobreza de 53% (em 1981) para 8% (em 2001), com informações do maior e mais conhecido banco de desenvolvimento no mundo, o World Bank Group.

Todo esse domínio chinês também se reflete no esporte. O país é um dos que mais tem medalhas olímpicas, se tornando peça chave em uma das maiores competições do esporte mundial principalmente a partir dos anos 2000, quando ficou em 3º lugar no quadro de medalhas. Em 2008, na sua capital Pequim, conquistou o 1° lugar com o maior número de ouros. Apesar das competições mais premiadas serem o salto ornamental e o levantamento de peso, o esporte mais popular da China é o tênis de mesa.

A Grande Muralha da China, uma das construções humanas mais notáveis da história. Foto: Hung Chung Chih/National Geographic.
A Grande Muralha da China, uma das construções humanas mais notáveis da história. Foto: Hung Chung Chih/National Geographic.

 

Transformação no Futebol

Antes de falarmos sobre a “história chinesa na bola”, é importante entender o processo de popularização do esporte proposto pela China. Um plano foi elaborado no país pela Administração Geral dos Esportes, conjuntamente com os Ministérios da Educação e das Finanças, além da Associação Chinesa de Futebol (CFA). A ideia, apresentada também pelo presidente da China, Xi Jinping, é animadora e extremamente ambiciosa: transformar o país em uma das maiores potências do futebol.

Para alcançar esse objetivo, metas foram traçadas até 2035, visando uma reestruturação completa no esporte. Dentro desse planejamento, sete áreas serão priorizadas, sendo elas o aprimoramento da gestão desportiva, melhorias na seleção nacional, sistema de treinamento e competição entre jovens, desenvolvimento do esporte nas escolas, formação de treinadores de elite e a popularização do esporte no país com transmissões televisivas. Um dos principais alvos do governo, inclusive, é a candidatura para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2031. A China já sediou a Copa do Mundo duas vezes, em 1991 e 2007.

Treino de futebol feminino em escola primária na província de Henan, China. Foto: Xinhua/Hao Yuan.
Treino de futebol feminino em escola primária na província de Henan, China. Foto: Xinhua/Hao Yuan.

As Rosas de Aço

Tanto a China como os Estados Unidos, se tornaram referências no futebol quando as mulheres entraram em campo. Enquanto os jogadores chineses venceram apenas duas vezes a Copa do Leste Asiático (2005 e 2010), as jogadoras, por outro lado, ostentam inúmeros títulos importantes e várias campanhas de destaque. As “Rosas de Aço”, como são conhecidas, já venceram nove vezes a Copa da Ásia (1986, 1989, 1991, 1993, 1995, 1997, 1999, 2006 e 2022), além de um 4° lugar na Copa do Mundo de 1995 e um vice-campeonato mundial da competição de 1999.

Seleção feminina da China, vice-campeãs da Copa do Mundo de 1999.
Seleção feminina da China, vice-campeãs da Copa do Mundo de 1999. Foto: AP/South China Morning Post.

Na última edição da Copa, em 2019, a equipe não foi bem e acabou sendo eliminada pela Itália nas oitavas de final. Ainda assim, o retrospecto chinês é bom no principal campeonato do mundo: o país tem sete participações, ficando na quinta colocação em sua primeira participação, em 1991, caindo nas quartas-de-final três vezes (2003, 2007 e 2015), uma nas oitavas (2019), uma na semis (1995) e na final (1999), em apenas uma oportunidade.

 

A estrela de Qingxia

Depois de uma Copa do Mundo decepcionante em 2019, a equipe se reestruturou e fez uma excelente Copa Asiática em 2022, conquistando o 9° título para o país e encerrando um tabu de 16 sem vencer no território em que a China tem absoluto domínio. Um dos motivos para a ótima campanha? A atual treinadora chinesa, Shui Qingxia.

A primeira ex-jogadora a treinar a seleção tem 56 anos, atuava como meia e fez parte do time mais dominante da história do futebol asiático, entre 1986 e 1997. Foi prata no futebol nos Jogos Olímpicos em 1996, em Atlanta, e disputou duas Copas e duas Olimpíadas pela China.

