Localizado na América Central, o país caribenho divide o território da ilha Hispaniola com a República Dominicana, compondo o arquipélago das Grandes Antilhas. É o terceiro maior país do Caribe, atrás apenas de Cuba e República Dominicana, com 11,45 milhões de habitantes em 2021, segundo dados do Banco Mundial. A população da capital, Porto Príncipe, tem pouco mais de um milhão de pessoas e as línguas oficiais do país são francês e crioulo haitiano.
O Haiti é reconhecido por ser o primeiro país independente da América Latina, tendo expulsado os franceses do território em 1804, com a primeira – e única – revolução de negros escravizados bem-sucedida das Américas. Mais recentemente, desastres naturais e instabilidade política têm sido os assuntos mais associados ao país.
Devido às dificuldades políticas e econômicas enfrentadas pelo Haiti, o país recebe ajuda humanitária de diversas organizações internacionais e nações, como o Brasil. Após o terremoto devastador que atingiu o país em 2010, o Brasil foi um dos principais países a se envolver na resposta humanitária e na reconstrução do Haiti, enviando uma missão militar chamada Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti. Além do aspecto militar, o Brasil também enviou equipes médicas e de resgate, bem como suprimentos essenciais, como alimentos, água potável, medicamentos e abrigos temporários.
A cultura haitiana é diversa e enraizada nas tradições africanas e nativas. A música tem expoentes notáveis, com artistas como Wyclef Jean e Tabou Combo ganhando renome internacional. Outra expressão cultural importante é o vodou, religião sincrética que combina crenças africanas e católicas é uma parte central da identidade haitiana, profundamente enraizado na vida cotidiana. As cerimônias de vodou envolvem música, dança, rituais e culto aos espíritos.
Debutantes
As haitianas vão disputar sua primeira Copa do Mundo, tendo se classificado na repescagem do Mundial. Disputaram as classificatórias da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe), ficando em terceiro lugar do Grupo A na fase de pontos.
O resultado levou a seleção para a repescagem mundial, onde passou por Senegal por 4 a 0 e garantiu a vaga ao vencer o Chile por 2 a 1, superando Tiana Endler, uma das melhores goleiras do mundo. Melchie Dumornay foi o nome da classificação marcando os dois gols.
Le presse-papiers de Delépine
Nicolas Delépine está no comando da seleção do Haiti desde fevereiro de 2022. O técnico francês de 44 anos priorizou a experimentação de esquemas táticos nos últimos seis jogos, resultando em três vitórias e 3 derrotas. Apesar de ter trabalhado com algumas jogadoras no clube que treinou anteriormente, o Grenoble Foot 38 da França, chega para a Copa do Mundo ainda buscando um encaixe eficiente das suas peças.
Durante as eliminatórias da CONCACAF, o Haiti enfrentou os EUA com uma postura defensiva, no esquema 5-3-2, mas acabou sofrendo um 3 a 0. Já contra o México, Delépine optou pelo 4-4-2, favorecendo o meio-campo povoado e com Dumornay e Borgella avançadas. Nessa organização, o Haiti cravou 3 gols na rede mexicana ainda no primeiro tempo.
Pérolas das Antilhas
A dupla da frente Roselorde Borgella, 30, e Melchie Dumornay, 19, são as principais jogadoras da equipe haitiana. Camisa 9 no Dijon da França, Borgella joga na seleção profissional do Haiti desde 2011. São 21 jogos e 18 gols pela seleção. Nas classificatórias, marcou dois gols na semifinal contra Senegal.
A jovem Dumornay se provou decisiva nas classificatórias, sendo os dois gols contra o Chile assinados por ela. Considerada uma das jogadoras mais promissoras da geração, Dumornay recebeu em 2022 o prêmio de melhor futebolista adolescente pelo portal de notícias esportivas Goal NXGN. Atua como meio-campista pelo Lyon, também da França, e iniciou sua carreira em competições internacionais aos 12 anos, pela seleção sub-15 do Haiti, em 2016. Em 2019, foi convocada para a seleção profissional e, desde então, marcou 12 jogos e 8 gols.
