Por quase 40 anos - de 1940 a 1979 - as mulheres foram impedidas de praticar - de maneira oficial - o esporte mais importante do país. Em 1940, foi realizada a primeira partida oficial entre times formados por mulheres. O palco para esse momento histórico foi o Pacaembu, em São Paulo, para um amistoso entre o Sport Clube Brasileiro e o Casino de Realengo, ambos do Rio de Janeiro. A partida ocorreu antes de outro amistoso entre Flamengo e São Paulo, para um público de cerca de 65 mil pessoas que estavam no estádio.
A repercussão da partida gerou descontentamento dos conservadores, que pressionaram para que a prática do esporte fosse proibida entre as mulheres. Com alegações de que o futebol seria um esporte "violento" e que iria contra a natureza biológica feminina de ser mãe. Essa pressão acabou surtindo efeito e o então Presidente Getúlio Vargas acabou assinando o seguinte decreto:
“Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país.”
Porém, mesmo impedidas, as mulheres buscavam se organizar de forma extraoficial para praticar o esporte e após muita luta a revogação da medida veio em 1979. A modalidade passou por um período de organização, para começar a ser regulamentada somente em 1983. Os reflexos dessa proibição não são difíceis de enxergar. Apesar de contarmos com jogadoras extremamente talentosas, a seleção ainda não conquistou nenhuma Copa do Mundo.
Em busca do Topo
A Seleção Brasileira participou de todas as oito edições de Copa do Mundo. Em 2007, nossa seleção feminina passou da fase de grupos com tranquilidade com 3 vitórias em 3 jogos. Nas quartas, venceu a Austrália por 3 a 2 numa partida apertadíssima, e foi para a final depois de superar de forma dominante a seleção dos Estados Unidos em uma goleada por 4 a 0.
Na final contra a Alemanha, as brasileiras conheceram seu primeiro revés, acabando com o sonho canarinho naquela que foi a melhor participação brasileira em Copas do Mundo.
O Brasil sempre foi uma seleção a ser observada nas Copas, principalmente no auge de Marta a seleção carregava o status de favoritas, status esse que nunca foi colocado em campo. Se atribui essa falta de sucesso no trabalho realizado pelos treinadores da seleção que contavam muito com o talento individual das jogadoras e pouca organização tática.
A comandante
Para falar desse ciclo de seleção brasileira precisamos exaltar o trabalho da treinadora sueca Pia Sundhage. Seu impacto vai além da tático ou sua relação de liderança que ela tem com as jogadoras. Pia promoveu uma mudança na estrutura do Futebol Feminino dentro da CBF.
O trabalho da Sueca passa muito além do resultado esportivo, sua missão é criar uma cultura e dar visibilidade para o futebol femino no país. A passagem de Pia pela seleção conta com 32 vitórias em 52 jogos, 130 gols marcados e 38 sofridos.
A treinadora teve um ciclo de altos e baixos. Como por exemplo a eliminação precoce nas Olimpíadas de Tóquio, em 2020, nas oitavas de final para a seleção do Canadá nos pênaltis. Do lado positivo, o Brasil venceu a Copa América sem tomar conhecimento dos seus adversários com uma campanha com seis vitórias em seis jogos.
Essa Copa do Mundo será mais um tijolo na construção da identidade da seleção brasileira e independente do título. A meta do Brasil é passar por mais esse processo necessário para construção de uma seleção dominante. E todo o trabalho passa pela treinadora e na promoção do futebol feminino no país.
Prancheta da Sundhage
O sistema defensivo é o setor com menos questões a se resolver. A seleção apresentou variações em seu esquema tático, porém, o mais utilizado foi o 4-4-2. Depois de inúmeros testes, Sundhage parece ter encontrado sua linha defensiva com Tamires, Rafaelle, Kethelen e Antonia Silva. Esse quarteto ainda pode ter Lauren em uma possível linha de 5 ou entrando no lugar de uma das zagueiras.
Dessa zaga o destaque vai para as laterais que tem um jogo complementar interessante. Antonia Silva, jogadora do Madrid CFF, é uma atleta de marcação, enquanto Tamires, das Brabas do Corinthians, possui características mais ofensivas contribuindo com jogadas pela ala esquerda.