Contratada em 18 de novembro de 2021, tem até o momento 13 jogos como técnica com 7 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas. Qingxia foi campeã 6 vezes da Copa Asiática (cinco como jogadora e uma ano passado, como treinadora) vencendo o torneio todas as vezes que disputou. A treinadora, inclusive, assumiu a Seleção Chinesa apenas dois meses e meio antes da quebra do tabu de títulos do país na competição, e encerrou o campeonato com uma grande vitória por 3 a 2 de virada, diante da Coréia do Sul.  

Depois de terminarem 2022 invictas - com seis vitórias, dois empates e enfrentando apenas seleções asiáticas -, a Seleção Chinesa mudou suas estratégias e enfrentou apenas equipes europeias nesta temporada. Apesar da aposta, o desempenho não atingiu as expectativas e em quatro jogos na temporada, a seleção ainda não venceu. As rosas de aço acumulam derrotas para a Suécia (4 a 1), Espanha (3 a 0) e empates diante de Suíça e Irlanda (ambos 0 a 0), e já não marcam gols há três partidas. Atualmente, a China ocupa o 14° lugar no ranking da FIFA de seleções femininas.

Shui Qingxia, atual treinadora chinesa e atleta da seleção entre 1986 e 1997.
Shui Qingxia, atual treinadora chinesa e atleta da seleção entre 1986 e 1997. Foto: CFP.

Intensidade e Velocidade!

A treinadora já usou três esquemas táticos diferentes desde que assumiu o time. Na Copa Asiática de 2022, Qingxia adotou um 4-3-3, priorizando a velocidade pelas laterais do campo. Já nesta temporada, Qingxia vem utilizando um 4-4-2, fortalecendo a criação das jogadas a partir de um meio de campo espaçado. Mas, nenhuma dessas é a formação preferida da técnica.

Shui Qingxia é fã de um sistema com três zagueiras, escalando o time em um 5-3-2. No caso, essa formação consegue suprir duas prioridades para a treinadora. As laterais viram alas, as meias podem se deslocar como segundas atacantes e assim, o time fica mais ofensivo - mesmo em um sistema com mais jogadoras defensivas.

Com média de idade de 26 anos e 10 meses, a comandante chinesa prioriza jogadoras mais jovens no elenco buscando nas palavras dela “uma maior intensidade em contextos mais extremos”. Na visão da treinadora, um time mais jovem entrega mais ações dentro do campo de jogo, tendo em algumas oportunidades a preferência por jogadoras mais velozes, em duelos pela titularidade contra atletas mais técnicas.

A China gosta de trabalhar na recuperação rápida da posse de bola e uma construção ofensiva com muita velocidade. É bem provável que veremos as chinesas apostando no contra-ataque, principalmente diante de seleções mais fortes.

 

Ponto Fraco? Bola Parada!

A China tem uma das médias de estatura mais baixas da Copa (1,66m), dificultando em muitas situações o aproveitamento de bolas recuperadas pelo alto. Nos amistosos disputados na temporada, a maioria dos gols sofridos pela equipe se iniciaram a partir de cobranças de falta e escanteios.

 

Destaques Chinesas

Além da treinadora, quem se destaca, sem dúvidas, é a atacante Wang Shanshan. Experiente, tem 33 anos e entrega muita força física, habilidade e versatilidade, podendo atuar tanto no meio campo, como na ponta. Já foi eleita melhor jogadora da Copa Asiática de 2022 e Jogadora do Ano na China. Tem 1,68m, é canhota e nasceu na cidade de Luoyang, província de Honã. Em 2023, disputou quatro jogos e marcou um gol. No geral, tem 51 jogos e 18 gols pela Seleção.

A atacante Wang Shanshan, de 33 anos, da seleção chinesa. Foto: Reprodução/AFC Women's Asian Cup.
A atacante Wang Shanshan, de 33 anos, da seleção chinesa. Foto: Reprodução/AFC Women's Asian Cup.

Outro destaque é a meia e ponta-direita Wang Shuang. Canhota, tem 28 anos, 1,64m e entrega muita velocidade em qualquer esquema tático. Começou a carreira e se destacou no Wuhan Chedu, da sua cidade natal. Depois, teve passagens pelo Daejon Sportstoto, da Coréia do Sul, Dalian Quanjian, da China, e no Paris Saint-Germain, da França. Desde 2022, atua no Racing Louisville FC, nos Estados Unidos. Na temporada, anotou um gol em sete partidas disputadas. Pela China, jogou em 106 jogos e marcou 37 gols.