A Itália é um país localizado na Europa Ocidental e que possui pouco mais de 60 milhões de habitantes, fazendo com que seja a 5º nação mais populosa do continente. Tratando-se da economia, o norte do país é a região mais desenvolvida e industrializada de toda a Itália na qual há o domínio de empresas privadas, e é também onde está a capital, Milão, centro econômico da nação. Em contrapartida, o sul é menos desenvolvido e sua dependência financeira está majoritariamente concentrada na agricultura e em subsídios públicos. O alto número de desempregos também é uma característica marcante da região.
Até a Segunda Guerra Mundial, o país era predominantemente agrícola, mas, após a guerra, a Itália passou por grandes mudanças e acabou se tornando uma nação primariamente industrial. Em relação à cultura italiana, a culinária é um dos pontos mais conhecidos mundialmente, muito por conta das massas e da pizza, além do vinho, que é bastante tradicional na região. Na música, os italianos são sempre lembrados por conta da Ópera, que surgiu em meados do século XVI, e fora isso, os monumentos como o Coliseu e a Torre de Pisa também são mundialmente conhecidos.
A Itália nas Copas
Sem contar a participação deste ano, a seleção italiana acumula três participações, a primeira delas, na primeira edição das Copas do Mundo Feminina em 1991, quando avançou até as quartas e caiu para a Noruega. Quatro anos depois, as italianas não conseguiram repetir o feito e acabaram nem se classificando para a competição, mas quando se classificaram novamente em 1999, foram eliminadas na fase de grupos. Depois disso foram 20 anos sem ao menos participar do torneio, e em 2019, já com uma nova treinadora visando uma reformulação na equipe toda, a seleção voltou a disputar uma Copa, e sendo despachada novamente nas quartas de finais.
Classificação sem sustos
Nas eliminatórias da Copa, a Itália se classificou como líder de seu grupo, que tinha outras cinco seleções, e terminou os 10 jogos somando 9 vitórias e 40 gols marcados, além de apenas 2 sofridos. A artilheira da equipe nessas partidas foi Cristina Girelli, que também já havia sido destaque na Copa de 2019, quando marcou 3 gols na competição e foi artilheira da Itália.
Destaques da Squadra Azzurra
Os destaques da seleção italiana se concentram muito no setor ofensivo do campo, a principal jogadora do plantel neste ano, é a mesma do último torneio, Cristina Girelli é atacante da Juventus e agora chega com mais experiência para essa competição por já ter uma Copa jogada em seu currículo. Mas ela não brilha somente com o uniforme azul, pelo clube ela foi vice-artilheira da liga nacional, marcando 15 gols em 23 partidas.
Outra atacante que merece a menção como destaque é Valentina Giacinti, principal jogadora de sua equipe, Roma, ela ficou em 2º lugar na artilharia da Champions League e em 3º da Serie A. Além de ter feito 7 gols em 8 jogos pela própria seleção italiana nas eliminatórias. É válido lembrar também de sua companheira de equipe, a meio-campista Manuela Giugliano, as duas jogadoras formam uma boa dupla no clube, e na Liga dos Campeões por exemplo, ela marcou 3 gols e distribuiu 4 assistências.
Recuando um pouco as posições, outra jogadora de confiança da treinadora Bertolini, é a goleira Laura Giuliani, atleta do Milan, que já foi titular na última Copa do Mundo e é uma das principais responsáveis pela sólida defesa italiana nas eliminatórias. Os quatro destaques apontados, representam três times, Juventus, Roma e Milan, justamente o pódio da liga nacional, e é interessante perceber que a base da seleção é composta por jogadoras dessas equipe.
