Com gol precoce de Dembélé e brilho coletivo, atuais campeões seguram pressão alemã na Allianz Arena
por
Isabelle Muniz
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11/05/2026 - 12h

O confronto na Allianz Arena, em Munique, Alemanha, na última quarta-feira (06), colocou frente a frente dois gigantes e decidiu a segunda vaga da final da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique buscou retomar sua hegemonia europeia, após uma série de quedas precoces nos últimos anos, enquanto o Paris Saint-Germain chegou com a confiança de atual campeão, ostentando uma vantagem de 5 a 4, conquistada no jogo de ida. 

Os "Bávaros" apostaram no fator de estar em casa para reverter o placar, mas os parisienses entraram em campo para garantir a segunda final consecutiva.

Como foi o jogo

O jogo começou agitado e a estratégia alemã sofreu um golpe logo aos dois minutos do primeiro tempo. Em uma descida rápida, Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz e serviu Ousmane Dembélé, no meio da área. O camisa dez bateu de primeira para abrir o placar e aumentar a vantagem no agregado para dois gols. 

PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões.
PSG chega à sua segunda final consecutiva da Liga Dos Campeões. Reprodução: Instagram / @psg

Após o susto inicial, o Bayern tomou o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa francesa, que segurou bem durante toda a primeira etapa. Aos 29 minutos, o lateral Nuno Mendes, que já tinha cartão amarelo, cometeu uma possível falta de mão. O árbitro João Pinheiro, porém, após indicação do quarto árbitro, assinalou uma mão anterior de Laimer, poupando o português da expulsão e mantendo os visitantes com 11 em campo.

No segundo tempo o ritmo continuou intenso, com goleiros dos dois lados realizando defesas cruciais para manter o placar mínimo. 

O que chamou a atenção foi uma tática inusitada de Luis Enrique. O goleiro Matvey Safonov apresentou números atípicos, acertando apenas sete de 33 passes tentados. 

O que parecia ser uma noite ruim do arqueiro russo era, na verdade, proposital: Safonov forçava tiros de meta diretamente para a lateral para gerar disputas em setores específicos e neutralizar Michael Olise. A estratégia funcionou, e a principal válvula ofensiva do Bayern teve uma partida muito abaixo do esperado, sem conseguir criar espaços.

A tensão aumentou na metade da etapa final, quando os jogadores do Bayern cercaram o árbitro João Pinheiro pedindo pênalti após a bola tocar no braço de João Neves dentro da área, mas o juiz mandou o jogo seguir. 

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Harry Kane finalmente conseguiu furar o bloqueio parisiense e empatou a partida em 1 a 1. 

Apesar do gol tardio ter agitado os instantes finais, não houve tempo para a virada e o apito final confirmou a classificação do PSG com um placar agregado de 6 a 5. Agora a equipe francesa se prepara para enfrentar o Arsenal na grande decisão na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília). Já o Bayern volta suas atenções para as competições nacionais.

 

As supostas conversas de cunho sexual com uma garota de 15 anos foram expostas nas redes sociais
por
Gabriel Thomé
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11/05/2026 - 12h

Na última sexta-feira (08), o lateral-direito espanhol Alejandro Jiménez, do Bournemouth, teve conversas de cunho sexual com uma menor de idade expostas na internet. Nas mensagens, Jiménez dizia não se importar com a idade da garota. O escândalo resultou no afastamento provisório do atleta, que não foi escalado para a partida contra o Fulham, disputada no último sábado (09), pela 36ª rodada da Premier League. 

A conversa, cuja veracidade ainda não foi confirmada, circula nas redes sociais desde o final da semana passada. Nas mensagens, o jogador descobre a idade da adolescente, a elogia e diz que nunca esteve com uma menina de 15 anos antes. 

Via X, o antigo Twitter, o clube inglês publicou uma nota em repúdio à suposta atitude do jogador e confirmou a ausência de Jiménez na partida contra o Fulham:

“O AFC Bournemouth está ciente das publicações que circulam nas redes sociais envolvendo o lateral-direito Álex Jiménez. O clube compreende a gravidade da situação e está investigando o ocorrido. Como resultado, Álex não será escalado para a partida de amanhã contra o Fulham, pela Premier League, e o clube não fará mais comentários neste momento”.

Caso se confirme o assédio ou a “solicitação de menor” nas investigações internas do clube e da Liga, o episódio será repassado à polícia britânica (Dorset Police) para uma investigação criminal, ainda não iniciada de forma oficial. O processo deve começar em um Tribunal de Magistrados (Magistrates' Court), podendo subir até o Tribunal da Coroa (Crown Court), a depender da gravidade dos fatos.

Nascido em Leganés, Espanha, o zagueiro de 21 anos teve passagens por Real Madrid e Milan antes de chegar à Premier League. Jiménez é titular absoluto da equipe inglesa. Ele atuou em 31 das 36 partidas do Bournemouth no campeonato inglês, em que marcou um gol e deu uma assistência. O Bournemouth está invicto há 16 partidas e sonha com uma vaga na Champions League no final da temporada.

Até o momento da publicação desta matéria, o jogador ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Os mineiros estão de volta à Bundesliga depois de três temporadas na segunda divisão
por
João Paulo Di Bella Soma
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08/05/2026 - 12h

O tradicional clube de Gelsenkirchen conquistou, no último sábado (02), o título da segunda divisão alemã e retornou à primeira divisão, após três anos, depois de vencer o Fortuna Düsseldorf pelo placar de 1 a 0 em casa.