Wang Shuang, meia e ponta direita da seleção da China, tem 28 anos. Foto: Punit Paranjpe/AFP/Getty Images.
Wang Shuang, meia e ponta direita da seleção da China, tem 28 anos. Foto: Punit Paranjpe/AFP/Getty Images.

A expectativa das chinesas é superar o chamado "grupo da morte" contra Inglaterra - atual campeã europeia -, Dinamarca - embalada por quatro vitórias seguidas - e Haiti, que eliminou Senegal e a forte seleção do Chile nas eliminatórias da Copa.

O “jogo chave” para a China é na estreia diante da Dinamarca. A Inglaterra chega como favorita para vencer todos os jogos e o Haiti é a seleção mais frágil. Se não conseguir vencer a Dinamarca, o ideal é no mínimo, não perder. Um empate faria com que o saldo de gols virasse uma prioridade no grupo. Na Copa do Mundo de 1991, China e Dinamarca também estavam no mesmo grupo e as rosas de aço conquistaram a classificação em primeiro lugar.

Com o desempenho recente, seleção inglesa chega como favorita para o mundial de 2023
por
Leonardo de Sá
|
08/07/2023 - 12h

A Inglaterra é uma das principais potências industriais, localizada na ilha da Grã-Bretanha, no litoral da Europa Ocidental, com uma população de aproximadamente 55,8 milhões de habitantes. O seu território é o maior do Reino Unido, com 130.279 quilômetros quadrados de extensão. Sua capital é Londres, mundialmente conhecida como o lar da realeza.

O sistema de governo que vigora no país é a monarquia parlamentarista, na qual o rei assume um papel de chefe de Estado. Enquanto, o primeiro-ministro fica a cargo da chefia do Executivo. A monarca mais longeva dos britânicos foi a Rainha Elizabeth II, ficando 70 anos e 214 dias à frente da Coroa Britânica. 

O país carrega um importante feito: a invenção do futebol. A primeira partida oficial foi realizada em 1863, ano em que foi fundada a Football Association, primeiro órgão oficial do esporte, em Londres.
A terra do chá é uma das maiores potências mundiais, ocupando a sexta posição no ranking das maiores economias do mundo, com um PIB estimado em US$ 3,13 trilhões em 2023. 

Transatlântico Oceania: Inglaterra
Big Ben, cartão postal de Londres. Foto: Nyhabitat

Lionesses

As Leoas, como são conhecidas, colecionam 5 aparições em Copa do Mundo, indo para a sua sexta participação em 2023. Mesmo com a fundação da Associação de Futebol Feminino (WFA), em 1969, as inglesas nunca conseguiram conquistar a tão sonhada taça. A melhor campanha da Seleção da Inglaterra foi na Copa do mundo de 2019, quando chegaram ao pódio conquistando o terceiro lugar. 

Após a conquista da Eurocopa de 2022, as Leoas mostraram seu rugido, e se preparam para “trazer para a casa” a conquista da tão desejada copa do mundo.

Transatlântico Oceania: Inglaterra
Seleção inglesa após a conquista da Eurocopa 2022. Foto: EPA

The invecibles 

Com uma das gerações mais promissoras da Inglaterra, a classificação veio fácil. A liderança do grupo D das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo garantiu que as britânicas se classificassem com folga. Com uma campanha espetacular, as Leoas não tomaram gol algum na campanha classificatória e, ainda, marcaram 80 gols durante a competição. 

Transatlântico Oceania: Inglaterra
Lauren Hemp comemora um de seus gols em goleada da Inglaterra nas eliminatórias para a copa. Robbie Jay Barratt / ESPN

A rainha estrategista: Sarina Wiegman

Eleita a melhor técnica de 2023 pela FIFA, a holandesa Sarina Wiegman comanda a promissora geração inglesa. Após uma passagem vitoriosa pela seleção da Holanda, onde conquistou a Euro de 2017, a técnica consolidou seu estilo de jogo, com pontas velozes, versatilidade e intensidade. Wiegman costuma variar nas formações implementadas, entre as mais utilizadas estão o 4-2-3-1 e o tradicional 4-3-3. 