Na prancheta de Bertolini
A treinadora, que chegou no cargo em 2017 após boa passagem no Brescia, conseguiu levar novamente a Azzurra a uma Copa após 20 anos. Milena Bertolini gosta de escalar o time de várias formas diferentes e muda bastante o esquema conforme o adversário, mas suas formações preferidas, as mais utilizadas nas últimas partidas que antecederam a competição, são 4-3-3 e 4-2-2.
Ainda que mude bastante o esquema tático, a equipe de Milena mantém um certo padrão nas armações das jogadas ofensivas. Seu time ataca bastante pelas as pontas do campo, usando suas laterais para pressionar e afundar as adversárias no seu campo de defesa, praticamente dentro da grande área. Quando avançam ao ataque, as jogadoras das alas correm justamente para encurtar o espaço da outra equipe dominando bem o último terço do campo.
A seleção colombiana de futebol feminino embarcará rumo à Austrália e Nova Zelândia para o que será a maior edição da Copa do Mundo da modalidade, em toda a história. Entre as 32 equipes classificadas para a competição, as colombianas vêm esbanjando talento, conduta e ambição para superar a última campanha de sua segunda participação no mundial, em 2015: as oitavas de final.
Com as cores amarelo, azul e vermelho, o país localizado no extremo norte do continente sul-americano conta com uma grande diversidade étnica e geográfica e mais de 50 milhões de habitantes. Banhado pelo oceano Pacífico e também pelo mar do Caribe, a multiplicidade da paisagem é contemplada por parte da cordilheira dos Andes, Floresta Amazônica e do Círculo de Fogo do Pacífico - região sujeita a terremotos e erupções vulcânicas.
A miscigenação é bem semelhante à brasileira, e molda totalmente a cultura local. Os povos originários - chinchas, quimbayas e taironas, os colonizadores - em maioria, espanhóis - e de matrizes africanas - grande parte, escravizados, caracterizam a mistura no país do café.
Com inúmeros ritmos musicais, destacam-se a Cúmbia - fusão de ritmos indígenas, africanos e de influências espanholas, o Vallenato - influências folclóricas - e o Reggaeton - raízes latinas, caribenhas e europeias. Nomes como Maluma, J Balvin e Shakira destacam a popularidade musical da Colômbia.
A comida típica tem como base peixes, o milho e a mandioca. Além disso, o país carrega o título de um dos melhores produtores de café no mundo. A altitude, o solo e o clima, elevam o grau de qualidade do grão exportado. O país colombiano possui a maior produção mundial de esmeraldas. Em contraponto, é também o principal produtor de cocaína no mundo, Pablo Escobar, por exemplo, é um grande personagem do território, devido ao narcotráfico.
Tendo Bogotá como sua capital, o país tem como idioma oficial o espanhol e atrai turistas de todo o mundo devido a cultura diversificada e atrativa. As celebrações não são deixadas de lado, já que contam com o tradicional Carnaval de Negros y Blancos, a Feria de Manizales e o grande Carnaval de Barranquilla.
QUALIDADE COLOMBIANA
Na lista que classifica as seleções nacionais de futebol feminino, em um ranking feito pela FIFA, a Colômbia ocupa a 25ª colocação. Em um contexto sul-americano, fica atrás apenas do Brasil (que ocupa a 8ª). Olhando para o futebol, isso é mais evidente quando na última edição da Copa América, ainda em 2022, as brasileiras sagraram-se campeãs e as colombianas ficaram com o vice-campeonato.
A Colômbia, que esbanjava atitude e competitividade, chegou invicta na final e ainda garantiu a classificação para a Copa do Mundo. Apoiadas em peso pela torcida, já que sediaram o torneio, ainda impulsionaram um título extracampo, expondo escândalos das condições precárias e os descasos vivenciados no âmbito do futebol nacional em meio aos protestos na grande final.