Em jogo válido pela 32ª rodada, os mineiros precisavam apenas de uma vitória para se consagrarem campeões. Jogando na VELTINS Arena, o único gol da partida saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Após um passe errado da defesa do Fortuna, o meia El-Fouzi interceptou a bola no meio-campo e acionou Aouchiche, que avançava pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, a bola desviou na zaga e sobrou para Kenan Karaman, que dominou e soltou um foguete no fundo das redes.

O Schalke dominou a maior parte do jogo. O clube criou algumas chances perigosas que pararam nas mãos do goleiro Kastenmeier. Após a conquista do título e a confirmação do retorno à Bundesliga, os jogadores do Schalke 04 aproveitaram os dias de folga para celebrar em Ibiza, na Espanha. Parte do elenco viajou para a ilha mediterrânea logo após a vitória, compartilhando nas redes sociais imagens da comemoração em festas, barcos e restaurantes ao lado de familiares e amigos. 

O clima foi de alívio e euforia no clube, que respira depois de passar por uma época de crise financeira e ser rebaixado na temporada 2022/23. Em 2024, o clube chegou a dever 165 milhões de euros e quase foi rebaixado para a terceira divisão. 

A campanha do acesso teve como principal destaque o atacante e capitão Kenan Karaman. O camisa 19 foi decisivo durante toda a temporada e terminou como artilheiro da equipe, com 12 gols e cinco assistências em 27 partidas pela 2. Bundesliga. Outro nome importante foi o veterano Edin Džeko, que contribuiu com seis gols e três assistências, trazendo experiência para um elenco jovem. Já o meia Soufian El-Fouzi se destacou na criação ofensiva e foi peça fundamental no setor de meio-campo.

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga

Dzeko celebrou de perto o retorno do Schalke à Bundesliga / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

No comando da equipe esteve o técnico Miron Muslić, contratado antes do início da temporada após passagem pelo Plymouth Argyle, da Inglaterra, além de trabalhos anteriores no futebol belga. O treinador implementou um estilo de jogo intenso, vertical e organizado defensivamente, sendo apontado como um dos principais responsáveis pela recuperação do clube. 

Outro personagem importante da campanha foi o goleiro Loris Karius, que reencontrou o bom futebol em Gelsenkirchen. O alemão disputou 26 partidas e teve atuações decisivas ao longo da temporada, ajudando a transformar a defesa do Schalke em uma das mais sólidas da competição.

Com mais três pontos na segunda divisão, o Schalke 04 chegou aos 67 pontos e abriu uma vantagem de oito pontos de diferença para Elvesrberg, segundo colocado na tabela. O clube não consegue mais ser alcançado pelo terceiro colocado, restando duas rodadas para o fim da competição. Vale lembrar que, no segundo escalão alemão, os dois primeiros colocados sobem de forma direta. Os mineiros jogam contra o Nuremberg, fora de casa, e o Eintracht Braunschweig, em casa. Jogo em que vão receber o troféu. 

A equipe é a quarta com mais conquistas da divisão do Campeonato Alemão, com sete títulos. O Schalke está atrás somente do Bayern de Munique (34), Nurnberg (9) e do seu maior rival Borussia Dortmund (8). O clube tem outras conquistas importantes, como a Liga Europa e cinco copas da Alemanha.

Torcida do Schalke 04 transformou estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso
Torcida do Schalke 04 transformou o estádio em um verdadeiro mar azul na festa do acesso / Foto: FC Gelsenkirchen-Schalke 04

 

O time inglês garantiu a classificação com vitória sobre o Atlético de Madrid em casa
por
Lorrane de Santana Cruz
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07/05/2026 - 12h

Na terça-feira (5), Arsenal e Atlético de Madrid entraram em campo para a partida que carimbou a primeira vaga na final da UEFA Champions League. Com um empate na Espanha por 1 a 1, no  Emirates Stadium, os times precisavam de um gol de diferença para vitória no tempo regulamentar.

Jogando na Inglaterra, o Arsenal controlou as ações do primeiro tempo. No entanto, apesar de deter a posse de bola, a equipe não foi tão eficiente diante da defesa adversária, o primeiro chute a gol da partida veio dos pés de Griezmann, camisa sete do Atlético de Madrid.

Aos sete minutos o jogador lançou para Giuliano Simeone que achou Julián Alvarez na entrada da área, o argentino teve a sua finalização desviada pela zaga do time inglês. Durante a primeira etapa, o zagueiro Gabriel Magalhães arriscou, mas a bola foi para fora, além disso, os donos da casa apostaram também em cobranças de escanteios, ponto forte do time treinado por Mikel Arteta.

E só aos 44 minutos de jogo Leandro Trossard finalizou contra a meta de Oblak, obrigando o goleiro do time espanhol a fazer uma defesa. Porém a bola sobrou dentro da pequena área e no rebote Bukayo Saka, que não desperdiçou a chance marcou 1 a 0 para o Arsenal.

Precisando novamente reverter o placar, no início do segundo tempo o Atlético de Madrid levou perigo para a defesa inglesa. Aos seis minutos, Koke lançou fez um lançamento para o ataque, e com um desvio de Saliba, a bola sobrou para Simeone que ficou cara a cara com Raya, porém apesar da chance clara, o chute contou com um desvio providencial de Magalhães.