Após a partida eletrizante entre Inglaterra e Alemanha na final da Eurocopa de 2022, sua capacidade de fazer substituições crucias foi demonstrada, quando Chloe Kelly veio do banco e marcou o gol do primeiro título de relevância das Leoas. A grande mente por trás das 11 jogadoras é Sarina Wiegman, a rainha estrategista.  

Transatlântico Oceania: Inglaterra
 Sarina Wiegman comemora com as jogadoras da Inglaterra. Foto: GLYN KIRK / AFP

Geração de ouro

No meio-campo, Keira Walsh tem o holofote. A volante de 26 anos atua pelo Barcelona, sendo um dos principais nomes da equipe. Com passes precisos e uma visão de jogo apurada, a meia campista chega como um dos principais nomes para a copa.

Transatlântico Oceania: Inglaterra
Keira Walsh. Foto: Richard Callis / SPP

O setor defensivo não fica para trás, Lucy Bronze, Barcelona, e Alex Greenwood, Manchester City, representam a versatilidade e a solidez defensiva da equipe. As inglesas ainda contam com a proteção debaixo das traves da experiente goleira Mary Earps, do Manchester United.

Transatlântico Oceania: Inglaterra
Lucy Bronze posa com a camisa do Barcelona. Foto: FC Barcelona / Via instagram

Lauren Hemp, do Manchester City, e Alessia Russo, do Arsenal, são as Leoas com faro de gol. Hemp é uma das principais artilheiras dos campeonatos nacionais, tendo alcançado a marca de 21 participações em gols pelo seu clube na temporada 22/23.

Transatlântico Oceania: Inglaterra
Lauren Hemp. Foto: Telegraph

Russo é o grande destaque da seleção da Inglaterra. Ela terá que assumir a responsabilidade de Beth Mead, craque inglesa que se lesionou em 2022 e não estará presente na competição, de aparecer em momentos críticos e assumir o papel de atriz principal no campo. Na Euro 2022, Alessia foi a segunda maior artilheira da equipe com 4 gols, ficando atrás somente de Mead que balançou as redes 6 vezes.

Transatlântico Oceania: Inglaterra
Alessia Russo. Foto: Arsenal / via Instagram


Com um futebol intenso e de encher os olhos, a Inglaterra está na prateleira das tranças favoritas dentro da competição. No seu grupo, as inglesas vão enfrentar Holanda, Portugal e Vietnã, e a expectativa é de uma classificação sem sustos. A geração que conquistou a Europa em 2022, e a Finalíssima contra o Brasil, em 2023, agora sonha em conquistar o mundo. 

Com talento e determinação, a seleção Portuguesa conquista seu espaço no cenário internacional.
por
Luciana Meira Zerati
|
07/07/2023 - 12h

 

Com uma localização privilegiada, Portugal possui uma posição geográfica única. O país está localizado na Península Ibérica, no extremo sudoeste da Europa, e compartilha fronteiras terrestres apenas com a Espanha. Por meio de uma extensa costa de aproximadamente 1.793 quilômetros, Portugal é "abraçado" pelo Oceano Atlântico. As praias douradas e enseadas secretas compõem a paisagem costeira do país.

Além das belas praias, o país é rico em patrimônio histórico e cultural. Cidades destaques como Lisboa, Porto e Coimbra, revelam a arquitetura que mistura diferentes traços que compõem as obras religiosas. As ruas de paralelepípedos e bairros históricos transportam os visitantes para o séculos passados. Os castelos medievais, palácios extravagantes e igrejas ornamentadas são provas vivas de um passado autêntico e renomado.

Ao contrário do sistema presidencialista adotado no Brasil, em Portugal o sistema político é o parlamentarismo, no qual o poder é compartilhado entre o Presidente e o Primeiro-Ministro. Nesse caso, a presidência e os deputados são eleitos por meio de votos secretos, porém, o Presidente ainda precisa indicar um Primeiro Ministro. Essa indicação é feita após uma consulta aos partidos representados na Assembleia da República, não havendo um senado. 

Assim como no Brasil, o futebol também ocupa um lugar de destaque em Portugal. É uma tradição portuguesa assistir aos jogos em bares e restaurantes por todo o país. O esporte desperta grande paixão e engajamento entre os portugueses, que se reúnem para torcer por seus times favoritos e compartilhar a emoção das partidas. 