SÍmbolo de Renovação
O processo de renovação da seleção brasileira passa por Ary Borges e Geyse. Ary Borges é aquela meio-campo que domina todos os aspectos do jogo, excelente marcadora e de extrema qualidade com a bola nos pés, a volante brasileira deve ser o pulmão da seleção nessa Copa.
Geyse por sua vez é a grande esperança de gols da seleção. Atacante do Barcelona campeão da Champions feminina desta temporada, se adaptou bem ao DNA do time da Catalunha, e sua inteligência na hora de se movimentar com certeza será uma qualidade explorada por Pia Sundhage.
Rainha em sua última dança
Marta conquistou o sexto prêmio de melhor jogadora do mundo em 2018: Foto: Divulgação/CBF
Temos que falar da Rainha Marta, não dá para deixar de lado uma jogadora seis vezes melhor do mundo e maior artilheira das Copas entre homens e mulheres com 17 gols. A alagoana de 37 anos está indo para sua sexta Copa do Mundo, e já não carrega mais a posição de destaque na seleção. Porém, seu papel no vestiário e a experiência que ela carrega já foram exaltadas pela técnica sueca.
Marta terá minutos limitados diante de questões físicas, mas talento não falta para a maior jogadora de todos os tempos, que terá muito para contribuir dentro de campo também.
CONVOCAÇÃO
GOLEIRAS: Letícia Izidoro (Corinthians), Bárbara (Flamengo) e Camila (Santos);
DEFENSORAS: Antônia (Levante), Bruninha (Gotham FC), Kathellen (Real Madrid), Lauren (Madrid CFF), Mônica Hickman (Madrid CFF), Rafaelle (Arsenal) e Tamires (Corinthians);
MEIO-CAMPISTAS: Duda Sampaio (Corinthians), Kerolin (North Carolina Courage), Luana (Corinthians), Adriana (Orlando Pride), Ana Vitória (Benfica) e Ary Borges (Racing Louisville);
ATACANTES: Andressa Alves (Roma), Geyse (Barcelona), Nycole (Benfica), Bia Zaneratto (Palmeiras), Debinha (Kansas City Current), Gabi Nunes (Madri CFF) e Marta (Orlando Pride).
SUPLENTES: Tainara (Bayern de Munique), Aline Gomes (Ferroviária) e Angelina (OL Reign).
Em um grupo com França, Jamaica e Panamá, o Brasil colocará à prova a reconstrução da seleção para além das quatro linhas. Pia Sundhage sabe da importância da Copa do Mundo, mas projeta o Brasil para o próximo mundial. Nesse meio tempo, a torcida tem sim motivos para esperar um bom desempenho das canarinhas na Oceania.
Localizada na Europa, a França é um país com uma população aproximada de 67,75 milhões. Segundo o ranking do Fundo Monetário Internacional (FMI), a nação da Torre Eiffel é a sexta maior economia do mundo. A capital, Paris, está situada ao norte e é conhecida como a “Cidade da Luz”. Por lá, além da Torre Eiffel, outros pontos turísticos famosos estão espalhados pela cidade, como, por exemplo, o Museu do Louvre e o Arco do Triunfo.
Até a Oceania
Nas eliminatórias para a Copa do Mundo, as francesas dominaram o grupo I, com 100% de aproveitamento, foram 10 vitórias em 10 partidas disputadas. Além disso, as Bleus obtiveram o melhor ataque da competição, com 54 gols marcados e somente 4 sofridos.
No dia 9 de março de 2023, visando o torneio mundial, uma mudança no comando técnico da equipe foi feita. Corinne Diacre foi demitida do cargo de treinadora e, 21 dias depois, Hervé Renard foi anunciado como o novo comandante da seleção francesa.
Vale ressaltar que Renard foi treinador de Marrocos na Copa do Mundo Masculina de 2018 e da Arábia Saudita em 2022, quando derrotou a Argentina na primeira rodada da fase de grupos. A Albiceleste foi a campeã daquela edição.
Na Copa de 2023, as francesas estão na chave F, mesmo grupo que Brasil, Jamaica e Panamá. O jogo de estreia acontecerá no dia 23 de julho às 07h (Horário de Brasília), contra a Jamaica no Sydney Football Stadium.