A pressão do time espanhol continuou, precisando marcar um gol para empatar o jogo, aos 11 minutos do segundo tempo durante um ataque, Griezmann voltou a levar perigo e chutou para a defesa de Raya. Ainda nesse lance, a equipe do Atlético reclamou de um possível pênalti de Calafiori no camisa sete da equipe, mas o juiz marcou uma falta de ataque.

Diante de sua torcida, os gunners até tentaram ampliar o placar, com 14 minutos Martin Ødegaard chutou, mas a bola passou por cima do gol de Oblak. Contudo, quem perdeu a oportunidade mais clara foi Viktor Gyökeres, que recebeu um cruzamento de Hincapié, e sozinho diante do goleiro time espanhol chutou para fora.

A reta final da partida foi de ataque contra defesa, ganhando com o único gol da partida, o Arsenal passou a apostar na sua força defensiva para segurar o resultado. Por outro lado, o Atlético de Madrid via o seu sonho de chegar em outra final de Champions indo embora dentro do Emirates Stadium.

O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Divulgação/@atleticodemadrid
O técnico Diego Simeone e jogadores do Atlético de Madrid agradecendo a torcida. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O apito final veio com muita emoção para os jogadores e torcedores, a equipe inglesa volta a disputar uma final da UEFA Champions League após 20 anos, quando perdeu o título para a equipe do Barcelona. Agora o Arsenal espera o seu adversário que sairá do confronto e Bayern de Munique e Paris Saint Germain.

O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal
O técnico Arteta e jogadores do Arsenal comemorando a classificação. Foto: Divulgação/@arsenal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A final acontece no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, o jogo será no estádio Puskás Aréna, às 13h (horário de Brasília).

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
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07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Com sufoco, haitianas estreiam na Copa do Mundo em grupo desafiador
por
Bianca Novais
|
11/07/2023 - 12h

Localizado na América Central, o país caribenho divide o território da ilha Hispaniola com a República Dominicana, compondo o arquipélago das Grandes Antilhas. É o terceiro maior país do Caribe, atrás apenas de Cuba e República Dominicana, com 11,45 milhões de habitantes em 2021, segundo dados do Banco Mundial. A população da capital, Porto Príncipe, tem pouco mais de um milhão de pessoas e as línguas oficiais do país são francês e crioulo haitiano.

O Haiti é reconhecido por ser o primeiro país independente da América Latina, tendo expulsado os franceses do território em 1804, com a primeira – e única – revolução de negros escravizados bem-sucedida das Américas. Mais recentemente, desastres naturais e instabilidade política têm sido os assuntos mais associados ao país.

Devido às dificuldades políticas e econômicas enfrentadas pelo Haiti, o país recebe ajuda humanitária de diversas organizações internacionais e nações, como o Brasil. Após o terremoto devastador que atingiu o país em 2010, o Brasil foi um dos principais países a se envolver na resposta humanitária e na reconstrução do Haiti, enviando uma missão militar chamada Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti. Além do aspecto militar, o Brasil também enviou equipes médicas e de resgate, bem como suprimentos essenciais, como alimentos, água potável, medicamentos e abrigos temporários.

A cultura haitiana é diversa e enraizada nas tradições africanas e nativas. A música tem expoentes notáveis, com artistas como Wyclef Jean e Tabou Combo ganhando renome internacional. Outra expressão cultural importante é o vodou, religião sincrética que combina crenças africanas e católicas é uma parte central da identidade haitiana, profundamente enraizado na vida cotidiana. As cerimônias de vodou envolvem música, dança, rituais e culto aos espíritos.

Praia de Labadee, no Haiti. Foto: Reprodução/Expedia.com.
Praia de Labadee, no Haiti. Foto: Reprodução/Expedia.com.

Debutantes

As haitianas vão disputar sua primeira Copa do Mundo, tendo se classificado na repescagem do Mundial. Disputaram as classificatórias da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe), ficando em terceiro lugar do Grupo A na fase de pontos.

O resultado levou a seleção para a repescagem mundial, onde passou por Senegal por 4 a 0 e garantiu a vaga ao vencer o Chile por 2 a 1, superando Tiana Endler, uma das melhores goleiras do mundo. Melchie Dumornay foi o nome da classificação marcando os dois gols.

 

Le presse-papiers de Delépine

Nicolas Delépine está no comando da seleção do Haiti desde fevereiro de 2022. O técnico francês de 44 anos priorizou a experimentação de esquemas táticos nos últimos seis jogos, resultando em três vitórias e 3 derrotas. Apesar de ter trabalhado com algumas jogadoras no clube que treinou anteriormente, o Grenoble Foot 38 da França, chega para a Copa do Mundo ainda buscando um encaixe eficiente das suas peças.

Durante as eliminatórias da CONCACAF, o Haiti enfrentou os EUA com uma postura defensiva, no esquema 5-3-2, mas acabou sofrendo um 3 a 0. Já contra o México, Delépine optou pelo 4-4-2, favorecendo o meio-campo povoado e com Dumornay e Borgella avançadas. Nessa organização, o Haiti cravou 3 gols na rede mexicana ainda no primeiro tempo.