 

  Cidade de Porto, uma das mais antigas de Portugal.  Imagem: Sean Pavone Photo/iStock
Cidade de Porto, uma das mais antigas de Portugal.  Imagem: (Sean Pavone Photo/iStock) 

 

Um jogo para a história!

 

Em fevereiro de 2023, a seleção feminina de Portugal alcançou um feito histórico ao garantir, pela primeira vez, a classificação para a Copa do Mundo Feminina da FIFA. Em uma partida emocionante contra Camarões, disputada em Hamilton, na Nova Zelândia, a equipe portuguesa conquistou a vitória nos acréscimos. 

Na disputa de repescagem intercontinental das eliminatórias, a seleção portuguesa estava à frente de Camarões com um gol marcado de rebote na área por Diana Gomes aos 22 minutos. No entanto, a camaronês Ajara Nchout empatou o jogo, aos 44 minutos do segundo tempo. Faltando apenas um minuto para o fim do tempo regulamentar, aos 49 minutos, Carole Costa converteu um pênalti decisivo, garantindo a vitória por 2 a 1 e a tão desejada vaga na Copa do Mundo.

Nos últimos anos, o país tem sido palco de um crescimento notável no interesse das mulheres pelo futebol, acompanhado pelo envolvimento cada vez maior dos principais clubes da elite lusitana no desenvolvimento de equipes femininas. 

Essa tendência ascendente se refletiu na seleção nacional, que em março de 2018 ocupava o 38° lugar no ranking da Federação Internacional de Futebol (FIFA), e em 2023 o time ocupa o 21° lugar da lista. Além disso, um de seus destaques, é a dupla participação consecutiva na fase de grupos na Eurocopas Femininas da UEFA de 2017 e 2022. 

 

Projeto Luso 

O treinador Francisco Neto comanda a seleção portuguesa desde 2014, mas antes já participava da equipe técnica como coordenador. Para o Campeonato Mundial, o treinador deve apostar em uma equipe ambiciosa e que possa surpreender, já que sua formação favorita é o 4-3-3, explorando a criatividade de suas atletas.

No entanto, também é clara a sua preocupação defensiva, e o maior exemplo é o meio-campo a três, composto por jogadoras predominantemente de equilíbrio. Um exemplo da sua efetividade como técnico são os últimos jogos. Em 10 jogos, o time somou oito vitórias, um empate e uma derrota. Nesses últimos jogos, Neto utilizou 28 jogadoras.

A seleção portuguesa está no grupo E da competição ao lado de Holanda, Estados Unidos e Vietnã. O time estreia no dia 23 de julho, diante da Holanda.

reinador Francisco Neto na comemoração da classificação de Portugal para o Mundial   Imagem: David Rowland/Reuters
Treinador Francisco Neto na comemoração da classificação de Portugal para o Mundial         Imagem: David Rowland/Reuters

 

Pra ficar de olho!

Uma das jogadoras destaques é Carole Costa, zagueira de 33 anos, que possui 10 títulos com a seleção portuguesa. A defensora provou sua habilidade e importância ao marcar o gol decisivo de pênalti que garantiu a classificação do país para o Campeonato Mundial. Além disso, acumula um total de 153 jogos e 18 gols ao longo de sua carreira pela seleção, e em seus últimos oito jogos, conquistou sete vitórias.

Diane Silva, atacante de 28 anos, é outra jogadora de destaque da seleção portuguesa. A atleta ganhou reconhecimento quando atuou no Braga pela habilidade, velocidade, drible e precisão nas finalizações. Na última Taça da Liga Feminina de Portugal, Diana teve uma participação em gols com três assistências, e foi a jogadora com mais gols marcados como reserva.

Carole Costa pela seleção portuguesa. Imagem: David Rowland/Reuters
Carole Costa pela seleção portuguesa.
Imagem: David Rowland/Reuters

A seleção portuguesa terá um grupo complicado na primeira fase. O trabalho longevo de Francisco Neto ainda apresenta fragilidades e será posto a prova em jogos contra as favoritas como Estados Unidos e Holanda. No entanto, a esperança lusitana é na mescla entre juventude e experiência, para surpreender na Copa do Mundo de 2023.