Calendário da França – Copa do Mundo 2023:
- França x Jamaica – 23/07 – 07h (Horário de Brasília) | Sydney Football Stadium.
- França x Brasil – 29/07 – 07h (Horário de Brasília) | Brisbane Stadium.
- França x Panamá – 02/08 – 07h (Horário de Brasília) | Sydney Football Stadium.
Histórico em Copas
A primeira participação da França em uma Copa do Mundo aconteceu na edição de 2003, quando o mundial foi sediado nos Estados Unidos. Na ocasião, a seleção europeia ficou na fase de grupos, atrás de Brasil e Noruega.
Em 2007, a França não se classificou para a disputa do mundial. Porém, em 2011, na Alemanha, as Bleus chegaram até a semifinal e foram eliminadas ante os EUA por 3 a 1. Na disputa pela medalha de bronze, tropeçaram diante da Suécia pelo placar de 2 a 1 em favor das nórdicas.
Em 2015, na Copa do Canadá, a França chegou até as quartas de final. Porém, após o empate em 1 a 1 contra a Alemanha persistir no placar, os pênaltis definiram quem avançaria para a próxima fase da competição. As alemãs levaram a melhor nas penalidades, venceram por 5 a 4 e classificaram-se.
Na edição de 2019, foi a França quem sediou a competição. No entanto, novamente, as anfitriãs foram eliminadas pelas estadunidenses. Desta vez, a derrota por 2 a 1 nas quartas de final adiou ao sonho francês de erguer pela primeira vez o troféu mais concorrido do planeta.
Prancheta do Renard
No dia 6 de junho, Herve Renard divulgou a lista que contém as 26 jogadoras pré-convocadas para a Copa do Mundo. Porém, somente 23 estarão na chamada final. A grande surpresa desta convocatória foi a presença do volante Amadine Henry. A atleta de 33 anos que pertence ao Lyon, não era chamada para defender as cores da seleção desde 2020.
O sistema de jogo de Renard baseia-se na velocidade e na ofensividade. Nas partidas em que comandou a França, o treinador armou as francesas no 4-3-3, tática essa que deu resultado. Em suas duas primeiras partidas, Hervé Renard obteve 2 vitórias, contra Colômbia e Canadá.
Destaques franceses
Delphine Cacarino, um dos principais nomes da seleção não estará presente na Copa. A atacante sofreu uma lesão no joelho e está fora do torneio.
Entretanto, o treinador aposta na experiência e na novidade. Wendie Renard (Lyon), zagueira de 33 anos, disputou por três vezes a Copa do Mundo (2011, 2015 e 2019). Clara Mateo (Paris FC), atacante de 25 anos, disputará o mundial pela primeira vez.
Ao longo de sua carreira, a zagueira veterana conquistou a UEFA Champions League Feminina 8 vezes, além de 14 títulos do campeonato francês. Na temporada 2022/23, Renard disputou 21 partidas, marcou 7 gols e deu 2 assistências. Pela seleção, Renard venceu a She Believes Cup em 2017.
Por sua vez, a camisa 11 do Paris FC terá sua primeira experiência em uma Copa do Mundo. Na temporada passada, Clara Mateo anotou 12 gols e 4 assistências em 22 jogos disputados.
As Blues estarão no caminho do Brasil já fase de grupo, naquela que pode ser a revanche do duelo de oitavas de final da última Copa Mundo, quando as francesas venceram pelo placar de 2 a 1 e eliminaram o Brasil. Com um técnico experiente, a seleção azul, branca e vermelha vem preparada para aprontar na Oceania.
O Marrocos é um país do norte da África, banhado pelo oceano Atlântico e pelo Mar Mediterrâneo. Com 446.550 quilômetros quadrados de extensão, o território marroquino é caracterizado pelo relevo montanhoso e pelo clima desértico. O país foi amplamente colonizado por países europeus, e conseguiu sua independência formal da França apenas em 1956. Segundo números da Organização das Nações Unidas (ONU), o Marrocos conta com 38.489.486 milhões de habitantes.
A capital do país é Rabat, cidade com quase 2.000 anos de história. Por volta de 40 a.C, o império romano - para garantir influência no norte da África - se instalou na então cidade de Chellah. No ano 250, depois da saída dos romanos, os árabes tomaram o controle do território. Por volta do século XI, o califa almóada Abde Almumine mudou o nome da cidade para Rabat, que significa “lugar fortificado”, e transformou em uma fortaleza.