Com poucas oportunidades internacionais, a seleção participou pela primeira vez do mundial ainda em 2011, e foram eliminadas na fase de grupos. Quatro anos depois, em 2015, com um melhor desempenho, foram eliminadas nas oitavas de final para os Estados Unidos - que seriam as campeãs daquela edição.
PRANCHETA DE NELSON ABADIA
Escolhido pela experiência com o futebol colombiano e a confiança de ex-dirigentes, Nelson Abadia já atuou como técnico do América de Cali e como assistente técnico da seleção feminina. Desde 2017 comanda a Colômbia, e venceu de forma inédita os Jogos Pan-Americanos de 2019.
Em um elenco com experiência europeia e com atletas que atuam também no futebol brasileiro, o técnico aposta na formação 4-2-3-1 e na competitividade das peças para buscar as ambições no campeonato.
A transição ofensiva da equipe acontece com a recuperação da posse de bola ainda no meio-campo (ou na própria saída de bola colombiana), e com bolas esticadas para as atacantes, potencializando as que atuam pelas pontas, para encontrar uma defesa adversária mais exposta. A habilidade individual lá na frente é o ponto forte da equipe para buscar a aproximação ao gol e achar o melhor espaço na área para a finalização das jogadas.
A Colômbia é um time que agressivo dentro das perspectivas aplicadas pelo ritmo de jogo, muitas vezes, quando encontra uma defesa adversária sólida e bem postada, utiliza finalizações de fora da área, já que apresenta dificuldades em quebrar as linhas defensivas.
Defensivamente, a equipe mantém fixa a linha de quatro e por vezes, libera uma das laterais quando tem uma segurança defensiva maior, para auxiliar na construção do time. A marcação individual é um forte para impedir a progressão adversária.
A GRANDE PROMESSA SUL-AMERICANA
Linda Caicedo, atacante versátil que pode atuar, por exemplo, como falsa 9 ou ponta-esquerda, com apenas 18 anos já é um grande nome do futebol colombiano e atua no Real Madrid. A atleta iniciou os trabalhos no futebol profissional com apenas 14 anos.
Artilheira e campeã com o América de Cali, em 2019, liderou a seleção Sub-17 até a final e a Sub-20 às quartas no mundial das categorias. Na Copa América foi fundamental para garantir a classificação para a final, marcando o gol da vitória e desbancando a Argentina, consequentemente, auxiliando também para a classificação da Copa do Mundo deste ano e para os Jogos Olímpicos.
A colombiana é velocista e habilidosa, foi eleita ainda a melhor jogadora da Copa América, mesmo tendo ficado com o vice-campeonato. Criativa, denominá-la como promessa soa até como injustiça, já que é cotada como experiente devido a tudo que construiu com a camisa da seleção e lidera o projeto do atual clube que atua.
OLHO NELAS
Ainda no ataque, destaca-se Catalina Usme – a maior inspiração de Linda Caicedo – que atua pelo América de Cali. Com 33 anos, a atacante tem 50 gols vestindo a camisa da seleção colombiana, é explosiva, goleadora e técnica. Nas últimas 14 partidas que atuou, conta com participação em gols em todas elas.
Leicy Santos, a clássica camisa 10. A atleta atua pelo Atlético de Madrid, dita o ritmo da equipe, é versátil e possui o pé calibrado. Na campanha da Copa América, teve quatro assistências e carrega experiência desde o Sub-17 da seleção, na qual era capitã.
Nesta edição de mundial, as Colombianas chegam instigadas a superar o seu resultado na competição, conquistado em 2015. Na primeira fase a sul-americana enfrenta Alemanha, Coréia do Sul e Marrocos pelo grupo H. Em sua estreia, a Colômbia enfrentará a Coréia do Sul, no dia 24 de julho, no Allianz Stadium, às 23h00 (horário de Brasília).
Korean Pop, tecnologia e futebol. O país do leste asiático, com história política e social importante mundialmente, vem mostrando que sua exportação cultural vai além do K-pop e da inovação tecnológica. Após a final da Copa Asiática, as sul-coreanas prometem surpreender na Copa do Mundo 2023 na Austrália e Nova Zelândia.