Nicolas Delépine, técnico da seleção haitiana. Foto: Reprodução/Instagram: @wiwsport.
Nicolas Delépine, técnico da seleção haitiana. Foto: Reprodução/Instagram: @wiwsport.

Pérolas das Antilhas

A dupla da frente Roselorde Borgella, 30, e Melchie Dumornay, 19, são as principais jogadoras da equipe haitiana. Camisa 9 no Dijon da França, Borgella joga na seleção profissional do Haiti desde 2011. São 21 jogos e 18 gols pela seleção. Nas classificatórias, marcou dois gols na semifinal contra Senegal.

A jovem Dumornay se provou decisiva nas classificatórias, sendo os dois gols contra o Chile assinados por ela. Considerada uma das jogadoras mais promissoras da geração, Dumornay recebeu em 2022 o prêmio de melhor futebolista adolescente pelo portal de notícias esportivas Goal NXGN. Atua como meio-campista pelo Lyon, também da França, e iniciou sua carreira em competições internacionais aos 12 anos, pela seleção sub-15 do Haiti, em 2016. Em 2019, foi convocada para a seleção profissional e, desde então, marcou 12 jogos e 8 gols.

Melchie Dumornay, prodígio da seleção haitiana. Foto: Reprodução/Fifa.com.
Melchie Dumornay, prodígio da seleção haitiana. Foto: Reprodução/Fifa.com.

 

Vivendo anos de reformulação, as italianas chegam mais preparadas para sua segunda Copa seguida, algo inédito para elas.
por
Thomaz Cintra
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11/07/2023 - 12h

A Itália é um país localizado na Europa Ocidental e que possui pouco mais de 60 milhões de habitantes, fazendo com que seja a 5º nação mais populosa do continente. Tratando-se da economia, o norte do país é a região mais desenvolvida e industrializada de toda a Itália na qual há o domínio de empresas privadas, e é também onde está a capital, Milão, centro econômico da nação. Em contrapartida, o sul é menos desenvolvido e sua dependência financeira está majoritariamente concentrada na agricultura e em subsídios públicos. O alto número de desempregos também é uma característica marcante da região.

Até a Segunda Guerra Mundial, o país era predominantemente agrícola, mas, após a guerra, a Itália passou por grandes mudanças e acabou se tornando uma nação primariamente industrial. Em relação à cultura italiana, a culinária é um dos pontos mais conhecidos mundialmente, muito por conta das massas e da pizza, além do vinho, que é bastante tradicional na região. Na música, os italianos são sempre lembrados por conta da Ópera, que surgiu em meados do século XVI, e fora isso, os monumentos como o Coliseu e a Torre de Pisa também são mundialmente conhecidos.

A Itália nas Copas

Sem contar a participação deste ano, a seleção italiana acumula três participações, a primeira delas, na primeira edição das Copas do Mundo Feminina em 1991, quando avançou até as quartas e caiu para a Noruega. Quatro anos depois, as italianas não conseguiram repetir o feito e acabaram nem se classificando para a competição, mas quando se classificaram novamente em 1999, foram eliminadas na fase de grupos. Depois disso foram 20 anos sem ao menos participar do torneio, e em 2019, já com uma nova treinadora visando uma reformulação na equipe toda, a seleção voltou a disputar uma Copa, e sendo despachada novamente nas quartas de finais.

Seleção italiana contra a Austrália em 2019
Jogadoras da Itália na Copa de 2019 (Phil Noble / Reuters)

Classificação sem sustos

Nas eliminatórias da Copa, a Itália se classificou como líder de seu grupo, que tinha outras cinco seleções, e terminou os 10 jogos somando 9 vitórias e 40 gols marcados, além de apenas 2 sofridos. A artilheira da equipe nessas partidas foi Cristina Girelli, que também já havia sido destaque na Copa de 2019, quando marcou 3 gols na competição e foi artilheira da Itália. 

Destaques da Squadra Azzurra

            Os destaques da seleção italiana se concentram muito no setor ofensivo do campo, a principal jogadora do plantel neste ano, é a mesma do último torneio, Cristina Girelli é atacante da Juventus e agora chega com mais experiência para essa competição por já ter uma Copa jogada em seu currículo. Mas ela não brilha somente com o uniforme azul, pelo clube ela foi vice-artilheira da liga nacional, marcando 15 gols em 23 partidas.

Girelli comemora gol contra Jamaica na Copa da França
Girelli comemora gol contra Jamaica na Copa da França (EFE)

             Outra atacante que merece a menção como destaque é Valentina Giacinti, principal jogadora de sua equipe, Roma, ela ficou em 2º lugar na artilharia da Champions League e em 3º da Serie A. Além de ter feito 7 gols em 8 jogos pela própria seleção italiana nas eliminatórias. É válido lembrar também de sua companheira de equipe, a meio-campista Manuela Giugliano, as duas jogadoras formam uma boa dupla no clube, e na Liga dos Campeões por exemplo, ela marcou 3 gols e distribuiu 4 assistências.

          Recuando um pouco as posições, outra jogadora de confiança da treinadora Bertolini, é a goleira Laura Giuliani, atleta do Milan, que já foi titular na última Copa do Mundo e é uma das principais responsáveis pela sólida defesa italiana nas eliminatórias. Os quatro destaques apontados, representam três times, Juventus, Roma e Milan, justamente o pódio da liga nacional, e é interessante perceber que a base da seleção é composta por jogadoras dessas equipe.