Considerado um dos países islâmicos mais estáveis politicamente, o Marrocos tem como modelo de governo a monarquia. Também há uma Câmara de Representantes, eleitos pelo voto popular. A economia marroquina é uma das principais do continente africano, baseada no setor primário com a produção agropecuária, de algodão, e diversos recursos minerais. Segundo dados do Banco Mundial, em 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) do país era de U$142,9 bilhões.
O Marrocos é influenciado pela cultura arábe e berbere. A religião islâmica é bastante presente no cotidiano dos marroquinos, ditando questões relacionadas a roupas, orações ao longo do dia e práticas artísticas. Uma marca da hospitalidade e do prezar pelo bom convívio social marroquino é o consumo de chá. De acordo com os historiadores, a prática foi introduzida pelos ingleses em XVIII e virou hábito. Os chás mais consumidos são os de menta e verde. Além do chá, a dança do ventre e o apreço pelo futebol são característicos do país.
Estreantes
A seleção feminina de futebol do Marrocos vai para a sua primeira participação em Copa do Mundo na edição de 2023, sendo a primeira seleção árabe a disputar a competição. Em julho de 2022, as Leoas de Atlas foram vice-campeãs do Campeonato Africano feminino, perdendo na decisão para a seleção da África do Sul por 2 a 1. Antes, ainda na fase de grupos, a seleção se classificou com três vitórias em três jogos. Na semifinal, as marroquinas derrotaram a forte seleção da Nigéria, maior vencedora da competição com 11 títulos.
Na edição de 2022, a seleção Marroquina bateu o recorde de público em uma partida de futebol feminino na África, ao colocar 45 mil pessoas em um estádio para assistirem a vitória por 2 a 1 contra Botsuana, pelas quartas de final.
Comandante Pedros
O técnico da seleção é o ex-jogador francês Reynold Pedros, de 51 anos, eleito o melhor técnico de futebol feminino do mundo em 2018, pela FIFA. O treinador está na seleção de Marrocos desde 2020 e acumula 21 jogos com 12 vitórias, cinco empates e quatro derrotas. Sob o comando de Pedros, a seleção marroquina adota um estilo de jogo equilibrado, com precisão nas idas ao ataque.
Ao longo do trabalho na seleção, o técnico francês variou esquemas para buscar tornar a seleção marroquina mais competitiva diante de diferentes adversários. Pedros já utilizou o 4-3-3, com um foco mais ofensivo e na transição rápida, mas também já escalou o time em um 4-4-2 e um 4-4-1-1, com um meio-campo mais preenchido, e com mais intensidade na marcação.
As Leoas
A atacante Gihzlane Chebbak, de 32 anos, é um dos principais nomes no ataque marroquino. Na última edição do Campeonato Africano, a atleta do AS Forces Armées Royale foi a terceira artilheira da competição com três gols marcados. Pela seleção já são 16 partidas com cinco gols anotados. A jogadora é importante taticamente, já que em alguns momentos do jogo, fica como única referência ofensiva à frente da linha de marcação.
Uma promessa marroquina é a meio-campista Yasmin Mrabet, de 23 anos, que nasceu na Espanha, mas atua por Marrocos. O único gol da meia pela seleção em 10 jogos foi o responsável pela classificação para as semifinais do Campeonato Africano, contra a seleção de Botsuana - a partida terminou 2 a 1. Outra promessa das Leoas do Atlas é a também meio-campista Imane Saoud, de 21 anos. Atualmente no Servette, da Suíça, a atleta tem 11 jogos e dois gols pela seleção e é presença constante nas convocações.
No grupo H com Alemanha, Colômbia e Coreia do Sul, a seleção de Marrocos aposta na força criada entre seu treinador e o time para fazer uma boa campanha na Copa do Mundo, assim como fez no ano passado no Campeonato Africano. Além do simbolismo de ser o primeiro país árabe a disputar uma Copa do Mundo Feminina, as Leoas do Atlas querem mostrar um bom futebol mesmo em um grupo complicado.