História em Copa do Mundo
Com apenas três participações, a seleção da Coreia do Sul chegou no máximo nas oitavas de final, no mundial de 2015, quando perderam para a seleção da França por 3 a 0. Na última edição da Copa do Mundo, em 2019, a equipe não teve um bom desempenho e perdeu os três jogos na fase de grupos.
Passaporte carimbado!
Apesar de um passado pouco esperançoso, a equipe vem surpreendendo, principalmente pela sua atuação no campeonato asiático. Em jogo contra a Austrália, nas quartas de finais, o gol de Ji Soyun foi decisivo para classificar as sul coreanas. A vitória apertada por 1 a 0 desbancou a favorita seleção australiana. A semifinal foi contra as Filipinas, com vitória por 2 a 0.
A final, porém, foi um balde de água fria para as sul-coreanas, que perderam de virada - 3 a 2 - para a seleção da China. Mesmo assim, o segundo lugar concedeu a seleção sul-coreana uma vaga no mundial. Com jogo técnico e focado na defesa, mostram que são capazes de chegar mais longe no mundial.
Comemoração de gol da Coreia do Sul na copa asiática. Reprodução Fifa
Diga lá, professor
O inglês Colin Bell, de 61 anos, assumiu a seleção sul-coreana em 2019, logo após a derrota do time na Copa do Mundo sediada na França. O técnico tinha até então uma carreira de relativo sucesso, incluindo ter levado o FFC Frankfurt ao título da UEFA Women's Champions League de 2015. Por alguns anos treinou clubes da Alemanha e da Noruega, comandou também a seleção feminina da República da Irlanda.
Bell entende que o time coreano possui uma boa técnica de jogo mas não a intensidade necessária. "As jogadoras coreanas possuem uma excelente técnica, mas nós precisamos jogar com maior intensidade para competir contra os melhores times do mundo”, disse o treinador em entrevista à FIFA.
Desde que comanda o grupo, o técnico utilizou diferentes sistemas táticos, dependendo de seus oponentes. O técnico utiliza com mais frequência o 4-3-3 ou 4-2-3-1 quando sente que a seleção precisa ter uma postura mais ofensiva. Bell foca em um jogo intenso e compacto na defesa, antes de avançar em bloco assim que a posse de bola é recuperada.
A forma de pensar o jogo também permite uma construção mais rápida e vertical, muitas vezes implantando um meio-campista central com habilidades de passe exemplares no centro da defesa.
As escolhidas
A convocação conta com a atacante de 16 anos, Casey Phair, e a craque Ji Soyun em sua terceira, e ao que tudo indica, última copa do mundo.
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Goleiras
Ryu Jisoo, Kim Jungmi e Yoon Youngguel
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Defensoras
Shim Seoyeon, Lee Youngju, Lim Seonjoo, Kim Hyeri, Jang Selji, Choo Hyojoo e Hong Hyeji
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Meio-campistas
Kim Yunji, Jeon Eunha, Bae Yebin, Cho Sohyun, Lee Geummin, Ji Soyun e Chun Garam
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Atacantes
Kang Chaerim, Son Hwayeon, Moon Mira, Park Eunsun, Choe Yuri e Casey Phair
Olho nelas!
A meio-campo Ji Soyun, de 32 anos, é um dos principais nomes da seleção coreana. Durante oito temporadas defendeu o Chelsea, e atualmente joga pelo Suwon FMC. Pela seleção, Soyun tem 31 partidas disputadas e 9 gols marcados.
Pelo Chelsea, esteve presente em mais de 200 jogos do time e 68 gols, além de 11 títulos em 8 anos. A meia foi a primeira asiática a ser eleita a Jogadora Feminina do Ano da PFA.