               Na prancheta de Bertolini

              A treinadora, que chegou no cargo em 2017 após boa passagem no Brescia, conseguiu levar novamente a Azzurra a uma Copa após 20 anos. Milena Bertolini gosta de escalar o time de várias formas diferentes e muda bastante o esquema conforme o adversário, mas suas formações preferidas, as mais utilizadas nas últimas partidas que antecederam a competição, são 4-3-3 e 4-2-2.

Milena Bertolini
Milena Bertolini, treinadora da seleção italiana (Cesare Purini / Insidefoto)

            Ainda que mude bastante o esquema tático, a equipe de Milena mantém um certo padrão nas armações das jogadas ofensivas. Seu time ataca bastante pelas as pontas do campo, usando suas laterais para pressionar e afundar as adversárias no seu campo de defesa, praticamente dentro da grande área. Quando avançam ao ataque, as jogadoras das alas correm justamente para encurtar o espaço da outra equipe dominando bem o último terço do campo.

A seleção colombiana aposta em jovem promessa mundial e na experiência das atletas convocadas para superar a última campanha do mundial
por
Maria Clara Magalhães
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11/07/2023 - 12h

A seleção colombiana de futebol feminino embarcará rumo à Austrália e Nova Zelândia para o que será a maior edição da Copa do Mundo da modalidade, em toda a história. Entre as 32 equipes classificadas para a competição, as colombianas vêm esbanjando talento, conduta e ambição para superar a última campanha de sua segunda participação no mundial, em 2015: as oitavas de final. 

Com as cores amarelo, azul e vermelho, o país localizado no extremo norte do continente sul-americano conta com uma grande diversidade étnica e geográfica e mais de 50 milhões de habitantes. Banhado pelo oceano Pacífico e também pelo mar do Caribe, a multiplicidade da paisagem é contemplada por parte da cordilheira dos Andes, Floresta Amazônica e do Círculo de Fogo do Pacífico - região sujeita a terremotos e erupções vulcânicas. 

A miscigenação é bem semelhante à brasileira, e molda totalmente a cultura local. Os povos originários - chinchas, quimbayas e taironas, os colonizadores - em maioria, espanhóis - e de matrizes africanas - grande parte, escravizados, caracterizam a mistura no país do café. 

Com inúmeros ritmos musicais, destacam-se a Cúmbia - fusão de ritmos indígenas, africanos e de influências espanholas, o Vallenato - influências folclóricas - e o Reggaeton - raízes latinas, caribenhas e europeias. Nomes como Maluma, J Balvin e Shakira destacam a popularidade musical da Colômbia. 

A comida típica tem como base peixes, o milho e a mandioca. Além disso, o país carrega o título de um dos melhores produtores de café no mundo. A altitude, o solo e o clima, elevam o grau de qualidade do grão exportado. O país colombiano possui a maior produção mundial de esmeraldas. Em contraponto, é também o principal produtor de cocaína no mundo, Pablo Escobar, por exemplo, é um grande personagem do território, devido ao narcotráfico. 

Tendo Bogotá como sua capital, o país tem como idioma oficial o espanhol e atrai turistas de todo o mundo devido a cultura diversificada e atrativa. As celebrações não são deixadas de lado, já que contam com o tradicional Carnaval de Negros y Blancos, a Feria de Manizales e o grande Carnaval de Barranquilla.

Desfile no Carnaval de Negros y Blancos
Desfile no Carnaval de Negros y Blancos. Foto: Reprodução/EFE 

QUALIDADE COLOMBIANA 

Na lista que classifica as seleções nacionais de futebol feminino, em um ranking feito pela FIFA, a Colômbia ocupa a 25ª colocação. Em um contexto sul-americano, fica atrás apenas do Brasil (que ocupa a 8ª). Olhando para o futebol, isso é mais evidente quando na última edição da Copa América, ainda em 2022, as brasileiras sagraram-se campeãs e as colombianas ficaram com o vice-campeonato. 

A Colômbia, que esbanjava atitude e competitividade, chegou invicta na final e ainda garantiu a classificação para a Copa do Mundo. Apoiadas em peso pela torcida, já que sediaram o torneio, ainda impulsionaram um título extracampo, expondo escândalos das condições precárias e os descasos vivenciados no âmbito do futebol nacional em meio aos protestos na grande final. 

Com poucas oportunidades internacionais, a seleção participou pela primeira vez do mundial ainda em 2011, e foram eliminadas na fase de grupos. Quatro anos depois, em 2015, com um melhor desempenho, foram eliminadas nas oitavas de final para os Estados Unidos - que seriam as campeãs daquela edição.

Atletas da seleção colombiana em protesto, com os braços levantados e as mãos fechadas, durante a exibição do hino nacional na Copa América
Jogadoras em protesto durante campanha na Copa América por melhores condições. Foto: Reprodução/CONMEBOL 

PRANCHETA DE NELSON ABADIA 

Escolhido pela experiência com o futebol colombiano e a confiança de ex-dirigentes, Nelson Abadia já atuou como técnico do América de Cali e como assistente técnico da seleção feminina. Desde 2017 comanda a Colômbia, e venceu de forma inédita os Jogos Pan-Americanos de 2019. 