A Jamaica é um país centro-americano, na terceira maior ilha das Grandes Antilhas, no Caribe. A capital Kingston é sua maior cidade, com 1,2 milhões de habitantes na região metropolitana em 2019, de acordo com o Banco Mundial. Devido ao genocídio dos povos nativos da ilha e o intenso tráfico de pessoas africanas para o trabalho escravo em plantations, a demografia do país é majoritariamente negra, com pretos e mestiços representando 92% da população em 2015, a partir do levantamento da publicação anual "World Fact Book" (Livro de Fatos Mundiais), da Agência de Inteligência Central dos EUA, a CIA.
Apesar de ser independente desde 1962, o país ainda faz parte do Commonwealth do Reino Unido, sendo uma democracia parlamentar e monarquia constitucional. O Rei Charles III é o monarca e chefe de Estado da Jamaica, porém aponta um Governador-Geral para ser seu representante, cargo ocupado por Patrick Allen desde 2009.
O sistema parlamentar jamaicano é dividido em duas câmaras: a de Representantes, que são eleitos diretamente, e a do Senado, que são apontados pelo Primeiro-Ministro e pelo líder da oposição. O Primeiro-Ministro é o líder do partido majoritário na Câmara dos Representantes, que atualmente é o Partido Trabalhista da Jamaica, com Andrew Holness na cadeira desde 2016, sendo reeleito em 2020.
A Jamaica é conhecida principalmente pelo seu impacto cultural, em especial na religião e na música. Interligados, o ritmo reggae e o movimento rastafari se originaram no país e foram mundialmente difundidos por Bob Marley, cantor e compositor que viveu o auge da carreira durante os anos 1960 e 1970.
Nos esportes, a Jamaica tem tradição no atletismo, sendo seus principais nomes Arthur Wint, primeiro medalhista jamaicano de ouro olímpico, Elaine Thompson, recordista feminina dos 100 metros rasos nas Olimpíadas de Tóquio de 2021, Shelly-Ann Fraser-Pryce, bicampeã olímpica e pentacampeã mundial dos 100 metros rasos, Roy Anthony Bridge, parte do Comitê Olímpico Internacional, Shericka Jackson, a mulher mais rápida do mundo em atividade e a segunda mais rápida de todos os tempos, e Usain Bolt, multimedalhista olímpico, sensação de carisma, e o homem mais rápido do mundo de 2008 a 2020.
Histórico da seleção
Em sua segunda participação em Copa do Mundo, as Reggae Girlz não passaram da fase de grupos na Copa de 2019, perdendo as três partidas da etapa e marcando um único gol, contra a Austrália.
Disputam a CONCACAF e se classificaram tanto para a Copa de 2019 quanto para a de 2023 ao conquistar o terceiro lugar do campeonato. A campanha de 2022 contou com duas vitórias (contra o México e o Haiti) e uma derrota (para os EUA) na fase de grupos, a derrota na semifinal para o Canadá por 3 a 0 e a vitória sobre a Costa Rica por 1 a 0 na disputa pelo terceiro lugar.
Prancheta do Donaldson
Frente à seleção feminina da Jamaica desde junho de 2022, Lorne Donaldson conquistou a classificação para a Copa do Mundo de 2023. O técnico jamaicano de 64 anos vem de times pouco expressivos do futebol masculino estadunidense e somou mais derrotas que vitórias com a equipe jamaicana. São cinco partidas vencidas, um empate e nove derrotas. Apesar disso, suas vitórias têm sido com 0 gols sofridos.
Os resultados variados são resultado dos testes de esquema tático. Na fase de grupos da CONCACAF, no jogo contra os EUA, o posicionamento defensivo do 4-4-3 não foi o suficiente para impedir a goleada de 5 a 0 sofrida. Contra o Canadá nas semifinais, a postura mais ofensiva do 4-2-3-1 também não se mostrou efetiva. Na partida contra a Costa Rica pelo terceiro lugar, o 4-5-1 apenas garantiu que a disputa fosse levada para a prorrogação, onde o preparo físico foi mais decisivo e acabou favorecendo a seleção jamaicana com um gol no minuto 102.
Destaques
Atacante do Manchester City e capitã da seleção, Khadija Shaw, 26 anos, é a principal expoente da equipe, com 38 jogos e 55 gols pela seleção, sendo a maior artilheira do país. Na temporada 2022/2023 pelo clube, foram 30 jogos e 31 gols. Rápida e perigosa, Shaw é a peça principal de Donaldson, sendo a primeira opção de destino para bolas roubadas no meio-campo.