A novata Casey Phair, de apenas 16 anos, foi uma surpresa na convocação, sendo a primeira mestiça sul-coreana a fazer parte do time em um mundial - tanto feminina quanto masculina. Antes da convocação, Phair treinava com a Players Development Academy (Academia de desenvolvimento de jogadores) em Nova Jersey.
A jogadora foi destaque nas categorias de base, marcando dois gols no jogo contra o Tadjiquistão e um hat-trick na vitória contra Hong-Kong. A finalização é seu destaque, característica ressaltada pelo técnico da seleção em entrevista à Fifa. "Casey tem uma fisicalidade muito boa. Ela é muito forte com os dois pés e é uma boa finalizadora. Ela aprende muito rápido e se apresentou muito bem dentro do time” afirmou o comandante.
Treinamento da Coreia do Sul para a Copa de 2023. Reprodução Fifa
Calendário
A Coréia do Sul estreia no mundial de 2023 contra a Colômbia, no dia 24/07, às 23h00 (horário de Brasília). Na segunda rodada, dia 30/07, o jogo será contra Marrocos, às 01h30 (horário de Brasília). O último confronto da fase de grupos será contra a toda poderosa Alemanha, no dia 03/08, às 07h00 (horário de Brasília).
Em um grupo complicado, a Coreia do Sul terá que repetir o bom desempenho da Copa Asiática para surpreender na Oceania.
Quem pensa que a África do Sul vive só de Waka-Waka está muito enganado. Essa é uma das nações mais importantes da história humana, que também possui muitas outras curiosidades. A África do Sul é a terceira maior economia do continente africano, a base das suas atividades estão na exploração mineral, sendo uma das maiores exploradoras de ouro e diamantes no mundo, e também inclui o turismo. No país há um dos maiores parques de safári do planeta que fica na reserva nacional Kruger, contando com uma enorme diversidade de espécies.
Porém, não há diversidade somente nos animais. São mais de 57 milhões de pessoas por todo o território sul-africano, sendo 80,9% de negros, 8,8% de mestiços, 7,8% de brancos e 2,5% de indianos, segundo a agência oficial de estatística da África do Sul. Mesmo a população negra sendo a maior, ela é dividida em diversas tribos de origens diferentes, o que faz com que o país tenha 11 línguas oficiais.
Essa mistura também ocorre nos esportes. Os sul-africanos gostam de três deles. O rugby, que é um esporte de bastante tradição, não é por acaso que eles conquistaram o mundial três vezes. O futebol, que é a paixão da população negra e a modalidade mais praticada no país, e o Críquete, tradicional entre os imigrantes indianos.
Outro fato interessante são as capitais. A África do Sul, diferente de vários países do globo, possui três. Pretória, onde fica o poder executivo, Cidade do Cabo, local do poder legislativo e Bloemfontein, onde está o poder judiciário.
Um dos maiores patrimônios da África do Sul, no entanto, são os seus quatro prêmios nobéis da paz, todos ligados a luta contra o sistema opressivo do apartheid. Tendo como o seu maior representante o ex-guerrilheiro preso por 27 anos e ex-presidente da nação, Nelson Mandela.
Mulheres e homens lutaram juntos pelo fim do apartheid, mas no momento da democratização os direitos das mulheres acabaram ficando de lado. A sociedade sul-africana por conta de suas tradições e culturas ainda é muito machista. Costumes como pagar o dote da mulher, ou a lobola como eles chamam, para casar é algo comum.
Estatísticas apontam que 48 mulheres são estupradas por hora na África do Sul. Mesmo com todas as adversidades, elas trabalham, cuidam dos filhos, dos maridos e até dos netos. Todos esses fatos só evidenciam a força das mulheres desta nação.
Com essa força a Banyana Banyana vai para o mundial na Oceania. Banyana Banyana é um apelido carinhoso que a seleção recebeu, significando "garotas garotas".