Em um elenco com experiência europeia e com atletas que atuam também no futebol brasileiro, o técnico aposta na formação 4-2-3-1 e na competitividade das peças para buscar as ambições no campeonato.  

A transição ofensiva da equipe acontece com a recuperação da posse de bola ainda no meio-campo (ou na própria saída de bola colombiana), e com bolas esticadas para as atacantes, potencializando as que atuam pelas pontas, para encontrar uma defesa adversária mais exposta. A habilidade individual lá na frente é o ponto forte da equipe para buscar a aproximação ao gol e achar o melhor espaço na área para a finalização das jogadas. 

A Colômbia é um time que agressivo dentro das perspectivas aplicadas pelo ritmo de jogo, muitas vezes, quando encontra uma defesa adversária sólida e bem postada, utiliza finalizações de fora da área, já que apresenta dificuldades em quebrar as linhas defensivas. 

Defensivamente, a equipe mantém fixa a linha de quatro e por vezes, libera uma das laterais quando tem uma segurança defensiva maior, para auxiliar na construção do time. A marcação individual é um forte para impedir a progressão adversária.

O técnico Nelson Abadia
O técnico da seleção da Colômbia, Nelson Abadia. Foto: Reprodução/EFE Leonardo Muñoz

A GRANDE PROMESSA SUL-AMERICANA 

Linda Caicedo, atacante versátil que pode atuar, por exemplo, como falsa 9 ou ponta-esquerda, com apenas 18 anos já é um grande nome do futebol colombiano e atua no Real Madrid. A atleta iniciou os trabalhos no futebol profissional com apenas 14 anos. 

Artilheira e campeã com o América de Cali, em 2019, liderou a seleção Sub-17 até a final e a Sub-20 às quartas no mundial das categorias. Na Copa América foi fundamental para garantir a classificação para a final, marcando o gol da vitória e desbancando a Argentina, consequentemente, auxiliando também para a classificação da Copa do Mundo deste ano e para os Jogos Olímpicos. 

A colombiana é velocista e habilidosa, foi eleita ainda a melhor jogadora da Copa América, mesmo tendo ficado com o vice-campeonato. Criativa, denominá-la como promessa soa até como injustiça, já que é cotada como experiente devido a tudo que construiu com a camisa da seleção e lidera o projeto do atual clube que atua. 

A atleta Linda Caicedo, vestindo a camisa 11 da seleção e comemorando o gol que marcou em cima da Argentina, ainda na Copa América
A joia colombiana, Linda Caicedo. Foto: Reprodução/FIFA 

OLHO NELAS 

Ainda no ataque, destaca-se Catalina Usme – a maior inspiração de Linda Caicedo – que atua pelo América de Cali. Com 33 anos, a atacante tem 50 gols vestindo a camisa da seleção colombiana, é explosiva, goleadora e técnica. Nas últimas 14 partidas que atuou, conta com participação em gols em todas elas. 

Leicy Santos, a clássica camisa 10. A atleta atua pelo Atlético de Madrid, dita o ritmo da equipe, é versátil e possui o pé calibrado. Na campanha da Copa América, teve quatro assistências e carrega experiência desde o Sub-17 da seleção, na qual era capitã. 

Nesta edição de mundial, as Colombianas chegam instigadas a superar o seu resultado na competição, conquistado em 2015. Na primeira fase a sul-americana enfrenta Alemanha, Coréia do Sul e Marrocos pelo grupo H. Em sua estreia, a Colômbia enfrentará a Coréia do Sul, no dia 24 de julho, no Allianz Stadium, às 23h00 (horário de Brasília). 

Na terceira participação na Copa do Mundo feminina, a equipe pode surpreender já na fase de grupos.
por
Laura Teixeira
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11/07/2023 - 12h

Korean Pop, tecnologia e futebol. O país do leste asiático, com história política e social importante mundialmente, vem mostrando que sua exportação cultural vai além do K-pop e da inovação tecnológica. Após a final da Copa Asiática, as sul-coreanas prometem surpreender na Copa do Mundo 2023 na Austrália e Nova Zelândia. 

História em Copa do Mundo 

Com apenas três participações, a seleção da Coreia do Sul chegou no máximo nas oitavas de final, no mundial de 2015, quando perderam para a seleção da França por 3 a 0. Na última edição da Copa do Mundo, em 2019,  a equipe não teve um bom desempenho e perdeu os três jogos na fase de grupos.  

Passaporte carimbado!

Apesar de um passado pouco esperançoso, a equipe vem surpreendendo, principalmente pela sua atuação no campeonato asiático. Em jogo contra a Austrália, nas quartas de finais, o gol de Ji Soyun foi decisivo para classificar as sul coreanas. A vitória apertada por 1 a 0 desbancou a favorita seleção australiana. A semifinal foi contra as Filipinas, com vitória por 2 a 0.

A final, porém, foi um balde de água fria para as sul-coreanas, que perderam de virada - 3 a 2 - para a seleção da China. Mesmo assim, o segundo lugar concedeu a seleção sul-coreana uma vaga no mundial. Com jogo técnico e focado na defesa, mostram que são capazes de chegar mais longe no mundial.

Comemoração de gol da Coreia do Sul na copa asiática. Reprodução Fifa

 

Diga lá, professor

O inglês Colin Bell, de 61 anos, assumiu a seleção sul-coreana em 2019, logo após a derrota do time na Copa do Mundo sediada na França. O técnico tinha até então uma carreira de relativo sucesso, incluindo ter levado o FFC Frankfurt ao título da UEFA Women's Champions League de 2015. Por alguns anos treinou clubes da Alemanha e da Noruega,  comandou também a seleção feminina da República da Irlanda.