Jody Brown, de 21 anos, já tem experiência em Copa do Mundo apesar da pouca idade. Atacante do Florida State Seminoles, é a segunda maior artilheira da seleção, sendo 29 jogos e 13 gols. Versátil, também atua como meio-campista, com 10 assistências e 8 gols pelo clube, na temporada 2022/2023.
Uma das principais nações da história do futebol está prestes a desembarcar na Oceania para disputar a competição pela nona vez, sem ter ficado de fora nenhuma vez. O único país a ter conquistado as Copas do Mundo masculina e feminina, a maior campeã da Eurocopa Feminina, carrascas da seleção brasileira em 2007... Apesar do suspense você já sabe de quem estamos falando.
A Alemanha chega à Copa do Mundo após a ressaca da derrota para a Inglaterra na final da Eurocopa de 2022, mas apesar do resultado, está na disputa pelo título mundial. Apertem os cintos, pois assim como nas estradas Autobahn do país, a seleção alemã chega sem limite algum para a Copa de 2023.
A República Federal da Alemanha está localizada na Europa Central, ocupa um território com cerca de 357 mil quilômetros quadrados, e possui a maior população entre os membros da União Europeia, com 83,8 milhões de habitantes. É uma república parlamentar federal de dezesseis estados e tem como capital a maior cidade do país, Berlim. Por se tratar de uma república parlamentar, possui chefe de estado (presidente) e chefe de governo (primeiro-ministro). Quem ocupam os cargos são, respectivamente, Frank-Walter Steinmeier e Olaf Scholz, substituto de Angela Merkel, que após 16 anos no parlamento, voltou a vida de cientista.
O país é extremamente conhecido pela Autobahn, a estrada alemã longe das zonas urbanas em que não há limite de velocidade. Apesar do reconhecimento, o assunto é considerado controverso para a população, com frequentes discussões e tentativas de alterar a regra e definir um limite para as vias. As Autobahns tiveram origem na República de Weimar, mas muitas vezes essa origem é erroneamente atribuída a Adolf Hitler e o governo nazista.
Quando falamos em Alemanha, também pensamos imediatamente em cerveja. Apesar da associação, a Alemanha não é o país que mais consome cerveja no mundo. Mesmo assim, o apreço dos alemães pela bebida é inegável. O país possui os mais diversos tipos de cervejas para degustar, e a maioria se enquadra na lei da pureza da cerveja, promulgada pelo duque Guilherme IV da Baviera, em 23 de abril de 1516. A lei instituiu que a fabricação da cerveja seria limitada apenas aos ingredientes: água, malte e lúpulo, posteriormente a levedura foi incorporada na lei.
HISTÓRICO DA SELEÇÃO
A Alemanha disputa a Copa do Mundo Feminina desde sua inauguração oficial em 1991, a primeira organizada pela FIFA, sem nunca ter ficado de fora da disputa. É bicampeã, tendo vencido as edições de 2003, batendo a Suécia na final por 2 a 1, e 2007, vencendo o Brasil por 2 a 0. Ao vencer sua primeira Copa, em 2003, a Alemanha se tornou o único país a ter conquistado a Copa masculina e feminina, com 6 títulos agregados.
Entre as melhores campanhas, além dos dois títulos, também tem o vice-campeonato de 1995, para a Noruega. Apenas os Estados Unidos têm mais títulos de Copa do Mundo Feminina, com quatro conquistas.
Na Eurocopa, a seleção alemã conquistou oito vezes o título em treze edições, disparada a maior campeã da competição. O primeiro título remonta ao passado recente do país. Quando venceu em 1989, o muro de Berlim estava de pé, vindo a cair somente quatro meses depois da conquista do título, portanto, a seleção ainda carregava seu eixo no nome, Alemanha Ocidental.
Entre tantas conquistas, uma jogadora se destaca, principalmente pela sua participação no bicampeonato mundial, a atacante Birgit Prinz. Eleita três vezes a melhor jogadora do mundo pela FIFA, entre 2003 e 2005, a atleta é a jogadora que mais vestiu a camisa da seleção, com 214 jogos, e a maior artilheira, com 128 gols marcados.