ATÉ O MUNDIAL
A África do Sul chega a Copa do Mundo após vencer a Copa Africana de Nações com 100% de aproveitamento. A seleção já havia se classificado para o mundial quando chegou a final da competição, porém o time queria mais e venceu o Marrocos por 2 a 1, se consagrando campeã do torneio.
As sul-africanas ainda estão construindo a sua história no futebol mundial. Essa será a sua segunda participação em um Copa do Mundo, a primeira foi em 2019, quando elas caíram ainda na fase de grupos.
PRANCHETA DA ELLIS
O time é comandado por Desiree Ellis e costuma jogar no 4-4-2, explorando um contra-ataque rápido e mortal. As jogadoras sul-africanas são conhecidas pela sua velocidade, mas possuem dificuldades em realizar jogadas mais trabalhadas. Além de que normalmente é criado um vão enorme entre a defesa e o meio de campo nas jogadas de ataque, o que pode ser aproveitado pelos adversários.
DESTAQUES DA BANYANA
Entre os destaques, a seleção conta com grandes jogadoras, como a camisa 10, Linda Motlhalo, atleta do Glasgow City que recebeu o apelido carinhoso de "a Ronaldinho de Randfontein"; e junto dela a atacante Jermaine Seoposenwe, atleta do CF Monterrey, que tem 21 jogos e 11 gols pela África do Sul. Porém, a craque do time é Hildah Magaia, jogadora do Sejong Sportstoto da Coreia do Sul. Ela é extremamente inteligente, forte e de muita velocidade, que é beneficiada pelo esquema tático da seleção, sempre infiltrando e deixando seus gols. Foi ela que marcou os dois gols que garantiram o título africano para a Banyana. Ao todo foram 12 jogos e 7 gols.
As expectativas para essa Copa não são altas. A diferença técnica e tática entre as seleções de mais tradição no futebol feminino são grandes. No grupo G, a África do Sul enfrentará as fortes seleções de Argentina, Itália e Suécia.
PROTESTO
Outro fator que dificulta a vida da Banyana foi o que aconteceu no dia 2 de julho. A seleção realizou uma manifestação por conta de atrasos nos pagamentos pela classificação do mundial. As principais jogadoras não entraram em campo no último amistoso em preparação para a Copa contra a Botsuana. Com isso a federação decidiu convocar outras jogadoras de última hora para a partida e acabaram perdendo de 5 a 0.
Mesmo com todas as adversidades, a seleção sul-africana possui um time interessante, com os encaixes certos e muita fé a Banyana Banyana pode ir longe.
JOGADORAS CONVOCADAS:
Goleiras:
Andile Dlamini (Mamelodi Sundowns)
Kaylin Swart (JVW FC)
Kebotseng Moletsane (Royal AM)
Defensoras:
Karabo Dhlamini (Mamelodi Sundowns)
Lebohang Ramalepe (Mamelodi Sundowns)
Tiisetso Makhubela (Mamelodi Sundowns)
Bambanani Mbane (Mamelodi Sundowns)
Bogenka Gamede (UWC)
Fikile Magama (UWC)
Noko Matlou (SD Eibar)
Meio-campistas:
Kholosa Biyana (UWC)
Sibulele Holweni (UWC)
Refiloe Jane (Sassuolo FC)
Linda Motlhalo (Glasgow City)
Nomyula Kgolae (TS Galaxy)
Robyn Moodaly (JVW FC)
Atacantes:
Gabriela Salgado (JVW FC)
Jermaine Seoposenwe (CF Monterrey)
Noxolo Cesane (Sem clube)
Melinda Kgadiete (Mamelodi Sundowns)
Wendy Shongwe (Universidade de Pretória)
Hildah Magaia (Sejong Sportstoto)
Thembi Kgatlana (Racing Louisville)
Suplentes:
Nthabiseng Majiya (Richmond United)
Amogelang Motau (UWC)
Regirl Ngobeni (UWC)