Bell entende que o time coreano possui uma boa técnica de jogo mas não a intensidade necessária. "As jogadoras coreanas possuem uma excelente técnica, mas nós precisamos jogar com maior intensidade para competir contra os melhores times do mundo”, disse o treinador em entrevista à FIFA.

Desde que comanda o grupo, o técnico utilizou diferentes sistemas táticos, dependendo de seus oponentes. O técnico utiliza com mais frequência o 4-3-3 ou 4-2-3-1 quando sente que a seleção precisa ter uma postura mais ofensiva. Bell foca em um  jogo intenso e compacto na defesa, antes de avançar em bloco assim que a posse de bola é recuperada. 

A forma de pensar o jogo também permite uma construção mais rápida e vertical, muitas vezes implantando um meio-campista central com habilidades de passe exemplares no centro da defesa. 

As escolhidas 

A convocação conta com a atacante de 16 anos, Casey Phair, e a craque Ji Soyun em sua terceira, e ao que tudo indica, última copa do mundo.

  • Goleiras 

Ryu Jisoo, Kim Jungmi e Yoon Youngguel

  • Defensoras

Shim Seoyeon, Lee Youngju, Lim Seonjoo, Kim Hyeri, Jang Selji, Choo Hyojoo e Hong Hyeji

  • Meio-campistas

Kim Yunji, Jeon Eunha, Bae Yebin, Cho Sohyun, Lee Geummin, Ji Soyun e Chun Garam

  • Atacantes

Kang Chaerim, Son Hwayeon, Moon Mira, Park Eunsun, Choe Yuri e Casey Phair

Olho nelas!

A meio-campo Ji Soyun, de 32 anos, é um dos principais nomes da seleção coreana. Durante oito temporadas defendeu o Chelsea, e atualmente joga pelo Suwon FMC. Pela seleção, Soyun tem 31 partidas disputadas e 9 gols marcados. 

Pelo Chelsea, esteve presente em mais de 200 jogos do time e 68 gols, além de 11 títulos em 8 anos. A meia foi a  primeira asiática a ser eleita a Jogadora Feminina do Ano da PFA. 

A novata Casey Phair, de apenas 16 anos, foi uma surpresa na convocação, sendo a primeira mestiça sul-coreana a fazer parte do time em um mundial - tanto feminina quanto masculina. Antes da convocação, Phair treinava com a Players Development Academy (Academia de desenvolvimento de jogadores) em Nova Jersey.

A jogadora foi destaque nas categorias de base, marcando dois gols no jogo contra o Tadjiquistão e um hat-trick na vitória contra Hong-Kong. A finalização é seu destaque, característica ressaltada pelo técnico da seleção em entrevista à Fifa. "Casey tem uma fisicalidade muito boa. Ela é muito forte com os dois pés e é uma boa finalizadora. Ela aprende muito rápido e se apresentou muito bem dentro do time” afirmou o comandante.

Treinamento da Coreia do Sul para a Copa de 2023. Reprodução Fifa

 

Calendário 

A Coréia do Sul estreia no mundial de 2023 contra a Colômbia, no dia 24/07, às 23h00 (horário de Brasília). Na segunda rodada, dia 30/07, o jogo será contra Marrocos, às 01h30 (horário de Brasília). O último confronto da fase de grupos será contra a toda poderosa Alemanha, no dia 03/08, às 07h00 (horário de Brasília).

Em um grupo complicado, a Coreia do Sul terá que repetir o bom desempenho da Copa Asiática para surpreender na Oceania.

 

Atuais campeãs da Copa da África, veja como as sul-africanas chegam ao Mundial.
por
Gustavo Zarza
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11/07/2023 - 12h

Quem pensa que a África do Sul vive só de Waka-Waka está muito enganado. Essa é uma das nações mais importantes da história humana, que também possui muitas outras curiosidades. A África do Sul é a terceira maior economia do continente africano, a base das suas atividades estão na exploração mineral, sendo uma das maiores exploradoras de ouro e diamantes no mundo, e também inclui o turismo. No país há um dos maiores parques de safári do planeta que fica na reserva nacional Kruger, contando com uma enorme diversidade de espécies.

 

Cidade do Cabo
Cidade do Cabo, África do Sul (Foto: TripAdvisor)

 

Porém, não há diversidade somente nos animais. São mais de 57 milhões de pessoas por todo o território sul-africano, sendo 80,9% de negros, 8,8% de mestiços, 7,8% de brancos e 2,5% de indianos, segundo a agência oficial de estatística da África do Sul. Mesmo a população negra sendo a maior, ela é dividida em diversas tribos de origens diferentes, o que faz com que o país tenha 11 línguas oficiais.

Essa mistura também ocorre nos esportes. Os sul-africanos gostam de três deles. O rugby, que é um esporte de bastante tradição, não é por acaso que eles conquistaram o mundial três vezes. O futebol, que é a paixão da população negra e a modalidade mais praticada no país, e o Críquete, tradicional entre os imigrantes indianos.