Prinz foi a principal jogadora em ambas as conquistas de Copa, artilheira e bola de ouro em 2003 e capitã da seleção em 2007. Além disso, a atacante é a segunda maior artilheira das Copas, com 14 gols em 24 jogos, atrás apenas da rainha Marta.
Para a Copa de 2023, a seleção disputa uma das duas vagas do Grupo H contra Marrocos, Colômbia e Coreia do Sul, e não espera grandes dificuldades na fase de grupos. A treinadora Martina Voss-Tecklenburg tem a disposição um dos melhores elencos da Copa, e talvez o mais versátil meio-campo.
COMANDANTE MARTINA
Versatilidade e profundidade são as palavra-chave para entender o funcionamento dos setores da Alemanha. O plantel conta com uma profundidade imensa principalmente no meio-campo, o que fez a treinadora Martina Voss-Tecklenburg testar múltiplas formações diferentes antes das competições.
A escolha do meio-campo resulta em duas principais formações: 4-3-3 e 4-2-3-1, que são as mais utilizadas pela treinadora. Uma volante, uma meia mais equilibrada que auxilia tanto a defesa quanto o ataque, e uma meia mais ofensiva, que as vezes é ofensiva o bastante para se encaixar como uma meia atacante, gerando o 4-2-3-1.
Além disso, algumas das jogadoras convocadas são versáteis, atuando em mais de uma posição ou em diferentes setores do campo, como é o caso da capitã Alexandra Popp, que na seleção atua tanto como atacante quanto como meia-atacante.
No comando da seleção alemã desde o final de 2018, Voss-Teclenburg, de 55 anos, teve o seu contrato renovado em abril de 2023, e segue como técnica da Alemanha até 2025. Ao todo, são 48 jogos na área técnica da seleção com 36 vitórias, 4 empates e 8 derrotas.
DESTAQUES
O pilar da seleção alemã passa principalmente por duas jogadoras: Lena Oberdorf e Alexandra Popp.
LENA OBERDORF
A atleta do Wolfsburg tem apenas 21 anos e é destaque no clube e na seleção. Na última temporada foi considerada a 4ª melhor jogadora do mundo, campeã da Copa da Alemanha, finalista da Champions League, e finalista da Eurocopa 2022. Apesar dos dois vices, foi premiada como melhor jogadora jovem da Euro. Atua principalmente de volante, tendo estreado na seleção com apenas 17 anos. Tem uma excelente capacidade defensiva e uma boa saída de bola.
ALEXANDRA POPP
Capitã e artilheira da Eurocopa de 2022, a atleta de 32 anos também atua pelo Wolfsburg. Ganhou a medalha de ouro com a seleção alemã nas olimpíadas de 2016 e compartilhou as conquistas coletivas do Wolsfburg com Lena, assim como os dois vices. A atleta possui um longo histórico de lesões, e passou quase um ano afastada antes de disputar sua primeira Eurocopa em 2022. Popp é a única jogadora a marcar em cinco jogos consecutivos na Euro.
CALENDÁRIO
A Alemanha estreia no dia 24 de julho, em confronto com o Marrocos, às 05h30 (horário de Brasília), no Estádio Melbourne Rectangular. Na segunda Rodada, enfrentará a Colombia, no Allianz Stadium, às 06h30 (horário de Brasília). O último confronto da fase de grupos será contra a Coreia do Sul, no Estádio Suncorp, às 07h00 (horário de Brasília).
24/07 - ALEMANHA X MARROCOS (05:30) – 1ª Rodada Fase de Grupos
30/07 – ALEMANHA X COLOMBIA (06:30) – 2ª Rodada Fase de Grupos
03/08 – COREIA DO SUL X ALEMANHA (07:00) – 3ª Rodada Fase de Grupos
A Alemanha busca sua terceira taça, e para isso aposta principalmente na qualidade de seu meio campo. Apesar de ser uma das maiores seleções do futebol feminino, não chegam à uma final de Copa desde a conquista do bicampeonato, em 2007. O domínio alemão na Europa já é conhecido, mas será que a “velocidade” será o suficiente para voltar ao topo, ou terá outro “carro” mais rápido nessa estrada?