Outro fato interessante são as capitais. A África do Sul, diferente de vários países do globo, possui três. Pretória, onde fica o poder executivo, Cidade do Cabo, local do poder legislativo e Bloemfontein, onde está o poder judiciário.

Um dos maiores patrimônios da África do Sul, no entanto, são os seus quatro prêmios nobéis da paz, todos ligados a luta contra o sistema opressivo do apartheid. Tendo como o seu maior representante o ex-guerrilheiro preso por 27 anos e ex-presidente da nação, Nelson Mandela.

Mulheres e homens lutaram juntos pelo fim do apartheid, mas no momento da democratização os direitos das mulheres acabaram ficando de lado. A sociedade sul-africana por conta de suas tradições e culturas ainda é muito machista. Costumes como pagar o dote da mulher, ou a lobola como eles chamam, para casar é algo comum.

Estatísticas apontam que 48 mulheres são estupradas por hora na África do Sul. Mesmo com todas as adversidades, elas trabalham, cuidam dos filhos, dos maridos e até dos netos. Todos esses fatos só evidenciam a força das mulheres desta nação.

Com essa força a Banyana Banyana vai para o mundial na Oceania. Banyana Banyana é um apelido carinhoso que a seleção recebeu, significando "garotas garotas".

 

ATÉ O MUNDIAL 

africa do sul
Jogadoras comemorando o título da copa africana de nações (Foto: CrioloSports)

A África do Sul chega a Copa do Mundo após vencer a Copa Africana de Nações com 100% de aproveitamento. A seleção já havia se classificado para o mundial quando chegou a final da competição, porém o time queria mais e venceu o Marrocos por 2 a 1, se consagrando campeã do torneio.

As sul-africanas ainda estão construindo a sua história no futebol mundial. Essa será a sua segunda participação em um Copa do Mundo, a primeira foi em 2019, quando elas caíram ainda na fase de grupos.

 

PRANCHETA DA ELLIS 

O time é comandado por Desiree Ellis e costuma jogar no 4-4-2, explorando um contra-ataque rápido e mortal. As jogadoras sul-africanas são conhecidas pela sua velocidade, mas possuem dificuldades em realizar jogadas mais trabalhadas. Além de que normalmente é criado um vão enorme entre a defesa e o meio de campo nas jogadas de ataque, o que pode ser aproveitado pelos adversários.

 

DESTAQUES DA BANYANA

Hildah
Hildah Magaia, craque da Banyana contra o Brasil (Foto: GE)

Entre os destaques, a seleção conta com grandes jogadoras, como a camisa 10, Linda Motlhalo, atleta do Glasgow City que recebeu o apelido carinhoso de "a Ronaldinho de Randfontein"; e junto dela a atacante Jermaine Seoposenwe, atleta do CF Monterrey, que tem 21 jogos e 11 gols pela África do Sul. Porém, a craque do time é Hildah Magaia, jogadora do Sejong Sportstoto da Coreia do Sul.  Ela é extremamente inteligente, forte e de muita velocidade, que é beneficiada pelo esquema tático da seleção, sempre infiltrando e deixando seus gols. Foi ela que marcou os dois gols que garantiram o título africano para a Banyana. Ao todo foram 12 jogos e 7 gols.

As expectativas para essa Copa não são altas. A diferença técnica e tática entre as seleções de mais tradição no futebol feminino são grandes. No grupo G, a África do Sul enfrentará as fortes seleções de Argentina, Itália e Suécia.

 

PROTESTO

Outro fator que dificulta a vida da Banyana foi o que aconteceu no dia 2 de julho. A seleção realizou uma manifestação por conta de atrasos nos pagamentos pela classificação do mundial. As principais jogadoras não entraram em campo no último amistoso em preparação para a Copa contra a Botsuana. Com isso a federação decidiu convocar outras jogadoras de última hora para a partida e acabaram perdendo de 5 a 0.

Mesmo com todas as adversidades, a seleção sul-africana possui um time interessante, com os encaixes certos e muita fé a Banyana Banyana pode ir longe.

 

JOGADORAS CONVOCADAS:

Goleiras:

Andile Dlamini (Mamelodi Sundowns)

Kaylin Swart (JVW FC)

Kebotseng Moletsane (Royal AM)

 

Defensoras:

Karabo Dhlamini (Mamelodi Sundowns)

Lebohang Ramalepe (Mamelodi Sundowns)

Tiisetso Makhubela (Mamelodi Sundowns)

Bambanani Mbane (Mamelodi Sundowns)

Bogenka Gamede (UWC)

Fikile Magama (UWC)

Noko Matlou (SD Eibar)

 

Meio-campistas:

Kholosa Biyana (UWC)

Sibulele Holweni (UWC)

Refiloe Jane (Sassuolo FC)

Linda Motlhalo (Glasgow City)

Nomyula Kgolae (TS Galaxy)

Robyn Moodaly (JVW FC)

 

Atacantes:

Gabriela Salgado (JVW FC)

Jermaine Seoposenwe (CF Monterrey)

Noxolo Cesane (Sem clube)

Melinda Kgadiete (Mamelodi Sundowns)

Wendy Shongwe (Universidade de Pretória)

Hildah Magaia (Sejong Sportstoto)

Thembi Kgatlana (Racing Louisville)

 

Suplentes:

Nthabiseng Majiya (Richmond United)

Amogelang Motau (UWC)

Regirl Ngobeni (UWC)